Governo falha meta e corta apenas 14% dos contratados a prazo

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1 EDIÇÃO LISBOA TER 18 FEV 2014 HOJE 1 AS Edições Fac-similadas - Série II Por + 5,95 Vol.4 O Culto do Chá de Wenceslau de Moraes Governo falha meta e corta apenas 14% dos contratados a prazo O executivo tinha-se comprometido a reduzir para metade o número de trabalhadores a prazo até final de 2013, mas só conseguiu dispensar pouco mais de dez mil funcionários com contratos precários Economia, 14/15 PÓS-TROIKA SEGURO REJEITA APELO DE PASSOS PARA UM ENTENDIMENTO Destaque, 2 a 5 DANIEL ROCHA Polícias não se conformam com aumento de 25 euros Agentes da PSP e guardas da GNR convocam manifestação à porta do Parlamento a 6 de Março p11 PRÉMIOS BAFTA GRAVIDADE E 12 ANOS ESCRAVO DISTINGUIDOS NA ÚLTIMA PARAGEM ANTES DOS ÓSCARES Cultura, 26/27 O secretário-geral do PS respondeu ao primeiro-ministro durante uma visita ao Salão Internacional do Sector Alimentar Oito horas de tiros na favela da Rocinha do Rio de Janeiro ONU acusa Coreia do Norte de crimes contra a humanidade Pedida condenação de deputados da Madeira por desvio IMT exige devolução de suplementos a 300 trabalhadores Violência põe em causa sucesso das operações de expulsão do narcotráfico p24 Relatório diz que Kim Jon-un e outros membros do regime devem ser julgados p26/27 Procurador do MP ficou estupefacto e horrorizado ao verificar as despesas p6 Instituto dos Transportes pede a devolução de 2,8 milhões a trabalhadores p10 PUBLICIDADE Ano XXIV n.º ,10 Directora: Bárbara Reis Directores adjuntos: Nuno Pacheco, Miguel Gaspar, Simone Duarte, Pedro Sousa Carvalho Directora de Arte: Sónia Matos ISNN:

2 2 DESTAQUE PÚBLICO, TER 18 FEV 2014 PÓS-TROIKA Passos insiste em entendimento com PS, Seguro acusa Governo de incongruência O apelo a um entendimento no pós-troika volta a estar em cima da mesa. Mas Seguro rejeita, dizendo que os apelos não colam com os actos do Governo e são para a galeria, ou seja, para fins mediáticos Sofia Rodrigues Dias depois de renovados apelos a um entendimento com o PS com vista a concluir o programa de assistência e conquistar a confiança dos mercados, o primeiro-ministro reiterou o convite, mas esclareceu que a convergência é recomendável, mas não obrigatória. Pediu uma resposta sem urgência, mas o líder do PS, António José Seguro, apressou-se a esclarecer: O discurso do primeiro-ministro tem fins mediáticos. No mesmo dia, o ministro da Economia pediu reuniões com todos os partidos para discutir os investimentos em infra-estruturas. Se possível para convergir. A poucos meses do fim do Programa de Assistência Económica e Financeira, Passos Coelho tem vindo a sublinhar a importância de um entendimento com o PS. Não se trata de uma exigência como aconteceu em 2011 quando o PSD e o CDS se comprometeram com o programa 2014 Passos Coelho disse que o financiamento para o ano de 2014 já está assegurado 4Seguro apontou quatro exemplos em que a opinião dos socialistas não foi tida em conta de resgate. Não é assim com uma linha cautelar, como não é assim com o regresso aos mercados. Não é obrigatório, o que não quer dizer que não seja recomendável, afirmou o primeiro-ministro, após mais de duas horas e meia de uma visita ao Salão Internacional do Sector Alimentar (SISAB), no Pavilhão Atlântico, em Lisboa. Ainda de manhã, Passos Coelho sublinhou a necessidade de haver uma resposta, mas sem urgências. A participação do PS é muito bem-vinda e necessária e o PS não precisa de ter pressa em responder, afirmou. Só à tarde, António José Seguro viria a responder a este desafio, no mesmo local. A visão europeísta dos socialistas não foi esquecida, tendo em conta as regras acordadas em Bruxelas para os próximos anos em termos de limite máximo de dívida. É importante que o PS, que tem sido reiteradamente também um partido de vocação europeia e com vocação de Governo, possa junto dos portugueses, mas junto também dos investidores externos, oferecer garantias sobre a nossa trajectória de dívida pública, que é como quem diz também, neste caso, sobre a trajectória do défice português, que precisa de deixar de ser um défice para ser um excedente orçamental, considerou. O envolvimento do PS no Documento de Estratégia Orçamental foi também pedido esta segunda-feira pela ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque. Mais uma vez o primeiro-ministro desafiou Seguro a dar nota pública de propostas concretas para diminuir o défice público e ajudar a controlar a trajectória da dívida, que contribuirão para reforçar a confiança em Portugal. Colocando de parte a hipótese de segundo resgate, Passos Coelho deu conta do financiamento já assegurado a médio prazo. Nós temos, por exemplo, praticamente assegurado o financiamento para o ano de 2014 e estamos já a preparar-nos para fazer pré-financiamento para Portanto, não podemos comparar a situação em que o país esteve mergulhado em 2011 com aquela em que estamos hoje, referiu. Na decisão por um programa cautelar que o Governo garante ainda não estar tomada Passos Coelho rejeitou quaisquer tentações eleitoralistas, tendo em conta a proximidade das eleições europeias e a conclusão do programa: Não há tentações nenhumas. Nós temos tido ao longo deste período muitas vezes o ónus de não nos termos preocupado com as eleições. Temos procurado ao longo de todo este tempo pensar no futuro do país, e é assim que continuaremos. Apelos não colam com actos, diz Seguro. Na resposta, o secretário-geral do PS afirmou que os apelos do primeiro-ministro ao consenso com os socialistas não colam com os actos do Governo e considerou que Passos Coelho acenou para a galeria com fins mediáticos. António José Seguro falava aos jornalistas, após ter visitado também o SISAB, horas depois do primeiro-ministro ter passado pela feira. Confrontado com este repto do lí-

3 PÚBLICO, TER 18 FEV 2014 DESTAQUE 3 ENRIC VIVES-RUBIO Passos faz apelo a um entendimento com o PS. Seguro diz que apelos não colam com actos Outro que vier é igual, a gente é que se ilude der do executivo, o secretário-geral do PS respondeu: As palavras do primeiro-ministro não colam com a prática. Uma coisa são as palavras e outra coisa são os actos. E a prática do Governo contraria o discurso do primeiro-ministro. Para justificar esta dissonância, Seguro apontou quatro exemplos em que a opinião dos socialistas não foi tida em conta: A Lei de Bases do Ambiente, com garantia de não privatização das águas; privatização da EGF (holding de resíduos sólidos urbanos); acordo de parceria para os fundos comunitários; e regulamentação dos despedimentos sem o consenso dos representantes dos trabalhadores. São casos que, segundo o líder do PS, demonstram que o discurso do primeiro-ministro é um discurso para a galeria, que tem fins mediáticos e que não tem qualquer correspondência com a prática do Governo. Relativamente a um acordo sobre programa cautelar, Seguro lembrou uma entrevista de Passos Coelho, em Dezembro, em que dispensava o PS António Pires de Lima convidou os partidos para uma reunião ainda em Fevereiro para discutir os investimentos em infraestruturas dessa solução. Mais um exemplo em que o primeiro-ministro diz uma coisa diferente do que dizia ainda há bem pouco tempo, afirmou Seguro, após duas horas de visita à feira. Na tarde em que fazia estas declarações, António José Seguro bem como outros líderes partidários foram desafiados pelo Governo a debater os investimentos em infra-estruturas ainda este mês. É uma discussão que se trava a propósito do relatório do Grupo de Trabalho para as Infraestruturas de Elevado Valor Acrescentado. Nas cartas enviadas pelo ministro da Economia ao PSD, PS, CDS, PCP, BE e Verdes, Pires de Lima salienta que o objectivo não é apenas ouvir mas também contraditar e, sempre que possível, procurar convergir com esses contributos dos partidos, na avaliação que tem de fazer do próprio relatório. O relatório já foi entregue ao Governo português, que tem de comunicar a sua posição final à Comissão Europeia, em final de Março, no âmbito do acordo de parceria Portugal Reportagem Sofia Rodrigues Assim que Passos Coelho dobra a esquina, depois de cumprimentar dois empresários ligados ao vinho, um deles sorri e desabafa para a sua colega do lado como se estivesse a justificar o aperto de mão: Outro que vier é igual, a gente é que se ilude. Ele é só a face disto. A mulher solta uma gargalhada e exclama: Pois esse é que é o problema! O primeiro-ministro dava os primeiros passos num labirinto de stands, montados no Salão Internacional do Sector Alimentar e Bebidas (SISAB), um palco para empresas exportadoras, que abriu ontem, em Lisboa. Tirou fotografias com empresárias chinesas, cumprimentou polacas, cheirou vinho, quis saber a confecção de pastéis de bacalhau, deu as boas-vindas a homens de negócios, tentou ajudar um empresário português com dificuldades em exportar peles de bacalhau. Passos foi um verdadeiro anfitrião da feira ao longo de duas horas e meia de visita. De telemóvel em punho duas chinesas percorreram vários metros numa perseguição fotográfica ao primeiro-ministro. Até que o encontro se acabou por dar. Não conheço a China, espero ir lá para o ano, confessou, em inglês, às jovens empresárias ligadas ao vinho. Uns metros mais à frente, foi a sardinha de Peniche, ultracongelada, que lhe chamou a atenção. Suponha que eu comprava esta sardinha com o objectivo de a assar, como é que se descongela?, perguntou às gestoras. É deixar descongelar quatro ou cinco horas antes e salpicar de sal, respondeu uma delas. Ah, ao natural, retorquiu o primeiro-ministro, parecendo desapontado por não poder acelerar o processo. Não levou as sardinhas, mas noutro stand provou um pastel de bacalhau pré-feito e interessou-se pela confecção: O que é que faz à cebola? Pica-a?. A curiosidade ficou ainda mais aguçada quando se deparou com um engraxador. Passos queria saber onde se podia comprar um creme para os sapatos como havia antigamente. Ah, no armazém. No supermercado eu bem procuro mas não encontro, retorquiu o primeiro-ministro, quando lhe foi indicado uma loja na Praça da Figueira. Sempre que possível, Passos Coelho cumprimentava potenciais clientes. Uma delas, que provava vinho, era polaca. Conheço o vosso primeiroministro, Donald [fez uma pausa] Tusk. Conhece-o?, interrogou. Conheço, mas não pessoalmente, respondeu a empresária, sorrindo. Volte de novo, rematou Passos Coelho, em inglês, depois de também ter levado o copo ao nariz. Se alguns empresários portugueses se mostraram pouco interessados na passagem do líder do Governo pela sua loja, outros vieram à sua procura para lhe dar boas notícias. Em 2013 triplicámos as exportações, disselhe um empresário português ligado aos cereais. Podia ser um mote para o governante insistir nos indicadores positivos da economia, mas Passos Coelho limitou-se a expressar satisfação. Foi já num reencontro com um antigo membro do Governo, o ex-secretário de Estado da Administração Local, Paulo Júlio, que Passos optou por deixar uma mensagem política. Espero que também tenhamos uma revisão em alta das perspectivas da economia, disse ao antigo secretário de Estado de Miguel Relvas, despedindo-se em seguida: Paulo, um abraço grande! Ainda longe do fim da visita, Passos Coelho pareceu ter perdido a noção do tempo. Estou sem relógio. Estou aqui há uma hora?, perguntou. Carlos Morais, director do SISAB, que esteve sempre ao seu lado, corrigiu: Há uma hora e meia, senhor primeiro-ministro. E ficou mais uma hora, entre cumprimentos e felicitações.

