A INFLUÊNCIA DA LIQUIDEZ NO VALOR EM RISCO 1. Fernando Hideki Kato 2

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A INFLUÊNCIA DA LIQUIDEZ NO VALOR EM RISCO 1. Fernando Hideki Kato 2"

Transcrição

1 IV SEMEAD A INFUÊNCIA DA IQUIDEZ NO VAOR EM RISCO Fernando Hideki Kato RESUMO Os modelos tradicionais de valor em risco (Value at Risk - VaR) não levam em conta o aspecto liquidez dos ativos. Intuitivamente, um ativo líquido está menos exposto ao risco do que um ilíquido. Este trabalho analisa a influência da liquidez e propõe uma fórmula que modifica os modelos tradicionais de valor em risco assumindo que o trader vai se desfazer de sua posição. O tempo que ele levará para se desfazer dependerá de vários fatores: o tamanho da posição, o volume médio negociado, e a urgência da venda, entre outros. Foram feitos back-tests (testes retroativos) do valor em risco usual e do valor em risco ajustado à liquidez usando-se três modelos de volatilidade: média móvel (Moving Average MA), média móvel ponderada exponencialmente (Exponentially Weighted Moving Average EWMA) e simulação histórica (Historical Simulation). O tema deste trabalho foi sugerido por Marcelo Quadros (Trading Risk Manager Ing-Barings São Paulo). Ele também providenciou os recursos do banco onde este trabalho foi feito. Créditos devem ser dados ao Professor Dr. Jorge Arnaldo Maluf Filho (Diretor Booz Allen & Hamilton São Paulo), que motivou e deu valiosas sugestões. Graduado em Engenharia de Computação pelo ITA e em Administração de Empresas pela FEA/USP. Atualmente presta consultoria em software financeiro para bancos em áreas como Risk Management, Brady Bonds e Notícias e Cotações em Tempo Real. Outubro de 999

2 INTRODUÇÃO O objetivo deste trabalho é analisar a influência do aspecto liquidez de um ativo (ação) no seu risco. Os modelos tradicionais de valor em risco não levam em conta o aspecto liquidez dos ativos. Eles assumem que a posição vai permanecer constante ao longo do dia e o risco diário é calculado usando-se a volatilidade dos retornos históricos de fechamento a fechamento. Intuitivamente, um ativo líquido é menos exposto ao risco do que um ilíquido porque se seu preço está caindo, um trader pode se desfazer rapidamente de sua posição. Em muitos casos, o tempo desta venda pode ser tão curto quanto uma hora, de modo que ele não estará exposto ao risco de um dia inteiro. Por outro lado, ativos ilíquidos podem levar dias ou meses para serem vendidos e o risco deste longo período pode ser significativo para a instituição. O valor em risco ajustado à liquidez geralmente será menor do que o valor em risco tradicional porque, geralmente, mais de 9% do portfolio de um banco consiste de ativos líquidos. Esta forma de cálculo permite que os traders tenham uma posição maior sem ultrapassar seus limites, e portanto podem potencialmente trazer mais lucro ao banco. Valor em Risco Valor em risco é uma estimativa da maior perda que um portfolio pode, potencialmente, sofrer em um certo período, com uma certa confiança, sob condições normais de mercado. Por exemplo, uma pessoa pode dizer: Sob condições normais de mercado, a perda máxima esperada do portfolio em um dia é milhão de dólares, com confiança unicaudal de 97.%. A confiança unicaudal de 97.% significa que o portfolio pode perder mais de milhão de dólares em. dias de cada dias. As condições normais de mercado devem ser ditas porque os modelos de valor em risco geralmente, são baseados em dados históricos recentes. iquidez Definição iquidez é um conceito que indica facilidade de negociação (trading). ippman e McCall (986) definiram liquidez em termos do tempo que o ativo leva para ser transacionado. Hasbrouck e Schwartz (988) caracterizam um mercado líquido pela sua profundidade, largura (breadth) e recuperação (resiliency). Profundidade refere-se à existência de ordens de compra e venda perto do preço de mercado corrente; largura é a existência de ordens em volume substancial e recuperação é a capacidade de novas ordens responderem a mudanças de preço causadas por desbalanceamentos no fluxo de ordens de curto prazo. Outros autores, como Amihud e Mendelson (986), definem liquidez como a diferença entre o preço de compra e de venda (bid-ask spread). Bernstein (987) revê as diversas medidas de liquidez e aponta os problemas de se usar apenas uma única medida.

3 Fatores que Afetam a iquidez iquidez envolve diversos fatores inter-relacionados: Traders motivados pela liquidez. São aqueles que demandam liquidez; se está querendo comprar, ele estará disposto a pagar um preço maior; e se está querendo vender, ele aceitará um preço menor. Ele tem urgência em comprar ou vender. Sistema de negociação. Um sistema de negociação automatizado (computadorizado) permite que mais pessoas recebam informação e que negociem mais freqüentemente. Em bolsas que não possuem um sistema computadorizado, as operações ocorrem no viva-voz. Ações mais líquidas serão negociadas por um grupo de operadores de pregão (floor traders) muito próximos fisicamente uns dos outros. Ações menos líquidas serão negociadas somente se um operador encontrar outro com intenção oposta naquele lugar e naquele momento. Número de acionistas. Se as ações estiverem concentradas nas mãos de poucos, haverá menos liquidez. Objetivo do acionista. Existem investidores com intenção de segurar a ação por um longo prazo (fundos de pensão) e outros por um curto prazo (trader fazendo day-trading). Bernstein e F. Black notaram um curioso paradoxo: Negociação ruidosa realmente coloca ruído nos preços. Os preços serão menos eficientes. O que é preciso para um mercado líquido torna os preços menos eficientes.. Diferença entre preço de compra e venda (bid-ask spread). Ações que não são negociadas freqüentemente são caracterizadas por uma grande diferença entre os preços de compra e de venda. Isto significa que o preço que os compradores estão desejando pagar está muito abaixo do que os vendedores querem receber. Preço de uma ação individual. Se o preço de uma ação (ou lote) for muito alto, vai dificultar pequenas negociações e se for muito baixo, um incremento de um centavo significará um incremento percentual muito grande. Para corrigir isto, é necessário fazer uma quebra (split) ou uma junção (join). Eventos tais como nova informação, distribuição de lucros, boatos, etc. Maturação de opções de compra com entrega. Isto causa picos de volume negociado. eilões e ofertas públicas. eilões feitos pelo BNDES causam picos de volume negociado. Ajustes de fim de ano. Para ajustarem seus portfolios, alguns investidores negociam mais. Eventos macroeconômicos. Se há uma expectativa generalizada de queda, muitos tentarão vender e poucos irão querer comprar, diminuindo o número de negociações. Foi o que aconteceu no México, em dezembro de 994. Indicadores estrangeiros. Se a taxa de juros dos Estados Unidos (US Treasury) cair, mais investidores estrangeiros virão para o Brasil e vice-versa. Se a bolsa americana estiver indo bem, menos investidores estrangeiros virão para o Brasil e vice-versa. Riscos percebidos por investidores estrangeiros no Brasil, tais como inflação e desvalorização da moeda. Riscos percebidos por investidores estrangeiros em outros mercados, tais como Ásia e outros países da América atina.

