Em São Paulo, onde participou de uma reunião no Secovi-SP (sindicato da habitação), a ministra disse que o governo está "dialogando" sobre os temas.

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1 Fim do fator poderá ser definido ainda neste ano (Agora S. Paulo 16/07/13) A ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, disse ontem que o fim do fator previdenciário e a troca de aposentadoria dos segurados que continuam trabalhando poderão voltar a ser negociados no Congresso até o final do ano. Em São Paulo, onde participou de uma reunião no Secovi-SP (sindicato da habitação), a ministra disse que o governo está "dialogando" sobre os temas. O fim do fator previdenciário, índice que reduz o benefício de quem se aposenta com menos idade, é um dos vetos que o Congresso está definindo como vai votar. Já a desaposentação, como é chamada a troca de benefício do aposentado que trabalha, chegou a ser aprovada em uma comissão do Senado, mas agora vai tramitar com outros projetos que alteram as regras da Previdência Social. "Essas questões estão no Congresso", disse a ministra, afirmando acreditar que elas estarão "na pauta no decorrer do próximo semestre". Previdência destaca vantagens de filiação (Diário do Litoral 16/07/13) Estudo compara os benefícios econômicos de quem se filia ao INSS com regimes de previdência privada O Informe de Previdência Social traz um artigo do Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, Filipe Peixoto, sobre as vantagens econômicas de ser filiado à Previdência Social. O objetivo do estudo, segundo o autor, era analisar se, além de garantir proteção social aos trabalhadores, a Previdência Social também oferecia vantagens do ponto de vista econômico, quando comparada a outros tipos de seguros previdenciários. O artigo compara a aposentadoria por idade do contribuinte individual com a previdência privada aberta do tipo VGBL e com a poupança. O estudo analisa a expectativa de sobrevida do aposentado e apresenta as regras para a aposentadoria por idade. Em uma das simulações, Peixoto mostra a vantagem econômica da mulher que se aposenta por idade, na condição de contribuinte individual, aos 60 anos e trinta de contribuição. Nesta idade, ela tem a expectativa de viver mais 273 meses (ou até os 82,8 anos) e, em apenas 8 anos e 2 meses após o recebimento da aposentadoria, ela, em tese, recuperaria toda a sua contribuição previdenciária realizada por 30 anos, já descontados a inflação, o custo de oportunidade e as contribuições totais feitas, explica. A mesma vantagem também foi observada no caso dos homens. Na comparação com a previdência privada (VGBL), considerando uma contribuição mensal de R$ 831,80 por 30 anos, a Previdência Social ofereceu uma aposentadoria mais que duas vezes maior que a da previdência aberta. Considerando as condições apresentadas pelo estudo, um homem receberia, mensalmente, R$ 1.789,71 com a previdência privada contra R$ 4.159,00 da Previdência Social. Mesmo artigos interessantes 140 (jul 2013).doc 1

2 considerando o resgate do saldo acumulado (caso do VGBL), a previdência social ofereceria proteção mais ampla, diz o autor. Segurados buscam planos privados para aumentar benefício A busca pelos planos de previdência privada ou complementar visa, segundo especialistas, completar a baixa remuneração paga pela aposentadoria do Instituto Nacional de Previdência Social (INSS). Esse fato é que está levando os trabalhadores a repensar seu futuro e partir para aplicações em previdência complementar ou privada. Bancos e seguradoras que trabalham com este tipo de aplicação estão sendo procurados com mais frequência por trabalhadores das mais variadas categorias que procuram fazer aplicações visando aumentar, no futuro, sua aposentadoria. Algumas empresas também já aderiram à este sistema complementar como um benefício a mais para seus empregados. No último trimestre a arrecadação do mercado de previdência complementar recebeu um impulso maior do que no mesmo período de O volume de novos recursos no setor foi de R$ 18,9 bilhões, com alta de 26,8%. Os dados foram divulgados nesta semana pela Fenaprevi. Osvaldo Nascimento, presidente da entidade, diz que o cenário de juros baixos foi o que influenciou na alta, já que ele torna mais interessante a poupança de longo prazo, sem contar outros benefícios. A previdência privada funciona como um tipo de investimento de longo prazo. No momento da contratação do seguro, o cliente determina a idade que se quer dispor do dinheiro investido. Quando atingir essa idade, é possível escolher pelo resgate total, transformá-lo em renda mensal (como no INSS) ou, ainda, deixar acumulando e rendendo. Os resgates antes do prazo final variam de acordo com as normas de cada instituição. É possível obrigar as pessoas a poupar mais? (Valor Online 17/07/13) Recentemente, foi noticiado que a Secretaria de Previdência Complementar estuda tornar obrigatória a adesão de empregados aos fundos de pensão. Hoje, essa adesão é 100% voluntária e torná-la obrigatória exige alterar a lei. Quem quiser deixar de contribuir para sua própria aposentadoria, teria que pedir para sair do plano de previdência complementar ou para contribuir com menos. Apesar de bem relevante, a medida não teve muita visibilidade. Essa iniciativa levanta a reflexão: será possível obrigar as pessoas a poupar mais e por mais tempo? Há alguma evidência de que isso tenha sido feito com sucesso anteriormente? Mais do que uma simples decisão econômica, estamos falando de uma mudança de comportamento do poupador. Um estudo feito originalmente nos EUA (Madrian e Shea ), e depois replicado para outros países, revelou que a adesão obrigatória e automática de assalariados aos programas de aposentadoria complementar (uma possibilidade no mercado americano desde a década de 1990) modificou consideravelmente o comportamento dos participantes em relação aos fundos de pensão. Todos os novos assalariados passaram a aderir automaticamente aos planos (a não ser que declarassem por escrito desejar o contrário). Comparando esse grupo aos antigos empregados, que precisavam optar intencionalmente pela adesão ao plano, verificaram-se enormes diferenças das taxas de participação e das taxas de contribuição. Dos novos assalariados, inscritos automaticamente, 86% permaneceram aderindo aos planos após cinco ou mais anos, ante apenas 37% dos antigos empregados. Também, 76% dos novos cotistas contribuíram com o percentual máximo de seus salários para o plano de aposentadoria, ante apenas 12% dos antigos. artigos interessantes 140 (jul 2013).doc 2

3 Tornar a adesão obrigatória atua sobre um aspecto comportamental denominado pelos pesquisadores de viés de status quo. Segundo esse conceito, diante de uma opção inicial que nos é apresentada - nesse caso a adesão obrigatória -, a maioria das pessoas permanecerá apegada a ela por percebê-la, desde a partida, como legítima. Além disso, qualquer alteração, seja deixar o plano ou contribuir com menos, precisa ser solicitada pelo participante. Colocar em suas mãos a responsabilidade de não poupar ou poupar menos, algo que todos sabemos fará falta no futuro, é suficiente para que a maioria não queira assumir para si tal responsabilidade, resultando em mais e maiores contribuições. O pulo do gato, nos Estados Unidos, foi colocar a responsabilidade ativa de não poupar ou poupar menos nas mãos dos indivíduos, já que a opção inicial passou a ser a de poupar e poupar mais do que antes. O sucesso está na autonomia dada ao indivíduo e em um novo ponto de partida. Este fator comportamental pode ser um aliado importante para a Secretaria de Previdência Complementar. Vamos torcer para que essa iniciativa siga adiante e venha a vigorar também no Brasil. Prev-Saúde: É agora (Diário Abrapp 18/07/13) Esperamos que ainda em 2013 o Prev-Saúde esteja com o seu projeto fechado e os primeiros planos em condições de serem aprovados, adianta Paulo César dos Santos, Diretor de Políticas e Diretrizes de Previdência Complementar da SPPC, informando ainda que o novo produto deverá ser recolocado na pauta do Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) a partir de sua reunião de 5 de agosto próximo. O assunto já vem sendo debatido há algum tempo e só não está mais adiantado porque existiram outras prioridades. Do debate têm participado diferentes atores do sistema, em especial a Abrapp, através de sua Comissão Técnica Nacional de Fomento, uma vez que o produto Prev-Saúde é visto como fomentador da previdência complementar. Uma razão em particular faz pensar que o Prev-Saúde pode avançar nesse momento. Conversando com empresas senti delas interesse pelo produto, explica Paulo César. Tal interesse, observa o Diretor da SPPC, vem de que elas estão com alguma folga no teto de 20% da folha de pessoal que podem abater como despesa. Poderiam usá-la para antecipar gastos que teriam com saúde. As conversas com a Receita Federal sobre qual seria o tratamento tributário dispensado ao Prev-Saúde já se desenrolam há algum tempo e, embora tenham avançado, ainda assim parecem longe do fim. Para Cláudia Campestrini, integrante da CTN de Fomento, o Prev-Saúde deve ser lançado no mercado sem esperar o fim das negociações com a Receita, fazendo-se os ajustes depois quando forem concluídas as conversas com as autoridades fiscais. Resumidamente, o Prev-Saúde é em seu esboço inicial um plano de capitalização que ajudará a acumular reservas para fins de pagamento das despesas com saúde na aposentadoria de seu beneficiário. Será administrado por fundos de pensão, sendo que o dinheiro sairá do plano diretamente para a operadora ou seguradora, sem passar pelas mãos do participante, assim não caracterizando qualquer forma de resgate. Remédio e convênio levam 70% da aposentadoria (Diário 18/07/13) artigos interessantes 140 (jul 2013).doc 3

