M. Agostinho Matias GOENHA,

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "M. Agostinho Matias GOENHA,"

Transcrição

1 UNIVERSITÉ PARIS 8 Département d Études des Pays de Langue Portugaise Textes des quatre conférences données à l Université PARIS 8 par M. Agostinho Matias GOENHA, professeur à l Université Pédagogique du Mozambique juin

2 Au nom des étudiants et des enseignants-chercheurs de l Université Paris 8, je me réjouis de la qualité et de la richesse des échanges entre notre université et l Université Pédagogique du Mozambique, dont les textes des conférences données à l Université Paris 8 par le professeur Agostinho Matias Goenha témoignent. Maria Helena Araujo Carreira Professeur au Département d Etudes des Pays de Langue Portugaise Université Paris 8 2

3 M. Agostinho Matias GOENHA est enseignant-chercheur de langue portugaise et de littératures africaines d expression portugaise à l Université Pédagogique du Mozambique. Il est titulaire d un doctorat en Études Portugaises, spécialité Littératures africaines d expression portugaise, obtenu en 2006 à l Université Nouvelle de Lisbonne. Pendant le mois de juin 2010, M. Agostinho Matias GOENHA a été accueilli à l Université PARIS 8, comme professeur invité par le Département d études des pays de langue portugaise, avec le soutien du Service des Relations Internationales. À l occasion de son séjour, M. Agostinho Matias GOENHA a donné à l Université PARIS 8 quatre conférences en langue portugaise sur les thèmes suivants : - Panorama de la littérature mozambicaine depuis l'indépendance (mercredi 2 juin 2010) - Littératures africaines de langue portugaise et littérature portugaise : l'exemple mozambicain (jeudi 10 juin 2010) - Littératures nationales africaines de langue portugaise et littérature portugaise coloniale : problématique de la définition d'une mozambicanité littéraire (jeudi 10 juin 2010) - La situation linguistique au Mozambique et l'enseignement du portugais (vendredi 11 juin 2010) Cette brochure reproduit les textes de ces quatre conférences. 3

4 FACULDADE DE CIÊNCIAS DA LINGUAGEM, COMUNICAÇÃO E ARTES DEPARTAMENTO DE PORTUGUÊS MAPUTO-MOÇAMBIQUE MOÇAMBIQUE Junho de

5 Aspectos Gerais sobre a Cultura de Moçambique A cultura Moçambicana, como a cultura africana em geral, continua a ser apenas associada à arte tradicional, entretanto, há produções interessantes que importa também valorizar ao nível dos criadores e intérpretes contemporâneos. Moçambique é reconhecido, por exemplo, pelos seus artistas plásticos: escultores (principalmente da etnia Maconde) e pintores (inclusive em tecido e técnica batik). Esta escultura dos macondes, no norte de Moçambique é uma das artes tradicionais mais conhecidas. Oa macondes são de origem ética bantu e habitam uma vasta região da África Oriental. O vale do Rio Rovuma corta o planalto maconde que se estende do norte de Moçambique ao sul da Tanzânia. Os macondes são agricultores instalados numa região árida. Os seus escultores trabalham a madeira desde tempos remotos. O ébano é o material mais utilizado. A música vocal moçambicana também impressiona os visitantes. Em 2005, a UNESCO reconheceu a timbila chope como um instrumento do património da humanidade. A timbila é um instrumento de percussão utilizado pela etnia chope, da província de Gaza, sul de Moçambique e que combina a música e a dança. Neste sentido julgo que ninguém fica indiferente a estas manifestações culturais, na sua relação com a arte da escrita que, bastas vezes, busca inspiração e voz nessas manifestações. 5

6 O País Moçambique Maiores Elevações Monte Binga (Manica) 2436 Montes Namule (Zambézia) 2419 Serra Zuira (Manica) 2277 Messurussero (Manica) 2176 Massasse (Manica) 2134 Monte Domue (Tete) 2095 Serra Mácua (Zambézia) 2077 Serra Chiperone (Zambézia) 2054 Elevação em metros Principais Rios Zambeze 820 Rovuma 650 Lúrio 605 Messalo 530 Licungo 336 Save 330 Pungue 322 Buzi 320 Maputo 150 6

7 População Projectada Total e por Província, 2007 População 2007 Total Homens Mulheres Províncias Niassa Cabo Delgado Nampula Zambézia Tete Extensão em kms Manica Sofala Inhambane Gaza Maputo Província Maputo Cidade Fonte: Instituto Nacional de Estatística (Moçambique) Extensão Territorial Total Terra Firme Águas Interiores território em km 2 Línguas Maternas Bantu Ekoti Shimakonde Elomwe Echuwabo Shona Cisena Lolo Ciniyungwe Cindau Ciwutewe Cimanika Xitshwa Xichanga Gitonga Txitxopi Xironga 7

8 Pintura de Malangata tornou-se, a partir dos anos 60, um nome de projecção internacional. É dos mais reconhecidos artistas moçambicanos e já experimentou várias áreas, como pintura, desenho, aguarela, gravura, cerâmica, tapeçaria, escultura, mural. A este artista, juntam-se pintores como Naguib, Chichorro, Bertina Lopes, entre muitos outros. Bertina Lopes já expôs na Fundação Gulbenkian, em Portugal, no Luxemburgo, Espanha, Moçambique, Angola e Cabo Verde. 8

9 TEMA A: Literaturas Africanas de Língua Portuguesa e Literatura Portuguesa: o exemplo moçambicano O papel da imprensa no surgimento da Literatura em Moçambique Antes de nos debruçarmos sobre este tema, importa referir, de forma sintética e para efeitos de contextuliação, que nas ex-colónias portuguesas o surgimento da literatura tem raízes sobretudo na actividade jornalística. De um modo geral, são consideradas três condições prévias que contribuiram para o surgimento das literaturas africanas em língua portuguesa, a saber, (i) a abolição do tráfico de escravos; (ii) a criação de uma rede escolar e (iii) a introdução da Tipografia, consequentemente, da Imprensa. Neste sentido, pode-se constatar que a evolução da literatura escrita em Moçambique tem necessariamente uma ligação directa com o surgimento da Imprensa. Como anotou Margarido, a imprensa da época «aborda os problemas da burguesia do momento, a qual ( ) se vê muito depressa ultrapassada pelo aparecimento de fenómenos económicos consecutivos à exploração intensiva do país ( ). A imprensa colocará, então, o problema da colonização de Moçambique ( ). Em torno do Jornal Brado Africano, reunir-se-ão com esse objectivo negros, mestiços, às vezes indianos e mesmo, embora raramente, brancos.» (Alfredo MARGARIDO, 1980: 67) Alguns estudiosos consideram que o primeiro escritor de língua portuguesa nascido em Moçambique era, sobretudo, poeta e que tal facto prenunciava o que viria a acontecer e a caracterizar as primeiras manifestações da Literatura em Moçambique: terra de poetas, sobretudo no período de emergência; chamava-se José Pedro da Silva CAMPOS OLIVEIRA. Campos Oliveira nasceu numa localidade fronteira à Ilha de Moçambique (Cabaceira) em Era filho de gente abastada. Tornou-se 9

10 funcionário público, primeiro, na Índia e depois em Moçambique. Breve historial sobre a primeira capital de Moçambique Até ao século XIX, a primeira capital de Moçambique estava sedeada no Norte do país, concretamente, na Ilha de Moçambique, na actual província de Nampula. A base de desenvolvimento económico da ilha era o comércio de escravos, principalmente para o Brasil. Em termos de administrativos, a Ilha estabelecia uma forte dependia com a Índia, particularmente através de Goa, por delegação da Coroa portuguesa. Todos os funcionários, ou quase todos, eram goeses. No ano de 1810, esta Ilha passou a ter o estatuto de cidade. Por esse período (sensivelmente, nos finais do século XVIII) chega à então capital (Ilha), degredado para Moçambique, Tomás António Gonzaga, preso em 1789 no seu país, acusado de conspiração por ter participado no movimento reivindicativo da Inconfidência Mineira (ocasionada pelo aumento de impostos sobre os minérios por parte de Portugal). Esse aumento originou uma grande insatisfação geral. Importa recordar que a Inconfidência Mineira foi perpetrada, basicamente, por um pequeno grupo de letrados, muitos deles exestudantes da Universidade de Coimbra. Tomás Antônio Gonzaga, nascido em 1744, em Miragaia, Porto (Portugal), morreu na Ilha de Moçambique, em O seu nome árcade é Dirceu; foi um jurista, poeta e activista político luso-brasileiro. É considerado o mais proeminente dos poetas árcades e neoclássicos. Cumpriu a sua pena de três anos na Fortaleza da Ilha das Cobras, no Rio de Janeiro. Em 1792, a pena é comutada em degredo e o poeta 10

