Iniciação à insulina e intensificação no controle do diabetes

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Iniciação à insulina e intensificação no controle do diabetes"

Transcrição

1 Iniciação à insulina e intensificação no controle do diabetes Com apoio e com bolsa educacional independente da WebMD Global, LLC Este documento visa apenas fins educacionais. Nenhum crédito será dado pela leitura do conteúdo deste documento. Para participar desta atividade, visite

2 Iniciação à insulina e intensificação no controle do diabetes Target Audience Esta atividade educacional é destinada a um público internacional de profissionais de saúde não americanos, especificamente médicos especialistas em diabetes, endocrinologistas, médicos especialistas em doenças internas, médicos de cuidados primários, cardiologistas e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento de pacientes com diabetes. Goal O objetivo desta atividade é corrigir as lacunas de conhecimento e práticas identificadas e garantir uma disseminação oportuna de estratégias de tratamento emergentes para melhorar os resultados de pacientes com diabetes. Learning Objectives Após a conclusão desta atividade, os participantes poderão: Analisar oportunamente os benefícios clínicos e aspectos práticos, a iniciação e a intensificação apropriada da insulinoterapia em pacientes com DM2 Avaliar as vantagens e limitações das insulinas disponíveis atualmente Avaliar as evidências clínicas e perfis de análogos de insulina de última geração Para perguntas sobre o conteúdo desta atividade, entre em contato com o prestador de serviço credenciado para este CME/CE em Para obter assistência técnica, envie um para Informações do Autor/Corpo Docente e Divulgação de Demonstrações Informações do Autor/Corpo Docente e Divulgação de Demonstrações Robert J. Ligthelm, Doutor em Medicina Robert J. Ligthelm, Doutor em Medicina, médico especialista em doenças internas, da Universidade de Roterdã; diretor médico, Gestão em Saúde Executiva, Hoofddorp, Holanda Robert J. Ligthelm, Doutor em Medicina, revelou as seguintes relações financeiras relevantes: Atuou como conselheiro ou consultor para: Eli Lilly and Company; GlaxoSmithKline; Novo Nordisk; sanofi-aventis Atuou como palestrante ou membro de um departamento de palestrantes para: GlaxoSmithKline, Novo Nordisk O Dr. Ligthelm não pretende discutir o uso de medicamentos não indicados, dispositivos mecânicos, produtos biológicos ou diagnósticos aprovados pela Agência Europeia de Medicamentos. O Dr. Ligthelm não pretende discutir o uso de medicamentos experimentais, dispositivos mecânicos, produtos biológicos ou diagnósticos não aprovados pela Agência Europeia de Medicamentos. Pg.2

3 Informações do Editor e Demonstrações de Divulgação Joachim Trier, MPharm, PhD, Diretor Científico, WebMD Global, LLC Joachim Trier, MPharm, PhD, divulgou as seguintes relações financeiras relevantes: Proprietário de ações, opções de ações ou títulos da: AstraZeneca Pharmaceuticals LP REVISOR DE CONTEÚDO Nafeez Zawahir, Doutor em Medicina Diretor Clínico da CME Informações do redator e divulgação de informações específicas Gillian Griffith, Redator médico, WebMD Global, LLC Gillian Griffith não declarou relações financeiras relevantes Pg.3

4 Iniciação à insulina e intensificação no controle do diabetes Caso 1 Histórico do paciente Peter é um homem de 64 anos que se aposentou recentemente de sua carreira de contabilista. Ele foi diagnosticado com diabetes tipo 2 (DM2) há 9 anos, que está atualmente sendo tratada com metformina (1000 mg duas vezes ao dia), glimepirida (4 mg uma vez ao dia) e saxagliptina (5 mg uma vez ao dia). Peter está acima do peso, com um índice de massa corporal (IMC) de 29 kg/m 2, mas não tem nenhuma complicação diabética. Sua função renal é normal, sua taxa de filtragem glomerular estimada (EGFR) é de 95,0 ml/min/1,73 m 2. É portador de hipertensão (pressão arterial de 125/80 mm Hg), que está sendo tratada com 10 mg de lisinopril uma vez ao dia e de dislipidemia (colesterol da lipoproteína de baixa densidade [LDL] 2,0 mmol/l), que está sendo tratada com 5 mg de rosuvastatina uma vez ao dia. Peter não tem histórico de doença cardiovascular ou hipoglicêmica. Desde sua última visita de rotina à clínica há 3 meses, o nível de hemoglobina glicada de Peter (HbA1c) aumentou de 0,5% para 7,8%. Entretanto, ele é um paciente motivado e complacente, ansioso para manter sua DM2 sob controle. Declara que faz exercícios regularmente passeando com seu cão duas vezes por dia. Recentemente, por iniciativa própria, também mediu a quantidade de níveis pré e pós-prandiais de glicose (Figura 1). Figura 1. Glucosa en sangre autocontrolada: perfil de 7 puntos de Peter. Justificativa e Benefícios do Controle Glicêmico Rígido A hiperglicemia afeta negativamente a função das células beta e a sensibilidade à insulina e, dessa forma, contribui para a progressão da DM2. [1] O controle glicêmico é fundamental para o tratamento da DM2 e tem como objetivo reduzir e estabilizar os níveis de HbA1c sem induzir à hipoglicemia. [2,3] O controle glicêmico rígido é eficaz na redução do risco de complicações microvasculares e macrovasculares associadas a DM2, conforme demonstrado em diversos estudos clínicos importantes ao longo dos últimos 20 anos. [2,4-8] Os benefícios são mais evidentes para complicações microvasculares (retinopatia, nefropatia, neuropatia), nas quais a redução do risco de 25% a 76% foi observada. [9] Os benefícios macrovasculares também foram demonstrados. Por exemplo, meta-análises e análises recentes de amplos estudos concluíram que o controle glicêmico intensivo levou a reduções significativas (de 14% a 15%) no risco de infarto do miocárdio não fatal por até 5,4 anos. [9-11] Entretanto, é importante notar que o controle glicêmico intensivo não reduz a mortalidade por causas diferentes. [12,13] Os benefícios do controle glicêmico podem ser mantidos além do período de controle intensivo. Esse efeito legado do controle glicêmico está implícito na importância do objetivo de alcançar o controle glicêmico o mais cedo possível em pacientes com DM2 (Figura 2). [14] Pg.4

5 Figura 2. Os benefícios do controle glicêmico precoce o efeito legado. Adaptado de Holman RR, et al. N Engl J Med. 2008;359(15): e UKPDS Group. Lancet. 1998;352(9131): Pregunta: De acordo com as últimas recomendações da Associação Americana de Diabetes (ADA)/Associação Europeia para o Estudo da Diabetes (EASD), qual é a meta de HbA1c mais apropriada para Peter? Opções de resposta: 7,5% 7,0% 6,5% 6,0% Explicação da resposta: Embora Peter tivesse DM2 há 9 anos, seu nível de HbA1c não é particularmente elevado, e ele não tem doença cardiovascular significativa ou histórico de hipoglicemia. Ele está motivado para controlar sua diabetes e fazendo exercícios regulares. A ADA/EASD agora recomenda metas mais rígidas de HbA1c para pacientes como Peter do que em suas orientações anteriores (Por exemplo, de 6,0% a 6,5%). Você deve definir uma meta de HbA1c 6,5%. Metas glicêmicas individualizadas Em uma declaração de posição de 2012, a ADA/EASD recomendou individualizar metas de HbA1c para atender às necessidades de cada paciente, levando em conta sua idade e a duração da diabetes e abrangendo sua motivação e exigências de estilo de vida. Metas mais rígidas de HbA1c (por exemplo, de 6,0% a 6,5%) podem ser definidas para pacientes com curta duração de DM2, sem doença cardiovascular significativa e uma expectativa de vida longa, desde que esses objetivos possam ser alcançados sem hipoglicemia significativa ou outros efeitos adversos. [15] Caso 1 (continuação) Você diz a Peter que gostaria de intensificar seu tratamento anti-hiperglicêmico para que ele possa reduzir seu HbA1c para uma meta de 6,5%. Peter não acredita que seu nível atual de HbA1c de 7,8% seja particularmente elevado; então, ele não vê a necessidade de uma meta tão baixa. Pg.5

6 Iniciação à insulina e intensificação no controle do diabetes Pregunta: Qual a resposta mais apropriada para Peter? Opções de resposta: Salientar a necessidade de intensificar o esquema de tratamento anti-hiperglicêmico de Peter, mas concordar com uma meta de HbA1c de 7,0%, em vez de 6,5% ao longo dos próximos 3 meses Concordar em se concentrar inicialmente na redução da pressão arterial de Peter e do peso corporal e adiar a intensificação da terapia anti-hiperglicêmica por 3 meses Dizer a Peter que sua HbA1c precisa ser reduzida para 6,5% o mais rapidamente possível a fim de minimizar o risco de complicações microvasculares e macrovasculares associadas a DM2 Concordar em manter o atual esquema de tratamento de Peter por ora e analisar sua HbA1c, pressão arterial e peso corporal em 3 meses. Explicação da resposta: A redução da HbA1c de Peter para a meta mais rígida recomendada pelas orientações da ADA/EASD ajudará a reduzir o risco de complicações microvasculares associadas com a DM2. Peter já está recebendo a terapia de combinação tripla para sua DM2 metformina, uma sulfonilureia e um inibidor da dipeptidil peptidase 4. Entretanto, sua HbA1c permanece elevada, o que significa que seu tratamento deve ser intensificado. As orientações da ADA/EASD recomendam a intensificação do tratamento se as metas glicêmicas não forem alcançadas após 3 meses. Você deve discutir com ele por que sua meta foi definida para este nível. Opções terapêuticas para atingir uma meta de HbA1c personalizada Uma série de opções terapêuticas estão disponíveis para alcançar as metas de HbA1c, e os requisitos de perfil fisiológico, atitude e estilo de vida do paciente com diabetes tipo 2 determinarão o esquema a ser selecionado. As orientações da ADA/EASD recomendam uma abordagem passo a passo para o controle glicêmico, e a primeira linha de tratamento após o diagnóstico da DM2 é a metformina e as alterações do estilo de vida. A metformina é eficaz na redução dos níveis de HbA1c, é peso neutro e tolerada pela maioria dos pacientes. [15,16] Entretanto, sua capacidade de atingir o controle glicêmico durável é limitada, principalmente entre pacientes com níveis de HbA1c 9,0%. [17] O Estudo Prospectivo sobre Diabetes do Reino Unido (UKPDS) constatou que o controle glicêmico com a monoterapia com sulfonilureias ou insulina foi limitado e tornou-se menos eficaz a cada ano. A Figura 3 exibe como os níveis de HbA1c aumentaram gradualmente após uma diminuição inicial em todos os grupos terapêuticos. A ausência de metas de HbA1c e cronogramas de titulação, o pouco conhecimento sobre a importância do controle da glicose pós-prandial e a ocorrência de reações no local da injeção pode explicar por que o controle glicêmico também piorou ao longo do tempo no grupo da insulina no estudo da UKPDS. [4,5] A perda progressiva de função beta contribui para diminuir a eficácia da monoterapia. [18] Pg.6

7 Figura 3. O controle glicêmico com monoterapia piora com o tempo. Adaptado do UKPDS Group. Lancet. 1998;352(9131): Pacientes com sobrepeso recém-diagnosticados com DM2. Os dados apresentados são medianos para coortes de pacientes acompanhados por até 10 anos. O número de pacientes apresentado é no período de 10 anos. Terapia convencional = dieta isolada. Se a meta não for alcançada após 3 meses, as orientações recomendam a progressão para uma associação terapêutica dupla (Figura 4). [15] A terapia dupla consiste em metformina mais um segundo hipoglicemiante oral, um agonista receptor do glucagon similar peptídio (GLP-1) ou uma insulina basal. Depois de mais de 3 meses, se os níveis de HbA1c ainda estiverem acima da meta, a terapia pode ser intensificada ainda mais, por meio da progressão para a terapia de combinação de 3 medicamentos. Para regimes que já incluem uma insulina basal, recomenda-se a adoção de uma estratégia de insulina mais complexa, incluindo a utilização de um ou dois agentes não insulinos. Uma mensagem importante nas orientações é que o esquema de tratamento precisa ser individualizado, levando em consideração as vantagens e desvantagens de cada um dos agentes para o paciente, incluindo a tolerabilidade global, o risco de hipoglicemia e outros efeitos secundários, como, por exemplo, sintomas gastrointestinais. [15] Figura 4. Avançando para a terapia de combinação dupla ou tripla em pacientes com DM2. Adaptado de Inzucchi SE, et al. Diabetes Care. 2012;35(6): Pg.7