4 Judite Azevedo, 75 anos, é pensionista e tem como única fonte de renda o benefício do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) no valor de um salário-mínimo, R$ 678. Todos os meses ela recorre ao posto de saúde perto de sua casa, em Santo André, para pegar gratuitamente alguns dos medicamentos que toma para controlar doenças como hipertensão e trombose. Quando não consegue, é obrigada a deixar quase 30% de seu rendimento mensal na farmácia, ao desembolsar em torno de R$ 200 para cuidar da saúde. A realidade de Judite é a mesma de muitos dos aposentados brasileiros que, exatamente por essa dificuldade, se vêem obrigados a encarar o mercado de trabalho em plena terceira idade. Na região, conforme estimativa da Associação dos Aposentados e Pensionistas do Grande ABC, a metade dos trabalhadores que penduram as chuteiras (130,5 mil dos 261,1 mil) voltam à labuta para complementar o benefício do INSS. Só os gastos com medicamentos comprometem cerca de 30% da renda de aposentados e pensionistas. Se considerarmos plano de saúde, esse percentual passa de 70%, afirma o diretor da entidade Luís Antonio Ferreira Rodrigues. A maioria não aguenta pagar convênio médico. Ou recorrem aos filhos para pagar o plano ou passam a depender do SUS (Sistema Único de Saúde). Conforme o planejador financeiro Silvio Paixão, apenas 2% dos cerca de 30 milhões de aposentados do País conseguem se manter sem a ajuda de parentes. Ou seja, 98% dependem de filhos, irmãos ou amigos. Judite mais uma vez integra a estatística. Não fosse pelos dois filhos, que revezam o pagamento de seu plano de saúde, ela ficaria desassistida. Eles pagam R$ 285 por mês, conta. O convênio, mais popular, não oferece ampla cobertura dos serviços médicos que ela precisa e, graças à inserção de seu nome como subsidiária do plano funerário da sogra de seu filho, que se tornou sua amiga, ela paga mais barato pela fisioterapia. Quando meu marido morreu, há 26 anos, eu ganhava pensão que equivalia a uns três salários-mínimos. Não sei o que houve com esse dinheiro, que encolheu, lamenta. A resposta está na correção da aposentadoria adotada pelo governo federal. Valores equivalentes ao piso são reajustados com base no INPC (Índice de Preços ao Consumidor) do ano anterior mais o PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos atrás. Acima disso, têm apenas a reposição da inflação. Por isso mesmo muitos retornam ao mercado de trabalho. A aposentada andreense Valdenice Gonçalves Rovere, 68 anos, que ganha os mesmos R$ 678 que Judite, afirma que conta com a sorte quando o assunto é saúde. Ganhando o que ganho não dá para pagar um bom convênio. Então eu passo no posto, faço tratamentos de dermatologia e oftalmologia na Fundação Santo André e usufruo dos atendimentos gratuitos oferecidos pela Associação dos Aposentados e Pensionistas (do Grande ABC), conta. Lá, a consulta com a clínica geral é gratuita, assim como a terapia, que faço a cada 15 dias. É muito bom porque a sessão nos prepara melhor para a terceira idade. Valdenice revela ainda que, todo mês, separa parte do benefício para pagar eventuais exames ou consultas. Às vezes guardo R$ 50, às vezes R$ 100, depende. Por fazer parte da associação, consigo desconto nos exames na rede credenciada. Fiz uma colonoscopia recentemente e, em vez de pagar R$ 700, desembolsei R$ 270. Faço o mesmo com consultas que não consigo passar gratuitamente, explica. Preços de maiores gastos dos idosos sobem mais que inflação Aposentados e pensionistas têm muitas dificuldades em se manter porque os preços de duas das coisas que eles mais precisam, medicamentos e plano de saúde, aumentam mais do que a inflação. E os benefícios acima do piso, ou seja, do salário-mínimo, são corrigidos somente pelo INPC (Índice de Preços ao Consumidor), índice oficial de inflação. artigos interessantes 140 (jul 2013).doc 4

5 Conforme o INPC, que considera a inflação para famílias que ganham de um a cinco mínimos (R$ 3.390), em maio houve aumento de 0,35% nos preços, sendo que os gastos com Saúde e cuidados pessoais subiram 0,94%, ou seja, quase três vezes o total da inflação. 9,62% na composição do indicador (sendo 1,39% referente aos planos de saúde), o que é contestado por centrais sindicais e entidades representantes de aposentados e pensionistas. O convênio levado em conta para essa faixa salarial é muito mais barato do que para um idoso. Sem contar que gastos com medicamentos para uma família de dois filhos (considerado pelo INPC) são bem menores, afirma o diretor da Associação dos Aposentados e Pensionistas do Grande ABC Luís Antonio Ferreira Rodrigues. Para ele, não é certo reajustar a aposentadoria por esse índice. Por isso queremos que pelo menos a correção seja igual à do salário-mínimo. Semana passada representantes de sindicatos e associações entregaram ao governo pauta com 20 reivindicações, entre elas a criação de índice nacional de preços aos aposentados. Embora hoje exista o IPC-3i, calculado pela FGV (Fundação Getulio Vargas), com base em sete capitais, eles querem que abranja todo o País. O pedido não entrou na pauta da reunião com o governo. Previdência privada compulsória e automática (Renato Follador CBN 22/07/13) Os pais impõem aos filhos obrigações e posturas para educá-los e por saberem que eles não possuem conhecimento nem discernimento para decidir. Com o mesmo espírito- e para evitar miséria futura- a maioria das nações impõem previdência social compulsória aos trabalhadores, por saber que lhes falta consciência da necessidade de poupar para a velhice. Ocorre que só a previdência social não tem bastado para aposentadorias com conforto. Por isso os Estados Unidos, desde a década de 1.990, permitem às empresas impor aos trabalhadores a adesão obrigatória e automática a seus planos de previdência privada. Resultado: dos novos assalariados inscritos automaticamente, 86% permaneceram no plano após cinco anos, ante apenas 37% dos antigos empregados. E 76% dos novos contribuem com o percentual máximo de seus salários ante apenas 12% dos antigos. Descobriu-se que tornar a adesão obrigatória atua sobre um aspecto comportamental denominado de viés de status quo. Segundo esse conceito, diante de uma determinação inicial que nos é apresentada, a maioria de nós permanecerá apegada a ela por percebê-la como legítima. Além disso, deixar o plano depois e não poupar coloca toda a responsabilidade de hipotecar o futuro nos ombros do trabalhador. E ele não quer o peso dessa decisão. Arbitragem em contratos de previdência privada (Valor Online 22/07/13) Embora traduzam uma matéria jurídica nova e recente, os pretórios brasileiros já estão recheados de precedentes sobre as complexas questões que envolvem os contratos de previdência complementar. Sabidamente, por força do seu alto relevo social, bem como por sua missão institucional de representar uma alternativa válida e eficaz às conhecidas limitações do regime oficial (INSS), o legislador elevou a previdência privada ao alto patamar constitucional. Sem cortinas, o artigo 202 da Constituição Federal de 1988, após consagrar a autonomia e sua complementaridade frente ao regime geral de previdência social, estabeleceu que os fundos de pensão devem ser baseados na "constituição de reservas que garantam o benefícios artigos interessantes 140 (jul 2013).doc 5

