Palhaço X. Eike Batista anuncia hoje parceria com o Cirque du Soleil, a marca que reinventou o circo no mundo. P20

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1 mobile.brasileconomico.com.br TERÇA-FEIRA, 25 DE SETEMBRO, 2012 ANO 4 N O 776 R$ 3,00 PUBLISHER RICARDO GALUPPO DIRETOR JOAQUIM CASTANHEIRA DIRETOR ADJUNTO OCTÁVIO COSTA Ladeira abaixo Sem ganhos de produtividade e sem inovação, participação da indústria no PIB cai de 19% para apenas 12%. P6 Palhaço X Eike Batista anuncia hoje parceria com o Cirque du Soleil, a marca que reinventou o circo no mundo. P20 Patricia Santos Após queixas de Dilma, Bradesco corta pela metade juros do cartão O segundo maior banco privado do país admite que atendeu às pressões da sociedade e do governo federal. Pela nova tabela, a taxa por atraso caiu de 14,9% para 6,9% ao mês, vale para todas as bandeiras e entra em vigor no dia 1º de novembro. P25 Murillo Constantino André Carioba, principal executivo na América do Sul, ao BRASIL ECONÔMICO: O custo Brasil nos fez perder competitividade SUPLEMENTO ESPECIAL Saibapor que o número de programas para aproximar pequenas e médias empresas dos centros de pesquisa tem crescido sem parar Dicas para investir de um banqueiro de 70 negócios Joel Malucelli, dono do grupo que leva seu nome, conta ao BRASIL ECONÔMICO que o segredo é diversificar sempre. P28 Terrenocontinuafértilparaa AGCO,donadaMasseyeValtra Fabricante de máquinas agrícolas prevê crescimento de até 10% este ano no mercado brasileiro, mas sente os efeitos dos custo logístico no país e tem suas vendas externas ameaçadas pelas filiais chinesa e indiana. P14 INDICADORES TAXAS DE CÂMBIO COMPRA VENDA Dólar comercial (R$/US$) Euro (R$/ ) 2,0240 2,6161 2,0260 2,6170 JUROS META EFETIVA Selic (ao ano) 7,50% 7,39% BOLSAS VAR. % ÍNDICES Bovespa São Paulo Dow Jones Nova York FTSE 100 Londres 0,96 0,15 0, , , ,84 ItaúpagaR$10,4bi e tira Redecard da BM&FBovespa Preço da ação oferecido pelo banco aos investidores fica muito próximo da avaliação do mercado. P24 Clubes disputam patrocinadores para suas arenas Espaços publicitários em 5 estádios privados estão disponíveis; valor da cota pode chegar a R$ 400 mi. P4 Fundo de resgate europeu pode chegara 2trilhões O aumento, que está sendo avaliado por dirigentes europeus, permitirá a participação privada no ESM. P30

2 2 Brasil Econômico Terça-feira, 25 de setembro, 2012 CARTAS Avanço OPINIÃO Parabenizo o jornal BRASIL ECONÔMICO pela iniciativa de cobrir, de forma ampla e isenta, a disputa pela sucessão da OAB-SP. Aproveito, também, para agradecer pelo espaço a entrevista que concedi na semana passada e publicada na edição da última quarta-feira. A entrevista teve largo alcance, o que revela a audiência do veículo. É por essa razão que solicito logicamente para bem informar os seus inúmeros leitores o registro de um esclarecimento breve que, não tenham dúvidas, terá impacto importante no termômetro da disputa que se trava pela presidência da subseção estadual. É relevante frisar que não usei em qualquer momento da entrevista a palavra devassa (que consta no título da matéria) e nem insinuei que, se eleita, promoverei uma devassa nas contas da OAB-SP. O que disse e tenho repetido em todos os contatos com advogadas e advogados da capital e do interior do estado de São Paulo é que serei totalmente transparente com os números financeiros da nossa entidade. Rosana Chiavassa Advogada e pré-candidata à sucessão da OAB-SP N.R. O BRASIL ECONÔMICO confirma que a advogada Rosana Chiavassa não empregou diretamente a palavra devassa durante a entrevista concedida à repórter Juliana Garçon. Mas declarou explicitamente que fará um detalhamento das contas da entidade. Quanto à matéria Governo vai cobrar mais investimentos de montadoras (publicada em 20/9/2012), o governo não tem interesse, nem moral para cobrar maior eficiência das montadoras. Enquanto a tributação for a maior do mundo em nosso país. Como exemplo, nos Estados Unidos a tributação é de 6%, na Europa em geral de 13% à 17%, nós brasileiros, como somos ricos e idiotas, temos uma tributação de mais de 40%. Então, a conclusão é que querem fazer bonito com o chapéu alheio. Ronaldo Hugo Petosemolo Rio de Janeiro (RJ) CONECTADO Ferramentas do mundo digital que facilitam seu dia a dia Filter Splash Gostaria de fazer desenhos sobre suas fotos digitais no tablet? A empreitada é possível com a ajuda desse aplicativo. O programa permite utilizar uma série de filtros e ainda incluir desenhos feitos com a ponta dos dedos. A edição de imagens é possível com fotos tiradas do próprio gadget ou importadas da internet. O resultado artístico pode ser compartilhada com os amigos pelas redes sociais. US$ 0,99 ipad, iphone e ipod Touch VivApp Está de malas prontas para São Paulo, Ilha Bela, Ubatuba e Campos de Jordão? Então, faça o download desse aplicativo que é uma espécie de guia útil de cada cidade paulista. O programa dispõe de sugestões de bares, restaurantes, hotéis, shoppings e lojas, além de serviços como táxis, delivery e imobiliárias. Os usuários do programa têm acesso a descontos e sorteios. Grátis Android e iphone Paulo Gadelha Presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) O Brasil terá a partir de 2013 um Centro de Estudos e Pesquisas de Desastres na sede da Fiocruz, na capital fluminense, informou o presidente da instituição, Paulo Gadelha. Retrocesso Carlos Guedes Presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) Servidores do Incra protocolaram denúncia no Ministério Público do Distrito Federal alegando descumprimento de uma de suas principais funções, o ordenamento da estrutura fundiária. MLB Se você é fã de baseball, e sente dificuldade de acompanhar os jogos do campeonato mundial, não vai resistir a esse aplicativo. O programa permite assistir diariamente às competições, inclusive as antigas, arquivadas numa biblioteca virtual. As partidas podem ser acompanhadas em versões compactas de 15 minutos, em seus melhores lances. Software traz ainda notícias e estatísticas. US$ 6,99 Android, ipad e iphone Divulgação Ubirajara Machado MURILLO DE ARAGÃO Cientista político e presidente da Arko Advice Pesquisas Política pós-mensalão O esquema do mensalão, que não foi inventado por Marcos Valério nem atingiu apenas o PT e seus aliados de então, é uma prática lamentável que se consolidou no processo de redemocratização do país nos anos 80. Prefeitos, para terem e manterem maioria nas Câmaras de Vereadores, não apenas distribuíam cargos e verbas para obras, como mesadas, para que os vereadores que ficassem estimulados a votar com o prefeito. Os recursos para tais mesadas vinham de fornecedores que se beneficiam de vendas superfaturadas. A fórmula foi estendida a outras circunstâncias e foi objeto de investigações policiais e processos judiciais a partir dos anos 90. Na esfera estadual e federal, o mensalão do PT seria filho do mensalão do PSDB mineiro e pai do mensalão do DEM de Brasília. Em seu comentário no G1 sobre o julgamento do mensalão do PT, Tania Rangel saúda o entendimento do relator Joaquim Barbosa e do revisor Ricardo Lewandowski sobre o alcance do crime de corrupção passiva. Relator e revisor da famosa Ação Penal 470 concordaram que as provas exigidas para a comprovação do crime estão na solicitação ou no recebimento de vantagem indevida. Ainda que, após o recebimento da vantagem, não fique provada a prática de ato de ofício em favor do corruptor. Enfim, na prática, a condenação exige apenas a expectativa de que o ato pode ser praticado desde que tenha sido provado o pedido da vantagem ou o recebimento da mesma. Com o entendimento, passa a ser considerado corrupção passiva qualquer tipo de recebimento que possa ser caracterizado como indevido. Doações eleitorais, por exemplo, poderão ser tidas como atos de corrupção, caso não sejam declaradas. Mais uma vez, no vácuo do Poder Legislativo, a Justiça adensa o regramento que afeta as disputas eleitorais no país Por isso Tania Rangel entende que o voto sobre corrupção passiva pode ser o que ela chama de início verdadeiro da reforma política. Para ela, essa decisão demandará maior transparência nas contas partidárias. Quem receber doações indevidas pode ser condenado e, até mesmo, perder o mandato. Tudo indica que a medida vai valer mesmo. Assim, ao julgar aspectos atinentes ao mensalão, o STF atua em um campo essencial do relacionamento entre os poderes constituídos e a política e, também, com os trabalhadores e empresários. O entendimento terá repercussões sérias no julgamento de outros mensalões. Por exemplo, além das doações ilegais, o apoio de máquinas públicas e/ou sindicais em campanhas políticas pode ser considerado atos de corrupção? O uso de um carro de som pago por um sindicato vai ser considerado dinheiro indevido, já que representa uma expressão de valor pago por alguém para um político? A decisão do STF sobre a comprovação do crime de corrupção passiva é um avanço e vai exigir que a própria Justiça estenda rapidamente o alcance do seu entendimento para questões específicas do âmbito eleitoral. Mais uma vez, no vácuo do Poder Legislativo, a Justiça adensa o regramento que afeta as disputas eleitorais no país. Talvez ainda não seja o início da reforma política, como afirmou Tania Rangel. Mas, sem dúvida, terá reflexos práticos no exercício da política. NESTA EDIÇÃO Padrão internacional Um centro de desenvolvimento de medicamentos para pesquisa clínica e pré-clínica será inaugurado em novembro próximo em Florianópolis (SC). P13 Texto alinhado à sfdfesquerda, sem hifenização, Cartas para a Redação: Avenida das Nações Unidas, , 8º andar, CEP , Brooklin, São Paulo (SP). falso, alinhado esquerda, sinha o à esquerda, texto alinhado à esquerda, sem hifenização, texto As mensagens devem conter nome completo, endereço, telefone e assinatura. falso, alinhado esquerdafhlação. PXX Em razão de espaço ou clareza, BRASIL ECONÔMICO reserva-se o direito de editar as cartas recebidas. Mais cartas em Cara nova para ganhar novo público O novo design gráfico, com predominância da cor verde na embalagem, é o primeiro passo na proposta da cervejaria Cintra de rejuvenescer a marca e conquistar novos consumidores. P16

3 Terça-feira, 25 de setembro, 2012 Brasil Econômico 3 MOSAICO POLÍTICO JILMAR TATTO Deputado federal (PT-SP) e líder do partido na Câmara PEDRO VENCESLAU A indústria naval Fotos: divulgação Uma das grandes preocupações do governo Lula foi a retomada da indústria naval brasileira, sucateada no governo do PSDB. Para isso, a partir de 2003, teve início a implementação de uma política de conteúdo local no setor de petróleo e gás natural com o objetivo de aumentar a participação da indústria nacional no fornecimento de bens e serviços, com um viés competitivo e de sustentabilidade, de modo a transformar os investimentos realizados em emprego e renda para o Brasil. O governo federal traçou um planejamento de longo prazo de revitalização e incremento do setor. Começou, em 2003, com o Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), coordenado pelo Ministério de Minas e Energia. As metas, estipuladas em parceria com as empresas da área, tinham como objetivo maximizar a participação da indústria brasileira na área. Desde então, a participação da indústria nacional nos investimentos do setor aumentou de 57% em 2003 para 75% no primeiro semestre de 2009, um expressivo valor adicional de US$ 14,2 bilhões em bens e serviços contratados no mercado nacional, com a geração de 640 mil postos de trabalho no período. O Brasil possui a quarta maior frota do mundo e é o terceiro mercado em produção na área naval Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Construção Naval e Offshore (Abenav ), em 2000 a indústria naval e offshore gerava 1,9 mil empregos diretos. Depois de Lula, o número chegou à marca de 56 mil empregos diretos em Com o présal, a estimativa é que em 2016 o número chegue a 100 mil. Destaque-se também a criação, em 2004, da Transpetro, subsidiária da Petrobras, do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef), depois encampado pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), que tem como premissa a construção de navios no Brasil com índice de nacionalização de no mínimo 65%. Com investimentos de R$ 10,8 bilhões do seu início até 2016, foram encomendadas 49 embarcações a estaleiros nacionais. Nos últimos anos, três estaleiros foram criados no país devido às demandas do Promef. Este ano, a Petrobras anunciou um aporte de investimentos de US$ 180 bilhões, até 2020, para a construção de 105 plataformas de produção e sondas de perfuração, 542 barcos de apoio e 139 petroleiros. Com o governo PT e aliados, hoje, temos uma indústria de construção naval em franca expansão. No mundo, é o mercado que mais se desenvolveu nos últimos anos, da construção de navios à produção de sondas e plataformas para exploração marítima de petróleo na camada do pré-sal. O Brasil possui a quarta maior frota do mundo e é o terceiro mercado em produção na área. O programa tem sequência com a presidente Dilma Rousseff, que há pouco dias visitou os estaleiros da Petrobras no Rio Grande do Sul, construídos no governo Lula. A construção das plataformas P-58 e P-55 nos estaleiros Quip e Rio Grande demonstra o comprometimento da presidente com a revitalização da indústria naval brasileira, que nos governos de FHC exportava empregos e oportunidades para o resto do mundo. Hoje, multiplicamos aqui oportunidades em diversas regiões do Brasil, em beneficio de toda a sociedade brasileira. Raridades da indústria automotiva em leilão Mercedes, Ferrari e Bugatti estão entre os lotes de veículos que serão leiloados em Londres no próximo dia 31 de outubro. O evento promete mexer com cifras bilionárias. P23 Múltiplos papéis O articulista Marcos Troyjo discute o conceito de aposentadoria e a capacidade humana de realizar diferentes ações e não sufocar sua individualidade em uma única atividade por toda a vida. P31 PV lançará Gabeira para presidente em 2014 Marina Silva saiu do PV, mas o PV não saiu de Marina Silva. Em centenas de cidades, do Oiapoque ao Chuí, candidatos verdes colaram suas campanhas na imagem da ex-ministra do Meio Ambiente. A expectativa generalizada é que essa turma mude de legenda caso a grande líder decida criar um partido para chamar de seu. De olho nesse cenário, o comando nacional do Partido Verde já está construindo um plano B para disputar o Palácio do Planalto em 2014: Fernando Gabeira. Não vamos esperar a Marina voltar. Estamos construindo a alternativa do Gabeira, que está rodando as cidades brasileiras com mais de 200 mil habitantes, contou à coluna Marco Mroz, presidente do PV paulista e membro da direção executiva nacional da legenda ambientalista. Em tempo: a ex-ministra e ex-senadora também está fazendo campanha para candidatos de outros partidos, como o PPS de Ricardo Young em São Paulo. Jogaram 20 milhões de votos no lixo, diz Alfredo Sirkis Para o deputado Alfredo Sirkis, presidente do PV do Rio de Janeiro, o partido ainda vai demorar para se recuperar do trauma de ter perdido sua referência nacional. O comando nacional do Partido Verde teve uma atitude inaceitável com a Marina. Eles jogaram 20 milhões de votos no lixo. CURTAS Os planos de governo costumam ser objetos decorativos em tempos de eleição. Mas em 2012 o pessoal exagerou. Boa parte dos candidatos deixou para lançar suas propostas agora, faltando duas semanas para o pleito. Em São Paulo, o tucano José Serra deve lançar seu plano só na quinta-feira com estardalhaço. Já o líder Celso Russomanno, do seminanico PRB, lançará o seu em pílulas. O PT de Haddad foi o primeiro e lançou sua plataforma no dia 13 de agosto. O certo é apresentar as propostas no começo, diz o sociólogo Aldo Fornazieri, um dos coordenadores do programa petista. O Código Florestal volta hoje para a agenda do Senado. José Sarney quer resolver a questão até o próximo dia 8. Ou seja: depois da eleição e antes do feriado. PRONTO, FALEI Em2009,oSerra brigou comigo porqueeu dei umaentrevista dizendo que omelhor candidato erao Aécio Rodrigo Maia Candidato a prefeito do Rio na sabatina do jornal O Dia Verdes esperam vencer em duas capitais em 2012 Mesmo sem Marina, os caciques do PV estão confiantes de que conseguirão um resultado melhor em 2012 do que em Vamos ganhar em Porto Velho e estamos bem em Palmas. Em São Paulo temos chances reais em Diadema, Franca, Piracicaba e Taubaté, diz o presidente Marco Mroz. Divulgação Mário Covas foi bem sucedido em quase todas as disputas que entrou, menos duas. Perdeu a eleição presidencial de 1989 e não conseguiu fazer o PSDB governar sua cidade, Santos. Na eleição santista de 2012, as pesquisas indicam que os tucanos estão muito próximos de quebrar esse tabu. Paulo Alexandre Barbosa tem hoje 41% das intenções de voto. A petista Telma de Souza está com 17%. O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, passou o fim de semana no Rio Grande do Sul fazendo campanha para os candidatos do PCdoB. Para evitar gafes e processos, o PT lançou ontem um vídeo-tutorial com orientação sobre o uso dos materiais digitais na campanha de seus candidatos.

