RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE

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1 RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 11

2 _Como ler este Relatório Ao longo deste relatório serão utilizados alguns elementos gráficos com o objetivo de facilitar a leitura: / Links para acesso a outras informações, documentos e entidades j Glossário com informações adicionais sobre expressões, acrónimos e conceitos V Links para vídeos GRI Indicador de Perfil GRI Indicador de Desempenho Económico GRI Indicador de Desempenho Ambiental GRI Indicador de Desempenho Social GRI Indicador de Desempenho Suplemento Setorial para Operadores Aeroportuários 2

3 _Sobre o Relatório O presente documento é o quinto Relatório de Sustentabilidade da ANA Aeroportos de Portugal, S.A., publicado de forma anual e de modo a dar continuidade ao compromisso da empresa com o Desenvolvimento Sustentável e com a transparência para com as suas partes interessadas (stakeholders j ). DESTINATÁRIOS 3.5 O Relatório destina-se a todos os stakeholders da ANA, tendo sido assumido o cuidado de efetuar uma tradução do mesmo para a língua Inglesa. ÂMBITO O Relatório refere-se ao ano civil de 2011 e tem como âmbito a totalidade das atividades desenvolvidas pela ANA, exclusivamente em Portugal, não incluindo dados de nenhuma participada ou subsidiária. ALTERAÇÕES SIGNIFICATIVAS As alterações relevantes ocorridas no período a que reporta este relatório, ou relacionadas com a forma de cálculo dos dados apresentados, são desenvolvidas ao longo do presente documento. METODOLOGIA 3.5 O Relatório foi elaborado de acordo com as diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI), Linhas de Orientação G3.1 e do Suplemento Setorial para Operadores Aeroportuários (AOSS), para o nível de aplicação A. Para a identificação dos temas mais relevantes foi efetuada uma extensa consulta aos stakeholders da empresa. NÍVEL DE APLICAÇÃO C C+ B B+ A A+ Auto declarado 3 Verificado por terceiros 3 CONTACTOS Rua D - Edifício Aeroporto de Lisboa Lisboa Tel Fax:

4 4

5 _Índice MENSAGEM DO PRESIDENTE 6 MENSAGEM DO CRSS EM REVISTA 10 A NOSSA ESTRATÉGIA 16 CRIAR VALOR 28 SATISFAZER OS CLIENTES 50 APOSTAR NOS COLABORADORES 68 PROTEGER O AMBIENTE 84 ENVOLVER A COMUNIDADE 106 OUTRAS INFORMAÇÕES RELEVANTES 122 5

6 _Mensagem do Presidente O empenhado compromisso com o desenvolvimento sustentável está hoje perfeitamente interiorizado por todos os colaboradores da ANA e é claramente percecionado, a nível externo, pela generalidade dos stakeholders da empresa, seja devido ao contacto direto e regular com as nossas boas práticas, seja através do reconhecimento das inúmeras distinções, nacionais e internacionais, atribuídas ao desempenho social, ambiental e economicamente responsável da ANA. Refira-se, a título de exemplo, que a ANA se assumiu, em 2011, como a primeira empresa europeia a receber a Acreditação de Carbono Nível I Airport Carbon Acreditation para a totalidade dos seus aeroportos, ou ainda que foi distinguida na categoria de Empresa Mais Eficiente na 1ª edição dos Energy Efficiency Awards. É sabido que, perante um quadro económico-financeiro global que se adivinhava e se confirmou muito adverso, a ANA traçou para 2011 uma ambiciosa estratégia de atuação que visava a melhoria da eficiência e de criação de valor em todas as áreas da empresa, sem exceção, assente na experiência, qualidade e capacidade de mobilização de todos os seus colaboradores. Os resultados são conhecidos. A ANA conseguiu superar as suas próprias previsões, com crescimentos de 6,7% no número de passageiros servidos e de 4% no volume de negócios, que atingiu os 352 milhões. Esta performance, importa sublinhá-lo, enquadra-se na linha de crescimento sustentado a que a empresa habituou os seus stakeholders nos últimos anos e só se tornou possível porque se fundou na promoção de uma procura acrescida de clientes e numa oferta sustentada de serviços, complementada por uma continuada gestão racional dos recursos disponíveis. 6

