DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA E SAÚDE EM SÃO PAULO NO INÍCIO DO SÉCULO XX

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1 Anpuh Rio de Janeiro Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro APERJ Praia de Botafogo, 480 2º andar - Rio de Janeiro RJ CEP Tel.: (21) DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA E SAÚDE EM SÃO PAULO NO INÍCIO DO SÉCULO XX Luiz Antonio Teixeira Pesquisador da Casa de Oswaldo Cruz; Professor do Programa de pós Graduação em História das Ciências e da Saúde da COC/Fiocruz. No final de 1903 uma grande controvérsia emergiu na imprensa paulista. A questão se referia à possibilidade de distribuir a água do Rio Tietê para a utilização doméstica sem, com isso, causar danos à saúde da população. A elaboração de um parecer sobre um projeto que tramitava na Secretaria de Agricultura Comércio e Obras Públicas órgão do Estado responsável pelos serviços de água e esgoto da capital gerou um grande embate entre engenheiros, médicos congregados na Sociedade de Medicina, articulistas dos principais periódicos da cidade e leitores leigos que também se expressaram nos jornais. A grande celeuma sobre as vantagens e desvantagens de captar água num rio urbano para a distribuição na cidade traz a baila a diferenciação de projetos e procedimentos entre os engenheiros e médicos que se envolveram na discórdia. Na Sociedade de Medicina e Cirurgia de São Paulo a questão gerou fortes debates que se estenderam durante seis meses. Até então, nenhum tema de saúde pública despertou tamanho interesse na classe médica paulista, sendo que nesse período sua sociedade teve uma freqüência e número de debates recordes. Já os engenheiros, não tiveram suas posições relacionadas à entidades de classe, se colocando para o debate de acordo com seus interesses na questão. Nessa comunicação discutirei a controvérsia sobre a distribuição de água, procurando depreender de sua análise alguns aspectos do papel dos médicos e engenheiros na modernização da cidade de São Paulo. O Problema. Na primeira metade do século XIX, a cidade de São Paulo não dispunha de água encanada e a população abastecia-se em fontes públicas ou em chafarizes. A água era trazida até esses locais por valas abertas. Em 1877 seria fundada a Cia Cantareira com o objetivo de implantar e manter os serviços de água e esgoto da Cidade de São Paulo. Esta empresa privada, que explorava os serviços por meio de

2 Usos do Passado XII Encontro Regional de História ANPUH-RJ 2006: 2 contrato de concessão estadual, contratou um grupo de engenheiros ingleses, que implantaram uma rede de distribuição que trazia água das nascentes da serra da Cantareira, ao norte da cidade, a um depósito que abastecia diversos chafarizes e mais de uma centena de prédios. No entanto, o grande crescimento populacional da cidade, aliado às suas condições geográficas, fizeram com que a distribuição de água rapidamente se tornasse, insuficientes. Em 1892, o governo estadual encampou a Cia. Cantareira e criou a Repartição Técnica de Águas e Esgotos da cidade de São Paulo em sua substituição. Nesse momento, iniciou-se um grande debate sobre as alternativas possíveis para o abastecimento da cidade. E, em seguida, começou, de forma precária, a captação de água do rio Tietê que corta todo o centro da cidade - na parte baixa da cidade, onde habitavam as camadas mais pobres da população. Essa solução era considerada provisória, prevendo-se sua utilização somente em momentos de crise de abastecimento. A utilização do Tietê foi duramente criticada pela imprensa, em virtude do rio receber esgoto in natura em alguns pontos da cidade. Vale notar que dois anos antes, um grande debate sobre a transmissão hídrica da febre amarela tinha chamado a atenção de médicos e leigos no Estado. Nesse debate, um dos mais afamados médicos da cidade, Luis Pereira Barreto, defendeu por longo tempo que a nefasta doença era unicamente transmitida pela água, tendo seu aparecimento relacionado à poluição das fontes e reservatórios de distribuição. Alem disso, neste período, era alto o número de casos de outras doenças de contaminação hídrica, principalmente a febre tifóide. Certamente o medo de que estas doenças, ou outras até então desconhecidas, fossem trazidas pela água, atormentava o imaginário da população da cidade. Não foi sem motivo que durante as discussões na imprensa, até abaixo-assinados contra esta alternativa foram elaborados em alguns bairros da cidade. Naquele momento, a cidadela científica também reforçava as suspeitas dos neófitos sobre o perigo da utilização das águas do Tietê. A elaboração de análises bacteriológicas de suas águas pelo Instituto Bacteriológico da cidade, mostrava o alto grau de contaminação destas por microorganismos, em particular, das colhidas no trecho do rio que se seguia à área em que recebia uma parte dos esgotos da cidade. Os bacteriologistas que efetuaram as análises desaconselhavam a distribuição, apontando para os problemas de saúde pública que poderiam surgir. No final de século XIX, momento que a microbiologia e seus exames laboratoriais cada vez mais ganhavam credibilidade junto ao público leigo e às autoridades científicas do meio médico, o parecer sobre os inconvenientes da utilização das águas do Tietê tinha grande peso. Talvez por isso, a