4 4 Brasil Econômico Terça-feira, 25 de setembro, 2012 DESTAQUE FUTEBOL Editora executiva: Jiane Carvalho Novos estádios acirram briga dos clubes por patrocínios Através da WTorre, Palmeiras garante ter saído na frente dos rivais ao fechar seis das 14 cotas ofertadas Fábio Suzuki Alexandre Rezende Rogério Dezembro Diretor de novos negócios da WTorre É um projeto inédito e tenho certeza que não terá outro igual no Brasil pelos fatores que envolvem a construção da Arena Palmeiras Até o final do próximo ano, estão previstos para serem inaugurados 14 novos estádios por todo o país, a grande maioria deles construídos ou reformados para abrigar jogos da Copa do Mundo Desse total, cinco são arenas privadas de grandes times cuja rivalidade dentro dos gramados passa a ocorrer também no mundo dos negócios, onde seus gestores começam a ofertar ao mercado espaços comerciais que chegam a custar R$ 400 milhões por um contrato de 20 anos. Dos times que estão prestes a ter uma nova casa, o Palmeiras é o que diz estar na frente na corrida por patrocínios, cuja disputa também conta com Corinthians, Grêmio, Internacional e Atlético Paranaense. Apesar da inauguração da Arena Palmeiras estar prevista apenas para o final de 2013, a WTorre, empresa responsável pela construção do estádio e que ficará responsável por sua gestão por 30 anos, garante ter fechado seis das 14 cotas de patrocínios cujos valores variam de R$ 2 milhões a R$ 20 milhões anuais. Para a maior delas, a que dá direito a ter o nome da arena (naming rights), são quatro grandes companhias em negociação. Não posso falar o nome e nem o segmento dessas empresas para não ajudar a concorrência, afirma Rogério Dezembro, diretor de novos negócios da WTorre. Segundo ele, a expectativa é que 70% das cotas de patrocínio do novo estádio sejam comercializadas até o final deste ano. O potencial da Arena Palmeiras é inédito e não terá outro no país, diz Dezembro, ao citar os três pilares que diferenciam o local de seus concorrentes, que são: ser de um grande clube de futebol, estar na cidade de São Paulo e em uma localização privilegiada (em espaço nobre e de fácil acesso). Com os contratos de patrocínios e mais as locações com camarotes, praça de alimentação, lojas, entre outros, a WTorre avalia que o Palmeiras terá uma receita em torno de R$ 67 milhões por ano com a nova arena. ARENA (Palmeiras) PARTE DA OBRA CONCLUÍDA 40% CAPACIDADE 45 mil torcedores INAUGURAÇÃO Dezembro/2013 INVESTIMENTO R$ 350 milhões TOTAL DE COTAS 14 COTAS JÁ NEGOCIADAS 6 NAMING RIGHTS R$ 400 milhões por 20 anos O rival do Sul Para os contratos esperados até o final deste ano, a WTorre terá como principal rival a Grêmio Empreendimentos, empresa criada em parceria entre o clube de Porto Alegre e a construtora OAS para gerir o novo estádio, que será inaugurado no próximo dia 8 de dezembro. Até o momento, a Arena Grêmio não fechou nenhuma das seis cotas que serão ofertadas ao mercado, mas a expectativa é que todas elas já estejam fechadas até o final do ano. Temos três empresas globais negociando o naming rights, afirma Eduardo Antonini, presidente da Grêmio Empreendimentos. Para essa cota, a companhia pretende faturar R$ 15 milhões anuais para um contrato de dez anos. A Arena Grêmio terá ainda outros espaços menores que estão sendo vendidos por R$ 3 milhões e R$ 4,5 milhões, além de contratos com fornecedores que variam de acordo com o serviço. Um deles é a de exclusividade para a venda de bebidas, que terá a Coca-Cola como responsável pelos produtos. Outro time que está na briga por patrocínios é o Corinthians, cuja cota principal (naming rights) está avaliada em R$ 400 milhões por um contrato de 20 anos. O vice-presidente de marketing do clube, Luís Paulo Rosenberg, foi contatado mas não respondeu as questões referentes à Arena Corinthians até o fechamento desta edição. NOVOS PALCOS DA BOLA E DOS NEGÓCIOS A Arena Palmeiras é a que está com as negociações de cotas mais avançadas entre os novos estádios do país ARENA (Grêmio) ARENA (Corinthians) BEIRA-RIO (Internacional) ARENA DA BAIXADA (Atlético Paranaense) Além da Arena Palmeiras, mostrada acima, existem outros quatro casos de naming rights em andamento no Brasil. As obras mais avançadas são as do estádio do Grêmio, que, com inauguração prevista para dezembro deste ano, cobrará R$ 150 milhões por 10 anos da empresa que quiser estampar o nome na nova arena Fonte: Brasil Econômico, com Portal Copa 2014 CAPACIDADE 60 mil torcedores INAUGURAÇÃO Dezembro/2012 INVESTIMENTO R$ 600 milhões PARTE DA OBRA CONCLUÍDA 93% TOTAL DE COTAS 6 COTAS JÁ NEGOCIADAS nenhuma NAMING RIGHTS R$ 150 milhões por 10 anos *Reforma CAPACIDADE 65 mil torcedores INAUGURAÇÃO Dezembro/2013 INVESTIMENTO R$ 820 milhões PARTE DA OBRA CONCLUÍDA 50% TOTAL DE COTAS não divulgado COTAS JÁ NEGOCIADAS não divulgado NAMING RIGHTS R$ 400 milhões por 20 anos CAPACIDADE 51,3 mil torcedores INAUGURAÇÃO Dezembro/2013 INVESTIMENTO R$ 330 milhões PARTE DA OBRA CONCLUÍDA 33% TOTAL DE COTAS Indefinido COTAS JÁ NEGOCIADAS Indefinido NAMING RIGHTS Indefinido CAPACIDADE 41 mil pessoas INAUGURAÇÃO Junho/2013 INVESTIMENTO R$ 183 milhões* PARTE DA OBRA CONCLUÍDA 45% TOTAL DE COTAS Indefinido COTAS JÁ NEGOCIADAS Indefinido NAMING RIGHTS Indefinido

5 LEIA MAIS Enquanto Palmeiras garante que já fechou seis contratos de publicidade para o novo estádio, outros clubes ainda nem definiram quantas cotas serão ofertadas. Resistência das emissoras de televisão em falar o nome de patrocinadores de estádios é um dos entraves para o fechamento dos contratos de naming rigjhts. Terça-feira, 25 de setembro, 2012 Brasil Econômico 5 ARENAS PELO MUNDO Verbas ainda estão longe do ideal Para Amir Somoggi, consultor esportivo, times terão diversos desafios com os novos estádios Da atração de novos torcedores à inclusão da marca do time em um projeto de longo prazo. São vários os desafios que os clubes terão a partir da inauguração das novas arenas no país tendo como exemplo o que foi realizado pelos times do exterior. Segundo o consultor de marketing e gestão esportiva Amir Somoggi, os custos de uma arena atualmente não são pagos se ela não for utilizada de forma multiuso. Os clubes terão que converter os milhões de torcedores para potenciais consumidores em seus estádios, diz ele. Não é porque o local é novo que o torcedor irá até ele. Tem que ter uma abordagem para isso. Além da maior presença do público, ele aponta também a comercialização de camarotes como uma receita essencial para uma arena não dar prejuízo. Hoje, os espaços corporativos e áreas vips são responsáveis por até 45% das receitas de um estádio, afirma. Torcedores Vips Esta última lição de Somoggi está sendo seguida pelo menos por Palmeiras e Grêmio. O clube de Porto Alegre já comercializou 50% dos seus camarotes, cujos preços vão de R$ 150 mil a R$ 300 mil por ano de acordo com o tamanho (vai de 16 a 40 pessoas) e localização dentro do novo estádio. Já a WTorre iniciará a venda dos camarotes da Arena Palmeiras nas próximas semanas. Ao todo, serão 2,8 mil lugares com preço médio de R$ 18 mil o assento ao ano. Os espaços serão disponibilizados primeiro para uma lista de dois mil torcedores ilustres do clube. São 196 módulos de camarotes no total que poderão sofrer ajustes em seus tamanhos de acordo com a demanda do mercado, comenta Rogério Dezembro, diretor da WTorre. Uma das iniciativas da construtora visando uma maior receita para o clube com a nova arena está no estacionamento. A empresa estuda colocar preços mais baixos nos estacionamentos para os torcedores que chegarem com duas horas de antecedência à partida e que sai uma hora após o seu término. Isso aumenta a possibilidade de gastos da pessoa quando ela fora ao novo estádio, afirma Dezembro. Beira Rio e Arena da Baixada devem definir os contratos até novembro Internacional e Atlético Paranaense estão mais focados nos cronogramas das obras Ana Paula Machado O fato de televisões não citarem nome dos patrocinadores é um desestímulo para investimentos Reeditar o sucesso alcançado pela Allianz Arena, na Copa do Mundo da Alemanha, em 2006, é um dos maiores desafios para os administradores de estádios e para as empresas interessadas nas cotas de naming rights. Algumas pesquisas mostram que até hoje, anos depois do evento, ainda há uma lembrança altíssima do nome do estádio em todo o mundo, afirma João Henrique Areias, consultor especializado em marketing esportivo. Características típicas do Brasil, porém, acabam tornando a missão de replicar a experiência alemã por aqui um pouco mais complicada. A forma como a mídia atua na questão do patrocínio é o grande problema que tem que ser enfrentado hoje, diz Areias. Segundo ele, o fato de as emissoras não citarem o nome dos patrocinadores Fotos: divulgação A Arena da Baixada despertou o interesse de empresas estrangeiras Atlético Paranaense define em 30 dias gestora e as diretrizes para patrocínio Os dois estádios do Sul do país para a Copa do Mundo de 2014 estão em compasso de espera quando o assunto é patrocínio. As arenas Beira Rio, do Internacional de Porto Alegre, e a Arena da Baixada, do Atlético Paranaense, estão focando seus esforços para colocar as obras dentro do cronograma estipulado pela Fifa. O diretor de marketing do Atlético do Paraná, Mauro Holzmann, disse que em trinta dias o clube anunciará as cotas de patrocínio e o parceiro que vai gerir o novo estádio. É um negócio novo no Brasil. Não é fácil achar esses parceiros. No entanto, há empresas estrangeiras interessadas na administração do estádio, diz o executivo. Segundo ele, o clube está em negociação com uma empresa que já administra estádios e espaços para shows nos Estados Unidos e na Europa. Holzmann acrescentou que a Arena da Baixada foi o primeiro estádio no Brasil a ter esse tipo de gestão. Na época, nos anos 90, o clube contava com quatro patrocinadores (Caixa Econômica Federal, a Umbro, Sundown Motos e o patrocínio master, a fabricante de celulares Kyocera). Em trinta dias teremos tudo definido. Hoje, estamos mais preocupados em concluir as obras do estádio para depois ir à caça de patrocínio da Arena, ressalta o Holzmann. Sem avanço no índice de execução, os trabalhos na Arena da Baixada, 45% prontos, seguem na fase de demolições, dos estádios durante as transmissões esportivas é o principal motivo que atravanca novos investimentos na área. Enquanto durar esse entrave entre clubes e emissoras, é provável que poucas empresas se sintam motivadas a fazer grandes investimentos para ligar suas marcas aos nomes das arenas esportivas. Se não tivermos condições de mídia iguais às da Europa e dos Estados Unidos, será muito difícil alguém conseguir replicar por aqui o sucesso obtido pela Allianz na Alemanha, afirma Celso Foster, professor da ESPM especializado em marketing esportivo. Para os especialistas, a única saída para reverter esse quadro é os clubes exigirem, nos contratos de imagem fechados com as emissoras de televisão, que os estádios sejam chamados pelo nome vendido para o patrocinador. Cabe aos dirigentes mostrar que mais verba para os clubes é bom também para as TVs, que exibirão espetáculos maiores, diz Areias. Além da cultura das emissoras, a forma como muitas empresas encaram o patrocínio no Brasil também pode atrapalhar o sucesso dos naming rights. Algumas marcas podem se sentir patrocinadores de segunda linha, por não terem o nome associado à arena, afirma Foster. É preciso mudar também a maneira como as empresas brasileiras encaram o marketing esportivo. Nem só as questões ligadas diretamente ao patrocínio servem de desestímulo para empresas fundações e outras etapas da construção. Cinco estruturas do estádio são demolidas. Já a etapa de fundação ocorre em quatro setores. Há ainda quatro outras frentes de trabalho. A terraplenagem, por sua vez, é feita em dois locais: no gramado, que terá a reconstrução de elementos como drenagem, aquecimento e irrigação, e na área do futuro estacionamento. O número de operários passou de 162 para 433 pessoas. A Arena Beira Rio segue na mesma toada. Lá o clube já entregou para a Beira Rio S/A a administração do estádio. O contrato será por 15 anos e a empresa terá os direitos de arrendamento da área VIP. O diretor presidente da empresa, Marcelo Flores, diz que em meados de novembro estarão definidos as diretrizes para a contratação dos patrocínios e as vendas dos camarotes. Estamos focados nas obras. Segundo Flores, o projeto do estádio prevê a construção de 125 camarotes, sendo 55 com visão panorâmica da arena. Esses serão construídos nas marquises da antiga estrutura. Temos mais de 30% das obras concluídas, diz. Sucesso dos nomes depende de como emissoras vão lidar com as parcerias Gabriel Ferreira AllianzArena, de Munique: estádio ainda é lembrado seis anos depois que pretendem realizar esse tipo de investimento. Algumas consideram muito arriscado ligar o nome a um estádio e, de repente, ver a marca associada a casos de violência entre as torcidas, por exemplo, diz José Roberto Martins, da consultoria Globalbrands, de desenvolvimento de marcas. Como são contratos de longo prazo, a empresa ainda corre o risco de ser afetada por outros fatores, como momentos ruins do clube.