7 Não é objectivo, neste espaço, fazer a referência pormenorizada aos sucessos alcançados pela ANA, ao longo de 2011, nas suas várias áreas de atuação. Mas foram muitas, felizmente, as ações vencedoras na expansão da capacidade dos nossos aeroportos, nomeadamente em Lisboa; na captação de novas rotas; na inovação introduzida na melhoria contínua da qualidade de serviço prestado aos clientes, sejam passageiros ou companhias aéreas; na aposta nos mais elevados padrões de segurança ou na promoção do nosso Capital Humano, sem dúvida o maior garante de sucesso da empresa. É pois nesta abordagem integrada da realidade, a partir dos pilares económico, social e ambiental, que se consubstancia a prioridade de concretizar uma gestão de excelência orientada para um desenvolvimento sustentável. Foi por isso em busca dos melhores caminhos e soluções que decidimos auscultar os nossos stakeholders, com especial enfoque nos colaboradores, sobre as temáticas mais ligadas às questões da sustentabilidade da nossa atividade e do negócio. E em boa hora o fizemos, porque tal nos permitiu reconhecer e avaliar, com orgulho, o muito que já foi feito, rasgando-nos ainda horizontes para, com dinamismo e coerência, traçarmos novos rumos à luz dos Princípios de Sustentabilidade enunciados a partir dos contributos recolhidos. Princípios que são desenvolvidos no presente Relatório. Fiéis a um passado rico e frutuoso em termos de desenvolvimento sustentável, estamos agora munidos de uma nova estratégia de sustentabilidade desenhada e assente sobre os anseios revelados pelos principais stakeholders da empresa, o que à partida lhe empresta uma superior legitimidade e uma maior precisão de objetivos. A ambição de concretizar, com entusiasmo e rigor, esta nova estratégia, está bem patente no vasto quadro de projetos com desenvolvimento previsto para os próximos tempos e que este Relatório visa detalhar. Permito-me realçar as áreas de intervenção ambiental eficiência energética e monitorização do ruído, por exemplo e social promoção do bem-estar dos colaboradores e apoio à comunidade envolvente como críticas na fase difícil que vivemos, manifestando a certeza de que, uma vez mais, saberemos estar à altura das nossas responsabilidades. Tudo isto significa que trabalhar para manter a ANA como uma empresa cada vez mais sólida e rentável, mas também socialmente justa e ambientalmente correta é um desafio irrecusável. É um desafio que todos, na ANA, queremos vencer. É um desafio que queremos que vença connosco! Em síntese, movemo-nos pela criação de valor, de forma responsável e sustentada, junto dos nossos stakeholders, procurando sempre superar as expectativas dos clientes e do nosso Capital Humano, que queremos competente e motivado. Tudo isto protegendo o ambiente nas suas diferentes dimensões e cativando a comunidade envolvente como parceiro-chave da ANA. O Presidente do Conselho de Administração António Guilhermino Rodrigues 7