3 Usos do Passado XII Encontro Regional de História ANPUH-RJ 2006: 3 utilização da galeria filtrante do Tietê só se deu em momentos de crise de abastecimento, sendo sempre evitada, quando o nível das outras fontes se restabelecia. A controvérsia entre os engenheiros Em 1903, uma grande estiagem detonou uma nova crise no abastecimento de água da cidade. Os engenheiros do governo acharam a idéia imprópria por acreditar que aquelas terras eram muito distantes, encarecendo demais o projeto e persistiram na idéia de ampliação da utilização do Rio Tietê para o abastecimento da cidade. O diretor da Seção Técnica de Águas e Esgotos da capital acreditava que as águas do Tietê não eram as melhores para consumo doméstico, sendo preferível a utilização das oriundas da Serra da Cantareira, mas, em caso de prolongadas estiagens, elas deveriam ser usadas, como forma de evitar o colapso do abastecimento. Foi o que se deu, mas o aumento da utilização das águas do Tietê e a possibilidade de permanência desse sistema acenderam a polêmica, que viria a público por meio da imprensa diária. A questão tornava-se mais importante pelo seu caráter prospectivo, pois tudo indicava que a utilização das águas do Tietê iria ser ampliada e tornada permanente. Radicalizando a posição da Repartição de Águas e Esgotos do Estado em relação à utilização de águas do Tietê, dois engenheiros da Escola Politécnica Ataliba Valle e Fonseca Rodrigues elaboraram um projeto de ampliação da captação de águas com base na utilização deste rio e publicaram artigos nos jornais, explicando o seu projeto e enaltecendo a utilização das águas do Tietê. Esses opúsculos criticavam o sistema de captação de água da cidade, taxando-o de equivocado. Para os autores, a água vinda da Cantareira era passível de poluição no período das chuvas, quando as nascentes transbordavam e inundavam áreas de captação com as águas que lavavam as encostas. Para consolidar seu argumento, eles elaboraram um estudo que comparava a periodicidade das grandes chuvas na cidade com a mortalidade pela febre tifóide. Eles mostravam que este índice de mortalidade na cidade se relacionava à pluviosidade, concluindo que a água da Serra da Cantareira era a responsável pelos surtos dessa doença. No seu entender, as difamadas águas do Tietê, se filtradas, poderiam contribuir muito mais para a salubridade da cidade do que as cortejadas águas da Cantareira. O empenho de Valle e Rodrigues, na elaboração e defesa de seu projeto, gerou frutos. Ainda em 1903, o Secretário de Agricultura de São Paulo convidou o engenheiro José Pereira Rebouças para chefiar a Comissão de Obras Novas de Abastecimento de Água da Cidade de São Paulo com o objetivo de ampliar a utilização do Tietê. Para ele, isso poderia se concretizar com o uso das mais modernas formas de tratamento de água existentes nos Estados Unidos.

