NOVA ORDEM MUNDIAL. Autora: Cristina Luciana do Carmo

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "NOVA ORDEM MUNDIAL. Autora: Cristina Luciana do Carmo"

Transcrição

1 NOVA ORDEM MUNDIAL Autora: Cristina Luciana do Carmo No rumo da Globalização A economia mundial de mercado conheceu um ciclo longo de forte crescimento nas décadas que se seguiram à Segunda Guerra Mundial ( ). A reconstrução das estruturas produtivas da Europa ocidental e do Japão, devastadas pelo conflito, foi um dos motores da vitalidade econômica do período. Outro, foi a disseminação da indústria para países da América Latina, como o Brasil, o México e a Argentina. O longo ciclo de crescimento desenvolveu-se em um ambiente internacional definido pela bipolaridade da Guerra Fria. A União Soviética e os países satélites da Europa oriental isolaram-se parcialmente da economia mundial, fechando-se atrás de sistemas econômicos baseados no monopólio estatal dos meios de produção e da planificação centralizada. Na Ásia, a China Popular adotou modelo econômico do mesmo tipo. A economia capitalista integrou-se mundialmente, mas encontrou nos países socialistas as fronteiras geográficas para a sua expansão. Os Estados Unidos, que ao final da grande guerra concentravam mais de 40% da riqueza mundial, exerceram uma hegemonia econômica quase absoluta durante o longo ciclo de crescimento. Os empréstimos de capital norte-americanos, canalizados através do Plano Marshall ( ), desencadearam a reconstrução européia. O mercado consumidor norte-americano absorveu grande parte das exportações que sustentaram o reerguimento japonês. As corporações transnacionais norte-americanas lideraram os investimentos industriais na América Latina. Hegemonia econômica e poder geopolítico caminharam juntos. O arsenal nuclear dos Estados Unidos serviu de arcabouço para a existência da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). O dólar funcionava como moeda mundial e, até o início da década de 1.970, manteve paridade fixa com o ouro. As décadas de prosperidade se apoiaram na reconstrução e ampliação do modelo industrial estabelecido. A utilização intensiva de energia e matérias-primas, assim como a absorção crescente de força de trabalho semiqualificada em linhas de produção, sustentou uma oferta ampliada de mercadorias destinadas a mercados consumidores em expansão. Inventada nos Estados Unidos, a sociedade de consumo se disseminou pela Europa ocidental e partes da Ásia e América Latina. Revoluçâo Técnico-Científica

2 Esse ciclo de prosperidade só seria interrompido na década de 1.970, com a elevação brutal dos preços do barril de petróleo resultante dos dois choques protagonizados pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), em e A euforia do pósguerra cedeu lugar à recessão e ao desemprego nas economias desenvolvidas. Os choques do petróleo, entretanto, sinalizavam mudanças mais profundas. Uma revolução técnico-científica emergia nos países desenvolvidos. Os fundamentos dessa nova era industrial repousam sobre a automatização e a robotização, que reduzem as necessidades de mão-de-obra e ampliam a produtividade, e sobre a utilização menos intensiva de matérias-primas e energia. A informática, as telecomunicações, a biotecnologia, a robótica e a química fina desenvolvem mercadorias revolucionárias. A revolução técnico-científica é um dos pilares da globalização da economia internacional. No plano geoeconômico, o processo de globalização é fruto da intensificação dos fluxos de mercadorias, capitais e informações entre os mercados nacionais. O crescimento do comércio internacional, estimulado por políticas liberais de redução das barreiras alfandegárias, dissemina por todo o planeta as tecnologias e os produtos da revolução técnico-científica. Os investimentos de capital no exterior globalizam as cadeias produtivas sob o comando das corporações transnacionais. A circulação de informações define padrões mundiais de consumo e difunde as marcas das empresas globalizadas. No plano geopolítico, a globalização acelera-se desde o início da década de 1.990, com a implosão das economias planificadas da União Soviética e Europa oriental e com a abertura da China Popular aos investimentos internacionais. Esses eventos, que assinalaram o encerramento da Guerra Fria, possibilitaram a extensão da economia de mercado para novos espaços geográficos. Esse é um outro pilar da globalização. Os Blocos Econômicos Regionais Globalização significa integração das economias nacionais e configuração de um verdadeiro mercado mundial. Mas a tendência à globalização se desenvolve paralelamente à configuração de blocos econômicos regionais. Assim, a regionalização é um dos aspectos da globalização da economia mundial. Essas duas tendências não são contraditórias ou excludentes: a regionalização é, em grande medida, uma plataforma da globalização. A ampliação dos mercados, consolidada pelos blocos regionais, opera no sentido de ampliar a competitividade das empresas que concorrem no mercado mundial. No conjunto do mundo industrializado, gigantes econômicos estabelecem um intrincado jogo de competição que não respeita fronteiras nacionais. Com a assinatura do Ato Único Europeu, em 1.986, a União Européia preparou a constituição do mercado único - com livre movimentação de mercadorias, pessoas, capitais e serviços - proclamado em janeiro de Em junho de 1.990, o presidente norte-americano George Bush lançou a proposta de formação de um mercado único de

3 dimensões continentais, por meio da Iniciativa para as Américas. Em agosto de foi assinado o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), unindo Canadá, México e Estados Unidos em um poderoso mercado comum. Apesar da inexistência de um bloco econômico formal na bacia do Pacífico, o Japão orienta volumosos investimentos em direção aos Tigres Asiáticos - Coréia do Sul, Formosa, Cingapura e Hong Kong - e aos países de industrialização ainda mais recente - Indonésia, Tailândia, Malásia e as zonas exportadoras do litoral da China. A ordem econômica que emerge da revolução técnicocientífica é uma ordem multipolar. A Integração Européia Nos primeiros tempos, o processo de unificação da Europa foi conduzido a partir de considerações políticas, inserindo-se no cenário bipolar da Guerra Fria. A reconstrução e o fortalecimento da Europa ocidental eram componentes cruciais da estratégia norte-americana de contenção da União Soviética. A Segunda Guerra Mundial arrasou as estruturas produtivas da Europa. Como resultado, o imediato pós-guerra foi marcado por uma avassaladora crise econômica, cuja gravidade e profundidade ameaçavam a estabilidade social do continente. O plano Marshall, anunciado em junho de 1.947, foi a resposta norte-americana à crise européia. Com a transferência de bilhões de dólares para a Europa, os Estados Unidos apostaram na reconstrução das estruturas produtivas e no fortalecimento das economias de mercado do ocidente europeu como forma de afastar a sombra da União Soviética. Entretanto, existiam outras ameaças à estabilidade européia. A velha rivalidade francoalemã, alimentada por antigas questões de fronteira e pelos nacionalismos recíprocos, continuava sendo um foco potencial de instabilidade, ameaçando a coesão do bloco ocidental. Ao mesmo tempo, a fragmentação política da Europa contrastava com o vasto território dos Estados Unidos e impunha limites muito estreitos para a expansão das empresas industriais e financeiras do continente. O Plano Schuman, anunciado em maio de 1.950, representou uma saída para esse duplo impasse e sinalizou o caminho que conduziria à integração política e econômica da Europa Ocidental. A idéia consistia em colocar as indústrias siderúrgicas alemãs e francesas sob o controle de uma autoridade comum. Dessa forma, compartilhando-se as riquezas em carvão e minério de ferro da Alemanha (Ruhr e Sarre) e da França (Alsácia e Lorena), seria possível romper o círculo vicioso de tensão e conflito nacional. Em seguida, Itália, Holanda, Bélgica e Luxemburgo aderiram ao Plano Schuman. No ano seguinte seria assinado o tratado da Comunidade Européia do Carvão e do Aço (CECA). Ainda que limitada à siderurgia, a CECA pode ser considerada a fonte original do processo de integração européia, uma vez que se estruturava em tomo da noção de mercado comum - um

4 espaço sem discriminação ou barreiras alfandegárias - e demarcava uma nova base no relacionamento entre os Estados europeus. Do Tratado de Roma ao Tratado de Maastricht O MCE foi instituído pelo Tratado de Roma, em 1.957, com o ambicioso objetivo de suprimir todas as tarifas sobre a circulação de mercadorias, serviços e capitais e todas as restrições à movimentação dos cidadãos no interior do espaço comunitário. Em tomo do mercado comum, constituiu-se a Comunidade Européia (CE), estruturada por instituições políticas comunitárias. O Conselho de Ministros, órgão máximo de decisões, reúne-se em Bruxelas, na Bélgica. A Comissão Européia encarrega-se da gestão cotidiana dos assuntos comunitários. O Parlamento Europeu, estabelecido em Estrasburgo (França) e eleito diretamente pelos cidadãos dos países membros, controla os atos da Comissão e aprova os orçamentos da Comunidade. Os membros da CECA foram os signatários originais do Tratado de Roma. No entanto, alargamentos geográficos sucessivos dobraram em trinta anos o número de membros originais. O mais importante desses alargamentos ocorreu em 1.973, com o ingresso da Grã-Bretanha, acompanhada da Dinamarca e Irlanda do Sul. A adesão britânica foi retardada pelas resistências de Londres a ceder parte da sua soberania a um bloco organizado em tomo da liderança francoalemã. O encerramento da Guerra Fria possibilitou um novo alargamento comunitário, com o ingresso de três Estados que mantiveram uma postura de neutralidade estratégica no pós-guerra: Áustria, Suécia e Finlândia. Esse ciclo mais recente de adesões ampliou ainda mais o papel da Alemanha, em detrimento da França, pois expandiu a Comunidade nas direções da Europa nórdica e da Europa central. A CE nasceu no cenário bipolar da Guerra Fria, e cumpriu um papel essencial para a hegemonia norte-americana sobre a Europa ocidental. Entretanto, ela sobreviveu ao cenário geopolitico que lhe deu origem. A desagregação da União Soviética, a derrocada do socialismo na Europa e a reunificação alemã redefiniram o papel do bloco europeu. No pós-guerra Fria, a Europa comunitária emerge como um dos pólos da economia mundial. Em 1.992, com a assinatura, na Holanda, do Tratado de Maastricht, foram definidos os contornos da estratégia comunitária para o pós-guerra Fria. Após sua entrada em vigor, a Comunidade Européia passou a ser denominada União Européia (UE).

