Bases Moleculares da Obesidade e Diabetes Resistência à Insulina Prof. Carlos Castilho de Barros

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Bases Moleculares da Obesidade e Diabetes Resistência à Insulina Prof. Carlos Castilho de Barros"

Transcrição

1 Bases Moleculares da Obesidade e Diabetes Resistência à Insulina Prof. Carlos Castilho de Barros

2

3 Onde vai agir a insulina? Quais são os efeitos nas células alvo?

4

5 Glicose

6 Ação da insulina nos tecidos

7

8 DIABETES Insulino-dependente (IDDM) Tipo I Não insulino-dependente (NIDDM) Tipo II -Normalmente acomete pessoas < 20 anos -Peso Normal -Produção de anticorpos contra as ilhotas - Inicia-se com uma insulite - Presença de atrofia e destruição das células beta -Normalmente acomete pessoas >30 anos -Obesos -Não apresentam insulite -Pequena diminuição das células beta - Diminuição dos receptores de insulina e de sua sinalização

9 O que provoca a hiperglicemia no paciente de T2DM?

10 Glicose

11

12 Mecanismos de Modulação da Sinalização do IR 1- Nível de expressão do IR na célula 1.1-mais transcrição ou degradação (KO IR) 2- Capacidade de autofosforilação 3- Capacidade de fosforilar os 2ºs mensageiros

13 Mecanismos de Modulação da Sinalização do IR 1- Nível de expressão do IR na célula FOXO1 - inibe a transcrição na presença de insulina (fosforilação) em jejum é defosforilada e se liga ao promotor ativando-o APS (adaptadoras) c-cbl ubiquitinação e internalização (degradação)

14 Domínio Transmembrana Domínio Justamenbrana Domínio Tirosina Kinase Região C-Terminal IRS-2 não depende de py972

15 2 Mecanismos de inibição da autofosforilação do IR a) ENPP1/PC-1 Ectonucleotide pyrophosphatase phosphodiesterase 1 ou Plasma cell membrane glycoprotein 1 Polimorfismo no exon 4 K121Q (lisina p/ glutamina) RI genética 25% de aumento do risco para DMT2 PC-1 [ ] não altera em rápidas variações de sensibilidade a insulina

16 2 Mecanismos de inibição da auto-fosforilação do IR b) Tirosina fosfatases (PTPs) LAR leukocyte common antigen-related phosphatases (inibe + IRS-2 ativação) e PTP-1B (py 1158, 1162 e 1163)

17 2 Mecanismos de inibição da autofosforilação do IR c) Modificações pós-traducionais Serina/treonina fosforilação (c-jun N- terminal kinase JNK; proteina knase C PKC; p38 MAPK Fatores circulantes: TNF-α e IL-6

18 2 Mecanismos de inibição da autofosforilação do IR c) Modificações pós-traducionais O-linked glycosylation UDP-GlcNAc

19 3- Inibidores de atividade tirosina kinase do IR3- Família Grb (receptor bound)

20 3- Inibidores de atividade tirosina kinase do IR Supressor of cytokine signaling - SOCS SOCS3 SOCS1 IRS-1 IRS-2 Geis Western\AKT\Análise.xls

21 O Que provoca a resistência à insulina?

22 Condições que dificultam a autofosforilação e a atividade tirosina-kinase do IR: - Obesidade (dose dependente) - PCOS - Sedentarismo - Dietas: hiperlipídicas, alta frutose e HFS (antes de ocorrer a obesidade) - Hiperglicemia persistente - Obs: a RI é hereditária e ao mesmo tempo adaptável - Filhos de indivíduos que adquiriram RI possuem maior resistência a insulina

23 ARMAZENAMENTO DE GORDURA TAG LLP AG AG AG AG TAG

24 LHS (lipase hormônio sensível )

25 LIPÓLISE NO TECIDO ADIPOSO AG alb CATECOLAMINAS AG alb β AG ATP (+) Adenil ciclase AMP c (+) TAG LHS ativa Proteína quinase A LHS inativa

26 Tecido Adiposo INSULINA + LLP enzima lipase lipoprotéica AGL AGL AGL INSULINA CATECOLAMINAS + LHS TG

27 Fatores endócrinos do Tec. Adiposo TNF-α IL-6 Resistina FFA- AGL

28 2 Mecanismos de inibição da autofosforilação do IR c) Modificações pós-traducionais Serina/treonina fosforilação (c-jun N- terminal kinase JNK; proteina knase C PKC; p38 MAPK Fatores circulantes: TNF-α e IL-6

29 Efeito do acúmulo de FFA No músculo No fígado Na célula β pancreática

30 Tecido adiposo unilocular (imagem ampliada em 330%)

31 O TA será discutido sobre 3 pontos de vista 1) TA como um órgão de armazenamento; 2) TA na regulação sistêmica e do balanço energético; 3) TA e lipólise.

32 TA como Órgão de Armazenamento

33 Armazenamento de Ácidos Graxos Maior fonte de Triacilglicerol para o TA são os quilomicrons e as VLDL (Very low density lipoprotein). Os ácidos graxos são captados por transporte ativo pelos adipócitos. com (peso normal) sintetiza cerca de g de TAG a cada 24 horas. Quando o TAG é quebrado parte do AG pode ser reesterificada e o glicerol é utilizado na gliconeogênese hepática (o tecido adiposo tem pouca glicerol quinase).

34 LIPOPROTEÍNA

35 Lipoproteínas % DE MASSA TOTAL Col-E Col TG FL ApoLP Funções QM Transporte de TG Intestino TA, músculo e fígado VLDL Transporte de Col e TG Fígado tecidos IDL LDL HDL Transporte de Col fígado e tecidos Transporte de Col Tecido fígado Adaptado de QUINTÃO, 1992.

36 Lipoproteínas - 1 Intestino QM Fígado LDL VLDL IDL = "Lipoproteína de Densidade Intermediária" IDL LLP LDL Tecidos

37 ARMAZENAMENTO DE GORDURA TAG LLP AG AG AG AG TAG

38 TAG

39 TA e Lipólise

40 LHS (lipase hormônio sensível )

41 LIPÓLISE NO TECIDO ADIPOSO AG alb CATECOLAMINAS AG alb β AG ATP (+) Adenil ciclase AMP c (+) TAG LHS ativa Proteína quinase A LHS inativa

42 Tecido Adiposo INSULINA + LLP enzima lipase lipoprotéica AGL AGL AGL INSULINA CATECOLAMINAS + LHS TG

43 TA e Lipólise Em seres humanos o efeito lipolítico das catecolaminas é dependente do balanço entre receptores a e b adrenérgicos. O receptor α2 inibe a lipólise enquanto que os receptores β2 estimula a lipólise. Normalmente há um predomínio lipolítico dos receptores b. A lipólise basal dos grandes adipócitos oriundos de obesos é maior que do que a dos adipócitos pequenos de indivíduos não portadores de obesidade.

44 Hormônios (produzidos pelo TA)

45

46 Fatores endócrinos do Tecido Adiposo +

47 Fatores endócrinos do Tecido Adiposo

48 A. PROTEÍNAS SECRETADAS E METABOLISMO DOS TRIGLICERÍDEOS 1. Lipase lipoprotéica (LPL) A LPL é o regulador mais importante para a deposição dos triglicerídeos. A LPL hidrolisa os triglicerídeos das lipoproteínas de densidade muito baixa (VLDL) e quilomicra, liberando os ácidos graxos que são captados pelo adipócito. Os genes codificando a LDL não são expressos diferencialmente nos adipócitos omentais quando comparados aos subcutâneos, mas nos obesos mórbidos o tecido gorduroso do omento (visceral) expressa o mrna e a correspondente proteína em nível menor do que no subcutâneo. Quanto à regulação hormonal da LPL, a insulina e glicocorticóides são os estimuladores fisiológicos da atividade da LPL e a sua associação tem um papel importante na regulação da topografia da gordura corporal, sendo a LPL central para o desenvolvimento da obesidade visceral abdominal. Por outro lado, as catecolaminas, hormônio de crescimento e testosterona (no homem) reduzem a atividade da LPL do tecido adiposo.