11 é enviado à costa oriental de África, a fim de cumprir, em Moçambique, a sentença de dez anos. Como referimos acima, o comércio de escravos era a actividades básica e em franco desenvolvimento na Ilha; entretanto, com a Independência do Brasil em 1822, a 7 de Setembro, esse comércio ficou ameaçado, na medida em que o Brasil era um dos destinos desses escravos. Neste sentido, no que diz respeito a esse comércio de escravos, houve uma mudança de estratégia: os escravos foram transferidos para as plantações. Em 1888, José Campos de Oliveira regressa à Ilha, vindo de Goa, onde esteve a estudar e, mais tarde, a trabalhar como funcionário público. Destacou-se como pessoa interessada pela vida cultural da Ilha e, em particular, pela actividade literária. Um dos documentos oficiais que circulou nas colónias foi o Boletim Oficial. Na Ilha de Moçambique foi publicado em Campos Oliveira colaborou também no Almanaque de Lembranças de larga circulação na época nas colónias portuguesas. Convém recordar que, após a abolição do comércio de escravos, foram criados alguns jornais que eram pertença do Estado, que legitimavam obviamente o poder dos senhores Proprietários: Em 1868 surge o primeiro Jornal O Progresso e em 1875 surge o Jornal O África Oriental. Em termos de vivência humana, a Ilha de Moçambique era heterogénea, pois transitaram por ela portugueses, árabes, goeses, brasileiros e outros. Paralelamente à actividade jornalística, a Ilha apresentava igualmente uma dinâmica cultural característica, por exemplo, realizavam-se alguns saraus culturais à volta das autoridades portuguesas. Havia também um clube literário recreativo; mais tarde, estas actividades culturais e literárias faliram, entretanto, supõe-se que terá sido precisamente nesses saraus que Campos Oliveira foi 11

12 conhecido pela elite da época, na ilha. Em 1881 Campos Oliveira cria a primeira Revista Literária designada Revista Africana tornando-se simultaneamente seu director e autor. Profissionalmente desempenhou também as funções de Director dos Correios da Ilha de Moçambique. Crê-se que Campos Oliveira tenha reivindicado nessa revista alguns versos do já aludido poeta brasileiro Tomás António Gonzaga de quem tinha grande admiração. Importa salientar ainda que Campos de Oliveira dedicou-se também ao jornalismo e era uma espécie de crítico social, contudo, esse facto não parece ter influenciado, de forma marcada, a sua escrita literária, ou seja, não se terá reflecido, eventualmente, na sua poesia. Influência do Ultraromantismo português em Campos Oliveira Importa antes recordar que o Romantismo marca uma ruptura com a sociedade feudal e tem a sua base na Revolução Francesa. Esta defendia direitos iguais entre os Homens e o seu lema era: Igualdade, Fraternidade e Liberdade. Observa-se ainda, ao nível da visão do mundo, que o centro do universo já não é a terra, pois Galileu tinha descoberto que esta gira à volta do sol. Coloca-se o Homem como o centro do universo, com imaginação, criatividade, etc. O Romantismo nega os princípios de seguidismo das regras instituídas pelos Clássicos, ou seja, recusa o dogma, nega a rima e a métrica tal como eram concebidos por estes e cria a imagística (verso livre ou branco); quebram-se as imagens mitológicas, de magia, da Antiguidade Clássica. O poeta romântico centra-se no culto do EU, nos sonhos, na morte, no álcool, etc. A escrita literária de Campos Oliveira sofre uma forte influência do Romantismo Português, concretamente do Terceiro Romantismo (Ultra-Romantismo) e a sua manifestação na Ilha de Moçambique realiza-se com um certo atraso em relação aos 12

13 autores portugueses. Para esta elucidação, o poema mais representativo é Uma Visão, de Campos de Oliveira: Uma Visão Ao meu amigo A. do Rozario Alvares Cismando na gentil, donosa virgem, Que amo na terra com ardor imenso Eu adormecera uma vez tranquilo!... Alta noite, sonhei-a triste, pálida, Desfigurada, sem vida, já morta!!! Vi o seu corpo esbelto, donairoso, Imóvel e, como a neve, gelado! Aqueles olhos meigos, fascinantes, Já despidos do seu fulgor divino! Os lábios mudos, sem a cor carmínea! Desbotadas de todo, as róseas faces!... Rodeava-lhe a fronte imaculada D alvas, virgínias rosas uma coroa Da sua própria mãe pelas mãos posta! E jazia a donzela num esquife Vestido de negro, do qual em roda Gente imensa reunida a contemplava! Em todos os semblantes eu bem via Profundos sinais de profunda mágoa; Da mãe os prantos, os ais, descrevê-los Não posso eu por certo; expressões me faltam, 13

14 E eu contemplava-a mudo, triste atónito. Com os olhos de lágrimas banhados, Até que enfim já vê-la não podendo Por mais tempo, naquele triste estado Afastei-me dali mui pesaroso. Momentos após, quis ainda lançar-lhe Mais um olhar, só um, o derradeiro Mas não achei ninguém. Do campanário Uns tristes sons, funéreos, compassados Ouvir supus; ao longe, bem ao longe Vozes confusas, trémulas, plangentes! Entendi que a donzela conduziam Ao asilo final da humanidade! Gritei doido, varrido, e presuroso Ao cemitério encaminhei meus passos! Que cena pavorosa, Deus Eterno! Sacerdotes inúmeros eu via Por entr as sepulturas, cabisbaixos, Co acesas tochas dextra, entoando Cânticos dolorosos, que ecoavam Majestosos pela amplidão enorme Da soturna morada; e povo imenso, De luto revestido, silencioso, Escutava magoado as tristes vozes!... Sepultaram, afim, a linda virgem! Oh! Não sei que senti n`esse momento! Parecia-me já que a alma ia arrancar-se Do corpo, que tremia soluçante!... 14

15 Sumiu-se a gente toda! E sozinho, Sozinho me achei na tétrica estância! Oh! Que horror me infundiam as caveiras Alvacentas, mirradas e disformes Que em roda de mim eu via espalhadas! Que medonhos fantasmas pareciam Quietos divagar ante meus olhos! E além ouvia do mocho agoureiro, Dos cemitérios o nocturno socio, Os horríssonos pios vagarosos Cortando da noite a mudez profunda! Vencendo o susto em que submerso estava Estas palavras disse, o céu olhando: «Ó meu Deus! Primaveras só catorze «contava a desgraçada, e tão depressa «era para morrer?! Morreu?! Ai tudo «Para mim acabou-se neste mundo! «Nunca jamais verei aqueles olhos «Repletos de pudor e de inocência «Oh! Jamais hei-de vê-la! Triste sina!... «E tu agora, pobre, triste lira, «Que tantas vezes a cantaste, tantas «Emudeceste! Não terás mais cantos, Que a inspiração caiu-te para sempre! Nada me resta mais o mundo, nada. «Somente a esperança de que bem depressa «Irei vê-la no céu, onde repousa «Confundida entre os anjos, junto ao trono «Do ser Eterno! Irei, sim, vê-la em breve, «Pois que muito viver não pode aquele «Aquém já falta da vida metade!...» Isto disse, e convulso, lacrimoso, 15

16 Ajoelhei sobre a gélida lage, Que eu vira encerrar a virgem; eis súbito O meu nome bradar sinto. Desperto! Desperto! O coração me palpitava Co stranho palpitar, suor gelado Inundava-me a fronte toda! Ergui-me E meditei no sonho que tivera No sonho tão horrível, pavoroso E caiu-me dos olhos uma lágrima!... (Campos Oliveira) Este poema pode ser comparado, ao nível formal e temático a «O noivado do sepúlcro», do português ultra-romântico Soares de Passos. Tecendo breves comentários em torno deste poema de Campos Oliveira, pode-se constatar que se apresenta como dedicatória ao amigo A.do Rosário Alves, iconicamente está organizado em treze estrofes, com versos livres ou brancos. O sujeito lírico reporta o acontecimento vivido por ele no sonho de amor (por uma amada) tido (o sonho) numa noite; o alvo desse sonho é a morta amada : (...) eu adormecera uma vez tranquilo!... Alta noite sonhei-a...triste, pálida, Desfigurada, sem vida, já morta!!! o seu corpo esbelto, donairoso (...) olhos meigos, fascinantes (...) O sujeito poético descreve essa amada euforicamente, recordando o seu estado físico, quando viva; caracterizando-a como inanimada: (olhos) já despidos do seu fulgor divino/ os lábios mudos, sem a cor carnínea. A descrição da amada penetra no interior do 16

17 esquife, onde ela jaz e, por sua vez, o sujeito poético apresenta-se como um ser vivo que se recorda eufórica e disforicamente da donosa virgem ; faz menção ao ambiente fúnebre vivido no momento do enterro: a presença da multidão no acto, destacando-se a mãe da defunta, cujos prantos, os ais, não conseguiu descrevê-los por falta de palavras. Ainda no enterro, o sujeito poético continuou a sonhar,sem estar a dormir, imaginando o quão são tristes, funéreos, compassados os passos e deduziu tratar-se da comitiva fúnebre que conduzia a donzela ao asilo final da humanidade, pois ao anoitecer (e) além ouvia do mocho agoureiro. O sujeito poético procura estabecer igualmente um monólogo «dirigido» à recém-morta, clamando pela sua morte prematura e desgostando-se da vida: Óh meu Deus, primaveras só catorze ; exprimindo os seus tristes sentimentos, as suas incontroladas emoções; perde o gosto pela vida e evade-se na morte: (...) Morreu! Ai tudo Para mim acabou-se neste mundo!...nada me resta mais no mundo, nada, Somente a esp rança de que bem depressa Irei vê-la no cêu, onde repousa (...). Irei vê-la no mundo (...). Terminado o sonho, ainda na sepultura da donosa virgem, ajoelhado, desperta do sonho, voltando-se para si, ao ouvir uma voz que chama por si. O sujeito poético recorda-se do sonho tido na véspera com mágoa e tristeza: Desperto (...) ; caiu-me dos olhos uma lágrima. De forma sintética, é de destacar neste poema de Campos Oliveira: a evocação da amada morta; o sonho como meio de evocação; o 17

