PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO TÉCNICO SUBSEQUENTE EM AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL

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1 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA GOIANO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO TÉCNICO SUBSEQUENTE EM AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL TRINDADE GO Janeiro, 2015

2 PRESIDENTE DA REPÚBLICA Dilma Rousseff MINISTRO DA EDUCAÇÃO Cid Gomes SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA SUBSTITUTO Marcelo Machado Feres REITOR DO INSTITUTO FEDERAL GOIANO Vicente Pereira de Almeida PRÓ-REITOR DE ENSINO Virgílio José Tavira Erthal DIRETOR DE IMPLANTAÇÃO CÂMPUS TRINDADE Julio Cézar Garcia GERÊNCIA DE ENSINO Fabiano José Ferreira Arantes COORDENAÇÃO DE ENSINO Natalia Carvalhaes de Oliveira COORDENADOR DO CURSO DE AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL Adson Silva Rocha ELABORAÇÃO DO PROJETO PORTARIA N. 155/2014 Julio Cézar Garcia Fabiano José Ferreira Arantes Natalia Carvalhaes de Oliveira Adson Silva Rocha Geraldo Pereira da Silva Junior Sandra Zago Falone Aliane de Assis Ramos Valéria Alves de Lima Daniela Costa Custódio Maria Alessandre de Sousa

3 APRESENTAÇÃO O presente documento constitui-se do projeto pedagógico do Curso Técnico de Nível Médio em Automação Industrial, na forma subsequente, presencial, referente ao eixo tecnológico de Controle e Processos Industriais do Catálogo Nacional de Cursos Técnicos. Este projeto pedagógico de curso se propõe a contextualizar e definir as diretrizes pedagógicas para o respectivo curso para o Instituto Federal Goiano Câmpus Trindade, destinado a estudantes que já tenham concluído o ensino médio. Consubstancia-se em uma proposta curricular baseada nos fundamentos filosóficos da prática educativa progressista e transformadora, nas bases legais do sistema educativo nacional e nos princípios norteadores da modalidade da educação profissional e tecnológica brasileira, explicitados na LDB nº 9.394/96 e atualizada pela Lei nº /08, bem como nas resoluções e decretos que normatizam a Educação Profissional Técnica de Nível Médio no sistema educacional brasileiro e demais referenciais curriculares pertinentes a essa oferta educacional. Estão presentes como marco orientador desta proposta, as decisões institucionais explicitadas no Projeto Político-Pedagógico, traduzidas nos objetivos, na função social desta instituição e na compreensão da educação como uma prática social. Em consonância com a função social do IF Goiano, esse curso se compromete a promover formação humana integral por meio de uma proposta de educação profissional e tecnológica que articule ciência, trabalho, tecnologia e cultura, visando à formação do profissional-cidadão crítico-reflexivo, competente técnica e eticamente e comprometido com as transformações da realidade na perspectiva da igualdade e da justiça Social. A educação profissional técnica de nível médio tem por finalidade formar técnicos de nível médio para atuarem nos diferentes processos de trabalho relacionados aos eixos tecnológicos com especificidade em uma habilitação técnica, reconhecida pelos órgãos oficiais e profissionais. Este documento apresenta os pressupostos teóricos, metodológicos e didático-pedagógicos estruturantes da proposta do curso em consonância com os Regimentos Institucionais. Em todos os elementos estarão explicitados

4 princípios, categorias e conceitos que materializarão o processo de ensino e de aprendizagem destinados a todos os envolvidos nesta práxis pedagógica.

5 SUMÁRIO 1. HISTÓRICO DA INSTITUIÇÃO JUSTIFICATIVA CARACTERÍSTICAS DO CURSO Área do Conhecimento/Eixo Tecnológico Nível Modalidade Carga Horária Total Duração Prevista Tempo de Integralização do curso Habilitação Periodicidade de Oferta e Vagas Turno Local de Funcionamento REQUISITOS DE ACESSO ORGANIZAÇÃO CURRICULAR OBJETIVO DO CURSO Objetivos Específicos PERFIL PROFISSIONAL MATRIZ CURRICULAR Do ensino à distância COMPONENTES CURRICULARES E EMENTAS º Período º Período º Período ATIVIDADES ACADÊMICAS Estágio Supervisionado Atividades Complementares AVALIAÇÃO Avaliação do Processo Ensino-Aprendizagem Conclusão do Curso (Certificados e diplomas) Avaliação da Qualidade do Curso DOCENTES... 47