8 _Mensagem do Conselho de Responsabilidade Social e Sustentabilidade Já profundamente enraizado na cultura da ANA e no desempenho dos seus colaboradores, o compromisso com o desenvolvimento sustentável continua a ser uma realidade dinâmica no quotidiano da empresa. Impõe-se, por isso, uma monitorização constante para a atualização das linhas estratégicas que permitam otimizar as prestações de cada um e da organização como um todo nos setores ambiental, social e económico, tidos como os pilares fundamentais do desenvolvimento sustentável. Tem o Conselho de Responsabilidade Social e Sustentabilidade (CRSS) da ANA a incumbência de propor o rumo e a estratégia de sustentabilidade da empresa. Uma definição de desenvolvimento sustentável que terá sempre por base o conceito proclamado pelas Nações Unidas em 1987, no Relatório Brundtland 1, segundo o qual estamos perante um tipo de desenvolvimento que satisfaz as necessidades presentes sem comprometer a capacidade das gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades. Não colocando em causa a feliz abrangência desta definição da ONU, a verdade é que o conceito de desenvolvimento sustentável foi conhecendo, nos últimos anos, um aprofundamento e um enriquecimento significativos, fruto das próprias exigências colocadas pela rápida evolução da sociedade em todas as suas dimensões. Ora, o fato de esta evolução conceptual ter na sua base a inexorável mutação da realidade, determinava, melhor, impunha que o CRSS, fruto da assimilação deste novo paradigma, repensasse o referido sistema e, obrigatoriamente, orientasse a política de sustentabilidade da ANA para a assimilação das evoluções registadas nos últimos anos. Se não se o fizesse, seguramente, perder-se-ia o valor que se tinha conseguido criar ao devolver a existência da ANA, como Organização, àqueles a quem esta mais a deve: os seus Stakeholders. Aqui chegado, o CRSS, beneficiando dos trabalhos preparatórios realizados, (re)definiu as linhas estratégicas que acolhiam as mutações verificadas nos vários pilares da Sustentabilidade e da Responsabilidade Social, mas, concomitantemente, decidiu lançar igual desafio às diversas áreas da empresa que, beneficiando da vasta experiência colhida até à data nesta matéria este é o quinto Relatório de Sustentabilidade regularmente publicado desde 2007 teriam como desafio, para além de avaliar o modelo em vigor, ter como desiderato final a caraterização do que deveria ser para a ANA a Sustentabilidade. Foi assim convidado um grupo de colaboradores que, em focus group, se pronunciou sobre esta temática e do qual retivemos os termos/palavras mais significantes por si usadas. Através das quase duas dezenas de palavras selecionadas pelos colaboradores (que aqui se assinalam a negrito), poderemos dizer que a ANA entende o desenvolvimento sustentável como um compromisso que visa a partilha por todos os seus stakeholders, com espírito de responsabilidade e total disponibilidade, do objetivo de criar valor em permanência sem colocar em causa o futuro. Isto graças à eficiência de um desempenho baseado em critérios de justiça e de seriedade que assegure a sobrevivência do negócio através de uma continuada e equilibrada economia de recursos. Ainda à luz do pensamento deste grupo 8

9 de colaboradores, a ANA deve comunicar à sociedade a progressiva evolução do seu compromisso com a sustentabilidade, garantindo a devolução à comunidade envolvente de parte da riqueza criada num clima de entreajuda e cooperação. Temos assim definidas, com a profundidade das coisas simples, as linhas mestras da nossa atuação presente e futura em termos de sustentabilidade e responsabilidade social. Aos colaboradores que nos emprestaram as suas palavras as palavras certas, porque sentidas o nosso sincero agradecimento. Agradecimento por saberem ter ido mais longe; por não se terem limitado a transformar o sol numa simples mancha, antes terem feito de uma simples mancha amarela o próprio sol 2. Todos eles nos comprometem a, no futuro, irmos também mais longe, contribuindo para, juntamente com todas as áreas da empresa, levar à prática os desígnios e desideratos que aqui se assumem. Como adianta o nosso Presidente é um desafio que todos, na ANA, queremos vencer. É um desafio que queremos que vença connosco! O Conselho de Responsabilidade Social e Sustentabilidade Gualdim Carvalho, Maria da Luz Campos (Presidente do CRSS), António Guilhermino Rodrigues (Presidente do Conselho de Administração), Octávia Carrilho, Nuno Ferreira (da esquerda para a direita na fotografia acima) 1 A ONU constituiu, em 1983, a Comissão Mundial para o Ambiente e Desenvolvimento, presidida pela primeira-ministra norueguesa Gro Harlem Brundtland. Em 1987, esta Comissão publicou um documento, que ficou conhecido por Relatório Brundtland, a partir do qual a expressão desenvolvimento sustentável se tornou uma referência. 2 Referência a citação de Pablo Picasso Há pessoas que transformam o sol numa simples mancha amarela, mas há aquelas que fazem de uma simples mancha amarela o próprio sol, na tradução. 9

