M. Agostinho Matias GOENHA,

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "M. Agostinho Matias GOENHA,"

Transcrição

1 UNIVERSITÉ PARIS 8 Département d Études des Pays de Langue Portugaise Textes des quatre conférences données à l Université PARIS 8 par M. Agostinho Matias GOENHA, professeur à l Université Pédagogique du Mozambique juin

2 Au nom des étudiants et des enseignants-chercheurs de l Université Paris 8, je me réjouis de la qualité et de la richesse des échanges entre notre université et l Université Pédagogique du Mozambique, dont les textes des conférences données à l Université Paris 8 par le professeur Agostinho Matias Goenha témoignent. Maria Helena Araujo Carreira Professeur au Département d Etudes des Pays de Langue Portugaise Université Paris 8 2

3 M. Agostinho Matias GOENHA est enseignant-chercheur de langue portugaise et de littératures africaines d expression portugaise à l Université Pédagogique du Mozambique. Il est titulaire d un doctorat en Études Portugaises, spécialité Littératures africaines d expression portugaise, obtenu en 2006 à l Université Nouvelle de Lisbonne. Pendant le mois de juin 2010, M. Agostinho Matias GOENHA a été accueilli à l Université PARIS 8, comme professeur invité par le Département d études des pays de langue portugaise, avec le soutien du Service des Relations Internationales. À l occasion de son séjour, M. Agostinho Matias GOENHA a donné à l Université PARIS 8 quatre conférences en langue portugaise sur les thèmes suivants : - Panorama de la littérature mozambicaine depuis l'indépendance (mercredi 2 juin 2010) - Littératures africaines de langue portugaise et littérature portugaise : l'exemple mozambicain (jeudi 10 juin 2010) - Littératures nationales africaines de langue portugaise et littérature portugaise coloniale : problématique de la définition d'une mozambicanité littéraire (jeudi 10 juin 2010) - La situation linguistique au Mozambique et l'enseignement du portugais (vendredi 11 juin 2010) Cette brochure reproduit les textes de ces quatre conférences. 3

4 FACULDADE DE CIÊNCIAS DA LINGUAGEM, COMUNICAÇÃO E ARTES DEPARTAMENTO DE PORTUGUÊS MAPUTO-MOÇAMBIQUE MOÇAMBIQUE Junho de

5 Aspectos Gerais sobre a Cultura de Moçambique A cultura Moçambicana, como a cultura africana em geral, continua a ser apenas associada à arte tradicional, entretanto, há produções interessantes que importa também valorizar ao nível dos criadores e intérpretes contemporâneos. Moçambique é reconhecido, por exemplo, pelos seus artistas plásticos: escultores (principalmente da etnia Maconde) e pintores (inclusive em tecido e técnica batik). Esta escultura dos macondes, no norte de Moçambique é uma das artes tradicionais mais conhecidas. Oa macondes são de origem ética bantu e habitam uma vasta região da África Oriental. O vale do Rio Rovuma corta o planalto maconde que se estende do norte de Moçambique ao sul da Tanzânia. Os macondes são agricultores instalados numa região árida. Os seus escultores trabalham a madeira desde tempos remotos. O ébano é o material mais utilizado. A música vocal moçambicana também impressiona os visitantes. Em 2005, a UNESCO reconheceu a timbila chope como um instrumento do património da humanidade. A timbila é um instrumento de percussão utilizado pela etnia chope, da província de Gaza, sul de Moçambique e que combina a música e a dança. Neste sentido julgo que ninguém fica indiferente a estas manifestações culturais, na sua relação com a arte da escrita que, bastas vezes, busca inspiração e voz nessas manifestações. 5

6 O País Moçambique Maiores Elevações Monte Binga (Manica) 2436 Montes Namule (Zambézia) 2419 Serra Zuira (Manica) 2277 Messurussero (Manica) 2176 Massasse (Manica) 2134 Monte Domue (Tete) 2095 Serra Mácua (Zambézia) 2077 Serra Chiperone (Zambézia) 2054 Elevação em metros Principais Rios Zambeze 820 Rovuma 650 Lúrio 605 Messalo 530 Licungo 336 Save 330 Pungue 322 Buzi 320 Maputo 150 6

7 População Projectada Total e por Província, 2007 População 2007 Total Homens Mulheres Províncias Niassa Cabo Delgado Nampula Zambézia Tete Extensão em kms Manica Sofala Inhambane Gaza Maputo Província Maputo Cidade Fonte: Instituto Nacional de Estatística (Moçambique) Extensão Territorial Total Terra Firme Águas Interiores território em km 2 Línguas Maternas Bantu Ekoti Shimakonde Elomwe Echuwabo Shona Cisena Lolo Ciniyungwe Cindau Ciwutewe Cimanika Xitshwa Xichanga Gitonga Txitxopi Xironga 7

8 Pintura de Malangata tornou-se, a partir dos anos 60, um nome de projecção internacional. É dos mais reconhecidos artistas moçambicanos e já experimentou várias áreas, como pintura, desenho, aguarela, gravura, cerâmica, tapeçaria, escultura, mural. A este artista, juntam-se pintores como Naguib, Chichorro, Bertina Lopes, entre muitos outros. Bertina Lopes já expôs na Fundação Gulbenkian, em Portugal, no Luxemburgo, Espanha, Moçambique, Angola e Cabo Verde. 8

9 TEMA A: Literaturas Africanas de Língua Portuguesa e Literatura Portuguesa: o exemplo moçambicano O papel da imprensa no surgimento da Literatura em Moçambique Antes de nos debruçarmos sobre este tema, importa referir, de forma sintética e para efeitos de contextuliação, que nas ex-colónias portuguesas o surgimento da literatura tem raízes sobretudo na actividade jornalística. De um modo geral, são consideradas três condições prévias que contribuiram para o surgimento das literaturas africanas em língua portuguesa, a saber, (i) a abolição do tráfico de escravos; (ii) a criação de uma rede escolar e (iii) a introdução da Tipografia, consequentemente, da Imprensa. Neste sentido, pode-se constatar que a evolução da literatura escrita em Moçambique tem necessariamente uma ligação directa com o surgimento da Imprensa. Como anotou Margarido, a imprensa da época «aborda os problemas da burguesia do momento, a qual ( ) se vê muito depressa ultrapassada pelo aparecimento de fenómenos económicos consecutivos à exploração intensiva do país ( ). A imprensa colocará, então, o problema da colonização de Moçambique ( ). Em torno do Jornal Brado Africano, reunir-se-ão com esse objectivo negros, mestiços, às vezes indianos e mesmo, embora raramente, brancos.» (Alfredo MARGARIDO, 1980: 67) Alguns estudiosos consideram que o primeiro escritor de língua portuguesa nascido em Moçambique era, sobretudo, poeta e que tal facto prenunciava o que viria a acontecer e a caracterizar as primeiras manifestações da Literatura em Moçambique: terra de poetas, sobretudo no período de emergência; chamava-se José Pedro da Silva CAMPOS OLIVEIRA. Campos Oliveira nasceu numa localidade fronteira à Ilha de Moçambique (Cabaceira) em Era filho de gente abastada. Tornou-se 9

10 funcionário público, primeiro, na Índia e depois em Moçambique. Breve historial sobre a primeira capital de Moçambique Até ao século XIX, a primeira capital de Moçambique estava sedeada no Norte do país, concretamente, na Ilha de Moçambique, na actual província de Nampula. A base de desenvolvimento económico da ilha era o comércio de escravos, principalmente para o Brasil. Em termos de administrativos, a Ilha estabelecia uma forte dependia com a Índia, particularmente através de Goa, por delegação da Coroa portuguesa. Todos os funcionários, ou quase todos, eram goeses. No ano de 1810, esta Ilha passou a ter o estatuto de cidade. Por esse período (sensivelmente, nos finais do século XVIII) chega à então capital (Ilha), degredado para Moçambique, Tomás António Gonzaga, preso em 1789 no seu país, acusado de conspiração por ter participado no movimento reivindicativo da Inconfidência Mineira (ocasionada pelo aumento de impostos sobre os minérios por parte de Portugal). Esse aumento originou uma grande insatisfação geral. Importa recordar que a Inconfidência Mineira foi perpetrada, basicamente, por um pequeno grupo de letrados, muitos deles exestudantes da Universidade de Coimbra. Tomás Antônio Gonzaga, nascido em 1744, em Miragaia, Porto (Portugal), morreu na Ilha de Moçambique, em O seu nome árcade é Dirceu; foi um jurista, poeta e activista político luso-brasileiro. É considerado o mais proeminente dos poetas árcades e neoclássicos. Cumpriu a sua pena de três anos na Fortaleza da Ilha das Cobras, no Rio de Janeiro. Em 1792, a pena é comutada em degredo e o poeta 10

