Perspectivas de crescimento criam cenário de otimismo na Região Metropolitana da Baixada Santista DIVULGAÇÃO

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1 JORNAL-LABORATÓRIO DO QUARTO ANO DE JORNALISMO DA FACULDADE DE ARTES E COMUNICAÇÃO DA UNISANTA ANO XVII - N MAIO/ DISTRIBUIÇÃO GRATUITA - SANTOS (SP) Perspectivas de crescimento criam cenário de otimismo na Região Metropolitana da Baixada Santista DIVULGAÇÃO LUIZ FELIPE JULIANA KUCHARUK

2 EDITORIAL O futuro da Baixada A economia do Brasil vem em ascensão, nos últimos anos, registrando sensíveis melhoras na área de empregabilidade, renda e condições de sobrevivência da população. Além de abrigar o maior porto da América Latina e possuir grande atividade industrial, principalmente na área de Cubatão, a Baixada Santista se destaca por receber turistas do Brasil e do mundo durante o ano todo. Diante dessa constatação, o jornal Primeira Impressão decidiu dedicar a sua edição de maio à elaboração de um panorama das perspectivas de crescimento que se abrem para o desenvolvimento econômico da Região Metropolitana da Baixada Santista. Por isso, nesta edição, o leitor encontrará matérias que abordam as causas e as possíveis conseqüências do pré-sal na região. O orçamento municipal de Santos, Plano Diretor, planejamento urbano, desemprego, perspectivas econômicas e salários, além de ampla matéria sobre a Bolsa de Valores, são temas tratados nas páginas desta edição. Também são abordados os impactos ambientais que podem ser provocados pela exploração da camada de pré-sal, turismo, qualificação de trabalhadores e as obras de acesso ao Porto, que deverão estar concluídas em Tudo isso terá reflexos no futuro da Cidade e região. Por isso, fica aqui a certeza de que o leitor do Primeira Impressão ficará mais bem informado e por dentro do que acontece na economia da Baixada Santista, que é responsável por 3,2% do PIB do Estado. ERRATA Por lamentável erro gráfico, na reportagem Forma moderna de escrever para o povo, publicada na página 14 da edição de abril de 2012 do Primeira Impressão, foi reproduzida a foto do poeta Anderson Braga Horta, quando deveria ter sido publicada a foto do entrevistado, o escritor e jornalista Alaor Barbosa, reproduzida acima. Na página 15 o diagramador colocou outro tipo de tipologia. COLETIVA Prata da Casa: Ana Flora Ana Flora: viver e desenhar sem borracha Letícia Schuman Santos cresce com o pré-sal Mariana Serra Com a exploração de petróleo na camada pré-sal da Bacia de Santos feita pela Petrobras, a expectativa é que a Baixada Santista cresça economicamente. Para o jornalista e consultor econômico Rodolfo Amaral, a região vive um momento promissor. O pré-sal já é uma realidade, já está acontecendo. Até 2020, a Petrobras pretende dobrar a quantidade de barris de petróleo que produz hoje e isso movimentará a economia da região, disse o especialista em entrevista coletiva concedida aos alunos do quarto ano de Jornalismo da UNISANTA. Para Amaral, o desenvolvimento econômico da Baixada Santista não está atrelado somente à exploração de petróleo. Se melhora a economia de uma região, todos os Ela é observadora, sua cor preferida é lilás, gosta de música popular brasileira e poesia, é delicada, de poucas palavras e nunca pensou em ser jornalista, mesmo gostando tanto de escrever. Assim é Ana Flora Toledo, 23 anos, jornalista formada pela Universidade Santa Cecília (UNI- SANTA) em O gosto pela escrita veio muito antes do amor pelo jornalismo. Sempre me dei bem com os estudos, mas tinha mais intimidade e liberdade com as palavras. Sempre gostei muito de escrever, de ler algumas coisas que me interessavam, sabia que a única área em que eu me daria bem seria em comunicação, comenta. E por isso que Ana Flora optou pelo curso de Jornalismo. Ela conta que, quando começou o curso, descobriu que as coisas eram diferentes do que imaginava e, por isso, Pré-sal já está acontecendo Joanna Flora Em uma entrevista aos alunos do quarto ano de Jornalismo da Unisanta, o jornalista e consultor financeiro Rodolfo Amaral, afirmou sobre o pré- -sal: Foi criado um glamour diante das possibilidades abertas por esse processo. Ele já está acontecendo, mas não na velocidade que estavam falando e que a Petrobrás esperava. Esse momento proveitoso para a região traz uma preocupação para o consultor. O poder público está correndo atrás de estudos para qualificação da mão de obra. Infelizmente, existem mais vagas do que interessados, lamentou. Rodolfo Amaral destacou os impactos do pré-sal na região setores saem ganhando. As cidades terão mais dinheiro para investir na infraestrutura e teve de reaprender a escrever. Aprendi que não basta gostar de escrever para ser profissional de imprensa. O jornalista escreve de uma maneira muito própria e tive que ir reaprendendo tudo. Criei novos hábitos e mudei minha maneira de escrever, de ver o mundo, de pensar sobre as coisas, conta. Ana Flora trabalha como free lancer no jornal A Tribuna, de Santos, onde tem a oportunidade de passar por diversas editorias e aprender a cada dia mais. Sou muito observadora, gosto de ajudar quando vejo que posso. Não acredito que eu tenha que falar muito, dar opinião sobre tudo. Acredito, sim, que devo ter opiniões embasadas sobre as coisas; por isso, procuro sempre conversar com os colegas e os editores, dar sugestões e pedir opinião. Afinal, sempre há o que aprender ou melhorar. A jornalista conta que a vida de recém-formada não JULIANA KUCHARUCK mais empregos surgirão em outros setores para atender a demanda da população, ressaltou. Apesar da necessidade, o jornalista acredita que ainda falta mão de obra qualificada para acompanhar o desenvolvimento regional. Estamos com deficiência de engenheiros e técnicos para trabalhar no pré-sal. Espero que ao longo do tempo, os profissionais qualificados surjam, principalmente para preencher vagas nas empresas de prestação de serviços, acrescentou. Amaral também apontou o lado negativo desse momento Análise do professor Economia é uma área onde os estudantes de jornalismo costumam torcer o nariz, especialmente por usar números nos textos. Mas - mesmo sem usá-los - as repórteres Mariana Serra e Joanna Flora - identificaram enfoques diferentes para um assunto comum com perspectivas positivas, mas não na velocidade esperada, como destaca o entrevistado. (Fernando De Maria) De acordo com Amaral, existe uma grande deficiência na área técnica. Engana-se, porém, quem acredita que esse desenvolvimento está atrelado apenas a quem está envolvido na área de petróleo e gás. Para explicar melhor essa situação, o jornalista supôs o que faria se fosse prefeito de Cubatão. Ele lembrou que a Petrobrás está expandindo quase todas as suas refinarias de São Paulo, enquanto os polos de Paulínia, São José dos Campos e Mauá estão sendo reformulados. No entanto, o mesmo não está acontecendo na Refinaria Presidente Bernardes, advertiu. Até 2020, a Petrobras pretende dobrar a capacidade. Com isso, o recolhimento de ICMS de Cubatão poderia chegar a R$ 800 milhões, explicou. Por meio desse valor, é fácil. Segundo ela, quando estava na faculdade, imaginava que tudo seria mais tranquilo após o trabalho de conclusão de curso, mas não foi bem assim. As coisas ficaram mais agitadas, com mais responsabilidade. Mas tudo isso vem acompanhado de muito aprendizado. Está sendo uma boa experiência, apesar de ter dias tão corridos. Para ela, a profissão e o diploma valem a pena, independente de existir ou não a obrigatoriedade, pois um profissional qualificado leva sempre vantagem sobre o outro. A faculdade se torna muito importante, pois abre portas e serve para conhecer pessoas que já passaram ou estão no meio jornalístico, diz. Ana Flora diz que transformou uma frase de Millôr Fernandes ( ) em filosofia: Viver é desenhar sem borracha. E, a partir daí, tenta fazer aquilo de que gosta da melhor maneira possível, sem EXPEDIENTE - Jornal-Laboratório do Curso de Jornalismo da Faculdade de Artes e Comunicação da UNISANTA - Diretor da FaAC: Prof. Humberto Iafullo Challoub - Coordenador de Jornalismo: Prof. Dr. Robson Bastos Responsáveis Prof. Dr. Adelto Gonçalves, Prof. Dr. Fernando De Maria e Prof. Francisco La Scala Júnior. Design Gráfico e diagramação: Prof. Fernando Cláudio Peel - Fotografia: Prof. Luiz Nascimento Redação, fotos, edição e diagramação: alunos do 4º ano de jornalismo Editora de foto: Juliana Kucharuk Primeira página: Juliana Kucharuk - Foto capa: Juliana Kuckaruk Coordenador de Publicidade e Propaganda: Prof. Alex Fernandes - As matérias e artigos contidos nesse jornal são de responsabilidade de seus autores. Não representam, portanto, a opinião da instituição mantenedora UNISANTA UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA Rua Oswaldo Cruz, nº 266, Boqueirão, Santos (SP). Telefone: (13) , Ramal 191 CEP na Baixada Santista, como a valorização excessiva do metro quadrado. O preço do solo já está valendo até quatro vezes mais, mas isso acarreta um processo elitista. Para quem tem dinheiro, essa valorização é boa, já para quem não tem, é difícil conseguir manter-se na Cidade. O terreno está a preço de ouro, afirmou. Impactos em Santos Mesmo com as mudanças que ocorrerão na região com a exploração do pré-sal, Amaral acredita que o maior problema não está atrelado à produção de petróleo. A principal dificuldade será de logística, por causa da duplicação na capacidade de produção do Porto de Santos, finalizou. a cidade poderia melhorar em diversos setores, já que com esses recursos poderiam ser criadas, por exemplo, escolas e prontos-socorros, que precisariam de mão de obra e iriam gerar empregos, disse. Segundo ele, o outro ponto influenciado pelo pré-sal é a valorização do solo. Hoje em dia, há áreas que valem de duas a quatro vezes mais que antigamente. Acaba sendo criado um processo elitista, já que poucas pessoas têm condições de pagar o valor cobrado. Ao mesmo tempo, faltam terrenos para construção e os que existem ficam mais caros, disse o especialista, citando a lei da oferta e da procura. Ana Flora: sem receitas de sucesso seguir receitas ou modelos predestinados de sucesso. Sobre seus planos, responde com simplicidade. Espero poder conviver com muita gente boa para crescer ainda mais. Quero que as pessoas gostem do meu trabalho e confiem nele para que eu possa ser respeitada pelo que faço. Até o fim do próximo ano, a Petrobras entregará o primeiro prédio corporativo localizado no Valongo: previsão é que até 6 mil funcionários estejam trabalhando no local até 2018, com a construção de mais duas edificações do mesmo porte Petrobras será decisiva para o crescimento da região Empresa está construindo a sede definitiva da Unidade de Operações de Exploração e Produção no Valongo Mariana Serra A exploração do pré- -sal na Bacia de Santos já não é novidade, mas o impacto que ela terá na Baixada Santista cresce a cada dia. Atualmente, cerca de pessoas estão diretamente envolvidas na implantação da Unidade de Operações de Exploração e Produção da Bacia de Santos (UO-BS), da Petrobras, e ainda há mais vagas a serem preenchidas. Sabemos que até 2018 deveremos ter cerca de seis mil pessoas trabalhando para a UO-BS em Santos e que cada emprego direto pode gerar de quatro a cinco empregos indiretos, garantiu o gerente- -geral José Luiz Marcusso. A unidade da Bacia de Santos foi criada em janeiro de 2006 e tinha apenas quatro pessoas trabalhando em uma sala alugada à Avenida Conselheiro Nébias. Hoje, conta com sete prédios nos bairros do Centro, Vila Nova, Paquetá e Gonzaga que abrigam empregados próprios e de empresas terceirizadas que desenvolvem atividades para a Petrobras. Para atender à demanda da petrolífera e centralizar as operações, a empresa adquiriu um terreno de 25 mil metros quadrados no Bairro do Valongo, onde instalará sua sede definitiva. Serão três torres localizadas atrás do Santuário Santo Antônio do Valongo, com capacidade para cerca de duas As apresentações do último dia da semana ficaram Para Marcusso, presença da Petrobras revitalizará ainda mais Centro Histórico santista, atraindo novos investimentos O que é a Bacia de Santos? mil pessoas cada uma. O primeiro prédio, com 13 andares, deverá estar concluído no fim do próximo ano. Um museu do petróleo e da história da exploração e produção na Bacia de Santos também está contemplado no projeto e utilizará parte de um antigo galpão da rede ferroviária, que será preservado, revelou Marcusso. Mas, o impacto da instalação da nova sede da Petrobras em Santos vai além da criação de novos empregos. A presença da empresa na região vai colaborar para a revitalização do centro histórico da Cidade e da região portuária e, principalmente, para o crescimento econômico da Baixada Santista. Por conta da vinda da Petrobras, várias empresas do setor também já se insta- AGÊNCIA PETROBRAS É uma grande bacia sedimentar marítima, com mais de 350 mil quilômetros quadrados, que se estende da costa do Rio de Janeiro a Santa Catarina. A Unidade de Operações de Exploração e Produção da Bacia de Santos (UO-BS) da Petrobras é responsável por gerenciar uma fatia significativa das operações de exploração e produção de óleo e gás natural ao longo dessa bacia, inclusive em parte da área conhecida como pré-sal. Hoje, sete plataformas de produção já estão em operação ao longo da Bacia de Santos, além de 22 sondas de perfuração. laram em Santos e em outras cidades da Baixada. Na realidade, todas as cidades da região serão beneficiadas com AGÊNCIA PETROBRAS esse desenvolvimento. Com os aportes em instalações prediais, incluindo a construção da sede definitiva no Valongo, a Petrobras estará investindo cerca de R$ 400 milhões. Mas se considerarmos todos os investimentos feitos somente pela empresa desde 2006, ao longo da Bacia de Santos, esse montante chega a R$ 30 bilhões distribuídos em toda a área de influência da UO- -BS, o que inclui a costa litorânea entre Rio de Janeiro e Santa Catarina, assinalou o gerente-geral. Atrativos A localização geográfica de Santos, no ponto central da Bacia, foi um dos principais motivos para a escolha da Cidade para abrigar a sede definitiva da Unidade de Operações de Exploração e Produção da Petrobras. Além disso, outros fatores contribuíram para atrair a petrolífera. É aqui que está todo o corpo técnico, gerencial e administrativo, responsável por coordenar essas operações que acontecem em vários pontos ao longo da Bacia. As condições da região também foram levadas em conta. Santos é uma cidade muito bem desenvolvida e estruturada graças a diversas atividades que antecedem a chegada da Petrobras. O porto, a construção civil e o turismo são alguns desses fatores que sempre colaboraram para o crescimento da cidade, disse. 2 Edição e diagramação: Karina Oliveira Edição e diagramação: Karina Carneiro PRIMEIRA IMPRESSÃO - Maio de