4 Usos do Passado XII Encontro Regional de História ANPUH-RJ 2006: 4 Deixemos por uns momentos a questão dos engenheiros para ver como os médicos adentram no cenário da controvérsia A controvérsia entre os médicos Em agosto de 1904 a questão da distribuição das águas chegaria a Sociedade de Medicina e Cirurgia de São Paulo. Nesse momento, o médico Miranda de Azevedo procurou rechaçar as proposições dos engenheiros Ataliba Valle e Fonseca Rodrigues afirmando que eles só tinham pensado na parte técnica do problema, sem levar em conta a questão de saúde pública. A seu ver, a proposta deles colocava em risco a saúde da população em virtude de ampliar a possibilidade de contaminação por diversas doenças Para ele, somente em caso de extrema necessidade, as águas do Tietê poderiam ser utilizadas e unicamente para uso industrial. Os argumentos de Miranda de Azevedo tinham como base o trabalho de higienistas ingleses responsáveis pela fiscalização da poluição dos rios de Londres, que classificavam as águas em três grupos: águas salubres, vindas de fontes, poços fundos e terras altas; águas suspeitas, vindas de depósitos de chuva; e águas perigosas, originárias de rios com resíduos de esgotos e poços rasos. Essa classificação fazia do Tietê a pior escolha para a captação de água. Além disso, ele acreditava que a elevação das águas do Tietê necessitariam de obras muito mais dispendiosas a médio prazo que a captação da Cantareira. O médico Affonso Azevedo foi o primeiro a vir a público contrariar os argumentos iniciais de Miranda de Azevedo. A seu ver, o assunto deveria ser tratado por uma comissão mista, composta por médicos e engenheiros. Embora acreditasse na fundamentação de seu colega em relação à preferência à água da Cantareira para o abastecimento, Affonso de Azevedo defendia o processo de filtração como uma forma eficiente de tornar a água potável, já utilizada em diversos países. Esses dois personagens iriam se digladiar em um grande número de sessões a respeito desse problema. Em sua tréplica, Miranda de Azevedo procurou mostrar que o abastecimento da cidade era realmente deficitário. A lei estadual previa uma cota mínima de 200 litros habitantes/dia. No entanto, ela ficava em torno de 132 litros/dia na época das chuvas, descendo a cifra de 52 litros/dia no período das secas. Além das dificuldades causadas à população, o problema era um impeditivo do desenvolvimento econômico da cidade. Quanto a ampliação da distribuição, já existia um parecer legal a ser seguido. Ele se referia aos artigos do Código Sanitário do Estado que dispunham sobre o abastecimento de água, onde constava que a água destinada ao uso doméstico deveria ser potável e inteiramente insuspeita de poluição e sempre que possível deveria provir de manancial com origem em

5 Usos do Passado XII Encontro Regional de História ANPUH-RJ 2006: 5 serra. Todavia, os termos da legislação eram bastante vagos e subjetivos, mesmo para a época. Afirmar que a água a ser distribuída deveria ser potável não significava que ela não poderia vir de um rio urbano, uma vez que, segundo seus oponentes afirmavam o processo de filtração garantiria a qualidade final da água. Quanto à origem dos mananciais, o termo sempre que possível deixava claro que em alguns casos outras soluções poderiam ser adotadas. Tomando como base um relatório do engenheiro Teodoro Sampaio ao diretor da secretaria de Agricultura, Miranda de Azevedo defendia a utilização do Rio Cotia para o abastecimento da cidade. No seu entender, o montante gasto pelo Estado para a realização dessa obra, embora alto, pela grande distância a ser canalizada, não era exagerado e resolveria o problema de forma mais permanente e saudável. No entanto, a controvérsia ficou em aberto, se esvaecendo sem qualquer decisão sobre o tema discutido. Enquanto isso, na imprensa... No final de setembro de 1904, fatos novos fizeram com que a controvérsia voltasse às páginas dos jornais. Com o objetivo de obter mais elementos sobre a possibilidade de utilização da tecnologia de filtragem da água, o então Secretário de Agricultura do Estado comissionou um professor da Escola Politécnica, para estudar nos Estados Unidos os filtros lá instalados. Ele vistoriou várias estações de tratamento de água, elaborando um longo relatório enviado à Secretaria. Seu trabalho apontava a eficácia dos filtros lá utilizados julgando, por vários motivos, ser a solução adequada também para São Paulo. Cinco dias depois da entrega do relatório, o engenheiro José Pereira Rebouças passou as mãos da Secretaria de Agricultura o projeto preliminar de elevação e distribuição das águas do Tietê. O projeto previa a captação de água na região da Penha por meio de uma torre situada no centro do rio. A água seria conduzida por uma galeria à uma caixa de recepção, onde se operaria a primeira elevação para o tratamento. A depuração seria feita por conjunto de filtros rápidos norte americanos, em rês fases: coagulação ou precipitação química por sulfato de alumínio, sedimentação e da filtração. Após a filtragem a água seria levada para reservatórios descobertos a fim de reforçar a rede distribuidora. A instalação proveria 33 milhões de litros a cada 12 horas. (Motta, 1911:69) De pronto, a finalização do projeto de Pereira Rebouças criou alguns realinhamentos entre os aliados e opositores da distribuição da água proveniente do Tietê e inflectiu o eixo da discussão, jogando engenheiros para um lado e médicos para outro. Para os primeiros, a questão da filtragem era acertada e estava resolvida, somente em relação ao tipo de filtro a ser empregado havia dúvidas. Para os outros, tudo estava por se resolver. A leitura dos jornais do período mostra que nesse momento a