18 cemitério como cenário; o mocho indicador de um certo presságio; o apelo às cenas naturais a comitiva fúnebre; o gosto pelas horas mortas da vida; o recurso a alguns vocábulos apelativos do romântico, como cismando, donosa, ardor, desfigurada, donairosa, fulgor, carmínea, roseas, imaculada, d alvas virgíneas, esquife, prantos, pesaroso, campanáreo, funéreos, plangentes, donzela, doído, dextra, alvacentes, agoureiro, horríssonos, etc. Conclui-se, desta breve análise, que o texto tem aspectos característicos da época do ultra-romantismo português; vejam-se alguns: a evocação da morte; o cemitério como cenário; o mocho como indicador de certo presságio; o gosto pelas horas mortas; o prazer pelo luar; o amor decepcionado. Basicamente, a morte, o cemitério e a tristeza constituem o epicentro deste poema. Não obstante o facto de a primeira manifestação literária se ter feito sentir na Ilha de Moçambique, também em Quelimane houve manifestações sobretudo de imprensa, através dos seguintes jornais: 1872 O Vigilante, 1877 O Africano, 1892 O Amor Africano. A dinâmica cultural na cidade de Lourenço Marques: O Africano e O Brado Africano. Por razões económicas, no século XVIII, a capital da cólonia transfere-se do Norte (Ilha de Moçambique) para o Sul (ex-lourenço Marques actual Maputo), mas oficialmente, só nos finais do século XIX, a 10 de Novembro de 1887 é que se torna capital. Aqui a imprensa vai desempenhar um papel preponderante de crítica ao regime colonial e teve um forte carácter interventivo; era um factor dinamizador da arte, particularmente, da literatura; um meio difusor da opinião pública; era independente, liberal e progressista e constituia-se como um meio de realização dos propósitos intelectuais da classe média africana. Esta dinâmica cultural em Moçambique, isto é, as transformacões sociais, foram grandemente favorecidas pela instauração do sistema 18

19 republicano na então Metrópole, que destituira a Monarquia. Grande papel desempenharam os jornais surgidos, que tiveram igualmente como vectores do seu dinamismo (i) a fundação das Companhias de Manica, Sofala e Niassa, (ii) a necessidade de propaganda republicana e a luta política relativa à implementação da República em Portugal, (iii) o eclodir e o fim da 1ª Guerra Mundial, entre outras. A imprensa surge em Lourença Marques em 1888, também como consequência da importância da ligação ferroviária com o Transvaal (África do Sul). Com a implantação da República em Portugal, em 1910, assiste-se em Moçambique a uma fervilhante actividade jornalística por parte de operários portugueses que na maioria tinham ido (vindo) para Moçambique por motivos políticos (como degredados). Em apenas 10 anos surgiram 20 novos jornais, alguns com número único, mas todos caracterizados pela sua adesão à Repúlica; são eles: O Gráfico, Os Simples, Jornal Operário, O Proletariado, Germinal, Os Emancipados, etc. Curioso é notar que, em todos, os problemas da classe operária em Moçambique estão relacionados normalmente com o homem branco. Nunca o homem negro é referido em termos de igualdade com o branco na exploração a que, enquanto operários, ambos estavam sujeitos. É neste contexto que se demarca em primeiro lugar o jornl O Africano, fundado em 1908, por iniciativa dos irmãos Albasini e mais tarde, O Brado Africano, que lhe sucede em 1918, também sob orientação de José Albasini e João Albasini e outros. Importa salientar ainda que em Lorenço Marques havia grupos de assimilados que se reuniam em torno de duas importantes 19

20 organizações, O Grémio Africano e A Associação Africana. O Grémio Africano congregava personalidades-chave da vida social, cultural e intelectual de Lourenço Marques, algumas delas tinham profissões liberais, tais são os casos dos irmõs Albasini, de Joaquim Stewart, de Karell Pott, de Guilherme Bruhein, entre outros. Ainda a propósito do jornal O Africano: para além dos Albasini, fundaram-no também Guilherme Bruhein e Joaquim Stewart. Fazia propaganda a favor da instrução escolar; era dirigido às populações locais; foi o primeiro jornal que se tornou bilingue: Ronga e Português. De qualquer modo, o seu discurso não deixou de ser fragmentário e contraditório (dado o seu estatuto social e administrativo ambíguo), apesar de nacionalista, como se nota deste artigo jornalístico: «Por este território já muito preto sabe ler: mas sabe ler o quê/ Landim!! Somos, portanto, obrigados a escrever landim para sermos compreendidos. Aqui temos outro mal que pretendemos combater: os dialectos cafres. Pode parecer uma parvoice (...) mas compreendemos muito bem que não é landim que nós precisamos saber queremos falar e escrever Português o melhor que pode ser. Somos portugueses. A ideia desta escola pode dizer-se que é um pretexto à orientação seguida ultimamente pelos (...) pais da pátria. Apesar de todo o seu empenho, com o Arcebispo de Sienne à frente, o resultado é de que os missionários só falam Landim (...). Para opôr uma forte barreira à tolice pretendemos pois fundar uma escola para o ensino de Português e pensamos que dentro da nossa escola não se falará outra língua». In O Africano nº 1, 25 de 12 de Os fundadores deste jornal já tinham, de certo modo, ligações com o Pan-Africanismo (mais adiante referimo-nos a este movimento). Este movimento, nos anos 40 torna-se mais organizado após a realização, em Londres, da sua 1ª conferência. Também tiveram ligações com a ideologia trazida pela Revolução Francesa e com a Massonaria. 20

21 É à volta desta publicação que homens como Bandeira de Castro, Estácio Dias, Rui de Noronha, etc, passam a desenvolver uma intensa actividade que se caracteriza pela defesa dos interesses do homem negro, pela denúncia das arbitrariedades cometidas sobre as populações nativas e pela defesa da prevenção de certos valores da cultura moçambicana. Massonaria Ideias: fraternidade universal, liberdade religiosa (laicidade), liberalismo (sistema político defendido), socialismo e humanismo. Baseia-se nos Símbolos de construção. É uma sociedade secreta de inspiração iluminista, defensora dos princípios da liberdade, igualdade e fraternidade. O jornal O Brado Africano, para além de ser um semanário bilingue (Ronga/Português), apresentava três vectores de conflitos: com a igreja, com o governo e dentro do próprio jornal, o que contribuiu, de certa forma, para o seu fim. Esta geração é literária ou política? Percurso Protagonistas Actividade política Actividade literária 21

22 João Albasini ( ) anos O livro da dor [1925] José Albasini (? ) anos Estácio Dias (? - 937) anos Karrel Pott (?) anos Rui de Noronha ( ) Augusto Conrado (1904-?) anos anos Sonetos [1946] A perjura ou a mulher de duplo amor [1935] Versos [1935](V) 22

23 Divagações [1938](VI) Anotações suplementares referentes ao quadro : O livro da dor - Livro de cartas, Diário, às raparigas Publicaçào póstuma, tem fortes marcas de influência do romantismo português. Os Sonetos de Rui de Noronha, de publicação póstuma, em 1946, reflectem também uma forte influência do romantismo português. O caso mais ilustrativo é o da intertextualidade entre o poema de Antero de Quental (A um poeta) e o de Rui de Noronha (Surge et ambula). Este poema, para além de ser uma dedicatória ao poeta português, estabece um interxto com a Bíblia e é uma glosa à epígrafe do soneto de Antero de Quental a que nos referimos, como se pode constatar abaixo: A um poeta Surge et ambula! Tu, que dormes, espírito sereno Posto à sombra dos cedros seculares, Como um levita à sombra dos altares, Longe da luta e do fragor terreno, Acorda! É tempo! O sol, já alto e pleno, Afugentou as larvas tumulares... Para surgir do seio desses mares, Surge et ambula Dormes! E o mundo marcha, ó pátria do mistério. Dormes! E o mundo avança, o tempo vai seguindo... O progresso caminha ao alto de um um hemisfério E no outro tu dormes o sono teu infindo... A selva faz de ti sinistro eremitério, 23

