NOVA ORDEM MUNDIAL. Autora: Cristina Luciana do Carmo

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1 NOVA ORDEM MUNDIAL Autora: Cristina Luciana do Carmo No rumo da Globalização A economia mundial de mercado conheceu um ciclo longo de forte crescimento nas décadas que se seguiram à Segunda Guerra Mundial ( ). A reconstrução das estruturas produtivas da Europa ocidental e do Japão, devastadas pelo conflito, foi um dos motores da vitalidade econômica do período. Outro, foi a disseminação da indústria para países da América Latina, como o Brasil, o México e a Argentina. O longo ciclo de crescimento desenvolveu-se em um ambiente internacional definido pela bipolaridade da Guerra Fria. A União Soviética e os países satélites da Europa oriental isolaram-se parcialmente da economia mundial, fechando-se atrás de sistemas econômicos baseados no monopólio estatal dos meios de produção e da planificação centralizada. Na Ásia, a China Popular adotou modelo econômico do mesmo tipo. A economia capitalista integrou-se mundialmente, mas encontrou nos países socialistas as fronteiras geográficas para a sua expansão. Os Estados Unidos, que ao final da grande guerra concentravam mais de 40% da riqueza mundial, exerceram uma hegemonia econômica quase absoluta durante o longo ciclo de crescimento. Os empréstimos de capital norte-americanos, canalizados através do Plano Marshall ( ), desencadearam a reconstrução européia. O mercado consumidor norte-americano absorveu grande parte das exportações que sustentaram o reerguimento japonês. As corporações transnacionais norte-americanas lideraram os investimentos industriais na América Latina. Hegemonia econômica e poder geopolítico caminharam juntos. O arsenal nuclear dos Estados Unidos serviu de arcabouço para a existência da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). O dólar funcionava como moeda mundial e, até o início da década de 1.970, manteve paridade fixa com o ouro. As décadas de prosperidade se apoiaram na reconstrução e ampliação do modelo industrial estabelecido. A utilização intensiva de energia e matérias-primas, assim como a absorção crescente de força de trabalho semiqualificada em linhas de produção, sustentou uma oferta ampliada de mercadorias destinadas a mercados consumidores em expansão. Inventada nos Estados Unidos, a sociedade de consumo se disseminou pela Europa ocidental e partes da Ásia e América Latina. Revoluçâo Técnico-Científica

2 Esse ciclo de prosperidade só seria interrompido na década de 1.970, com a elevação brutal dos preços do barril de petróleo resultante dos dois choques protagonizados pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), em e A euforia do pósguerra cedeu lugar à recessão e ao desemprego nas economias desenvolvidas. Os choques do petróleo, entretanto, sinalizavam mudanças mais profundas. Uma revolução técnico-científica emergia nos países desenvolvidos. Os fundamentos dessa nova era industrial repousam sobre a automatização e a robotização, que reduzem as necessidades de mão-de-obra e ampliam a produtividade, e sobre a utilização menos intensiva de matérias-primas e energia. A informática, as telecomunicações, a biotecnologia, a robótica e a química fina desenvolvem mercadorias revolucionárias. A revolução técnico-científica é um dos pilares da globalização da economia internacional. No plano geoeconômico, o processo de globalização é fruto da intensificação dos fluxos de mercadorias, capitais e informações entre os mercados nacionais. O crescimento do comércio internacional, estimulado por políticas liberais de redução das barreiras alfandegárias, dissemina por todo o planeta as tecnologias e os produtos da revolução técnico-científica. Os investimentos de capital no exterior globalizam as cadeias produtivas sob o comando das corporações transnacionais. A circulação de informações define padrões mundiais de consumo e difunde as marcas das empresas globalizadas. No plano geopolítico, a globalização acelera-se desde o início da década de 1.990, com a implosão das economias planificadas da União Soviética e Europa oriental e com a abertura da China Popular aos investimentos internacionais. Esses eventos, que assinalaram o encerramento da Guerra Fria, possibilitaram a extensão da economia de mercado para novos espaços geográficos. Esse é um outro pilar da globalização. Os Blocos Econômicos Regionais Globalização significa integração das economias nacionais e configuração de um verdadeiro mercado mundial. Mas a tendência à globalização se desenvolve paralelamente à configuração de blocos econômicos regionais. Assim, a regionalização é um dos aspectos da globalização da economia mundial. Essas duas tendências não são contraditórias ou excludentes: a regionalização é, em grande medida, uma plataforma da globalização. A ampliação dos mercados, consolidada pelos blocos regionais, opera no sentido de ampliar a competitividade das empresas que concorrem no mercado mundial. No conjunto do mundo industrializado, gigantes econômicos estabelecem um intrincado jogo de competição que não respeita fronteiras nacionais. Com a assinatura do Ato Único Europeu, em 1.986, a União Européia preparou a constituição do mercado único - com livre movimentação de mercadorias, pessoas, capitais e serviços - proclamado em janeiro de Em junho de 1.990, o presidente norte-americano George Bush lançou a proposta de formação de um mercado único de