5 O aprofundamento da integração econômica, com a adoção de uma moeda única, é uma das metas prioritárias da UE. A União Econômica e Monetária (UEM), decidida em Maastricht, determinou que a nova moeda - o euro - passasse a circular em todos os países da UE, para transações interbancárias, em Três anos depois, ela começou a substituir, na vida cotidiana dos europeus, as moedas nacionais. O euro é controlado por um Banco Central Europeu, com sede em Frankfurt (Alemanha) e elevada autonomia frente aos governos nacionais. O euro foi adotado, inicialmente, por doze Estados da União Européia. A Grã-Bretanha optou por permanecer fora da primeira fase da UEM. Essa posição foi seguida por dinamarqueses e suecos, que permanecem sem adotar a moeda até hoje. A União Européia é uma construção histórica. Na fase atual, ao mesmo tempo que consolida a integração monetária do seu núcleo principal, travou negociações com países da Europa central e do Mediterrâneo para uma grande ampliação, que já incorporou vários países do Leste europeu, como a Polônia, República Tcheca, Eslováquia, entre vários outros, que somam já 27 membros, porém, vem enfrentando grandes problemas, principalmente com questões culturais, como é o caso da Turquia que ainda não foi aceita no bloco, o que demonstra um novo e grande entrave na formação de uma união européia total. Bacia do Pacífico

6 A contínua incorporação de novas tecnologias no processo produtivo implica investimentos de alto custo em produtos que rapidamente se tomam obsoletos, o que exige uma ampliação da escala dos mercados. Novas e gigantescas corporações transnacionais passam a liderar uma ampla integração do mercado mundial, diluindo os limites representados pelas barreiras nacionais. Ao mesmo tempo, as inovações tecnológicas difundem-se com rapidez inusitada, invadindo países e regiões, alterando as suas bases produtivas e modificando estruturas sociais. A fusão entre as indústrias da microeletrônica e das telecomunicações propaga a revolução técnicocientífica, junto com as corporações e as mercadorias que formam o seu substrato. Todas essas transformações têm forte impacto geográfico. A mundialização das estratégias produtivas e dos mercados das corporações transnacionais expressa-se por meio de fluxos de investimentos diretos ou financeiros sem precedentes. Também se manifesta pelo crescimento acelerado do comércio internacional. Mas nada disso abole a importância da proximidade geográfica. A integração produtiva dos países da bacia do Pacífico revela o peso desse fator na configuração da economia globalizada. Os Capitais Japoneses e os Tigres Asiáticos Assim como a Europa, o Japão emergiu da Segunda Guerra Mundial virtualmente arrasado. Mas, no caso japonês, a estratégia de reconstrução envolveu elementos singulares: a formação de poupança interna e a conquista dos mercados externos. Ao contrário da Europa, a trajetória da reconstrução japonesa não se baseou nos capitais norte-americanos. A capitalização das corporações industriais apoiou-se no baixo custo da força de trabalho. Além disso, as grandes empresas, herdeiras dos antigos Zaibatsu, contaram com um imenso volume de poupança popular. A carência habitacional, associada à debilidade do sistema de previdência social, impunha elevada poupança familiar, que era estimulada pelo governo e canalizada para os investimentos empresariais através do sistema financeiro. O entrelaçamento dos grupos bancários com as corporações industriais facilitava esse fluxo de capitais, que irrigou a reconstrução da economia. A conquista dos mercados externos apoiou-se numa política agressivamente exportadora, fundada na subvalorização do iene: produtos japoneses deveriam ser baratos fora do Japão. Vultosos investimentos em educação, fortalecendo a competitividade da economia japonesa, contribuíram para a estratégia de estímulo às exportações. Na década de 1.960, o Japão começava a registrar saldos positivos no comércio com os Estados Unidos, enchendo as lojas norte-americanas de relógios, carros, aparelhos de som e televisores. A dinâmica do crescimento japonês contaminou a macrorregião da bacia do Pacífico, impulsionando um processo de industrialização mais amplo. A expressão bacia do Pacífico associou-se à noção de um bloco econômico na década de 1.970, quando os chamados TIgres Asiáticos - Hong Kong, Cingapura, Taiwan e Coréia do Sul - empreenderam a sua arrancada industrial. Em parte, essa arrancada foi impulsionada por investimentos diretos japoneses,

7 deslocados do arquipélago pelo aumento dos custos de produção associados aos choques de preços do petróleo e à elevação dos salários internos. Uma década mais tarde despontavam outros Tigres Asiáticos : Tailândia, Malásia e Indonésia. Mais uma vez, os capitais industriais japoneses desempenharam o papel de alavancagem. Em meados da década de 1.980, o iene conhecia um movimento de valorização diante do dólar, puxando para cima os custos de produção no interior do Japão e favorecendo os investimentos no estrangeiro. Os Tigres Asiáticos - ou Novos Países Industrializados (NPIs) - não são um produto apenas da difusão dos investimentos japoneses. Desde meados da década de e até verificouse uma explosão de investimentos internacionais provenientes de grupos econômicos dos próprios NPIs. São capitais de Hong Kong, Cingapura, Taiwan e Coréia do Sul procurando oportunidades na Tailândia, na Indonésia, na Malásia e, acima de tudo, na China. A modernização da economia industrial da China Popular - empurrada pela política de abertura conduzida a partir da cúpula do Partido Comunista - é um componente fundamental do chamado milagre asiático. As Zonas Econômicas Especiais (ZEEs), áreas de processamento de exportações situadas na fachada litorânea, integraram-se à paisagem industrial da bacia do Pacífico. Os baixos custos da abundante força de trabalho, os vastos recursos naturais, as oportunidades de investimento em infra-estruturas de transportes, comunicações e hotelaria, as garantias fornecidas pelos donos do poder na China - tudo isso atrai as corporações empresariais asiáticas para o novo oceano da economia de mercado que se abre. A devastadora crise financeira e monetária que atingiu o leste e o sudeste da Ásia em interrompeu bruscamente os fluxos de investimentos e lançou alguns dos TIgres no abismo da depressão econômica. A Indonésia, a Tailândia e a Coréia do Sul, em função das suas próprias fragilidades, foram os mais atingidos pela onda inicial da fuga de capitais. Os Estados Unidos e o Nafta O final da Guerra Fria e a consolidação da União Européia impuseram aos Estados Unidos uma revisão de sua inserção na economia mundial. A ampliação do tamanho dos mercados e a constituição de espaços econômicos supranacionais parecem definir as novas regras da competição em escala global. A potência norte-americana se curvou a essas novas regras. A Iniciativa para as Américas, lançada pelo presidente George Bush em 1.990, se inseria nesse contexto. Sem fixar prazos ou cronogramas rígidos, estabelecia como meta a formação de uma zona de livre comércio em todo o continente americano - do Alasca até a Terra do Fogo. A Iniciativa para as Américas, com sua formulação flexível, revelava um pronunciado interesse norteamericano pela América Latina, única macrorregião com a qual os Estados Unidos mantêm saldos comerciais positivos. o Nafta e a Proposta da Alca