6 12.1. Coordenador Docentes INFRAESTRUTURA Gabinete de trabalho para os Professores Sala de Professores Sala de Aula Sala de coordenação Laboratórios Biblioteca Atendimento as pessoas portadores de necessidades específicas e/ou de mobilidade reduzida Recursos Audiovisuais Área de Lazer e circulação Serviços REFERÊNCIAS... 52

7 1. HISTÓRICO DA INSTITUIÇÃO O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano foi criado pela Lei nº , de 28 de dezembro de 2008, fruto do reordenamento e expansão da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica. De acordo com o disposto na Lei, o Instituto Federal Goiano (IF Goiano) integrou os antigos Centros Federais de Educação Tecnológica (CEFETs) de Rio Verde, Urutaí e sua respectiva Unidade de Ensino Descentralizada UNED de Morrinhos, bem como a Escola Agrotécnica Federal de Ceres (EAFCE) todos provenientes de antigas escolas agrícolas. Em 29 de dezembro de 2008 nasce o Instituto Federal Goiano (IF Goiano), criado por meio da Lei , juntamente com outros 37 Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia. Atualmente, o IF Goiano tem sua Reitoria instalada em Goiânia e os câmpus em funcionamento estão localizados nas cidades de Ceres, Iporá, Morrinhos, Rio Verde e Urutaí. Além destes já em funcionamento, alguns câmpus avançados nas cidades de Catalão, Cristalina e Hidrolândia e uma Unidade de Extensão de Ipameri. O IF Goiano está em fase de implantação dos Câmpus: Posse, Campos Belos e Trindade. Em agosto de 2011 foi anunciada pela Presidenta Dilma Rousseff a fase III da expansão da rede federal de educação, que contemplaria 25 municípios com câmpus dos Institutos e Universidades Federais. No Estado de Goiás, foram contemplados cinco municípios, sendo dois para Instituto Federal Goiás e três para o Instituto Federal Goiano, dentre eles o Câmpus Trindade. O Câmpus Trindade do IF Goiano então se inicia com a assinatura do Termo de Compromisso de doação da área de construção pela Prefeitura de Trindade em setembro de O início da obra de construção ocorreu em 2012, com um projeto dividido em duas etapas. Atualmente encontra-se em fase final de construção da 1º etapa, a qual tem encerramento previsto no limiar de novembro de Apesar da obra ainda em andamento, a equipe de implantação iniciou o trabalho de pesquisa de demanda para cursos técnicos em 2013 e, a partir desses dados, a equipe pedagógica iniciou, no início de 2014, o processo de redação dos projetos pedagógicos dos cursos definidos como prioritários para oferta e previsão de áreas de atuação (Figura 1).

8 Figura 1 Representação das áreas de atividade previstas para o câmpus Trindade. 2. JUSTIFICATIVA O avanço do conhecimento científico e tecnológico nas ultimas décadas possibilitaram a existência de transformações estruturais modificando o modo de vida das relações sociais e do trabalho da sociedade global. Essas mudanças passam a exigir novas demandas nas instituições responsáveis pela formação profissional dos cidadãos. Através do aperfeiçoamento industrial tecnológico nos últimos 30 anos, o processo de automação industrial tem-se tornado de extrema importância nos setores de produção. Entende-se por automação industrial a realização de tarefas de forma automática onde o esforço do homem, mental e físico, é substituído por equipamentos eletromecânicos que são conduzidos através de recursos computacionais. Nesse cenário, amplia-se a necessidade e a possibilidade de formar pessoas capazes de lidar com o avanço da ciência e da tecnologia, prepará-los para se situar no mundo contemporâneo e dele participar de forma proativa na sociedade e no mundo do trabalho.