49 A. PROTEÍNAS SECRETADAS E METABOLISMO DOS TRIGLICERÍDEOS 2. Estimuladora da acilação (ASP) A ASP é o estimulador mais potente da síntese de triglicerídeos no adipócito humano. O adipócito humano secreta 3 proteínas da via alternativa do complemento: C 3,B e fator D (adipsina) que interagem extracelularmente para produzir um peptídeo de 77 aminoácidos, a ASP. A medida em que os ácidos graxos são liberados das lipoproteínas ricas em triglicerídios e quilomicra, pela ação da LPL, a ASP é também produzida, a síntese de triglicerídeos aumentando conforme as necessidades. A via da ASP evitaria o excesso de formação dos ácidos graxos no lume capilar, os quilomicra sendo os determinantes da geração da ASP. A insulina aumenta a secreção da ASP, o que seria de se esperar pela ação concomitante da LPL e ASP. A expressão da ASP sendo maior no tecido subcutâneo do que no visceral, o tecido adiposo do omento teria uma capacidade limitada para impedir que os ácidos graxos cheguem ao fígado, o que poderia contribuir para as anormalidade metabólicas observadas na obesidade visceral.

50 B. PROTEÍNAS SECRETADAS E METABOLISMO DO COLESTEROL E RETINOL 1. Proteína de transferência do éster de colesterol (CETP) A CETP é um modulador importante do transporte reverso do colesterol por facilitar a transferência dos esteres de colesterol das lipoproteínas de elevada densidade (HDL) para as lipoproteínas aceptoras [contendo apob, ricas em triglicerídios, particularmente as lipoproteínas de densidade muito baixa (VLDL)] e de triglicerídeos destas para as HDL. Em conseqüência, há um aumento da captação e degradação das HDL enriquecidas em triacilglicerol, por atividade da lipase protéica ao tempo que ocorre a captação pelo fígado das lipoproteínas contendo apob enriquecidas em colesterol esterificado. Desta maneira, o tecido adiposo, sendo um órgão de depósito do colesterol, o colesterol periférico captado pelas HDL, que agem como aceptoras do efluxo do colesterol, retorna ao fígado para ser excretado. A síntese ou também a secreção da CETP no tecido adiposo está aumentada no jejum, dietas ricas em colesterol/gorduras saturadas, após o estimulo pela insulina e na obesidade. A correlação positiva da CETP circulante com a insulinemia e glicemia basais sugere uma relação com a resistência à insulina. Finalmente, a expressão da CETP na gordura do omento é maior do que na do tecido subcutâneo.

51 B. PROTEÍNAS SECRETADAS E METABOLISMO DO COLESTEROL E RETINOL 2. Ligante do retinol (RBP) A RBP é sintetizada e secretada pelo adipócito, sendo que a transcrição do gene correspondente induzida pelo ácido retinóico, considerando que o tecido adiposo está envolvido no depósito e metabolismo do retinol (vit. A). O mrna codificando a RBP é expresso em nível relativamente elevado nos adipócitos sem haver diferença entre as células gordurosas do omento e subcutâneas. A mobilização do retinol dos depósitos gordurosos não parece estar relacionada com um aumento da secreção da RBP, mas à hidrólise de éster de retinol por uma lipase AMPc-dependente hormônio sensível.

52 C. PROTEÍNA RELACIONADA COM A COAGULAÇÃO: INIBIDOR-1 DO ATIVADOR DO PLASMINOGÊNIO (PAI-1) O PAI-1 é uma protease, sendo um regulador muito importante do sistema fibrinolítico, uma defesa natural contra a trombose. Se liga e rapidamente inibe os ativadores do plasminogênio que modulam a fibrinólise endógena. Embora as fontes mais importantes do PAI-1 sejam os hepatócitos e células endoteliais, os adipócitos também contribuem para os níveis circulantes desta proteína, que estão elevados na obesidade, apresentando uma correlação elevada com os parâmetros que definem a resistência à insulina, particularmente a insulinemia e trigliceridemia basais, além do índice de massa corpórea e o acúmulo de gordura visceral, que explica 28% da variância da atividade do PAI-1. Entretanto, o aumento do PAI-1 na obesidade visceral é independente dos níveis de insulina, triglicerídeos e glicose circulantes. Estudos prospectivos mostraram a associação entre o aumento dos níveis de PAI-1 e a correspondente fibrinólise defeituosa com o risco de ateroesclerose e trombose, particularmente em relação a eventos coronarianos, assim ligando o acúmulo de gordura visceral à moléstia macrovascular. A síntese de PAI-1 tecido adiposo é estimulada pelos corticosteróides e significativamente relacionada com a do fator de necrose tumoral alfa (TNF-alfa), enfatizando a possível contribuição local desta citocina na regulação da produção de PAI-1 pelo tecido adiposo.

53 D. FATORES SECRETADOS COM FUNÇÃO ENDÓCRINA 1. Estrogênios A presença de estrogênios em mulheres após a menopausa levou à descoberta de que o T.A. é ativo em termos extraglandulares na produção de certos esteróides. Precursores C19 (adrenal), principalmente androstenediona são convertidos a estrona e estradiol via P450 do TA. Essa produção está positivamente correlacionada com a idade, peso corporal e quantidade de gordura corporal. A aromatase pode ser aumentada in vitro por glicocorticóides.

54 Leptina

55 D. FATORES SECRETADOS COM FUNÇÃO ENDÓCRINA 2. Leptina A leptina é o produto do gene da obesidade (ob) que é expresso nos adipócitos. A leptina age como um fator de sinalização do tecido adiposo para o sistema nervoso central, regulando a ingestão alimentar e o gasto energético e, assim, fazendo a homeostase do peso corporal e mantendo constante a quantidade de gordura. No homem, como nos roedores, se observa uma correlação fortemente positiva entre os níveis circulantes de leptina e a quantidade de gordura corpórea, indicando a secreção de leptina ser um reflexo de hipertrofia gordurosa. A leptina apresenta um ritmo circadiano, com valores noturnos mais elevados. O adipócito é a única fonte conhecida do produto do gene (ob), leptina, os préadipócitos não apresentando esta capacidade. A secreção de leptina é 2 a 3 vezes maior no tecido subcutâneo do que na gordura do omento particularmente em mulheres do que nos homens, pelo fato dos adipócitos subcutâneos serem maiores do que os do omento, especialmente no sexo feminino, e daí maior expressão do gene da leptina.

56 D. FATORES SECRETADOS COM FUNÇÃO ENDÓCRINA 2. Leptina A leptina é também regulada por outros fatores nutricionais e hormonais. Alterações agudas no balanço energético, aumento na ingestão de hidrates de carbono induz uma elevação da leptina (secundária a hiperinsulinemia) em aproximadamente 40%. Por outro lado, a ingestão isocalórica de gordura induz uma redução da leptina. O jejum prolongado induz uma queda na leptinemia. Quanto a regulação hormonal, a insulina, glicocorticóides os estrogênios e TNFalfa têm efeito estimulador nas concentrações circulantes de leptina. Por outro lado, as catecolaminas e androgênios reduzem os níveis de leptina. A leptina circulante exibe um dimorfismo sexual, com valores mais elevados na mulher, pela predominância do tecido gorduroso subcutâneo sobre o visceral e as condições hormonais prevalentes na mulher, estrogênios elevados e androgênios baixos.

57 D. FATORES SECRETADOS COM FUNÇÃO ENDÓCRINA Ø O SNC é o sítio principal de ação da leptina, atuando em áreas específicas do hipotálamo e tronco cerebral, importantes na regulação da adiposidade corporal. Ø Redução da expressão e liberação de peptídios orexigênicos:, Ø neuropeptídeo Y, melanocortina e galanina, Ø Ativação do sistema nervoso simpático e aumento do gasto energético. Ø Aumento dos peptídeos anorexigênicos hipotalâmicos: Ø hormônio de liberação da corticotrofina (CRH), peptídio glucagon-simile-1 (GLP-1) proópiomelanocortina (POMC) e o transcrito regulado pela cocaína e anfetamina (CART). Ø Além disso, a leptina afeta outros mecanismos neuroendócrinos que não a regulação da ingesta alimentar, como a atividade hipotálamo-pituitária, tal como no desencadeamento da puberdade em meninos. Ø A leptina também age nos tecidos periféricos. Assim, demonstrou-se em roedores, que a hiperleptinemia reduz a síntese de triglicerídeos e aumenta a oxidação dos ácidos graxos em ilhotas pancreáticas normais, levando a uma disfunção das células beta, deprivando-as do sinal lipídico necessário para a resposta insulínica aos secretagogos. Ø Este achado, em conjunto com a observação de que a insulina estimula a secreção de leptina, sugeriu a possível existência de uma regulação retrógrada negativa entre a insulina e a leptina.