3 dimensões continentais, por meio da Iniciativa para as Américas. Em agosto de foi assinado o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), unindo Canadá, México e Estados Unidos em um poderoso mercado comum. Apesar da inexistência de um bloco econômico formal na bacia do Pacífico, o Japão orienta volumosos investimentos em direção aos Tigres Asiáticos - Coréia do Sul, Formosa, Cingapura e Hong Kong - e aos países de industrialização ainda mais recente - Indonésia, Tailândia, Malásia e as zonas exportadoras do litoral da China. A ordem econômica que emerge da revolução técnicocientífica é uma ordem multipolar. A Integração Européia Nos primeiros tempos, o processo de unificação da Europa foi conduzido a partir de considerações políticas, inserindo-se no cenário bipolar da Guerra Fria. A reconstrução e o fortalecimento da Europa ocidental eram componentes cruciais da estratégia norte-americana de contenção da União Soviética. A Segunda Guerra Mundial arrasou as estruturas produtivas da Europa. Como resultado, o imediato pós-guerra foi marcado por uma avassaladora crise econômica, cuja gravidade e profundidade ameaçavam a estabilidade social do continente. O plano Marshall, anunciado em junho de 1.947, foi a resposta norte-americana à crise européia. Com a transferência de bilhões de dólares para a Europa, os Estados Unidos apostaram na reconstrução das estruturas produtivas e no fortalecimento das economias de mercado do ocidente europeu como forma de afastar a sombra da União Soviética. Entretanto, existiam outras ameaças à estabilidade européia. A velha rivalidade francoalemã, alimentada por antigas questões de fronteira e pelos nacionalismos recíprocos, continuava sendo um foco potencial de instabilidade, ameaçando a coesão do bloco ocidental. Ao mesmo tempo, a fragmentação política da Europa contrastava com o vasto território dos Estados Unidos e impunha limites muito estreitos para a expansão das empresas industriais e financeiras do continente. O Plano Schuman, anunciado em maio de 1.950, representou uma saída para esse duplo impasse e sinalizou o caminho que conduziria à integração política e econômica da Europa Ocidental. A idéia consistia em colocar as indústrias siderúrgicas alemãs e francesas sob o controle de uma autoridade comum. Dessa forma, compartilhando-se as riquezas em carvão e minério de ferro da Alemanha (Ruhr e Sarre) e da França (Alsácia e Lorena), seria possível romper o círculo vicioso de tensão e conflito nacional. Em seguida, Itália, Holanda, Bélgica e Luxemburgo aderiram ao Plano Schuman. No ano seguinte seria assinado o tratado da Comunidade Européia do Carvão e do Aço (CECA). Ainda que limitada à siderurgia, a CECA pode ser considerada a fonte original do processo de integração européia, uma vez que se estruturava em tomo da noção de mercado comum - um

