Sindicato traça estratégias para fortalecer as lutas da categoria

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1 Contribuição Sindical Em 28 de fevereiro vence a Contribuição Sindical de O valor definido em AGE para este ano é de R$ 192,10, correspondente a um dia do salário mínimo profissional. As informações sobre esta contribuição estão na página 8. GESTÃO 2013/2016 Sindicato traça estratégias para fortalecer as lutas da categoria A nova diretoria do Senge-MG toma posse de seu mandato no dia 11 de dezembro, Dia do Engenheiro. Os 78 diretores eleitos no pleito realizado entre os dias 1º e 3 de outubro vão gerir o Sindicato nos próximos três anos. A nova gestão iniciou seus trabalhos no sábado, 9 de novembro, com a realização da primeira reunião do Conselho Deliberativo. Estiveram presentes na ocasião 60 diretores, que definiram estratégias para o fortalecimento das lutas da categoria. As prioridades são o fortalecimento das negociações coletivas, o aprofundamento da interiorização, a renovação dos quadros sindicais e as políticas voltadas para as questões de gênero. Veja os detalhes nas páginas 3, 4 e 5. NEGOCIAÇÕES COLETIVAS Engenheiros da Cemig aprovam a proposta para a PLR Os engenheiros e engenheiras da Cemig, em AGE, aprovaram a proposta para a PLR. Continuam as negociações para o Acordo Coletivo de Trabalho, que tem o Salário Mínimo Profissional como prioridade na pauta de reivindicações. Veja detalhes desta negociação e das que envolvem a Gasmig, Construção Civil e Pesada, Gerdau Açominas e Metalúrgicos na página 6. 1 VALORIZAÇÃO DO ENGENHEIRO Ataques à categoria geram reação do Sindicato Os engenheiros e engenheiras têm sido vítimas de ataques de autoridades e políticos. Primeiro a ameaça de importação de engenheiros. Depois o ministro Moreira Franco diz que os engenheiros são ruins de serviço. Agora o senador Lobão Filho diz que o Salário Mínimo Profissional para o servidor público é inconstitucional. Veja estas questões e a resposta do Sindicato nas páginas 2 e 7.

2 OPINIÃO Os engenheiros sob fogo cruzado Raul Otávio da Silva Pereira (*) Causou espanto e indignação a declaração recente do ministro Moreira Franco (Secretaria de Aviação Civil), rotulando os engenheiros como ruins de serviço. Além de mostrar desinformação, essa afirmação teve o dom de irritar ainda mais os profissionais que estão envolvidos diretamente na modernização dos aeroportos (área de responsabilidade do ministro), bem como a classe de um modo geral. A isso se somou, também, notícia veiculada em outubro pela Agência Estado, dando conta de que o governo estaria preparando um programa similar ao Mais Médicos, sob a alegação de que faltam engenheiros no país. Podemos acrescentar, ainda, as declarações levianas que, vez por outra, escutamos em todos os foros que discutem as obras de infraestrutura para a Copa do Mundo e para as Olimpíadas, dando conta de que as obras estariam atrasadas por falta de projeto. Para leigos, a expressão falta de projeto remete imediatamente à falta de engenheiros, o que é uma falácia. Na verdade, o que falta nas prefeituras, principalmente, além de engenheiros bem remunerados, é a estrutura administrativa capaz de dar conta de toda a tramitação burocrática que envolve a liberação de recursos federais para obras de saneamento, habitação, transporte, etc. Segundo informação recente publicada no jornal O Globo, desde 2003 o percentual de liberação efetiva de recursos disponíveis no Governo Federal mal ultrapassa os 50%. Isso demonstra, claramente, essa dificuldade administrativa e o excesso de burocracia, não podendo ser imputada aos engenheiros a culpa por atrasos e outras mazelas. Lamentamos, em especial no setor público, o arquivamento da PEC 02/2010, que estendia aos engenheiros estatutários os benefícios da Lei 4.950A/66, que disciplina o Salário Mínimo Profissional dos engenheiros, pelo senador Lobão Filho. Certamente não faltam engenheiros no país. O que falta são salários dignos que os incentivem a trabalhar no setor público. Não se concebe prefeituras de grandes cidades remunerando seus engenheiros com pouco mais de R$ 1.500,00 (isso quando a situação não é pior) e, ainda, jogando sobre os ombros desses profissionais a culpa pela não obtenção, em tempo hábil, de recursos. Não se concebe a dificuldade de implantação, na prática, por parte dos municípios, da Lei /08 Engenharia e Arquitetura Públicas que certamente trariam mais conforto às prefeituras municipais para desenvolver seus projetos de Engenharia. A remuneração das centenas de milhares de engenheiros existentes no Brasil (muitas vezes subempregados) nos patamares daquelas direcionados aos médicos, certamente traria imediatamente aos municípios um enorme contingente de mão de obra qualificada que anseia por exercer sua profissão de forma digna. Pretendemos discutir esse assunto com mais profundidade. Em 2014, promoveremos um seminário estadual sobre a Engenharia no setor público, onde o Senge buscará unir esforços no sentido