6 contratado", sendo dever da entidade previdenciária assegurar ao participante/contratante o "pleno acesso às informações relativas a gestão de seus respectivos planos" (parágrafo 1º, artigo 202, CF). Nesse contexto normativo, é possível constatar que os contratos de previdência privada possuem uma natureza sui generis que, embora firmados entre pessoas de direito privado, possuem um relevante interesse público e social, na medida que devem proporcionar uma efetiva e real proteção previdenciária aos aposentados e, assim, realizar o espírito superior da norma constitucional de garantir a subsistência útil e a dignidade material - e não, meramente formal - da pessoa idosa. Tanto é verdade que a lei especial sobre a matéria estabeleceu, expressamente, que a ação do Estado será exercida com o objetivo de proteger os interesses dos participantes e assistidos dos planos de benefícios (artigo 3º, VI, LC 109/2001). E, se deve "proteger", é porque existe o risco de os beneficiários serem lesados. Pois bem. Se existe o risco de lesão de direitos, é provável que, uma vez consumados, os prejudicados irão atrás daquilo que entendem por justo. Pergunta-se, então, por oportuno: é possível o estabelecimento de cláusula de arbitragem em contratos de previdência privada? A resposta exigirá uma análise das normas e da jurisprudência que circundam tão interessante questão. Talvez o grande desafio da arbitragem seja o de garantir a paridade de armas entre partes tão distintas Inicialmente, merece ser destacado que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) possui entendimento sumulado no sentido da aplicabilidade do Código de Defesa do Consumidor (CDC) às relações de previdência privada (Súmula 321/STJ). É verdade que tal entendimento causa muita chiadeira por parte dos fundos de pensão. Agora, se existe boa-fé e boas intenções, qual seria o problema de bem cumprir as disposições de proteção ao consumidor? A pergunta fica registrada para a teórica divagação dos doutos. Indo adiante, o fato é que a aplicabilidade do CDC às relações de previdência privada atrai a incidência da regra do artigo 51, VII, do códex consumeirista que tacha de nulidade as cláusulas que "determinem a utilização compulsória de arbitragem". Logo, seria de supor que a arbitragem, prevista na Lei nº 9307, de 1996, estaria vetada em contratos de previdência privada. Ocorre que, em recente decisão sobre a matéria, o egrégio STJ, assim, se pronunciou: "O artigo 51, VII, do CDC se limita a vedar a adoção prévia e compulsória da arbitragem, no momento da celebração do contrato, mas não impede que, posteriormente, diante de eventual litígio, havendo consenso entre as partes (em especial a aquiescência do consumidor), seja instaurado o procedimento arbitral" (RESP nº /RJ, 3ª Turma, Rel. Ministra Nancy Andrighi, DJe ). O precedente acima joga novas luzes e possibilidades nos contratos de previdência privada. Conforme bem decidiu a colenda Corte superior, o CDC apenas veda a adoção prévia e compulsória do compromisso arbitral, ou seja, não há impedimento para o estabelecimento posterior, consensual e facultativo da arbitragem. Em outras palavras, os contratos e regulamentos de planos privados de previdência podem estabelecer que, na eventualidade de conflitos de interesse, as partes - por meio de oportuno, legítimo e escorreito acordo de vontades - poderão escolher a via arbitral como instância de equalização das divergências jurídicas potenciais. Talvez o grande desafio da arbitragem em previdência privada seja o de garantir a paridade de armas entre partes tão distintas. Afinal, de um lado, temos os gigantes e poderosos fundos de pensão; do outro, apenas pequenos e modestos aposentados. A vida ensina que os poderosos sempre querem mais poder e têm uma atração praticamente irresistível em pisar nos mais humildes. Agora, em juízo judicial ou arbitral, o que vale e o que deve valer é a lei e artigos interessantes 140 (jul 2013).doc 6

7 Constituição. Aqui, no império da legalidade, os pequenos ficam grandes e, assim, tornam-se aptos a conceder um pouco de humildade aos que pensam que tudo podem. Como sobreviver à demissão após os 50 anos (Bloomberg/Valor Online 22/07/13) Dois anos antes de demitir Toni Mason, a agência de talentos William Morris Endeavor a reposicionou internamente e contratou uma pessoa mais jovem para assumir seu antigo cargo por um salário menor (segundo supõe a própria Toni Mason). "Eles foram aos poucos me tornando mais e mais obsoleta", diz a agente de 66 anos. A companhia foi generosa com seu pacote indenizatório ao demiti-la em 2010, mas a fez prometer, por escrito, que não iria processar a companhia por discriminação em razão da idade. A experiência a deixou mais amarga. "Fiquei 25 anos na empresa. Eles poderiam, pelo menos, ter feito um bolo de despedida. Mas não, tive que sair no mesmo dia", lamenta. Para os trabalhadores mais velhos, esta crise econômica tem sido especialmente dura. Segundo a American Association of Retired Persons (AARP), até maio deste ano os trabalhadores desempregados com 55 anos ou mais estavam tendo de procurar uma nova colocação por 54,2 semanas. Isso é mais do que cinco vezes a média de dez semanas registrada antes do colapso dos mercados em Também é um período significativamente maior que as 35,9 semanas que os trabalhadores com menos de 55 anos precisam para encontrar um novo emprego. A discriminação por conta da idade é um dos grandes motivos que os trabalhadores mais velhos estão tendo para se reposicionar. Uma pesquisa recente da AARP mostra que 64% dos adultos com idades entre 45 e 74 anos já sofreram alguma forma de discriminação nesse sentido, e 20% disseram que foram preteridos na busca por uma nova oportunidade de trabalho justamente pela faixa etária. É extremamente difícil, no entanto, provar que você foi discriminado. "Cria-se uma situação do tipo 'é a sua palavra contra a minha'", diz Gene Burnard, editor do SeniorJobBank.org, um site especializado em busca de empregos para pessoas mais velhas. E o que é pior: quem decide levar o caso para a Justiça pode acabar em uma lista negra se possíveis empregadores descobrirem que eles já processaram patrões antes. Em vez de brigar contra a discriminação por idade, a maioria dos profissionais mais velhos não tem escolha a não ser tentar superar o problema. O primeiro obstáculo é conseguir uma entrevista de emprego quando seu currículo indica que você já passou por muita coisa. Burnard recomenda incluir nele apenas os anos que você esteve nos empregos mais recentes, enfatizando suas habilidades ao invés do "tempo de estrada". "As pessoas não estão interessadas no que você já fez, mas no que ainda pode fazer por elas", explica. Sites de busca de emprego como o RetirementJobs.com e o de Burnard são úteis, mas o próprio especialista ressalta que eles têm atuação restrita. "Fazer networking pode render muito mais oportunidades de trabalho do que ficar navegando por sites de empregos", afirma. "As pessoas pensam que procurar uma colocação no mercado significa entrar na internet, encontrar vagas abertas, dar alguns cliques, mandar o currículo e pronto. Mas não se trata disso", diz. Para Burnard, o networking deve ser, inclusive, mais fácil para os mais velhos, pois eles têm mais colegas, família e amigos que os trabalhadores mais jovens. Mas, mesmo que seus contatos o levem a uma entrevista, o jovem que estará sentado do outro lado da mesa poderá ter preconceitos. O importante, nesse caso, é você fazer ele perceber sua idade como um ativo. Arlene Handmaker, que se descreve como "na casa mais alta dos 60", tem mais de 30 anos de experiência no setor de cuidados com a saúde em Pittsburgh, sete dos quais atuou como representante de vendas em domicílio. artigos interessantes 140 (jul 2013).doc 7

8 "Eu tinha uma taxa de conversão de visitas em contratos de 98% e o fato de ser mais velha me ajudava. Tínhamos uma jovem na casa dos 20 anos que também trabalhava lá, mas muitas famílias me procuravam e diziam: 'Você pode vir nos atender? Ela simplesmente não nos entende", conta. Os mais velhos precisam andar na corda bamba ao venderem sua experiência sem que pareçam mais espertos que o futuro chefe. "Você não pode chegar para um gerente de recrutamento mais jovem como se fosse um sabichão", diz Tim Driver, fundador da RetirementJobs.com. "É preciso transmitir a mensagem de que, apesar de ter mais de 50 anos, você está pronto para aprender. Isso é muito difícil para muitas pessoas mais velhas e experientes." Certos setores são mais amigáveis aos mais seniores do que outros - especialmente o de varejo. "Uma tendência que estamos percebendo com os empregadores dessa área é que a taxa de satisfação de seus clientes é claramente maior quando eles interagem com uma pessoa mais velha no balcão", diz Driver. É preciso admitir, porém, que trabalhar com vendas no varejo, onde a remuneração é menor, não é o emprego dos sonhos para muitos trabalhadores experientes. O setor de serviços financeiros também tende a ser mais receptivo a esse público, pela mesma razão da indústria de cuidados com a saúde: se você planeja se aposentar, vai querer lidar com alguém que conhece o território. Mas mudar de setor com a idade avançada é difícil. Em 2005, quando estava com 50 e poucos anos, Fred Sanford trocou a divisão de hipotecas de um banco de Chicago pela área de planejamento financeiro no Merrill Lynch em Orlando, Flórida. Ele não havia conseguido construir um patrimônio suficiente com o trabalho anterior para sobreviver à crise. "Fui demitido em 2010, quando minha carteira de negócios não era boa o bastante para me render uma comissão decente", diz ele, hoje com 60 anos. Sanford foi abordado por outras instituições financeiras, mas elas reclamavam do fato de ele não ter uma base de clientes satisfatória. Ele pesquisou outras áreas como relações públicas e vendas, mas não se entusiasmou. Então, voltou-se para a música, que vinha praticando de forma amadora desde os 30 anos. Hoje, Sanford toca músicas de Stevie Wonder e Billy Joel em pequenos bares. Sua esposa, uma professora que trabalha com crianças autistas, é agora a principal provedora da família. Na opinião de Toni Mason, os trabalhadores mais velhos enfrentam um dilema. São discriminados pela idade e por serem qualificados demais em suas próprias áreas, mas ao mesmo tempo não podem mudar porque falta experiência para fazer outra coisa. "As pessoas olham para o meu currículo e veem 25 anos de atuação na indústria da música", afirma. O diretor de comunicações corporativas da William Morris Endeavor, Christian Muirhead, procurado pela reportagem disse que a posição anterior de Mason foi eliminada e que não poderia fazer declarações sobre ex-funcionários. Superar a depressão pela perda de um emprego em que se trabalhou a maior parte da vida é sempre o maior obstáculo que os mais velhos enfrentam. Toni Mason afirma que manteve sua sanidade graças a sua coach de carreira Renee Rosenberg e ao grupo de networking Five O'Clock Club. Ela elogia especialmente as conferências telefônicas que o grupo realiza com as pessoas que estão procurando emprego, pois isso a fez perceber que não estava sozinha. "Não me sinto mais tão perdida", diz. "As pessoas que participam dessas ligações têm diferentes graus de qualificação. Algumas delas eram até mais jovens que eu", diz. Atualmente, Toni Mason trabalha de forma independente para uma agência de caçadores de talentos e ganha cerca de metade do salário que tinha na William Morris Endeavor. Ela diz que não tem condições financeiras para se aposentar, mas também não quer isso. "Ainda tenho artigos interessantes 140 (jul 2013).doc 8

