A RELEVÂNCIA DA CONTROLADORIA NA GESTÃO DE EMPRESAS DO VAREJO DE TINTAS DO MUNICIPIO DE SANTO CRISTO - RS

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1 1 UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL DACEC DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS, CONTÁBEIS, ECONÔMICAS E DA COMUNICAÇÃO MBA - GESTÃO EMPRESARIAL A RELEVÂNCIA DA CONTROLADORIA NA GESTÃO DE EMPRESAS DO VAREJO DE TINTAS DO MUNICIPIO DE SANTO CRISTO - RS FABIANE INES BENDER Profa. Orientadora: Euselia P. Vieira Resumo A controladoria tem um papel fundamental na utilização de informações que contribuem na gestão empresarial, sendo assim, o propósito deste estudo foi analisar a importância da controladoria na gestão de empresas de varejo de tintas no município de Santo Cristo RS. Os objetivos deste estudo direcionam-se para a verificação de que forma as empresas obtém as informações que abastecem o setor de controladoria. Qual a estrutura que este setor possui na organização e qual a sua importância na gestão empresarial. A coleta de dados se deu por meio de pesquisa bibliográfica e documental, alem de observações realizadas no decorrer do estudo nas empresas participantes. Foi realizada uma entrevista estruturada com os gestores das empresas participantes e por meio destas foi possível verificar que nenhuma das empresas apresenta um setor de controladoria estruturado, porem percebe-se que a preocupação com a questão dos controles das empresas é evidente. Além disto, verifica-se especificidades em cada empresa, com presença marcante da controladoria, adaptada a sua realidade e modelo de gestão. A partir do estudo foi possível concluir que a controladoria contribui para que as empresas possam cumprir seus objetivos, identificando e analisando as etapas do processo de decisão dos gestores, e que é útil para qualquer empresa, independente do seu porte. Palavras chave: Controladoria; Gestão Empresarial; Comercio Varejista; Controles Internos. Abstract The controller has a key role in the use of information that contribute to the corporate management, so the purpose of this study was to analyze the importance of controlling the management of retail paint in Santo Cristo - RS. The objectives of this study are focused on checking how companies get the information that supply the sector controller. What is the structure that this sector has in the organization and what is its importance in business management. Data collection took place by means of literature and documentary, beyond observations made during the study in the participating companies. We conducted a structured interview with the managers of participating companies and through these we found that none of the companies has a controlling structured industry, however it is clear that concern over the issue of control of companies is evident. Moreover, there is specifics of each company, with a strong presence of controllership, adapted to their reality and model management. From the study it was concluded that the controller helps to enable companies to meet their goals, identifying and analyzing the steps of decision making of managers, and it is useful for any company, regardless of its size. INTRODUÇÃO As organizações, em um cenário de negócios, são criadas sob a perspectiva de obtenção de resultados econômicos que satisfaçam as expectativas de seus proprietários, é

2 2 neste cenário que se insere a controladoria que alem de permitir aos empresários maior controle dos processos, também propicia uma melhor compreensão do processo decisório facilitando o alcance da eficácia necessária para a obtenção dos objetivos propostos. O presente estudo foi realizado em 5 das 8 empresas do setor varejista de tintas, localizadas na cidade de Santo Cristo- RS, com o propósito de verificar de que forma elas obtém as informações que compõem o setor de controladoria, bem como, a maneira como utilizam estas informações para gerir a organização. Segundo Caggiano e Figueiredo (1997, p.26), a missão da controladoria é zelar pela continuidade da empresa, assegurando a otimização do resultado global. De acordo com Nascimento e Reginato (2009) a função da controladoria consiste em apoiar o processo de decisão, utilizando se para tanto de um sistema de informações que possibilite e facilite o controle operacional, por meio do monitoramento das atividades da empresa. Enquanto que Padoveze (2004), relata que a controladoria é a unidade administrativa dentro da empresa que, através da ciência contábil e sistema de informações de controladoria, é responsável pela coordenação da gestão econômica do sistema da empresa. No que se refere a definição de gestão empresarial, Mosimann e Fisch (1999), abordam que a gestão empresarial requer o conhecimento da etimologia da palavra gestão, a qual deriva do latim gestione, que quer dizer ato de gerir, gerência, administração. Portanto gestão e administração são sinônimos. Neste contexto, o comercio varegista se constitui, de acordo com Levy e Weitz (2000 p.73), o varejo inclui todas as atividades relativas à venda de produtos ou serviços diretamente ao consumidor final, para uso pessoal e não comercial. Um varejista ou uma loja de varejo é qualquer empreendimento comercial cujo faturamento provenha principalmente da venda de pequenos lotes no varejo. Qualquer organização que venda para os consumidores finais seja ela um fabricante, distribuidor/atacadista ou varejista está executando a atividade varejo. A escolha por este tema se deve ao crescimento da conscientização das organizações em fase de crescimento com relação a importância desta área para na sua gestão. O objetivo principal deste estudo concentra-se em enfatizar a importância da controladoria para a gestão das organizações do comercio varejista de tintas. O presente artigo esta estruturado em quatro partes, na primeira apresenta-se a introdução do estudo e seus objetivos, na segunda consta o referencial teórico onde apresentase os conceitos, missão e funções da controladoria, além de definições de gestão empresarial e varejo. Na terceira são elencados os procedimento metodológicos utilizados para a coleta de dados, alem da definição do tipo de estudo e analise de dados. Na quarta são relatados os dados coletados com as respectivas analises. Por ultimo apresentam-se as conclusões diante dos dados coletados e analisados durante o decorrer do estudo, e as referencias bibliográficas que serviram de base apara a realização do mesmo. Conceitos de controladoria A controladoria é conceituada de diferentes maneiras entre vários autores, não existindo um consenso entre eles. Alguns a definem como um órgão administrativo, tendo suas funções centralizadas em planejamento, controle e suporte as decisões dos gestores, enquanto outros a classificam como área do conhecimento humano ou ciência. A função básica da Contabilidade é fornecer informações úteis a todos os seus usuários. Porém, segundo (PADOVEZE, 2007) a empresa é um sistema aberto e interage com o ambiente externo. Por isso cada uma das variáveis ambientais representa um usuário da informação contábil o qual possui diferentes necessidades informacionais. Para atender aos