8 Na primeira metade da década de 1.990, o projeto da zona de livre comércio das Américas avançou por um caminho mais limitado. A assinatura do tratado do Nafta, em 1.992, foi o passo inicial na direção da integração comercial continental. Envolvendo os Estados Unidos, o Canadá e o México, o tratado organiza a abolição progressiva das tarifas alfandegárias entre os países membros. Ao contrário da União Européia, porém, as suas ambições restringem-se ao plano comercial: não se pretende a livre movimentação de pessoas ou a constituição de um verdadeiro mercado comum. Também não são previstas instituições políticas comunitárias. Tendo como vértice a economia norte-americana, o Nafta integra em um mesmo espaço comercial parceiros muito desiguais, sob os pontos de vista econômico, político e demográfico. O Canadá apresenta economia desenvolvida e diversificada, significativa base industrial e importantes exportações agrícolas, baixo crescimento vegetativo e elevados níveis de vida. Entretanto, a prosperidade canadense oculta um alto grau de dependência do país com relação aos capitais e tecnologias norte-americanos. O país dispõe de uma população (e de um PIB) cerca de dez vezes menor que a de seu vizinho do sul, o que explica a importância desigual de cada um dos parceiros na economia do outro. As exportações para os Estados Unidos representam cerca de 20% do PIB canadense, enquanto as exportações para o Canadá perfazem apenas 3% do PIB norte-americano. Mesmo temendo a concorrência dos manufaturados mexicanos e mantendo relações comerciais pouco significativas com o México, o Canadá busca, por meio do Nafta, ampliar sua penetração no vasto mercado consumidor dos Estados Unidos. O México, ao contrário, apresenta profundos desníveis sociais, forte crescimento vegetativo e graves indicadores de pobreza. O fluxo migratório de mexicanos para os Estados Unidos, através da extensa fronteira entre os dois países, é fonte de tensão permanente. A inclusão do México no Nafta funciona como dimensão da estratégia norte-americana de estabilizar a fronteira sul, amenizando a imigração ilegal. A criação do Nafta aprofundou as desigualdades regionais internas, estimulando a industrialização da parte norte, que contrasta com o sul agrícola. Nas áreas industriais do norte, o emprego em fábricas norte-americanas e a emigração para os Estados Unidos aparecem como alternativas para a melhoria da renda da população pobre. No sul, a pobreza rural intensa associase com a base demográfica indígena para gerar tensões políticas explosivas. Há anos, a atuação dos guerrilheiros do Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN), no Estado meridional de Chiapas, denuncia as condições de miséria e exclusão da população regional. A criação do Nafta serviu como impulso para a proposta de uma Área de Livre Comércio das Américas (Alca). A conferência de cúpula de chefes de Estado e governo das Américas realizada em Miami, em 1.994, foi o lançamento oficial do projeto. O ano de 2005 foi fixado como data para entrada em funcionamento do vasto bloco comercial, porém essa data já foi adiada várias vezes.

9 Do ponto de vista dos Estados Unidos, o projeto da Alca envolvia um rápido processo de redução de tarifas e o alargamento progressivo do Nafta. Mas esse roteiro colidia com a visão do Brasil, favorável a um período mais longo de preparação, que permitisse a consolidação do Mercado Comum do Sul (Mercosul). A crise monetária mexicana de e o crescimento do protecionismo nos Estados Unidos acabaram revelando-se obstáculos poderosos ao desejo de Washington. As reuniões de cúpula dos Estados do continente realizadas em Belo Horizonte, em 1.997, e Santiago (Chile), em 1.998, mantiveram o projeto da Alca, mas adaptaram o seu formato e cronograma ao ponto de vista do Mercosul. A Integração Econômica da América Latina A perspectiva de integração econômica esteve presente em toda a história do subcontinente latinoamericano. Contudo, apesar das associações de livre comércio que se constituíram na região a partir da década de 1.960, o intercâmbio comercial entre os países permaneceu bastante restrito até a década de O advento do Mercosul ajudou a modificar esse panorama, assim como está contribuindo para que ocorram transformações geoeconômicas significativas no interior dos países membros. Da Alalc à Aladi O projeto de integração econômica latino-americana surgiu no ambiente da Guerra Fria. Ele refletia uma reação, tímida e limitada, à hegemonia geopolítica dos Estados Unidos. O processo da descolonização afro-asiática, que se desenrolou entre o final da década de e o início da década de 1.960, estimulou esse novo projeto, voltado para a redução da dependência face aos

10 pólos da economia mundial. Outra fonte de influência foi o movimento de integração européia, que teve seu momento solar no Tratado de Roma, em A Associação Latino-Americana de Livre Comércio (Alalc) foi criada pelo Tratado de Montevidéu de O tratado previa o estabelecimento gradual de um mercado comum regional, preparado pela constituição de uma zona de livre comércio. Inicialmente, contou com sete integrantes: Argentina, Brasil, Chile, Peru, Paraguai, México e Uruguai. Mais tarde, recebeu a adesão da Colômbia, Equador, Venezuela e Bolívia, envolvendo quase toda a América do Sul. Os ambiciosos objetivos da Alalc, realçados pela vastidão dos espaços geográficos que recobria, chocaram-se desde o início com as desigualdades econômicas internas. As divergências entre os Três Grandes (Brasil, México e Argentina) e os demais integrantes sabotaram as metas de integração. Ao mesmo tempo, a ênfase generalizada dos países latino-americanos nos mercados internos e nas políticas de substituição de importações limitou o potencial de crescimento do comércio na área da associação. Logo, a meta de constituição da zona de livre comércio foi adiada de para O novo prazo acabou por ser abandonado, junto com a própria Alalc. O fracasso da Alalc foi reconhecido tacitamente pelo Tratado de Montevidéu de 1.980, que a substituiu pela Associação Latino-Americana de Integração (Aladi). A nova organização recebeu a adesão de todos os integrantes de sua infeliz predecessora. O novo tratado, ainda em vigor, estabelece metas menos pretensiosas e mais flexíveis. Mesmo conservando como objetivo de largo prazo a criação de um mercado comum, estimula a realização de acordos comerciais limitados e uniões aduaneiras entre países membros. Durante a década de 1.980, a crise das dívidas externas impediu a intensificação do comércio na área da Aladi. A severa restrição das importações provocada pela necessidade de grandes saldos comerciais bloqueou qualquer perspectiva de reorganização geográfica do comércio exterior dos países latino-americanos. A recessão generalizada e a conseqüente carência de capitais representaram entraves para os investimentos intra-regionais. As Origens do Mercosul

11 Ao longo dos anos 1.980, a economia mundial viveu transformações profundas, aceleradas pela desagregação do bloco geopolítico soviético e pelo fim da Guerra Fria. Essas transformações, orientadas por políticas econômicas liberais, voltaram-se para a desregulamentação dos mercados e a redução generalizada da interferência dos poderes públicos na esfera da economia. Antes de atingirem a América Latina, as novas doutrinas liberais prosperaram nos Estados Unidos e na Europa ocidental. A tendência à formação de blocos econômicos regionais expressa a diluição parcial das fronteiras que separam os mercados nacionais. A redução e progressiva extinção das barreiras alfandegárias no interior dos blocos econômicos propicia oportunidades de investimento e amplia as vantagens competitivas das corporações empresariais. As tendências do mercado mundial, agindo mais livremente sobre as economias nacionais, reordenam os espaços geoeconômicos e redesenham a geografia dos países e regiões. O Mercosul é um produto sub-regional dessas novas realidades. Redemocratização e Cooperação Econômica Do ponto de vista político, o Mercosul nasceu da aproximação diplomática entre Brasil e Argentina e dos acordos prévios de integração bilateral firmados entre os dois países. A condição para essa aproximação foi a redemocratização política: em meados da década de 1.980, ambos transitaram de ditaduras militares para regimes civis baseados em eleições livres. No período anterior, o clima de animosidade e desconfiança que turvava as relações entre os vizinhos tinha atingido o seu ponto crítico durante a construção, por brasileiros e paraguaios, da usina hidrelétrica de Itaipu, no rio Paraná. A Declaração de Iguaçu, de 1.985, assinalou uma nova fase nas relações diplomáticas entre Brasília e Buenos Aires. Por meio dela, os presidentes civis do Brasil e da Argentina manifestavam a determinação de implementar um processo de integração bilateral. Era criada, para

12 esse fim, uma Comissão Mista presidida pelos ministros do Exterior dos dois países. Em julho do ano seguinte, seria assinado o Programa de Integração e Cooperação Econômica Brasil-Argentina, juntamente com diversos protocolos setoriais de integração. Em novembro de 1.988, desenhou-se a meta de um espaço econômico comum, no prazo de dez anos, fixada pelo Tratado de Integração, Cooperação e Desenvolvimento. Com ele, estabeleciam-se regras e prazos para a harmonização das políticas aduaneira, comercial, agrícola e de transportes e comunicações. Em julho de 1.990, os governos dos dois países decidiram acelerar o processo, antecipando para 31 de dezembro de o estabelecimento do mercado comum bilateral. Posteriormente, entraria em vigor o Acordo de Complementação Econômica (ACE-14), prevendo a redução gradual das tarifas alfandegárias, até a sua completa eliminação. A adesão do Uruguai e do Paraguai ao projeto comunitário ocorreu em março de 1.991, quando o Tratado de Assunção definiu os contornos do Mercosul. O Comércio na Área do Mercosul Os acordos prévios Brasil-Argentina e o Tratado do Mercosul fazem parte de um processo de reversão da tendência histórica à diminuição das trocas comerciais entre os países e membros. Essa tendência acompanhou a crise das dívidas externas do Brasil e- da Argentina e a conjuntura recessiva da década de Por outro lado, a década de assistiu a um crescimento acelerado das trocas comerciais no interior do bloco. Enquanto as importações brasileiras do Mercosul saltaram de 4,1 bilhões em para 7,3 bilhões em 1.996, as exportações brasileiras para o Mercosul cresceram de 2,2 bilhões para 8,4 bilhões no mesmo período. Indústria e agropecuária A configuração do mercado comum produzirá conseqüências profundas nas economias dos países envolvidos, especialmente Brasil e Argentina. Em termos gerais, as indústrias instaladas no Brasil, que apresentam produtividade média superior, tendem a dominar o mercado argentino; por outro lado, os produtores rurais argentinos, que têm custos médios inferiores, apresentam vantagens na disputa pelo mercado brasileiro. O parque industrial brasileiro, especialmente os ramos mais modernos, opera com níveis de produtividade muito superiores aos da Argentina. O atraso tecnológico argentino é maior que o brasileiro; a força de trabalho brasileira é mais barata que a argentina. Além disso, as empresas instaladas no Brasil têm economias de escala superiores, em função da maior amplitude do mercado interno, o que implica capitalização mais elevada.

