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1 1 a 15 de agosto de 2015 As principais informações da economia mundial, brasileira e baiana INTRODUÇÃO Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia Diretoria de Indicadores e Estatísticas Coordenação de Acompanhamento Conjuntural Os destaques da economia nacional, para a primeira quinzena de agosto, referem-se à desaceleração dos índices inflacionários (IPCA, IGP-DI e INPC); sinalização do BACEN para o fim da alta do juro básico; queda do nível de confiança dos empresários de varejo; queda da produção industrial do país no primeiro semestre; queda da produção de veículos; redução das vendas no varejo do país. Na conjuntura internacional destacaram-se os seguintes acontecimentos econômicos na quinzena: aumento do déficit comercial dos EUA; queda da produção industrial na Zona do Euro; desaceleração da produção industrial e enfraquecimento das exportações e importações chinesas. Infração oficial medida pelo IPCA desacelerou em julho O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho teve variação de 0,62% e ficou 0,17 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada em junho (0,79%). Considerando- -se os meses de julho na série histórica, o IPCA deste ano foi o mais elevado desde 2004 (0,91%). Com isto, o IPCA acumulou 6,83% no ano, bem acima dos 3,76% de igual período de 2014, registrando a taxa mais elevada para o período de janeiro a julho desde 2003 (6,85%). No acumulado dos últimos doze meses, o índice atingiu 9,56%, acima dos doze meses imediatamente anteriores (8,89%). Esse foi o mais elevado acumulado em 12 meses desde novembro de 2003 (11,02%). Em julho de 2014, o IPCA, havia sido 0,01%. A principal contribuição negativa veio de energia elétrica (0,16%) (IBGE, 07/08/2015).

2 Índice inflacionário IGP-DI reduziu em julho O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 0,58% em julho, ante elevação de 0,68% em junho, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI) registrou inflação de 0,61%, após apresentar alta em junho de 0,43%. O índice responde por 60% do IGP-DI. Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-DI), registrou alta de 0,53%, ante avanço de 0,82% em junho. O índice mede a evolução dos preços às famílias com renda entre um e 33 salários mínimos mensais e corresponde a 30% do IGP-DI. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-DI) avançou 0,55% em julho, após marcar alta de 1,84% em junho. O índice representa 10 por cento do IGP-DI (REUTRES, 07/08/2015). Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) diminuiu em julho O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) desacelerou entre junho e julho, indo de 0,77% para 0,58% de aumento. Em julho de 2014, porém, o indicador tinha avançado 0,13%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado do ano, o INPC subiu 7,42% acima da taxa de 3,92% apurada no mesmo período do ano passado. Nos últimos 12 meses imediatamente antecedente, de 9,31%. Regionalmente a maior taxa ficou com a região metropolitana de Curitiba (1,08%), devido à alta nas contas de energia elétrica. Em contrapartida, Belém apresentou o menor índice (deflação de 0,22%) em a queda no preço dos alimentos (VALOR, 07/08/2015). Banco Central sinalizou fim de alta do juro básico (Selic) O Comitê de Política Monetária (Copom) sinalizou, que por ora, o juro básico Selic deve ficar em 14,25% ao ano, pois avalia que o cenário de convergência da inflação para 4,5% no fim de 2016 tem se fortalecido e que os avanços obtidos até o momento mostram que sua estratégia está na direção certa. No entanto, o Banco Central pode voltar a uma postura vigilante que é a senha para a nova elevação do juro, caso ocorram desvios significativos das projeções de inflação em relação a meta. Na ata da mais recente reunião do Copom, o BC não fala claramente, porém sinaliza que o comportamento do câmbio pode ser uma variável com força suficiente para promover uma piora futura em suas projeções da inflação (VALOR, 06/08/2015).