4 Índices de iquidez Diferença entre preço de compra e venda (bid-ask spread). Volume negociado. Número de operações. Índice de liquidez da Bovespa: = P GN Onde: P G N Índice de liquidez de uma ação. Presença relativa da ação no mercado, isto é, número de dias em que há pelo menos uma operação sobre o total de dias considerados. Presença relativa de operações, isto é, participação percentual da ação no mercado, em termos de número de operações realizadas, no período considerado. Participação percentual da ação no mercado, em termos de volume negociado ($), no período considerado. O índice de liquidez é uma média geométrica da participação percentual da ação no mercado em termos de volume monetário e número de operações, ponderado pela presença relativa. A média geométrica de N e G é, particularmente, apropriada para a medida de liquidez porque à medida em que elas se separam, o resultado decresce. Por exemplo, para os números 49 e, as médias aritméticas e geométricas são. e 49.99, mas para os números e 99 elas serão. e 9.9, isto é, a média geométrica é sensivelmente menor do que a média aritmética. Uma ação terá um alto índice se ela for efetivamente líquida: deve ser negociada (pelo menos uma vez) em todos os dias do período, com alto volume e alto número de negócios. Risco de iquidez Definição Risco de iquidez é o risco de ser incapaz de liquidar uma posição em um certo intervalo de tempo e a um preço razoável [Murunaga]. Fatores que Afetam o Risco de iquidez É importante conhecer os fatores qualitativos que afetam a liquidez porque nenhum modelo quantitativo pode contemplar todos os fatores qualitativos. Se uma mudança significativa ocorrer em um dos fatores não contemplados (que não estão na hipótese do modelo), o analista deve ser capaz de entender os efeitos no resultado do modelo. Necessidade de comprar ou vender rapidamente. Concentração (mais de % do volume médio negociado) em suas mãos. Possibilidade que outros traders percebam sua estratégia e aumentem ou diminuam o preço quando você quer comprar ou vender. 4

5 Efeito de negociação em bloco: Ocorre quando um grande volume é negociado e afeta a diferença entre o preço de compra e de venda: Bid-ask spread Venda Compra Três Modelos de Volatilidade Neste trabalho, serão usados três modelos de previsão de volatilidade: média móvel (Moving Average - MA), média móvel ponderada exponencialmente (Exponentially Weighted Moving Average - EWMA) e simulação histórica (Historical Simulation). Média Móvel (MA) O modelo MA calcula a volatilidade como sendo o desvio-padrão dos retornos (na realidade de ln(+retorno)) dos últimos N dias. É, usualmente, representada por MA(N), onde N é a janela de tempo. Os problemas são: Ele dá a mesma importância (peso) a todos os elementos da amostra. Fantasmas. N dias após um movimento acentuado de mercado haverá uma queda acentuada. O modelo ignora a informação inerente na ordem dinâmica dos retornos. Se os retornos forem embaralhados, a resposta será a mesma. É essencialmente um modelo estático que foi adaptado a uma janela de tempo. O método considera a distribuição normal. Média Móvel Ponderada Exponencialmente (EWMA) O modelo EWMA é usado pelo RiskMetrics do banco J.P.Morgan. Ele calcula a volatilidade como uma média ponderada dos retornos. O peso é um fator de decaimento denominado lambda (λ). Quanto menor o λ, maior a importância do último retorno. λ pode variar entre e. Para volatilidades diárias, J.P.Morgan usa em seu portfolio λ=.94. Para um período de N dias, a série r t é definida como: t r + λr + λ r λ + λ + λ λ n t t t t n = = λ + ( ) n t λ rt r

6 A volatilidade t é fácil de se calcular porque ela é recursiva: depende de seu último valor e do último retorno. O valor do primeiro elemento tem pouca influência porque sua importância cai exponencialmente no tempo (J.P.Morgan sugere tomar o retorno do portfolio 7 dias atrás). Neste trabalho o primeiro valor foi tomado como o MA() de uma data longe do período sendo considerado. Covariâncias são calculadas como:, t = λ, t + ( λ) r, t r, t Correlações são calculadas como: ρ =, t, t, t, t Problemas: λ deve ser o mesmo para todas as ações. Caso contrário, haverá problemas para se calcular as covariâncias e não haverá garantias de que as correlações estejam entre e. Simulação Histórica No método da simulação histórica, os preços históricos dos ativos (uma janela de N elementos) são aplicados à composição do portfolio corrente. Isto gera uma série de valores para o portfolio, cuja composição permanece constante naquela janela de tempo. Os retornos são calculados e colocados em um histograma. A volatilidade, com X% de confiança é o valor correspondente a (-X)% no histograma. Este método tem a vantagem de considerar automaticamente efeitos não normais como caudas longas. Back-Test dos Modelos Tradicionais Metodologia Back-tests são essenciais para a verificação da validade de um modelo de risco. A curva do VaR previsto é comparado com outra onde os retornos reais (conhecidos no final do dia) são aplicados à composição do portfolio (assumido constante durante o dia). A porcentagem do número de pontos que excedem a curva prevista (pontos onde a perda é maior do que a prevista) dá a sua confiança e pode ser comparada com a confiança alvo (desejada). Neste trabalho a curva superior também é considerada para efeitos de back-test. Kupiec diz que para se aceitar ou rejeitar acuradamente uma hipótese é importante ter um número mínimo de amostras no back-test. Este valor mínimo pode ser tão alto quanto pontos ( anos de dados diários) para 99% de confiança. Na prática, o número depende da homogeneidade da população. Neste trabalho, os dados disponíveis eram escassos, portanto é necessário cuidado (isto é, mais testes) ao analisar os resultados. A amostra consiste de 4 pontos (dias em que a posição no início do dia era diferente de zero) de Telebrás PN e Telebrás ADR. Eles foram escolhidos por causa de sua importância no portfolio do banco. Um 6

7 possível problema que surgiu é que os dados são de fechamento do dia, mas Telebrás PN é negociada em São Paulo e Telebrás ADR é negociada em Nova Iorque e o horário de fechamento da Bovespa e da Nyse são diferentes. Isto resulta em uma pequena diferença em seus preços (além da taxa de câmbio). A confiança alvo é 97.% unicaudal, então K=.96 e o número pontos excedentes (para cada curva) é 4*.%=. pontos. Isto significa que em toda a amostra, o número ideal de pontos excedentes (para cada curva) é. pontos. Para cada um do três modelos (MA, EWMA, Simulação Histórica) foram construídos dois gráficos: Curva de P/ (Profit and oss) real (a menos de um fator multiplicativo) e a prevista, para o parâmetro com melhor aderência. O parâmetro é o tamanho da janela para MA e Simulação Histórica e o λ para o EWMA. Curva de pontos excedentes em função do parâmetro. O ideal é. pontos em ambas as curvas. Para efeito de comparação, traçou-se também a volatilidade da Telebrás PN, usando-se os três métodos e os respectivos parâmetros de melhor aderência. Conclusão É possível identificar os efeitos da Crise da Ásia o efeito fantasma do MA. Os gráficos mostram que a janela de tempo (para o MA e Simulação Histórica) e o lambda (para o EWMA) têm uma influência significativa no número de pontos excedentes e, portanto, na confiança do modelo. Isto significa que após a escolha do modelo, seu parâmetro deve ser calibrado e alterado (de acordo com a experiência do Risk Manager) sempre que algum evento importante ocorrer. A janela de tempo ótima para o MA é ao redor de dias; para a Simulação Histórica é ao redor de 8 dias. O lambda ótimo para o EWMA é cerca de.8. Os modelos MA e EWMA mostram que os ativos em questão dependem mais de valores recentes. O melhor modelo dos três é o EWMA porque o número alvo de pontos excedentes (.) foi obtido para ambas as curvas com lambda=.8. 7

8 Gráficos para o Modelo MA,,,,, (,) (,,) (,,) Book VaR MA(Ndays=) P/ (USD) VaR (97.%,-tail; 9%,-tail;K=.96) Gráficos para o Modelo EWMA,,,,, (,) //97 //97 /9/97 //98 /6/98 Book VaR EWMA (ambda=.8) P/ (USD) VaR (97.%,-tail; 9%,-tail;K=.96) //98 //98 /7/98 //98 /7/98 4//98 4/4/98 /8/98 //98 6//98 6/9/98 7//98 7/7/98 7// Number of points that exceeded VaR EWMA using volatility calculated with ambda (target is. points) Ndays Under Estimated VaR Ndays Over Estimated VaR //97 //97 /9/97 //98 /6/98 //98 //98 /7/98 //98 /7/98 4//98 4/4/98 /8/98 //98 6//98.9 6/9/98 7// /7/98 7// Number of points that exceeded VaR MA using volatility calculated with NDays (target is. points) Ndays Under Estimated VaR Ndays Over Estimated VaR (,,) (,,) Gráficos para o Modelo de Simulação Histórica,,,,, (,) (,,) (,,) //97 //97 /9/97 //98 Book VaR Hist Simul (Ndays=8) P/ (USD) VaR (97.%,-tail; 9%,-tail;K=.96) /6/98 //98 //98 /7/98 //98 /7/98 4//98 4/4/98 /8/98 //98 6//98 6/9/98 7//98 7/7/98 7// Number of points that exceeded VaR Hist Simul using volatility calculated with NDays (target is. points) Ndays Under Estimated VaR Ndays Over Estimated VaR