6 Usos do Passado XII Encontro Regional de História ANPUH-RJ 2006: 6 questão das águas também mobilizava a opinião pública, pois a cada dia surgiam novos artigos com posicionamentos diferentes sobre o tema. De volta à SMCSP Os artigos da imprensa fizeram a questão retornar a SMCSP. Em outubro de 1904, Miranda de Azevedo fez um longo discurso sobre o tema para refutar o artigo que um colega havia publicado na imprensa, abrindo uma grande controvérsia sobre a capacidade de autodepuração das águas do rio. Para Miranda de Azevedo, a lentidão do Tietê era um fator impeditivo da depuração. Tudo isso acontecia em meio a um sem número de citações a autores estrangeiros, que também tinham opiniões divergentes sobre o tema. Na avidez de buscar aliados de peso para suas proposições os contendedores muitas vezes transfiguravam as proposições de autores estrangeiros para que estas se adequassem ao caso em questão, transformando aspectos pontuais em regras universais. Nas sessões seguintes vários outros médicos se voltaram para a questão com diversas opiniões conflitantes. Mas tudo se modificaria quando Emilio Ribas, então diretor do Serviço sanitário do Estado de São Paulo foi consultado oficialmente pelo governo de são Paulo sobre a viabilidade de execução do projeto de utilização das águas do Tietê. Como resposta ele apresentou um parecer sobre a questão confirmando a viabilidade da utilização da água do Tietê. O documento caiu como uma bomba nos debates da Sociedade, visto que o objetivo último da controvérsia era aceitar ou impedir a instalação do projeto de captação de águas do Tietê e o parecer de Ribas dava carta branca para a implantação do projeto. Na primeira sessão, ocorrida depois de divulgado do parecer, a sociedade resolveu elaborar outro parecer sobre o tema para contradizer o diretor do Serviço Sanitário. Como em outros momentos, vários oradores se inscreveram para falar, discutindo suas opiniões, no entanto era consenso que o assunto já estava esgotado, e combinou-se a votação de um parecer para as sessões seguintes. Depois de muitas discussões, elaboração de diferentes documentos e diversas idas e vindas um parecer final foi elaborado. Era assim: A Sociedade de Medicina e Cirurgia de São Paulo, depois de amplamente discutir o abastecimento de água da capital, entende que os poderes públicos não podem adiar por mais tempo a solução de problema tão importante, resolvendo-o de acordo com os ensinamentos da higiene, que manda a escolha de água originariamente pura, provada sua existência, preferindo-a aquela que pede obra de sanificação. (SMCSP, 1905) Depois de uma enorme discussão o plenário aceitou abdicar das diversas propostas diferentes em favor desta última que foi levada a votação e aceita com várias declarações de restrições. Estas se relacionavam principalmente ao fato da decisão ir contra o parecer do diretor do Serviço sanitário.

7 Usos do Passado XII Encontro Regional de História ANPUH-RJ 2006: 7 É difícil avaliar o peso do parecer da Sociedade na decisão tomada pelo governo do Estado, mas o projeto de Rebouças não foi a frente. Em 1905 foi criada a Comissão de Obras Novas de Saneamento e Abastecimento de Água da Capital, que começou a trabalhar no fim desse mesmo ano, concluindo seus projetos em As obras consistiram em captar águas no Ribeirão do Cabuçu com o objetivo de fazer a distribuição na zona baixa da cidade. Para garantir a continuidade do volume captado construiuse a barragem do Cabuçu que formou um lago artificial para funcionar como regulador da vazão da linha adutora. Com essa obra evitava-se que fosse desviada água da zona média para as partes mais baixas da cidade. A comissão foi responsável ainda pela construção da barragem do engordador, que gerou um lago com o mesmo nome para garantir o funcionamento contínuo da bomba ali instalada em O projeto de filtragem e elevação das águas do Tietê foi deixado de lado, assim como as propostas de captação de águas altas que chegariam à cidade por gravidade. Apesar disto, as medidas tomadas foram suficientes para garantir um período de 3 anos sem falta de água. Somente em 1910 a cidade sofreria de novo com a estiagem. Um passo adiante A apresentação da controvérsia na imprensa aponta para a existência de um conflito entre médicos e engenheiros. Embora, em nenhum momento, os atores envolvidos se assumam enquanto porta vozes de grupos profissionais, fica claro que se tratava de um conflito onde também estava em jogo a prerrogativa da decisão técnica num campo limítrofe entre a medicina e a engenharia, ou melhor, entre a saúde pública e a engenharia sanitária. Nesse ponto, um aspecto deve ser observado. Os autores que se voltaram para a história da medicina brasileira nesse período mostram que o desenvolvimento da medicina higienista e, posteriormente, dos saberes microbiológicos, resultaram no incremento do poder normatizador dos médicos sobre a sociedade. Mas não é somente o poder médico que se encontra em ascensão. A literatura especializada mostra que a partir da segunda metade do século passado em particular nas duas últimas décadas o processo de modernização do país fez com que os engenheiros se constituíssem num segmento profissional cada vez mais valorizado socialmente. Preocupados com o reconhecimento social de suas atividades, estes profissionais se engajaram na formulação de um pensamento próprio acerca da realidade nacional e das possibilidades de modernização material do país. Elaborando diagnósticos sobre um cem número de questões, apontando soluções técnicas e reforçando o caráter científico de seu conhecimento, acabaram alçados a condição de importantes intelectuais em nossa sociedade (Ferreira, 1989 e Kropf, 1995). A drástica remodelação urbana do Rio