24 Um mundo novo espera só um aceno... Escuta! É a grande voz das multidões! São teus irmãos, que se erguem! São canções... Mas de guerra... e são vozes de rebate! Ergue-te pois, soldado do futuro, E dos raios de luz do sonho puro, Sonhador, faz espada de combate! Antero de Quental (Portuga Onde sozinha, à noite, a fera anda rugindo. A terra e a escuridão têm aqui o seu império E tu, ao tempo alheio, Ó África, dormindo... Desperta. Já no alto adejam negros corvos Ansiosos de agir e de beber aos sorvos Teu sangue ainda quente, em carne de sonâmbula... Desperta. O teu dormir já foi mais que terreno... Ouve a voz do Progresso, este outro Nazareno Que a mão te estende e diz «África, surge et ambula» Rui de Noronha (Moçambique) Propostas temáticas que corporizam a poesia da época e correntes de pensamento influnciadoras A causa africana, a raça e o progresso são os temas que predominam nos discursos jornalístico e poético desta geração. Aflora-se 24

25 também a junção destes elementos Em relação à causa africana, era evidente e intencional a denúncia das condições de vida e de trabalho; a denúncia dos abusos de autoridade; a reivindicação do direito a ser educado (à instrução) e a ser civilizado. Ao discurso adoptado, que designamos por fragmentário, contraditório e descontínuo, Mário de Andrade designa-o de protonacionalista. O Memorial por eles escrito no Brado Africano na época é notável e elucidativo, nesse aspecto: Memorial Nesse memorial é posta em causa a portaria 317 de 9 de Janeiro de 1917 (Boletim Oficial Nº 2 1ª série de 13 de Janeiro de 1917) conhecida como a portaria dos assimilados. Como é que se distingue um assimilado de um selvagem? A pergunta parecerá néscia, mas é sobre ela que infelizmente temos que queimar a girândola dos nossos pensamentos. Naturalmente ninguém deixará de distinguir um homem culto de um inculto. E se esse lamentável desastre se desse alguma vez com uma autoridade sertaneja, se houvesse um fncionário administrativo que, pelo aspecto, pela conversação, pelo porte não distinguisse um homem dentro dos moldes da colonização portuguesa (compatível com a estonteadora difusão da instrução que Portugal tem espalhado nesta colónia) essa autoridade deveria ser imediatamente substituida por um muleque que, certamente, sempre saberá distinguir quem se senta com propósito e à vontade numa mesa. V.Exª., pode, querendo, solucionar esta horrenda questão determinando simplesmente o que o código civil exige e a lei do recenseamento preceitua. É cidadão português aquele que for eleitor e elegível. Isto é que a lei geral e não irritará ninguém (...porque o lado melindroso desta abominável portaria está justamente no facto indecoroso e ailtante de se distinguir ums determinados cidadãos para serem marcados, para andarem munidos de um papel o tal alvará. Porquê? Não é preciso andar com alvarás alvitantes para mostrar a padeiros analfabetos que são brancos, mas que, brancos como são, ou por culpa sua ou dos pais ou do Estado não lêem o papel. É agradecer pouco, é uma flagrante injustiça. Exmº. Sr. Retribuir o gigantesco esforço que meia dúzia de nativos fez e fez para sair da chata rotina, marcar-se-lhe com uma ignomínia a vontade, a dedicação e a coragem de aprender à sua custa a língua estranha escrever e ilustrar-se pelo seu único esforço. Assinaram: João Albasini, José Albasini, Vicente Xavier Lobo, Joaquim Swart, Guilherme Bruhein. 25

26 Alguns conceitos contextualizadores: Ideologia do protonacionalismo: impõe-se como tema a questão do negro, desde a dimensão sócio-económica, com o pedido de não aplicação da lei de excepção, à racial. Exige-se a reabilitação do negro e do seu passado. Surge a ideia de que não há raças inferiores e que o negro tem um papel na história aqui surge a ligação com o Pan-africanismo. Progresso há a ideia de que o progresso vem da Europa e que a solução para o negro é adquirir o ensino baseado em ideologias europeias; daí esta Associação de negros aceitar o Governo Português para a instrução e consequente progresso. Esta é uma atitude contraditória em relação à anterior posição de reivindicação da africanidade por eles defendida. Neste discurso não há ainda a ideia de povo e de nação. (Só o discurso nacionalista - posterior - é que põe em causa a soberania portuguesa e propõe as noções de país e de nação). É nesta controvérsia que surge a questão da língua: Moçambique tinha, e ainda tem, uma cultura de oralidade. O desenvolvimento da cultura de uma sociedade depende do seu desenvolvimento científico e tecnológico. A cultura europeia é letrada e por isso apodera-se de alguns conceitos filosóficos e científicos, pois tem um registo. A dicotomia línguas nativas/língua portuguesa torna-se relevante, na medida em que alguns dos integrantes desta geração em referência defendem que as línguas africanas são incapazes de veicular conceitos científicos. 26

Romantismo. Questão 01 Sobre a Arte no Romantismo, julgue os itens a seguir em (C) CERTOS ou (E) ERRADOS:

Romantismo. Questão 01 Sobre a Arte no Romantismo, julgue os itens a seguir em (C) CERTOS ou (E) ERRADOS: Romantismo Questão 01 Sobre a Arte no Romantismo, julgue os itens a seguir em (C) CERTOS ou (E) ERRADOS: 1. ( C ) Foi a primeira e forte reação ao Neoclassicismo. 2. ( E ) O romantismo não valorizava a

Leia mais

5.1 Planificação a médio prazo. 1. A Revolução Americana, uma revolução fundadora. 28 aulas

5.1 Planificação a médio prazo. 1. A Revolução Americana, uma revolução fundadora. 28 aulas 5.1 Planificação a médio prazo 28 aulas Conteúdos programáticos Segundo o Programa Oficial (março de 2001) TH11 Parte 2 (pp.) Saberes/Aprendizagens 1. A Revolução Americana, uma revolução fundadora 1.1.

Leia mais

LUÍS REIS TORGAL. SUB Hamburg A/522454 ESTADO NOVO. Ensaios de História Política e Cultural [ 2. IMPRENSA DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA

LUÍS REIS TORGAL. SUB Hamburg A/522454 ESTADO NOVO. Ensaios de História Política e Cultural [ 2. IMPRENSA DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA LUÍS REIS TORGAL SUB Hamburg A/522454 ESTADOS NOVOS ESTADO NOVO Ensaios de História Política e Cultural [ 2. a E D I Ç Ã O R E V I S T A ] I u IMPRENSA DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA 2 0 0 9 ' C O I M B R

Leia mais

História dos Direitos Humanos

História dos Direitos Humanos História dos Direitos Humanos Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Os direitos humanos são o resultado de uma longa história, foram debatidos ao longo dos séculos por filósofos e juristas. O início

Leia mais

AVALIAÇÃO Testes escritos e seminários.

AVALIAÇÃO Testes escritos e seminários. CARGA HORÁRIA: 60 horas-aula Nº de Créditos: 04 (quatro) PERÍODO: 91.1 a 99.1 EMENTA: Visão panorâmica das literaturas produzidas em Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São

Leia mais

Construção do Espaço Africano

Construção do Espaço Africano Construção do Espaço Africano Aula 2 Colonização Para melhor entender o espaço africano hoje, é necessário olhar para o passado afim de saber de que forma aconteceu a ocupação africana. E responder: O

Leia mais

Imperialismo dos EUA na América latina

Imperialismo dos EUA na América latina Imperialismo dos EUA na América latina 1) Histórico EUA: A. As treze colônias, colonizadas efetivamente a partir do século XVII, ficaram independentes em 1776 formando um só país. B. Foram fatores a emancipação

Leia mais

Matéria: literatura Assunto: contexto histórico do romantismo Prof. IBIRÁ

Matéria: literatura Assunto: contexto histórico do romantismo Prof. IBIRÁ Matéria: literatura Assunto: contexto histórico do romantismo Prof. IBIRÁ Literatura CONTEXTO HISTÓRICO Precedentes: Período de Transição (1808-1836) Simultaneamente ao final das últimas produções do movimento

Leia mais

COLÉGIO ESTADUAL CESAR STANGE EFM.

COLÉGIO ESTADUAL CESAR STANGE EFM. COLÉGIO ESTADUAL CESAR STANGE EFM. PLANO DE TRABALHO DOCENTE - 2012 Professora: Ana Claudia Martins Ribas Disciplina: História - 8º ano -Fundamental 1º BIMESTRE Conteúdos Básicos: -Povos, Movimentos e

Leia mais

ARTES: A TRANSIÇÃO DO SÉCULO XVIII PARA O SÉCULO XIX

ARTES: A TRANSIÇÃO DO SÉCULO XVIII PARA O SÉCULO XIX ARTES: A TRANSIÇÃO DO SÉCULO XVIII PARA O SÉCULO XIX Neoclassicismo ou Academicismo: * Últimas décadas do século XVIII e primeiras do XIX; * Retoma os princípios da arte da Antiguidade grecoromana; * A

Leia mais

COLÉGIO VICENTINO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio Rua Rui Barbosa, 1324, Toledo PR Fone: 3277-8150

COLÉGIO VICENTINO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio Rua Rui Barbosa, 1324, Toledo PR Fone: 3277-8150 COLÉGIO VICENTINO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio Rua Rui Barbosa, 1324, Toledo PR Fone: 3277-8150 PLANEJAMENTO ANUAL DE HISTÓRIA 8º ANO PROFESSOR: MÁRCIO AUGUSTO

Leia mais

A guerra holandesa no Brasil ajudou a pôr ainda com mais evidência. diante dos nossos olhos o problema racial, já que brancos, negros e índios se