9 Volatilidade Telebrás Volatility,8,6,4 MA Volatility(97.%ct) EW MA Volatility(97.%ct) Historical Simulation Volatility (97.%ct),,,8,6,4, -Jan-97 7-Jan-97 4-Fev-97 -Fev-97 -Mar-97 6-Mar-97 -Abr-97 9-Abr-97 -Mai-97 -Jun-97 8-Jun-97 4-Jul-97 -Jul-97 7-Ago-97 -Ago-97 -Set-97 6-Set-97 4-Out-97 -Out-97 7-Nov-97 -Dez-97 9-Dez-97 6-Jan-98 -Jan-98 9-Fev-98 -Fev-98 -Mar-98 -Mar-98 6-Abr-98 4-Mai-98 -Mai-98 -Jun-98 -Jun-98 9-Jul-98 7-Jul-98 Modelo Proposto de Valor em Risco Ajustado à iquidez VaR Diário para um Ativo O VaR diário usual para um ativo é calculado como: VaR = KPos t Where: K Multiplicador de confiança: neste trabalho igual a.96 para 9% confiança bicaudal ou 97.% confiança unicaudal. Pos Posição. Volatilidade (diária) de fechamento a fechamento. t Multiplicador de escala de tempo. Usado para calcular o VaR em uma janela de tempo diferente de um dia. Existem várias hipóteses neste modelo: Os retornos são lognormais. A volatilidade é então calculada com base em ln(+retorno). O modo exato depende do modelo de volatilidade. n(+retorno) é distribuída normalmente e homocedástica (é IID Independent and Identically Distributed). O multiplicador K pode então ser usado para aumentar a confiança. n(+retorno) são não correlacionados no tempo. Ele segue um Movimento Browniano. Esta é uma das hipóteses que permitem que o multiplicador t seja usado. 9

10 VaR ajustado à liquidez para um ativo Considerando VaR = K Pos t E assumindo as seguintes hipóteses: t T = t = dt t A posição decresce linearmente no tempo (na verdade ela decresce seguindo uma escada e tem uma distribuição de probabilidade). Pos Pos TT t T t Pos(t) Pos Pos T =, t T =,T t Onde: Pos(t) Posição em função do tempo. Pos Posição inicial. T Tempo de liquidação. Depende da posição inicial e da taxa de venda (que depende do volume médio negociado do ativo). Volatilidade em função da janela de tempo. Volatilidade para a janela de tempo -T. T Então:

11 VaRT = K Pos ( t) t = K Pos ( t) dt = K T t t t t Pos ( t T ) dt t t t t K Pos ( + ) dt = K Pos ( c + t + T t T T = t t t t = K Pos t + ) = K Post( + T T T T ( ) t T ) t t Então, o VaR ajustado à liquidez para a janela de tempo -t será: VaR T t t = KPos t +, t T T T T T = KPos VaR =,T t Isto é, o valor em risco ajustado à liquidez de um ativo que leva T dias para ser liquidado será o valor em risco usual (diário) vezes a raiz quadrada de T /: VaR = T VaR T VaR Diário para um Portfolio O VaR diário usual para um portfolio é calculado usando-se a matriz de correlações de Markowitz: p = w' Σw Então: VaR = K ( Pos )' R( Pos ) i i i i t Onde: Σ Matriz de variância-covariância (definida positivamente). w Vetor de pesos dos ativos. Volatilidade do portfolio. P R Matriz de correlações (definida positivamente). Pos Posição do ativo i. i Volatilidade do ativo i. i

12 VaR Ajustado à iquidez de um Portfolio Como diferentes ativos terão diferentes tempos de liquidação, a fórmula foi modificada para: VaRT = K ( Posi i T, i )' R( Posi i T, i ) E porque a multiplicação de ativos com janelas de tempo diferentes vai levar a uma fórmula de maior complexidade (mesmo o Risk Metrics evita maiores detalhes), outra hipótese deve ser feita: O tempo de liquidação de todos os ativos deve ser aproximadamente o mesmo. Então a fórmula abaixo pode ainda ser usada: VaR = VaR T T Back-Test do Modelo Proposto Metodologia Neste back-test, o valor previsto pelo VaR ajustado à liquidez é comparado com a posição no início do dia vezes o retorno no tempo de liquidação T ( R ). et T Pos Pos TT Ret Ret TT T t O retorno Ret T deve, idealmente, ser obtido por um dado intraday (no meio do dia). Mas como essa informação não estava disponível, Ret T foi aproximado por: Ret T = l T ( + Ret ) Onde Ret é o retorno usual de fechamento a fechamento. O tempo T foi calculado como:

13 Pos T =.MédiaMóvelDoVolumeNegociado(days) O fator. significa que a máxima concentração de um ativo é % do volume médio negociado. O histograma do volume negociado mostra uma distribuição muito próxima à normal. Foram feitos gráficos semelhantes aos anteriores. Gráficos para o Modelo MA,,,,, (,) (,,) //97 //97 /9/97 //98 Book VaR MA(Ndays=) P/ (USD) iqadjvar (97.%,-tail; 9%,-tail;K=.96) /6/98 //98 //98 /7/98 //98 /7/98 4//98 4/4/98 /8/98 //98 6//98 6/9/98 7//98 7/7/98 7// Number of points that exceeded VaR MA using volatility calculated with NDays (target is. points) Ndays Under Estimated iqadjvar Ndays Over Estimated iqadjvar (,,) Gráficos para o modelo EWMA Book VaR EWMA (ambda=.8),, P/ (USD) Number of points that exceeded VaR EWMA using volatility calculated with ambda (target is. points),,, (,) (,,) //97 //97 /9/97 //98 iqadjvar (97.%,-tail; 9%,-tail;K=.96) /6/98 //98 //98 /7/98 //98 /7/98 4//98 4/4/98 /8/98 //98 6//98 6/9/98 7//98 7/7/98 7// Ndays Under Estimated iqadjvar Ndays Over Estimated iqadjvar (,,) Gráficos para o modelo de Simulação Histórica,, Book VaR Hist Simul (Ndays=) P/ (USD) Number of points that exceeded VaR Hist Simul using volatility calculated with NDays (target is. points),,, (,) (,,) (,,) //97 //97 /9/97 //98 /6/98 iqadjvar (97.%,-tail; 9%,-tail;K=.96) //98 //98 /7/98 //98 /7/98 4//98 4/4/98 /8/98 //98 6//98 6/9/98 7//98 7/7/98 7// Ndays Under Estimated iqadjvar Ndays Over Estimated iqadjvar

14 Conclusão Os gráficos mostram que o melhor modelo dos três foi o da Simulação Histórica com uma janela de tempo de dias. Análise A seguinte tabela resume as diferenças entre o VaR tradicional e o ajustado à liquidez: VaR trad. VaR T aprox. VaR T real Multiplicador VaR VaR = KPos VaR T. VaR VaR VaR T T T Back-test Pos Ret Tl = Pos( t) RetT = Pos [( + Ret) ]. Pos RetT Pos( t) dtpos( t) dt = =.77VaR T T.77 T e Pos onde Ret C = ln( + Ret).T RetCT RetCt ( t) e dt = Pos TRetC Ret C.Pos RetT Pos O valor aproximado foi calculado notando-se que a posição média é. A principal diferença entre os resultados do par ( VaR T, Pos ( t) Ret T ) e do par tradicional é um multiplicador T que o back-test possui (relativo ao VaR T ). Note que se T então T T e os resultados (porcentagem de pontos excedentes) do par ( VaR, Pos ( t) Ret T ) serão bem próximos daqueles obtidos a partir do par (VaR, PosR et ). T CONCUSÃO T Este trabalho mostrou que a fórmula VaRT = VaR é uma alternativa promissora ao VaR e merece mais estudos e comparações com o Profit/oss real. Este trabalho também trouxe idéias valiosas sobre a importância da calibração dos modelos e para uma metodologia de cálculo de VaR intraday. BIBIOGRAFIA AEXANDER, Carol. The Handbook of Risk Management and Analysis John Wiley & Sons, 996. JORION, Philippe. Value at Risk: The New Benchmark for Controlling Market Risk McGraw-Hill,

15 EITE, Helio de Paula & SANVICENTE, Antonio Zoratto. Índice Bovespa: Um Padrão para os Investimentos Brasileiros Atlas, 99. EESWARAPU, Venkat R. & KRISHNAMURTI, Chandrasekar. iquidity, Stock Returns and Ownership Structure: an Empirical Study of the Bombay Stock Exchange PRITSKER, Matthew. iquidity Risk and Positive Feedback Federal Reserve Board. April 997. MURANAGA, Jun & OHSAWA, Makoto. Measurement of iquidity risk in the Context of Market Risk Calculation Institute for Monetary and Economic Studies. Bank of Japan. AWRENCE, Colin & ROBINSON, Gary iquidity, Dynamic Hedging and Value-at-Risk Risk Management for Financial Institutions. Risk Publications. KUPIEC, Paul H. Techniques for Verifying the Accuracy of Risk Measurement Models VAR Understanding and Applying Value-at-Risk. Risk Publications BERNSTEIN, Peter. iquidity, Stock Markets, and Market Makers Financial Management V4N4 Winter 98. J.P.MORGAN/Reuters RiskMetrics Technical Document 4 th ed., 996.