9 Trindade é um município que pertence a Microrregião de Goiânia, emancipado da capital desde 1943, que tem como vizinhos limítrofes as cidades de Abadia de Goiás, Avelinópolis, Caturaí, Campestre de Goiás, Goiânia, Goianira, Guapó e Santa Bárbara de Goiás. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE 2013), sua população ultrapassa 113 mil habitantes. Segundo a Secretaria Estadual de Gestão e Planejamento (SEGPLAN ), atualmente o município representa uma das maiores forças do Estado no setor de confecções, produção de bebidas e negócios para eventos, com investimentos crescentes na rota do Divino Pai Eterno devido ao forte Turismo religioso, já que é considerada a capital católica do Estado. Além desses setores já consolidados, o município passa por transformações do ponto de vista socioeconômico, uma vez que com o desenvolvimento do município, há uma demanda crescente por mão de obra qualificada, seja nos setores ora apresentados, como também no setor de automação industrial. Levando em consideração que o número de empresas cadastradas na cidade de Trindade aumentou, nos últimos 8 anos, cerca de 30 por cento (IBGE 2012) e que o curso de automação industrial será o único ofertado no estado de Goiás, então sua oferta no câmpus Trindade tem demanda garantida, pois facilitará o acesso a uma formação técnica de qualidade, ampliando o número de profissionais capacitados em nesta área no estado de Goiás. Desde 2012 o governo federal vem investindo milhões nas áreas de formação de profissionais para atuar nas áreas de automação industrial, petróleo e gás, mineração, mecatrônica, manutenção de aeronaves, eletrônica, indústria naval e computação. Esses investimentos para a ampliação do quadro de mão de obra qualificada, hoje carentes em nosso país, são primordiais para uma indústria forte e competitiva, garantindo o crescimento do país e a criação de oportunidades de trabalho. Ainda de acordo com dados do IBGE, Trindade e cidades circunvizinhas, exceto Goiânia, possuem 35 escolas públicas estaduais que oferecem ensino fundamental de segunda fase, pré-requisito para ingresso no curso técnico integrado ao ensino médio, conforme apresentado na Tabela 1.

10 Tabela 1. Número de escolas e matrículas no ensino fundamental de municípios circunvizinhos a Trindade. Cidades N de Escolas Estaduais de nível fundamental N de Matrículas Trindade Abadia de Goiás Avelinópolis Caturaí Campestre de Goiás Goianira Guapó Santa Bárbara Total Fonte: IBGE Cidades. Disponível em: Acesso em: 06 mai CARACTERÍSTICAS DO CURSO 3.1. Área do Conhecimento/Eixo Tecnológico Conforme o Catálogo Nacional dos Cursos Técnicos (CNCT), do Ministério da Educação, o curso proposto está vinculado a área do conhecimento Engenharia Elétrica e ao eixo tecnológico Controle de Processos Industriais Nível Nível Médio Técnico Subsequente 3.3. Modalidade O curso será ministrado da modalidade presencial Carga Horária Total Ensino 1.212,2 horas Atividades complementares - Estágio Supervisionado 150 horas Carga Horária Total 1.362,2 horas

11 3.5. Duração Prevista 3 semestres (1 ano e meio) 3.6.Tempo de Integralização do curso Mínimo Máximo 3 semestres 5 semestres 3.7. Habilitação Técnico de nível médio em Automação Industrial 3.8. Periodicidade de Oferta e Vagas O Câmpus Trindade realizará uma oferta anual deste curso, com 40 (quarenta) vagas por turma Turno O curso será realizado em turno noturno Local de Funcionamento O curso será ofertado na sede do IF Goiano - Câmpus Trindade, situado a Avenida Wilton Monteiro da Rocha, S/N, Setor Cristina II, CEP REQUISITOS DE ACESSO O ingresso do aluno ocorrerá conforme os artigos 18º ao 33º do Regulamento dos Cursos da Educação Profissional Técnica de Nível Médio do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia aprovado na resolução nº 002/2014 de 20 de janeiro de O candidato poderá ingressar nos cursos de Educação Profissional Técnica de Nível Médio através de: processo seletivo; reingresso; transferência externa; transferência interna; transferência ex-ofício; portador de diploma; convênio, intercâmbio ou acordo cultural; matrícula especial/disciplina isolada.

