TERRITÓRIO BRASILEIRO E A REDE DE INFORMAÇÃO DA CONSULTORIA DELOITTE¹

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1 TERRITÓRIO BRASILEIRO E A REDE DE INFORMAÇÃO DA CONSULTORIA DELOITTE¹ Sueli Almeida dos Santos Universidade de Campinas Resumo No presente trabalho, objetivamos contribuir para o entendimento dos círculos de informações e os seus corporativos através da modernização seletiva do território brasileiro. Para tanto, sistematizamos o texto em seis partes: primeiramente apresentamos uma breve introdução ao tema discutindo a importância da informação como variável-chave do atual período; na sequência, discutimos a conformação das empresas globais de consultoria. No terceiro item, analisamos o papel da rede Deloitte no mundo. Na quarta parte, discutimos a evolução da topologia da empresa no país e a sua correlação com as áreas mais densamente urbanizadas. No quinto item, procuramos analisar o papel de São Paulo enquanto de gestão do território e que possui o principal escritório da Deloitte no Brasil. Por fim, tecemos algumas considerações sobre o papel da informação no processo de reorganização territorial brasileira. Palavras-chave: Informação; Consultoria Deloitte; Metrópole de São Paulo. Grupo de Trabalho nº 1 Reestruturação Urbana: agentes, redes, escalas e processos espaciais

2 1. Introdução No período contemporâneo, denominado por Santos (1993) como período técnico-científico-informacional, a informação tornou-se um vetor fundamental na atual divisão do trabalho e na diferenciação dos lugares, sendo possível verificar o quanto um lugar está inserido na globalização por meio de sua densidade técnica e informacional. De acordo com Santos (2006), a densidade técnica é dada pelos diversos graus de artifício, isto é, aquilo que é o oposto ao natural, um lugar carregado de objetos técnicos dispostos para atender prontamente às intenções dos que o conceberam e produziram, objetos muito mais perfeitos que a própria natureza. (SANTOS, 2006, p. 173). Já a densidade informacional, segundo esse autor, Deriva, em parte, da densidade técnica. Os objetos, mesmo quando são constitucionalmente ricos em informação, podem, todavia, não ser '"agidos", permanecendo em repouso ou inatividade, à espera de um ator. A informação apenas se perfaz com a ação, de cuja intencionalidade depende o seu nível. A densidade informacional nos indica o grau de exterioridade do lugar e a realização de sua propensão a entrar em relação com outros lugares, privilegiando setores e atores. A informação unívoca, obediente às regras de um ator hegemônico, introduz, no espaço, uma intervenção vertical, que geralmente ignora o seu entorno, pondo-se ao serviço de quem tem os bastões de comando. (SANTOS, 2006b, p. 173). Nesse trabalho procuramos analisar a importância do papel da informação na atual complexidade da reorganização e usos do território e o estatuto que essa variávelchave assume a nível planetário no período histórico contemporâneo, a partir do estudo das grandes empresas de consultoria. Como recorte empírico, analisamos a conformação e ações do grupo Deloitte Touche Tohmatsu; esta empresa constitui uma rede de escritórios envolvendo mais de 150 países e que presta serviços de consultoria, auditoria e tributos. A informação no Brasil ganha relevância, principalmente, a partir dos anos 1970, período em que o território brasileiro conhece uma reorganização produtiva (SANTOS & SILVEIRA, 2001) que tem como peça fundamental o uso da informação, sobretudo aquela estratégica, indispensável à especialização produtiva das grandes corporações, bem como à sua organização multilocacional. No entanto, esse processo 2