4 4 DESTAQUE PÚBLICO, TER 18 FEV 2014 PÓS-TROIKA Ministra das Finanças garante que disciplina orçamental terá de se prolongar por muitos anos Maria Luís Albuquerque também apelou a um entendimento com os principais partidos da oposição sobre algumas questões essenciais para evitar sobressaltos em caso de mudança de Governo A ministra diz que esta será a primeira vez que um governo de coligação chega ao fim da legislatura Isabel Arriaga e Cunha Um dos grandes riscos que Portugal enfrenta, afirmou a ministra durante um seminário da OCDE em que foi um dos oradores em conjunto com vários parceiros europeus é o país cair na tentação de abandonar a disciplina orçamental por pensar que o mais difícil do processo de ajustamento económico e financeiro (ligado à ajuda externa) já foi conseguido. Não podemos correr o risco de pensar que fizemos o que precisava de ser feito e que agora podemos ser clementes na disciplina orçamental, afirmou, reconhecendo que a tarefa mais difícil [do Governo] numa perspectiva política é lidar com as expectativas. Isto porque quando as coisas começam a melhorar, pode haver a tentação de pensar que FRANCOIS LENOIR/REUTERS a parte difícil já passou. Eu diria que a parte mais difícil já passou, mas ainda há muito trabalho pela frente, insistiu. Garantindo, em resposta a uma pergunta, que as tensões políticas do ano passado foram ultrapassadas e que o Governo está muito coeso, a ministra reconheceu que tem sido muito difícil manter a população connosco por causa das dificuldades do programa de ajustamento económico e financeiro. Isto porque, mesmo se os desequilíbrios se foram acumulando desde a adesão ao euro, as pessoas só sentem os problemas quando a solução é implementada, afirmou. Por isso, frisou, é importante mostrar resultados, é importante continuar a ajustar a trajectória quando necessário, é importante também dar expectativas às pessoas de que as coisas vão melhorar, como estão de facto a melhorar. No entanto, frisou, também é muito importante dizer às pessoas que não se vai voltar ao que havia antes, porque não há nada para onde voltar, já não existe. De facto, pode-se mesmo argumentar que essa realidade não existia realmente, era uma ilusão e por isso é que a aterragem tem sido tão dura. Insistindo em que a estabilidade política é importante, Maria Luís Albuquerque afirmou que será a primeira vez que um Governo de coligação chegará ao fim da legislatura na história democrática portuguesa. Nesta perspectiva, a gestão das expectativas continuará a ser o maior desafio, o que, defendeu, pressupõe algum tipo de entendimento mais alargado também com os principais partidos da oposição sobre a agenda das reformas e sobre as coisas em que todos estamos de acordo relacionadas com a nossa participação na zona euro e com os objectivos comuns que partilhamos. Deve haver uma base comum que nos oriente neste processo, de forma a que a mudança de um Governo para o outro no processo democrático normal não provoque sobressaltos nem tenha um impacto significativo nas expectativas das pessoas, defendeu. Jeroen Dijsselbloem, ministro das Finanças da Holanda e presidente do Eurogrupo, reconheceu igualmente que a chave de todo o processo de reformas económicas é convencer o eleitorado sobre a sua necessidade como condição para assegurar o crescimento económi-

5 PÚBLICO, TER 18 FEV 2014 DESTAQUE 5 As pessoas pensam que o que estamos a fazer é destruir o Estado-providência Jeroen Dijsselbloem Presidente do Eurogrupo co e manter o modelo social europeu. Temos Estados-providência bastante fortes, investimos muito ao longo de várias gerações para os construir, e se as pessoas perceberem que o que estamos a fazer é tentar torná-los sustentáveis no futuro, poderão sentir-se motivadas a aceitar algumas das medidas que adoptamos, considerou. O problema, reconheceu Dijsselbloem, é que as pessoas pensam que o que estamos a fazer é destruir o Estado-providência, o que é uma percepção errada. Manter um Estado-providência mais forte e moderno para a Europa tem de estar no centro do que estamos a fazer, insistiu. O ministro holandês reconheceu que as reformas que está a aplicar no seu país nos sectores da banca, habitação e sistemas de saúde deviam ter sido feitas há dez anos, mas estão a ser feitas todas ao Grécia só receberá nova ajuda da zona euro depois do Verão Foi um balde de água fria sobre as expectativas de Atenas AGrécia vai ter de esperar até ao Verão para retomar as negociações com a zona euro sobre os termos de um novo pacote de assistência financeira o terceiro depois dos 110 mil milhões de euros de Maio de 2010 e dos 130 mil milhões de Fevereiro de 2012, que incluirá um abatimento parcial da dívida pública. Este calendário foi fixado nesta segunda-feira por Jeroen Dijsselbloem, presidente do Eurogrupo, que deitou assim um balde de água fria sobre as expectativas de Atenas de obter uma clarificação do novo pacote antes das eleições europeias. O Governo grego esperava ir a votos já com a concretização da promessa feita pela zona euro no final de 2012 de fazer um gesto para aligeirar a dívida pública logo que o país conseguisse um excedente orçamental primário (sem contar com os juros da dívida), o que aconteceu em 2013, um ano mais cedo do que o esperado, de modo a travar a subida da esquerda radical, que contesta as condições associadas à ajuda externa. Se o actual programa for respeitado, haverá novos desembolsos da ajuda até Maio, o que significa que não é urgente falar de um novo programa, afirmou Dijsselbloem. Falaremos do futuro em Agosto e, em concreto, como é que vamos reduzir a dívida grega, e quem é que o vai fazer, precisou. A Alemanha recusa, no entanto, enfrentar a questão antes das eleições europeias de Maio, sabendo que os países do euro terão de assumir perdas nos empréstimos concedidos a Atenas por via de um prolongamento dos prazos médios do seu reembolso, dos 30 anos actualmente previstos, para 50 anos. mesmo tempo e em época de crise e de elevado desemprego. É a altura errada para fazer estas reformas, mas não temos alternativa, garantiu. Às vezes quando se está no Governo é preciso fazer coisas que são politicamente erradas na altura errada, mas economicamente correctas e que têm de ser feitas, sustentou. Tal como Maria Luís Albuquerque, Dijsselbloem defendeu que as decisões sobre as reformas têm de dar clareza às pessoas em vez de incerteza. Se as reformas não se fazem, as pessoas sabem na mesma que as coisas não estão bem e que alguma coisa terá de ser feita rapidamente, e isso cria incerteza, afirmou. As reformas constituem uma aventura politicamente arriscada. Não sei se vamos conseguir, mas felizmente não temos eleições nacionais nos próximos anos, por isso espero que tenhamos resultados antes. PUBLICIDADE

6 6 PORTUGAL PÚBLICO, TER 18 FEV 2014 MP pede condenação de deputados por desvio de dinheiro na Madeira Fiquei estupefacto, envergonhado e horrorizado ao verificar as despesas, confessou o procurador. Tribunal aguarda clarificação sobre a contagem do tempo, antes de decidir a prescrição do pagamento da multa Financiamento Tolentino de Nóbrega O procurador adjunto da República pediu ontem a condenação de dez deputados da Assembleia Legislativa da Madeira (ALM), exigindo-lhes a restituição de cerca de dois milhões de euros usados indevidamente e não justificados dentro das actividades parlamentares em Intervindo nas alegações finais do julgamento na secção regional do Tribunal de Contas, o procurador Nuno Gonçalves admitiu que a devolução possa ser num montante simbólico e não integral, atendendo a que os acusados, líderes parlamentares e representantes únicos de partidos representados na assembleia regional, estão a ser julgados pela primeira vez. Quanto ao pagamento de multa, o representante Ministério Público (MP) pede que sejam ilibados, por prescrição do procedimento, como foram os membros do conselho de administração do parlamento que não chegaram a ser demandados. Fiquei estupefacto, envergonhado e horrorizado ao verificar as despesas, confessou o procurador. Nunca pensei que um deputado se fosse instalar num hotel, a pedir coisas na piscina, em fato de banho, [à custa da subvenção que também serviu], disse, para pagar gincanas de carrinhos de madeira [ou] 65 viagens áreas entre o continente e Madeira, 34 só num dia. Há muitas despesas que não tinham nada a ver com a actividade parlamentar, frisou. Os gastos dos grupos parlamentares da ALM, na ordem dos seis milhões de euros, são um perfeito absurdo, quando a Assembleia da República e o parlamento dos Açores se governam com muito menos, com 900 mil e 800 mil euros, disse o procurador. Na acusação, o MP refere que os deputados não apresentaram qualquer justificativo da utilização dos 1,9 milhões no último trimestre de 2006, tendo também contribuído para que alguém ou entidade se apoderasse e/ ou gastasse [a verba] noutros fins que não os estabelecidos, ou seja, que aquele montante desaparecesse, em prejuízo do erário público. Nas alegações finais, os advogados de defesa questionam a competência do Tribunal de Contas para julgar Procurador considerou absurdos os gastos dos grupos parlamentares da Madeira RUI GAUDÊNCIO este processo, alegando que a fiscalização das contas das assembleias regionais passou para o Constitucional. Tal aconteceu, por determinação da Lei do 55/2010 (OE), através de uma norma interpretativa cuja aplicação tem efeitos retroactivos, frisou Guilherme Silva, advogado de Jaime Ramos (PSD), Violante Saramago (BE) e João Isidoro (independente). O Tribunal de Contas está a querer arrogar-se a uma competência que não tem [e o MP, com este processo], está enlamear todo um parlamento [e a] prestar um mau serviço à democracia, acusou o advogado e vicepresidente do parlamento, pedindo também a nulidade do julgamento por ter decorrido sem o levantamento da imunidade dos deputados por parte do parlamento regional. A acusação resulta de uma presunção errada, pois nunca foram os demandados a decidir a utilização do dinheiro, frisou Ricardo Vieira, advogado de José Manuel Rodrigues (CDS) e de Victor Freitas, Lino Martins e Gil França (PS). Também Marta Delgado, defensora de Paulo Martins (BE), acusou o MP de ultrapassar todas as regras da prova, ao não ter provado que o dinheiro foi para a mão dos deputados. Também José Lizardo, advogado de Edgar Silva e Leonel Nunes (PCP), argumentou que os deputados não devem ser julgados como agentes públicos. Na última audiência de julgamento, o juiz Lobo Ferreira anunciou que apresentara um recurso ao plenário do Tribunal de Contas (TC), em Lisboa, para clarificação quanto aos prazos de prescrição, por se colocarem dúvidas se a contagem do tempo é interrompida durante a auditoria. De acordo com a Lei n.º 98/9, de organização e processo do TC, é de dez anos o prazo da prescrição do procedimento por responsabilidades financeiras reintegratórias e de cinco anos por responsabilidades sancionatórias. O juiz deverá exarar o despacho sobre a matéria de facto nos próximos dias, ficando a sentença dependente da decisão sobre a prescrição. Não está marcado o julgamento das contas da ALM relativas a 2007, com um desvio de 4,3 milhões, nem das subvenções parlamentares de 2008 a 2010, cerca de 12,5 milhões, entregue ao Departamento de Investigação Criminal da PJ no Funchal.