de se avançar nessa discussão, buscando sempre a melhoria do mercado e das condições de trabalho dos engenheiros estatutários. (*) Raul Otávio da Silva Pereira é presidente do Senge-MG Sindicato de Engenheiros no Estado de Minas Gerais - Rua Araguari, Barro Preto - CEP Belo Horizonte-MG - Tel.: (31) Fax: (31) site: - GESTÃO 2013/ DIRETORIA EXECUTIVA Presidente: Raul Otávio da Silva Pereira 1º Vice-Presidente: Augusto César Santiago e Silva Pirassinunga 2º Vice-Presidente: José Flávio Gomes Diretor 1º Tesoureiro: Antônio Carlos de Souza Diretor 2º Tesoureiro: Abelardo Ribeiro de Novaes Filho Secretário Geral: Élder Gomes Dos Reis Diretor 1º Secretário: Anivaldo Matias De Sousa DIRETORIAS DEPARTAMENTAIS Diretor de Aposentados: Paulo Roberto Mandello Diretor de Ciência e Tecnologia: Cynthia Franco Andrade Diretor de Assuntos Comunitários: Josias Gomes Ribeiro Filho Diretor de Imprensa: Mateus Faria Leal Diretor Administrativo: Alírio Ferreira Mendes Júnior Diretor de Assuntos Jurídicos: Ricardo Cézar Duarte Diretora da Saúde e Segurança do Trabalhador: Anildes Lopes Evangelista Diretor de Relações Intersindicais: Rubens Martins Moreira Diretor de Negociações: Antônio Azevedo Diretor de Interiorização: Ricardo dos Santos Soares Diretor Socioeconômico: Antônio Dias Vieira Diretor de Promoções Culturais: José Marcius Carvalho Valle CONSELHO FISCAL Iocanan Pinheiro de Araújo Moreira Éderson Bustamante Virgílio Almeida Medeiros Júlio César Lima Gilmar Pereira Narciso DIRETORIA REGIONAL ZONA DA MATA Diretor Administrativo: Fernando José Diretora Secretária: Vânia Barbosa Vieira Diretora Tesoureira: Ilza Conceição Maurício Diretores Regionais: Maria Angélica Arantes de Aguiar Abreu; Gilwayne Alves de Sousa Gomes; Sílvio Rogério Fernandes; Luiz Antônio Fazza; Liércio Feital Motta Junior; Francisco de Paula Lima Netto; Marcos Felicíssimo Beaklini Cavalcanti; Carlos Alberto de Oliveira Joppert; Eduardo Barbosa Monteiro de Castro; João Vieira de Queiroz Neto DIRETORIA REGIONAL NORTE NORDESTE Diretor Administrativo: Guilherme Augusto Guimarães Oliveira Diretor Secretário: Jessé Joel de Lima Diretor Tesoureiro: Melquíades Ferreira de Oliveira Diretores Regionais: Holbert Caldeira; Renata Athayde Gomes; Pedro Bicalho Maia; Plínio Santos de Oliveira DIRETORIA REGIONAL SUL Diretor Administrativo: Nelson Benedito Franco Diretor Secretário: Fernando Barros Magalhães Diretora Tesoureira: Fabiane Lourdes de Castro Diretor Regional: Nélson Gonçalves Filho DIRETORIA REGIONAL TRIÂNGULO Diretor Administrativo: Ismael Dias Figueiredo da Costa Cunha Diretor Secretário: Pedrinho da Mata Diretor Tesoureiro: Jean Marcus Ribeiro Diretores Regionais: Francielle Oliveira Silva; Hélver Martins Gomes DIRETORIA REGIONAL VALE DO AÇO Diretor Administrativo: Antônio Germano Macedo Diretor Secretário: Sergino Ventura Dos Santos Oliveira Diretor Tesoureiro: Bruno Balarini Gonçalves DIRETORIA REGIONAL CAMPO DAS VERTENTES Diretor Administrativo: Domingos Palmeira Neto Diretor Secretário: Wilson Antônio Siqueira Diretor Tesoureiro: Arnaldo Coutinho Brito DIRETORIA REGIONAL CENTRO Diretor Administrativo: Alfredo Marques Diniz Diretor Secretário: Wellington Vinícius Gomes da Costa Diretores Regionais: Aline Almeida Guerra; Gilmar Côrtes Sálvio Santana; Marcelo Fernandes da Costa; Marcos Moura do Rosário; Epaminondas Bittencourt Neto; Marcelo de Camargos Pereira; Andrea Thereza Pádua Faria; Sávio Nunes Bonifácio; Waldyr Paulino Ribeiro Lima; Wanderley Acosta Rodrigues; Laurete Martins Alcântara Sato; José Tarcísio Caixeta; Carlos Moreira Mendes; Jairo Ferreira Fraga Barrioni; Jucelino Dias Moreira; Paulo Henrique Francisco Santos. SENGE INFORMA Edição: Miguel Ângelo Teixeira Redação: Miguel Ângelo Teixeira, Luiza Nunes e Caroline Diamante Arte final: Viveiros Editoração Impressão: Imprimaset 2

3 gestão 2013/2016 Diretoria toma posse e define diretrizes para o fortalecimento do Sindicato A nova diretoria do Sindicato de Engenheiros no Estado de Minas Gerais (Senge-MG) toma posse de seu mandato no dia 11 de dezembro, data em que é comemorado o Dia do Engenheiro. Os 78 diretores eleitos no pleito realizado entre os dias 1º e 3 de outubro vão gerir o Sindicato nos próximos três anos (2013/2016). A nova diretoria vai tomar posse em solenidade a ser realizada na sede do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea- -MG), seguida de uma recepção aos convidados. A nova gestão iniciou seus trabalhos no sábado, 9 de novembro, com a realização da primeira reunião do Conselho Deliberativo. Estiveram presentes na ocasião 60 diretores, que definiram questões como mudanças no estatuto do Senge, aprovação orçamentária para o exercício de 2014 e o investimento na interiorização do trabalho do Sindicato. Além disso, foi discutida a participação efetiva da entidade nos movimentos sociais. O presidente do Senge-MG, Raul Otávio da Silva Pereira, e o gerente geral do Sindicato, Tércio Casalechi, aproveitaram a reunião para apresentar a entidade e as atividades