4 espaço sem discriminação ou barreiras alfandegárias - e demarcava uma nova base no relacionamento entre os Estados europeus. Do Tratado de Roma ao Tratado de Maastricht O MCE foi instituído pelo Tratado de Roma, em 1.957, com o ambicioso objetivo de suprimir todas as tarifas sobre a circulação de mercadorias, serviços e capitais e todas as restrições à movimentação dos cidadãos no interior do espaço comunitário. Em tomo do mercado comum, constituiu-se a Comunidade Européia (CE), estruturada por instituições políticas comunitárias. O Conselho de Ministros, órgão máximo de decisões, reúne-se em Bruxelas, na Bélgica. A Comissão Européia encarrega-se da gestão cotidiana dos assuntos comunitários. O Parlamento Europeu, estabelecido em Estrasburgo (França) e eleito diretamente pelos cidadãos dos países membros, controla os atos da Comissão e aprova os orçamentos da Comunidade. Os membros da CECA foram os signatários originais do Tratado de Roma. No entanto, alargamentos geográficos sucessivos dobraram em trinta anos o número de membros originais. O mais importante desses alargamentos ocorreu em 1.973, com o ingresso da Grã-Bretanha, acompanhada da Dinamarca e Irlanda do Sul. A adesão britânica foi retardada pelas resistências de Londres a ceder parte da sua soberania a um bloco organizado em tomo da liderança francoalemã. O encerramento da Guerra Fria possibilitou um novo alargamento comunitário, com o ingresso de três Estados que mantiveram uma postura de neutralidade estratégica no pós-guerra: Áustria, Suécia e Finlândia. Esse ciclo mais recente de adesões ampliou ainda mais o papel da Alemanha, em detrimento da França, pois expandiu a Comunidade nas direções da Europa nórdica e da Europa central. A CE nasceu no cenário bipolar da Guerra Fria, e cumpriu um papel essencial para a hegemonia norte-americana sobre a Europa ocidental. Entretanto, ela sobreviveu ao cenário geopolitico que lhe deu origem. A desagregação da União Soviética, a derrocada do socialismo na Europa e a reunificação alemã redefiniram o papel do bloco europeu. No pós-guerra Fria, a Europa comunitária emerge como um dos pólos da economia mundial. Em 1.992, com a assinatura, na Holanda, do Tratado de Maastricht, foram definidos os contornos da estratégia comunitária para o pós-guerra Fria. Após sua entrada em vigor, a Comunidade Européia passou a ser denominada União Européia (UE).

5 O aprofundamento da integração econômica, com a adoção de uma moeda única, é uma das metas prioritárias da UE. A União Econômica e Monetária (UEM), decidida em Maastricht, determinou que a nova moeda - o euro - passasse a circular em todos os países da UE, para transações interbancárias, em Três anos depois, ela começou a substituir, na vida cotidiana dos europeus, as moedas nacionais. O euro é controlado por um Banco Central Europeu, com sede em Frankfurt (Alemanha) e elevada autonomia frente aos governos nacionais. O euro foi adotado, inicialmente, por doze Estados da União Européia. A Grã-Bretanha optou por permanecer fora da primeira fase da UEM. Essa posição foi seguida por dinamarqueses e suecos, que permanecem sem adotar a moeda até hoje. A União Européia é uma construção histórica. Na fase atual, ao mesmo tempo que consolida a integração monetária do seu núcleo principal, travou negociações com países da Europa central e do Mediterrâneo para uma grande ampliação, que já incorporou vários países do Leste europeu, como a Polônia, República Tcheca, Eslováquia, entre vários outros, que somam já 27 membros, porém, vem enfrentando grandes problemas, principalmente com questões culturais, como é o caso da Turquia que ainda não foi aceita no bloco, o que demonstra um novo e grande entrave na formação de uma união européia total. Bacia do Pacífico

6 A contínua incorporação de novas tecnologias no processo produtivo implica investimentos de alto custo em produtos que rapidamente se tomam obsoletos, o que exige uma ampliação da escala dos mercados. Novas e gigantescas corporações transnacionais passam a liderar uma ampla integração do mercado mundial, diluindo os limites representados pelas barreiras nacionais. Ao mesmo tempo, as inovações tecnológicas difundem-se com rapidez inusitada, invadindo países e regiões, alterando as suas bases produtivas e modificando estruturas sociais. A fusão entre as indústrias da microeletrônica e das telecomunicações propaga a revolução técnicocientífica, junto com as corporações e as mercadorias que formam o seu substrato. Todas essas transformações têm forte impacto geográfico. A mundialização das estratégias produtivas e dos mercados das corporações transnacionais expressa-se por meio de fluxos de investimentos diretos ou financeiros sem precedentes. Também se manifesta pelo crescimento acelerado do comércio internacional. Mas nada disso abole a importância da proximidade geográfica. A integração produtiva dos países da bacia do Pacífico revela o peso desse fator na configuração da economia globalizada. Os Capitais Japoneses e os Tigres Asiáticos Assim como a Europa, o Japão emergiu da Segunda Guerra Mundial virtualmente arrasado. Mas, no caso japonês, a estratégia de reconstrução envolveu elementos singulares: a formação de poupança interna e a conquista dos mercados externos. Ao contrário da Europa, a trajetória da reconstrução japonesa não se baseou nos capitais norte-americanos. A capitalização das corporações industriais apoiou-se no baixo custo da força de trabalho. Além disso, as grandes empresas, herdeiras dos antigos Zaibatsu, contaram com um imenso volume de poupança popular. A carência habitacional, associada à debilidade do sistema de previdência social, impunha elevada poupança familiar, que era estimulada pelo governo e canalizada para os investimentos empresariais através do sistema financeiro. O entrelaçamento dos grupos bancários com as corporações industriais facilitava esse fluxo de capitais, que irrigou a reconstrução da economia. A conquista dos mercados externos apoiou-se numa política agressivamente exportadora, fundada na subvalorização do iene: produtos japoneses deveriam ser baratos fora do Japão. Vultosos investimentos em educação, fortalecendo a competitividade da economia japonesa, contribuíram para a estratégia de estímulo às exportações. Na década de 1.960, o Japão começava a registrar saldos positivos no comércio com os Estados Unidos, enchendo as lojas norte-americanas de relógios, carros, aparelhos de som e televisores. A dinâmica do crescimento japonês contaminou a macrorregião da bacia do Pacífico, impulsionando um processo de industrialização mais amplo. A expressão bacia do Pacífico associou-se à noção de um bloco econômico na década de 1.970, quando os chamados TIgres Asiáticos - Hong Kong, Cingapura, Taiwan e Coréia do Sul - empreenderam a sua arrancada industrial. Em parte, essa arrancada foi impulsionada por investimentos diretos japoneses,