8 Iniciação à insulina e intensificação no controle do diabetes Alcançar o controle glicêmico de maneira precoce e intensiva tem o potencial de preservar a função das células beta no pâncreas. Um estudo de 2012 descobriu que a terapia intensiva com insulina e metformina ou com hipoglicemiantes orais triplos, iniciada precocemente e depois de um tratamento inicial de 3 meses à base de insulina, preservou a função das células beta por pelo menos 3,5 anos. [1] As reduções na HbA1c com doses máximas de hipoglicemiantes orais e agonistas do receptor de GLP-1 são limitadas, e a insulina demonstrou vantagens sobre elas na duração do controle glicêmico. Por exemplo, quando comparado com uma sulfonilureia em um ensaio clínico aleatório, as reduções nos níveis de HbA1c em pacientes recentemente diagnosticados com DM2 foram significativas e semelhantes em ambos os tratamentos, mas até o final do segundo ano os níveis de HbA1c haviam se estabilizados nos pacientes tratados com insulina, ao passo que tinham começado a aumentar novamente nos pacientes tratados com sulfonilureias (Figura 5). [19] Figura 5. As reduções de HbA1c com hipoglicemiantes não insulinos são limitadas. Adaptado de Alvarsson M, et al. Diabetes Care. 2003;26(8): Quando ficar claro que um paciente com DM2 não está alcançando ou mantendo suas metas de HbA1c com seu esquema atual, o tratamento deve ser intensificado. A insulina é o agente de redução da glicose mais eficaz, e para muitos pacientes com progressão para a terapia de insulina, em combinação com metformina, representa a melhor opção. [15] Caso 1 (continuação) Você diz a Peter que a insulina é a melhor escolha de hipoglicemiante para alcançar sua meta glicêmica. Pregunta: Cuál es el régimen de insulina más adecuado para Peter en esta etapa?qual o esquema de insulina mais apropriado para Peter nesta fase? Opções de resposta: Um esquema bolus basal Um esquema de insulina previamente misturada uma vez ao dia Um esquema de insulina previamente misturada duas vezes ao dia Um esquema de insulina basal Pg.8

9 Explicação da resposta: Os níveis de glicose plasmática em jejum de Peter, em vez de seus níveis de glicose pós-prandial, são altos e a curva de glicose é plana. Os incrementos de glicose em torno das refeições são modestos (intervalo de 0,7 a 1,8 mmol/l). Juntamente com o fato de que seu nível de HbA1c é de 8,5%, isso faz com que ele seja particularmente adequado para um esquema de insulina basal. Um esquema de pré-mistura uma vez ao dia é uma alternativa possível, mas o histórico de Peter demonstrou que ele é mais adequado para um esquema de insulina basal. Esquemas bolus basal e de pré-mistura duas vezes ao dia representam uma intensificação da insulinoterapia, que não é apropriada neste estágio inicial. Você também deve considerar como gostaria de intensificar o tratamento de Peter, se necessário, no futuro, antes de decidir sobre seu esquema atual. Você deve começar com uma insulina basal, se acreditar que o esquema bolus basal pode ser o melhor tratamento seguinte para Peter no futuro. Mas se você acreditar que a insulina previamente misturada será a mais apropriada para ele no futuro, você deve iniciá-lo em um esquema de pré-mistura uma vez ao dia. Como iniciar a terapia com insulina A insulinoterapia inicialmente pretende controlar oscilações noturnas de glicose hepática e isso pode ser alcançado por meio de uma insulina basal ou de uma pré-mistura. [15,16,20-23] A escolha de uma insulina dependerá da duração da diabetes, dos níveis glicose pós-prandial (PPG) e da atitude do paciente aos esquemas de complexidades diferentes. Insulina basal. A insulina basal é normalmente utilizada como uma terapia inicial, uma vez que ela fornece níveis uniformes de insulina durante o dia e à noite, suprimindo a produção de glicose hepática durante o sono e entre as refeições. Várias insulinas basais estão disponíveis, incluindo a protamina neutra Hagedorn (NPH) e análogos de insulina detemir e glargina, sendo que ambas têm um menor risco de hipoglicemia noturna. Um análogo de insulina de última geração, o degludec, também está disponível. [24] Em uma meta-análise pré-planejada através de sete tratamentos para obter o resultado esperado em pacientes com diabetes tipo 1 e T2D, degludec foi superior em termos de um número mais baixo de tratamentos de episódios hipoglicêmicos confirmados emergentes do tratamento e episódios hipoglicêmicos noturnos confirmados comparada à glargina. A redução na hipoglicemia foi obtida em um nível médio mais baixo de FPG com degludec do que com glargina. [64] O paciente ideal para um esquema de insulina basal tem uma HbA1c 8,5%, com uma curva de glicose plana e glicose plasmática em jejum (FPG) elevada ao contrário de sua glicose pós-prandial (PPG). A insulina basal fornece níveis relativamente uniformes de insulina durante o dia e à noite. O esquema ideal envolve a adição de uma dose única de 10 unidades (de 0,1 a 0,2 unidades/kg) de um análogo de insulina basal para 1 ou 2 agentes hipoglicemiantes não insulinos. [15] O tratamento deve começar antes de dormir, e a dosagem deve ser titulada para níveis da glicose plasmática em jejum (FPG), que devem ser medidos duas vezes por semana (Figura 6). [25] A dosagem deve ser elevada ou reduzida em 2 a 3 unidades a cada três dias, dependendo de os níveis de FPG estarem acima ou abaixo da meta ou não. Um esquema análogo de insulina basal é simples para o paciente com DM2 utilizar. Figura 6. Titulação com insulina detemir uma vez ao dia. Adaptado de Blonde L, et al. Diabetes Obes Metab. 2009;11(6): Pg.9

10 Iniciação à insulina e intensificação no controle do diabetes Insulina pré-misturada. As insulinas previamente misturadas também conhecidas como insulinas bifásicas, consistem em uma combinação fixa de uma insulina basal e prandial em uma única injeção e são administradas uma ou duas vezes ao dia antes das refeições. Elas, portanto, oferecem uma abordagem simples para lidar com as necessidades de FPG e de PPG. [26] As insulinas previamente misturadas são particularmente adequadas para pacientes com MD2 apresentando elevados níveis de PPG e níveis de HbA1c 8,5%. Os pacientes também precisam estar dispostos a medir o açúcar no sangue com maior frequência e se comprometer com um esquema mais rigoroso que exija uma compreensão mais profunda da terapia. Em um esquema de uma vez ao dia, o tratamento deve começar com uma dose baixa de insulina (de 6 a 10 unidades de acordo com os níveis de glicose) administrada antes do jantar. A dose deve ser titulada para níveis pré e pós-prandial de glicose no jantar e para os níveis de FPG. Os níveis de glicose devem ser medidos duas vezes por semana e aumentados de 2 a 3 unidades até duas vezes por semana. [20-23] Comparado com as insulinas basais, as previamente misturadas são mais eficazes na redução dos níveis de HbA1c, mas elas têm sido associadas com mais hipoglicemia e ganho de peso em ensaios clínicos aleatórios. Se ocorrer a hipoglicemia, a dose deve ser reduzida. Um esquema de insulina previamente misturada é menos flexível, pois a insulina de ação mais lenta não pode ser titulada separadamente da insulina de ação mais prolongada. [15,27] Caso 1 (continuação) Peter está inicialmente relutante em mudar para um esquema à base de insulina, mas concorda após você lhe explicar os benefícios da insulina e tranquilizá-lo de que isso não representa um fracasso pessoal. Pregunta: Qual das seguintes afirmações descreve com mais precisão a inércia clínica em relação à MD2? Opções de resposta: Quando um profissional de saúde se esquece de monitorar as metas de tratamento de um paciente Quando um paciente não consegue monitorar seus níveis de glicose plasmática em jejum e pós-prandial Quando um profissional de saúde aconselha um paciente contra a intensificação do tratamento Quando um profissional de saúde está ciente de que as metas de tratamento não estão sendo cumpridas, mas não toma nenhuma providência Explicação da resposta: A inércia clínica ocorre quando um profissional de saúde está ciente de que as metas de tratamento, como HbA1c, não estão sendo cumpridas, mas não toma nenhuma providência para resolver o problema. Isso pode levar à hiperglicemia crônica, o que aumenta o risco de complicações microvasculares e macrovasculares. As barreiras do paciente e do médico para o início da insulinoterapia Apesar dos benefícios bem estabelecidos, a insulina muitas vezes não é introduzida em esquemas de tratamento até que as complicações relacionadas com a diabetes tipo 2 se desenvolvam. A barreira mais significativa para o início e intensificação da insulinoterapia é o medo da hipoglicemia. Tanto médicos quanto pacientes têm preocupações com o aumento do risco de hipoglicemia, em particular, hipoglicemia noturna associada com o uso de insulina. [28,29] O aumento do risco de ganho de peso associado com a insulina também é uma barreira, principalmente porque a maioria dos pacientes com diabetes tipo 2 já está com sobrepeso. A UKPDS constatou que os pacientes tratados com insulina, em comparação com outros tratamentos, ganharam mais peso no período mais curto. [5] A inércia clínica, na qual um médico ou enfermeiro reconhece um problema mas não toma medidas também é uma barreira para a insulinoterapia. [30] Isso pode ocorrer quando o médico vê e apresenta a insulina como um tratamento de último recurso. [31] Os pacientes podem associar a insulina com um sentimento de fracasso se o médico tiver utilizado a possibilidade de insulina como uma ameaça para incentivá-los a ter sucesso com sua medicação atual. [32] Os esquemas de insulina são frequentemente vistos pelos pacientes e médicos como complexos, com um impacto negativo em potencial na vida diária do paciente. [33,34] Existem também diversas crenças amplamente difundidas, embora falsas, que envolvem o tratamento com insulina. [35] Pg.10

11 Estudos de atitudes em relação à terapia com insulina descobriram que especialistas, formadores de opinião e indivíduos que tratam de uma maior proporção de pacientes com diabetes tipo 2 são menos propensos a adiar a terapia com insulina do que os clínicos gerais e enfermeiros (Figura 7). [36-38] Estudos também descobriram que as crenças relativas à insulina (por exemplo, que ela deve ser adiada até que seja absolutamente necessário) tendem a estar relacionadas com a cultura e com o sistema de saúde desse país. A utilização de intervenções educativas é recomendada para facilitar a iniciação de insulina, e os prestadores de serviços devem evitar a utilização de insulina como uma ameaça aos pacientes. [36,39] Foram desenvolvidas ferramentas para ajudar a avaliar a percepção dos pacientes sobre o tratamento com insulina. [40] Os programas educacionais também precisam enfatizar os benefícios do tratamento para metas terapêuticas. [30] Figura 7. A adição de insulina é, muitas vezes, um último recurso para os médicos. Adaptado de Shah BR, et al. Diabetes Care. 2005;28(3): Caso 1 (continuação) Decisão terapêutica e acompanhamento Você prescreve 10 unidades de detemir antes de dormir (ou de 0,1 a 0,2 unidades/kg). [41] Detemir é um análogo de insulina basal de primeira geração com uma longa duração de ação, quase nenhum pico no perfil e um risco muito baixo de hipoglicemia. [42] Ele pode ser utilizado com a metformina, assim, a dose de 1000 mg duas vezes ao dia deve ser continuada. A glimepirida e a saxagliptina devem ser interrompidas em função do risco aumentado de hipoglicemia associada com seu uso em combinação com insulina. Em alguns países, as sulfonilureias não são interrompidas até que a segunda dose da insulina seja adicionada; nesses casos, é sempre prudente considerar a diminuição da dose de sulfonilureias. [23] A dose deve ser titulada para os níveis de FPG de Peter, que ele deve medir duas vezes por semana. Sua dosagem pode ser elevada até 2 a 3 unidades de cada vez, porém não mais do que duas vezes por semana. Nos meses seguintes, Peter faz diversas visitas à clínica para que seus níveis de HbA1c possam ser medidos e ele se comunica com o educador enfermeiro por telefone a respeito de seus níveis de FPG. Após 6 meses, a HbA1c diminuiu para 6,4%, e ele está muito satisfeito com o resultado. Comentários e conclusão Peter deu o primeiro passo em um esquema de tratamento à base de insulina, e o uso de uma insulina basal foi bem-sucedido até o momento. Embora seu nível de HbA1c tenha diminuído significativamente ao longo de 6 meses, é possível que o nível atual do controle glicêmico não possa se manter no futuro. Nesse ponto, talvez você precise considerar a intensificação de sua terapia. Pg.11