58 D. FATORES SECRETADOS COM FUNÇÃO ENDÓCRINA 3. Angiotensinogênio O angiotensinogênio, sintetizado primariamente no fígado, é também secretado em abundância pelo tecido adiposo, onde a expressão gênica é regulada pelos glicocorticóides. A expressão do angiotensinogênio é similar na massa visceral e subcutânea. O angiotensinogênio é clivado pela renhia à angiotensina I e esta convertida a angiotensina II pela enzima de conversão da angiotensina, ambas as enzimas também expressas no tecido adiposo. Assim, a angiotensina II, produzida localmente no tecido adiposo, estimulando a produção de prostaciclina pelos adipócitos pode induzir a diferenciação dos préadipocitos a adipocitos. Além do efeito no desenvolvimento do tecido adiposo, o aumento da secreção do angiotensinogênio, via angiotensina II, poderia induzir um aumento da tensão arterial observado com freqüência na obesidade.

59

60 D. FATORES SECRETADOS COM FUNÇÃO ENDÓCRINA 4. Adiponectina A adiponectina, uma proteína secretante colágenosímile, é especifica e abundantemente expressa no tecido adiposo, com predominância na gordura visceral, sendo detectada no plasma humano, correlacionando-se negativamente com o índice de massa corporal e área da gordura visceral abdominal, porém não com a gordura subcutânea abdominal. Correlação negativa com resistencia à insulina Correlação negativa com a Resistina (que está ligada à resistência à insulina)

61 E. Fatores com atividade autócrina/parácrina regulando a celularidade do tecido adiposo 1. Fator de necrose tumoral-alfa (TNF-alfa) O TNF-alfa é expresso nos adipocitos e estando ausente nos pré-adipócitos, havendo uma correlação significativa com o nível de insulina (medida indireta da resistência à insulina) e o índice de massa corpórea. Expresso diferencialmente no tecido adiposo subcutâneo e omental, se correlaciona negativamente com a atividade da lipase lipoprotéica no tecido gorduroso, efeito local, regulando o tamanho do adipócito, ou seja, representando uma forma de "adipostato". Reduz a expressão do transportador de glicose GLUT lnterleucina-6 (IL-6) Tem a sua concentração plasmática proporcional à massa de gordura. O TNF-alfa induz a produção de IL-6 pelos adipócitos, maior pela gordura omental do que pela subcutânea. Entre as ações da IL-6 está a redução da atividade da lipase lipoprotéica, assim mostrando uma ação local na regulação da captação dos ácidos graxos pelo tecido adiposo, em conjunto com o TNF-alfa ("adipostato"), resultando em maior afluxo de ácidos graxos para o fígado, no caso da gordura visceral abdominal. Assim, esta citocina contribuiria para a hipertrigliceridemia associada com a obesidade visceral. A IL-6, além de ser um regulador autócrino e parácrino da função do adipócito, tem efeitos em outros tecidos.

62 3. Fator de crescimento insulino-símile-1 (IGF-1) e proteína 3 ligante do IGF (IGFBP 3) Demonstrou-se que a diferenciação de pré-adipócitos está associada com um aumento no IGF-1 e na proteína 3 ligante do IGF (IGFBP-3), independente da presença do hormônio de crescimento. Em adipócitos diferenciados, o hormônio de crescimento humano estimula a expressão e produção da IGFBP-3, mas não do IGF-1. Existem, portanto, evidências da ação autócrina/parácrina do IGF-1 e IGFBP-3 no tecido adiposo humano com modulação pelo hormônio de crescimento e cortisol (que reduz a expressão e produção da IGFBP-3 em adipócitos). Portanto, em préadipócitos, a produção de IGF-1 atuando de maneira autócrina/parácrina induz a proliferação dos pré-adipócitos e sua diferenciação em adipócitos. 4. Monobutirina A monobutirina (1-butiril-glicerol) é um produto de secreção do adipócito, favorecendo a vascularização do tecido adiposo no seu desenvolvimento e vasodilatação dos microvasos.

63

64 Glicogênio sintase Glicogênio fosforilase Glicoquinase Glicose6 fosfatase Frutose1,6-bisfosfatase Fosfofruto -quinase Fosfoenolpiruvatocarboxi-quinase Piruvato quinase Acetil-CoA carboxilase

Curso: Integração Metabólica

Curso: Integração Metabólica Curso: Integração Metabólica Aula 6: Diabetes e hiperinsulinemia Prof. Carlos Castilho de Barros O Que é insulina? Hormônio hipoglicemiante proteico produzido pelo pâncreas. Pré-pró-insulina O Peptídeo

Leia mais

Bases Moleculares da Obesidade e Diabetes Sistema Nervoso Autônomo Prof. Carlos Castilho de Barros

Bases Moleculares da Obesidade e Diabetes Sistema Nervoso Autônomo Prof. Carlos Castilho de Barros Bases Moleculares da Obesidade e Diabetes Sistema Nervoso Autônomo Prof. Carlos Castilho de Barros http://wp.ufpel.edu.br/obesidadediabetes/ Sistema Nervoso Sistema Nervoso Central Sistema Nervoso Periférico

Leia mais

Hormonas e mensageiros secundários

Hormonas e mensageiros secundários Hormonas e mensageiros secundários Interrelação entre os tecidos Comunicação entre os principais tecidos Fígado tecido adiposo hormonas sistema nervoso substratos em circulação músculo cérebro 1 Um exemplo

Leia mais

11/05/2015 INTER-RELAÇÕES METABÓLICAS INTEGRAÇÃO DO METABOLISMO PRINCÍPIOS QUE GOVERNAM O METABOLISMO

11/05/2015 INTER-RELAÇÕES METABÓLICAS INTEGRAÇÃO DO METABOLISMO PRINCÍPIOS QUE GOVERNAM O METABOLISMO INTER-RELAÇÕES METABÓLICAS Plano de Aula -Visão geral e principais mecanismos de regulação -Especificidade metabólica nos diferentes tecidos do organismo humano -Relações metabólicas entre tecidos nos

Leia mais

exercício físico na obesidade e síndrome metabólica

exercício físico na obesidade e síndrome metabólica exercício físico na obesidade e síndrome metabólica CONCEITOS Atividade Física é qualquer movimento corporal produzido pelos músculos esqueléticos que resultam em gasto energético; Exercício é uma atividade

Leia mais

Células A (25%) Glucagon Células B (60%) Insulina Células D (10%) Somatostatina Células F ou PP (5%) Polipeptídeo Pancreático 1-2 milhões de ilhotas

Células A (25%) Glucagon Células B (60%) Insulina Células D (10%) Somatostatina Células F ou PP (5%) Polipeptídeo Pancreático 1-2 milhões de ilhotas Instituto Biomédico Departamento de Fisiologia e Farmacologia Disciplina: Fisiologia II Curso: Medicina Veterinária Pâncreas Endócrino Prof. Guilherme Soares Ilhotas Células A (25%) Glucagon Células B

Leia mais

METABOLISMO DE LIPÍDEOS

METABOLISMO DE LIPÍDEOS METABOLISMO DE LIPÍDEOS 1. Β-oxidação de ácidos graxos - Síntese de acetil-coa - ciclo de Krebs - Cadeia transportadora de elétrons e fosforilação oxidativa 2. Síntese de corpos cetônicos 3. Síntese de

Leia mais

Curso: Integração Metabólica

Curso: Integração Metabólica Curso: Integração Metabólica Aula 9: Sistema Nervoso Autônomo Prof. Carlos Castilho de Barros Sistema Nervoso Sistema Nervoso Central Sistema Nervoso Periférico Sensorial Motor Somático Autônomo Glândulas,

Leia mais

Butylene Glycol; Water (Aqua); Dihydromyricetin. Modelador do tecido adiposo: a solução cosmética para o tratamento da gordura localizada.