7 deslocados do arquipélago pelo aumento dos custos de produção associados aos choques de preços do petróleo e à elevação dos salários internos. Uma década mais tarde despontavam outros Tigres Asiáticos : Tailândia, Malásia e Indonésia. Mais uma vez, os capitais industriais japoneses desempenharam o papel de alavancagem. Em meados da década de 1.980, o iene conhecia um movimento de valorização diante do dólar, puxando para cima os custos de produção no interior do Japão e favorecendo os investimentos no estrangeiro. Os Tigres Asiáticos - ou Novos Países Industrializados (NPIs) - não são um produto apenas da difusão dos investimentos japoneses. Desde meados da década de e até verificouse uma explosão de investimentos internacionais provenientes de grupos econômicos dos próprios NPIs. São capitais de Hong Kong, Cingapura, Taiwan e Coréia do Sul procurando oportunidades na Tailândia, na Indonésia, na Malásia e, acima de tudo, na China. A modernização da economia industrial da China Popular - empurrada pela política de abertura conduzida a partir da cúpula do Partido Comunista - é um componente fundamental do chamado milagre asiático. As Zonas Econômicas Especiais (ZEEs), áreas de processamento de exportações situadas na fachada litorânea, integraram-se à paisagem industrial da bacia do Pacífico. Os baixos custos da abundante força de trabalho, os vastos recursos naturais, as oportunidades de investimento em infra-estruturas de transportes, comunicações e hotelaria, as garantias fornecidas pelos donos do poder na China - tudo isso atrai as corporações empresariais asiáticas para o novo oceano da economia de mercado que se abre. A devastadora crise financeira e monetária que atingiu o leste e o sudeste da Ásia em interrompeu bruscamente os fluxos de investimentos e lançou alguns dos TIgres no abismo da depressão econômica. A Indonésia, a Tailândia e a Coréia do Sul, em função das suas próprias fragilidades, foram os mais atingidos pela onda inicial da fuga de capitais. Os Estados Unidos e o Nafta O final da Guerra Fria e a consolidação da União Européia impuseram aos Estados Unidos uma revisão de sua inserção na economia mundial. A ampliação do tamanho dos mercados e a constituição de espaços econômicos supranacionais parecem definir as novas regras da competição em escala global. A potência norte-americana se curvou a essas novas regras. A Iniciativa para as Américas, lançada pelo presidente George Bush em 1.990, se inseria nesse contexto. Sem fixar prazos ou cronogramas rígidos, estabelecia como meta a formação de uma zona de livre comércio em todo o continente americano - do Alasca até a Terra do Fogo. A Iniciativa para as Américas, com sua formulação flexível, revelava um pronunciado interesse norteamericano pela América Latina, única macrorregião com a qual os Estados Unidos mantêm saldos comerciais positivos. o Nafta e a Proposta da Alca