10 _2011 em Revista 2.10 JANEIRO FEVEREIRO _ANA celebra o seu 12.º aniversário, aproveitando para sensibilizar e orientar os seus colaboradores para a importância do serviço ao passageiro, bem como para dar a conhecer a identidade visual e o conceito do projeto da marca Living Airport destinada à divulgação e promoção de serviços para passageiros. _ANA assume-se como a primeira empresa europeia de gestão aeroportuária a receber, simultaneamente, a Acreditação de Carbono no nível I mapeamento do Airport Carbon Accreditation (programa europeu da iniciativa do ACI Airports Council International) para a totalidade dos seus aeroportos. _ANA participa na BTL - Bolsa de Turismo de Lisboa enquanto gestora de grandes infraestruturas de transporte essenciais à atividade turística. _Apresentação pública do projeto Mala Segura, no aeroporto do Porto, o qual consiste na colocação de um dispositivo na mala de viagem que permite, através de uma ligação à Internet, saber em tempo real a sua localização exata. _Aeroporto do Porto novamente distinguido pelo ACI, desta vez como o 2.º melhor aeroporto europeu em 2010, no âmbito do programa Airports Service Quality. _Instalação do primeiro posto de carregamento para veículos elétricos no Parque P2 do aeroporto de Lisboa. _Apresentação pública do projeto LocON, no aeroporto de Faro, o qual consiste numa fusão de várias fontes de geolocalização, de modo a fornecer serviços de controlo e monitorização de viaturas e pessoas em ambientes exteriores e interiores dos aeroportos. _IV Gala do aeroporto de Lisboa, onde, anualmente, são premiadas as companhias a operar no aeroporto de Lisboa que registaram o melhor desempenho. 10

11 MARÇO ABRIL _Lançamento do Pick Up on Return Shopping no aeroporto do Porto, um serviço gratuito que permite aos passageiros fazer compras antes de embarcar, sem ter de as levar na viagem. _ANA distinguida na categoria Empresa Mais Eficiente na 1.ª edição dos Energy Efficiency Awards. _Clube ANA Lisboa organiza o Culturana, um evento que permitiu o convívio de cerca de 100 colaboradores de toda a empresa na descoberta do que a cidade de Lisboa tem de melhor para oferecer em termos culturais, paisagísticos e gastronómicos. _Realização do Workshop de Risco, cujo objetivo assentou na revisitação da Matriz de Riscos e contou com a participação alargada das diferentes áreas da empresa. _Realização das IV Jornadas Técnicas de Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho, sob o título de Prevenção Um Investimento Seguro. _Apresentação do projeto ANAWay no Passenger Terminal 2011, em Copenhaga, em conjunto com a Engine Service Design. _Aeroporto de Beja abre ao tráfego comercial com voo dos Transportes Aéreos de Cabo Verde para a Cidade da Praia, na Ilha de Santiago. _Início das obras do Hotel do aeroporto do Porto, o 1.º hotel de aeroporto em Portugal. 11

12 MAIO JUNHO _ANA assina com o Turismo de Portugal o Protocolo de Captação de Grandes Congressos para a cidade de Lisboa. _ANA marca presença no Routes Europe 2011, em Cagliari, na Sardenha. _Operador turístico inglês Sunvil inicia a operação no aeroporto de Beja, com um voo semanal a partir de Londres/Heathrow. _ANA acolhe em Lisboa a 21.ª Assembleia e Congresso Anuais do ACI Airports Council International, subordinada ao tema Overcoming new economic and operational realities, while improving the passenger experience. _Apresentação no Fórum da Organização Mundial de Turismo do Initiative:pt Monitor, um programa no âmbito da captação de novas rotas desenvolvido em conjunto com a Universidade do Algarve. 12

13 JULHO AGOSTO _Início das obras do hotel do aeroporto de Lisboa. _Aeroporto de Lisboa bate recordes de passageiros servidos num dia ( passageiros) e numa semana ( passageiros). _ANA vende participação de 49% na ADA, empresa que gere e explora o aeroporto de Macau. _Lançamento de concurso nacional para a criação de uma mascote infantil ANA que relacione o mundo da aviação com o público infantil. _Aeroporto da Horta comemora 40 anos. _Inauguração da loja RENT-A-(stuff) no aeroporto de Lisboa, conceito inovador de aluguer de artigos conexos com bagagem fora de formato (bicicletas, carrinhos de bebé, etc.). 13