Manual de Risco Yield Capital

Manual de Risco Yield Capital Manual de Risco Yield Capital Introdução: O objetivo deste manual é apresentar a metodologia utilizada no sistema de risco da Yield Capital. Os fundos tem seu risco de mercado monitorado diariamente utilizando,

Leia mais

www.contratofuturo.com

www.contratofuturo.com www.contratofuturo.com www.contratofuturo.com História Antes do dólar a moeda de referência internacional era a Libra Esterlina, pois a Inglaterra era a grande economia mundial. Somente após a segunda

Leia mais

Relatório Semanal de Estratégia de Investimento

Relatório Semanal de Estratégia de Investimento 12 de janeiro de 2015 Relatório Semanal de Estratégia de Investimento Destaques da Semana Economia internacional: Deflação na Europa reforça crença no QE (22/11); Pacote de U$1 trilhão em infraestrutura

Leia mais

Uma Comparação entre o Desempenho de Metodologias de Cálculo do Valor em Risco Aplicadas à Carteiras Lineares e Opções de Compra

Uma Comparação entre o Desempenho de Metodologias de Cálculo do Valor em Risco Aplicadas à Carteiras Lineares e Opções de Compra Uma Comparação entre o Desempenho de Metodologias de Cálculo do Valor em Risco Aplicadas à Carteiras Lineares e Opções de Compra Autoria: Patrícia Barros Ramos, Josete Florencio dos Santos, Eduardo Luiz

Leia mais

Posição e Desempenho da Carteira - Resumo HSBC INSTITUIDOR FUNDO MULTIPLO - CONSERVADORA FIX

Posição e Desempenho da Carteira - Resumo HSBC INSTITUIDOR FUNDO MULTIPLO - CONSERVADORA FIX BENCHMARK 100.00%CDI Relatório Gerencial Consolidado - Período de 01/04/2015 Posição e Desempenho da Carteira - Resumo a 30/04/2015 pg. 1 Posição Sintética dos Ativos em 30/04/2015 Financeiro % PL FUNDOS

Leia mais

Gestão Financeira. VAR - Value At Risk e Valuation 16/10/2012. Prof.: Marcelo dos Santos. VAR - Value At Risk. Risco

Gestão Financeira. VAR - Value At Risk e Valuation 16/10/2012. Prof.: Marcelo dos Santos. VAR - Value At Risk. Risco Gestão Financeira Prof.: Marcelo dos Santos VAR - Value At Risk e Valuation VAR - Value At Risk Tudo na vida é administração de Risco, não sua eliminação Walter Wriston Risco A noção de risco está ligada

Leia mais

Relatório de Gestão Invext FIA. Maio - Junho

Relatório de Gestão Invext FIA. Maio - Junho Relatório de Gestão Maio - Junho 2013 1 Filosofia O é um fundo de ações alinhado com a filosofia de value investing. O fundo possui uma estratégia de gestão que busca capturar de forma contínua oportunidades

Leia mais

www.contratofuturo.com

www.contratofuturo.com www.contratofuturo.com www.contratofuturo.com História do Milho - Os primeiros registros do cultivo datam de 7.300 anos - Origem Americana: litoral do México - Nome, de origem indígena, significa "sustento

Leia mais

Risk & Permanent Control

Risk & Permanent Control Estrutura Organizacional Risco de Mercado Introdução Este documento apresenta a estrutura organizacional da área de Risco de Mercado do CRÉDIT AGRICOLE BRASIL e descreve as suas principais responsabilidades

Leia mais

Boletim de Risco Ano III. Nº 22. Agosto/2015

Boletim de Risco Ano III. Nº 22. Agosto/2015 Boletim de Risco Ano III. Nº. Agosto/ Cenário O mês de julho foi marcado por uma nova rodada de turbulências políticas e macroeconômicas que resultaram numa expressiva alta do CDS soberano brasileiro (gráfico.),

Leia mais

5 ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA

5 ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA 5 ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA Os sinais de redução de riscos inflacionários já haviam sido descritos na última Carta de Conjuntura, o que fez com que o Comitê de Política Monetária (Copom) decidisse

Leia mais

Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras

Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras Aos Cotistas e à Administradora do BRB Fundo de Investimento em Cotas de Fundo de Investimento em Renda Fixa DI Longo Prazo 1 Milhão

Leia mais

O gerenciamento de Risco de Mercado abrange todas as empresas do Conglomerado que constam do Balanço Consolidado do Banco Safra.

O gerenciamento de Risco de Mercado abrange todas as empresas do Conglomerado que constam do Balanço Consolidado do Banco Safra. ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DE RISCO DE MERCADO 1 Objetivo Apresentar o modelo de gerenciamento de Risco de Mercado no Banco Safra e os princípios, as diretrizes e instrumentos de gestão em que este modelo

Leia mais

Introdução ao Value-at-Risk

Introdução ao Value-at-Risk 1 Introdução ao Value-at-Risk Objetivos da aprendizagem Discutir o conceito de Value-at-Risk. Apresentar as principais características do Value-at- Risk. Explicar o conceito de Value-at-Risk, evidenciando

Leia mais

LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS SOBRE O SPINELLI FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES CNPJ 55.075.238/0001-78 SETEMBRO/2015

LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS SOBRE O SPINELLI FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES CNPJ 55.075.238/0001-78 SETEMBRO/2015 Esta lâmina contém um resumo das informações essenciais sobre o Spinelli Fundo de Investimento em Ações. As informações completas sobre esse fundo podem ser obtidas no Prospecto e no Regulamento do fundo,

Leia mais

MERCADO DE MEIOS ELETRÔNICOS DE PAGAMENTO POPULAÇÃO E COMÉRCIO - ANO V. Indicador de atividade da micro e pequena indústria de São Paulo.

MERCADO DE MEIOS ELETRÔNICOS DE PAGAMENTO POPULAÇÃO E COMÉRCIO - ANO V. Indicador de atividade da micro e pequena indústria de São Paulo. 1 MERCADO DE MEIOS ELETRÔNICOS DE PAGAMENTO POPULAÇÃO E COMÉRCIO - ANO V Indicador de atividade da micro e pequena indústria de São Paulo Maio/ 2014 Metodologia 2 Metodologia 3 Técnica Pesquisa quantitativa,

Leia mais

www.contratofuturo.com

www.contratofuturo.com www.contratofuturo.com www.contratofuturo.com O que é o Índice Futuro Para falar de índice futuro, primeiro precisamos falar do ÍNDICE no presente, que é o Ibovespa. O famoso índice que serve para medir

Leia mais

Material complementar à série de videoaulas de Opções.