13 No início da década de 1.990, as indústrias automobilísticas implantadas no Brasil vendiam mais de um milhão de carros por ano, enquanto as congêneres argentinas pouco ultrapassavam os duzentos mil carros por ano. A produção brasileira de aço é competitiva nos mercados internacionais e opera em larga escala, enquanto a siderurgia argentina sobrevive à base de subsídios estatais. A energia utilizada no Brasil, predominantemente de origem hídrica, é mais barata que a energia argentina, gerada principalmente em termeiétricas. A integração de mercados é vantajosa para os conglomerados industriais modernos implantados no Brasil (sejam eles brasileiros ou transnacionais). Essas vantagens se refletem na composição das exportações do Brasil para a Argentina: apenas o café e o minério de ferro, entre os dez principais produtos desse intercâmbio, não são manufaturados. Somadas, as exportações de autopeças, automóveis, veículos de carga e motores representam pouco menos de 25% desse comércio bilateral. Na agropecuária, a situação se inverte. Apesar da retração dos tradicionais produtos argentinos de exportação (trigo, milho, soja, carne) nos mercados internacionais, a produtividade das fazendas do país continua superior à dos produtores brasileiros. Graças às vastas reservas petrolíferas da Patagônia, o óleo combustível é o principal produto de exportaçâo da Argentina para o Brasil. Entretanto, o trigo, o milho e o óleo de soja também ocupam posição de destaque. A produtividade superior da economia agrária argentina repousa, em grande parte, em fatores naturais. A distribuição regular das chuvas e a alta fertilidade dos solos do pampa úmido conferem vantagens consideráveis ao produtor rural. Assim, os custos de produção de cereais e oleaginosas superam até mesmo os dos Estados de mais elevada produtividade no Brasil. Diferenças marcantes favoráveis à Argentina aparecem também nos itens leite e carne, assim como na área da vitivinicultura e produção de maçãs. Tabela. Composição das exportações brasileiras para a Argentina (1994). Produtos Participação em % Partes e peças para veículos e tratores 9.37 Automóveis de passageiros 5.96 Veículos de carga 4.74 Motores de pistão 3,61 Minério de ferro e seus concentrados 2.28 Laminados planos de ferro e aço 2.25 Semimanufaturados de ferro ou aço 2.08 Polímeros de etileno e Outros Café cru em grão 1,64 Bombas e compressores 1.58 Demais produtos 64,55 Total

Comércio (Países Centrais e Periféricos)

Comércio (Países Centrais e Periféricos) Comércio (Países Centrais e Periféricos) Considera-se a atividade comercial, uma atividade de alto grau de importância para o desenvolver de uma nação, isso se dá pela desigualdade entre o nível de desenvolvimento

Leia mais

Geografia: ROCHA Globalização A globalização é a mundialização da economia capitalista que forma o aumento do processo de interdependência entre governos, empresas e movimentos sociais. Globalização Origens

Leia mais

BLOCOS ECONÔMICOS. O Comércio multilateral e os blocos regionais

BLOCOS ECONÔMICOS. O Comércio multilateral e os blocos regionais BLOCOS ECONÔMICOS O Comércio multilateral e os blocos regionais A formação de Blocos Econômicos se tornou essencial para o fortalecimento e expansão econômica no mundo globalizado. Quais os principais

Leia mais

Geografia 03 Tabata Sato

Geografia 03 Tabata Sato Geografia 03 Tabata Sato IDH Varia de 0 a 1, quanto mais se aproxima de 1 maior o IDH de um país. Blocos Econômicos Economia Globalizada Processo de Regionalização Tendência à formação de blocos econômicos

Leia mais

Data: GEOGRAFIA TUTORIAL 5B. Aluno (a): Equipe de Geografia IMAGENS BASE. Fonte: IBGE, 2009.

Data: GEOGRAFIA TUTORIAL 5B. Aluno (a): Equipe de Geografia IMAGENS BASE. Fonte: IBGE, 2009. Aluno (a): Série: 3ª Turma: TUTORIAL 5B Ensino Médio Equipe de Geografia Data: GEOGRAFIA IMAGENS BASE Fonte: IBGE, 2009. Colégio A. LIESSIN Scholem Aleichem - 1 - NANDA/MAIO/2014-488 TEXTO BASE Os blocos

Leia mais

Blocos Econômicos. MERCOSUL e ALCA. Charles Achcar Chelala

Blocos Econômicos. MERCOSUL e ALCA. Charles Achcar Chelala Blocos Econômicos MERCOSUL e ALCA Charles Achcar Chelala Blocos Econômicos Tendência recente, com origens na década de 50, com a CEE Comunidade Econômica Européia Em 2007 fez 50 anos Objetivos Fortalecer

Leia mais

Geografia Econômica Mundial. Organização da Aula. Aula 4. Blocos Econômicos. Contextualização. Instrumentalização. Tipologias de blocos econômicos

Geografia Econômica Mundial. Organização da Aula. Aula 4. Blocos Econômicos. Contextualização. Instrumentalização. Tipologias de blocos econômicos Geografia Econômica Mundial Aula 4 Prof. Me. Diogo Labiak Neves Organização da Aula Tipologias de blocos econômicos Exemplos de blocos econômicos Algumas características básicas Blocos Econômicos Contextualização

Leia mais

Capítulo 03 Mercados regionais

Capítulo 03 Mercados regionais Capítulo 03 Mercados regionais As organizações decidem atuar no mercado global quando sabem que o crescimento externo será maior do que o interno. Nesse sentido, a China é um dos mercados para onde as

Leia mais

ESCOLA SECUNDÁRIA DO MONTE DA CAPARICA Curso de Educação e Formação de Adultos NS. Tema Princípios de conduta, de igualdade e equidade

ESCOLA SECUNDÁRIA DO MONTE DA CAPARICA Curso de Educação e Formação de Adultos NS. Tema Princípios de conduta, de igualdade e equidade 1 de 5 Princípios de conduta, de igualdade e equidade OBJECTIVO: Assumir condutas adequadas às instituições e aos princípios de lealdade comunitária. 1 No seu relacionamento social como se posiciona face

Leia mais

Geografia/Profª Carol

Geografia/Profª Carol Geografia/Profª Carol Recebe essa denominação porque parte dos territórios dos países platinos que constituem a região é banhada por rios que compõem a bacia hidrográfica do Rio da Prata. Países: Paraguai,

Leia mais

Atualidades. Blocos Econômicos, Globalização e União Européia. 1951 - Comunidade Européia do Carvão e do Aço (CECA)

Atualidades. Blocos Econômicos, Globalização e União Européia. 1951 - Comunidade Européia do Carvão e do Aço (CECA) Domínio de tópicos atuais e relevantes de diversas áreas, tais como política, economia, sociedade, educação, tecnologia, energia, ecologia, relações internacionais, desenvolvimento sustentável e segurança

Leia mais

ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA Causas da Hegemonia atual dos EUA Hegemonia dos EUA Influência Cultural: músicas, alimentações, vestuários e língua Poderio Econômico: 20% do PIB global Capacidade Militar sem

Leia mais

Trabalhar as regiões

Trabalhar as regiões A U A UL LA Trabalhar as regiões Nesta aula, vamos aprender como a organi- zação espacial das atividades econômicas contribui para diferenciar o espaço geográfico em regiões. Vamos verificar que a integração

Leia mais

Blocos Econômicos ESTÁGIOS DE INTEGRAÇÃO ENTRE PAÍSES

Blocos Econômicos ESTÁGIOS DE INTEGRAÇÃO ENTRE PAÍSES Blocos Econômicos ESTÁGIOS DE INTEGRAÇÃO ENTRE PAÍSES ZONA DE LIVRE- COMÉRCIO Estágio inicial de integração. Eliminação gradativa de barreiras comerciais entre os países-membros. O Nafta é um exemplo de

Leia mais

Brasil e América do Sul

Brasil e América do Sul Brasil e América do Sul Brasil Linha do equador Tropico de Capricórnio O Brasil é o quinto país mais extenso e populoso do mundo. É a sétima maior economia mundial. É um país capitalista à apresenta propriedade

Leia mais

Cada grupo irá explorar os blocos econômicos que serão definidos em sala de aula.