11 é enviado à costa oriental de África, a fim de cumprir, em Moçambique, a sentença de dez anos. Como referimos acima, o comércio de escravos era a actividades básica e em franco desenvolvimento na Ilha; entretanto, com a Independência do Brasil em 1822, a 7 de Setembro, esse comércio ficou ameaçado, na medida em que o Brasil era um dos destinos desses escravos. Neste sentido, no que diz respeito a esse comércio de escravos, houve uma mudança de estratégia: os escravos foram transferidos para as plantações. Em 1888, José Campos de Oliveira regressa à Ilha, vindo de Goa, onde esteve a estudar e, mais tarde, a trabalhar como funcionário público. Destacou-se como pessoa interessada pela vida cultural da Ilha e, em particular, pela actividade literária. Um dos documentos oficiais que circulou nas colónias foi o Boletim Oficial. Na Ilha de Moçambique foi publicado em Campos Oliveira colaborou também no Almanaque de Lembranças de larga circulação na época nas colónias portuguesas. Convém recordar que, após a abolição do comércio de escravos, foram criados alguns jornais que eram pertença do Estado, que legitimavam obviamente o poder dos senhores Proprietários: Em 1868 surge o primeiro Jornal O Progresso e em 1875 surge o Jornal O África Oriental. Em termos de vivência humana, a Ilha de Moçambique era heterogénea, pois transitaram por ela portugueses, árabes, goeses, brasileiros e outros. Paralelamente à actividade jornalística, a Ilha apresentava igualmente uma dinâmica cultural característica, por exemplo, realizavam-se alguns saraus culturais à volta das autoridades portuguesas. Havia também um clube literário recreativo; mais tarde, estas actividades culturais e literárias faliram, entretanto, supõe-se que terá sido precisamente nesses saraus que Campos Oliveira foi 11

12 conhecido pela elite da época, na ilha. Em 1881 Campos Oliveira cria a primeira Revista Literária designada Revista Africana tornando-se simultaneamente seu director e autor. Profissionalmente desempenhou também as funções de Director dos Correios da Ilha de Moçambique. Crê-se que Campos Oliveira tenha reivindicado nessa revista alguns versos do já aludido poeta brasileiro Tomás António Gonzaga de quem tinha grande admiração. Importa salientar ainda que Campos de Oliveira dedicou-se também ao jornalismo e era uma espécie de crítico social, contudo, esse facto não parece ter influenciado, de forma marcada, a sua escrita literária, ou seja, não se terá reflecido, eventualmente, na sua poesia. Influência do Ultraromantismo português em Campos Oliveira Importa antes recordar que o Romantismo marca uma ruptura com a sociedade feudal e tem a sua base na Revolução Francesa. Esta defendia direitos iguais entre os Homens e o seu lema era: Igualdade, Fraternidade e Liberdade. Observa-se ainda, ao nível da visão do mundo, que o centro do universo já não é a terra, pois Galileu tinha descoberto que esta gira à volta do sol. Coloca-se o Homem como o centro do universo, com imaginação, criatividade, etc. O Romantismo nega os princípios de seguidismo das regras instituídas pelos Clássicos, ou seja, recusa o dogma, nega a rima e a métrica tal como eram concebidos por estes e cria a imagística (verso livre ou branco); quebram-se as imagens mitológicas, de magia, da Antiguidade Clássica. O poeta romântico centra-se no culto do EU, nos sonhos, na morte, no álcool, etc. A escrita literária de Campos Oliveira sofre uma forte influência do Romantismo Português, concretamente do Terceiro Romantismo (Ultra-Romantismo) e a sua manifestação na Ilha de Moçambique realiza-se com um certo atraso em relação aos 12

13 autores portugueses. Para esta elucidação, o poema mais representativo é Uma Visão, de Campos de Oliveira: Uma Visão Ao meu amigo A. do Rozario Alvares Cismando na gentil, donosa virgem, Que amo na terra com ardor imenso Eu adormecera uma vez tranquilo!... Alta noite, sonhei-a triste, pálida, Desfigurada, sem vida, já morta!!! Vi o seu corpo esbelto, donairoso, Imóvel e, como a neve, gelado! Aqueles olhos meigos, fascinantes, Já despidos do seu fulgor divino! Os lábios mudos, sem a cor carmínea! Desbotadas de todo, as róseas faces!... Rodeava-lhe a fronte imaculada D alvas, virgínias rosas uma coroa Da sua própria mãe pelas mãos posta! E jazia a donzela num esquife Vestido de negro, do qual em roda Gente imensa reunida a contemplava! Em todos os semblantes eu bem via Profundos sinais de profunda mágoa; Da mãe os prantos, os ais, descrevê-los Não posso eu por certo; expressões me faltam, 13

14 E eu contemplava-a mudo, triste atónito. Com os olhos de lágrimas banhados, Até que enfim já vê-la não podendo Por mais tempo, naquele triste estado Afastei-me dali mui pesaroso. Momentos após, quis ainda lançar-lhe Mais um olhar, só um, o derradeiro Mas não achei ninguém. Do campanário Uns tristes sons, funéreos, compassados Ouvir supus; ao longe, bem ao longe Vozes confusas, trémulas, plangentes! Entendi que a donzela conduziam Ao asilo final da humanidade! Gritei doido, varrido, e presuroso Ao cemitério encaminhei meus passos! Que cena pavorosa, Deus Eterno! Sacerdotes inúmeros eu via Por entr as sepulturas, cabisbaixos, Co acesas tochas dextra, entoando Cânticos dolorosos, que ecoavam Majestosos pela amplidão enorme Da soturna morada; e povo imenso, De luto revestido, silencioso, Escutava magoado as tristes vozes!... Sepultaram, afim, a linda virgem! Oh! Não sei que senti n`esse momento! Parecia-me já que a alma ia arrancar-se Do corpo, que tremia soluçante!... 14

15 Sumiu-se a gente toda! E sozinho, Sozinho me achei na tétrica estância! Oh! Que horror me infundiam as caveiras Alvacentas, mirradas e disformes Que em roda de mim eu via espalhadas! Que medonhos fantasmas pareciam Quietos divagar ante meus olhos! E além ouvia do mocho agoureiro, Dos cemitérios o nocturno socio, Os horríssonos pios vagarosos Cortando da noite a mudez profunda! Vencendo o susto em que submerso estava Estas palavras disse, o céu olhando: «Ó meu Deus! Primaveras só catorze «contava a desgraçada, e tão depressa «era para morrer?! Morreu?! Ai tudo «Para mim acabou-se neste mundo! «Nunca jamais verei aqueles olhos «Repletos de pudor e de inocência «Oh! Jamais hei-de vê-la! Triste sina!... «E tu agora, pobre, triste lira, «Que tantas vezes a cantaste, tantas «Emudeceste! Não terás mais cantos, Que a inspiração caiu-te para sempre! Nada me resta mais o mundo, nada. «Somente a esperança de que bem depressa «Irei vê-la no céu, onde repousa «Confundida entre os anjos, junto ao trono «Do ser Eterno! Irei, sim, vê-la em breve, «Pois que muito viver não pode aquele «Aquém já falta da vida metade!...» Isto disse, e convulso, lacrimoso, 15

16 Ajoelhei sobre a gélida lage, Que eu vira encerrar a virgem; eis súbito O meu nome bradar sinto. Desperto! Desperto! O coração me palpitava Co stranho palpitar, suor gelado Inundava-me a fronte toda! Ergui-me E meditei no sonho que tivera No sonho tão horrível, pavoroso E caiu-me dos olhos uma lágrima!... (Campos Oliveira) Este poema pode ser comparado, ao nível formal e temático a «O noivado do sepúlcro», do português ultra-romântico Soares de Passos. Tecendo breves comentários em torno deste poema de Campos Oliveira, pode-se constatar que se apresenta como dedicatória ao amigo A.do Rosário Alves, iconicamente está organizado em treze estrofes, com versos livres ou brancos. O sujeito lírico reporta o acontecimento vivido por ele no sonho de amor (por uma amada) tido (o sonho) numa noite; o alvo desse sonho é a morta amada : (...) eu adormecera uma vez tranquilo!... Alta noite sonhei-a...triste, pálida, Desfigurada, sem vida, já morta!!! o seu corpo esbelto, donairoso (...) olhos meigos, fascinantes (...) O sujeito poético descreve essa amada euforicamente, recordando o seu estado físico, quando viva; caracterizando-a como inanimada: (olhos) já despidos do seu fulgor divino/ os lábios mudos, sem a cor carnínea. A descrição da amada penetra no interior do 16