3 Falta de mão de obra capacitada preocupa especialistas Trabalhadores e empresários precisam se atualizar para desenvolver atividades parelelas ao pré-sal Classe média representa cerca de 50% da população O setor da construção civil é um dos que mais sofre com a falta de mão de obra especializada 4 PRIMEIRA Edição e diagramação: Joanna Flora IMPRESSÃO Maio de 2012 LUIZ FELIPE/ARQUIVO Ivan Baeta O desconhecimento dos moradores da Região Metropolitana da Baixada Santista (RMBS), a falta de mão de obra para as necessidades da prestação de serviços no Pré-Sal e o aumento significativo da população preocupam os especialistas, que preveem mudanças drásticas nas oportunidades de emprego e renda. Segundo eles, a Baixada Santista vive seus problemas socioeconômicos, luta para encontrar equilíbrio e teme o desenvolvimento por desconhecer as virtudes e os problemas que a exploração de petróleo na Bacia de Santos pode trazer. Para o jornalista, consultor e ex-secretário de Finanças da Prefeitura de Santos, Rodolfo Amaral, o desafio é conseguir explicar de forma clara todo este universo para os leigos no assunto. Fiz consultoria para a Prefeitura der Bertioga. Fui contratado para prestar serviço e esclarecimento sobre o Pré-Sal, mas acabei vaiado por pretensos ecologistas. Resultado: a empresa que pretendia se instalar lá acabou optando pela área continental de São Vicente, diz Amaral, garantindo que os trabalhos na Bacia já estão acontecendo. De fato, a exploração de petróleo já começou e, para que se Desemprego regional é maior que média nacional Cauê Goldberg A falta de mão de obra qualificada é um dos grandes problemas que a Baixada Santista enfrenta na luta contra o desemprego, que é maior que média nacional. A cidade de Santos se tornou a bola da vez desde a descoberta do pré-sal e a chegada da Petrobras. No entanto, a região ainda sofre com o desemprego que chega a ser de 12,3% em São Vicente, 8,95% em Santos, 13,13% em Guarujá e 18,2% na Praia Grande, de acordo com dados do segundo semestre do ano passado fornecidos pelo Núcleo de Pesquisas e Estudos Socioeconômicos (Nese), da Unisanta. A taxa de desemprego no País em março pasado foi de 6,2%, segundo o IBGE. O índice de desemprego está em queda atualmente, graças à ampliação da rede hoteleira e o aquecimento da construção civil, mas ainda é elevado por falta de mão de obra. A Cidade cresceu rápido demais e não foi possível formar pessoas o suficiente para suprir a demanda de empregos especializados, como camareiras de hotéis de nível internacional, engenheiros civis e químicos. Então, estes setores são obrigados a contratar gente de fora da cidade e a oportunidade de emprego acaba indo embora, destaca o coordenador do Nese, Júlio Simões, que também é diretor dos cursos de Ciências Contábeis e Administração da UNI- SANTA. A questão do emprego é, hoje, a principal preocupação do movimento sindical, do Estado e, principalmente, da família, a que mais sofre com a falta de trabalho e queda na renda. Desempregado por seis meses, o pedreiro José Aníbal dos Santos afirma que já perdeu diversas vagas de emprego para gente de outras cidades. Lembro que fiz umas cinco entrevistas. Três delas eu perdi para gente que cobrava menos do que eu. Eu já cobro pouco e se cobrar menos, vou trabalhar de graça.acabei vivendo de bicos por aí, pois não posso ficar parado. Mas bico paga bem pouco, diz. Julio Simões comenta que mesmo com a vinda da Petrobras e os estudantes que estão se especializando em petróleo e gás, existem outras necessidades que serão acentuadas com o pré-sal. Não podemos esquecer que a Cidade vai receber muitos moradores novos. Isso vai fazer com que seja necessária a construção de novos hospitais, escolas, entenda, a Bacia de Santos vai de Santa Catarina até o Espírito Santo. O município de Santos foi escolhido como base central da Petrobrás, que está instalando sua matriz para direcionar e controlar seus serviços nesta imensa área que compreende os Estados de Santa Catarina, Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo, explica Amaral. Segundo ele, a RMBS tende a ganhar muito com o Pré-Sal. Mas há muito que se fazer na prestação de serviços, espaços ocupados, inovação e tecnologia, conclui Amaral. Para o cientista político Fernando Chagas, comentarista da Santa Cecília TV, a exploração do Pré-Sal trará desenvolvimento para a região. Isto não quer dizer que este serviço trará riquezas para a região, ressalva, explicando que o maior problema será como distribuir a riqueza do Pré-Sal entre a população da Baixada Santista. Segundo ele, a parte negativa pode ser a precariedade da prestação de serviços, já que falta qualificação ao trabalhador santista. O maior perigo é o aumento da violência na região por conta da falta de opções que vai fazer com que a população sem qualificação fique desempregada, prevê. Chagas diz que o empresário creches, centros comerciais, restaurantes e, provavelmente, não teremos gente o suficiente para trabalhar nessas áreas, diz Simões. No caso, a bolha criada pela chegada da Petrobras fez com que grande parte da população só tivesse olhos para um único setor, esquecendo-se de todos os outros, deixando brechas na infraestrutura da Cidade. Estamos focando demais na questão do pré-sal e não estamos dando a devida atenção à infraestrutura necessária para atender ao pessoal, comenta. Um bom exemplo disso é a construção de três torres na entrada da cidade da Petrobras. As torres devem abrigar por volta de seis mil pessoas, além de atrair um fluxo incalculável diariamente. As construções de rodovias, escolas, hospitais seriam obrigatórias para comportar tanta gente e ninguém está dando atenção a isso e caso a Cidade não ofereça trabalhadores qualificados para as essas funções, seremos obrigados a procurar mão de obra em outro lugar, enfatiza. O consultor econômico e jornalista Rodolfo Amaral diz que o desenvolvimento da Cidade não está atrelado somente ao petróleo e gás. Se a economia aumenta, todo mundo sai ganhando, Com a vinda do pré-sal surgem mais empregos e oportunidades em todas as áreas, mas ainda temos outros problemas, como a falta de mão de obra qualificada. Talvez os empregadores sejam obrigados a importar gente de fora para suprir a demanda, afirma. O consultor também concorda com o fato de que o pré-sal vai gerar emprego apenas para algumas áreas e não vai ser a salvação dos desempregados. Embora a Cidade esteja valorizada e o setor civil seja o segundo a oferecer o maior número de empregos, a presença de pessoas de cidades vizinhas acaba tomando o emprego de quem mora em Santos. De acordo com Simões, a Cidade santista terá de crescer com este desenvolvimento, capacitando- -se na atividade portuária e no comércio exterior. Do contrário, a força das grandes empresas de fora da região pode engolir os trabalhadores e empresários santistas, adverte. Para o cientista político, o poder público deveria estar mais preocupado com as atividades de apoio ao Pré-Sal e não apenas com os royalties. Santos vai ser um polo comercial do Pré-Sal. O município irá aumentar a arrecadação do imposto sobre serviços (ISS), acredita. Segundo Chagas, o trabalhador e o empresariado da região precisam se atualizar nas atividades paralelas, como os serviços desenvolvidos por comissárias de despachos aduaneiros e fornecedores de navios, além do comércio de equipamentos. Todo este processo passa pelas questões técnicas e vai precisar de muitos trabalhadores dos municípios da região e do Estado. Não adianta ter um potencial muito grande, se o trabalhador não tiver condições de estar enquadrado nesta gama de produtos e serviços, afirma, lembrando que parte da população nem acredita que esse processo já foi deflagrado. Mas posso garantir: está acontecendo, conclui. RENATO FIGUEIREDO Júlio Simões: com o pré-sal, será necessária a construção de hospitais, escolas e restaurantes recebe trabalhadores de todas as localidades e, muitas vezes, os empregos que deveriam ser preenchidos por quem mora no município acabam sendo ocupados por moradores de fora. O estoque de empregos não fica restrito aos residentes na Cidade. Embora seja um exemplo radical, é assim que funciona. No caso, as cidades vizinhas possuem uma economia menor, pois arrecadam menos dinheiro e acabam não abrindo novos negócios, complicando a situação do desempregado, que é obrigado a procurar emprego em outra localidade. Atualmente, os setores de serviço e comércios são os que mais empregam e mesmo com o pré-sal devem continuar gerando o maior número de vagas. Formada por famílias com renda mensal de R$1500, 00 a R$5 mil, a classe média tem um ponto em comum: o consumo Bruna Dalmas 5 É com facilidade que a sociedade pode perceber que um número significativo de brasileiros saiu da base da pirâmide social direto para o centro. Porém, não se pode dizer que o País tenha mudado da noite para o dia. A ascendência dessas famílias é o resultado de diversos fatores, entre eles o da estabilização de preços, as disponibilidades de crédito e o mercado de trabalho. De acordo com o economista e professor José Pascoal Vaz essa nova classe média está sendo inserida agora e ainda é cedo para caracterizá-la. Os parâmetros utilizados para defini-la são vários e, em geral, muito baixos. Arrisco a dizer que ainda é imatura e sofre de certo deslumbramento pelo consumo, tanto a família como um todo, quanto o trabalhador. Em geral, a classe C é formada por famílias com renda mensal entre R$ 1.500,00 e R$ 5 mil e o apreço pelo consumo é um ponto em comum. Essa classificação sempre existiu. É que, com patamar muito baixo para defini-la, fica a impressão que cresceu muito. É preciso caracterizá-la melhor, explica Pascoal. O professor observa que a classe C em 1992 era composta por 34,96% da população. Hoje, os dados atuais apontam que a classe média ocupa cerca de 50% da população; enquanto as classes pobres (D + E) ocupam 25%, assim como as mais ricas (A + B), 25%. Pascoal também afirma que apesar dessa classe estar aflorando mais rapidamente, ela está acompanhando o mundo, que é igualmente rápido, e conta com uma supervalorização proporcionada pela mídia. Porém é preciso tomar certo cuidado, pois, segundo ele, a nova classe média talvez esteja mais sujeita a saturar-se rapidamente. Certamente, existe também a valorização do ter pelas sociedades atuais, e está havendo um aumento de bens e serviços sofisticados em detrimento dos mais simples e essenciais. Outro ponto importante de Trabalhadoras contam como sobrevivem com salário mínimo Edição e diagramação: Caio Augusto Em 1992, a classe média era composta por 34,9 da população brasileira, mas sempre teve como característica um certo deslumbramento pelas compras Contas e cartões bancários: símbolos do consumo e muitas vezes dor de cabeça aos cidadãos ressaltar é que os jovens dessas famílias se caracterizam como formadores de opiniões. Independência Um exemplo de pessoas que conseguiram conquistar esse patamar é Sandra Leme, manicure, de 37 anos. Aos 17, aprendeu a fazer unha para colaborar no salão da mãe. Mas foi apenas no ano passado que conseguiu Mariana Batista conquistar sua independência profissional. Mãe de três filhos, desde agosto de 2011 passou atender em domicílio até que, em março desse ano abriu sua própria sala. Guardei um pouco de dinheiro ao longo desses anos. Mas o principal foi sair do salão da minha mãe e começar a andar com minhas próprias pernas. Hoje consegui uma parte do que meu Cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostram que trabalhador brasileiro não ganha o necessário para se sustentar. Segundo o órgão, o salário mínimo nacional, ao invés de R$ 622,00, deveria ser de R$ 2.329,35, valor que deveria ser o suficiente para garantir as despesas familiares com alimentação, moradia, saúde, transportes, educação, vestuário, higiene, lazer e previdência. Na cidade de Santos, os preços estão cada vez mais altos: o valor do transporte público é de 2,90, a cesta básica varia de R$ 25 a R$ 40, os alugueis estão sofrendo grandes alterações devido ao pré-sal; saúde, educação e lazer são responsabilidades do governo. A cuidadora de idosos Margarida Fortunato, de 55 anos, acredita que o salário ideal para se viver bem seria de R$ 1.500,00 Em sua casa, moram e outras nove pessoas, três das quais trabalham e contribuem com os gastos. Suas despesas mensais são com a alimentação da família, que inclui mais do que uma cesta básica, pois, recentemente, ela adotou um bebê, o que aumentou os gastos no supermercado e também com a conta de água. Mesmo ganhando um salário mínimo, estou satisfeita com meu emprego e não gostaria de mudar. Sempre tive dois empregos, mas, agora com o sonho. Pretendo expandir minha salinha, diz. As novidades não param por aí. Sandra também conseguiu financiar uma moto. Agora ela tem mais facilidade de se locomover em Guarujá, cidade em que mora numa pequena casa no bairro da Enseada. Se preciso me deslocar de uma hora pra outra, não é mais problema. bebê, só consigo ficar aqui, confessa Margarida. Em São Paulo, o mínimo é de R$ 690,00. É o que recebe a empregada doméstica Roxane Silva, de 27 anos. A paulistana mora com mais quatro pessoas e os seus gastos mensais são divididos com a mãe e irmã. Gostaria de arrumar um emprego em que ganhasse mais. Como não tenho estudos, tenho receio; por isso, me acomodei com a situação atual, conta. Para adquirir seus bens essenciais, o trabalhador brasileiro precisou cumprir uma jornada de 85 horas e 53 minutos em março e, no mês de abril, foram necessárias 94 horas e 41 minutos para a mesma compra, segundo o Dieese.