Butylene Glycol; Water (Aqua); Dihydromyricetin. Modelador do tecido adiposo: a solução cosmética para o tratamento da gordura localizada. Produto INCI Definição MYRICELINE Butylene Glycol; Water (Aqua); Dihydromyricetin Modelador do tecido adiposo: a solução cosmética para o tratamento da gordura localizada. Propriedades Os tratamentos cosméticos

Leia mais

METABOLISMO. - ATP é a moeda energética da célula

METABOLISMO. - ATP é a moeda energética da célula INTEGRAÇÃO DO METABOLISMO ESTRATÉGIAS DO METABOLISMO - ATP é a moeda energética da célula - ATP é gerado pela oxidação de moléculas de alimento: * as macromoléculas da dieta são quebradas até suas unidades

Leia mais

Dra. Kátia R. P. de Araújo Sgrillo. sgrillo.ita@ftc.br

Dra. Kátia R. P. de Araújo Sgrillo. sgrillo.ita@ftc.br Dra. Kátia R. P. de Araújo Sgrillo sgrillo.ita@ftc.br Lipídeos são compostos guardados em grandes quantidades como triglicerídeos neutros e representam 90% da dieta. São altamente insolúveis, podendo ser

Leia mais

Capacidade de organizar os produtos da digestão usando a energia extraída dos mesmos produtos da digestão (REGULAÇÃO)

Capacidade de organizar os produtos da digestão usando a energia extraída dos mesmos produtos da digestão (REGULAÇÃO) Capacidade de organizar os produtos da digestão usando a energia extraída dos mesmos produtos da digestão (REGULAÇÃO) As proteínas são digeridas até aminoácidos, as gorduras (triglicérides) até glicerol

Leia mais

Perfil Lipídico. Prof. Fernando Ananias FUNÇÃO DOS LIPÍDIOS

Perfil Lipídico. Prof. Fernando Ananias FUNÇÃO DOS LIPÍDIOS Perfil Lipídico Prof. Fernando Ananias FUNÇÃO DOS LIPÍDIOS Maior reserva corporal de energia tecidos muscular e subcutâneo Proteção contra traumatismo: 4% Isolamento térmico Transportadores de vitaminas

Leia mais

M E T B O L I S M O CATABOLISMO ANABOLISMO

M E T B O L I S M O CATABOLISMO ANABOLISMO METABOLISMO É o conjunto das reações químicas que ocorrem num organismo vivo com o fim de promover a satisfação de necessidades estruturais e energéticas. ...metabolismo Do ponto de vista físico-químico,

Leia mais

Visão geral dos antidiabéticos orais tradicionais: secretagogos, inibidores da alfa-glicosidase e sensibilizadores de insulina

Visão geral dos antidiabéticos orais tradicionais: secretagogos, inibidores da alfa-glicosidase e sensibilizadores de insulina Visão geral dos antidiabéticos orais tradicionais: secretagogos, inibidores da alfa-glicosidase e sensibilizadores de insulina INTRODUÇÃO O controle da hiperglicemia em longo prazo é essencial para a manutenção

Leia mais

8.2 - Mecanismos envolvidos na alteração do metabolismo hepático entre os estado bem alimentado e o estado de jejum

8.2 - Mecanismos envolvidos na alteração do metabolismo hepático entre os estado bem alimentado e o estado de jejum UNIDADE 8 - INTERRELAÇÕES METABÓLICAS 8.1 - Ciclo Jejum-alimentação 8.2 - Mecanismos envolvidos na alteração do metabolismo hepático entre os estado bem alimentado e o estado de jejum 8.3 - Inter-relações

Leia mais

Diversidade do sistema endócrino

Diversidade do sistema endócrino Diversidade do sistema endócrino Importância Biomédica - hormônio palavra de origem grega despertar para a atividade - Definição clássica Conceito célula alvo - ação bioquímica ou fisiológica Importância

Leia mais

AGENTE DE FÉ E DO CORAÇÃO PASTORAL NACIONAL DA SAÚDE 04 de outubro de 2013. Dislipidemias

AGENTE DE FÉ E DO CORAÇÃO PASTORAL NACIONAL DA SAÚDE 04 de outubro de 2013. Dislipidemias AGENTE DE FÉ E DO CORAÇÃO PASTORAL NACIONAL DA SAÚDE 04 de outubro de 2013 Dislipidemias Raul D. Santos Unidade Clínica de Lípides InCor-HCFMUSP Faculdade de Medicina da USP Metabolismo do colesterol,

Leia mais

Por não serem solúveis na água, os lípidos circulam no plasma sob a forma de lipoproteínas. Os ácidos gordos livres circulam ligados à albumina.

Por não serem solúveis na água, os lípidos circulam no plasma sob a forma de lipoproteínas. Os ácidos gordos livres circulam ligados à albumina. LIPOPROTEÍNAS E DISLIPIDÉMIAS Por não serem solúveis na água, os lípidos circulam no plasma sob a forma de lipoproteínas. Os ácidos gordos livres circulam ligados à albumina. Transporte dos lípidos Classificação

Leia mais

VI - Diabetes hiperglicémia

VI - Diabetes hiperglicémia VI - Diabetes A Diabetes mellitus é uma doença caracterizada por deficiência na produção da insulina, aumento da sua destruição ou ineficiência na sua acção. Tem como consequência principal a perda de

Leia mais

ALTERAÇÕES METABÓLICAS NA GRAVIDEZ

ALTERAÇÕES METABÓLICAS NA GRAVIDEZ ALTERAÇÕES METABÓLICAS NA GRAVIDEZ CUSTO ENERGÉTICO DA GRAVIDEZ CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL SÍNTESE DE TECIDO MATERNO 80.000 kcal ou 300 Kcal por dia 2/4 médios 390 Kcal depósito de gordura- fase

Leia mais

ALTERAÇÕES METABÓLICAS NO PERFIL LIPÍDICO E GLICÊMICO DE PACIENTES HIV POSITIVOS QUE FAZEM USO DE ANTIRETROVIRAIS

ALTERAÇÕES METABÓLICAS NO PERFIL LIPÍDICO E GLICÊMICO DE PACIENTES HIV POSITIVOS QUE FAZEM USO DE ANTIRETROVIRAIS ALTERAÇÕES METABÓLICAS NO PERFIL LIPÍDICO E GLICÊMICO DE PACIENTES HIV POSITIVOS QUE FAZEM USO DE ANTIRETROVIRAIS Greice Rodrigues Bittencourt Introdução A terapia antiretroviral contemporânea (TARV) baseado

Leia mais

Sinalização Celular. Por que sinalizar?