12 Iniciação à insulina e intensificação no controle do diabetes Caso 2 Histórico do paciente Julia é uma mulher de 74 anos diagnosticada com DM2 há 18 anos. Ela é balconista aposentada e cuida de seu marido adoentado em casa. Sua DM2 está sendo tratada com 1000 mg de metformina duas vezes ao dia e insulina humana pré-misturada (36 unidades de manhã e 32 unidades à noite). Seu nível de HbA1c é de 8,6%, e ela é obesa (IMC 31). Julia sobreviveu a um ataque cardíaco há 2 anos e atualmente está sendo tratada com 150 mg de aspirina uma vez ao dia e 6 mg de varfarina uma vez ao dia. Ela sofre de angina que está sendo tratada com 100 mg de atenolol por dia e um spray de nitrato conforme necessário. Julia também tem pressão arterial elevada (145/85 mmhg), tratada com 4 mg de candesartana ao dia e hiperlipidemia (LDL 2,3 mmol/l), tratada com 20 mg de sinvastatina ao dia. Sua função renal está declinando gradualmente (EGFR 70 ml/min./1,73 m 2 ) e também tem sinais precoces de retinopatia diabética e doença vascular periférica. Julia está lutando com sua vida familiar, com sua doença e com sua polifarmácia. Ela vê sua qualidade de vida como sofrível e reclama da falta de vitalidade. Ela experimentou episódios ocasionais de hipoglicemia noturna, tonturas pela manhã e admite que, ocasionalmente, se esquece ou decide não tomar a medicação. Por iniciativa própria, Julia criou um perfil de glicose de 7 pontos. Ela estava relutante no começo, mas por fim concordou com ele e foi bem-sucedida em tomar as medidas, que são mostradas na Figura 8. Figura 8. Glicemia automonitorada Perfil de 7 pontos de Julia. Pregunta: Qual das seguintes afirmações é correta? Opções de resposta: O risco de eventos cardiovasculares entre os pacientes com diabetes tipo 2 é aproximadamente 10% maior que entre os indivíduos sem diabetes O risco de eventos cardiovasculares entre os pacientes com diabetes tipo 2 é aproximadamente 50% maior que entre os indivíduos sem diabetes O risco de eventos cardiovasculares entre os pacientes com diabetes tipo 2 é aproximadamente duas vezes superior entre os indivíduos sem diabetes O risco de eventos cardiovasculares entre os pacientes com diabetes tipo 2 é aproximadamente 3 vezes maior que entre os indivíduos sem diabetes Pg.12

13 Explicação da resposta: As complicações cardiovasculares são a principal causa de morbidade e mortalidade relacionada com a MD2 e que o risco é duas vezes superior entre os indivíduos sem diabetes. Assim como controlar a hiperglicemia, é muito importante controlar os fatores de risco para a doença cardiovascular, como hipertensão arterial, obesidade e insuficiência renal. Julia já teve um ataque cardíaco, tem pressão alta, insuficiência renal e é obesa. A intensificação de seu tratamento é necessária para que ela possa reduzir o risco de novos eventos cardiovasculares. A necessidade de controle glicêmico e gerenciamento de risco cardiovascular A maioria dos pacientes com diabetes tipo 2 tem um alto risco de eventos cardiovasculares futuros e o risco é aproximadamente duas vezes mais elevado em comparação com indivíduos sem diabetes. [43] As complicações cardiovasculares são uma das principais causas de morbidade e mortalidade associadas à diabetes. Demonstraou-se que o controle da glicemia reduz o risco de eventos cardiovasculares importantes, mas alguns hipoglicemiantes também aumentam o risco de hipoglicemia grave, que é, em si, um fator contribuinte significativo para o risco de doença cardiovascular e microvascular. [10,11,44] O controle glicêmico é fundamental para o tratamento da DM2, mas também é muito importante para controlar outros fatores de risco para doenças cardiovasculares. A declaração de posição da ADA/EASD de 2012 destacou a importância de se levar em conta o aumento do risco de morbidade e mortalidade cardiovascular em pacientes com diabetes tipo 2 ao individualizar metas glicêmicas. O tratamento precoce e intensivo de fatores de risco cardiovascular (por exemplo, controle da pressão arterial, tratamento com agentes hipolipemiantes, parar de fumar) tem probabilidade de conduzir a maiores benefícios para o paciente de diabetes tipo 2 do que o controle glicêmico isoladamente. [3,15] A maioria dos pacientes nos amplos ensaios de controle glicêmico recentes teve um risco cardiovascular elevado e foram necessários diversos medicamentos para alcançar os níveis meta. [6-7,45] O ensaio Steno 2 demonstrou como o tratamento multifatorial complexo é necessário para reduzir o risco de complicações microvasculares e macrovasculares. [46] Entretanto, embora o controle da hiperglicemia e outros fatores de risco possam reduzir o risco cardiovascular associado com a DM2, a complexidade dos esquemas de tratamento é um desafio tanto para o paciente quanto para o médico. A adesão à medicação é crucial, a falta de adesão está associada com maiores níveis de HbA1c, maior pressão arterial sistólica e diastólica e colesterol LDL superior. [38,47] Os benefícios da terapia intensiva precisam ser ponderados com a necessidade de o paciente manter sua qualidade de vida e o risco de eventos adversos, como, por exemplo, hipoglicemia. [38] Caso 2 (continuação) Você discute o nível de HbA1c atual de Julia com ela, visando definir uma nova meta. Pregunta: De acordo com as últimas recomendações da Associação Americana de Diabetes (ADA)/Associação Europeia para o Estudo da Diabetes (EASD), qual a meta de HbA1c mais apropriada para Julia? Opções de resposta: 8,0% 7,5% 7,0% 6,5% Explicação da resposta: Apesar de ter sido tratada com metformina e insulina, o nível de HbA1c de Julia é elevado (8,6%) e sua hiperglicemia é mal controlada. Ela tem DM2 de longa data e condições comórbidas existentes e complicações. As orientações da ADA/EASD recomendam metas menos rigorosas para pacientes como Julia, que podem estar menos motivados e têm baixa adesão à medicação atual. A meta de 7,5% é apropriada para Julia e você deve discutir com ela as razões para defini-la nesse nível. Pg.13

14 Iniciação à insulina e intensificação no controle do diabetes Metas glicêmicas individualizadas O estudo Ação para Controlar Risco Cardiovascular na Diabetes (ACCORD) foi encerrado em função de preocupações com maiores taxas de mortalidade associadas com o controle glicêmico intensivo comparado ao controle glicêmico padrão. [7] Entretanto, um estudo de acompanhamento constatou que os fatores associados a níveis persistentes de HbA1c maiores, em vez dos baixos níveis de HbA1c alcançados, eram suscetíveis de haver contribuído para o aumento do risco de mortalidade associado ao controle glicêmico intensivo. [48] Uma meta-análise de 5 ensaios clínicos aleatórios envolvendo o controle glicêmico intensivo constatou que, apesar de não reduzir a incidência de mortalidade por acidente vascular cerebral ou cardiovascular, ele foi associado a reduções significativas na incidência de infarto do miocárdio e o adiamento do tratamento pode aumentar o risco cardiovascular (Figura 9). [49] Figura 9. O tratamento anti-hiperglicêmico com retardo pode aumentar o risco de mortalidade cardiovascular. Adaptado de Mannucci E, et al. Nutr Metab Cardiovasc Dis. 2009;19(9): A metarregressão de dados da ACCORD, ADVANCE, PROactive, UKPDS e VADT. ACCORD = Ação para Controlar o Risco Cardiovascular na Diabetes (ACCORD); ADVANCE = Ação em Diabetes e Doença Vascular Avaliação Controlada com Preterax e Diamicron com Liberação Modificada; MH = Mantel-Haenszel; PROActive = Estudo Clínico Prospectivo de Pioglitazona em Eventos Macrovasculares; UKPDS = Estudo Prospectivo sobre Diabetes do Reino Unido; VADT = Veterans Affair Diabetes Trial As evidências de ensaios cardiovasculares de DM2 sugerem que nem todos se beneficiam do controle glicêmico intensivo. [6,7,11] A declaração de posição da ADA/EASD de 2012 salienta a importância de individualizar o tratamento de acordo com as necessidades de cada paciente. Recomendando metas de HbA1c menos rígidas (por exemplo: HbA1c de 7,5% a 8,0% ou até mesmo levemente superior) para pacientes com expectativa de vida limitada, um histórico de hipoglicemia grave, condições comórbidas extensivas e complicações avançadas (Figura 10). As metas são apropriadas para os pacientes que têm dificuldade comprovada em alcançar metas glicêmicas, mesmo quando estão sendo tratados com diversos hipoglicemiantes e recebendo orientações e apoio à autogestão de sua diabetes. [15] Pg.14

15 Figura 10. Elementos decisórios para a definição de metas glicêmicas adequadas. Adaptado de Inzucchi SE, et al. Diabetes Care. 2012;35(6): Intensificação da insulinoterapia para alcançar a meta de HbA1c A maioria dos pacientes precisará que sua insulinoterapia seja intensificada à medida que a DM2 avança por exemplo, se os níveis de HbA1c permanecerem acima dos níveis meta. Caso 2 (continuação) Você discute com Julia a necessidade de intensificar o tratamento dela com insulina a fim de alcançar sua nova meta de HbA1c. Pregunta: Qual das seguintes estratégias é a melhor opção para a intensificação da insulinoterapia de Julia? Opções de resposta: Mudar para uma insulina previamente misturada análoga e continuar com a metformina Mudar para uma insulina previamente misturada análoga e descontinuar a metformina Mudar para um esquema bolus basal análogo e continuar com a metformina Mudar para um esquema bolus basal análogo e descontinuar a metformina Explicação da resposta: Os esquemas bolus basal e os esquemas previamente misturados de 2 a 3 vezes ao dia são comumente utilizados para intensificar a insulinoterapia. Julia elevou os níveis de glicose pós-prandial, tem experimentado episódios de hipoglicemia e tem um nível de HbA1c de 8,6%; portanto, um esquema previamente misturado é mais apropriado para ela do que um bolus basal. Ela já está em um esquema humano previamente misturado de duas vezes ao dia; portanto, a intensificação envolverá a mudança para um esquema previamente misturado análogo e o aumento da frequência para três vezes ao dia nos próximos meses. Tanto para os esquemas bolus basal como para os previamente misturados, não é necessário o tratamento com metformina. A opção comumente utilizada para a intensificação é a terapia bolus basal, pois fornece a cobertura prandial mais flexível e precisa. A terapia bolus basal envolve a adição de uma insulina de ação rápida no horário da refeição à insulina basal. O tratamento geralmente começa com uma refeição e pode ser aumentado a partir de uma injeção antes da refeição com uma excursão de glicose maior às injeções antes das três refeições diárias (Figura 11). Pg.15

16 Iniciação à insulina e intensificação no controle do diabetes A próxima geração de análogos de insulina basal oferece benefícios para os esquemas bolus basal. O degludec é uma insulina basal com uma duração extra longa de ação e um perfil farmacocinético/farmacodinâmico plano e estável. O degludec pode ser dosado em qualquer hora do dia, preferivelmente no mesmo horário todos os dias; entretanto, a longa duração da ação da ação permite flexibilidade no intervalo de horários da administração quando necessário. [24] Quando utilizado em um esquema de bolus basal com aspártica no horário das refeições em pacientes T2D, degludec demonstrou controle glicêmico similar ao análogo mais antigo de glargina (observadas reduções médias em HbA1c de 1,17% ± 1,03% para degludec e 1,29% ± 0,98% para glargina) porém taxas mais baixas de hipoglicemia geral e hipoglicemia noturna. [15,50] O paciente com DM2 deve cooperar totalmente com o esquema, uma vez que ele exige um controle muito rígido, incluindo medir regularmente a curva de glicose completa. Ele precisa entender o conceito do esquema e estar disposto a assumir o risco de um episódio de hipoglicemia. Figura 11. Estratégias para a intensificação da insulinoterapia. As insulinas previamente misturadas duas vezes ao dia também podem ser utilizadas para intensificar a insulinoterapia após um esquema de insulina basal ou previamente misturado uma vez ao dia. Eles são mais adequados para os pacientes com diabetes tipo 2 que tiveram níveis de PPG elevados e níveis de HbA1c 8,5%. As reduções dos níveis de PPG foram associadas com a redução do risco de novos eventos cardiovasculares. [51] Com um esquema previamente misturado duas vezes ao dia, o tratamento deve começar antes do almoço e do jantar, com uma dose baixa de 6 unidades cada. As doses do café da manhã devem ser tituladas para os níveis pré e pós-prandial. Tal como acontece com o esquema uma vez ao dia, os níveis de glicose devem ser medidos duas vezes por semana e aumentados de 2 a 3 unidades não superiores a duas vezes por semana. Quando a dosagem do café da manhã é correta, a dosagem do jantar pode ser titulada utilizando níveis pré- e pós-prandial. Tal como acontece com os previamente misturados uma vez ao dia, não é possível titular a insulina mais lenta da insulina de ação prolongada. Um esquema de pré-mistura de 3 vezes ao dia é outra forma de tratamento da intensificação e permite menos injeções do que com um sistema bolus basal, oferecendo níveis semelhantes de eficácia e segurança. [52-54] Além disso, a intensificação pode ser alcançada progredindo da insulina de pré-mistura duas vezes ao dia para um esquema bolus basal com 2 ou mais injeções de insulina de ação rápida no horário das refeições. [15] Pg.16