4 Agem prioriza geoprocessamento Agência desenvolve estudos com o objetivo de preparar a Baixada Santista para receber projetos regionais Richard Durante Jr. Adegas: a iniciativa tornará possível a aplicação mais direcionada dos recursos Geoprocessamento metropolitano, monitoramento de uso do solo urbano e o plano de desenvolvimento estratégico da região. Estes são os principais projetos que estão sendo elaborados pela Agência Metropolitana (Agem), braço executivo do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista (Condesb). Considerado de vital importância, o geoprocessamento metropolitano possibilita agregar e integrar informações em dados, em que as consultas, sobrepostas em mapas, deverão gerar produtos de pesquisas da região, dando suporte ao planejamento municipal, regional e estadual. Recentemente, servidores municipais realizaram um curso para que esses dados e suas estruturas de informações possam ser enviados para o banco de dados da Agem. A intenção deste projeto é apoiar as decisões de planejamento para o desenvolvimento da Região Metropolitana. Atualmente, estão sendo realizadas a segunda fase com licitações e a terceira fase com a organização dos dados da região. A previsão é de que, até o final do ano de 2012, estejamos com as cinco fases finalizadas para realizar ajustes e novas implementações em 2013, porque é um sistema que não se esgota e sempre há necessidade de alimentação em sua base de dados, explicou Márcio Quedinho, diretor-técnico de tecnologia da informação. O Plano Metropolitano de Desenvolvimento Estratégico da Baixada Santista, que está em fase de licitação, é mais um importante trabalho da Agem que irá contribuir para desenvolver estudos e cenários com o objetivo de realizar uma análise da real capacidade existente no território metropolitano. Entre as funções do Plano, está a de que o Governo do Estado de São Paulo possua um planejamento estratégico que oriente os diversos investimentos públicos e privados necessários para a Baixada Santista até Esse planejamento orientará, inclusive, os termos de referência de planos e projetos futuros e propiciará aos municípios da região cenários e perspectivas de desenvolvimento econômico, mobilidade e habitação, com as potenciais demandas regionais, de tal forma que lhes permitam organizar a sua atuação estratégica e estabelecer programações orçamentárias e de planejamento enca- deadas de curto (2015), médio (2020) e longo prazos (2025). O plano será um importante instrumento para a elaboração de políticas públicas que tem como objetivo o desenvolvimento da nossa região. Essa iniciativa tornará possível a aplicação de recursos de forma mais direcionada, uma vez que o Plano revelará as principais demandas dos nove municípios, disse Marcos Aurélio Adegas, diretor- -executivo da Agem. O Plano Macrometrópole está a cargo da Secretaria de Desenvolvimento Metropolitano e da Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano (Emplasa). Desse Plano, sairá o Plano de Ação Estratégica para a Macrometrópole Paulista, que constitui um instrumento de planejamento de longo prazo que pretende fornecer apoio para a formulação e implementação das políticas públicas. A diretora-técnica da Agem, Débora Blanco, acredita que o Plano da Macrometrópole será bastante beneficiado atuando Planejamento tem como desafio acesso viário, diz secretário Luciano Agemiro dade. Não é que o santista ficou mais rico, o padrão econômico dele é que melhorou. Essa melhoria, em conjunto com as facilidades do financiamento, faz com que o santista prefira morar sozinho. Antes, as famílias viviam em uma única residência, mas, hoje, os filhos já conseguem comprar seus imóveis e deixar a casa dos pais, explica Neves. Com isso, outro problema surge nas ruas da Cidade. Uma vez que o cidadão deixa de dividir um imóvel com uma família, deixa de partilhar bens como o veículo, por exemplo. Aumenta o número de imóveis e o de carros nas ruas. Para tentar minimizar os problemas causados pelos transtornos do excesso de veículos, a Prefeitura criou normas para as construções. Após diversas consultas públicas, criou-se legislação para coibir as construções em locais onde gerariam impactos para a estrutura do Município. Grandes empreendimentos não podem ser instalados em ruas que não suportam trânsito ou não têm instalações de água e esgoto suficientes para suprir a demanda. Com apenas uma quadra, entre as ruas Azevedo Sodré e Tolentino Filgueiras, a Rua Clay Presgrave do Amaral, no Gonzaga, é um exemplo do que não poderá mais ocorrer na Cidade. O logradouro Crédito estreito recebeu três grandes empreendimentos na última década. Criamos uma norma que reduz em até 30% no tamanho de todas as edificações da Cidade. Pouco mais da metade de todas as ruas da Cidade (53%) sofreram redução de até 30% no potencial construtivo das vias. No restante, até 10% de redução desse índice. Outra medida é o Estudo de Impacto de Vizinhança, que força o empreendedor a apresentar um planejamento de impacto viário, ambiental e de todos os outros tipos que possa causar. Após o resultado, ficam por conta do empreendedor os custos das obras para minimizar este dano. O empreendedor recebe o lucro, nada mais justo que ele pague as obras para minimizar o impacto provocado, diz Neves. Gargalo Na opinião do secretário, o principal desafio santista no que diz respeito à infraestrutura são as portas de entrada do Município. Quem acessa o porto pela Via Anchieta ou entra em Santos pela avenida da praia encontra os mesmos problemas, só que em proporções diferentes, reconhece. Enquanto os caminheiros sofrem com os acessos ao maior porto da América Latina, os trabalhadores que vêm de cidades vizinhas passam apuros para chegar pela avenida da praia Nos últimos dez anos, Santos cresceu 0,4% em população, o que aponta certa estagnação no número de habitantes da principal cidade da região. A tendência deve mudar na próxima década, já que os investimentos do pré-sal prometem aumentar o número de moradores e veículos nas ruas da Cidade. Para explicar como a Administração Municipal pretende evitar um colapso na infraestrutura da Cidade, o jornal Primeira Impressão conversou com o secretário de Planejamento de Santos, Bechara Abdala Pestana Neves, que avaliou como maior desafio as obras viárias de acesso a Santos. O setor imobiliário cresce a todo o vapor. Estudos das associações ligadas à construção civil em Santos revelam que a ocupação dos imóveis é quase total. Os números do Censo 2010 revelam que, em dez anos, a população santista quase não aumentou. Apesar de parecer confuso, é o santista quem está ocupando os novos imóveis da Cidade. Hoje, muitas pessoas conseguem subir de classe social e aqui na Baixada Santista não é diferente, diz. Com melhor condição financeira, o cidadão de Santos consegue migrar para os pontos com melhor infraestrutura na Ciem conjunto com o Plano de Desenvolvimento Estratégico. O Plano Metropolitano vai ter uma sequência de discussões porque vai levantar uma série de outros planos que estão sendo feitos. Vamos ter que formar um grupo de trabalho para ir acompanhando todos os relatórios que a empresa contratada vai fazer, disse. Esse relatório passará por um grupo que será encarregado de dar um diagnóstico correto. Por exemplo, a Secretaria de Habitação está fazendo o Plano Metropolitano de Habitação. Ele está dentro do contexto da região? Como eles estão fazendo? Quem está fazendo? Como eles estão vendo? Esse plano vai dar uma boa diretriz na questão do planejamento, explicou. Criada com o objetivo de organizar, planejar e executar as funções públicas da região, a Agem, que é um órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Metropolitano do Estado, atende aos municípios de Bertioga, Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos e São Vicente, que compõem a Região Metropolitana da Baixada Santista, com uma população superior a 1,7 milhão de habitantes, que chega a triplicar nos períodos de temporada de verão. Câmaras Temáticas As Câmaras Temáticas do Condesb funcionam como uma espécie de secretarias da Região Metropolitana da Baixada Santista. Todos os meses, os membros de cada Câmara se reúnem, geralmente na sede da Agem, e discutem novas propostas e soluções para a região que, posteriormente, são levadas às reuniões do órgão para que os prefeitos tomem conhecimento e aprovem os projetos que saíram dessas discussões da Câmara, sempre planejadas de forma metropolitana. Desde 1997, com a criação do Condesb, foram formadas as Câmaras Temáticas de Saúde, Transporte Público de Passageiros, Meio Ambiente, Assistência e Desenvolvimento Social, Esportes, Planejamento e Desenvolvimento Econômico, Assuntos de Segurança Pública, Assuntos Tributários, Especial de Cultura, Especial de Agropecuária, Pesca e Aqüicultura, Especial de Saneamento, Especial de Políticas Públicas para a Juventude, Especial de Petróleo e Gás, Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Especial de Sistema Viário Regional, Habitação, Turismo, Educação, Especial Pró Copa do Mundo 2014, Especial de Equalização das Leis Municipais com Caráter Metropolitano e Especial de Políticas Públicas para as Mulheres, chegando ao total de 21. As Câmaras Temáticas recebem atribuições específicas. A quantidade de membros de cada Câmara Temática varia, sendo, entretanto, sempre um de cada município e do Estado no campo funcional que ela se enquadra e das interfaces que tenha com outras funções públicas. CARINA SELES Trecho da divisa entre os dois municípios se constitui em um dos principais gargalos do trânsito ou pela balsa. A solução é uma terceira entrada, na Zona Noroeste, que ligaria a região ao Marapé, por dentro do morro. Este acesso diminuiria o fluxo dos veículos no morro da Nova Cintra. São várias as alternativas que estão sendo projetadas para minimizar o problema do fluxo de veículos em Santos. Além das ciclovias já instaladas, muito usadas por trabalhadores do porto, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que é discutido há muito tempo pelo governo estadual, há projetos para a utilização de hidrovias na região. Se eu vou para Guarujá de balsa e para Vicente de Carvalho de catraia, é possível chegar até Cubatão, alguns bairros de São Vicente e outras cidades mais ao sul pela água, argumenta. Outro ponto importante destacado pelo secretário é que a população de Santos só quer parar na frente de casa e do destino e não imagina que vai encontrar trânsito durante o percurso. Na avenida Paulista não tem estacionamento, na Marginal Tietê também não. Por que os grandes corredores de Santos, como avenida Ana Costa e Francisco Glicério, têm que ter vaga para estacionar?, questiona. Mesmo com todas as medidas que foram implantadas, como os corredores de ônibus nas principais avenidas da Cidade e a legislação para diminuir os impactos das grandes construções, Neves acha que só com a colaboração de todos será possível alcançar os objetivos. Além de incentivar o transporte público e outros modais de transporte, para melhorar a condição do tráfego, cada santista precisa abrir mão de um pouquinho de mordomia. Plano Diretor investe na melhoria da qualidade de vida Lucas Moura As diretrizes de uma cidade são decididas por meio da legislação estabelecida. Algumas vezes, as leis deixam a população confusa sobre de sua utilidade e aplicação no dia a dia. Uma lei que pouco santistas sabem como funciona, mas da qual muitos já ouviram falar, é o Plano Diretor de Desenvolvimento e Expansão Urbana, mais conhecida como Plano Diretor, que apesar da denominação longa é menos complicada do que parece. A chefe do Departamento de Planejamento do Desenvolvimento (Deplad), Regina Maria Aparecida Luz Cerioni Victorio, explica algumas das mudanças que ocorreram no texto da lei, que completará um ano em 11 de julho próximo. Uma grande mudança foi a maior participação de munícipes, que foram capacitados para debater, pois não haveria como opinar se não entendessem o texto do Plano Diretor e como funcionaria, diz Regina. Ela explicou que o plano é subdividido em sete grupos, os chamados vetores de desenvolvimento. São eles: meio ambiente, desenvolvimento ur- Empresários terão que adequar seus investimentos às novas regras bano, turismo, pesquisa e desenvolvimento, energia, porto (retroporto e logística), pesca e aquicultura. Todos os processos de mudança entre a antiga e a nova legislação exigiram 61 reuniões e audiências públicas, envolvendo população e Poder Público. As mudanças do código tiveram participação essencial dos conselhos municipais de Desenvolvimento Urbano e de Desenvolvimento Econômico que apresentaram propostas elaboradas pelas sociedades de melhoramentos. Regina acrescenta que o objetivo do plano é o desenvolvimento econômico e a melhoria da qualidade de vida. Além do cidadão comum, também os empresários têm buscado adequar seus investimentos às novas regras. Ela ressalta o crescimento que Santos vai experimentar com o novo plano e a evolução no processo de inclusão social. Além do Plano Diretor, podemos incluir também a mudança na Lei de Uso de Ocupação de Solo, que diminuiu o tamanho dos edifícios da cidade entre 30% e 50%, complementa. Para Regina, as leis de Uso Maior ventilação entre os prédios, diminuição das garagens e maior fluidez no trânsito são alguns dos benefícios do novo Plano Diretor de Ocupação de Solo e de Zonas Especiais de Interesse Social que fazem parte do Plano Diretor, ajudam no crescimento da cidade na área da construção e também na redução do