3 3 diversos usuários em um ambiente marcado por constante mudança a contabilidade evoluiu e a partir dessa evolução se desenvolveu a Controladoria (MARTIN, 2002). Carvalho Jr e Rocha (2008) mapearam a definição dada à Controladoria por pesquisadores brasileiros através de pesquisas publicadas no Brasil e identificaram que a palavra Controladoria está vinculada a três definições: órgão administrativo, área do conhecimento humano e função gerencial. Enquanto órgão administrativo, a Controladoria auxilia no processo de gestão por meio de informações para a tomada de decisão. Caggiano e Figueiredo (2006) compartilham dessa opinião. Para eles o órgão administrativo Controladoria tem por finalidade garantir informações adequadas ao processo decisório, colaborando com os gestores na busca da eficácia gerencial. Embora a Controladoria seja uma evolução da Contabilidade (MARTIN, 2002), a interação da empresa com suas variáveis ambientais não pode ser suportada apenas por conceitos de contabilidade, administração e economia (CAGGIANO e FIGUEIREDO, 2006). As relações são sustentadas por conceitos multidisciplinares e é sobre esses aspectos que o conceito de Controladoria como ramo de conhecimento se apoia. Segundo Catelli (2001) a controladoria não pode ser vista como uma ferramenta destinada a como fazer, mas pode ser apresentada de duas maneiras: na primeira como unidade administrativa encarregada pela disseminação de conhecimento, modelagem e implantação de sistemas de informações, e na segunda como ramo de conhecimento responsável pelo estabelecimento da base conceitual. Para Padoveze (2004), a controladoria é a unidade administrativa dentro da empresa que, através da ciência contábil e sistema de informações de controladoria, é responsável pela coordenação da gestão econômica do sistema da empresa. Neste contexto, Mosimann e Fisch (1999, p. 99) definem controladoria como: Conjunto de princípios, procedimentos e métodos oriundos das ciências da administração, economia, psicologia, estatística e, principalmente, da contabilidade, que se ocupa da gestão econômica das empresas, com a finalidade de orientá-las para a eficácia. Peleias (2002, p. 13), define a controladoria como uma área da organização a qual é delegada autoridade para tomar decisões sobre eventos, transações e atividades que possibilitem o adequado suporte ao processo de gestão. O autor também cita algumas formas de decisão em relação a organização, dentre elas critérios de identificar, prever, registrar e explicar eventos, transações e atividades, buscando assegurar a eficácia nas diversas áreas organizacionais da empresa. Com base nas informações e definições dos autores pode-se dizer que a controladoria pode ser considerada como ferramenta fundamental para empresas em fase de desenvolvimento e aprimoramento de processos. Esta área da empresa tem por função principal promover a eficácia das decisões tomadas, monitorando a execução dos objetivos estabelecidos, investigando e diagnosticando as razoes para a ocorrência de eventuais desvios entre os resultados esperados e os alcançados, indicando correções de rumo quando necessário. Missão e Funções da controladoria No que se refere a missão e função da controladoria, Caggiano e Figueiredo (1997, p.26), relatam que a missão da controladoria é zelar pela continuidade da empresa, assegurando a otimização do resultado global. Conseguir cumprir a missão da empresa é uma forma de alcançar os objetivos, pois, não basta apenas ler a missão ou mostrar quando

4 4 numa auditoria que a empresa possui a sua missão, é necessário cumprir a mesma e trabalhar em prol do alcance dos objetivos nela propostos. Na concepção de Padoveze (2004, p. 35): A controladoria tem como missão suportar todo o processo de gestão empresarial por intermédio de seu sistema de informação, que é um sistema de apoio a gestão. O sistema de informação de controladoria é integrado com os sistemas operacionais e tem como característica essencial a mensuração econômica das operações para o planejamento, controle e avaliação dos resultados e desempenhos dos gestores das áreas de responsabilidade. Neste contexto, Mosimann e Fisch (1999), a controladoria, assim como as áreas de responsabilidade de uma empresa, esforça-se para garantir o cumprimento da missão e a continuidade da organização. Seu papel fundamental nesse sentido consiste em coordenar os esforços para conseguir um resultado global sinérgico, isto é, superior a soma dos resultados de cada área. Segundo Catelli (2001), uma área de responsabilidade, independentemente de quantas atividades a compõe, desempenha uma ou o conjunto de funções. No caso da controladoria, estas funções estão ligadas a um conjunto de objetivos e, quando desempenhadas, viabilizam o processo de gestão econômica. Conforme Oliveira; Hernandez e Silva (2005), a controladoria serve como órgão de observação e controle da cúpula administrativa, preocupando-se com a constante avaliação da eficácia dos vários departamentos no exercício de suas atividades. É ela que fornece os dados e as informações que planeja e pesquisa, visando sempre mostrar a cúpula os pontos de estrangulamento presentes e futuros que põem em perigo ou reduzem a rentabilidade da empresa. Na concepção de Nascimento e Reginato (2009), a controladoria pode ter funções diversas, dependendo das dimensões da empresa e da filosofia que orienta a sua administração. No tocante a filosofia pode-se defini-la como a forma segundo a qual a alta administração concebe os níveis de controles operacionais que a empresa deve adotar, bem como o formato das informações e as tecnologias que devem ser disponibilizadas para este fim. Nesta linha, Mosimann e Fisch (1999) a missão da controladoria é otimizar os resultados da empresa, a fim de garantir sua continuidade. Para que a controladoria possa cumprir sua missão, precisa exercer o controle sobre a gestão econômica de cada área e da empresa como um todo. Ainda segundo eles na pg 116 ao órgão controladoria compete lidar com os aspectos da gestão econômica, exercendo sua função em todas as fases do processo de gestão: planejamento, execução e controle. Enquanto que Padoveze (2004), relata que o planejamento é a analise de um conjunto de variáveis, procurando estabelecer um estado futuro de coisas, alem de traçar caminhos seguros para que, o que foi estabelecido se torne real. Peleias (2002), descreve a execução como sendo a parte onde as coisas acontecem, as ações emergem através do consumo do recursos se transformando em bens e serviços. A controladoria é atribuída à função do controle, diante disto Chiavenato (2004), define que a finalidade do controle é assegurar que os resultados do que foi planejado, organizado e dirigido se ajustem tanto quanto possível aos objetivos previamente estabelecidos. Este controle é normalmente atribuído ao controller, segundo Padoveze (2009), a função do controller é eminentemente contábil, o mesmo deve ter um profundo conhecimento em administração e da empresa. Ele deve acompanhar o plano de ação da empresa e deve