realizadas pela mesma para os novos diretores. Tércio explicou as atividades administrativas do Senge, apresentando o Sistema Gersin, utilizado no cadastro dos engenheiros, além do agendamento de homologações online, feito através do site. A oportunidade serviu, também, para que fossem apresentados todos os avanços conquistados na última gestão, também comandada por Raul Otávio. Conseguimos concretizar um novo catálogo de convênios, trabalhamos na otimização do banco de talentos, construímos um hotsite de serviços, entre outros avanços. Além disso, implantamos o Senge Presente, projeto que levou o Sindicato para dentro de empresas e prefeituras, com o objetivo de abrir portas e canais de comunicação e de apresentar a entidade aos engenheiros e engenheiras, disse Tércio. Negociações Coletivas O presidente do Senge-MG, Raul Otávio da Silva Pereira, apresentou o setor de Negociações Coletivas, atividade fim do Sindicato. Segundo o presidente do Senge-MG, o setor é um dos que mais cresceu e, por isso, precisa da participação do maior número de diretores possível. Hoje temos uma demanda crescente nas negociações coletivas e, infelizmen- O funcionamento e as atividades do Senge foram apresentados aos 60 diretores que participaram da reunião do Conselho Deliberativo te, existem casos que ainda não fomos capazes de atender. No entanto, nesta nova gestão vamos trabalhar ainda mais para corrigir essa situação, afirmou Raul. Como forma de esclarecer os diretores presentes, Raul Otávio lembrou as negociações das quais o Sindicato de Engenheiros participa. Trabalhamos com as negociações em diversas empresas de grande porte, como a Cemig, a Gasmig, a Copasa. Também atuamos em empresas menores, fechando acordos de Participação nos Lucros e Resultados (PLR), entre outros. Temos, ainda, as negociações com os sindicatos patronais das categorias, como é o caso do Sinduscon, da construção civil, e do Sicepot, da construção pesada, além da Consultoria. Segundo o presidente do Senge, a ideia é melhorar e expandir, cada vez mais, o setor de negociações, para que o atendimento às demandas dos engenheiros seja sempre mais eficiente e dinâmico. Para tanto, estamos buscando melhorar o espaço físico do setor, para acomodar bem os funcionários que já existem no setor e criar a possibilidade de aumentar o número de profissionais, de acordo com as demandas dos engenheiros, finalizou. Prioridade para a interiorização e renovação Os debates foram iniciados com a apresentação de dois desafios que, segundo o presidente Raul Otávio, o Senge tem pela frente. Precisamos resolver se vamos continuar ou não com o processo de interiorização e, se vamos, como isso será feito. A outra questão é a renovação dos quadros políticos, que já iniciamos com a criação do Senge Jovem. Porém, precisamos insistir na qualificação política dos novos participantes do Sindicato, lembrou. Os diretores Ricardo Soares e Alírio Ferreira Mendes Júnior ficaram responsáveis pela apresentação de dois projetos do Senge. Alírio Ferreira, novo diretor responsável pelo Senge Jovem, apresentou proposta de inclusão do projeto no estatuto do Sindicato, para que o grupo passe a ser uma política de Estado e não uma política de governo, nas palavras do presidente do Senge. Após debate, ficou decidido que o grupo será inserido no Estatuto e que contará com regimento separado, que deverá ser aprovado pelos diretores. Por sua vez, Ricardo Soares, diretor de interiorização, apresentou projeto de interiorização das atividades do Sindicato, para que a entidade leve, efetivamente, seus serviços e atendimento para os profissionais do interior, projeto que foi aprovado pelo Conselho. O objetivo principal da interiorização é poder levar às cidades que não são, de certa maneira, contempladas pelos serviços da sede e região metropolitana, serviços como a assistência jurídica, a homologação, entre outros. Além disso, queremos proporcionar uma interação maior entre os engenheiros que estão nestas cidades com a atuação do sindicato, explica Ricardo. 10º Consenge Na reunião do Conselho Deliberativo ainda foram escolhidos os subtemas a serem trabalhados para o 10º Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros (10º Consenge). A décima edição do Congresso vai ter como tema geral Um Projeto de Nação para o Brasil. Os diretores presentes na reunião do CD decidiram por trabalhar com o seguinte subtemas: Políticas Urbanas (saneamento e habitação) e Infraestrutura de Transporte, Mobilidade Urbana e Telecomunicações, ambos do Tema 1 e Política Sindical e suas Interfaces e Projetos de Inclusão Sindical de Formação Política, do Tema 2. O 10º Consenge será realizado em agosto de 2014, em Búzios (RJ). 3