12 5. ORGANIZAÇÃO CURRICULAR Para a organização do currículo para o curso técnico em Automação Industrial de nível médio, modalidade subsequente, foram utilizadas como parâmetros legais as leis, resoluções, regulamentos, entre outros documentos, referentes ao ensino médio e educação profissional. Entre eles estão os anteriormente citados, as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio e Educação Profissional de Nível Técnico, Decreto n 5.154/04, Projeto Pedagógico do IF Goiano e demais regulamentos institucionais em vigência. Este curso será ofertado em regime semestral, com a matriz curricular organizada por disciplinas. Cada disciplina será oferecida também em regime semestral, com a sua respectiva carga horária especificada na matriz. Além das disciplinas, como requisito obrigatório para a integralização do curso, o aluno deverá cumprir a carga horária especificada de estágio supervisionado. Também fazem parte das atividades curriculares, quando previstas pelo professor e visando aprimorar o processo de ensino e aprendizagem, ações extraclasse, tais como participação em palestras, conferências, exposições, visitas técnicas, realização de trabalhos práticos, pesquisas, entre outras. 6. OBJETIVO DO CURSO Oferecer educação profissional técnica em Automação Industrial, na modalidade subseqüente, com o propósito de formar profissionais éticos, empreendedores e competentes, com uma consideração geral sobre o processo produtivo automatizado e uma alta capacidade de controle, preparação e diagnóstico de falhas por processo automatizado Objetivos Específicos Compreende como objetivos específicos do Catálogo Nacional de Cursos técnicos: a) Atuar no projeto, execução, instrumentação e instalação de sistemas de controle e automação utilizados nos processos industriais;

13 b) Realizar a manutenção, medições e testes em equipamentos utilizados em automação de processos industriais; c) Programar, operar e manter sistemas automatizados, respeitando normas técnicas e de segurança. 7. PERFIL PROFISSIONAL Ao término do curso o egresso portador do diploma de Técnico de Nível Médio em Automação Industrial deverá atuar na detecção de falhas e manutenção básica dos sistemas mecânicos de máquinas e equipamentos. Também deverá ser capaz de detectar falhas e manutenção básica dos sistemas eletromecânicos e de programação de máquinas e equipamentos. Além das habilidades citadas, o egresso será apto a atuar em atividades de manutenção com identificação, localização e correção de falhas e defeitos em máquinas, equipamentos, aparelhos e outros componentes do sistema de automação industrial. Estará habilitado a adaptar programas para processos de fabricação e realização de montagens e atualizações em sistemas de automação de processos industriais.

14 8. MATRIZ CURRICULAR ID 1º Período CHS CHT-HA CHT Presenciais Distância Total Presenciais Distância Total 1 Desenho Técnico 4 0,8 4, ,7 13,9 83,6 2 Eletricidade I 2 0,4 2, ,8 7 41,8 3 Gestão Estratégica 2 0,4 2, ,8 7 41,8 4 Mecânica de Equilíbrio de Corpos Rígidos 2 0,4 2, ,8 7 41,8 5 Mecânica dos Fluídos 2 0,4 2, ,8 7 41,8 6 Organização e Segurança do Trabalho 2 0,4 2, ,8 7 41,8 7 Relações Quantitativas Aplicadas à Área Industrial 2 0,4 2, ,8 7 41,8 8 Sistemas de Manutenção 2 0,4 2, ,8 7 41,8 9 Técnicas Digitais 2 0,4 2, ,8 7 41,8 TOTAL ,3 69,7 418 ID 2º Período CHS CHT-HA CHT Presenciais Distância Total Presenciais Distância Total 1 Desenho Auxiliado por Computador 2 0,4 2, ,8 7 41,8 2 Eletricidade II 3 0,6 3, ,3 10,5 62,7 3 Eletrônica Analógica 3 0,6 3, ,3 10,5 62,7 4 Hidráulica e Pneumática 2 0,4 2, ,8 7 41,8 5 Laboratório de Manutenção e Comandos Elétricos 2 0,4 2, ,8 7 41,8 6 Mecanismos Industriais 2 0,4 2, ,8 7 41,8 7 Programação 2 0,4 2, ,8 7 41,8 8 Redes e Protocolos Industriais 2 0,4 2, ,8 7 41,8 9 Resistência dos Materiais 2 0,4 2, ,8 7 41,8 TOTAL ,3 69,7 418