Cada grupo irá explorar os blocos econômicos que serão definidos em sala de aula. Trabalho 01 dividido em 2 partes 1ª Parte Cada grupo irá explorar os blocos econômicos que serão definidos em sala de aula. 2ª Parte Perguntas que serão expostas após a apresentação da 1ª Parte, e que

Leia mais

Organizações internacionais Regionais

Organizações internacionais Regionais Organizações internacionais Regionais Percurso 4 Geografia 9ºANO Profª Bruna Andrade e Elaine Camargo Os países fazem uniões a partir de interesses comuns. Esses interesses devem trazer benefícios aos

Leia mais

A Irlanda do Norte, ou Ulster, e a República da Irlanda, ou Eire, situam-se na Ilha da Irlanda. Na Irlanda do Norte, que integra o Reino Unido, vivem

A Irlanda do Norte, ou Ulster, e a República da Irlanda, ou Eire, situam-se na Ilha da Irlanda. Na Irlanda do Norte, que integra o Reino Unido, vivem QUESTÃO IRLANDESA A Irlanda do Norte, ou Ulster, e a República da Irlanda, ou Eire, situam-se na Ilha da Irlanda. Na Irlanda do Norte, que integra o Reino Unido, vivem cerca de 1,8 milhão de habitantes,

Leia mais

América: a formação dos estados

América: a formação dos estados América: a formação dos estados O Tratado do Rio de Janeiro foi o último acordo importante sobre os limites territoriais brasileiros que foi assinado em 1909, resolvendo a disputa pela posse do vale do

Leia mais

A formação da União Europeia

A formação da União Europeia A formação da União Europeia A EUROPA DOS 28 Como tudo começou? 1926: 1º congresso da União Pan- Europeia em Viena (Áustria) 24 países aprovaram um manifesto para uma organização federativa na Europa O

Leia mais

O PÓS-GUERRA E A CRIAÇÃO DA 1ª COMUNIDADE

O PÓS-GUERRA E A CRIAÇÃO DA 1ª COMUNIDADE O PÓS-GUERRA E A CRIAÇÃO DA 1ª COMUNIDADE Durante muito tempo os países da Europa andaram em guerra. A segunda Guerra Mundial destruiu grande parte do Continente Europeu. Para evitar futuras guerras, seria

Leia mais

PROVA GEOGRAFIA 1 o TRIMESTRE DE 2010

PROVA GEOGRAFIA 1 o TRIMESTRE DE 2010 PROVA GEOGRAFIA 1 o TRIMESTRE DE 2010 PROF. FERNANDO NOME N o 8 o ANO A compreensão do enunciado faz parte da questão. Não faça perguntas ao examinador. A prova deve ser feita com caneta azul ou preta.

Leia mais

Data: /08/2014 Bimestre: 2. Nome: 8 ANO B Nº. Disciplina: Geografia Professor: Geraldo

Data: /08/2014 Bimestre: 2. Nome: 8 ANO B Nº. Disciplina: Geografia Professor: Geraldo Data: /08/2014 Bimestre: 2 Nome: 8 ANO B Nº Disciplina: Geografia Professor: Geraldo Valor da Prova / Atividade: 2,0 (DOIS) Nota: GRUPO 3 1- (1,0) A mundialização da produção industrial é caracterizada

Leia mais

CRONOLOGIA DA INTEGRAÇÃO EUROPEIA

CRONOLOGIA DA INTEGRAÇÃO EUROPEIA CRONOLOGIA DA INTEGRAÇÃO EUROPEIA 1950 9 de Maio Robert Schuman, Ministro dos Negócios Estrangeiros francês, profere um importante discurso em que avança propostas inspiradas nas ideias de Jean Monnet.

Leia mais

Ensino Fundamental II

Ensino Fundamental II Ensino Fundamental II Valor do trabalho: 2.0 Nota: Data: /dezembro/2014 Professora: Angela Disciplina: Geografia Nome: n o : Ano: 8º Trabalho de Recuperação Final de Geografia ORIENTAÇÕES: Leia atentamente

Leia mais

Geografia 03 Blocos Economicos 02 - Por Tabata Sato

Geografia 03 Blocos Economicos 02 - Por Tabata Sato Geografia 03 Blocos Economicos 02 - Por Tabata Sato União Europeia A Turquia apresentou o pedido de adesão em 1987 É candidata oficialmente desde 1999 Mas as negociações começaram apenas em 2005 União

Leia mais

ESTUDO DE CASO MÓDULO XI. Sistema Monetário Internacional. Padrão Ouro 1870 1914

ESTUDO DE CASO MÓDULO XI. Sistema Monetário Internacional. Padrão Ouro 1870 1914 ESTUDO DE CASO MÓDULO XI Sistema Monetário Internacional Padrão Ouro 1870 1914 Durante muito tempo o ouro desempenhou o papel de moeda internacional, principalmente por sua aceitabilidade e confiança.

Leia mais

AVII 8º ANO Globalização Qual é a mais próxima da realidade? Como será o futuro? Escola do futuro de 1910 Cidade-prédio de 1895 A era das redes aumentou ou diminuiu o tamanho do mundo?

Leia mais

As Novas Migrações Internacionais

As Novas Migrações Internacionais As Novas Migrações Internacionais As novas migrações ganharam novas direções, as realizações partem de países subdesenvolvidos para países desenvolvidos, e o novo modelo de migração internacional surge

Leia mais

Roteiro de Estudos. 2 trimestre - 2015 Disciplina: Geografia 2ª série

Roteiro de Estudos. 2 trimestre - 2015 Disciplina: Geografia 2ª série Roteiro de Estudos 2 trimestre - 2015 Disciplina: Geografia 2ª série Professor: Eduardo O que devo saber: Globalização, comércio mundial e blocos econômicos. O Comércio Global. O protecionismo. O comércio

Leia mais

EXERCÍCIOS DE REVISÃO PARA A PROVA DE RECUPERAÇÃO - SIMULADO OBS: GABARITO NO FINAL DOS EXERCÍCIOS. QUALQUER DÚVIDA DEIXAR MENSAGEM NO FACEBOOK

EXERCÍCIOS DE REVISÃO PARA A PROVA DE RECUPERAÇÃO - SIMULADO OBS: GABARITO NO FINAL DOS EXERCÍCIOS. QUALQUER DÚVIDA DEIXAR MENSAGEM NO FACEBOOK EXERCÍCIOS DE REVISÃO PARA A PROVA DE RECUPERAÇÃO - SIMULADO OBS: GABARITO NO FINAL DOS EXERCÍCIOS. QUALQUER DÚVIDA DEIXAR MENSAGEM NO FACEBOOK 1. A vegetação varia de local para local baseada, sobretudo,

Leia mais

Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro

Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro Análise Economia e Comércio / Integração Regional Jéssica Naime 09 de setembro de 2005 Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro Análise Economia

Leia mais

Marie Curie Vestibulares Lista 4 Geografia Matheus Ronconi AGROPECUÁRIA, INDÚSTRIA E DISTRIBUIÇÃO TECNOLÓGICA MUNDIAL

Marie Curie Vestibulares Lista 4 Geografia Matheus Ronconi AGROPECUÁRIA, INDÚSTRIA E DISTRIBUIÇÃO TECNOLÓGICA MUNDIAL AGROPECUÁRIA, INDÚSTRIA E DISTRIBUIÇÃO TECNOLÓGICA MUNDIAL 1) (UDESC - 2012) São exemplos da indústria de bens de consumo (ou leve): a) Indústria de autopeças e de alumínio. b) Indústria de automóveis

Leia mais

A POSIÇÃO DE PORTUGAL NA EUROPA E NO MUNDO

A POSIÇÃO DE PORTUGAL NA EUROPA E NO MUNDO A POSIÇÃO DE PORTUGAL NA EUROPA E NO MUNDO Portugal situa-se no extremo sudoeste da Europa e é constituído por: Portugal Continental ou Peninsular (Faixa Ocidental da Península Ibérica) Parte do território

Leia mais

Unidade 6: O Leste e o Sudeste Asiático

Unidade 6: O Leste e o Sudeste Asiático Unidade 6: O Leste e o Sudeste Asiático Capítulo 1: Japão - Capítulo 2: China - Capítulo 4: Tigres Asiáticos Apresentação elaborada pelos alunos do 9º Ano C Monte Fuji - Japão Muralha da China Hong Kong

Leia mais

9. o ANO FUNDAMENTAL PROF. ª ANDREZA XAVIER PROF. WALACE VINENTE

9. o ANO FUNDAMENTAL PROF. ª ANDREZA XAVIER PROF. WALACE VINENTE 9. o ANO FUNDAMENTAL PROF. ª ANDREZA XAVIER PROF. WALACE VINENTE CONTEÚDOS E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA Unidade I Tempo, espaço, fontes históricas e representações cartográficas. 2

Leia mais

O mosaico americano. Na hora do almoço, Paulo reserva alguns minutos para ler o jornal. Naquele dia, Paulo leu uma notícia que o deixa preocupado.

O mosaico americano. Na hora do almoço, Paulo reserva alguns minutos para ler o jornal. Naquele dia, Paulo leu uma notícia que o deixa preocupado. A UU L AL A O mosaico americano Nesta aula estudaremos as tentativas de integração econômica entre países da América Latina. Vamos analisar as diferenças e semelhanças existentes entre esses países que

Leia mais

As instituições internacionais e a reorganização do espaço geográfico mundial

As instituições internacionais e a reorganização do espaço geográfico mundial As instituições internacionais e a reorganização do espaço geográfico mundial ONU A ONU (Organização das Nações Unidas) foi fundada no dia 24 de outubro de 1945, em São Francisco, Estados Unidos. O encontro

Leia mais

Data: GEOGRAFIA TUTORIAL 5R. Aluno (a): Equipe de Geografia IMAGENS BASE. Fonte: IBGE, 2009.