8 Na primeira metade da década de 1.990, o projeto da zona de livre comércio das Américas avançou por um caminho mais limitado. A assinatura do tratado do Nafta, em 1.992, foi o passo inicial na direção da integração comercial continental. Envolvendo os Estados Unidos, o Canadá e o México, o tratado organiza a abolição progressiva das tarifas alfandegárias entre os países membros. Ao contrário da União Européia, porém, as suas ambições restringem-se ao plano comercial: não se pretende a livre movimentação de pessoas ou a constituição de um verdadeiro mercado comum. Também não são previstas instituições políticas comunitárias. Tendo como vértice a economia norte-americana, o Nafta integra em um mesmo espaço comercial parceiros muito desiguais, sob os pontos de vista econômico, político e demográfico. O Canadá apresenta economia desenvolvida e diversificada, significativa base industrial e importantes exportações agrícolas, baixo crescimento vegetativo e elevados níveis de vida. Entretanto, a prosperidade canadense oculta um alto grau de dependência do país com relação aos capitais e tecnologias norte-americanos. O país dispõe de uma população (e de um PIB) cerca de dez vezes menor que a de seu vizinho do sul, o que explica a importância desigual de cada um dos parceiros na economia do outro. As exportações para os Estados Unidos representam cerca de 20% do PIB canadense, enquanto as exportações para o Canadá perfazem apenas 3% do PIB norte-americano. Mesmo temendo a concorrência dos manufaturados mexicanos e mantendo relações comerciais pouco significativas com o México, o Canadá busca, por meio do Nafta, ampliar sua penetração no vasto mercado consumidor dos Estados Unidos. O México, ao contrário, apresenta profundos desníveis sociais, forte crescimento vegetativo e graves indicadores de pobreza. O fluxo migratório de mexicanos para os Estados Unidos, através da extensa fronteira entre os dois países, é fonte de tensão permanente. A inclusão do México no Nafta funciona como dimensão da estratégia norte-americana de estabilizar a fronteira sul, amenizando a imigração ilegal. A criação do Nafta aprofundou as desigualdades regionais internas, estimulando a industrialização da parte norte, que contrasta com o sul agrícola. Nas áreas industriais do norte, o emprego em fábricas norte-americanas e a emigração para os Estados Unidos aparecem como alternativas para a melhoria da renda da população pobre. No sul, a pobreza rural intensa associase com a base demográfica indígena para gerar tensões políticas explosivas. Há anos, a atuação dos guerrilheiros do Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN), no Estado meridional de Chiapas, denuncia as condições de miséria e exclusão da população regional. A criação do Nafta serviu como impulso para a proposta de uma Área de Livre Comércio das Américas (Alca). A conferência de cúpula de chefes de Estado e governo das Américas realizada em Miami, em 1.994, foi o lançamento oficial do projeto. O ano de 2005 foi fixado como data para entrada em funcionamento do vasto bloco comercial, porém essa data já foi adiada várias vezes.

9 Do ponto de vista dos Estados Unidos, o projeto da Alca envolvia um rápido processo de redução de tarifas e o alargamento progressivo do Nafta. Mas esse roteiro colidia com a visão do Brasil, favorável a um período mais longo de preparação, que permitisse a consolidação do Mercado Comum do Sul (Mercosul). A crise monetária mexicana de e o crescimento do protecionismo nos Estados Unidos acabaram revelando-se obstáculos poderosos ao desejo de Washington. As reuniões de cúpula dos Estados do continente realizadas em Belo Horizonte, em 1.997, e Santiago (Chile), em 1.998, mantiveram o projeto da Alca, mas adaptaram o seu formato e cronograma ao ponto de vista do Mercosul. A Integração Econômica da América Latina A perspectiva de integração econômica esteve presente em toda a história do subcontinente latinoamericano. Contudo, apesar das associações de livre comércio que se constituíram na região a partir da década de 1.960, o intercâmbio comercial entre os países permaneceu bastante restrito até a década de O advento do Mercosul ajudou a modificar esse panorama, assim como está contribuindo para que ocorram transformações geoeconômicas significativas no interior dos países membros. Da Alalc à Aladi O projeto de integração econômica latino-americana surgiu no ambiente da Guerra Fria. Ele refletia uma reação, tímida e limitada, à hegemonia geopolítica dos Estados Unidos. O processo da descolonização afro-asiática, que se desenrolou entre o final da década de e o início da década de 1.960, estimulou esse novo projeto, voltado para a redução da dependência face aos

