Clusters: onde os empreendedores se encontram e inovam. 32 A febre mundial. 38 Qual é o mapa. 44 o Recife Antigo e os. dos clusters de inovação

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Clusters: onde os empreendedores se encontram e inovam. 32 A febre mundial. 38 Qual é o mapa. 44 o Recife Antigo e os. dos clusters de inovação"

Transcrição

1 Clusters: onde os empreendedores se encontram e inovam O empreendedor de alto impacto Tony Hsieh é conhecido: ele tornou-se o CEO do bem-sucedido e-commerce de calçados Zappos.com um ano depois de sua fundação e lhe imprimiu seu diferencial inovador. O negócio foi adquirido pela Amazon em 2009 por US$ 928 milhões, mas Hsieh continua a comandá-lo, gerando receita anual superior a US$ 2 bilhões. O que nem todos sabem, no entanto, é o que Hsieh vem fazendo em Las Vegas, célebre cluster de hotéis e cassinos situado no deserto de Nevada, costa oeste dos EUA. Ele resolveu transformar uma área abandonada da cidade em um cluster de 100 a 200 startups inovadoras de empreendedores apaixonados e felizes, o Downtown Project, caracterizado pelo espírito de coworking. Do próprio bolso colocou US$ 50 milhões, para ser capital semente, e conseguiu mais US$ 300 milhões com outros investidores para a infraestrutura de apoio, incluindo serviços de educação e saúde. E quer fazer tudo acontecer em cinco anos, contados a partir do anúncio, no final de Hoje, uma pessoa física como Hsieh, uma empresa, um governo podem criar um cluster de inovação. Muitos, especialmente governos, tentam fazê-lo. Todos são movidos pela mesma ambição de estimular negócios de crescimento rápido e geradores de bons empregos. Porém fatores de sucesso e receitas variam de um lugar para outro, enquanto os desafios se multiplicam. É o que este Dossiê tem para contar. nik neves 32 A febre mundial dos clusters de inovação 38 Qual é o mapa da mina brasileiro? 44 o Recife Antigo e os empreendedores do mangue edição

2 A febre mundial dos clusters de inovação Cada vez mais governos querem ter empreendimentos de alto impacto, por serem os geradores dos melhores empregos, e escolhem um de dois caminhos: o cluster local, ao modo do Vale do Silício, ou a estratégia nacional, como Israel. Esta reportagem reúne as boas práticas internacionais A reportagem é de Sílvio Anaz, colaborador de HSM Management, com contribuição de Lizandra Magon de Almeida. 32 edição 105

3 Nik Neves Nos anos 1970, o Vale do Silício, região que abrange San Francisco e cidades ao sul, na costa oeste dos Estados Unidos, e a Route 128, estrada próxima a Boston, na costa leste, eram vistos como clusters de inovação em pé de igualdade. Ambos mostravam invejável capacidade de inovar em tecnologia eletrônica. Na década seguinte, seus destinos foram opostos. Enquanto o Vale do Silício deu à luz uma nova geração de empresas de semicondutores e computação, como a Sun Microsystems, e companhias como a Intel e a Hewlett-Packard vivenciaram dinâmico crescimento, a região da Route 128 sofreu um declínio que se mostrou irreversível. Por que um ecossistema de empresas decolou e o outro não, se nos dois casos havia competição e cooperação, como pregou o especialista em estratégia Michael Porter ao ressaltar ao mundo a importância dos clusters para a competitividade? Essa é a pergunta de 100 bilhões de dólares já que esse é o lucro registrado em 2013 pelas principais empresas do Vale do Silício, como as 150 do índice de ações SV 150. O mundo inteiro está tentando replicar o fenômeno neste século 21, por estar provado que startups inovadoras crescem rápido e geram bons empregos. E a febre não tem previsão de baixar. Só o governo dos Estados Unidos tem investido em mais de 40 clusters regionais no país, em setores como energia, agricultura e tecnologias avançadas de defesa. Um único desafio de inovação chega a ganhar vários clusters, como é o caso das tecnologias que envolvem água, com dois clusters em Ohio Cincinatti e Cleveland e um na Pensilvânia Pittsburgh. Em outros países, os esforços são igualmente respeitáveis. Na Rússia, foi fundado em 2010 o cluster Skolkovo, no entorno de Moscou, com investimentos em uma universidade, projetada pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), uma fundação e um parque tecnológico; na França, o cluster Paris-Saclay começou a ser erguido em 2013 com a fusão de seis escolas de engenharia. Em Singapura, a Biopolis converteu-se de 2003 para cá em um dos mais importantes clusters de biotecnologia do mundo, com cerca de 5 mil cientistas ali. edição

4 Vista do Vale do Silício Cluster MaRS, em Toronto, Canadá Vista geral de Tel Aviv, centro do Silicon Wadi, em Israel Voltando à pergunta de 100 bilhões de dólares, a diferença entre o Vale do Silício e a Route 128 foi a rede, segundo um estudo de AnnaLee Saxenian. A pesquisadora da University of California em Berkeley explica que, enquanto a Route 128 tinha uma estrutura industrial baseada em empresas independentes, o Vale do Silício criou um sistema verdadeiramente em rede, do tipo que promove aprendizado coletivo e parcerias flexíveis entre as companhias. Conforme Saxenian, também encorajaram o empreendedorismo a densa rede social da região muitos empreendedores eram alunos de Stanford e ainda próximos da universidade e o mercado de trabalho aberto, aspectos não encontrados na Grande Boston. Ela explica que é nesse cenário que as fronteiras organizacionais se tornam porosas dentro das empresas, entre empresas e entre estas e instituições como universidades e institutos de pesquisa, e essa porosidade é crucial. No entanto, o segundo cluster mais bem-sucedido do mundo, Israel, iniciado em 1993, tem uma história bem diferente da do Vale. Se, na Califórnia, a iniciativa partiu de empreendedores ligados à universidade e foi acontecendo de maneira espontânea, em Israel, o governo planejou e orquestrou um programa estratégico de longo prazo para transformar o país na nação startup que é hoje, com o impressionante índice de um empreendimento iniciante para cada 1,6 mil habitantes. Então, as perguntas recomeçam: quão fundamental é um cluster para uma região inovar? Ele pode estabelecer-se com crescimento natural, e até caótico, ou deve seguir um plano? O papel dos governos é como o do governo russo, que investiu o equivalente a US$ 2,5 bilhões em Skolkovo? E, ainda, a inspiração principal deve ser o Vale do Silício, Israel ou nenhum deles? Há cases extremamente interessantes na Itália, por exemplo. E quais os desafios para o Brasil [cujos clusters são detalhados nas reportagens das páginas 38 e 44]? Por fim, desenvolver (e integrar) um cluster continua a ser obrigatório para inovar, mesmo na era digital, marcada por relacionamentos virtuais? cluster é fundamental Membro do conselho de inovação do presidente norte-americano, Barack Obama, Curtis Carl- shutterstock / Divulgação Mars / Istockphoto 34 edição 105

5 son é definitivo quanto à necessidade do cluster para inovar em escala. Não existe outra opção. É preciso que os empreendedores e inovadores trabalhem juntos em um mesmo lugar, disse o CEO do SRI International, um dos mais importantes centros de inovação do mundo. Falando com exclusividade a HSM Management em sua passagem recente pelo Brasil, ele acrescentou que a quantidade de líderes de governo e comunitários que estão planejando um sistema de inovação é inacreditável. Hoje, toda cidade dos Estados Unidos tem um plano para aumentar a capacidade de inovar. Vale observar que Carlson prefere utilizar a expressão sistema de inovação a cluster e que reconhece o planejamento, validando tanto o modelo californiano como o de Israel. A startup precisa dos cuidados de um bebê Curtis Carlson, SRI International espontâneo ou planejado Sobre o planejamento, as opiniões se dividem no mundo inteiro, e a academia brasileira não é exceção. Renato Garcia, professor do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), acredita que clusters como o Vale do Silício continuam a ser uma das estratégias mais eficientes para impulsionar o empreendedorismo e a inovação em setores de alto impacto. Garcia, que se situa ele mesmo dentro de um cluster inovador, em Campinas (SP), oferece uma explicação: A proximidade geográfica entre as empresas e entre estas e institutos de pesquisa e universidades estimula a colaboração, por meio das interações frequentes e dos contatos pessoais, o que facilita o aprendizado. Já Carlos Arruda, especialista em estratégia e inovação e coordenador, no Brasil, do Global Competitiveness Report, ligado ao Fórum Econômico Mundial, e dos estudos World Competitiveness Yearbook, do IMD, crê que isso não basta; é necessária uma estratégia nacional, de longo prazo, e de implementação sustentável. A formação de redes pressupõe a construção de uma agenda de futuro, justifica. Arruda apresenta como argumento pró-estratégia o cluster canadense MaRS Discovery District, localizado em um quarteirão do centro de Toronto, focado nas áreas de saúde, energia e educação. O MaRS foi constituído como uma organização sem fins lucrativos e elaborou um plano há mais de dez anos, que está sendo consistentemente implementado, sem descontinuidade, conta ele. papel do governo O planejador não precisa ser o governo; pode ser um centro de inovação, uma universidade, um investidor, uma entidade de empreendedores etc. Mas o papel do governo é financiar? Na França, por exemplo, o governo tem financiado os empreendedores bancando até 70% de seu último salário durante dois anos. Para Carlson, não é papel do governo emprestar dinheiro, e sim criar o sistema de inovação, providenciando a reunião dos elementos básicos [veja quadro na próxima página]. E também cabe ao governo educar as pessoas desde crianças sem educação, elas não participarão desse sistema, investir em pesquisa nas universidades e tratar melhor as empresas nascentes. Uma startup exige os cuidados de um bebê; não pode ser tratada da mesma forma que uma empresa adulta, diz Carlson. Para o economista Scott Wallsten, do Technology Policy Institute, especializado em inovação, os governos usam duas estratégias principais para estimular o empreendedorismo: Criação de fundos públicos de venture capital, por meio do subsídio direto para startups. Construção de parques tecnológicos para atrair empresas de alta tecnologia. Curtis Carlson, CEO do SRI, um dos maiores laboratórios de inovação do mundo, sediado no Vale do Silício divulgação edição

