INSTITUTO DE EDUCAÇÃO DE GOIÁS ( ): O MOVIMENTO INSTITUINTE-INSTITUÍDO * Iria Brzezinski ** RESUMO

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "INSTITUTO DE EDUCAÇÃO DE GOIÁS (1937-1972): O MOVIMENTO INSTITUINTE-INSTITUÍDO * Iria Brzezinski ** RESUMO"

Transcrição

1 5256 INSTITUTO DE EDUCAÇÃO DE GOIÁS ( ): O MOVIMENTO INSTITUINTE-INSTITUÍDO * Iria Brzezinski ** Universidade Católica de Goiás RESUMO Este trabalho é resultante de uma pesquisa histórica, documental e de análise de entrevistas, na modalidade de Estudo de Caso, que tem por problema o movimento instituinte-instituído, de uma instituição formadora de professores a Escola Normal Modelo do Estado de Goiás, depois Instituto de Educação de Goiás(IEG). Fundada em 1858 (Resolução Provincial n.15), refundada em 1882 (Resolução Provincial n. 676) e instalada em 20 de abril de 1884, imediatamente após à expedição pelo Presidente da Província de seu Primeiro Regulamento(12/04/1884). Registra-se que o presente estudo é decorrente de um recorte necessariamente feito em dados recolhidos em uma pesquisa bastante ampla que abrangeu o período Os limites impostos pela característica do presente estudo levaram a focalizar, particularmente, o período O objetivo foi a reconstituição da trajetória desta instituição pública, de nível médio, pós-médio e superior, visando a explicitar o seu movimento dialético instituinteintituído-instituinte, em razão de sua turbulenta existência, marcada por momentos de instabilidade e estabilidade. Especificamente, fez-se uma reconstituição histórica com apoio em fontes primárias para revisão de literatura e uma análise documental que incluiu consulta a originais manuscritos. Ante à ausência de documentação escrita, em alguns momentos, optou-se pela História Oral, com a técnica de entrevista semi-estruturada. Com esse procedimento de pesquisa foi possível esclarecer pontos obscuros da história da instituição, bem como acolher fatos inéditos. Os sujeitos informantes foram: quatro diretores, quatro professores e seis alunas, totalizando 14 entrevistas. A história e cultura institucionais foram narradas por personagens construtores dessa história cotidiana. Tentou-se uma identificação das tendências pedagógicas, o que acabou permitindo reconhecer as concepções de formação de professor primário neste período de quase cinco décadas da história da educação goiana. A tessitura do referencial teórico consistiu, inicialmente, em revisar os conceitos de dimensão estabelecida e de dimensão a estabelecer respectivamente denominadas instituinte e instituída. Conceitos formulados por Tavares (2003, p ) em seu estudo a respeito do currículo como lugar de articulação e instrumento de formação. Compõem ainda o quadro teórico as políticas educacionais e a história da educação brasileira e goiana sustentadas pelas idéias e concepções, entre outros, de Maria Ofélia MONTEIRO (1938); Primitivo MOACYR, P. 1940); Amália Hermano TEIXEIRA 1946); Basileu Toledo FRANÇA, (1961); Darcy RIBEIRO (1972); Fernando de AZEVEDO (1953); Forestan FERNANDES (1975); Luiz PALACIN e Maria Augusta de MORAES (1975); Nancy Ribeiro de Araújo SILVA, (1975); Bárbara FREITAG (1980); Dermeval SAVIANI (1983, 1984) Genesco Ferreira BRETAS(1991); Iria BRZEZINSKI (1987, 1999, 2005). O resultado foi a reconstrução do papel social, pedagógico e científico desempenhado pelo Instituto de Educação de Goiás na preparação de professores para os anos iniciais de escolarização. Essa escola tornou-se modelo de formação e centro irradiador de conhecimento para o Estado de Goiás. Esta pesquisa favoreceu também a constituição de um acervo de documentos sobre as políticas educacionais, de decretos, resoluções, regulamentos, atas, diários de disciplinas do IEG e entrevistas, muitos deles arquivos pessoais, portanto, fora do alcance do público. Tais fontes, após tratamento especializado, transformaram-se em rico material de consulta com livre acesso aos interessados, uma vez que fazem parte da biblioteca do Instituto de Educação de Goiás, hoje em processo de revitalização. * Trabalho apresentado como comunicação individual no VI Congresso Luso-Brasileiro de História da Educação, em Uberlândia-MG, a ** Professora Titular da Universidade Católica de Goiás, Coordenadora da Linha de Pesquisa do Mestrado em Educação Instituições e Políticas Educacionais, líder do Grupo no CNPq Políticas Educacionais e Gestão Escolar

2 5257 Palavras chaves: Políticas Educacionais; Políticas de Formação de Profissionais da Educação; Escola Normal; Instituinte e instituído; História Institucional; Professor dos Anos Iniciais de Escolarização; Tendências Pedagógicas e Curriculares. Questões introdutórias TRABALHO COMPLETO O estudo ora apresentado sobre o movimento instituinte-instituído-instituinte da Escola Normal de Goiás, desenvolvido na modalidade de Estudo de Caso, abrange o período Requer, no entanto, que sejam reconstituídas, sinteticamente, sua criação em 1858 e sua trajetória até 1937, ocasião de sua transferência para a nova Capital do Estado Goiânia. A mudança de sede do governo trouxe um novo traçado par a mencionada escola, pois ela foi transformada em centro de formação de docentes e especialistas da educação em nível médio, pós-médio e superior. O estudo em tela é resultante de um recorte dos dados recolhidos em uma pesquisa bastante ampla, que abrangeu a história da Escola Normal de Goiás, no período Foi selecionado o espaço/tempo por ser o mais adequado para, mediante análise, tentar expressar o movimento instituinte-instituído da Escola Normal de Goiás. Esse período é demarcado por dois momentos, um de estabilidade e outro de instabilidade do regime político, com sérias conseqüências para as políticas educacionais goianas. O regime político do País, neste espaço de tempo, oscilou de uma democracia para uma ditadura, instalada pelo grupo getulista vencedor da Revolução de 1930 e, de uma democracia para uma ditadura militar, imposta por um golpe militar, em Em plena vigência do estado democrático, em 1932, no campo educacional,no Brasil, consolida-se a proposta de Reconstrução da Nação, com o plano estratégico expresso no Manifesto dos Pioneiros da Educação e, em 1937, ocorre a mudança de regime com a instalação do Estado Novo. O ano de 1972, por sua vez, é palco de implantação da Reforma Educacional do Ensino de 1º e 2º Graus (Lei n /1971), fixada pelo governo militar. Essa lei provocou profundas mudanças no Curso Normal, nesta ocasião intitulado Instituto de Educação de Goiás (IEG). As medidas tomadas pelos gestores de políticas educacionais conduziram à total descaracterização do IEG como lócus de formação de professores e o Curso Normal foi transformado em Habilitação de Magistério em Nível de 2º Grau 1, foi anexado à estrutura física e à organização didático-pedagógica-curricular da Escola Estadual de Goiânia - antigo Liceu de Goiânia. Para a reconstituição histórica de uma tradicional instituição educativa goiana foi necessária a realização de uma análise documental, com apoio em fontes primárias que incluiu consulta a originais manuscritos. Ante à ausência de documentação escrita, em alguns momentos, optou-se pela História Oral, com a técnica de entrevista semi-estruturada. Com esse procedimento de pesquisa foi possível esclarecer pontos obscuros da história da instituição, bem como acolher fatos inéditos. Foram informantes: quatro diretores, quatro professores e seis alunas, totalizando 14 entrevistas. A história e cultura institucionais foram narradas por personagens construtores dessa história cotidiana.. Ante a ausência de certa documentação escrita optei também pela História Oral, com a técnica de entrevista semi-estruturada, que veio esclarecer pontos ainda inéditos ou obscuros na história deste instituição, por meio dos quais se revelaram as relações das políticas adotadas em cada momento histórico com as políticas educacionais. Os sujeitos informantes foram constituídos de 4 (quatro) diretores, 4 (quatro) professores e 6 (seis) alunas, totalizando 14 entrevistas. Foi também realizada uma identificação das tendências pedagógicas neste período, o que acabou permitindo reconhecer as concepções de formação de professor primário por quase cinco décadas da história da educação goiana 1. Preservo a expressão da época, embora desde , este nível seja denominado Ensino Médio, em conformidade com a Lei n (Lei de diretrizes e Bases da Educação Nacional).

3 5258 As expressões instituinte e instituído, de uso corrente na literatura de Política, de Sociologia e de Educação, neste trabalho, referem-se aos momentos de instabilidade e estabilidade vividos pela Escola Normal no Estado de Goiás, momentos não diferentes dos da Escola Normal brasileira. Com base nos conceitos de Tavares (2003, p ), de dimensão a estabelecer e de dimensão estabelecida posso afirmar que instituído significa algo estável, estático. É a dimensão estabelecida para José Tavares. Oriunda da matriz do conhecimento racional-positivista esta dimensão sugere atendimento a normas rígidas e convencionais que garantem certa solidez e às instituições educativas, já que mudanças arbitrárias não são convenientes. A dimensão instituinte, por sua vez alicerçada no paradigma dialético, equivale ao que ainda está sendo constituído, é algo a se estabelecer o devir. Esta dimensão implica maior flexibilidade, ao que pode ser mudado em função do contexto sóciopolítico, econômico e pedagógico e dos acontecimentos cotidianos da escola que resultem da ação de seus atores. As mudanças, de modo geral, são profícuas, contudo, é preciso haver prudência, muitas vezes esquecida diante da pressa para transformar. Considerando as sucessivas mudanças ocorridas, durante a existência da Escola Normal de Goiás, instituição em estudo, faço algumas indagações que podem ser enunciadas do seguinte modo: Os definidores de políticas para a formação de professores na Escola Normal de Goiás foram prudentes? Houve o cuidado para não desativar o instituído de natureza pública que atendia democraticamente todas aquelas 2 que batiam às suas portas? Em algum momento, o instituinte constituiu espaço democrático para atender ao segmento popular que procurava uma oportunidade na escola pública? Ao longo deste estudo buscarei esclarecimentos para essas indagações ou, pelo menos, algumas explicações científicas e políticas. 1. Síntese da memória da criação e trajetória da Escola Normal de Goiás ( ) Reconstituir a história da Escola Normal de Goiás conduz-me a fazer uma incursão na história brasileira e goiana. Embora o propósito seja traçar um rápido percurso, é difícil assegurar que não se alongue, visto que essa história remonta aos séculos XIX e XX. Com o propósito de mostrar o inexpressivo desenvolvimento cultural e educacional do Brasil até 1822, ano da Independência da Colônia pertencente a Portugal, valho-me dos registros de Darcy Ribeiro: O Brasil como colônia, submetida ao mais estrito monopólio, cresceu isolado do mundo, apenas convivendo com aquele Portugal pobre e retrógrado que não permitiu a criação de um sistema popular de ensino no Brasil e, menos ainda, de escolas superiores, ao mesmo tempo que a Espanha mantinha cerca de duas dezenas de universidades em suas colônias. Assim,o Brasil emerge para a independência sem nenhuma universidade, com sua população analfabeta, e iletradas também as classes dominantes (RIBEIRO, 1972, p. 114 e 115). Nesse contexto, a Província de Goiás, por sua situação geográfica, cravada no coração do País, foi impedida de receber qualquer influência do ensino, nas mesmas condições como expressa Darcy Ribeiro. Contribuíram para o seu isolamento particularmente sua vinculação a São Paulo até 1749, as grandes distâncias, a falta de transporte e comunicações, a população, rarefeita, a economia baseada na mineração e depois na pecuária extensiva. Esses fatores condenaram Goiás a não conhecer a organização do ensino jesuítico, tampouco as aulas-régias, denominação da instrução pública, introduzida no País após a expulsão dos jesuítas, coincidentemente em Por ordem da Coroa, as aulas deveriam ser financiadas com recursos de impostos que foram criados exclusivamente para a instrução, [...] por isso a notícia da Escola Régia foi nestes sertões recebida com indiferença, e até com tristeza quando se soube que para mantê-la todos teriam que pagar o Subsídio Literário (BRETAS, 1991, p. 44). 2 A Escola Normal de Goiás, exceto nos primórdios de sua criação no século XIX e, o Instituto de Educação de Goiás, até 1971, eram escolas que se destinavam exclusivamente à formação de jovens do sexo feminino.