5 5 estar sempre atento, organizando e relatando dados importantes para que estes possam servir de base para os gestores tomar suas decisões em coerência com a missão da organização. Nesta mesma linha de pensamento Lacombe e Heilborn (2003, p.173) definem controle como a maneira de medir e corrigir o desempenho de subordinados, para assegurar que os objetivos e metas da empresa sejam atingidos. Ressaltam que na empresa moderna o controle deve ser feito por quem executa a tarefa, baseado em padrões conhecidos de desempenho combinados com a diretoria. Com base nos conceitos e concepção dos autores anteriormente citados entende-se que toda área em uma empresa tem sua função para contribuir ao crescimento da empresa, no caso da controladoria entende-se que a função seja buscar soluções para problemas encontrados no dia-a-dia, com o enfoque voltado para a gestão e controle econômico visando a satisfação dos clientes, dos acionistas, bem como a continuidade da empresa atreladas num processo continuo de melhorias para o melhor andamento da empresa. Gestão Empresarial A abordagem do conceito de gestão empresarial requer o conhecimento da etimologia da palavra gestão, a qual deriva do latim gestione, que quer dizer ato de gerir, gerência, administração, conforme Mosimann e Fisch (1999). Portanto gestão e administração são sinônimos. Jucius e Shlender (1984) conceituam administração como aquela que se refere ao campo das atividades humanas que tem como finalidade principal a coordenação em grupo para o desempenho de funções de planejamento, organização, direção e controle, em relação a certos fatores básicos, através de esforços motivacionais apropriados, de maneira que os vários objetivos do grupo e dos indivíduos que dele fazem parte, sejam atingidos num grau ótimo e com ótima eficiência. Neste cenário, Mosimann e Fisch (1999, p. 29), entende-se modelo de gestão como sendo a representação abstrata, por meio de idéias, valores e crenças expressas ou não por meio de normas e regras que orientam o processo administrativo da empresa. O modelo de gestão envolve: objetivos, princípios organizacionais, princípios de delegação de poder e princípios de avaliação de desempenho. É por meio do modelo de gestão que os gestores devem assegurar-se de que estão minimizando os riscos, tendo em vista a busca da eficiência e da eficácia. O modelo e gestão ideal deve ter um processo de gestão (planejamento, execução e controle) dinâmico, flexível e oportuno, isto é, adaptável as mudanças, com estilo participativo, voltando para a eficácia empresarial. O estabelecimento e a manutenção de um processo de gestão integrado, com base nas premissas estabelecidas no modelo de gestão, é uma das atribuições da controladoria. Portanto, sua função nesse processo, que também é definido por Nascimento (2002) e Nakagawa (1993) como processo de planejamento, consiste em levar todos os gestores da empresa a trabalharem no sentido de obter uma sinergia, buscando alcançar o objetivo global da organização. Padoveze (2002) salienta que, como o modelo de gestão é a base para formatação de todo o processo de gestão, este, por sua vez, traduzirá em todas as suas etapas a cultura organizacional da empresa. O processo de gestão visa garantir que as decisões dos gestores contribuam para otimizar o desempenho da organização. O processo de gestão, de acordo com Catelli (2001), pode assumir diversas formas na realidade das empresas, mas deve assegurar que as decisões tomadas por estas conduzam-nas ao cumprimento de sua missão, garantindo sua adaptação e equilíbrio ao ambiente operacional necessários para a sua continuidade.

6 6 Em relação à participação da controladoria nesse processo, Padoveze (2002) destaca que uma de suas funções básicas é apoiar a empresa em todo o processo de gestão. Esse apoio consiste, basicamente, em ajudar os gestores na tomada de decisões por meio da indicação de alternativas, além da elaboração de modelos de informação e mensuração adequados à sua necessidade. É por intermédio do sistema de informações que ocorre a atuação essencial da controladoria no processo de gestão, buscando envolver todas as necessidades de informações para que a empresa alcance seus objetivos. Essa atuação ocorre direta ou indiretamente em todas as etapas do processo por meio do que os autores denominam de sistema de informações de controladoria. Segundo Nascimento (2002) o processo de gestão é estruturado a partir da missão, crenças e valores da empresa e pode assumir diversos formatos dependendo da realidade de cada instituição. O processo de gestão serve de suporte ao processo de tomada de decisão e realiza-se a partir das fases de planejamento, execução e controle. Segundo Greiner (1976), as empresas passam normalmente por 5 fases, cada uma delas possui características especificas, na primeira fase a da criatividade a atenção esta toda voltada para a criação de um produto e do mercado consumidor, na segunda a da direção a empresa concentra-se em processo de expansão continua, na terceira a da delegação acontece a estruturação da empresa, na quarta fase a da coordenação acontece a formalização para conseguir melhores resultados e na quinta fase a da colaboração a empresa apresenta forte colaboração pessoal para superar a crise da burocracia. Comercio Varejista Segundo Kotler (1998, p. 493), o varejo inclui todas as atividades envolvidas na venda de bens e serviços diretamente aos consumidores finais para uso pessoal. Um varejo ou loja de varejo é qualquer empresa cujo volume de vendas decorre, principalmente, do fornecimento por unidade ou pequenos lotes. Qualquer organização que pratica esse tipo de venda seja um produtor, seja um fabricante, seja um atacadista, está na área de varejo. Não importa como os bens ou serviços são vendidos (pessoalmente, pelo correio, por telefone ou por máquina automática) ou onde são vendidos (em uma loja, na rua ou na casa do consumidor). Para Levy e Weitz (2000, p. 27), varejo é um conjunto de atividades de negócios que adiciona valor a produtos e serviços vendidos a consumidores para seu uso pessoal e familiar. As pessoas frequentemente consideram o varejo somente como a venda de produtos em lojas. Entretanto o varejo envolve também a venda de serviços: estadia de uma noite em um hotel de estrada, exame médico, um corte de cabelo, o aluguel de uma fita de vídeo ou uma pizza entregue em casa. Segundo Kotler (2000), o varejo consiste em todas as atividades de venda de bens ou serviços diretamente aos consumidores finais, são definidas como varejo. O local onde os produtos ou serviços são vendidos (lojas, rua ou residência do consumidor) não é importante. Da mesma forma, todas as maneiras pela qual estes bens ou serviços são vendidos estão incluídas no conceito de varejo, seja através de venda pessoal, correio, telefone ou máquina automática. Segundo Levy e Weitz (2000 p.73), o varejo inclui todas as atividades relativas à venda de produtos ou serviços diretamente ao consumidor final, para uso pessoal e não comercial. Um varejista ou uma loja de varejo é qualquer empreendimento comercial cujo faturamento provenha principalmente da venda de pequenos lotes no varejo. Qualquer organização que venda para os consumidores finais seja ela um fabricante, distribuidor/atacadista ou varejista está executando a atividade varejo.