6 Wallsten analisou ambas as políticas em várias regiões dos Estados Unidos ao longo dos anos 1980 e 1990 e concluiu que nenhuma dessas estratégias teve significativo sucesso no estímulo ao desenvolvimento tecnológico regional. Um estudo do Banco Mundial recomenda uma parceria entre governo e setor privado em prol da inovação. Segundo ele, o governo deve remover barreiras de entrada e saída das empresas em um cluster, criar instituições de pesquisa e desenvolvimento que abasteçam as necessidades coletivas das empresas do cluster e fornecer, sim, capital, além de mão de obra altamente especializada. Ao setor privado, o estudo atribui funções como identificar novos produtos e segmentos do mercado, desenvolver estratégias que ampliem o alcance do negócio e melhorar as tecnologias e a gestão para alcançar maior produtividade. israel, o mais replicado Ben Lang é um jovem empreendedor israelense. Nem completou 20 anos e já fundou três empresas; ele encarna o espírito startup. De onde vem seu impulso para empreender? Ele o atribui à proximidade com a universidade onde pode cursar programas voltados para o empreendedorismo, à massa crítica de investidores, à grande quantidade de aceleradoras e à intensa programação de eventos sobre o tema. Israel, do tamanho de Sergipe, tem startups em todo o país, mas a maior concentração fica no chamado Silicon Wadi (wadi é vale, em árabe, e silicon, silício, em inglês), faixa de terra entre Tel Aviv e Haifa, à margem do mar Mediterrâneo. Dan Senor e Saul Singer, autores do livro Startup Nation, têm mais uma explicação. Segundo eles, o papel das forças armadas no estímulo ao desenvolvimento de soluções inovadoras e na formação de uma mentalidade de empreendedorismo e liderança nos jovens israelenses é imenso. Após o serviço militar obrigatório três anos para homens e No alto, Pedro Melzer, diretor do e-bricks Early Stage, fundo de venture capital brasileiro com foco em empresas de tecnologia nascentes; ao lado, Renato Garcia, professor da Unicamp Os 6 elementos esses elementos são chave; carlson diz que só 12 clusters são sistemas de inovação nos EUA Para Curtis Carlson, CEO do SRI International, os cinco elementos básicos de qualquer sistema de inovação são: talento empreendedor, pesquisa, universidade, incubadora/aceleradora e venture capital. E a eles se soma um sexto elemento, que é a visão global. Na análise de Carlson, o Brasil está carente de dois desses recursos: o venture capital e a visão global. Dá tempo de o Brasil virar esse jogo empreendedor, mas, de um lado, o governo brasileiro deveria incentivar o venture capital em vez de investir ele mesmo e, de outro, as empresas precisam deixar de focar só o Brasil, por maior que seja o mercado doméstico, e pensar em inovação para o mundo. Falando como investidor, Pedro Melzer concorda que o hábito de lançar produtos globais é chave, e falta ao Brasil. Há dois lados nisso: o produto global dá uma dimensão maior de mercado para a empresa e esse produto terá de concorrer mundialmente também, com produtos de outras empresas, o que o levará a ser melhor. No que se refere a VC, Melzer entende que a participação do governo, seja por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou da agência Finep, em fundos VC muitas vezes engessa a gestão das empresas. Essas instituições exigem participar do comitê de investimento, mas não têm condição técnica para isso, pois os modelos de negócio não óbvios, inovadores, exigem preparo específico. O especialista em estratégia e inovação Carlos Arruda chama a atenção ainda para a fragilidade do elemento universidade, apontando a falta de incentivo para que esta inove. Se um professor desenvolve uma pesquisa que gera uma licença, ele ganha 20% de direitos autorais no Brasil, enquanto em Israel a participação é de 50% e em Oxford pode chegar a 100%. 36 edição 105

7 Bruna Mishihata / Ligia GBrosch dois para mulheres, eles retornam à vida civil com experiência na solução de problemas e capacidade de decisão obtidas nos campos de batalha. Olhando de longe, o brasileiro Daniel Cunha, sócio do fundo de venture capital (VC) Initial Capital, que investe no Brasil e em Israel, lembra que o tamanho pequeno obrigou o Silicon Wadi a ter visão global e diz que o empreendedor do país consegue, como o da Califórnia, não se preocupar em gerar receita rápido e ter como foco fazer um produto sensacional. Seu ecossistema tem liquidez suficiente para apoiar essa estratégia e os respectivos riscos. Ainda que tenha particularidades culturais e políticas, o modelo israelense está servindo de parâmetro para Espanha (e seus empreendedores de em Boulder O investidor Brad Feld criou em Boulder, Colorado, a tese de que há quatro elementos-chave para comunidades de startups de impacto: empreendedores como líderes, visão de longo prazo, inclusão de pessoas diversas e eventos de engajamento biotecnologia), Irlanda e Dubai, entre outros que tentam replicá- -lo. O programa Startup Chile, que desde 2010 oferece capital para inovadores estrangeiros, segue o modelo israelense de estratégia de maneira ousada. O professor da Wharton School Stephen Sammut, também sócio de um fundo de VC, discorda de qualquer tentativa de emular Israel ou o Vale. Ele diz: Os melhores modelos es- tão sempre dentro de casa. Melhor seria, por exemplo, que as empresas de biotecnologia espanholas buscassem inspiração em suas antecessoras que já obtiveram bons resultados. o brasil e o digital O ecossistema de inovação do Brasil é imaturo principalmente na relação empreendedor-investidor, como avalia Pedro Melzer, sócio do fundo VC e-bricks Early Stage: Nos Estados Unidos, os empreendedores já sabem escolher seu investidor; aqui o processo começa distorcido, com um empreendedor despreparado e um investidor não profissional. Alguns especulam que o Brasil amadurecerá em uma nova onda de clusters, os virtuais, que trocarão a proximidade geográfica pela internet. Outros duvidam disso. Cambridge Consultants, na Inglaterra, empresa que planejou o maior cluster europeu A universidade Nos anos 1960, a Cambridge University, na Inglaterra, fundou a empresa Cambridge Consultants para colocar os cérebros da universidade à disposição da indústria ; em 1970, estabeleceuse o Cambridge Science Park e, hoje, Cambridge é o maior cluster de inovação da Europa. Há 1,5 mil empresas sediadas no cluster, empregando 54 mil pessoas e com receita anual de 12 bilhões, mas a Cambridge University continua fundamental: é o maior provedor de tecnologia, fonte de conhecimentos e qualificadora de mão de obra da região, com seus professores, ex-alunos e ideias movimentando as principais empresas do cluster. A universidade também atua por meio da Cambridge Enterprise, que presta consultoria aos empreendedores, além de licenciar e patentear suas invenções e descobertas. A Cambridge University é um dos seis elementos-chave do cluster típico, segundo Curtis Carlson, e, qualquer que seja o modelo, ele sempre tem universidade, seja em Pequim (China), em Bangalore (Índia), em Adelaide (Austrália) ou em Nova York (EUA). Esta, por exemplo, tem quatro: Columbia, Princeton, Yale e Cornell. Tratase de um ponto onde um cluster pode facilmente tropeçar. edição

8 A reportagem é de Sandra Regina da Silva, colaboradora de HSM Management. 38 edição 105

9 Qual é o mapa da mina brasileiro? Das cerca de 90 iniciativas existentes, em torno de 12 são realmente dedicadas à inovação. Mas o ecossistema dos clusters do País cresce, diversifica a atuação em relação a TI e aprende a lidar com as próprias características NIK NEVES O O Brasil tem muitos problemas para resolver, logo o Brasil é um mercado comprador para clusters de inovação. Essa é uma lógica tão irrefutável quanto penso, logo existo, uma vez que, onde há um problema para resolver, há uma oportunidade para empreender e inovar. A pergunta é: em que medida a oferta está à altura da demanda? A oferta não para de crescer e hoje já há cerca de 90 parques tecnológicos, ou clusters, no Brasil, como informa o site da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores, a Anprotec, um número significativo. Em um cluster típico, as empresas juntam-se para enfrentar e resolver problemas, por meio de pesquisa e desenvolvimento, e de inovação, confirma Sérgio Rezende, um dos maiores especialistas no assunto, ex-ministro da 98% de inovação Segundo pesquisa realizada em 2011, a inovação está presente na esmagadora maioria das empresas que têm sido incubadas Ciência, Tecnologia e Inovação ( ), que também comandou a agência Finep, uma das principais financiadoras de pesquisa e inovação do Brasil. No entanto, só uma dúzia de clusters brasileiros faz jus a esse nome, na opinião de Rezende. Entre nossos parques tecnológicos, poucos são clusters inovadores de fato; a maioria é ocupada por empresas fabricantes de tecnologia avançada, mas que não inovam, ao menos não como acontece lá fora. Con- edição

10 Start-up Brasil, estratégia à la Israel? MERCADO SAÚDA INICIATIVA, MAS TEM SUGESTÕES A FAZER Oswaldo Fernandes e, na página ao lado, Rosana Jamal, do cluster de Campinas; ele lidera a aceleradora Baita e ela preside o Unicamp Ventures forme o ex-ministro, tudo o que envolve parques tecnológicos e pesquisa e desenvolvimento no Brasil é muito novo. Por essa razão, clusters que fazem inovação e clusters que fabricam tecnologia recebem igual classificação de parque tecnológico. Essa visão de Rezende não é unânime, no entanto; embora muitos empreendedores inovadores a tenham corroborado a HSM Management, em conversas informais, a Anprotec discorda dela. Entre os clusters realmente inovadores de fato, eles são competitivos em inovação? Em uma análise rigorosa, sim e não. O otimismo se relaciona, por exemplo, com a atuação de incubadoras e aceleradoras. Um es tu do de 2012 com 384 dessas entidades conta que 2,5 mil empreendimentos de base tecnológica que foram incubados (já graduados) geram faturamento anual de R$ 4,1 bilhões e 29,2 mil empregos do tipo que paga mais e exige maior qualificação profissional. Melhor ainda, a inovação está presente em 98% das empresas incubadas e só 28% se limitam ao mercado regional; 55% têm alcance nacional, e 15%, foco mundial, segundo o estudo, que foi realizado pela Anprotec e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Mais uma razão de otimismo, conforme Rezende, é que a história dos clusters de inovação está apenas começando no Brasil, quando em muitos países é antiga. Nosso ecossistema de inovação deu um salto nos últimos dez anos, em recursos e capacidades, graças principalmente à Lei de Informática de 2004, e também à Lei de Inovação, de A previsão é de que o empreendedorismo inovador será estimulado pelo programa Start- Up Brasil, lançado em Pode-se dizer, então, que o Brasil formula uma estratégia nacional? Vejamos o Start-Up Brasil, que se baseia em três pilares: capital (R$ 40 milhões previstos, até R$ 200 mil por startup contanto que uma das 12 aceleradoras selecionadas também invista), conhecimento (reserva vagas para startups estrangeiras e intermedeia a relação com aceleradoras) e foco (software), além de ter princípios como descentralização regional e criação de empregos. Os resultados da primeira fase do Start- Up Brasil são bons, segundo Virgílio Almeida, secretário de política de informática: das 150 startups previstas, 100 já estão desenvolvendo projetos são de 15 estados do Brasil e de 10 países estrangeiros. Além disso, 73% das startups já tinham produtos funcionais em abril (ante 41% no início da aceleração) e 53% estão faturando. Elas geraram empregos, porque as equipes cresceram 33%, e a inovação está ocorrendo, porque vieram nove prêmios de inovação. Empreendedores e investidores viram na iniciativa competência e energia raras, aplaudindo a definição de metas e a liberdade de escolher a aceleradora. Preocupou-os a incerteza sobre a continuidade, fundamental a uma estratégia desse tipo, mas o segundo edital acaba de ser anunciado, para 100 empresas, e expandido (agora inclui hardware, por exemplo). O Brasil tem estratégias nacionais de inovação, mas, para alguns, precisaria ter uma estratégia maior que envolvesse a educação universidades de viam ensinar a empreender e inovar mais. DIVULGAÇÃO 40 edição 105