4 gestão 2013/2016 Presença de mulheres reforça prioridade nas políticas de gênero Doze mulheres ocupam cargos de diretoria na nova gestão do Sindicato de Engenheiros no Estado de Minas Gerais (Senge- -MG). Em um universo de 78 diretores, este número pode parecer pequeno ou insignificante, mas não é. Se comparada à gestão anterior do Sindicato (2010/2013), o número de diretoras aumentou 100% na nova gestão. À frente da diretoria que vai comandar o Senge-MG no período de 2013/2016 estão 12 engenheiras que, além de atuarem nas atividades habituais da entidade, devem, também, dar atenção a uma das novas prioridades do Sindicato de Engenheiros, a questão de gênero. Além da questão de termos mais pessoas que podem se dedicar com maior atenção a questão de gênero, eu acredito que esse aumento do número de mulheres da atual gestão também reflete a situação atual do mercado de trabalho, aonde nós temos um contingente muito expressivo de mulheres trabalhando, quer seja na Engenharia ou em outras profissões também, acredita o presidente do Senge-MG, Raul Otávio da Silva Pereira. Para Raul Otávio, o aumento do número de mulheres na diretoria do Sindicato pode servir como incentivo para que mais mulheres participem das atividades sindicais nos próximos anos. Eu acredito que a presença de 12 diretoras em nossa diretoria pode, sim, passar a mensagem de que esse ambiente não deve ser um ambiente exclusivamente masculino. Pelo contrário, tem que ser um ambiente eclético, democrático, com a participação de homens, mulheres, enfim, com a participação de pessoas que realmente estejam interessados em exercer atividade sindical, afirma. Segundo o presidente do Senge, há planos de se criar um coletivo de mulheres no Sindicato. Temos a intenção de formar o coletivo de gênero do Senge MG que, logicamente, terá total liberdade para criar políticas que busquem desenvolver e divulgar melhor em Minas Gerais e, igualmente no ambiente da Engenharia, as questões relativas às condições de trabalho das mulheres, completa. Desafios Para a diretora do Senge-MG e também diretora da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), Anildes Lopes Evangelista, a participação das mulheres em espaços como sindicatos, conselhos e outras entidades de classe ainda é um desafio muito grande. Não há uma cultura de participação das mulheres nesses espaços. Elas vêm conquistando isso a cada dia, isso vem aumentando, mas a participação ainda é muito pequena. Então é preciso que haja, de fato, iniciativas por parte dos dirigentes dos sindicatos para atrair cada vez mais mulheres, para que elas se sintam interessadas em participar desses espaços, para que possam se formar para participar desses espaços. O que a gente vem percebendo é que o número de mulheres nos sindicatos está aumentando, mas de uma forma ainda muito lenta, afirma. Anildes destaca que, com o crescimento das mulheres nos ambientes da Engenharia, é imprescindível que o número de mulheres nas entidades de classe aumente. Hoje, mais de 50% das turmas de Engenharia são compostas por mulheres. Mas, apesar disso, a gente ainda tem poucas mulheres ocupando os cargos de direção nas entidades. O que a gente entende é que é preciso, Diretoras do Sindicato de Engenheiros devem atuar pelo fim da discriminação contra as engenheiras e por melhores condições de trabalho cada vez mais, iniciativas que formem essas mulheres, que preparem essas mulheres para também ocupar esses outros espaços e de políticas que atraiam mais as mulheres também para esse campo. Até porque, se a gente pensar em renovação das nossas entidades de classe, é preciso investir na mulher, diz. Discriminação e preconceito Apesar da grande presença das mulheres nas salas de aula da Engenharia e do número cada vez maior de mulheres engenheiras, Anildes lembra que o preconceito contra as engenheiras ainda existe. Apesar de todo o processo de evolução, de melhoria, a gente ainda tem muitos problemas, as engenheiras ainda têm muitos problemas nos seus campos de trabalho. Ainda há muita discriminação, a gente não pode deixar de tratar isso. A diretora do Senge-MG faz parte do Coletivo de Mulheres da Fisenge, onde assuntos como assédio sexual, assédio moral e outras formas de discriminação contra as mulheres são discutidos e ampliados para a sociedade. Aline Almeida Guerra, diretora da Regional Centro, corrobora a visão da colega de diretoria, Anildes Lopes. Para Aline, ainda existe uma grande dificuldade de reconhecimento da capacidade profissional das mulheres no Brasil. A Engenharia, nas suas diferentes modalidades, tem recebido muitos estudan- tes do gênero feminino. Ocorre que o mercado de trabalho ainda não acompanhou com a mesma velocidade essa entrada das mulheres no universo da Engenharia. Então as engenheiras tendem a ter um salário menor do que os homens e ocupar menos cargos de ascensão dentro de uma empresa, seja pública ou privada. Geralmente esses cargos são ocupados majoritariamente por homens, então ainda há o preconceito, ainda há discriminação, considera. Aline considera que o Sindicato tem papel fundamental para mudar essa realidade. A própria ação do Sindicato, quando ele inclui nas suas discussões não só as questões salariais, mas as questões dos movimentos sociais, a questão da valorização profissional como um todo, já é uma estratégia interessante. Fazer a ampliação do seu quadro de diretores e das regionais e promover a descentralização dão mais oportunidades para o fortalecimento do Sindicato e para a participação feminina, diz. 4