4 5259 Em conseqüência de um quadro sóciopolítico e econômico de extrema pobreza, não se implantou em Goiás, no século XVIII, qualquer sistema de ensino. Somente no século XIX o ensino teve lugar, porém de forma embrionária. Souza (1971) informa ter existido no início do século XIX, na Capital Vila Boa, depois Goiás uma Cadeira de Gramática e outra de Ensino Mútuo, algum ensino individual em aulas particulares e algumas lições gratuitas de cidadãos que se dispunham a dar noções de Língua Francesa, Geometria e Aritmética e Música. Fora da Capital alguns mestres-escolas davam aulas em fazendas. De acordo com Paiva (1973), em 1826, funcionavam na província de Goiás somente 5 escolas (régias) de nível elementar, localizadas em Vila Boa, Meiaponte, Pilar, Santa Luzia, Traíras. Segundo Bretas (1991, p. 85), Natividade também contava com uma escola, que funcionava de modo intermitente. A pobreza, a ignorância e o isolamento de Goiás, durante as primeiras décadas do século XIX, era, consoante Palacin, [...] verdadeiro atentado contra a filosofia dos séculos das luzes. Neste período, descreviam alguns viajantes europeus que era evidente a regressão cultural dos poucos brancos que viviam nesta província, uma vez que [...] assimilavam os costumes dos selvagens, habitavam choupanas, não usavam o sal, não vestiam roupas, não circulava moeda (PALACIN, 1975, p. 49). A província de Goiás permaneceu com sua escola elementar embrionária mesmo depois da obrigatoriedade do ensino oficial ensino mutuo adotado em províncias mais desenvolvidas. Esse tipo de ensino, bem como a co-educação foram decretados pela Lei de , que exigia do professor a adoção desta didática. Os poucos professores da Província de Goiás deveriam se aperfeiçoar à custa de seus ordenados, tal como os docentes de outras províncias. Se por um lado, essa lei tem mérito ao prescrever a obrigatoriedade do ensino de primeiras letras a todos os brasileiros (Art.10), por outro traduzia de modo autoritário a desobrigação do Estado com a preparação dos professores (Art.5). A falta de compromisso do Estado com o aperfeiçoamento dos professores brasileiros é histórica, como comprovo, remonta ao início do século XIX. Por ironia, essa lei, marca, no Brasil, a data de comemoração do Dia do Professor (BRZEZINSKI, 1999, p. 85). Quanto à escola secundária, a primeira foi o Lycêo de Província de Goyaz, criada pela Lei n. 9, de 20/06/1846 e instalada em 23/02/1847. Outra escola secundária veio a ser criada em 1858, pela Resolução Provincial n.15, de (MOACYR, 1940, p. 528), a Escola Normal anexa ao Lycêo, porém tornou-se letra morta, sendo retomada somente em 03 de agosto 1882, em conformidade com a Resolução n.676. Essa Resolução foi impulsionada pela Carta Circular n , de 26 de novembro de 1881, do Ministério dos Negócios do Império (BRZEZINSKI, 1987, p.38-39). O ato de 1858 não vingou sobretudo por dois motivos: inexistência de corpo docente habilitado e de instalações físicas adequadas. Apesar de ter sido criada em 1882 a Escola Normal só foi instalada em 20 de abril de 1884, pela falta de professor para a cadeira de Pedagogia. Logo foi suprimida pela Resolução Provincial n. 746, de 02 de abril de Este mesmo dispositivo instituiu a cadeira de Pedagogia (Art. 24), anexa ao Liceu. A inexistência de professor que respondesse aos critérios para dar aulas dessa cadeira ter diploma da Escola Normal da Corte, exigência do art. 31, 25 obrigou a sua extinção, o que ocorreu pela Lei n. 794, de O Ato n.1, de criou a cadeira de Pedagogia, novamente anexa ao Liceu. As aulas, contudo, não foram levadas a efeito por falta de professor. No movimento instituído-instituinte, muito mais este do que aquele, a Escola Normal, como apêndice do Liceu, foi reinstalada no Governo de José Ignácio Xavier de Brito mediante a Lei n. 38, de 31 de julho de Regulamentada por Decreto de , destinava-se [...] a habilitar indivíduos de ambos os sexos na theoria e prática do magistério primário (art. 66), em curso de 3 anos de duração. Os alunos dos dois cursos Normal e Lycêo assistiam indistintamente às mesmas aulas. Somente no 3 º ano acrescentava-se a cadeira de Pedagogia e Metodologia e Prática de Ensino, cadeira específica para formar professores primários. Em 1906, uma reforma educacional ampliou o Curso Normal de 3 para 4 anos, assim permanecendo nas primeiras décadas republicanas até Em face de sua condição de ensino como apêndice ao Liceu, o Curso Normal mantinha-se na dimensão a se estabelecer instituinte. Esse status provocava instabilidade, visto que se distanciava da

5 5260 desejada consolidação como curso instituído, caracterizado como profissionalizante de nível Secundário 3. A condição precária do Curso Normal de Goiás permaneceu até 1929, apesar de ter tido um impulso a partir de , com o advento dos Grupos Escolares. Para atuar nestas instituições públicas os professores deveriam ser portadores de diploma de normalista. A trajetória da Escola Normal de Goiás foi semelhante à das demais províncias: extinta, reaberta, criada como apêndice do Liceu, e, finalmente, conseguiu sua autonomia em Enquanto a Escola Normal pública manteve-se estagnada, os cursos particulares, seus concorrentes expandiam-se e colocavam no mercado para atuar no ensino primário 5, um número de normalistas muito superior ao das egressas do curso oficial. Na década de 1920, o grande desenvolvimento, especialmente, da região sul de Goiás com a estrada de ferro (construída em 1913), provocou uma crescente ocupação das terras goianas. A estrada de ferro deve, portanto, ser considerada como o maior agente urbanizador da década e também como modernizador das estruturas sócio-econômica e cultural do Estado, tendo em vista que [...] a primeira estrada de rodagem foi inaugurada somente em 1921 (Palacin, 1975, p. 93). Nessa década, as reformas baseadas nos princípios da Escola Nova salpicaram nos estados da federação. Na seqüência: São Paulo (com Afrâneo Peixoto, depois Sampaio Dória e Fernando de Azevedo); Minas Gerais ( Gustavo Capanema e Mário Casassanta); Distrito Federal-RJ ( Fernando de Azevedo); Bahia ( Anísio Teixeira); Pernambuco (Carneiro Leão); Santa Catarina (Luís Trindade); Paraná (Lysimaco da Costa); Rio Grande do Sul (Coelho de Souza); Goiás (César da Cunha Bastos e José Gumercindo Marques Otero). A prática de inspirar-se em São Paulo e Minas Gerais generalizou-se em Goiás e em 1929, a partir de uma negativa de apoio solicitada pelos mineiros, Gumercindo Otéro conseguiu destinação de uma das onze Missões Pedagógicas Paulistas que se dirigiam a diversos estados. Recebida a Missa, coordenada por Humberto de Souza Leal e equipe, iniciou-se a reforma educacional que iniciou pela base do sistema a escola elementar. Souza Leal passou a dirigir a Escola Normal Oficial e a dar aulas e coordenar o Curso de Aperfeiçoamento para Professores. Os professores goianos, desde os do Jardim da Infância até os da Escola Normal, foram tocados pelos princípios da Escola Nova e, com o apoio dos paulistas realizavam inversões substantivas que iam desde uma nova concepção de professor e aluno até aos novos métodos de ensino: procurou-se deslocar o eixo da questão pedagógica do professor para o estudante, dos conteúdos para os métodos e processos pedagógicos, do espaço para o interesse, do diretivismo para o não-diretivismo, da quantidade para a qualidade, da lógica para a psicologia, e, assim por diante. Essa tendência pedagógica iluminou a reforma educacional em Goiás que caminhou da base do sistema educacional até a Escola Normal Oficial. Essa reconhecida como Escola Normal Modelo para todo o território goiano, sofreu profundas modificações. Neste momento foi instituída, finalmente, a Escola Normal com estrutura própria, direção autônoma e métodos inovadores. Foi substituída a pedagogia tradicional pela pedagogia nova, pois [...] as idéias renovadoras que adotaram e sacudiam o sistema escolar nas suas bases deviam circular em sentido vertical como uma nova seiva que subisse do ensino primário e normal, para atingir, provocando movimentos de reação, as superestruturas do sistema escolar (AZEVEDO, 1976, p. 158). O ano de 1929 é marco da independência do Curso Normal, consagrada pelo Decreto nº /1929. Foi instalada definitivamente em 1930, em nova sede no Palácio da Instrução juntamente com o Jardim da Infância, o Grupo Escolar Modelo (futura Escola de Aplicação) e Escola Complementar (anexa, cuja função era preparar alunos para ingressarem no curso normal). 3. O Ensino Secundário manteve essa denominação até a imposição da Lei 5.692/1971, quando passou a chamar-se Ensino de 2º Grau. Este, hoje, é nominado Ensino Médio, conforme Art. 21, inciso II, da Lei 9.394/ Nesse ano, o censo demográfico [...] evidenciou o descaso para com a educação quando informava que o Estado tinha uma população de habitantes, dos quais eram alfabetizados, demonstrando um coeficiente real de 98% de analfabetos. Triste comprovação! (BRZEZINSKI, 1987, p. 62). 5. Nomenclatura da época. Atualmente denomina-se Anos Iniciais do Ensino Fundamental e faz parte da Educação Básica (Art. 21, inciso I, da LDB/1.996).

6 5261 As mudanças didático-pedagógicas foram marcantes: o corpo docente foi aperfeiçoado e reestruturado; o curso tornou-se profissionalizante; começou a fornecer as bases do ensino ativo e individual para as demais escolas normais; teve seu currículo ampliado; passou a dar ênfase à psicologia e à didática e iniciou a aplicação utilitária das matérias. O Secretário de Interior e Justiça, César da Cunha Bastos, incentivador da nova política educacional, surgiu como o arquiteto da Escola Nova Goiana. Com sua política de valorização do magistério, a educação goiana tomou grande impulso. Ademais, sem ameaças de extinção o curso normal passou a ter mais estabilidade, conquistou sua autonomia fora instituída a Escola Normal Oficial. Consolida-se o status instituído da Escola Normal até Instalada em espaço próprio que favorecia a dinamicidade das relações entre Escola Normal Oficial, Jardim da Infância, Grupo Escolar Modelo e Escola Normal Complementar essa renovada instituição se antecipa em relação às demais capitais do país, configurando o anteprojeto do Instituto de Educação, o que demonstra ter sido o Estado de Goiás um dos precursores da experiência, que se concretizaria em âmbito nacional com a Lei Orgânica do Ensino Normal (1946). Decorrente dessa movimento, o contraditório se manifesta, o instituído Escola Normal incita positivamente o instituinte futuro Instituto de Educação. Neste caso, o instituinte, o devir, efetiva-se como realidade. Parece, ser esse um dos períodos em que o instituinte passou a oferecer oportunidades educacionais ao segmento popular que procurava a escola pública, notadamente, quando foram ampliadas as vagas, com a abertura do ginásio feminino (1949) e, mais tarde, com o Curso Normal noturno. 2. Escola Normal Oficial ( ): mais uma vez instituinte Fernando de Azevedo, ao se reportar às mudanças ocorridas nas décadas de 1920 e 1930 descreve que as transformações econômicas e políticas também renovaram os aspectos culturais e educacionais, pois "[...] a intensidade das trocas econômicas e culturais, o desenvolvimento da imaginação dos povos de origens diversas e o crescimento das aglomerações urbanas, pelos quais se exprimia vigorosamente o impulso tomado pela indústria nacional, depois do conflito europeu, criavam o ambiente mais favorável à fermentação de idéias novas que irradiavam dos principais centros de cultura, tanto da Europa como dos Estados Unidos" (AZEVEDO, 1976, p. 152). Em âmbito nacional, configurou-se uma nova situação educacional pressionada pelo acentuado desenvolvimento do processo de industrialização e urbanização que, aos poucos, conduziu a sociedade brasileira à mudança do modelo agrário-comercial-exportador dependente para a estrutura baseada no modelo capitalista-urbano-industrial (FREITAG, 1980). No início dos anos 1930, o movimento em defesa do regime democrático, com a adoção do voto secreto e a garantia do direito do voto a todo cidadão alfabetizado, fez crescer a luta em favor da educação das massas populares. Assegura BRZEZINSKI: É neste "vaivém" de influências dos novos ideais pedagógicos sobre a nova estrutura social, e desta sobre aqueles, que passou-se acreditar na educação como fator de reconstrução social para acompanhar o desenvolvimento urbanoindustrial. Para tanto, a exigência de uma reforma educacional tornou-se evidente. As décadas de 1920 e 1930 permitiram a concretização do movimento reformista que emergiu nas províncias mais populosas, apoiado nos princípios liberais da pedagogia nova em defesa do indivíduo, da liberdade de iniciativa e de igualdade perante a lei. [...] À escola foi atribuído um papel mais amplo devido às novas condições de vida e trabalho dos centros urbanizados, o que veio, indiretamente, atuar sobre a política de formação do magistério (BRZEZINSKI, 1987, p.52). Desafortunadamente, o status instituído decorrente de toda renovação da Escola Normal foi duramente golpeado em 1937 com a mudança da capital para Goiânia. Neste ano, a Escola Normal Oficial encerrou suas atividades na antiga capital, com sérias dificuldades, pois o interventor Pedro