6 6 Brasil Econômico Terça-feira, 25 de setembro, 2012 BRASIL Editora: Ivone Portes Subeditora: Patrycia Monteiro Rizzotto Sem inovação, indústria perde espaço no PIB para serviços Só neste ano, a participação do setor na geração de riquezas no país caiu quase 2 pontos percentuais Cristina Ribeiro de Carvalho PRESENÇA DE PESO Participação dos setores no PIB do Brasil * SERVIÇOS 66,30% 64,77% 62,97% 64,19% 65,76% 66,63% 66,18% 67,54% 66,63% 67,01% 67,94% INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO 16,85% 18,02% 19,22% 18,44% 17,37% 17,03% 16,63% 16,65% 16,23% 14,60% 12,83% Fonte: Confederação Nacional de Serviços EXTRATIVISTA 1,6% 1,72% 1,92% 2,37% 2,89% 2,35% 3,24% 1,83% 2,97% 4,08% 4,27% CONSTRUÇÃO 5,28% 4,69% 5,09% 4,94% 4,73% 4,86% 4,90% 5,25% 5,65% 5,78% 5,72% AGROPECUÁRIA 6,62% 7,39% 6,91% 6,13% 5,48% 5,56% 5,91% 5,63% 5,30% 5,46% 6,11% *Período de JAN/JUN Luigi Nesse, presidente do CNS: aumenta serviços na indústria A participação da indústria de transformação no Produto Interno Bruto Brasileiro (PIB) já caiu mais de seis pontos percentuais desde Somente do final do ano passado para junho deste ano a fatia ocupada pelo setor no PIB recuou de 14,6% para 12,83%, ou seja, diminuiu quase dois pontos em seis meses. Enquanto a indústria perde espaço, o setor de serviços segue avançando e já representa 67,94% de toda a riqueza produzida pelo país (veja quadro abaixo). Era de 62,97% há oito anos (veja quadro abaixo), segundo levantamento da Confederação Nacional de Serviços (CNS). Economistas consultados pelo BRASIL ECONÔMICO argumentam que o avanço da economia de serviços no Brasil é precoce e mostra a debilidade da indústria. Para que a economia de serviços seja positiva, a indústria precisa perder a participação no PIB à medida que acontece sua evolução tecnológica, o que se traduz em aumento da competitividade. Isso ainda não aconteceu no Brasil, avalia o diretor do departamento econômico da Federação das Indústrias (Fiesp), Paulo Francini. Mundialmente, a consolidação do setor de serviços ocorre após um forte processo de industrialização, que vem seguido pelo seu aumento de produtividade e pela elevação da renda per capita ao nível estimando entre US$ 15 mil e US$ 20 mil. Com esse avanço da renda, aumenta a demanda por serviços. No Brasil, porém, essa nova fase se deu quando os brasileiros ainda tinham uma renda per capita de US$ 7 mil, segundo Paulo Francini. Contudo, sem qualidade e competitividade. Qual é a riqueza dos serviços brasileiros? Onde ela está?, questiona, observando que eles deixam muito a desejar, por faltar ainda maturidade da indústria. Para efeitos de comparação, Francini faz menção à Alemanha, ao lembrar que, apesar de ser um país desenvolvido, a indústria detém participação de 25% no PIB. Enquanto isso, aqui no Brasil, a indústria segue trilhando o caminho da derrota. Dizer que neste momento o setor de serviços apresenta um enriquecimento da economia brasileira é uma falácia. Ele não carrega uma dinâmica indutora como a indústria, dispara. O professor da Unicamp e exsecretário de política econômica da Fazenda, Julio Gomes, compartilha da mesma opinião e afirma que o governo precisa, ainda por um longo tempo, manter estímulos à indústria para que o setor de serviços cresça com qualidade. Por exemplo, o crescimento econômico da China é baseado na indústria, com participação de 50% no PIB. Isso acontece porque a indústria é mais dinâmica, por isso pode promover um crescimento econômico mais acelerado, trazendo qualidade aos serviços, argumenta. Mas no Brasil, questões estruturais, como o câmbio em desvantagem e as altas cargas tributárias formam um conjunto que penaliza a indústria e favorece os serviços, de acordo com Gomes. O Brasil está abdicando de um setor que poderia ajudar no seu crescimento. Mas de acordo com argumentos do presidente da Confederação Nacional de Serviços (CNS), Luigi Nesse, a indústria já passa pelo processo de inovação tecnológica com o uso cada vez mais frequente da automação nos processos produtivos, levando o país Divulgação a essa nova realidade. O que existe agora é uma participação maior do setor de serviços na indústria. Ela virou uma montadora de produtos. Daí temos essa diferença na fatia de participação do PIB, defende. Além disso, Nesse lembra que este é o setor que mais emprega, justamente por conta do aumento da renda das famílias. Esse fator faz com que haja uma procura cada vez mais frenética por diversos tipos de serviços, que vão desde salão de beleza, restaurantes, à viagens. O resultado é a ampliação do setor, explica, se mostrando totalmente pessimista quanto a este cenário para a indústria. Não creio que haja recuperação de emprego industrial, finaliza. ANÁLISE Falta de profissional qualificado é um entrave Transição de trabalhadores para novas áreas acontece sem qualificação prévia Apesar de o setor de serviços indicar que está se consolidando como um dos mais importantes para a economia brasileira (veja quadro abaixo), há agora preocupação quanto ao seu futuro, que dependerá constantemente de mão de obra qualificada, segundo indica o economista do Ibre/FGV, Fernando de Holanda Barbosa. Começam a surgir nesse cenário a demanda por serviços muito específicos, como o financeiro, por exemplo. Para isso é necessário pessoas bem capacitadas para atuar nessa frente, explica, apontando que no Brasil, a qualidade dos serviços ofertados ainda são de segunda mão. Para que esse setor não se perca, o economista do Ibmec, Gilberto Braga, argumenta que é preciso criar cursos de reciclagem para diversos profissionais, que estão migrando de profissão. Vemos hoje trabalhadores domésticos, pedreiros, entre outros, migrando para atividades de escritórios, assumindo atividades de serviços gerais. E essa transição é feita sem nenhuma preparação. É um aprendizado que se dá no dia a dia, explica. A chegada de eventos internacionais em território brasileiro, como a realização da Copa do Mundo e da Olimpíada, será o momento para testar ainda mais a qualidade dos diversos serviços, de acordo com Braga. A qualidade de nossos serviços é inferior a de outros países. Esse setor cresceu sem qualidade, finaliza. C.R.C.

7 Terça-feira, 25 de setembro, 2012 Brasil Econômico 7 Divulgação Anac apura supostas irregularidades na Trip A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) iniciou ontem uma auditoria na Trip (Transportes Aéreos Regionais do Interior Paulista) para investigar "indícios de irregularidades" nas operações da companhia que iniciou processo de fusão com a Azul Linhas Aéreas em maio deste ano. A Agência determinou à empresa a adoção imediata de medidas preventivas para garantir conformidade e segurança nas operações. A Anac instaurou processo administrativo para apuração dos fatos. RBN Mercado interrompe cortes em projeções de expansão econômica Paulo Fridman/Bloomberg No relatório do BC desta semana, os analistas mantêm a estimativa de avanço de 1,57% para este ano, após sete reduções seguidas em previsões As projeções para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano pararam de cair, após sete semanas seguidas de recuo. De acordo com o relatório Focus, do Banco Central, divulgado ontem, o mercado manteve a previsão de expansão econômica este ano em 1,57% (veja quadro abaixo). Para 2013, a expectativa foi mantida em 4%. Ainda assim, a projeção para este ano permanece abaixo da expectativa do governo. Na última quinta-feira, o Relatório de Despesas e Receitas, que serve de parâmetro para a execução orçamentária, reduziu a previsão de crescimento do PIB neste ano para 2%, ante 3% anteriormente. Isso significa que a economia crescerá menos que no ano passado 2,7%. O mercado mudou também suas apostas para a taxa básica de juros, a Selic, e prevê agora manutenção nos atuais 7,50% até o fim do ano, depois da redução no recolhimento dos depósitos compulsórios dos bancos. Após seis semanas projetando a Selic a 7,25% no encerramento de 2012, a pesquisa Focus mostrou que os analistas agora não esperam novo corte Rodrigo Capote Queiroz: Aumento de preços não gera pressão para a economia 5AJUSTE DE EXPECTATIVA Projeções do mercado financeiro para o crescimento do PIB este ano PIB 1,5 1,90% 20/JUL 1,90% 1,85% 1,81% 27/JUL 3/AGO 10/AGO 1,75% 1,73% 17/AGO Fonte: Relatório Focus, do Banco Central *Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE no juro até dezembro. Para o fim de 2013, a expectativa foi mantida em 8,25%. O BC aumentou as dúvidas no mercado sobre uma redução adicional do juro na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) ao diminuir as alíquotas do recolhimento compulsório dos bancos, injetando na economia em torno de R$ 30 bilhões para impulsionar a oferta de crédito. O BC adotou as medidas para dar fôlego aos bancos pequenos e médios, mas que também têm efeito sobre a demanda. Então isso limitaria o espaço para a política monetária, afirmou o estrategista-chefe do WestLB, Luciano Rostagno. Inflação Por outro lado, o mercado elevou seus números para a inflação neste ano pela 11ª vez seguida, para 5,35%, ante 5,26% anteriormente, ainda mais afastada do centro da meta do governo, de 4,5% pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Dados divulgados na semana passada mostraram que os alimentos continuam pressionando os preços ao consumidor, com destaque para o IPCA-15, que acelerou a alta em setembro para 0,48%. O IPCA-15 apresentou aceleração motivado pelo repasse dos preços do atacado para o varejo depois da recente valorização das commodities agrícolas. Mas esse aumento de preços não gera pressão para a economia porque é transitório, afirmou o economista Felipe Queiroz, da Austin Rating. Para 2013, a estimativa para o IPCA foi mantida em 5,50%. Para a produção industrial, a estimativa de retração este ano passou de 1,92% para 1,82%. Para 2013, a expectativa é de recuperação, com projeção de crescimento mantida em 4,25%. A previsão para o superávit comercial foi ajustada de US$ 18 bilhões para US$ 18,04 bilhões, este ano, e de US$ 14,4 bilhões para US$ 14,48 bilhões, em Reuters e ABr 24/AGO 1,64% 1,62% 31/AGO 6/SET 1,57% 21/SET 1,57% ATUAL Pressões sobre preços de residências e escritórios diminuíram Setor imobiliário se acomoda, diz relatório da Fitch Preços de aluguéis começam a ceder e agência de risco aposta em valorização mais lenta Gustavo Machado Após anos de valorização rápida, o mercado imobiliário começa a desacelerar. Segundo relatório da Fitch Ratings, divulgado ontem, a facilidade em obter grandes retornos com alugueis no segmento comercial está se esgotando. Embora os valores dos imóveis ainda continuem a subir, os montantes pagos nas locações reduziram rapidamente nos últimos 12 meses, o que, segundo a agência de risco, é um in- No Rio, os rendimentos com aluguéis já são menores do que os pagos pela poupança dicativo da supervalorização do segmento. Há um ano, o retorno mensal com os alugueis em São Paulo representava 0,6% do valor total do imóvel. Agora, os rendimentos situam-se em 0,5%, próximo do valor fornecido pela poupança. Quando fica mais barato alugar uma casa do que comprar uma, compradores saem do mercado, indica o relatório. No Rio de Janeiro, a situação é ainda mais extrema. O retorno mensal com alugueis é de apenas 0,4%, abaixo da taxa livre de risco, a poupança, que rende cerca de 0,45% ao mês. Desde janeiro de 2008 a julho de 2012, os preços imobiliários cresceram 92% em São Paulo e 118% no Rio de Janeiro. Mas, nos meses mais recentes, a valorização desacelerou para algo próximo ao crescimento da renda nestas cidades, avalia Jayme Bartling, diretor sênior da Fitch no Brasil. Bolha A Agência afasta a hipótese de haver uma bolha no mercado brasileiro. Apesar do descolamento entre os preços dos imóveis à vista e os dos alugueis, a Fitch aposta em um equilíbrio do mercado. O fiel da balança, reconhece a agência, pode ser o crédito imobiliário, que tende a secar em um cenário drástico. Porém, ela entende que esta é uma avaliação secundária. Na primária, os bancos continuarão a disponibilizar crédito para a compra de imóveis. Mesmo que os preços estejam altos sob qualquer base de comparação, não esperamos que caia significativamente em um cenário econômico benigno, diz o relatório. Bartling, ao comentar o desenvolvimento do crédito imobiliário no Brasil, que passou de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2005, para 5,4% em maio de 2012, afirma que o movimento baliza o mercado nacional. Com a sua estabilização, o segmento também se equilibra. Isso permitiu que interessados pudessem comprar casas mais caras, o que gerou inflação, diz.