8 Usos do Passado XII Encontro Regional de História ANPUH-RJ 2006: 8 de Janeiro, posta em prática por dois engenheiros e um médico Rodrigues Alves (presidente da república), Pereira Passos (Prefeito) e Oswaldo Cruz (Diretor da saúde pública) em 1904, iria reforçar ainda mais o valor desses profissionais. Sob sua batuta, e em consonância com o saber médico da época, a antiga e insalubre capital federal se transformaria no baluarte da beleza, salubridade e modernidade. Não é estranho que na nossa controvérsia componentes destes dois grupos profissionais entrassem em choque pelo direito de emitir opinião sobre a questão. Bibliografia Atas da Sociedade de Medicina e Cirurgia de São Paulo. 1904/1905. O Estado de São Paulo. São Paulo. Janeiro 1904 / novembro, Correio Paulistano. São Paulo, Janeiro 1904 / novembro, O Commercio de São Paulo. São Paulo, Janeiro 1904 / novembro, 1905 Carvalho. Arnaldo vieira de Abastecimento de água: a opinião dos médicos. O que pensa o dr. Arnaldo Vieira de Carvalho. Correio Paulistano. 28 de outubro, p.1. Ferreira, Clemente Abastecimento de água: a opinião dos médicos. O que pensa o Dr. Clemente Ferreira. Correio Paulistano. 29 de outubro, p.1. Ferreira, Luiz Otávio Os politécnicos: ciência e reorganização social segundo o pensamento positivista da Escola Politécnica do Rio de Janeiro Dissertação de mestrado apresentada ao Programa de Pós-graduação em Sociologia IFCS/UFRJ. Rio de Janeiro. Gomes, Braulio Freqüência da solitária em São Paulo. Revista Médica de São Paulo, ano II, n.2 15 de fevereiro de pp Kropf, Simone Petraglia Sonho da razão, alegoria da ordem: o discurso dos engenheiros sobre a cidade do Rio de Janeiro no final do século XIX e início do século XX. Dissertação de mestrado apresentada ao Departamento de História da PUC/Rio. Rio de Janeiro. Mendonça, Artur e Toledo, Bonilha de Análise microbiológica da água do rio Tietê. Revista Médica de São Paulo, ano I, n.2, 15 de fevereiro, pp Morse, Richard M Formação histórica de São Paulo. São Paulo: Difusão Européia do Livro. Motta, Artur Estudos preliminares para o reforço do abastecimento d água da cidade de São Paulo. São Paulo: Typographia Brazil Rothschild & Co. Petrone, Pasquale São Paulo no século XX. In: Associação dos Geógrafos Brasileiros Seção Regional de São Paulo. A cidade de São Paulo: estudos de geografia urbana. V. II, A evolução urbana. São Paulo: companhia Editora Nacional, pp

9 Usos do Passado XII Encontro Regional de História ANPUH-RJ 2006: 9 Ribeiro, Maria Alice Rosa História sem fim... um inventário da saúde pública: são Paulo São Paulo: Unesp. Sampaio, Teodoro São Paulo no século XIX e outros ciclos históricos. São Paulo: Secretaria da Cultura Ciência e Tecnologia do Estado, Petrópolis: Vozes, coleção dimensões do Brasil. Teixeira, Luiz Antonio Da transmissão hídrica à culicidiana: a febre amarela na sociedade de medicina e cirurgia de São Paulo. Revista Brasileira de História. V. 21, n.41. Teixeira, Luiz Antonio A Sociedade de Medicina e Cirurgia de São Paulo Tese de doutorado. Dpto História FLCH-USP. São Paulo Whitaker, Plínio Penteado Abastecimento de água da cidade de São Paulo. Sua solução. Engenharia (publicada pela editora técnica sob os auspícios do Instituto de Engenharia). São Paulo: Ano V, v. 5, n. 50. Outubro.

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