9 saúde. Enquanto puder ganhar dinheiro e não precisar recorrer às minhas poupanças, definitivamente continuarei fazendo isso." Demografia e crescimento econômico (Valor Online 23/07/13) O Brasil vive dias extraordinários. Extraordinários por várias razões, sendo uma delas a mudança do perfil populacional. Nos 25 anos decorridos entre 1981 e 2006, o número médio de filhos por mulher passou de quatro para dois e a expectativa de vida ao nascer aumentou nada menos que 10 anos! Desde então, o Brasil passou a fazer parte de um seleto grupo de países com taxa de fecundidade inferior à taxa de reposição populacional. A rapidez da mudança tem sido de tal ordem que, em 2011, a taxa de fecundidade brasileira já havia declinado para nível inferior ao da Bélgica, Estados Unidos, Finlândia, França, Noruega e Reino Unido. Estimativas sugerem que o Brasil envelhecerá rapidamente e terá uma das menores taxas de fecundidade do mundo. A transformação demográfica traz consigo oportunidades econômicas únicas, como o bônus demográfico, período em que a razão de dependência - definida como a relação entre a população considerada inativa (aqueles com até 15 e com mais de 65 anos) e a população considerada ativa (aqueles entre 16 e 64 anos) - decresce por décadas antes de voltar a aumentar. Durante esse período, a proporção da população em idade ativa na população total aumenta levando à moderação nos salários reais e, consequentemente, ao aumento da competitividade internacional da economia. Já a taxa de poupança eleva-se em razão do crescimento da população trabalhadora e queda da população de inativos, levando à moderação do custo do capital e ao aumento dos investimentos. O capital humano também avança devido ao maior investimento per capita em educação favorecido pela menor população de crianças, o que leva ao aumento da produtividade e do valor adicionado pela economia. O corolário da transformação demográfica é a elevação do patamar da renda. Mas a transformação demográfica também traz consigo desafios associados ao envelhecimento da população. O fim do bônus demográfico é prenúncio de maiores despesas com saúde, previdência e benefícios sociais, aumento dos custos do trabalho e maiores constrangimentos para se poupar e investir. A chave para se vencer esse jogo é explorar à exaustão os potenciais benefícios do bônus demográfico para que o país chegue na fase populacional seguinte com nível de renda mais elevado e em condições de enfrentar os desafios do envelhecimento. Estimativas sugerem que o Brasil envelhecerá rapidamente e terá uma das menores taxas de fecundidade do mundo De fato, análise de países que já passaram ou estão na fase final da transição demográfica mostra aumento dos investimentos, estoque de capital por trabalhador, produtividade, competitividade e taxa de crescimento do PIB ao longo do bônus demográfico. Na China, por exemplo, a transição demográfica iniciou em 1965 e chegará ao fim no próximo ano. Nesse período, o PIB per capita terá aumentado cerca de 28 vezes. Na Coreia do Sul, a transição iniciou em 1966 e se encerrará em O PIB per capita terá aumentado ao menos 14 vezes. O Brasil tem se beneficiado do seu bônus demográfico? Parcialmente. Exame dos dados de 1968, ano em que iniciou a nossa transformação demográfica, até o momento indica que a taxa de poupança não cresceu. Na verdade, a taxa continuou relativamente baixa para padrões internacionais e até declinou. Os investimentos e o estoque de capital por trabalhador avançaram, mas lentamente. Fizeram-se progressos na escolaridade, notadamente a partir dos anos 80, mas menos que o observado em vários países emergentes. Já a indústria tem perdido, e não ganho densidade e competitividade. O PIB per capita aumentou 2,7 vezes, mas 74% daquele aumento se deu nos 12 primeiros anos da transição - de 1968 a O crescimento da renda tem sido modesto desde então devido, sobretudo, à estagnação econômica das décadas de 1980 e artigos interessantes 140 (jul 2013).doc 9

10 O Brasil está na reta final do bônus demográfico, que se encerrará por volta de A proximidade da linha de chegada nos coloca, desde já, frente a frente com grandes desafios. Como chegaremos lá com indicadores econômicos ainda acanhados, é razoável presumir que será necessária a introdução de reformas e políticas que mitiguem os riscos e as consequências deletérias do envelhecimento populacional e adaptem e preparem a economia para as mudanças e para o crescimento num contexto mais restritivo. De um lado, é provável que nos veremos diante da necessidade de, num primeiro momento, elevar a carga tributária para fazer frente ao financiamento dos crescentes gastos públicos na área social e promover reformas na previdência, legislação trabalhista e em áreas conexas. De outro lado, será fundamental e determinante a introdução de políticas que priorizem o aumento dos investimentos em estoque de capital, educação, tecnologia, inovação, produtividade individual e sistêmica, e melhoria dos gastos públicos e aumento da sua eficiência. Os desafios que se apresentam diante de nós vão requerer mudanças culturais com relação às prioridades do orçamento público e uma sofisticada engenharia econômica, política, social e administrativa para viabilizar as reformas e a sua implementação. As dificuldades serão não negligenciáveis. Mas as muitas oportunidades de negócios ainda pouco exploradas, como a industrialização do pré-sal e do agribusiness, o tamanho do mercado interno e regional, as novas fronteiras de desenvolvimento, como a crescente classe média e a economia do interior, e a disposição do brasileiro de ir à luta sugerem que teremos, sim, condições de enfrentar aqueles desafios. Uruguai: Como manter os seus idosos (Valor Online 24/07/13) No fim da única rua que corta Polanco del Yí, um vilarejo localizado a 182 quilômetros de Montevidéu, uma grandiosa laranjeira ignora o frio dos pampas neste início de inverno e esbanja seus frutos com vigor. Em outros tempos, garantem os moradores, havia mais crianças brincando nos jardins e dezenas de peões trabalhando nas fazendas da região. Hoje a situação de Polanco é diferente. Quando os recenseadores do instituto nacional de estatísticas chegaram ao povoado, para a última contagem da população, encontraram apenas 16 de suas 44 casas ocupadas. Entre os dois últimos censos, realizados em 2004 e 2011, o número de habitantes encolheu para menos da metade. Boa parte dos idosos morreu. Já não nascem tantas crianças. O campo agora emprega pouca gente, e muitos adultos se foram definitivamente dali, em busca de oportunidades. "Esse lugar está desaparecendo", resigna-se Brenda Guerra, 84 anos, uma das moradoras mais antigas de Polanco. Ela vive em uma casa modesta, cuja porta não tem mais que 1,70 metro de altura, um sinal de ter sido construída quando as pessoas eram mais baixinhas. Brenda ainda lamenta a perda do irmão, que não se casou nem teve filhos, há três meses. A casa dele, que fica ao lado, vive trancada desde então. É uma visão comum no povoado: portas e janelas com correntes e cadeados, outras simplesmente arrebentadas, sem nenhum esboço de vida dentro, em um prenúncio de que tudo caminha para o esquecimento. Talvez por isso haja tantas laranjas apodrecidas debaixo da árvore no fim da rua de Brenda. A primeira ideia que vem à cabeça é que não há mais gente suficiente para recolher todos os frutos maduros. Polanco del Yí e Caserío La Fundación, outra localidade que se situa às margens da mesma estrada de terra, são um pequeno e dramático retrato do envelhecimento da sociedade uruguaia. A população do Uruguai manteve-se praticamente estagnada entre os dois últimos censos. Dos 19 Departamentos (Províncias) em que está dividido o país, houve queda do número de habitantes em 13, incluindo Montevidéu. artigos interessantes 140 (jul 2013).doc 10