8 8 Brasil Econômico Terça-feira, 25 de setembro, 2012 BRASIL Murillo Constantino OTIMISMO Confiança do consumidor aumenta, depois de quatro meses em queda O Índice de Confiança do Consumidor, da Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou alta de 1,4% de agosto para setembro deste ano, após quatro meses em queda. O índice passou de 120,4 pontos para 122,1 pontos no período. A alta foi provocada pela melhora nas avaliações tanto sobre a situação atual da economia quanto sobre os próximos meses. ABr Wilson Dias/ABr Sepúlveda renuncia à Comissão de Ética Pública Alegando mudança radical na composição do grupo, ex-ministro do STF deixa a presidência Márcio Zimmermann: apagão do último sábado foi completamente diferente do ocorrido no ano passado Relatório sobre apagão sairá em 20 dias, diz ministro Onze estados ficaram sem fornecimento de energia no sábado, todos do Nordeste, além de Pará, Tocantins e Maranhão Anne Warth e Eduardo Rodrigues Agência Estado O ministro interino de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, afirmou ontem que o relatório final a respeito do apagão que atingiu parte do país no último sábado será concluído em até 20 dias. Segundo ele, na reunião desta segunda-feira, foram feitas análises preliminares, mas o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) vai começar a analisar as causas do incidente e deve ter mais informações e dados sobre a ocorrência já hoje. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) também vai investigar as causas e colaborar com o relatório. O diretor-geral do ONS, Hermes Chipp, explicou que, normalmente, uma falha como o curto-circuito que ocorreu na subestação de Imperatriz (MA) no sábado é eliminada localmente, mas a proteção local não funcionou devido a um incêndio. A falha em um transformador de corrente ocasionou curto-circuito na subestação de Imperatriz que não foi visto por um problema de ponto cego no equipamento de proteção. Mas com o desligamento controlado das linhas ligadas a essa subestação, o problema não se espalhou, secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia (MME), Ildo Grüdtner, após reunião extraordinária do Comitê de Monitoramento do Sistema Elétrico (CMSE). Ou seja, a proteção de retaguarda evitou um apagão como o ocorrido em Todos os estados colaboraram com uma parte. Foi completamente diferente do apagão de 2011, afirmou. Foi um corte seletivo, de 30% a 35% do total das cargas atendidas, com uma recomposição de mais de 70% em menos de 20 minutos. É importante diferenciar. Segundo ele, 11 estados foram atingidos: todos os da Região Nordeste, além de Pará, Tocantins e Maranhão (atendido pelo sistema da Região Norte). Chipp disse que 1,5 milhão de pessoas foram afetadas no Pernambuco, 1 milhão no Maranhão e 250 mil no Ceará. Para um desligamento desse porte, as consequências poderiam ter sido piores, afirmou Chipp. "O impacto foi relativamente pequeno, comparado com a gravidade do evento. Zimmermann admitiu que o problema teria sido menor caso o equipamento de proteção local não houvesse falhado. O ministro reiterou, porém, que as empresas do setor elétrico têm planos de manutenção. A Eletronorte passa um termovisor a cada seis meses e faz uma revisão completa a cada cinco anos. O equipamento teria passado recentemente pela termovisão e estava com revisão em dia, explicou. O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Sepúlveda Pertence renunciou ontem à presidência da Comissão de Ética Pública da Presidência da República, alegando mudança radical na composição do grupo. A comissão possui sete integrantes, mas estava com apenas dois conselheiros após saídas decorrentes do término ou da não renovação de mandatos. Sepúlveda, que deixará o grupo, tinha mandato até dezembro de Não há um motivo determinante, apenas houve uma mudança radical na composição da comissão, disse Sepúlveda a jornalistas no Palácio do Planalto. O anúncio foi feito após a posse de três conselheiros indicados pela presidente Dilma Rousseff: Marcello Alencar de Araújo, Mauro de Azevedo Menezes e Antonio Modesto da Silveira. Eles terão um mandato de três anos, podendo ser reconduzidos por uma única vez. Não tenho nada contra os designados, lamento, devo ser sincero, lamento a não recondução dos dois membros que eu havia indicado para a comissão e que a honraram e a dignificaram, disse o ex-ministro. Os dois membros são Marilia Muricy e Fábio Coutinho, que atuaram nos casos envolvendo o ex-ministro do Trabalho Carlos Lupi e o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel. Ambos foram indicados à recondução por Sepúlveda, mas seus nomes foram rejeitados por Dilma. No ano passado, a comissão recomendou à Dilma que exonerasse o então ministro do Trabalho Carlos Lupi, alvo de denúncias de irregularidades na pasta. Lupi pediu demissão dias depois. O caso de Pimentel segue na pauta da comissão. A comissão é composta, ainda, por Américo Lourenço Masset Lacombe, cujo mandato vence em março de O grupo atua como instância consultiva da presidente e ministros de Estado sobre ética pública, e tem, entre outras atribuições, administrar a aplicação do Código de Conduta da Alta Administração Federal. Reuters Sepúlveda lamentou a não recondução de membros que ele indicou ABr

9 PODER ONLINE Terça-feira, 25 de setembro, 2012 Brasil Econômico 9 >>> Leia mais em TALES FARIA, de Brasília Viana proporá vetos a Dilma Antonio Cruz/ABr Principal representante da Comissão do Meio Ambiente nas negociações do Código Florestal, o senador Jorge Viana (PT-AC) dá os parabéns aos membros da Frente Parlamentar da Agricultura pela votação do projeto na Câmara, e diz que defenderá com unhas e dentes sua aprovação definitiva hoje no esforço concentrado do Senado.Mas Jorge Viana não aceita integrar o movimento dos que pedirão à presidente Dilma Rousseff para não vetar o texto. Pelo contrário, ele ainda vai propor que Dilma faça duas ou três modificações, disse ao Poder Online: Não quero revelar minhas sugestões antes da votação, até porque acho que não é o momento de discutirmos os vetos. Mas tratase de uma prerrogativa da presidente. E acho que há umas poucas modificações que serão boas tanto para ambientalistas como para os produtores rurais. CURTAS Deputados e senadores vão enfrentar dificuldades para votar o Orçamento este ano. O Executivo tem enviado ao Congresso um projeto de Orçamento com receitas subestimadas. Na hora de votar, os relatores aumentam a expectativa de receita e conseguem contemplar os parlamentares que cobram mais verbas para suas emendas. Mas o que aconteceu este ano? Avaliação da Consultoria de Orçamento da Câmara concluiu que o projeto do governo para 2013 superestimou a alta do PIB, para 4,5%. O próprio ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu que a taxa ficará em torno de 2%. Com isso, a expectativa é de um freio na arrecadação de impostos federais. Mas o projeto prevê que as receitas brutas somarão 24,7% do PIB. Resultado: os relatores sofrerão para aumentar a previsão de receita ainda mais e distribuir emendas aos colegas em troca da aprovação do texto. Em Vitória, o ex-governador Paulo Hartung pretende liderar um esforço concentrado para que o candidato do PSDB a prefeito, Luiz Paulo Vellozo Lucas, vença as eleições no primeiro turno. É grande o temor de segundo turno contra Luciano Rezende (PPS), segundo colocado, porque o atual governador, Renato Casagrande (PSB), que o apoia, deve trazer o PT da ex-ministra Iriny Lopes, terceira colocada. Rumo ao terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto para prefeito do Recife, o senador Humberto Costa (PT) e seus aliados estão tiririca da vida com o ex-presidente Lula pelo fato de ele não ter ido fazer campanha na capital pernambucana. Humberto baseou parte de sua estratégia eleitoral na proximidade com Lula. A ausência é considerada como um dos principais motivos de sua queda nas pesquisas. O Senado deve votar e aprovar o projeto de novo Código Florestal, que figura como primeiro item da pauta do plenário nesta terça-feira de esforço concentrado. Mas os ruralistas vão cobrar do relator do texto, o senador Luiz Henrique (PMDB-SC), e do principal negociador pela Comissão de Meio Ambiente, o senador Jorge Viana (PT-AC), que eles integrem um movimento visando pedir à presidenta Dilma Rousseff que não vete nenhum dos itens que foi fruto de acordo na Comissão Especial. Vale lembrar que este acordo foi criticado por Dilma em bilhete enviado para suas ministras. Colaboraram Leonardo Santos e Marcel Frota Revisor ameniza situação de réus ligados ao PP no caso do mensalão Lewandowski concluiu que apenas três acusados se associaram de forma ilícita e permanente para cometer crimes O ministro Ricardo Lewandowski, revisor da Ação Penal 470 no Supremo Tribunal Federal (STF), retomou ontem seu voto no caso conhecido mensalão absolvendo parte dos réus ligados ao PP. O voto do revisor foi mais ameno que o do relator do processo, Joaquim Barbosa, que concordou com a maioria das acusações do Ministério Público Federal (MPF). Lewandowski abriu a sessão de ontem falando sobre a situação de João Cláudio Genu, assessor do PP na época dos fatos. Lembrando a extensa ficha de serviços do economista a parlamentares e partidos, o revisor disse que Genu era muito mais que mero intermediário dos repasses e que é difícil acreditar que ele tenha um papel secundário na trama. Quanto à acusação de lavagem de dinheiro, Lewandowski absolveu Genu argumentando que a ocultação do repasse de valores é ato próprio da corrupção. Além disso, ele disse acreditar que o réu não tinha como saber que a movimentação dos valores foi ocultada do Banco Central e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), lavagem praticada pelos réus do Banco Rural. Lewandowski prosseguiu seu voto analisando a situação dos sócios da corretora Bônus Banval, que, segundo o MPF, montaram esquema de lavagem de dinheiro paralelo para distribuir verbas ao PP sem deixar rastros. Para Lewandowski, a participação do sócio José Cruz/ABr O ministro Ricardo Lewandowski absolveu João Cláudio Genu da acusação de lavagem de dinheiro Enivaldo Quadrado ficou comprovada em todos os crimes, pois ele admitiu aproximação com Marcos Valério e o ordenamento para saques em espécie no Banco Rural, que, segundo o revisor, foram usados para abastecer o esquema. Não é crível que Enivaldo Quadrado, com larga atuação no mercado financeiro, não tivesse ciência dos crimes anteriores, justificou o ministro. A opinião não foi a mesma em relação ao sócio Breno Fischberg, inocentado de todos os crimes pelo revisor. O ministro lembrou que o único a citar o réu foi Marcos Valério ainda nas investigações, mas de forma muito genérica. Lewandowski defendeu que a mera sociedade na Bônus Banval não era suficiente para condenar Fischberg, pois não ficou provado que ele tinha conhecimento das práticas ilícitas adotadas por Quadrado. O ministro terminou seu voto com a análise do crime de formação de quadrilha, concluindo que os únicos que se associaram de forma ilícita e permanente, para cometer crimes, foram o já falecido réu José Janene (líder do PP na Câmara dos Deputados), o ex-presidente da legenda Pedro Corrêa, João Cládio Genu e Enivaldo Quadrado. ABr

10 10 Brasil Econômico Terça-feira, 25 de setembro, 2012 A VOZ DAS URNAS Editor: Pedro Venceslau BH espera ajuda externa para pagar dívida com União Prefeito Marcio Lacerda e rival Patrus Ananias falam pouco de temas financeiros em seus programas de governo Rafael Abrantes ECONOMIA DE BH BAÚ ELEITORAL ELEIÇÕES 2012 O candidato à Prefeitura de Belo Horizonte que Prefeitura tem dívida com governo federal sob controle PRODUTO INTERNO BRUTO PIB* PIB per capita PARTICIPAÇÃO NO PIB* Indústria Comércio e Serviços Setor Público R$ 44,6 bilhões R$ ,70 *em 2009 CAIXA DA PREFEITURA, EM R$ BILHÕES * ,11 *Previsão 8,87 9,47* ORÇAMENTO 4,17 1,65** VALOR PAGO **1º quadrimestre 14,50% 69,80% 15,80% DÍVIDA PÚBLICA COM UNIÃO, EM R$ BILHÕES Jun/ ,33 BELO HORIZONTE 48,00 SÃO PAULO Fontes: Prefeitura de Belo Horizonte, IBGE e Brasil Econômico Lacerda: finanças não parecem preocupar campanha à reeleição sair vitorioso nas eleições deste ano assumirá a capital mineira em janeiro de 2013 com o quadro financeiro tranquilo. Para melhorar a saúde das finanças públicas, a prefeitura mantém negociação junto ao Banco Mundial de empréstimo de R$ 400 milhões para refinanciamento da dívida da cidade com o governo federal. A expectativa é que o pedido do município seja aprovado pelo Tesouro Nacional nos primeiros meses do ano que vem. O processo contará com o apoio do Tesouro Nacional, como avalista da operação junto ao BID. A Secretaria do Tesouro deve terminar a análise do pleito no início de 2013 e encaminhar para o Senado Federal com vistas a autorização final de contratação, contou ao Brasil Econômico o secretário de Finanças de Belo Horizonte, Luiz Schwarcz. O pagamento e renegociação da dívida dos municípios com a União são temas recorrentes em períodos eleitorais, mas não parecem preocupar o atual prefeito e candidato à reeleição Marcio Lacerda (PSB), nem seu principal adversário nas urnas, Patrus Ananias, do PT. Segundo Lacerda, o endividamento da prefeitura belo-horizontina hoje é de R$ 2,3 bilhões. Ou seja: 40% da sua receita corrente líquida em 2012, de R$ 8,87 bilhões (veja tabela ao lado). O valor é bem inferior, por exemplo, à dívida de São Paulo, próxima de R$ 48 bilhões considerada por alguns candidatos à prefeitura paulistana como impagável e que já ultrapassa o limite de débito permitido em lei de 120% da receita. No debate sobre as finanças municipais, tanto Lacerda quanto Patrus não mencionam a rolagem da dívida em seus programas de governo. Vale lembrar que até o início da campanha eleitoral, PSB e PT pensavam juntos o planejamento das contas municipais. Em seu programa, Lacerda critica o vão e desalinhamento nas últimas décadas entre as estratégias eleitorais e os resultados obtidos em mandato. A capacidade de investimentos da Prefeitura é finita e, para superar esse limite, é imprescindível ampliar as parcerias para financiar parte das ações do município, afirma, citando parcerias com Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Caixa Econômica Federal. Schwarcz nega que o pagamento da dívida com a União comprometa a capacidade de investimento da prefeitura. O gasto com investimentos deverá ficar ao redor de 20% da receita orçamentária em 2012, afirma. Já Patrus destaca o esvaziamento do Orçamento Participativo (OP) na atual administração. Prova disso é a drástica diminuição dos recursos destinados ao OP. Hoje ele representa pouco mais do que 1% do orçamento municipal. Na volta à democracia, Rio de Janeiro elege Marcello Alencar Potência em São Paulo, o PSDB é hoje quase um partido nanico no Rio de Janeiro. Mas nem sempre foi assim. O comando estadual da sigla, que lançou o deputado federal Otávio Leite na disputa pela capital este ano, está até hoje nas mãos do responável pelos anos de ouro dos tucanos no estado: Marcello Alencar. Advogado de presos políticos durante o regime militar, ele foi eleito prefeito pelo PDT em Aquele ano marcou a arrancanda do PT em cidades importantes como São Paulo e Porto Alegre, mas no Rio a sigla de Lula, que fora fundada oito anos antes, ainda demoraria para ganhar consistência política. Depois de fazer um bom mandato e recuperar as finanças da cidade, migrou para o PSDB em 1993 e levou junto todo o seu grupo político. Como tucano, disputou e venceu a eleição estadual de Deixou o governo estadual em janeiro de 1999 e trêa anos depois sofreu um AVC que lhe deixou pequenas sequelas. Como governador fez a Via Light, expandiu o metrô e privatizou várias empresas estatais, como a Companhia de Eletricidade do Estado do Rio de Janeiro, BANERJ (Banco do Estado do Rio de Janeiro), e a Companhia Estadual de Gás. Eleitor levará 40 segundos para votar Nas eleições municipais de 2008, cada eleitor levou 31 segundos na urna eletrônica A onze dias do primeiro turno das eleições municipais, marcado para 7 de outubro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou hoje (24) que o tempo médio de votação será 40 segundos. O cálculo se baseou em informações coletadas em eleições anteriores. O tempo de votação foi calculado a partir do momento em que o eleitor se dirige à urna até o instante em que confirma o voto para o segundo cargo. No próximo dia 7, o eleitor votará primeiro para vereador, depois para prefeito. Em cidades com mais de 200 mil eleitores, se o primeiro colocado não obtiver, no primeiro turno, mais de 50% dos votos mais um, haverá segundo turno. No dia 28 de outubro, está marcado o segundo turno das eleições municipais. No pleito municipal de 2008, cada eleitor levou 31 segundos, em média, para votar nos candidatos a prefeito e a vereador, em municípios. Agora as eleições ocorrem em municípios. Já o tempo médio de atendimento foi de 39 segundos, em 2008, segundo o TSE. O tempo de atendimento é calculado a partir da digitação do título do eleitor. Agência Brasil Alencar: após vitória em 1988, troca filiação ao PDT pelo PSDB