17 esquife, onde ela jaz e, por sua vez, o sujeito poético apresenta-se como um ser vivo que se recorda eufórica e disforicamente da donosa virgem ; faz menção ao ambiente fúnebre vivido no momento do enterro: a presença da multidão no acto, destacando-se a mãe da defunta, cujos prantos, os ais, não conseguiu descrevê-los por falta de palavras. Ainda no enterro, o sujeito poético continuou a sonhar,sem estar a dormir, imaginando o quão são tristes, funéreos, compassados os passos e deduziu tratar-se da comitiva fúnebre que conduzia a donzela ao asilo final da humanidade, pois ao anoitecer (e) além ouvia do mocho agoureiro. O sujeito poético procura estabecer igualmente um monólogo «dirigido» à recém-morta, clamando pela sua morte prematura e desgostando-se da vida: Óh meu Deus, primaveras só catorze ; exprimindo os seus tristes sentimentos, as suas incontroladas emoções; perde o gosto pela vida e evade-se na morte: (...) Morreu! Ai tudo Para mim acabou-se neste mundo!...nada me resta mais no mundo, nada, Somente a esp rança de que bem depressa Irei vê-la no cêu, onde repousa (...). Irei vê-la no mundo (...). Terminado o sonho, ainda na sepultura da donosa virgem, ajoelhado, desperta do sonho, voltando-se para si, ao ouvir uma voz que chama por si. O sujeito poético recorda-se do sonho tido na véspera com mágoa e tristeza: Desperto (...) ; caiu-me dos olhos uma lágrima. De forma sintética, é de destacar neste poema de Campos Oliveira: a evocação da amada morta; o sonho como meio de evocação; o 17

18 cemitério como cenário; o mocho indicador de um certo presságio; o apelo às cenas naturais a comitiva fúnebre; o gosto pelas horas mortas da vida; o recurso a alguns vocábulos apelativos do romântico, como cismando, donosa, ardor, desfigurada, donairosa, fulgor, carmínea, roseas, imaculada, d alvas virgíneas, esquife, prantos, pesaroso, campanáreo, funéreos, plangentes, donzela, doído, dextra, alvacentes, agoureiro, horríssonos, etc. Conclui-se, desta breve análise, que o texto tem aspectos característicos da época do ultra-romantismo português; vejam-se alguns: a evocação da morte; o cemitério como cenário; o mocho como indicador de certo presságio; o gosto pelas horas mortas; o prazer pelo luar; o amor decepcionado. Basicamente, a morte, o cemitério e a tristeza constituem o epicentro deste poema. Não obstante o facto de a primeira manifestação literária se ter feito sentir na Ilha de Moçambique, também em Quelimane houve manifestações sobretudo de imprensa, através dos seguintes jornais: 1872 O Vigilante, 1877 O Africano, 1892 O Amor Africano. A dinâmica cultural na cidade de Lourenço Marques: O Africano e O Brado Africano. Por razões económicas, no século XVIII, a capital da cólonia transfere-se do Norte (Ilha de Moçambique) para o Sul (ex-lourenço Marques actual Maputo), mas oficialmente, só nos finais do século XIX, a 10 de Novembro de 1887 é que se torna capital. Aqui a imprensa vai desempenhar um papel preponderante de crítica ao regime colonial e teve um forte carácter interventivo; era um factor dinamizador da arte, particularmente, da literatura; um meio difusor da opinião pública; era independente, liberal e progressista e constituia-se como um meio de realização dos propósitos intelectuais da classe média africana. Esta dinâmica cultural em Moçambique, isto é, as transformacões sociais, foram grandemente favorecidas pela instauração do sistema 18

19 republicano na então Metrópole, que destituira a Monarquia. Grande papel desempenharam os jornais surgidos, que tiveram igualmente como vectores do seu dinamismo (i) a fundação das Companhias de Manica, Sofala e Niassa, (ii) a necessidade de propaganda republicana e a luta política relativa à implementação da República em Portugal, (iii) o eclodir e o fim da 1ª Guerra Mundial, entre outras. A imprensa surge em Lourença Marques em 1888, também como consequência da importância da ligação ferroviária com o Transvaal (África do Sul). Com a implantação da República em Portugal, em 1910, assiste-se em Moçambique a uma fervilhante actividade jornalística por parte de operários portugueses que na maioria tinham ido (vindo) para Moçambique por motivos políticos (como degredados). Em apenas 10 anos surgiram 20 novos jornais, alguns com número único, mas todos caracterizados pela sua adesão à Repúlica; são eles: O Gráfico, Os Simples, Jornal Operário, O Proletariado, Germinal, Os Emancipados, etc. Curioso é notar que, em todos, os problemas da classe operária em Moçambique estão relacionados normalmente com o homem branco. Nunca o homem negro é referido em termos de igualdade com o branco na exploração a que, enquanto operários, ambos estavam sujeitos. É neste contexto que se demarca em primeiro lugar o jornl O Africano, fundado em 1908, por iniciativa dos irmãos Albasini e mais tarde, O Brado Africano, que lhe sucede em 1918, também sob orientação de José Albasini e João Albasini e outros. Importa salientar ainda que em Lorenço Marques havia grupos de assimilados que se reuniam em torno de duas importantes 19

20 organizações, O Grémio Africano e A Associação Africana. O Grémio Africano congregava personalidades-chave da vida social, cultural e intelectual de Lourenço Marques, algumas delas tinham profissões liberais, tais são os casos dos irmõs Albasini, de Joaquim Stewart, de Karell Pott, de Guilherme Bruhein, entre outros. Ainda a propósito do jornal O Africano: para além dos Albasini, fundaram-no também Guilherme Bruhein e Joaquim Stewart. Fazia propaganda a favor da instrução escolar; era dirigido às populações locais; foi o primeiro jornal que se tornou bilingue: Ronga e Português. De qualquer modo, o seu discurso não deixou de ser fragmentário e contraditório (dado o seu estatuto social e administrativo ambíguo), apesar de nacionalista, como se nota deste artigo jornalístico: «Por este território já muito preto sabe ler: mas sabe ler o quê/ Landim!! Somos, portanto, obrigados a escrever landim para sermos compreendidos. Aqui temos outro mal que pretendemos combater: os dialectos cafres. Pode parecer uma parvoice (...) mas compreendemos muito bem que não é landim que nós precisamos saber queremos falar e escrever Português o melhor que pode ser. Somos portugueses. A ideia desta escola pode dizer-se que é um pretexto à orientação seguida ultimamente pelos (...) pais da pátria. Apesar de todo o seu empenho, com o Arcebispo de Sienne à frente, o resultado é de que os missionários só falam Landim (...). Para opôr uma forte barreira à tolice pretendemos pois fundar uma escola para o ensino de Português e pensamos que dentro da nossa escola não se falará outra língua». In O Africano nº 1, 25 de 12 de Os fundadores deste jornal já tinham, de certo modo, ligações com o Pan-Africanismo (mais adiante referimo-nos a este movimento). Este movimento, nos anos 40 torna-se mais organizado após a realização, em Londres, da sua 1ª conferência. Também tiveram ligações com a ideologia trazida pela Revolução Francesa e com a Massonaria. 20

21 É à volta desta publicação que homens como Bandeira de Castro, Estácio Dias, Rui de Noronha, etc, passam a desenvolver uma intensa actividade que se caracteriza pela defesa dos interesses do homem negro, pela denúncia das arbitrariedades cometidas sobre as populações nativas e pela defesa da prevenção de certos valores da cultura moçambicana. Massonaria Ideias: fraternidade universal, liberdade religiosa (laicidade), liberalismo (sistema político defendido), socialismo e humanismo. Baseia-se nos Símbolos de construção. É uma sociedade secreta de inspiração iluminista, defensora dos princípios da liberdade, igualdade e fraternidade. O jornal O Brado Africano, para além de ser um semanário bilingue (Ronga/Português), apresentava três vectores de conflitos: com a igreja, com o governo e dentro do próprio jornal, o que contribuiu, de certa forma, para o seu fim. Esta geração é literária ou política? Percurso Protagonistas Actividade política Actividade literária 21

22 João Albasini ( ) anos O livro da dor [1925] José Albasini (? ) anos Estácio Dias (? - 937) anos Karrel Pott (?) anos Rui de Noronha ( ) Augusto Conrado (1904-?) anos anos Sonetos [1946] A perjura ou a mulher de duplo amor [1935] Versos [1935](V) 22

23 Divagações [1938](VI) Anotações suplementares referentes ao quadro : O livro da dor - Livro de cartas, Diário, às raparigas Publicaçào póstuma, tem fortes marcas de influência do romantismo português. Os Sonetos de Rui de Noronha, de publicação póstuma, em 1946, reflectem também uma forte influência do romantismo português. O caso mais ilustrativo é o da intertextualidade entre o poema de Antero de Quental (A um poeta) e o de Rui de Noronha (Surge et ambula). Este poema, para além de ser uma dedicatória ao poeta português, estabece um interxto com a Bíblia e é uma glosa à epígrafe do soneto de Antero de Quental a que nos referimos, como se pode constatar abaixo: A um poeta Surge et ambula! Tu, que dormes, espírito sereno Posto à sombra dos cedros seculares, Como um levita à sombra dos altares, Longe da luta e do fragor terreno, Acorda! É tempo! O sol, já alto e pleno, Afugentou as larvas tumulares... Para surgir do seio desses mares, Surge et ambula Dormes! E o mundo marcha, ó pátria do mistério. Dormes! E o mundo avança, o tempo vai seguindo... O progresso caminha ao alto de um um hemisfério E no outro tu dormes o sono teu infindo... A selva faz de ti sinistro eremitério, 23