17 Pregunta: Qual é a consequência provável para Julia mudar da insulina humana previamente misturada para uma pré-mistura análoga de insulina de ação rápida? Opções de resposta: Um risco levemente maior de hipoglicemia, mas melhora do controle glicêmico Um risco menor de hipoglicemia e melhora do controle glicêmico Um risco menor para hipoglicemia e níveis similares de controle glicêmico Um risco similar para hipoglicemia e melhora do controle glicêmico Explicación de la respuesta: Si Julia cambia de su actual insulina humana premezclada a un análogo de insulina de acción rápida, como la insulina aspart 30, probablemente experimente mejorías en sus niveles de HbA1c, de glucosa posprandial y, posiblemente, de glucosa en plasma en ayunas. Es probable que disminuya su riesgo de eventos hipoglucémicos graves y leves, incluida la hipoglucemia nocturna. Análogos de insulina bifásica, como a insulina aspártica 30, têm sido associados à melhora do controle glicêmico em comparação com a insulina humana bifásica 30, com uma menor incidência de hipoglicemia e/ou hipoglicemia noturna e melhoria da qualidade de vida relatada pelo próprio paciente (Figura 12). [55-57] Um estudo de 2012 demonstrou melhorias nos níveis de HbA1c, PPG e FPG, [26] embora outros estudos não demonstrassem as melhorias nos níveis de HbA1c e FPG em comparação com a insulina humana bifásica. [58] Ganho de peso insignificante foi avaliado. [26] Um estudo relatou um aumento de hipoglicemia durante o dia com a insulina aspártica, mas reduções significativas na hipoglicemia e mais grave. [58] Figura 12. Melhora da glicose pós-prandial após a mudança de insulina humana bifásica para um análogo da insulina bifásica. Adaptado de Shestakova M, et al. Curr Med Res Opin. 2007;23(12): Com as insulinas bolus basal ou previamente misturadas, todas as terapias anti-hiperglicêmicas orais, exceto a metformina, devem ser interrompidas. Embora menos flexíveis do que os esquemas bolus basal, os esquemas de duas ou três vezes ao dia previamente misturados com análogos de insulina são muito eficazes para alcançar o controle glicêmico quando o tratamento com hipoglicemiantes orais ou insulinoterapia basal falharam. [59,60] A maioria dos pacientes pode alcançar níveis de HbA1c 7,0%. [52,61] Os médicos podem escolher os esquemas com base no que melhor se adequar à dieta do paciente, às necessidades de estilo de vida, às suas atitudes e capacidade e levando em conta seu tratamento prévio, objetivos terapêuticos e estado da doença. [15,61] Pg.17

18 Iniciação à insulina e intensificação no controle do diabetes As barreiras do paciente e do médico para aderir à intensificação da insulinoterapia Muitas das barreiras para o início da insulinoterapia também são relevantes para a intensificação da insulinoterapia (por exemplo, o medo da hipoglicemia). [28,29,36] Quando um esquema de insulina for iniciado, a adesão é crucial para garantir que o controle glicêmico adequado seja alcançado. Uma ampla pesquisa internacional na Internet sobre médicos e pacientes tratados com insulina constatou que o controle glicêmico inadequado é atribuível parcialmente à omissão ou à falta de adesão ao esquema e à falta de ajuste da dose. [62] Três quartos dos médicos relataram que um paciente típico experimenta 4,3 dias por mês de omissão/não adesão à insulina basal e 5,7 dias por mês de omissão/não adesão à insulina prandial. As razões mais comuns eram de que os pacientes estavam muito ocupados, ignoraram refeições, estavam viajando, sofrendo de estresse/problemas emocionais ou se sentiam constrangidos em público. Os médicos relataram que a principal razão para não tratar a hiperglicemia mais intensamente é o medo da hipoglicemia. Entretanto, os pacientes acreditavam que o impacto geral da insulina sobre suas vidas foi positivo. Outro estudo constatou que a percepção da insulinoterapia como incômoda aumentou drasticamente à medida que a frequência das injeções aumentava. [34] Houve apelos para esquemas de insulina mais flexíveis e menos restritivos para os pacientes, com um menor risco de hipoglicemia. [62] A adesão deficiente do paciente pode ser associada com a inércia clínica. As razões para médicos não ajustarem o tratamento incluem relutância em iniciar esquemas complexos, excesso de confiança no esquema atual, não acompanhamento dos resultados terapêuticos e um período inadequado do tempo de consulta com o paciente. [38,63] Caso 2 (continuação) Decisão terapêutica e acompanhamento A hiperglicemia de Julia não é controlada apropriadamente, apesar de ser tratada com insulina; portanto, ela precisa da intensificação do tratamento com a finalidade de alcançar sua meta de HbA1c de 7,5%. Ela está sendo tratada com insulina humana previamente misturada duas vezes ao dia, então você decide alterar para um análogo de insulina previamente misturada de ação rápida, insulina aspártica 30 (BIAsp 30), duas vezes ao dia. Como está associada com uma menor incidência de hipoglicemia que as pré-misturas humanas, ela provavelmente beneficiará Julia, que experimentou alguns episódios de hipoglicemia. Entretanto, com a finalidade de minimizar o risco de hipoglicemia, você inicia a insulina aspártica 30 (BIAsp 30) a 80% da dose recomendada porque se Julia experimentar um evento de hipoglicemia no início de um novo esquema de tratamento, isso poderia ter um efeito psicológico prejudicial. Você aumenta gradualmente a dosagem e a frequência para 3 vezes ao dia após 3 meses. Após 6 meses, a HbA1c de Julia diminuiu para 7,4%, o que é ligeiramente menor que sua meta pessoal. Ela lhe diz que sofreu menos episódios de hipoglicemia noturna e tonturas pela manhã apenas ocasionalmente. Ela também diz que sua qualidade de vida melhorou um pouco. Comentários e conclusão A diabetes de Julia foi mal controlada apesar do tratamento com insulina e isso foi, pelo menos em parte, por causa de sua falta de adesão a seu esquema de tratamento. Suas comorbidades e polifarmácia também contribuíram para seu fracasso em cumprir as metas do tratamento. Mudar um análogo de insulina humana previamente misturada e intensificar gradualmente o tratamento pelo aumento da frequência de administração para 3 vezes ao dia permitiu que Julia alcançasse um nível de HbA1c ligeiramente inferior a sua meta de 7,5%. Você pode agora começar a discutir com ela estratégias de melhoria no controle glicêmico. Pg.18

19 Referencias [1] Harrison LB, Adams-Huet B, Raskin P, et al. β-cell function preservation after 3.5 years of intensive diabetes therapy. Diabetes Care. 2012;35(7): [2] Stratton IM, Adler AI, Neil HA, et al. Association of glycaemia with macrovascular and microvascular complications of type 2 diabetes (UKPDS 35): prospective observational study. BMJ. 2000;321(7258): [3] Stolar MW. Defining and achieving treatment success in patients with type 2 diabetes mellitus. Mayo Clin Proc. 2010;85(12):S50-S59. [4] UK Prospective Diabetes Study (UKPDS) Group. Intensive blood-glucose control with sulphonylureas or insulin compared with conventional treatment and risk of complications in patients with type 2 diabetes (UKPDS 33). Lancet. 1998;352(9131): Erratum in Lancet. 1999;354(9178):602. [5] UKPDS. Effect of intensive blood-glucose control with metformin on complications in overweight patients with type 2 diabetes (UKPDS 34). UK Prospective Diabetes Study (UKPDS) Group. Lancet. 1998;352(9131): Erratum in Lancet. 1998;352(9139):1558. [6] Patel A, MacMahon S, Chalmers J, et al; ADVANCE Collaborative Group. Intensive blood glucose control and vascular outcomes in patients with type 2 diabetes. N Engl J Med. 2008;358(24): [7] Action to Control Cardiovascular Risk in Diabetes Study Group (ACCORD), Gerstein HC, Miller ME, et al. Effects of intensive glucose lowering in type 2 diabetes. N Engl J Med. 2008;358(24): [8] Riddle MC, Ambrosius WT, Brillon DJ, et al; Action to Control Cardiovascular Risk in Diabetes Investigators. Epidemiologic relation ships between A1C and all-cause mortality during a median 3.4-year follow-up of glycemic treatment in the ACCORD trial. Diabetes Care. 2010;33(5): [9] Mattila TK, de Boer A. Influence of intensive versus conventional glucose control on microvascular and macrovascular complications in type 1 and type 2 diabetes mellitus. Drugs. 2010;70(17): [10] Marso SP, Kennedy KF, House JA, et al. The effect of intensive glucose control on all-cause and cardiovascular mortality, myocardial infarction and stroke in persons with type 2 diabetes mellitus: a systematic review and meta-analysis. Diab Vasc Dis Res. 2010;7(2): [11] Turnbull FM, Abraira C, Anderson RJ, et al. Intensive glucose control and macrovascular outcomes in type 2 diabetes. Diabetologia. 2009;52(11): [12] Ray KK, Seshasai SR, Wijesuriya S, et al. Effect of intensive control of glucose on cardiovascular outcomes and death in patients with diabetes mellitus: a meta-analysis of randomised controlled trials. Lancet. 2009;373(9677): [13] Boussageon R, Bejan-Angoulvant T, Saddatian-Elahi M, et al. Effect of intensive glucose lowering treatment on all cause mortality, cardiovascular death, and microvascular events in type 2 diabetes: metaanalysis of randomised controlled trials. BMJ. 2011;343:d4169. [14] Holman RR, Paul SK, Bethel MA, et al. 10-year follow-up of intensive glucose control in type 2 diabetes. N Engl J Med. 2008;359(15): [15] Inzucchi SE, Bergenstal RM, Buse JB, et al. Management of hyperglycemia in type 2 diabetes: a patient-centered approach: position statement of the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetes Care. 2012;35(6): [16] International Diabetes Federation, Clinical Guidelines Task Force. Global guideline for type 2 diabetes. Accessed May 6, [17] Nathan DM, Buse JB, Davidson MB, et al; American Diabetes Association; European Association for the Study of Diabetes. Medical management of hyperglycemia in type 2 diabetes: a consensus algorithm for the initiation and adjustment of therapy: a consensus statement of the American Diabetes Association and the European Association for the Study of Diabetes. Diabetes Care. 2009;32(1): [18] Kahn SE, Haffner SM, Heise MA, et al. Glycemic durability of rosiglitazone, metformin, or glyburide monotherapy. N Engl J Med. 2006;355(23): [19] Alvarsson M, Sundkvist G, Lager I. Beneficial effects of insulin versus sulphonylurea on insulin secretion and metabolic control in recently diagnosed type 2 diabetic patients. Diabetes Care. 2003;26(8): [20] Garber AJ. Premixed insulin analogues for the treatment of diabetes mellitus. Drugs. 2006;66(1): [21] Ligthelm R, Davidson J. Initiating insulin in primary care-the role of modern premixed formulations. Prim Care Diabetes. 2008;2(1):9-16. [22] Rizvi AA, Ligthelm RJ. The use of premixed insulin analogues in the treatment of patients with type 2 diabetes mellitus: advantages and limitations. Insulin. 2007;2(2):68-79 [23] Unnikrishnan AG, Tibaldi J, Hadley-Brown M, et al. Practical guidance on intensification of insulin therapy with BIAsp 30: a consensus statement. Int J Clin Pract. 2009;63(11): [24] Heise T, Nosek L, Bøttcher SG, et al. Ultra-long-acting insulin degludec has a flat and stable glucose-lowering effect in type 2 diabetes. Diabetes Obes Metab. 2012;14(10): [25] Blonde L, Merilainen M, Karwe V, et al. Patient-directed titration for achieving glycaemic goals using a once-daily basal insulin analogue: an assessment of two different fasting plasma glucose targets - the TITRATE study. Diabetes Obes Metab. 2009;11(6): [26] El Naggar NK, Soewondo P, Khamseh ME, et al. Switching from biphasic human insulin 30 to biphasic insulin aspart 30 in type 2 diabetes is associated with improved glycaemic control and a positive safety profile: results from the A(1)chieve study. Diabetes Res Clin Pract. 2012;98(3): [27] Niswender K. Early and aggressive initiation of insulin therapy for type 2 diabetes: what is the evidence? Clin Diab. 2009;27(2): [28] Cryer PE. The barrier of hypoglycemia in diabetes. Diabetes. 2008;57(12): [29] UK Hypoglycaemia Study Group. Risk of hypoglycaemia in types 1 and 2 diabetes: effects of treatment modalities and their duration. Diabetologia. 2007;50(6): [30] Phillips LS, Branch WT, Cook CB, et al. Clinical inertia. Ann Intern Med. 2001;135(9): [31] Khunti K, Damci T, Meneghini L, et al. Study of Once Daily Levemir (SOLVE ): insights into the timing of insulin initiation in people with poorly controlled type 2 diabetes in routine clinical practice. Diabetes Obes Metab. 2012;14(7): [32] Polonsky WH, Fisher L, Guzman S, et al. Psychological insulin resistance in patients with type 2 diabetes: the scope of the problem. Diabetes Care. 2005;28(10): [33] Korytkowski M. When oral agents fail: practical barriers to starting insulin. Int J Obes Relat Metab Disord. 2002;26(Suppl 3):S18-S24. [34] Vijan S, Hayward RA, Ronis DL, et al. Brief report: the burden of diabetes therapy: implications for the design of effective patient-centered treatment regimens. J Gen Intern Med. 2005;20(5): Pg.19