11 Terça-feira, 25 de setembro, 2012 Brasil Econômico 11 FALTAM DIAS PARA O 1º TURNO DAS ELEIÇÕES BRANCO CORRIGE CONFIRMA Fotos: divulgação Adversários comparam Russomanno a Celso Pitta TWITTAÇO Em MS, só candidato governista tem estrutura de campanha em 2012 Delcídio do Amaral Senador do PT critica a falta de recurso de aliados nas eleições municipais em seu estado natal Haddad, Serra e Chalita usaram o rádio para atacar o líder nas pesquisas em São Paulo Por Guilherme Waltenberg Agência Estado Os principais candidatos a prefeito de São Paulo se uniram para atacar o atual líder nas pesquisas de intenção de voto, Celso Russomanno (PRB). Os candidatos do PS- DB, José Serra; do PT, Fernando Haddad; e do PMDB, Haddad também usou seu direito de resposta, concedido pelo TRE-SP contra o tucano José Serra Gabriel Chalita, usaram seus programas de rádio, transmitidos entre 7h e 7h30 desta segunda-feira, para atacar o adversário do PRB. O programa do petista Fernando Haddad usou depoimentos de entrevistados para comparar Russomanno ao ex-prefeito Celso Pitta ( ), político lançado por Paulo Maluf e que teve a administração abalada por denúncias de corrupção. "Com o Kassab (atual prefeito, Gilberto Kassab, PSD) já é ruim. Mais quatro anos de um governo como foi o Pitta - e esse rapaz, o Russomanno, está seguindo (para ser como Pitta) -, é asfixia, mata São Paulo. Depois leva 20 anos para recuperar", afirmou um suposto eleitor. Haddad também usou seu direito de resposta, concedido pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE- SP), contra o tucano José Serra, que disse ter encontrado apenas R$ 16 mil no caixa da Prefeitura quando assumiu, em 2005, ao suceder a petista Marta Suplicy. O programa de Serra também comparou Russomanno a Pitta, sem citar o nome do adversário do PRB. Uma locutora perguntou ao candidato sobre o que pode acontecer se alguém sem experiência for eleito prefeito. O Ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta virou símbolo de má gestão tucano respondeu: "Aconteceu isso com o Collor (Fernando Collor, presidente da República de ) no Brasil. Aconteceu com o Pitta aqui em São Paulo e deu no que deu", afirmou Serra, em referência à falta de experiência de Russomanno em cargos no Executivo. Chalita escalou a vice, a médica Marianne Pinotti, para criticar as propostas de saúde de Russomanno. Tem candidato dizendo que médico vai ganhar um salário maravilhoso. Mas nem assim ele vai conseguir fixar o médico. Porque o médico não quer só ganhar dinheiro, ele quer trabalhar em boas condições", afirmou Marianne. Em seguida, eles voltaram a veicular um diálogo entre dois supostos trabalhadores que comparam Russomanno a Pitta Lula Marques/Folhapress Não é por mal, é por falta de experiência Rui Falcão Presidente do PT compartilha no Twitter mote de inserção na TV criticando proposta de Celso Russomanno (PRB) de aplicar tarifa proporcional para ônibus em São Paulo GIRO POLÍTICO A empresa será fiscalizada para que cumpra o estabelecido, ou põe água em Manaus ou sai da cidade Artur Virgílio Candidato tucano à Prefeitura de Manaus demonstra rigor na fiscalização dos serviços de abastecimento da cidade, se eleito O Ibope divulgou no domingo a quinta pesquisa de intenção de voto no Recife. O cenário é desolador para o PT. Pela primeira vez, o candidato tucano Daniel Coelho aparece na segunda colocação, com 24%. Isso significa 9 pontos a mais do que no último levantamento... A pesquisa na capital pernambucana foi desoladora para o senador petista Humberto Costa. Ele perdeu 9 pontos percentuais e agora teve 16% das intenções de voto, em terceiro lugar. O líder ainda é o socialista Geraldo Julio (PSB): 39%, 5 pontos a mais do que na última pesquisa. Em Bonsucesso apoio o candidato a vereador Maurício Peixe 25999, além de ser uma pessoa séria é meu amigo de infância Romário Deputado federal do PSB explica seu voto amigo em região do Rio de Janeiro

12 12 Brasil Econômico Terça-feira, 25 de setembro, 2012 INOVAÇÃO & EMPREENDEDORISMO Editor executivo: Gabriel de Sales QUARTA-FEIRA EDUCAÇÃO/GESTÃO QUINTA-FEIRA SUSTENTABILIDADE Brasileiros podem sentir na pele os benefícios da nanotecnologia Engenheiro químico cria hidratantes de alta performance, a partir de óleos de plantas nacionais Niviane Magalhães O trabalho com a irmã em uma farmácia de manipulação foi a grande sacada de um engenheiro químico para conhecer de perto o mundo dos cosméticos e perceber que poderia ganhar dinheiro fazendo algo que realmente gosta. O carioca Israel Barreira Motta, hoje em São Paulo, já pensava em trabalhar no setor quando surgiu a ideia de juntar a experiência que teve em indústrias químicas multinacionais, trabalhando com nanoemulsão, com o ramo dos cosméticos, entrando para o segmento chamado de dermocosméticos. Vi que a nanoemulsão era uma tecnologia interessante para aumentar o de- EM DESTAQUE Números da Allegê Fonte: empresa sempenho dos cosméticosna pele do consumidor e isso era uma oportunidade de entrar com uma empresa brasileira com uma tecnologia nacional no mercado de dermocosméticos queé dominado por multinacionais, explica o empreendedor. A criação da Allegê foi em 2008, mas as vendas nas farmácias de manipulação começaram apenas em janeiro de O projeto foi aprovado pelo seleto grupo do Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec), formado por pessoas do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), do Sebrae e os próprios consultores do centro. O primeiro passo foi fazer um plano de negócios. Depois de avaliado, os representantes da empresa fizeram um curso de 30 dias para melhorar o plano com as adaptações necessárias para ser aprovado. A incubadora do Cietec só aceita projetos inovadores, de qualquer segmento, contanto que a tecnologia, o produto ou a forma de fazer o negócio tenha um diferencial. Desde então, o empresário começou a pesquisar a pele do brasileiro. As multinacionais desenvolvem todos os seus produtos lá fora e não levam em consideração a pele do brasileiro, a forma de conduta médica dos dermatologistas, além dos O processo de nanotecnologia que a Allegê utiliza encapsula os ativos, como os ácidos graxos, e, por serem micro partículas, acabam penetrando na pele. A pele é um órgão de proteção e os hidratantes comuns não entram totalmente na corpo, e acabam se oxidando com o ar, com o tempo e com o PH da pele, explica o engenheiro químico Israel Motta. Hoje, a empresa conta com oito produtos desenvolvidos, mas no mercado estão apenas os cinco hidratantes, da linha Nutranan. A linha Nanvitae, com três produtos anti-idade, será lançada em processos que não observam na hora de fazer o dermocosmético. Todo o estudo realizado foi a partir de observações do engenheiro e de conversas com pessoas do mercado, como médicos e farmacêuticos. As ideias fervilhavam na minha cabeça. Então comecei a montá-las. Somente depois que eu abri a empresa, que eu fiz algo mais formal, diz Motta. De 2008 a 2012, o investimento total já soma R$ 600 mil. Depois do capital próprio, a financiadora de projetos Finep aprovou o plano para o programa Prime, oferecendo recursos, não para comprar equipamentos ou matérias-primas, mas sim para o gerenciamento. Hidratante conquista consumidoras com mais de 30 anos Vendas tímidas não afetam a empresa, que, por enquanto, prefere expandir a marca LÍDERES Países que se destacam no mercado de dermocosméticos 1º 2º 3º 4º PREÇO MÉDIO POR PRODUTO R$ 60 a R$ 70 Fabricação de 5 mil itens por trimestre LÍDER DE VENDAS Creme hidratante para os pés, indicado, também, para o pé diabético FRANÇA ALEMANHA ITÁLIA BRASIL Fonte: IMS Health VENDAS NO BRASIL Entre 2010 e 2011, alta de 15%, somando R$ 1,2 bilhão ITENS DE BELEZA Faturamento do mercado brasileiro de cosméticos, em R$ bilhões 0 29,4 27, ,9 7, Fonte: Abihpec 15, De acordo com Motta, a nanoemulsão que os hidratantes para os pés, para as mãos, para o rosto e dois para corpo possuem chegam a hidratar cinco vezes mais do que os demais por causa da nanotecnologia. Esse método tem agradado as mulheres, que são a maioria dos consumidores acima de 30 anos. As classes A e B ainda predominam, mas a classe C está ajudando a elevar nossas vendas, explica. Apesar de ainda ser uma empresa pequena, a projeção para este ano é de triplicar as vendas em relação ao ano passado. Já para o ano que vem, o pesquisador pretende dobrar. Parece ser algo grande, mas ainda é pouco. Nosso intuito atual é estar presente no mercado. N.M. Rodrigo Capote Israel Motta: oportunidade no setor de dermocosméticos, após trabalhar em farmácia de manipulação Recebemos o capital para usar em marketing, contratação de gestor de negócios e de consultores para nos ajudar com patentes e regulações, destaca o empresário. Em relação aos investidores, ele conta que possui três investidoresanjos particulares. Eles são pessoas físicas, atuantes no setor químico ou no mercado financeiro, que possuem menos dinheiro do que um fundo de investimento, mas que ajudam, além do capital, trabalhando na empresa. Eles estão atuando para colocar o produto no mercado e procurando uma forma de distribuição para entrarmos mais rapidamente no comércio. Além disso, Israel trabalha em conjunto com sua esposa Cátia Motta, que é médica, e faz toda a parte de contato com os médicos, apresentando o produto, e cuidando do processo administrativo. Cerca de 80% das vendas do setor de dermocosméticos vêm da prescrição médica. Por isso, este contato é muito importante. Atualmente, a estratégia da empresa é criar uma base de lojas com os produtos. O importante é termos nossa marca nas farmácias para que o médico possa saber e indicar o item. Todo o processo de produção dos itens é terceirizado. Pretendemos ter uma fábrica própria para sermos uma indústria e continuar vendendo. Não queremos ter lojas próprias. Nos próximos passos, a Allegê quer investir no marketing e lançar os produtos nas farmácias convencionais. Para isso, o negócio de vendas e a demanda precisam estar estruturadas para as drogarias aceitarem, pontua o engenheiro químico.

13 Terça-feira, 25 de setembro, 2012 Brasil Econômico 13 SEXTA-FEIRA TECNOLOGIA SEGUNDA-FEIRA ECONOMIA CRIATIVA Centro vai desenvolver medicamentos no Sul MARA SAMPAIO Psicóloga e especialista em cultura empreendedora Governo vê gargalo na produção e cria unidade de desenvolvimento de remédios com padrões internacionais para reduzir a importação A experiência de 30 anos do professor e pesquisador João Calixto garantiu a ele um centro de desenvolvimento de medicamentos, voltado para pesquisa pré-clínica, idealizado pelos Ministérios da Saúde e da Ciência e Tecnologia e com o apoio do Governo do Estado de Santa Catarina, que será inaugurado em novembro, no Sapiens Parque, em Florianópolis (SC). Há três anos, o governo me procurou perguntando se eu queria ser o responsável. O centro será o primeiro do Brasil a ter padrão internacional. Algumas indústrias brasileiras fazem experimentos no exterior, o que é ruim, pois é muito difícil e caro mandar o material para fora, explica Calixto. Apesar de a inauguração ser em novembro, o centro vai funcionar somente em fevereiro por causa dos trâmites legais. Teremos recursos para sobreviver durante três anos, mas a intenção é ser autossustentável e independente. Teremos setores específicos para a indústria, desenvolvimento próprio de inovação e vamos trabalhar na parte de serviços para empresas industriais. O momento é propício para a inauguração, pois fundos de investimentos estão interessados no Brasil. No entanto, o professor aponta para um futuro incerto, pois ficará à mercê de aspectos regulatórios e políticas governamentais. O centro será especificamente para empresas criadas no Brasil, com capital nacional ou não. Queremos que o centro esteja totalmente capacitado em Dificuldades no registro de patentes levam empresas a criar um guia para pesquisadores Pensando na dificuldade para registrar uma patente no Brasil, a Interfarma e a Biominas lançaram, em parceria, há duas semanas, um guia com o passo a passo, tais como documentação e custos envolvidos na obtenção de uma patente. Todo o procedimento levou seis meses para ficar pronto. É necessário estimular no Brasil maior presença de pesquisadores individuais e de pequenas empresas, porque é de onde está vindo a maior parte Inicialmente, teremos demanda de apenas 40% de sua capacidade, mas em pleno funcionamento teremos 80 pessoas trabalhando. Dessas, cerca de 20 serão cientistas para trabalhar também com inovação, conta o pesquisador. Para isso, Calixto está abrindo espaço na Universidade Federal de Santa Catarina para mandar universitários para estudar no exterior, pois o Brasil é carente no setor. Segundo ele, no início, o centro deverá contar com profissionais estrangeiros, principalmente na área de toxicologia e de metabolismo de drogas e medicamentos biológicos. das inovações, aponta Antonio Britto, presidente executivo da Interfarma. Segundo ele, cerca de 90 empresas fazem pesquisa na área farmacêutica no Brasil. Existe um enorme desconhecimento e inexperiência de como enfrentar a burocracia, como proteger a pesquisa com patentes e como obter financiamentos, mostra Britto, apontando os três grandes problemas. O intuito desta parceria é levar o guia para dentro das universidades. A publicação insiste que o pesquisador precisa tomar providências da ideia que ele está Todo esse projeto tem fundamento. O objetivo do centro é de melhorar as patentes e de dar suporte às empresas brasileiras para desenvolver medicamentos. Com isso, o governo entende que a produção terá que dar reflexo positivo ao Sistema Único de Saúde. Estamos importando muitos medicamentos e isso está saindo caro em nossa balança comercial. O governo já lançou uma lei estipulando que empresas que inovarem no Brasil terão prioridade para a compra dos medicamentos. Isso gera mais emprego, mais capital e diminui nossa dependência externa. N.M. Unidade no Sapiens Parque começa a funcionar em fevereiro Divulgação Guia de patentes tenta estimular pesquisa entre universitários protegendo. Britto assinala que o maior obstáculo é a falta de articulação entre as universidades e as empresas, daí o baixo volume de patentes. Em segundo lugar está o fraco setor químico/farmacêutico no país. A intenção é distribuir e discutir nas universidades para estimular as pesquisas. Estamos levando 2 mil exemplares para as faculdades, complementa. O incentivo deverá melhorar os novos projetos. Atualmente no Brasil, as poucas patentes existentes são de segundo uso, ou seja, feitas em cima de um medicamente já existente. N.M. Valores humanos e competitividade A competitividade deve ser um valor para a empresa, e o empreendedor deve ser o protagonista de formas de agir em relação a seu negócio que demonstrem de maneira coerente sua escolha Neste mês de setembro a presidente Dilma Rousseff em um pronunciamento oficial afirmou que passará a apoiar a competitividade empresarial. No seu discurso explicou que competitividade significa baixar custos de produção e baixar preços de produtos para gerar emprego e gerar renda. Foi uma boa notícia saber que o governo incluiu oficialmente a competitividade entre suas prioridades na economia brasileira. Para reforçar que competitividade é a palavra-chave do mês, outra notícia positiva foi que o Brasil subiu três posições no ranking de Competitividade Global. O país ocupava o 53º lugar entre os países mais competitivos do mundo e ocupa agora a 48ª posição. Passa a fazer parte das cinquenta economias mais competitivas do mundo. O índice de competitividade foi criado pelo Fórum Econômico Mundial e é desenvolvido através de pesquisas com empresários de 144 países sobre 12 pilares da competitividade. Além de ambiente macroeconômico, entre outros, também estão categorias como educação, capacitação e inovação. Principalmente estas três precisam de uma mudança de atitude das pessoas em relação ao mundo do trabalho, além do suporte do governo que é fundamental. Para a competitividade fazer parte de uma empresa é necessário que as pessoas pensem e ajam de forma criativa e inovadora nas diferentes funções e posições da organização. Num passado recente, a expectativa de comportamento proativo e realizador ficava centrada no empreendedor, afinal o negócio é dele e é ele que deve procurar ser inovador, correr riscos e persistir mesmo nas adversidades para ser bem sucedido. Este tipo de mentalidade não pode mais ocorrer se quisermos efetivamente focar o desenvolvimento da competitividade empresarial na nossa sociedade. Não apenas o empreendedor, mas todos seus colaboradores desde o início de um negócio devem ter atitudes alinhadas com a competitividade mundial agindo para reduzir custo, melhorar a produtividade e gerar renda e inovar sempre. E como preparar os colaboradores para além de competência técnica, desenvolver uma atitude empreendedora alinhada com a competitividade? Quando se constrói uma empresa, o empreendedor precisa investir na busca de pessoas que acreditem na sua forma de conduzir seu negócio. Ele próprio precisa conhecer seu sistema de valores e definir o caminho de sua empresa alinhado à inovação. A competitividade deve ser um valor para a empresa, e o empreendedor deve ser o protagonista de formas de agir em relação a seu negócio que demonstrem de maneira coerente sua escolha. Além da seleção inicial de sua equipe baseadas nos valores, promover sensibilizações e encontros entre os líderes e colaboradores para identificar comportamentos do dia a dia de trabalho coerente com os valores da empresa é uma estratégia eficaz. Os valores explicam as atitudes, organizam posturas e dão sentido ao trabalho. As atitudes de inovação estão fundamentadas em tipos específicos de valores humanos que promovem abertura à mudança e autotranscedência pessoal como liberdade, espírito de realização e diversidade. Como os valores são princípios de vida que ajudam as pessoas decidir o que é bom para si e para os outros, uma empresa só será competitiva se tiver lideranças e colaboradores que transformem a palavra competitividade num valor para sua vida profissional.