11 Pesquisadores, só os temos de 1970 para cá, e foram eles, professores de universidades federais, que deram início a muitos clusters. O primeiro fundo de venture capital (VC), crucial, surgiu em Uma empresa só pode receber dinheiro público desde 2005, quando foi regulamentada a Lei da Inovação. Entre os aspectos negativos, o primeiro é a pouca sinergia entre os clusters brasileiros. Também se lamenta que, na maioria dos casos, sejam entidades públicas a organizá-los; a iniciativa privada ainda tem atuação discreta. Outro problema está na baixa interação das empresas vista dentro do cluster; em muitos casos, não se estabeleceu a rede. CONCENTRAÇÃO NO SUL E SUDESTE Entre os clusters mais inovadores do Brasil, na visão de Rezende, destacam-se os do Centro-Sul do País. Os de São José dos Campos e São Carlos, em São Paulo, e o de Santa Rita do Sapucaí, em Minas Gerais, são extremamente dinâmicos, por exemplo. Uma exceção à regra, no Nordeste, é o cluster de Campina Grande, na Paraíba, que remonta à década de Empresas de base tecnológica foram sendo criadas por professores da faculdade de engenharia da Universidade Federal da Paraíba, por conta das inovações que tinham feito, e houve o impulso de um diretor progressista, Linaldo Cavalcante, relata Rezende, em uma história que lembra a de outro dos clusters mais fortes do País, o do Recife, escolhido como estudo de caso deste Dossiê. Um terceiro cluster promissor do Nordeste é o Parque Tecnológico da Bahia, em Salvador, implantado em 2012 pelo governo estadual, que ainda não tem densidade de cluster, mas vem evoluindo, perto de centros de pesquisa e universidades. Os segmentos preferidos dos clusters brasileiros são tecnologia da informação e da comunicação, energia e tecnologia limpa, economia criativa e ciências da vida. Entre os clusters não inovadores, Rezende aponta o da Ilha do Fundão. Quando digoque se faz pouca inovação na Ilha do Fundão,, penso principalmente nas empresas privadas que integram o cluster e, principalmente, nas novas empresas da área de petróleo estrangeiras que estão indo para lá, as quais são mais fabricantes do que propriamente inovadoras. Rezende observa, porém, que a Coppe [escola de engenharia ligada à Universidade Federal do Rio de Janeiro] e o Cenpes [centro de pesquisa da Petrobras] são duas entidades públicas importantes muito importantes, que estão fomentando a criação de startups e atraindo novos centros de P&D de outras empresas. A seguir, HSM Management mapeia os diferenciais de quatro, mais privados: Certi, Florianópolis (SC). O desenvolvimento de empresas inovadoras na capital catarinense foi iniciado em 1984, com a criação da Fundação Certi pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Até hoje, esse é um dos casos mais admirados no Brasil e, se começou com o empurrão do poder público, ganhou relativa independência. A fundação teve origem na prática de pesquisa e desenvolvimento da UFSC, em atividades de seu laboratório do Departamento de Engenharia Mecânica, e, em dois anos, montou a incubadora Celta, que formou mais de cem empresas, muitas de hardware. O cluster se concentrou por quase dez anos em um prédio alugado perto da universidade, até que estruturou suas 75 empresas (70, ex-startups locais) no ParqTec Alfa, com 13 prédios. José Eduardo Fiates, que foi superintendente da Fundação Certi por nove anos, conta que o Celta continua incubando empresas 40, atualmente e que estas têm exemplos inspiradores para seguir, como a Softplan, de sistemas integrados de gestão, que em 2013 faturou em torno de R$ 200 milhões e agora ocupa dois prédios do ParqTec Alfa. edição

12 Ecossistema empreendedor de Campinas (SP). O cluster ligado às universidades Unicamp e PUC, que remonta a 1991, é conhecido. Há o pólo de alta tecnologia da Ciatec, o parque científico da Unicamp, mais de 220 empresas com 10 mil colaboradores. A agência Inova, criada pela Unicamp em 2003, já é líder de patentes entre as universidades brasileiras. Mas poucos conhecem os elos menores do ecossistema, que formam o círculo virtuoso de inovação. Por exemplo, o ecossistema campineiro conta com uma gama de incubadoras e aceleradoras, que apoiam startups com capital e conhecimento. Uma das mais novas é a aceleradora Baita, que já está entre as 12 certificadas do programa Start-Up Brasil; foi constituída formalmente este ano dentro do campus da Unicamp. A localização é chave, porque nenhuma aceleradora faz o ecossistema prosperar se não houver interação entre todos os atores, diz seu sócio Oswaldo Fernandes. Entre os elos menos óbvios está o Unicamp Ventures, rede de 255 empresas criadas por ex-alunos dentro da Unicamp, donas de um faturamento anual superior a R$ 1 bilhão e empregadoras de mais de 10 mil pessoas. Essas empresas se uniram há oito anos, com apoio da Agência Inova, para retribuir a ajuda que tiveram, impulsionando o ecossistema Sérgio Rezende, professor titular da Universidade Federal de Pernambuco e um dos mais atuantes ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil recente ( ) local para criar e fomentar mais empresas, explica Rosana Jamal, presidente do Unicamp Ventures e também sócia da Baita. Por sua vez, o Unicamp Ventures tem subprodutos, que são outros elos do ecossistema. Um é o Inova Ventures Participações, criado há três anos, que reúne 48 empreendedores que se tornam investidores das startups já são quatro as empresas beneficiadas por isso. Ou como o Conselho de Startups, que Um cluster virtual, feminino oferece mentoria a 22 empresas locais. Ou ainda como o Desafio Unicamp, programa que apresenta patentes a estudantes para que explorem as possibilidades de negócio. A Liga Empreendedora, criada pelos estudantes, é mais um ator não óbvio do cluster. Ela veio estimular o empreendedorismo entre os alunos de graduação, que, assim, saem da universidade prontos para tomar a iniciativa muitos dos formados, em vez de procurar emprego, montam empresa. A RME CONTA COM 13 MIL EMPREENDEDORAS ATIVAS Para Gustavo Caetano, o empreendedor da Samba Tech e do San Pedro Valley que também preside a Associação Brasileira de Startups, a internet está liberando as empresas de estarem no mesmo lugar para interagir e inovar, o que pode fazer com que o cluster geográfico deixe, com o tempo, de ser um requisito de competitividade. Será? Vale a pena acompanhar a experiência de um cluster virtual brasileiro, que é a Rede Mulher Empreendedora (RME), que reúne 116 mil membros, se consideradas todas as seguidoras de Facebook, e 13 mil como um grupo fechado e ativo, que frequenta encontros presenciais regulares. Nossos objetivos são muito parecidos com os de um cluster físico tradicional, confirma Ana Lúcia Fontes, fundadora da RME, ex-executiva e empreendedora. Mulheres com alto potencial empreendedor integram a rede, porque costumam ter experiência corporativa e mostram-se motivadas a ter uma atividade profissional que as realize e proporcione flexibilidade de tempo. A RME facilita as conexões entre elas que, em regra, fazem menos networking do que os homens e lhes oferece conhecimento empreendedor e serviços de apoio. Esse conhecimento ultrapassa os elementos-chave da cartilha empreendedora. Por exemplo, um erro a corrigir é muitas não estudarem o mercado, preferindo empreender em sua zona de conforto, focando beleza, vestuário ou a área de atuação anterior,, explica Fontes. Outro desafio é que elas querem gerar impacto social no negócio, o que requer know-how à parte. DIVULGAÇÃO; RÔ REITZ 42 edição 105

13 s Os elementos e a reputação A VIRADA PASSA PELO CAPITAL E PELO RISCO Entre os seis elementos-chave de um sistema de inovação [veja quadro na página 36], empreendedores e investidores reconhecem nossa vulnerabilidade em três: venture capital (VC), visão global e universidade. Mas, para virar o jogo, acham que o VC é o primeiro ponto a atacar, e é preciso reduzir sua percepção de risco, que o faz instável e focado no curto prazo. A reputação de não inovar do Brasil contribui para essa percepção e tem origem na principal métrica internacional da inovação: a patente. Em 2012, o Brasil tinha patentes válidas, ante 2,2 milhões dos Estados Unidos, e, segundo a Organização Mundial de Propriedade Intelectual, registrou 365 patentes internacionalmente, enquanto os EUA encaminharam No Brasil, patente não serve de indicador, porque a maior parte de nossa inovação é de software, tratado pela lei como direito autoral não patenteável e fácil de emular sem plagiar, o que desencoraja o esforço do registro, como explica o advogado Luís Felipe Luz. Mesmo quando a patente faz sentido, muitos não a perseguem, ou por não poderem esperar para lançar o produto e faturar a concessão demora (até 14 anos), ou pelo receio de abrir informações. Falta educar o mercado nas métricas de inovação usadas aqui, como taxa de crescimento de venda de produtos inovadores, números de P&D e expansão internacional. A percepção de risco é acentuada pelo fato de o Brasil responsabilizar legalmente o investidor por dívidas trabalhistas, tributárias e consumeristas de uma empresa, o que ameaça até seu patrimônio pessoal. Isso desequilibra, de saída, a relação risco-recompensa na decisão de investir no Brasil e, ao mínimo recuo da recompensa potencial, o investidor se vai. Em 2013, os fundos VC somaram US$ 2,3 bilhões aqui, quase um quarto do valor de Menor o VC, menor o grau de inovação de ruptura, mais produtos B2B e menor a visibilidade. Gustavo Caetano, fundador e CEO da Samba Tech e porta-voz informal do cluster San Pedro Valley O cluster de Campinas tem até elos externos e complementares, como a Associação Campinas Startup (ACS), com 30 a 40 startups que participam das atividades de coworking. Tecnopuc, Porto Alegre (RS). Universidade privada, a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) inaugurou o Tecnopuc em 2003 como um habitat de inovação, onde tudo acontece. Em volta do parque temos todo um ecossistema para fomento do empreendedorismo inovador, diz Rafael Prikladnicki, diretor do parque. Ao todo, são cerca de 120 empresas e a incubadora sozinha abriga hoje 26. O Tecnopuc e a incubadora também fazem parte de um ecossistema, a rede de inovação Inovapucrs, que inclui a Agência de Gestão e Empreendimentos e seu respectivo Programa de Aceleração de Empreendimentos, que, de acordo com Prikladnicki, identifica empresas com potencial de acesso a venture capital e busca alavancar o negócio, com consultoria (de mercado e de gestão), entre outros serviços de apoio. O Tecnopuc mantém acordo com a prefeitura para projetos específicos e atua em sinergia com os outros três parques da Grande Porto Alegre. San Pedro Valley, Belo Horizonte (MG). Três anos atrás, um cluster surgiu espontaneamente em BH, no bairro de São Pedro. Suas raízes remontam a 2005, quando o Google comprou a Akwan, startup fundada por professores da Universidade Federal de Minas Gerais para desenvolver sistemas de busca, e a transformou em seu centro de inovação na América Latina. Várias startups inovadoras foram atraídas por isso, até ultrapassando as fronteiras do bairro, e os empreendedores resolveram organizar-se informalmente, como explica um de seus idealizadores, o empreendedor Gustavo Caetano. edição

14 José Eduardo Fiates, diretor do Sapiens Parque, novo cluster de Florianópolis Fundador e CEO da inovadora Samba Tech, que trabalha com soluções de vídeo online corporativas há sete anos e expandiu-se na América Latina há dois, Caetano conta que o que eles criaram foi uma cultura de ajuda mútua. Vimos que era melhor nos unirmos, para promover a região e atrair investidores e talentos para trabalhar nas startups, do que tentar fazer isso individualmente, diz ele. Deu certo, e tão rapidamente que, no ano passado, a revista The Economist publicou uma matéria sobre a efervescência local e o governo mineiro criou o programa de aceleração Startups and Entrepreneurship Ecosystem Development (Seed). O Seed beneficia 40 startups por ano, com capital semente entre R$ 68 mil e R$ 80 mil e seis meses de capacitação e apoio. Hoje, o San Pedro Valley tem cerca de 150 startups, de acordo com Caetano, de setores como educação, saúde, TI/telecom (principalmente com foco em mobile) e mídia/entretenimento. E os empreendedores pouca sinergia Infelizmente há pouca sinergia entre os vários clusters do Brasil, diferentemente do que se vê em outros países estrangeiros, atraídos propositalmente pelo Seed, estão chegando. FUTURO Há duas boas notícias à vista. A primeira é que clusters que planejam ser inovadores estão em expansão no Brasil. Exemplo disso é o Sapiens Parque, em implantação, que é o segundo de Florianópolis, patrocinado pelo governo estadual, mas gerido pela Fundação Certi. Em 2020, queremos ter gerado 30 mil postos de trabalho, diz José Eduardo Fiates. A segunda diz respeito ao fato de que, por faltar capital de risco, há mais espaço para que as empresas estabelecidas se tornem parceiras de inovação das startups do Brasil; o Sapiens Parque, por exemplo, já atraiu a Petrobras. A esperança também é de que parques não tão inovadores hoje, ao menos no critério do ex-ministro Sérgio Rezende e de quem pensa como ele, venham a sê-lo em breve. Vários profissionais ligados a área realmente não enxergam uma substancial inovação do zero nos centros de P&D de filiais de multinacionais no Brasil; embora não critiquem isso em si, creem ocorrer mais adaptações aos clientes de tecnologias vindas de fora do que inovação de fato. O parque da Ilha do Fundão, ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro, com centros de pesquisa de 12 grandes empresas, seria um desses casos, mas seus administradores rejeitam a ideia com veemência. Em um comunicado a HSM Management, o parque declara não possuir nenhuma empresa cujo objetivo seja atuar como mero fabricante em suas instalações. Temos centros de pesquisa de 12 grandes empresas, sete laboratórios e centros de pesquisa, sete pequenas e médias empresas, além de 26 startups, localizadas na Incubadora Coppe/UFRJ, informa seu departamento de comunicação, acrescentando que o parque da Ilha do Fundão foi escolhido pela Anprotec como o Melhor Parque Tecnológico do Brasil de 2013, pela integração que promove entre empresa, pesquisa e inovação. O cluster carioca ainda informa que vive agora uma nova e promissora etapa, depois de ficar muito tempo associado ao setor de óleo e gás, com a chegada de empresas de outros setores. Em 2015, empresas como Ambev e L Oreal iniciam as atividades de seus centros de pesquisa aqui. 44 edição 105