7 5262 Ludovico, não tinha como meta prioritária a Educação. Comparando-se com o início dos anos 1930, no Estado Novo observou-se uma retração do setor educacional, porque os esforços foram direcionados para a construção da nova capital, estimulada pela política nacional da Marcha para o Oeste. Goiânia foi inaugurada em , tornando-se espaço geográfico novo e divisor de águas entre dois momentos históricos: o da estagnação política, representada pela antiga capital, e a da ascensão do modelo econômico, representada pelo novo pólo desenvolvimentista. A nova capital nasceu como efeito da Marcha para o Oeste e constitui-se causa da ampliação dessa marcha, continuada em outros governos. Exemplo disso foi a fundação de Brasília e a mudança do Distrito Federal para terras que pertenciam ao Estado de Goiás. Por força do Decreto-lei nº 4, de foram transferidas para Goiânia a Escola Normal Oficial, a Escola Complementar e o Liceu e criados o Grupo Escolar Modelo e o Jardim da Infância. Grupo Escolar e o Jardim da Infância da antiga capital foram desanexados da Escola Normal. A casa improvisada que abrigou a Escola Normal imprimiu-lhe, outra vez o status instituinte. Situava-se à Rua 20, no centro da nova capital, onde se encontravam os principais prédios da administração estadual. Em outra ocasião, foi transferida para a Rua 4, n.8, também no centro da cidade, ocupando uma casa residencial. O Grupo Escolar Modelo de Goiânia recém criado era independente da Escola Normal, tanto pedagógica como administrativamente. A desanexação deste Grupo constituiu uma semi-mutilação da Escola Normal, dificultando a realização da Prática de Ensino, devido a longa distância entre as duas instituições. A difícil locomoção de professores e alunos e a autonomia adquirida pelo Grupo Escolar constituíram fatores decisivos para que ele deixasse de ser campo de estágio, como aconteceu tempos depois. Conseqüências desastrosas da mudança da Escola Normal Oficial podem ser constatadas: no último ano de funcionamento na antiga capital, a matrícula foi de 95 alunos, enquanto que, em 1938, primeiro ano de funcionamento em Goiânia se matricularam 48 alunos (redução da ordem de 50%) e, em 1942 a matrícula se reduziu para 35, correspondendo a 63% dos 95. No decorrer de 4 anos, portanto, a demanda decresceu agudamente. No que respeita à Escola Complementar sucumbiu com a Escola Normal Oficial. A deficiência do ensino oferecido por ela é desnudada no ofício da profa. Ofélia Sócrates do Nascimento Monteiro 6, de 27 de outubro de 1942, ao Diretor Geral da Instrução. Este ofício apresentava uma proposta de reforma da Escola Normal Oficial, pela transformação da Escola Complementar em Ginásio Feminino, bem como descrevia a situação do ensino dessa escola que [...] não correspondia às necessidades impostas pela moderna pedagogia [...]. Os alunos, ingressando nela sem a necessária base, que é dada pelo curso ginasial, não têm o desenvolvimento mental suficiente para bem compreender e assimilar matérias como Psicologia, Pedagogia, Didática e outras, próprias ao curso de formação de professor (MONTEIRO, 1942, p. 1). Com efeito, a condição de instituinte manifestou-se na nítida defasagem tanto no plano organizacional quanto no plano pedagógico da escola de formação de professores do Estado de Goiás, quando se comparavam a estrutura e o funcionamento desta escola com a do Rio de Janeiro, a de São Paulo, a de Minas Gerais e as de outros estados. Em face da formação, considerada pouco qualificada, os normalistas goianos recebiam certificados de professores primários cuja validade se circunscrevia ao Estado de Goiás, sem o reconhecimento pelos demais estados da federação. O marasmo que tomou conta da Escola Normal Oficial foi se acentuando e sua trajetória só se alterava em momentos marcados por lutas internas de um grupo minoritário contra posturas de diretores 6. Nessa ocasião, a professora fazia parte da Comissão Elaboradora do Programa da Escola Normal Rural, formada em decorrência da política educacional intervencionista de Getúlio Vargas, que incentivava a ruralização do ensino. Dona Ofélia apresentou também, na oportunidade, as Bases para a Reforma da Escola Normal Oficial, uma vez que a reestruturação desta escola, pelas suas precárias condições, revestia-se de total prioridade.

8 5263 que seguiam a ideologia da ditadura e cassavam qualquer ímpeto de alteração do regime nazista (TEIXEIRA, A.H., 1946, passim) ali estabelecido. Essa autora, informante no presente estudo, fora demitida ao ser acusada de prática de rebeldia e indisciplina, pela diretora Profa. Ofélia Sócrates do Nascimento Monteiro, sem que se instaurasse qualquer processo administrativo. Interpondo um recurso, segundo ela, ao ato arbitrário da diretora manifesta-se, que entre outras razões que provocavam a ira da gestora era a adoção de [...] todas as modalidades novas dos processos de ensino, contra o decadente tradicionalismo de quem viveu as eras pré-históricas da palmatória e do terror e porque a acusada se pautava no princípio básico de administração escolar de que [...] é preciso fazer os alunos felizes e é preciso fazer os professores e administradores felizes em seu trabalho para conseguir eficiência no ensino. (TEIXEIRA, A.H., 1946, p.28). Em sua entrevista concedida à autora deste estudo, em 1984, a profa. Amália assevera que o livro em que apresenta toda argumentação em defesa dos métodos não diretivos deveria ter seu título assim complementado: O curioso caso da Escola Normal Oficial: história de uma injustiça na luta da Escola Nova contra a Escola Antiga (TEIXEIRA, A.H., nº 3, 1984, p. 4). No período em que a Escola Normal Oficial estava em guerra declarada à gestão conservadora e autoritária (1946), em âmbito nacional vivenciava-se uma onda de euforia democrática ocasionada pelo final da II Guerra e pela queda da ditadura de Getúlio Vargas. Tal contexto sócio-político e econômico veio propiciar uma nova política educacional influenciada pelos educadores liberais, agora, reintegrados ao sistema educacional brasileiro. Essa influência se manifestou nos princípios norteadores da Constituição de 1946 e na reforma educacional, marcada pela aprovação das leis orgânicas do ensino, entre essas, a da Escola Normal. Nessa Lei foi prevista a versão ampliada da Escola Normal para Instituto de Educação, como política nacional para o setor da educação. Em Goiás, a ampliação da Escola Normal foi prescrita pelo Decreto-Lei n. 870, de 28 de maio de 1947, que representou o instrumento da lenta metamorfose da Escola Normal Oficial em Instituto de Educação. Esse processo se estendeu por 9 longos anos, portanto, concretizada somente em O movimento instituinte-instituído-instituínte do IEG ( ) No governo de Pedro Ludovico Teixeira, o fundador de Goiânia planejou e foi iniciada a construção do prédio para abrigar o IEG, com recursos do Instituto Nacional de Nacional de Estudos Pedagógicos (INEP), na gestão de Murilo Braga. Em face do momento favorável da política educacional que fomentou a melhoria do ensino primário e normal, os recursos foram conseguidos, em 1950, por iniciativa do professor Genesco Bretas 7, nesta oportunidade, diretor do instituinte IEG. A obra, lamentavelmente, foi paralisada nos alicerces por desinteresse do sucessor de Pedro Ludovico, seu adversário político. Sobre esse fato, o prof. Bretas assim se pronuncia: A política daquele tempo, e ainda hoje acontece o mesmo, era isso: uma obra iniciada por um governo anterior, se de oposição, não merecia ser continuada nem concluída. Até quando vai ser assim? Nesse ínterim, Murilo Braga embarca para os Estado Unidos, o avião cai. Com ele foi enterrado o convênio. A obra parou, ficando ao relento por vários anos (BRETAS,1983, p. 2-3). Triste acontecimento que mostra a prática dos governantes brasileiros que, até nossos dias, negam-se a definir uma política de Estado para as políticas sociais. Pautando-se somente em políticas de governo na área educacional, em âmbito estadual que acabam sofrendo as maiores influências políticopartidárias, essas práticas conspiram permanentemente contra os interesses da sociedade civil, sobretudo das classes menos favorecidas que buscam os serviços públicos. O descaso dos definidores de políticas educacionais com a escola pública, em favor de interesses de toda natureza da classe dominante e, o despudor dos opositores (detentores do poder a custa 7. Declaração do Prof. Bretas (Caldas Novas, 1985, n.7, p.3) à autora desta pesquisa.

9 5264 de práticas clientelísticas) em abandonar uma obra tão cuidadosamente planejada o IEG pode constituir-se em uma das respostas às intrigantes questões colocada no início deste trabalho: Os definidores de políticas para a formação de professores na Escola Normal de Goiás, em diversos períodos históricos, foram prudentes? Houve o cuidado para não desativar o instituído de natureza pública que atendia democraticamente todas aquelas que chegavam às suas portas? Com tais procedimentos de caráter revanchista, os interesses políticos desviaram a trajetória do Instituto de Educação. A construção abandonada no bairro periférico Vila Nova era convidativa a um processo de invasão. Em pouco tempo alojaram-se lá 100 famílias. Todas as dependências foram ocupadas. Os compartimentos destinados às salas de aula, semi-construídos, abrigavam de 8 a 10 famílias e [...] no terreno vasto surgiam casebres da noite para o dia, como cogumelos e ervas daninhas (FRANÇA, 1961, p. 94). Esta situação perdurou por mais de 4 anos ficando os diretores da época, prof. Maria França Gonçalves ( ) e o prof. Joaquim Edson de Camargo ( ), impedidos de promover qualquer melhoria, tanto no plano pedagógico quanto no plano administrativo. È justo assinalar que ouve ampliação no número de matrícula devido à criação do ginásio feminino, mas o curso normal teve um período de total estagnação. O número de formandas, por si só, comprova esta situação, pois em 1949, ano da formatura da 1ª turma do Instituto de Educação sob o regime da Lei Orgânica, concluíram a 3ª série 5 alunas 8 e, no ano de 1955, 6 alunas. Apesar de tudo isso, desde 1947, estava lançada a semente do futuro complexo escolar que se transformaria na Escola Modelo de Formação de Professores do Estado de Goiás, que só foi germinar com os recursos financeiros e pedagógicos advindos do INEP, sob atenção especial de seu diretor Anísio Teixeira. Em 1955, os representantes da família Ludovico voltaram ao poder em Goiás, com o governador José Ludovico de Almeida. Assumiu a Secretaria de Educação José Feliciano Ferreira e o profº Basileu Toledo França, a direção do IEG. Neste mesmo ano foram retomadas as obras do IEG, que duraram 6 meses, com utilização de mão-de-obra barata dos presidiários e novos recursos do INEP. Graças a Anísio Teixeira, o mais autêntico defensor da escola pública gratuita, laica e de qualidade para todos e conhecedor dos obstáculos que se interpunham à concretização de um instituto de educação, tomou a si a responsabilidade de destinar recursos ao IEG para a sua conclusão. Ademais, propôs-se a orientar pedagogicamente a organização curricular do novo conjunto de escolas reunidas na complexa estrutura do IEG. Neste período, voltou o IEG a vivenciar nova fase que vai do instituinte ao instituído: o prédio próprio do IEG, ainda inacabado, foi ocupado em Os presidiários ainda ficaram lá para concluir a construção, enquanto as aulas se iniciaram. Este fato foi muito explorado pela imprensa, na ocasião, e exposto pelo profº Basileu Toledo França: Foi na época uma gritaria tremenda: nós eu e as autoridades estaduais estávamos levando moças para conviver com presidiários. Elas iam para a poeira, pois não havia calçamento. Onde se viu, numa distância daquelas! Tirar as meninas do centro da cidade. [...] O bairro era considerado distante e não contava com linha de ônibus. No início íamos e voltávamos a pé [...] (FRANÇA, 1983, n. 6, p. 6). Como o IEG contava com o apoio da Secretaria da Educação, logo foi possível destinar um ônibus para transportar as normalistas até a Vila Nova. O ônibus passou a ser conhecido como Papafila, pois era invadido dia-a-dia por muitas estudantes que se apinhavam para chegar ao IEG, depois de enfrentarem filas que se organizavam em diversos pontos da cidade de Goiânia. O interior do Papa-fila ficava pintado de azul e branco cores tradicionais do uniforme das normalistas brasileiras até hoje relembradas nos versos de poetas. 8. Dado coletado em depoimento da profª Mariana do Nascimento Monteiro (Brasília, 1985, n.2, p.2) formanda de 1949 e informante nesta pesquisa.