tamanho de alguns empreendimentos. Essas mudanças trarão benefícios como, por exemplo, uma maior fluidez de trânsito Para Sebrae, empresas locais devem aproveitar as oportunidades Juliana Kucharuk Os empreendedores da região ainda não vislumbram o setor de negócios para negócios, de uma empresa vender para outra. A opinião é do gerente do Sebrae na Baixada Santista, Paulo Sérgio Brito Franzosi. Eu acho que isso é uma característica que os empreendedores deveriam olhar na região. Para o consultor, o mercado do petróleo e gás pode ser melhor explorado pelos empreendedores locais. Mais empreendedores estão abrindo novas empresas, mas ainda de produtos destinados ao consumidor em geral, como as que vendem bolsas, roupas, óculos, sapatos, materiais de construção... Isso é bom? Claro que sim, precisamos disso. O mundo está crescendo e com certeza há espaço no mercado para todas essas pessoas. Mas o que sinto é que elas devem aguçar o seu olhar para esse movimento também dessas empresas (grandes), diz. Abrigando grandes oportunidades de negócios no Porto de Santos bem como no Pólo Petroquímico de Cubatão, a Baixada Santista atraiu grandes empresas como a Petrobras, Sink Engenharia, Modec, entre outras. Segundo Franzosi, essas empresas podem precisar de serviços simples que as empresas da região poderiam atender. Se ela tiver que comprar um produto e nenhuma empresa de Santos, região, São Paulo ou do Brasil tiver, ela vai comprar em outro país. Existe uma série de produtos de bens e serviços que são demandados por essas empresas e que muitas vezes a gente desconhece, mas é aí que está o grande valor agregado: de você poder oferecer um serviço com um valor diferenciado, destaca Franzosi. Para o gerente do Sebrae, quando uma empresa vende um produto ele tem um valor padrão no mercado, mas se esta empresa vender um serviço exclusivo ou muito especializado, a empresa terá uma margem de lucro maior. Por isso, eu acho importante os empresários locais vislumbrarem essa questão da oferta de bens e serviços para essas grandes empresas que estão chegando à região, argumenta. Concorrência A concorrência para o empreendedor sempre vai existir, afirma o consultor. Eu particularmente acho que há lugar para todo mundo e mais alguém, destaca. Ele acredita que se for lançada mais uma loja de sapatos ou de roupas e se ela tiver produtos adequados aos seus clientes, atualizando-se para oferecer aquilo que ele quer ela sempre venderá. A questão da concorrência é de fazer melhor. Não importa se você tem 40 anos ou seis meses. Se você traz um produto adequado ao seu cliente e sempre o mantém informado daquelas novidades, oferecendo um preço adequado, você focou um nicho de mercado e aquele cliente será seu por bastante tempo, complementa. Franzosi acredita que seja o momento ideal para se prospectar no mercado corporativo regional. Sobre a concorrência, ele dá algumas dicas. Quando você está vislumbrando um mercado diferenciado você tem mais chance de crescer e de uma forma sustentável porque você está se especializando em algo diferenciado que muitas vezes não tem a quantidade na região. E como você percebe isso? É indo atrás dessas empresas, acompanhando suas licitações, analisando os materiais que elas compram, visitando feiras, buscando informações do que existe no mercado e vendo principalmente se você tem a competência adequada para montar aquele negócio, se tem o recurso financeiro adequado e se tem condições de atenem razão da redução do espaço a ser ocupado pelos novos empreendimentos. Com as novas regras haverá maior ventilação entre os prédios, diminuição das garagens e incentivos para as chamadas construções verdes e inteligentes, que captam água da chuva, aliviando a rede de drenagem. Em dias de chuva, esse sistema capta e armazena der aquelas empresas porque quanto maior uma empresa, mais exigente ela é, como na documentação e na forma de entrega, explica. Cursos O Sebrae oferece cursos e LUIZ FELIPE/ARQUIVO a água em reservatório próprio, podendo ser reusada pelo próprio edifício ou despejada aos poucos na rede, exemplifica a chefe do Deplad. Todas as informações sobre o Plano Diretor podem ser encontradas no site da Prefeitura de Santos, no link da Secretaria de Planejamento, sp.gov.br/planejamento. JULIANA KUCHARUK Paulo Sérgio: mercado do petróleo e gás pode ser melhor explorado por empreendedores palestras gratuitas a fim de oferecer ferramentas ao empreendedor para desenvolver e administrar o seu negócio. A agenda completa de atividades pode ser consultada pelo ou pelo PRIMEIRA Edição e diagramação: Joanna Flora IMPRESSÃO Maio de Edição e diagramação: Joanna Flora

5 Bolsa de Valores: uma eterna Thaís Moraes O personagem mais rico das histórias em quadrinhos, o Tio Patinhas, guardava tanto dinheiro embaixo do colchão que passou a dormir quase colado no teto. Decidiu então construir um edifício de 12 andares para armazenar toda sua fortuna. No entanto, Tio Patinhas poderia ter aumentado sua riqueza se tivesse agido de outra forma. Esse aumento do capital pode ser feito por meio das várias opções de investimento que o mercado oferece. Entre as principais estão poupança, ações, previdência privada, fundos, dólar, ouro, entre outros. A escolha vai depender da disposição que o cliente possui para assumir riscos, ou seja, quanto mais arriscado for o negócio, mais ele poderá lucrar. Se o investimento é de baixo risco, consequentemente também terá pouca rentabilidade. E foi justamente a chance de obter um bom retorno que fez com que Roberto Oliveira, 55 anos, começasse a investir na Bolsa de Valores em Tornei-me aposentado e quis aplicar em algo que tivesse um bom rendimento. A poupança trazia e ainda traz pouco retorno, apenas 0,5% ao mês. Em um dia na bolsa, é possível ter o equivalente a quatro meses de poupança. Um exemplo disso é que em 8 de agosto de 2011, uma ação da Ambev (Companhia de Bebida das Américas) valia R$ 43,52. Já em 18 de maio de 2012, às 15 horas, um papel da empresa estava cotado no valor de R$ 77,75. Em nove meses, houve um rendimento de 78,6%. Se isso for dividido, houve um lucro de 1,9% ao mês, avalia o investidor. Engana-se quem pensa que apenas pessoas mais experientes escolhem investir na bolsa. Ícaro de Carvalho tem 25 anos e já investe há seis anos. Estudante do 4º ano de Direito, escolheu o curso para aprender a ler contratos. Em um fórum na faculdade ouvi falar de um filósofo que aplicava na bolsa e quis saber o que era. Comecei a estudar sobre o assunto na internet e depois comprei diversos livros. Após um ano decidi que era hora de entrar no mercado. Hoje, ele fez de seu interesse pessoal a sua profissão: sua renda parte dos investimentos feitos na Bolsa, dá aulas online e presenciais sobre aplicações e está lançando uma TV educativa na internet que fala do mercado de ações. Como investir montanha russa Para os investidores, o mercado exige nervos de aço. Será que você está pronto para isso? Todos os entrevistados nesta reportagem dividem a mesma Aplicadores aconselham que o dinheiro a ser investido na Bolsa de Valores não pode fazer falta, já que o eventual lucro se dá em longo prazo opinião: o dinheiro a ser aplicado na Bolsa de Valores não pode fazer falta, ou seja, se o interessado em aplicar pensa em retirá-lo em breve deve fazer outro tipo de investimento, já que o lucro se dá em longo prazo. O ideal é que o investidor esqueça que possui o dinheiro, sem deixar de acompanhar a situação do mercado e de tomar decisões no momento oportuno. Comprar uma ação de uma empresa é o mesmo que comprar um pedaço dela, tornando-se um pequeno sócio. É como um casamento: amor e na dor. Se a empresa der lucro, os sócios também terão, mas se tiver prejuízo, perderão igualmente. Às vezes não só perderão dinheiro como terão que injetar mais para levantar a empresa, alerta o professor de política econômica Vitor Lemela. Existem dois tipos de ações que as empresas disponibilizam: ON (Ordinária Nominativa, que dá direito ao voto sobre decisões da empresa) e a PN (Preferencial Nominativa, não dá direito ao voto, mas tem preferência no recebimento de lucros). As PN s também são vendidas e compradas com maior liquidez, isto é, com maior facilidade. Fica a cargo das empresas escolherem quais ações serão oferecidas para compra. No Brasil, as ações são vendidas e compradas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Ninguém pode comprar ou vender ações por conta própria. Todas as operações são feitas por intermédio de uma corretora, que deve ser habilitada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Aquela imagem de agentes gritando e falando ao telefone também não existe mais. As operações são feitas no pregão eletrônico, pelo computador. As corretoras cobram diversos preços, que variam de R$ 5,00 a R$ 20,00 a ordem (compra e venda). Naturalmente quem cobra mais dá uma atenção maior. É o custo-benefício, explica Ícaro de Carvalho. Também são cobradas taxas de custódia (guarda das ações), corretagem (ordem de compra e venda por telefone), taxa de emolumentos (paga à Bovespa), de administração (no caso de clubes e fundos) e taxa de performance (quando a rentabilidade esperada é atingida). A taxa de emolumentos é a única com valor fixo. As outras variam de corretora para corretora. Após a escolha do intermediário, o cliente preenche um cadastro (nome, profissão, endereço e cópias de RG, CPF e comprovante de residência) e é aberta uma conta na Bovespa para esse investidor. Cada corretora define a quantia mínima para a abertura da conta. Ações Quem define a quantia mínima que poderá ser colocada na conta para a compra e venda de ações é a corretora e cada ação tem seu valor de mercado. Existem empresas pequenas com uma ação valendo R$ 0,20 e empresas na qual uma ação vale quase R$ 100,00, que é o caso da Ambev. Esses valores variam diariamente, às vezes em questões de minutos, por isso a Bolsa de Valores é tão instável. Apesar de existirem ações com valores baixíssimos de empresas pequenas, essas são mais difíceis de serem vendidas, pois não dão segurança. As empresas maiores possuem ações mais caras, mas a chance de lucro é muito maior, alerta Oliveira. Se um investidor compra uma LÍVIA DUARTE ação que vale R$ 50,00 e ela sobe no dia 10%, a ação, então, passa a valer R$ 55,00. O valor não é muito, mas e se ele tiver comprado mil ações que valem R$ 50,00? O acionista terá um lucro de R$ 5 mil. É por isso que segundo as pessoas que atuam nesse mercado, não compensa investir pouco dinheiro. Mas isso é só uma hipótese, poderá demorar meses ou até anos para que o investidor atinja seu objetivo ou pode ser que nunca alcance o valor desejado. O ideal é estabelecer uma meta, a de aumentar, por exemplo, o investimento em 15%. Quando isso acontecer ou chegar perto dessa porcentagem o investidor poderá continuar com as ações ou vendê-las. Mas caso opte em continuar investindo, achando que os papéis poderão subir mais, ele corre o risco de as ações caírem novamente. Esse é o caso de investimentos de longo prazo, mas há também o Day Trade, isto é, ações compradas e vendidas no mesmo dia. Entretanto, para haver lucro considerável, é necessário ainda mais capital para a compra de mais ações. Esse é o tipo de operação que Ícaro de Carvalho faz. mil em um número x de ações. Depois de três semanas, não vi o lucro que gostaria e percebi que esperar não era meu perfil. Eu queria o retorno em dias. O nome dado a esse tipo de operação é especulação e é feita por meio de gráficos. Todos os dias no início do pregão, ele olha os gráficos e escolhe em quem apostará suas fichas. Depois pega uma quantia emprestada da corretora (que pode aumentar de 1 a 10 vezes o capital do cliente) e compra uma grande quantia de ações. No final do dia devolve o dinheiro emprestado. A operação não rende juros porque foi devolvido no mesmo dia. É muito arriscado, porque se as ações que comprei caírem, terei que pagar para o banco não só a quantia emprestada mas também o prejuízo. O Day Trade também pode ser feito com recurso próprio, não é necessário utilizar capital de terceiros. Os que efetuam esse tipo de operação são chamados de traders. Como escolher as empresas? A melhor hora de comprar ações é na crise. Compra em baixa e vende na alta. Mas é necessário ter nervos de aço porque na teoria é muito simples, aconselha o professor Lemela. Tipos de investimento Agora é a vez de escolher qual tipo de investimento será feito: por fundos, clubes ou de forma individual. Fundos: É como se fosse um condomínio. Cada investidor possui uma parcela correspondente ao total de ações que o fundo possui. Quem escolher essa opção deve estar de acordo com as regras impostas pelo fundo. O responsável pela decisão de comprar ou vender é um corretor. Clubes: Um grupo de amigos e/ou familiares pode se reunir e formar um clube, que deve ter no mínimo três pessoas, e no máximo, 150 investidores. Neste caso, não é necessário que o corretor tome a decisão. Um representante do grupo é que dá à corretora a ordem de compra ou venda. Individual: É o próprio investidor quem controla suas ações de compra e venda. Mas se ele precisar tirar dúvidas ou saber quais são os melhores investimentos naquele momento, pode entrar em contato com um consultor. Neste caso, a corretora disponibiliza o serviço Home Broker, que pode ser acessado pelo site da própria corretora. Ou o investidor pode ligar para a corretora e informar a compra e venda que deseja efetuar. A escolha do tipo de investimento fica por conta do acionista, mas é necessária