A guerra holandesa no Brasil ajudou a pôr ainda com mais evidência. diante dos nossos olhos o problema racial, já que brancos, negros e índios se 1 A guerra holandesa no Brasil ajudou a pôr ainda com mais evidência diante dos nossos olhos o problema racial, já que brancos, negros e índios se envolveram na arrumação da sociedade étnica que estava

Leia mais

Entrevistada por Maria Augusta Silva [EM 1999, NA OCASIÃO DO LANÇAMENTO DO LIVRO ROSAS DA CHINA ]

Entrevistada por Maria Augusta Silva [EM 1999, NA OCASIÃO DO LANÇAMENTO DO LIVRO ROSAS DA CHINA ] ANA MAFALDA LEITE Entrevistada por Maria Augusta Silva [EM 1999, NA OCASIÃO DO LANÇAMENTO DO LIVRO ROSAS DA CHINA ] Um dizer poético pleno. Professora e poeta luso-moçambicana encantada por Florbela Espanca,

Leia mais

a) Identifique e caracterize a situação histórica a que a charge se refere.

a) Identifique e caracterize a situação histórica a que a charge se refere. Revisão Específicas 1. (FUVEST) Observe esta charge: a) Identifique e caracterize a situação histórica a que a charge se refere. b) Explique quais são os principais elementos do desenho que permitem identificar

Leia mais

Diálogo, bem comum, dignidade para todos - Papa no Congresso dos EUA 9

Diálogo, bem comum, dignidade para todos - Papa no Congresso dos EUA 9 Diálogo, bem comum, dignidade para todos - Papa no Congresso dos EUA 9 57 Imprimir 2015-09-24 Rádio Vaticana Francisco no Congresso Americano acolhido com grandes aplausos. É a primeira vez que um Papa

Leia mais

PROCESSO DE INDEPENDÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

PROCESSO DE INDEPENDÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA PROCESSO DE INDEPENDÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA TREZE COLÔNIAS Base de ocupação iniciativa privada: Companhias de colonização + Grupos de imigrantes = GRUPOS DISTINTOS [excedente da metrópole;

Leia mais

*Não foi propriamente um movimento ou escola literária; * Trata-se de uma fase de transição para o Modernismo, nas duas primeiras décadas do século

*Não foi propriamente um movimento ou escola literária; * Trata-se de uma fase de transição para o Modernismo, nas duas primeiras décadas do século *Não foi propriamente um movimento ou escola literária; * Trata-se de uma fase de transição para o Modernismo, nas duas primeiras décadas do século XX; * É quando surge uma literatura social, através de

Leia mais

EUROPA BRASIL SÉCULO XIX AMÉRICA O BRASIL NO FINAL DO SÉCULO XVIII SÉCULO XVIII FINAL DA IDADE MODERNA

EUROPA BRASIL SÉCULO XIX AMÉRICA O BRASIL NO FINAL DO SÉCULO XVIII SÉCULO XVIII FINAL DA IDADE MODERNA O BRASIL NO FINAL DO SÉCULO XVIII SÉCULO XVIII FINAL DA IDADE MODERNA EUROPA Expansão dos Ideais Iluministas Revolução Francesa Fim do Antigo regime Ascensão da Burguesia ao poder Revolução Industrial

Leia mais

CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda

CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda DISCIPLINA: Sociologia PROF: Waldenir do Prado DATA: 06/02/2012. CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda www.especifico.com.br QUESTÕES DE VESTIBULAR e-mail: especifico@especifico.com.br Av. Rio Claro nº 615 Centro

Leia mais

Catequese e adoração das crianças ao Santíssimo Sacramento

Catequese e adoração das crianças ao Santíssimo Sacramento Catequese e adoração das crianças ao Santíssimo Sacramento Paróquia de Calheiros, 1 e 2 de Março de 2008 Orientadas por: Luís Baeta CÂNTICOS E ORAÇÕES CÂNTICOS CRISTO VIVE EM MIM Cristo vive em mim, que

Leia mais

PLANO DE ENSINO DE HISTÓRIA 5ª. SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL 1º BIMESTRE

PLANO DE ENSINO DE HISTÓRIA 5ª. SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL 1º BIMESTRE PLANO DE ENSINO DE HISTÓRIA 5ª. SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL 1º BIMESTRE - Sistemas sociais e culturais de notação de tempo ao longo da história, - As linguagens das fontes históricas; - Os documentos escritos,

Leia mais

A arte do século XIX

A arte do século XIX A arte do século XIX Índice Introdução ; Impressionismo ; Romantismo ; Realismo ; Conclusão ; Bibliografia. Introdução Durante este trabalho irei falar e explicar o que é a arte no século XIX, especificando

Leia mais

Emil Nolde Emil Nolde Emil Nolde Emil Nolde Emil Nolde Emil Nolde O Expressionismo de Die Brücke não se restringiu à pintura e à gravura, tendo tido expressão, igualmente na literatura, na música e arquitectura.

Leia mais

Escola de pensamento surgida Faculdade de Direito do Recife na década de 1870.

Escola de pensamento surgida Faculdade de Direito do Recife na década de 1870. ESCOLA DO RECIFE Escola de pensamento surgida Faculdade de Direito do Recife na década de 1870. OS PRIMEIROS CURSOS SUPERIORES As Faculdades de Direito surgiram no Brasil no início do século XIX, ligadas

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 21 Discurso na cerimónia de instalação

Leia mais

2. 1 A poesia trovadoresca - Leitura de cantigas de amor e de amigo semântico, sintático, lexical e sonoro;

2. 1 A poesia trovadoresca - Leitura de cantigas de amor e de amigo semântico, sintático, lexical e sonoro; EIXO TEMÁTICO: 1 TEXTO LITERÁRIO E NÃO LITERÁRIO 1) Analisar o texto em todas as suas dimensões: semântica, sintática, lexical e sonora. 1. Diferenciar o texto literário do não-literário. 2. Diferenciar

Leia mais

Guia de exploração pedagógico-didático dos PowerPoint (amostra)

Guia de exploração pedagógico-didático dos PowerPoint (amostra) Guia de exploração pedagógico-didático dos PowerPoint (amostra) Apresentamos um conjunto de 8 PowerPoint que abordam todos os conteúdos programáticos e das Metas Curriculares do 8.º ano. Estes obedecem

Leia mais

O Hino Nacional Hino nacional 19

O Hino Nacional Hino nacional 19 O Hino Nacional 19 ANTECEDENTES Se a Bandeira Nacional é um símbolo visível, o Hino Nacional constitui a exteriorização musical que proclama e simboliza a Nação. Só a partir do século XIX os povos da Europa

Leia mais

As famílias no Antigo Egipto; As famílias no Império romano.

As famílias no Antigo Egipto; As famílias no Império romano. Trabalho realizado por: Luís Bernardo nº 100 8ºC Gonçalo Baptista nº 275 8ºC Luís Guilherme nº 358 8ºC Miguel Joaquim nº 436 8ºC Índice; Introdução; As famílias no Antigo Egipto; As famílias no Império

Leia mais

O legado de AGOSTINHO DA SILVA 15 anos após a sua morte i

O legado de AGOSTINHO DA SILVA 15 anos após a sua morte i O legado de AGOSTINHO DA SILVA 15 anos após a sua morte i LUÍS CARLOS SANTOS luis.santos@ese.ips.pt Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal 1- Agostinho da Silva, um adepto da Educação

Leia mais

TEMA 3 UMA EXPERIÊNCIA

TEMA 3 UMA EXPERIÊNCIA TEMA 3 UMA EXPERIÊNCIA DOLOROSA: O NAZISMO ALEMÃO A ascensão dos nazistas ao poder na Alemanha colocou em ação a política de expansão territorial do país e o preparou para a Segunda Guerra Mundial. O saldo

Leia mais

MAHATMA GANDHI. Cronologia

MAHATMA GANDHI. Cronologia Cronologia 1869 Data de nascimento de Gandhi 1888 1891 Estudou direito em Londres 1893 1914 Período em que viveu na África do Sul 1920 Lutou pelo boicote aos produtos ingleses 1930 Campanhas de desobediência

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca VISITA À ARGENTINA Centro Cultural

Leia mais

Homens da África Ahmadou Kourouma. Edições SM. Cabelos de axé: identidade e resistência Raul Lody. Editora SENAC

Homens da África Ahmadou Kourouma. Edições SM. Cabelos de axé: identidade e resistência Raul Lody. Editora SENAC ÁFRICA Homens da África Ahmadou Kourouma. Edições SM Ricamente ilustrada por fotos e desenhos, esta obra traça um painel detalhado da vida dos habitantes da África do Oeste: sua tradição oral, detalhes

Leia mais

Discurso do Governador do Banco de Cabo Verde, Doutor João Serra, nos actos de lançamento das novas notas de 500 e 5000 escudos e do Livro História

Discurso do Governador do Banco de Cabo Verde, Doutor João Serra, nos actos de lançamento das novas notas de 500 e 5000 escudos e do Livro História Discurso do Governador do Banco de Cabo Verde, Doutor João Serra, nos actos de lançamento das novas notas de 500 e 5000 escudos e do Livro História da Moeda em Cabo Verde, Salão de Banquetes da Assembleia