7 7 O varejo difere do atacado. Segundo Kotler (1998), o atacado inclui todas as atividades envolvidas na venda de bens ou serviços para aqueles que compram para revenda ou uso industriais. Exclui os fabricantes e agropecuaristas, por estarem basicamente envolvidos na produção, e os varejistas. Segundo Las Casas (1992), O varejo é a atividade comercial responsável por providenciar mercadorias e serviços desejados pelos consumidores. Relata ainda que o varejo pode ser definido como uma unidade de negócios que compra mercadorias de fabricantes, atacadistas e outros distribuidores e vende diretamente a consumidores finais e eventualmente aos outros consumidores. Segundo Fazenda (2008), a tinta é uma composição química formada por uma dispersão de pigmentos numa solução ou emulsão de um ou mais polímeros, que, ao ser aplicada na forma de película fina sobre uma superfície, se transforma num revestimento a ela aderente com a finalidade de colorir, proteger e embelezar. Quando a composição não contem pigmentos, é denominada verniz. Com base nas informações anteriores, pode-se dizer que tinta é o nome normalmente dado a uma família de produtos (líquidos, viscosos ou sólidos em pó) que, após aplicação sob a forma de uma fina camada, a um substrato se converte num filme sólido. As tintas são usadas para proteger e dar cor a objetos ou superfícies. Segundo Fazenda (2008), a finalidade fundamental de uma tinta ou verniz é proteger e embelezar edifícios, instalações industriais e uma ampla gama de produtos industriais, tais como automóveis, caminhões, geladeiras, moveis, navios, material ferroviário e outros. A sinalização de estradas, ruas e aeroportos também constituem exemplos marcantes da utilização das tintas. A tinta é muito comum e aplica-se a praticamente qualquer tipo de objetos. Usa-se para produzir arte; nas industrias: estruturas metálicas, produção de automóveis, equipamentos, tubulações, produtos eletro-eletrónicos; como protecção anticorrosivas; na construção civil: em paredes interiores, em superfícies exteriores, expostas às condições meteorologicas; um grande número de aplicações atuais e futuras, como frascos utilizados para perfumes e maquiagens. Ainda segundo Fazenda (2008), atualmente o mercado brasileiro de tintas está entre os cinco maiores mercados do mundo, com ampla possibilidade de crescer rapidamente já que o consumo per capita anual é muito pequeno, cerca de 5,5 litros, nos paises desenvolvidos o consumo per capita situa-se acima de 10 litros anuais. È importante notar que as tintas brasileiras apresentam qualidade superior á dos paises desenvolvidos pois são produzidas tecnologia do mesmo nivel, noutras palavras as tintas brasileiras utilizam principios de formulação, materias primas e preocesso de fabricação similares ás dos paises de primeiro mundo. A industria brasileira de tintas produz ampla variedade de produtos que possibilitam o atendimento de todos os mercados consumidores, tais como: imobiliario, automotivo, eletrodomésticos e manutenção industrial. PROCEDIMENTOS METODOLOGICOS De acordo com Jung (2004, p. 227) a metodologia é um conjunto de técnicas e procedimentos que tem por finalidade viabilizar a execução da pesquisa, obtendo-se como resultado um novo produto, processo ou conhecimento. É importante definir o tipo de pesquisa para determinar como o trabalho será desenvolvido. Gil (1999, p. 42) define pesquisa como o processo formal e sistemático de desenvolvimento do método científico. O objetivo fundamental da pesquisa é descobrir respostas para problemas mediante o emprego de procedimentos científicos. De acordo com Malhotra (2001, p. 105) a pesquisa pode ser agrupada de forma ampla em três grupos de estudos: exploratória, explicativa e descritiva. A pesquisa exploratória é um

8 tipo de pesquisa que tem como principal objetivo o fornecimento de critérios sobre a situaçãoproblema enfrentada pelo pesquisador e sua compreensão. A pesquisa explicativa ou conclusiva é aquela concebida para auxiliar o responsável pelas decisões a determinar, avaliar e selecionar o melhor curso de ação a ser tomado em determinada situação. A descritiva tem como propósito expor ou descrever alguma coisa normalmente características ou funções de mercado, o que exige do pesquisador uma série de informações sobre o que se deseja pesquisar. Baseado no exposto, a presente pesquisa tem um caráter exploratório e descritivo. Gil (1999) ao descrever o estudo exploratório, identifica os principais meios para realizar este tipo de pesquisa. Segundo Malhotra (2001, p.155), pesquisa qualitativa pode ser definida como: metodologia de pesquisa não-estruturada, exploratória, baseada em pequenas amostras, que proporcionar insights e compreensão do contexto do problema. Baseada nesta definição pode-se dizer que a pesquisa qualitativa proporciona uma melhor visão e compreensão do contexto do problema. Segundo Oliveira (1999, p. 114), o estudo descritivo possibilita o desenvolvimento de um nível de analise em que se permite identificar as diferentes formas ou fenômenos, sua ordenação e classificação. A razão de classificá-la como pesquisa descritiva consiste na aplicação da pesquisa de campo que, de acordo com Marconi e Lakatos (2003, p. 186) é aquela utilizada com o objetivo de conseguir informações e/ou conhecimentos acerca de um problema, para o qual se procura uma resposta, ou de uma hipótese que se queira comprovar, ou ainda, descobrir novos fenômenos ou as relações entre eles. O roteiro de entrevista foi estruturado com questões abertas e fechadas. Com o intuito de investigar como esta estruturada a controladoria nas empresas, de que maneira elas obtém as informações que abastecem este setor e os benefícios do setor da controladoria para a gestão da empresa, e quais os setores que mais se utilizam destas informações. Este método permite a aplicação de questionário mantendo um contato direto com o empresário com o intuito de obter informações alem das que estão elencadas, através de observação do dia a dia da empresa. Por meio da coleta de dados é possível obter informações sobre a empresa em estudo. Para Marconi e Lakatos (1996, p. 30) a coleta de dados é a etapa da pesquisa em que se inicia a aplicação dos instrumentos elaborados e das técnicas selecionadas, a fim de se efetuar a coleta dos dados previstos. A coleta de dados foi realizada no mês agosto de 2012, em razão de este ser um dos meses de menor movimento e vendas deste tipo de atividade comercial, o que possibilitou maior disponibilidade de tempo dos gestores. Este período foi o indicado pelos proprietários das empresas como o mais adequado em razão de clima e consequências que este gera na comercialização das tintas na região sul do pais. Portanto, primeiramente foi realizada conversa informal com cada uma das empresas participantes para fins de aproximação e contato direto com a empresa. Num segundo momento a coleta de dados foi realizada com os proprietários/gerentes das empresas que atuam no ramo de tintas de Santo Cristo RS, onde se realizou a aplicação de um roteiro de entrevista com focadas diretamente na questão da controladoria, cada entrevista teve aproximadamente 2 horas de duração. Neste momento também foi possível observar um pouco do dia a dia das empresas envolvidas no estudo. Procurou-se permanecer um determinado período no ambiente de trabalho de uma das empresas para fazer uma observação e relacionar alguns aspectos relevantes que pudessem ser úteis para melhorar o entendimento das informações coletadas anteriormente através das entrevistas. 8

