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1 O Analista só na dupla analítica: da (contra)-trans-ferência às transformações. Eixo temático 3 A psicanálise é um processo em que a relação analista/analisando é vivida com intensidade pela dupla, seja no âmbito da fala, como de outras possibilidades de comunicação. Isto quer dizer que a presença dos participantes é condição fundamental para que se dê um trabalho desta natureza. A presença pode significar ausência, como também a fala pode significar silêncio. Destacarei aspectos onde o interjogo da transferência e contratransferência onde Ana (paciente) demonstrando suas capacidades intelectuais e comportamento eficientes, método utilizado para se manter viva desde seus mais remotos tempos de criança e a constatação de que esses métodos não a auxiliaram na sua melhor qualidade de vida, pois se não assim realmente, como explicar a dor enorme que sentia e a necessidade de mudanças.

2 Para que isto pudesse se dar no processo analítico, tentou e conseguiu impor uma enorme dor e sofrimento ao analista, reflexo de sua tão frágil personalidade, comunicação interpessoal não verbal. O que fazer num vôo cego onde a maior interessada estava obscurecendo ainda mais a visão, por pouca que eu pudesse ter? Seria possível entender o que se passava com esta senhora apenas pela presença/ausência, sem que o analista preenchesse com fatos e lembranças da sua própria mente? Deixado só com sua mente. Quero introduzir a questão de como a contratransferência pode se tornar um radar, se bem utilizado, na condição de continuar com a função analítica. Desenvolvimentos Paula Heimann (1949) Sobre a contratransferência expande mais além o significado desta condição: (contratransferência)...para designar a totalidade dos sentimentos que o analista vivencia em relação ao seu paciente. Mais adiante em seu artigo escreve: Minha tese é que a resposta emocional do analista a seu paciente dentro da situação analítica representa uma das ferramentas mais importantes para seu trabalho. A contratransferência do analista é um instrumento de investigação dirigido ao inconsciente do paciente. Surge a proposta de Bion de Transformações (1965) que a meu ver expande além da polêmica e cria a sucessão de transformações dentro da sessão analítica, onde

3 a presença do paciente e do analista numa sala é o suficiente para deflagrar séries de ações e re-ações de ambas as partes. Neste sentido, o campo formado mais parece uma arena e espera-se que o/a analista tenha condições de entrar neste campo e nos momentos oportunos poder se referir às experiências vivenciadas por ele, nos termos de praticar a função analítica, proposta nesta situação. Situação complexa na medida em que duas pessoas numa sala de análise têm versões particulares sobre o que se passa na sessão analítica. O analista também vive em estados de alucinose durante a sessão o que o impede muitas vezes de se aproximar do objeto psicanalítico com sua função plena de observação. Jacobs, T (1986) On countertransference enacments a observação da mútua influência entre pacientes e analistas, acabando por vez com o mito da neutralidade do analista. Pesquisa feita nos últimos anos Dunn, J. (1995) nos remete à oposição entre o positivismo e da intersubjetividade na relação analítica, positivismo ligado à transferência clássica e intersubjetividade valorizando a relação da dupla. Ogden, T. (1992,a 1992b e 1994) trabalha tentando integrar estes dois conceitos. Considera-se que o analista é capaz de situar-se de forma suficientemente objetiva fora da vida psíquica do paciente e pode identificar os constituintes dos

4 processos mentais do paciente que são vistos em operação dentro do paciente, relativamente independentes do clínico. De Bernardi, Beatriz de Leon (2002), Eizirik, e outros (2008) fazem parecer que esta noção se aplica aos supervisores tanto quanto aos analistas e aos investigadores. Manfredi,S (1998) é mais uma inspiração para pensarmos sobre o desenvolvimento da técnica. Há muito mais continuidade entre as partes psicóticas e não-psicóticas das personalidades do analista e do paciente do que a impressionante caesura da transferência/contratransferência poderia nos indicar, hoje sabemos claramente que a mãe vive a mente de seu bebê desde quando este ainda não nasceu. Nós, analistas, temos a oportunidade de presenciar o nascimento psíquico de nossos pacientes durante o processo psicanalítico, o que obviamente não coincide com o nascimento físico. Feliz é a dupla que pode se recuperar de estados primitivos onde tanto analista como paciente se vêem envolvidos por partes psicóticas e não psicóticas de suas personalidades. O analista só no processo psicanalítico. E nem poderia deixar de ser só, embora com toda a sua bagagem de formação e sua estrutura cultural, familiar possa dar algum conforto, na hora da sessão; é, como disse acima, uma arena onde se trava uma batalha entre as partes