Leia mais

edgar allan poe a filosofia da composição p r e fá c i o pedro süssekind t r a d u ç ã o léa viveiros de castro

edgar allan poe a filosofia da composição p r e fá c i o pedro süssekind t r a d u ç ã o léa viveiros de castro edgar allan poe a filosofia da composição p r e fá c i o pedro süssekind t r a d u ç ã o léa viveiros de castro sumário 9 prefácio. A lição aristotélica de Poe [Pedro Süssekind] 17 A filosofia da composição

Leia mais

RESUMO PARA RECUPERAÇÃO 2º TRIMESTRE

RESUMO PARA RECUPERAÇÃO 2º TRIMESTRE RESUMO PARA RECUPERAÇÃO 2º TRIMESTRE Conceitos Diversos Estado É uma organização políticoadministrativa da sociedade. Estado-nação - Quando um território delimitado é composto de um governo e uma população

Leia mais

Anna Catharinna 1 Ao contrário da palavra romântico, o termo realista vai nos lembrar alguém de espírito prático, voltado para a realidade, bem distante da fantasia da vida. Anna Catharinna 2 A arte parece

Leia mais

HISTÓRIA E NARRAÇÃO NEGRA: O DIÁRIO DE CAROLINA MARIA DE JESUS

HISTÓRIA E NARRAÇÃO NEGRA: O DIÁRIO DE CAROLINA MARIA DE JESUS HISTÓRIA E NARRAÇÃO NEGRA: O DIÁRIO DE CAROLINA MARIA DE JESUS Aline Cavalcante e Silva (Bolsista PIBIC/CNPq/UFPB) aline.mbz@hotmail.com Orientador: Dr. Elio Chaves Flores (PPGH/UFPB) elioflores@terra.com.br

Leia mais

O CANTO DO ASSUM PRETO: Uma análise estética

O CANTO DO ASSUM PRETO: Uma análise estética O CANTO DO ASSUM PRETO: Uma análise estética Ibrantina Guedes Lopes Licenciada em Letras e Música. Pós-graduanda do Curso de Especialização em Cultura Pernambucana da FAFIRE Membro da Associação Brasileira

Leia mais

José da Fonte Santa. Magia Alentejana. Poesia e desenhos. Pesquisa e recolha de Isabel Fonte Santa. Edições Colibri

José da Fonte Santa. Magia Alentejana. Poesia e desenhos. Pesquisa e recolha de Isabel Fonte Santa. Edições Colibri José da Fonte Santa Magia Alentejana Poesia e desenhos Pesquisa e recolha de Isabel Fonte Santa Edições Colibri índice Nota Prévia 3 Prefácio 5 O Amor e a Natureza Desenho I 10 A rapariga mais triste do

Leia mais

T. V. Dijk (org.) Racismo e discurso na América Latina São Paulo: Contexto, 2008. João Vianney Cavalcanti Nuto

T. V. Dijk (org.) Racismo e discurso na América Latina São Paulo: Contexto, 2008. João Vianney Cavalcanti Nuto T. V. Dijk (org.) Racismo e discurso na América Latina São Paulo: Contexto, 2008. João Vianney Cavalcanti Nuto O fato de um livro sobre o racismo ter sido organizado por um lingüista revela um ramo fecundo

Leia mais

A liberdade religiosa. dos direitos individuais aos direitos sociais

A liberdade religiosa. dos direitos individuais aos direitos sociais D E P O I M E N T O S A liberdade religiosa dos direitos individuais aos direitos sociais Com a viragem do século, e sobretudo com o desenvolvimento das investigações das ciências sociais sobre o fenómeno

Leia mais

APRESENTAÇÃO DO LIVRO: CABO VERDE ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA SUBSÍDIOS PARA O ESTUDO Iva Cabral

APRESENTAÇÃO DO LIVRO: CABO VERDE ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA SUBSÍDIOS PARA O ESTUDO Iva Cabral APRESENTAÇÃO DO LIVRO: CABO VERDE ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA SUBSÍDIOS PARA O ESTUDO Iva Cabral O convite que me foi feito por João Lopes Filho para apresentar o livro Cabo Verde abolição da escravatura subsídios

Leia mais

Resumo Aula-tema 09:A miscigenação étnico-racial e sua influência na construção social do Brasil

Resumo Aula-tema 09:A miscigenação étnico-racial e sua influência na construção social do Brasil Resumo Aula-tema 09:A miscigenação étnico-racial e sua influência na construção social do Brasil Introdução No Brasil, a questão étnico-racial tem estado em pauta, nos últimos anos, em debates sobre políticas

Leia mais

HISTORIA DE PORTUGAL

HISTORIA DE PORTUGAL A. H. DE OLIVEIRA MARQUES HISTORIA DE PORTUGAL Manual para uso de estudantes e outros curiosos de assuntos do passado pátrio EDITORIAL PRESENÇA ÍNDICE GERAL PREFACIO 11 INTRODUÇÃO AS RAÍZES DE UMA NAÇÃO

Leia mais

Saudades. Quantas vezes, Amor, já te esqueci, Para mais doidamente me lembrar, Mais doidamente me lembrar de ti!

Saudades. Quantas vezes, Amor, já te esqueci, Para mais doidamente me lembrar, Mais doidamente me lembrar de ti! Durante as aulas de Português da turma 10.º 3, foi lançado o desafio aos alunos de escolherem poemas e tentarem conceber todo um enquadramento para os mesmos, o que passava por fazer ligeiras alterações

Leia mais

Programa de Filosofia nos 6 e 7 anos

Programa de Filosofia nos 6 e 7 anos Escolas Europeias Bureau du Secrétaire général du Conseil Supérieur Unité pédagogique Referência: 1998-D-12-2 Orig.: FR Versão: PT Programa de Filosofia nos 6 e 7 anos Aprovado pelo Conselho Superior de

Leia mais

Uma Reflexão Sobre o Surgimento do Candomblé

Uma Reflexão Sobre o Surgimento do Candomblé Uma Reflexão Sobre o Surgimento do Candomblé Os estudos sobre a África e as culturas africanas têm ganhado espaço nas últimas décadas. No Brasil esse estudo começou, basicamente, com Nina Rodrigues em

Leia mais

As Grandes navegações: a conquista da América e do Brasil. Descobrimento ou Conquista?

As Grandes navegações: a conquista da América e do Brasil. Descobrimento ou Conquista? As Grandes navegações: a conquista da América e do Brasil. Descobrimento ou Conquista? Navegar era preciso, era Navegar era preciso navegar... Por quê? O que motivou o expansionismo marítimo no século

Leia mais

Acólitos. São João da Madeira. Cancioneiro

Acólitos. São João da Madeira. Cancioneiro Acólitos São João da Madeira Cancioneiro Índice Guiado pela mão...5 Vede Senhor...5 Se crês em Deus...5 Maria a boa mãe...5 Quanto esperei por este momento...6 Pois eu queria saber porquê?!...6 Dá-nos

Leia mais

Carlos Neves. Antologia. Raízes. Da Poesia

Carlos Neves. Antologia. Raízes. Da Poesia 1 Antologia Raízes Da Poesia 2 Copyrighr 2013 Editra Perse Capa e Projeto gráfico Autor Registrado na Biblioteca Nacional ISBN International Standar Book Number 978-85-8196-234- 4 Literatura Poesias Publicado

Leia mais

XVIII) e D. Pedro I (século XIX) defenderam posições políticas opostas e foram protagonistas de ações bastante distintas.

XVIII) e D. Pedro I (século XIX) defenderam posições políticas opostas e foram protagonistas de ações bastante distintas. Atividade extra Fascículo 2 História Unidade 4 Questão 1 Na unidade que você estudou, você pôde observar a foto da Praça Tiradentes no Rio de Janeiro, com a estátua de D. Pedro I ao centro. Tiradentes

Leia mais

A era dos impérios. A expansão colonial capitalista

A era dos impérios. A expansão colonial capitalista A era dos impérios A expansão colonial capitalista O século XIX se destacou pela criação de uma economia global única, caracterizado pelo predomínio do mundo industrializado sobre uma vasta região do planeta.