Data: GEOGRAFIA TUTORIAL 5R. Aluno (a): Equipe de Geografia IMAGENS BASE. Fonte: IBGE, 2009. Aluno (a): Série: 3ª Turma: TUTORIAL 5R Ensino Médio Equipe de Geografia Data: GEOGRAFIA IMAGENS BASE Fonte: IBGE, 2009. Colégio A. LIESSIN Scholem Aleichem - 1 - NANDA/MAIO/2014-489 TEXTO BASE Os blocos

Leia mais

Espaço Geográfico (Tempo e Lugar)

Espaço Geográfico (Tempo e Lugar) Espaço Geográfico (Tempo e Lugar) Somos parte de uma sociedade, que (re)produz, consome e vive em uma determinada porção do planeta, que já passou por muitas transformações, trata-se de seu lugar, relacionando-se

Leia mais

ORIENTE MÉDIO. Prof: Marcio Santos ENEM 2009 Ciências Humanas Aula II. Jerusalém Muro das Lamentações e Cúpula da Rocha

ORIENTE MÉDIO. Prof: Marcio Santos ENEM 2009 Ciências Humanas Aula II. Jerusalém Muro das Lamentações e Cúpula da Rocha Prof: Marcio Santos ENEM 2009 Ciências Humanas Aula II ORIENTE MÉDIO -Região marcada por vários conflitos étnicos, políticos e religiosos. -Costuma-se considerar 18 países como pertencentes ao Oriente

Leia mais

EUROPA CONFLITOS ÉTNICOS RELIGIOSOS

EUROPA CONFLITOS ÉTNICOS RELIGIOSOS EUROPA CONFLITOS ÉTNICOS RELIGIOSOS A Questão do País Basco Espaço: A etnia separatista basca habita o noroeste da Espanha e sudoeste da França. Os Fatores do Conflito A singularidade do povo basco que

Leia mais

GEOGRAFIA 11ª QUESTÃO

GEOGRAFIA 11ª QUESTÃO GOGRFI 11ª QUSTÃO Os pontos e, indicados na figura abaixo, são de grande importância para o escoamento da produção econômica de países como a ulgária, Romênia, Ucrânia e mesmo para a Rússia, no inverno,

Leia mais

Exercícios sobre Tigres Asiáticos

Exercícios sobre Tigres Asiáticos Exercícios sobre Tigres Asiáticos Material de apoio do Extensivo 1. (UNITAU) Apesar das críticas, nos últimos tempos, alguns países superaram o subdesenvolvimento. São os NIC (Newly Industrialized Countries),

Leia mais

DINÂMICA LOCAL INTERATIVA I APRENDER A APRENDER APRENDER A APRENDER CONTEÚDO E HABILIDADES GEOGRAFIA. Aula 10.2 Conteúdo: Guianas.

DINÂMICA LOCAL INTERATIVA I APRENDER A APRENDER APRENDER A APRENDER CONTEÚDO E HABILIDADES GEOGRAFIA. Aula 10.2 Conteúdo: Guianas. Aula 10.2 Conteúdo: Guianas. 2 Habilidades: Observar as limitações das Guianas e suas ligações com o Brasil. 3 Colômbia 4 Maior população da América Andina. Possui duas saídas marítimas: Para o Atlântico

Leia mais

América anglo-saxônica. Diferentes povos construíram duas fortes economias

América anglo-saxônica. Diferentes povos construíram duas fortes economias América anglo-saxônica Diferentes povos construíram duas fortes economias A América Desenvolvida Conhecido também como Novo Mundo, a América é sinônimo de miscigenação, desenvolvimento e mazelas sociais.

Leia mais

A questão da Irlanda do Norte

A questão da Irlanda do Norte A presença de vários grupos étnicos e religiosos num determinado país pode desencadear conflitos internos, principalmente quando um desses grupos aspira à conquista de sua autodeterminação política. Enquadraram-se

Leia mais

Japão e Tigres Asiáticos. Prof.º Acácio Martins

Japão e Tigres Asiáticos. Prof.º Acácio Martins Japão e Tigres Asiáticos Prof.º Acácio Martins Aspectos gerais: natureza e sociedade Arquipélago montanhoso localizado no hemisfério norte, no extremo leste da Ásia; Área de 377.488 km² um pouco maior

Leia mais

CONFLITOS NO CONTINENTE EUROPEU

CONFLITOS NO CONTINENTE EUROPEU CONFLITOS NO CONTINENTE EUROPEU Geografia Prof. Richard Desintegração da Iugoslávia Até 1991, a Iugoslávia era formada por seis repúblicas: Sérvia, Croácia, Eslovênia, Bósnia- Herzegovina, Macedônia e

Leia mais

China e seu Sistemas

China e seu Sistemas China e seu Sistemas Em 1949, logo depois da revolução chinesa, a China possuía 540 milhões de habitantes, e se caracterizava por ser predominantemente rural, neste período o timoneiro Mao Tsetung, enfatizava

Leia mais

Guerra fria (o espaço mundial)

Guerra fria (o espaço mundial) Guerra fria (o espaço mundial) Com a queda dos impérios coloniais, duas grandes potências se originavam deixando o mundo com uma nova ordem tanto na parte política quanto na econômica, era os Estados Unidos

Leia mais

China e seu Sistemas

China e seu Sistemas China e seu Sistemas Em 1949, logo depois da revolução chinesa, a China possuía 540 milhões de habitantes, e se caracterizava por ser predominantemente rural, neste período o timoneiro Mao Tsetung, enfatizava

Leia mais

Nova ordem mundial Mundo multipolar Prof. Rafael Souza

Nova ordem mundial Mundo multipolar Prof. Rafael Souza Disciplina de Geografia Área de ciências humanas Nova ordem mundial Mundo multipolar Prof. Rafael Souza Porto Alegre 2014 Com o final da União Soviética, a queda do Muro de Berlim, sabemos que apenas um

Leia mais

ARGENTINA Comércio Exterior

ARGENTINA Comércio Exterior Ministério das Relações Exteriores - MRE Departamento de Promoção Comercial e Investimentos - DPR Divisão de Inteligência Comercial - DIC ARGENTINA Comércio Exterior Agosto de 2014 Índice. Dados Básicos.

Leia mais

Conflitos Geopolíticos I. América Latina, Irlanda do Norte, Espanha, Rússia e Iugoslávia

Conflitos Geopolíticos I. América Latina, Irlanda do Norte, Espanha, Rússia e Iugoslávia Conflitos Geopolíticos I América Latina, Irlanda do Norte, Espanha, Rússia e Iugoslávia Introdução No fim do século XX, a ONU contava com 54 missões de paz em regiões afetadas pela guerra ou em vias de

Leia mais

VALOR E PARTICIPAÇÃO DAS EXPORTAÇÕES, POR FATOR AGREGADO E PAÍS DE DESTINO

VALOR E PARTICIPAÇÃO DAS EXPORTAÇÕES, POR FATOR AGREGADO E PAÍS DE DESTINO VALOR E PARTICIPAÇÃO DAS EXPORTAÇÕES, POR FATOR AGREGADO E PAÍS DE DESTINO 1 - CHINA 2 - ESTADOS UNIDOS 2014 34.292 84,4 4.668 11,5 1.625 4,0 6.370 23,6 5.361 19,8 13.667 50,6 2013 38.973 84,7 5.458 11,9

Leia mais

2) Leia atentamente a manchete da revista abaixo e escolha a alternativa correta:

2) Leia atentamente a manchete da revista abaixo e escolha a alternativa correta: ESCOLA ESTADUAL DR JOSÉ MARQUES DE OLIVEIRA TRABALHO DOS ESTUDOS INDEPENDENTES DO ANO 2013 Aluno: Nº: 9º ano: Matéria: Geografia Valor: 30,00 pontos Nota: Professora: Claudia Vicentino Supervisora: Daniella

Leia mais

TIGRES ASIÁTICOS e CHINA

TIGRES ASIÁTICOS e CHINA TIGRES ASIÁTICOS e CHINA China Muito importante economicamente para o Brasil e para o mundo. Em muitos produtos vimos escrito: Made In China. O que os produtos chineses podem acarretar à produção dos mesmos

Leia mais

Colégio São Paulo Geografia Prof. Eder Rubens - 2013

Colégio São Paulo Geografia Prof. Eder Rubens - 2013 Colégio São Paulo Geografia Prof. Eder Rubens - 2013 CAP. 02 A Dinâmica dos espaços da Globalização. (9º ano) *Estudaremos a difusão do modo capitalista de produção, ou seja, do modo de produzir bens e

Leia mais

REVISÃO NOVAFAP-FACID(geografia-Hugo)

REVISÃO NOVAFAP-FACID(geografia-Hugo) REVISÃO NOVAFAP-FACID(geografia-Hugo) 1. (Ufu) Na década de 1960, o geógrafo Aziz Nacib Ab'Saber reuniu as principais características do relevo e do clima das regiões brasileiras para formar, com os demais

Leia mais

27/09/2011. Integração Econômica da América do Sul: Perspectiva Empresarial

27/09/2011. Integração Econômica da América do Sul: Perspectiva Empresarial 27/09/2011 Integração Econômica da América do Sul: Perspectiva Empresarial Estrutura da apresentação Perspectiva empresarial Doing Business 2011 Investimentos Estrangeiros e Comércio Exterior Complementaridade

Leia mais

Figura 01 - Evolução das exportações de suínos de Santa Catarina no período de 2010 a 2014 - US$ Milhões.