11 "A pequenez demográfica do país, característica desde seu nascimento, continuará se acentuando no futuro", prevê Juan José Calvo, professor da Universidad de la República (Udelar) e autor de um recente trabalho para a UNFPA, organismo das Nações Unidas responsável por questões populacionais. Além dos baixos índices de natalidade desde 1950, pesa a forte saída de uruguaios para o exterior, em um fenômeno migratório que só começou a ser revertido nos últimos anos. Com a recessão na Europa e uma década de crescimento econômico ininterrupto no Uruguai, os expatriados deram início ao movimento de retorno, mas isso ainda é quase uma migalha em termos quantitativos. O envelhecimento do país se reflete na fatia de sua população - 18,4% - acima de 60 anos de idade. É uma proporção que se aproxima à da Europa, recorde na América do Sul, em um prenúncio do que quase todos os países da região vão enfrentar no futuro próximo. Para demógrafos e economistas, isso implica uma série de mudanças nas políticas públicas, como o sistema de transportes e a saúde. Nada, porém, soa tão desafiador quanto o futuro da previdência social. Meses atrás, ao inaugurar a rede de eletrificação rural de um povoado do interior em que restaram somente 14 habitantes, o próprio presidente José Mujica chamou atenção para a baixa taxa de natalidade do Uruguai e fez uma reflexão. "Dentro de 20 anos, quem pagará a aposentadoria dos mais velhos?", questionou Mujica, de 78 anos e sem filhos. Não foi a única provocação do presidente uruguaio. Depois, ele falou em abrir as portas do país para imigrantes sul-americanos, em uma tentativa de aumentar a população para 4 ou 5 milhões de habitantes. Hoje o país tem 3,2 milhões. "Precisamos de pessoas de toda a região. Paraguaios, bolivianos, equatorianos, entre outros. Precisamos de população jovem que se instale na área rural." A intenção do governo não é simplesmente trazer mão de obra que envie remessas aos seus países de origem, mas atrair trabalhadores que cheguem ao Uruguai com suas famílias e sem planos de fazer o caminho de volta. Nenhuma das ideias anunciadas por Mujica se transformou em ações concretas - uma das maiores críticas da oposição é de que seu governo tem muito falatório e pouca iniciativa. Mas suas declarações evidenciaram a bomba relógio do atual sistema de seguridade social. Em 1996, no governo liberal do ex-presidente Julio Sanguinetti, uma megarreforma previdenciária aumentou de 30 para 35 anos o tempo mínimo de contribuição. Para as mulheres, a idade de aposentaria subiu de 55 para 60 anos, igualando-se à dos homens. Criou-se uma espécie de fator previdenciário, por meio do qual o valor dos benefícios aumenta para quem fica mais tempo na ativa, e foi criado um sistema paralelo de contas previdenciárias individuais. O déficit da seguridade social, que já alcançava 3,3% do PIB, caiu subitamente. No governo seguinte, do esquerdista Tabaré Vázquez, o tempo mínimo de contribuição voltou a ser de 30 anos e foram relaxados os critérios para a concessão de aposentaria por idade. As mudanças tiveram impacto negativo de 0,9% do PIB, segundo estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI), ao avaliar o aumento de despesas e a queda de receitas com contribuições. No sistema público, os trabalhadores se aposentam com 62,8 anos de idade e 36,8 anos de tempo na ativa, em média. Ambos os indicadores estão acima do mínimo exigido. Mas a expectativa de vida no Uruguai é tão alta - 80 anos para mulheres e 73 anos para homens - que reforça a necessidade de novas reformas preconizada recentemente por Mujica. artigos interessantes 140 (jul 2013).doc 11

12 A combinação de envelhecimento populacional e mudança de habitantes do campo para as cidades tem sido vista em grande parte da América Latina. O que torna o fenômeno uruguaio diferente dos demais? É que, em um país com uma densidade demográfica já tão baixa, isso condena vilarejos do interior profundo a um estado de semiabandono. Miguel Aristégui, 60 anos, dá um exemplo de como Polanco foi se esvaziando. "Quando eu era criança, éramos 125 crianças na nossa escola rural. Agora são 16", afirma. Todas estudam juntas, não importa a idade. "Aqui não há trabalho, não há perspectiva, não há nada", lamenta, ao lado dele, o agente policial Rafael Ferreyra. Na delegacia do povoado, a cela jamais foi usada e ninguém se lembra de um único homicídio nas redondezas. "Só roubo de vaca", diz Rafael, em tom sério, como se relatasse um crime grave. O que gerava ocupação em Polanco, às margens do rio Yí, já não existe mais: um fazendeiro que empregava cerca de 20 famílias e uma tecelagem que dava trabalho a dezenas de mulheres. Sobraram os elementos centrais de qualquer vilarejo - a igreja, a escola, a delegacia -, à beira da estrada de terra onde se situa Polanco. Ônibus regulares, nem pensar. De carro, também não existe garantia de chegar ao povoado. Com as chuvas, riachos das imediações sobem e invadem a pista, bloqueando o acesso. Há gado e soja, mas também muita terra improdutiva. É uma tranquilidade da qual Cristina Sueiro, 57 anos, não pretende abrir mão. Como outros habitantes, ela cria uma ovelha de estimação no quintal e não se preocupa em trancar as portas, mas se angustia com as perspectivas profissionais da filha, que já terminou o colégio e sonha em entrar na universidade. Logo depois de explicar a situação familiar, Cristina aponta algumas casas na vizinhança e inicia um relato doloroso, que ilustra a diminuição do vilarejo: "Ali vivia um casal que morreu há alguns anos. Os filhos foram embora e nunca mais voltaram. Naquela outra, morava um senhor sozinho, que também morreu". A última casa que ela aponta é justamente a do irmão de Brenda. Crescimento da Previdência privada para recém-nascidos 24/07/13) A previdência privada ainda está muito relacionada ao conceito de aposentadoria. Entretanto, cresce a adesão de pais e avós à modalidade de investimento para contratação de uma apólice em benefícios dos filhos e netos recém-nascidos. Segundo dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), os planos para menores registraram aportes de R$ 142,9 milhões em abril desse ano, alta de 1,5% em receita se comparado ao mês anterior. O diretor da Senzala Corretora de Seguros, André Rocha Coutinho, diz que a intenção principal da previdência privada para recém-nascidos é oferecer autonomia. Nesse caso, o investimento funciona como uma poupança, porém com uma rentabilidade maior. Isso porque, a poupança tem remuneração mensal, ou seja, só é possível obter a rentabilidade após períodos de 30 dias, contados de cada contribuição, e na previdência privada esta correção é diária, compara. Geralmente, esses recursos serão usados para pagar uma faculdade, para comprar um veículo, subsidiar um intercâmbio ou até mesmo para a montagem da própria empresa. Considerando que o titular da apólice deve ter mais de 18 anos, os pais ou avós são definidos como segurados, colocando o filho ou o neto como beneficiário. É possível também colocar a apólice em nome do filho ou neto, desde que o mesmo já tenha CPF (Cadastro de Pessoa Física) e Carteira de Identidade (RG). Nesse caso o responsável legal assina a proposta de seguro e indica os beneficiários. Coutinho diz que não há limites de beneficiários para a mesma apólice, mas que é consenso entre seguradoras e bancos a aceitação de até quatro beneficiários no mesmo certificado.?se o número for maior, a recomendação é subdividi-los em mais apólices?, orienta. artigos interessantes 140 (jul 2013).doc 12

13 As contribuições podem partir de R$ 50,00 mensais, embora a média de aplicação dos pais e avós seja de R$ 100,00 ou R$ 200,00 mensais.?uma boa diretriz para definir o valor da contribuição mensal da previdência privada para menores é mensurar a quantia desejada quando o beneficiário atingir a maioridade e qual a finalidade desse dinheiro que está sendo poupado?, recomenda Coutinho. Fazendo uma simulação em que a universidade custaria, em valores atuais, R$ 1.500,00 por mês, e o curso seria de quatro anos, o total acumulado corresponderia a R$ 72 mil, também em valores de hoje. Nessa hipótese, os aportes mensais deveriam ser de R$ 200,00, por um prazo aproximado de 15 anos. Existe carência mínima de 60 dias para resgate do valor depositado. Coutinho lembra que, em muitos casos, não é necessário fazer a retirara de toda a aplicação e os recursos podem ser usados para garantir renda futura.?em muitos casos, pais e avós recorrem a um plano de previdência privada para seus filhos e netos porque querem assegurar a eles o padrão de vida que têm hoje, independentemente dos custos com estudo. Além disso, é um estímulo para que o beneficiário passe a titular e continue contribuindo na vida adulta?, ressalta. Algumas modalidades de previdência privada oferecem um seguro em caso de falecimento do titular (pecúlio). Nesse caso, a seguradora continua depositando as parcelas mensais do PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) ou VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) até o herdeiro atingir a maioridade. Planos e tabelas - Definido o valor, o próximo passo é escolher o plano. Se o titular tem rendimentos tributáveis, o PGBL é uma boa opção. Para isso, é necessário que o cliente faça sua declaração de Imposto de Renda pelo modelo completo e invista o máximo equivalente a 12% da renda bruta tributável nessa modalidade, para obter benefício fiscal. Em caso do titular não ter renda bruta tributável e/ou não fazer a declaração do IR pelo modelo completo, o produto indicado é o VGBL, em que a dedução do Imposto de Renda é feita apenas sobre o ganho de capital. O regime de tributação também deve ser escolhido atentamente. Se o objetivo for ao longo prazo, recomenda-se a tabela regressiva. Porém, se a finalidade for o resgate em curto prazo, a melhor opção é a tabela progressiva. É importante que o segurado fique atento às despesas para o início e para a administração da aplicação. Algumas instituições financeiras cobram taxa de carregamento, que pode chegar até 10%, na entrada ou saída de cada contribuição ou aporte. Além disso, há a taxa de administração, que varia em média de 1% a 3% ao ano, além dos descontos com o Imposto de Renda, segundo a tabela adotada. Possíveis mudanças na aposentadoria (Portal Uai 26/07/13) Caixa apertado pode impor idade mínima para aposentadoria Corte de R$ 4,4 bi destinados ao INSS deve trazer mudanças na aposentadoria, deixando trabalhador mais tempo na ativa Para aliviar despesas, especialistas estimam que regras para pagamentos das pensões por morte também devem ser alteradas O efeito da desoneração da folha de pagamento concedida a mais de 40 setores da economia no caixa da Previdência Social é estimado em R$ 4,4 bilhões. O ressarcimento do Tesouro ao artigos interessantes 140 (jul 2013).doc 13