24 Um mundo novo espera só um aceno... Escuta! É a grande voz das multidões! São teus irmãos, que se erguem! São canções... Mas de guerra... e são vozes de rebate! Ergue-te pois, soldado do futuro, E dos raios de luz do sonho puro, Sonhador, faz espada de combate! Antero de Quental (Portuga Onde sozinha, à noite, a fera anda rugindo. A terra e a escuridão têm aqui o seu império E tu, ao tempo alheio, Ó África, dormindo... Desperta. Já no alto adejam negros corvos Ansiosos de agir e de beber aos sorvos Teu sangue ainda quente, em carne de sonâmbula... Desperta. O teu dormir já foi mais que terreno... Ouve a voz do Progresso, este outro Nazareno Que a mão te estende e diz «África, surge et ambula» Rui de Noronha (Moçambique) Propostas temáticas que corporizam a poesia da época e correntes de pensamento influnciadoras A causa africana, a raça e o progresso são os temas que predominam nos discursos jornalístico e poético desta geração. Aflora-se 24

25 também a junção destes elementos Em relação à causa africana, era evidente e intencional a denúncia das condições de vida e de trabalho; a denúncia dos abusos de autoridade; a reivindicação do direito a ser educado (à instrução) e a ser civilizado. Ao discurso adoptado, que designamos por fragmentário, contraditório e descontínuo, Mário de Andrade designa-o de protonacionalista. O Memorial por eles escrito no Brado Africano na época é notável e elucidativo, nesse aspecto: Memorial Nesse memorial é posta em causa a portaria 317 de 9 de Janeiro de 1917 (Boletim Oficial Nº 2 1ª série de 13 de Janeiro de 1917) conhecida como a portaria dos assimilados. Como é que se distingue um assimilado de um selvagem? A pergunta parecerá néscia, mas é sobre ela que infelizmente temos que queimar a girândola dos nossos pensamentos. Naturalmente ninguém deixará de distinguir um homem culto de um inculto. E se esse lamentável desastre se desse alguma vez com uma autoridade sertaneja, se houvesse um fncionário administrativo que, pelo aspecto, pela conversação, pelo porte não distinguisse um homem dentro dos moldes da colonização portuguesa (compatível com a estonteadora difusão da instrução que Portugal tem espalhado nesta colónia) essa autoridade deveria ser imediatamente substituida por um muleque que, certamente, sempre saberá distinguir quem se senta com propósito e à vontade numa mesa. V.Exª., pode, querendo, solucionar esta horrenda questão determinando simplesmente o que o código civil exige e a lei do recenseamento preceitua. É cidadão português aquele que for eleitor e elegível. Isto é que a lei geral e não irritará ninguém (...porque o lado melindroso desta abominável portaria está justamente no facto indecoroso e ailtante de se distinguir ums determinados cidadãos para serem marcados, para andarem munidos de um papel o tal alvará. Porquê? Não é preciso andar com alvarás alvitantes para mostrar a padeiros analfabetos que são brancos, mas que, brancos como são, ou por culpa sua ou dos pais ou do Estado não lêem o papel. É agradecer pouco, é uma flagrante injustiça. Exmº. Sr. Retribuir o gigantesco esforço que meia dúzia de nativos fez e fez para sair da chata rotina, marcar-se-lhe com uma ignomínia a vontade, a dedicação e a coragem de aprender à sua custa a língua estranha escrever e ilustrar-se pelo seu único esforço. Assinaram: João Albasini, José Albasini, Vicente Xavier Lobo, Joaquim Swart, Guilherme Bruhein. 25

26 Alguns conceitos contextualizadores: Ideologia do protonacionalismo: impõe-se como tema a questão do negro, desde a dimensão sócio-económica, com o pedido de não aplicação da lei de excepção, à racial. Exige-se a reabilitação do negro e do seu passado. Surge a ideia de que não há raças inferiores e que o negro tem um papel na história aqui surge a ligação com o Pan-africanismo. Progresso há a ideia de que o progresso vem da Europa e que a solução para o negro é adquirir o ensino baseado em ideologias europeias; daí esta Associação de negros aceitar o Governo Português para a instrução e consequente progresso. Esta é uma atitude contraditória em relação à anterior posição de reivindicação da africanidade por eles defendida. Neste discurso não há ainda a ideia de povo e de nação. (Só o discurso nacionalista - posterior - é que põe em causa a soberania portuguesa e propõe as noções de país e de nação). É nesta controvérsia que surge a questão da língua: Moçambique tinha, e ainda tem, uma cultura de oralidade. O desenvolvimento da cultura de uma sociedade depende do seu desenvolvimento científico e tecnológico. A cultura europeia é letrada e por isso apodera-se de alguns conceitos filosóficos e científicos, pois tem um registo. A dicotomia línguas nativas/língua portuguesa torna-se relevante, na medida em que alguns dos integrantes desta geração em referência defendem que as línguas africanas são incapazes de veicular conceitos científicos. 26

Anna Catharinna 1 Ao contrário da palavra romântico, o termo realista vai nos lembrar alguém de espírito prático, voltado para a realidade, bem distante da fantasia da vida. Anna Catharinna 2 A arte parece

Leia mais

Romantismo. Questão 01 Sobre a Arte no Romantismo, julgue os itens a seguir em (C) CERTOS ou (E) ERRADOS:

Romantismo. Questão 01 Sobre a Arte no Romantismo, julgue os itens a seguir em (C) CERTOS ou (E) ERRADOS: Romantismo Questão 01 Sobre a Arte no Romantismo, julgue os itens a seguir em (C) CERTOS ou (E) ERRADOS: 1. ( C ) Foi a primeira e forte reação ao Neoclassicismo. 2. ( E ) O romantismo não valorizava a

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 21 Discurso na cerimónia de instalação

Leia mais

MAHATMA GANDHI. Cronologia

MAHATMA GANDHI. Cronologia Cronologia 1869 Data de nascimento de Gandhi 1888 1891 Estudou direito em Londres 1893 1914 Período em que viveu na África do Sul 1920 Lutou pelo boicote aos produtos ingleses 1930 Campanhas de desobediência

Leia mais

A tecnologia e a ética

A tecnologia e a ética Escola Secundária de Oliveira do Douro A tecnologia e a ética Eutanásia João Manuel Monteiro dos Santos Nº11 11ºC Trabalho para a disciplina de Filosofia Oliveira do Douro, 14 de Maio de 2007 Sumário B

Leia mais

FEMINISMOS PLURAIS E FEMINISMOS EM ÁFRICA

FEMINISMOS PLURAIS E FEMINISMOS EM ÁFRICA FEMINISMOS PLURAIS E FEMINISMOS EM ÁFRICA FEMINISMO Filosofia de vida da qual deriva uma atitude crítica frente aos factos e perante a sociedade Tomada de consciência Resposta que conduz à mudança, a partir

Leia mais

Homens da África Ahmadou Kourouma. Edições SM. Cabelos de axé: identidade e resistência Raul Lody. Editora SENAC

Homens da África Ahmadou Kourouma. Edições SM. Cabelos de axé: identidade e resistência Raul Lody. Editora SENAC ÁFRICA Homens da África Ahmadou Kourouma. Edições SM Ricamente ilustrada por fotos e desenhos, esta obra traça um painel detalhado da vida dos habitantes da África do Oeste: sua tradição oral, detalhes

Leia mais

Associação Juinense de Educação Superior do Vale do Juruena Faculdade de Ciências Contábeis e Administração do Vale do Juruena

Associação Juinense de Educação Superior do Vale do Juruena Faculdade de Ciências Contábeis e Administração do Vale do Juruena Associação Juinense de Educação Superior do Vale do Juruena Faculdade de Ciências Contábeis e Administração do Vale do Juruena Curso: Especialização em Psicopedagogia Módulo: Noções Fundamentais de Direito

Leia mais

O legado de AGOSTINHO DA SILVA 15 anos após a sua morte i

O legado de AGOSTINHO DA SILVA 15 anos após a sua morte i O legado de AGOSTINHO DA SILVA 15 anos após a sua morte i LUÍS CARLOS SANTOS luis.santos@ese.ips.pt Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal 1- Agostinho da Silva, um adepto da Educação

Leia mais

*Não foi propriamente um movimento ou escola literária; * Trata-se de uma fase de transição para o Modernismo, nas duas primeiras décadas do século

*Não foi propriamente um movimento ou escola literária; * Trata-se de uma fase de transição para o Modernismo, nas duas primeiras décadas do século *Não foi propriamente um movimento ou escola literária; * Trata-se de uma fase de transição para o Modernismo, nas duas primeiras décadas do século XX; * É quando surge uma literatura social, através de

Leia mais

Reflexão: Abordagem ao domínio da matemática, comunicação oral e escrita na Educação de Infância

Reflexão: Abordagem ao domínio da matemática, comunicação oral e escrita na Educação de Infância 1 Reflexão: Abordagem ao domínio da matemática, comunicação oral e escrita na Educação de Infância Mariana Atanásio, Nº 2036909. Universidade da Madeira, Centro de Competência das Ciências Sociais, Departamento