14 SETEMBRO OUTUBRO _ANA acolhe o 1.º evento totalmente dedicado a viaturas 100% elétricas realizado no Parque P1 do aeroporto de Lisboa. _Apresentação dos Projetos Pensar! Criar! Agir!, que contempla o desenvolvimento de projetos baseados em ideias de melhoria do negócio apresentadas pelos colaboradores. PENSAR CRIAR AGIR ÓBIDOS 2010 _Clube ANA Faro organiza as Olimpíadas ANA 2011, através das quais os colaboradores puderam competir e conviver em quatro modalidades distintas. _ANA acolhe a 22.ª reunião do Comité Económico do ACI Europe, que contou com a presença de representantes de aeroportos de 19 países. _Aeroportos da ANA marcam presença no Routes World, realizado em Berlim. _Realização de ações de Voluntariado Empresarial, em conjunto com o GRACE e com a Comunidade Vida e Paz. _Aeroporto de Faro enfrenta evento meteorológico extremo (down burst), sendo afetadas diversas infraestruturas. _Aeroporto de Santa Maria comemora 65 anos. _Aeroporto de Faro conclui empreitada de ampliação e requalificação de infraestruturas nas áreas operacionais, no âmbito do Plano de Desenvolvimento. Foto: Nuno Gonçalves _Ampliação do aeroporto de Ponta Delgada merece destaque por parte da Rede Trans-Europeia de Transportes (TEN-TE A), como exemplo de sucesso na implementação de projectos. 14 _Disponibilização aos colaboradores de um sistema de Webmeeting, permitindo agilizar a realização de reuniões com intervenientes de vários locais.

15 NOVEMBRO DEZEMBRO _ACI revalida certificação dos aeroportos de Lisboa, Porto, Faro e Ponta Delgada como modelos de boas práticas na sua gestão. _ANA e AdI (Agência da Inovação) assinam Protocolo de cooperação. _Aeroporto do Porto integra, desde 1 de novembro de 2011, o ACI Diretor General s Roll of Excellence. _Projeto do Novo Aeroporto de Lisboa em Alcochete será alvo de revisão de pressupostos, de acordo com o previsto no Plano Estratégico dos Transportes publicado através da Resolução do Conselho de Ministros n.º 45/2011, de 10 de novembro. _Pela primeira vez na sua história, o aeroporto do Porto ultrapassa os 6 milhões de passageiros servidos num só ano. _A ANA é um dos gestores aeroportuários selecionados pelo ACI Europe para integrar um contrato quadro entre o ACI Europe e a gestão do Programa SESAR (Single European Sky ATM Research Programme). _Lançamento do Airport Shopping online (versão Beta), um mundo virtual que disponibiliza aos clientes a oferta de retalho aeroportuário. _Lançamento da plataforma ANA IN - Intelligent Network, uma plataforma de gestão e desenvolvimento de ideias, interfaces, oportunidades e projetos, com o módulo de ideias e desafios. 15

16 _A Nossa Estratégia A GOVERNAÇÃO CORPORATIVA 18 A GOVERNAÇÃO DA SUSTENTABILIDADE - CRSS 20 O CÓDIGO DE ÉTICA 22 O QUE NOS MOVE 23 O MODELO DE GESTÃO DA SUSTENTABILIDADE 24 O ENVOLVIMENTO DOS NOSSOS STAKEHOLDERS 25 16