15 Cada vez mais governos querem ter empreendimentos de alto impacto, por serem os geradores dos melhores empregos, e escolhem um de dois caminhos: o cluster local, ao modo do Vale do Silício, ou a estratégia nacional, como Israel. Esta reportagem reúne as boas práticas internacionais A reportagem é de Adriana Salles Gomes, editora-chefe de HSM Management, que visitou Recife a convite do C.E.S.A.R. 44 edição 105

16 O Recife Antigo e os empreendedores do mangue Um dos clusters mais inovadores, dinâmicos e independentes do País fica, surpreendentemente, fora do eixo Rio-São Paulo; o destaque é atribuído a sua cultura e a um conjunto de princípios revelados nesta reportagem NIK NEVES O monitor de irrigação no laboratório do centro de inovação C.E.S.A.R é pouco sexy; não é fácil imaginar que ele possa provocar uma ruptura tal no agronegócio brasileiro a ponto de aumentar em até quatro vezes a produtividade das plantações. Os sistemas de irrigação das fazendas são caros: só uma dessas estruturas exibidas na foto à direita, chamada de pivô, custa R$ 500 mil, e são necessárias várias delas por plantação. Ainda há o investimento em açude, casa de bomba, transmissão eletrônica etc. Para serem funcionais, esses sistemas precisam de pivozeiros, rapazes que percorrem a plantação uma vez por dia, de moto, e vão anotando dados registrados sobre nível de chuva e condição do solo para regular a irrigação, para que um agrônomo possa conferi-los a cada mês. O monitor do C.E.S.A.R, lançado no final de 2013, vem substituir o pivozeiro e aumentar tanto a confiabilidade das informações como a frequência com que estas são entregues ao agrônomo, com grande benefício potencial ao cultivo. Pode não ser uma inovação que cause tanto burburinho quanto um tablet da Apple, mas resolve, para determinado segmento de empresas, uma séria ineficiência e ainda supera o custo Brasil ao usar bateria para evitar as falhas de fornecimento de energia elétrica. Essa inovação, comercializada como um serviço mensal, à moda de uma TV por assinatura, constitui a síntese perfeita do espírito inovador que predomina no cluster da ilha do Recife Antigo: voltada a empresas, para resolver ineficiências. CULTURA DO MANGUE O Recife Antigo é formado pelo C.E.S.A.R e pelo parque tecnológico Porto Digital, mas, Monitor do C.E.S.A.R é inovação que resolve ineficiência do agronegócio em seu sistema de irrigação DIVULGAÇÃO: VICTOR NOGALES edição

17 antes de tudo, é feito de hackers, como se costuma brincar localmente. Dos seis elementos desse cluster [veja quadro na página 36], C.E.S.A.R e Porto Digital materializam quatro: instituto de pesquisa, incubadoras/aceleradoras, empreendedores e visão global. E outros diferenciais são estabelecidos por eles: Uma cultura única. Influenciada pelo movimento Mangue Beat [veja quadro na página 49], a cultura do cluster do Recife mostra ser tão forte quanto a do Vale do Silício, o que aproxima os dois modelos. Até as diferenças culturais contêm semelhanças: enquanto o cluster de San Francisco foi iniciativa de alunos da universidade (Stanford), o do Recife partiu de professores (Universidade Federal de Pernambuco); se o vale é marcado por construções contemporâneas, a ilha preserva prédios antigos; se o vale dá destaque ao empreendedor-usuário, que cria o que gostaria de consumir, a ilha potencializa o empreendedor-cidadão, que quer ver seu país funcionar melhor. Estudo antes de qualquer coisa. Os negócios no Recife Antigo sempre começam com estudos do usuário, do mercado, da tecnologia. Faz-se um paper antes de se propor qualquer Abaixo, Sérgio Cavalcante, superintendente do C.E.S.A.R; ao lado, ambiente de trabalho de um dos prédios do centro de inovação, que tem um dragão na entrada se o visitante se aproxima, ele, graças à tecnologia, ruge e solta fumaça medo de virar suco O empreendedor que começa a ter um pouco de sucesso e para de correr riscos (e de estudar) para inovar e crescer é rejeitado na ilha como um indivíduo que vira suco coisa, como explica Eduardo Peixoto, executivo-chefe de negócios do C.E.S.A.R. A rede está viva. Uma pesquisa do Porto Digital mostra que dois terços das companhias locais têm parceria com uma vizinha. Exemplo disso é o sistema Anjo da Rua, que identifica eventos de risco nos ambientes urbanos e dá o alarme quando detecta som de tiros ou acidentes de carros. Ele foi desenvolvido pela Serttel com base na expertise da D Accord, ambas embarcadas no Porto Digital. Os empreendedores não se apegam a um ne- gócio apenas. Vários deles atuam em mais de um negócio ao mesmo tempo ou pulam de uma organização para outra, como aconteceu com Guilherme Cavalcanti, que atuou na Silicon Reef, no C.E.S.A.R, na Pitang, na Joy Street e no fundo de venture capital Fundotec II, e agora preside a Agência Recife para Inovação e Estratégia. Mais e melhores notas fiscais. A preocupação com o registro de patentes já foi abandonada por muitos, trocada pela métrica do dinheiro novo. A seguir, HSM Management apresenta os principais atores do cluster. O C.E.S.A.R Se as fachadas antigas dos três prédios desse instituto de inovação na ilha fossem congeladas em uma foto, o leitor diria que ali impera a calmaria, mas nada poderia ser menos verdade. DIVULGAÇÃO 46 edição 105

18 O C.E.S.A.R é uma escola, nossa equipe aprende h.d.mabuse, consultor de design do C.E.S.A.R Os colaboradores desse centro tocam em paralelo 64 projetos por ano, com 19 gerentes, e tendo de adaptar seus processos constantemente aos clientes. Tudo isso em apenas uma das três divisões do C.E.S.A.R, a de engenharia. As outras duas, de empreendedorismo e educação, são igualmente movimentadas. Sérgio Cavalcante, superintendente do C.E.S.A.R, coordena os 800 colaboradores com a filosofia de gestão caórdica, criada pelo CEO da Visa International, Dee Hock. Ele confere autonomia a todos, mas desde que sigam as regras. Horários não são sagrados e há muita diversão. Para h.d.mabuse, que chefia a área de design da instituição, o fato de o C.E.S.A.R não ter acionistas contribui bastante para a alegria responsável. Todos se sentem donos. Organização privada sem fins lucrativos, o C.E.S.A.R tem lucro foi de R$ 4 milhões em 2013 (em um faturamento de R$ 70 milhões), só não o distribui; é tudo reinvestido. Boa parte dos empreendedores do Porto Digital surgiu desses reinvestimentos, inclusive, por meio da incubadora do C.E.S.A.R. Sob um conselho consultivo (que inclui representantes de clientes), a instituição se organiza em dez áreas, além das divisões em outros estados. Há as de apoio, como capital humano e comunicação institucional, e as que geram inovação, como as três a seguir. C.E.S.A.R Engenharia. O foco dessa área é em P&D e serviços de consultoria para outras organizações, sendo procurada por estas ou procurando-as com propostas. Recentemente, desenvolveu a primeira inovação para si mesma, o monitor de irrigação, em busca de aumentar o lucro e poder, em médio prazo, financiar inovações mais ambiciosas. Para não pôr em risco o foco em inovação, o C.E.S.A.R separou a Pitang, sua fábrica de software, do restante. Era tentador ficar ganhando dinheiro com a fábrica e deixar de arriscar e inovar, mas não é o que queremos, explica Cavalcante. O que empurra a inovação é a área de novos negócios, bem ativa, a cargo de Eduardo Peixoto, com profissionais em perfil T (generalistas e especialistas) e a proposta de também dar consultoria de negócios. O núcleo de design de edição

19 Eiran Simis, gerente de empreendedorismo do C.E.S.A.R e empreendedor ele criou uma espécie de Airbnb para eventos corporativos, o EventPlatz h.d.mabuse é igualmente importante, empoderado especialmente de 2004 para cá, depois que executou um complexo projeto de acessibilidade de documentos (14 mil) para o Banco Central de forma criativa e inclusiva com uma equipe com cinco estagiários da comunidade do Pilar, uma favela local. Hoje trabalham na instituição 54 designers de diversas formações. Mas o C.E.S.A.R, como outros institutos de inovação, ainda conta principalmente com projetos incentivados pela Lei de Informática, responsáveis por 70% de seu faturamento total. Até há projetos privados, como um da TV conectada para a Rede Globo, mas poucos, explica Karla Godoy, executiva responsável pelo departamento administrativo-financeiro. Muitas empresas brasileiras já se beneficiaram da criatividade do C.E.S.A.R. O tablet inserido em refrigeradores Brastemp para controlar o que há para comer saiu daqui; o medidor inteligente do smart grid das empresas da Associação Brasileira da Indústria Eletroeletrônica, que mudará o setor de energia elétrica, está sendo desenvolvido aqui; o replanejamento do grupo Sonae Sierra Brasil para um cenário de varejo bem diferente em dez anos é feito com consultoria daqui. cartão de visita Para Américo Amorim, da D Accord, o cluster funciona como se fosse seu cartão de visita, para que as pessoas tenham noção de sua competência técnica A revolução que inovações do C.E.S.A.R provocam em empresas de menor porte, como a fabricante de no-breaks NHS Nilko, então, é enorme: ela, que oferece 64 tipos de gabinete customizados, conseguiu reduzir o tempo de montagem de cada um de dois dias para 15 minutos. Também há muitos projetos secretos no C.E.S.A.R, instalados em salas de acesso controlado cujas paredes de vidro são forradas por papel especula- -se até sobre clientes do Vale do Silício. C.E.S.A.R Educação. Empresas como Samsung e HP já compram cursos customizados do C.E.S.A.R, pessoas físicas já fazem seu programa de residência em software. Mas a instituição prepara voos maiores. Não à toa, gastou R$ 3 milhões em fevereiro último na aquisição de um enorme edifício que abrigará sua área de educação e elevará o investimento total a R$ 9 milhões, somado o custo da reforma. Ali deve criar mais cursos de extensão e especialização, além de uma faculdade voltada para empreendedorismo e inovação. C.E.S.A.R Empreendedorismo. No histórico de incubação desse instituto há muitas empresas bem-sucedidas, mas até a área de empreendedorismo está sendo transformada. Se seu ambiente Garage investia em cerca de três empresas por vez, R$ 200 mil em cada uma, agora apostará em muitas mais, destinando-lhes valor menor individualmente. A ideia é que, assim, os pequenos sucessos viabilizem os pequenos fracassos, necessários ao aprendizado, explica o gerente de empreendedorismo Eiran Simis. O C.E.S.A.R montou, segundo Simis, uma incubaceleradora, incubadora de startups que as acelera, com o capital também de parceiros. O plano é investir em 30 a 40 empresas por ano, começando com um ciclo de quatro meses e dando R$ 40 mil para cada uma. O investimento pode continuar por anos. O processo é de menos conversa e mais ação, sem isolar o empreendedor do problema, distingue-o Simis. As etapas são as seguintes: sempre com orientação de mentores, os empreendedores chegam com a ideia, criam um modelo de negócio para ela, vão entender com os clientes potenciais como podem resolver o problema deles, fazem um protótipo com uma visão da solução, geram um produto minimamente viável (MVP, em inglês) e voltam aos clientes para testá-lo, em preço e em usabilidade. DIVULGAÇÃO 48 edição 105