Figura 01 - Evolução das exportações de suínos de Santa Catarina no período de 2010 a 2014 - US$ Milhões. Crise na Ucrânia: dificuldades e potencialidades para o setor de carne suína e milho em Santa Catarina Glaucia Padrão, Dr.ª Analista de Economia, Epagri/Cepa Reney Dorow, Msc. Analista de Mercado, Epagri/Cepa

Leia mais

Professora Erlani. Apostila 4 Capítulo 1

Professora Erlani. Apostila 4 Capítulo 1 Apostila 4 Capítulo 1 Os EUA possuem vizinhos muito diferentes. Ao norte, o Canadá, a maior parte da população é de origem anglo saxônica. Ao sul, o México, país latino-americano, de colonização espanhola.

Leia mais

O Complexo Jogo dos Espaços Mundiais

O Complexo Jogo dos Espaços Mundiais O Complexo Jogo dos Espaços Mundiais O Mundo está fragmentado em centenas de países, mas ao mesmo tempo, os países se agrupam a partir de interesses em comum. Esses agrupamentos, embora não deixem de refletir

Leia mais

Globalização Atual interdependência entre os países nos setores comerciais, industriais, financeiros e tecnológicos.

Globalização Atual interdependência entre os países nos setores comerciais, industriais, financeiros e tecnológicos. A Nova Ordem Mundial - Geografia Professor Jeferson A Nova Ordem Mundial Conceito: conceito político e econômico que se refere ao período do fim da Guerra Fria. Características: - neoliberalismo - divisão

Leia mais

GLOBALIZAÇÃO DEFINIÇÃO

GLOBALIZAÇÃO DEFINIÇÃO DEFINIÇÃO O termo globalização surgiu no início dos anos 80, nas grandes escolas de administração de empresas dos Estados Unidos (Harvard, Columbia, Stanford, etc.), como referência às oportunidades de

Leia mais

REVISÃO AMÉRICA ANGLO SAXÔNICA E MÉXICO

REVISÃO AMÉRICA ANGLO SAXÔNICA E MÉXICO REVISÃO AMÉRICA ANGLO SAXÔNICA E MÉXICO DIVISÃO DO CONTINENTE AMERICANO Os países que pertencem a América do Norte são: EUA, Canadá e México. Os países que pertencem a América Anglo Saxônica são: EUA

Leia mais

Questão 45. Questão 47. Questão 46. alternativa D. alternativa E

Questão 45. Questão 47. Questão 46. alternativa D. alternativa E Questão 45 alternativa D Entre os recursos naturais importantes para o fortalecimento da economia canadense no século XX temos a taiga (o Canadá encontra-se entre os maiores produtores de madeira, papel

Leia mais

BRIC A EMERGÊNCIA OU INSURGÊNCIA DA PERIFERIA?

BRIC A EMERGÊNCIA OU INSURGÊNCIA DA PERIFERIA? BRIC A EMERGÊNCIA OU INSURGÊNCIA DA PERIFERIA? Ontem, Brasília foi realmente o foco das atenções mundiais. No Brasil, um pouco menos. Não foi o Brasil que inventou isso, mas a gente registrou o fenômeno

Leia mais

As Novas Migrações Internacionais

As Novas Migrações Internacionais As Novas Migrações Internacionais As novas migrações ganharam novas direções, as realizações partem de países subdesenvolvidos para países desenvolvidos, e o novo modelo de migração internacional surge

Leia mais

3.2 Madeira e Móveis. Diagnóstico

3.2 Madeira e Móveis. Diagnóstico 3.2 Madeira e Móveis Diagnóstico Durante a década de 90, a cadeia produtiva de madeira e móveis sofreu grandes transformações em todo o mundo com conseqüentes ganhos de produtividade, a partir da introdução

Leia mais

Unidade 6: América: contrastes no desenvolvimento

Unidade 6: América: contrastes no desenvolvimento Unidade 6: América: contrastes no desenvolvimento Capítulo 1: América: Um continente de Contrastes Capítulo 2: Estados Unidos e Canadá Apresentação elaborada pelos alunos do 8º Ano B Montanhas Rochosas

Leia mais

A ASSOCIAÇÃO DAS NAÇÕES DO SUDESTE ASIÁTICO E SEU AMBIENTE DE NEGÓCIOS

A ASSOCIAÇÃO DAS NAÇÕES DO SUDESTE ASIÁTICO E SEU AMBIENTE DE NEGÓCIOS www.observatorioasiapacifico.org A ASSOCIAÇÃO DAS NAÇÕES DO SUDESTE ASIÁTICO E SEU AMBIENTE DE NEGÓCIOS Ignacio Bartesaghi 1 O debate na América Latina costuma focar-se no sucesso ou no fracasso dos processos

Leia mais

GEOGRAFIA - 3 o ANO MÓDULO 54 UNIÃO EUROPEIA: REGIONALIZAÇÃO NA EUROPA

GEOGRAFIA - 3 o ANO MÓDULO 54 UNIÃO EUROPEIA: REGIONALIZAÇÃO NA EUROPA GEOGRAFIA - 3 o ANO MÓDULO 54 UNIÃO EUROPEIA: REGIONALIZAÇÃO NA EUROPA Como pode cair no enem Antes da formação da União Europeia, ocorreram outras tentativas de unificação do continente, como retrata

Leia mais

Geografia (A) 1, 2, 4, 3 (D) 3, 1, 4, 2 (B) 2, 1, 3, 4 (E) 4, 3, 2, 1 (C) 2, 3, 1, 4

Geografia (A) 1, 2, 4, 3 (D) 3, 1, 4, 2 (B) 2, 1, 3, 4 (E) 4, 3, 2, 1 (C) 2, 3, 1, 4 46 As reformas neoliberais implementadas pelos dois últimos governos conferiram ao Brasil a imagem de um país conduzido segundo um determinado modelo econômico. O referido modelo busca um desenvolvimento:

Leia mais

RESOLUÇÕES E RESPOSTAS

RESOLUÇÕES E RESPOSTAS GEOGRAFIA 1 GRUPO CV 10/2009 RESOLUÇÕES E RESPOSTAS QUESTÃO 1: a) Os gráficos destacam que conforme ocorreu o aumento da população na grande São Paulo aumentaram também o número de viagens da população

Leia mais

Respostas das questões sobre as regiões do Brasil

Respostas das questões sobre as regiões do Brasil Respostas das questões sobre as regiões do Brasil Região Norte 1. Qual a diferença entre região Norte, Amazônia Legal e Amazônia Internacional? A região Norte é um conjunto de 7 estados e estes estados

Leia mais

Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 2º Ano Blocos Econômicos. Prof. Claudimar Fontinele

Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 2º Ano Blocos Econômicos. Prof. Claudimar Fontinele Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 2º Ano Blocos Econômicos Prof. Claudimar Fontinele O mundo sofreu importantes transformações durante o século XX. O pós-segunda Guerra foi

Leia mais

Alecleide de Sousa Série: 6ª alecleide_27@hotmail.com

Alecleide de Sousa Série: 6ª alecleide_27@hotmail.com Formação do Estado e do território Alecleide de Sousa Série: 6ª alecleide_27@hotmail.com Sociedade humana kei É um conjunto de pessoas Que vivem em determinado espaço e tempo e de acordo com certas regras

Leia mais

CRISE DO ESCRAVISMO. O Brasil foi o último país da América Latina a abolir a escravidão.

CRISE DO ESCRAVISMO. O Brasil foi o último país da América Latina a abolir a escravidão. CRISE DO ESCRAVISMO A Dinamarca foi o primeiro país Europeu a abolir o tráfico de escravos em 1792. A Grã-Bretanha veio a seguir, abolindo em 1807 e os Estados Unidos em 1808. O Brasil foi o último país

Leia mais

PROVA DE GEOGRAFIA 3 o TRIMESTRE DE 2011

PROVA DE GEOGRAFIA 3 o TRIMESTRE DE 2011 PROVA DE GEOGRAFIA 3 o TRIMESTRE DE 2011 PROF. FERNANDO NOME N o 9 o ANO A compreensão do enunciado faz parte da questão. Não faça perguntas ao examinador. A prova deve ser feita com caneta azul ou preta.

Leia mais

PRIMEIRO BIMESTRE. Compreenda o processo de formação, transformação e diferenciação das paisagens mundiais.