7 PÚBLICO, TER 18 FEV 2014 PORTUGAL 7 Breves A arte de dissimular e a sobranceria do Governo e do PS, segundo o PCP Movimentos querem igualdade com partidos Novos mercados Paulo Portas insiste na diplomacia económica O vice-primeiro-ministro defendeu ontem, em Vale de Cambra, que, neste tempo de viragem, a diplomacia portuguesa deve ajudar à afirmação das empresas nacionais em novos mercados, para que não sejam outros países a aproveitar essa oportunidade. Sou altamente favorável a que a diplomacia económica possa fazer tudo o que está ao seu alcance para abrir portas às empresas nacionais em novos mercados, afirmou, a propósito do contrato do novo projecto de cinco milhões de euros com o qual a empresa Vicaima pretende aumentar a sua produção de portas e alargar o seu mercado externo de 27 para 34 países. Se não o fizermos nós, outros governos o farão pelas suas próprias empresas, insistiu Portas. Prémios para eurodeputados Edite Estrela e Capoulas Santos entre os nomeados Os eurodeputados socialistas portugueses Edite Estrela e Luís Capoulas Santos estão entre os nomeados para os prémios Eurodeputados 2014, promovidos pela revista de actualidade política The Parliament, em conjunto com o Parlamento Europeu (PE). Edite Estrela, que já venceu em 2010 na categoria de Emprego e Assuntos Sociais, volta a ser designada nesta área, pelo seu trabalho em defesa da saúde e direitos sexuais e reprodutivos das mulheres, dos direitos dos trabalhadores e do combate às desigualdades. Capoulas Santos, deputado do ano em 2012 na área da Agricultura, é designado nesta categoria, fruto do seu trabalho como relator e negociador do PE na reforma da Política Agrícola Comum, entretanto aprovada. Partidos Maria Lopes No arranque das jornadas parlamentares, comunistas criticam PS e partidos da maioria, e dão o tiro de partida para as europeias Jerónimo de Sousa cavou ontem um pouco mais o fosso dos comunistas em relação ao PS. O secretário-geral do PCP inclui os socialistas entre os que usam a sobranceria e as artes da dissimulação, ao lado dos partidos da actual maioria. Em sintonia, o líder da bancada comunista, João Oliveira, não se cansou de criticar a propaganda do Governo. Os comunistas estão até hoje no distrito de Setúbal para mais umas jornadas parlamentares, desta vez juntando deputados à Assembleia da República e ao Parlamento Europeu devido à aproximação das eleições europeias. Na sessão de abertura, ao início da noite de ontem, ouviramse críticas ao Governo, ao PS e às políticas da União Europeia. No caso desta última, as suas orientações ampliaram os problemas e fragilidades da economia nacional e acentuaram a sua dependência e défices estruturais, em vez de contribuírem para o desenvolvimento do país, apontou o eurodeputado e cabeça de lista da CDU, João Ferreira. O secretário-geral do PCP fez o discurso mais longo, apontando baterias a PSD, CDS e também PS. Realçou que o Governo quer fazer crer ao país que está próximo de ter uma saída limpa do pacto de ruína e empobrecimento nacional, como chama ao programa de ajustamento, que classifica como o período mais negro da nossa vida democrática. Seja qual for a solução programa cautelar ou saída à irlandesa, com este Governo, com esta política nacional e europeia, não há saídas limpas, só há saídas sujas. Ou seja, o que estão a preparar são novas medidas penalizadoras dos trabalhadores, do povo e do país. Esta é uma das facetas da arte de dissimular de quem tem alternado no poder e ajudou a hipotecar a soberania do país, diz Jerónimo. É isso que têm feito essas forças PS, PSD e CDS, que, com a sobranceria de quem pensa estar legitimado por uma espécie de direito divino, se continuam a reclamar Jerónimo voltou ontem a meter no mesmo saco PSD, CDS e PS de partidos do arco do poder, em exclusividade, uma reivindicação abusiva e antidemocrática, mas também identificadora dos verdadeiros responsáveis pelo estado de degradação económica, social e política a que conduziram o país. Jerónimo de Sousa lembrou o rasto de violência e drama e a acção destruidora de vidas e recursos das políticas nacionais e europeias dos últimos cinco anos, uma responsabilidade partilhada por governos do PS e do PSD/CDS. A campanha [do Governo] de propaganda diária de ilusões e mistificações sobre a realidade do país, vendendo ideias de falsos sucessos e recuperações, não casa com o agravamento da realidade (...) Da destruição do tecido produtivo ao desemprego brutal e massivo, passando pela emigração de milhares, aumento da exploração do trabalho, acelerado processo de empobrecimento ou violação dos direitos constitucionais. O aumento da exploração e o alargamento da pobreza não foram danos colaterais. Foram e são objectivos do Governo, acusou o secretário-geral comunista. RUI GAUDÊNCIO O líder da bancada parlamentar, João Oliveira, também criticou a euforia do Governo na campanha de propaganda diária de ilusões e mistificações sobre a realidade do país, vendendo ideias de falsos sucessos e recuperações que não casam com o agravamento da realidade económica e social sentida pelos portugueses diariamente. Como? Manipulando estatísticas, fazendo promessas ou mesmo desdizendo hoje o que acabou de aprovar ontem. Ao juntar os eurodeputados nas jornadas, o PCP mostra que está já em campanha eleitoral para as europeias. Sobre a União Europeia, Jerónimo de Sousa disse que a evolução dos últimos anos revela bem o grau de falsidade dos discursos da solidariedade, da coesão e da Europa social. O eurodeputado João Ferreira desfiou o rol de consequências nefastas das políticas europeias no país, da agricultura com a redução de 500 mil hectares da superfície agrícola útil e encerramento de 300 mil explorações agrícolas nos primeiros 20 anos da Política Agrícola Comum, segundo contabilizou às pescas, uma vez que na primeira década de Política Comum das Pescas, abateu-se 36% da frota pesqueira e reduziu-se 40% nas capturas de pescado, apontou. Mas o mesmo aconteceu na indústria, em que o peso do sector no PIB nacional caiu de mais de 30% para menos de 15%. E citou o Banco de Portugal para traçar um retrato negativo e dizer que, entre 1996 e 2001, saiu mais dinheiro de Portugal para a União Europeia do que o saldo das transferências de fundos comunitários. Cidadania Associação quer regras de financiamento idênticas e que movimentos independentes possam ter os seus próprios símbolos A Associação de Movimentos Independentes (AMAI) elegeu no último fim-de-semana os seus órgãos directivos para os próximos quatro anos, num encontro onde contestou sobretudo a discriminação em relação aos partidos políticos de que os movimentos dizem ser alvo. Os cerca de 80 participantes na assembleia geral realizada sábado e domingo, em Tomar, pediram que o Presidente da República, a presidente da Assembleia da República ou o provedor de Justiça assumam as suas responsabilidades e solicitem ao Tribunal Constitucional a declaração de inconstitucionalidade de normas que consideram discriminatórias. Em causa, destacam, as regras que proíbem o uso de símbolos pelas candidaturas independentes e as que impõem regras de financiamento penalizadoras. Há algumas batalhas que temos de travar para que não continuemos a ser discriminados como até agora, salientou à Lusa o presidente reeleito, Pedro Marques, da Associação Independentes por Tomar. Em seu entender, um dos problemas é o pagamento de 23% de IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado) pelos movimentos independentes, quando os partidos estão isentos deste pagamento. De acordo com Pedro Marques, este ano houve mais movimentos independentes a associarem-se à AMAI. A associação passou de oito para 11 vice-presidentes e 11 vogais e alargou-se a outros concelhos do país que antes não estavam representados, como Chaves, Cerveira, Marinha Grande, Cascais e Oeiras. Os movimentos de cidadãos podem candidatar-se nas eleições autárquicas, mas estão impedidos de concorrer a legislativas e às europeias, reservadas aos partidos políticos. A estratégia da direcção da AMAI para o próximo mandato será discutida num encontro que terá lugar a 8 de Março, em Tomar. José Vitorino, do Movimento Salvar Faro com Coração, preside à assembleia geral e Alberto Fróis Santos, do Movimento Independentes por Rio Maior, ao conselho fiscal. Lusa

8 8 PORTUGAL PÚBLICO, TER 18 FEV 2014 Estrasburgo discute se clientes de prostitutas devem ser criminalizados Modelo sueco em cima da mesa. Eurodeputada socialista Edite Estrela, da Comissão dos Direitos da Mulher e Igualdade de Género do Parlamento Europeu, diz que desfecho é imprevisível Parlamento Europeu Ana Cristina Pereira A proposta consta de um relatório da Comissão dos Direitos da Mulher e Igualdade de Género do Parlamento Europeu. No próximo dia 27 será debatido e votado em Estrasburgo: criminalizar quem compra sexo, como na Suécia. Uma onda reactiva propaga-se Europa fora, incluindo Portugal. A redução da procura deve fazer parte de uma estratégia integrada contra tráfico [de pessoas] nos Estados-membros, lê-se no documento. A redução da procura pode ser alcançada através de legislação que coloca dentro da fronteira criminal quem compra serviços sexuais. A Rede sobre Trabalho Sexual, que agrega a maioria das organizações que trabalham com prostitutas em Portugal, já deu nota do seu repúdio: Posições que defendem modelos de criminalização dos/as clientes de serviços sexuais constituem um retrocesso na luta pelos direitos dos/ as trabalhadores/as do sexo (TS). O impacto negativo destes modelos na vida dos TS é elevado. O relatório, lembram, contraria posições assumidas por diversos organismos internacionais. A começar pelo Conselho da Europa, que em 2007 pediu que se evitem políticas ambíguas que empurram as prostitutas para a clandestinidade; [que se] abandonem posturas moralistas e adoptem outras mais pragmáticas; [que se] auxilie quem quer sair e [se] forneça condições dignas para quem opta por esta forma de vida; [que se] condene de forma sistemática todas as formas de prostituição forçada. Alina Santos, da Agência Piaget para o Desenvolvimento, que faz parte da Rede sobre Trabalho Sexual, enfatiza o risco de maior violência: as prostitutas têm de ficar em espaços mais isolados, porventura menos iluminados, com certeza mais afastados dos olhos das polícias. E dispõem de menos tempo para negociar com o cliente, para perceber se está alterado pelo álcool ou por outras drogas. Os riscos para a saúde, indica, também crescem. Os preservativos são confiscados pela polícia como meios de prova e as prostitutas chamadas a testemunhar contra os clientes. Sobram relatos sobre clientes que se recusam a usar preservativo e locais que Em Portugal a prostituição voluntária, de adultos, está descriminalizada há 30 anos A França aprovou um projecto- -lei que prevê uma multa de 1500 euros para os clientes da prostituição. Desde então, aumentou a pressão sobre o Governo britânico para fazer o mesmo optam por não os ter à disposição. Aquela é a proposta da relatora, Mary Honeyball, lembra Edite Estrela, vice-presidente da Comissão dos Direitos da Mulher e Igualdade de Género do Parlamento Europeu. O tema não é consensual dentro das famílias políticas. Eu própria tenho dúvidas, por isso não tenho tomado uma posição muito firme, revela. O resultado da votação parece-lhe imprevisível. Não só por ser um tema fracturante, mas também porque o Parlamento já está numa fase atípica. As eleições europeias estão à porta. Há muitos deputados, sobretudo de países nórdicos, onde funcionam listas abertas, que já estão em campanha. E isso, no entender da eurodeputada socialista, pode alterar o equilíbrio de força. Segundo as autoridades suecas, a prostituição de rua caiu a pique. Por causa do modelo, mas não só. PAULO PIMENTA A 1 de Janeiro de 1999, quando a criminalização dos clientes entrou em vigor, a Internet era novidade e quase não havia telemóveis. Na era digital, a zona quente na Suécia é a Internet. Um inquérito feito em 2009 revelou que 10% dos jovens entre os 16 e os 25 anos já tinham publicado fotos em poses eróticas na Net e que 1,7% já tinham recebido dinheiro por sexo. A Noruega e a Islândia adoptaram modelos semelhantes. A Finlândia criminaliza os clientes de vítimas de tráfico. Já no final do ano passado, a França aprovou um projecto-lei que prevê uma multa de 1500 euros para os clientes da prostituição. Desde então, aumentou a pressão sobre o Governo britânico para fazer o mesmo. Dentro da Comissão dos Direitos da Mulher houve logo quem defendesse a distinção entre prostituição forçada e consentida. Na Suécia, na Islândia e na Noruega toda a prostituição é encarada como uma violação dos direitos humanos, mas na Holanda, na Alemanha e na Suíça a prostituição voluntária de adultos é regulada como trabalho, com obrigações fiscais e contribuições para a Segurança Social. Em Portugal, a prostituição consentida, entre adultos, foi despenalizada em O sistema judicial não se mete no assunto, a menos que haja proxenetismo. Em 2005, o então secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Jorge Lacão, anunciou a sua simpatia pelo modelo sueco. É uma solução que não guetiza as prostitutas, defendeu. Uma procura meramente comercial do sexo implica uma ofensa à personalidade da pessoa procurada. Colocando o tema da prostituição na agenda da igualdade de género, afiançava estar empenhado em gerar um debate aberto.