9 9 Algumas das empresas pesquisadas forneceram materiais para pesquisa documental para apenas dias depois aplicar a entrevista já com maior conhecimento sobre a organização, o que facilita a comunicação e agrega maior confiabilidade nas informações obtidas. Foi realizado um contato pessoal com os proprietários das empresas para conversa previa sobre o estudo e com o intuito de agendar as entrevistas. Cada proprietário optou pela melhor data e horário mais apropriado para a entrevista. A análise e interpretação dos dados estão relacionadas à coleta de dados, sendo nesta etapa definida a maneira de analisar os resultados que se pretende obter. A análise tem como objetivo organizar e sumarizar os dados de tal forma que os mesmos possibilitem o fornecimento de respostas ao problema proposto. Por sua vez, a interpretação objetiva a procura do sentido mais amplo das respostas, o que é realizado mediante sua ligação a conhecimentos anteriormente obtidos (GIL, 1999). Roesch (1996), a análise e interpretação podem ocorrer de duas formas: análise qualitativa. A análise qualitativa codifica os dados apresentando-os de forma mais estruturada e analisando-os. Pode também ser chamada de estudo de campo. A análise quantitativa utiliza procedimentos estatísticos e são menos orientados para a representatividade e mais para a predição. As informações fornecidas partir dos documentos internos disponibilizados pelas empresas serviram de suporte para a interpretação e analise dos dados coletados nas pesquisas. Cabe ressaltar que, para resguardar o sigilo das informações, utilizaram-se denominações fictícias para as empresas (Ex.: Empresa A, B, C...) aleatoriamente. APRESENTAÇÃO E ANALISE DE RESULTADOS O ser humano por natureza é insaciável nos seus desejos de consumo, principalmente no que se refere a bens materiais e de embelezamento dos ambientes de seus lares. As cores dão diferentes sentidos aos ambientes, além de colorir e dar mais vida ao local. As cores mais procuradas nas empresas do ramo mudam a cada estação e pode-se perceber que no inverno as pessoas optam por cores mais escuras e no verão procuram por cores mais claras. Assim, os empresários do setor de tintas precisam estar atentos às mudanças estratégicas que ocorrem em seu setor, principalmente com o comportamento do consumidor e procurar ser flexíveis para atender e superar os desejos de seus consumidores. Caracterização do setor O presente estudo foi realizado nas empresas do ramo de tintas da cidade de Santo Cristo. O município de Santo Cristo foi emancipado em 28 de janeiro de 1955, a partir da Lei Estadual nº O município esta situado na microrregião colonial de Santa Rosa e possui uma área de 362,6 Km². Distante 554 km de Porto Alegre, a capital do Estado. Segundo o censo o município possui habitantes, sendo que 7283 habitantes residem na cidade e 7607 residem na interior do município. A economia esta baseada principalmente na agropecuária e agroindústrias. Destaca-se também na produção de suínos e de leite, possuindo uma das maiores bacias leiteiras da região e do estado. A media da renda per capita era em 2009 de R$14.693,00 anuais, (ACISA, 2009) Dentro do segmento de tintas o município conta com 8 empresas, o estudo foi realizado em cinco destas oito empresas, que se situam no município em razão de uma delas ter encerrado suas atividades no final do mês de agosto de 2012, e duas serem empresas de

10 10 grande porte com matriz estabelecidas em outras cidades, desta forma não sendo possível desenvolver o estudo nestas organizações. Uma das cinco empresas participantes comercializam tintas, materiais para pinturas em geral e massa plásticas, as outras quatro, possuem um mix de produtos destinados a construção e acabamentos, desde materiais de construção até alguns moveis e utensílios domésticos. Segundo Fazenda (2008), desde o primeiro empreendimento oficialmente registrado em 1886, a indústria brasileira de tintas e vernizes evoluiu a ponto de tornar-se um dos segmentos mais sólidos da economia do País. São mais de cem anos gerando desenvolvimento, pesquisas, tecnologias e produtos de alto consumo. As empresas pioneiras inicialmente se dedicaram à linha imobiliária, mas, com a aceleração do progresso tecnológico no ramo dos fabricantes de tintas, outros segmentos foram estruturando-se, como é o caso das tintas industriais e da repintura automotiva. Segundo Fazenda (2008), à rápida industrialização e urbanização do Brasil exigiu que o setor de tintas evoluísse para acompanhar o ritmo de crescimento e as expectativas do mercado consumidor. No Brasil o mercado de tintas e seu comercio emprega cerca de 30 mil profissionais diretos e gera muitos empregos indiretos, pois os profissionais que aplicam as tintas, ou seja, realizam a pintura são diretamente ligados a este mercado. Este estudo contou com o apoio de cinco empresas do município de Santo Cristo RS, algumas delas atuam somente no ramos de tintas e outras tem produtos de toda linha de construção e demais linhas de produtos. Pode-se observar no gráfico 01, que quatro das empresas estudadas possuem mais de 15 colaboradores e apenas a empresa D possui 8 colaboradores. Gráfico 01: Numero de Colaboradores das empresas Fonte: Dados conforme pesquisa A empresa D que possui 8 colaboradores é a única das 5 que tem loja única, as demais possuem filiais em outras cidades, conforme pode ser observado no gráfico 2.

11 11 Gráfico 02: Numero de filiais das empresas estudadas Fonte: Dados conforme pesquisa O valor do faturamento anual de quatro das cinco empresas estudadas se enquadra como empresa de médio porte, sendo que apenas uma delas é de pequeno porte, conforme gráfico 03, é importante salientar que as duas empresas de grande porte nesse ramo no município não participaram do estudo por terem sua matriz situada em outras cidades e não fornecerem informações sobre sua gestão. A opção de não participar do estudo foi das empresas. Gráfico 03: Porte das empresas estudadas Fonte: Dados conforme pesquisa Uma delas trabalha apenas com tintas das mais diversas linhas e matérias para pintura, as demais possuem um mix de produtos de material de construção que inclui a tinta. Em todas as empresas a entrevista foi realizada com um gerente proprietário. As empresas envolvidas na pesquisa possuem mais de 13 anos de existência, sendo que duas delas tem mais de 25 anos. No gráfico 04 pode-se observar o tempo de existência de

12 12 cada uma das empresas e verificar que todas as empresas já passaram do período em que muitas empresas fecham no Brasil, que é nos primeiros cinco anos. Gráfico 04: Tempo de existência das empresas Fonte: Dados conforme pesquisa As empresas estudadas são solidas e tem visão de futuro, procuram sempre se manter atentas as tendências do mercado em suas áreas de atuação para conseguir acompanha-lo, em meio a estas atualizações quatro delas já tiveram alterações de sócios, apenas uma a menor tem a mesma composição societária desde a sua fundação. Isto se deve ao fato dela ter apenas um proprietário, sendo desta forma um empresa individual. Todas as empresas são administradas por pessoas do sexo masculino, em duas delas, as mulheres participam da gestão em cargos de gerencia e nas demais não há nenhuma pessoa do sexo feminino participando diretamente da gestão da empresa. Controladoria Por meio das questões que constavam no questionário buscou-se obter informações de como estes empresários administram suas empresas, principalmente na questão dos controles, de onde provem as informações que utilizam na gestão das mesmas. É importante observar que nenhuma das empresas possui um setor de controladoria estruturado (definido). Porem, cada uma delas tem mecanismos de controle que são típicos de um setor de controladoria. Quando questionados sobre o que vem a ser controladoria todos os empresários direcionaram sua resposta para o controle e frisaram que este controle abrange todos os setores da empresas e que consideram que isto seja controladoria. Para o empresário A controladoria são os dados gerados através do controle da empresa, são informações provindas de todos os setores e processadas pela contabilidade e diretoria julga muito importante ter um setor de controladoria definido e estruturado na empresa onde trabalha, pois segundo ele isso desafogaria o setor contábil e as informações chegariam ate a diretoria com mais precisão e rapidez, o que possibilita tomada de decisões mais acertadas e rápidas. Salientou ainda que com o crescimento que a empresa teve nos últimos 3 anos torna-se evidente que quanto mais controle se tiver em uma organização, melhor é o resultado liquido dela.