PRIMEIRO BIMESTRE. Compreenda o processo de formação, transformação e diferenciação das paisagens mundiais. COLÉGIO ESTADUAL NOVO HORIZONTE ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO PLANO DE TRABALHO DOCENTE (PTD) PROFESSORA: Cleunice Dias de Morais DISCIPLINA: Geografia ANO: 8º A PERÍODO: 2014 CONTEÚDOS ESTRUTURANTES Dimensão

Leia mais

PROGRAMA DE GEOGRAFIA DO PROCESSO SELETIVO CESUPA 2014

PROGRAMA DE GEOGRAFIA DO PROCESSO SELETIVO CESUPA 2014 PROGRAMA DE GEOGRAFIA DO PROCESSO SELETIVO CESUPA 2014 EIXO TEMÁTICO I MUNDO 1. ESPAÇO MUNDIAL CONTEÚDOS HABILIDADES COMPETÊNCIAS 1. A reestruturação mundial: modos de produção, suas especificidades e

Leia mais

Padrão de respostas às questões discursivas

Padrão de respostas às questões discursivas Padrão de respostas às questões discursivas A seguir encontram-se as questões das provas discursivas da 2ª ETAPA do Vestibular UFF 2011, acompanhadas das respostas esperadas pelas bancas. GEOGRAFIA - Grupos

Leia mais

COMÉRCIO EXTERIOR. Causas da dívida Empréstimos internacionais para projetar e manter grandes obras. Aquisição de tecnologia e maquinário moderno.

COMÉRCIO EXTERIOR. Causas da dívida Empréstimos internacionais para projetar e manter grandes obras. Aquisição de tecnologia e maquinário moderno. 1. ASPECTOS GERAIS Comércio é um conceito que possui como significado prático, trocas, venda e compra de determinado produto. No início do desenvolvimento econômico, o comércio era efetuado através da

Leia mais

O CONTINENTE EUROPEU

O CONTINENTE EUROPEU O CONTINENTE EUROPEU 12. Europa: Divisão Política Referências: Geografia em Mapas (pgs. 42 e 43) Geoatlas 9º ANO 1º BIMESTRE - TU 902 AULA 6 INTRODUÇÃO Recordando Aula 05 - Fluxos Financeiros Centros de

Leia mais

Após a década de 1990, várias pessoas em todo o mundo mantêm hábito de consumo semelhantes.

Após a década de 1990, várias pessoas em todo o mundo mantêm hábito de consumo semelhantes. A ECONOMIA GLOBAL Após a década de 1990, várias pessoas em todo o mundo mantêm hábito de consumo semelhantes. O século XX marcou o momento em que hábitos culturais, passaram a ser ditados pelas grandes

Leia mais

17ª TRANSPOSUL FEIRA E CONGRESSO DE TRANSPORTE E LOGÍSTICA

17ª TRANSPOSUL FEIRA E CONGRESSO DE TRANSPORTE E LOGÍSTICA 17ª TRANSPOSUL FEIRA E CONGRESSO DE TRANSPORTE E LOGÍSTICA PALESTRA FALTA DE COMPETITIVIDADE DO BRASIL FRENTE AO MERCADO EXTERNO JOSÉ AUGUSTO DE CASTRO Porto Alegre, 24 de JUNHO de 2015 2 - TEORIAS No

Leia mais

1) Caracterize a economia e a história recente da região insular da América Central.

1) Caracterize a economia e a história recente da região insular da América Central. 1) Caracterize a economia e a história recente da região insular da América Central. 2) Considere a tabela para responder à questão: TAXA DE CRESCIMENTO URBANO (em %) África 4,3 Ásia 3,2 América Lat./Caribe

Leia mais

2 DISCIPLINA: Economia M6 Ano :11º C DATA: 10/07/2013 Cursos Profissionais: Técnico de Restauração Variante de Restaurante - Bar

2 DISCIPLINA: Economia M6 Ano :11º C DATA: 10/07/2013 Cursos Profissionais: Técnico de Restauração Variante de Restaurante - Bar 2 DISCIPLINA: Economia M6 Ano :11º C DATA: 10/07/2013 Cursos Profissionais: Técnico de Restauração Variante de Restaurante - Bar Nome: N.º: Classificação: Ass.Professor: GRUPO I Este grupo é constituído

Leia mais

Paraná Cooperativo EDIÇÃO ESPECIAL EXPORTAÇÕES Informe Diário nº 2.092 Sexta-feira, 08 de maio de 2009 Assessoria de Imprensa da Ocepar/Sescoop-PR

Paraná Cooperativo EDIÇÃO ESPECIAL EXPORTAÇÕES Informe Diário nº 2.092 Sexta-feira, 08 de maio de 2009 Assessoria de Imprensa da Ocepar/Sescoop-PR Paraná Cooperativo EDIÇÃO ESPECIAL EXPORTAÇÕES Informe Diário nº 2.092 Sexta-feira, 08 de maio de 2009 Assessoria de Imprensa da Ocepar/Sescoop-PR EXPORTAÇÕES DAS COOPERATIVAS NO AGRONEGÓCIO EM 1. RESULTADO

Leia mais

INTEGRAÇÃO DO CONE SUL: A INSERÇÃO REGIONAL NA ORDEM GLOBAL 2

INTEGRAÇÃO DO CONE SUL: A INSERÇÃO REGIONAL NA ORDEM GLOBAL 2 INTEGRAÇÃO DO CONE SUL: A INSERÇÃO REGIONAL NA ORDEM GLOBAL 2 INTEGRAÇÃO DO CONE SUL: A INSERÇÃO REGIONAL NA ORDEM GLOBAL HAROLDO LOGUERCIO CARVALHO * A nova ordem internacional que emergiu com o fim da

Leia mais

Aula 9.1 Conteúdo: Tentativas de união na América Latina; Criação do Mercosul. FORTALECENDO SABERES DINÂMICA LOCAL INTERATIVA CONTEÚDO E HABILIDADES

Aula 9.1 Conteúdo: Tentativas de união na América Latina; Criação do Mercosul. FORTALECENDO SABERES DINÂMICA LOCAL INTERATIVA CONTEÚDO E HABILIDADES CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA Aula 9.1 Conteúdo: Tentativas de união na América Latina; Criação do Mercosul. 2 CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA Habilidade:

Leia mais

DOIS MUNDOS EM UM PLANETA

DOIS MUNDOS EM UM PLANETA DOIS MUNDOS EM UM PLANETA 9. Fluxos Financeiros. 10. Comércio Mundial. 11. Empresas Transnacionais. Geografia em Mapas (pgs. 04 e 05 e 10) 9º ANO 1º BIMESTRE - TU 902 AULA 5 INTRODUÇÃO Recordando Aula

Leia mais

A ONU ESTIMA QUE, ATÉ 2050, DOIS TERÇOS DA POPULAÇÃO MUNDIAL ESTARÃO MORANDO EM ÁREAS URBANAS.

A ONU ESTIMA QUE, ATÉ 2050, DOIS TERÇOS DA POPULAÇÃO MUNDIAL ESTARÃO MORANDO EM ÁREAS URBANAS. A ONU ESTIMA QUE, ATÉ 2050, DOIS TERÇOS DA POPULAÇÃO MUNDIAL ESTARÃO MORANDO EM ÁREAS URBANAS. EM 1950, O NÚMERO CORRESPONDIA A APENAS UM TERÇO DA POPULAÇÃO TOTAL. CERCA DE 90% DO AVANÇO DA POPULAÇÃO URBANA

Leia mais

AMÉRICA: PROJETOS DE INTEGRAÇÃO GEOGRAFIA 8ºANO PRFª BRUNA ANDRADE

AMÉRICA: PROJETOS DE INTEGRAÇÃO GEOGRAFIA 8ºANO PRFª BRUNA ANDRADE AMÉRICA: PROJETOS DE INTEGRAÇÃO GEOGRAFIA 8ºANO PRFª BRUNA ANDRADE A FORMAÇÃO DOS ESTADOS LATINO- AMERICANOS OS PAÍSES DA AMÉRICA LATINA FORMARAM-SE A PARTIR DA INDEPENDÊNCIA DA ESPANHA E PORTUGAL. AMÉRICA

Leia mais

FORMAÇÃO DO TERRITORIO BRASILEIRO. Prof. Israel Frois

FORMAÇÃO DO TERRITORIO BRASILEIRO. Prof. Israel Frois FORMAÇÃO DO TERRITORIO BRASILEIRO Prof. Israel Frois SÉCULO XV Território desconhecido; Era habitado por ameríndios ; Natureza praticamente intocada Riqueza imediata: Pau-Brasil (Mata Atlântica) Seus limites

Leia mais

Docente: Willen Ferreira Lobato willenlobato@yahoo.com.br

Docente: Willen Ferreira Lobato willenlobato@yahoo.com.br Docente: Willen Ferreira Lobato willenlobato@yahoo.com.br Natal 27/01/2011 1 Considerações Gerais; Desenvolvimento do capitalismo; O mundo no pós guerra; A conferência de Bretton Woods; A OMC (Organização

Leia mais

Crescimento urbano e industrial dos anos 20 ao Estado Novo

Crescimento urbano e industrial dos anos 20 ao Estado Novo A UA UL LA MÓDULO 7 Crescimento urbano e industrial dos anos 20 ao Estado Novo Nesta aula O café foi o principal produto de exportação durante a República Velha. Os cafeicultores detinham o controle da

Leia mais

Amazônia Brasileira e Brasil em Crise

Amazônia Brasileira e Brasil em Crise Amazônia Brasileira e Brasil em Crise 1. (UERJ-2009) Folha de São Paulo, 01/06/2008. Adaptado de Zero Hora, 16/06/2008. Diferentes critérios e objetivos podem orientar a divisão do espaço geográfico em

Leia mais