Sinalização Celular. Por que sinalizar? Comunicação Celular Sinalização Celular Por que sinalizar? Sinalização Celular Quando sinalizar? Sinalização Celular Como sinalizar? Sinalização Celular Onde sinalizar? Relevância Biológica Alteração no

Leia mais

PÂNCREAS ENDÓCRINO E A REGULAÇÃO DA GLICEMIA. Prof. Hélder Mauad

PÂNCREAS ENDÓCRINO E A REGULAÇÃO DA GLICEMIA. Prof. Hélder Mauad PÂNCREAS ENDÓCRINO E A REGULAÇÃO DA GLICEMIA Prof. Hélder Mauad PÂNCREAS SOMATOSTATINA ENDÓCRINO A somatostatina é classificada como um hormônio inibitório, cujas principais ações Além são: da

Leia mais

Figura 1: peridrociclopentanofenantreno

Figura 1: peridrociclopentanofenantreno COLESTEROL A n a L a u r a B u e n o Esteróides são álcoois de alto peso molecular. São compostos lipossolúveis muito importantes na fisiologia humana. Os esteróis possuem uma estrutura básica chamada

Leia mais

Profa. Alessandra Barone www.profbio.com.br

Profa. Alessandra Barone www.profbio.com.br Profa. Alessandra Barone www.profbio.com.br Digestão de lipídeos A maior parte de nossa ingestão de lipídeos é feita sob a forma de triacilgliceróis Hidrólise inicia-se pela ação da lipase lingual, ativada

Leia mais

Bioenergética. Profa. Kalyne de Menezes Bezerra Cavalcanti

Bioenergética. Profa. Kalyne de Menezes Bezerra Cavalcanti Bioenergética Profa. Kalyne de Menezes Bezerra Cavalcanti Natal/RN Fevereiro de 2011 Substratos para o exercício O corpo utiliza nutrientes carboidratos, gorduras e proteínas consumidos diariamente para

Leia mais

RESISTÊNCIA INSULÍNICA Fisiopatologia, Diagnóstico e Tratamento

RESISTÊNCIA INSULÍNICA Fisiopatologia, Diagnóstico e Tratamento RESISTÊNCIA INSULÍNICA Fisiopatologia, Diagnóstico e Tratamento Izidoro de Hiroki Flumignan Aula para o Curso de Pós-Graduação em Endocrinologia do Hospital da Lagoa Rio de Janeiro RJ - 2008 - O ADIPÓCITO

Leia mais

Lípidos. Fonte de energia (ligações C-H) Forma eficiente de armazenar calorias em excesso

Lípidos. Fonte de energia (ligações C-H) Forma eficiente de armazenar calorias em excesso Lípidos Funções Fonte de energia (ligações C-H) Forma eficiente de armazenar calorias em excesso Integram as membranas celulares papel importante na estrutura celular 1 Ácidos gordos Saturados Não saturados

Leia mais

Valor nutricional da carne

Valor nutricional da carne Composição do tecido muscular Valor nutricional da carne Espécie Água % Proteína % Lipídios % Cinzas % Bovinos 70-73 20-22 4-8 1 Suínos 68-70 19-20 9-11 1,4 Ana Maria Bridi Departamento de Zootecnia Universidade

Leia mais

47 Por que preciso de insulina?

47 Por que preciso de insulina? A U A UL LA Por que preciso de insulina? A Medicina e a Biologia conseguiram decifrar muitos dos processos químicos dos seres vivos. As descobertas que se referem ao corpo humano chamam mais a atenção

Leia mais

COMUNICAÇÃO CELULAR. Bioquímica Básica Ciências Biológicas 3º período Cátia Capeletto

COMUNICAÇÃO CELULAR. Bioquímica Básica Ciências Biológicas 3º período Cátia Capeletto COMUNICAÇÃO CELULAR Bioquímica Básica Ciências Biológicas 3º período Cátia Capeletto O que é comunicação celular? As células possuem um sistema responsável por: Geração Transmissão Recepção Resposta. Uma

Leia mais

Lípidos e dislipidemia. Cláudio David

Lípidos e dislipidemia. Cláudio David Lípidos e dislipidemia Cláudio David Os lípidos Os 3 principais tipos de lípidos são: Glicéridos (triglicéridos) Esteróis (colesterol) Fosfolípidos (fosfatidil colina=lecitina e esfingomielina) Glicerol

Leia mais

Disciplina de Fisiologia Veterinária. GH e PROLACTINA. Prof. Fabio Otero Ascoli

Disciplina de Fisiologia Veterinária. GH e PROLACTINA. Prof. Fabio Otero Ascoli Disciplina de Fisiologia Veterinária GH e PROLACTINA Prof. Fabio Otero Ascoli GH Sinônimos: Hormônio do crescimento ou somatotrópico ou somatotropina Histologia: Em torno de 30 a 40% das células da hipófise

Leia mais

SISTEMA ENDÓCRINO - 1 Figuras desta aula são do livro de Silverthorn

SISTEMA ENDÓCRINO - 1 Figuras desta aula são do livro de Silverthorn SISTEMA ENDÓCRINO - 1 Figuras desta aula são do livro de Silverthorn Bernardo Baldisserotto Departamento de Fisiologia e Farmacologia Universidade Federal de Santa Maria, Brasil Sistema nervoso: usualmente

Leia mais

PUBERDADE. Fase fisiológica com duração de 2 a 5 anos, durante a qual ocorre a maturação sexual

PUBERDADE. Fase fisiológica com duração de 2 a 5 anos, durante a qual ocorre a maturação sexual Puberdade PUBERDADE Transição entre a infância e a vida adulta Transformações físicas e psíquicas complexas Fase fisiológica com duração de 2 a 5 anos, durante a qual ocorre a maturação sexual Desenvolvimento

Leia mais

Alterações Metabolismo Carboidratos DIABETES

Alterações Metabolismo Carboidratos DIABETES 5.5.2009 Alterações Metabolismo Carboidratos DIABETES Introdução Diabetes Mellitus é uma doença metabólica, causada pelo aumento da quantidade de glicose sanguínea A glicose é a principal fonte de energia

Leia mais

RELEPTIN Irvingia gabonensis extrato

RELEPTIN Irvingia gabonensis extrato RELEPTIN Irvingia gabonensis extrato Redução de peso, colesterol e glicemia. Reduz medidas pela queima de gordura ao mesmo tempo em que controla a dislipidemia, reduzindo o colesterol LDL e triglicérides

Leia mais

SÍNDROME METABÓLICA E ENVELHECIMENTO PAPEL DA RESTRIÇÃO CALÓRICA E DA ACTIVAÇÃO DAS SIRTUÍNAS

SÍNDROME METABÓLICA E ENVELHECIMENTO PAPEL DA RESTRIÇÃO CALÓRICA E DA ACTIVAÇÃO DAS SIRTUÍNAS SÍNDROME METABÓLICA E ENVELHECIMENTO PAPEL DA RESTRIÇÃO CALÓRICA E DA ACTIVAÇÃO DAS SIRTUÍNAS Pedro von Hafe Professor de Medicina da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. Assistente Graduado

Leia mais

O controle da ingestão de alimentos. O controle da ingestão de alimentos

O controle da ingestão de alimentos. O controle da ingestão de alimentos O controle da ingestão de alimentos Prof. Dr. Álvaro Ribeiro Barale FUCAMP - 2014 O controle da ingestão de alimentos 1 O controle da ingestão de alimentos Sumário Conceitos fundamentais Nutrição e composição

Leia mais

Os hormônios não são os únicos sinalizadores intercelulares.

Os hormônios não são os únicos sinalizadores intercelulares. 6. O que são e para que servem os hormônios? Introdução Em 1902, Bayliss e Starling verificaram que, em resposta à introdução de substâncias ácidas, a mucosa do duodeno e do jejuno liberava um mensageiro

Leia mais

Lipídios. Dra. Aline Marcellini

Lipídios. Dra. Aline Marcellini Lipídios Dra. Aline Marcellini LIPÍDEOS Nutrição = 9 Kcal/g Grande diversidade de moléculas. Palatabilidade e retenção de voláteis. Definição: compostos insolúveis em água e solúveis em solventes orgânicos.