10 5265 Fatores que se revelaram bastante significativos para a qualidade do ensino proporcionado pelo IEG foram também de iniciativa de Anísio Teixeira, quais sejam: a) o aperfeiçoamento do corpo docente em centros mais desenvolvidos como Rio de Janeiro e Belo Horizonte, mediante concessão de bolsas de estudos pelo INEP; b) o assessoramento pedagógico dado ao IEG pela professora Eny Caldeira, ex-diretora e organizadora do Instituto de Educação do Paraná, que representava o INEP. As mudanças ocorridas nos planos administrativo e pedagógico foram, sem dúvida, reflexo do aperfeiçoamento dos professores e do assessoramento pedagógico do INEP ao IEG. Com efeito, de modo gradativo, o IEG atingiu na década de 1960 o status instituído, ao ser oficializado, via Lei nº 2.580, de 17 de setembro de 1959, Lei Orgânica do Ensino Normal de Goiás e pelo Decreto nº 2, de 11 de janeiro de 1960, que regulamentou o ensino normal em todo o Estado. Transformações muito positivas decorrentes da implantação da Lei Orgânica (1959) emprestavam qualidade aos diferentes espaços formativos chamados à época estabelecimentos de ensino que faziam parte do IEG: a) Ginásio Normal ou Escola Normal Elementar; b) Colégio Normal ou Escola Normal Secundária; c) Instituto de Educação e Escola Normal Superior (art. 2º, alíneas a, b e c). Estes três tipos de estabelecimento proporcionavam diferentes níveis de formação de professores primários e possibilitavam a formação no a) nível ginasial, ministrado na escola normal elementar, com 4 série anuais, formando professores primários para atuarem em nível local e regional (art. 2º, alínea a); b) nível normal, ministrado no Instituto de Educação, com 3 séries anuais, após o curso ginasial, formando professores primários que poderiam atuar em âmbito nacional (art. 2º, aliena b); c) nível pós-normal, ministrado no Instituto de Educação compreendendo cursos de especialização nas seguintes modalidades: Ensino rural; Intensivo de Administração Escolar, Educação Préprimária, Educação de Crianças Excepcionais, Ensino Primário Complementar, ensino de desenho e artes plásticas, ensino de música e canto orfeônico, educação física, recreação e jogos (art. 4º, alíneas b, c. d e art. 21); d) nível superior, ministrado no Instituto de Educação, em Curso Normal Superior 9, com 2 série anuais, destinava-se à formação de professores primários; professores de ensino normal, administradores escolares, orientadores, inspetores e técnicos de ensino primário (art. 17). e) nível superior, ministrado no Instituto de Educação, em Curso de Especialização de Administradores Escolares (art. 23). Não deve ser confundido com o curso da alínea anterior. A estes estabelecimentos se integravam, com instalações escolares que atendiam os preceitos da Escola Nova, o Curso Primário de Aplicação; o Jardim de Infância; o Instituto Pestalozzi, para portadores de necessidades especiais e o Pensionato para Bolsistas, que abrigava professores do interior que estudavam no maior centro de referência de formação de professores do Estado de Goiás o IEG. Este vertiginoso movimento ascendente do IEG, comprovado também pelas estatísticas (1959) 10, não fora provocado somente por medidas legais e administrativas internas. As mudanças curriculares e nos métodos de ensino-aprendizagem também foram muito relevantes para a consolidação do instituído. O retorno dos professores capacitados e a assessoria direta do INEP proporcionou uma total renovação nas 9. Criado em 1959, apesar da efêmera duração (4 anos) o Curso Normal Superior, cujo currículo era o mesmo do curso de Pedagogia da Faculdade de Filosofia, foi realização audaciosa, vanguardista, sob a inspiração do educador Genesco Bretas. Transcorridos 37 anos desta experiência goiana, a Lei (LDB 1996), atualmente em vigor, veio propor a formação de professores para os anos iniciais do Ensino Fundamental, na Escola Normal Superior, como componente pedagógico e administrativo do Instituto Superior de Educação. Goiás, estado progressista, já tinha vivido essa experiência no final dos anos 1950 e início de Transcorridos três anos, o número 37 concluintes significava um crescimento da ordem de 517% em relação aos 6 concluintes de 1955.

11 5266 propostas pedagógico-didáticas e novos métodos e técnicas passaram a ser utilizadas para desenvolver o processo ensino-aprendizagem. Introduziu-se no IEG a dinamização dos grupos de adolescentes, inicialmente, nas aulas de Sociologia Educacional. Depois, generalizaram-se as técnicas de dinâmica de grupo, sendo elas mais enfatizadas no final dos anos 1960 (FRANÇA, 1985, nº 6, p. 4). À organização curricular pretendeu-se imprimir um perfil diferente em busca da interdisciplinaridade. Teoricamente, o agrupamento das disciplinas em grandes áreas, visando à integração interdisciplinar era uma característica muito enfatizada. Esta integração, no entanto, não se efetivava na prática, pois os programas e as práticas pedagógicas revelavam a simples justaposição dos conteúdos específicos de cada campo de conhecimento. Os professores do IEG, em sua maioria, ainda que qualificados em cursos que apresentavam novos paradigmas para o estudo dos conteúdo, não conseguiam ultrapassar a tradicional organização curricular em unidades estanques e justapostas. No que tange ao fator externo de interferência na institucionalização do IEG, destacam-se as ações do Governo Federal a partir de Juscelino Kubitschek de Oliveira, assentadas no ideário desenvolvimentista. A transferência do Distrito Federal para o Planalto Central com a inauguração de Brasília requereu profissionais formados para atender não só o ensino primário que se expandia assustadoramente com a explosão populacional na região, mas também profissionais que se dispusessem a prestar serviços técnicos no centro político-administrativo da nova capital. O IEG foi crescendo em complexidade para cumprir as finalidades de estabelecimento padrão do ensino normal no Estado e centro de cultura pedagógica, ao mesmo tempo em que formava pessoal capaz de atender às solicitações de Brasília, que se apresentava com melhores ofertas de condições de trabalho, em relação a Goiânia. Com o movimento progressista desenvolvido pelo IEG, essa instituição se antecipou às prescrições contidas na primeira lei de diretrizes e bases da educação nacional (Lei n. 4024), homologada em Em face disto, poucas foram as mudanças pedagógicas derivadas dessa lei, entretanto, dois outros fatos, por essa época, abalaram o status instituído do IEG: a) o golpe militar de 1964, que implantou no país novo modelo político que veio a caracterizar-se como um regime autoritário de governo e que condenou a Nação a [...] sofrer uma corrosão crônica em sua integridade e autonomia nacionais (FERNANDES, 1975, p. 119). b) a imposição, pela ditadura, da Lei n , de que modificou substantivamente o ensino de 1º e 2º Graus. Durante a ditadura militar, a influencia tecnocrático-militar se fez sentir decisivamente na política educacional e os educadores tiveram sua ação limitada. Brzezinski (1987, p ) esclarece como o campo da educação foi infiltrado pela ideologia tecnicista. A educação foi declarada como um instrumento de aceleração de desenvolvimento econômico e de progresso social. Foram transplantados da teoria econômica e adaptados à educação os princípios de racionalidade, eficiência e produtividade, com enorme efeito deformador. A predominância do uso abusivo da técnica com o objetivo explícito de conduzir o trabalho pedagógico a uma objetivação semelhante ao trabalho da fábrica. Dominados pelo ideário da pedagogia tecnicista professores, estudantes e gestores do IEG passaram a adotar o procedimento de que o mais importante não é apreender o conhecimento, mas sim dominar técnicas de ensino. Assim, a escola passou a formar profissionais treinados e instrumentalizados, [...] mediante rações de um saber fragmentado, com o objetivo de atingir cada vez mais a produtividade, ao mesmo tempo que lhes foi negada qualquer oportunidade de pensar, criticar ou criar (BRZEZINSKI, 1987, p. 139). A instrução programada, com vistas a medir a capacidade de agir com rapidez, de modo repetitivo para o indivíduo aprender conteúdos que permitissem fazer uma leitura de manuais técnicos passou a ser o instrumento didático mais usado em todos os níveis escolares. As normalistas do IEG aprendiam a planejar rigorosamente os objetivos instrumentais de seus planos de ensino. Na prática pedagógica procuravam atingi-los sem, contudo, fazer qualquer crítica ou criar o novo, pois tudo se apresentava como pronto e acabado. Os questionamentos e argumentações contrários ao

12 5267 imposto eram proibidos. Os autômatos e robôs bem treinados, que se prestavam a serem comandados, a obedecer ordens foram os produtos das escolas por um largo tempo. Não foi diferente nos cursos do IEG. Ao analisar as contradições do mundo moderno, Marshall Berman (1982) assegura que Tudo que é sólido desmancha no ar. Assim procederam imprudentemente os burocratas da Secretaria de Educação de Goiás ao fazer mudanças, com a implementação da Lei n Desativar por caprichos do poder, a instituição pública de formação o instituído que recebia democraticamente todas aquelas que batiam às suas portas, conduziu ao desmanche da sólida configuração do Instituto de Educação de Goiás. Suas funções foram reduzidas a uma mera Habilitação em Magistério, integrada ao Complexo de Ensino de 2º, com sede no Liceu de Goiânia. O Curso Normal, absorvido pelo Complexo de Ensino de 2º Grau, retrocede à sua condição de instituinte e retoma melancolicamente os caminhos do século XXI, transformando-se, outra vez, em apêndice do Liceu. O curso Normal involui para suas origens! Vivendo um total desmantelamento do instituído, o grupo de professores e normalistas do IEG transferidos sem sua anuência, por um ato autoritário da Secretaria de Educação, [...] jamais conseguiram se integrar ao corpo docente e discente do Complexo (BRZEZINSKI, 1987, p. 188). O descuido com a devida gradualidade e progressividade na implantação da reforma e o açodamento das mudanças conjunturais e estruturais conduziram a experiência ao fracasso, em curso espaço de tempo. Em 1975, os professores e as estudantes reuniram o que sobrou e retornaram ao prédio do Instituto de Educação. Neste fora instalado, em 1972, o Complexo de Ensino de 1º. Grau, transformando a tradicional escola feminina em escola para ambos os sexos. Com o propósito de chegar aos resultados finais desta pesquisa, é preciso revelar que as respostas ainda não foram encontradas. Não tenho dúvidas porém, que algumas explicações científicas e políticas no tocante às indagações iniciais foram dadas ao longo deste trabalho. Sob o ponto de vista da pesquisa histórica-documental, os resultados foram muito positivos, tendo em vista que o presente trabalho se reveste de ineditismo. Posso afirmar com segurança que o Instituto de Educação de Goiás até o momento desta pesquisa não tinha sido objeto de investigação de tipo qualitativo na modalidade de estudo de caso, com uso da história oral e investigação em manuscritos. Este estudo apresentou oportunidade ímpar para que, de modo científico, criterioso e persistente, fossem reunidos documentos de políticas educacionais, decretos, resoluções, regulamentos, atas, diários de disciplinas do IEG e anotações feitas pessoalmente pelos sujeitos informantes. Sob o ponto de vista da história oral a conquista foi marcante.transpondo grandes obstáculos, que não cabe aqui descrever, foi possível reconstituir a história institucional narrada por personagens construtores dessa história cotidiana na condição de diretores, professores e estudantes. Muitos deles hoje já desaparecidos, como os professores Ofélia Sócrates do Nascimento Monteiro (falecida no mesmo ano em que me concedeu a entrevista), Basileu Toledo França e Amália Hermano Teixeira. Outros vivem e continuam lutando pela melhoria da educação goiana, escrevendo livros, disseminando conhecimento como o célebre educador Genesco Ferreira Bretas. Em conseqüência deste árduo, porém gratificante trabalho, o acervo da biblioteca do IEG foi enriquecido. As fontes primárias e manuscritos encontrados, após tratamento especializado, foram catalogados e transformaram-se em material de consulta com livre acesso aos interessados. O que realmente satisfaz a curiosidade desta pesquisadora, depois de debruçar-se sobre esse período da existência da Escola Normal de Goiás e do Instituto de Educação, é que o movimento instituinte-intituído, em um continuum, permanece nesta instituição escolar. Asseguro isso particularmente diante do fato de que esse lócus de formação de professores, por quase três décadas, vem buscando sua verdadeira identidade, estilhaçada em tão pouco tempo.... Somente um ano de reforma educacional (1972) bastou para que fossem desmanchadas no ar as conquistas acumuladas em uma caminhada de construção que atravessou três séculos: XIX,XX, XXI. REFERÊNCIAS BERMAN, M. All that is solid melts into air. New York: Simon and Schuster, 1982.