20 Iniciação à insulina e intensificação no controle do diabetes [35] Dunning T. Exploring the world mythology of diabetes. Diabetes Voice. 2004;49(1): [36] Peyrot M, Rubin RR, Lauritzen T, et al. Psychosocial problems and barriers to improved diabetes management: results of the Cross-National Diabetes Attitudes, Wishes and Needs (DAWN) Study. Diabet Med. 2005;22(10): [37] Shah BR, Hux JE, Laupacis A Clinical inertia in response to inadequate glycemic control: do specialists differ from primary care physicians? Diabetes Care. 2005;28(3): [38] Miccoli R, Penno G, Del Prato S. Multidrug treatment of type 2 diabetes: a challenge for compliance. Diabetes Care. 2011;34(Suppl 2):S [39] Kuritzky L. The management of type 2 diabetes: where s the insulin? Medscape Diabetes & Endocrinology. August 13, medscape.com/viewarticle/ Accessed May 22, [40] Snoek FJ, Skovlund SE, Pouwer F. Development and validation of the insulin treatment appraisal scale (ITAS) in patients with type 2 diabetes. Health Qual Life Outcomes. 2007;5:69. [41] European Medicines Agency. Product Information, Levmir (Insulin detemir). EPAR_-_Summary_for_the_public/human/000528/WC pdf Accessed May 6, [42] Borgoño CA, Zinman B. Insulins: past, present, and future. Endocrinol Metab Clin North Am. 2012;41(1):1-24. [43] Emerging Risk Factors Collaboration. Diabetes mellitus, fasting blood glucose concentration, and risk of vascular disease: a collaborative meta-analysis of 102 prospective studies. Lancet. 2010;375(9733): [44] Mazzone T. Intensive glucose lowering and cardiovascular disease prevention in diabetes: reconciling the recent clinical trial data. Circulation. 2010;122(21): [45] Duckworth W, Abraira C, Moritz T, et al. Glucose control and vascular complications in veterans with type 2 diabetes. N Engl J Med. 2009;360(2): [46] Gaede P, Lund-Andersen H, Parving HH, et al. Effect of a multifactorial intervention on mortality in type 2 diabetes. N Engl J Med. 2008;358(6): [47] Ho PM, Rumsfeld JS, Masoudi FA, et al. Effect of medication nonadherence on hospitalization and mortality among patients with diabetes mellitus. Arch Intern Med. 2006;166(17): [48] Riddle MC, Ambrosius WT, Brillon DJ, et al; Action to Control Cardiovascular Risk in Diabetes Investigators. Epidemiologic relationships between A1C and all-cause mortality during a median 3.4-year follow-up of glycemic treatment in the ACCORD trial. Diabetes Care. 2010;33(5): [49] Mannucci E, Monami M, Lamanna C, et al. Prevention of cardiovascular disease through glycemic control in type 2 diabetes: a meta-analysis of randomized clinical trials. Nutr Metab Cardiovasc Dis. 2009;19(9): [50] Zinman B, Philis-Tsimikas A, Cariou B, et al. Insulin degludec versus insulin glargine in insulin-naive patients with type 2 diabetes: a 1-year, randomized, treat-to-target trial (BEGIN Once Long). Diabetes Care. 2012;35(12): [51] Ceriello A, Davidson J, Hanefeld M, et al. Postprandial hyperglycaemia and cardiovascular complications of diabetes: an update. Nutr Metab Cardiovasc Dis. 2006;16(7): [52] Garber AJ, Wahlen J, Wahl T, et al. Attainment of glycaemic goals in type 2 diabetes with once-, twice-, or thrice-daily dosing with biphasic insulin aspart 70/30 (The study). Diabetes Obes Metab. 2006;8(1): [53] Ligthelm RJ, Mouritzen U, Lynggaard H, et al. Biphasic insulin aspart given thrice daily is as efficacious as a basal-bolus insulin regimen with four daily injections: a randomised open-label parallel group four months comparison in patients with type 2 diabetes. Exp Clin Endocrinol Diabetes. 2006;114(9): [54] Yang WY, Ji QH, Zhue DL, et al. Thrice-daily biphasic insulin aspart 30 may be another therapeutic option for Chinese patients with type 2 diabetes inadequately controlled with oral antidiabetic agents. China Med J. 2009;122(14): [55] Shestakova M, Sharma SK, Almustafa M, et al. Transferring type 2 diabetes patients with uncontrolled glycaemia from biphasic human insulin to biphasic insulin aspart 30: experiences from the PRESENT study. Curr Med Res Opin. 2007;23(12): [56] Shah S, Benroubi M, Borzi V, et al. Safety and effectiveness of biphasic insulin aspart 30/70 (NovoMix 30) when switching from human premix insulin in patients with type 2 diabetes: subgroup analysis from the 6-month IMPROVE observational study. Int J Clin Pract. 2009;63(4): [57] McNally PG, Dean JD, Morris AD, et al. Using continuous glucose monitoring to measure the frequency of low glucose values when using biphasic insulin aspart 30 compared with biphasic human insulin 30: a double-blind crossover study in individuals with type 2 diabetes. Diabetes Care. 2007;30(5): [58] Davidson JA, Liebl A, Christiansen JS, et al. Risk for nocturnal hypoglycemia with biphasic insulin aspart 30 compared with biphasic human insulin 30 in adults with type 2 diabetes mellitus: a metaanalysis. Clin Ther. 2009;31(8): [59] Gumprecht J, Benroubi M, Borzi V, et al. IMPROVE Study Group Expert Panel. Intensification to biphasic insulin aspart 30/70 (BIAsp 30, Novo Mix 30) can improve glycaemic control in patients treated with basal insulins: a subgroup analysis of the IMPROVE observational study. Int J Clin Pract. 2009;63(6): [60] Strojek K, Bebakar WM, Khutsoane DT, et al. Once-daily initiation with biphasic insulin aspart 30 versus insulin glargine in patients with type 2 diabetes inadequately controlled with oral drugs: an open-label, multi national RCT. Curr Med Res Opin. 2009;25(12): [61] Liebl A, Prager R, Binz K, et al. Comparison of insulin analogue regimens in people with type 2 diabetes mellitus in the PREFER Study: a randomized controlled trial. Diabetes Obes Metab. 2009;11(1): [62] Peyrot M, Barnett AH, Meneghini LF, et al. Insulin adherence behaviours and barriers in the multinational Global Attitudes of Patients and Physicians in Insulin Therapy study. Diabet Med. 2012;29(5): [63] Grant RW, Meigs JB. Overcoming barriers to evidence-based diabetes care. Curr Diabetes Rev. 2006;2(2): Pg.20

24 de Outubro 5ª feira insulinoterapia Curso Prático Televoter

24 de Outubro 5ª feira insulinoterapia Curso Prático Televoter 2013 Norte 24 de Outubro 5ª feira insulinoterapia Curso Prático Televoter António Pedro Machado Simões-Pereira Descoberta da insulina Insulina protamina Insulina lenta Lispro - análogo de acção curta Glulisina

Leia mais

Insulinização. http://www.imepen.com/niepen. Niepen Programa de Educação Continuada Educação Continuada para APS. Dra Carla Lanna Dra Christiane Leite

Insulinização. http://www.imepen.com/niepen. Niepen Programa de Educação Continuada Educação Continuada para APS. Dra Carla Lanna Dra Christiane Leite Insulinização http://www.imepen.com/niepen Niepen Programa de Educação Continuada Educação Continuada para APS Dra Carla Lanna Dra Christiane Leite CONTROLE GLICÊMICO NO BRASIL: Mendes AB, et al. Acta

Leia mais

Estudo mostra que LANTUS ajudou pacientes com Diabetes Tipo 2 a atingirem a meta recomendada pela ADA para o controle de açúcar no sangue

Estudo mostra que LANTUS ajudou pacientes com Diabetes Tipo 2 a atingirem a meta recomendada pela ADA para o controle de açúcar no sangue Paris, 07 de junho, de 2008 Estudo mostra que LANTUS ajudou pacientes com Diabetes Tipo 2 a atingirem a meta recomendada pela ADA para o controle de açúcar no sangue Novos dados apresentados na Annual

Leia mais

VOCÊ CUIDA DO SEU DIABETES, A GENTE CUIDA DE VOCÊ.

VOCÊ CUIDA DO SEU DIABETES, A GENTE CUIDA DE VOCÊ. Referências bibliográficas: 1. Sociedade Brasileira de Diabetes. Algoritmo para o tratamento do diabetes tipo 2 atualização 2011. Posicionamento Oficial SBD no. 3. São Paulo: SBD; 2011. 2. Sociedade Brasileira

Leia mais

CRITÉRIOS NÚMERO: 001/2011 DATA: 07/01/2011 ASSUNTO: PALAVRA CHAVE: PARA: CONTACTOS:

CRITÉRIOS NÚMERO: 001/2011 DATA: 07/01/2011 ASSUNTO: PALAVRA CHAVE: PARA: CONTACTOS: ASSUNTO: PALAVRA CHAVE: PARA: CONTACTOS: NÚMERO: 001/2011 DATA: 07/01/2011 Terapêutica da Diabetes Mellitus tipo 2: metformina Metformina Médicos do Serviço Nacional de Saúde Departamento da Qualidade

Leia mais

TEMA: Uso de Insulina Glargina no diabetes mellitus (DM) tipo 1

TEMA: Uso de Insulina Glargina no diabetes mellitus (DM) tipo 1 NT 85/2013 Solicitante: Dra JACQUELINE DE SOUZA TOLEDO E DUTRA Juíza de Direito do 2º JESP Unidade Jurisdicional do Juizado Especial da Comarca de Pouso Alegre Numeração: 0004266-19.2013.8.13.0525 Data:

Leia mais

RESPOSTARÁPIDA 36/2014 GALVUS MET, PIOTAZ, CANDESARTAN, LEVOID, ROSTATIN

RESPOSTARÁPIDA 36/2014 GALVUS MET, PIOTAZ, CANDESARTAN, LEVOID, ROSTATIN RESPOSTARÁPIDA 36/2014 GALVUS MET, PIOTAZ, CANDESARTAN, LEVOID, ROSTATIN SOLICITANTE Dra MARCILENE DA CONCEIÇÃO MIRANDA NÚMERODOPROCESSO 0166.14.000132-1 (0001321-35.2014.8.13.0166) DATA 31/01/2014 SOLICITAÇÃO

Leia mais

ESTADO DO PARANÁ Secretaria de Estado da Saúde SESA Instituto de Saúde do Paraná ISEP Centro de Medicamentos do Paraná - CEMEPAR

ESTADO DO PARANÁ Secretaria de Estado da Saúde SESA Instituto de Saúde do Paraná ISEP Centro de Medicamentos do Paraná - CEMEPAR PROTOCOLO CLÍNICO PARA DISPENSAÇÃO DE ANÁLOGOS DE INSULINAS DE LONGA DURAÇÃO (GLARGINA E LEVEMIR) E DE CURTA DURAÇÃO (ASPART E LISPRO) PARA ATENDIMENTO DO PACIENTE COM DIABETES MELLITUS TIPO 1 NA REDE

Leia mais

Pré diabetes. Diagnóstico e Tratamento

Pré diabetes. Diagnóstico e Tratamento Pré diabetes Diagnóstico e Tratamento Zulmira Jorge Assistente Hospitalar Endocrinologia do Hospital Santa Maria Endocrinologista do NEDO e do Hospital Cuf Infante Santo Diabetes Mellitus Diagnóstico PTGO

Leia mais

ARTIGOS. Versão para impressão. Trayenta (linagliptina) Fact Sheet

ARTIGOS. Versão para impressão. Trayenta (linagliptina) Fact Sheet Versão para impressão ARTIGOS 16/09/2011 Infográficos Trayenta (linagliptina) Fact Sheet 1. Trayenta (linagliptina) 2. Inibidores da DPP-4 3. Principal diferencial da linagliptina em relação às outras

Leia mais

Insulinização em pacientes portadores de DM2

Insulinização em pacientes portadores de DM2 Insulinização em pacientes portadores de DM2 Especialista em Endocrinologia e Metabologia Médico do Núcleo de Telessaúde da UFMG Acadêmico:Henrique Gomes Mendes Bolsista da PROEX/UFMG 10 Período FM/UFMG

Leia mais

O Paciente Difícil de Tratar com Diabetes e Várias Comorbidades, Parte 3: Controle Glicêmico na Doença Renal Crônica Amena a Moderada

O Paciente Difícil de Tratar com Diabetes e Várias Comorbidades, Parte 3: Controle Glicêmico na Doença Renal Crônica Amena a Moderada Apoiado por um subsídio educacional independente de Boehringer Ingelheim e Lilly Dr. PhD André Scheen: Olá e bem-vindos a este programa educativo da Medscape, O Complexo Paciente com Diabetes e Comorbidades,

Leia mais

Programa de Educação Médica Continuada em Diabetes. Programa de Educação Continuada

Programa de Educação Médica Continuada em Diabetes. Programa de Educação Continuada Programa de Educação Continuada Diabetes Mellitus na Clínica Diária: 4 do controle dos fatores de risco à prevenção das complicações crônicas Insulinização basal no Tratamento do Diabetes Mellitus tipo

Leia mais

Programa de Educação Médica Continuada em Diabetes. Programa de Educação Continuada

Programa de Educação Médica Continuada em Diabetes. Programa de Educação Continuada Programa de Educação Continuada Diabetes Mellitus na Clínica Diária: 5 do controle dos fatores de risco à prevenção das complicações crônicas Bases para insulinização plena no paciente com Diabetes Mellitus