5 gestão 2013/2016 Renovação passa pelo fortalecimento do Senge Jovem A renovação do quadro de diretores e associados, com a entrada e a participação de profissionais mais jovens, é uma preocupação de, praticamente, todas as entidades sindicais brasileiras. É de extrema importância que estes profissionais se juntem aos mais experientes na lida sindical para aprenderem todo o processo e poderem, assim, substituí-los quando chegar a hora. O Senge-MG criou uma ferramenta competente para iniciar essa renovação o Senge Jovem. Deste grupo, formado por estudantes de Engenharia que se unem para discutir questões importantes sobre a profissão e sobre política e cidadania, saíram cinco diretores para a nova gestão do Sindicato. Ricardo Soares, Mateus Leal, Cynthia Franco, Plínio Santos e Fabiane Castro, ex-membros do Senge Jovem, agora formados em Engenharia, representam o início do processo de renovação do Sindicato de Engenheiros. Matheus Faria Leal, novo Diretor de Imprensa do Sindicato, considera o processo muito positivo para a entidade. Eu acho essa renovação muito positiva para o Sindicato, uma vez que alia todo o entusiasmo da juventude com a experiência dos diretores mais velhos. É uma troca muito positiva, que só tem a engrandecer o trabalho dentro do Senge, diz. O diretor também elogia o trabalho do Senge Jovem. Foi graças a ele que eu conheci o Sindicato de Engenheiros, quando eu ainda estudava. É importantíssimo esse contato do Sindicato com o aluno ainda na graduação, já que vai conscientizando-o do que a entidade faz, como pode ajudá-lo durante a sua carreira profissional e passar uma imagem mais positiva do que o aluno, até então, vem recebendo da mídia e de outros sindicatos, sem conhecer a fundo, considera. Plínio Santos, diretor da Regional Norte/Nordeste, também conheceu o Sindicato através do Senge Jovem e reconhece a importância da renovação da entidade. Pude perceber, ainda na faculdade, a importância da atuação do Sindicato para os profissionais da nossa classe. Por isso, como diretor, pretendo trabalhar para cumprir as metas da nova gestão, como a interiorização, da melhor maneira possível, afirma. Transição Diretor de Interiorização, Ricardo Soares acredita que a renovação é um processo importante não apenas para as entidades sindicais, mas também para empresas e outras instituições. A participação dos jovens é de suma importância para que os sindicatos, as empresas não envelheçam. Para isso, é necessário um processo de transição porque se a gente esperar para fazer uma mudança só na hora que os atuais estão prestes a sair vai ficar um vácuo muito grande, diz. Para Ricardo, o Senge- -MG está avançado no processo de renovação. A renovação do sindicato está dando um passo à frente em relação às outras entidades e outras organizações que lidam com a política e ele está inovando. Trazer essas pessoas do Senge Jovem possibilita essa interação. O grupo é uma porta de entrada para os jovens e eu considero muito importante e creio que vai trazer bons frutos, conclui. Processo irreversível O presidente do Senge-MG, Raul Otávio da Silva Pereira, se mostra otimista com os jovens diretores provenientes do Senge Jovem. Eu acho que isso significa uma novidade bastante interessante em relação à renovação de quadro do movimento sindical. Esses cinco novos diretores que foram formados dentro das premissas políticas, ideológicas do Senge Jovem, hoje estão conosco para começar efetivamente a exercer as atividades sindicais. Tenho certeza que é uma tendência irreversível à medida que é fundamental que o movimento sindical se renove, se recicle e incorpore os ideais, as ideias, e os projetos políticos dos jovens formandos, diz. Grupo é instrumento de formação política e social Com quase três anos de criação, o Senge Jovem já é, sem dúvida alguma, um projeto de grande sucesso do Senge-MG. Com 15 polos espalhados por todo o Estado e mais de membros, o grupo serviu como porta de entrada para cinco jovens engenheiros que, agora, são diretores do Sindicato. Eu acredito que o Senge Jovem é um sucesso, independente do número de pessoas que estão participando da atual diretoria. O grupo é um sucesso na medida em que desenvolve ações em várias cidades do estado, levando o debate político e técnico aos estudantes através da participação em seminários, reuniões, semanas de Engenharia. Todas as ações são realizadas com o objetivo de conferir ao grupo uma organicidade cada vez mais interessante para os objetivos do movimento sindical e para a formação política pessoal dos novos engenheiros, afirma Raul Senge Jovem serviu como porta de entrada para os jovens que se tornaram diretores na nova gestão do Sindicato Otávio da Silva Pereira, presidente do Senge-MG. Segundo Alírio Ferreira Mendes Junior, diretor administrativo e responsável pelo Senge Jovem, o objetivo do grupo, mais do que captar novos sócios para a entidade, é recuperar a cultura sindical. O Senge Jovem faz um trabalho específico nas faculdades para mostrar para os alunos o que é e como o Sindicato trabalha. Acredito que, com isso, as coisas vão mudar e ele irá trazer novas alternativas de trabalho, inclusive em vários outros pontos do Estado, diz. Alírio lembra que o projeto tem muito reconhecimento. Outros dois Estados Bahia e Paraná criaram seus grupos de estudantes, tendo como base o Senge Jovem Minas Gerais. Além disso, do grupo saíram cinco diretores da nova gestão, o que mostra que os estudantes dão continuidade à participação sindical, completa. 5