13 13 O empresário B a controladoria consiste no controle das informações da empresa, principalmente as de cunho contábil e financeiro, julga importante ter um setor de controladoria estruturado na empresa um pouco mais adiante, já que no em dezembro de 2012 a empresa fará pela primeira vez o planejamento estratégico, disse que ainda tem muito para aprender, mas busca estar sempre informado e atende as possíveis mudanças de mercado. Segundo ele a realização do planejamento ira ajuda-los a pensar a empresa para daqui a alguns anos e definir como farão para atingir os objetivo propostos e com certeza a controladoria estará entre as necessidades que será evidenciadas. O empresário C julga fundamental a implantação do setor de controladoria em sua empresa no inicio do próximo ano, para que possam saber mensalmente aos resultados que obtiveram, como um maior controle pretende aumentar a produtividade da organização, define controladoria como controle de todas as informações da empresa como um todo. Solicitou maiores esclarecimentos sobre o assunto e quer conhecer a parte teórica antes de realizar a implantação efetivamente. Segundo ele a sobrevivência das empresas depende cada vez mais de uma gestão subsidiada de informações gerenciais eficientes e precisas para o desempenho das mesmas, que tornem o processo de tomada de decisão o mais racional possível, proporcionando a maximização da lucratividade e rentabilidade do negocio. Para o empresário D a controladoria é o controle obsoluto das informações e é através delas que as empresas devem ser geridas, disse que mantém controle de sua empresa de forma manual ainda, que consegue controlar de forma manual pelo fato da empresa ser pequenas, mas acredita que em muito em breve terá de adotar outros métodos de controle. Disse ainda que por ter mais idade mais avançada sente certa dificuldade de aceitar dados gerados a partir de relatórios, mas eles são inevitáveis nas empresas que pretendem continuar crescendo e visam a perpetuidade. O empresário E a controladoria se resume em uma palavra controle, controle de todos os setores da empresa, disse que a empresa possui controles, de uma maneira não estruturada em setor especifico, mas controlam rigorosamente as informações sempre em busca de resultados positivos e lucratividade. Pretende conhecer melhor a teoria sobre controladoria, para que quando a empresa crescer um pouco mais possam aplicar a teoria na pratica dentro da organização. Os empresários das empresas A e C julgam necessário desenvolver um setor independente de controladoria na empresa imediatamente e os demais acreditam que as empresas ainda podem ser geridas sem um setor próprio de controladoria. Em todas as empresas a controladoria esta centralizada nos gerentes e proprietários. Na tabela 01 pode ser observado que as empresas obtém as informações que utilizam nos controles de diversos setores da empresa, destes os que mais se destacam são o setor financeiro e a contabilidade, estas informações são obtidas por meio dos dados levantados com base nas informações mensais, semestrais e anuais das empresas e posteriormente são analisados pela diretoria (sócios) e considerados na tomada de decisões. Tabela 01: Setor responsável pelas informações para controle (controladoria não estruturada) Setor / Empresas Empresa A Empresa B Empresa C Empresa D Empresa E Financeiro X X X X Diretoria X Contabilidade X X X X Controladoria Controles Internos X X Outros X Fonte: Dados conforme pesquisa

14 14 No que se refere a questão tecnológica, quatro das empresas possuem sistemas integrados que permitem mais precisão nas informações e uma delas, que é de pequeno porte, opta em fazer o controle de forma manual e informal. As que possuem os sistemas integrados garantem que obtém grande parte das informações dos relatórios emitidos via sistema, porem o gerente da empresa A frisa que alem de usar os relatórios que o sistema fornece é preciso conhecer a realidade da empresa e nunca é demais checar se estas informações sobtidas via sistema realmente condizem com a organização. Em todas as empresas as informações obtidas por meio da controladoria (controle) são consideradas na tomada de decisões, proporcionam aos gerentes uma visão ampla com focos direcionados a cada um dos setores da empresa. É possível obter através destas informações uma visão geral de como está a empresa e ter uma ideia de qual a melhor decisão a ser tomada para continuar o seu desenvolvimento. Dois dos empresários entrevistados salientam que a partir do momento que começaram a controlar e acompanhar os resultados de suas empresas tiveram certeza de que precisavam repensar a empresa, traçar metas e de onde querem chegar e como farão para chegar ate os objetivos. Segundo o proprietário da empresa A muitas empresas principalmente em nossa região possuem estruturas administrativas de pequena dimensão, normalmente apoiadas em sofwares que permitem compensar essa dimensão, necessitando de um sistema de informações enxuto e de fácil acesso, que possa ser facilmente entendido. Esse sistema responsável pela informação, verdadeira ferramenta, possibilita ver as nossas empresas de maneira diferente, como órgãos geradores de riquezas na nossa sociedade. Na tabela 02 é possível observar os motivos indicados pelas empresas para se utilizarem de sistemas integrados de informações, no entanto a empresa D não respondeu a esta questão pelo fato de não possui sistema integrado de informações, desta forma realizando o controle de forma manual, através de planilhas de Excel. Tabela 02: Motivos apontados pelas empresas para a utilização de um sistema integrado Motivos para utilizar um Empresa A Empresa B Empresa C Empresa D Empresa E sistema integrado/ Empresas Proporciona melhorias no Não possui controle dos dados e X X sistema X informações integrado Contribui para a melhoria na redução de custos e retrabalhos X X Não possui sistema X integrado Contribui para o gerenciamento Não possui das atividades e informações X sistema X Contribui para a tomada de decisões Fonte: Dados conforme pesquisa integrado X X X Não possui sistema integrado A partir dos dados da tabela anterior, observa-se grande ênfase nas contribuições de um sistema para a gestão das organizações. O empresário D embora não tenha sistema informatizado na empresa salienta que esta se reciclando pessoalmente para se adequar a esta necessidade imposta pelo mercado, a qual ele ainda resistiu por muitos anos a não adotar, porem disse ainda que a situação fugiu do controle, que a informatização e o controle cada vez mais amparado por sistemas é uma necessidade eminente e que tem ciência de que se não se adaptar logo, poderá estar fora do mercado competitivo em breve. Para os empresários A e C a principal razão para se ter em breve um setor de controladoria na empresa são o controle das informações e a contribuição na tomada das