17 17

18 _A Governação Corporativa No final do ano de 2010, o capital social da ANA Aeroportos de Portugal, S.A. era detido em 68,56% pela Parpública e em 31,44% pela Direção Geral do Tesouro. A ANA detém uma participação de 70% na ANAM Aeroportos e Navegação Aérea da Madeira, S.A., empresa que gere os aeroportos da Madeira e Porto Santo, na Região Autónoma da Madeira; uma participação de 100% na Portway Handlind de Portugal, S.A., a sua participada na área de handling j ; e de 84,41% na NAER Novo Aeroporto, S.A., empresa à qual foi atribuída a incumbência de desenvolver o projeto do Novo Aeroporto de Lisboa. De acordo com o previsto no Plano Estratégico dos Transportes, e pelo disposto na Resolução do Conselho de Ministros n.º 45/2011, de 10 de novembro, serão revistos os pressupostos do projeto do Novo Aeroporto de Lisboa, atualmente suspenso. Chegado o termo do contrato de prestação de serviços celebrado com a ADA Administração de Aeroportos, Lda., empresa que gere e explora o aeroporto internacional de Macau, a ANA, por acordo entre as partes, formalizou, em Agosto de 2011, a alienação dos 49% de que era titular no capital social daquela sociedade. 4.1 O Conselho de Administração da ANA é constituído por cinco elementos, conforme se apresenta de seguida. A informação pormenorizada sobre as suas funções, responsabilidades, curricula, remunerações e outras regalias, bem como outros dados relevantes para o governance da empresa podem ser consultados no Relatório de Gestão e Contas 2011/, no site da empresa / ou ainda no site do Setor Empresarial do Estado /. 18

19 PRESIDENTE António Guilhermino Rodrigues VOGAL Rui Manuel Sarmento Veres VICE-PRESIDENTE Carlos Odécio Nunes Madeira VOGAL José Augusto Heitor da Fonseca VOGAL Alda Maria de Araújo Ribeiro Borges Coelho 19

20 _A Governação da Sustentabilidade Conselho de Responsabilidade Social e Sustentabilidade A atitude fulcral num negócio sustentável é operar com integridade e responsabilidade. Uma estratégia clara e objetiva necessita de uma estrutura dedicada onde estão definidas as responsabilidades de cada um dos intervenientes. 4.1 Neste sentido, o CRSS - Conselho de Responsabilidade Social e de Sustentabilidade integra um Conselho com funções consultivas, constituído por representantes das dimensões económica, ambiental e social; um Coordenador Executivo Suporte à Coordenação Executiva PRESIDENTE DO CA Presidente do CRSS Económico DFIN representante da Comunicação e o Representante dos Trabalhadores para a Responsabilidade Social (RTRS). O Conselho conta ainda com uma Coordenação Executiva que reporta diretamente ao Presidente do CRSS em termos hierárquicos, com uma linha de reporting funcional ao Presidente do Conselho de Administração, responsável pelo pelouro da Responsabilidade Social e Sustentabilidade. Para uma melhor operacionalização do CRSS, foram identificados interlocutores de todas as Direções da empresa, designados por focal points. Social DRH Ambiental DSTE Comunicação SEGER CRSS (Conselho) RTRS NEGÓCIOS ALS, ASC, AFR, DAA, DIPE, DRET, DIMO CONTROLO DE GESTÃO DPGG AMBIENTE DSTE AUDITORIAS, PROCESSOS E ORGANIZAÇÃO DAO QUALIDADE E DESEMPENHO GQ RECURSOS HUMANOS DRH e CSP FINANCEIRO DFIN SST CSP FORNECEDORES DAA, CSP, DIA e GDALS COMUNICAÇÃO SEGER FOCAL POINTS Apresentam-se por domínio mas não se repetem membros RESTANTES DOMÍNIOS DSTIC, DAC, DEMA, DJUCON Modelo de Gestão da Responsabilidade Social e Sustentabilidade da ANA 20

21 O CRSS tem como principais atribuições: Pronunciar-se sobre linhas estratégicas para a Responsabilidade Social e Sustentabilidade; Pronunciar-se sobre planos e orçamentos; Pronunciar-se sobre objetivos; Acompanhar trimestralmente o trabalho do Coordenador Executivo. O Coordenador Executivo tem como principais atribuições: Definir e implementar linhas estratégicas; Definir planos, orçamentos e objetivos; Definir e dinamizar iniciativas com responsáveis locais; Atuar como interface em relação aos responsáveis das Unidades Organizativas; Acompanhamento mensal com responsáveis locais e com o Conselho de Administração. 21