6 negociações coletivas Engenheiros da Cemig aprovam proposta de participação nos resultados Os engenheiros e engenheiras da Cemig aprovaram a contraproposta de Participação nos Lucros ou Resultados (PLR) apresentada pela empresa, em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada pelo Senge- MG, no dia 28 de novembro. Atendendo a uma reivindicação dos profissionais da categoria, a Cemig concordou em retirar do Acordo o indicador Distribuição de Dividendos. Seu peso será redistribuído apenas entre os indicadores financeiros. Além disso, a Cemig concordou em alterar a tabela de garantia mínima, desde que fosse cumprido o prazo estipulado para aprovação da contraproposta, até o dia 29/11. Assim, se o lucro for menor que R$2.834 bilhões, a garantia mínima será de R$11.500,00; se o lucro for de R$ 2.835,00 a R$ bilhões, a garantia mínima será de R$ ; se o lucro for de R$ 2.885,00 a R$ bilhões, a garantia mínima será de R$14.500,00; se o lucro for de R$ 2.935,00 a R$ bilhões, a garantia mínima será de R$16.000,00 e se o lucro ficar acima de R$2.985 bilhões, a garantia mínima será de R$18.000,00. Outra reivindicação atendida foi o pagamento da antecipação de parte da PLR, que seria no dia 20 de dezembro, para o dia 10 de dezembro. O Sindicato de Engenheiros também solicitou que sejam retomadas as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) de data-base, reforçando a necessidade de discussões relativas às condições de saúde e segurança dos trabalhadores eletricitários. As reivindicações históricas dos engenheiros também foram resgatadas, uma vez que o adicional de Coordenação Técnica, a inclusão do Máster I e II no plano de Cargos e Salários e a inserção do Salário Mínimo Profissional no Acordo Coletivo são motivos de grande expectativa para a categoria. Engenheiros aprovam proposta de PLR da Cemig e cobram da empresa retomada das negociações salariais NEGOCIAÇÕES em andamento Metalúrgicos Sem consenso nas negociações da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), os sindicatos que representam os metalúrgicos e a Fiemg recorreram à medição da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRT). No entanto, a audiência de conciliação, realizada no dia 28 de novembro, terminou sem acordo. No dia 4 de dezembro a comissão dos trabalhadores realizou uma plenária unificada, na Escola Sindical Sete de Outubro, na qual foi elaborada uma nova contraproposta e discutidas ações que visam à mobilização da categoria. A Federação insiste no reajuste oferecido desde o começo, ou seja, de 5,9% se a negociação do Banco de Horas não for para frente. Gasmig Os trabalhadores da Gasmig rejeitaram as propostas de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e de Participação nos Lucros ou Resultados (PLR) feitas pela empresa. Os profissionais deliberaram uma contraproposta em que reivindicam correção salarial pelo índice cheio do INPC para 1º de dezembro, 2% de aumento real, abono salarial de R$3.500,00, tíquete alimentação/refeição R$984,00, 4,5 remunerações de PLR, entre outros. Os trabalhadores também reivindicam a continuidade das reuniões de negociação. A Gasmig ofereceu 6% de reajuste salarial e demais cláusulas econômicas. Além disso, a empresa ofereceu três remunerações de PLR. Construção Pesada O Senge-MG se reuniu, em 11 de novembro, com o Sindicato da Indústria da Construção Pesada no Estado de Minas Gerais (Sicepot-MG), dando início às negociações salariais de 2013/2014. Na ocasião, o Senge reafirmou a pauta de reivindicações da categoria. Já o Sicepot sinalizou que deve negociar primeiro com o sindicato de base e, depois, negociar com o Sindicato de Engenheiros. Uma nova reunião deve ser agendada para dar prosseguimento às negociações. Os profissionais reivindicam reajuste salarial de 11,46%, correspondente ao INPC para o período (5,73%), mais aumento real de 5,73% e o auxílio refeição ou alimentação no valor facial de R$18,00. Construção Civil Os engenheiros e arquitetos da construção civil rejeitaram a proposta apresentada pelo sindicato patronal (Sinduscon-MG) em AGE realizada no dia 31 de outubro, pelo Senge-MG. O Sinduscon ofereceu reajuste correspondente ao INPC para as cláusulas econômicas. Além disso, o patronal alegou que tem dificuldades em