Leia mais

Poética & Filosofia Cultural - Chico Xavier & Dalai Lama

Poética & Filosofia Cultural - Chico Xavier & Dalai Lama Page 1 of 6 Tudo Bem! Universidade Federal do Amapá Pró-Reitoria de Ensino de Graduação Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia Disciplina: Filosofia Cultural Educador: João Nascimento Borges Filho Poética

Leia mais

CANTOS - Novena de Natal

CANTOS - Novena de Natal 1 1 - Refrão Meditativo (Ritmo: Toada) D A7 D % G Em A7 % Onde reina o amor, frater---no amor. D A7 D % G A7 D Onde reina o amor, Deus aí está! 2 - Deus Trino (Ritmo: Balada) G % % C Em nome do Pai / Em

Leia mais

A Língua Portuguesa em África: perspectivas presentes e futuras

A Língua Portuguesa em África: perspectivas presentes e futuras A Língua Portuguesa em África: perspectivas presentes e futuras Este breve texto é uma proposta de reflexão acerca de algumas das questões que, em meu entender, merecem destaque na situação actual do desenvolvimento

Leia mais

CADERNO DE ATIVIDADES. História

CADERNO DE ATIVIDADES. História COLÉGIO ARNALDO 2015 CADERNO DE ATIVIDADES História Aluno (a): 4º ano: Turma: Professor (a): Valor: 20 pontos Conteúdo de Recuperação O que é História. Identificar a História como ciência. Reconhecer que

Leia mais

E alegre se fez triste

E alegre se fez triste Manuel Alegre Manuel Alegre nasceu em 1936 e estudou na Faculdade de Direito de Coimbra, onde participou activamente nas lutas académicas. Cumpriu o serviço militar na guerra colonial em Angola. Nessa

Leia mais

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA ENSINO MÉDIO ÁREA CURRICULAR: CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS DISCIPLINA: HISTÓRIA SÉRIE 1.ª CH 68 ANO 2012 COMPETÊNCIAS:. Compreender

Leia mais

OS CLUBES TOASTMASTER PARA APRENDER A FALAR EM PÚBLICO

OS CLUBES TOASTMASTER PARA APRENDER A FALAR EM PÚBLICO 56 OS CLUBES TOASTMASTER PARA APRENDER A FALAR EM PÚBLICO Existe uma organização mundial com clubes por todo o mundo para as pessoas treinarem as suas capacidades de falar em público. Poderá fazer o download

Leia mais

FILOSOFIA. Fernando Pessoa FILOSOFIA

FILOSOFIA. Fernando Pessoa FILOSOFIA Fernando Pessoa FILOSOFIA FILOSOFIA Se há um assunto eminentemente filosófico é a classificação das ciências. Pertence à filosofia e a nenhuma outra ciência. É só no ponto de vista mais genérico que podemos

Leia mais

ESTRATIFICAÇÃO SOCIAL

ESTRATIFICAÇÃO SOCIAL ESTRATIFICAÇÃO SOCIAL É muito comum ler em notas de jornais, revistas, internet sobre as classes sociais, geralmente são classificadas da seguinte maneira: classe A, B, C, D, E. No mês de julho de 2008,

Leia mais

EXERCÍCIOS SOBRE RENASCIMENTO

EXERCÍCIOS SOBRE RENASCIMENTO EXERCÍCIOS SOBRE RENASCIMENTO TEXTO O termo Renascimento é comumente aplicado à civilização européia que se desenvolveu entre 1300 e 1650. Além de reviver a antiga cultura greco-romana, ocorreram nesse

Leia mais

MELHORES MOMENTOS. Expressão de Louvor Paulo Cezar

MELHORES MOMENTOS. Expressão de Louvor Paulo Cezar MELHORES MOMENTOS Expressão de Louvor Acordar bem cedo e ver o dia a nascer e o mato, molhado, anunciando o cuidado. Sob o brilho intenso como espelho a reluzir. Desvendando o mais profundo abismo, minha

Leia mais

3.360 H/AULA (*) CURRÍCULO PLENO/

3.360 H/AULA (*) CURRÍCULO PLENO/ MATRIZ CURRICULAR Curso: Graduação: Regime: Duração: HISTÓRIA LICENCIATURA PLENA SERIADO ANUAL 3 (TRÊS) ANOS LETIVOS Integralização: A) TEMPO TOTAL - MÍNIMO = 03 (TRÊS) ANOS LETIVOS - MÁXIMO = 05 (CINCO)

Leia mais

ARTE E CULTURA AFRO-BRASILEIRA

ARTE E CULTURA AFRO-BRASILEIRA ARTE E CULTURA AFRO-BRASILEIRA Cultura afro-brasileira é o resultado do desenvolvimento da cultura africana no Brasil, incluindo as influências recebidas das culturas portuguesa e indígena que se manifestam

Leia mais

Por isso antes de propriamente entrares na meditação dos textos, proponho um pequeno percurso para te ajudar a fazer silêncio interior

Por isso antes de propriamente entrares na meditação dos textos, proponho um pequeno percurso para te ajudar a fazer silêncio interior Para rezar na Semana Santa Estamos em plena Semana Santa. Ao longo destes dias somos convidados a reflectir no mistério da Paixão-Morte e Ressurreição de Jesus. A tradição popular quis recordar os últimos

Leia mais

Associação Juinense de Educação Superior do Vale do Juruena Faculdade de Ciências Contábeis e Administração do Vale do Juruena

Associação Juinense de Educação Superior do Vale do Juruena Faculdade de Ciências Contábeis e Administração do Vale do Juruena Associação Juinense de Educação Superior do Vale do Juruena Faculdade de Ciências Contábeis e Administração do Vale do Juruena Curso: Especialização em Psicopedagogia Módulo: Noções Fundamentais de Direito

Leia mais

A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa.

A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa. Encontro com a Palavra Agosto/2011 Mês de setembro, mês da Bíblia 1 encontro Nosso Deus se revela Leitura Bíblica: Gn. 12, 1-4 A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa. Boas

Leia mais

2º CICLO DO ENSINO SECUNDÁRIO

2º CICLO DO ENSINO SECUNDÁRIO PROGRAMA DE DESENHO 10ª, 11ª e 12ª classes 2º CICLO DO ENSINO SECUNDÁRIO Área das Artes Visuais Ficha Técnica TÍTULO: Programa de Desenho - 10ª, 11ª e 12ª classes EDITORA: INIDE IMPRESSÃO: GestGráfica,

Leia mais

OFICINA DAS MENINAS. O homem sonha, Deus quer e a obra nasce. F. Pessoa.

OFICINA DAS MENINAS. O homem sonha, Deus quer e a obra nasce. F. Pessoa. OFICINA DAS MENINAS O homem sonha, Deus quer e a obra nasce. F. Pessoa. O fruto de experiências vividas por anos de trabalho na rede social de Araraquara, legou-nos uma bagagem de inquietações que foram

Leia mais

Os movimentos de libertação colonial

Os movimentos de libertação colonial Os movimentos de libertação colonial Fatores determinantes Em fins do século XVIII, iniciaram-se os movimentos que tinham como objetivo libertar a colônia do domínio econômico português. Deste momento

Leia mais

História/15 8º ano Turma: 1º trimestre Nome: Data: / /

História/15 8º ano Turma: 1º trimestre Nome: Data: / / História/15 8º ano Turma: 1º trimestre Nome: Data: / / 8ºhist301r ROTEIRO DE ESTUDO RECUPERAÇÃO 2015 8º ano do Ensino Fundamental II HISTÓRIA 1º TRIMESTRE 1. Conteúdos Objetivo 1: Africanos no Brasil (Cap.

Leia mais

A A A A A A A A A A A A A A A

A A A A A A A A A A A A A A A SOCIOLOGI 1 Nas democracias modernas, a cidadania se concretiza pelo acesso aos direitos constitucionais. Na sociedade brasileira, o texto da Constituição Federal de 1988 estende os direitos ao conjunto

Leia mais

Princípios Elementares de Filosofia

Princípios Elementares de Filosofia Pelo Socialismo Questões político-ideológicas com atualidade http://www.pelosocialismo.net Obra editada pela Prelo Editora, SARL, em janeiro de 1975 (4.ª Edição) Colocado em linha em: 2012/01/23 Princípios

Leia mais

História. baseado nos Padrões Curriculares do Estado de São Paulo

História. baseado nos Padrões Curriculares do Estado de São Paulo História baseado nos Padrões Curriculares do Estado de São Paulo 1 PROPOSTA CURRICULAR DA DISCIPLINA DE HISTÓRIA Middle e High School 2 6 th Grade A vida na Grécia antiga: sociedade, vida cotidiana, mitos,

Leia mais

RACISMO NO BRASIL: O mito da democracia racial FALANDO DE HISTÓRIA: SER PEÇA, SER COISA

RACISMO NO BRASIL: O mito da democracia racial FALANDO DE HISTÓRIA: SER PEÇA, SER COISA RACISMO NO BRASIL: O mito da democracia racial FALANDO DE HISTÓRIA: SER PEÇA, SER COISA Por Neila Cristina N. Ramos Embora vivamos num país em que se tente transmitir uma imagem de igualdade e harmonia

Leia mais

Maringá-PR, Brasil, Primavera de 2013.