Leia mais

COMPOSIÇÃO QUÍMICA DA CARNE. Profª Sandra Carvalho

COMPOSIÇÃO QUÍMICA DA CARNE. Profª Sandra Carvalho COMPOSIÇÃO QUÍMICA DA CARNE Profª Sandra Carvalho A carne magra: 75% de água 21 a 22% de proteína 1 a 2% de gordura 1% de minerais menos de 1% de carboidratos A carne magra dos diferentes animais de abate

Leia mais

Regulação do metabolismo do glicogênio

Regulação do metabolismo do glicogênio Regulação do metabolismo do glicogênio A U L A 27 objetivos Ao final desta aula, você deverá ser capaz de: Aprender sobre as vias de regulação do metabolismo de glicogênio. Reforçar os conceitos adquiridos

Leia mais

Sinalização celular: Como as células se comunicam. Profa. Dra. Livia M. A. Tenuta

Sinalização celular: Como as células se comunicam. Profa. Dra. Livia M. A. Tenuta Sinalização celular: Como as células se comunicam Profa. Dra. Livia M. A. Tenuta Foto corpo humano Sinais fisiológicos: elétricos químicos 75 trilhões de células Tópicos a serem abordados Meios de comunicação

Leia mais

Bases Moleculares da Obesidade e Diabetes Síndromes que Causam Obesidade Prof. Carlos Castilho de Barros

Bases Moleculares da Obesidade e Diabetes Síndromes que Causam Obesidade Prof. Carlos Castilho de Barros Bases Moleculares da Obesidade e Diabetes Síndromes que Causam Obesidade Prof. Carlos Castilho de Barros http://wp.ufpel.edu.br/obesidadediabetes/ Fígado Estômago e Intestino delgado Localização Córtex

Leia mais

CURSO DE MASSAGEM MODELADORA

CURSO DE MASSAGEM MODELADORA CURSO DE MASSAGEM MODELADORA INSTITUTO LONG TAO Melissa Betel Tathiana Bombonatti Tecido Adiposo Composto por: Adipócitos; Células endoteliais; Macrófagos; Células do estroma vascular; Fibroblastos; Pré-

Leia mais

Curso: Integração Metabólica

Curso: Integração Metabólica Curso: Integração Metabólica Aula 7: Suprarrenal e tireoide Prof. Carlos Castilho de Barros Algumas pessoas podem apresentar distúrbios que provocam a obesidade. Estórias como Eu como pouco mas continuo

Leia mais

02/10/2014 BETA-OXIDAÇÃO DE ÁCIDOS GRAXOS. Fontes de carnitina

02/10/2014 BETA-OXIDAÇÃO DE ÁCIDOS GRAXOS. Fontes de carnitina UNIVERSIDADE COMUNITÁRIA DA REGIÃO DE CHAPECÓ ÁREA DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE FISIOTERAPIA CIÊNCIAS MORFOLÓGICAS II MOBILIZAÇÃO DOS DEPÓSITOS DE GORDURA E OXIDAÇÃO DOS ÁCIDOS GRAXOS LIPÓLISE E BETA-

Leia mais

LIPOXYN Tripeptídeo-41

LIPOXYN Tripeptídeo-41 LIPOXYN Tripeptídeo-41 O poder dos FATORES DE CRESCIMENTO no tratamento de GORDURA LOCALIZADA e CELULITE Mecanismo de ação INOVADOR: INIBE a diferenciação de adipócitos e combate a recidiva do panículo

Leia mais

Interpretação de Exames Complementares na Síndrome Plurimetabólica

Interpretação de Exames Complementares na Síndrome Plurimetabólica Interpretação de Exames Complementares na Síndrome Plurimetabólica Vamos lembrar Hipócrates Que seu remédio seja seu alimento, e que seu alimento seja o seu remédio Integração É importante buscar um estado

Leia mais

Entendendo a Regulação da Glicose no Corpo

Entendendo a Regulação da Glicose no Corpo Monografia 1 Série de Minimonografias Clínicas Entendendo a Regulação da Glicose no Corpo Entendendo a Regulação da Glicose no Corpo Introdução A glicose é um combustível importante para diversas células

Leia mais

Os efeitos endocrinológicos na cirurgia da obesidade.

Os efeitos endocrinológicos na cirurgia da obesidade. Os efeitos endocrinológicos na cirurgia da obesidade. Dr. Izidoro de Hiroki Flumignan Médico endocrinologista e sanitarista Equipe CETOM Centro de Estudos e Tratamento para a Obesidade Mórbida. Diretor

Leia mais

Diabetes Mellitus em animais de companhia. Natália Leonel Ferreira 2º ano Medicina Veterinária

Diabetes Mellitus em animais de companhia. Natália Leonel Ferreira 2º ano Medicina Veterinária Diabetes Mellitus em animais de companhia Natália Leonel Ferreira 2º ano Medicina Veterinária O que é Diabetes Mellitus? É uma doença em que o metabolismo da glicose fica prejudicado pela falta ou má absorção

Leia mais

INTRODUÇÃO AO ESTUDO FISIOLOGIA DI SISTEMA NERVOSO AUTONOMO. Fundamentos da organização morfo-funcional do SNA.

INTRODUÇÃO AO ESTUDO FISIOLOGIA DI SISTEMA NERVOSO AUTONOMO. Fundamentos da organização morfo-funcional do SNA. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA FISIOLOGIA DI SISTEMA NERVOSO AUTONOMO Fundamentos da organização morfo-funcional do SNA. Obs: O texto abaixo apresenta caráter introdutório, dessa forma, não substitui as aulas

Leia mais

Diabetes INVESTIGAÇÕES BIOQUÍMICAS ESPECIALIZADAS

Diabetes INVESTIGAÇÕES BIOQUÍMICAS ESPECIALIZADAS DIABETES Diabetes INVESTIGAÇÕES BIOQUÍMICAS ESPECIALIZADAS Homeostasia da glucose ACÇÃO DA INSULINA PÂNCREAS Gluconeogénese Glicogenólise Lipólise Cetogénese Proteólise INSULINA GO GO GO GO GO Absorção

Leia mais

CONTROLE E INTEGRAÇÂO

CONTROLE E INTEGRAÇÂO CONTROLE E INTEGRAÇÂO A homeostase é atingida através de uma série de mecanismos reguladores que envolve todos os órgãos do corpo. Dois sistemas, entretanto, são destinados exclusivamente para a regulação

Leia mais

O beneficio da atividade física no tratamento do diabetes tipo 2. ALVIN. Fabiano A. Folgate. Resumo:

O beneficio da atividade física no tratamento do diabetes tipo 2. ALVIN. Fabiano A. Folgate. Resumo: O beneficio da atividade física no tratamento do diabetes tipo 2 ALVIN. Fabiano A. Folgate Resumo: O objetivo do trabalho foi analisar o beneficio do exercício físico no individuo diabético tipo 2, tratando

Leia mais

Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - UFVJM. Fisiologia Endócrina. Introdução ao Sistema Endócrino

Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - UFVJM. Fisiologia Endócrina. Introdução ao Sistema Endócrino Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - UFVJM Fisiologia Endócrina Introdução ao Sistema Endócrino Prof. Wagner de Fátima Pereira Departamento de Ciências Básicas Faculdade de Ciências

Leia mais

FISIOPATOLOGIA DO DIABETES E SINDROME METABÓLICA. Prof. Dr. Emerson S. Lima Universidade Federal do Amazonas-UFAM Disciplina de Bioquímica Metabólica

FISIOPATOLOGIA DO DIABETES E SINDROME METABÓLICA. Prof. Dr. Emerson S. Lima Universidade Federal do Amazonas-UFAM Disciplina de Bioquímica Metabólica FISIOPATOLOGIA DO DIABETES E SINDROME METABÓLICA Prof. Dr. Emerson S. Lima Universidade Federal do Amazonas-UFAM Disciplina de Bioquímica Metabólica 1 BREVE REVISAO SOBRE CARBOIDRATOS MONOSSACARÍDEOS FUNÇÃO

Leia mais

Wolney Conde Lisboa Teresa Gontijo de Castro

Wolney Conde Lisboa Teresa Gontijo de Castro UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE SAÚDE PÚBLICAP DEPARTAMENTO DE NUTRIÇÃO HNT- 130 Nutrição Normal Lipídeos Definições, classificações, funções, metabolismo, fontes alimentares e recomendações Wolney

Leia mais

Lipoproteínas plasmáticas

Lipoproteínas plasmáticas Lipoproteínas plasmáticas 1- No plasma sanguíneo, exceptuando os ácidos gordos livres que viajam ligados à albumina, os lipídeos são transportados em estruturas micelares esféricas denominadas lipoproteínas.