Material complementar à série de videoaulas de Opções. Apostila de Opções Contatos Bradesco Corretora E-mail: faq@bradescobbi.com.br Cliente Varejo: 11 2178-5757 Cliente Prime: 11 2178-5722 www.bradescocorretora.com.br APOSTILA DE OPÇÕES Material complementar

Leia mais

LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS SOBRE O VIDA FELIZ FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES CNPJ 07.660.310/0001-81 OUTUBRO/2015

LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS SOBRE O VIDA FELIZ FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES CNPJ 07.660.310/0001-81 OUTUBRO/2015 Esta lâmina contém um resumo das informações essenciais sobre o Vida Feliz Fundo de Investimento em Ações. As informações completas sobre esse fundo podem ser obtidas no Prospecto e no Regulamento do fundo,

Leia mais

SINCOR-SP 2015 JUNHO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS

SINCOR-SP 2015 JUNHO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS JUNHO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS 1 Sumário Palavra do presidente... 3 Objetivo... 4 1. Carta de Conjuntura... 5 2. Análise macroeconômica... 6 3. Análise do setor de seguros 3.1. Receita

Leia mais

Risco de Mercado ESTRUTURA

Risco de Mercado ESTRUTURA Risco de Mercado Em atendimento a Resolução 3.464/2007 do Conselho Monetário Nacional, o Banco Fidis ponderou a natureza das operações e a complexidade dos produtos associados aos seus negócios e implementou

Leia mais

A utilização do VaR como Ferramenta de Previsão do Risco Orçamentário no Processode ALM das Empresas Seguradoras

A utilização do VaR como Ferramenta de Previsão do Risco Orçamentário no Processode ALM das Empresas Seguradoras A utilização do VaR como Ferramenta de Previsão do Risco Orçamentário no Processode ALM das Empresas Seguradoras FrederikeMonikaBudiner di Mette Frederike M. B. Mette Marco A. S. Martins 08/11/11 Gilberto

Leia mais

COPPEAD/UFRJ. Eduardo Facó Lemgruber * George Ohanian ** Setembro, 1997. Professor adjunto - COPPEAD/UFRJ

COPPEAD/UFRJ. Eduardo Facó Lemgruber * George Ohanian ** Setembro, 1997. Professor adjunto - COPPEAD/UFRJ COPPEAD/UFRJ RELATÓRIO COPPEAD Nº 313 O MODELO DE PROJEÇÃO DE VOLATILIDADE DO RISKMETRICS TM E A HIPÓTESE DE DISTRIBUIÇÃO NORMAL CONDICIONAL PARA ALGUNS FATORES DE RISCO DO BRASIL Eduardo Facó Lemgruber

Leia mais

Posição e Desempenho da Carteira - Resumo HSBC INSTITUIDOR FUNDO MULTIPLO - MODERADA MIX 20

Posição e Desempenho da Carteira - Resumo HSBC INSTITUIDOR FUNDO MULTIPLO - MODERADA MIX 20 BENCHMARK RF:80.00% ( 100.00%CDI ) + RV:20.00% ( 100.00%IBRX 100 ) Relatório Gerencial Consolidado - Período de 01/04/2015 Posição e Desempenho da Carteira - Resumo a 30/04/2015 pg. 1 Posição Sintética

Leia mais

Instituto Tecnológico de Aeronáutica Engenharia de Infra-Estrutura Aeronáutica. Relatório de Estágio Curricular. Sérgio Henrique Cunha de Albuquerque

Instituto Tecnológico de Aeronáutica Engenharia de Infra-Estrutura Aeronáutica. Relatório de Estágio Curricular. Sérgio Henrique Cunha de Albuquerque Instituto Tecnológico de Aeronáutica Engenharia de Infra-Estrutura Aeronáutica Relatório de Estágio Curricular Sérgio Henrique Cunha de Albuquerque São José dos Campos Novembro/2005 Relatório de estágio

Leia mais

Modalidades. Aluguel de ações; Mercado a termo; Operações estruturadas; Financiamento com opções; Long & Short; Day Trade;

Modalidades. Aluguel de ações; Mercado a termo; Operações estruturadas; Financiamento com opções; Long & Short; Day Trade; Modalidades Fora o clássico buy & hold, que é a compra e eventual construção de uma posição comprada no mercado acionário algumas outras modalidades são: Aluguel de ações; Mercado a termo; Operações estruturadas;

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE MATEMÁTICA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE MATEMÁTICA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE MATEMÁTICA A GEOMETRIA DO VaR: (Value at risk) Aplicações computacionais AUTOR: RODOLFO VENDRASCO TACIN PROFESSOR

Leia mais

Como Investir em Ações Eduardo Alves da Costa

Como Investir em Ações Eduardo Alves da Costa Como Investir em Ações Eduardo Alves da Costa Novatec CAPÍTULO 1 Afinal, o que são ações? Este capítulo apresenta alguns conceitos fundamentais para as primeiras de muitas decisões requeridas de um investidor,

Leia mais

1.2 ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DOS RISCOS CORPORATIVOS

1.2 ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DOS RISCOS CORPORATIVOS Ano 2009 Índice APRESENTAÇÃO 03 1. GERENCIAMENTO DOS RISCOS CORPORATIVOS 04 1.1. CULTURA DE GERENCIAMENTO DE RISCOS 04 1.2. ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DOS RISCOS COPRPORATIVOS 04 1.3. REPORTES DA ÁREA

Leia mais

Investimentos para Investidores Institucionais Fernando Lovisotto

Investimentos para Investidores Institucionais Fernando Lovisotto Investimentos para Investidores Institucionais Fernando Lovisotto Importante: Este documento não constitui uma opinião ou recomendação, legal ou de qualquer outra natureza, por parte da Vinci Partners,

Leia mais

SINCOR-SP 2015 JULHO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS

SINCOR-SP 2015 JULHO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS JULHO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS 1 Sumário Palavra do presidente... 3 Objetivo... 4 1. Carta de Conjuntura... 5 2. Análise macroeconômica... 6 3. Análise do setor de seguros 3.1. Receita

Leia mais

Mercados e Investimentos Financeiros. Introdução aos mercados acionistas. DOCENTE : Luís Fernandes Rodrigues

Mercados e Investimentos Financeiros. Introdução aos mercados acionistas. DOCENTE : Luís Fernandes Rodrigues Introdução aos mercados acionistas DOCENTE : Luís Fernandes Rodrigues O Mercado Financeiro O Mercado Monetário Interbancário (MMI) é um mercado organizado, onde as instituições participantes trocam entre

Leia mais

2 Opções e Carteiras não lineares

2 Opções e Carteiras não lineares 22 2 Opções e Carteiras não lineares 2.1 Distinção entre derivativos lineares e não-lineares No capítulo 1 foram apresentados os principais derivativos utilizados no mercado de petróleo e derivados. Neste

Leia mais

O papel anticíclico do BNDES sobre o crédito

O papel anticíclico do BNDES sobre o crédito 3 ago 2006 Nº 7 O papel anticíclico do BNDES sobre o crédito Por Ernani Teixeira Torres Filho Superintendente da SAE Nas crises, sistema bancário contrai o crédito. BNDES atua em sentido contrário e sua

Leia mais

Reiteradas Vendas Pressionam a Curva Futura das Cotações do Café 1

Reiteradas Vendas Pressionam a Curva Futura das Cotações do Café 1 % v. 10, n. 5, maio 2015 Reiteradas Vendas Pressionam a Curva Futura das Cotações do Café 1 A elevação da taxa SELIC anunciada pelo Comitê de Política Monetária (COPOM) na última quarta-feira do mês de

Leia mais

ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DO RISCO DE MERCADO

ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DO RISCO DE MERCADO ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DO RISCO DE MERCADO 1) Objetivo 2) Abrangência 3) Responsabilidades 4) Políticas e Definições 5) Plano de alçadas 6) Regulamentação externa ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DO RISCO

Leia mais

CURSO PRÁTICO MINI CONTRATO XP Interfloat Ago/ 2014

CURSO PRÁTICO MINI CONTRATO XP Interfloat Ago/ 2014 CURSO PRÁTICO MINI CONTRATO XP Interfloat Ago/ 2014 A História da BM&F Uma história de Sucesso criada em Junho de 1985. Constituída sob a forma de sociedade por ações. Desenvolver, organizar e operacionalizar

Leia mais

Uma proposta de gráfico de controle EWMA com dados sazonais

Uma proposta de gráfico de controle EWMA com dados sazonais Uma proposta de gráfico de controle EWMA com dados sazonais Leandro Callegari Coelho (UFSC) leandroah@hotmail.com Robert Wayne Samohyl (UFSC) samohyl@yahoo.com Resumo: A importância do controle estatístico

Leia mais

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Outubro 2007

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Outubro 2007 Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Outubro 2007 A VOLATILIDADE NAS BOLSAS DE VALORES GLOBAIS E OS IMPACTOS NAS EMPRESAS DE REAL ESTATE LISTADAS NA BOVESPA Prof. Dr. Claudio