cumprir a cláusula referente ao plano de assistência médica. Os profissionais, por sua vez, deliberaram contraproposta em que pedem 6,22% de reajuste salarial para os engenheiros cujo salário base em 1º de novembro de 2011 era igual ou inferior a R$ 7.300,00. Para as remunerações superiores a esse valor, o reajuste seria feito com base no índice do INPC do período de 1º de novembro de 2012 a 31 de outubro de Gerdau Os engenheiros que trabalham na Gerdau Açominas de Ouro Branco definiram em AGE, no dia 16 de outubro, a pauta de reivindicações para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Os profissionais pedem a correção pelo INPC e aumento real de 2% nos salários e abono especial a todos os funcionários da categoria, após a aprovação do ACT, no valor de 8,5 salários mínimos, em uma única vez. A pauta prevê, ainda, garantia de emprego por 12 meses ao profissional que retornar ao serviço após licença médica superior a 15 dias contínuos; a manutenção dos planos de saúde da Unimed e do Bradesco Saúde; adicional de periculosidade e insalubridade; reembolso educacional no valor de 90%; e PLR, entre outras. 6

7 servidores estatutários Sindicato contesta posição de relator sobre PEC do Mínimo Profissional A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 02/2010, que estabelece como princípio do sistema remuneratório do servidor público a observância de piso salarial nacional das diversas categorias, nos termos da lei federal, está pronta para a pauta na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal (CCJ) desde o dia 31 de outubro, quando Lobão Filho, senador responsável pela relatoria da proposta, devolveu a matéria. Lobão Filho votou pela inconstitucionalidade da PEC e pelo seu arquivamento. Agora, a matéria deverá ser analisada pela CCJ, que pode ou não acatar a decisão do relator. Infelizmente, o senador Lobão Filho, relator da PEC 02/2010, votou pela inconstitucionalidade e pelo arquivamento desse projeto de emenda, sob a alegação de que a mesma fere o princípio da independência federativa. A nosso ver, o senador optou por uma saída mais cômoda e fácil, em vez de incorporar como necessária e justa a equiparação dos salários dos engenheiros estatutários aos engenheiros celetistas. Seu parecer, se por um lado demonstra preocupação com essa independência, não cita a necessidade de equiparação entre os profissionais, considera o presidente do Sindicato de Engenheiros no Estado de Minas Gerais (Senge-MG), Raul Otávio da Silva Pereira. Para Raul Otávio, o parecer de Lobão Filho demonstra falta de sensibilidade e completo desconhecimento da realidade dos engenheiros estatutários, que trabalham em condições e com salários aviltantes, e ainda têm que ouvir por diversas vezes, através da mídia, que são incompetentes por não conseguir executar obras com qualidade e no prazo. Entretanto, a decepção só não foi maior porque já conhecemos as práticas de políticos da estirpe do ilustre senador, o que faz com que seu relato não tenha sido uma surpresa. Caso a PEC 02/2010, proposta pelo ex-senador Sadi Cassol, seja aprovada, os servidores estatutários das categorias que têm piso salarial definido por lei federal, como os engenheiros, passarão a ter direito a receber este piso. No caso dos engenheiros, o piso da categoria é definido pela Lei A/1966, que estabelece 8,5 salários mínimos para jornada diária de 8 horas. Para que esta proposta seja aprovada, ela precisa passar por um longo caminho no Senado e na Câmara Declaração do ministro Moreira Franco causa revolta na categoria Federal. O primeiro obstáculo é a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O Senge-MG está empreendendo todos os esforços para sensibilizar os demais membros da CCJ pela constitucionalidade da PEC. Cada engenheiro pode, também, fazer o seu papel, enviando de apoio à PEC 02/2010 para o presidente da CCJ, Vital do Rêgo ou para o vice-presidente Anibal Diniz leg.br. Todos na luta pela valorização do engenheiro no serviço público! Raul Otávio Pereira, presidente do Senge, critica declaração do ministro Moreira Franco que chamou engenheiros de ruins de serviço O ministro Moreira Franco, da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República causou revolta em engenheiros e engenheiras por todo país ao declarar que o atraso nas obras dos aeroportos brasileiros é culpa destes profissionais, que são ruins e elaboram projetos mal feitos. A declaração foi feita durante o Encontro Nacional de Editores da Coluna Esplanada, em 31 de outubro e foi publicada em entrevista ao site da Uol, no dia 2 de novembro. O Senge-MG saiu em defesa dos engenheiros e engenheiras e lançou nota de repúdio às declarações do ministro. O presidente do Senge-MG, Raul Otávio da Silva Pereira, considerou a opinião de Moreira Franco leviana e inconsequente. Essa fala é indigna de um ministro de Estado integrante de um governo democrático com origem no movimento dos trabalhadores, engenheiros entre eles, disse. Raul Otávio questionou a competência