20 Caranguejos inovadores O MOVIMENTO MANGUE BEAT, NOS ANOS 1990, SERVIU DE CATALISADOR DE UMA CULTURA QUE BUSCA SER TÃO ÚNICA QUANTO A DO VALE DO SILÍCIO A origem do cluster do Recife Antigo costuma ser associada à capacidade de mobilizar pessoas de Silvio Meira, professor e pesquisador de engenharia de software da Universidade Federal de Pernambuco, que fundou o C.E.S.A.R e o Porto Digital. Ele, que é colunista de HSM Management, teria feito a jornada do herói, inspirado por ter nascido a 120 quilômetros de onde seria criado o pioneiro cluster de Campina Grande (PB); por formar-se no Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), no cluster de São José dos Campos (SP); por conhecer a experiência inglesa na área ao estudar lá; pelo fato de a Procenge, empresa de informática, existir no Recife desde Meira enxerga a raiz do cluster em um movimento coletivo: o Mangue Beat, liderado pelos músicos Chico Science e Fred Zero nos anos Com a imagem da antena parabólica enfiada na lama, o movimento buscava, cultural e metaforicamente, reenergizar e fertilizar o mangue, revertendo a depressão crônica que paralisava os cidadãos, como sugeria seu manifesto. De repente, surgiu uma cena musical com mais de cem bandas, vieram programas de rádio, desfiles de moda, videoclipes, filmes, tudo virando a cultura pernambucana de cabeça para baixo, relembra Meira. E, em 1994, quando os professores da Universidade Federal de Pernambuco debatiam como romper o isolamento da academia, veio o álbum Da Lama ao Caos, de Chico Science & Nação Zumbi, que levou milhares de jovens a aprender maracatu e tambor, misturando-os com guitarras pesadas e som psicodélico. Foi a fagulha de que Meira precisava. Em 1995, ele tomava posse como professor titular trocando a tradicional música de câmara da cerimônia por Da Lama ao Caos. A universidade ficou horrorizada, mas a mensagem era simples: se a meninada estava fazendo aquela revolução na música, com tremendo impacto no pensamento e na atitude coletivos, por que a academia não podia fazer algo similar em relação a educação e tecnologia? Era preciso aumentar o parque industrial local, devia-se conter a evasão de cérebros. Com a adesão de vários professores, o centro de inovação C.E.S.A.R nasceu em 1996, como parte do departamento de informática, e o parque tecnológico Porto Digital foi criado em Com seu surgimento, ambos revitalizaram a então decadente ilha do Recife Antigo, com a reforma de seus edifícios antigos. O C.E.S.A.R repatriou, inclusive, um dos protagonistas do Mangue Beat, herr doktor (h.d.) mabuse, que tinha se refugiado em São Paulo depois da morte do amigo Chico Science em um trágico acidente de carro. E ele se tornou o chefe de design da instituição. Sem o Mangue Beat, tudo isso não existiria, diz Meira, que se tornou também empreendedor, investidor e porta-voz da rede. O movimento proporcionou ao cluster do Recife, além da fagulha inicial, sua cultura, tão forte quanto a cultura do Vale do Silício californiano. Traços como rebeldia, irreverência e cosmopolitismo, próprios dos empreendedores locais, podem ser vistos, por exemplo, em mabuse, que se autobatizou como o personagem de um filme policial de 1922 dirigido por Fritz Lang. A responsável pelo RH do C.E.S.A.R está tão aculturada que já desconfia dos candidatos certinhos. A pintura na entrada de um dos prédios do centro, de um dragão que solta fumaça e ruge para o visitante com ajuda da tecnologia, e um varal de ideias penduradas são alguns sinais exteriores da energia do cluster, que pode ser vista em seus caranguejos todos os dias exceto, talvez, no Carnaval. edição

No ritmo da criação OPORTUNIDADE

No ritmo da criação OPORTUNIDADE Shutterstock POR BRUNO MORESCHI No ritmo da criação Nosso país ainda caminha a passos lentos quando o assunto é economia criativa. Mas as incubadoras podem ajudar a recuperar o tempo perdido Da música

Leia mais

Pé na tábua. De olho em empreendimentos com potencial de crescimento rápido e ideias inovadoras, aceleradoras ganham espaço no cenário nacional

Pé na tábua. De olho em empreendimentos com potencial de crescimento rápido e ideias inovadoras, aceleradoras ganham espaço no cenário nacional Shutterstock Pé na tábua De olho em empreendimentos com potencial de crescimento rápido e ideias inovadoras, aceleradoras ganham espaço no cenário nacional POR CAMILA AUGUSTO Já existem dezenas delas nos

Leia mais

Ancorados na cooperação

Ancorados na cooperação Shutterstock Ancorados na cooperação Micro, pequenas e médias empresas, instituições de ensino e parques tecnológicos trabalham em conjunto para gerar inovação e desenvolvimento POR LUIZA CARREIRÃO O planejamento

Leia mais

MACRO-OBJETIVOS DO PROGRAMA MACRO-METAS DO PROGRAMA LINHA DO TEMPO

MACRO-OBJETIVOS DO PROGRAMA MACRO-METAS DO PROGRAMA LINHA DO TEMPO MACRO-OBJETIVOS DO PROGRAMA 1- FORTALECER O SETOR DE SOFTWARE E SERVIÇOS DE TI, NA CONCEPÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE TECNOLOGIAS AVANÇADAS; 2- CRIAR EMPREGOS QUALIFICADOS NO PAÍS; 3- CRIAR E FORTALECER EMPRESAS

Leia mais

Start Up. Relatório: Startups

Start Up. Relatório: Startups Start Up Introdução O conceito de inovação é amplamente utilizado no setor de tecnologia para aperfeiçoar a gestão de negócios, gerar maior rentabilidade em projetos e dinamizar os recursos existentes

Leia mais

Mão-de-obra qualificada, flexibilidade

Mão-de-obra qualificada, flexibilidade > TECNOLOGIA INFORMÁTICA Negócio oportuno Empresas criam centros no Brasil para desenvolver softwares e aplicativos destinados ao mercado mundial DINORAH ERENO ILUSTRAÇÕES BUENO Mão-de-obra qualificada,

Leia mais

Programa Inovar Seed Forum e Forum de Anjos como Politica Pública de Promoção do Empreendedorismo Inovador

Programa Inovar Seed Forum e Forum de Anjos como Politica Pública de Promoção do Empreendedorismo Inovador Programa Inovar Seed Forum e Forum de Anjos como Politica Pública de Promoção do Empreendedorismo Inovador Rochester Gomes da Costa Chefe do Departamento de Empreendedorismo Inovador Area de Investimentos

Leia mais

5 Case Stara. Cristiano Buss *

5 Case Stara. Cristiano Buss * Cristiano Buss * Fundada em 1960, a Stara é uma fabricante de máquinas agrícolas. De origem familiar, está instalada em Não-Me-Toque, no norte do Estado; Em seis anos, cresceu 11 vezes, com baixo nível

Leia mais

EM PAUTA O QUE É PRECISO FAZER PARA VIABILIZAR O ACESSO DE PEQUENAS & MÉDIAS EMPRESAS AO MERCADO DE CAPITAIS NO BRASIL?

EM PAUTA O QUE É PRECISO FAZER PARA VIABILIZAR O ACESSO DE PEQUENAS & MÉDIAS EMPRESAS AO MERCADO DE CAPITAIS NO BRASIL? O QUE É PRECISO FAZER PARA VIABILIZAR O ACESSO DE PEQUENAS & MÉDIAS EMPRESAS AO MERCADO DE CAPITAIS NO BRASIL? 8 REVISTA RI Setembro 2013 É o mercado de capitais brasileiro que precisa das pequenas e médias

Leia mais

CLIPPING GRIAULE. 1 Brasil Inovador O Desafio Empreendedor: 40 histórias de sucesso de empresas que investem em inovação.

CLIPPING GRIAULE. 1 Brasil Inovador O Desafio Empreendedor: 40 histórias de sucesso de empresas que investem em inovação. CLIPPING GRIAULE 1 Brasil Inovador O Desafio Empreendedor: 40 histórias de sucesso de empresas que investem em inovação. 2 Revista VEJA Fev/2006 A Riqueza é o Saber: A vibrante geração de inovadores brasileiros

Leia mais

ESTRATÉGIAS DO MCTI PARA INCENTIVAR A INOVAÇÃO EM TI: Startups e Centros de P&D

ESTRATÉGIAS DO MCTI PARA INCENTIVAR A INOVAÇÃO EM TI: Startups e Centros de P&D ESTRATÉGIAS DO MCTI PARA INCENTIVAR A INOVAÇÃO EM TI: Startups e Centros de P&D 1. DESAFIOS de formular uma política pública 2. Programa Start-Up Brasil 3. Ação de Atração de Centros Globais de P&D JOSE

Leia mais

Recursos Próprios. Amigos e Familiares

Recursos Próprios. Amigos e Familiares Recursos Próprios Chamado de booststrapping, geralmente é a primeira fonte de capital utilizada pelos empreendedores. São recursos sem custos financeiros. O empreendedor tem total autonomia na tomada de

Leia mais

A imagem do crescimento

A imagem do crescimento A imagem do crescimento Com a terceira maior carteira de clientes do Brasil, Pixeon prevê faturar R$ 2,1 milhões em 2008 A melhor empresa graduada do país nasceu há cinco anos, com seis pessoas trabalhando

Leia mais

Regulamento da 9ª Edição do Programa Desafio Brasil

Regulamento da 9ª Edição do Programa Desafio Brasil Regulamento da 9ª Edição do Programa Desafio Brasil 1. SOBRE O PROGRAMA: Desafio Brasil é um programa de âmbito nacional voltado para capacitação de empreendedores. Tem por objetivo estimular a criação

Leia mais

INSTITUTO LOJAS RENNER

INSTITUTO LOJAS RENNER 2011 RELATÓRIO DE ATIVIDADES INSTITUTO LOJAS RENNER Instituto Lojas Renner Inserção de mulheres no mercado de trabalho, formação de jovens e desenvolvimento da comunidade fazem parte da essência do Instituto.

Leia mais

Bleez Agência Digital... 3. Quem sou eu... 4. Introdução... 5. Quanto o ecommerce cresceu no Brasil... 7. Quem está comprando no ecommerce...