Leia mais

Estrutura de gestão do Risco de Mercado no BNDES. 1. Introdução

Estrutura de gestão do Risco de Mercado no BNDES. 1. Introdução 1 Estrutura de gestão do Risco de Mercado no BNDES 1. Introdução A Gestão de Riscos de Mercado é a atividade por meio da qual uma instituição financeira administra os riscos resultantes de variações nas

Leia mais

Boletim de Risco Ano III. Nº 23. Setembro/2015

Boletim de Risco Ano III. Nº 23. Setembro/2015 Boletim de Risco Ano III. Nº. Setembro/ Cenário Tal como sugerido no último boletim, observamos durante agosto uma piora generalizada em todos os indicadores de risco, inclusive no risco de mercado, levando

Leia mais

Divulgação de Resultados 1T15

Divulgação de Resultados 1T15 São Paulo - SP, 06 de Maio de 2015. A Tarpon Investimentos S.A. ( Tarpon ou Companhia ), por meio de suas subsidiárias, realiza a gestão de fundos e carteiras de investimentos em bolsa e private equity

Leia mais

BANCO STANDARD DE INVESTIMENTOS S.A. ( BSI ) STANDARD BANK INTERNATIONAL HOLDINGS S.A. ( SIH ) ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DE RISCO DE MERCADO

BANCO STANDARD DE INVESTIMENTOS S.A. ( BSI ) STANDARD BANK INTERNATIONAL HOLDINGS S.A. ( SIH ) ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DE RISCO DE MERCADO BANCO STANDARD DE INVESTIMENTOS S.A. ( BSI ) STANDARD BANK INTERNATIONAL HOLDINGS S.A. ( SIH ) ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DE RISCO DE MERCADO ÚLTIMA VERSÃO Abril 2013 APROVAÇÃO Conselho de Administração

Leia mais

Contratos Diferenciais CFDs: Contracts For Difference

Contratos Diferenciais CFDs: Contracts For Difference Contratos Diferenciais CFDs: Contracts For Difference PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO ADVERTÊNCIA AO INVESTIDOR Risco de perda súbita total, superior ou parcial do capital investido Remuneração não garantida

Leia mais

ETF Exchange Traded Fund

ETF Exchange Traded Fund ETF Exchange Traded Fund FUNDOS BM&FBOVESPA Eficiência. Eficiência. Transparência. Transparência. Flexibilidade. Flexibilidade. Em um Em único um único investimento. investimento. O que é Exchange Traded

Leia mais

CONTRATOS DERIVATIVOS. Opções sobre Futuro BVMF de Standard & Poor s (S&P 500)

CONTRATOS DERIVATIVOS. Opções sobre Futuro BVMF de Standard & Poor s (S&P 500) CONTRATOS DERIVATIVOS Opções sobre Futuro BVMF de Standard & Poor s (S&P 500) Opções sobre Futuro de S&P 500 Diversifique o seu portfólio com derivativos que possuem exposição no mercado financeiro internacional

Leia mais

3 Estratégias de Análise Técnica

3 Estratégias de Análise Técnica 3 Estratégias de Análise Técnica Como foi visto no Capítulo 2, as estratégias dos investidores do mercado são compostas por dois fatores, a saber: o mecanismo de ativação σ i (t) (Eq. 2-10) e o mecanismo

Leia mais

1. Introdução. 1.1 Introdução

1. Introdução. 1.1 Introdução 1. Introdução 1.1 Introdução O interesse crescente dos físicos na análise do comportamento do mercado financeiro, e em particular na análise das séries temporais econômicas deu origem a uma nova área de

Leia mais

LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS SOBRE O

LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS SOBRE O LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS SOBRE O CNPJ: Informações referentes a Setembro de 2015 Esta lâmina contém um resumo das informações essenciais sobre o As informações completas sobre esse fundo podem

Leia mais

MERCADO À VISTA. As ações, ordinárias ou preferenciais, são sempre nominativas, originando-se do fato a notação ON ou PN depois do nome da empresa.

MERCADO À VISTA. As ações, ordinárias ou preferenciais, são sempre nominativas, originando-se do fato a notação ON ou PN depois do nome da empresa. MERCADO À VISTA OPERAÇÃO À VISTA É a compra ou venda de uma determinada quantidade de ações. Quando há a realização do negócio, o comprador realiza o pagamento e o vendedor entrega as ações objeto da transação,

Leia mais

LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS SOBRE O CLIC FUNDO DE INVEST. EM ACOES

LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS SOBRE O CLIC FUNDO DE INVEST. EM ACOES LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS SOBRE O CNPJ: Informações referentes a Novembro de 2015 Esta lâmina contém um resumo das informações essenciais sobre o As informações completas sobre esse fundo podem

Leia mais

Cálculo do Custo de Capital Próprio (Utilizando o CAPM)

Cálculo do Custo de Capital Próprio (Utilizando o CAPM) Cálculo do Custo de Capital Próprio (Utilizando o CAPM)! Petroquímica Brasil (nome de fantasia)! Guia para elaboração de um relatório do trabalho Francisco Cavalcante (francisco@fcavalcante.com.br) Sócio-Diretor

Leia mais

2 Contratos Futuros Agropecuários no Brasil

2 Contratos Futuros Agropecuários no Brasil 2 Contratos Futuros Agropecuários no Brasil A presente seção apresenta as commodities agrícolas negociadas no mercado futuro brasileiro. Além disso, revela a estrutura básica dos contratos futuros e traça

Leia mais

POLÍTICA: ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DE RISCO DE MERCADO

POLÍTICA: ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DE RISCO DE MERCADO POLÍTICA: ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DE RISCO DE MERCADO 1. INTRODUÇÃO A política de Risco de Mercado do Scotiabank Brasil ( Scotiabank ) é baseada na política do grupo de Risk Management Global do Scotiabank

Leia mais

MANUAL DE PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS DA BOLSA DE VALORES DE SÃO PAULO S.A. 1 / 6. Capítulo Revisão Data

MANUAL DE PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS DA BOLSA DE VALORES DE SÃO PAULO S.A. 1 / 6. Capítulo Revisão Data DA BOLSA DE VALORES DE SÃO PAULO S.A. 1 / 6 CAPÍTULO X DO MERCADO DE OPÇÕES 10.1 CODIFICAÇÃO DAS SÉRIES A codificação utilizada no mercado de opções é composto de 5 letras (as 4 primeiras correspondem

Leia mais

LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS SOBRE O

LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS SOBRE O LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS SOBRE O CNPJ: Informações referentes a Setembro de 2015 Esta lâmina contém um resumo das informações essenciais sobre o As informações completas sobre esse fundo podem

Leia mais

Mercado de Divisas e

Mercado de Divisas e Mercado de Divisas e Taxa de Câmbio Agentes do Mercado de Câmbio Taxa de Câmbio Nominal e Real Taxa de Câmbio Fixa e Flexível http://fernandonogueiracosta.wordpress.com/ Agentes do Mercado Cambial Todos

Leia mais

CSHG Unique FIC FIA Comentário do Gestor

CSHG Unique FIC FIA Comentário do Gestor CSHG Unique FIC FIA Comentário do Gestor Novembro 2010 Sobre Insider Buying/Selling Uma das perguntas cuja resposta todo analista ou investidor de ações gostaria de ter se refere à opinião daquelas pessoas

Leia mais

ANEXO F: Conceitos Básicos de Análise Financeira

ANEXO F: Conceitos Básicos de Análise Financeira ANEXO F: Conceitos Básicos de Análise Financeira Juros e Taxas de Juros Tipos de Empréstimos Valor Atual Líquido Taxa Interna de Retorno Cobertura de Manutenção de Dívidas Juros e Taxa de Juros Juro é

Leia mais

ETF Exchange Traded Fund. Fevereiro 2015

ETF Exchange Traded Fund. Fevereiro 2015 ETF Exchange Traded Fund Fevereiro 2015 1 SUMÁRIO DESTAQUES INICIAIS VANTAGENS DO PRODUTO ESTATÍSTICAS MERCADO LOCAL ESTATÍSTICAS MERCADO INTERNACIONAL FUNCIONAMENTO DO PRODUTO ETF DE ÍNDICE ESTRANGEIRO

Leia mais

Back-Test no MetaStock

Back-Test no MetaStock Back-Test no MetaStock Visão Geral Tela principal do System Tester O System Tester visa testar sistemas (trading systems) para determinar seu histórico de rentabilidade. Ele ajuda a responder a pergunta

Leia mais

Divulgação de Resultados 1T14

Divulgação de Resultados 1T14 Divulgação de Resultados 1T14 A Tarpon Investimentos S.A. ( Tarpon ou Companhia ), por meio de suas subsidiárias, realiza a gestão de fundos e carteiras de investimentos em bolsa e private-equity ( Fundos

Leia mais

SINCOR-SP 2015 AGOSTO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS

SINCOR-SP 2015 AGOSTO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS AGOSTO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS 1 Sumário Palavra do presidente... 3 Objetivo... 4 1. Carta de Conjuntura... 5 2. Análise macroeconômica... 6 3. Análise do setor de seguros 3.1. Receita

Leia mais

Iniciando. Bolsa de Valores. O que é uma ação?