Leia mais

Suplemento Especial nº 4-2007. POSICIONAMENTO nº 4. Novas diretrizes da SBD para o controle glicêmico do diabetes tipo 2

Suplemento Especial nº 4-2007. POSICIONAMENTO nº 4. Novas diretrizes da SBD para o controle glicêmico do diabetes tipo 2 Suplemento Especial nº 4-2007 POSICIONAMENTO nº 4 Novas diretrizes da SBD para o controle glicêmico do diabetes tipo 2 NOVAS DIRETRIZES DA SBD PARA O CONTROLE GLICÊMICO DO DIABETES TIPO 2 Posicionamento

Leia mais

Insulinoterapia na Diabetes tipo 2

Insulinoterapia na Diabetes tipo 2 Presentation title Insulinoterapia na Diabetes tipo 2 Aspectos práticos Teresa Dias Serviço de Endocrinologia do HSM. Lisboa Lisboa, Fevereiro de 2012 Insulina Background Insulina Humana e Análogos de

Leia mais

Os mais recentes avanços em insulinoterapia

Os mais recentes avanços em insulinoterapia Dr. Tim Heise: Olá. Sejam bem-vindos a este programa educacional entitulado Novas abordagens para a combinação de insulinoterapia com miméticos do GLP-1. Meu nome é Tim Heise e sou Diretor Executivo de

Leia mais

TEMA: Uso de Insulina Humalog ou Novorapid (aspart) ou Apidra (glulisina) no tratamento do diabetes mellitus

TEMA: Uso de Insulina Humalog ou Novorapid (aspart) ou Apidra (glulisina) no tratamento do diabetes mellitus NT 140/2014 Solicitante: Dr. Rodrigo Braga Ramos Juiz de Direito de Itamarandiba NUMERAÇÃO: 0325.14.000677-7 Data: 17/07/2014 Medicamento X Material Procedimento Cobertura TEMA: Uso de Insulina Humalog

Leia mais

Médicos do Sistema Nacional de Saúde. Departamento da Qualidade na Saúde (dqs@dgs.pt)

Médicos do Sistema Nacional de Saúde. Departamento da Qualidade na Saúde (dqs@dgs.pt) NÚMERO: 025/2011 DATA: 29/09/2011 ATUALIZAÇÃO 27/01/2014 ASSUNTO: Insulinoterapia na Diabetes Mellitus tipo 2 PALAVRAS-CHAVE: Insulina PARA: Médicos do Sistema Nacional de Saúde CONTACTOS: Departamento

Leia mais

Sessão Televoter Diabetes

Sessão Televoter Diabetes 2013 26 de Abril Sexta-feira Sessão Televoter Diabetes António Pedro Machado Francisco Azevedo Simões Pereira Critérios para o diagnóstico de Diabetes A1C 6.5% Gl jj 126 mg/dl ou ou PTGO - Glicémia à 2ª

Leia mais

Sedentarismo, tratamento farmacológico e circunferência abdominal no controle glicêmico de diabéticos tipo 2 em Ponta Grossa.

Sedentarismo, tratamento farmacológico e circunferência abdominal no controle glicêmico de diabéticos tipo 2 em Ponta Grossa. 13. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ISSN 2238-9113 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( x ) SAÚDE

Leia mais

O Diagnóstico, seguimento e tratamento de todas estas complicações causam um enorme fardo econômico ao sistema de saúde.

O Diagnóstico, seguimento e tratamento de todas estas complicações causam um enorme fardo econômico ao sistema de saúde. HEMOGLOBINA GLICADA AbA1c A prevalência do diabetes tem atingido, nos últimos anos, níveis de uma verdadeira epidemia mundial. Em 1994, a população mundial de diabéticos era de 110,4 milhões. Para 2010

Leia mais

Sessão Televoter Diabetes

Sessão Televoter Diabetes 2013 Norte 24 de Outubro Quinta-feira Sessão Televoter Diabetes António Pedro Machado Simões Pereira Critérios para o diagnóstico de Diabetes A1C 6.5% Gl jj 126 mg/dl ou ou PTGO - Glicémia à 2ª hora 200

Leia mais

O QUE POSSO FAZER PARA REDUZIR O RISCO DE COMPLICAÇÕES DECORRENTES DO DIABETES TIPO 1?

O QUE POSSO FAZER PARA REDUZIR O RISCO DE COMPLICAÇÕES DECORRENTES DO DIABETES TIPO 1? Christian Melhor controle com o uso de sua bomba desde 2012 O QUE POSSO FAZER PARA REDUZIR O RISCO DE COMPLICAÇÕES DECORRENTES DO DIABETES TIPO 1? Muitas pessoas com diabetes tipo 1 preocupam-se com as

Leia mais

11º Curso Pós-Graduado NEDO 2010 Endocrinologia Clínica Diabetes. Diabetes: avaliação da evolução e do tratamento

11º Curso Pós-Graduado NEDO 2010 Endocrinologia Clínica Diabetes. Diabetes: avaliação da evolução e do tratamento 11º Curso Pós-Graduado NEDO 2010 Endocrinologia Clínica Diabetes Diabetes: avaliação da evolução e do tratamento Zulmira Jorge Serviço Endocrinologia Diabetes e Metabolismo. H. Santa Maria NEDO - Núcleo

Leia mais

DIABETES TIPO 2 PREVALÊNCIA DIAGNÓSTICO E ABORDAGEM. Paula Bogalho. S. Endocrinologia Diabetes e Metabolismo

DIABETES TIPO 2 PREVALÊNCIA DIAGNÓSTICO E ABORDAGEM. Paula Bogalho. S. Endocrinologia Diabetes e Metabolismo DIABETES TIPO 2 PREVALÊNCIA DIAGNÓSTICO E ABORDAGEM Paula Bogalho S. Endocrinologia Diabetes e Metabolismo Hosp. Curry Cabral, Lisboa, 20.2.2010 Diabetes Crescimento nos países em desenvolvimento Diabetes

Leia mais

RESPOSTA RÁPIDA 381 /2014 Informações sobre:galvus,pioglit ediamicron

RESPOSTA RÁPIDA 381 /2014 Informações sobre:galvus,pioglit ediamicron RESPOSTA RÁPIDA 381 /2014 Informações sobre:galvus,pioglit ediamicron SOLICITANTE Dr. Emerson de Oliveira Corrêa Juiz de Direito de Candeias NÚMERO DO PROCESSO Autos nº 0008919-81.2014.813.0120 DATA 16/07/2014

Leia mais

Diabetes Mellitus: Insulinoterapia

Diabetes Mellitus: Insulinoterapia Diabetes Mellitus: Insulinoterapia Elaboração Final: 11 de abril de 2005 Participante: Hissa MN Autoria: Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia O Projeto Diretrizes, iniciativa conjunta da

Leia mais

Aspectos Práticos do Início da Terapia do Diabetes com Agonistas do Receptor do GLP-1

Aspectos Práticos do Início da Terapia do Diabetes com Agonistas do Receptor do GLP-1 Aspectos Práticos do Início da Terapia do Diabetes com Agonistas do Receptor do GLP-1 Tina Vilsbøll, MD, DMSc Mikkel Christensen, MD Apoiado por um subsídio educacional independente de Este documento tem

Leia mais

TRATAMENTO DO DIABETES DO IDOSO CONGRESSO CATARINENSE DE CARDIOLOGIA 2012

TRATAMENTO DO DIABETES DO IDOSO CONGRESSO CATARINENSE DE CARDIOLOGIA 2012 TRATAMENTO DO DIABETES DO IDOSO CONGRESSO CATARINENSE DE CARDIOLOGIA 2012 Potencial Conflito de Interesses De acordo com a Norma 1595/2000 do Conselho Federal de Medicina e a Resolução RDC 102/2000 da

Leia mais

O Papel dos Análogos da Insulina Moderna no Manejo Personalizado de Diabetes

O Papel dos Análogos da Insulina Moderna no Manejo Personalizado de Diabetes Stephen Colagiuri, MD: Olá e bem vindos a este programa educativo chamado O Papel dos Análogos da Insulina Moderna no Manejo Personalizado de Diabetes. Meu nome é Stephen Colagiuri. Sou professor de saúde

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ HOSPITAL DE CLÍNICAS DEPARTAMENTO DE PEDIATRIA UNIDADE DE ENDOCRINOLOGIA PEDIÁTRICA ELLEN CRISTINE LANGE DE LARA

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ HOSPITAL DE CLÍNICAS DEPARTAMENTO DE PEDIATRIA UNIDADE DE ENDOCRINOLOGIA PEDIÁTRICA ELLEN CRISTINE LANGE DE LARA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ HOSPITAL DE CLÍNICAS DEPARTAMENTO DE PEDIATRIA UNIDADE DE ENDOCRINOLOGIA PEDIÁTRICA ELLEN CRISTINE LANGE DE LARA AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DA MUDANÇA DO ESQUEMA TERAPÊUTICO EM

Leia mais

Insulinoterapia na Diabetes tipo 2

Insulinoterapia na Diabetes tipo 2 Insulinoterapia na Diabetes tipo 2 J. Vilela Gonçalves Unidade de Diabetes Hospital CUF Infante Santo 22º Curso NEDO, Viseu, Outubro 2012 Tratamento com Insulina Diabetes tipo 1 Diabetes gestacional (

Leia mais

DESENVOLVIMENTO DE FLUXOGRAMA DO PRIMEIRO ATENDIMENTO A PACIENTES DIABETICOS TIPO 1 INSULINIZADOS NA 3ª REGIONAL DE SAÚDE DE PONTA GROSSA-PR

DESENVOLVIMENTO DE FLUXOGRAMA DO PRIMEIRO ATENDIMENTO A PACIENTES DIABETICOS TIPO 1 INSULINIZADOS NA 3ª REGIONAL DE SAÚDE DE PONTA GROSSA-PR 11. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( X ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA DESENVOLVIMENTO

Leia mais

Estudo com Mais de 6.000 Pacientes Confirma

Estudo com Mais de 6.000 Pacientes Confirma Estudo com Mais de 6.000 Pacientes Confirma Bezafibrato Melhora o Perfil Lipídico e Reduz Hemoglobina Glicada Ideal para Pacientes Dislipidêmicos com Diabetes Tipo 2 Isento de Efeitos Adversos Graves Diabetes

Leia mais

Tratamento do paciente com diabetes tipo 2 com insulinas modernas: por que/quando/como

Tratamento do paciente com diabetes tipo 2 com insulinas modernas: por que/quando/como Tratamento do paciente com diabetes tipo 2 com insulinas modernas: por que/quando/como Esta atividade educativa é patrocinada por um subsídio educativo independente concedido pela Novo Nordisk. http://www.medscape.org/viewarticle/837936

Leia mais

Terapia personalizada para paciente com diabetes complexa na prática de clínica geral

Terapia personalizada para paciente com diabetes complexa na prática de clínica geral Terapia personalizada para paciente com diabetes complexa na prática de clínica geral Esta atividade educativa é patrocinada por um subsídio educativo independente concedido pela http://medscape.org/case/diabetes-primary-care

Leia mais

Diabetes Mellitus: Prevenção

Diabetes Mellitus: Prevenção Diabetes Mellitus: Prevenção Autoria: Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Elaboração Final: 21 de outubro de 2006 Participantes: Lima JG, Nóbrega LHC, Lima G, Mendonça RP O Projeto Diretrizes,

Leia mais

Tratamento do Diabético com Doença Renal Crônica

Tratamento do Diabético com Doença Renal Crônica Tratamento do Diabético com Doença Renal Crônica IV ENCONTRO NACIONAL DE PREVENÇÃO DA DOENÇA RENAL CRÔNICA Fortaleza - Ceará João Roberto de Sá Coordenador do Amb. Diabetes e Transplante - Centro de Diabetes

Leia mais

Protocolo para controle glicêmico em paciente não crítico HCFMUSP

Protocolo para controle glicêmico em paciente não crítico HCFMUSP Protocolo para controle glicêmico em paciente não crítico HCFMUSP OBJETIVOS DE TRATAMENTO: Alvos glicêmicos: -Pré prandial: entre 100 e 140mg/dL -Pós prandial: < 180mg/dL -Evitar hipoglicemia Este protocolo

Leia mais

CENTRO DE APOIO OPERACIONAL DE DEFESA DA SAÚDE CESAU

CENTRO DE APOIO OPERACIONAL DE DEFESA DA SAÚDE CESAU ORIENTAÇÃO TÉCNICA N.º 50 /2015 - CESAU Salvador, 23 de março de 2015 Objeto: Parecer. Promotoria de Justiça GESAU / Dispensação de medicamentos. REFERÊNCIA: Promotoria de Justiça de Conceição do Coité/

Leia mais

Programa Evidência em Diabetes

Programa Evidência em Diabetes Programa Evidência em Diabetes Ciência em Educação Médica Continuada Análise crítica das principais Guidelines em DM2 Dr. Marcos Tambascia (CRM-SP 18.198) Realização: Organização: Dr. MArcos Tambascia

Leia mais

Diretrizes Controle Glicêmico Intensivo e Prevenção de Eventos Cardiovasculares: Implicações do ACCORD, ADVANCE e VADT

Diretrizes Controle Glicêmico Intensivo e Prevenção de Eventos Cardiovasculares: Implicações do ACCORD, ADVANCE e VADT Controle Glicêmico Intensivo e Prevenção de Eventos Cardiovasculares: Implicações do ACCORD, ADVANCE e VADT Posicionamento da American Diabetes Association e declaração científica da American College of

Leia mais

Victoza. Medicamento. Material. Procedimento. Data: 13/03/2013. Cobertura. Nota Técnica 28 /2013. Número do processo: 459.13.