9 PÚBLICO, TER 18 FEV 2014 PORTUGAL 9 Anacom investe 448 mil euros em rede de sondas para medir TDT Tribunal liberta suspeito de sequestro de duas mulheres em Odivelas Televisão Ana Brito O regulador das comunicações vai espalhar 386 sondas de norte a sul do país. Consulta pública da TDT está para breve A Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) investiu aproximadamente 448 mil euros na construção de uma rede de sondas para a monitorização em permanência da qualidade do sinal da televisão digital terrestre (TDT). À Anacom chega directamente uma média de 100 a 200 reclamações sobre a TDT por mês (a entidade reguladora recebe ainda as queixas que lhe são transmitidas pela Deco, embora este ano ainda não tenha chegado nenhuma). Fátima Barros, presidente da Anacom, sublinha por isso que o objectivo do regulador continua a ser o de garantir que todos têm acesso a serviço de televisão de qualidade. A rede de sondas que vai ser instalada em várias freguesias de norte a sul do país traz melhorias inegáveis face ao anterior sistema de medição da Anacom, que consistia em três carrinhas com antena de recepção para cobrir a totalidade do país e que permitia medir apenas as condições de sinal existentes naquele local, num determinado momento. O projecto das sondas entrou em fase-piloto no final do ano passado nas freguesias de Vialonga, Odivelas, Benfica do Ribatejo e Benavente e a Anacom conta ter os 386 equipamentos instalados durante o terceiro trimestre (neste momento, cerca de um terço já o estão). A localização das sondas (concebidas pelas empresas portuguesas Ubiwhere e Wavecom) foi decidida com base em critérios estatísticos (os maiores aglomerados populacionais registados nos Censos 2011) e em critérios técnicos, tendo em conta as zonas onde se antecipava a ocorrência de maior número de problemas. As localizações não são conhecidas pela PT Comunicações. Fátima Barros revelou que a Anacom já realizou 500 acções de fiscalização à TDT desde As queixas têm vindo a reduzir-se drasticamente, quer pelas intervenções sobre a rede requeridas pelo regulador à PT (que já abrangeram cerca de 20% da rede), quer por problemas detectados com os equipamentos Anacom realizou 500 acções de fiscalização à TDT dos utilizadores, como, por exemplo, a utilização de descodificadores de TDT em zonas que têm emissão de satélite. Apesar de, ao longo do períodopiloto, não se terem registado grandes problemas, durante a demonstração a jornalistas, a sonda instalada na junta de freguesia de Vialonga detectou uma falha grave. Segundo o responsável da Anacom pelo projecto José Borrego não existe um período standard dentro do qual a PT é obrigada a responder aos problemas detectados pela sonda, mas deverá fazê-lo o mais depressa possível. O presidente da Junta de Freguesia de Vialonga, presente na apresentação, referiu que muitos dos problemas diminuíram depois de a junta ter avisado a população para virar as antenas no mesmo sentido em que estava a antena da Anacom. O projecto de construção da rede de sondas, que estão ligadas a um servidor central, foi coordenado pela Anacom e teve a supervisão científica do INESC TEC da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e os equipamentos foram desenvolvidos pela Ubiwhere e pela Wavecom, vencedoras do concurso público internacional lançado pelo regulador em Janeiro do ano passado. À margem da apresentação, a presidente da Anacom revelou que a consulta pública sobre a TDT está para muito breve. Fátima Barros explicou que os contributos da Anacom e da ERC já estão integrados e que o texto da consulta deverá ser aprovado pelos conselhos de administração das duas entidades nos próximos dias. Justiça Advogado do detido fala em sequestro original, pois uma das vítimas estava na rua e a outra estava em casa à janela e com telemóvel O homem que foi detido pela polícia em Odivelas por suspeitas de sequestro e prática de actos sexuais não consentidos saiu ontem em liberdade depois de presente a primeiro interrogatório judicial, no Tribunal de Loures. A PSP deve rever a forma como faz os seus comunicados, sem investigação, sem investigar o cadastro das vítimas e a actividade que ambas exercem. A polícia trabalhou muito mal numa situação simples que não justificava tudo isto. Trata- se de um sequestro original, pois uma das vítimas estava na rua e a outra estava em casa à janela e com um telemóvel, defendeu o advogado Correia de Almeida, à saída do tribunal, acompanhado pelo arguido. Em comunicado, divulgado no domingo, o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP anunciou a detenção de um homem de 48 anos, pelo crime de sequestro e prática de actos sexuais não consentidos. A nota acrescenta que o suspeito, detido no sábado, manteve duas mulheres, uma de 23 anos e outra de 24, fechadas num quarto contra a vontade destas desde Janeiro, até que uma das alegadas vítimas conseguiu fugir e alertar as autoridades. O meu constituinte sai em liberdade com termo de identidade e residência. Há muitas incoerências no processo e não há indícios da prática do crime, nem no relatório do hospital, nem no relatório do Instituto de Medicina Legal. O Ministério Público e a Polícia Judiciária vão desenvolver uma investigação independente, frisou o advogado. Correia de Almeida acrescentou que vai apresentar queixa contra as duas supostas vítimas por denúncia caluniosa, além de estar a ponderar interpor uma acção contra o Estado por, segundo o próprio, terem sido excedidas as 48 horas previstas na lei para que um arguido seja presente a um juiz de instrução criminal, a fim de ser ouvido em primeiro interrogatório judicial. Na casa foram apreendidos 200 gramas de haxixe. O advogado explicou que o seu constituinte não está indiciado por trafico de droga, uma vez que o haxixe encontrado servia para consumo próprio. Lusa SE ESTAS SÃO AS LINHAS TELEFÓNICAS QUE FUNCIONAM NA SUA EMPRESA, ENTÃO A SUA EMPRESA FUNCIONA COMO ESTAS LINHAS. A BELTR8NICA DIVISÃO DE SISTEMAS TELEFÓNICOS DIGITAIS Linhas RDIS Estamos em todo o país, informe-se já: AVEIRO BEJA BRAGA BRAGANÇA COIMBRA ÉVORA FUNCHAL FUNDÃO GUARDA LEIRIA LISBOA LOULÉ P. DELGADA PORTALEGRE PORTO SANTARÉM SETÚBAL V. CASTELO VILA REAL VISEU Linhas Analógicas Serviço Nacional de Atendimento Número Nacional/Chamada Local PUBLICIDADE F unciona mal. Entre já em contacto com A BELTR8NICA e conheça as enormes vantagens da mais recente geração de linhas telefónicas e de dados UCoIP- Comunicações Unificadas sobre IP. Com esta nova tecnologia põe a sua empresa a funcionar bem. 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10 10 PORTUGAL PÚBLICO, TER 18 FEV 2014 Instituto dos Transportes exige 2,8 milhões a 300 trabalhadores Inspecção das Finanças detectou que suplemento pago durante seis anos não tinha base legal no quadro remuneratório em vigor. Alguns dos trabalhadores que têm de devolver verbas estão já reformados Auditoria Mariana Oliveira O Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) está a notificar pelo menos 300 trabalhadores e ex-funcionários, alguns dos quais já reformados, exigindo-lhes que devolvam uma parte do salário relativa a um suplemento remuneratório que diz ter sido pago ilegalmente nos últimos seis anos, uma reposição que, no total, será superior a 2,8 milhões de euros. O pedido de devolução decorre de uma auditoria ao sistema remuneratório do então Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres (IMTT), levada a cabo pela Inspecção-Geral de Finanças (IGF), em 2011, e que resultou num relatório final datado de Setembro desse ano. Na sequência desta acção, a IGF concluiu que não havia base legal para o pagamento do suplemento, que deveria ter sido extinto desde Maio de 2007, quando o Programa de Restruturação da Administração Central do Estado (PRACE) determinou o fim da DGV e a transição de quase 300 dos seus funcionários para o IMTT. Para a grande maioria dos profissionais, quase todos trabalhadores da extinta Direcção-Geral de Viação, o suplemento significava um acréscimo mensal entre 100 e 200 euros, mas alguns dirigentes chegavam a receber a este título mais de 800 euros mensais. Por isso, o valor individual das devoluções é muito variável, podendo chegar em alguns casos a várias dezenas de milhares de euros. O suplemento era pago desde 1987 e pretendia compensar os funcionários que realizavam tarefas de fiscalização como exames e inspecções, equiparando-os a agentes da autoridade pública. Contudo, em Novembro de 2007, com a transição dos funcionários para o IMTT, o suplemento passou a abarcar todos os trabalhadores da antiga direcção-geral que entraram naquele organismo. Por outro lado, critica a IGF, nessa altura o IMTT integrou o suplemento na remuneração base dos trabalhadores, passando a repercuti-lo nos subsídios de Natal e férias: os funcionários passaram a receber o acréscimo 14 meses em vez de 12. Em Julho de 2012, a Inspecção-Geral de Finanças (IGF) contabilizava que o valor global das reposições era de Funcionários do Instituto da Mobilidade e dos Transportes têm 10 dias para contestar decisão Associação denuncia cartas low cost Responsáveis da ANIECA reúnem com ASAE A Associação Nacional dos Industriais do Ensino da Condução (ANIECA) vai reunir na próxima sextafeira com responsáveis da Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE) para denunciar a concorrência desleal de algumas escolas de condução que praticam preços de cartas abaixo do custo. Há escolas a cobrar menos de 100 euros por uma carta de condução de ligeiros, que habitualmente custa 700 euros. Segundo o presidente da ANIECA, Fernando Santos, já foram feitas várias queixas nos últimos anos a diversas entidades públicas ASAE, ao IMT e à Direcção-Geral da Concorrência já que, com estes preços, é impossível cumprir as 32 aulas práticas e as 28 teóricas obrigatórias por lei. Cada um lava as mãos e remete a outro, lamenta Fernando Santos, que adianta que a ASAE foi a única a dar seguimento a uma das queixas. Há uns meses fomos notificados para apresentarmos testemunhas, mas depois não soubemos de mais nada, afirma. pelo menos, euros. Mas o valor final deverá ficar acima deste, já que os ditos suplementos foram pagos até Novembro do ano passado. Desde que o relatório da IGF foi homologado, em Janeiro de 2012, pelo secretário de Estado do Orçamento, que o IMTT deveria ter suspenso o pagamento do suplemento. Mas tal não aconteceu, porque o organismo entretanto transformado em Instituto da Mobilidade e dos Transportes alegava que as verbas tinham sido recebidas de boa-fé e na convicção da sua legalidade e que, por isso, a reposição iria causar um mal-estar social no IMTT. Alertava a tutela e o IGF para o provável recurso dos trabalhadores aos tribunais e para as fortes possibilidade de ganhos, que teriam igual repercussão no erário público. Mas IGF não desiste e volta à carga. Em 29 de Outubro do ano passado, o conselho directivo do IMT convoca SARA MATOS os trabalhadores para os informar que iria deixar de pagar o suplemento já em Novembro, mas garantindo aos funcionários que não iriam ser obrigados a devolver as quantias pagas no passado. Tal acabou por não acontecer, provavelmente porque a 3 de Dezembro do ano passado, a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, confirmou as conclusões da auditoria da IGF, que exigia a reposição das verbas. De acordo com as cartas enviada aos trabalhadores, os funcionários agora notificados dispõem de 10 dias para contestar a decisão do IMT. O Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado tem estado a acompanhar a situação, tendo oferecido apoio jurídico aos profissionais, mas alguns pensam já em juntar-se para contratar um advogado que interponha uma acção em tribunal. O PÚBLICO tentou, sem sucesso, contactar o IMT.

11 PÚBLICO, TER 18 FEV 2014 PORTUGAL 11 Breve Polícias não se conformam com aumentos de 25 euros e voltam aos protestos a 6 de Março Justiça Ministério Público não quer Isaltino em prisão domiciliária O ex-autarca Isaltino Morais obteve parecer favorável de responsáveis prisionais e da Direcção-Geral da Reinserção Social para cumprir o resto da pena em prisão domiciliária, com pulseira electrónica, mas o Ministério Público opôs-se, revelou à Lusa o seu advogado. Isaltino Morais, antigo presidente da Câmara de Oeiras, está detido no Estabelecimento Prisional da Carregueira (no concelho de Sintra) desde Abril de 2013 por fraude fiscal. Segurança interna Pedro Sales Dias Agentes da PSP e da GNR sentem-se enganados, já que a verba não cobre os cortes salariais médios de 200 euros Os agentes da PSP e da GNR sentemse enganados com a solução apresentada ontem para colmatar os cortes salariais. À terceira reunião com os sindicatos e associações representativas, o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, propôs um aumento de 25 euros no subsídio de fardamento de cada polícia. A resposta dos polícias é o intensificar dos protestos já com uma manifestação à porta da Assembleia da República (AR) a 6 de Março. Andaram a empatar-nos. Nada disto valeu a pena. Nós não somos mendigos. Só queremos ser considerados. Andar a negociar compensações de 25 euros para cortes de 200 é inaceitável. O pessoal sentese enganado, disse ao PÚBLICO o presidente da Associação dos Profissionais da Guarda (APG), César Nogueira, avançando que será mantida a manifestação. Vamos ainda definir isso formalmente, mas deverá ser para a AR, acrescentou. Também o presidente da Associação Sócio-Profissional Independente da Guarda, José Alho, acusou o Governo de ter dado, afinal, aos polícias uma mão-cheia de nada. Segundo o dirigente, o ministério voltou também a não apresentar o projecto da lei orgânica que voltaria a instituir a Brigada de Trânsito e a Brigada Fiscal na GNR. Daqui a dois meses, porém, são esperadas promoções para cerca de 500 elementos da GNR que antes não subiram de patente por falta de cabimento orçamental. Entre os agentes da PSP, a revolta é semelhante. Isto não foi uma negociação. Por isso recusamos ir às reuniões. Goraram as expectativas dos agentes. O Governo tinha criado expectativas de que estava a tentar encontrar uma solução. Vinte e cinco euros não dá para nada quando cortam 200. Com isto só conseguiram aumentar ainda mais a revolta, disse o presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/ PSP), Paulo Rodrigues. Aquele dirigente, que preferiria a obtenção de benefícios fiscais através da classificação da profissão como sendo de desgaste rápido, sublinhou ainda a certeza de que a manifestação de dia 6 de Março será maior do a de 21 de Novembro quando os agentes invadiram a escadaria da AR. Não queremos que nada de mal aconteça, mas nunca podemos garantir em absoluto nada, admitiu o também secretário nacional da Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança. Também na PSP, o Governo prometeu abrir concursos nos próximos meses para promover cerca de 500 agentes de todas as categorias. Isso acaba por se traduzir num reforço financeiro, apontou o secretário-geral do Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP), Mário Andrade. Paulo Rodrigues, contudo, lembra que há pelo menos quatro mil agentes que cumprem as condições para serem promovidos e que dar 25 euros por mês é uma esmola que podem retirar se cortarem o subsídio e passarem a dar o fardamento directamente. PUBLICIDADE