Leia mais

CONSTRUÇÃO DO EU LÍRICO E O RETRATO NA POETICA CECÍLIA MEIRELES

CONSTRUÇÃO DO EU LÍRICO E O RETRATO NA POETICA CECÍLIA MEIRELES CONSTRUÇÃO DO EU LÍRICO E O RETRATO NA POETICA CECÍLIA MEIRELES Silvia Eula Muñoz¹ RESUMO Neste artigo pretendo compartilhar os diversos estudos e pesquisas que realizei com orientação do Prof. Me. Erion

Leia mais

Transcrição de Entrevista n º 22

Transcrição de Entrevista n º 22 Transcrição de Entrevista n º 22 E Entrevistador E22 Entrevistado 22 Sexo Masculino Idade 50 anos Área de Formação Engenharia Electrotécnica E - Acredita que a educação de uma criança é diferente perante

Leia mais

LUÍS REIS TORGAL. SUB Hamburg A/522454 ESTADO NOVO. Ensaios de História Política e Cultural [ 2. IMPRENSA DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA

LUÍS REIS TORGAL. SUB Hamburg A/522454 ESTADO NOVO. Ensaios de História Política e Cultural [ 2. IMPRENSA DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA LUÍS REIS TORGAL SUB Hamburg A/522454 ESTADOS NOVOS ESTADO NOVO Ensaios de História Política e Cultural [ 2. a E D I Ç Ã O R E V I S T A ] I u IMPRENSA DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA 2 0 0 9 ' C O I M B R

Leia mais

História/15 8º ano Turma: 1º trimestre Nome: Data: / /

História/15 8º ano Turma: 1º trimestre Nome: Data: / / História/15 8º ano Turma: 1º trimestre Nome: Data: / / 8ºhist301r ROTEIRO DE ESTUDO RECUPERAÇÃO 2015 8º ano do Ensino Fundamental II HISTÓRIA 1º TRIMESTRE 1. Conteúdos Objetivo 1: Africanos no Brasil (Cap.

Leia mais

RESUMO PARA RECUPERAÇÃO 2º TRIMESTRE

RESUMO PARA RECUPERAÇÃO 2º TRIMESTRE RESUMO PARA RECUPERAÇÃO 2º TRIMESTRE Conceitos Diversos Estado É uma organização políticoadministrativa da sociedade. Estado-nação - Quando um território delimitado é composto de um governo e uma população

Leia mais

ESTRUTURA CURRICULAR:

ESTRUTURA CURRICULAR: ESTRUTURA CURRICULAR: Definição dos Componentes Curriculares Os componentes curriculares do Eixo 1 Conhecimentos Científico-culturais articula conhecimentos específicos da área de história que norteiam

Leia mais

ÁREAS DE CONTEÚDO: O QUE SÃO? COMO SE DEFINEM?

ÁREAS DE CONTEÚDO: O QUE SÃO? COMO SE DEFINEM? ÁREAS DE CONTEÚDO: O QUE SÃO? COMO SE DEFINEM? As Áreas de Conteúdo são áreas em que se manifesta o desenvolvimento humano ao longo da vida e são comuns a todos os graus de ensino. Na educação pré-escolar

Leia mais

ARTE E CULTURA AFRO-BRASILEIRA

ARTE E CULTURA AFRO-BRASILEIRA ARTE E CULTURA AFRO-BRASILEIRA Cultura afro-brasileira é o resultado do desenvolvimento da cultura africana no Brasil, incluindo as influências recebidas das culturas portuguesa e indígena que se manifestam

Leia mais

Resumo Aula-tema 01: A literatura infantil: abertura para a formação de uma nova mentalidade

Resumo Aula-tema 01: A literatura infantil: abertura para a formação de uma nova mentalidade Resumo Aula-tema 01: A literatura infantil: abertura para a formação de uma nova mentalidade Pensar na realidade é pensar em transformações sociais. Atualmente, temos observado os avanços com relação à

Leia mais

CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda

CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda www.especifico.com.br DISCIPLINA : Sociologia PROF: Waldenir do Prado DATA:06/02/2012 O que é Sociologia? Estudo objetivo das relações que surgem e se reproduzem, especificamente,

Leia mais

EXERCÍCIOS SOBRE RENASCIMENTO

EXERCÍCIOS SOBRE RENASCIMENTO EXERCÍCIOS SOBRE RENASCIMENTO TEXTO O termo Renascimento é comumente aplicado à civilização européia que se desenvolveu entre 1300 e 1650. Além de reviver a antiga cultura greco-romana, ocorreram nesse

Leia mais

A Língua Portuguesa em África: perspectivas presentes e futuras

A Língua Portuguesa em África: perspectivas presentes e futuras A Língua Portuguesa em África: perspectivas presentes e futuras Este breve texto é uma proposta de reflexão acerca de algumas das questões que, em meu entender, merecem destaque na situação actual do desenvolvimento

Leia mais

O CANTO DO ASSUM PRETO: Uma análise estética

O CANTO DO ASSUM PRETO: Uma análise estética O CANTO DO ASSUM PRETO: Uma análise estética Ibrantina Guedes Lopes Licenciada em Letras e Música. Pós-graduanda do Curso de Especialização em Cultura Pernambucana da FAFIRE Membro da Associação Brasileira

Leia mais

TEMA 3 UMA EXPERIÊNCIA

TEMA 3 UMA EXPERIÊNCIA TEMA 3 UMA EXPERIÊNCIA DOLOROSA: O NAZISMO ALEMÃO A ascensão dos nazistas ao poder na Alemanha colocou em ação a política de expansão territorial do país e o preparou para a Segunda Guerra Mundial. O saldo

Leia mais

FACULDADE EÇA DE QUEIRÓS

FACULDADE EÇA DE QUEIRÓS FACULDADE EÇA DE QUEIRÓS GISELE CRISTINA DE SANTANA FERREIRA PEREIRA JÉSSICA PALOMA RATIS CORREIA NOBRE PEDAGOGIA: PROJETO MENINA BONITA DO LAÇO DE FITA JANDIRA - 2012 FACULDADE EÇA DE QUEIRÓS GISELE CRISTINA

Leia mais

THOMAS HOBBES LEVIATÃ MATÉRIA, FORMA E PODER DE UM ESTADO ECLESIÁSTICO E CIVIL

THOMAS HOBBES LEVIATÃ MATÉRIA, FORMA E PODER DE UM ESTADO ECLESIÁSTICO E CIVIL THOMAS HOBBES LEVIATÃ ou MATÉRIA, FORMA E PODER DE UM ESTADO ECLESIÁSTICO E CIVIL Thomas Hobbes é um contratualista teoria do contrato social; O homem natural / em estado de natureza para Hobbes não é

Leia mais

CULTURA AFRO CULTURA AFRO

CULTURA AFRO CULTURA AFRO CULTURA AFRO ESCOPO Apresentamos o projeto Cultura Afro com o compromisso de oferecer aos alunos do ensino fundamental um panorama completo e diversificado sobre a cultura afro em nosso país. Levamos em

Leia mais

VOLUNTARIADO E CIDADANIA

VOLUNTARIADO E CIDADANIA VOLUNTARIADO E CIDADANIA Voluntariado e cidadania Por Maria José Ritta Presidente da Comissão Nacional do Ano Internacional do Voluntário (2001) Existe em Portugal um número crescente de mulheres e de

Leia mais

COLÉGIO VICENTINO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio Rua Rui Barbosa, 1324, Toledo PR Fone: 3277-8150

COLÉGIO VICENTINO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio Rua Rui Barbosa, 1324, Toledo PR Fone: 3277-8150 COLÉGIO VICENTINO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio Rua Rui Barbosa, 1324, Toledo PR Fone: 3277-8150 PLANEJAMENTO ANUAL DE HISTÓRIA 8º ANO PROFESSOR: MÁRCIO AUGUSTO

Leia mais

E alegre se fez triste

E alegre se fez triste Manuel Alegre Manuel Alegre nasceu em 1936 e estudou na Faculdade de Direito de Coimbra, onde participou activamente nas lutas académicas. Cumpriu o serviço militar na guerra colonial em Angola. Nessa

Leia mais

Senhor Presidente Senhoras e Senhores Deputados Senhora e Senhores Membros do Governo

Senhor Presidente Senhoras e Senhores Deputados Senhora e Senhores Membros do Governo Senhor Presidente Senhoras e Senhores Deputados Senhora e Senhores Membros do Governo Evocar hoje, dia 8 de Março de 2007, o Tratado que instituiu a Comunidade Económica Europeia, assinado em Roma há 50

Leia mais

A arte do século XIX

A arte do século XIX A arte do século XIX Índice Introdução ; Impressionismo ; Romantismo ; Realismo ; Conclusão ; Bibliografia. Introdução Durante este trabalho irei falar e explicar o que é a arte no século XIX, especificando

Leia mais

Lista de exercícios Sociologia- 1 ano- 1 trimestre

Lista de exercícios Sociologia- 1 ano- 1 trimestre Lista de exercícios Sociologia- 1 ano- 1 trimestre 01-O homo sapiens moderno espécie que pertencemos se constitui por meio do grupo, ou seja, sociedade. Qual das características abaixo é essencial para

Leia mais

LEMA: EU VIM PARA SERVIR (Mc 10,45) TEMA: FRATERNIDADE: IGREJA E SOCIEDADE

LEMA: EU VIM PARA SERVIR (Mc 10,45) TEMA: FRATERNIDADE: IGREJA E SOCIEDADE LEMA: EU VIM PARA SERVIR (Mc 10,45) TEMA: FRATERNIDADE: IGREJA E SOCIEDADE Introdução A CF deste ano convida-nos a nos abrirmos para irmos ao encontro dos outros. A conversão a que somos chamados implica

Leia mais

Missões para os índios americanos

Missões para os índios americanos Missões para os índios americanos Em busca do Nobre Selvagem A história de missões ameríndias é intrigante: Iniciada pela igreja Católica; Despertou o interesse dos protestantes. Depois de muito zelo e

Leia mais

O que são Direitos Humanos?