15 ID 3º Período CHS CHT-HA CHT Presenciais Distância Total Presenciais Distância Total 1 Controladores Lógicos Programáveis 2 0,4 2, ,8 7 41,8 2 Controle de Processos 3 0,6 3, ,3 10,5 62,7 3 Eletrônica Digital 2 0,4 2, ,8 7 41,8 4 Instrumentação Industrial 2 0,4 2, ,8 7 41,8 5 Laboratório de Instrumentação Industrial 2 0,4 2, ,8 7 41,8 6 Microcontroladores e Microprocessadores 3 0,6 3, ,3 10,5 62,7 7 Robótica Industrial, CNC e CIM 4 0,8 4, ,7 13,9 83,6 TOTAL 18 3,6 21, ,5 62,7 376,2 CARGA HORÁRIA TOTAL DE ENSINO 1010,17 PRESENCIAL CARGA HORÁRIA TOTAL DE ENSINO À 202,033 DISTÂNCIA CARGA HORÁRIA TOTAL DE ENSINO 1212,2 CARGA HORÁRIA DE ESTÁGIO 150 CARGA HORÁRIA TOTAL 1362,2

16 Legenda: CHS: Carga Horária Semanal CHT: Carga Horária Total CHT_HA: Carga Horária Total Hora/Aula O valor apontado na carga horária semestral (CHT) foi obtido através do seguinte cálculo: CHT NS CHS, onde NS - número de semanas Em NS foram contabilizadas 19 semanas. A carga horária total da disciplina foi obtida através do seguinte cálculo: 55 CHT _ HA CHT 60 Sendo que 20% de CHT_HA destinam-se à distância Do ensino à distância O presente Projeto Pedagógico prevê que, dentro da carga horária total de cada disciplina, sejam contemplados momentos para atividades não presenciais, respeitando o disposto no Capítulo III, Artigo 26, Parágrafo Único, da Resolução Nº 06, de 20 de setembro de 2012, não ultrapassando 20% da carga horária da disciplina. Deste modo, atividades não presenciais serão desenvolvidas em todos os componentes curriculares dos cursos técnicos do Câmpus Trindade. Em se tratando de carga horária docente, este deverá cumprir a carga horária total do curso, de forma presencial e a distância, conforme estabelecido na Matriz Curricular de cada curso Técnico e no Plano de Ensino de cada disciplina. O planejamento dos momentos não presencias também deverá constar no Plano de Ensino de cada disciplina, de forma clara e precisa, especificando os objetivos, a metodologia adotada e a forma de avaliação, considerando que as atividades presenciais devem computar, no mínimo, 60% (sessenta por cento) e, no máximo, de 80% (oitenta por

17 cento) da nota final, sendo o restante da nota composto, obrigatoriamente, por atividades no AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem). No item do plano de ensino que trata sobre a metodologia abordada no componente curricular, o docente deverá estabelecer ações em duas categorias: momentos presenciais e momentos à distância. Em cada um dos momentos ele irá detalhar como será trabalhada a disciplina e quais instrumentos serão utilizados para atingir os objetivos estabelecidos no plano de ensino. Também no item referente ao cronograma, o docente deverá especificar quais serão as datas em que haverá interação virtual com o discente, bem como estabelecer as atividades obrigatórias. Compreende-se como interação virtual a relação estabelecida entre professor e aluno no ambiente virtual, através de postagem de materiais, aplicação de atividades avaliativas e não avaliativas, participação em fóruns de discussão, participação em salas de bate papo, comunicações individuais e coletivos. As atividades avaliativas que forem aplicadas no ambiente virtual devem estar registradas pelo professor no plano de ensino no item avaliação, sendo que o aluno deverá ser previamente cientificado. A capacitação dos docentes para atuar nas atividades não presenciais será periódica e contínua, ao longo do ano letivo, a fim de aperfeiçoar seus conhecimentos no ambiente virtual e auxiliá-los na metodologia aplicada, buscando fundamentar a prática educativa e fornecendo subsídios que garantam o bom andamento dos cursos. Os docentes receberão materiais de orientação sobre a utilização do ambiente virtual e sugestões de como a metodologia de ensino pode ser adequada aos recursos do ambiente online. Ao utilizar o ambiente virtual o docente poderá utilizar os seguintes recursos: Interação com os alunos através do AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem) Publicação de materiais, como: vídeos, animações, músicas, sites, blogs, fotografias e outros recursos midiáticos; Criação de atividades dissertativas e ou objetivas; Publicação de comunicados individuais ou coletivos; Criação de salas de bate papo; Criação de fóruns de discussão; Visualização de relatórios de acesso.