3 ocorre de forma seletiva no país privilegiando a Região Concentrada 1 e, no restante do território, manifesta-se em pontos ou manchas que apresentam uma base técnica favorável aos fluxos econômicos, conectando esses lugares ao centro hegemônico do Brasil e ao mundo (SANTOS & SILVEIRA, 2001; SILVA, 2001). Assim, consideramos que os círculos informacionais emergem no Brasil após a Segunda Guerra Mundial, mas, sobretudo a partir da década de setenta, como um elemento que passa a imprimir novos ritmos no território nacional e favorecem a conexão do país às redes planetárias. É nesse período que grandes empresas produtoras de informação intensificam a sua ação no território nacional, com destaque na metrópole de São Paulo. Para entendermos a importância da informação como um dos elementos dos espaços da globalização (SANTOS, 2006b), buscamos compreender a topologia e as ações das grandes empresas de consultoria na rede urbana brasileira e nos usos do território. A partir das formas que garante a fluidez e a normatização do território, Arroyo (2006, p. 81) considera que essas empresas e instituições têm uma participação importante nos processos de competição, cooperação e controle do território, isto é, são decisivas no seu uso. Santos (1994b, p. 63,) assevera que cada firma usa o território segundo sua força. Criam-se, desse modo, circuitos produtivos e círculos de cooperação, como forma de regular o processo produtivo e assegurar a realização do capital. Ainda segundo esse autor, os circuitos produtivos são definidos pela circulação de produtos, isto é, de matéria. Os círculos de cooperação associam a esses fluxos de matéria outros fluxos não obrigatoriamente materiais: capital, informação, mensagens, ordens, (SANTOS, 1994b, p. 63,). Buscamos, assim, compreender a participação das empresas de consultoria, produtoras e difusoras das informações estratégicas, como componentes dos círculos de cooperação. Verificamos ainda um uso seletivo do território brasileiro na configuração da topologia da consultoria Deloitte, uma vez que a empresa está presente nas áreas 1 Essa denominação Região Concentrada foi introduzida na literatura geográfica com as pesquisa dirigidas por Milton Santos e Ana Clara Torres Ribeiro em Essa região estaria constituída pelos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e pedaços do Centro-Oeste (SANTOS, SILVEIRA, 2001, p. 27). Tal região, que no passado acolheu o maior número de indústrias e ainda é atualmente a região mais industrializada do Brasil e que apresenta maior densidade na rede urbana, também é a área concentradora das modernizações, onde o meio técnico-científico-informacional tende a ser mais contíguo dado a presença de inúmeras cidades com potencial de produção e difusão dos serviços mais modernos do país. 3

4 mais densas da rede urbana brasileira. 2. O estatuto da informação no atual período histórico: as ações das empresas globais de consultoria Com a racionalidade da globalização no período contemporâneo, isto é, uma racionalidade hegemônica que não só atua nos diversos aspectos da vida, seja econômica, social, política e cultural como também se instala na própria formação territorial (SANTOS, 2006b), a informação torna-se, por conseguinte, uma variávelchave dado a sua ascensão mundial como mercadoria; portanto, destacamos aqui a informação manipulada por grandes empresas especializadas e destinada à produção e a acumulação do capital. Atualmente, em função da importância que a informação adquire, podemos falar numa verdadeira revolução informacional, sendo que esta, conforme Lojkine (2002, p. 109), não se limita à estocagem e à circulação de informações codificadas sistematicamente pelos programas de computador ou difundidas pelos diferentes mass media. Ela é composta, principalmente, de informações estratégicas que assume funções de diversas naturezas: econômica, política, científica etc. (LOJKINE, 2002, p. 109). Raffestin, (1993, p. 203), por sua vez, considera que um dos trunfos do poder é hoje informacional, e a informática é um dos meios. O verdadeiro poder se desloca para aquilo que é invisível em grande parte, quer se trate de informação política, econômica, social ou cultural. Ainda segundo esse autor, É relativamente fácil conhecer os fluxos de homens e de bens nas redes rodoviárias, ferroviárias, navegáveis e aéreas. Desta forma libera-se às claras os dados sobre a circulação: é a seqüência liberal da estratégia do poder. Por outro lado, só se libera muito pouca coisa sobre a comunicação da informação, pois é bem mais fácil dissimulá-la, escondê-la: é a seqüência totalitária da estratégia do poder. (RAFFESTIN, 1993, p.203). O grande negócio das empresas, que oferecem apoio à gestão dos grupos hegemônicos que atuam no contexto mundial de acirrada competitividade, é a informação estratégica. Portanto, o objetivo principal da pesquisa privada, como nos lembra Gorz (2005, p. 11), é quase sempre permitir à empresa que a realiza erguer um monopólio do conhecimento que lhe proporcione um rendimento exclusivo. O montante de rendimento previsto conta mais do que a utilidade social do conhecimento 4