3 Queda da confiança dos empresários do varejo O agravamento da crise econômica levou o nível de confiança dos empresários de varejo para o menor nível desde março de 2011, segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) recuou pelo oitavo mês seguido e baixou 3,9%, recuando de 80,6 pontos em junho para 77,5 pontos em julho. Em relação a 2014, a queda foi de 21,4%. Entre os três componentes do Icec, o Índice das Condições atuais do Empresário do Comércio (Icaec) foi o que apresentou a maior retração: recuou 8% e baixou de 41,9 pontos em junho para 38,6 em julho. Já o Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC) teve baixa de 3,7%, de 78,2 para 75,2 pontos. O Índice de Expectativa do Empresário do Comércio registrou retração de 2,7% e passou de 121,8 para 118,6 pontos. A Fecomercio-Sp contatou que as empresas maiores estão mais pessimistas. Nelas a queda no índice de confiança chegou a 23,2% contra 21,4% nos estabelecimentos menores (até 50 empregados) (ECONOMIA EM DIA, 11/08/2015). Indústria teve pior resultado para primeiro semestre desde 2009 De janeiro a junho deste ano a queda de 6,3% representa o pior resultado para o período desde 2009, quando o recuo foi de 13%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Somente em junho, a produção industrial teve queda de 0,3%, depois da elevação de 0,6% no mês anterior. No acumulado dos últimos 12 meses, houve uma redução de 5% em junho de 2015, porém menos intensa que a registrada em maio (-5,3%). Em junho, houve redução de 15 dos 24 ramos pesquisados, com destaque para Máquinas e equipamentos (-7,2%) e Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-12,7%). Dentre os ramos que apresentaram variações positivas há destaque para Produtos alimentícios que avançou 3,0% (IBGE, 04/08/2015). Produção de veículos teve pior resultado desde julho de 2006 A produção brasileira de veículos em julho caiu 15% sobre o mesmo período do ano passado, no pior desempenho para o mês desde 2006 e sem indicar reversão de tendência para o ano, que pode encerrar pior que o esperado pelo setor. Segundo dados divulgados pela associação de montadoras, Anfavea, o setor produziu em julho 215,1 mil veículos, queda de 14,9% sobre julho de 2014, mas alta de 17,8% sobre junho, quando a maior parte do setor havia adotado medidas de redução de atividade como concessão de férias coletivas. No acumulado do ano até julho, a produção mostra recuo de 18,1%, a 1,49 milhão de unidades, pior volume para o período desde A projeção atual da Anfavea para 2015 envolve queda de 17,8%

4 na produção de veículos, a 2,585 milhões de unidades, e vendas de 2,779 milhões, 20,6% menores que as registradas em 2014 (REUTERS, 06/08/2015). Vendas no varejo reduziram em junho As vendas no varejo brasileiro caíram 0,4% em junho, quinto mês de recuou consecutivo. A inflação elevada, aumento do desemprego e baixa confiança do consumidor pesam sobre o desempenho do comércio. Na comparação com junho do ano passado, a queda foi de 2,7%, o pior resultado na comparação anual para os meses de junho desde 2003, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No primeiro semestre, as vendas no varejo acumularam queda de 2,2%, o pior desempenho para todos semestres desde o primeiro de 2003, quando a queda foi de 5,7%. O varejo ampliado, que inclui automóveis e materiais de construção, mostrou queda de 0,8% em junho em comparação a maio e de 3,5% na comparação anual, em meio à forte retração nas vendas de veículos, motos, partes e peças, que caíram 6,4% em relação a junho do ano passado (REUTERS, 12/08/2015). Comércio apresentou pior Dia dos Pais desde 2005 As vendas do comércio varejista na semana do Dia dos Pais tiveram a primeira queda anual desde que o indicador foi criado, em 2005, informou a empresa de análise de informações de crédito Serasa Experian. Segundo a instituição, as vendas no período caíram 5,1% entre 3 e 9 de agosto quando comparada com o mesmo período do ano passado. Considerando somente o fim de semana, de 7 a 9 de agosto deste ano, houve queda de 1,4% na comparação com o fim de semana equivalente do ano anterior (9 e 10 de agosto). Segundo a Serasa, a crise econômica pela qual atravessa o país, marcada pela alta da inflação, dos juros no crediário, pelo aumento do desemprego e pela queda da confiança dos consumidores, afetou negativamente o desempenho do varejo neste Dia dos Pais (REUTERS, 10/08/2015). ECONOMIA INTERNACIONAL Aumento do déficit comercial dos EUA em junho A balança comercial americana foi deficitária em US$ 43,8 bilhões em junho, acima do saldo apurado no mês anterior, de US$ 40,9 bilhões. Os dados são do Departamento de Comércio do