18 O momento à distância será previsto apenas através do ambiente virtual de aprendizagem estipulado pelo câmpus. O acesso a outras ferramentas como: correios eletrônicos, aplicativos de bate papo, entre outros, não serão levados em consideração para fins de avaliação. No início de cada semestre haverá um momento de capacitação dos discentes de todos os cursos técnicos. No momento do curso de aperfeiçoamento será disponibilizado um computador por aluno, as turmas que possuírem a quantidade de alunos maior que a capacidade de computadores do laboratório de informática deverá ser dividida. Durante a capacitação, cada discente receberá orientações sobre o acesso ao ambiente virtual e qual o caminho usado para utilizar cada recurso. O docente ministrante do curso deverá apresentar, na prática, todos os recursos disponíveis no ambiente virtual. Será ensinado ao discente: como acessar a plataforma; como navegar no ambiente virtual; como baixar os materiais publicados no ambiente; como postar e visualizar os comunicados; como visualizar e responder as atividades postadas; como participar dos fóruns de discussão; como participar das salas de bate papo; como visualizar suas notas nos componentes curriculares; como editar seu perfil; como visualizar o calendário acadêmico; O docente terá autonomia para organizar e planejar o componente curricular sob sua responsabilidade, desde que respeitados os quesitos mínimos do Regulamento dos Cursos de Nível Médio e Técnico do IF Goiano, bem como o Regulamento dos Cursos a Distância. 9. COMPONENTES CURRICULARES E EMENTAS º Período

19 Nome da Disciplina: Desenho Técnico Período: 1º Ementa: Carga Horária Total: 76 Carga Horária Total (hora/aula): 83,6 Iniciação da ciência desenho técnico básico: Instrumentos de desenho, normas, formatos, símbolos e linhas; Desenho geométrico, concordâncias e tangências; Projeções ortogonais, vistas auxiliares e cortes; Cotas e escalas; Perspectiva isométrica. Aplicação dos conceitos acima através de desenhos sem a utilização de instrumentos (esboço). Elementos normalizados. Desenho de detalhes. Desenho de conjunto. Bibliografia Básica: BUENO, C. P.; PAPAZOGLOU, R. S. Desenho Técnico para Engenharias. Curitiba: Jurua, IZIDORO, N.; PERES, M. P.; RIBEIRO, A. C. Curso de Desenho Técnico e Autocad. São Paulo: Pearson, KUBBA, S. Desenho Técnico para Construção Série Tekne. Porto Alegre: Bookman, Bibliografia Complementar: BORGERSON, J.; LEAKE, J. Manual de Desenho Técnico para Engenharia. São Paulo: LTC, DIAS, C. T.; RIBEIRO, A. S. Desenho Técnico Moderno. São Paulo: LTC, FRENCH, T. E. Desenho Técnico e Tecnologia Gráfica. São Paulo: Globo, NEIZEL, E. Desenho Técnico para Construção Civil 1 Col. Desenho Técnico. São Paulo: Epu, SMITH, R. Manual Prático do Artista Equipamentos Materiais Procedimentos Técnicas. 2 ed., São Paulo: A&C, Nome da Disciplina:

20 Eletricidade I Período: 1º Ementa: Carga Horária Total: 38 Carga Horária Total (hora/aula): 41,8 Noções de eletrostática. Tensão e corrente elétrica. Resistência elétrica. Medidas de resistência elétrica, tensão e corrente elétrica com o multímetro. Características da resistência elétrica. Leis de ohm e potência elétrica. Circuitos série, paralelo e misto. Divisores de tensão e Ponte de Wheatstone. Geradores. Leis de Kirchhoff. Teorema de Thevenin. Teorema da superposição. Resistores e código de cores. Prática de montagem (solda). Bibliografia Básica: AIUB, J. E.; FILONI, E. Eletrônica: Eletricidade Corrente Contínua. São Paulo: Érica, CIPELLI, M.; MARKUS, O. Eletricidade circuitos em corrente contínua. São Paulo: Érica, NASHELSKY, L., BOYLESTAD, R. L. Dispositivos Eletrônicos e Teoria de Circuitos. 8 ed., São Paulo: Pearson, Bibliografia Complementar: CRUZ, E. Eletricidade Aplicada em Corrente Contínua Teoria e Exercícios. São Paulo: Érica, FOWLER, R. Fundamentos de Eletricidade. Volume 1, 7 ed., Porto Alegre: AMGH, GUSSOW, M. Eletricidade Básica. 2 ed., Porto Alegre: Bookman, NASCIMENTO, G. Comandos Elétricos Teoria e Atividades. São Paulo: Érica, NOGUEIRA, H. D. Manual Técnico do Eletricista Instalações Elétricas Interiores. Porto: Publindústria, Nome da Disciplina: Gestão Estratégica

21 Período: 1º Ementa: Carga Horária Total: 38 Carga Horária Total (hora/aula): 41,8 Evolução do conceito de qualidade. Tipos de gerência. Sistemas de qualidade. Princípios e filosofia da qualidade total. NBR série ISO Implantação do sistema de garantia da qualidade. Controle estatístico do processo. Ferramentas da qualidade. Desenvolvimento industrial e meio ambiente. Legislação ambiental na indústria. Gerenciamento de resíduos sólidos. Prevenção da poluição. Bibliografia Básica: AGUIAR, S. Integração das Ferramentas da Qualidade ao PDCA. Niterói: EDG, CHIAVENATO, I. Administração nos Novos Tempos. 12 ed., São Paulo: Makron Books, CUKIERMAN, Z. S. Modelo PERT/CPM Aplicado a Projetos. 7 ed., São Caetano do Sul: Reichmann e Autores, Bibliografia Complementar: BALDNER, P. R.; DECOURT, F.; NEVES, H. R. Planejamento e Gestão Estratégica. Rio de Janeiro: FGV, CAMPOS, V. F. Qualidade Total Padronização de Empresas. Niterói: EDG, MARANHÃO, M. ISO Série 9000 Manual de Implementação. Rio de Janeiro: Qualitymark, OLIVEIRA, A. Gestão de Recursos Humanos Manual de Procedimentos e Modelos de Documentos. 2 ed., São Paulo: Atlas, VIEIRA, L. R. Metodologia de Educação Ambiental para a Indústria. São José dos Pinhais: Santa Clara, Nome da Disciplina: Mecânica de Equilíbrio de Corpos Rígidos Período: Carga Horária Total: Carga Horária Total

22 1º 38 (hora/aula): Ementa: 41,8 A disciplina aborda os conhecimentos básicos dos diferentes tipos de equilíbrio de corpos rígidos de forma a trabalhar conceitos que envolvam as Leis de Newton, o estudo da estática de corpos extensos, centro de massa, momento de uma força (Torque). Bibliografia Básica: GUALTER, J. B., NEWTON, V. B., DOCA, R. H. Tópicos de Física. Volume 1. São Paulo: Saraiva, HALLIDAY, D.; RESNICK, R.; E. WALKER, J. Fundamentos de Física. Volume 1, 7 ed., Rio de Janeiro: LTC, JUNIOR, F. R.; FERRARO, N. G.; SOARES, P. A. T. Os fundamentos da Física. Volume 1, 6 ed. São Paulo: Moderna, Bibliografia Complementar: GASPAR, A. Compreendendo a Física. Volume 1, 1 ed., São Paulo: Ática, SILVA, C. X.; BARRETO FILHO, B. Física aula por aula. Volume 1. São Paulo: FTD, TIPLER, P. A.; MOSCA, G. Física para cientistas e engenheiros: Mecânica, Oscilações e Ondas, Termodinâmica. 5 ed., Rio de Janeiro: LTC, TORRES, C. M.; FERRARO, N. G.; SOARES, P. A. de T. Física: ciência e tecnologia. Volume 1. São Paulo: Moderna, YOUNG, H. D.; FREEDMAN, R. A. F. Física I. 10 ed., São Paulo: Prentice- Hall, Nome da Disciplina: Mecânica dos Fluídos Período: Carga Horária Total: 1º 38 Carga Horária Total (hora/aula): 41,8