14 Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) compõe a maior fatia do corte de R$ 10 bilhões do Orçamento 2013, anunciado na segunda-feira pelos ministérios da Fazenda e Planejamento, que atualizou sua projeção do gasto público. A cifra da desoneração é bem alta, corresponde a 11% do valor estimado para o déficit da Previdência Social este ano (perto de R$ 40 bilhões). Apesar de as leis que regem as desonerações deixarem claro que o Tesouro Nacional deve compensar a Previdência Social, especialistas já preveem que o caixa apertado pode dar fôlego a medidas como a instituição da aposentadoria por idade mínima, que segura o trabalhador por mais tempo na ativa. Com a Lei /2013, as empresas deixam de recolher 20% de toda a contribuição previdenciária, passando a pagar de 1% a 2% do faturamento. Ao aliviar tributos salariais, o governo quer estimular a geração de empregos e elevar a competitividade das empresas nacionais, no entanto, a forma como os recursos voltarão ao caixa do INSS gera dúvidas, embora o retorno seja uma exigência da legislação. O que tememos é o calote. A Previdência tem funcionado como um cheque pós-pago, que ninguém sabe ao certo quando será compensado. Historicamente o caixa vem sendo lesado e a consequência dessa política é que, em vez de medidas que prestigiem o segurado, vemos ao longo dos anos o endurecimento das regras do setor, critica Diego Gonçalves, especialista em previdência e advogado da Federação dos Aposentados e Pensionistas de Minas Gerais (FAP-MG). O fluxo de recursos do caixa do Tesouro para a Previdência pode também acender luz verde para a aceleração de medidas já debatidas no governo. Sabemos que deverá haver esse equilíbrio das contas, mas tememos que os recursos sejam desviados para outros fins e, com isso, suscitem mudanças na legislação para compensar as perdas, avalia a vice-presidente do Instituo Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), Adriane Bramante. Esse corte pode pressionar mudanças para aliviar as despesas, como a instituição da aposentadoria por idade mínima, prejuízo no pagamento de precatórios e até mesmo alterações nas regras para pagamento das pensões por morte, acrescenta a especialista. Economista e estudioso do setor, Amir Khair diz que tem preocupação a redução dos repasses. Pela legislação o Tesouro deve repor, mas é preciso muita transparência nesse formato porque esses recursos pertencem aos beneficiários do INSS, não pertencem ao governo. É muito dinheiro que está deixando de ser entregue. Reposição O especialista em finanças públicas Raul Velloso diz que os recursos devem ser repostos. A princípio, da forma como a informação foi passada pelo governo, fica parecendo que haverá o corte de mais de R$ 4 bilhões, mas esses recursos devem ser cobertos pela União. Japonesas lideraram lista da maior expectativa de vida (AngolaPress 26/07/13) As japonesas voltaram a liderar a lista de mulheres com maior expectativa de vida, anunciou o ministério japonês da Saúde. Segundo dados de 2012, as meninas nascidas no Japão terão uma média de vida de 86,41 anos, em comparação com os 85,90 anos de 2011, quando houve uma queda devido às milhares de mortes provocadas pelo terramoto e tsunami de 11 de Março de 2011 no nordeste do arquipélago. Os japoneses são famosos por longevidade, que pode ser atribuída em parte a uma alimentação tradicionalmente saudável (pouca gordura saturada e açúcar), a uma vida ativa e a um sistema de previdência social que facilita a atenção médica. artigos interessantes 140 (jul 2013).doc 14

15 Em 2011, as japonesas perderam o título de campeãs do mundo em longevidade pela primeira vez em mais de 25 anos ao serem superadas pelas mulheres de Hong Kong. Desta vez, as mulheres de Hong Kong ficaram em segundo lugar, com uma expectativa de vida de 86,30 anos, seguidas pelas espanholas, as francesas e as suíças. A expectativa de vida dos homens japoneses também marcou um recorde (79,94 anos em 2012 contra 79,44 em 2011). No entanto, estão em quinto lugar mundial devido às mortes provocadas por cancro e doenças cardiovasculares vinculadas em parte ao cigarro. Os homens que vivem mais são os islandeses, com 80,8 anos, seguidos pelos de Hong Kong, Suíça e Israel. Inscrição simplificada em debate no CNPC (Diário Abrapp 29/07/13) Concluída a agenda priorizada pelo CNPC, especialmente as revisões de taxas de juros e tábuas atuariais (Resoluções 9 e 10 de 2012) e retirada de patrocínio (Resolução 11, de 2013), entendemos adequado propor ao CNPC a retomada da discussão quanto à inscrição simplificada nos planos, disse ao Diário o titular da PREVIC, José Maria Rabelo. Ele completa: Caberá ao CNPC, por óbvio, decidir que caminho seguir. Tais palavras reforçam o sentimento referido pelo representante da Abrapp no CNPC, Reginaldo José Camilo, no sentido de que muito provavelmente o tema voltará a ser debatido no colegiado já em agosto. Segundo Camilo, os trabalhos deverão se concentrar agora na busca do melhor encaminhamento jurídico possível para a questão. No seu entender, porém, todo esforço nesse caso vale a pena, pois a inscrição simplificada é uma das iniciativas que mais podem contribuir para o fomento de nosso sistema. Inversão da inércia - A inscrição simplificada em planos de previdência complementar inverteria o procedimento atual. No lugar de ser convidado a aderir, o trabalhador seria automaticamente inscrito no plano, podendo naturalmente solicitar em seguida, se este for o desejo, o seu desligamento. A vantagem é que, no lugar de por inércia deixar de aderir e se arrepender mais tarde, pelo mesmo comportamento inercial tão próprio do ser humano a pessoa provavelmente iria adiando indefinidamente o momento de solicitar a sua saída. Um esquecimento que, segundo especialistas, lhe traria lá na frente uma aposentadoria a ser vivida em muito melhores condições. Enfim, a ciência da economia comportamental fala da preferência do ser humano pela inércia e manutenção do status quo. A procrastinação, que usualmente fere o comportamento de poupança de um indivíduo, pois o inibe de optar pelo ingresso num plano de aposentadoria, pode ser usado a seu favor, quando o mesmo é inscrito automaticamente. Bernardo Nunes, ex-gerente de investimentos da Fundação CEEE e um estudioso no assunto, atualmente trabalhando no Behavioral Science Centre da Universidade de Stirling (Escócia), começa lembrando que falta de tempo e o esforço adicional requerido, somado à baixa educação financeira, inibem muitos indivíduos a ingressar em um plano de aposentadoria. O remédio que o mundo vem usando cada vez mais contra isso é a adesão simplificada: é o método mais efetivo no incremento da taxa de participação em planos de previdência, resume Bernardo, observando que ele pessoalmente prefere dar à prática o nome de inscrição automática. 401K - Uma das experiências internacionais mais bem sucedidas de adesão simplificada vem dos EUA. Começou no final dos anos 90, envolvendo planos 401K. Antes disso, as empresas, artigos interessantes 140 (jul 2013).doc 15