5 alcançado. Para alcançar tal poder, as grandes empresas da informação buscam cada vez mais um uso corporativo do território, no qual as modernizações técnicas e informacionais são empreendidas sob o comando dos interesses de atores globais, em detrimento das necessidades da população local, (SANTOS, 1993). Portanto, concordamos com Silva (2001, p. 95) ao afirmar que, Não compreenderíamos os espaços da globalização se não nos voltássemos à investigação da variável informação. A análise constitucional do novo espaço geográfico nos revela a presença de sistemas de objetos e de sistemas de ações informacionais representativos da racionalidade de um novo sistema técnico (e de uma nova política). Dado a importância que a informação adquire na atual reorganização dos sistemas produtivos hegemônicos, podemos considerar essa variável como o motor da nova divisão territorial do trabalho. Como definiu Santos (2006b, p. 226), a informação, sobretudo ao serviço das forças econômicas hegemônicas e ao serviço do Estado, é o grande regedor das ações que definem as novas realidades espaciais. Por isso, reafirmamos a importância em compreender o papel dessa variável-chave no período contemporâneo, justamente por considerar que os seus usos diversos explicam, em parte, as desigualdades sociais dos lugares. Nesse sentido, para compreendermos o estatuto da informação no período atual, buscamos um melhor entendimento sobre o mercado da consultoria, composto por grandes firmas conhecedoras de modelos gerenciais e detentoras de um know-how que escapa à especialização produtiva das corporações (MANZONI NETO, 2007, p. 42). Essas empresas produtoras e difusoras de informação que se constituem atualmente como grandes firmas na área da consultoria datam do final do século XIX e início do século XX. A Inglaterra e os Estados Unidos são os principais locais do nascimento dessas empresas, as quais, nesse período, apresentavam como atividade principal os serviços de auditoria e hoje se tornaram grandes organizações que dominam os serviços de consultoria a nível planetário. Tais empresas atualmente compõem o grupo conhecido como big four que é formado pela Pricewaterhousecoopers, Deloitte Touche Tohmatsu, Ernst & Young e KPMG International. Esse grupo era denominado como Big Five até 2001 porque tinha como integrante a Arthur Andersen que, a partir de 2002, deixou de atuar no ramo por envolver-se em escândalo de grandes 5

6 proporções2. Essas empresas têm a sua gênese no processo de mundialização das organizações industriais, pois dos problemas advindos dessa expansão, surge à necessidade de serviços externos realizados por profissionais detentores de um conhecimento específico. Segundo Donadone (2001, p. 19), Impulsionados pelas mudanças nas legislações, quanto aos impostos e a normalização das relações entre setor financeiro e empresas, os consultores percorrem um interessante caminho, surgindo como auxílio externo para problemas específicos, e, depois, ganhando o status de alternativa legítima e referencial para a análise do desempenho da empresa. A ascensão dos serviços consultivos ocorre, principalmente, com a implementação de novos paradigmas produtivos e a complexização da produção na escala mundo a partir dos anos 1970; nesse momento as empresas de consultoria se afirmam como peça chave no atual modelo de acumulação capitalista. Hoje, as firmas de consultorias, segundo Silva (2001, p. 113), São atores centrais na trama global de produção e distribuição das informações produtivas. No Brasil é somente com o advento da industrialização nacional que haverá uma demanda efetiva por mercadorias organizacionais, isto é, uma demanda por aportes à racionalização dos negócios. E, hoje, o novo contexto político, que parece buscar no modelo da globalização novas formas de regulação da economia e do território, requalifica os conteúdos do sistema produtivo nacional, dinamizando ainda mais os circuitos produtivos de informações. No período atual, as informações produzidas e difundidas por grandes empresas de consultoria têm alcance planetário dado, entre outros fatores, ao grau de competitividade que as empresas enfrentam no contexto mundial. Tais firmas, segundo Donadone (2001, p. 30), apresentam-se como pólo dominante no mercado mundial da consultoria, influenciando tanto pela razão de ganho de escala, proporcionado pelo porte das empresas, quanto pela abrangência de sua área de atuação. Apresentamos abaixo (a 2 Em decorrência do caso Enron, a Arthur Andersen, em 07/03/2002, foi acusada formalmente por obstrução à Justiça, pelo fato de funcionários da referida firma de auditoria ter procedido à destruição de documentos e provas de sua conivência com as irregularidades provocadas por sua cliente. Tal fato gerou um colapso na empresa, não só em nível local (mercado norte-americano), como em nível mundial. Em 31/08/2002, a Arthur Andersen encerrou suas atividades como empresa de auditoria externa nos EUA. Nos demais países em que atuava, seus escritórios e profissionais foram absorvidos por firmas concorrentes, acabando assim a história da quase centenária grife Arthur Andersen (TEIXEIRA, 2010, p. 33). 6