12 12 LOCAL PÚBLICO, TER 18 FEV 2014 Vila Praia de Âncora vai lutar para colocar o rio no seu troço original A reconstituição da duna dos Caldeirões, engolida pela violência do mar nas últimas semanas, fica para uma segunda fase, depois de realizados mais estudos conduzidos por dois peritos em erosão costeira Ambiente Andrea Cruz A intervenção para reconduzir o rio Âncora, em Vila Praia de Âncora, no concelho minhoto de Caminha, ao seu curso original, alterado pela forte agitação marítima das últimas semanas, deverá avançar dentro de dias. A intervenção, a cargo da sociedade Polis do Litoral Norte, arrancará assim que as condições climatéricas e do mar o permitam. Já a reconstituição da duna dos Caldeirões, com cerca de sete metros de altura e quase 100 metros de comprimento, engolida pelo mar, implicará uma intervenção mais musculada, ainda sem data prevista. A reconstituição da duna desaparecida exigirá mais investigação e trabalho de campo orientado por dois especialistas em erosão costeira. O objectivo é, entre os vários cenários possíveis, escolher o que oferece mais garantias de resistir a novas investidas das águas do mar. Estas foram as soluções ontem apontadas pelo director da Administração da Região Hidrográfica do Norte (ARHN), organismo integrado na Agência Portuguesa do Ambiente (APA), no final de uma reunião na Câmara de Caminha. Antes, Pimenta Machado, acompanhado de dois peritos em erosão costeira, visitou o local para avaliar a destruição da duna e, por consequência, a mudança de rumo do rio. Nos últimos quinze dias o Âncora encontrou uma nova foz, centenas de metros mais a sul, devido às marés-vivas. A primeira fase é melhorar as condições na foz do rio, natural, do troço que tem, e das margens, que estão muito erodidas. Isso será feito quando o tempo e as condições do rio o permitirem, dentro de dias, garantiu. A consolidação das margens, onde a escassos metros se encontra o campo de futebol da freguesia e nas proximidades das quais estão localizadas várias habitações, é também para fazer no imediato. Já a reconstituição da duna está ainda em estudo: Vamos trabalhar numa solução definitiva, mais robusta, entre as várias alternativas, através de uma reflexão, o mais rapidamente possível, com os nossos peritos, afirmou. Questionado sobre os custos das intervenções escusouse a avançar valores. Admitiu tratar- Os efeitos do avanço do mar são bem visíveis RENATO CRUZ SANTOS Crédito para repor apoios de praia O Ministério da Economia informou ontem que está assegurada a agilização das linhas de apoio financeiro disponíveis para os concessionários de apoios de praia responderem aos prejuízos do mau tempo. Os processos de requalificação e reabilitação devem demonstrar a viabilidade económica e financeira, que, num primeiro momento, é conferida pelas instituições bancárias. Nos casos em que a instituição bancária fizer a proposta, o Turismo de Portugal deverá aceitar a aplicação do montante máximo de financiamento previsto no protocolo da linha, que corresponde a 75% do valor do investimento elegível. Mar destruiu duna ANTES AGORA Foto: Google Vila Praia de Âncora Zona onde o rio passou a desaguar RIO ÂNCORA 200 m 100 m PÚBLICO se de um investimento significativo mas explicou que será financiado por uma candidatura a fundos comunitários, a lançar em breve no quadro do Programa Operacional Temático da Valorização do Território. O director da ARHNl também não se quis comprometer com prazos: Espero que haja condições para uma boa época balnear e boas condições para os veraneantes de Vila Praia de Âncora. Estamos a trabalhar para isso. Ainda em Caminha adiantou que a reconstituição do cordão dunar na praia de Moledo, definida como urgente desde 2011 quando o mar ameaçou várias habitações, deverá estar concluída antes da próxima época balnear. A obra deverá avançar nos próximos dias, acrescentou, implicando um investimento de 384 mil euros. As intervenções apontadas para o rio Âncora agradaram ao presidente da câmara. O socialista Miguel Alves admitiu tratar-se de uma boa resposta, mas sublinhou que é necessário intervir rapidamente para repor a duna dos Caldeirões. Temos que saber qual a técnica a aplicar naquele local para que a duna possa resistir a outros invernos e marés. Vamos ter essa avaliação já, garantiu. Nesse trabalho o autarca quer envolver as associações locais, de ambientalistas e pescadores, para definir esta intervenção. Além das habitações e do campo de futebol ameaçados, a destruição da duna poderá, segundo o autarca, representar um atentado ambiental devido à salinização do sapal, área protegida do estuário do rio, bem como colocar em causa a próxima época balnear na principal praia da freguesia, muito frequentada no Verão. Se as coisas correrem como aqui foram combinadas a verdade é que vamos ter uma solução que impede que as casas em Vila Praia de Âncora sejam atingidas, que o sapal seja prejudicado e que a época balnear na vila seja atingida, sustentou. O desassoreamento do estuário e o reforço das margens vai ser já. A solução de consolidação da duna vai ser estudada já. Fico satisfeito, mas só estarei totalmente satisfeito quando a situação estiver resolvida, frisou. Além de Caminha em todo o Alto Minho o mau tempo já provocou prejuízos estimados pelos municípios em 1,5 milhões de euros.

13 PÚBLICO, TER 18 FEV 2014 LOCAL 13 PJ investiga suspeita de falsificação de acta na Câmara de Marvão Ameaça de greve de fome leva Hospital de Faro a ceder medicamento a doente oncológica Autarquias Marisa Soares Presidente da autarquia confirma buscas, mas a investigação nada tem a ver com licenciamentos, garante A Câmara de Marvão foi na sextafeira alvo de buscas por parte da PJ, que suspeita de falsificação da acta de uma reunião do anterior executivo municipal. O presidente da autarquia, Vítor Frutuoso (PSD), esclarece que em causa estão erros na elaboração e posterior rectificação de uma acta, mas garante que a investigação da PJ nada tem a ver com licenciamentos. No sábado, o semanário Expresso noticiou que as buscas na câmara estariam relacionadas com autorizações de licenciamento concedidas pela autarquia. Em declarações ao PÚBLICO, Vítor Frutuoso nega: Não foi esse o objecto da visita. Segundo o autarca, foi feita uma incorrecção na acta de uma reunião de câmara, posteriormente detectada pelos serviços administrativos. Eles rectificaram o erro, mas não o fizeram como devia ser, em termos formais, afirma. A acta, não tendo sido corrigida como devia ser, pode ser objecto de suspeita, admite. Frutuoso não revela, porém, em que data se realizou a reunião, dizendo apenas que foi durante o anterior mandato (o social-democrata preside à autarquia desde 2005). E, questionado sobre qual a incorrecção detectada, o autarca responde apenas que tem a ver com uma votação, mas não revela o assunto. O jornal i escreveu ontem que um vereador do PSD ter-se-á ausentado da reunião em que foi aprovado o licenciamento de um espaço de restauração que iria ser gerido por um irmão seu. A versão inicial da acta referia o contrário, dizendo mesmo que o vereador votou a favor da aprovação. O documento foi destruído e foi elaborada uma nova acta, com outras irregularidades, pelo que há suspeitas de falsificação de documentos, diz o i. O presidente da câmara não confirma esta versão. Frutuoso refere que recebeu um pedido de esclarecimento do tribunal no Verão do ano passado. O assunto foi depois debatido numa reunião da câmara e foram prestados os esclarecimentos pedidos, garante. O caso chegou agora às mãos da PJ. Ontem, a secção de Marvão do PS emitiu um comunicado a exigir ao executivo que explique o motivo da investigação judicial. Saúde Idálio Revez Uma doente oncológica, de 38 anos, conseguiu obter a medicação de que precisa todos os dias depois de ter ameaçado fazer greve de fome. Maria João de Deus deslocou-se ontem de manhã para a porta do Hospital de Faro, declarando-se disposta a levar até ao fim a luta que trava para conseguir ter, a tempo e horas, a medicação de que necessita desde 2012, quando lhe foi detectado um cancro na mama. O medicamento já estava na altura disponível na farmácia do hospital, razão pela qual a doente não concretizou a ameaça. Não fico descansada, preciso de ter a garantia da administração do Centro Hospitalar do Algarve de que isto não volta a acontecer, disse, explicando que é a segunda vez que se viu em risco de ficar privada dos medicamentos. Na quinta-feira, adiantou, esteve no Hospital de Faro, onde lhe foi dito que o pedido seria satisfeito entre as 15h e as 19h. Como vive em Lagoa, pediu a uma pessoa amiga para, no dia seguinte, de manhã, levantar o medicamento, só que afinal este não havia. E só tinha comprimidos até terça-feira, não podia correr riscos, sublinhou. O medicamento de que Maria João de Deus necessita custa, se for genérico, 47 euros por uma caixa de 30 comprimidos ou 94 euros, se for de marca. Não tenho condições, estou desempregada, justificou. A Administração do Centro Hospitalar do Algarve reconheceu pontuais constrangimentos no fornecimento de medicamentos, mas garante que as falhas são imediatamente corrigidas, assim que são detectadas. Passatempo Com o apoio de: PUBLICIDADE loucura é não participar! vá ao parc astérix, em paris, com a agência abreu e a colecção astérix à volta do mundo. oferta DE 3 VIAGENS, CADA UMA PARA DOIS ADULTOS + UMA CRIANÇA ADQUIRA, NO MÍNIMO, 5 DOS 16 ÁLBUNS DA COLECÇÃO E PARTICIPE NO PASSATEMPO. O QUE PRECISA DE FAZER? PENSE NUM DESTINO EM QUE GOSTARIA DE VER OS HERÓIS GAULESES NUMA AVENTURA, RECRIE O AMBIENTE DO DESTINO ESCOLHIDO, DECORE-O COM OS ÁLBUNS DESTA COLECÇÃO, TIRE UMA FOTOGRAFIA DO RESULTADO FINAL. ENVIE-NOS A FOTOGRAFIA, JUNTAMENTE COM UMA SINOPSE CRIATIVA PARA A NOVA AVENTURA - NO MÁXIMO 200 PALAVRAS - ATÉ 19 DE FEVEREIRO DE 2014, PARA A MORADA: REMESSA LIVRE, N.º 3047, LISBOA. A AGÊNCIA ABREU, ASA E O PÚBLICO ESCOLHERÃO AS 3 FOTOGRAFIAS E SINOPSES MAIS ORIGINAIS. OS VENCEDORES SERÃO DIVULGADOS NA EDIÇÃO DE 28 DE FEVEREIRO DE CONSULTE O REGULAMENTO EM COLECÇÃO DE 16 TÍTULOS. PREÇO UNITÁRIO 6,95. PREÇO TOTAL DA COLECÇÃO 111,20. PERIODICIDADE SEMANAL ÀS SEXTAS-FEIRAS. DE 25 DE OUTUBRO DE 2013 A 7 DE FEVEREIRO DE LIMITADO AO STOCK EXISTENTE.