13 5268 BRASIL.PALÁCIO IMPERIAL. MINISTÉRIO DOS NEGÓCIOS DO IMPÉRIO. Carta Circular n , de 26 de novembro de Goyaz: A Tribuna Livre, v. 5, n. 287, p. 2, 30/06/1882. BRASIL.PR.MEC. Lei n , de Fixa diretrizes e bases do ensino de 1º e 2º graus, e dá outras providências. Brasília: D.O.U. de Lei n , de Estabelece as diretrizes e bases da educação Nacional. In: BRZEZINSKI, Iria. LDB interpretada: diversos olhares se entrecruzam. 9 ed. São Paulo: Cortez, 2005, p BRETAS, G. F. Entrevista concedida a Iria Brzezinski (n.7). Caldas Novas, Impresso por meios eletrônicos.. História da instrução pública em Goiás. Goiânia: CEGRAF/UFG, BRZEZINSKI, I. A formação do professor para o início de escolarização. Goiânia: UCG.SE/GO.ABEU, Embates na definição da política de formação de professores para a atuação multidisciplinar nos anos iniciais do Ensino Fundamental: respeito à cidadania ou disputa de poder? Educação & Sociedade n.68, Campinas, CEDES, p , 1999 (número especial).. LDB interpretada: diversos olhares se entrecruzam. 9 ed. São Paulo: Cortez, FERNANDES, F. Universidade brasileira: reforma ou revolução? São Paulo: Alfa-Omega, FRANÇA, B. T. Estudos de Educação. Goiânia: Gráfico O Popular, 1961, p. 2.. Entrevista concedida a Iria Brzezinski. Goiânia, Impresso por meios eletrônicos. FREITAG, B. Escola, estado e sociedade. 4 ed. São Paulo: Moraes, GOIÁS. PRESIDÊNCIA DA PROVÍNCIA. Resolução Provincial n.15, de 28 de julho de Crêa a Escola Normal da Capital. In: Livro da Lei Goiana. Leis e Resoluções da Assembléia Legislativa. Goiás: Tipografia Provincial, t. n. XXVI, Resolução Provincial n. 676, de 03 de agosto de Crêa no Lyceo uma escola normal para a preparação de professores de instrução primária. Goiás: Correio Official, de 16/09/1882. GOIÁS. Suplemento do Correio Official. Cidade de Goiás: 06/05/1930, p.10 (Secção Pedagógica). GOIÁS.ESCOLA NORMAL OFICIAL. Livro de assentamentos dos funcionários docentes e administrativos da Escola Normal Oficial, Goiás/Goiânia: ENO, fls. 60. GOIÁS. SECRETARIA DE EDUCAÇÃO. Lei n , de Lei Orgânica do Ensino Normal de Goiás. Diário Oficial, a. 120, n , p. 1-6, LIMA, L. de O. Estórias da educação no Brasil: de Pombal a Passarinho. Brasília: Brasília Editora, MOACYR, P. A instrução e as províncias. Rio de Janeiro: Nacional, MONTEIRO, O. S. do N. Bases para a reforma da Escola Normal Oficial. Goiânia, Impresso por meios eletrônicos. MONTEIRO, M. do N. Entrevista concedida a Iria Brzezinski. Brasília, Impresso por meios eletrônicos. MONTEIRO, O. S. do N. Entrevista concedida a Iria Brzezinski. Brasília, Impresso por meios eletrônicos. PAIVA, V. Educação popular e educação de adultos. São Paulo: Loyola, PALACIN, L. Goiás : estrutura e conjuntura numa Capitania de Minas. Goiânia: Oriente, PALACIN, L; MORAES, M. A. de S. História de Goiás: ed. Goiânia: Imprensa da UFG, RIBEIRO, D. Teoria do Brasil. Rio de Janeiro: Paz e Terra, SAVIANI, D. Educação: do senso comum à consciência filosófica. São Paulo: Cortez/Autores Associados, SILVA, N. R. de A. Trabalho e renovação educacional em Goiás. Goiânia: Oriente, SOUZA, L. A. S. e. Memória estatística da Província de Goiás. Revista Goiana de História, n. 1, v.1, Goiânia:UFG, p. 7, ago TAVARES, J. Formação e inovação no ensino superior. Porto: Porto Editora, 2003.

14 5269 TEIXEIRA, A. Bases da teoria lógica de Dewey.. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos. Rio de Janeiro: MEC/INEP, v. 23, n. 57, p.3-23, jan./mar TEIXEIRA, A. H. O curioso caso da Escola Norma Oficial: a história de uma injustiça. Goiânia: Empresa Gráfica da Revista dos Tribunais, Entrevista concedida a Iria Brzezinski. Goiânia, Impresso por meios eletrônicos.

José Fernandes de Lima Membro da Câmara de Educação Básica do CNE

José Fernandes de Lima Membro da Câmara de Educação Básica do CNE José Fernandes de Lima Membro da Câmara de Educação Básica do CNE Cabe a denominação de novas diretrizes? Qual o significado das DCNGEB nunca terem sido escritas? Educação como direito Fazer com que as

Leia mais

FORMAÇÃO PLENA PARA OS PROFESSORES

FORMAÇÃO PLENA PARA OS PROFESSORES Fundação Carlos Chagas Difusão de Idéias dezembro/2006 página 1 FORMAÇÃO PLENA PARA OS PROFESSORES Bernardete Gatti: o país enfrenta uma grande crise na formação de seus professores em especial, de alfabetizadores.

Leia mais

POLÍTICAS PÚBLICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

POLÍTICAS PÚBLICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL 1 POLÍTICAS PÚBLICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL Erika Cristina Pereira Guimarães (Pibid-UFT- Tocantinópolis) Anna Thércia José Carvalho de Amorim (UFT- Tocantinópolis) O presente artigo discute a realidade das

Leia mais

I FÓRUM DAS LICENCIATURAS UFMT/PROEG/PRODOCÊNCIA

I FÓRUM DAS LICENCIATURAS UFMT/PROEG/PRODOCÊNCIA I FÓRUM DAS LICENCIATURAS UFMT/PROEG/PRODOCÊNCIA TEMA 1: CICLOS DE FORMAÇÃO HUMANA A Organização da Escola de Ensino Fundamental em Ciclos de Formação da Rede Estadual de Mato Grosso: concepções, estratégias

Leia mais

FUNDAMENTOS LEGAIS, PRINCÍPIOS E ORIENTAÇÕES GERAIS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL

FUNDAMENTOS LEGAIS, PRINCÍPIOS E ORIENTAÇÕES GERAIS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL FUNDAMENTOS LEGAIS, PRINCÍPIOS E ORIENTAÇÕES GERAIS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL I - Fundamentos legais A Constituição de 1988, inciso IV do artigo 208, afirma: O dever do Estado com a educação será efetivado

Leia mais

A UNIVERSIDADE BRASILEIRA É BRASILEIRA? C A R L O S A L B E R T O S T E I L D E P A R T A M E N T O D E A N T R O P O L O G I A / U F R G S

A UNIVERSIDADE BRASILEIRA É BRASILEIRA? C A R L O S A L B E R T O S T E I L D E P A R T A M E N T O D E A N T R O P O L O G I A / U F R G S A UNIVERSIDADE BRASILEIRA É BRASILEIRA? C A R L O S A L B E R T O S T E I L D E P A R T A M E N T O D E A N T R O P O L O G I A / U F R G S INTRODUÇÃO Identidade: não é um propriedade das coisas, mas das

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos DECRETO Nº 6.755, DE 29 DE JANEIRO DE 2009. Institui a Política Nacional de Formação de Profissionais do Magistério da Educação Básica,

Leia mais

BOLETIM DO LEGISLATIVO Nº 11, DE 2012

BOLETIM DO LEGISLATIVO Nº 11, DE 2012 BOLETIM DO LEGISLATIVO Nº 11, DE 2012 Educação e Sustentabilidade Tatiana Feitosa de Britto A Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) tem como tema o futuro que queremos,

Leia mais

CURSOS PRECISAM PREPARAR PARA A DOCÊNCIA

CURSOS PRECISAM PREPARAR PARA A DOCÊNCIA Fundação Carlos Chagas Difusão de Idéias novembro/2011 página 1 CURSOS PRECISAM PREPARAR PARA A DOCÊNCIA Elba Siqueira de Sá Barretto: Os cursos de Pedagogia costumam ser muito genéricos e falta-lhes um

Leia mais

CONSELHO DE CLASSE DICIONÁRIO

CONSELHO DE CLASSE DICIONÁRIO CONSELHO DE CLASSE O Conselho de Classe é um órgão colegiado, de cunho decisório, presente no interior da organização escolar, responsável pelo processo de avaliação do desempenho pedagógico do aluno.

Leia mais

PROJETO DE IMPLANTAÇÃO DE BIBLIOTECAS ESCOLARES NA CIDADE DE GOIÂNIA

PROJETO DE IMPLANTAÇÃO DE BIBLIOTECAS ESCOLARES NA CIDADE DE GOIÂNIA PROJETO DE IMPLANTAÇÃO DE BIBLIOTECAS ESCOLARES NA CIDADE DE GOIÂNIA APRESENTAÇÃO Toda proposta educacional cujo eixo do trabalho pedagógico seja a qualidade da formação a ser oferecida aos estudantes

Leia mais

A FORMAÇÃO DO PROFESSOR PARA ATUAÇÃO EM EAD NOS CURSOS DE PEDAGOGIA DE SANTA CATARINA

A FORMAÇÃO DO PROFESSOR PARA ATUAÇÃO EM EAD NOS CURSOS DE PEDAGOGIA DE SANTA CATARINA A FORMAÇÃO DO PROFESSOR PARA ATUAÇÃO EM EAD NOS CURSOS DE PEDAGOGIA DE SANTA CATARINA Zuleide Demetrio Minatti 1 Nilson Thomé 2 UNIPLAC. Resumo: Na atualidade observa-se o crescimento da demanda por cursos

Leia mais

A GESTÃO ESCOLAR E O PROCESSO DE DEMOCRATIZAÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA

A GESTÃO ESCOLAR E O PROCESSO DE DEMOCRATIZAÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA A GESTÃO ESCOLAR E O PROCESSO DE DEMOCRATIZAÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA Shirlei de Souza Correa - UNIVALI 1 Resumo: No contexto educacional pode-se considerar a gestão escolar como recente, advinda das necessidades

Leia mais

Resgate histórico do processo de construção da Educação Profissional integrada ao Ensino Médio na modalidade de Educação de Jovens e Adultos (PROEJA)

Resgate histórico do processo de construção da Educação Profissional integrada ao Ensino Médio na modalidade de Educação de Jovens e Adultos (PROEJA) Resgate histórico do processo de construção da Educação Profissional integrada ao Ensino Médio na modalidade de Educação de Jovens e Adultos (PROEJA) Mário Lopes Amorim 1 Roberto Antonio Deitos 2 O presente

Leia mais

ITINERÁRIOS FORMATIVOS: CAMINHOS POSSÍVEIS NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL

ITINERÁRIOS FORMATIVOS: CAMINHOS POSSÍVEIS NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL ITINERÁRIOS FORMATIVOS: CAMINHOS POSSÍVEIS NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL Resumo Gabriel Mathias Carneiro Leão1 - IFPR, UFPR Rosane de Fátima Batista Teixeira2 - IFPR Grupo de Trabalho Cultura, Currículo e Saberes

Leia mais

Sociologia no ensino médio em Goiânia: O conceito de cidadania dentro do conteúdo programático e os procedimentos teóricometodológicos

Sociologia no ensino médio em Goiânia: O conceito de cidadania dentro do conteúdo programático e os procedimentos teóricometodológicos 1 Sociologia no ensino médio em Goiânia: O conceito de cidadania dentro do conteúdo programático e os procedimentos teóricometodológicos na rede estadual de ensino* Gabriela Paulino do Nascimento** Prof.