7 partir das tabelas 1, 2, 3) dados referentes às quatro maiores empresas de consultoria do mundo. A partir desses dados podemos dimensionar o poder adquirido por essas empresas a nível mundial e no Brasil. Tabela 1 - Total de funcionários das quatro maiores consultoria no mundo e no Brasil (2011) BIG FOUR PWC DELOITTE EY KPMG Total no mundo Total no Brasil Fonte: Elaboração própria a partir dos dados disponíveis nos sites das empresas. Tabela 2 - Total de países onde as quatro maiores consultoria estão presentes (2011) BIG FOUR PWC DELOITTE EY KPMG Total de países Fonte: Elaboração própria a partir dos dados disponíveis nos sites das empresas Tabela 3 - Total de faturamento anual das quatro maiores consultoria no Mundo e no Brasil (2010) BIG FOUR PWC DELOITTE EY KPMG Total no mundo (bilhões de dólares) Total no Brasil (milhões de reais) Fonte: Elaboração própria a partir dos dados disponíveis nos sites das empresas 3. A consultoria Deloitte Touche Tohmatsu A empresa Deloitte Touche Tohmatsu Limited (DTTL) é uma sociedade privada limitada estabelecida no Reino Unido, não presta serviços3 a clientes e atua como coordenadora da rede de firmas-membro independentes entre si que operam sob o nome Deloitte. Cada uma das firmas-membros da DTTL constitui pessoas jurídicas distintas e separadas, que não compartilham obrigações entre si e são responsáveis por seus atos ou omissões. Essa empresa que tem a sua a gênese no final do século XIX, sofreu a última fusão no ano de 1989 que veio a formar a atual Deloitte Touche Tohmatsu Limited. As firmas-membro da DTTL estão presentes em 150 países e prestam serviços profissionais 3 São as firmas-membro da cooperativa Deloitte e que operam sob essa marca; são as que prestam serviços aos seus clientes. 7

8 nas áreas de auditoria, consultoria, assessoria financeira, gestão de riscos e consultoria tributária. Entre 2002 e 2011, o total do faturamento da rede global Deloitte saltou de aproximadamente 12 para 29 bilhões de dólares. É interessante observar que, segundo Donadone (2001), o processo de fusão e aquisição de empresas que ocorre no Brasil a partir dos anos noventa abre espaço para as ações das grandes consultorias, no entanto, as maiores empresas desse ramo já haviam passado por esse processo antes da década de noventa como uma estratégia de fortalecimento da sua rede a nível mundial. A partir do organograma abaixo apresentamos de forma simplificada as etapas que, por meio de fusões e aquisições, deram origem à atual Deloitte Touche Tohmatsu. Fonte: Elaboração própria a partir de Donadone (2001) e informações disponíveis no site: <http://www.deloitte.com/view/pt_br/br/index.htm> Nos gráficos abaixo (figuras 1 e 2), podemos observar a evolução da receita global da rede Deloitte no período de 2005 a 2012, com uma pequena redução da receita no ano fiscal de , em função crise econômica mundial. Porém, quando analisamos o faturamento por serviços prestados pela empresa, nota-se que o único setor que apresenta crescimento contínuo é o da consultoria. Podemos destacar a importância crescente da informação estratégica, mesmo em momento de crise econômica, uma vez que o ajuste das grandes organizações às crises sucessivas tem sido feito, em grande medida, nos escritórios das agências de consultoria (SILVA, 2009, p. 11) 8

9 Figura 1 Receita anual da rede global da Deloitte ( ) Fonte: Elaboração própria a partir das informações disponíveis em: Annual Report, ( ) Figura 2 Receita anual da rede global da Deloitte por função ( ) Fonte: Elaboração própria a partir das informações disponíveis em: Annual Report, ( ) Os resultados anteriormente apresentados ilustram a importância crescente dos serviços informacionais no atual período, tendo em vista o crescimento vertiginoso de capitais adquirido pelas maiores empresas do mercado da consultoria, já constatado em outros estudos (TEIXEIRA, 2010, SANTOS, 2011). 9