O que são Direitos Humanos? O que são Direitos Humanos? Técnico comercial 4 (1º ano) Direitos Humanos são os direitos e liberdades básicas de todos os seres humanos. O principal objetivo dos Direitos Humanos é tratar cada indivíduo

Leia mais

ARTES: A TRANSIÇÃO DO SÉCULO XVIII PARA O SÉCULO XIX

ARTES: A TRANSIÇÃO DO SÉCULO XVIII PARA O SÉCULO XIX ARTES: A TRANSIÇÃO DO SÉCULO XVIII PARA O SÉCULO XIX Neoclassicismo ou Academicismo: * Últimas décadas do século XVIII e primeiras do XIX; * Retoma os princípios da arte da Antiguidade grecoromana; * A

Leia mais

METAS DE APRENDIZAGEM (3 anos)

METAS DE APRENDIZAGEM (3 anos) METAS DE APRENDIZAGEM (3 anos) 1. CONHECIMENTO DO MUNDO Revelar curiosidade e desejo de saber; Explorar situações de descoberta e exploração do mundo físico; Compreender mundo exterior mais próximo e do

Leia mais

Sociologia. Professor: Matheus Bortoleto Rodrigues E-mail: bortoletomatheus@yahoo.com.br Escola: Dr. José Ferreira

Sociologia. Professor: Matheus Bortoleto Rodrigues E-mail: bortoletomatheus@yahoo.com.br Escola: Dr. José Ferreira Sociologia Professor: Matheus Bortoleto Rodrigues E-mail: bortoletomatheus@yahoo.com.br Escola: Dr. José Ferreira [...] tudo o que é real tem uma natureza definida que se impõe, com a qual é preciso contar,

Leia mais

Amar Dói. Livro De Poesia

Amar Dói. Livro De Poesia Amar Dói Livro De Poesia 1 Dedicatória Para a minha ex-professora de português, Lúcia. 2 Uma Carta Para Lúcia Querida professora, o tempo passou, mas meus sonhos não morreram. Você foi uma pessoa muito

Leia mais

Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Sociologia

Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Sociologia Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Ensino Médio Elaborar uma proposta curricular para implica considerar as concepções anteriores que orientaram, em diferentes momentos, os

Leia mais

ESCOLA SECUNDÁRIA DO MONTE DA CAPARICA Curso de Educação e Formação de Adultos NS Trabalho Individual Área / UFCD

ESCOLA SECUNDÁRIA DO MONTE DA CAPARICA Curso de Educação e Formação de Adultos NS Trabalho Individual Área / UFCD 1 de 6 Comunidade Global Tema Direitos fundamentais do : Declaração Universal dos Direitos do OBJECTIVO: Participa consciente e sustentadamente na comunidade global 1. Leia, com atenção, a Declaração Universal

Leia mais

MELHORES MOMENTOS. Expressão de Louvor Paulo Cezar

MELHORES MOMENTOS. Expressão de Louvor Paulo Cezar MELHORES MOMENTOS Expressão de Louvor Acordar bem cedo e ver o dia a nascer e o mato, molhado, anunciando o cuidado. Sob o brilho intenso como espelho a reluzir. Desvendando o mais profundo abismo, minha

Leia mais

O ENSINO DE CIÊNCIAS NATURAIS NO FAZER PEDAGÓGICO

O ENSINO DE CIÊNCIAS NATURAIS NO FAZER PEDAGÓGICO ESTADO DE MATO GROSSO PREFEITURA MUNICIPAL DE LAMBARI D OESTE SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO E CULTURA MATOS, Alaíde Arjona de 1 OLIVEIRA, Sônia Fernandes de 2 Professora da rede municipal de ensino

Leia mais

Em algum lugar de mim

Em algum lugar de mim Em algum lugar de mim (Drama em ato único) Autor: Mailson Soares A - Eu vi um homem... C - Homem? Que homem? A - Um viajante... C - Ele te viu? A - Não, ia muito longe! B - Do que vocês estão falando?

Leia mais

Jesus contou aos seus discípulos esta parábola, para mostrar-lhes que eles deviam orar sempre e nunca desanimar.

Jesus contou aos seus discípulos esta parábola, para mostrar-lhes que eles deviam orar sempre e nunca desanimar. Lc 18.1-8 Jesus contou aos seus discípulos esta parábola, para mostrar-lhes que eles deviam orar sempre e nunca desanimar. Ele disse: "Em certa cidade havia um juiz que não temia a Deus nem se importava

Leia mais

Ser humano, sociedade e cultura

Ser humano, sociedade e cultura Ser humano, sociedade e cultura O ser humano somente vive em sociedade! Isolado nenhuma pessoa é capaz de sobreviver. Somos dependentes uns dos outros,e por isso, o ser humano se organiza em sociedade

Leia mais

AVALIAÇÃO Testes escritos e seminários.

AVALIAÇÃO Testes escritos e seminários. CARGA HORÁRIA: 60 horas-aula Nº de Créditos: 04 (quatro) PERÍODO: 91.1 a 99.1 EMENTA: Visão panorâmica das literaturas produzidas em Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São

Leia mais

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Maria do Socorro Pimentel da Silva 1 Leandro Mendes Rocha 2 No Brasil, assim como em outros países das Américas, as minorias étnicas viveram

Leia mais

CANTOS - Novena de Natal

CANTOS - Novena de Natal 1 1 - Refrão Meditativo (Ritmo: Toada) D A7 D % G Em A7 % Onde reina o amor, frater---no amor. D A7 D % G A7 D Onde reina o amor, Deus aí está! 2 - Deus Trino (Ritmo: Balada) G % % C Em nome do Pai / Em

Leia mais

Dedico este livro a todas as MMM S* da minha vida. Eu ainda tenho a minha, e é a MMM. Amo-te Mãe!

Dedico este livro a todas as MMM S* da minha vida. Eu ainda tenho a minha, e é a MMM. Amo-te Mãe! Dedico este livro a todas as MMM S* da minha vida. Eu ainda tenho a minha, e é a MMM. Amo-te Mãe! *MELHOR MÃE DO MUNDO Coaching para Mães Disponíveis, www.emotionalcoaching.pt 1 Nota da Autora Olá, Coaching

Leia mais

Filosofia - Introdução à Reflexão Filosófica

Filosofia - Introdução à Reflexão Filosófica Filosofia - Introdução à Reflexão Filosófica 0 O que é Filosofia? Essa pergunta permite muitas respostas... Alguns podem apontar que a Filosofia é o estudo de tudo ou o nada que pretende abarcar tudo.

Leia mais

Construção do Espaço Africano

Construção do Espaço Africano Construção do Espaço Africano Aula 2 Colonização Para melhor entender o espaço africano hoje, é necessário olhar para o passado afim de saber de que forma aconteceu a ocupação africana. E responder: O

Leia mais

Cerimónia de Assinatura Protocolo AICEP/CRUP

Cerimónia de Assinatura Protocolo AICEP/CRUP Cerimónia de Assinatura Protocolo AICEP/CRUP Lisboa, 10 janeiro 2014 António Rendas Reitor da Universidade Nova de Lisboa Presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas Queria começar

Leia mais

Uma globalização consciente

Uma globalização consciente Uma globalização consciente O apelo a uma globalização mais ética tornou se uma necessidade. Actores da globalização como as escolas, devem inspirar por estes valores às responsabilidades que lhes são

Leia mais

Concurso Literário. O amor

Concurso Literário. O amor Concurso Literário O Amor foi o tema do Concurso Literário da Escola Nova do segundo semestre. Durante o período do Concurso, o tema foi discutido em sala e trabalhado principalmente nas aulas de Língua

Leia mais

CORPOREIDADE, BELEZA E DIVERSIDADE. Profª Drª Kiusam Regina de Oliveira São Paulo, 27 de outubro de 2014.