uma preparação antes de tomar as decisões. Roberto Oliveira entrou no mercado de forma individual, mas no começo contava com a ajuda do corretor: Demorei três anos para entender como funciona realmente a Bolsa de Valores, mas podem passar 100 anos e o investidor nunca terá certeza do que vai acontecer. Um dos erros dos iniciantes é achar que sabe muito e depois acaba perdendo. Carvalho compartilha da mesma ideia: A dica para quem quer começar é estudar muito. O mercado pune com muita agressividade aqueles que pensam saber tudo. Especialistas garantem que a melhor hora de comprar ações é na crise, mas isso exige do investidor muito sangue frio e conhecimento Se uma empresa estava sempre em alta e sofre uma ligeira queda, é interessante comprar porque tudo leva a crer que ela suba novamente. Mas se as ações de uma empresa caem e não param de cair, então é dinheiro perdido. Será necessário esperar as ações alcançarem o valor de compra novamente ou vender por um preço mais baixo para ter um prejuízo menor. Apesar de todos os riscos, Carvalho pretende continuar investindo na Bolsa: Não tenho medo de perder dinheiro. Com o estudo da análise técnica, é possível saber projetar mais ou menos para onde os preços vão. Outro sistema que protege o acionista de perder muito dinheiro é o stop. Se a ação atingir um preço determinado pelo investidor, o sistema tira da operação. O stop pode variar de 1% de queda, para os mais conservadores, até 6% para os mais corajosos. Ele explica que o problema é a Bolsa estar em uma situação estável: O importante é ela estar em movimento, não importa se subindo ou descendo. Na queda também se ganha dinheiro. Mas o mau investidor coloca a culpa de seus prejuízos na Bolsa, mas certamente quem não soube investir foi ele. LÍVIA DUARTE Oscilações Muitos fatores determinam a oscilação da Bolsa de Valores. A principal no momento é a crise da Grécia. Em tempos de crise, não se sabe o que vai acontecer, então os investidores estrangeiros vendem as ações, pegam o dinheiro e aplicam em coisas mais estáveis. É por isso que quando a bolsa cai, o dólar se valoriza, já que os Estados Unidos é o porto seguro do mundo, explica Lemela. Nessa situação, é uma crise de mercado. Mas se uma crise se instala em uma empresa que possui ações, certamente estas cairão. Outro fator que causa o sobe e desce são as notícias, já que causam expectativa do que poderá acontecer. Às vezes um acionista poderá vender ações achando que cairão devido a um acontecimento na empresa e o valor continua igual ou até aumenta. O inverso também ocorre. Para o professor, apesar das precauções que devem ser tomadas, o investimento em bolsas é muito saudável: Basta fazer uma aplicação consciente, ter um prazo elástico e comprar papéis de diferentes empresas. O brasileiro tem que perder o medo de aplicar em ações, já que o cenário de hoje é bem diferente daquele cenário de instabilidade vivido na década de 1980 e começo de Ponderação feminina Juliana Neri tem 25 anos, é administradora de empresas e pós-graduada em finanças. Considera a Bolsa de Valores um investimento interessante desde que se tenha fôlego para correr riscos. Lidar com a Bolsa não é fácil, exige conhecimento, habilidade, sangue frio e paciência. Não suporto a ideia de perder dinheiro por conta de uma variável que não posso controlar, como o mercado. A administradora faz três tipos de investimento: poupança, renda fixa e previdência privada e acredita que é da natureza da mulher ser mais cautelosa. Concordo que para ter um bom lucro é preciso arriscar, mas é necessário estipular metas, definir o quanto se quer ganhar e o quanto se suporta perder. Ganância demais te expõe a grandes riscos, por isso é bom ter um bom planejamento e saber a hora de parar. Para Juliana, a influência da imprensa no mercado gera muitas incertezas que o tornam contrastante. A imprensa pega pesado em determinados aspectos e é mais branda em outros. A Europa está na capa do jornal todo dia, mas poucos falam que as empresas do ramo imobiliário estão perdendo seu valor de mercado dia após dia. Por exemplo, a PDRG4, da PDG Realty, já acumula perda de 45% só em Um grande problema também é a especulação. Como dizem: a ação sobe no boato e desce no fato. Lança-se uma notícia Y na mídia. Se a noticia for boa, a ação sobe. Mas aí descobre-se que era apenas um blefe, pura especulação, a ação despenca. Cabe ao investidor ter feeling e know-how suficientes para discernir e gerenciar seus investimentos da melhor forma. Esse é o mercado de ações, uma eterna montanha-russa. 8 Edição e diagramação: Lucas Moura Edição e diagramação: Lucas Moura 9

6 Secretária diz que futuro da Cidade já está traçado Elizabeth Soares Quando se fala em departamentos ligados a finanças, frequentemente a imagem que vem à mente é de uma sala com divisórias, barulhos de máquinas de calcular, pilhas de papéis e pessoas correndo de um lado para outro com folhas preenchidas por números inimagináveis em contas do dia a dia. Mas não é bem isso que se vê na Secretaria de Finanças da Prefeitura de Santos. O silêncio das salas espaçosas e decoradas com muito bom gosto facilita a reflexão e talvez a compreensão das cifras que precisam ser constantemente somadas, subtraídas, multiplicadas e divididas. Mirian Cajazeira Vasques Martins Diniz é o nome da responsável pela pasta desde Nome grande, condizente com o tamanho de sua responsabilidade que é a de controlar as despesas de todas as unidades da Prefeitura, monitorar as receitas e prestar contas aos órgãos competentes. Nome e responsabilidades que contrastam com sua figura franzina, de aproximadamente 1m50 de altura, que acumula em seu currículo várias funções no Banco do Brasil e os cargos de diretora administrativa e financeira da Companhia Santista de Transportes Coletivos e da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET)- -Santos. Além do mais importante deles, o de mãe de dois filhos. Mirian sorri satisfeita ao falar das perspectivas econômicas da Cidade. Atualmente, Santos está envolvida em projetos de desenvolvimento Jessika Nobre O sonho de conquistar a casa própria, o carro do ano ou o aparelho eletrônico de última geração, poderá se tornar realidade para muitos, em Santos, pois a Cidade tem perspectivas econômicas positivas para o futuro próximo. Segundo o professor de Economia, João Carlos Gomes, o município terá a construção civil ainda mais incrementada, elevando, entre outros benefícios, o consumo. Com isso surgirão novos empregos nos setores de comércio e serviços, garantindo o crescimento nos próximos cinco anos, devido ao aumento da renda na região. A Cidade se tornará pólo de comércio e serviços e um centro estratégico logístico de movimentação de cargas para o Porto, afirmou. De acordo com Gomes, em Santos ainda não existem programas de qualificação focados Mirian Cajazeira, titular da pasta de Finanças, diz que Administração Municipal deixa projetos que não têm mais volta decorrentes do Programa Santos Novos Tempos e conta com uma verba de cerca de R$ 500 milhões, provenientes de financiamento do Banco Mundial, recursos da União, da iniciativa privada e do próprio município. Entre os projetos já definidos e em fase de implantação desde 2011, está o Porto Valongo, que consistirá na revitalização dos armazéns 1 a 8. Um deles será de responsabilidade da Universidade de São Paulo (USP), para a implantação de um centro de pesquisas oceanográficas. Dentro do programa, também está prevista a construção na entrada da Cidade de um complexo comercial e hoteleiro, por parte da empresa Odebrecht, além de uma marina, inspirada em portos internacionais, como o de Marselha, na França. Outra obra prevista é o mergulhão, túnel subterrâneo para tráfego de caminhões na região dos armazéns onde o projeto será implantado. De acordo com Álvaro Silveira Filho, economista assessor de Mirian nas palavras dela, seus dois braços e duas pernas -, o porto sempre foi separado da Cidade: Há alguns anos era impensável mexer na área portuária, diz. O Programa Santos Novos Tempos prevê, ainda, um trabalho de macrodrenagem em bairros da Zona Noroeste que sofrem com as enchentes na região. Hoje, o principal objetivo da secretaria é utilizar parte do orçamento da Cidade de R$1 bilhão e meio para modernizar a máquina. Mas as coisas já foram bem diferentes. Segundo Mirian, quando assumiu o cargo, em 1998, existiam inúmeros problemas. Atrasos no pagamento dos funcionários e numerosas dívidas a fornecedores faziam parte da realidade com a qual teve que lidar. Foram anos para que tudo fosse sanado. Era um caos, mas aos poucos fomos consertando os estragos e, em 2001, a Lei da Responsabilidade Fiscal nos ajudou muito neste sentido, pois nos deu respaldo para continuarmos a trabalhar da forma que achamos ser a correta, recorda. Para conseguir todos os financiamentos que a Cidade obteve de órgãos públicos nacionais e internacionais, foi preciso colocar todas as contas em dia. Se houver documentos atrasados ou que tenham sofrido rejeição do Tribunal de Contas e se todo o trabalho não for transparente, não se consegue o recurso solicitado, explica. Santos foi a única cidade da Baixada Santista que conseguiu montar um projeto que fosse aprovado para conseguir verba do Banco Mundial. Nosso endividamento é de 10% do total da receita líquida da Cidade. O limite pela Lei da Responsabilidade Fiscal é de 120%, acrescenta. Mirian acredita não ser possível trabalhar nas finanças sem a autonomia necessária para dizer não. E isto inclui negar a implantação de projetos de algumas secretarias que necessitem de verbas acima do orçamento destinado a elas. Perspectivas são otimistas, diz professor Mirian destaca os projetos Santos Novos Tempos e Porto Valongo como duas das iniciativas mais importantes do Governo Municipal Professor João Carlos Gomes prevê que a construção civil será ainda mais incrementada em Santos e região RENATO FIGUEIREDO Para ela, trabalhar com os números é uma vantagem, pois não há possibilidade de ceder ao jogo político. O dinheiro existe ou não e ponto! Não dá para fazer média. Neste sentido, é muito bom trabalhar com a atual administração, que me dá total liberdade para fazer meu trabalho da maneira que é preciso ser feito. A secretária afirma orgulhar-se de trabalhar com a equipe da secretaria pela ética, comprometimento e dedicação de todos. Está acabando o governo e nós estamos deixando projetos para o desenvolvimento da Cidade, que não têm volta, além de um saldo de R$ 15 milhões para que o próximo prefeito continue modernizando a máquina. nas novas competências exigidas e a qualificação da mão de obra está abaixo do mínimo requerido pelas demandas de produtividade das novas atividades. Não há programas que levem em consideração o desenvolvimento de competências sociais indispensáveis para dar suporte às técnicas, disse. Para Gomes, a região santista poderá sofrer os mesmos problemas que Macaé, no Rio de Janeiro, enfrentou quando cresceu economicamente, mas tendo como consequência diversos problemas sociais em razão da má distribuição de renda. O fluxo migratório induzido pelo crescimento econômico é um efeito natural do capitalismo e, para ele, em Santos não será diferente. Por isso, será necessário um programa de qualificação da mão de obra, para garantir emprego aos trabalhadores do município. O professor acrescentou que a Cidade carece de um projeto político democrático para incentivar a população a participar das questões de desenvolvimento estratégico de médio e longo prazos. Aqui, ainda há grupos políticos e instituições hegemônicas que constroem um círculo de poder, cuja característica é prevalecer os interesses que emergem desses grupos e impedem um debate mais aberto sobre os problemas futuros. No Valongo, passado e futuro Complexo valoriza área histórica de Santos e traz perspectivas de crescimento econômico Bruna Corralo Antes Porto do Bispo, hoje uma área abandonada e no futuro um complexo turístico, náutico, cultural e empresarial de nível internacional. Este é o projeto Porto Valongo Santos, que revitalizará a área entre os armazéns um e oito, sem uso há mais de 20 anos. O empreendimento vai gerar vagas, entre empregos diretos e permanentes e mil temporários durante a construção. O espaço que se inicia no final da Rua São Bento, onde está localizada a Igreja do Valongo, até 1880 era conhecido como Porto do Bispo. De acordo com o historiador José Dionísio de Almeida, neste lugar, até as proximidades da Alfândega havia 18 trapiches, pontes de 150 a 200 metros, onde os navios ancoravam para carregar e descarregar. A partir de 1888 começam a ser construído o novo porto por Eduardo Gafree e Candido Guinle. Os primeiros 250 metros deste porto começa exatamente do final da Rua São Bento até a Alfândega. Em termos históricos podemos dizer que é uma das áreas mais importantes da cidade. Está relacionada com as transformações e evolução urbana a partir da segunda metade do século XIX, proporcionado pela riqueza gerada pelo café que era exportado em grande volume por esse porto, disse Almeida. Para o historiador este será mais um passo na recuperação Caroline Trevisan Terceira maior região do Estado de São Paulo, a Região Metropolitana da Baixada Santista recebe milhões de visitantes em feriados, finais de semana e durante a temporada de verão. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apontou, em 2011, cerca de 1,6 milhão de moradores. Além das praias, o principal cartão de visita dessas cidades, há também uma diversificação de atrativos para satisfazer todo o público, especialmente opções de passeios mostrando as riquezas da história e cultura. A Baixada Santista, de Praia Grande a Peruíbe, recebe em média sete milhões de pessoas em uma única temporada de verão no mês de dezembro a março, segundo a Secretaria de Estado do Turismo de São Paulo. Esta média, porém, vem apresentando crescimento nos últimos cinco anos. De acordo com dados da Ecovias, concessionária que administra o sistema Anchieta-Imigrandes, a temporada de verão trouxe a Santos 4,7 milhões de turistas. O número de visitantes do Guarujá, por exemplo, vem crescendo significativamente nas últimas temporadas de verão. No último verão, aproximadamente três milhões de pessoas e, durante o Carnaval, cerca de 600 mil. O secretário estadual Márcio O projeto prevê a revitalização de armazéns degradados e investimentos da iniciativa privada, da ordem de R$ 500 milhões do Centro Histórico de Santos. Felizmente a Cidade desde o início da década de 1990 vem se preocupando mesmo que ainda de forma lenta em recuperar o seu Centro Histórico, que é um dos mais importantes do Brasil. Integração A nova estrutura será totalmente integrada ao Centro Histórico e ao Valongo, promovendo a aproximação da cidade com o porto. O objetivo primeiro de revitalização de áreas portuárias desativadas e no caso específico do projeto em Santos, é a integração urbana dessas áreas, incentivo comercial e de revitalização, especialmente na região do Centro Histórico, na medida da existência de programas como o Alegra Centro e dos investimentos públicos já alocados na região do centro, Região de lazer, história e cultura França acredita, que ao longo dos anos, o turismo organizado pelos estados e municípios importou-se muito com o corporativo, representante de uma parte significativa, em especial na capital paulista. Agora estamos promovendo uma mudança completa de rumo. A prioridade é conversar, relacionar-se e organizar fatores com relação ao turista anônimo - aquele que pega seu carro e se dirige a uma determinada região com seus filhos, passa em um hotel, vai a um restaurante. Enfim, vamos nos voltar para essas pessoas, que não são poucas, explica França. A hotelaria de São Paulo tem, praticamente, 100% de ocupação durante a semana, dos quais 80% são os chamados turistas corporativos. Além disso, há a preocupação com a estrutura para participar de feiras e eventos. O Santos e Região Convention & Visitors Bureau, entidade criada sem fins lucrativos em 8 de abril de 2002, formada a partir da união de iniciativa privada, Poder Público e entidades de classe, procura criar uma nova embalagem para a região, denominando-a de Costa Mata Atlântica. A entidade integra todos os segmentos econômicos. O assessor de imprensa do Bureau, Maurício Businari, ressalta a importância econômica da Costa Mata Atlântica, em função do afirmou o secretário de Assuntos Portuários de Santos, Júlio César Novaes de Paula Santos. O projeto considera também aspectos ambientais como a redução de tráfego de carga e poluição sonora e criação de áreas verdes. Do ponto de vista econômico ainda aumentará o valor agregado na área do Centro Histórico e a captação de impostos gerados pelos usos comerciais do projeto (ICMS e ISS). O secretário aasegura que o empreendimento trará um impacto positivo para o município, especialmente no que se refere a otimização do sistema rodo-ferroviário da entrada da cidade, garantindo o fluxo de cargas do maior porto da América Latina. A proposta preserva todo um conjunto projetado na região do Centro que potencializa o turismo de negócios, além da Porto de Santos, como fator de atração para o desenvolvimento do turismo de negócios. Hoje, o Porto, o maior do hemisfério sul em termos de infraestrutura e movimentação de cargas, concentra cerca de um quarto dos produtos negociados pelo exterior. Ele atende aos estados de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás e países do Mercosul, destaca. E ainda acrescenta: As indústrias de Cubatão são um dos principais polos industriais DIVULGAÇÃO criação de vários postos de trabalho, de um grande parque e áreas de contemplação, entre outras iniciativas importantes, como a de um novo terminal para cruzeiros, explicou. O historiador também acredita na integração e no desenvolvimento que o Porto Valongo trará para a cidade. O projeto irá proporcionar geração de renda e desenvolvimento. Isso porque, o turismo, a história e a cultura são as principais fontes de geração de riqueza dos países que os colocaram como prioridades, opinou. A superfície total de área construída será de 140 mil m². Serão feitas edificações e intervenções em terra e mar, além da acessibilidade ao empreendimento. Para isso, foi estimado o investimento de cerca de R$ 500 milhões da iniciativa privada. do País. Segundo Businari, o reconhecimento do Brasil, ao final de 2011, como a sexta maior economia mundial vem provocando euforia nos mais diversos setores do País. Certamente, a crise econômica que a Europa vem enfrentando desde 2008, e que ainda não dá sinais de arrefecimento, aliada a alguns componentes especiais, como os grandes eventos esportivos previstos para acontecerem em 2014 Projeto Além do terminal de passageiros, o empreendimento inclui a construção de uma marina, centro de negócios, escritórios e hotéis, bares, restaurantes, galerias de arte, áreas para o Instituto Oceanográfico da USP e do Instituto de Ciências do Mar da Unifesp, museu portuário, espaços para informações turísticas, feiras e eventos. Ainda integra o projeto, a obra chamada de mergulhão, uma passagem subterrânea na avenida perimetral do porto na margem direita para passagem de caminhões. Esta obra está sob responsabilidade da Codesp e deve ter início no próximo ano com recursos garantidos pelo Governo Federal. O Porto Valongo é fruto de um convênio, firmado entre a Secretaria de Portos da Presidência da República, Codesp e Prefeitura de Santos, assinado em No último dia 27 de abril foram apresentados pela empresa Ove Arupe & Partner os estudos de viabilidade técnicofinanceira, e sócio ambiental do plano de ocupação dessas áreas. Está previsto que até meados de 2013 as licitações para contratação das obras estarão prontas. Praias se constituem no principal atrativo da Baixada Santista, região que recebe milhares de turiscas a cada temporada de verão RENATO FIGUEIREDO (Copa do Mundo de Futebol) e 2016 (Olimpíada), faz do Brasil a bola da vez, opina Businari. A Copa do Mundo de 2014 trará, certamente, turistas à Baixada Santista, devido à proximidade com São Paulo, onde serão disputadas algumas partidas do torneio, inclusive a abertura da competição. Esse fato faz com que a região seja uma excelente opção para passeios com roteiros que agradarão a visitantes do mundo inteiro. 10 Edição e diagramação: Caio Augsuto Edição e diagramação: Lucas Moura 11

7 Nova alternativa vai exigir mudança de hábitos Ivan Baeta Os primeiros passos da construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) foram iniciados em São Vicente e os questionamentos sobre sua solução para os problemas da mobilidade ainda não entraram nos trilhos. Para especialistas, o traçado ligando Santos e São Vicente será a maior dificuldade no processo de conscientização, justamente quando o trânsito ficar caótico em Santos. Para o jornalista, consultor e ex-secretário de Finanças da Prefeitura de Santos, Rodolfo Amaral, o santista não vai trocar o conforto do seu carro pela dúvida de um transporte ainda pouco adotado no Brasil. De origem genérica para suas concepções em decorrência de sua demanda e suas verdadeiras necessidades, o projeto deixa dúvidas para Amaral. Foram feitas pesquisas há uns três anos e seu traçado interno é o maior problema. Amaral diz que os pontos de origem e destino, de onde partem e chegam as composições, são limitados. Só usará o transporte quem realmente estiver próximo da zona de circulação dos trens. As pessoas não vão deixar seu carro em casa, pegar ônibus e VLT. Vão continuar trabalhando de carro, prevê. Os usuários inseridos neste contexto serão os moradores de Guarujá, que utilizariam o VLT a partir da Bacia do Macuco e os VLT Para especialistas, projeto ainda deixa dúvidas porque vai precisar de integração com os ônibus trabalhadores de São Vicente. Tanto no primeiro caso, como no segundo, os usuários precisam estar próximos destes pontos. O traçado interno do VLT só atingiria uma pequena parte da população, explica Amaral. Depois, vem os coletivos que necessitam estar integrados a este sistema para realmente funcionar. E outro problema será a população substituir seu meio de transporte e utilizar os serviços dos trens do VLT, destaca. Para ele, os ônibus seletivos serão usados com mais intensidade. Vamos precisar de mais linhas, acrescenta o jornalista, para quem a proposta do VLT pode desafogar parcialmente o trânsito, desde que as pessoas mudem seus hábitos e costumes. O cientista político Fernando Chagas tem a mesma opinião. A região precisa investir na mobilidade urbana. Para ele a população vem aumentando, o que significa que serão necessários vontade política e recursos para o trabalhador e o empresário se locomoverem. Para o cientista político o maior desafio é convencer o santista a se locomover de ônibus e deixar o carro em casa. Quando o VLT começar a funcionar na região, além de preço acessível, será necessário São Vicente é ponto de partida das obras PPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjj Desafio do VLT é conciliar novo meio de transporte com o número de veículos particulares que circulam pelas ruas da Cidade, que tem um dos maiores índices na relação veículos por habitante A definição para a construção do VLT, também conhecido como metrô de superfície, foi dada em São Vicente, em reunião que marcou todo o esquema de execução das obras que tem prazo final de licitação previsto para o dia 15 de setembro. Em reunião com autoridades da região, o presidente da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), Joaquim Lopes, garantiu que as obras começam ainda neste ano. Em São Vicente, o número de ônibus deve diminuir. As lotações continuarão, mas vão operar em conjunto com o VLT. O traçado do VLT em São Vicente favorece a população. E as linhas de ônibus intermunicipais e as vans transportarão os usuários para os trens. O valor da passagem será o mesmo do transporte coletivo, na casa dos R$ 3,30, explica Lopes. O valor orçado da obra é de R$ 850 milhões. O cronograma de execução das obras é de 18 meses, a partir do início das atividades. No ponto inicial do trajeto, que começa na estação Barreiros, na Vila Margarida, haverá o estacionamento para 4 ou 5 trens. Em Santos, a estação Porto Valongo abrigará o pátio e ponto de manutenção dos trens. Serão 28 estações no total: 6 em São Vicente e 22 em Santos. A importância para a Baixada Santista é que o VLT vai inaugurar uma modalidade de transportes que não existe no País, diz o presidente da EMTU. Inicialmente, o VLT entrará em funcionamento com 22 veículos, transportando 60 mil passageiros por dia, 400 por viagem em 22 trens, fazendo a ligação da Vila Margarida (estação Barreiros) com o porto de Santos (estação Valongo). Considerado de extrema importância para a região, o VLT tem prazo para entrar em funcionamento antes da Copa do Mundo, em O objetivo também é ajudar no fluxo dos turistas. Muito comum na Europa, o metrô de superfície ainda engatinha no Brasil, embora existam projetos similares ao que vai se iniciar na Baixada Santista. O atraso para esta obra é de 14 anos. O prefeito de São Vicente, Tercio Garcia, vê como uma vitória para a Baixada Santista. E até setembro haverá muita discussão técnica para minimizar o impacto das obras para a população. O objetivo é reduzir o transtorno das pessoas o mais rápido possível. Garcia ainda explicou que o transporte já existente vai alimentar o VLT para acelerar o tempo de locomoção, e outro passo é reduzir o número de veículos nas ruas. Para o presidente da Câmara de São Vicente, Pedro Gouveia, que comemora o desfecho desta etapa, o projeto do VLT contempla São Vicente O VLT vai reduzir o número de veículos nas ruas da Baixada Santista TErcio garcia, prefeito de são vicente que possui uma comissão de vereadores para o estudo dessas obras há tempos e agora o sonho do transporte integrado vai acontecer. Em São Vicente, as obras devem complicar somente nos ARQUIVO um trabalho institucional do Poder Público que deve levar cinco anos para apresentar resultados. Caso contrário, em três ou quatro anos, o trânsito na região entrará em colapso. O santista tem o hábito de usar o carro. Em Santos, é um carro wpara cada duas pessoas. E, as pessoas só deixariam o carro em casa se uma série de ações do Poder Público forem realizadas, conclui Chagas. pontos de cruzamentos com os veículos, na linha amarela. Mas no traçado há espaço para trabalhar na obra. Em Santos, onde a linha margeia as principais vias da Cidade, o problema deve ser maior, explica o vereador e ex-secretário de Desenvolvimento Urbano e Manutenção Viária de São Vicente, Leo Santos. O vereador Caio França observa que um viaduto precisa ser construído na Avenida Antonio Emmerich, e vai alterar a vida de milhares de pessoas que passam por ali todos os dias. O objetivo é encontrar soluções para o trânsito não ficar mais complicado do que já está, destaca. Ele aposta no projeto. A obra será o início de uma solução para o trânsito na região. Como o primeiro trecho não alcançará Samaritá, na