5 país. No sexto mês deste ano, as exportações somaram US$ 188,6 bilhões e as importações, US$ 232,4 bilhões. O resultado de junho decorreu de um déficit de US$ 63,5 bilhões na balança de bens e de um superávit de US$ 19,7 bilhões na balança de serviços (VALOR, 05/08/2015). Queda da produção industrial na Zona do Euro em junho A produção industrial da Zona do Euro teve em junho uma queda de 0,4%, e de 0,3% no segundo trimestre. Os piores desempenhos das indústrias aconteceram na Alemanha, França, e Itália, as três maiores economias da Zona do Euro. Por outro lado, Finlândia, Holanda, Eslováquia, e Espanha tiveram expansão em junho (VALOR, 13/08/2015). Desaceleração da produção industrial da China A produção industrial chinesa expandiu-se 6% em julho, quando comparada com o mesmo período do ano passado, quando avançou 6,8%, segundo o Departamento Nacional de Estatística do país. Nos sete primeiros meses de 2015, a indústria chinesa teve crescimento de 6,3%. O estatístico do organismo, Jiang Yuan, atribuiu a desaceleração à demanda externa mais fraca, a uma debilidade do setor imobiliário e a uma produção menor de alguns bens de consumo, incluindo cigarros e automóveis. Ainda segundo o governo chinês, as vendas no varejo registraram crescimento de nominal e real de 10,5% e 10,4%, respectivamente. De janeiro a julho, o comércio varejista registrou elevação de 10,4% (VALOR, 12/08/2015). Enfraquecimento das exportações e importações chinesas Frustração com o desempenho das exportações, chinesas que recuaram 8,3% no mês passado, após avançarem 2,8% em junho e diante das expectativas de queda mais moderada, de 1,5%. A retração da demanda externa se deu de forma disseminada, em especial na União Europeia, com recuo de 12,3% das compras. As importações, ainda influenciadas pela queda dos preços das commodities e pelo arrefecimento dos investimentos em infraestrutura e no setor imobiliário, mostraram retração de 8,1% em julho em relação ao mesmo mês do ano passado, lembrando que elas já tinham recuado 6,1% em junho e o consenso do mercado apontava para contração de 8,0%. Assim, o saldo da balança comercial caiu de US$ 46,5 bilhões para US$ 43 bilhões entre junho e julho (ECONOMIA EM DIA, 10/08/2015)

6 EXPECTATIVAS DE MERCADO De acordo com o relatório Focus do Banco Central do Brasil (BACEN), divulgado em 14 de agosto, a mediana das projeções do IPCA para 2015 subiu de 9,25% para 9,32%. Para 2016, a previsão subiu de 5,40% para 5,44%. Em relação ao comportamento do PIB no ano corrente, o mercado financeiro passou a previsão de -1,80% para -2,01%. Em 2016, a estimativa de passou de crescimento de 0,20% para recuo de 0,15%. As expectativas do mercado, para a primeira quinzena de agosto de 2015, podem ser visualizadas nos dados do Relatório Focus, apresentados na tabela a seguir: Relatório Focus Expectativas de Mercado Expectativas do mercado Mediana agregado 31 jul. 14 ago. Comportamento 31 jul. 14 ago. Comportamento IPCA (%) 9,25 9,32 5,40 5,44 IGP-M (%) 7,64 7,74 5,50 5,51 Taxa de câmbio - média do período (R$/US$) 3,18 3,23 3,38 3,53 Meta Taxa Selic fim do período (% a.a.) 14,25 14,25 = 12,00 11,88 PIB (% do crescimento) -1,80-2,01 0,20-0,15 Produção Industrial (% do crescimento) -5,00-5,00 = 1,30 1,00 Conta Corrente (US$ bilhões) -78,60-77,00-70,00-67,45 Balança Comercial (US$ bilhões) 6,40 8,00 14,79 15,19 Investimento Estrangeiro Direto (US$ bilhões) 66,00 65,00 65,00 65,00 = Fonte: Boletim Focus, Banco Central, 14/8/2015. Governo do Estado da Bahia Rui Costa Secretaria do Planejamento João Leão Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia Eliana Maria Santos Boaventura Diretoria de Indicadores e Estatísticas Gustavo Casseb Pessoti Coordenação de Acompanhamento conjuntural Luiz Mário Ribeiro Vieira Pesquisa de RADAR SEI Carla Janira Souza do Nascimento Jorge Tadeu Dantas Caffé Caroline Crisostomo dos Santos (Estagiária) Coordenação de Disseminação de Informações Augusto Cesar Pereira Orrico Editoria-geral Elisabete Cristina Teixeira Barretto jornalista responsável Aline Cruz Design Gráfico Fernando Cordeiro EDITORAÇÃO Ludmila Nagamatsu Av. Luiz Viana Filho, 4ª avenida, 435, 2º andar, CAB, CEP , Salvador - Bahia Tel.: 55 (71) Fax: 55 (71)

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