CORPOREIDADE, BELEZA E DIVERSIDADE. Profª Drª Kiusam Regina de Oliveira São Paulo, 27 de outubro de 2014. CORPOREIDADE, BELEZA E DIVERSIDADE Profª Drª Kiusam Regina de Oliveira São Paulo, 27 de outubro de 2014. DEDICATÓRIA Para todas as crianças negras e de classes populares que são vítimas das atrocidades

Leia mais

Lição 9 Completar com Alegria

Lição 9 Completar com Alegria Lição 9 Completar com Alegria A igreja estava cheia. Era a época da colheita. Todos tinham trazido algo das suas hortas, para repartir com os outros. Havia muita alegria enquanto as pessoas cantavam louvores

Leia mais

Tudo tem um tempo. Uma hora para nascer e uma hora para morrer.

Tudo tem um tempo. Uma hora para nascer e uma hora para morrer. CAPITULO 3 Ele não é o Homem que eu pensei que era. Ele é como é. Não se julga um Homem pela sua aparência.. Tudo tem um tempo. Uma hora para nascer e uma hora para morrer. Eu costumava saber como encontrar

Leia mais

John Locke (1632-1704) Colégio Anglo de Sete Lagoas - Professor: Ronaldo - (31) 2106-1750

John Locke (1632-1704) Colégio Anglo de Sete Lagoas - Professor: Ronaldo - (31) 2106-1750 John Locke (1632-1704) Biografia Estudou na Westminster School; Na Universidade de Oxford obteve o diploma de médico; Entre 1675 e 1679 esteve na França onde estudou Descartes (1596-1650); Na Holanda escreveu

Leia mais

Currículo Referência em Artes Visuais Ensino Médio

Currículo Referência em Artes Visuais Ensino Médio Currículo Referência em Artes Visuais Ensino Médio 1º ANO - ENSINO MÉDIO Objetivos Conteúdos Expectativas - Conhecer a área de abrangência profissional da arte e suas características; - Reconhecer e valorizar

Leia mais

O Hino Nacional Hino nacional 19

O Hino Nacional Hino nacional 19 O Hino Nacional 19 ANTECEDENTES Se a Bandeira Nacional é um símbolo visível, o Hino Nacional constitui a exteriorização musical que proclama e simboliza a Nação. Só a partir do século XIX os povos da Europa

Leia mais

III Fórum Rede Portuguesa de Cidades Saudáveis 15 de Outubro de 2010, Ponta Delgada, Açores Saúde em Todas as Políticas Locais

III Fórum Rede Portuguesa de Cidades Saudáveis 15 de Outubro de 2010, Ponta Delgada, Açores Saúde em Todas as Políticas Locais III Fórum Rede Portuguesa de Cidades Saudáveis 15 de Outubro de 2010, Ponta Delgada, Açores Saúde em Todas as Políticas Locais I Sessão Plenária: Saúde em Todas as Políticas Locais Reduzir as Desigualdades

Leia mais

UM JEITO DE AMAR A VIDA

UM JEITO DE AMAR A VIDA UM JEITO DE AMAR A VIDA Maria do Carmo Chaves CONSCIÊNCIA DO MUNDO FICHA TÉCNICA EDIÇÃO: Vírgula (Chancela Sítio do Livro) TÍTULO: Um jeito de amar a vida AUTORA: Maria do Carmo Chaves (escreve de acordo

Leia mais

A CARTA DE BELGRADO. Colecção Educação Ambiental Textos Básicos. Editor Instituto Nacional do Ambiente

A CARTA DE BELGRADO. Colecção Educação Ambiental Textos Básicos. Editor Instituto Nacional do Ambiente A CARTA DE BELGRADO Colecção Educação Ambiental Textos Básicos Editor Instituto Nacional do Ambiente INTRODUÇÃO Texto adoptado, por unanimidade, no Colóquio sobre Educação Ambiental", organizado pela UNESCO

Leia mais

Senhor Ministro da Defesa Nacional, Professor Azeredo Lopes, Senhora Vice-Presidente da Assembleia da República, Dra.

Senhor Ministro da Defesa Nacional, Professor Azeredo Lopes, Senhora Vice-Presidente da Assembleia da República, Dra. Senhor Representante de Sua Excelência o Presidente da República, General Rocha Viera, Senhor Ministro da Defesa Nacional, Professor Azeredo Lopes, Senhora Vice-Presidente da Assembleia da República, Dra.

Leia mais

EUROPA BRASIL SÉCULO XIX AMÉRICA O BRASIL NO FINAL DO SÉCULO XVIII SÉCULO XVIII FINAL DA IDADE MODERNA

EUROPA BRASIL SÉCULO XIX AMÉRICA O BRASIL NO FINAL DO SÉCULO XVIII SÉCULO XVIII FINAL DA IDADE MODERNA O BRASIL NO FINAL DO SÉCULO XVIII SÉCULO XVIII FINAL DA IDADE MODERNA EUROPA Expansão dos Ideais Iluministas Revolução Francesa Fim do Antigo regime Ascensão da Burguesia ao poder Revolução Industrial

Leia mais

Unidade I Direito, cidadania e movimentos sociais Unidade II Consumo e meio ambiente

Unidade I Direito, cidadania e movimentos sociais Unidade II Consumo e meio ambiente Unidade I Direito, cidadania e movimentos sociais Unidade II Consumo e meio ambiente Aula Expositiva pelo IP.TV Dinâmica Local Interativa Interatividade via IP.TV e Chat público e privado Email e rede

Leia mais

Catequese e adoração das crianças ao Santíssimo Sacramento

Catequese e adoração das crianças ao Santíssimo Sacramento Catequese e adoração das crianças ao Santíssimo Sacramento Paróquia de Calheiros, 1 e 2 de Março de 2008 Orientadas por: Luís Baeta CÂNTICOS E ORAÇÕES CÂNTICOS CRISTO VIVE EM MIM Cristo vive em mim, que

Leia mais

O PAPEL DA CONTAÇÃO DE HISTÓRIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

O PAPEL DA CONTAÇÃO DE HISTÓRIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL 0 O PAPEL DA CONTAÇÃO DE HISTÓRIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL 1 O PAPEL DA CONTAÇÃO DE HISTÓRIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL Renato da Guia Oliveira 2 FICHA CATALOGRÁFICA OLIVEIRA. Renato da Guia. O Papel da Contação

Leia mais

Esterofoto Geoengenharia SA. Álvaro Pombo. Administrtador. (www.estereofoto.pt)

Esterofoto Geoengenharia SA. Álvaro Pombo. Administrtador. (www.estereofoto.pt) Esterofoto Geoengenharia SA Álvaro Pombo Administrtador (www.estereofoto.pt) Q. Conte-nos um pouco da historia da empresa, que já tem mais de 30 anos. R. A Esterofoto é uma empresa de raiz, a base da empresa

Leia mais

As Grandes navegações: a conquista da América e do Brasil. Descobrimento ou Conquista?

As Grandes navegações: a conquista da América e do Brasil. Descobrimento ou Conquista? As Grandes navegações: a conquista da América e do Brasil. Descobrimento ou Conquista? Navegar era preciso, era Navegar era preciso navegar... Por quê? O que motivou o expansionismo marítimo no século

Leia mais

O Surrealismo foi um movimento artístico e literário surgido primeiramente em Paris (1924) com a publicação do Manifesto Surrealista, feito pelo

O Surrealismo foi um movimento artístico e literário surgido primeiramente em Paris (1924) com a publicação do Manifesto Surrealista, feito pelo 1 O Surrealismo foi um movimento artístico e literário surgido primeiramente em Paris (1924) com a publicação do Manifesto Surrealista, feito pelo poeta e psiquiatra francês André Breton em 1924. Inserido

Leia mais

CADERNO DE ATIVIDADES. História

CADERNO DE ATIVIDADES. História COLÉGIO ARNALDO 2015 CADERNO DE ATIVIDADES História Aluno (a): 4º ano: Turma: Professor (a): Valor: 20 pontos Conteúdo de Recuperação O que é História. Identificar a História como ciência. Reconhecer que

Leia mais

XVIII) e D. Pedro I (século XIX) defenderam posições políticas opostas e foram protagonistas de ações bastante distintas.