16 recorda Bernardo, tentaram encorajar os seus empregados a aderir aumentando a contribuição patronal. Como o resultado foi mediano, adotaram a inscrição automática. A prática de inscrever os colaboradores automaticamente e dar-lhes a opção de optar por sair do plano, apesar de ser muito mais barata, ingênua e simples, mostrou-se efetiva e foi altamente recomendada por consultores aos seus clientes nos EUA, registra Bernardo, citando o resultado de estudos internacionais. Ao mesmo tempo, a investigação científica sobre o tema tomou corpo e abriu uma nova direção de pesquisa em relação ao comportamento de poupança individual. Num dos principais trabalhos sobre o tema, os autores analisaram o impacto da inscrição automática em planos 401k americanos e demonstraram que tal prática elevou a taxa de participação de 50% para 86% entre os colaboradores com ao menos um ano de empresa. Adicionalmente, o novo método praticamente eliminou a maioria das diferenças de adesão dado o nível salarial, gênero, idade e grupo étnico. Nova Zelandia e Reino Unido - Políticas públicas de caráter nacional empregando essa prática começaram a ser utilizadas nos últimos anos na Nova Zelândia (2007) e no Reino Unido (2012). A Irlanda pretende implementar um programa similar a partir de A atratividade deste tipo de programa por parte dos governos é evidente pelo fato do poder público conseguir alcançar seu objetivo, preparar melhor sua população para a aposentadoria, usando o caminho com menor resistência, sem arriscar sua popularidade ao tentar impor comportamentos ou supervisão extensiva, e com um custo relativamente inexpressivo. Avaliações iniciais da política neozelandesa, explica Bernardo, mostram que o programa levou a população não só a prestar mais atenção em assuntos relacionados à aposentadoria, mas também a efetivamente poupar mais do que na ausência do mesmo. A maioria dos indivíduos pesquisados reportou que seria improvável estarem poupando sem a ocorrência do programa, 36% responderam que suas contribuições ao plano estavam substituindo gastos que de outra forma fariam em despesas diárias. No caso do Reino Unido, em 2012 iniciou-se um esquema nacional de adesão simplificada no qual o grupo-alvo é composto pelos empregados do setor privado não cobertos por um plano de pensão em seu ambiente de trabalho, aproximadamente dois terços dos 23,9 milhões neste setor. Todos os trabalhadores no Reino Unido com idade acima de 22 anos e abaixo da idade de aposentadoria que ainda não são participantes de um plano e recebem mais do que certo nível salarial, serão automaticamente inscritos num plano de aposentadoria oferecido pelo seu empregador e terão a opção de sair caso o queiram. O sistema está sendo implementado gradualmente ao longo de seis anos ( ). Sendo a contribuição final correspondente ao empregador igual a 3%, o colaborador contribuirá com 4% e o governo com 1% através de um benefício fiscal. O empregado tem a opção de alterar o perfil de risco de seu plano, mas há uma opção default que investe com baixo risco inicialmente, busca um maior retorno elevando o risco durante sua média-carreira, e volta a uma composição mais segura quando o empregado se aproxima da aposentadoria. A experiência internacional vem mostrando, segundo pesquisas consultadas por Bernardo, que apenas com educação financeira pode não se criar as condições necessárias para uma mudança permanente de comportamento quanto à decisão de ingresso num plano de aposentadoria. Pode ser mais efetivo tornar o processo mais fácil usando defaults na taxa de contribuição e na alocação estratégica. Pulo do gato - Aquiles Mosca, estrategista de investimentos pessoais e superintendente executivo comercial do Santander Asset Management, outro estudioso do assunto, chama a atenção especialmente para um dado de uma pesquisa feita nos EUA. Ela mostra que 86% dos trabalhadores aos quais foi oferecida a inscrição simplificada permaneciam nos planos após cinco anos do ingresso. O pulo do gato, nos Estados Unidos, foi colocar a responsabilidade ativa de não poupar ou poupar menos nas mãos dos indivíduos, já que a opção inicial passou a ser a de poupar e poupar mais do que antes, resume Aquiles. artigos interessantes 140 (jul 2013).doc 16

17 O bônus demográfico (Valor Online 29/07/13) O século XX passará para a história pelas profundas transformações que marcaram a evolução da humanidade. Sobre o tema, "Era dos Extremos", o denso livro do historiador Eric Hobsbawm, define o século XX como o "século breve e extremado", tomando como ponto de partida o início da Primeira Guerra Mundial (1914), e 1991, ano em que, na visão do historiador, se consuma o fim do império soviético e a ordem mundial bipolar, daí emergindo o mal-estar das incertezas sobre a configuração de uma nova ordem mundial. Para Hobsbawm, a contagem dos tempos não obedeceu ao calendário gregoriano; fatos e eventos é que definiram os marcos da evolução histórica. De fato, a abrangência e a complexidade das mudanças não permitem estabelecer hierarquia na importância dos seus impactos na vida das pessoas. No entanto, torna-se impossível não atribuir singular dimensão ao fenômeno demográfico. Com efeito, o fenômeno demográfico do século XX é uma verdadeira revolução que afeta estruturalmente os rumos da sociedade contemporânea. Nesse sentido, duas realidades trazem enormes consequências e graves desafios: a explosão demográfica e o aumento da expectativa de vida ao nascer. A cultura previdenciária vai além da cultura financeira. Passa pela proteção pessoal e das famílias No primeiro caso, qualquer exercício estatístico demonstra o tamanho do problema: de 1960 à 2011, a população mundial passou de três para sete bilhões de pessoas, com uma perspectiva de estabilização em dez bilhões de habitantes até 2020; no segundo caso, embora distribuída desigualmente, a expectativa de vida média no mundo cresceu 20 anos (1950/2010), atingindo 67 anos (65 para homens e 69,5 para mulheres), com tendência crescente. James Lovelock, autor da "Hipótese Gaia", identifica na explosão demográfica uma moléstia planetária que chama de "praga de gente". No Brasil, a expectativa de vida evoluiu, no período de 1960/2011, de 62 para 74 anos e 29 dias (70,6 anos para os homens e 77,7 anos para as mulheres, segundo dados do IBGE). Por sua vez, a composição etária da nossa população revela que, em dez anos (2001/2011) houve uma redução do número de jovens de 45,8% para 36%, e um crescimento de idosos de 14,5% para 18%, o que significa um crescimento proporcional de pessoas na faixa produtiva (15 aos 59 anos), que resultam na diminuição da chamada "taxa de dependência". Essa redução (divisão do total de menores de 15 anos e maiores de 60 anos pela quantidade de pessoas entre 15 e 59 anos) representa, na linguagem dos especialistas, o "bônus demográfico", momento singular que passam as nações e propício para aprofundar reformas, redirecionar políticas públicas e, em particular, uma oportunidade passageira (duas a três décadas) para enfrentar o grave desequilíbrio estrutural provocado pelas contas da Previdência. A propósito, o Brasil vive esse momento. Uma espécie de agora ou nunca. Está no meio do caminho de uma obra inacabada chamada de reforma de Previdência, mas conta, além do bônus previdenciário, com fatores favoráveis ao aprofundamento da referida reforma, tais como: estabilidade política, institucional, bem como a inclusão social de milhões de brasileiros; aumento significativo da presença da mulher no mercado de trabalho; sinais positivos de uma cultura previdenciária das novas gerações; amplo mercado dos setores de vida e previdência a ser conquistado; a existência de marco regulatório e institucional capaz de garantir segurança ao setor; as possibilidades de incorporação à previdência complementar dos trabalhadores do setor público. artigos interessantes 140 (jul 2013).doc 17

18 Olhar para frente significa não esquecer o passivo gerado pela falência do sistema previdenciário brasileiro: para a maioria, aposentadorias humilhantes e para a minoria aposentadorias privilegiadas; olhar para frente significa não esquecer que em 1940 existiam 31 contribuintes para 1 beneficiário, e que em 2010 a relação é de 1,7 contribuinte para 1 beneficiário. Insustentável. A cultura previdenciária vai além da cultura financeira. Passa pela proteção pessoal e das famílias. É um movimento cultural que leva décadas, e que deveria começar ainda na escola. Na Europa, por exemplo, a previdência é compulsória. Ainda bem que, apesar de o brasileiro não ter o hábito de poupar - especialmente quando se trata de reservar para o longo prazo -, ganhamos gerações mais cientes das suas responsabilidades em relação ao próprio futuro e à aposentadoria. O perfil do idoso também vem mudando significativamente, com homens e mulheres que, ao pararem de produzir, aposentando-se de vez, acabam se deparando com a realidade de que, para manter seu padrão de vida, os recursos das aposentadorias social e privada nos moldes atuais talvez não sejam suficientes. São 'novos velhos', que terão condições de viver mais tempo e com mais qualidade de vida. O mercado segurador, por sua vez, está atento a esses novos perfis. Mas é preciso fazer mais barulho, aproveitar este momento do bônus demográfico, e criar um "bônus previdenciário", olhando para os gargalos de produtos e segmentos ainda não atendidos, como o desafio do financiamento da renda vitalícia no cenário de juros baixos e aumento da longevidade. Apesar de ainda não haver uma saída clara para esta questão, uma das alternativas em estudo é a transferência do risco para investidores, bancos ou empresas interessadas em um retorno sobre essas operações. Com efeito, as pessoas não ficarão sem recursos após se aposentarem e o Brasil não vai gastar tanto com pagamento de benefícios a aposentados como é feito atualmente. É preciso olhar o futuro e construir o amanhã. Finalmente, olhar em direção ao futuro significa compreender que as nações progridem porque trabalham muito, estudam muito, poupam e investem muito; significa reconhecer, na expressão de Eduardo Giannetti, o valor do amanhã que é superar o dilema de "por mais vida nos nossos anos ou mais anos nas nossas vidas". A aposentadoria da geração que vai viver 100 anos (Valor Online 29/07/13) Aposentados: nos EUA, população com mais de 65 anos será o dobro em Mais de metade dos bebês nascidos hoje poderá viver até mais de 100 anos, de acordo com o Birô do Censo dos EUA, cujas previsões sugerem que o número de americanos com mais de 65 anos dobrará, para 80 milhões em Assim, não é de admirar que Laura Carstensen, diretora do Centro de Stanford para Longevidade, está em alta demanda por parte de executivos de empresas de serviços financeiros, como a Fidelity Investments, Prudential Financial Inc e Bank of America Corp Merrill Lynch para prestação de serviços de consultoria sobre como ajudar uma clientela em envelhecimento. Carstensen, uma psicóloga social, está ajudando a reformular não apenas em termos de planejamento financeiro de longo prazo como também de carreiras, moradia e até mesmo a Seguridade Social para os americanos mais idosos. A missão não é fácil. Várias pesquisas recentes da AARP determinaram que apenas pouco mais de metade dos americanos com idade superior a 45 anos está confiante em ter poupado o suficiente para cobrir suas despesas de subsistência e com assistência médica quando estiverem aposentados. A Reuters conversou com Carstensen sobre como fazer com que mais pessoas comecem a pensar no planejamento de sua aposentadoria: Por onde e quando as pessoas deveriam começar? artigos interessantes 140 (jul 2013).doc 18