Leia mais

Teoria e Prática do Treinamento Aplicada na Corrida de Rua

Teoria e Prática do Treinamento Aplicada na Corrida de Rua Teoria e Prática do Treinamento Aplicada na Corrida de Rua Prof. Ricardo Freitas M.Sc. CREF 008822-G/MG. Formação Acadêmica Atuação Profissional Linha de Pesquisa E-mail: ricardo.dias@upe.pe.gov.br www.lifegroup.com.br

Leia mais

Metabolismo dos triacilgliceróis e do etanol

Metabolismo dos triacilgliceróis e do etanol Metabolismo dos triacilgliceróis e do etanol 1- O tecido adiposo contém cerca de 95% dos lipídeos do organismo e constitui a mais abundante reserva energética do organismo. A quantidade total de triacilgliceróis

Leia mais

Disciplina de BIOQUÍMICA do Ciclo Básico de MEDICINA Universidade dos Açores. 1º Ano ENSINO PRÁTICO DIABETES MELLITUS

Disciplina de BIOQUÍMICA do Ciclo Básico de MEDICINA Universidade dos Açores. 1º Ano ENSINO PRÁTICO DIABETES MELLITUS Disciplina de BIOQUÍMICA do Ciclo Básico de MEDICINA Universidade dos Açores 1º Ano ENSINO PRÁTICO DIABETES MELLITUS Diabetes Mellitus É a doença endócrina mais comum encontrada na clínica; - Caracterizada

Leia mais

EPIGENÉTICA E NUTRIÇÃO MATERNA. Augusto Schneider Faculdade de Nutrição Universidade Federal de Pelotas

EPIGENÉTICA E NUTRIÇÃO MATERNA. Augusto Schneider Faculdade de Nutrição Universidade Federal de Pelotas EPIGENÉTICA E NUTRIÇÃO MATERNA Augusto Schneider Faculdade de Nutrição Universidade Federal de Pelotas EPIGENÉTICA Estudo da variação herdável que ocorre sem mudança na sequência do DNA Mudanças de longo

Leia mais

Metabolismo de Lipídeos. Profa. Alana Cecília

Metabolismo de Lipídeos. Profa. Alana Cecília Metabolismo de Lipídeos Profa. Alana Cecília Lipídeos Catabolismo A oxidação dos ácidos graxos é a principal fonte de energia no catabolismo de lipídeos; os lipídeos esteróis (esteróides que possuem um

Leia mais

Sinalização celular. Profa. Dra. Monica Akemi Sato

Sinalização celular. Profa. Dra. Monica Akemi Sato Sinalização celular Profa. Dra. Monica Akemi Sato Mensageiros Químicos Número de células Corpo Humano ~75 trilhões As células são especializadas na execução da função específica Ex: secreção ou contração.

Leia mais

UNIVERSIDADE COMUNITÁRIA DA REGIÃO DE CHAPECÓ ÁREA DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE FISIOTERAPIA CIÊNCIAS MORFOLÓGICAS II

UNIVERSIDADE COMUNITÁRIA DA REGIÃO DE CHAPECÓ ÁREA DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE FISIOTERAPIA CIÊNCIAS MORFOLÓGICAS II UNIVERSIDADE COMUNITÁRIA DA REGIÃO DE CHAPECÓ ÁREA DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE FISIOTERAPIA CIÊNCIAS MORFOLÓGICAS II Respiração Celular 1º estágio: GLICÓLISE 2º estágio: CK Ciclo de Krebs 3º estágio:

Leia mais

Glândulas endócrinas:

Glândulas endócrinas: SISTEMA ENDOCRINO Glândulas endócrinas: Funções: Secreções de substâncias (hormônios) que atuam sobre célula alvo Regulação do organismo (homeostase) Hormônios: Substâncias químicas que são produzidas

Leia mais

Disciplina: FISIOLOGIA CELULAR CONTROLE DA HOMEOSTASE, COMUNICAÇÃO E INTEGRAÇÃO DO CORPO HUMANO (10h)

Disciplina: FISIOLOGIA CELULAR CONTROLE DA HOMEOSTASE, COMUNICAÇÃO E INTEGRAÇÃO DO CORPO HUMANO (10h) Ementário: Disciplina: FISIOLOGIA CELULAR CONTROLE DA HOMEOSTASE, COMUNICAÇÃO E INTEGRAÇÃO DO CORPO HUMANO (10h) Ementa: Organização Celular. Funcionamento. Homeostasia. Diferenciação celular. Fisiologia

Leia mais

UNIDADE 7 SINALIZAÇÃO CELULAR

UNIDADE 7 SINALIZAÇÃO CELULAR UNIDADE 7 SINALIZAÇÃO CELULAR 1. VISÃO GERAL A sinalização celular é um mecanismo de comunicação entre as células que se encontra presente nas mais diversas formas de vida, desde organismos unicelulares,

Leia mais

Bases Moleculares da Obesidade e Diabetes. IGF- I System. Carlos Cas(lho de Barros

Bases Moleculares da Obesidade e Diabetes. IGF- I System. Carlos Cas(lho de Barros Bases Moleculares da Obesidade e Diabetes IGF- I System Carlos Cas(lho de Barros Visão Geral do Sistema IGF-I - É o maior mediador do crescimento intra uterino e pós natal - Receptor IGF- I crescimento

Leia mais

FISIOLOGIA HUMANA SISTEMA ENDÓCRINO

FISIOLOGIA HUMANA SISTEMA ENDÓCRINO FISIOLOGIA HUMANA 1 SISTEMA ENDÓCRINO 2 1 Visão geral Sistema endócrino: Grupo de glândulas responsáveis por regular vários órgãos dentro do corpo; Satisfazer as necessidades de crescimento e reprodução

Leia mais

Tratamento de diabetes: insulina e anti-diabéticos. Profa. Dra. Fernanda Datti

Tratamento de diabetes: insulina e anti-diabéticos. Profa. Dra. Fernanda Datti Tratamento de diabetes: insulina e anti-diabéticos Profa. Dra. Fernanda Datti Pâncreas Ilhotas de Langerhans células beta insulina células alfa glucagon células gama somatostatina regulação das atividades

Leia mais

NEUROGENE Laboratório de Genética Humana

NEUROGENE Laboratório de Genética Humana NEUROGENE Laboratório de Genética Humana Informativo Técnico 06/2009 ANÁLISE GENÉTICA COMBINADA DO ANGIOTENSINOGÊNIO E ÓXIDO NÍTRICO ENDOTELIAL PARA AVALIAR A PREDISPOSIÇÃO À HIPERTENSÃO ARTERIAL Consideráveis

Leia mais

Prevalência de sobrepeso (IMC>25) entre os americanos adultos

Prevalência de sobrepeso (IMC>25) entre os americanos adultos ALIMENTOS FUNCIONAIS: POTENCIAL PARTE 1 - OBESIDADE, UMA INFLAMAÇÃO CRÔNICA DE BAIXA INTENSIDADE TERAPÊUTICO NA MODULAÇÃO DA OBESIDADE Profa. Dra. Josefina Bressan Departamento de Nutrição e Saúde Universidade

Leia mais

Excreção. Manutenção do equilíbrio de sal, água e remoção de excretas nitrogenadas.

Excreção. Manutenção do equilíbrio de sal, água e remoção de excretas nitrogenadas. Fisiologia Animal Excreção Manutenção do equilíbrio de sal, água e remoção de excretas nitrogenadas. Sistema urinario Reabsorção de açucar, Glicose, sais, água. Regula volume sangue ADH: produzido pela

Leia mais

DIABETES MELLITUS. Dra. Luciana N Cosenso Martin Disciplina de Clínica Médica FAMERP

DIABETES MELLITUS. Dra. Luciana N Cosenso Martin Disciplina de Clínica Médica FAMERP DIABETES MELLITUS Dra. Luciana N Cosenso Martin Disciplina de Clínica Médica FAMERP DIABETES MELLITUS DEFINIÇÃO Síndrome de etiologia múltipla decorrente da falta de ação de insulina e/ou da incapacidade

Leia mais

REGULAÇÃO HORMONAL DO METABOLISMO

REGULAÇÃO HORMONAL DO METABOLISMO REGULAÇÃO HORMONAL DO METABOLISMO A concentração de glicose no sangue está sempre sendo regulada A glicose é mantida em uma faixa de 60 a 90 g/100ml de sangue (~4,5mM) Homeostase da glicose Necessidade

Leia mais

Dr. Carlos Moreira (Assistente convidado, Interno do Internato Complementar)