10 pólos da economia mundial. Outra fonte de influência foi o movimento de integração européia, que teve seu momento solar no Tratado de Roma, em A Associação Latino-Americana de Livre Comércio (Alalc) foi criada pelo Tratado de Montevidéu de O tratado previa o estabelecimento gradual de um mercado comum regional, preparado pela constituição de uma zona de livre comércio. Inicialmente, contou com sete integrantes: Argentina, Brasil, Chile, Peru, Paraguai, México e Uruguai. Mais tarde, recebeu a adesão da Colômbia, Equador, Venezuela e Bolívia, envolvendo quase toda a América do Sul. Os ambiciosos objetivos da Alalc, realçados pela vastidão dos espaços geográficos que recobria, chocaram-se desde o início com as desigualdades econômicas internas. As divergências entre os Três Grandes (Brasil, México e Argentina) e os demais integrantes sabotaram as metas de integração. Ao mesmo tempo, a ênfase generalizada dos países latino-americanos nos mercados internos e nas políticas de substituição de importações limitou o potencial de crescimento do comércio na área da associação. Logo, a meta de constituição da zona de livre comércio foi adiada de para O novo prazo acabou por ser abandonado, junto com a própria Alalc. O fracasso da Alalc foi reconhecido tacitamente pelo Tratado de Montevidéu de 1.980, que a substituiu pela Associação Latino-Americana de Integração (Aladi). A nova organização recebeu a adesão de todos os integrantes de sua infeliz predecessora. O novo tratado, ainda em vigor, estabelece metas menos pretensiosas e mais flexíveis. Mesmo conservando como objetivo de largo prazo a criação de um mercado comum, estimula a realização de acordos comerciais limitados e uniões aduaneiras entre países membros. Durante a década de 1.980, a crise das dívidas externas impediu a intensificação do comércio na área da Aladi. A severa restrição das importações provocada pela necessidade de grandes saldos comerciais bloqueou qualquer perspectiva de reorganização geográfica do comércio exterior dos países latino-americanos. A recessão generalizada e a conseqüente carência de capitais representaram entraves para os investimentos intra-regionais. As Origens do Mercosul

11 Ao longo dos anos 1.980, a economia mundial viveu transformações profundas, aceleradas pela desagregação do bloco geopolítico soviético e pelo fim da Guerra Fria. Essas transformações, orientadas por políticas econômicas liberais, voltaram-se para a desregulamentação dos mercados e a redução generalizada da interferência dos poderes públicos na esfera da economia. Antes de atingirem a América Latina, as novas doutrinas liberais prosperaram nos Estados Unidos e na Europa ocidental. A tendência à formação de blocos econômicos regionais expressa a diluição parcial das fronteiras que separam os mercados nacionais. A redução e progressiva extinção das barreiras alfandegárias no interior dos blocos econômicos propicia oportunidades de investimento e amplia as vantagens competitivas das corporações empresariais. As tendências do mercado mundial, agindo mais livremente sobre as economias nacionais, reordenam os espaços geoeconômicos e redesenham a geografia dos países e regiões. O Mercosul é um produto sub-regional dessas novas realidades. Redemocratização e Cooperação Econômica Do ponto de vista político, o Mercosul nasceu da aproximação diplomática entre Brasil e Argentina e dos acordos prévios de integração bilateral firmados entre os dois países. A condição para essa aproximação foi a redemocratização política: em meados da década de 1.980, ambos transitaram de ditaduras militares para regimes civis baseados em eleições livres. No período anterior, o clima de animosidade e desconfiança que turvava as relações entre os vizinhos tinha atingido o seu ponto crítico durante a construção, por brasileiros e paraguaios, da usina hidrelétrica de Itaipu, no rio Paraná. A Declaração de Iguaçu, de 1.985, assinalou uma nova fase nas relações diplomáticas entre Brasília e Buenos Aires. Por meio dela, os presidentes civis do Brasil e da Argentina manifestavam a determinação de implementar um processo de integração bilateral. Era criada, para