Victoza. Medicamento. Material. Procedimento. Data: 13/03/2013. Cobertura. Nota Técnica 28 /2013. Número do processo: 459.13. Medicamento X Material Data: 13/03/2013 Nota Técnica 28 /2013 Procedimento Cobertura Número do processo: 459.13.001038-0 Juíza: Daniela Cunha Pereira Victoza MARÇO/2013 1 SUMÁRIO 1-RESUMO EXECUTIVO...

Leia mais

Sessão Televoter Diabetes. Jácome de Castro Rosa Gallego Simões-Pereira

Sessão Televoter Diabetes. Jácome de Castro Rosa Gallego Simões-Pereira 2010 Sessão Televoter Diabetes Jácome de Castro Rosa Gallego Simões-Pereira Indivíduos com risco elevado para diabetes (Pré-diabetes) Alteração da glicémia em jejum (AGJ): Glicémia em jejum: entre 110

Leia mais

TRATAMENTO FARMACOLÓGICO DO DIABETES MELITUS - ADO

TRATAMENTO FARMACOLÓGICO DO DIABETES MELITUS - ADO TRATAMENTO FARMACOLÓGICO DO DIABETES MELITUS - ADO Dra Luciana Marques de Araujo I Simpósio Científico do Centro de Ciências Médicas Por Que Tratar? Primeira causa de cegueira adquirida do mundo Primeira

Leia mais

Médicos do Sistema Nacional de Saúde

Médicos do Sistema Nacional de Saúde EM AUDIÇÃO E TESTE DE APLICABILIDADE ATÉ 30 DE OUTUBRO DE 2011 NÚMERO: 025/2011 DATA: 29/09/2011 ASSUNTO: Insulinoterapia na Diabetes Mellitus tipo 2 PALAVRAS-CHAVE: Insulina PARA: Médicos do Sistema Nacional

Leia mais

AS MODERNAS INSULINAS

AS MODERNAS INSULINAS AS MODERNAS INSULINAS II Congresso para Diabéticos promovido pela Aliança de Atenção ao Diabetes do Rio de Janeiro - Foto molecular da insulina humana - Izidoro de Hiroki Flumignan - médico endocrinologista

Leia mais

Workshop em insulinoterapia CASOS CLÍNICOS. Joana Guimarães e Márcia Alves 16 de Maio de 2014

Workshop em insulinoterapia CASOS CLÍNICOS. Joana Guimarães e Márcia Alves 16 de Maio de 2014 Workshop em insulinoterapia CASOS CLÍNICOS Joana Guimarães e Márcia Alves 16 de Maio de 2014 Indicações para insulinoterapia Deficiência grave de insulina Doente magro ou normoponderal Longa duração da

Leia mais

Tratamento aprimorado do diabetes com as insulinas de última geração

Tratamento aprimorado do diabetes com as insulinas de última geração Tratamento aprimorado do diabetes com as insulinas de última geração David L. Russell-Jones, MBBS, BSc, MD, FRCP WebMD Global, LLC Este documento destina-se apenas a fins de formação. Não serão concedidos

Leia mais

Insulina glargina (Lantus ) para tratamento de diabetes + fitas de glicosímetro

Insulina glargina (Lantus ) para tratamento de diabetes + fitas de glicosímetro 27/06/2014 NT 120/2014 Medicamento Material Procedimento Cobertura X Insulina glargina (Lantus ) para tratamento de diabetes + fitas de glicosímetro SOLICITANTE : Dra Herilene de Oliveira Andrade Juíza

Leia mais

Diabetes mellitus tipo 2 Resumo de diretriz NHG M01 (terceira revisão, outubro 2013)

Diabetes mellitus tipo 2 Resumo de diretriz NHG M01 (terceira revisão, outubro 2013) Diabetes mellitus tipo 2 Resumo de diretriz NHG M01 (terceira revisão, outubro 2013) Rutten GEHM De Grauw WJC Nijpels G Houweling ST Van de Laar FA Bilo HJ Holleman F Burgers JS Wiersma Tj Janssen PGH

Leia mais

Qual o primeiro injetável no tratamento da Diabetes tipo 2: INSULINA. Dr. Maria Lopes Pereira Serviço de Endocrinologia Hospital de Braga

Qual o primeiro injetável no tratamento da Diabetes tipo 2: INSULINA. Dr. Maria Lopes Pereira Serviço de Endocrinologia Hospital de Braga Qual o primeiro injetável no tratamento da Diabetes tipo 2: INSULINA Dr. Maria Lopes Pereira Serviço de Endocrinologia Hospital de Braga Evidências Estudos demonstraram que mesmo com as doses máximas toleradas

Leia mais

Assistente Hospitalar de Endocrinologia Serviço de Endocrinologia, Diabetes e Nutrição Centro Hospitalar do Baixo Vouga

Assistente Hospitalar de Endocrinologia Serviço de Endocrinologia, Diabetes e Nutrição Centro Hospitalar do Baixo Vouga DIABETES PREVENÇÃO, FATORES DE RISCO E TRATAMENTO Joana Guimarães Assistente Hospitalar de Endocrinologia Serviço de Endocrinologia, Diabetes e Nutrição Centro Hospitalar do Baixo Vouga www.endocrinologiadiabetesnutricao-aveiro.com

Leia mais

Tratamento de diabetes: insulina e anti-diabéticos. Profa. Dra. Fernanda Datti

Tratamento de diabetes: insulina e anti-diabéticos. Profa. Dra. Fernanda Datti Tratamento de diabetes: insulina e anti-diabéticos Profa. Dra. Fernanda Datti Pâncreas Ilhotas de Langerhans células beta insulina células alfa glucagon células gama somatostatina regulação das atividades

Leia mais

Diabetes Tipo 2: Controlo Avançado do Risco Vascular com Agonistas do Receptor GLP-1

Diabetes Tipo 2: Controlo Avançado do Risco Vascular com Agonistas do Receptor GLP-1 Diabetes Tipo 2: Controlo Avançado do Risco Vascular com Agonistas do Receptor GLP-1 Johan H. Jendle, MD, PhD Suportado por uma bolsa de formação independente da WebMD Global, LLC Este documento destina-se

Leia mais

Análise e discussão do estudo Look AHEAD (Action for Health in Diabetes)

Análise e discussão do estudo Look AHEAD (Action for Health in Diabetes) Análise e discussão do estudo Look AHEAD (Action for Health in Diabetes) Apresentação: Biól. Andréia Rocha O estudo Look AHEAD www.lookaheadtrial.org 1 21/03/2014 2 INTRODUÇÃO A perda de peso é recomendada

Leia mais

N o 36. Abril 2015. Insulina com duração de até 42 horas: nova opção para os insulinodependentes

N o 36. Abril 2015. Insulina com duração de até 42 horas: nova opção para os insulinodependentes N o 36 Abril 2015 Centro de Farmacovigilância da UNIFAL-MG Site: www2.unifal-mg.edu.br/cefal Email: cefal@unifal-mg.edu.br Tel: (35) 3299-1273 Equipe editorial: prof. Dr. Ricardo Rascado; profa. Drª. Luciene

Leia mais

APRESENTAÇÕES Comprimidos revestidos de 100 mg e 300 mg de canagliflozina em embalagens com 10 e 30 comprimidos.

APRESENTAÇÕES Comprimidos revestidos de 100 mg e 300 mg de canagliflozina em embalagens com 10 e 30 comprimidos. BULA PROFISSIONAL DA SAÚDE IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO INVOKANA TM canagliflozina APRESENTAÇÕES Comprimidos revestidos de 100 mg e 300 mg de canagliflozina em embalagens com 10 e 30 comprimidos. USO ORAL

Leia mais

14º Encontro da Saúde Militar da SADC Avanços no Tratamento da Diabetes Tipo2

14º Encontro da Saúde Militar da SADC Avanços no Tratamento da Diabetes Tipo2 14º Encontro da Saúde Militar da SADC Avanços no Tratamento da Diabetes Tipo2 Sabrina Coelho da Cruz Diabetologista do Hospital Militar Principal/Instituto Superior Coordenadora da Comissão da Diabetes

Leia mais

Profa. Dra. Maria Cristina Foss-Freitas Departamento de Clínica Médica Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto

Profa. Dra. Maria Cristina Foss-Freitas Departamento de Clínica Médica Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto Profa. Dra. Maria Cristina Foss-Freitas Departamento de Clínica Médica Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto DM - Diagnóstico ADA - 2003 Normal Gj Alterada DM 100 126 OMS GTT oral - 75 g Intolerância

Leia mais

Diabetes Mellitus: Tratamento Medicamentoso

Diabetes Mellitus: Tratamento Medicamentoso Diabetes Mellitus: Tratamento Medicamentoso Elaboração Final: 7 de novembro de 2004 Participantes: Sgarbi JA, Villar HCC Autoria: Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia O Projeto Diretrizes,

Leia mais

Anneli, filha da Martina Melhor controle com o uso de sua bomba desde 2011 MINHA FILHA TEM DIABETES TIPO 1

Anneli, filha da Martina Melhor controle com o uso de sua bomba desde 2011 MINHA FILHA TEM DIABETES TIPO 1 Anneli, filha da Martina Melhor controle com o uso de sua bomba desde 2011 MINHA FILHA TEM DIABETES TIPO 1 Muitos pais cujos filhos recebem o diagnóstico de diabetes tipo 1 se perguntam: Por que isso está

Leia mais

NÚMERO: 002/2011 DATA: 14/01/2011 ASSUNTO: PALAVRAS CHAVE: PARA: CONTACTO:

NÚMERO: 002/2011 DATA: 14/01/2011 ASSUNTO: PALAVRAS CHAVE: PARA: CONTACTO: NÚMERO: 002/2011 DATA: 14/01/2011 ASSUNTO: PALAVRAS CHAVE: PARA: CONTACTO: Diagnóstico e Classificação da Diabetes Mellitus Diabetes ; Diagnóstico Médicos e Enfermeiros do Serviço Nacional de Saúde Departamento

Leia mais

FORXIGA (dapagliflozina)

FORXIGA (dapagliflozina) FORXIGA (dapagliflozina) Comprimidos revestidos 5mg e 10mg FORXIGA dapagliflozina I. IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO FORXIGA dapagliflozina APRESENTAÇÕES FORXIGA (dapagliflozina) é apresentado na forma farmacêutica

Leia mais

7º Congresso Unidas de

7º Congresso Unidas de 7º Congresso Unidas de Gestão o de Assistência à Saúde Dra. Rozana Ciconelli Centro Paulista de Economia da Saúde Escola Paulista de Medicina A epidemia da obesidade Como as doenças crônicas afetam a gestão

Leia mais

Atividade Física para Pessoas com Diabetes Mellitus

Atividade Física para Pessoas com Diabetes Mellitus Atividade Física para Pessoas com Diabetes Mellitus 7 Estratégias para o Cuidado da Pessoa com Doença Crônica Diabete Mellitus Neste capítulo serão abordadas as recomendações essenciais para as pessoas

Leia mais

Resumo. Abstract ARTIGO ORIGINAL. Fábio Brasil 1, Andreia Mara Brolezzi Brasil 2. Palavras-chave: Metformina Insulina Lipídios Diabetes Mellitus

Resumo. Abstract ARTIGO ORIGINAL. Fábio Brasil 1, Andreia Mara Brolezzi Brasil 2. Palavras-chave: Metformina Insulina Lipídios Diabetes Mellitus ARTIGO ORIGINAL Controle glicêmico e lipídico de pacientes com diabete tipo 2 em tratamento combinado de metformina e insulina Glycemic and lipid control of patients with type 2 diabetes in combined treatment

Leia mais

Veículo: Jornal da Comunidade Data: 24 a 30/07/2010 Seção: Comunidade Vip Pág.: 4 Assunto: Diabetes

Veículo: Jornal da Comunidade Data: 24 a 30/07/2010 Seção: Comunidade Vip Pág.: 4 Assunto: Diabetes Veículo: Jornal da Comunidade Data: 24 a 30/07/2010 Seção: Comunidade Vip Pág.: 4 Assunto: Diabetes Uma vida normal com diabetes Obesidade, histórico familiar e sedentarismo são alguns dos principais fatores

Leia mais

Uso Correto da Medicação. Oral e Insulina Parte 2. Denise Reis Franco Médica. Alessandra Gonçalves de Souza Nutricionista

Uso Correto da Medicação. Oral e Insulina Parte 2. Denise Reis Franco Médica. Alessandra Gonçalves de Souza Nutricionista Uso Correto da Medicação Denise Reis Franco Médica Alessandra Gonçalves de Souza Nutricionista Eliana M Wendland Doutora em Epidemiologia Oral e Insulina Parte 2 Uso correto da medicação oral e insulina