Leia mais

O Papel do Pedagogo na Escola Pública CADEP

O Papel do Pedagogo na Escola Pública CADEP O Papel do Pedagogo na Escola Pública CADEP O Papel do Pedagogo na Escola Pública 1 A construção histórica do Curso de Pedagogia 2 Contexto atual do Curso de Pedagogia 3 O trabalho do Pedagogo prática

Leia mais

COMISSÃO DE EDUCAÇÃO. PROJETO DE LEI N o 4.106, DE 2012 I RELATÓRIO

COMISSÃO DE EDUCAÇÃO. PROJETO DE LEI N o 4.106, DE 2012 I RELATÓRIO COMISSÃO DE EDUCAÇÃO PROJETO DE LEI N o 4.106, DE 2012 Regulamenta o exercício da profissão de Supervisor Educacional, e dá outras providências. Autor: Deputado ADEMIR CAMILO Relator: Deputado ARTUR BRUNO

Leia mais

FORMAÇÃO DE PROFESSORES E A POLÍTICA NACIONAL DA EDUCAÇÃO INFANTIL

FORMAÇÃO DE PROFESSORES E A POLÍTICA NACIONAL DA EDUCAÇÃO INFANTIL FORMAÇÃO DE PROFESSORES E A POLÍTICA NACIONAL DA EDUCAÇÃO INFANTIL Resumo LINHARES, Clarice Schneider UNICENTRO clarinha_linhares@yahoo.com.br Área Temática: Formação de Professores Este trabalho partiu

Leia mais

EIXO VI VALORIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO: FORMAÇÃO, REMUNERAÇÃO, CARREIRA E CONDIÇÕES DE TRABALHO:

EIXO VI VALORIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO: FORMAÇÃO, REMUNERAÇÃO, CARREIRA E CONDIÇÕES DE TRABALHO: EIXO VI VALORIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO: FORMAÇÃO, REMUNERAÇÃO, CARREIRA E CONDIÇÕES DE TRABALHO: PROPOSIÇÕES E ESTRATÉGIAS 1. Profissionais da educação: formação inicial e continuada 1.1. Implantar

Leia mais

EDUCADOR INFANTIL E O PROCESSO FORMATIVO NA CONSTRUÇÃO DE ATORES REFLEXIVOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA

EDUCADOR INFANTIL E O PROCESSO FORMATIVO NA CONSTRUÇÃO DE ATORES REFLEXIVOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA GT-1 FORMAÇÃO DE PROFESSORES EDUCADOR INFANTIL E O PROCESSO FORMATIVO NA CONSTRUÇÃO DE ATORES REFLEXIVOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA RESUMO Maria de Lourdes Cirne Diniz Profa. Ms. PARFOR E-mail: lourdinhacdiniz@oi.com.br

Leia mais

CNS - ISERJ: RETRATOS DA RESISTÊNCIA DISCENTE. Palavras-chave: Curso Normal Superior (CNS), perfil, pretensões e motivações.

CNS - ISERJ: RETRATOS DA RESISTÊNCIA DISCENTE. Palavras-chave: Curso Normal Superior (CNS), perfil, pretensões e motivações. 24 CNS - ISERJ: RETRATOS DA RESISTÊNCIA DISCENTE Profª Ms Angela Maria Venturini Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro/ISERJ RESUMO O Curso Normal Superior (CNS) do Instituto Superior de Educação

Leia mais

AGUARDANDO HOMOLOGAÇÃO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

AGUARDANDO HOMOLOGAÇÃO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO AGUARDANDO HOMOLOGAÇÃO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO INTERESSADO: Secretaria Estadual de Educação de São Paulo UF: SP ASSUNTO: Aplicação do regime de intercomplementaridade à Educação

Leia mais

A EDUCAÇÃO DO CAMPO E AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NAS ESCOLAS DO ASSENTAMENTO SÃO FRANCISCO III.SOLÂNEA/PB.

A EDUCAÇÃO DO CAMPO E AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NAS ESCOLAS DO ASSENTAMENTO SÃO FRANCISCO III.SOLÂNEA/PB. A EDUCAÇÃO DO CAMPO E AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NAS ESCOLAS DO ASSENTAMENTO SÃO FRANCISCO III.SOLÂNEA/PB. Otaciana da Silva Romão (Aluna do curso de especialização em Fundamentos da Educação UEPB), Leandro

Leia mais

XXV ENCONTRO NACIONAL DA UNCME

XXV ENCONTRO NACIONAL DA UNCME XXV ENCONTRO NACIONAL DA UNCME Os desafios da Educação Infantil nos Planos de Educação Porto de Galinhas/PE Outubro/2015 Secretaria de Educação Básica CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO INFANTIL É direito dos trabalhadores

Leia mais

O que é o projeto político-pedagógico (PPP)

O que é o projeto político-pedagógico (PPP) O que é o projeto político-pedagógico (PPP) 1 Introdução O PPP define a identidade da escola e indica caminhos para ensinar com qualidade. Saiba como elaborar esse documento. sobre ele: Toda escola tem

Leia mais

SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO VIÇOSA/ALAGOAS PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGCIO

SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO VIÇOSA/ALAGOAS PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGCIO SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO VIÇOSA/ALAGOAS PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGCIO Texto:Ângela Maria Ribeiro Holanda ribeiroholanda@gmail.com ribeiroholanda@hotmail.com A educação é projeto, e, mais do que isto,

Leia mais

SUPLEMENTO I SÉRIE ÍNDICE. Ministério da Educação e Ciência. Quarta-feira, 26 de setembro de 2012 Número 187

SUPLEMENTO I SÉRIE ÍNDICE. Ministério da Educação e Ciência. Quarta-feira, 26 de setembro de 2012 Número 187 I SÉRIE Quarta-feira, 26 de setembro de 2012 Número 187 ÍNDICE SUPLEMENTO Ministério da Educação e Ciência Portaria n.º 292-A/2012: Cria uma experiência-piloto de oferta formativa de cursos vocacionais

Leia mais

ENSINO FUNDAMENTAL. De acordo a LDB 9394/96 o Ensino Fundamental, juntamente com a Educação Infantil e o Ensino Médio, compõe a Educação básica.

ENSINO FUNDAMENTAL. De acordo a LDB 9394/96 o Ensino Fundamental, juntamente com a Educação Infantil e o Ensino Médio, compõe a Educação básica. ENSINO FUNDAMENTAL De acordo a LDB 9394/96 o Ensino Fundamental, juntamente com a Educação Infantil e o Ensino Médio, compõe a Educação básica. Art. 32 "o Ensino Fundamental, com duração mínima de oito

Leia mais

PERGUNTAS FREQUENTES SOBRE ENSINO FUNDAMENTAL DE 9 ANOS

PERGUNTAS FREQUENTES SOBRE ENSINO FUNDAMENTAL DE 9 ANOS PERGUNTAS FREQUENTES SOBRE ENSINO FUNDAMENTAL DE 9 ANOS Perguntas mais frequente e respostas do Departamento de Políticas Educacionais. 1. Qual é a nomenclatura adequada para o primeiro ano do ensino fundamental

Leia mais

Autorizada reprodução total ou parcial, desde que citada a fonte.

Autorizada reprodução total ou parcial, desde que citada a fonte. 3 Presidente da República Fernando Henrique Cardoso Ministro de Estado da Educação Paulo Renato Souza Secretário Executivo Luciano Oliva Patrício Secretária de Educação Especial Marilene Ribeiro dos Santos

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Página 1 de 7 Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 13.089, DE 12 DE JANEIRO DE 2015. Mensagem de veto Institui o Estatuto da Metrópole, altera a Lei n o 10.257,

Leia mais

Sistema de Educação a Distância Publica no Brasil UAB- Universidade Aberta do Brasil. Fernando Jose Spanhol, Dr

Sistema de Educação a Distância Publica no Brasil UAB- Universidade Aberta do Brasil. Fernando Jose Spanhol, Dr Sistema de Educação a Distância Publica no Brasil UAB- Universidade Aberta do Brasil Fernando Jose Spanhol, Dr www.egc.ufsc.br www.led.ufsc.br O Sistema UAB Denominação representativa genérica para a rede

Leia mais

Desafios da EJA: flexibilidade, diversidade e profissionalização PNLD 2014

Desafios da EJA: flexibilidade, diversidade e profissionalização PNLD 2014 Desafios da EJA: flexibilidade, diversidade e profissionalização Levantamento das questões de interesse Perfil dos alunos, suas necessidades e expectativas; Condições de trabalho e expectativas dos professores;

Leia mais

UMA TRAJETÓRIA DEMOCRÁTICA: das habilitações à coordenação pedagógica

UMA TRAJETÓRIA DEMOCRÁTICA: das habilitações à coordenação pedagógica UMA TRAJETÓRIA DEMOCRÁTICA: das habilitações à coordenação pedagógica Shirleiscorrea@hotmail.com A escola, vista como uma instituição que historicamente sofreu mudanças é apresentada pelo teórico português

Leia mais

necessidades destes alunos, a despeito das tendências jurídico-normativas e das diretrizes educacionais. Em face disso, este estudo analisou a

necessidades destes alunos, a despeito das tendências jurídico-normativas e das diretrizes educacionais. Em face disso, este estudo analisou a A FORMAÇÃO CONTINUADA E O CONHECIMENTO DOS PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA SOBRE O TEMA DA INCLUSÃO DOS ALUNOS COM NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS LIMA, Lana Ferreira de UFG GT-15: Educação Especial Introdução

Leia mais

INED PROJETO EDUCATIVO INSTITUTO DE EDUCAÇÃO E DESENVOLVIMENTO MAIA

INED PROJETO EDUCATIVO INSTITUTO DE EDUCAÇÃO E DESENVOLVIMENTO MAIA INED INSTITUTO DE EDUCAÇÃO E DESENVOLVIMENTO PROJETO EDUCATIVO MAIA PROJETO EDUCATIVO I. Apresentação do INED O Instituto de Educação e Desenvolvimento (INED) é uma escola secundária a funcionar desde

Leia mais

ASPECTOS HISTÓRICOS: QUANTO A FORMAÇÃOO, FUNÇÃO E DIFULCULDADES DO ADMINISTRADOR.

ASPECTOS HISTÓRICOS: QUANTO A FORMAÇÃOO, FUNÇÃO E DIFULCULDADES DO ADMINISTRADOR. 1 ASPECTOS HISTÓRICOS: QUANTO A FORMAÇÃOO, FUNÇÃO E DIFULCULDADES DO ADMINISTRADOR. Rute Regina Ferreira Machado de Morais Universidade Estadual de Ponta Grossa-UEPG Este texto visa refletir sobre o papel

Leia mais

PROPOSTA PEDAGOGICA CENETEC Educação Profissional. Índice Sistemático. Capitulo I Da apresentação...02. Capitulo II

PROPOSTA PEDAGOGICA CENETEC Educação Profissional. Índice Sistemático. Capitulo I Da apresentação...02. Capitulo II Índice Sistemático Capitulo I Da apresentação...02 Capitulo II Dos objetivos da proposta pedagógica...02 Capitulo III Dos fundamentos da proposta pedagógica...02 Capitulo IV Da sinopse histórica...03 Capitulo

Leia mais

Revista Especial de Educação Física Edição Digital v. 3, n. 1, novembro 2006.

Revista Especial de Educação Física Edição Digital v. 3, n. 1, novembro 2006. UM ENSAIO SOBRE A DEMOCRATIZAÇÃO DA GESTÃO NO COTIDIANO ESCOLAR: A CONEXÃO QUE FALTA. Noádia Munhoz Pereira Discente do Programa de Mestrado em Educação PPGE/FACED/UFU - noadia1@yahoo.com.br Resumo O presente

Leia mais

V Encontro Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares

V Encontro Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares V Encontro Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares: uma política de apoio à gestão educacional Clélia Mara Santos Coordenadora-Geral

Leia mais

A EXPANSÃO DO ENSINO SUPERIOR NO BRASIL: A QUALIDADE DA OFERTA A DISTÂNCIA DO CURSO DE PEDAGOGIA A PARTIR DA LDB DE 1996

A EXPANSÃO DO ENSINO SUPERIOR NO BRASIL: A QUALIDADE DA OFERTA A DISTÂNCIA DO CURSO DE PEDAGOGIA A PARTIR DA LDB DE 1996 A EXPANSÃO DO ENSINO SUPERIOR NO BRASIL: A QUALIDADE DA OFERTA A DISTÂNCIA DO CURSO DE PEDAGOGIA A PARTIR DA LDB DE 1996 RESUMO Aila Catori Gurgel Rocha 1 Rosana de Sousa Pereira Lopes 2 O problema proposto

Leia mais

NÚCLEO DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA E ENSINO DE FÍSICA E AS NOVAS TECNOLOGIAS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES

NÚCLEO DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA E ENSINO DE FÍSICA E AS NOVAS TECNOLOGIAS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES NÚCLEO DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA E ENSINO DE FÍSICA E AS NOVAS TECNOLOGIAS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES Edson Crisostomo dos Santos Universidade Estadual de Montes Claros - UNIMONTES edsoncrisostomo@yahoo.es

Leia mais

SINAES: Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior: Da Concepção à Regulamentação. 2

SINAES: Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior: Da Concepção à Regulamentação. 2 Regina Beatriz Bevilacqua Vieira 1 SINAES: Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior: Da Concepção à Regulamentação. 2 BRASIL/INEP. SINAES: Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior:

Leia mais

BRASIL: O ENSINO SUPERIOR ÀS PRIMEIRAS UNIVERSIDADES COLÔNIA IMPÉRIO PRIMEIRA REPÚBLICA

BRASIL: O ENSINO SUPERIOR ÀS PRIMEIRAS UNIVERSIDADES COLÔNIA IMPÉRIO PRIMEIRA REPÚBLICA BRASIL: O ENSINO SUPERIOR ÀS PRIMEIRAS UNIVERSIDADES COLÔNIA IMPÉRIO PRIMEIRA REPÚBLICA Tânia Regina Broeitti Mendonça 1 INTRODUÇÃO: Os espanhóis fundaram universidades em seus territórios na América desde