Bleez Agência Digital... 3. Quem sou eu... 4. Introdução... 5. Quanto o ecommerce cresceu no Brasil... 7. Quem está comprando no ecommerce... Sumário Bleez Agência Digital... 3 Quem sou eu... 4 Introdução... 5 Quanto o ecommerce cresceu no Brasil... 7 Quem está comprando no ecommerce... 10 Por que os brasileiros estão comprando mais... 12 O

Leia mais

Regulamento da 8ª Edição do Programa Desafio Brasil

Regulamento da 8ª Edição do Programa Desafio Brasil Regulamento da 8ª Edição do Programa Desafio Brasil 1. SOBRE O PROGRAMA: Desafio Brasil é um programa de âmbito nacional voltado para capacitação de empreendedores. Tem por objetivo estimular a criação

Leia mais

PARQUES TECNOLÓGICS NO BRASIL: ESTUDO, ANÁLISE E PROPOSIÇÕES. Associação Nacional das Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores

PARQUES TECNOLÓGICS NO BRASIL: ESTUDO, ANÁLISE E PROPOSIÇÕES. Associação Nacional das Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores PARQUES TECNOLÓGICS NO BRASIL: ESTUDO, ANÁLISE E PROPOSIÇÕES Associação Nacional das Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores ANPROTEC o Fundação: 30/10/1987 o Tem o papel de criar mecanismos

Leia mais

DA INCUBAÇÃO À ACELERAÇÃO DE NEGÓCIOS: NOVAS ROTAS DE DESENVOLVIMENTO

DA INCUBAÇÃO À ACELERAÇÃO DE NEGÓCIOS: NOVAS ROTAS DE DESENVOLVIMENTO 1 DA INCUBAÇÃO À ACELERAÇÃO DE NEGÓCIOS: NOVAS ROTAS DE DESENVOLVIMENTO Cesar Simões Salim Professor e Autor de livros de empreendedorismo cesar.salim@gmail.com Visite meu blog: http://colecaoempreendedorismo.blogspot.com/

Leia mais

UNIDADE 2 Empreendedorismo

UNIDADE 2 Empreendedorismo UNIDADE 2 Empreendedorismo O mundo tem sofrido inúmeras transformações em períodos de tempo cada vez mais curtos. Alguns conceitos relativos à administração predominaram em determinados momentos do século

Leia mais

BDMG. Linhas de financiamento para INOVAÇÃO

BDMG. Linhas de financiamento para INOVAÇÃO BDMG Linhas de financiamento para INOVAÇÃO Setembro/2015 Portfólio BDMG em Inovação Participação em fundos de investimento BDMG TEC Estruturação de parques tecnológicos Financiamentos a projetos inovadores

Leia mais

MUITO PRAZER, SOU UMA STARTUP!

MUITO PRAZER, SOU UMA STARTUP! MUITO PRAZER, SOU UMA STARTUP! TEXTO DE MARCELO CASAGRANDE SHUTTERSTOCK.COM 74 O crescente número desse tipo de empresa no Brasil faz com que muita gente fique na dúvida sobre as diferenças entre uma startup

Leia mais

CRI Centro de Referência em Inovação. CRI Nacional

CRI Centro de Referência em Inovação. CRI Nacional CRI Nacional Relatório: 10 de Dezembro de 2014 ABERTURA Professor Hugo Tadeu e Carlos Arruda O professor Hugo Tadeu, coordenador do Centro de Referência em Inovação Nacional, fez a abertura do encontro

Leia mais

O apoio do BNDES à Inovação por meio do Capital de Risco

O apoio do BNDES à Inovação por meio do Capital de Risco O apoio do BNDES à Inovação por meio do Capital de Risco CNI-MEI São Paulo, 19 de outubro de 2015 Agenda Atuação da BNDESPAR em Capital de Risco Participações diretas Participações por meio de Fundos de

Leia mais

VEÍCULO: PORTAL UOL SEÇÃO: ECONOMIA DATA: 17.02.2011

VEÍCULO: PORTAL UOL SEÇÃO: ECONOMIA DATA: 17.02.2011 VEÍCULO: PORTAL UOL SEÇÃO: ECONOMIA VEÍCULO: REVISTA ALGO MAIS SEÇÃO: ECONOMIA DATA: 16.02.2011 Algomais - PE 16/02/2011-17:43 Mercado de executivos em alta Com várias empresas chegando para se instalar

Leia mais

7 Política de investimento direto no Brasil: a internacionalização da economia brasileira

7 Política de investimento direto no Brasil: a internacionalização da economia brasileira 7 Política de investimento direto no Brasil: a internacionalização da economia brasileira Alexandre Petry * A Apex foi criada em 2003, mas funcionava desde 1997 dentro da estrutura do Sebrae. Implementa

Leia mais

Você sabe onde quer chegar?

Você sabe onde quer chegar? Você sabe onde quer chegar? O Ibmec te ajuda a chegar lá. Gabriel Fraga, Aluno de Administração, 4º periodo, Presidente do Ibmex, Empresa Jr. Ibmec. Administração Ciências Contábeis Ciências Econômicas

Leia mais

Uma solução completa para sua estrátegia de SOCIAL MEDIA HELLO WORLD!

Uma solução completa para sua estrátegia de SOCIAL MEDIA HELLO WORLD! Uma solução completa para sua estrátegia de SOCIAL MEDIA HELLO WORLD! SocialSuite Rua Claudio Soares, 72-16 andar +55 11 3032 1982 São Paulo - SP Brasil Introdução Esse material foi desenvolvido pela equipe

Leia mais

Inovação e empreendedorismo no Recife

Inovação e empreendedorismo no Recife Inovação e empreendedorismo no Recife Sergio Cavalcante Recife Summer School 2009 Uma lição de empreendedorismo e inovação: Um sonho em Pernambuco!!! O que é necessário

Leia mais

da inovação nas metrópoles Pesquisador mapeia como grandes universidades influenciam a economia e o ambiente das regiões urbanas onde estão instaladas

da inovação nas metrópoles Pesquisador mapeia como grandes universidades influenciam a economia e o ambiente das regiões urbanas onde estão instaladas política c&t Redes de conhecimento y 0 500% 1.000% Seul Pequim Xangai fôlego criativo Crescimento percentual da produção científica em cada região metropolitana entre os anos 1996 e 2013 Barcelona São

Leia mais

SAPIENS PARQUE PARQUE DE INOVAÇÃO. Pilares SAPIENS. Clusters SAPIENS. Atores SAPIENS. Estrutura SAPIENS

SAPIENS PARQUE PARQUE DE INOVAÇÃO. Pilares SAPIENS. Clusters SAPIENS. Atores SAPIENS. Estrutura SAPIENS PARQUE DE INOVAÇÃO Pilares SAPIENS SAPIENS PARQUE Clusters SAPIENS Scientia - Unidades acadêmicas e de P&D voltadas para a geração de conhecimentos científicos e tecnológicos avançados. Tecnologia - Empresas

Leia mais

MACRO OBJETIVOS DO PROGRAMA

MACRO OBJETIVOS DO PROGRAMA Programa Estratégico de SOFTWARE E SERVIÇOS de TI 1. PANORAMA DO MERCADO 2. COMPARATIVOS INTERNACIONAIS 3. VISÃO DA POLÍTICA 4. PRINCIPAIS MEDIDAS E PROGRAMAS MACRO OBJETIVOS DO PROGRAMA 1- FORTALECER

Leia mais

Boletim Benchmarking Internacional. Extensão Tecnológica

Boletim Benchmarking Internacional. Extensão Tecnológica Boletim Benchmarking Internacional Extensão Tecnológica Dezembro de 2012 Apresentação Visando contribuir para os objetivos estratégicos do SEBRAE, são apresentadas neste boletim informações relacionadas

Leia mais

Especialistas apontam obstáculos e soluções para o Brasil avançar

Especialistas apontam obstáculos e soluções para o Brasil avançar AGENDA BAHIA Especialistas apontam obstáculos e soluções para o Brasil avançar Além das reformas tributária e trabalhista, país precisa investir em infraestrutura eficaz, na redução do custo da energia

Leia mais

2013 Inventta Todos os direitos reservados.

2013 Inventta Todos os direitos reservados. Agenda Quem Somos Gerindo a Inovação nas Empresas Estímulos Governamentais à Inovação Resultados da pesquisa FDC/Inventta Conclusões O GRUPO A Inventta é uma consultoria especializada em gestão da inovação,

Leia mais

Barômetro da Inovação Global da GE

Barômetro da Inovação Global da GE Barômetro da Inovação Global da GE Capítulo Brasil Edição 2014 Inovação está na razão de ser da GE. Para nós, é uma enorme satisfação colocar nossos mais de 300 mil colaboradores ao redor do mundo para

Leia mais

{ 2 } Parque Tecnológico Capital Digital

{ 2 } Parque Tecnológico Capital Digital { 2 } Parque Tecnológico Capital Digital { 3 } 1. INTRODUÇÃO: PARQUE TECNOLÓGICO CAPITAL DIGITAL - PTCD Principal polo de desenvolvimento Científico, Tecnológico e de Inovação do Distrito Federal, o PTCD

Leia mais

Uma História de Sucesso

Uma História de Sucesso Uma História de Sucesso O terminal que garante a escolha de todo cidadão eleitor no Brasil. Produto 100% desenvolvido no Brasil, a Urna eletrônica foi projetada e produzida para enfrentar as variadas condições

Leia mais

INOVAÇÃO TECNOLÓGICA E A ESTRATÉGIA DO SENAI PARA APOIAR A COMPETITIVIDADE DA INDÚSTRIA BRASILEIRA

INOVAÇÃO TECNOLÓGICA E A ESTRATÉGIA DO SENAI PARA APOIAR A COMPETITIVIDADE DA INDÚSTRIA BRASILEIRA INOVAÇÃO TECNOLÓGICA E A ESTRATÉGIA DO SENAI PARA APOIAR A COMPETITIVIDADE DA INDÚSTRIA BRASILEIRA Inovação é o que distingue um líder de um seguidor. Steven Paul Jobs Grandes ideias mudam o mundo. Missão

Leia mais

Roberto Gerab. Aposta na baixa

Roberto Gerab. Aposta na baixa Roberto Gerab Aposta na baixa Em um momento em que grandes incorporadoras se mostram reticentes quanto à atuação na baixa renda, incorporadora Kallas cria nova empresa para crescer no segmento Edição 145

Leia mais

BNDES Fomento ao Empreendedorismo e à Inovação em Renda Variável. 21 de fevereiro de 2014

BNDES Fomento ao Empreendedorismo e à Inovação em Renda Variável. 21 de fevereiro de 2014 BNDES Fomento ao Empreendedorismo e à Inovação em Renda Variável 21 de fevereiro de 2014 Em seus 60 anos, o BNDES expandiu sua atuação e tem voltado sua atenção para novos desafios 6ª maior indústria automotiva

Leia mais

Apoio: BIT Company Franchising Rua Fidêncio Ramos, 223 conj. 131 13º andar Vila Olimpia

Apoio: BIT Company Franchising Rua Fidêncio Ramos, 223 conj. 131 13º andar Vila Olimpia Nome da empresa: BIT Company Data de fundação: Julho de 1993 Número de funcionários: 49 funcionários Localização (cidade e estado em que estão sede e franquias): Sede em São Paulo, com franquias em todo

Leia mais

Exemplos de inovação

Exemplos de inovação s u c e s s o DIVULGAÇÃO 32 Premiação ocorreu na cidade de Campo Grande (MS) Ad r i a n e Al i c e Pe r e i r a Exemplos de inovação Vencedores do 14ª Prêmio Nacional do Empreendedorismo Inovador revelam

Leia mais

O Estudante de MBA em Escolas Internacionais 2011/2012

O Estudante de MBA em Escolas Internacionais 2011/2012 O Estudante de MBA em Escolas Internacionais 2011/2012 A Pesquisa A Pesquisa A Gnext Talent Search publica pelo 5º ano consecudvo, os resultados da Pesquisa GNext MBA. Os resultados deste ano englobam

Leia mais

Competitividade da indústria nacional de PCs Política industrial e incentivos fiscais no Brasil. 6 de outubro de 2009

Competitividade da indústria nacional de PCs Política industrial e incentivos fiscais no Brasil. 6 de outubro de 2009 Competitividade da indústria nacional de PCs Política industrial e incentivos fiscais no Brasil 6 de outubro de 2009 1 Agenda Estado da Indústria Nacional de Informática Estímulos à Indústria Nacional

Leia mais

VI Reunião Técnica Internacional de FAEDPYME Nicarágua 08 a 10 de Maio de 2013

VI Reunião Técnica Internacional de FAEDPYME Nicarágua 08 a 10 de Maio de 2013 Comentários de Peter Hansen sobre interação Universidade- Empresa no Brasil e Experiências Práticas. VI Reunião Técnica Internacional de FAEDPYME Nicarágua 08 a 10 de Maio de 2013 Apresentação Prof. Peter

Leia mais

O ADMINISTRADOR EMPREENDEDOR

O ADMINISTRADOR EMPREENDEDOR O ADMINISTRADOR EMPREENDEDOR Luis Antônio Tichs 1. RESUMO Neste trabalho aborda-se a importância do empreendedorismo e as características do empreendedor. Evidenciam-se ações estimuladoras do espírito

Leia mais

FINANÇAS E COOPERATIVISMO

FINANÇAS E COOPERATIVISMO O CARREGA NA ESSÊNCIA OS VALORES DA HUMANIDADE Cooperativismo é a união voluntária de pessoas com o objetivo de atender necessidades e aspirações comuns, de natureza econômica, social, cultural ou outras.