Leia mais

Diário do diabetes no dia a dia

Diário do diabetes no dia a dia Diário do diabetes no dia a dia Este diário foi projetado para ajudá-lo a acompanhar as informações importantes para controle do diabetes no dia a dia. Neste diário, estão incluídas também perguntas sugeridas

Leia mais

DM Tipo 1 e Tipo 2: Principais abordagens terapêuticas e medicamentosas Marcio Krakauer

DM Tipo 1 e Tipo 2: Principais abordagens terapêuticas e medicamentosas Marcio Krakauer DM Tipo 1 e Tipo 2: Principais abordagens terapêuticas e medicamentosas Marcio Krakauer Endocrinologista ADIABC Liga DM FMABC DOENÇA AUTO IMUNE DESTRUIÇÃO DA CÉLULA BETA INSULINOPENIA DM 1 Produção Normal

Leia mais

Em pleno novo milênio nossa sociedade aparece com uma

Em pleno novo milênio nossa sociedade aparece com uma 8 Epidemiologia da Atividade Física & Doenças Crônicas: Diabetes Dênis Marcelo Modeneze Graduado em Educação Física Mestre em Educação Física na Área de Atividade Física, Adaptação e Saúde-UNICAMP Em pleno

Leia mais

INSULINOTERAPIA: Histórico

INSULINOTERAPIA: Histórico INSULINOTERAPIA: Histórico Egito antigo 2000 A.C. Areteu Capadócia, 2000 D.C. T. Willis Inglaterra, 1670 Chevreul 1815 Von Mering e Minkowinsky, 1889 P. Langehans 1869 Amon-Ra Banting e Best 1921 L. Thompson

Leia mais

Diretrizes. Terapia Anti-hiperglicêmica Metas Glicêmicas. Opções Terapêuticas Mudanças no Estilo de Vida

Diretrizes. Terapia Anti-hiperglicêmica Metas Glicêmicas. Opções Terapêuticas Mudanças no Estilo de Vida Diretrizes DOI 10.1007/s00125-012-2534-0 ADAPTADO DO POSICIONAMENTO EASD/ADA PARA O TRATAMENTO DA HIPERGLICEMIA NO DIA- BETES TIPO 2 Gerenciamento da Hiperglicemia no Diabetes Tipo 2: Abordagem Centrada

Leia mais

CONCEITOS BÁSICOS DE INSULINIZAÇÃO PARA A REDE PÚBLICA DE SAÚDE. Aula 1: DM1: Diagnóstico, Metas de Tratamento e Esquema Basal-Bolus

CONCEITOS BÁSICOS DE INSULINIZAÇÃO PARA A REDE PÚBLICA DE SAÚDE. Aula 1: DM1: Diagnóstico, Metas de Tratamento e Esquema Basal-Bolus CONCEITOS BÁSICOS DE INSULINIZAÇÃO PARA A REDE PÚBLICA DE SAÚDE Aula 1: DM1: Diagnóstico, Metas de Tratamento e Esquema Basal-Bolus História Clínica BSR, 19 anos, sexo feminino. Diagnóstico de diabetes

Leia mais

NÚMERO: 007/2011 DATA: 31/01/2011

NÚMERO: 007/2011 DATA: 31/01/2011 NÚMERO: 007/2011 DATA: 31/01/2011 ASSUNTO: PALAVRAS-CHAVE: PARA: CONTACTOS: Diagnóstico e conduta na Diabetes Gestacional Diabetes Gestacional; Diabetes; Gravidez Profissionais de Saúde Divisão de Saúde

Leia mais

PALAVRAS CHAVE Diabetes mellitus tipo 2, IMC. Obesidade. Hemoglobina glicada.

PALAVRAS CHAVE Diabetes mellitus tipo 2, IMC. Obesidade. Hemoglobina glicada. 11. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( X ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA AVALIAÇÃO

Leia mais

INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO DAS FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS

INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO DAS FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS TÍTULO: DIABETES MELLITUS TIPO II E O ANTIDIABÉTICO METFORMINA CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE SUBÁREA: BIOMEDICINA INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO DAS FACULDADES METROPOLITANAS

Leia mais

Ministério da Saúde Consultoria Jurídica/Advocacia Geral da União

Ministério da Saúde Consultoria Jurídica/Advocacia Geral da União Nota Técnica N 83/2012 Brasília, janeiro de 2012. Princípio Ativo: vildagliptina + metformina. Nome Comercial 1 : Galvus met. Sumário 1. O que é a vildagliptina+metformina?... 2 2. O medicamento possui

Leia mais

TRABALHO SUBMETIDO AO 4º ENDORIO PRÊMIO INGEBORG LAUN (MÉRITO CIENTÍFICO) CONTROLE GLICÊMICO DE MULHERES COM DIABETES GESTACIONAL

TRABALHO SUBMETIDO AO 4º ENDORIO PRÊMIO INGEBORG LAUN (MÉRITO CIENTÍFICO) CONTROLE GLICÊMICO DE MULHERES COM DIABETES GESTACIONAL TRABALHO SUBMETIDO AO 4º ENDORIO PRÊMIO INGEBORG LAUN (MÉRITO CIENTÍFICO) Titulo: EFEITO DO EXERCÍCIO FÍSICO MODERADO DE CURTA DURAÇÃO NO CONTROLE GLICÊMICO DE MULHERES COM DIABETES GESTACIONAL AVALIADO

Leia mais

Treinamento de Força e Diabetes. Ms. Sandro de Souza

Treinamento de Força e Diabetes. Ms. Sandro de Souza Treinamento de Força e Diabetes Ms. Sandro de Souza Taxa de prevalência de Diabetes Mellitus Período: 2009 Relevância Diagnóstico de DIABETES MELLITUS Diabetes Care. 2007;30:S4 41. Resistência a Insulina

Leia mais

Diabetes mellituséuma doença metabólica caracterizada por um aumento anormal do açúcar ou glicose no sangue QUEM DA MAIS?...

Diabetes mellituséuma doença metabólica caracterizada por um aumento anormal do açúcar ou glicose no sangue QUEM DA MAIS?... Diabetes mellituséuma doença metabólica caracterizada por um aumento anormal do açúcar ou glicose no sangue QUEM DA MAIS?... Nathan et al. (2005) American Diabetes Association, (2005) 12% da população

Leia mais

Revista Portuguesa de. Cardiologia. Portuguese Journal of Cardiology. www.revportcardiol.org

Revista Portuguesa de. Cardiologia. Portuguese Journal of Cardiology. www.revportcardiol.org Órgão Oficial da Sociedade Portuguesa de Cardiologia Volume 32 www.revportcardiol.org Documento descarregado de http://www.elsevier.pt el 23/10/2014. Cópia para uso pessoal, está totalmente proibida a

Leia mais

O Diabetes Tipo 2 em Pacientes com Doença Renal Crônica: Estratégias e Opções de Tratamento

O Diabetes Tipo 2 em Pacientes com Doença Renal Crônica: Estratégias e Opções de Tratamento Apoiado por um subsídio educacional independente de Boehringer Ingelheim e Lilly Caso 1 Uma mulher de 55 anos de idade recentemente foi diagnosticada com diabetes mellitus tipo 2 (DMT2). Seu clínico geral

Leia mais

TIPOS: Diabetes tipo 1 Diabetes tipo 2 Diabetes secundária Diabetes gestacional

TIPOS: Diabetes tipo 1 Diabetes tipo 2 Diabetes secundária Diabetes gestacional INSULINOTERAPIA DIABETES MELLITUS: conjunto de síndromes metabólicas que cursam com hiperglicemia, decorrente de uma deficiência absoluta ou relativa de insulina. Alteração no metab do carboidrato, lipídios

Leia mais

CORRELAÇÃO DA INSUFICIÊNCIA RENAL E ANEMIA EM PACIENTES NORMOGLICEMICOS E HIPERGLICEMICOS EM UM LABORATÓRIO DA CIDADE DE JUAZEIRO DO NORTE, CE

CORRELAÇÃO DA INSUFICIÊNCIA RENAL E ANEMIA EM PACIENTES NORMOGLICEMICOS E HIPERGLICEMICOS EM UM LABORATÓRIO DA CIDADE DE JUAZEIRO DO NORTE, CE CORRELAÇÃO DA INSUFICIÊNCIA RENAL E ANEMIA EM PACIENTES NORMOGLICEMICOS E HIPERGLICEMICOS EM UM LABORATÓRIO DA CIDADE DE JUAZEIRO DO NORTE, CE Janaína Esmeraldo Rocha, Faculdade Leão Sampaio, janainaesmeraldo@gmail.com

Leia mais

Insulinas Basais Um Avanço no Desenvolvimento do tratamento da diabetes

Insulinas Basais Um Avanço no Desenvolvimento do tratamento da diabetes Insulinas Basais Um Avanço no Desenvolvimento do tratamento da diabetes Apoiado por uma bolsa educativa independente da Novo Nordisk. www.medscape.org/viewarticle/827913 Insulinas Basais Um Avanço no Desenvolvimento

Leia mais

BOLETIM INFORMATIVO DO CIM-RS

BOLETIM INFORMATIVO DO CIM-RS BOLETIM INFORMATIVO DO CIM-RS Insulina glargina no tratamento do diabete melito Introdução O diabete melito é uma doença crônica que apresenta uma alta prevalência mundial; acomete pacientes de todas as

Leia mais

DIABETES E SINAIS VITAIS

DIABETES E SINAIS VITAIS AGENTE DE FÉ E DO CORAÇÃO PASTORAL NACIONAL DA SAÚDE 04 de outubro de 2013 DIABETES E SINAIS VITAIS Marcia Nery Equipe Médica de Diabetes Hospital das Clínicas da FMUSP Definição Diabetes mellitus: Doença

Leia mais

Armindo Daniel Tiago MD, PhD, END September, 2014

Armindo Daniel Tiago MD, PhD, END September, 2014 Armindo Daniel Tiago MD, PhD, END September, 2014 1. Objectivos do tema 2. Fisiologia da regulação da glicose 2. Fisiopatologia da DM e diagnóstico da DM 3. Classificação das complicações da DM 4. Fisiopatologia

Leia mais

PALAVRAS-CHAVE Diabetes mellitus. Aconselhamento. Glicemia.

PALAVRAS-CHAVE Diabetes mellitus. Aconselhamento. Glicemia. ISSN 2238-9113 ÁREA TEMÁTICA: ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( X ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA 1 A PARTICIPAÇÃO DE ACADÊMICOS DO CURSO DE

Leia mais

Indicações de análogos de insulina de ação rápida e prolongada e de insulina inalável no tratamento do diabetes tipo 1 e tipo 2

Indicações de análogos de insulina de ação rápida e prolongada e de insulina inalável no tratamento do diabetes tipo 1 e tipo 2 POSICIONAMENTO nº 2 Indicações de análogos de insulina de ação rápida e prolongada e de insulina inalável no tratamento do diabetes tipo 1 e tipo 2 Indicações e Recomendações para a Disponibilização pelos

Leia mais

DIABETES MELLITUS. Prof. Claudia Witzel

DIABETES MELLITUS. Prof. Claudia Witzel DIABETES MELLITUS Diabetes mellitus Definição Aumento dos níveis de glicose no sangue, e diminuição da capacidade corpórea em responder à insulina e ou uma diminuição ou ausência de insulina produzida

Leia mais

Diabetes Mellitus: Nefropatia

Diabetes Mellitus: Nefropatia Diabetes Mellitus: Nefropatia Elaboração Final: 30 de setembro de 2004 Participantes: Bathazar APS, Hohl A Autoria: Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia O Projeto Diretrizes, iniciativa

Leia mais

A utilização da insulina

A utilização da insulina 1 Tipos de insulina Existem muitos tipos diferentes de insulina, os quais oferecem mais flexibilidade relativamente à quantidade e ao momento preciso de apanhar as injeções necessárias, tornando mais fácil

Leia mais

06/05/2012. Ausência das manifestações clínicas da doença, apesar da suspensão do tratamento Possibilidade de recidiva Remissão cura (?

06/05/2012. Ausência das manifestações clínicas da doença, apesar da suspensão do tratamento Possibilidade de recidiva Remissão cura (? Prof. Dr. Ricardo Duarte Ausência das manifestações clínicas da doença, apesar da suspensão do tratamento Possibilidade de recidiva Remissão cura (?) Etiologia multifatorial 80% diabetes tipo 2 em seres

Leia mais

RESPOSTA RÁPIDA /2014

RESPOSTA RÁPIDA /2014 RESPOSTA RÁPIDA /2014 SOLICITANTE Curvelo - Juizado Especial NÚMERO DO PROCESSO DATA 3/3/2014 SOLICITAÇÃO 0209 14001499-1 Solicito de Vossa Senhoria que, no prazo de 48 horas, informe a este juízo,acerca

Leia mais

Diabetes Mellitus Tipo 2: Insulinização

Diabetes Mellitus Tipo 2: Insulinização Autoria: Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Associação Brasileira de Nutrologia Elaboração Final: 31 de março de 2011 Participantes: Macedo G, Moura F, Soriano EA, Ribas DF, Andrada NC

Leia mais