Iniciando. Bolsa de Valores. O que é uma ação? O que é uma ação? Por definição é uma fração de uma empresa. Por isso, quem detém ações de uma companhia é dono de uma parte dela, ou melhor, é um dos seus sócios e por conseguinte passa a ganhar dinheiro

Leia mais

PPS MSDPREV PORTFOLIO PERFORMANCE

PPS MSDPREV PORTFOLIO PERFORMANCE 1 MSDPREV ANÁLISE DE DESEMPENHO DOS FUNDOS DE INVESTIMENTOS JAN.15 RENDA FIXA MSDPREV RF (WESTERN) CLASSIFICAÇÃO: CLUSTER RENDA FIXA ÍNDICES - MODERADO Fevereiro/14 a Janeiro/15 O histórico dos últimos

Leia mais

COMO CALCULAR A PERFORMANCE DOS FUNDOS DE INVESTIMENTOS - PARTE I

COMO CALCULAR A PERFORMANCE DOS FUNDOS DE INVESTIMENTOS - PARTE I COMO CALCULAR A PERFORMANCE DOS FUNDOS DE INVESTIMENTOS - PARTE I O que é o Índice de Sharpe? Como calcular o Índice de Sharpe? Revisão do conceito de risco. O desvio-padrão como medida de risco. Autor:

Leia mais

Visão. O papel anticíclico do BNDES e sua contribuição para conter a demanda agregada. do Desenvolvimento. nº 96 29 jul 2011

Visão. O papel anticíclico do BNDES e sua contribuição para conter a demanda agregada. do Desenvolvimento. nº 96 29 jul 2011 Visão do Desenvolvimento nº 96 29 jul 2011 O papel anticíclico do BNDES e sua contribuição para conter a demanda agregada Por Fernando Puga e Gilberto Borça Jr. Economistas da APE BNDES vem auxiliando

Leia mais

Futuros PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO

Futuros PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO Futuros PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO ADVERTÊNCIA AO INVESTIDOR Risco de perda súbita total, superior ou parcial do capital investido Remuneração não garantida Existência de comissões Possibilidade de exigência

Leia mais

Análise de Sensibilidade

Análise de Sensibilidade Análise de Risco de Projetos Análise de Risco Prof. Luiz Brandão Métodos de Avaliação de Risco Análise de Cenário Esta metodologia amplia os horizontes do FCD obrigando o analista a pensar em diversos

Leia mais

FATORES MACROECONÔMICOS QUE AFETARAM O SPREAD BANCÁRIO NO BRASIL APÓS O PLANO REAL. Resumo

FATORES MACROECONÔMICOS QUE AFETARAM O SPREAD BANCÁRIO NO BRASIL APÓS O PLANO REAL. Resumo FATORES MACROECONÔMICOS QUE AFETARAM O SPREAD BANCÁRIO NO BRASIL APÓS O PLANO REAL Luciano Rodrigues Lara* Resumo No Brasil, a partir da implantação do Plano Real, houve uma acentuada queda no spread bancário,

Leia mais

DIVULGAÇÃO DOS RESULTADOS DO 1T15

DIVULGAÇÃO DOS RESULTADOS DO 1T15 Relações com Investidores DIVULGAÇÃO DOS RESULTADOS DO 1T15 Apresentação: José Rubens de la Rosa CEO José Antonio Valiati CFO & Diretor de Relações com Investidores Thiago Deiro Gerente Financeiro & de

Leia mais

Divulgação de Resultados 2014

Divulgação de Resultados 2014 São Paulo - SP, 10 de Fevereiro de 2015. A Tarpon Investimentos S.A. ( Tarpon ou Companhia ), por meio de suas subsidiárias, realiza a gestão de fundos e carteiras de investimentos em bolsa e private-equity

Leia mais

Mercado a Termo e Futuro II. Exemplo de um Negocio com Futuros. Possíveis Resultados. Prf. José Fajardo Barbachan FGV-EBAPE

Mercado a Termo e Futuro II. Exemplo de um Negocio com Futuros. Possíveis Resultados. Prf. José Fajardo Barbachan FGV-EBAPE Mercado a Termo e Futuro II Prf. José Fajardo Barbachan FGV-EBAPE Exemplo de um Negocio com Futuros Um investidor adquiere uma posição longa, no 3 de Junho, em 2 contratos futuros de Ouro para Dezembro

Leia mais

LEPI Laboratório de Ensino e Pesquisa em Informática

LEPI Laboratório de Ensino e Pesquisa em Informática 1 Índice Índice... 2 Estrutura Básica... 4 Começando a usar... 4 Mudar de empresa... 6 Lista de Empresas... 7 Demontrativos Finaceiros...10 Características dos demonstrativos financeiros...10 Apresentação

Leia mais

Cenário Econômico de Curto Prazo O 2º Governo Lula

Cenário Econômico de Curto Prazo O 2º Governo Lula Cenário Econômico de Curto Prazo O 2º Governo Lula Esta apresentação foi preparada pelo Grupo Santander Banespa (GSB) e o seu conteúdo é estritamente confidencial. Essa apresentação não poderá ser reproduzida,

Leia mais

Como aplicar o conceito de risco na análise de crédito? Parte II

Como aplicar o conceito de risco na análise de crédito? Parte II Como aplicar o conceito de risco na análise de crédito? Parte II! Como ponderar os cenários?! Como criar um rating de crédito?! O preenchimento da matriz de crédito?! A importância da análise setorial

Leia mais

5 Sistema americano. 5.1 Forma de Ressuprimento

5 Sistema americano. 5.1 Forma de Ressuprimento 5 Sistema americano O objetivo deste capítulo é descrever o sistema de programação de entregas e previsão de demanda para clientes VMI utilizado pela matriz da Empresa de Gases Alfa nos Estados Unidos.

Leia mais

INTRODUÇÃO AO MERCADO FINANCEIRO. EQUIPE TRADER O mercado fala, a gente entende.

INTRODUÇÃO AO MERCADO FINANCEIRO. EQUIPE TRADER O mercado fala, a gente entende. INTRODUÇÃO AO MERCADO FINANCEIRO EQUIPE TRADER O mercado fala, a gente entende. Mercado de Renda Variável, os preços estão em constante oscilação. Pela sua liquidez não existe pechincha. A importância

Leia mais

Prospecto Informativo Invest Sectores Essenciais Junho 2015

Prospecto Informativo Invest Sectores Essenciais Junho 2015 Prospecto Informativo Invest Sectores Essenciais Junho 2015 Junho de 2015 Designação: Invest Sectores Essenciais Junho 2015 Classificação: Caracterização do Depósito: Produto financeiro complexo Depósito

Leia mais

Capítulo 3. Taxas de câmbio e mercados de divisas. Objectivos do capítulo

Capítulo 3. Taxas de câmbio e mercados de divisas. Objectivos do capítulo Capítulo 3 Taxas de câmbio e mercados de divisas Objectivos do capítulo A função das taxas de câmbio no comércio internacional; Como se determinam as taxas de câmbio? Preços e decisões dos agentes económicos

Leia mais

Perfin Institucional FIC FIA

Perfin Institucional FIC FIA Perfin Institucional FIC FIA Relatório Mensal- Junho 2013 O fundo Perfin Institucional FIC FIA utiliza-se de análise fundamentalista para compor o seu portfólio, baseado no diferencial existente entre

Leia mais

ebook - Forex para Iniciantes

ebook - Forex para Iniciantes Mercado financeiro Na economia, o mercado financeiro é um mecanismo que permite a compra e venda (comércio) de valores mobiliários (por exemplo ações e obrigações), mercadorias (como pedras preciosas ou

Leia mais

RELATÓRIO DE GESTÃO JANEIRO 2008

RELATÓRIO DE GESTÃO JANEIRO 2008 RELATÓRIO DE GESTÃO JANEIRO 2008 Este material tem o único propósito de divulgar informações e dar transparência à gestão executada pela Edge Investimentos, não deve ser considerado como oferta de venda

Leia mais

APRESENTAÇÃO NO INSTITUTO DO VAREJO

APRESENTAÇÃO NO INSTITUTO DO VAREJO APRESENTAÇÃO NO INSTITUTO DO VAREJO 18 de Agosto de 2006 Demian Fiocca Presidente do BNDES www.bndes.gov.br 1 BRASIL: NOVO CICLO DE DESENVOLVIMENTO Um novo ciclo de desenvolvimento teve início em 2004.