10 4. A topologia da Deloitte no país e a rede urbana brasileira A história da empresa Deloitte no Brasil está relacionada ao início do processo de ocupação do interior do país e o projeto de instalação de ferrovias no final do século XIX e começo do século XX, voltado principalmente para o escoamento da produção cafeeira, importante atividade econômica do país naquele período. Em 1911, a Deloitte se instalou no Rio de Janeiro para auditar as companhias ferroviárias britânicas que se estabeleceram no país. Depois do Rio de Janeiro, a empresa Deloitte foi estabelecendo seus escritórios em importantes centros econômicos brasileiros (conforme pode ser observado nas tabelas 4 e 5), à medida que o país integrava o seu território e se fortalecia nas relações econômicas globais. Hoje, a empresa possui 11 escritórios no território nacional, presentes nas cidades de São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Curitiba, Fortaleza, Joinville, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Recife e Salvador. Este seleto grupo de cidades apresenta, pois, alta densidade informacional, uma vez que são cidades dotadas de objetos técnicos, de informação e comunicação indispensáveis ao processo produtivo dominante e à circulação dos agentes hegemônicos e dos produtos (SANTOS, 1993; 2006b). Nesse sentido, tais centros urbanos se constituem enquanto verdadeiros pólos de atração das empresas detentoras de conteúdos altamente tecnológicos e de serviços especializados. Tabela 4 A origem e a evolução da Deloitte no território brasileiro Ano/período Fatos 1911 A Deloitte chegou ao Brasil para auditar as companhias ferroviárias britânicas que atuavam no país naquela época A Deloitte abriu um escritório no Recife A Deloitte se instalou na cidade de São Paulo A empresa expandiu suas ações regionalmente, em 1975 inaugurou o escritório de Salvador. A Deloitte ampliou as suas ações no Brasil, estabelecendo escritórios 1990 nas cidades de Belo Horizonte, Curitiba, Brasília, Campinas e Porto Alegre. Nessa década a Deloitte procurou ampliar rapidamente suas operações, em especial a partir de 2002 com a aquisição de parte da Arthur Andersen, que deixou de atuar no ramo A Deloitte completou 100 anos de atuação no Brasil. Fonte: Elaboração própria a partir de informações disponíveis no site da empresa Deloitte e do 10

11 Jornal Valor Econômico. Tabela 5 Presença de escritório da Deloitte em cidades brasileiras por Região Político-Administrativa (2012) Regiões Político-Administrativas do Brasil Norte Nordeste Centro-Oeste Cidades brasileiras que possui escritório da Deloitte Fortaleza, Recife e Salvador Brasília Sudeste São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Campinas. Sul Porto Alegre, Curitiba, Joinville. Fonte: Elaboração própria a partir de informações disponíveis em: É importante observar na tabela acima a ausência de escritório da empresa Deloitte na região Norte e, ao mesmo tempo, a presença de escritórios em cidades da região Sul e Sudeste que não são capitais; particularmente em Santa Catarina é interessante notar que o único escritório que a empresa possui no estado não está presente na capital, provavelmente em função da importância industrial apresentada pela região de Joinville. É notável também a primazia do estado de São Paulo, sendo o único que possui escritório na capital e numa outra cidade do estado (Campinas), além disso, é na cidade de São Paulo que está localizado o principal escritório da empresa Deloitte no Brasil. Podemos considerar que há uma seletividade estratégica da rede de escritórios da firma-membro Deloitte no Brasil, que certamente tem grande influência nos resultados da sua receita, uma vez que nos últimos anos a empresa apresentou um crescimento significativo em seu faturamento no país, passando de aproximadamente 380 milhões de reais em 2005 para 930 milhões de reais no ano fiscal4 de Destaca-se ainda a evolução do número de funcionários que saltou de 2.600, em 2006, para aproximadamente profissionais de consultoria e auditoria atuando no país no ano de Figura 3 Receita anual da Deloitte no Brasil ( ) 4 A empresa considera o ano fiscal o período entre o mês de junho do ano anterior e maio do ano seguinte. 11

12 Fonte: Elaboração própria a partir de informações disponíveis no site da empresa Deloitte e do Jornal Valor Econômico. Figura 4 Evolução do número de profissionais da Deloitte no Brasil ( ) Fonte: Elaboração própria a partir de informações disponíveis no site da empresa Deloitte e do Jornal Valor Econômico. A partir de um mapeamento é possível observar que a rede de escritórios das empresas líderes do setor da consultoria já está presente praticamente em todas as metrópoles brasileiras e em outros centros urbanos mais dinâmicos do país. Assim, a produção e a difusão da informação se complexiza e se torna elemento importante na compreensão da divisão territorial do trabalho. Para a análise da evolução do setor da 12