15 15 decisões. Para o empresário D a controladoria um setor especifico poderá de útil quando a empresa estiver um pouco maior. As empresas B e E o setor de controladoria estruturado permitiria a empresa maior confiabilidade nas informações e a realização de analise do desempenho em determinados períodos. Por não ter setor especifico de controladoria as empresas utilizam métodos de controle próprios e afirmam que utilizam e consideram as informações repassadas por estes setores na tomada de decisões principalmente quando estas decisões são de cunho financeiro e contábil. Para as empresas A e C que realizam o planejamento estratégico anualmente juntamente com suas equipes é possível pensar o futuro da empresa com base nas informações de controle e a existência de um setor de controladoria ajudaria a ter mais certeza das informações e ter mais foco no eu se busca, sempre com base na real situação da empresa. Para situar a forma de gestão e controle, estágio onde se encontra cada uma das empresas utilizou-se do artigo de Greiner (1976), através dos dados coletados pode-se perceber que as empresas A e C estão na fase 4, a de coordenação, a empresa D esta na fase 1 a de criatividade, já as empresas B e E estão na fase 2 a de direção, portanto é possível observar um direcionamento para a fase 3 a de delegação da empresa E. Na empresa D quem mais utiliza as informações de controle é o proprietário, nas demais A, B, C e E as informações são utilizadas principalmente pelos setores financeiros, contábil e pela diretoria. CONCLUSAO Para sobreviver ao ambiente empresarial nos dias de hoje, as pequenas e medias empresas precisam estar buscando constantemente aprimorar a sua gestão, a controladoria exerce um papel muito importante no que diz respeito a gestão empresarial, pois ela consegue mapear todos os processos da empresa e indicar onde há necessidade de se intervir, alem de orientar aos gestores a tomarem as melhores decisões, para se alcançar os objetivos e metas que foram traçados. A controladoria se faz necessária em qualquer empresa, seja ele pequena, media ou grande, apesar de na maioria das vezes, como no caso das 5 empresas estudadas, não existir um setor especifico de controladoria, as mesmas deverão se adaptar e ter uma área de controle, com isso conseguirão vantagem competitiva no mercado empresarial, alem de garantir a sua sobrevivência e continuidade. Considerando a natureza do estudo e a metodologia proposta, o mesmo apresentou uma grande oportunidade de verificar a realidade destas 5 empresas, ter um contato direto com os e gestores e observar a maneira com que cada uma das empresas resolve problemas e as diferentes formas de realizar a mesma tarefa. Procurou-se, a partir dos dados coletados e com os questionários aplicados aos proprietários/gerentes das organizações estudadas, responder ao problema proposto de estudar e diagnosticar a relevancia da controladoria para a gestao das organizações do ramo de tintas do municipio de Santo Cristo- RS. A questão metodológica se desenvolveu em uma pesquisa exploratória e descritiva com análise quanti-qualitativa. Para fundamentar estes objetivos, utilizou-se diversas contribuições de diferentes autores, obtidas por meio de pesquisa bibliográfica, que serviram de apoio na Apresentação e Análise dos Resultados. O tema desenvolvido é de grande relevância na atualidade das organizações, pois as empresas precisam estar sempre atentas aos dados de suas organizações, precisam ter cada vez mais informações confiáveis e que relatem a real situação da empresa, o que possibilita tomada de decisões cada vez mais rápidas e acertadas, e como já foi relatado anteriormente

16 com as margens de lucros cada vez menores que as empresas trabalham o controle faz toda a diferença. A pesquisa foi satisfatória, possibilitando a constituição de novos conhecimentos e aprofundando o tema estudado. Aliado a base teórica pesquisada e sua efetividade na aplicação prática, vivenciada durante a realização desta pesquisa, o contato direto com as empresas e os conhecimentos construídos durante o curso, revelou um ensinamento solido na formação acadêmica, porque muitas vezes se espera demais dos outros e se esquece de que somos o personagem principal de nossa história, que terá apenas o rumo que designarmos a ela. No período em que foi realizado este estudo, teve-se um contato direto com os gestores das empresas e verificou-se que, com simplicidade no processo, por meio de sistemas integrados, planilhas de Excel ou ate apontamentos manuais, pode-se verificar os controles e alcançar objetivos aos quais as empresa se propõem, cada qual com sua realidade. Certamente o que mais marcou nesta vivencia no decorrer do estudo foi verificar que todas as empresas envolvidas enfrentam problemas semelhantes, mas cada uma delas enfatiza um método diferente para resolver os mesmos. È possível relatar algumas dificuldades e limitações encontradas ao longo do estudo, uma delas é a dificuldade para agendar entrevistas e visitas para esclarecimentos às empresas dentro e fora de horários de trabalho, pois a maioria dos gestores esta sempre com a agenda apertada e sem muita disponibilidade de tempo, porem conseguiu-se realizar visitas e entrevistas necessárias em todas as empresas. Considera-se, portanto que os objetivos propostos no presente estudo foram plenamente alcançados, mas há ainda curiosidade em saber como esta pesquisa pode ser aplicada a outros segmentos no mercado, bem como, em outras organizações de portes maiores, podendo ser realizado em empresas de outros segmentos, bem como pode ser estendido a empresas de outros municípios ou regiões. Enfim, as organizações precisam melhorar seus processos de gestão e controles em vários aspectos, como os próprios empresários colocaram. Acredita-se que sempre existem oportunidades de melhorias ou aperfeiçoamentos a serem implantados. Quando não existem mais, algo está errado. Entendem que este é um processo contínuo, seja em melhorias tecnológicas para acompanhar o processo evolutivo da tecnologia, investimentos no visual da empresa ou seu planejamento, o que faz com que a organização cresça cada vez mais. Com a realização deste estudo, pode-se concluir que a controladoria contribui para que as empresas possam cumprir seus objetivos, identificando e analisando as etapas do processo de decisão dos gestores, e que é útil para qualquer empresa, seja ela pequena ou grande. Para as empresas, fica como contribuição, a ideia de conhecer melhor a aplicabilidade da controladoria na teoria e na pratica, na teoria por meio da participação de cursos, estudos como este e, leituras complementares. Na pratica a visitação a empresas que possuem este setor estruturado e já desenvolvem o mesmo a diversos anos. A partir deste conhecimento cada uma das empresas em estudo poderá melhorar alguns aspectos no que se refere aos processos, controles e informações que a controladoria pode proporcionar, qualificando a gestão empresarial. É gratificante verificar que principalmente duas das cinco empresas participantes do estudo demonstram interesse em criar e desenvolver um setor de controladoria independente muito em breve, e segundo relato do empresário C esta necessidade se tornou mais evidente depois que participaram do estudo e pararam para refletir sobre este assunto em suas reuniões mensais. 16