do ministro à frente do cargo que ocupa. O ministro demonstra claramente sua incompetência para o cargo e provavelmente na ânsia de se manter no poder, poupa a si mesmo e responsabiliza terceiros, como se o governo não fosse o responsável direto pelo atraso nessas obras. Certamente, a incompetência política foi preponderante para que isso esteja ocorrendo somente agora, quando falta menos de um ano para a Copa do Mundo, afirmou. O presidente do Senge-MG criticou, ainda, a falta de conhecimento dos trâmites legais por parte de Moreira Franco. O ministro aprofunda ainda mais a certeza sobre seu caráter duvidoso quando afirma que os projetos que pegamos para executar são muito ruins e temos que refazer todos eles. Mostra claramente com essa afirmação que não tem o mínimo conhecimento dos trâmites e das exigências feitas pelo próprio governo que, certamente, contratou projetos básicos com objetivos puramente licitatórios e agora se vê na necessidade de elaborar projetos executivos. Não é demais relembrar que se passaram seis anos e que tudo isso já poderia estar pronto e solucionado há muito tempo. A pergunta que não quer calar é qual o motivo de toda essa demora, questionou Raul Otávio. 7

8 contribuições sindicais A sua participação garante um Sindicato forte e independente O Brasil vive um momento impar de sua história. O desenvolvimento sustentável do país exige fortes investimentos em infraestrutura e a Engenharia assume papel fundamental neste contexto. Este é o momento de os engenheiros e engenheiras, principias construtores deste desenvolvimento, assumirem o papel de protagonistas. Mas é preciso ir além. A valorização do profissional é fundamental para garantir o retorno desta importante contribuição. E, para isso, é fundamental melhorar a qualidade das relações de trabalho, o que significa a inclusão na agenda de questões como melhores salários, redução da jornada de trabalho e do trabalho informal, fim das horas extras, uma legislação mais rígida sobre a terceirização e representação sindical adequada nos locais de trabalho. E essas conquistas se consolidam principalmente nas negociações coletivas realizadas, anualmente, com instituições patronais e grandes empresas e que constituem a nossa principal atividade. Mas, para que o Sindicato possa vencer este desafio, ele precisa ser forte e independente. E isto depende da sua participação e contribuição. Anualmente, os trabalhadores são chamados a contribuir para a manutenção de suas entidades. Basicamente, são três as principais receitas dos sindicatos: a Contribuição Sindical, que é devida por todos os trabalhadores; a Contribuição Social ou Anuidade Social; e a Taxa Assistencial ou Taxa de Fortalecimento Sindical. Contribuição Sindical Estabelecida pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a Contribuição Sindical é a principal fonte de receita dos sindicatos. O seu recolhimento é obrigatório e cabe ao Sindicato 60% do valor recolhido. A Nota Técnica Nº 201/2009, do Ministério do Trabalho, esclarece que o valor da Contribuição Sindical, devida por todos os trabalhadores, inclusive o profissional liberal, é o equivalente a um dia de salário. Respaldada na Constituição Federal, a Assembleia Geral da categoria, realizada no dia 20 de novembro de 2013, definiu o valor de R$ 192,10 (cento e noventa e dois reais e dez centavos) para a Contribuição Sindical de 2014, que corresponde a um dia de salário tendo como base o Salário Mínimo Profissional do engenheiro vigente em Esse valor deve ser pago até o dia 28 de fevereiro de 2014 e uma cópia da guia quitada apresentada ao departamento pessoal da empresa em que o profissional trabalha, evitando, assim, o desconto de um dia de salário no mês de março. Anuidade Social Para os fins legais, os sindicatos se equivalem às associações civis sem fins lucrativos e são formados por um quadro de filiados, os quais contribuem, por adesão livre e espontânea, com mensalidades ou anuidades para a manutenção da sua estrutura. No Senge-MG, é cobrada uma anuidade, cujo valor é definido em Assembleia Geral. Os aposentados têm desconto de 50% e os profissionais que se encontram desempregados estão isentos até que retomem as suas atividades. Taxa Assistencial A Taxa Assistencial, que também é chamada de Taxa de Fortalecimento Sindical ou Taxa Negocial, é decidida em assembleias gerais específicas, conforme prevê o inciso IV do artigo 8º da Constituição Federal de 1988, e se destina a cobrir os custos de campanhas salariais. Normalmente é cobrada após a celebração de um instrumento coletivo de trabalho. Os trabalhadores que não concordarem com a sua cobrança podem se opor através de carta enviada ao sindicato. A nossa história de lutas em defesa dos engenheiros, da Engenharia e de toda a sociedade, ao longo de mais de seis décadas, é a certeza de que a sua contribuição é um excelente investimento para que possamos trabalhar ainda mais na construção da cidadania. 8

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