13 consultoria nas principais cidades brasileiras, realizamos um mapeamento da conformação dos escritórios da empresa Deloitte no território nacional, desde a sua chegada ao país, no início do século XX, até o presente. No mapeamento da topologia da Deloitte apresentado a seguir observa-se que a empresa se instalou inicialmente na cidade do Rio de Janeiro, capital do país naquele período e também na cidade de Recife-PE, que já era um importante centro econômico da região Nordeste. Em meados do século XX, destaca-se a presença da empresa na cidade de São Paulo, uma vez que foi na década de 1950 que a Deloitte transferiu a sua sede, isto é, o seu escritório com as principais funções para a metrópole paulista, já sinalizando a importância de São Paulo enquanto centro de gestão econômica do território, assim como a sua primazia nas atividades de serviços especializados frente à cidade do Rio de Janeiro que deixa de ser capital do país na década seguinte. A partir da década de 1980, é notável a expansão da rede de escritórios da empresa Deloitte para as grandes regiões brasileiras, exceto a região Norte. É nesse período, em especial a partir da década de 1990 que as empresas do setor da consultoria intensificam as ações no território brasileiro em função, principalmente, da abertura da economia nacional. Por fim, é possível identificar a conformação da rede de escritórios da Deloitte no Brasil, nessa última década, nos principais centros econômicos do território, isto é, há uma correlação entre a atual topologia da empresa e as principais cidades polarizadoras da rede urbana brasileira (conforme a metodologia do estudo REGIC, 2007). Verificamos assim, um uso seletivo do território que segue a lógica dos grupos hegemônicos, isto é, ocupam apenas os lugares mais dinâmicos que apresentam garantias de um retorno econômico graças às infraestruturas e fluidez disponíveis. Os estudos sobre a rede de informações das grandes empresas de consultoria no Brasil revelam que há um reforço à metropolização e, em particular, de consolidação da região concentradora das modernizações (SILVA, 2001, 2009; MANZONI NETO, 2007; FARIAS, 2008; TEIXEIRA, 2010, SANTOS, 2011). Neste sentido, podemos falar em rarefações e densidades da informação produtiva segundo as macro-regiões brasileiras reforçando a histórica desigualdade da formação socioespacial. Mapa 1 - Evolução da rede de escritórios da empresa Deloitte no território Brasileiro 1911 a

14 Mapa 2 Rede Urbana Brasileira

15 Fonte: IBGE, Regiões de Influência das Cidades, 2007 Os círculos de informações reforçam a fluidez seletiva do território e o Estado tem um papel de destaque nesse processo como provedor das infraestruturas necessárias na articulação entre as topologias empresariais presentes nas cidades polarizadoras da rede urbana brasileira. Portanto, concordamos com Santos & Silveira (2001, p. 172) ao afirmar que, À medida que o território brasileiro se torna fluido, as atividades econômicas modernas se difundem e uma cooperação entre as empresas se impõe, produzindo-se topologias de empresas de geometria variável, que cobrem vastas porções do território, unindo pontos distantes sob uma mesma lógica particularista. De alcance global, essas empresas pautam seus comportamentos por parâmetros planetários. Os sistemas de infraestruturas que permitem essas ligações foram feitos, na maior parte das vezes, com recursos públicos, mas seu uso privado autoriza a falar de privatização do território. Assim, tem-se que analisar a formação da rede urbana brasileira e sua dinâmica 15