Leia mais

Startup de brasileiros foi selecionada para evento de investidores em Miami. Empresa foi criada por adolescentes de 17 e 18 anos de São Paulo.

Startup de brasileiros foi selecionada para evento de investidores em Miami. Empresa foi criada por adolescentes de 17 e 18 anos de São Paulo. globo.com notícias esportes entretenimento vídeos ASSINE JÁ CENTRAL CRIAR E-MAIL ENTRAR Educação 08/12/2012 07h00 - Atualizado em 08/12/2012 07h00 Startup de brasileiros foi selecionada para evento de

Leia mais

Plug and Play Tech Center é o maior centro de incubação tecnológica de Silicon Valley e trabalha com 220 start-ups em 3 edifícios diferentes na Bay

Plug and Play Tech Center é o maior centro de incubação tecnológica de Silicon Valley e trabalha com 220 start-ups em 3 edifícios diferentes na Bay Plug and Play Tech Center é o maior centro de incubação tecnológica de Silicon Valley e trabalha com 220 start-ups em 3 edifícios diferentes na Bay Area. 47 Parceiros Internacionais Canadian Trade Commissioner

Leia mais

TORCIDA PELA I NOVAÇAO

TORCIDA PELA I NOVAÇAO . TORCIDA PELA I NOVAÇAO - que empreende Para o gaúcho Clovis Meurer, a melhor tradução do termo Private Equity & Venture Capital não é Capital de Risco, e, sim, CapitalEmpreendedor; Como-mais de 30 anos

Leia mais

Empreendedorismo Transformando idéias em negócios

Empreendedorismo Transformando idéias em negócios Empreendedorismo Transformando idéias em negócios A revolução do empreendedorismo O empreendedorismo é uma revolução silenciosa, que será para o século 21 mais do que a revolução industrial foi para o

Leia mais

Faz sentido o BNDES financiar investimentos em infraestrutura em outros países?

Faz sentido o BNDES financiar investimentos em infraestrutura em outros países? Faz sentido o BNDES financiar investimentos em infraestrutura em outros países? Marcos Mendes 1 O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem financiado a construção de infraestrutura

Leia mais

O valor de um motor de precificação autônomo para Seguradoras

O valor de um motor de precificação autônomo para Seguradoras O valor de um motor de precificação autônomo para Seguradoras Escolhas importantes devem ser feitas à medida em que aumenta o número de Seguradoras migrando seus sistemas de administração de apólice pré-existentes

Leia mais

A Internacionalização de Empresas de Tecnologia da Informação

A Internacionalização de Empresas de Tecnologia da Informação A Internacionalização de Empresas de Tecnologia da Informação ENAServ 2014 Encontro Nacional do Comércio Exterior de Serviços Sergio Paulo Gallindo São Paulo, 29 de maio de 2014 Porque Internacionalizar?

Leia mais

O contexto de internacionalização das start-ups. Os desafios dos BA s e suas participadas

O contexto de internacionalização das start-ups. Os desafios dos BA s e suas participadas Os Business Angels O contexto de internacionalização das start-ups Os desafios dos BA s e suas participadas Possíveis apoios governamentais Os BA s têm um papel fundamental no desenvolvimento de ideias

Leia mais

Fundo Criatec II. Press Release. 1 O Projeto CRIATEC do BNDES. 2 O Fundo CRIATEC I. 3 O Fundo Criatec II. Rio de Janeiro, 14 de novembro de 2013

Fundo Criatec II. Press Release. 1 O Projeto CRIATEC do BNDES. 2 O Fundo CRIATEC I. 3 O Fundo Criatec II. Rio de Janeiro, 14 de novembro de 2013 1 O Projeto CRIATEC do BNDES Fundo Criatec II Press Release Rio de Janeiro, 14 de novembro de 2013 Em Dezembro de 2006, a Diretoria do BNDES aprovou a criação do Programa CRIATEC, focado no apoio às empresas

Leia mais

fazem bem e dão lucro

fazem bem e dão lucro Melhores práticas de fazem bem e dão lucro Banco Real dá exemplo na área ambiental e ganha reconhecimento internacional Reunidos em Londres, em junho deste ano, economistas e jornalistas especializados

Leia mais

GRUPO CGSC INVESTE FORTE NO BRASIL

GRUPO CGSC INVESTE FORTE NO BRASIL Ano XVI Nº 157 2015 R$ 20,00 GRUPO CGSC INVESTE FORTE NO BRASIL Fábio Basilone Presidente da CGSC para o Brasil Especial: saiba tudo sobre o 4º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro reuniu mais de 500

Leia mais

Mudança de foco Parceria financeira entre o CFO e as unidades de negócio

Mudança de foco Parceria financeira entre o CFO e as unidades de negócio Mudança de foco Parceria financeira entre o CFO e as unidades de negócio Índice Fora da sombra da área administrativa 3 Como atingir o equilíbrio financeiro 4 O Financeiro encontra várias barreiras até

Leia mais

Globalweb otimiza oferta e entrega de serviços a clientes com CA AppLogic

Globalweb otimiza oferta e entrega de serviços a clientes com CA AppLogic CUSTOMER SUCCESS STORY Globalweb otimiza oferta e entrega de serviços a clientes com CA AppLogic PERFIL DO CLIENTE Indústria: Serviços de TI Companhia: Globalweb Outsourcing Empregados: 600 EMPRESA A Globalweb

Leia mais

Empresas aéreas continuam a melhorar a rentabilidade Margem de lucro líquida de 5,1% para 2016

Empresas aéreas continuam a melhorar a rentabilidade Margem de lucro líquida de 5,1% para 2016 COMUNICADO No: 58 Empresas aéreas continuam a melhorar a rentabilidade Margem de lucro líquida de 5,1% para 2016 10 de dezembro de 2015 (Genebra) - A International Air Transport Association (IATA) anunciou

Leia mais

E sta é a primeira vez na história do Instituto

E sta é a primeira vez na história do Instituto Um brasileiro à frente do IEEE Por Flávia Lima José Roberto Boisson de Marca é o primeiro latino-americano a assumir o cargo de CEO do IEEE, um dos mais importantes organismos internacionais da engenharia.

Leia mais

Pensar globalmente e atuar localmente: O Envolvimento e investimento da HP na Comunidade da América Latina

Pensar globalmente e atuar localmente: O Envolvimento e investimento da HP na Comunidade da América Latina Pensar globalmente e atuar localmente: O Envolvimento e investimento da HP na Comunidade da América Latina Para a HP, a Cidadania Global é um objetivo corporativo de longa data. Assumimos a responsabilidade

Leia mais

Mercado competitivo exige um novo perfil dos vendedores

Mercado competitivo exige um novo perfil dos vendedores Artigo 15 Mercado competitivo exige um novo perfil dos vendedores As empresas já cortaram custos, fizeram downsizing e todo tipo de reengenharia para melhorar seus resultados. Agora, está na hora começar

Leia mais

Oportunidades do Sistema de Patentes para Startups de Base Tecnológica

Oportunidades do Sistema de Patentes para Startups de Base Tecnológica Oportunidades do Sistema de Patentes para Startups de Base Tecnológica São Paulo, agosto de 2012. 1 Temas: XXXII CONGRESSO INTERNACIONAL DA 1. As Startups de Tecnologia e a Propriedade Intelectual; 2.

Leia mais

ENTREVISTA COM ADMILSON MONTEIRO GARCIA, DIRETOR EXECUTIVO DO BANCO DO BRASIL

ENTREVISTA COM ADMILSON MONTEIRO GARCIA, DIRETOR EXECUTIVO DO BANCO DO BRASIL ENTREVISTA COM ADMILSON MONTEIRO GARCIA, DIRETOR EXECUTIVO DO BANCO DO BRASIL Por Cláudio Fristchak e André Soares QUEM É O BANCO DO BRASIL O Banco do Brasil foi o primeiro banco a operar no Brasil e,

Leia mais

Encontrando o Investidor Certo para seu Negócio Reprodução permitida desde que citada fonte e link para site www.anjosdobrasil.net

Encontrando o Investidor Certo para seu Negócio Reprodução permitida desde que citada fonte e link para site www.anjosdobrasil.net Encontrando o Investidor Certo para seu Negócio Reprodução permitida desde que citada fonte e link para site www.anjosdobrasil.net Reprodução permitida desde que citada fonte e link para site www.anjosdobrasil.net

Leia mais

Reunião Pública. Gilsomar Maia Diretor de Finanças Corporativas

Reunião Pública. Gilsomar Maia Diretor de Finanças Corporativas Reunião Pública Gilsomar Maia Diretor de Finanças Corporativas Receita Bruta (R$ Milhões) e Margem EBITDA (%) ¹ Visão Geral da Companhia - Trajetória História Fundação Fortalecimento DNA Liderança 1.557

Leia mais

sobre as transações no setor de saúde

sobre as transações no setor de saúde 10 Minutos sobre as transações no setor de saúde Valor global de fusões e aquisições cresce e reverte tendência Destaques O valor total das transações no setor de saúde aumentou 4% em relação à segunda

Leia mais

unidos pelas suas ideias

unidos pelas suas ideias especial unidos pelas suas ideias Especialistas em novos empreendimentos dão dicas para fazer sua startup decolar e explicam como usar o financiamento coletivo para concretizar objetivos 52 revista W W174.especial_starturpcrowdfunding.indd

Leia mais

AS PERSPECTIVAS DA ECONOMIA CRIATIVA NO BRASIL PARA GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA

AS PERSPECTIVAS DA ECONOMIA CRIATIVA NO BRASIL PARA GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA AS PERSPECTIVAS DA ECONOMIA CRIATIVA NO BRASIL PARA GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA Miranda Aparecida de Camargo luckcamargo@hotmail.com Acadêmico do Curso de Ciências Econômicas/UNICENTRO Luana Sokoloski sokoloski@outlook.com

Leia mais

Apresentações de Ações das Instituições do GTP APL. Fomento à Inovação nas Pequenas Empresas

Apresentações de Ações das Instituições do GTP APL. Fomento à Inovação nas Pequenas Empresas Apresentações de Ações das Instituições do GTP APL Fomento à Inovação nas Pequenas Empresas FINEP Financiadora de Estudos e Projetos Rochester Gomes da Costa Departamento de Capital Semente 29 de outubro

Leia mais

SOU UMA STARTUP, E AGORA? Descubra algumas respostas para o futuro da sua Startup baseado nas lições do Empreendedorismo