12 esse fim, uma Comissão Mista presidida pelos ministros do Exterior dos dois países. Em julho do ano seguinte, seria assinado o Programa de Integração e Cooperação Econômica Brasil-Argentina, juntamente com diversos protocolos setoriais de integração. Em novembro de 1.988, desenhou-se a meta de um espaço econômico comum, no prazo de dez anos, fixada pelo Tratado de Integração, Cooperação e Desenvolvimento. Com ele, estabeleciam-se regras e prazos para a harmonização das políticas aduaneira, comercial, agrícola e de transportes e comunicações. Em julho de 1.990, os governos dos dois países decidiram acelerar o processo, antecipando para 31 de dezembro de o estabelecimento do mercado comum bilateral. Posteriormente, entraria em vigor o Acordo de Complementação Econômica (ACE-14), prevendo a redução gradual das tarifas alfandegárias, até a sua completa eliminação. A adesão do Uruguai e do Paraguai ao projeto comunitário ocorreu em março de 1.991, quando o Tratado de Assunção definiu os contornos do Mercosul. O Comércio na Área do Mercosul Os acordos prévios Brasil-Argentina e o Tratado do Mercosul fazem parte de um processo de reversão da tendência histórica à diminuição das trocas comerciais entre os países e membros. Essa tendência acompanhou a crise das dívidas externas do Brasil e- da Argentina e a conjuntura recessiva da década de Por outro lado, a década de assistiu a um crescimento acelerado das trocas comerciais no interior do bloco. Enquanto as importações brasileiras do Mercosul saltaram de 4,1 bilhões em para 7,3 bilhões em 1.996, as exportações brasileiras para o Mercosul cresceram de 2,2 bilhões para 8,4 bilhões no mesmo período. Indústria e agropecuária A configuração do mercado comum produzirá conseqüências profundas nas economias dos países envolvidos, especialmente Brasil e Argentina. Em termos gerais, as indústrias instaladas no Brasil, que apresentam produtividade média superior, tendem a dominar o mercado argentino; por outro lado, os produtores rurais argentinos, que têm custos médios inferiores, apresentam vantagens na disputa pelo mercado brasileiro. O parque industrial brasileiro, especialmente os ramos mais modernos, opera com níveis de produtividade muito superiores aos da Argentina. O atraso tecnológico argentino é maior que o brasileiro; a força de trabalho brasileira é mais barata que a argentina. Além disso, as empresas instaladas no Brasil têm economias de escala superiores, em função da maior amplitude do mercado interno, o que implica capitalização mais elevada.

13 No início da década de 1.990, as indústrias automobilísticas implantadas no Brasil vendiam mais de um milhão de carros por ano, enquanto as congêneres argentinas pouco ultrapassavam os duzentos mil carros por ano. A produção brasileira de aço é competitiva nos mercados internacionais e opera em larga escala, enquanto a siderurgia argentina sobrevive à base de subsídios estatais. A energia utilizada no Brasil, predominantemente de origem hídrica, é mais barata que a energia argentina, gerada principalmente em termeiétricas. A integração de mercados é vantajosa para os conglomerados industriais modernos implantados no Brasil (sejam eles brasileiros ou transnacionais). Essas vantagens se refletem na composição das exportações do Brasil para a Argentina: apenas o café e o minério de ferro, entre os dez principais produtos desse intercâmbio, não são manufaturados. Somadas, as exportações de autopeças, automóveis, veículos de carga e motores representam pouco menos de 25% desse comércio bilateral. Na agropecuária, a situação se inverte. Apesar da retração dos tradicionais produtos argentinos de exportação (trigo, milho, soja, carne) nos mercados internacionais, a produtividade das fazendas do país continua superior à dos produtores brasileiros. Graças às vastas reservas petrolíferas da Patagônia, o óleo combustível é o principal produto de exportaçâo da Argentina para o Brasil. Entretanto, o trigo, o milho e o óleo de soja também ocupam posição de destaque. A produtividade superior da economia agrária argentina repousa, em grande parte, em fatores naturais. A distribuição regular das chuvas e a alta fertilidade dos solos do pampa úmido conferem vantagens consideráveis ao produtor rural. Assim, os custos de produção de cereais e oleaginosas superam até mesmo os dos Estados de mais elevada produtividade no Brasil. Diferenças marcantes favoráveis à Argentina aparecem também nos itens leite e carne, assim como na área da vitivinicultura e produção de maçãs. Tabela. Composição das exportações brasileiras para a Argentina (1994). Produtos Participação em % Partes e peças para veículos e tratores 9.37 Automóveis de passageiros 5.96 Veículos de carga 4.74 Motores de pistão 3,61 Minério de ferro e seus concentrados 2.28 Laminados planos de ferro e aço 2.25 Semimanufaturados de ferro ou aço 2.08 Polímeros de etileno e Outros Café cru em grão 1,64 Bombas e compressores 1.58 Demais produtos 64,55 Total

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