16 atual para alcançar o entendimento da morfologia das grandes empresas da informação no território nacional. Estas organizam as suas redes como verdadeiros tentáculos capilarizando as áreas econômicas mais dinâmicas do país em função de interesses, na maioria das vezes, planetários. A morfologia dos mapas anteriormente apresentados demonstra os critérios seletivos utilizados na escolha das cidades para a localização dos escritórios dessas empresas que necessitam de um forte aparato técnico e informacional. Este está presente nos nós mais dinâmicos e nas áreas mais densa da rede urbana, isto é, são lugares privilegiados capazes de responder as demandas do atual período da globalização. 5. O centro de comando de São Paulo Para Santos (1994. p. 17), São Paulo é uma metrópole onipresente em todo o território nacional, sendo também o lugar em que são mais fortes e significativas as relações internacionais. Tal importância da metrópole paulista é marcada pela presença de centros de decisão de grandes empresas. Como foi apontado anteriormente, é nessa cidade que está localizado o principal escritório da empresa Deloitte no Brasil, no qual está presente a presidência da firma-membro no país e as principais lideranças das práticas de negócios consultoria, auditoria, assessoria financeira, gestão de riscos e consultoria tributária. Para Santos & Silveira (2001, p. 210), São Paulo, metrópole brasileira, já não tem o seu papel metropolitano definido por ser uma capital industrial, mas por ser uma capital relacional, o centro que promove a coleta das informações, as armazena, classifica, manipula e utiliza a serviço dos atores hegemônicos da economia, da sociedade, da cultura e da política. Por enquanto, é São Paulo que absorve e concentra esse papel no poder decisório. Os estudos realizados sobre os círculos de informação no território brasileiro têm apontado a permanência e conformação da cidade de São Paulo, a partir da segunda metade do século XX, como centro informacional do país, dado a presença de importantes agentes globais e nacionais produtores e difusores de informações estratégicas. Destacamos aqui os estudos e contribuições de Silva (2001) sobre as principais empresas de informação financeira, de negócios, tecnológica, de notícias, dentre outras. Vale destacar também o estudo de Dias (2008) sobre a publicidade na cidade de São Paulo; Teixeira (2010) sobre a consultoria Pricewaterhousecoopers; a 16

17 rede KPMG estudada por Santos (2011), o estudo de Gomes (2012) sobre o Grupo Ibope; Esses estudos apontam que o centro de gestão dessas grandes empresas está localizado na cidade de São Paulo, o que dá a metrópole o comando econômico do país, tornando-a presente em todo território brasileiro. Nesse sentido, podemos falar numa dissolução da metrópole apontada por Santos (1993; 1994b) como a presença simultânea e instantânea da metrópole em todos os lugares do país. A partir da pesquisa realizada sobre a rede Deloitte, verificamos que além de a metrópole paulista acolher o principal escritório da empresa, o estado de São Paulo se destaca por ser único estado que possui mais de um escritório, este está localizado na cidade de Campinas e ocupa a terceira posição em termos de importância dos negócios e do número de funcionários, depois de São Paulo e Rio de Janeiro que está em segundo lugar, (DELOITTE, 2012). Assim, podemos observar que importantes cidades do interior do estado não apenas acolheram indústrias que saíram da metrópole, mas se tornaram centros produtores e, sobretudo, difusores, de informação. Os estudos de Lencioni (2004) sobre as atividades urbanas no território paulista aponta que as metamorfoses na indústria e no urbano tiveram como um dos seus pilares a revolução da informação e da comunicação que passou a desenhar no espaço uma miríade de fluxos imateriais aproximando os lugares e realizando a reprodução do capital (Lencioni, 2004, p. 76). Ainda segundo essa autora, tais fluxos alteraram a relação entre as cidades, pois cada vez mais vale mais a intensidade da conexão entre os lugares do que a proximidade entre eles. Como conseqüência desses processos, o território paulista se apresenta como um território-rede. (LENCIONI, 2004, p. 76). 6. Considerações finais Nesse trabalho buscamos analisar o papel relevante que a informação assume na atual reorganização do território, tendo como base uma lógica econômica que privilegia espaços estratégicos aptos a reestruturação produtiva e espacial que atenda às necessidades do capital hegemônico. Nesse processo, os grandes centros urbanos são os mais beneficiados, especialmente algumas metrópoles. Como afirma Bacelar (2004, p. 28), o desenvolvimento recente reanima forças centrípetas de articulação metropolitana que atestam a lógica espacial predominante do sistema econômico mundial. Ainda segundo essa autora, a tendência à concentração de meios de produção e força de 17