14 14 ECONOMIA PÚBLICO, TER 18 FEV 2014 Governo só cortou 14% dos contratados a prazo no Estado O executivo tinha-se comprometido a reduzir para metade o número de trabalhadores a prazo até ao final do ano passado. Dos 564 mil trabalhadores do Estado, 63 mil eram precários Emprego público Raquel Martins O Governo não conseguiu cumprir a meta de redução do número de trabalhadores com contratos a prazo no Estado, como se tinha comprometido. No final de 2013, havia contratados. São menos 14% do que no em 2012 é certo, mas muito longe da redução de 50% que estava inscrita no Orçamento do Estado do ano passado. O objectivo de cortar para metade os empregos a prazo existentes nos organismos públicos, regiões autónomas e autarquias chegou a estar inscrito no memorando de entendimento assinado com a troika. Mas as dificuldades em cumprir a meta evidenciadas logo no início do ano levaram a que o objectivo dos 50% desaparecesse na sétima revisão. Agora, a Síntese Estatística do Emprego Público (SIEP), divulgada ontem, mostra que os serviços públicos apenas conseguiram dispensar contratados a prazo. Para cumprir a meta teria sido necessário rescindir com perto de 37 mil pessoas. O PÚBLICO questionou o Ministério das Finanças sobre as razões que explicam a redução menor do que o previsto, mas até ao fecho da edição não foi possível obter uma resposta. A redução de contratos a prazo foi particularmente expressiva nos organismos da administração local. As autarquias passaram de 6589 para 3815 contratos, um recuo de 42%. Já o Estado central, que emprega a grande fatia de trabalhadores a prazo, não conseguiu reduzir mais do que 11%. Olhando para os vários sectores do Estado, as reduções mais significativas ocorreram na Educação (ministério que tem também o maior número de contratados), na Defesa e na Saúde (ver infografia). A dificuldade em reduzir os contratos a prazo é bem visível quando se olha para evolução trimestral do emprego no sector público. O número de trabalhadores precários foi-se reduzindo timidamente nos dois primeiros trimestres de 2013, para atingir a redução mais significativa no terceiro trimestre (-19%), com o final do ano lectivo e o fim dos contratos dos professores. Mas no último trimestre do ano, coincidindo com o início de um novo ano escolar, este tipo de contrato teve um aumento de 14%, sobretudo na área da Educação (35,4%). A evolução trimestral dos contratos precários acabou por influenciar os valores totais apurados pela Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP) e terão impedido uma redução maior. Meta global cumprida Ainda assim, as estatísticas mostram que, entre 2012 e 2013, o emprego total nas administrações públicas recuou 3,8%, ultrapassando a meta anual de 2% acordada com a troika. No final de 2013, o Estado tinha trabalhadores, menos 22 mil do que no ano anterior e menos 49 mil em relação a A redução de funcionários ocorreu em todos os domínios do Estado, mas foi mais acentuada na administração central e entre os trabalhadores menos qualificados. O SIEP dá conta de menos 8786 administrativos e auxiliares, precisamente as carreiras que, no final do ano passado, foram alvo de um programa de rescisões amigáveis, e de um recuo de 8059 na carreira dos educadores de infância e dos professores do ensino básico e secundário. Estas carreiras representam mais de 75% da redução total conseguida. As saídas ficaram também a dever-se às aposentações. Quando se olha para evolução entre trimestres, fica-se com uma perspectiva diferente. Na recta final do ano, verificou-se um aumento global do número de pessoas a trabalhar no Estado de 0,8%, algo que também aconteceu no mesmo período do ano passado, muito por influência dos contratos a prazo. O acréscimo do terceiro para o quarto trimestre de 2013 ficou a dever-se ao aumento do número de trabalhadores da administração central, por efeito cíclico anual de novas contratações para os estabelecimentos de ensino básico, secundário e superior do Ministério da Educação e Contratos a prazo no Ministério da Educação tiveram um decréscimo de 5784 no último ano Estado perdeu quase 49 mil trabalhadores entre 2011 e 2013 Total de trabalhadores IV I II III Contratos a prazo: menos 10 mil entre 2012 e 2013 Admin. Central Admin. Local IV I II Fonte: Síntese Estatística de Emprego Público IV Regiões Autónomas I III II III 2013 Total IV IV Carreiras que perderam mais trabalhadores Diferença entre 2012 e 2013 Educadores de infância e docentes do básico e secundário Ministérios com mais contratos a prazo 4.º trimestre de 2013 Educação e Ciência Defesa Saúde Operários/auxiliares Administrativos Forças de segurança Diferença PÚBLICO

15 PÚBLICO, TER 18 FEV 2014 ECONOMIA 15 Bruxelas considera insuficiente informação do Governo sobre banco de fomento Sector ganha 300 milhões com o fim do roaming ADRIANO MIRANDA Ciência ainda durante o mês de Outubro, refere o documento publicado pela Direcção-Geral do Emprego e da Administração Pública. O número de trabalhadores na área da Educação teve um acréscimo trimestral de 3,7%, o que representa mais 7474 pessoas. Olhando para a evolução do emprego por carreira, há um aumento trimestral significativo, de 11,4%, nos docentes do ensino politécnico. Aumentam também os docentes do ensino básico e secundário (3,8%), os docentes do ensino superior (2,7%) e os técnicos superiores (7,2%). O SIEP divulga ainda os dados sobre as empresas do sector público que não contam para o défice e que, por isso, não estão nos dados globais das administrações públicas. No ano passado, o sector empresarial do Estado tinha trabalhadores, menos 11% do que em As privatizações da ANA e dos CTT foram determinantes para esta redução, embora o SIEP não diga exactamente o número de trabalhadores que deixaram de estar na esfera do Estado. Fundos europeus Inês Boaventura, em Bruxelas, e Pedro Crisóstomo Comissão Europeia garante que não rejeitou qualquer versão anterior do acordo sobre o novo quadro comunitário de apoio O comissário europeu para a política regional considera que a última versão do Acordo de Parceria entregue pelo Governo português no final de Janeiro com as orientações de estratégia sobre o novo quadro comunitário de apoio ainda tem alguns pontos em aberto. Entre eles, diz Johannes Hahn, está a criação da Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD), conhecida como banco de fomento, uma matéria que o responsável diz não ter sido desenvolvida de forma suficiente naquele documento. Referindo-se ao facto de haver ainda questões por acertar, como a que diz respeito à IFD, o comissário garantiu, no entanto, que tal não o deixa preocupado. Não estou nervoso com isso, disse ontem aos jornalistas, à margem da conferência Cidades de Amanhã, promovida pela Comissão Europeia, em Bruxelas. Justifica-se gastar algumas semanas para ter um acordo mesmo sólido, acrescentou. A Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD), cujo presidente ainda não é conhecido, funcionará não como um banco de retalho, mas recorrendo ao sistema financeiro existente e é destinada a facilitar o crédito às PME, garantiu recentemente no Parlamento o secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, Manuel Castro Almeida. A criação desta entidade, que o Governo espera pôr em funcionamento no segundo semestre, é referida pelo executivo no acordo de parceria entregue em Bruxelas a 31 de Janeiro como a instituição à qual, no quadro dos Fundos Europeus Estruturais e de Investimento, caberá a gestão grossista dos instrumentos de engenharia financeira públicos dirigidos ao investimento empresarial e orientado para bens e serviços transaccionáveis. Questionado sobre se será possível a Portugal conceder os primeiros financiamentos do novo quadro comunitário de apoio ainda no primeiro semestre de 2014, Johannes Hahn afirmou que não há qualquer indicação de que não seja possível. Ainda assim, frisou que este ano os Estados estão focados em implementar projectos do quadro comunitário anterior. No caso português, por exemplo, os projectos do actual QREN ( ) ainda podem ser executados até Junho de 2015, estando a sua aprovação limitada até 31 de Março deste ano. Quanto ao Acordo de Parceria , Johannes Hahn garantiu que não houve qualquer rejeição de versões anteriores àquela que está agora em cima da mesa, porque não havia nada para rejeitar. Segundo o comissário, tratava-se apenas de rascunhos informais, cuja entrega tinha sido sugerida pela Comissão Europeia, e em relação aos quais esta instituição fez comentários. Durante as negociações preliminares, uma questão que levou o Governo português a reformular a proposta de utilização dos fundos comunitários foi o financiamento de uma parte da rede secundária de rega do Alqueva. A Comissão Europeia tem rejeitado as propostas do Governo para utilizar as sobras do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (Feder) do QREN para financiar a rede de rega, depois de se terem esgotado as verbas do Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural (Feader). E, também no novo quadro, o documento propõe uma integração e complementaridade da participação do Feder, Fundo de Coesão e Feader para valorizar o potencial endógeno da região do Alentejo. O responsável pela política regional afirmou que nos próximos sete anos cerca de 60% das verbas do Feder serão gastas, no conjunto da União Europeia, nas áreas urbanas. Johannes Hahn lembrou ainda que, ao abrigo das chamadas Iniciativas Territoriais Integradas, pelo menos 5% daquele fundo será gerido directamente pelas cidades. O presidente da Comissão Europeia também interveio na mesma conferência através de uma mensagem em vídeo. Já virámos a página na economia europeia, disse Durão Barroso, acrescentando que os esforços estão a compensar. Mas não podemos dizer que saímos da crise quando temos níveis de desemprego tão elevados, concluiu. O PÚBLICO viajou a convite da Comissão Europeia NUNO FERREIRA SANTOS Castro Almeida assegura que novo banco facilitará crédito às PME Telecomunicações Ana Brito Um quarto dos europeus desliga o telemóvel quando viaja. Comissária Neelie Kroes diz que roaming é perfeito disparate Um estudo da Comissão Europeia concluiu que o fim das tarifas de roaming abre um mercado potencial de 300 milhões de novos clientes às empresas de telecomunicações. O inquérito, que abrangeu cerca de 28 mil europeus, concluiu que a maioria dos cidadãos europeus restringe a utilização dos telemóveis quando viaja no espaço europeu. No caso do Facebook, cerca de 94% dos inquiridos admitiram limitar o uso do serviço. O estudo concluiu ainda que mais de metade dos inquiridos não utiliza a Internet móvel noutro país da UE e só um em cada dez acede às mensagens de correio electrónico com a mesma frequência com que o faz no seu país. Os europeus preferem enviar sms a telefonar e mais de um quarto desliga o telemóvel quando viaja na Europa é o que faz um em cada quatro portugueses. A vice-presidente da Comissão Europeia, Neelie Kroes, disse-se verdadeiramente chocada com a conclusão do estudo, que considerou a prova de que Bruxelas tem de prosseguir com o trabalho de eliminar as tarifas de roaming. Não é só uma luta entre turistas e as empresas de telecomunicações, disse Kroes, sublinhando que há milhões de empresas a fazerem face a custos adicionais devido ao roaming e que os criadores de aplicações para smartphones também perdem receitas. As aplicações de viagens, mapas e fotografias são as mais negativamente afectadas, refere o estudo agora divulgado. Do ponto de vista económico [o roaming] é um perfeito disparate, acrescentou Kroes. Os preços do roaming de voz e dados tiveram quedas de 80% e 91% respectivamente desde 2008, revela a Comissão, que tem como objectivo manter a tendência de redução de preços até Julho de 2016, data em que se pretende que os clientes que viajam em toda a União Europeia possam utilizar os seus telemóveis ou smartphones ao mesmo preço do que nos seus países.