22 _O Código de Ética O sucesso de uma organização a longo prazo depende de relações baseadas na confiança de parte a parte. Confiança dos clientes, dos acionistas, dos colaboradores. Confiança dos fornecedores e parceiros de negócio. Confiança da comunidade a que a empresa pertence e sobre a qual tem consciência do impacte das suas ações. Esta confiança tem por base uma comunhão de normas e princípios de conduta transparentes e que se corporizam no Código de Ética da ANA/, que nasce com um propósito bem definido: tornar-se para todos os stakeholders da ANA um documento de referência, verdadeiramente útil e clarificador. Normas de Conduta Exemplos e Perguntas Frequentes 22

23 _O que Nos Move 4.8 _A MISSÃO Gerir de forma eficiente as infraestruturas aeroportuárias a seu cargo, LIGANDO PORTUGAL AO MUNDO, e contribuir para o desenvolvimento económico, social e cultural das regiões em que se insere. Oferecer aos seus clientes um serviço de elevada qualidade, criando valor para os acionistas e assegurando elevados níveis de qualificação profissional e motivação dos seus colaboradores. _OS PRINCÍPIOS CRIAR VALOR SATISFAZER OS CLIENTES APOSTAR NOS COLABORADORES PROTEGER O AMBIENTE ENVOLVER A COMUNIDADE _A VISÃO Posicionar a ANA como gestor aeroportuário de reconhecida competência, assegurando um desempenho fundado na confiança dos parceiros e clientes e orientado para a rendibilidade e sustentabilidade. _OS VALORES DEDICAÇÃO AO CLIENTE: Toda a atividade da empresa é orientada pelo propósito de servir os clientes atendendo às suas necessidades e preocupações RESPONSABILIDADE: Rigor, profissionalismo e integridade no relacionamento com os clientes, as comunidades nacional e local, os acionistas e os parceiros internos e externos ESPÍRITO COMPETITIVO E INOVADOR: Esforço de melhoria contínua assente na abertura de espírito e na criatividade ao nível das práticas de gestão ESPÍRITO DE EQUIPA: Comunicar, partilhar, informar, assumir parcerias, entender o trabalho individual como parte de um todo DESENVOLVIMENTO DOS COLABORADORES: Empenho no crescimento profissional e pessoal próprio e dos demais ORIENTAÇÃO PARA OS RESULTADOS: Empenho e diligência na realização de metas 23

24 _O Modelo de Gestão da Sustentabilidade 4.8 Com base nos pilares de identidade e estratégia, que são a sua Missão, a sua Visão e os seus Valores, e tendo em conta as preocupações/necessidades dos seus stakeholders, a ANA definiu cinco Princípios orientadores da sua estratégia de sustentabilidade. Cada um dos Princípios está baseado em compromissos estratégicos, que orientam e posicionam a ANA em matéria de sustentabilidade. Por sua vez, a concretização destes Compromissos é suportada por Objetivos Específicos, mensuráveis e definidos no tempo, contratualizados com os diferentes níveis da estrutura de gestão. Só assim é possível PROTEGER O AMBIENTE Responsabilidade SATISFAZER OS CLIENTES Dedicação ao Cliente Confiança dos Parceiros e Clientes avaliar o desempenho de forma sustentada ao longo do tempo, não esquecendo que o envolvimento de todos os colaboradores é essencial para o sucesso desta estratégia. Todos estes elementos se conjugam e articulam, constituindo o Modelo de Sustentabilidade da ANA. Cada um dos próximos capítulos do presente relatório inicia-se com a apresentação dos Princípios e Objetivos definidos, os quais constituem a linha orientadora da empresa em matéria de sustentabilidade. Orientação para os resultados CRIAR VALOR MISSÃO VISÃO VALORES PRINCÍPIOS Orientação para a sustentabilidade LIGAR PORTUGAL AO MUNDO Orientação para a rendibilidade Espírito competitivo e inovador ENVOLVER A COMUNIDADE Reconhecimento da competência Espírito de Equipa Desenvolvimento dos colaboradores APOSTAR NOS COLABORADORES 24