23 Ementa: Propriedades de uma substância pura. Equações de conservação em fenômenos de transporte: massa, quantidade de movimento e energia. Escoamento de fluido real. Perdas de carga distribuídas e localizadas. Conceitos de rendimento, eficiências e perdas. Noções de transferência de calor e massa. Instrumentos simples para fenômenos de transporte. Bibliografia Básica: BRUNETTI, F. Curso de Mecânica dos Fluidos. Rio de Janeiro: Prentice- Hall, FOX, R. W.; PRITCHARD, P. J.; MCDONALD, A. T. Introdução à Mecânica dos Fluidos. 6 ed., São Paulo: LTC, MACINTYRE, A. J. Bombas e Instalações de Bombeamento. 2 ed., São Paulo: LTC, Bibliografia Complementar: BIRD, R. B.; STEWART, W. E.; LIGHTFOOT, E, N. Fenômenos de Transporte. 2 ed., São Paulo: LTC, CENGEL, Y. A.; CIMBALA, J. M. Mecânica dos Fluídos: Fundamentos e Aplicações. Porto Alegre: AMGH, PITTS, D. R.; SISSOM, L. E. Fenômenos de Transporte. São Paulo: LTC, TELLES, P. C. S. Tubulações Industriais. 9 ed., São Paulo: LTC, WHITE, F. M. Mecânica dos Fluídos Acompanha DVD. 6 ed., Porto Alegre: AMGH, Nome da Disciplina: Organização e Segurança do Trabalho Período: Carga Horária Total: Carga Horária Total 1º 38 (hora/aula): 41,8 Ementa: Conhecimento dos aspectos legais e práticos que envolvem a higiene e segurança do trabalho na construção civil.

24 Bibliografia Básica: MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. NR-18: Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção SAMPAIO, J. C. PCMAT: Programa de Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção. São Paulo: Pini, SAMPAIO, J. C. NR-18: Manual de Aplicação. São Paulo: Pini, Bibliografia Complementar: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Cadastro de Acidentes. 3 ed., Rio de Janeiro: Associação Brasileira de Normas Técnicas, COUTO, H. A. Ergonomia Aplicada ao Trabalho. 2 Volumes. Belo Horizonte: Ergo, FUNDACENTRO. Curso de Engenharia de Segurança do Trabalho. 6 volumes. São Paulo, OLIVEIRA, C. A. D.; MILANELI, E. Manual prático de saúde e segurança do trabalho. São Caetano do Sul: Yendis, SALIBA, T. M. Manual de Legislação de Segurança e Medicina no Trabalho. 59 ed., São Paulo: Atlas, Nome da Disciplina: Relações Quantitativas Aplicadas à Área Industrial Período: Carga Horária Total: Carga Horária Total 1º 38 (hora/aula): 41,8 Ementa: Sistema de unidades. Áreas de figuras planas. Estudo dos planos cartesianos. Centro geométrico de figuras planas. Definição de reta e plano. Cubos e paralelepípedos. Volume de sólidos. Cortes e vistas de figuras geométricas. Teorema de Pitágoras. Triângulo retângulo (relações). Definições e aplicações trigonométricas. Aplicações Matemáticas. Noções de estatísticas. Bibliografia Básica:

Desenho Técnico Fundamentos do desenho técnico; Construções geométricas; Desenho eletroeletrônico;

Desenho Técnico Fundamentos do desenho técnico; Construções geométricas; Desenho eletroeletrônico; EMENTA DE CONTEÚDOS Eletricidade Conceitos fundamentais da eletricidade; Circuitos elétricos de corrente contínua; Tensão alternada; Gerador de funções; Operação do osciloscópio; Tensão e corrente alternadas

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