16 16 ECONOMIA PÚBLICO, TER 18 FEV 2014 Maiores subidas nas exportações à custa dos mercados alternativos Produtos em couro, aparelhos ópticos, calçado e bens alimentares registaram aumentos mais expressivos em 2013, essencialmente suportados pelo comércio para fora da UE Comércio internacional Rosa Soares, Ana Rute Silva e Raquel Almeida Correia Num ano em que as exportações de bens abrandaram o ritmo de crescimento, houve sectores que conseguiram subidas significativas à custa da aposta em mercados alternativos. Excluindo os combustíveis, as quatro áreas com maiores aumentos, que incluem os artigos em couro, aparelhos ópticos, calçado e bens alimentares, foram especialmente impulsionadas pelas vendas para fora da União Europeia (UE), que no conjunto destas categorias de produtos cresceram quase 17%. A forte contracção do mercado interno empurrou o sector das peles e couro para a procura de novos clientes e os resultados foram impressionantes, tornando-se a actividade que registou uma maior subida nas exportações. Em 2013, as vendas tiveram um incremento de 22,3%, para 224,5 milhões, com os mercados extracomunitários a crescer 35,2% e passando a valer 27% do total das exportações. Dentro deste sector, houve um tipo de produto que se destacou: as obras de couro, em que o valor dos bens transaccionados aumentou 36,4% ao longo do ano passado. Esta categoria, que é composta por artigos de correeiro, de viagem, bolsas e artefactos, está integrada na fileira do calçado e começou a sua internacionalização muito recentemente, há cerca de três anos, disse ao PÚBLICO Paulo Gonçalves, porta-voz da Associação Portuguesa dos Industriais do Calçado, Componentes, Artigos de Pele e seus Sucedâneos (APICCAPS). Uma boa fatia das vendas está a ser realizada em França e em Espanha, mas, apesar de terem um peso menor, mercados como Angola e Marrocos cresceram 71% (passando a valer 11 milhões de euros) e 142% (seis milhões de euros), respectivamente, em Os números do calçado também continuam a crescer, com um forte domínio do mercado comunitário, mas já com 12,7% a resultar das vendas fora da Europa, quando ainda há poucos anos a fasquia não passava dos 4%. O sector foi o quarto que mais subiu em 2013 face ao período homólogo, mas, em termos de mercados alternativos, foi o que mais se destacou, com um crescimento de 46,1% no comércio extra UE. Neste momento, a indústria nacional de calçado já é o sétimo maior fornecedor da China e as vendas para os Estados Unidos, Rússia e Angola superam os 100 milhões de euros. Paulo Gonçalves destaca que, sem deixar de aprofundar o posicionamento no mercado europeu, o sector deverá continuar a conseguir um desempenho interessante fora da Europa. No segundo lugar do ranking dos sectores com maior crescimento nas exportações surgem os aparelhos de óptica e precisão. Neste caso, a subida foi de 22,1%, para mais de 661 milhões de euros. Mas, uma vez mais, foi no comércio para fora da UE que o crescimento mais se evidenciou, ao subir 35,9%. Dentro deste sector foram as categorias dos produtos de relojoaria e dos instrumentos musicais que mais se destacaram, com incrementos homólogos de quase 43%. Nestas duas áreas, a justificação é comum. Como explicou Fátima Santos, secretária-geral da Associa- Sem combustíveis aumento era de 2,1% Portugal exportou milhões de euros em mercadorias em 2013, mais 4,6% do que no ano anterior. No topo, mantêm-se as máquinas e aparelhos, num total de 6986 milhões de euros. Mas o que mais contribuiu para o aumento das vendas foram os combustíveis minerais, suportando mais de metade do aumento das vendas para fora do mercado nacional. E neste grupo estão desde gasolinas para motor, gasóleo obtido a partir de óleos de petróleo a minerais betuminosos ou gás natural. Se este grupo fosse excluído das contas, em vez de um crescimento de 4,6%, o aumento das exportações não iria além dos 2,1%, segundo os números do INE. P.C. ção de Ourivesaria e Relojoaria de Portugal, Portugal é muitas vezes intermediário de países que não têm representação directa das marcas, o que significa que está a exportar o que importou. Na terceira posição surgem os produtos alimentares, cujas exportações aumentaram 8% em 2013, para um total que já ultrapassa os 2500 milhões de euros. O sector conseguiu segurar os seus principais clientes da UE, onde cresceu 8,2%. Fora da Europa, o negócio também foi positivo, com um aumento de 7,6%. Entre os produtos mais vendidos no estrangeiro pelas empresas portuguesas, a subida mais expressiva foi a do açúcar e dos produtos de confeitaria 27%, para 180 milhões de euros. O que se passou em 2013 na Lusiteca, a dona das pastilhas Gorila e dos rebuçados Penha, pode ajudar a explicar esta evolução: as vendas duplicaram para sete milhões de euros, metade das quais no exterior, adianta Francisco Ramos, directorgeral de áreas de negócio. Angola é o principal cliente, mas a empresa está a diversificar destinos. As preparações de carne, peixes, crustáceos e moluscos (incluindo conservas e enchidos) também cresceram de forma expressiva: 16%, para mais de 325 milhões de euros. A Poveira, dona da marca de conservas de peixe Minerva, por exemplo, quase duplicou o volume de negócios de 4,5 milhões para 7,5 milhões de euros em Em 2013, a conserveira estreou- -se no mercado suíço e no Camboja e viu subir significativamente o comércio com os Estados Unidos. A igualar o crescimento das preparações de carne ou peixes está a dos produtos à base de cereais ou farinhas (massas, papas para bebés, cereais, bolachas, entre outros): de 254,7 para 296 milhões euros (+16%). E, sem estar entre os que mais contribuem para o volume de negócios do sector, os resíduos e desperdícios da indústria e os alimentos preparados para animais conseguiram aumentar em 50% as vendas para o exterior em Isto, num ano em que a gigante indústria de bebidas perdeu fôlego as exportações caíram 1%, para 1,1 mil milhões de euros, o que equivale a um peso de 43,3% no total das vendas internacionais dos bens alimentares. Comércio fora da UE cresceu 6,1% Valores em milhões de euros (Exclui combustíveis minerais) Intra UE 0,7% Intra UE PRODUTO Var Peles e couros 22,3% Óptica e precisão 22,1% Alimentares 8% Calçado 7,8% Químicos 6% Plásticos e borrachas 5,6% Matérias 5,5% têxteis Agrícolas 5,2% Pastas celulósicas 4,7% e papel Madeira e cortiça 4,5% Minerais e minérios 3,3% Vestuário 2,1% Máquinas e aparelhos 0,6% Metais comuns -0,6% Veículos e outro -5,3% material de transporte Outros produtos -6,2% Os quatro sectores com maior subida à lupa Variação homóloga Peles e couros Peles, excepto com pêlo e couros 7,9% Obras de couro, bolsas e artefactos 36,4% Peles com pêlo, peles artificiais 19,6% Óptica e precisão Aparelhos ópticos, de fotografia ou médicos Artigos de relojoaria Instrumentos musicais Alimentares Preparações de carne, peixes e crustáceos Açúcares e produtos de confeitaria Cacau e suas preparações Preparações de cereais e pastelaria Preparações de hortícolas e frutas Preparações alimentícias diversas Bebidas, líquidos alcoólicos e vinagres Resíduos alimentares Calçado Calçado, polainas e artefactos semelhantes Fonte: INE Extra UE TOTAL Var ,1% 2,1% -1% -0,7% Extra UE TOTAL ,8% 18,1% 16,1% 27,1% 2,2% 16,2% 11,2% 42,2% 42,8% 50% PÚBLICO

17 PÚBLICO, TER 18 FEV 2014 ECONOMIA 17 Breve Delta vende mais 30% no estrangeiro e já está em 80 supermercados no Brasil QREN Vicaima avança com investimento de cinco milhões A empresa Vicaima assinou ontem o contrato de financiamento que lhe permitirá investir cinco milhões de euros numa nova linha de produção destinada ao fabrico de portas e painéis com novas tecnologias digitais de impressão no respectivo acabamento. O projecto Door3D-Digital é financiado em dois milhões de euros pelo Sistema de Incentivos à Inovação do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). Agro-alimentar Ana Rute Silva Vendas nos mercados internacionais atingem 70 milhões de euros. Angola continua a ser o principal motor de crescimento As vendas fora de Portugal da Delta aumentaram 30% em 2013, um ano que Rui Miguel Nabeiro, administrador da Delta Cafés, classifica de extraordinário. As receitas no estrangeiro totalizaram os 70 milhões de euros, e foi para Brasil que as atenções se viraram nos últimos 12 meses. A empresa de Campo Maior, fundada por Rui Nabeiro há mais de 50 anos, está nos estados brasileiros de São Paulo, Espírito Santo (Vitória), Distrito Federal (Brasília) e Rio Grande do Sul (Porto Alegre), nos supermercados e na restauração. Em São Paulo, as cápsulas da Delta Q estão à venda em 80 lojas de retalho, nomeadamente na cadeia Oba, fundada em 1979 em Belo Horizonte e, hoje, com 4300 trabalhadores. Num fim-de-semana conseguimos vender mais de 200 máquinas de café nas lojas Oba, adiantou ao PÚBLICO Rui Miguel Nabeiro, acrescentando que no canal Horeca (hotéis e restaurantes) a empresa já conta com 250 clientes. Em Espírito Santo, a Delta é líder de mercado nas cápsulas. A Delta está em 35 países através de uma rede de distribuidores e em cinco de forma directa (Espanha, principal mercado externo, Angola, França, Luxemburgo e Brasil). É nestes últimos mercados que tem concentrado esforços. Há cerca de um ano começou, pela primeira vez, a vender na grande distribuição em França, em oito supermercados E. Leclerc na zona de Paris, naquele que foi um primeiro passo depois de ter mudado de imagem e direccionado o negócio para os mercados internacionais. Em França não abrimos muito mais. Todas as cadeias de supermercados portugueses estão já terminadas, mas finalizámos o ano atingindo os nossos objectivos e abrindo em regiões novas, como em Bordéus, resume Rui Nabeiro. Regresso ao crescimento No Luxemburgo, a Delta já conseguiu assegurar presença na prateleira de quase todos os retalhistas. E em Angola nada de novo: continua a ser o grande motor de crescimento e o maior mercado depois de Espanha. As contas de 2013 ainda não estão fechadas, mas Rui Miguel Nabeiro adianta que, mesmo em Portugal, as vendas cresceram, o que não acontecia há dois anos. Tivemos boa performance, alavancada pelo último trimestre, em que se notou maior confiança do consumidor, analisa. Para este ano, o administrador da Delta Cafés diz só poder esperar resultados positivos. Tem de ser um ano extraordinário para a Delta. Virão países novos e novidades. Onde estamos temos muito por onde crescer. Tem de ser um ano muito bom, disse, sem adiantar mais pormenores sobre os planos de expansão. No final de 2012, a empresa passou a estar em todos os mercados com uma única imagem e os mesmos produtos. Além da mudança de imagem (o triângulo mantém-se), alteraramse os nomes dos lotes de café, para serem mais exportáveis. A Delta tem 3110 trabalhadores e produz anualmente mais de 20 milhões de toneladas de café. PUBLICIDADE Colecção de 4 livros. Periodicidade semanal às Terças, entre 28 de Janeiro e 18 de Fevereiro de PVP 5,95. Preço total da colecção: 23,80. Edição limitada ao stock existente. A aquisição do produto implica a compra do jornal. UMA OBRA EMMERSA EM TRADIÇÃO. Leia os clássicos tal como foram escritos pela primeira vez. Mergulhe na cultura nipónica e conheça o seu maior símbolo de hospitalidade, pelas palavras intocadas de Wenceslau de Moraes. Este autor português foi um dos maiores responsáveis por levantar o véu da cultura japonesa através de diversas obras literárias, uma das quais O Culto do Chá que agora lhe trazemos em versão fac-similada. HOJE EM BANCA. 4.º volume - Série II, "O Culto do Chá", de Wenceslau de Moraes, de 1905, por + 5,95. Série II: 1. Livro de Sóror Saudade, 1923; 2. Castelo de Sombras, 1923; 3. O Livro de Cesário Verde, 1887; 4. O Culto do Chá, Apoios:

18 18 ECONOMIA PÚBLICO, TER 18 FEV 2014 RITA BALEIA Bolsas O Barclays foi o primeiro banco a ser objecto de multa pelos reguladores britânico e norte-americano Antigos funcionários do Barclays acusados de manipulação da taxa Libor O DIA NOS MERCADOS Dinheiro, activos e dívida Divisas Valor por euro Euro/Dólar 1,3704 Euro/Libra 0,8203 Euro/Iene 139,67 Euro/Real 3,2679 Euro/Franco Suíço 1,2221 Taxas de juro Euribor 3 meses 0,287% Euribor 6 meses 0,386% Euribor 6 meses 0,385 0,360 0,335 0,310 Últimos 3 meses Mercadorias Petróleo 110,02 Ouro 1329,4 Preço do barril de petróleo e da onça, em dólares Diário de bolsa Portugal PSI , , , , ,00 Últimos 3 meses Acções PSI20 1,83% Euro Stoxx 50 0% Dow Jones 0,79% Variação dos índices face à sessão anterior Mais Transaccionadas Volume Banif SA B. Com. Português B. Espirito Santo Portugal Telecom Sonae Melhores Variação Sonae Indústria 7,1% Banco BPI SA 6,67% B. Espírito Santo 6,04% Banca José Manuel Rocha Conspiração para fraude é a base da acusação dos agentes bancários produzida pela autoridade financeira britânica Três antigos funcionários do banco britânico Barclays foram ontem acusados de manipulação da taxa Libor, que serve de indexante para o cálculo de juros na miríade de produtos que todos os dias são transaccionados nos mercados financeiros. Sobe assim para uma dúzia o número de traders que foram apanhados na teia da Libor, um referencial idêntico à Euribor, que é especialmente utilizado nos mercados anglosaxónicos e asiáticos. O Barclays foi, precisamente, o primeiro a ser objecto de multa pelos reguladores britânico e norte-americano, num processo que conduziu, aliás, à demissão do seu então presidente o norte-americano Bob Diamond. Pagou cerca de 360 milhões de euros. Mas somadas as penalizações aplicadas a muitas outras instituições, o montante sobe para cerca de 6000 milhões de euros, segundo as contas da Reuters. A Libor é fixada todos os dias a partir dos dados que um conjunto Lloyd s tenta evitar cisão de negócios Obanco britânico Lloyd s está em negociações com a autoridade londrina que supervisona o cumprimento das regras prudenciais por parte da banca no sentido de evitar que lhe seja imposta a obrigatoriedade estrita de separar águas entre a área comercial e o sector de investimento. As novas regras, que deverão estar no terreno em 2019, poderão afectar os lucros do banco que continua sob intervenção estatal. Fonte do grupo, que falou sob anonimato, sustentou que as negociações estão a andar bem e que a autoridade tem uma abordagem pragmática em relação ao assunto embora sem fornecer pormenores. As novas regras de separação de negócios são ainda uma consequência da recente crise. No fundo, trata-se de impedir que os grandes grupos financeiros utilizem o dinheiros dos clientes, nomeadamente de depósitos, para alavancar operação de alto risco. de bancos transmite à agência Reuters sobre a taxa a que pensam que os seus concorrentes lhe irão ceder liquidez no mercado interbancário. No caso da Euribor, o mecanismo é diferente: cada banco comunica que taxa pedirá para emprestar dinheiro. Qualquer um dos mecanismos é alvo de críticas, por funcionar na base de intenções e não como uma ilustração da evolução dos mercados. Ora, a investigação produzida mostrou que muitos bancos transmitiram para o mercado, ao longo de mais de uma década, informações que não eram a manifestação expressa da realidade, visando antes favorecer as suas posições de negócio no mercado ou esconder uma posição de fragilidade como aconteceu no auge da crise financeira. As autoridades interceptaram conversas entre traders de um banco ou de vários em que expressamente se pedia a comunicação de uma determinada taxa a troco, por exemplo, de uma garrafa de espumante francês ou da promessa de favor idêntico. Os três acusados do Barclays, que estão agora ao serviço de outras instituições, foram formalmente acusados e deverão, a breve prazo, ser ouvidos num tribunal londrino. Outros nove colegas de negócio foram entretanto apanhados na malha da investigação. Têm ligações ao Citigroup, ao Merril Lynch ou à UBS, entre outros. Obrigações OT 2 anos OT 10 anos Obrigações 10 anos 6,075 5,650 5,225 4,800 Últimos 3 meses PSI-20 2,644% 4,819% Piores Europa Euro Stoxx 50 Variação Sonaecom SGPS -2,77% Edp Renováveis -0,85% Semapa -0,43% Últimos 3 meses Última Sessão Performance (%) Nome da Empresa Var% Fecho Volume Abertura Máximo Mínimo 5 dias 2014 PSI 20 INDEX 1, , , , ,88 2,95 10,74 ALTRI SGPS SA 4,42 2, ,68 2,80 2,67 3,49 24,46 BANIF SA 0 0, ,01 0,01 0,01-0,85 11,43 BANCO BPI SA 6,67 1, ,59 1,70 1,59 1,08 39,39 BCP 3,42 0, ,19 0,20 0,19 1,77 18,03 BES 6,04 1, ,29 1,38 1,28 10,52 31,86 COFINA SGPS 0,62 0, ,65 0,66 0,64 1,10 29,74 EDP 0,14 2, ,92 2,95 2,92 4,57 9,74 EDP RENOVÁVEIS -0,85 4, ,60 4,62 4,54 8,24 18,13 ESFG -0,35 4, ,85 4,89 4,82-3,80-0,37 GALP ENERGIA 1,59 11, ,68 11,91 11,61 2,15-0,88 J. MARTINS SGPS 0,35 13, ,04 13,16 13,00-1,62-7,98 MOTA-ENGIL 0,3 4, ,98 4,99 4,95 2,06 15,08 PT 1,47 3, ,35 3,41 3,34-2,51 7,06 PORTUCEL 0 3, ,15 3,16 3,11 2,24 8,25 REN 0,19 2, ,69 2,72 2,69 2,31 20,91 SEMAPA -0,43 10, ,40 10,48 10,37 4,57 27,72 SONAECOM SGPS -2,77 2, ,55 2,57 2,45 5,39-3,11 SONAE INDÚSTRIA 7,1 0, ,81 0,86 0,81 2,03 52,75 SONAE 0,88 1, ,25 1,27 1,25 2,37 20,59 ZON OPTIMUS 0,56 5, ,38 5,50 5,37 6,06 0,

19 2014 TWENTIETH CENTURYY FOX HOME ENTERTAINMENT LLC. ALL RIGHTS RESERVED METRO-GOLDWYN-MAYER STUDIOS INC. ALL RIGHTS RESERVED. DISTRIBUTED BY TWENTIETH CENTURY FOX HOME ENTERTAINMENT LLC LAYOUT AND DESIGN SONY PICTURES HOME ENTERTAINMENT INC. ALL RIGHTS RESERVED. Marlon Brando, como Terry Malloy: 1 Óscar João, como leitor do Público: 26 Óscares LEVE PARA CASA A MAIOR COLECÇÃO DE ÓSCARE ÓSCARES DE A festa dos Óscares em sua casa continua. Esta semana com o Público, por mais 5,95, pode levar para casa Há Lodo no Cais, realizado por Elia Kazan e vencedor de 8 Óscares incluindo o de melhor actor para o intemporal Marlon Brando em Faça como os grandes do cinema: leve o Óscar para casa. 2.º DVD Há Lodo no n Cais, quarta-feira, 19 Fevereiro, por +5,95. Preço total da colecção 35,70. Às quartas quartas, entre 12 de Fevereiro e 19 de Março de A compra do produto obriga à aquisição do jornal. Preço unitário 5,95. Limitado ao stock existente. ex

20 20 MUNDO PÚBLICO, TER 18 FEV 2014 ONU acusa Coreia do Norte de crimes contra a humanidade: E agora? Relatório diz que responsáveis, entre eles Kim Jong-un, devem responder perante o Tribunal Penal Internacional ou outro tribunal das Nações Unidas Direitos Humanos Ana Gomes Ferreira O relatório da ONU sobre a Coreia do Norte fala de crimes concretos: tortura, escravatura, violência sexual, discriminação social e de género, repressão política, perseguição política, execuções. Todos estão documentados com casos a mulher que foi obrigada a afogar o filho, a família torturada por ter assistido a uma telenovela estrangeira na televisão, os prisioneiros obrigados a cavar as suas próprias sepulturas e depois mortos com golpes de martelo no pescoço. E agora que já sabemos o que se passa, o que vamos fazer?, perguntou o presidente da comissão independente que conduziu o muito esperado Inquérito do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas sobre a Coreia do Norte, divulgado nesta segunda-feira. No fim da II Guerra Mundial, muita gente disse se nós tivéssemos sabido. (...) Bem, agora a comunidade internacional sabe... a inacção já não se justifica com um nós não sabíamos, disse Michael Kirby. Sabe-se que todos os dias e desde há muitas décadas são cometidas atrocidades indescritíveis na Coreia do Norte. E se há crimes, há culpados, sublinha muito claramente o relatório. Estes não são meros crimes de Estado; são uma componente essencial de um sistema político que se afastou dos ideais sobre os quais diz ter sido fundado. Por isso, é recomendado na verdade a linguagem é muito dura e é quase exigido às Nações Unidas que garanta que os responsáveis pelos crimes contra a humanidade sejam julgados no Tribunal Penal Internacional ou noutro tribunal da ONU. Volte-se à pergunta de Kirby, que na apresentação do documento, em Genebra, disse que os crimes roçam o genocídio : agora que sabemos, o que vamos fazer? Porque, disseram alguns membros de organizações de defesa dos direitos humanos que denunciam sistematicamente os crimes na Coreia do Norte, ao redigir o relatório nestes termos, a ONU colocou-se numa posição de não retorno. Este documento coloca sobre os ombros das Nações Unidas um fardo pesado quanto aos passos que tem de dar a seguir, comentou à BBC Jared Genser, um advogado de uma ONG de defesa dos direitos humanos. É a primeira vez que a ONU, enquanto instituição, declara que há crimes contra a humanidade a serem cometidos contra o povo norte-coreano, disse. Fome só para uns O relatório está dividido em seis partes pode ser lido no site da ONU. Uma delas é sobre a fome, ou as fomes que devastam a Coreia do Norte ciclicamente desde A falta de alimentos, explica o relatório, tem duas causas, o clima e os erros de gestão de um regime que controla tudo, desde o lugar onde as pessoas vivem até quem pode trabalhar no quê. Centenas de milhares de pessoas morreram já de fome o número não é exacto e varia de acordo com as fontes; as vítimas serão entre 200 mil e três milhões. A fome denuncia outro problema, o da discriminação. Nem todos passam fome, diz o relatório, que foi construído a partir de documentos que a ONU conseguiu reunir, de testemunhos e de outros dados (de satélite, por exemplo). Na sociedade norte-coreana há grupos de pessoas consideradas dispensáveis e são essas que sofrem e morrem de fome. Durante períodos longos de escassez, o Estado condicionou a distribuição de alimentos através de regras que não são baseadas em considerações humanitárias. A sociedade norte-coreana, diz a ONU, está organizada de acordo com uma classificação política do povo criada pelo Estado. O destino de cada cidadão está traçado à partida é a sua classificação que determina que trabalho cada um pode desempenhar, que educação pode receber, com quem se pode casar, onde pode viver. A mobilidade social é quase inexistente. E a mobilidade geográfica não existe. Pyongyang, a capital, é uma cidade onde só entra quem o regime deixa; os cidadãos devem viver nas zonas onde nas- Na Coreia do Norte há grupos de pessoas consideradas dispensáveis e são essas que morrem de fome cem ou onde o Estado determina. Viajar para o estrangeiro, só fugindo alguns conseguem, correndo o risco de as suas famílias pagaram pelo crime. Outros são apanhados e espera-os a escravatura, a tortura ou a morte. Os seis temas em que o relatório foi dividido estão todos interligados. Pelo que se passa, agora, para os campos de trabalhos que o regime garante que não existem mas estão documentados com imagens de satélite a Amnistia Internacional, no sue site, tem um vídeo com relatos de testemunhas. As Nações Unidas estimam que, actualmente, estejam nos campos de trabalho entre 80 mil e 120 mil pessoas. Vão lá parar por motivos muito variados e executam trabalhos forçados. A vida nos campos é descrita como brutal e desumana. Há torturas, execuções arbitrárias, abortos forçados (porque a reprodução é proibida aos prisioneiros), e infanticídio. Crê-se que tenham morrido nestes campos Nos campos de trabalho, presos foram obrigados a cavar as suas sepulturas e depois foram mortos com golpes de martelo no pescoço Uma mulher foi obrigada a afogar o filho, uma família foi torturada por ter assistido a uma telenovela estrangeira na televisão centenas de milhares de pessoas. É o momento para definir a Coreia do Norte, de acordo com a ONU: é um país onde o Estado tem autoridade sobre toda a informação e controla toda a organização da vida social. O relatório não usa definições mas explica que, ali, a doutrinação começa na infância com o objectivo de criar uma sociedade onde o culto da personalidade é aceite e deve ser propagado de forma a fabricar a obediência ao líder supremo. Pyongyang nega A Coreia do Norte nasceu depois da II Guerra Mundial. A península foi ocupada pelos Estados Unidos e pela União Soviética e dividida em dois países distintos. Ambas as Coreias reivindicam a soberania sobre toda a península e em 1950 as duas partes entraram em guerra na verdade ainda estão, apenas está em vigor um armistício (não um acordo de paz), assinado em Na sua história de 60 anos, a Coreia do Norte

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