14 14 Brasil Econômico Terça-feira, 25 de setembro, 2012 EMPRESAS Editora executiva: Jiane Carvalho Subeditoras: Rachel Cardoso Patrícia Nakamura Dono da Massey Ferguson vê terreno fértil no Brasil Alta da produção doméstica acelera demanda por tratores e colheitadeiras produzidos pela AGCO Juliana Ribeiro O mercado brasileiro de máquinas agrícolas continua fértil para a AGCO, na opinião de André Carioba, vice-presidente sênior para a América Latina. O grupo, que no Brasil comercializa as marcas de tratores e colheitadeiras Massey Ferguson e Valtra, prevê crescimento nas vendas entre 5% e 10% para 2012 e também para o próximo ano. As commodities estão com preços altos, a safra foi recorde e a expansão das fronteiras agrícolas também demanda mais máquinas, diz o executivo. No segundo trimestre, o lucro global do grupo cresceu 53% e ficou em US$ 204,9 milhões. A receita obtida com as vendas aumentou 14% e fechou o período em US$ 2,69 bilhões. No primeiro semestre, a receita na América do Sul teve alta de 19,1%, saltando de R$ 1,45 bilhão no mesmo período de 2011, para R$ 1,75 bilhão. Apesar do mercado doméstico estar em um bom momento, as exportações de máquinas produzidas por aqui estão em desvantagem. Os altos custos de logística e a carga tributária estão atrapalhando o desempenho da companhia nos demais países emergentes. O custo Brasil nos faz perder competitividade, afirma Carioba. Por isso, a companhia vem buscando outros mercados para instalar novas unidades fabris. AS ÚLTIMAS COMPRAS Empresas adquiridas pela AGCO marcam entrada do grupo em novos segmentos SANTAL Origem: Ribeirão Preto, SP O que faz: equipamentos para plantio e transporte de cana-de-açúcar VALOR DA AQUISIÇÃO US$ 31 milhões GSI Origem: Ilinois, EUA O que faz: sistemas para produção e armazenagem de grãos e proteína animal VALOR DA AQUISIÇÃO US$ 940 milhões Fonte: empresa Já são duas fábricas na China e uma parceria com um grande fabricante de tratores na Índia. Além de baixo custo produtivo e maior competitividade na hora de exportar, esses mercados têm grande demanda. Carioba revela que a fabricante indiana já produz alguns tratores da Massey Ferguson para o mercado indiano e que a intenção é estreitar ainda mais essa parceria e no futuro, exportar a produção de alguns modelos feitos por lá, para o Brasil. Este ano a nossa parceira deverá produzir 54 mil tratores Murillo Constantino André Carioba: crescimento interno deve ficar entre 5% e 10% na Índia, é quase o que o mercado brasileiro consome por ano, calcula. A companhia também está iniciando a construção de uma fábrica na Argentina. Recentemente o grupo anunciou a aquisição de 50% de uma empresa na Argélia. Os valores não são divulgados pela companhia, mas mostram a busca por alternativas à fabricação no Brasil. Os investimentos anunciados anteriormente pela companhia no Brasil estão perto de ser concluídos. Até o final do ano, a nova fábrica de Santa Rosa (RS), que recebeu investimentos de R$ 65 milhões, deve ser inaugurada. Teremos um moderno centro de pinturas para colheitadeiras, com qualidade equivalente ao da indústria automobilística, diz Carioba. Expansão em novos setores Como parte do plano de expansão do mercado brasileiro, no final de 2011 o grupo anunciou a aquisição de 60% da Santal, empresa de Ribeirão Preto (SP), por US$ 31 milhões. Por enquanto estamos com 60% da companhia, afirma Carioba, deixando no ar se é de interesse do grupo deter 100% do capital. No início deste ano, foi a vez de a companhia concluir a compra da GSI Holding. A multinacional, com sede em Illinois (EUA) é especializada na fabricação de equipamentos para armazenagem e produção de grãos e proteínas. Comprada por US$ 940 milhões, o negócio marcou as entrada da AGCO em um novo segmento. Por ora, a companhia se dedica à integração das duas novas empresas ao grupo e não tem previsão de fazer novas aquisições no Brasil. Estamos sempre de olho, abertos a novas oportunidades, mas não temos nada concreto por enquanto, diz Carioba. Boeing tem mais chance de fornecer caças ao país Presidente adia compra de novos caças à FAB, negócio de US$ 4 bilhões, para meados de 2013 A presidente Dilma Rousseff decidiu esperar até meados de 2013 para tomar uma decisão sobre a compra de novos caças para a Força Aérea Brasileira (FAB), num contrato de bilhões de dólares, no qual a Boeing passou a ter mais chances por causa das suas recentes parcerias com a Embraer, disseram duas fontes oficiais à Reuters. O Brasil pretende gastar pelo menos US$ 4 bilhões na aquisição de 36 caças, numa das transações de defesa mais observadas nos últimos anos nos países emergentes. Os finalistas são a norteamericana Boeing, a francesa Dassault Aviation e a sueca Saab. Dilma pretende avisar o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sobre o adiamento durante um possível encontro dos dois nesta semana em Nova York, em meio à reunião anual da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), disseram fontes, pedindo anonimato. A própria Dilma tomará a decisão sobre a empresa fornecedora dos jatos, numa compra que será crucial durante décadas para moldar as alianças estratégicas e militares do Brasil, Compra será crucial durante décadas para moldar as alianças estratégicas e militares do Brasil com outras potências que busca se firmar como uma grande potência global. A concorrência está suspensa em parte por razões orçamentárias, segundo um dos funcionários. Dilma acaba de travar uma dura disputa com funcionários públicos por aumentos salariais, e seria politicamente difícil aprovar um gasto de bilhões de dólares para equipamentos militares tão pouco tempo depois de alegar restrições financeiras para salários. As conversas (internas) se tornaram mais específicas e mais focadas, e acho que estamos chegando perto de uma decisão, disse uma das fontes. Mas isso não será anunciado em A disputa já dura mais de uma década, passando por três governos, e apontar o ganhador se tornou algo como apostar no vencedor em um jogo de futebol que nunca acontece. Mesmo assim, as notícias sobre as deliberações de Dilma são acompanhadas atentamente, e às vezes influem nas cotações das ações dos finalistas, em parte devido à falta de outros grandes contratos militares na Europa e EUA. Reuters

15 Terça-feira, 25 de setembro, 2012 Brasil Econômico 15 Noah Friedman-Rudovsky/Bloomberg Syngenta espera vendas de US$ 25 bilhões A Syngenta, maior companhia de agroquímicos do mundo, aumentou sua meta de receita para as oito culturas mais importantes, prevendo que inovação e um negócio mais integrado vão mais que dobrar as vendas de sementes e produtos de proteção à safra até A empresa suíça, que no ano passado combinou pesticidas, fungicidas, herbicidas e sementes em uma única divisão, disse esperar que a venda de produtos atinja US$ 25 bilhões ao final dessa década. Reuters A Fiat colocou seus planos de investimentos na Europa em compasso de espera até que veja sinais de recuperação do mercado e não vai mais divulgar detalhes do plano no próximo mês, como era esperado. O presidente-executivo da Fiat, Sergio Marchionne, que também lidera a controlada norte-americana Chrysler, se reuniu com o primeiro-ministro italiano, Mario Monti, devido a preocupações de que o grupo estaria planejando transferir a produção para fora da Itália, onde as vendas de carros caíram para o menor nível em 40 anos. Após cinco horas de conversas, um comunicado conjunto afirmou que a empresa não fechará fábricas e irá focar o modelo de negócios doméstico para a exportação de carros para fora da Europa. Isso indicou que a Fiat Giorgio Perottino/ Reuters Sergio Marchionne, da Fiat, não vê uma recuperação do mercado de automóveis da Europa até 2015 Investimento da Fiat na Europa será revisto Governo italiano preocupado com possível transferência de fábrica para fora do país Reuters pode começar a fazer veículos na Itália para vender nos Estados Unidos, onde as vendas da Chrysler neste ano têm sido fortes. A Fiat e ministros do governo italiano vão se reunir para encontrar uma forma de a empresa fabricar carros para exportação a partir da Itália, onde o grupo emprega mais de 20 mil pessoas. Isso pode envolver condições especiais a serem concedidas pelo governo para modelos vendidos nos EUA como o Jeep e, no futuro, o Alfa Romeo. Trabalhadores e investidores que esperavam por detalhes da estratégia de produtos e fábricas da Fiat terão que esperar mais do que até 30 de outubro, a data inicial para a divulgação do novo plano de investimentos da Fiat. Não haverá um plano em 30 de outubro, disse uma das fontes. Programações e investimentos serão feitos quando as condições forem certas... no futuro, em uma data que ainda tem que ser definida. A Fiat não comentou o assunto. A companhia, em vez disso, pode decidir atualizar suas metas de 2012 em 30 de outubro, disse uma segunda fonte. Marchionne afirmou que não vê uma recuperação do mercado de automóveis da Europa até O mercado de automóveis da Europa é um desastre. Afundou em um precipício e não parece ter atingido o fundo ainda, disse o executivo. Marchionne foi chamado por Monti para dar detalhes da estratégia da Fiat para suas fábricas deficitárias. O premiê, que tenta evitar que a Itália caia num colapso financeiro, afirmou que Marchionne não pediu ajuda. Ajuda financeira não foi pedida e se tivesse sido, não seria concedida.. O grupo Fiat-Chrysler, que gera mais de dois terços do lucro nos EUA, até agora definiu para a Itália apenas uma fração dos 16 bilhões em investimentos divulgados em 2010 num plano de cinco anos. A Fiat informou na semana passada que não é realista esperar que um projeto anunciado há dois anos e meio continuasse inalterado e Marchionne disse que não vai jogar dinheiro pela janela em investimentos durante a crise do mercado europeu. Qatar negocia compra de 49% da AUX por US$ 2 bi As negociações entre as partes estão em um estágio avançado e um acordo pode sair este mês A Qatar Holding, braço de investimento do fundo soberano do Catar, está em negociações avançadas para comprar, por cerca de US$ 2 bilhões, 49% da AUX, empresa de extração de ouro do empresário Eike Batista, disseram três fontes do setor bancário. O bilionário anunciou em junho que planejava vender a participação em setembro e na ocasião avaliou o negócio em US$ 2 bilhões. A empresa AUX foi criada em 2010 por Eike e faz parte da holding EBX. As negociações entre as duas partes estão em um estágio avançado e um acordo pode sair ainda neste mês, disse uma das fontes à reportagem. O Catar gosta de commodities, especialmente ouro, e considera o metal um atraente investimento de longo prazo. Eles estão buscando por ativos nessa área no mundo todo e a AUX se encaixa perfeitamente nesse critério, disse a fonte. O banco Credit Suisse está assessorando a Qatar Holding na operação, enquanto o Itaú Unibanco está dando consultoria à parte vendedora, segundo as fontes. Procurada no Brasil, a EBX informou que não comenta rumores de mercado. A Qatar Holding não respondeu ao contato por da Reuters. A Qatar Holding é uma unidade da Autoridade de Investimento do Catar (QIA, na sigla em inglês), fundo soberano que tem cerca de US$ 100 bilhões em ativos e detém participações em uma série de empresas, incluindo a rede de departamentos britânica Harrods e a montadora alemã de carros de luxo Porsche. O fundo também tem 12% da Xstrata, o que o colocou no centro de uma disputa com a Glencore sobre a aquisição da mineradora britânica. Em março, o fundo de investimento do Estado de Abu Dhabi, Mubadala, comprou uma participação na EBX por US$ 2 bilhões. Reuters AUX, de Eike Batista, atua no ramo da extração de ouro Dario Pignatelli/Bloomberg Distribuidora Celesc reduz quadro de pessoal em 20% Plano de demissão voluntária pode gerar economia mensal de R$ 159,2 milhões até 2018 A estatal Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) informou que o plano de demissão voluntária aprovado em maio para sua unidade de distribuição recebeu adesão de 734 empregados até setembro, ou cerca de 20,2% do quadro de pessoal. O plano teve como alvo funcionários com pelo menos 19 anos de empresa. Quando o Conselho de Administração aprovou o programa, a expectativa era de adesão de 652 funcionários. O período de desligamento vai de novembro deste ano a junho de Segundo a Celesc, o impacto do PDV no resultado do mês de setembro (terceiro trimestre) da Celesc Distribuição, após efeitos tributários, será de R$ 161,8 milhões. Com a efetividade do plano, a economia bruta gerada estimada é de R$ 579 milhões, podendo alcançar o montante anual de R$ 159,2 milhões até o término do plano, previsto para meados de 2018, acrescentou a empresa em comunicado. Na semana passada, a geradora e transmissora de energia Furnas, subsidiária da Eletrobras, anunciou que vai reduzir seu quadro de funcionários em mais de um terço e cortar despesas operacionais para melhorar resultados. O anúncio ocorreu menos de uma semana depois de o governo anunciar pacote para reduzir tarifas de energia. Reuters