SOU UMA STARTUP, E AGORA? Descubra algumas respostas para o futuro da sua Startup baseado nas lições do Empreendedorismo SOU UMA STARTUP, E AGORA? Descubra algumas respostas para o futuro da sua Startup baseado nas lições do Empreendedorismo Empreendedor Empresas Micro e Pequenas Empreender Empreendedorismo Cultural Ação

Leia mais

PROCESSO DE SELEÇÃO DE PROJETOS PARA PRÉ-ACELERAÇÃO EDITAL 02/2015 - HOTMILK

PROCESSO DE SELEÇÃO DE PROJETOS PARA PRÉ-ACELERAÇÃO EDITAL 02/2015 - HOTMILK PROCESSO DE SELEÇÃO DE PROJETOS PARA PRÉ-ACELERAÇÃO 1) - APRESENTAÇÃO EDITAL 02/2015 - HOTMILK A Aceleradora HotMilk torna pública a abertura das inscrições para seleção de projetos de empreendimentos

Leia mais

Fim do 'home office' no Yahoo! causa polêmica; no Brasil, cada vez mais empresas adotam a prática

Fim do 'home office' no Yahoo! causa polêmica; no Brasil, cada vez mais empresas adotam a prática Feito em casa Fim do 'home office' no Yahoo! causa polêmica; no Brasil, cada vez mais empresas adotam a prática TRABALHADOR PRECISA DE DISCIPLINA E ORGANIZAÇÃO PARA EXERCER CORRETAMENTE O 'HOME OFFICE'

Leia mais

10 anos do Parque Tecnológico da UFRJ XV Encontro da Rede de Incubadoras, Parques e Polos Tecnológicos do Estado do Rio de Janeiro ReINC

10 anos do Parque Tecnológico da UFRJ XV Encontro da Rede de Incubadoras, Parques e Polos Tecnológicos do Estado do Rio de Janeiro ReINC 10 anos do Parque Tecnológico da UFRJ XV Encontro da Rede de Incubadoras, Parques e Polos Tecnológicos do Estado do Rio de Janeiro ReINC Data: 17 e 18 de setembro de 2013 Local: Parque Tecnológico da UFRJ

Leia mais

mais inclusivos painel: negócios de impacto CONGRESSOFNQ EXCELÊNCIA EM GESTÃO

mais inclusivos painel: negócios de impacto CONGRESSOFNQ EXCELÊNCIA EM GESTÃO CONGRESSOFNQ painel: negócios de impacto Como canalizar forças para fins mais inclusivos e sustentáveis? EXCELÊNCIA EM GESTÃO André conti Da esq. p/a dir.: Gilberto Ribeiro, da Vox Capital, Julia Maggion,

Leia mais

Número de funcionários: Aproximadamente 1200 colaboradores na sede administrativa e industrial.

Número de funcionários: Aproximadamente 1200 colaboradores na sede administrativa e industrial. PRÊMIO ABF-AFRAS DESTAQUE SUSTENTABILIDADE 2012 Categoria Franqueador Máster Dados da empresa Razão Social: IBAC Indústria Brasileira de Alimentos e Chocolates Nome Fantasia: Cacau Show Data de fundação:

Leia mais

O futuro do YouTube - VEJA.com

O futuro do YouTube - VEJA.com Entrevista O futuro do YouTube 29/08/2009 10:49 Por Leo Branco Nesta semana, Chad Hurley, de 32 anos, um dos criadores do YouTube, esteve no Brasil e falou a VEJA sobre o futuro do maior site de vídeos

Leia mais

Brasil no topo do ranking mundial de empreendedorismo

Brasil no topo do ranking mundial de empreendedorismo Brasil no topo do ranking mundial de empreendedorismo O Global Entrepreneurship Monitor coloca o Brasil na primeira posição, à frente da China, Estados Unidos, Reino Unido, Japão e França Fonte: Global

Leia mais

Planejamento Estratégico Inova Metrópole

Planejamento Estratégico Inova Metrópole UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE UFRN INSTITUTO METRÓPOLE DIGITAL IMD INOVA METRÓPOLE Planejamento Estratégico Inova Metrópole Natal/ RN 2013 Sumário 1. Apresentação do Instituto Metrópole Digital...

Leia mais

O que é comércio eletrônico?

O que é comércio eletrônico? COMÉRCIO ELETRÔNICO O que é comércio eletrônico? O comércio eletrônico ou e-commerce é a compra e venda de mercadorias ou serviços por meio da Internet, onde as chamadas Lojas Virtuais oferecem seus produtos

Leia mais

Presidente da Terra Brasis faz críticas às mudanças na regulamentação do resseguro

Presidente da Terra Brasis faz críticas às mudanças na regulamentação do resseguro Presidente da Terra Brasis faz críticas às mudanças na regulamentação do resseguro Por Paulo Botti, presidente da Terra Brasis, resseguradora local Nascido em 2008 após árduo trabalho e amplo diálogo entre

Leia mais

Everaldo Baldin. cipa entrevista. 22 cipacaderno informativo de prevenção de acidentes www.cipanet.com.br

Everaldo Baldin. cipa entrevista. 22 cipacaderno informativo de prevenção de acidentes www.cipanet.com.br Everaldo Baldin Prot-Cap: quatro décadas de empreendedorismo PARA EVERALDO BALDIN, O SEGREDO DO SUCESSO DA EMPRESA ESTÁ NA QUALIDADE DO ATENDIMENTO E NO FOCO NO MERCADO DE EPI POR VIVIANE FARIAS redacao6@cipanet.com.br

Leia mais

INOVAÇÃO EM SOFTWARE e SERVIÇOS de TI. 1. Agenda TI Maior 2. Start-Up Brasil 3. Inovação

INOVAÇÃO EM SOFTWARE e SERVIÇOS de TI. 1. Agenda TI Maior 2. Start-Up Brasil 3. Inovação INOVAÇÃO EM SOFTWARE e SERVIÇOS de TI 1. Agenda TI Maior 2. Start-Up Brasil 3. Inovação Prof. José Henrique Dieguez Barreiro Secretaria de Política de Informática Chefe da Divisão de Inovação em Software

Leia mais

2015 31 maio à 4 de junho Tel Aviv e Jerusalém

2015 31 maio à 4 de junho Tel Aviv e Jerusalém 2015 31 maio à 4 de junho Tel Aviv e Jerusalém UM PROGRAMA DE IMERSÃO E VIVÊNCIA NA STARTUP NATION Conheça um dos ecossistemas mais dinâmicos para o empreendedorismo de inovação e capital empreendedor

Leia mais

Incentivos fiscais para a manutenção. da competitividade das indústrias mineiras

Incentivos fiscais para a manutenção. da competitividade das indústrias mineiras Incentivos fiscais para a manutenção da competitividade das indústrias mineiras Histórico do APL Eletroeletrônico de Santa Rita do Sapucaí A pequena cidade de Santa Rita do Sapucaí, no sul de Minas Gerais,

Leia mais

Connections with Leading Thinkers

Connections with Leading Thinkers Instituto de Alta Performance Connections with Leading Thinkers O empreendedor Gustavo Caetano discute oportunidades e desafios para start-ups inovadoras no Brasil. Gustavo Caetano é presidente da Samba

Leia mais

Campus Cabo Frio. Projeto: Incubadora de Empresas criação de emprego e renda.

Campus Cabo Frio. Projeto: Incubadora de Empresas criação de emprego e renda. Campus Cabo Frio Trabalho de Microeconomia Prof.: Marco Antônio T 316 / ADM Grupo: Luiz Carlos Mattos de Azevedo - 032270070 Arildo Júnior - 032270186 Angélica Maurício - 032270410 Elias Sawan - 032270194

Leia mais

PLANO ESTRATÉGICO 2015 2018 REVISÃO 4.0 DE 09/09/2015

PLANO ESTRATÉGICO 2015 2018 REVISÃO 4.0 DE 09/09/2015 PLANO ESTRATÉGICO 2015 2018 REVISÃO 4.0 DE 09/09/2015 Líderes : Autores do Futuro Ser líder de um movimento de transformação organizacional é um projeto pessoal. Cada um de nós pode escolher ser... Espectador,

Leia mais

Histórico e Antecedentes

Histórico e Antecedentes Histórico e Antecedentes PORTO DIGITAL. PARQUE TECNOLÓGICO TIC E EC. RECIFE PE SÃO PAULO CIDADE DA INOVAÇÃO / 10ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia / 21 de outubro de 2013 1. Uma visão geral do Porto

Leia mais

Inteligência Competitiva Uma Solução Estratégica. Jaime Quesado

Inteligência Competitiva Uma Solução Estratégica. Jaime Quesado VII Encontro da PASC Plataforma Activa da Sociedade Civil 2 de Março de 2011 Sala do Senado da Reitoria da UNL Inteligência Competitiva Uma Solução Estratégica Jaime Quesado Patrocinadores Globais Inteligência

Leia mais

Pesquisa Hábitos do Consumidor da Classe C. 2014 Copyright Boa Vista Serviços 1

Pesquisa Hábitos do Consumidor da Classe C. 2014 Copyright Boa Vista Serviços 1 Pesquisa Hábitos do Consumidor da Classe C 2014 Copyright Boa Vista Serviços 1 Índice Objetivo, metodologia e amostra... 03 Perfil dos Respondentes... 04 Principais constatações sobre os hábitos de consumo

Leia mais

EDITORIAL. Grande abraço. Equipe do Programa de Desenvolvimento de Negócios Equipe da Incubadora Santos Dumont

EDITORIAL. Grande abraço. Equipe do Programa de Desenvolvimento de Negócios Equipe da Incubadora Santos Dumont EDITORIAL Desde 2006 a Incubadora Santos Dumont trabalha com foco no desenvolvimento de empresas de produtos e serviços inovadores, totalizando mais de 220 empreendimentos atendidos. A partir do segundo

Leia mais

Promovendo o autodesenvolvimento para as pessoas viverem melhor

Promovendo o autodesenvolvimento para as pessoas viverem melhor Promovendo o autodesenvolvimento para as pessoas viverem melhor para as pessoas Promover o autodesenvolvimento viverem melhor é a missão do Instituto Walmart www.iwm.org.br O Instituto Walmart é uma organização

Leia mais

Atividades. Caro professor, cara professora,

Atividades. Caro professor, cara professora, Atividades Caro professor, cara professora, Apresentamos mais uma nova proposta de atividade sobre alguns dos temas abordados pelo programa Escravo, nem pensar!, da ONG Repórter Brasil*. Ela inaugura a

Leia mais

1 Introdução 2 O Empreendedorismo e o Mercado de Capitais 3 Questões Jurídicas no Empreendedorismo 4 Como Captar Recursos 5 Debates 6 - Encerramento

1 Introdução 2 O Empreendedorismo e o Mercado de Capitais 3 Questões Jurídicas no Empreendedorismo 4 Como Captar Recursos 5 Debates 6 - Encerramento 1 Introdução 2 O Empreendedorismo e o Mercado de Capitais 3 Questões Jurídicas no Empreendedorismo 4 Como Captar Recursos 5 Debates 6 - Encerramento O EMPREENDEDORISMO E O MERCADO DE CAPITAIS - Luiz Guilherme

Leia mais

Apostila. Comércio Eletrônico. e-commerce. Professor: Edson Almeida Junior. Comércio Eletrônico

Apostila. Comércio Eletrônico. e-commerce. Professor: Edson Almeida Junior. Comércio Eletrônico Apostila Comércio Eletrônico e-commerce Professor: Edson Almeida Junior Material compilado por Edson Almeida Junior Disponível em http://www.edsonalmeidajunior.com.br MSN: eajr@hotmail.com E-Mail: eajr@hotmail.com

Leia mais