Leia mais

PRÁTICA PROFISSIONAL INTEGRADA: Uma estratégia de integração curricular

PRÁTICA PROFISSIONAL INTEGRADA: Uma estratégia de integração curricular PRÁTICA PROFISSIONAL INTEGRADA: Uma estratégia de integração curricular Daiele Zuquetto Rosa 1 Resumo: O presente trabalho objetiva socializar uma das estratégias de integração curricular em aplicação

Leia mais

A APAE E A EDUCAÇÃO INCLUSIVA

A APAE E A EDUCAÇÃO INCLUSIVA A APAE E A EDUCAÇÃO INCLUSIVA - APRESENTAÇÃO 1- COMO SURGIU A IDÉIA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA? 2- O QUE SIGNIFICA INCLUSÃO ESCOLAR? 3- QUAIS AS LEIS QUE GARANTEM A EDUCAÇÃO INCLUSIVA? 4- O QUE É UMA ESCOLA

Leia mais

CONGRESSO INTERNACIONAL INTERDISCIPLINAR EM SOCIAIS E HUMANIDADES Niterói RJ: ANINTER-SH/ PPGSD-UFF, 03 a 06 de Setembro de 2012, ISSN 2316-266X

CONGRESSO INTERNACIONAL INTERDISCIPLINAR EM SOCIAIS E HUMANIDADES Niterói RJ: ANINTER-SH/ PPGSD-UFF, 03 a 06 de Setembro de 2012, ISSN 2316-266X CONGRESSO INTERNACIONAL INTERDISCIPLINAR EM SOCIAIS E HUMANIDADES Niterói RJ: ANINTER-SH/ PPGSD-UFF, 03 a 06 de Setembro de 2012, ISSN 2316-266X DA INVISIBILIDADE AFROBRASILEIRA À VALORIZAÇÃO DA DIVERSIDADE

Leia mais

NORMATIZAÇÃO E REGULAÇÃO DOS DOCUMENTOS OFICIAIS DAS INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR LASSALISTA CURSOS DE GRADUAÇÃO

NORMATIZAÇÃO E REGULAÇÃO DOS DOCUMENTOS OFICIAIS DAS INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR LASSALISTA CURSOS DE GRADUAÇÃO NORMATIZAÇÃO E REGULAÇÃO DOS DOCUMENTOS OFICIAIS DAS INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR LASSALISTA CURSOS DE GRADUAÇÃO PROVÍNCIA LA SALLE BRASIL - CHILE APRESENTAÇÃO O Setor de Educação Superior da Província

Leia mais

PEDAGOGIA HOSPITALAR: as politícas públicas que norteiam à implementação das classes hospitalares.

PEDAGOGIA HOSPITALAR: as politícas públicas que norteiam à implementação das classes hospitalares. PEDAGOGIA HOSPITALAR: as politícas públicas que norteiam à implementação das classes hospitalares. Marianna Salgado Cavalcante de Vasconcelos mary_mscv16@hotmail.com Jadiel Djone Alves da Silva jadieldjone@hotmail.com

Leia mais

O papel do gestor na garantia da educação de qualidade

O papel do gestor na garantia da educação de qualidade O papel do gestor na garantia da educação de qualidade Simone Beatriz Coradini Dirigente Municipal de Educação de Vila Nova do Sul/ RS Vice-presidente da Undime/ RS A Undime como organização É uma associação

Leia mais

Universidade Estadual do Centro-Oeste Reconhecida pelo Decreto Estadual nº 3.444, de 8 de agosto de 1997

Universidade Estadual do Centro-Oeste Reconhecida pelo Decreto Estadual nº 3.444, de 8 de agosto de 1997 RESOLUÇÃO Nº 119-COU/UNICENTRO, DE 27 DE DEZEMBRO DE 2013. ALTERADA A NOMENCLATURA DESSE CURSO PARA LICENCIATURA EM PSICOLOGIA COMPLEMENTAÇÃO, CONFORME RESOLUÇÃO Nº 182/2014-GR/UNICENTRO. Aprova o Projeto

Leia mais

Dra. Margareth Diniz Coordenadora PPGE/UFOP

Dra. Margareth Diniz Coordenadora PPGE/UFOP Dra. Margareth Diniz Coordenadora PPGE/UFOP Pela sua importância destacam-se aqui alguns dos seus princípios: Todos/as os/ssujeitos, de ambos os sexos, têm direito fundamental à educação, bem como a oportunidade

Leia mais

RELATO DE ESTÁGIO PEDAGÓGICO VOLUNTÁRIO NA DISCIPLINA DE FUNDAMENTOS HISTÓRICOS DA EDUCAÇÃO

RELATO DE ESTÁGIO PEDAGÓGICO VOLUNTÁRIO NA DISCIPLINA DE FUNDAMENTOS HISTÓRICOS DA EDUCAÇÃO RELATO DE ESTÁGIO PEDAGÓGICO VOLUNTÁRIO NA DISCIPLINA DE FUNDAMENTOS HISTÓRICOS DA EDUCAÇÃO Elaine Cristina Penteado Koliski (PIBIC/CNPq-UNICENTRO), Klevi Mary Reali (Orientadora), e-mail: klevi@unicentro.br

Leia mais

Síntese do plano de atuação da CPA- ciclo avaliativo 2008/2010

Síntese do plano de atuação da CPA- ciclo avaliativo 2008/2010 Síntese do plano de atuação da CPA- ciclo avaliativo 2008/2010 O trabalho da CPA/PUCSP de avaliação institucional está regulamentado pela Lei federal nº 10.861/04 (que institui o SINAES), artigo 11 e pelo

Leia mais

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO PARECER HOMOLOGADO(*) (*) Despacho do Ministro, publicado no Diário Oficial da União de 12/05/2008 (*) Portaria/MEC nº 561, publicada no Diário Oficial da União de 12/05/2008 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO

Leia mais

TEMA: O LÚDICO NA APRENDIZAGEM DA LEITURA E DA ESCRITA

TEMA: O LÚDICO NA APRENDIZAGEM DA LEITURA E DA ESCRITA TEMA: O LÚDICO NA APRENDIZAGEM DA LEITURA E DA ESCRITA RESUMO Os educadores têm se utilizado de uma metodologia Linear, que traz uma característica conteudista; É possível notar que o Lúdico não se limita

Leia mais

REGIMENTO INTERNO PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU DA ESCOLA DO PARLAMENTO DA CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO

REGIMENTO INTERNO PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU DA ESCOLA DO PARLAMENTO DA CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO REGIMENTO INTERNO PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU DA ESCOLA DO PARLAMENTO DA CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO Sumário TÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES... 3 CAPÍTULO I Da Caracterização do Curso... 3 CAPÍTULO

Leia mais

PARECER HOMOLOGADO(*) (*) Despacho do Ministro, publicado no Diário Oficial da União de 25/06/2007

PARECER HOMOLOGADO(*) (*) Despacho do Ministro, publicado no Diário Oficial da União de 25/06/2007 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO INTERESSADO: Instituto Monte Horebe UF: DF ASSUNTO: Solicita manifestação quanto à legalidade da Resolução CFC nº 991/2003, de 11/12/2003, e a situação

Leia mais

DEMOCRÁTICA NO ENSINO PÚBLICO

DEMOCRÁTICA NO ENSINO PÚBLICO O PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO COMO INSTRUMENTO DE GESTÃO ROSINALDO PANTOJA DE FREITAS rpfpantoja@hotmail.com DEMOCRÁTICA NO ENSINO PÚBLICO RESUMO: Este artigo aborda o Projeto político pedagógico e também

Leia mais

CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda

CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda www.especifico.com.br DISCIPLINA : Sociologia PROF: Waldenir do Prado DATA:06/02/2012 O que é Sociologia? Estudo objetivo das relações que surgem e se reproduzem, especificamente,

Leia mais

Planos de Curso de Engenharia Têxtil e de Engenharia de Produção Têxtil, a serem ministrados pela Faculdade de Engenharia Industrial(FEI).

Planos de Curso de Engenharia Têxtil e de Engenharia de Produção Têxtil, a serem ministrados pela Faculdade de Engenharia Industrial(FEI). FACULDADES DE CIÊNCIAS APLICADAS SP 1 Planos de Curso de Engenharia Têxtil e de Engenharia de Produção Têxtil, a serem ministrados pela Faculdade de Engenharia Industrial(FEI). HEITOR GURGULINO DE SOUZA

Leia mais

ESPAÇO E TEMPO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: ALTERNATIVAS DIDÁTICO- PEDAGÓGICAS.

ESPAÇO E TEMPO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: ALTERNATIVAS DIDÁTICO- PEDAGÓGICAS. ESPAÇO E TEMPO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: ALTERNATIVAS DIDÁTICO- PEDAGÓGICAS. Introdução: O presente artigo tem a pretensão de fazer uma sucinta exposição a respeito das noções de espaço e tempo trabalhados

Leia mais

UM RETRATO DAS MUITAS DIFICULDADES DO COTIDIANO DOS EDUCADORES

UM RETRATO DAS MUITAS DIFICULDADES DO COTIDIANO DOS EDUCADORES Fundação Carlos Chagas Difusão de Idéias novembro/2011 página 1 UM RETRATO DAS MUITAS DIFICULDADES DO COTIDIANO DOS EDUCADORES Claudia Davis: É preciso valorizar e manter ativas equipes bem preparadas

Leia mais

O EXERCÍCIO PROFISSIONAL DA ÁREA TECNOLÓGICA NO SISTEMA CONFEA/CREA

O EXERCÍCIO PROFISSIONAL DA ÁREA TECNOLÓGICA NO SISTEMA CONFEA/CREA O EXERCÍCIO PROFISSIONAL DA ÁREA TECNOLÓGICA NO SISTEMA CONFEA/CREA O PAPEL DOS CONSELHOS PROFISSIONAIS Parecer CNE/CES n 20/2002 Não cabe ao órgão profissional definir condições de funcionamento de cursos

Leia mais

1 O texto da Constituição Federal de 1988 diz: Art. 7. São direitos dos trabalhadores urbanos e

1 O texto da Constituição Federal de 1988 diz: Art. 7. São direitos dos trabalhadores urbanos e 1 Introdução A presente pesquisa tem como objeto de estudo a inserção da pessoa com deficiência física no mercado de trabalho. Seu objetivo principal é o de compreender a visão que as mesmas constroem

Leia mais

CENTRO BRASILEIRO DE REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA SOCIAL INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL

CENTRO BRASILEIRO DE REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA SOCIAL INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL CENTRO BRASILEIRO DE REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA SOCIAL INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL Curso: Tecnologia Social e Educação: para além dos muros da escola Resumo da experiência de Avaliação do Programa "Apoio

Leia mais

O CURSO DE PEDAGOGIA NO BRASIL E A SUA NORMATIZAÇÃO

O CURSO DE PEDAGOGIA NO BRASIL E A SUA NORMATIZAÇÃO O CURSO DE PEDAGOGIA NO BRASIL E A SUA NORMATIZAÇÃO Elisa Machado Matheussi elisa@rla01.pucpr.br Sirley Terezinha Filipak sirley@rla01.pucpr.br Pontifícia Universidade Católica do Paraná RESUMO Este estudo

Leia mais

BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR

BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR CURRÍCULO Algumas definições de currículo: É um caminho percorrido, ou a ser percorrido, com possibilidades de gerar novos conceitos. Sequência organizada de conteúdos de

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 257/06-CEE/MT

RESOLUÇÃO Nº 257/06-CEE/MT RESOLUÇÃO Nº 257/06-CEE/MT Dispõe sobre a Implantação do Ensino Fundamental para Nove Anos de duração, no Sistema Estadual de Ensino de Mato Grosso, e dá outras providências. O CONSELHO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO

Leia mais

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL GABINETE DO GOVERNADOR PARECER Nº 14.072

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL GABINETE DO GOVERNADOR PARECER Nº 14.072 GABINETE DO GOVERNADOR PARECER Nº 14.072 Licenciatura curta. Pós-graduação lato sensu. Validade. Alteração de nível. Possibilidade. O Departamento de Recursos Humanos da Secretaria da Educação encaminha

Leia mais

EXPEDIENTE CONSULTA Nº 006.350/2013 ASSUNTO: Possibilidade de um deficiente auditivo cursar medicina. RELATORA: Consa.ª Lícia Maria Cavalcanti Silva

EXPEDIENTE CONSULTA Nº 006.350/2013 ASSUNTO: Possibilidade de um deficiente auditivo cursar medicina. RELATORA: Consa.ª Lícia Maria Cavalcanti Silva PARECER CREMEB Nº 30/13 (Aprovado em Sessão Plenária de 02/08/2013) EXPEDIENTE CONSULTA Nº 006.350/2013 ASSUNTO: Possibilidade de um deficiente auditivo cursar medicina. RELATORA: Consa.ª Lícia Maria Cavalcanti

Leia mais

RELATO DE EXPERIÊNCIA: PROJETO DE EXTENSÃO PRÁTICA DE ENSINO E FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES

RELATO DE EXPERIÊNCIA: PROJETO DE EXTENSÃO PRÁTICA DE ENSINO E FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES RELATO DE EXPERIÊNCIA: PROJETO DE EXTENSÃO PRÁTICA DE ENSINO E FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES Thais Tolentino 1 Valdeniza Maria Lopes da Barra 2 RESUMO: Este trabalho pretende mostrar os apontamentos

Leia mais

Palavras-chave: Escola, Educação Física, Legitimidade e cultura corporal.