Leia mais

SONDAGEM INDUSTRIAL Março de 2015

SONDAGEM INDUSTRIAL Março de 2015 SONDAGEM INDUSTRIAL Março de 2015 A exportação se consolida como perspectiva positiva para os próximos meses A Sondagem industrial, realizada junto a 162 indústrias catarinenses no mês de março, mostrou

Leia mais

ESTUDO DE MODELO DE SÉRIES TEMPORAIS PARA DADOS DE AÇÕES

ESTUDO DE MODELO DE SÉRIES TEMPORAIS PARA DADOS DE AÇÕES ESTUDO DE MODELO DE SÉRIES TEMPORAIS PARA DADOS DE AÇÕES Nathalia Virginia Masi; Célia Mendes Carvalho Lopes Engenharia de Produção, Escola de Engenharia, Universidade Presbiteriana Mackenzie nathalia.masi@gmail.com;

Leia mais

Escolha o seu e comece a construir o futuro que você quer ter

Escolha o seu e comece a construir o futuro que você quer ter Escolha o seu e comece a construir o futuro que você quer ter Valia Fix, Valia Mix 20, Valia Mix 35 e Valia Ativo Mix 40 Quatro perfis de investimento. Um futuro cheio de escolhas. Para que seu plano de

Leia mais

Relatório Econômico Mensal Junho de 2015. Turim Family Office & Investment Management

Relatório Econômico Mensal Junho de 2015. Turim Family Office & Investment Management Relatório Econômico Mensal Junho de 2015 Turim Family Office & Investment Management ESTADOS UNIDOS TÓPICOS ECONOMIA GLOBAL Economia Global: EUA: Reunião do FOMC...Pág.3 Europa: Grécia...Pág.4 China: Condições

Leia mais

Gerenciamento de Risco em Custos

Gerenciamento de Risco em Custos Gerenciamento de Risco em Custos Edson de Oliveira Pamplona Brasil Universidade Federal de Itajubá Pamplona@unifei.edu.br Palavras-chave: Custos, Risco, Valor em risco Tema: Aplicaciones Matemáticas a

Leia mais

Pelo segundo mês consecutivo cai o endividamento e a inadimplência em Santa Catarina. Síntese dos resultados Meses Situação da família

Pelo segundo mês consecutivo cai o endividamento e a inadimplência em Santa Catarina. Síntese dos resultados Meses Situação da família Núcleo de Pesquisas Pelo segundo mês consecutivo cai o endividamento e a inadimplência em Santa Catarina Os dados levantados pela Pesquisa de Endividamento e Inadimplência dos Consumidores (PEIC) de Santa

Leia mais

Extrato de Fundos de Investimento

Extrato de Fundos de Investimento Extrato de Fundos de Investimento São Paulo, 01 de Outubro de 2012 Prezado(a) Período de Movimentação FUNDO DE PENSAO MULTIPATR OAB 03/09/2012 a 28/09/2012 Panorama Mensal Setembro de 2012 O mês de setembro

Leia mais

Teoria dos ciclos de investimento

Teoria dos ciclos de investimento Teoria dos ciclos de investimento elaborada por Kalecki KALECKI, Michal. Teoria da dinâmica econômica. São Paulo, Abril Cultural, 1976. (original de 1954). COSTA (2000), Lição 6.3: 241-245. http://fernandonogueiracosta.wordpress.com/

Leia mais

POLÍTICA DE GOVERNANÇA CORPORATIVA

POLÍTICA DE GOVERNANÇA CORPORATIVA Sumário: 01. OBJETIVO:... 2 02. CONCEITUAÇÃO / DEFINIÇÃO:... 2 03. ABRANGÊNCIA / ÁREAS ENVOLVIDAS:... 2 04. RESPONSABILIDADES:... 2 04.01. Responsáveis pela execução das atribuições desta política... 2

Leia mais

PPS CENÁRIOS E DESAFIOS PARA O SEGUNDO SEMESTRE DE 2014 EVERALDO GUEDES DE AZEVEDO FRANÇA PORTFOLIO PERFORMANCE

PPS CENÁRIOS E DESAFIOS PARA O SEGUNDO SEMESTRE DE 2014 EVERALDO GUEDES DE AZEVEDO FRANÇA PORTFOLIO PERFORMANCE CENÁRIOS E DESAFIOS PARA O SEGUNDO SEMESTRE DE 2014 EVERALDO GUEDES DE AZEVEDO FRANÇA QUAL É O CENÁRIO? ONDE ESTAMOS? Continuamos não sendo a bola da vez. Percepção do investidor estrangeiro acerca do

Leia mais

Relatório Anual da Dívida Pública 2010 Plano Anual de Financiamento 2011

Relatório Anual da Dívida Pública 2010 Plano Anual de Financiamento 2011 Dívida Pública Federal Brasileira Relatório Anual da Dívida Pública 2010 Plano Anual de Financiamento 2011 Fevereiro 2011 B R A S Í L I A D Í V I D A P Ú B L I C A F E D E R A L B R A S I L E I R A Dívida

Leia mais

ÍNDICE GERAL. Política de Gerenciamento do Risco de Mercado. 1 Introdução. 2 Definição de Risco de Mercado. 3 Metodologia.

ÍNDICE GERAL. Política de Gerenciamento do Risco de Mercado. 1 Introdução. 2 Definição de Risco de Mercado. 3 Metodologia. Política de Gerenciamento do Risco de Mercado ÍNDICE GERAL 1 Introdução 2 Definição de Risco de Mercado 3 Metodologia 4 Gestão de Risco 5 Qualificação de novas operações 1. Introdução A Política de Gerenciamento

Leia mais

Aplicação (1 + idi) t/n F = S(1 + idi) t=0 1 2 n-1 n. Risco cambial

Aplicação (1 + idi) t/n F = S(1 + idi) t=0 1 2 n-1 n. Risco cambial Comércio e Finanças Internacionais Prof. José Alfredo A. Leite 8c. MERCADO DE CUPÕES CAMBIAIS (Dólar doméstico) 1 Cupões Cambiais São aplicações financeiras em dólares teóricos, chamados de dólares domésticos.

Leia mais

Ementários. Disciplina: Gestão Estratégica

Ementários. Disciplina: Gestão Estratégica Ementários Disciplina: Gestão Estratégica Ementa: Os níveis e tipos de estratégias e sua formulação. O planejamento estratégico e a competitividade empresarial. Métodos de análise estratégica do ambiente

Leia mais

Empresas de Capital Fechado, ou companhias fechadas, são aquelas que não podem negociar valores mobiliários no mercado.

Empresas de Capital Fechado, ou companhias fechadas, são aquelas que não podem negociar valores mobiliários no mercado. A Ação Os títulos negociáveis em Bolsa (ou no Mercado de Balcão, que é aquele em que as operações de compra e venda são fechadas via telefone ou por meio de um sistema eletrônico de negociação, e onde

Leia mais

Exportações recordes do Brasil influenciam o mercado cafeeiro

Exportações recordes do Brasil influenciam o mercado cafeeiro Exportações recordes do Brasil influenciam o mercado cafeeiro As exportações de café do Brasil alcançaram um volume recorde de 36,8 milhões de sacas no ano-safra de 2014/15 (abril a março), alimentado

Leia mais