25 A ANA ACREDITA QUE SÓ O ENVOLVIMENTO DE TODAS AS PARTES INTERESSADAS TORNARÁ POSSÍVEL CAMINHAR RUMO À SUSTENTABILIDADE _O Envolvimento dos Nossos Stakeholders A ANA acredita que só o envolvimento de todas as partes interessadas tornará possível caminhar rumo à sustentabilidade. É essencial ouvir aqueles que afetam ou podem ser afetados pela atividade da nossa empresa para responder às suas expectativas de uma forma transparente. Neste sentido, a empresa possui diferentes formas de comunicar com cada um dos seus stakeholders OUVIR PARA DEFINIR A ESTRATÉGIA No processo de avaliação e revisão da estratégia de sustentabilidade da ANA, a audição de stakeholders é reconhecida como um contributo essencial para dar corpo a um efetivo Desenvolvimento Sustentável na empresa. Este trabalho envolveu cinco momentos chave: Realização de um Workshop para mapeamento detalhado dos stakeholders, tendo por base os grupos previamente identificados e a definição do seu grau de prioridade com base na sua dependência/ influência em relação à ANA. Com base nos resultados obtidos, foi tomada a decisão sobre que stakeholders deveriam receber o Questionário de Materialidade e que stakeholders deveriam ser entrevistados. e uma reflexão sobre o papel dos focal points para a sustentabilidade. Entidades Reguladoras Comunicação Social Parceiros Acionistas Fornecedores Clientes Colaboradores Comunidade Realização de entrevistas a stakeholders prioritários. Estas entrevistas focaram-se, sobretudo, na avaliação e formas de concretização de uma comunicação cada vez mais satisfatória entre a ANA e os stakeholders; na identificação dos temas de materialidade mais relevantes no diálogo entre ambas as partes; e também nas opiniões e perspetivas sobre o próprio Relatório de Sustentabilidade da ANA. Realização de um Focus-Group com colaboradores, dos quais a maioria são focal points j para a sustentabilidade dentro da ANA. O trabalho desenvolvido com os colaboradores focou-se em dois temas principais: a apreciação do Relatório de Sustentabilidade de 2010 Análise de resultados do projeto-piloto Auscultar a Perceção da Comunidade Envolvente, que reflete a visão da comunidade/ residentes na envolvente do aeroporto de Faro (sobre este projeto consultar o capítulo: Envolver a Comunidade). Aplicação de Questionário de Materialidade, para identificação dos temas mais valorizados pelos diferentes stakeholders. 25

26 4.17 A MATRIZ DE MATERIALIDADE Os resultados do questionário permitem a construção de uma Matriz de Materialidade que oferece uma visão global e concreta sobre os diferentes graus de relevância de um vasto conjunto de temas que caracterizam a ação da ANA. + Importância para os Stakeholders Os temas mais relevantes, dez no total, identificados na matriz acima da linha verde, encontram-se destacados ao longo dos cinco capítulos que se seguem, onde estão espelhadas as práticas e os objetivos futuros, dando assim resposta aos nossos stakeholders Importância para a empresa +

27 SUSTENTABILIDADE ECONÓMICO-FINANCEIRA 1. Expansão aeroportuária 2. Racionalização de custos 3. Gestão do risco 4. captação de novas rotas 5. Impacte económico nas comunidades locais 6. Iniciativas anti-corrupção 7. Política de preços 8. Privatização da empresa PRODUTOS E SERVIÇOS 9. Segurança operacional - Safety 10. Interligação dos aeroportos às redes de transportes coletivos 11. Segurança contra atos ilícitos - Security 12. Investigação e desenvolvimento 13. Satisfação do cliente 14. Gestão de Crises e Continuidade de Negócio COLABORADORES 15. Atratividade enquanto empregador 16. Segurança, higiene e saúde no trabalho 17. Igualdade de oportunidades no trabalho 18. Proteção contra doenças pandémicas 19. Satisfação dos colaboradores 20. Desenvolvimento profissional 21. Equilíbrio entre a vida pessoal e profissional AMBIENTE 22. Combate às alterações climáticas 23. Gestão de ruído 24. Gestão de resíduos 25. Eficiência energética 26. Gestão da qualidade do ar 27. Preservação da biodiversidade 28. Gestão da água e efluentes DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO-SOCIAL 29. Combate ao tráfico humano 30. Investimento na comunidade 31. Entidade socialmente responsável 27

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