Palavras-chave: Escola, Educação Física, Legitimidade e cultura corporal. A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO DA EDUCAÇÃO FÍSICA NA ESCOLA MUNICIPAL RECANTO DO BOSQUE: LIMITES E POSSIBILIDADES PARA UMA INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA A PARTIR DO SUBPROJETO DA EDUCAÇÃO FÍSICA DA ESEFFEGO/UEG.

Leia mais

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO PARECER HOMOLOGADO(*) (*) Despacho do Ministro, publicado no Diário Oficial da União de 11/04/2008 (*) Portaria/MEC nº 459, publicada no Diário Oficial da União de 11/04/2008 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO

Leia mais

Ensino fundamenta - responsabilidade só dos Municípios?

Ensino fundamenta - responsabilidade só dos Municípios? Ensino fundamenta - responsabilidade só dos Municípios? O que prevê a legislação e qual tem sido a participação estadual, municipal e privada na oferta de educação básica no RJ? Nicholas Davies, prof.

Leia mais

A Contextualização e Abrangência dos Conteúdos de Álgebra nos Vestibulares da UEL, UEM e UEPG

A Contextualização e Abrangência dos Conteúdos de Álgebra nos Vestibulares da UEL, UEM e UEPG A Contextualização e Abrangência dos Conteúdos de Álgebra nos Vestibulares da UEL, UEM e UEPG Autor: Gefferson Luiz dos Santos Orientadora: Angela Marta Pereira das Dores Savioli Programa de Pós-Graduação

Leia mais

EDUCAÇÃO E CIDADANIA: OFICINAS DE DIREITOS HUMANOS COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES NA ESCOLA

EDUCAÇÃO E CIDADANIA: OFICINAS DE DIREITOS HUMANOS COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES NA ESCOLA EDUCAÇÃO E CIDADANIA: OFICINAS DE DIREITOS HUMANOS COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES NA ESCOLA Autores: FIGUEIREDO 1, Maria do Amparo Caetano de LIMA 2, Luana Rodrigues de LIMA 3, Thalita Silva Centro de Educação/

Leia mais

(IM)PACTOS DA/COM A LEITURA LITERÁRIA NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES ALFABETIZADORES Fernanda de Araújo Frambach UFRJ

(IM)PACTOS DA/COM A LEITURA LITERÁRIA NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES ALFABETIZADORES Fernanda de Araújo Frambach UFRJ (IM)PACTOS DA/COM A LEITURA LITERÁRIA NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES ALFABETIZADORES Fernanda de Araújo Frambach UFRJ Resumo O presente trabalho objetiva apresentar uma pesquisa em andamento que

Leia mais

Projetos de informatização educacional. Ketiuce Ferreira Silva 3º Período G1 Professora: Gilca

Projetos de informatização educacional. Ketiuce Ferreira Silva 3º Período G1 Professora: Gilca Projetos de informatização educacional Ketiuce Ferreira Silva 3º Período G1 Professora: Gilca O uso do computador como instrumento de educação ainda não é uma realidade para muitos no Brasil, mas aqui

Leia mais

difusão de idéias EDUCAÇÃO INFANTIL SEGMENTO QUE DEVE SER VALORIZADO

difusão de idéias EDUCAÇÃO INFANTIL SEGMENTO QUE DEVE SER VALORIZADO Fundação Carlos Chagas Difusão de Idéias outubro/2007 página 1 EDUCAÇÃO INFANTIL SEGMENTO QUE DEVE SER VALORIZADO Moysés Kuhlmann :A educação da criança pequena também deve ser pensada na perspectiva de

Leia mais

O papel da Undime na construção de políticas educacionais para a Educação Básica

O papel da Undime na construção de políticas educacionais para a Educação Básica O papel da Undime na construção de políticas educacionais para a Educação Básica Cleuza Rodrigues Repulho Dirigente Municipal de Educação de São Bernardo do Campo/ SP Presidenta da Undime A Undime como

Leia mais

CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO ELEMENTOS PARA O NOVO PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO ELEMENTOS PARA O NOVO PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO ELEMENTOS PARA O NOVO PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO EDUCAÇÃO BÁSICA: EDUCAÇÃO BÁSICA: 1. Definir os padrões mínimos de qualidade estabelecidos pela LDB, considerando as especificidades

Leia mais

CT03.15 -Departamento de Gestão Social - Novembro/2012 - Atualizado em março/2014 CENSO ESCOLAR

CT03.15 -Departamento de Gestão Social - Novembro/2012 - Atualizado em março/2014 CENSO ESCOLAR CENSO ESCOLAR (conhecido como PRODESP) ENTIDADES QUE DEVEM REALIZAR O CADASTRAMENTO: Escolas de Educação Infantil, Escolas Regulares e Especiais, Instituições de Educação Superior e de Educação Profissional

Leia mais

SENADO FEDERAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 239, DE 2012

SENADO FEDERAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 239, DE 2012 SENADO FEDERAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 239, DE 2012 O CONGRESSO NACIONAL decreta: Altera a Lei nº 11.892, de 29 de dezembro de 2008, que institui a Rede Federal de Educação Profissional, Científica

Leia mais

Formação pedagógica docente na Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação Física

Formação pedagógica docente na Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação Física Formação pedagógica docente na Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação Física Amanda Pires Chaves Universidade de Sorocaba, Sorocaba/SP e-mail: amanda.pireschaves@gmail.com Maura Maria Morita Vasconcellos

Leia mais

difusão de idéias AS ESCOLAS TÉCNICAS SE SALVARAM

difusão de idéias AS ESCOLAS TÉCNICAS SE SALVARAM Fundação Carlos Chagas Difusão de Idéias dezembro/2006 página 1 AS ESCOLAS TÉCNICAS SE SALVARAM Celso João Ferretti: o processo de desintegração da educação atingiu em menor escala as escolas técnicas.

Leia mais

FORMAÇÃO CONTINUADA: MUDANÇAS NA PRÁTICA PEDAGÓGICA NA VIVÊNCIA DE UM PROGRAMA.

FORMAÇÃO CONTINUADA: MUDANÇAS NA PRÁTICA PEDAGÓGICA NA VIVÊNCIA DE UM PROGRAMA. FORMAÇÃO CONTINUADA: MUDANÇAS NA PRÁTICA PEDAGÓGICA NA VIVÊNCIA DE UM PROGRAMA. Rosângela de Fátima Cavalcante França* Universidade Federal de Mato Grosso do Sul RESUMO Este texto apresenta de forma resumida

Leia mais

PROJETO DE LEI. O CONGRESSO NACIONAL decreta:

PROJETO DE LEI. O CONGRESSO NACIONAL decreta: PROJETO DE LEI Autoriza a concessão de bolsas de estudo e de pesquisa a participantes de programas de formação inicial e continuada de professores para a educação básica. O CONGRESSO NACIONAL decreta:

Leia mais

CIDADES EDUCADORAS DICIONÁRIO

CIDADES EDUCADORAS DICIONÁRIO CIDADES EDUCADORAS A expressão Cidade Educativa, referindo-se a um processo de compenetração íntima entre educação e vida cívica, aparece pela primeira vez no Relatório Edgar Faure, publicado em 1972,

Leia mais

Curso de Especialização Educação Infantil 2ª Edição EMENTA DAS DISCIPLINAS

Curso de Especialização Educação Infantil 2ª Edição EMENTA DAS DISCIPLINAS Curso de Especialização Educação Infantil 2ª Edição EMENTA DAS DISCIPLINAS Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem da Criança de 0 a 5 anos Docente do Curso Gilza Maria Zauhy Garms Total da Carga

Leia mais

PROFESSORES DO CURSO DE TECNOLOGIA EM HOTELARIA: CONHECENDO A CONSTITUIÇÃO DE SEUS SABERES DOCENTES SILVA

PROFESSORES DO CURSO DE TECNOLOGIA EM HOTELARIA: CONHECENDO A CONSTITUIÇÃO DE SEUS SABERES DOCENTES SILVA PROFESSORES DO CURSO DE TECNOLOGIA EM HOTELARIA: CONHECENDO A CONSTITUIÇÃO DE SEUS SABERES DOCENTES SILVA, Daniela C. F. Barbieri Programa de Pós-Graduação em Educação Núcleo: Formação de professores UNIMEP

Leia mais

ANÁLISE DESCRITIVA DO POLO PRESENCIAL DA UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL EM ITAPEVI/SP

ANÁLISE DESCRITIVA DO POLO PRESENCIAL DA UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL EM ITAPEVI/SP CONGRESSO INTERNACIONAL INTERDISCIPLINAR EM SOCIAIS E HUMANIDADES Niterói RJ: ANINTER-SH/ PPGSD-UFF, 03 a 06 de Setembro de 2012, ISSN 2316-266X ANÁLISE DESCRITIVA DO POLO PRESENCIAL DA UNIVERSIDADE ABERTA

Leia mais

PARECER HOMOLOGADO(*) (*) Despacho do Ministro, publicado no Diário Oficial da União de 24/6/2003 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

PARECER HOMOLOGADO(*) (*) Despacho do Ministro, publicado no Diário Oficial da União de 24/6/2003 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO PARECER HOMOLOGADO(*) (*) Despacho do Ministro, publicado no Diário Oficial da União de 24/6/2003 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO INTERESSADO: UF Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia

Leia mais

AGUARDANDO HOMOLOGAÇÃO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

AGUARDANDO HOMOLOGAÇÃO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO AGUARDANDO HOMOLOGAÇÃO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO INTERESSADO: Conselho Nacional de Educação/Câmara de Educação UF: DF Superior ASSUNTO: Diretrizes Curriculares Nacionais para

Leia mais

INDICAÇÃO CEE Nº : 53/2005 - CES - Aprovada em 14-12-2005. PROCESSO CEE Nº : 398/2000 Reautuado em 28/01/05

INDICAÇÃO CEE Nº : 53/2005 - CES - Aprovada em 14-12-2005. PROCESSO CEE Nº : 398/2000 Reautuado em 28/01/05 INDICAÇÃO CEE Nº : 53/2005 - CES - Aprovada em 14-12-2005 PROCESSO CEE Nº : 398/2000 Reautuado em 28/01/05 INTERESSADO EMENTA ORIGINAL : Conselho Estadual de Educação : Orientação ao Sistema Estadual de

Leia mais

CONTRIBUIÇÕES DE OLGA METTIG À EDUCAÇÃO BAIANA: ENSINANDO A COMPREENSÃO

CONTRIBUIÇÕES DE OLGA METTIG À EDUCAÇÃO BAIANA: ENSINANDO A COMPREENSÃO CONTRIBUIÇÕES DE OLGA METTIG À EDUCAÇÃO BAIANA: ENSINANDO A COMPREENSÃO Liane Soares, Ms. Faculdade de Tecnologias e Ciências FTC/BA Olga sempre considerou a educação como um sistema, um produto de evolução

Leia mais

FORMAÇÃO DE PROFESSORES QUE ENSINAM MATEMÁTICA

FORMAÇÃO DE PROFESSORES QUE ENSINAM MATEMÁTICA FORMAÇÃO DE PROFESSORES QUE ENSINAM MATEMÁTICA Fabiana de Jesus Oliveira União de Ensino do Sudoeste do Paraná fabiana@unisep.edu.br Diversas são as pesquisas que têm mostrado que o ensino encontra-se

Leia mais

GUIA DE IMPLEMENTAÇÃO DO CURRICULO ANO 2 - APROFUNDAMENTO

GUIA DE IMPLEMENTAÇÃO DO CURRICULO ANO 2 - APROFUNDAMENTO ESTRUTURA GERAL DOS ROTEIROS DE ESTUDOS QUINZENAL Os roteiros de estudos, cujo foco está destacado nas palavras chaves, estão organizados em três momentos distintos: 1º MOMENTO - FUNDAMENTOS TEÓRICOS -

Leia mais