Dr. Carlos Moreira (Assistente convidado, Interno do Internato Complementar) CAXEQUIA TUMORAL XIII SEMINÁRIO Tema: MECANISMOS DE CAQUEXIA TUMORAL Subtemas: Caracterização da caquexia Alterações do metabolismo lipídico Alterações do metabolismo glicídico Alterações do metabolismo

Leia mais

Bioquímica. Metabolismo de ácidos graxos

Bioquímica. Metabolismo de ácidos graxos Bioquímica Metabolismo de ácidos graxos - Os lipídios advindos da ingestão ou da produção endógena são distribuídos pelas lipoproteínas plasmáticas para utilização e/ou armazenamento. - Em sua oxidação

Leia mais

SISTEMA ENDÓCRINO. Prof. Me. Leandro Parussolo

SISTEMA ENDÓCRINO. Prof. Me. Leandro Parussolo SISTEMA ENDÓCRINO Prof. Me. Leandro Parussolo Sistema Endócrino Função de garantir o fluxo de informações entre diferentes cells, permitindo a integração funcional de todo o organismo; Garantir a reprodução;

Leia mais

CONTROLE ENDÓCRINO DO DESENVOLVIMENTO

CONTROLE ENDÓCRINO DO DESENVOLVIMENTO CONTROLE ENDÓCRINO DO CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO Lucila LK Elias Prof. Dra. Lucila LK Elias TÓPICOS Fatores envolvidos no processo de crescimento e Desenvolvimento Curvas de crescimento Principais Fatores

Leia mais

Tópicos da Aula. Classificação CHO. Processo de Digestão 24/09/2012. Locais de estoque de CHO. Nível de concentração de glicose no sangue

Tópicos da Aula. Classificação CHO. Processo de Digestão 24/09/2012. Locais de estoque de CHO. Nível de concentração de glicose no sangue Universidade Estadual Paulista DIABETES E EXERCÍCIO FÍSICO Profª Dnda Camila Buonani da Silva Disciplina: Atividade Física e Saúde Tópicos da Aula 1. Carboidrato como fonte de energia 2. Papel da insulina

Leia mais

Cetoacidose Diabética. Prof. Gilberto Perez Cardoso Titular de Medicina Interna UFF

Cetoacidose Diabética. Prof. Gilberto Perez Cardoso Titular de Medicina Interna UFF Cetoacidose Diabética Prof. Gilberto Perez Cardoso Titular de Medicina Interna UFF Complicações Agudas do Diabetes Mellitus Cetoacidose diabética: 1 a 5% dos casos de DM1 Mortalidade de 5% Coma hiperglicêmico

Leia mais

Sistema endócrino. Apostila 3 Página 22

Sistema endócrino. Apostila 3 Página 22 Sistema endócrino Apostila 3 Página 22 Sistema mensageiro Hormônios: informacionais, produzidas pelas glândulas endócrinas e distribuídas pelo sangue. Órgão-alvo: reage ao estímulo do hormônio. Sistema

Leia mais

Anatomia e Fisiologia Humana

Anatomia e Fisiologia Humana Introdução Boa parte do funcionamento do corpo humano depende da comunicação entre as células por meio de mensageiros químicos que viajam pelos sangue. Conjunto de células produtoras de hormônios. Hormônios

Leia mais

2 Lipídeos. - Funções dos lipídeos: Armazenar energia Formar membranas biológicas São co-fatores enzimáticos Hormônios Pigmentos

2 Lipídeos. - Funções dos lipídeos: Armazenar energia Formar membranas biológicas São co-fatores enzimáticos Hormônios Pigmentos 1 2 Lipídeos - São insolúveis em água; - São solúveis em solventes orgânicos como éter, acetona, tetracloreto de carbono - Contêm carbono (C), hidrogênio (H) e oxigênio (), às vezes contêm também nitrogênio

Leia mais

27/08/2014. Carboidratos. Monossacarídeos. Introdução. Classificação (quanto ao número de monômeros) Carboidratos

27/08/2014. Carboidratos. Monossacarídeos. Introdução. Classificação (quanto ao número de monômeros) Carboidratos Introdução CARBOIDRATOS Outras denominações: - Hidratos de carbono - Glicídios, glícides ou glucídios - Açúcares. Ocorrência e funções gerais: São amplamente distribuídos nas plantas e nos animais, onde

Leia mais

Dra. Kátia R. P. de Araújo Sgrillo. sgrillo.ita@ftc.br

Dra. Kátia R. P. de Araújo Sgrillo. sgrillo.ita@ftc.br Dra. Kátia R. P. de Araújo Sgrillo sgrillo.ita@ftc.br O metabolismo de carboidratos em humanos pode ser dividido nas seguintes categorias: 1. Glicólise 2. Ciclo de Krebs 3. Glicogênese 4. Glicogenólise

Leia mais

Fisiologia da Adrenal

Fisiologia da Adrenal Fisiologia da Adrenal Profa. Letícia Lotufo Glândula Adrenal: Porção externa córtex 80 a 90% Tecido mesodérmico Porção interna medula 10 a 20% Tecido neurodérmico 1 Adrenal histologia: Zona glomerulosa

Leia mais

Distúrbios do metabolismo energético de ruminantes

Distúrbios do metabolismo energético de ruminantes Distúrbios do metabolismo energético de ruminantes Distúrbios do metabolismo energético de ruminantes Cetose Toxemina da prenhes Lipidose hepática Distúrbios do metabolismo energético de ruminantes Oxidação

Leia mais

Deficiência de Vitaminas

Deficiência de Vitaminas Deficiência de Vitaminas Beribéri: deficiência de B1. Populações que usam arroz branco (polido) como base principal de sua alimentação. Alcoólatras: calorias vazias (bebidas não possuem vitaminas e outros

Leia mais

Sistema Endócrino. Introdução

Sistema Endócrino. Introdução Introdução A coordenação das funções do organismo é feita pelos sistemas nervoso e endócrino. Este é formado pelo conjunto das glândulas, que produzem os hormônios, substâncias lançadas no sangue que influenciam

Leia mais

NUTRIENTES E EXPRESSÃO DE GENES. Augusto Schneider Faculdade de Nutrição Universidade Federal de Pelotas

NUTRIENTES E EXPRESSÃO DE GENES. Augusto Schneider Faculdade de Nutrição Universidade Federal de Pelotas NUTRIENTES E EXPRESSÃO DE GENES Augusto Schneider Faculdade de Nutrição Universidade Federal de Pelotas FATORES DE TRANSCRIÇÃO Sensores do estado metabólico do organismo FATORES DE TRANSCRIÇÃO SERBP (Sterol

Leia mais

Aula 10: Diabetes Mellitus (DM)

Aula 10: Diabetes Mellitus (DM) Aula 10: Diabetes Mellitus (DM) Diabetes Mellitus (DM) Doença provocada pela deficiência de produção e/ou de ação da insulina, que leva a sintomas agudos e a complicações crônicas características; Insulina:

Leia mais

Hipófise. 1.1. Relações anatômicas. Hipotálamo interface entre os sistemas nervoso e endócrino. Remoção cirúrgica morte 1 a 2 dias

Hipófise. 1.1. Relações anatômicas. Hipotálamo interface entre os sistemas nervoso e endócrino. Remoção cirúrgica morte 1 a 2 dias 1. CARACTERÍSTICAS GERAIS DO SISTEMA HIPOTÂMICO HIPÓFISÁRIO 1.1. Relações anatômicas Hipófise Hipotálamo interface entre os sistemas nervoso e endócrino Infundíbulo Controla a função hipofisária através

Leia mais

Fisiologia da glândula Tireóide

Fisiologia da glândula Tireóide Universidade Federal do Espírito Santo PSICOLOGIA Fisiologia da glândula Tireóide Élio Waichert Júnior Localização anatômica Secreta 3 Hormônios: Tiroxina (T4) Triiodotironina (T3) Calcitonina Prof. Élio

Leia mais

COLESTEROL DEFINIÇÃO

COLESTEROL DEFINIÇÃO COLESTEROL DEFINIÇÃO Colesterol é um esterol (álcool) que pode ser encontrado nas membranas celulares sendo transportado no plasma ligado à proteínas, pois é insolúvel em água e, conseqüentemente, insolúvel

Leia mais