área continental de São Vicente, França diz que a luta é para inserir este traçado (Samaritá e Esplanada dos Barreiros) o quanto antes. (I.B) Economia desperta atenção dos leitores Editora de A Tribuna discorreu sobre as perspectivas econômicas da região e contou que os leitores estão cada vez mais interessado no tema Joyce Salles As cidades da região comportam o atual crescimento imobiliário? O trânsito está preparado para um volume maior de automóveis? O sistema de saneamento está adequado a essa nova realidade? Esses são os questionamentos mais frequentes que a editoria de Economia do Jornal A Tribuna recebe dos leitores. Segundo a editora, jornalista Vânia Augusto, os leitores são participativos, seja por e- -mail, telefone ou pessoalmente, e questionam os temas abordados pelo jornal. No caso específico da cobertura da expansão imobiliária, por exemplo, eles cobram a intervenção do Poder Público a respeito de melhorias na infraestrutura urbana, pedem que as autoridades acompanhem com atenção os desdobramentos desse crescimento, para que não ocorra de forma desordenada, afirmou. Ainda sobre o ramo imobiliário, a jornalista destacou que Santos é a mais afetada já que a construção civil segue em ritmo acelerado. Na Cidade ficam os empreendimentos maiores, prédios luxuosos voltados a um público de poder aquisitivo elevado. Já nas cidades vizinhas, a construção segue mais voltada às classes média e média baixa. Com isso, futuramente, os municípios serão marcados especialmente pelo crescimento imobiliário e pelas possibilidades oferecidas pelo pré-sal da Bacia de Santos fazendo com que as cidades da Baixada ca- Thaigo Costa Entre os mais de cinco mil municípios brasileiros, Santos é o 23º em autonomia no orçamento. A frase do secretário de Desenvolvimento e Assuntos Estratégicos da cidade de Santos, Márcio Lara, comprova a alta arrecadação e a independência de receita na Cidade. Em 2012, o orçamento municipal está estimado em R$ 1, 6 bilhão, sendo que desse montante apenas R$ 646 milhões advêm de transferências do Estado e da União. Cerca de 53% do orçamento da cidade são de receitas próprias, advindas do IPTU, ISS e das taxas, explica Lara. Esses recursos são empregados prioritariamente nas áreas de Educação e Saúde, ressalta o secretário. Somente na área da Educação serão investidos este ano R$ 334 milhões. Já na Saúde o investimento será de R$ 311 milhões. minhem para um período de forte expansão. Por outro lado, é inegável que o crescimento está chegando, e chegando com força. A construção das torres da Petrobras no Valongo é uma realidade, disse Vânia que trata desse tema em suas páginas. Em breve, milhares de trabalhadores da região, e também de fora, serão incorporados à empresa, trazendo mais recursos e riqueza à Cidade e região. Ela acrescenta que as cidades devem se preparar para receber esses empreendimentos. Precisamos, portanto, de mais hotéis, mais apartamentos, mais estabelecimentos comerciais, precisamos ampliar o leque de serviços. Junto com a Petrobras a região está atraindo vários fornecedores, que aqui se instalam para prestar serviços à estatal. E mais uma vez caímos na questão da infraestrutura: estamos preparados para tudo isso?. Vânia não hesita: Minha resposta é sim. Há muitas críticas no sentido de que o crescimento está sendo desordenado, de que a população santista será expulsa para outras cidades etc. Não compartilho dessa linha de raciocínio. Acredito que o desenvolvimento vem acompanhado de amplas possibilidades - de novos empregos, de mais escolas, de outras opções de lazer etc. Ela prossegue argumentando: Há imóveis caros sendo erguidos, mas também há imóveis mais acessíveis. Ou seja, há opções para todos os bolsos. A região não ficará parada, acom- panhando o desenvolvimento de outros lugares. Vai crescer, vai se expandir, vai se incorporar ao cenário nacional como importante polo petrolífero, como destacado centro industrial. E isso não tem volta. Participação Além do crescimento regional, os leitores também acompanham a economia nacional e os assuntos ligados a rendimentos e aplicações são os mais procurados. Recentemente, quando o Governo Federal alterou as regras nas cadernetas de poupança, recebemos vários pedidos para abordar mais detalhadamente o tema. O mesmo acontece com as cotações das ações. Um bom termômetro dessa preocupação é a pági- Educação e Saúde são prioridades em 2012 CAROLINE LEME Márcio Lara: entre os mais de 5 mil municípios brasileuiros, Santos é o 23º em autonomia no orçamento na de Indicadores Econômicos. Poucos imaginam, mas é uma das mais lidas. Quando sai algum pequeno erro numa cotação, chovem ligações. Quem diria, não?, surpreende-se a própria jornalista. A Editoria de Economia abrange as áreas de petróleo e gás e sindical, com repórteres especializados em cada setor. Diariamente nos reunimos para discutir as pautas. Chegamos a um consenso sobre os assuntos a serem abordados de acordo com reivindicações dos leitores (por , Tribuna Digital ou mesmo por telefonemas). Também temos uma coluna, Mercado Regional, onde escoamos o material que muitas vezes, por falta de espaço, não temos como colocar nas edições diárias. Essa verba vai, principalmente, para a promoção da saúde, ou seja, a prevenção, para evitar que as pessoas fiquem doentes e para manter e aprimorar nossas escolas e creches, comenta Lara. Para o cientista político Fernando Chagas, essas duas áreas são, sem dúvida, primordiais, porém, devido a uma lei federal que torna obrigatório o investimento de, no mínimo, 25% da arrecadação da receita tributária líquida do município em Educação e 15% na Saúde, muitas vezes, acaba-se gerando certo comodismo e até mesmo desperdícios, uma vez que tais macroinvestimentos anuais tornam-se obrigatórios. Dessa maneira, percebe- -se como nosso orçamento é amarrado: além desses gastos pré-estabelecidos para educação e saúde, 54%, em média, são para gastos com o funcionalismo público, ou seja, para pagar servidores públicos mu- CAROLINE LEME Para Vânia Augusto, a Cidade de Santos é a mais afetada pela expansão imobiliária, já que nela ficam os maiores e mais luxuosos empreendimentos Há imóveis caros sendo erguidos, mas também há imóveis mais acessíveis. A região não ficará parada, acompanhando o desenvolvimento de outros lugares. Vânia augusto jornalista nicipais. Com isso, sobra muito pouco para investimentos reais, ressalta Chagas. Além desses encargos, o município precisa manter praças, jardins (principalmente os da orla da praia), investir em transporte público, meio ambiente e muitas outras coisas. Só com a coleta de lixo são gastos quase R$ 10 milhões por ano, que saem da Secretaria de Meio Ambiente, cuja verba total é de R$ 20 milhões. Ou seja, sobram apenas cerca de R$ 10 milhões para todo o resto dos programas ecológicos do município, conclui o economista. O orçamento atual, se comparado com 2011, que foi de R$ 1,49 bilhão, teve um aumento real de R$ 149 milhões. Entenda melhor alguns termos: Receita Líquida do Município: Verbas advindas de arrecadações municipais como IPTU, ISS e das Taxas; Orçamento municipal: Arrecadação municipal, incluindo transferências estaduais e federais e previsão de despesas. 12 Edição e diagramação: Edição e diagramação: Joanna Flora 13

8 Aposentados reivindicam planos de saúde mais baratos Jéssica Amador As cidades da Região Metropolitana da Baixada Santista e principalmente Santos viraram os destinos preferidos para quem quer curtir uma aposentadoria tranquila. Com isso, os aposentados das mais diferentes categorias também ajudam a movimentar a economia da Cidade. Só os aposentados do Sindicato dos Siderúrgicos e Metalúrgicos da Baixada Santista injetam na economia regional mais de R$ 20 milhões mensalmente. Porém, a luta não termina após a aposentadoria propriamente dita. Alguns trabalhadores não pararam de trabalhar em prol dos seus interesses. Uma das categorias que ainda luta por melhores condições são os metalúrgicos, representados pelo sindicato. Os aposentados prosseguem em conflito direto com a empresa pela qual se aposentaram e este é o principal objetivo do sindicato, que na região conta Simone Menegussi No século passado, grande parte da economia regional era movimentada pelos trabalhadores portuários. Organizados por um sindicato influente, os trabalhadores do Porto de Santos recebiam vários auxílios, além dos salários. Com o golpe militar em 1964, os sindicatos foram fechados, os líderes sindicais perseguidos e os portuários marginalizados. Atualmente, com a descoberta da camada do pré-sal, Santos é a bola da vez, segundo o diretor da Faculdade de Administração e Ciências Contábeis e supervisor do Núcleo de Pesquisa Sócio Econômico (Nese), Júlio Simões. O Porto de Santos está em pleno desenvolvimento para atender às novas demandas que a economia está proporcionando. A falta de mão de obra é grande, reconhece. Simões diz que, devido ao pré-sal e ao boom imobiliário, a Cidade está em evidência. Ressaltando que existe um foco muito grande em um determinado tema, petróleo e gás. Temos que pensar se teremos estrutura para suportar o aumento de pessoas que migrarão para nossa região, adverte. Segundo pesquisa do Nese, as três torres de três andares que serão construídas pela Petrobras trarão cerca de seis mil empregos diretos. Calculando que cada novo funcionário deverá trazer consigo mais duas pessoas para morar na Cidade, mais 18 mil novas pessoas residirão na Baixada, diz. Por isso, precisamos de mão de obra geral, pois este novo público consumirá, estudará e usará muitos serviços, declara o supervisor. Calcula-se que, até 2017, a Região Metropolitana da Categoria também luta por reconhecimento e remuneração mais digna com mais de membros, ligados principalmente à empresa Usiminas, no quadro de associados. Segundo o presidente do sindicato Florêncio Resende de Sá, a principal reivindicação dos aposentados da Baixada Santista e região é com relação ao valor imposto pelos planos de saúde. Hoje, a mensalidade de um plano de saúde para o aposentado é de 10% do valor da sua aposentadoria. Em média, os planos não saem por menos de R$ 250,00 mensais, afirma. Mais de 40% do quadro de aposentados, cerca de duas mil pessoas, tiveram suas aposentadorias decretadas por invalidez e doenças ocupacionais, o que faz com que o sindicato atue também auxiliando na área da Saúde. Nós trabalhamos com saúde preventiva no ambulatório do Sindicato e mantemos parceria com o Hospital das Clínicas, em São Paulo, levando semanalmente dois aposentados doentes para realização de exames e tratamento, explica o presidente. Segundo Resende, a principal doença causadora de aposentadoria por invalidez é o chamado benzenismo, contaminação no sangue causada pelo benzeno. O benzeno é líquido e é um composto tóxico, cujo vapor, se inalado, causa tontura, dores de cabeça e até mesmo inconsciência. Se inalado em pequenas quantidades por longos períodos causa sérios problemas sanguíneos, como leucopenia, que reduz as defesas do organismo, diz. A luta continua As associações de aposentados, ainda que de maneira tímida, continuam lutando por melhores condições de reajuste salarial e com relação aos trabalhadores ativos, ao fator previdenciário. Segundo Uriel Villas-Boas, representante da Asimetal - Associação dos Metalúrgicos Aposentados, as entidades precisam de estímulos para Setor portuário deve atender novas demandas de emprego Hallite: cursos atendem necessidades portuárias Baixada Santista (RMBS) precisará contratar até 220 mil pessoas, segundo dados da consultoria Ernest & Young. De acordo com o professor Júlio Cesar Raymundo, especialista em comércio exterior, gestão portuária e logística, da Faculdade de Tecnologia (Fatec), da Praia Grande, na região vivese uma verdadeira guerra por profissionais. É o que mostra o apagão da área de mão de obra que se constata não só na região, mas no Brasil, comenta. O Centro de Excelência Portuária (Cenep) vem procurando requalificar e qualificar trabalhadores avulsos ou não para o Porto. Hélio Hallite, administrador, economista e coordenador pedagógico do Cenep, declara que os cursos de qualificação já começaram. O programa de Ensino Profissional Marítimo (Prepom), mantido pelo Cenep, exige que o trabalhador avulso portuário faça o elenco de cursos básicos no primeiro momento: Básico de Arrumação de Carga e Estivagem Técnica, Sinalização e Cargas Perigosas, Técnicas de Peação e Despeação, Básico de Conferência de Carga, Básico do Trabalhador Portuário. Num segundo momento, o trabalhador portuário pode optar por fazer outros cursos com equipamentos como pá carregadeira e empilhadeira de grande e pequeno porte. Para o coordenador pedagógico, o Porto hoje está vivendo um momento muito especial com muita oferta de emprego e pouca mão de obra qualificada. Até o final do ano, dois grandes terminais começaram a operar: o da Brasil Terminal Portuário (BTP), na região da Alemoa, e o da Embraport, localizado na margem esquerda do porto. Estes terminais usarão equipamentos de ultima geração. O problema com a mão de obra é que as pessoas não são formadas para determinadas empresas e sim para os setores. As exigências dos terminais estão cada vez mais rígidas, informa Hallite. O papel do Cenep está sendo, alem de treinar o trabalhador portuário avulso, preparar trabalhadores para funções específicas para terminais. O administrador diz que a imagem do trabalhador braçal analfabeto do porto acabou. Segundo o coordenador, falar outro idioma é fundamental. O diferencial garante