17 17 REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS ACISA, Associação Comercial, Industrial, Serviços e Agropecuária de Santo Cristo RS, CAGGIANO, Paulo César; FIGUEIREDO, Sandra. Controladoria Teórica e Pratica. 2ª ed. São Paulo; Atlas, Controladoria: teoria e prática. 3º ed. São Paulo: Atlas, CARVALHO JÚNIOR, César Valentim de Oliveira; ROCHA, Joseilton Silveira da.controladoria no Brasil: um estudo a partir da perspectiva dos pesquisadores brasileiros.in:vi SIMPÓSIO DE GESTÃO E ESTRATÉGIA EM NEGÓCIOS. Rio de Janeiro, CATELLI, Armando. Controladoria: uma abordagem da gestão econômica. 2ª ed. São Paulo; Atlas, FAZENDA, Jorge M. R. Tintas Imobiliárias de Qualidade. 1ª ed. São Paulo: Blucher, GIL, Antonio C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5ª ed. São Paulo: Atlas, GREINER, L. R. Evolução e revolução: como as empresas crescem. Biblioteca Harvard de Administração de Empresas JUCIUS, Michael J.; SCHLENDER, Willian E. Introdução a Administração. 3ª ed. São Paulo: Atlas, JUNG, Carlos Fernando. Metodologia para pesquisa e desenvolvimento. Rio de Janeiro: Axel Books, KOTLER, Philip. Administração de Marketing: análise, planejamento, implementação e controle. 5ª ed. São Paulo: Atlas, Administração de Marketing. 10ª ed. São Paulo: Prentice Hall, LACOMBE, F. J. M; HEILBORN, G.L.J.; Administração: princípios e tendências. São Paulo: Saraiva, LAS CASAS, Alexandre Luzzi. Marketing de Varejo. 1ª ed. São Paulo: Atlas, LEVY, Michael & WEITZ, Barton A. Administração de varejo. São Paulo: Atlas, MALHOTRA, Naresh K. Pesquisa de marketing: uma orientação aplicada. 3º ed. Porto Alegre: Bookman, MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Técnicas de Pesquisa. 3ª ed. São Paulo: Atlas, Fundamentos de Metodologia científica. 5ª ed. São Paulo: Atlas, MARTIN, N. C. Da contabilidade a controladoria: a evolução necessária. Revista

18 18 Contabilidade & Finanças. São Paulo, Jan./Abr MOSIMANN, Clara Pellegrinello; FISCH, Silvio. Controladoria: seu papel na administração de empresas. 2ª ed. São Paulo; Atlas, NAKAGAWA, Masayuki. Introdução à Controladoria: conceitos, sistemas,implementação. São Paulo: Atlas, NASCIMENTO, A. M. Descentralização do processo de formulação das estratégias empresariais Tese (Doutorado em Controladoria e Contabilidade) Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade, Universidade de São Paulo, São Paulo, NASCIMENTO, Auster Moreira; REGINATO Luciane.Controladoria: Um enfoque na eficácia organizacional. 2ª ed. São Paulo: Atlas, OLIVEIRA, Silvio Luiz de. Tratando de Metodologia Cientifica. 2º ed. São Paulo: Pioneira, OLIVEIRA, Luis Martins de; HERNANDEZ, Jose Perez Jr; SILVA, Carlos Alberto dos Santos. Controladoria Estratégica. 3ª ed. São Paulo: Atlas, ROESCH, Sylvia M. A. Projetos de estágio do curso de administração: guia para pesquisas, projetos, estágios e trabalhos de conclusão de curso. 2ª ed. São Paulo: Atlas, PADOVEZE, Clovis Luis. Controladoria estratégica e operacional: conceitos, estrutura, aplicação. São Paulo; Pioneira Thomson Learning, Controladoria Básica. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, Sistemas de Informações Contábeis. 5ª ed. São Paulo: Atlas, Controladoria Estratégica e Operacional: conceitos, estrutura, aplicação. 2ª ed. São Paulo; Cengage Learning, PELEIAS, Ivam Ricardo. Controladoria: gestão eficaz utilizando padrões. São Paulo: Saraiva, 2002.

19 19 ROTEIRO DE ENTREVISTA: A RELEVANCIA DA CONTROLADORIA NA GESTÃO DE EMPRESAS DO VAREJO DE TINTAS DO MUNICIPIO DE SANTO CRISTO - RS Informações Gerais: 1) Empresa : 2) Qual o seu cargo na empresa: 3) Tempo de experiência no ramo de tintas: 4) Porte da empresa: ( ) pequeno ( ) médio ( ) grande 5) Composição: ( ) empresa única ( ) participante de grupo de empresas (matriz e filiais) 6) Tempo de existência no mercado: 7) Número de funcionários: 8) Volume anual de vendas: Informações sobre a controladoria 1) Em que se constitui a controladoria? 2) Que atividades estão ligadas ao setor de controladoria? ( ) custos ( ) auditoria ( ) sistemas de informações ( ) controle 3) Possui um setor de controladoria definido e estruturado em sua organização? 4) Qual a importância para a gestão e a missão da controladoria em sua empresa? 5) Sabe-se que na região onde esta estabelecida a sua empresa o varejo de tintas enfrenta um período de sazonalidade no inverno (maio a agosto) em função do clima, qual a principal atribuição da controladoria para a gestão da empresa neste período? 6) Qual (s) o (s) setor (s) responsável pelas informações que abastecem a controladoria? ( ) Financeiro ( ) Diretoria ( ) contabilidade ( ) Controles internos ( ) Outro 7) Quais são os departamentos da empresa que mais se utilizam das informações da controladoria? ( ) Departamento de Controle interno (auditoria) ( ) Departamento financeiro ( ) Departamento de contabilidade ( ) Departamento recursos humanos ( ) Administração Geral ( ) Suprimentos (compras, vendas, estoques) ( ) Departamento de marketing ( ) Departamento de Planejamento ( ) Diretoria ( ) Outros 8) Como é operacionalizado o sistema de Controladoria da empresa: ( ) sistema não informatizado ( ) sistema informatizado Caso seja informatizado, é um sistema:

20 20 ( ) independente ( ) integrado com demais sistema da empresa 9) Se a empresa adota um sistema integrado de controladoria, quais os principais motivos por sua utilização: ( ) proporciona melhorias no controle dos dados e informações ( ) contribui para melhorias na redução de custos e retrabalhos ( ) contribui para o gerenciamento das atividades ( ) contribui para a tomada de decisões 10) Quais são os principais propósitos para se ter e manter um Departamento de Controladoria em uma empresa: ( ) para Gerenciamento de Custos ( controle e redução de custos) ( ) para Controle das informações ( ) para o cálculo das margens e resultados ( ) para contribuir na definição do mix de produção e de vendas ( ) para análise do desempenho ( ) para controle orçamentário ( ) para a preparação de Demonstrações Financeiras ( ) Para o crescimento da empresa e sua continuidade ( ) para contribuir na tomada de decisões 11) As informações geradas atualmente pelo Sistema de Controladoria: ( ) são consideradas na tomada de decisões da empresa ( ) são parcialmente consideradas na tomada de decisões da empresa ( ) não são consideradas na tomada de decisões da empresa 12) Espaço para observações e complementações que surgem durante a entrevista.

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