16 16 Brasil Econômico Terça-feira, 25 de setembro, 2012 EMPRESAS Tomohiro Ohsumi/Bloomberg BRINQUEDOS Lego renova 94% da linha de produtos e prevê vendas 20% maiores em outubro A Lego, marca de brinquedos de montar, está otimista com a principal data do ano para o setor e prevê um crescimento de 20% em suas vendas em relação ao mesmo período do ano passado. A previsão deste aumento se deve aos lançamentos que a marca destinou para o Brasil. Para este ano, a Lego preparou 226 lançamentos e, deste total, teremos 218 novidades que serão apresentadas até o Dia das Crianças, renovando 94% da linha. Heineken paga R$ 25 mi por James Bond George Frey/Bloomberg Marca é a patrocinadora oficial do próximo filme da série, Operação Skyfall, e prepara grande campanha no Brasil Érica Ribeiro A Heineken Brasil embarcou na aventura de James Bond e é a patrocinadora oficial do próximo filme da série, chamado Operação Skyfall. Uma campanha, chamada Crack the Case para as mídias sociais e para TV foi lançada no último final de semana. A parceria com a franquia James Bond já acontece há 15 anos e promete interação com os consumidores em ações que Divulgação Daniela Cachich, da Heineken: perfil semelhante ao do consumidor Cintra muda embalagem para ganhar consumidor carioca Alteração no rótulo é apenas a primeira de uma série de ações que marcam reposicionamento Para conquistar novos consumidores e rejuvenescer a marca, a cerveja Cintra, do Grupo Schincariol, apostou no novo design gráfico de suas embalagens como primeira ação de uma série de atividades que vão marcar a mudança de posicionamento no estado do Rio. Na nova embalagem, predomina a cor verde, referência da Cintra. O logotipo ganhou destaque e está mais contraste. Nosso objetivo com o processo de rejuvenescimento da marca é abrir caminho para um projeto de preparação dos investimentos para Ainda esse ano, teremos novidades. Mas o foco é trabalhar ações de verão e no carnaval do ano que vem, afirma o gerente de Produtos, Bruno Piccirello, sem revelar quanto a companhia investirá nestas ações. Dentro dos planos de aproximação com o público, a marca Cintra é patrocinadora do Watchout Combat Show WOCS, uma das mais importantes competições de MMA. Hoje, a Cintra responde por mais de 50% das vendas de cervejas pilsen do Grupo Schincariol. A outra parte, fica com a marca Devassa. E.R. acontecerão em várias cidades pelo mundo. Somente no Brasil, as ações somadas, custarão à empresa R$ 25 milhões. Um investimento que parece valer à pena. Isso porque, segundo Daniela Cachich, diretora de Marketing de marcas premium da Heineken Brasil, a parceria com a marca James Bond reforça os conceitos que identificam o consumidor de Heineken. A escolha pela franquia James Bond aconteceu pelas características que o personagem tem do consumidor da nossa marca. São pessoas ousadas, que gostam de enfrentar desafios e primam por um estilo de vida livre e inovador, diz ela. E é nesse clima que o game Crack the Case começa a ser veiculado na internet, pelo facebook e vai recrutar o sétimo agente que participará de desafios típicos de um espião da rainha, em tarefas escolhidas pelos internautas. O vencedor terá a área do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, dia 19 de outubro, como o desafio final para descobrir a senha e desvendar o segredo de uma mala secreta. O Rio é um dos cincos locais no mundo onde o game vai acontecer. Cinquentão O cinquentenário dos filmes de James Bond também terá direito a festa. Em São Paulo, a Heineken fará, em parceria com a Sony, um mega evento para convidados no Cine Joia, em São Paulo, dia 2 de outubro. Já no Rio, acontecerá no Morro da Urca, no dia 22 de outubro, a festa que antecipa as três premières que serão realizadas no Rio de Janeiro, em Curitiba e em São Paulo. LOIRA DOS EMERGENTES Cerveja da Schincariol busca liderança nas classes C e D PERFIL Comprada pela Schincariol em 2008, Cintra agora pertence à Kirin PÚBLICO-ALVO Classes C e D PRODUÇÃO Cachoeiras de Macacu (RJ) e Itu (SP) COMO QUER SER PERCEBIDA Como uma marca jovem, moderna que busca preço e qualidade META A Cintra busca a liderança nacional no segmento de melhor custo/benefício Fonte: empresa Novo investimento da Coca-Cola será em Sumaré, interior paulista Coca-Cola investe R$ 82 mi em novo centro logístico Unidade em Sumaré (SP) terá capacidade para receber 505 milhões de litros de bebidas Juliana Ribeiro Como parte do plano de investimentos no Brasil, a Coca-Cola anunciou a construção de um novo centro logístico, no interior de São Paulo. Com aporte de R$ 82 milhões, a companhia escolheu a cidade de Sumaré, para receber o aporte. A gigante dos refrigerantes também reforça os negócios, de olho na Copa de Futebol e nos Jogos Olímpicos. Temos de estar preparados para o crescimento da demanda. Por isso, estudamos esse redesenho do mapa logístico, afirmou Eduardo Lacerda, vice-presidente de Assuntos Corporativos e Jurídico da Coca- Cola FEMSA Brasil, em nota. O executivo também destacou os investimentos na nova fábrica em Itabirito (MG), anunciada no final do ano passado, com aporte de R$ 250 milhões. Segundo ele, a previsão é de que até 2015, a nova unidade esteja operando com capacidade total e produzindo 2,1 bilhões de litros ao ano, o que vai incrementar em 47% o atual volume de produção na fábrica existente em Belo Horizonte (MG). A companhia tem um plano robusto de investimentos para o mercado brasileiro. No início do mês, o presidente da Coca no Brasil, Xiemar Zarazúa, afirmou a jornalistas que o investimento em 2013 deverá ser superior aos R$ 2,6 bilhões previstos para Sumaré foi escolhida para receber o novo investimento da companhia principalmente por fatores técnicos. O local oferece fácil acesso à malha rodoviária e mão de obra qualificada da região, disse Lacerda. O novo centro terá capacidade para receber 505 milhões de litros. Em Jundiaí, a 68 quilômetros de Sumaré, a Coca-Cola mantém a maior fábrica do mundo em volume de produção. Desde 2007 a unidade recebeu R$ 350 milhões em investimentos, incluindo a inauguração de uma linha de produtos envasados em garrafas PET, com capacidade para 72 mil unidades por hora. No fim do primeiro semestre, a PepsiCo, quarta maior fabricante desse segmento no mundo, anunciou investimentos de R$ 24 milhões no Brasil, mas com foco no Nordeste. Apesar disso, em junho, o setor de bebidas sofreu um baque. O decreto 7.742/12, que altera a tabela de incidência de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para bebidas, deve entrar em vigor em 1º de outubro. A experiência mostra que o aumento, na maioria das vezes, chega ao consumidor, pois os varejistas não têm capacidade de arcar com essas despesas extras, afirmou Herculano Anghinetti, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Refrigerantes (ABIR) em material divulgado pela entidade.

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18 18 Brasil Econômico Terça-feira, 25 de setembro, 2012 EMPRESAS Divulgação AQUISIÇÃO Dufry estuda a compra de 51% do negócio de varejo de viagem do Folli Follie A Dufry anunciou que está em negociações avançadas para comprar 51% do negócio de varejo de viagem do grupo grego Folli Follie, sem dar mais detalhes. A Dufry divulgará novas informações de acordo com a lei, afirmou a companhia em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Em anúncio semelhante à Bolsa de Atenas, a Folli disse que a conclusão final das negociações (sairá) em três semanas. Intel briga por marca de chips em celular e tablets Fabricante investe em marketing para sair da sombra e ser identificada por consumidor Reuters Com a intensificação da guerra na computação móvel, os fabricantes de chips que fornecem os componentes cruciais para celulares inteligentes e tablets querem conquistar parcela maior da glória. Insatisfeitos com sua posição à sombra de marcas de consumo como Apple ou Samsung, os fabricantes de chips entre os quais Intel, Qualcomm e Nvidia querem que os consumidores conheçam os processadores que acionam os aparelhos que usam. E esperam criar fidelidade às suas marcas no processo. A Intel está liderando o processo ao estender a bem sucedida campanha Intel Inside para além dos computadores pessoais. Lançados em 1991, os selos Intel Inside transformam componentes eletrônicos genéricos em produtos de primeira linha, e terminaram por se tornar quase onipresentes nos laptops. Este ano, o logotipo Intel Inside está presente em celulares inteligentes lançados no Reino Unido, Índia e Rússia. A Intel espera levar a campanha a celulares vendidos nos Estados Unidos este ano, em busca de uma vantagem de marketing sobre fabricantes como a Qualcomm e a Nvidia, que não são tão bem conhecidos. Sem dúvida, meu objetivo é o de que os consumidores cheguem a uma loja e tomem o selo Intel Inside como motivação essencial para escolher um celular ou tablet, como acontece no caso dos computadores pessoais, disse Brian Fravel, vice-presidente de Marcas da Intel. A maior fabricante mundial de chips domina o mercado de computadores pessoais, mas ficou para trás dos concorrentes menores no setor de telecomunicações móveis, que cresce rapidamente. A Intel, sob comando de Paul Otellini, está tentando exercitar seu poder de marca para recuperar o atraso. Resta determinar quantos entre os principais fabricantes de celulares aceitarão exibir o logotipo Intel Inside em seus aparelhos. Para marcas emergentes de celulares inteligentes, com pouco reconhecimento próprio, uma parceria com a Intel pode parecer evidente. No extremo oposto, a Apple se recusa a permitir que qualquer de seus fornecedores exiba marcas em seus aparelhos. A mais conhecida fabricante de celulares inteligentes a expor a marca Intel, até o momento, é a Motorola Mobility, do Google, que lançou o Razr i em Londres em 18 de setembro. Até agora, o espaço na maioria dos celulares inteligentes estava reservado ao fabricante, como a Apple e a Samsung, e a operadoras de telefonia móvel como a Verizon Wireless. Os fornecedores de sistemas operacionais, como o Google com o Android, também desejam a fidelidade dos consumidores seus logotipos ocasionalmente aparecem por breve período nas telas quando os aparelhos são ligados. Ascensão da Qualcomm Desde os anos de 1990, a Qualcomm vem desempenhando papel importante no setor de chips para aparelhos móveis e na maior parte desse período, publicidade não esteve entre as grandes preocupações da companhia. Em outubro, porém, ela Noah Berger/Bloomberg Paul Otellini, da Intel: consumidor precisa identificar processadores que acionam aparelhos que usam VISÃO OTIMISTA Cenário para o mercado de semicondutores EXPANSÃO MUNDIAL REGISTRADA EM ,9% EXPECTATIVA DE CRESCIMENTO GLOBAL PARA FATURAMENTO, EM US$ MILHÕES Fonte: Gartner *previsão * 4% deve lançar uma nova campanha publicitária para acompanhar o lançamento de tablets e outros aparelhos equipados com seus chips e a plataforma Windows de próxima geração. Como parte desse esforço, a Qualcomm dividirá campanhas de publicidade com fabricantes para destacar recursos de seus chips, disse Tim McDonough, vice-presidente responsável pelo Marketing dos processadores Snapdragon, da Qualcomm. A Nvidia, enquanto isso, também está ingressando no mercado móvel, tentando explorar o entusiasmo dos usuários de videogames que são adeptos de suas placas gráficas. O bem azeitado departamento de marketing da empresa organiza torneios de videogames e interage intensamente com os especialistas do setor. No ano passado, a Nvidia gastou US$ 9,5 milhões em publicidade, soma que não lhe valerá reconhecimento semelhante ao da Intel. Mas a verba pode ajudála a conquistar a fidelidade de um grupo estreito, mas influente de jovens. Huawei prevê receita 30% maior em 2013 Fabricante chinesa planeja lançar até o ano que vem novo celular com Windows 8 A Huawei, segunda maior fabricante mundial de equipamento de telecomunicação e sexta de celular, prevê que a receita da unidade para consumidor final crescerá 30% em 2013, ante os US$ 9 bilhões estimados para este ano. A fabricante chinesa planeja lançar neste ano ou no começo do próximo smartphones com sistema operacional Windows 8, declarou o presidente-executivo da Huawei Device, Wan Biao. Continuaremos a investir ativamente no próximo ano ou dois, e por isso será um grande desafio atingir alta lucratividade, disse Wan. Estamos prevendo que nossa divisão para consumidor final terá alta de 30% no faturamento no ano que vem, e que a de smartphones crescerá 40%. Reuters OMG lança câmera fotográfica inteligente Revolucionário, equipamento decide sozinho quando tirar foto e chega em novembro Uma câmera revolucionária que decide sozinha quando tirar uma foto começará a ser vendida na Inglaterra em novembro, na primeira aplicação de consumo de uma tecnologia desenvolvida pela britânica OMG. O aparelho, chamado Autographer, usa cinco sensores e software desenvolvido pela Microsoft para escolher o melhor momento para capturar uma imagem, sem precisar de qualquer intervenção do usuário. As imagens de alta resolução, que podem chegar a 2 mil num dia, podem então ser combinadas para criar um registro visual de um evento como uma festa ou um dia comum na vida do usuário. A Autographer é o primeiro aparelho de consumo da OMG. Reuters