uma vaga de emprego imediato. O inglês e o mandarim são os mais requisitados. debates que culminem em soluções favoráveis para os aposentados. É necessária a realização de debates para descobrir uma forma de diminuir o impacto negativo que está havendo com os valores pagos aos aposentados, diz. A categoria busca uma maneira de motivar os associados para que estes não desistam da luta e continuem esperando Julia Brancovan apenas pelo reajuste do Governo sem qualquer reivindicação da classe trabalhadora. Alguns aposentados não sabem se querem o valor pedido pela categoria, porque não participa de ações realizadas pelos sindicatos e associações. Mas, por outro lado, quando este trabalhador está ativo, participa das campanhas salariais, conclui Villas-Boas. Ex-secretário diz que há muita especulação em torno do pré-sal Os pagamentos dos planos de saúde se tornaram um dos maiores obstáculos aos aposentados A escolha de Santos para sede da nova unidade de comando para a exploração e produção do Pré-Sal da Bacia de Santos trouxe novas perspectivas econômicas para a região. Porém, tantas promessas e progressos não acontecerão de forma imediatista. É o que garante o economista e professor universitário Fábio Barbosa, secretário municipal de Finanças de Santos durante os governos Telma de Souza ( ) e David Capistrano ( ). Segundo Barbosa, a região necessita de mão de obra qualificada, planejamento urbanístico e melhor infraestrutura do sistema de transportes. Temos que qualificar a nossa classe trabalhadora. As universidades da região e a própria Universidade de São Paulo já estão se preparando para isso. A verdade é que o pré-sal é um investimento de médio e longo prazos. Há muita especulação de curto prazo, diz. Segundo ele, todos esses investimentos vêm trazendo muita repercussão para o governo, atraindo grandes, médias e pequenas empresas estimuladas pelas perspectivas do pré-sal. Em conseqüência disso, o custo de vida para se morar na Cidade ficou mais caro, fazendo com que todos os setores do comércio local subissem seus preços, principalmente o setor imobiliário, que teve um aumento de até 48% em relação a agosto de Os dados são da última pesquisa realizada em 2011 pela direção regional do Sindicato de Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Comerciais de São Paulo (Secovi- SP), sobre o mercado imobiliário da Baixada Santista. Para Barbosa, a conta será paga pela população. Penso que existe uma aposta. Uma aposta precipitada no petróleo e, óbvio, especulativa. O mercado imobiliário, com certeza, vai quebrar, prevê. Imóvel é investimento de longo prazo. O preço do petróleo muda todo dia. Não podemos entrar no senso comum do milagre do pré-sal. Esse alto custo de vida que está sendo inserido maciçamente na população não acompanha o piso salarial da população, diz. Para Barbosa, outro grande problema da região é a mobilidade urbana, em especial quanto ao transporte metropolitano. Segundo ele, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), cujo início das obras está previsto para setembro, se bem conduzido, será um importante condutor para o melhor encaminhamento dessa questão. Não há dúvidas, se bem planejado, o VLT é um projeto fundamental para a região, independente do partido que esteja no poder no plano estadual, diz. Mas é claro que não adianta VLT com tarifas abusivas. Cabe à comunidade o debate e a pressão por obras com preços reais e, consequentemente, tarifas baratas. Temos que fiscalizar e acompanhar tudo isso como cidadãos, finaliza. Rafael Moreira Que a Baixada Santista vai crescer e muito com a exploração da camada pré-sal, não há dúvidas. Mas crescer para onde? O técnico em meio-ambiente e secretário de Gestão Ambiental do Partido Verde (PV), Paulo Roberto Castilho, alerta sobre os problemas cotidianos que isso trará. Santos não tem mais para onde crescer. A superlotação de pessoas que virão para trabalhar tanto no pré-sal como nos grandes empreendimentos que estão sendo construídos vai afetar principalmente o trânsito. Para abrigar tanta gente que está por vir, novos prédios estão sendo erguidos, o que causa o fenômeno da verticalização da Cidade. Segundo Castilho, isso também será fonte de sérios problemas. O movimento de muitas pessoas em um mesmo recinto causará um superaquecimento. Os edifícios contribuirão para isso, dificultando ainda mais a circulação de ventos tropicais, explica. No aspecto geral, segundo Roberto Castilho, os maiores alvos desta transformação regional serão as duas gerações que predominam em Santos: a juventude e a terceira idade. Os jovens até que vão se beneficiar das oportunidades de emprego, mas os idosos sofrerão um impacto violento em seu cotidiano, tanto no trânsito como em simples idas ao mercado. Exagero Já o ex-secretário de Meio Aline Almeida Se atualmente a situação do tráfego no Porto é alarmante e caso nenhuma medida seja tomada este cenário pode se tornar caótico. O problema não está apenas em Santos, toda a região sofre reflexos de seu funcionamento, diz a arquiteta Débora Blanco Bastos Dias, diretora técnica da Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem). E a região tem motivos para se preocupar, pois com a previsão de entrega do trecho Leste do Rodoanel em 2014, o fluxo no Porto de Santos terá, segundo estimativas oficiais, um tráfego de 24 mil veículos por dia. Para Débora, um dos principais motivos deste caos é o fato de não existirem alternativas viárias para transporte. Hoje, 80% da carga são transportados por modo rodoviário. É preciso estimular outros sistemas viários, para retirar essa carga das rodovias, diz. Mas, para que isso ocorra, algumas mudanças são fundamentais, como a implantação de sistema ferroviário e hidroviário de Impacto do pré-sal divide ambientalistas Debate levanta aspectos controversos e suscita polêmica entre especialistas Ambiente e atual vereador de Santos, Fábio Nunes, não vê esse reflexo tão negativo na região. O que está acontecendo é um movimento de pessoas que estão indo embora porque acreditam que a cidade perdeu o que elas chamam de qualidade de vida. Em compensação, há gente fazendo hora extra para comprar um apartamento no 25 andar de uma torre. Para o biólogo, Santos já contava com muitos edifícios há tempos e os que estão por vir não mudarão muita coisa no clima que já existe na Cidade. Para Fabião, como é conhecido, o fato de o novo Plano Diretor não ser punitivo, e sim mais restritivo quanto ao potencial de construção, alivia a preocupação em relação ao boom imobiliário. Desde 1999, aqueles gabaritos de verticalização não existem mais, o que existe é uma alteração do potencial construtivo, ou seja, ao invés de você construir muita área, você diminuiu a construção. A diretora do Ibama em Santos, Ingrid Oberg, também não enxerga esta evolução como algo negativo. Para ela, haverá um aumento populacional sim, mas não como estão divulgando. É um exagero por parte da mídia. Por outro lado, Castilho lembra um fenômeno parecido que ocorreu em Macaé, no Rio de Janeiro, para sustentar seu receio. Na década de 70, quando jazidas de petróleo foram descobertas no local, vários empreendimentos foram projetados. Com isso, gente de Tráfego no porto pode gerar cenário caótico qualidade. Segundo a arquiteta, outra boa alternativa seriam esteiras que cruzassem a serra com cargas. Para Milton Lourenço, que é presidente da Fiorde Logística Internacional, algumas ações dependem diretamente de governo do Estado, que há três anos não disse sim nem não a um projeto que foi enviado pela Prefeitura de Santos. É um projeto para melhorar a fluidez do trânsito naquele local, transformando a Marginal Sul e a Avenida Bandeirantes em vias de apoio à Anchieta, além da construção de um elevado para separar os veículos pesados dos automóveis, com a criação de uma alça de acesso direto dos caminhões ao Porto, assinala. Segundo Lourenço, já que as obras do Ferroanel também não saem do papel, a expectativa é que a situação se torne ainda mais caótica. O Ferroanel poderia resolver um dos grandes problemas do sistema, que é a baixa velocidade dos trens de carga no trecho urbano da cidade de São Paulo e ainda desafogaria o tráfego de veículos pesados nas rodovias. Mas, ao A sede da Petrobras, que está sendo construída no Valongo, vai gerar cerca de 6 mil empregos vários estados se mudou para a cidade a fim de trabalhar na construção destes edifícios e fazer a vida por lá. Porém, quando a obra chegou ao fim, os operários ficaram sem emprego. Sem dinheiro, permaneceram em Macaé e contribuíram para um grave impacto ambiental, que triplicou o índice populacional sem ter estrutura suficiente para tal. Apesar do crescimento visível, Fabião afirma que isso não causará o mesmo impacto carioca pela diferença infraestrutural, tampouco acarretará em mais moradias clandestinas construídas em áreas de risco. O programa Santos Novos Tempos vai acabar com todas as palafitas em um prazo de até 15 anos. Castilho discorda: Já sou velho e ouço isso há alguns anos. As casas clandestinas existem há mais de 50 anos e acho que vai demorar muito tempo ainda para que parece, não é assim que pensam as autoridades. Solução conjunta Segundo Débora, as estruturas rodoviárias da região precisam acompanhar as mudanças, se adequarem ao fluxo, para que as cidades não sejam prejudicadas. Não adianta Santos e Praia Grande tomarem medidas para desafogar o trânsito, se quando chegamos à divisa com São Vicente, o trânsito para. E ela garante que todas as decisões precisam ser regionais, desde a concessão de serviços médicos, educacionais Ând que elas sumam completamente. Assim como Fabião, ele não crê que Santos possa ter o mesmo destino de Macaé. Ainda assim, Castilho alerta para que não cometam o mesmo erro que os cariocas. Os impactos negativos vão acontecer, isto é um fato. O que precisamos fazer é arranjar meios de amenizálos. E isso vai depender de investimentos do Governo Federal. Para Fabião, a entrada de recursos da nova economia de petróleo e présal ainda não foi sentida na Baixada. Santos não é uma metrópole de 430 mil habitantes, é uma cidade polo. Então, esse fenômeno que aconteceu em Macaé só não vai acontecer em Santos porque não tem área, explica. Nossa única área de preservação é um parque estadual e é protegida pelo Sistema Nacional de Unidade de Preservação. Já Castilho acredita que as redes de saneamento básico e hospitalar da região precisam Em 2014, segundo estimativas oficias, 24 mil veiculos trafegarão, diariamente, pelo Porto de Santos. e estruturais, já que todos influenciam no dia a dia das pessoas. As concessões precisam ser mais bem distribuídas, diz. Segundo ela, Santos não tem apenas o Porto como referência, a região depende diretamente de seus serviços. Santos concentra hoje a maioria das universidades da Baixada, possui hospitais de referência, além de empregos, serviços e oportunidades que nenhuma outra cidade da região oferece, explica. Por conta disso, atrai a população de outros municípios. São diariamente milhares de pessoas que dependem da cidade em diversos setores. Estudantes, melhorar e muito para conseguir atender a esta demanda que está por vir. Se o Governo investir bem, a Cidade quase não sentirá as consequências negativas ao passo em que cresce economicamente. Contudo, ele não acredita que esta ajuda vá chegar tão cedo. O País precisa de verbas para fazer essa roda girar, mas o processo de investimento governamental é lento por causa da burocracia. Equilíbrio dinâmico Segundo Ingrid, os estudos de impactos ambientais do présal não prevêem quase nada do que foi reclamado. Assim como toda grande obra, as daqui também precisaram de licenciamento ambiental, o que já temos. Em contra-partida, Fabião entende que todo grande empreendimento e/ou acontecimento tem impactos positivos e negativos. É um equilíbrio dinâmico. Se você enxergar pelo lado negativo, não vê as vantagens. Se você for perguntar para o vizinho da torre o que ele acha da mesma, ele dirá que é barulhenta, causa excesso de esgoto na rede, aumenta o trânsito, ou seja, é tudo ruim. Mas, se perguntar ao dono da padaria da esquina, ele dirá: quero outra torre. Sobre isso, Ingrid afirma que mesmo se houver algum impacto, não afetará diretamente a Baixada. As plataformas de extração de petróleo estão em alto-mar, longe de Santos. A maior parte, em Ilhabela e Caraguatatuba. pacientes, empregados e turistas que escolhem a cidade para suprir suas mais diversas necessidades. Ela garante que, se outras cidades recebessem melhor infraestrutura, atrairiam naturalmente os investimentos que hoje se concentram em Santos. Ela acredita que a Baixada Santista, sendo uma região turística, deve garantir ao visitante a oportunidade de conhecer o que tem de melhor e com isso atrair mais admiradores. Redistribuir os serviços com as outras cidades da região é um passo para tirar Santos do sufoco. 14 Edição e diagramação: 15 Edição e diagramação:

9 Simone Menegussi Juliana Kucharuk Juliana Kucharuk A Região Metropolitana da Baixada Santista abriga cidades importantes para a economia regional, como Santos e Cubatão, que vêm atraindo cada vez mais investimentos nas áreas portuária e de petróleo e gás, em razão do pré-sal. Este cenário positivo e de otimismo gera empregos, renda e riqueza, movimentando setores como os da construção civil, turismo e comércio. Ana Flora Juliana Kucharuk DIAGRAMAÇÃO, FOTO DE FUNDO E TEXTO: JULIANA KUCHARUK. EDIÇÃO FOTOGRÁFICA: E JULIANA KUCHARUK

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