Maringá-PR, Brasil, Primavera de 2013. UNIDADE, LUTA E PROGRESSO Dr. Ronelson Furtado Balde Advogado - Membro da Ordem dos Advogados do Brasil Pós-graduado em Direito do Trabalho e Previdenciário INTRODUCÃO A população da Guiné-Bissau passa

Leia mais

LEMA: EU VIM PARA SERVIR (Mc 10,45) TEMA: FRATERNIDADE: IGREJA E SOCIEDADE

LEMA: EU VIM PARA SERVIR (Mc 10,45) TEMA: FRATERNIDADE: IGREJA E SOCIEDADE LEMA: EU VIM PARA SERVIR (Mc 10,45) TEMA: FRATERNIDADE: IGREJA E SOCIEDADE Introdução A CF deste ano convida-nos a nos abrirmos para irmos ao encontro dos outros. A conversão a que somos chamados implica

Leia mais

A Maçonaria ao encontro da Cidadania

A Maçonaria ao encontro da Cidadania A Maçonaria ao encontro da Cidadania Congresso da GLFP de Setembro de 6013 - Quem vem lá? 1ª Vig.. - Quem vem lá? 2ª Vig.. - Quem vem lá? - Uma mulher livre e de bons costumes. 1ª Vig.. - Uma mulher livre

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO. Relatório Perfil Curricular

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO. Relatório Perfil Curricular PERÍODO: 1º LE733- COMPREENSÃO E PRODUÇÃO DE TEXTO EM LÍNGUA PORTUGUESA Fórmula: LE003 LE003- LINGUA PORTUGUESA 3 LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS. ANÁLISE DE ESTRUTURAS BÁSICAS DA LÍNGUA PORTUGUESA. SINTAXE

Leia mais

Total aulas previstas

Total aulas previstas ESCOLA BÁSICA 2/3 DE MARTIM DE FREITAS Planificação Anual de História do 7º Ano Ano Lectivo 2011/2012 LISTAGEM DE CONTEÚDOS TURMA Tema 1.º Período Unidade Aulas Previas -tas INTRODUÇÃO À HISTÓRIA: DA ORIGEM

Leia mais

Notas sobre Educação Intercultural e Cidadania

Notas sobre Educação Intercultural e Cidadania 1 Notas sobre Educação Intercultural e Cidadania 1- Definição de Cultura. Cultura é tudo o que nos seres humanos vai além dos aspectos biológicos. Modos de sentir, pensar e agir. Crenças, valores (estéticos,

Leia mais

5 o ano Ensino Fundamental Data: / / Revisão de História e Geografia Nome:

5 o ano Ensino Fundamental Data: / / Revisão de História e Geografia Nome: 5 o ano Ensino Fundamental Data: / / Revisão de História e Geografia Nome: 1) De 1500 até hoje, são alguns séculos de história. Para situar os fatos históricos do Brasil, os estudiosos costumam reuni-los

Leia mais

A PRESENÇA NEGRA NO PARÁ: RESENHA DE UM

A PRESENÇA NEGRA NO PARÁ: RESENHA DE UM R E S E N H A A PRESENÇA NEGRA NO PARÁ: RESENHA DE UM TRABALHO PIONEIRO SALLES, VICENTE. O NEGRO NO PARÁ. SOB O REGIME DA ESCRAVIDÃO. 3ª EDIÇÃO. BELÉM: INSTITUTO DE ARTES DO PARÁ, 2005. JOSÉ MAIA BEZERRA

Leia mais

Como ensinamos o Holocausto? Essas linhas mestras foram traduzidas pelo Ministério da Educação português

Como ensinamos o Holocausto? Essas linhas mestras foram traduzidas pelo Ministério da Educação português Como ensinamos o Holocausto? Essas linhas mestras foram traduzidas pelo Ministério da Educação português O Holocausto O Holocausto foi o extermínio de, aproximadamente, seis milhões de judeus pelos nazis

Leia mais

INDIVIDUALISMO ÉMILE DURKHEIM. * Os fatos sociais são regras jurídicas, morais e sistemas financeiros.

INDIVIDUALISMO ÉMILE DURKHEIM. * Os fatos sociais são regras jurídicas, morais e sistemas financeiros. INDIVIDUALISMO ÉMILE DURKHEIM Fato Social - Exterioridade (o fato social é exterior ao indivíduo). - Coercitividade. - Generalidade (o fato social é geral). * Os fatos sociais são regras jurídicas, morais

Leia mais

ROMANTISMO EM PORTUGAL E NO BRASIL

ROMANTISMO EM PORTUGAL E NO BRASIL AULA 10 LITERATURA PROFª Edna Prado ROMANTISMO EM PORTUGAL E NO BRASIL I - CONTEXTO HISTÓRICO Na aula passada nós estudamos as principais características do Romantismo e vimos que a liberdade era a mola

Leia mais

SILVÉRIO BENEDITO PARA UMA LEITURA DA «CASTRO» E POEMAS LUSITANOS DE ANTÓNIO FERREIRA

SILVÉRIO BENEDITO PARA UMA LEITURA DA «CASTRO» E POEMAS LUSITANOS DE ANTÓNIO FERREIRA SILVÉRIO BENEDITO PARA UMA LEITURA DA «CASTRO» E POEMAS LUSITANOS DE ANTÓNIO FERREIRA EDfTORIAL LM I PRESENÇA ÍNDICE PREFACIO 11 I. PERSPECTIVAS GLOBAIS 13 1. O homem e a obra 13 2. Contextualização sociocultural

Leia mais

Guião de Entrevista. 1- Para ti, quais foram as coisas que Portugal descobriu na época dos Descobrimentos?

Guião de Entrevista. 1- Para ti, quais foram as coisas que Portugal descobriu na época dos Descobrimentos? Guião de Entrevista 1- Para ti, quais foram as coisas que Portugal descobriu na época dos Descobrimentos? 2- Consideras os Descobrimentos portugueses um assunto importante? Porquê? 3- Na tua opinião, por

Leia mais

LEITURA ORANTE DA BÍBLIA. Um encontro com Deus vivo

LEITURA ORANTE DA BÍBLIA. Um encontro com Deus vivo LEITURA ORANTE DA BÍBLIA Um encontro com Deus vivo A quem nós iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. (Jo 6,68) Recordando a história... A leitura orante da Palavra é uma tentativa de responder

Leia mais

Trabalho realizado por: Marta Alves Nº 20 10ºH Sofia Almeida Nº 24 10ºH Filipa Silva Nº 27 10ºH

Trabalho realizado por: Marta Alves Nº 20 10ºH Sofia Almeida Nº 24 10ºH Filipa Silva Nº 27 10ºH Trabalho realizado por: Marta Alves Nº 20 10ºH Sofia Almeida Nº 24 10ºH Filipa Silva Nº 27 10ºH Índice A República de Platão Utopia de Thomas More O 5º Império ARRET de Dal Col A Nossa Utopia Conclusão

Leia mais

334 Valdecy de Oliveira Pontes e Alexandra Maria de Castro e Santos Araújo

334 Valdecy de Oliveira Pontes e Alexandra Maria de Castro e Santos Araújo MARTINS, André Ricardo Nunes. A polêmica construída: racismo e discurso da imprensa sobre a política de cotas para negros. Brasília: Senado Federal, 2011, 281p. O livro intitulado A polêmica construída:

Leia mais

DEPARTAMENTO NACIONAL DE ESCOLA DOMINICAL

DEPARTAMENTO NACIONAL DE ESCOLA DOMINICAL SUGESTÃO DE CELEBRAÇÃO DE NATAL 2013 ADORAÇÃO Prelúdio HE 21 Dirigente: Naqueles dias, dispondo-se Maria, foi apressadamente à região montanhosa, a uma cidade de Judá, entrou na casa de Zacarias e saudou

Leia mais

Tópicos para o exame de acesso unificado 2013

Tópicos para o exame de acesso unificado 2013 Universidade Agostinho Neto Faculdade de Ciências Sociais, Faculdade de Direito, Faculdade de Economia, Faculdade de Letras Tópicos para o exame de acesso unificado 2013 I LÍNGUA PORTUGUESA Faculdade de

Leia mais

AFRICANIDADES. Cuti, um dos mais significativos poetas de origem africana da atualidade,

AFRICANIDADES. Cuti, um dos mais significativos poetas de origem africana da atualidade, AFRICANIDADES COMO VALORIZAR AS RAÍZES AFRO NAS PROPOSTAS PEDAGÓGICAS Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva 1 escreveu: Cuti, um dos mais significativos poetas de origem africana da atualidade, Quem conhece

Leia mais

ESTRUTURA CURRICULAR:

ESTRUTURA CURRICULAR: ESTRUTURA CURRICULAR: Definição dos Componentes Curriculares Os componentes curriculares do Eixo 1 Conhecimentos Científico-culturais articula conhecimentos específicos da área de história que norteiam

Leia mais

Lição Oito. O Culto a Deus. Que É Culto? adoração da parte da pessoa que pensa acerca de Deus. O culto é a reação humana à glória,

Lição Oito. O Culto a Deus. Que É Culto? adoração da parte da pessoa que pensa acerca de Deus. O culto é a reação humana à glória, Livro 1 página 57 Lição Oito O Culto a Deus Que É Culto? O culto é o ato de reconhecer a Deus por quem Ele é. Inclui uma atitude de reverência, devoção e adoração da parte da pessoa que pensa acerca de

Leia mais

ESCOLA SECUNDÁRIA DR. SOLANO DE ABREU ABRANTES. Análise de informação do manual. Filmes educativos

ESCOLA SECUNDÁRIA DR. SOLANO DE ABREU ABRANTES. Análise de informação do manual. Filmes educativos ESCOLA SECUNDÁRIA DR. SOLANO DE ABREU ABRANTES 3º C.E.B. DISCIPLINA: História ANO: 8º ANO LECTIVO 2010/2011 COMPETÊNCIAS CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS ACTIVIDADES ESTRATÉGIAS AULAS PREVISTAS INSTRUMENTOS DE

Leia mais