XVIII) e D. Pedro I (século XIX) defenderam posições políticas opostas e foram protagonistas de ações bastante distintas. Atividade extra Fascículo 2 História Unidade 4 Questão 1 Na unidade que você estudou, você pôde observar a foto da Praça Tiradentes no Rio de Janeiro, com a estátua de D. Pedro I ao centro. Tiradentes

Leia mais

PORTUGAL: DO FINAL DO SÉCULO XIX A 1910

PORTUGAL: DO FINAL DO SÉCULO XIX A 1910 PORTUGAL: DO FINAL DO SÉCULO XIX A 1910 Antecedentes da implantação da República em Portugal O século XIX foi um período particularmente perturbado para Portugal. - A partir de 1870, o país sofreu, como

Leia mais

Pedro Bandeira. Leitor em processo 2 o e 3 o anos do Ensino Fundamental

Pedro Bandeira. Leitor em processo 2 o e 3 o anos do Ensino Fundamental Pedro Bandeira Pequeno pode tudo Leitor em processo 2 o e 3 o anos do Ensino Fundamental PROJETO DE LEITURA Coordenação: Maria José Nóbrega Elaboração: Rosane Pamplona De Leitores e Asas MARIA JOSÉ NÓBREGA

Leia mais

edgar allan poe a filosofia da composição p r e fá c i o pedro süssekind t r a d u ç ã o léa viveiros de castro

edgar allan poe a filosofia da composição p r e fá c i o pedro süssekind t r a d u ç ã o léa viveiros de castro edgar allan poe a filosofia da composição p r e fá c i o pedro süssekind t r a d u ç ã o léa viveiros de castro sumário 9 prefácio. A lição aristotélica de Poe [Pedro Süssekind] 17 A filosofia da composição

Leia mais

Os encontros de Jesus. sede de Deus

Os encontros de Jesus. sede de Deus Os encontros de Jesus 1 Jo 4 sede de Deus 5 Ele chegou a uma cidade da Samaria, chamada Sicar, que ficava perto das terras que Jacó tinha dado ao seu filho José. 6 Ali ficava o poço de Jacó. Era mais ou

Leia mais

T&E Tendências & Estratégia

T&E Tendências & Estratégia FUTURE TRENDS T&E Tendências & Estratégia Newsletter número 1 Março 2003 TEMA deste número: Desenvolvimento e Gestão de Competências EDITORIAL A newsletter Tendências & Estratégia pretende ser um veículo

Leia mais

MODERNISMO. História da Arte Profº Geder 1ª Série Ensino Médio (2012)

MODERNISMO. História da Arte Profº Geder 1ª Série Ensino Médio (2012) MODERNISMO História da Arte Profº Geder 1ª Série Ensino Médio (2012) O século XX inicia-se no Brasil com muitos fatos que vão moldando a nova fisionomia do país. - progresso técnico - novas fábricas surgidas

Leia mais

Finalmente, chegamos ao último Roteiro de Estudos do Segundo ano! Você já sabe como proceder! Organize seu material, revise o conteúdo e mãos à obra!

Finalmente, chegamos ao último Roteiro de Estudos do Segundo ano! Você já sabe como proceder! Organize seu material, revise o conteúdo e mãos à obra! ROTEIRO DE ESTUDOS DE LITERATURA PARA A 3ª ETAPA 2ª SÉRIE Finalmente, chegamos ao último Roteiro de Estudos do Segundo ano! Você já sabe como proceder! Organize seu material, revise o conteúdo e mãos à

Leia mais

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas 10 de Junho de 2010

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas 10 de Junho de 2010 INTERVENÇÃO DO SENHOR PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE OEIRAS Dr. Isaltino Afonso Morais Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas 10 de Junho de 2010 LOCAL: Figueirinha, Oeiras REALIZADO

Leia mais

UMA VIDA DE PAZ, PACIÊNCIA E AMABILIDADE EM UM MUNDO HOSTIL.

UMA VIDA DE PAZ, PACIÊNCIA E AMABILIDADE EM UM MUNDO HOSTIL. UMA VIDA DE PAZ, PACIÊNCIA E AMABILIDADE EM UM MUNDO HOSTIL. Como sabemos o crescimento espiritual não acontece automaticamente, depende das escolhas certas e na cooperação com Deus no desenvolvimento

Leia mais

DINÂMICA CURRICULAR DO CURSO DE PEDAGOGIA - 2008. Disciplinas Teórica Prática Estágio Total. 1º Período

DINÂMICA CURRICULAR DO CURSO DE PEDAGOGIA - 2008. Disciplinas Teórica Prática Estágio Total. 1º Período MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas. UNIFAL-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 700. Alfenas/MG. CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000. Fax: (35) 3299-1063 DINÂMICA CURRICULAR DO CURSO DE

Leia mais

LIDERANÇA, ÉTICA, RESPEITO, CONFIANÇA

LIDERANÇA, ÉTICA, RESPEITO, CONFIANÇA Dado nos últimos tempos ter constatado que determinado sector da Comunidade Surda vem falando muito DE LIDERANÇA, DE ÉTICA, DE RESPEITO E DE CONFIANÇA, deixo aqui uma opinião pessoal sobre o que são estes

Leia mais

MARIA CAVACO SILVA. Pirilampos mágicos, ainda por cima. E só em Portugal

MARIA CAVACO SILVA. Pirilampos mágicos, ainda por cima. E só em Portugal MARIA CAVACO SILVA Faz 25 anos que a Primavera, mais concretamente o mês de Maio, põe pirilampos coloridos a voar, dando sentido às nossas vidas de dia, e iluminando o nosso espírito, de noite. Pirilampos

Leia mais

OS CLUBES TOASTMASTER PARA APRENDER A FALAR EM PÚBLICO

OS CLUBES TOASTMASTER PARA APRENDER A FALAR EM PÚBLICO 56 OS CLUBES TOASTMASTER PARA APRENDER A FALAR EM PÚBLICO Existe uma organização mundial com clubes por todo o mundo para as pessoas treinarem as suas capacidades de falar em público. Poderá fazer o download

Leia mais

Como ensinamos o Holocausto? Essas linhas mestras foram traduzidas pelo Ministério da Educação português

Como ensinamos o Holocausto? Essas linhas mestras foram traduzidas pelo Ministério da Educação português Como ensinamos o Holocausto? Essas linhas mestras foram traduzidas pelo Ministério da Educação português O Holocausto O Holocausto foi o extermínio de, aproximadamente, seis milhões de judeus pelos nazis

Leia mais

T. V. Dijk (org.) Racismo e discurso na América Latina São Paulo: Contexto, 2008. João Vianney Cavalcanti Nuto

T. V. Dijk (org.) Racismo e discurso na América Latina São Paulo: Contexto, 2008. João Vianney Cavalcanti Nuto T. V. Dijk (org.) Racismo e discurso na América Latina São Paulo: Contexto, 2008. João Vianney Cavalcanti Nuto O fato de um livro sobre o racismo ter sido organizado por um lingüista revela um ramo fecundo

Leia mais

A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa.

A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa. Encontro com a Palavra Agosto/2011 Mês de setembro, mês da Bíblia 1 encontro Nosso Deus se revela Leitura Bíblica: Gn. 12, 1-4 A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa. Boas

Leia mais

Tens Palavras de Vida Eterna

Tens Palavras de Vida Eterna Catequese 40ano Tens Palavras de Vida Eterna Agenda da Palavra de Deus pela minha vida fora ANO A Durante as férias, mantenho-me em contato! CONTATOS DA PARÓQUIA Morada: Telefone: Correio eletrónico: Sítio:

Leia mais

Autor: Rabbi Yehuda Ashlag

Autor: Rabbi Yehuda Ashlag Autor: Rabbi Yehuda Ashlag A Kabbalah ensina a correlação entre causa e efeito de nossas fontes espirituais. Estas fontes se interligam de acordo com regras perenes e absolutas objetivando gols maiores

Leia mais

1 a QUESTÃO: (2,0 pontos) Avaliador Revisor

1 a QUESTÃO: (2,0 pontos) Avaliador Revisor 1 a QUESTÃO: (2,0 pontos) Avaliador Revisor Em seu diálogo A República, Platão descreve na célebre Alegoria da Caverna a situação de homens aprisionados desde a infância no fundo de uma caverna e de tal

Leia mais

Como utilizar este caderno

Como utilizar este caderno INTRODUÇÃO O objetivo deste livreto é de ajudar os grupos da Pastoral de Jovens do Meio Popular da cidade e do campo a definir a sua identidade. A consciência de classe, ou seja, a consciência de "quem

Leia mais

A evolução do conceito de liderança:

A evolução do conceito de liderança: A evolução do conceito de liderança: um bolo feito de camadas Departamento de Economia, Sociologia e Gestão Licenciatura em Gestão, 3º Ano, 2º semestre, 2011-2012 Liderança e Gestão de Equipas Docentes:

Leia mais

Plano Anual de Atividades 2014-2015 Departamento de Ciências Humanas

Plano Anual de Atividades 2014-2015 Departamento de Ciências Humanas Visita de estudo Geografia Conhecer o funcionamento de uma unidade industrial; Reconhecer a importância da atividade industrial na economia. Geografia e Alunos do 9º Ano Unidade Industrial 2ºPeríodo Visita

Leia mais

HINÁRIO O APURO. Francisco Grangeiro Filho. Tema 2012: Flora Brasileira Araucária

HINÁRIO O APURO. Francisco Grangeiro Filho. Tema 2012: Flora Brasileira Araucária HINÁRIO O APURO Tema 2012: Flora Brasileira Araucária Francisco Grangeiro Filho 1 www.hinarios.org 2 01 PRECISA SE TRABALHAR Marcha Precisa se trabalhar Para todos aprender A virgem mãe me disse Que é

Leia mais