19 Laura Carstensen: Eu exortaria as pessoas com menos de 40 anos a simplesmente fazer alguma coisa, mas quase nem importa o quê. Abra uma conta, coloque um pouco de dinheiro e comece assim. Após os 45 anos é quando devemos começar a nos cuidar. Em 2003, você cunhou o termo "o efeito positividade", um fenômeno que sugere que quanto mais velhas as pessoas ficam, mais elas tendem a concentrar-se em informações positivas. O problema é que elas podem ignorar detalhes cruciais, mas espinhosos, tornando-se, às vezes, vulneráveis a golpes. Laura: O efeito mais pronunciado se revela no processamento casual de informações. Você está andando pela rua e vê as flores bonitas, em vez das rachaduras na calçada. Mas se você parar e fizer uma revisão cuidadosa de determinadas informações, o efeito tende a desaparecer. O que mais me preocupa é que isso pode impedir as pessoas de, para início de conversa, tomar decisões financeiras. Sua pesquisa também se concentra em como as emoções toldam nosso discernimento ao tomarmos decisões de longo prazo. Quais são os obstáculos às boas práticas? Laura: Nós precisamos planejar décadas à frente, e os seres humanos não são, de modo algum, pré-programados para isso. Todo mundo deveria estar pensando, e começando a dizer a seus amigos e familiares: "Nessa idade, eu deveria ter dado esse passo para preparar-me para a aposentadoria ou deveria ter investido xis". No fundo, as pessoas querem se conformar. Qual é o maior equívoco em relação ao planejamento financeiro? Laura: De alguma forma, as pessoas acreditam que têm de desembolsar muito dinheiro para fazer seu dinheiro crescer. Eu faria o máximo possível para evitar pagar um monte de comissões. A maioria das pessoas não precisa de consultores financeiros. Pesquisas mostram que, em muitos casos, as pessoas ficariam em melhor situação se simplesmente colocassem seu dinheiro em um fundo indexado à sua idade e esquecessem. Mas consultores financeiros são ótimos como treinadores pessoais para a vida. A coisa mais valiosa que eles fazem é levar as pessoas a falar sobre a vida após a aposentadoria e o que querem dela. Você quer viajar? Dedicar-se a um voluntariado? Estabelecer uma pequena empresa? Muita gente economiza para a aposentadoria e nunca pensa sobre o que virá depois. Existe alguma coisa que o governo poderia fazer para ajudar as pessoas a poupar? Laura: O governo deveria oferecer produtos financeiros que não impliquem o pagamento de comissões. Uma sugestão que me impressionou é que se você chegar aos 65 anos e só tiver poupado, digamos, US$ 100 mil, o governo vende a você um tipo de seguro de vida (annuity) que complementa o que a pessoa recebe da Seguridade Social. Os americanos que não foram capazes de poupar o suficiente ou que foram duramente impactados pela Grande Recessão seriam os mais beneficiados por tal esquema. E que tal a ideia de trabalhar por mais tempo? Laura: A melhor garantia de que você terá dinheiro disponível em idade mais avançada é continuar trabalhando. Mas também temos a oportunidade de gozar uma vida de trabalho de maior qualidade, e isso começa com trabalhar menos. Para a maioria dos cargos, as pessoas provavelmente poderiam trabalhar quatro dias, e cumprir a mesma carga de trabalho. Poderíamos ter novos modelos de carreiras nos quais os profissionais poderiam entrar e sair da força de trabalho ao longo de suas vidas. Quem sabe, institucionalizando períodos sabáticos. As pessoas poderiam trabalhar regularmente durante três ou quatro anos em tempo integral e depois, possivelmente, ausentarem-se durante seis meses para fazer um curso e voltar para o artigos interessantes 140 (jul 2013).doc 19

20 mesmo empregador, com novas capacitações e informações. Talvez rumando para uma direção totalmente nova. Durante quanto tempo poderiam as pessoas esperar trabalhar segundo esse modelo? Laura: Os dois grupos de pessoas que trabalhariam menos são os pais mais jovens e os idosos. Eu me refiro a um arco de trabalho no qual a pessoa somente entraria no regime de trabalho em tempo integral depois que os filhos estivessem no meio de suas escolaridade básica ou no curso ginasial. Você poderia ficar com os seus filhos enquanto eles estão crescendo e, simultaneamente, trabalhar em tempo parcial. Depois, você começaria a trabalhar em tempo integral ao se aproximar de seus 40 anos de idade ou começo de seus 50 anos, trabalhando em tempo integral até perto dos 75 ou 80 anos, e começar a reverter sua carga de trabalho até reassumir seu engajamento profissional em nível de tempo parcial. As pessoas provavelmente terão que trabalhar mais tempo por razões financeiras, então por que não melhorar a qualidade de vida agora, para que as pessoas não estejam "queimadas" quando chegarem a em torno de seus 55 anos, ansiando desesperadamente pela aposentadoria? Fundos querem prazo para enfrentar déficit (Valor Online 30/07/13) Diante de um cenário ruim no mercado financeiro e econômico este ano, tanto fundos de previdência fechada quanto aberta buscam junto ao governo flexibilização e extensão de prazos para se adequar a novas regras editadas no ano passado, num cenário bastante diverso do atual. Os fundos de pensão pedem um prazo maior para equacionar déficits, hoje na casa dos R$ 13 bilhões, e os planos abertos, como PGBLs, querem usar derivativos para diminuir a volatilidade das cotas dos fundos. Encabeçada pela Abrapp, associação que reúne os fundos de pensão, a demanda é por mais flexibilidade no equacionamento de déficits, pauta que ganhou mais urgência depois que, no fim do ano passado, o teto da meta de rentabilidade das fundações foi reduzido de 6% para 4,5% - ajuste que será feito de forma escalonada até Essa redução pode gerar um buraco na conta de alguns planos, ou aprofundar o dos que já estavam no negativo. Essa meta de retorno, conhecida como meta atuarial, é a rentabilidade mínima que deve ser obtida na aplicação dos investimentos para garantir o pagamento dos benefícios ao longo do tempo. Com a queda da taxa básica de juros da economia há a necessidade de reduzir essa meta. O problema é que, quando ela é reduzida, o ativo da fundação cai - uma vez que a sua rentabilidade será menor -, enquanto o passivo permanece no mesmo patamar em respeito a contratos e planos antigos. Por isso é necessário fazer novos aportes nos planos, que podem vir do aumento da contribuição dos participantes e patrocinadores ou da "sobra de caixa" (superávit) acumulada em anos anteriores. O déficit somado dos fundos de pensão que estão no negativo fechou o primeiro trimestre do ano em R$ 12,9 bilhões, segundo dados da Previc, autarquia supervisora do setor. O valor é 43% superior ao déficit acumulado até dezembro do ano passado. Já o superávit das fundações que têm sobra de caixa caiu 30% no período, para R$ 45 bilhões. "O novo cenário requer regras mais compatíveis", defende Reginaldo José Camilo, representante das fundações no Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC). O novo cenário citado por Camilo se refere à grande volatilidade e perdas registradas no mercado financeiro brasileiro no primeiro semestre. Isso no curto prazo. No longo, há ainda como pano de fundo o menor patamar da taxa básica de juros, o que dificulta a busca por rentabilidade. "O mundo financeiro está vivendo uma situação de estresse em relação a perdas muito grande. Pensando em previdência, que tem uma visão de longo prazo, o que defendemos é que a artigos interessantes 140 (jul 2013).doc 20

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