5 primitivas e não primitivas das personalidades ali presentes, confrontar a doença e seu doente diante da cura (amadurecimento psíquico), viagem inversa do adoecer psíquico. A contratransferência e o uso desta, como instrumento valioso para guiar a cegueira do analista. No Ensaio sobre a Cegueira, José Saramago, traz situação semelhante a do analista numa sala de análise, que no meu modo de ver, precisa desenvolver um radar para estes momentos. Hoje estamos lidando, diferentemente de nossos pioneiros, com situações fronteiriças; sabemos ser portadores de áreas primitivas e áreas mais desenvolvidas, o que nos coloca sempre na fronteira entre o louco e o saudável. Eigen,M.(2007) apresenta sua compreensão sobre o louco Id,o louco Ego e o louco Superego. Estas instâncias se iniciam com a satisfação alucinatória de desejos e punições baseadas em vértices morais de extrema crueldade. Se assim é, a base de nossas vidas é a satisfação alucinatória de desejos como tentativa de escapar da dor psíquica. Assim, o destino de um psicanalista é experimentar conviver com a dor, e ainda fazendo desta dor sua matéria prima de transformações para prover seu paciente de condições de suportabilidade! Bibliografia Bion, W.R (1965) Transformações. Argentina Centro Editor de America Latina

6 De Bernardi, B de L.(2002) Contratransferencia:Uma perspectiva a partir da América Latina Dunn, J.(1995) Intersubjetividade em Psicanálise:Uma Revisão Crítica. INT. J. Psycho-Anal.(1995),76,4. Eigen, M. (2007) Conferências em Seul. Texto apresentado em lista de Bioncollective, moderador John Stone. Eizirik, C e outros (2008) Abordagem da contratransferência na supervisão psicanalítica:uma investigação qualitativa.livro Anual de Psicanálise(2008),XXI, Heimann, Paula (1949) Sobre a Contratransferência Rev.Psicanál., Porto Alegre,v.2,n.1,171-76,1995. Jacobs, T (1986) On coutertransference enactments. J.Amer.Psycoanal.Assn., 34: Manfredi, Stefania (1998) As certezas perdidas da Psicanálise, Editora Imago.R de Janeiro. Ogden, T. (1992a) The dialectally constituted decentred subject of psychoanalisis.i:the Freudian subject.int. J. Psychoanal..,73:

7 Ogden,T. (1992,b) The dialectally constituted decentred subject of psychoanalisis.ii:the contributions of Klein and Winncott. Int. J. Psychoanal.,73: Ogden,T (1994) The analytic third:working with intersubjective clinical facts.\int.j. Psychoanal..,75:3-19. Saramago, J (1996) O Ensaio sobre a Cegueira. Companhia Das Letras. Resumo O artigo reintroduz a polêmica situação do trabalho analítico ser definido pela posição do analista ser neutra ou de que é impossível a atividade do psicanalista sem a participação dos sentimentos evocados na relação. Estuda um caso extremo de atividade da relação analista/analisando, onde a relação desperta no analista sentimentos de dor movidos pela analisanda para se evadir de lidar com a própria dor mental. A conclusão é que seria impossível o trabalho analítico sem que o analista se utilizasse de seus sentimentos como radar para conhecer o que se passa com o analisando. Descritores: contratransferência,transformações,dinâmica da relação analista/analisando, dor mental.

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