19 Terça-feira, 25 de setembro, 2012 Brasil Econômico 19 COMUNICADO AO MERCADO DE ALTERAÇÃO DE TERMOS DA OFERTA PÚBLICA DE DISTRIBUIÇÃO DE DEBÊNTURES SIMPLES, NÃO CONVERSÍVEIS EM AÇÕES, DA ESPÉCIE QUIROGRAFÁRIA, EMATÉ DUAS SÉRIES, EM REGIME DE GARANTIA FIRME DE A Companhia de Telecomunicações do Brasil Central Algar Telecom, na qualidade de emissora e ofertante ( Emissora ), o Banco Votorantim S.A. ( Votorantim ou Coordenador Líder ), o Banco Itaú BBA S.A. ( Itaú BBA ) e o Banco Santander (Brasil) S.A. ( Santander e,em conjunto com o Coordenador Líder e o Itaú BBA, Coordenadores ), vêm comunicar que a pedido da Associação Brasileira das Entidades de Mercado Financeiros e de Capitais - Anbima as redações constantes das seções Segunda Série Novo Mercado de Renda Fixa, Plano de Distribuição e Recompra Obrigatória na Segunda Série do item 3. Sumário da Oferta do aviso ao mercado de distribuição debêntures simples, não conversíveis em ações, da espécie quirografária, em até duas séries, em regime de garantia firme de colocação, da 2ª emissão da Emissora publicado nesse jornal no dia 24 de setembro de 2012 ( Aviso ao Mercado ), foram aprimoradas e deverão passar a ser lidas da seguinte forma: SEGUNDA SÉRIE - NOVO MERCADO DE RENDA FIXA Foi concedido o registro das Debêntures da Segunda Série no Novo Mercado de Renda Fixa da ANBIMA, observando o disposto no Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas para o Novo Mercado de Renda Fixa, de 1 de outubro de 2011 ( Código ANBIMA de Renda Fixa ). Os Coordenadores envidarão seus melhores esforços para que as Debêntures da Segunda Série sejam subscritas e integralizadas por, no mínimo, 10 investidores, com participação individual máxima de 20% (vinte por cento) do valor total da Emissão, já consideradas as Debêntures Suplementares e as Debêntures Adicionais que sejam efetivamente emitidas, em atendimento ao Código ANBIMA de Renda Fixa ( Pulverização Mínima ). Caso a Pulverização Mínima não seja atingida, conforme verificado pelos Coordenadores no prazo de até 2 (dois) Dias Úteis imediatamente subsequentes à data de conclusão do Procedimento de Bookbuilding, os investidores interessados em adquirir as Debêntures da Segunda Série, que condicionaram suas ordens de subscrição das Debêntures da Segunda Série ao enquadramento destas no Código ANBIMA de Renda Fixa, e portanto, a permanência de tais Debêntures da Segunda Série no Novo Mercado de Renda Fixa da ANBIMA, terão suas ordens canceladas. O atendimento ou não atendimento da Pulverização Mínima tornar-se-á pública, pelos Coordenadores e Emissor, por meio do Anúncio de EncerramentodaOferta.EmcasodenãoatendimentodaPulverização mínima, o registro das Debêntures da Segunda Série no Novo Mercado de Renda Fixa será cancelado pela ANBIMA e a Companhia estará desobrigada à observância das obrigações, restrições e deveres previstos nos itens Oferta de Resgate Antecipado, Recompra Obrigatória e Aquisição Facultativa, bem como às demais disposições do Código ANBIMA de Renda Fixa. PLANO DE DISTRIBUIÇÃO O plano de distribuição das Debêntures elaborado pelos Coordenadores levará em consideração as relações com os clientes dos Coordenadores e outros aspectos de natureza comercial, bem como as estratégias dos Coordenadores e da Companhia, observados os termos e condições definidos no Contrato de Distribuição. Ao elaborar o plano de distribuição, com expressa anuência da Emissora, os Coordenadores assegurarão a adequação do investimento ao perfil de risco de seus clientes, o tratamento justo e equitativo aos investidores, bem como que os representantes de venda das instituições financeiras integrantes do consórcio de distribuição da Oferta recebam previamente exemplares do Prospecto Preliminar e do Prospecto Definitivo, incluindo o Formulário COMPANHIA DETELECOMUNICAÇÕES DOBRASILCENTRAL ALGARTELECOM Companhia Aberta CVM nº CNPJ nº / NIRE Rua JoséAlves Garcia, nº 415, Bairro Brasil, CEP: , Uberlândia, Minas Gerais de Referência, para leitura obrigatória e que suas dúvidas possam ser esclarecidas por pessoa designada pelos Coordenadores. Adicionalmente, nos termos do Código ANBIMA de Renda Fixa, os Coordenadores envidarão seus melhores esforços para que as Debêntures da Segunda Série atinjam a Pulverização Mínima, em atendimento ao Código ANBIMA de Renda Fixa. Destaca-se que os investidores interessados em adquirir as Debêntures da Segunda Série, poderão condicionar suas ordens de subscrição das Debêntures da Segunda Série ao enquadramento destas no Código ANBIMA de Renda Fixa, e portanto, a permanência das Debêntures da Segunda Série no Novo Mercado de Renda Fixa da ANBIMA. Caso a Pulverização Mínima não seja atingida, conforme verificado pelos Coordenadores no prazo de até 2 (dois) Dias Úteis imediatamente subsequentes à data de conclusão do Procedimento de Bookbuilding, os investidores interessados em adquirir as Debêntures da Segunda Série, que condicionaram suas ordens de subscrição das Debêntures da Segunda Série ao enquadramento destas no Código ANBIMA de Renda Fixa, e portanto, a permanência de tais Debêntures da Segunda Série no Novo Mercado de Renda Fixa da ANBIMA, terão suas ordens canceladas. RECOMPRAOBRIGATÓRIANASEGUNDASÉRIE Após a publicação do Anúncio de Encerramento e confirmação pela ANBIMA da permanência das Debêntures da Segunda Série no Novo Mercado de Renda Fixa, a Emissora está obrigada a recomprar as Debêntures da Segunda Série de titularidade de qualquer Debenturista que venha a solicitá-la, pelo saldo devedor do Valor Nominal Unitário de cada uma das Debêntures da Segunda Série de sua titularidade, acrescido da respectiva Remuneração, calculada pro rata temporis desde a Data de Emissão ou a data de pagamento de Remuneração imediatamente anterior, conforme o caso, até a data do efetivo pagamento, nas hipóteses de: (a) não atendimento de quaisquer dos requisitos para a emissão de títulos e valores mobiliários no âmbito do Código ANBIMA de Renda Fixa, em vigor na Data da Emissão, conforme previstos em seu artigo 4º, exceto o requisito Pulverização Mínima; (b) alienação do controle acionário da Emissora, seja por meio de uma única operação ou por meio de operações sucessivas; (c) transferência do controle acionário da Emissora em decorrência de cessão onerosa de direitos de subscrição de ações e de outros títulos ou direitos relativos a valores mobiliários conversíveis em ações; ou (d) alienação do controle da sociedade que detenha o poder de controle da Emissora. As demais disposições constantes do Aviso ao Mercado permanecem inalteradas. Mais informações sobre a Oferta poderão ser obtidas com os Coordenadores nos endereços indicados abaixo, e/ou com a CVM: Coordenador Líder Banco Votorantim S.A. Av. das Nações Unidas 14171, Torre A, 16º andar , São Paulo, SP At.: Sr. Roberto Roma Telefone: (11) Fac-símile: (11) Correio Eletrônico: Coordenadores: Banco Itaú BBA S.A. Avenida Brigadeiro Faria Lima, nº 3400, 3º ao 8º, 11º e 12º andares, São Paulo, SP At.: Rogerio Assaf Telefone: (11) Fac-símile: (11) Correio Eletrônico: Banco Santander (Brasil) S.A. Avenida Presidente Juscelino Kubitschek 2235, 26 andar, São Paulo, Estado de São Paulo, CEP At.: Luciano Gurgel do Amaral Telefone: (011) Fac-símile: (011) Correio Eletrônico: O Prospecto Preliminar está disponível nos seguintes endereços e páginas da Internet: (i) Emissora Companhia de Telecomunicações do Brasil Central Algar Telecom (http://www.algartelecom.com.br/ri, em tal página acessar Dívida, e clicar na seção Títulos de Dívida, em tal página no campo referente à 2º Emissão, clicar no link Prospecto ); Coordenadores Coordenador Líder Banco Votorantim S.A., Avenida das Nações Unidas 14171, Torre A, 16º andar, CEP , São Paulo, SP (http://www.bancovotorantim.com.br/web/ site/investidores_institucionais/mercado_capitais/prospectos.html, em tal página acessar Algar Telecom Prospecto Preliminar ); Banco Itaú BBA S.A., Avenida Brig. Faria Lima 3400, 3º a 8º, 11º e 12º andares, CEP , São Paulo, SP (http://www.itaubba.com.br/portugues/ atividades/prospectos-to-iubb.asp, em tal página, clicar em Algar Telecom Prospecto Preliminar ); Banco Santander (Brasil) S.A., Av. Pres. Juscelino Kubitschek 2235, bloco A, 26º andar, CEP São Paulo, SP ( em tal página acessar Prospecto Preliminar de Distribuição Pública de Debêntures Simples da Espécie Quirografária da Segunda Emissão da Algar Telecom ); CETIP S.A. Mercados Organizados, Av. Brigadeiro Faria Lima 1.663, 1º andar, São Paulo, SP (http://www.cetip.com.br, em tal página selecionar Comunicados e Documentos, nesta página acessar Prospectos, em seguida no campo Categorias de Documentos selecionar Prospectos de Debêntures, no campo título digitar Companhia de Telecomunicações do Brasil Central e no campo ano digitar 2012, em seguida clicar em BUSCAR, na página seguinte acessar o link referente ao Prospecto disponibilizado com a data mais); BM&FBOVESPA S.A. Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros, Praça Antonio Prado 48, CEP , São Paulo, SP (http:// em tal página no campo abaixo do link Empresas Listadas, digitar Companhia de Telecomunicações do Brasil Central e clicar em BUSCAR. Em seguida, clicar em Cia Telecomunicações do Brasil Central e acessar o link Informações Relevantes, posteriormente, clicar no link Prospectos de Distribuição Pública para ter acesso ao Prospecto Preliminar divulgado com a data mais recente.); Comissão de Valores Mobiliários CVM, RuaSete de Setembro 111, 5º andar, CEP , Rio de Janeiro, RJ, e Rua Cincinato Braga 340, 2º, 3º e 4º andares, CEP , São Paulo, SP (http://www.cvm.gov.br, em tal página acessar no item Acesso Rápido, ITR, DFP, IAN, IPE, FC. FR e outras Informações. No link, digitar Cia Telecomunicações do Brasil Central e clicar em Continuar. Em seguida, clicar em Cia Telecomunicações do Brasil Central e na página seguinte selecionar o link Prospecto de Distribuição Pública. Acessar download do Prospecto disponibilizado com a data mais recente); e ANBIMA Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (http://cop.anbima.com.br, em tal página acessar Acompanhar Análise de Ofertas e, em seguida acessar protocolo 018/ Cia Telecomunicações do Brasil Central clicar no link referente ao último Prospecto disponibilizado). A Oferta encontra-se em análise pela ANBIMA e pela CVM. O Prospecto Definitivo será colocado à disposição dos investidores nos locais referidos acima, a partir da data de publicação do Anúncio de Início, o que dependerá da concessão de registro da Oferta pela CVM. Quando divulgado, o Prospecto Definitivo deverá ser utilizado como sua fonte principal de consulta para aceitação da Oferta, prevalecendo as informações nele constantes sobre quaisquer outras. O REGISTRO DA PRESENTE OFERTA NÃO IMPLICA, POR PARTE DA CVM, GARANTIA DE VERACIDADE DAS INFORMAÇÕES PRESTADAS OU EM JULGAMENTO SOBRE A QUALIDADE DA COMPANHIA EMISSORA, BEM COMO SOBRE AS DEBÊNTURES A SEREM DISTRIBUÍDAS. LEIA O PROPSECTO E O FORMULÁRIO DE REFERÊNCIA DA EMISSORAANTES DE ACEITAR AOFERTA LEIA O PROSPECTO E O FORMULÁRIO DE REFERÊNCIA DA EMISSORA ANTES DE ACEITAR A OFERTA COORDENADORES COORDENADOR LÍDER

20 20 Brasil Econômico Terça-feira, 25 de setembro, 2012 ENCONTRO DE CONTAS 47% foi o crescimento obtido pela Lual Alimentos no 1º semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2011 e projeta faturar R$ 82 milhões em FÁBIO SUZUKI Eike no Cirque du Soleil Patricia Santos GIRO RÁPIDO Depois de investir em petróleo, mineração, energia e no segmento esportivo, o empresário Eike Batista entra agora em um novo mercado, o de circo. Será anunciada hoje em entrevista à imprensa no Rio de Janeiro os investimentos do bilionário na marca canadense Cirque du Soleil, a maior companhia circense do mundo. Os detalhes da parceria serão divulgados por Alan Adler, CEO da IMX, empresa de Eike que atua nas áreas de Esporte e Entretenimento, e de Daniel Lamarre, dono do Cirque du Soleil, cujo faturamento ultrapassa a casa dos US$ 600 milhões por ano. A presença do empresário canadense no país é uma mostra da importância do negócio. Nem mesmo quando a companhia anunciou sua chegada ao país, em 2006, ele esteve presente. Eike Batista expande seus negócios com o Cirque du Soleil Novo destino para lápis e canetas A Faber-Castell fechou uma parceria com a empresa de logística reversa TerraCycle para lançar o Programa de Coleta. A iniciativa visa transformar materiais de escrita como lápis, canetas, marcadores, entre outros, em matéria prima reciclada. Em busca de mais investimentos Uma comitiva do Tocantins liderada pela Secretaria da Indústria e do Comércio chega amanhã em São Paulo para divulgar o projeto O Brasil no Tocantins. A ação visa atrair investidores para a região, cujo PIB teve crescimento médio de 52,6% contra 27,5% do país. FRASE Não há mais clima para parcerias Luiz Álvaro de Oliveira Ribeiro Presidente do Santos sobre o modo como o Grupo Sonda lidou com a negociação de PH Ganso, de quem tinha parte dos direitos. Douglas Aby Saber/O Dia Segurançaprivadasuperaem 5vezesonúmero depoliciaisnopaís Um relatório da Organização dos Estados Americanos apontou que para cada policial no Brasil há cinco seguranças privados, número que demonstra a crescente preocupação com a violência no país. A tendência é que essa relação aumente ainda mais nos próximos anos, fato que tem feito as empresas de segurança investiram alto na área. Um exemplo é a GR, que neste ano disponibilizou R$ 1 milhão para treinamentos e capacitação de seus profissionais. Café sustentável A Nestlé lança nesta semana uma nova máquina da linha Nespresso no país tendo suas novidades ligadas à sustentabilidade. O aparelho tem 30% de material reciclado em sua produção e desliga automaticamente após nove minutos de inatividade. Rede D Or São Luiz investe R$ 90 milhões no ABC Duratex fecha compra de fabricante de chuveiros Grupo, que tem como sócio o BTG Pactual, teve faturamento de R$ 3,5 bilhões em 2011 com as mais de 30 unidades espalhadas por São Paulo, Rio, Pernambuco e Brasília Carolina Marcelino Com investimento de R$ 90 milhões, a Rede D Or São Luiz iniciou as obras da sua primeira unidade própria em São Caetano do Sul, no ABC Paulista. Com este hospital, o grupo cria um círculo ao redor de São Paulo, já que a rede possui unidades na Zona Sul, Leste, em Santo André, além de outras que são derivadas de fusões realizadas com outras empresas. Ao todo são 32 unidades hospitalares distribuídas no Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco e em Brasília. O Grupo, que tem como sócio BTG Pactual, teve faturamento de R$ 3,5 bilhões em Só neste ano, eles adquiriram três hospitais: Nossa Senhora de Lourdes, em São Paulo, e o Santa Luzia e o Santa Lúcia, ambos no Distrito Federal. Sozinho, o Santa Lúcia registrou faturamento de R$ 500 milhões. Segundo o consultor especialista em gestão de hospitais Genésio Antonio Körbes, a Rede D Or São Luiz tem feito um mapeamento de mercado nos últimos anos. Eles têm uma visão muito clara de crescimento. O objetivo deles é ganhar na escala, disse Körbes. Leo Caobelli/Folhapress RedeSãoLuiz, quetambémtemlaboratórios, avançanoabcpaulista O Hospital não comenta o assunto, já que eles estão passando por um momento de crise. No início de setembro, as obras que o grupo está realizando no subsolo de um edifício ao lado da unidade do São Luiz no Itaim Bibi, na capital paulista, abalou a estrutura do prédio. Todos os moradores tiveram de evacuar o local por medida de segurança e estão agora alocados em um hotel, enquanto aguardam um laudo sobre o episódio. O empreendimento de São Caetano foi lançado em O prédio, que teria 20 mil m² de área construída e 200 leitos, teve as obras adiadas e a entrega será realizada com um ano de atraso, só em O local escolhido foi o Espaço Cerâmica, complexo de luxo na região. Há rumores de que o grupo planeja investir também em cidades como Mauá e Ribeirão Pires, todas na região do ABC. Hoje eles são os maiores, mas devem ficar atentos, pois outras redes se preparam para avançar também, alertou o consultor Körbes. Segundo ele, no ano que vem há grandes chances do governo autorizar a entrada de capital estrangeiro para o investimento na área da saúde. Hoje, a Constituição Brasileira proíbe este tipo de negócio. Acordo, que precisa ser aprovado pelo Cade, prevê pagamento de R$ 65 milhões A Duratex assinou proposta vinculativa para comprar, por R$ 63 milhões, a fabricante de chuveiros eletrônicos e sistemas de aquecimento solar Thermosystem. Esta aquisição encontrase alinhada com a estratégia de crescimento da companhia em segmentos sinérgicos aos negócios atuais e deverá agregar uma capacidade de produção de 1,5 milhão de peças anuais, afirmou a empresa de materiais de construção, que precisará da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para fechar negócio. Segundo a Duratex, a Thermosystem teve uma receita bruta de quase R$ 70 milhões em 2011 e uma participação de mercado de 7%. Pelos próximos três anos, deveremos contar com a colaboração dos atuais sócios da Thermosystem na gestão conjunta do negócio, afirmou a Duratex. A compra faz parte de um plano maior de expansão, que inclui a adição de duas fábricas ao segmento Deca, a abertura de uma unidade de louças no próximo ano e de uma fábrica de MDF no segmento de madeiras.

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