18 trabalho em determinados pontos do território é motivada pelas circunstâncias que se vão impondo na dinâmica do jogo do mercado e das políticas públicas (BACELAR, 2004, p. 28). Constatamos a partir dos dados levantados ao longo do estudo um crescimento vertiginoso na receita da empresa investigada tanto na escala mundo como no Brasil. Isso é resultado da competitividade que se acirra entre os grupos hegemônicos, portadores de necessidades de informações precisas e estratégicas na tomada de decisão dos seus negócios, bem como da seletividade dos lugares para a implantação da sua rede de escritórios - uma vez que a sua presença se dá nas áreas mais densamente urbanizadas e tecnificadas. Assim, concordamos com Corrêa (1994, p. 8), ao afirmar que a rede urbana um conjunto de centros funcionalmente articulados -, tanto nos países desenvolvidos como subdesenvolvidos, reflete e reforça as características sociais e econômicas do território, sendo uma dimensão sócio-espacial da sociedade. Esse autor ainda lembra que as numerosas diferenças entre as redes urbanas dos países desenvolvidos, entre as dos subdesenvolvidos, e entre ambas, não são nenhuma anomalia, mas expressão da própria realidade em sua complexidade. (CORREA, 1994, p. 8). Observa-se, que as diferenças na configuração da rede urbana dos países centrais em relação aos subdesenvolvidos não é um fator que impeça a expansão das ações dessas empresas detentoras de serviços altamente especializados. Como foi constatada ao longo da pesquisa, embora a maior parte da receita da Deloitte ainda pertença aos países desenvolvidos, nos últimos anos os países periféricos apresentaram um importante resultado no faturamento da empresa. Para alcançar tal sucesso, entre outras estratégias desses grupos, está a escolha na sua localização, uma vez que sempre operam em centros urbanos de importância regional, nacional ou que possuem relações planetárias. Segundo Arroyo (2006), a hierarquização entre os lugares está relacionada à diferença na circulação do excedente, sendo que o uso deste é comandado ora pelas empresas ora pelo Estado, este último, segundo a autora, muitas vezes representa aquelas, e não a sociedade como um todo. Essa hierarquia, portanto, está em permanente mudança, em função das estratégias definidas por esses agentes, ao passo que a procura de lugares mais rentáveis por parte das empresas será uma constante. (ARROYO, 2006, p. 77). Nesse contexto, São Paulo se destaca no território nacional desde o pós-guerra como principal centro acolhedor dos serviços especializados em função de seu passado industrial e de seu aporte técnico e intelectual, o que assegura a 18

19 sua primazia no país, além de se destacar como nó nas relações globais. O estudo geográfico através das ações das grandes consultorias no Brasil permite entender um pouco mais sobre a modernização seletiva do território voltada, especialmente, aos interesses hegemônicos. Portanto, em função da intensificação das ações dessas empresas no país, podemos dizer que são atores elementares no processo de urbanização corporativa (SANTOS, 1993), o qual constitui um receptáculo das conseqüências de uma expansão capitalista devorante dos recursos públicos, uma vez que estes são orientados para os investimentos econômicos, em detrimento dos gastos sociais, (SANTOS, 1993, p. 95). Daí a necessidade de reflexão sobre ação corporativa dessas empresas, influindo no planejamento territorial para atender os imperativos da acumulação capitalista na fronteira do século XXI. Referências bibliográficas ARROYO, M. M. Dinâmica territorial, circulação e cidades médias. In: SPOSITO, E. S; SPOSITO, M. E. B; SOBARZO, O. (orgs.) Cidades médias: produção do espaço. 1.ed. São Paulo: Expressão Popular, BACELAR, T. et al. Política Nacional de Desenvolvimento Regional: Uma Proposta para Discussão. In: LIMONAD, E., HAESBAERT, R. e MOREIRA R. (Orgs.) Brasil, Século XXI por uma nova regionalização? Processos escalas, agentes/organizadores. São Paulo: Max Limonad, CORRÊA, R. L. A Rede Urbana. São Paulo, Ática, DIAS, P. S. Território e Informação: o circuito da produção publicitária na cidade de São Paulo. Dissertação de Mestrado, Instituto de Geociências, Unicamp, Campinas DONADONE, J. C. Os Hunos já chegaram! Dinâmica organizacional, difusão de conceitos gerenciais e a atuação das consultorias Tese de Doutorado, Departamento de Engenharia de Produção. Universidade de São Paulo, São Paulo, FARIAS, H. C. O BNDES e as Privatizações no Uso do Território Brasileiro. Dissertação de Mestrado, Instituto de Geociências, Unicamp, Campinas GORZ, A. O imaterial: conhecimento, valor e capital. São Paulo: Annablume, IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Região de Influência de Cidades Rio de Janeiro, LENCIONI, S. Novos rumos e tendências da urbanização e a industrialização no Estado 19

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