Câncer de Endométrio Hereditário

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1 Disciplina de Cirurgia Geral e do Aparelho Digestivo Coordenador do Serviço de Cirurgia Oncológica I Disciplina Eletiva de Fundamentos da Cirurgia Oncológica Professor Afiliado Abner Jorge Jácome Barrozo

2 OBJETIVOS Revisar a epidemiologia do Tumor de Endométrio Identificar a incidência dos tumores de endométrio de componente hereditário Esclarecer dúvidas sobre esta entidade Não há pretensão de esgotar o assunto

3 DECLARAÇÃO Declaro completa independência e total ausência de conflito de interesse em relação ao que aqui vou expor.

4 Epidemiologia do Câncer de Endométrio

5 Câncer de Endométrio Epidemiologia Risco da população geral: 2,6% É o mais comum tumor ginecológico nos EUA ( 6% de todos os tumores na mulher) Casos Novos: Mortes: Atlanta, Ga: American Cancer Society, 2016

6 Câncer de Endométrio Epidemiologia no Brasil 6,74 casos/ hab casos novos 5 mais comum tumor na mulher No sudeste já possue maior incidência do que o CA de colo uterino.

7 Câncer de Endométrio

8 Informações Gerais

9 Câncer de Endométrio Informações Gerais Sintoma mais comum Sangramento pós-menopausa Estadio precoce (I) Alto índice de cura Cancer 69 (6): , 1992.

10 Câncer de Endométrio Informações Gerais Fatores de risco Obesidade / HAS / DM Fatores Reprodutivos Fatores prognósticos Invasão miometrial, LND (IVL), Grau Cancer 69 (6): , 1992.

11 Câncer de Endométrio Informações Gerais Média Etária: 63 anos Tipos: I e II I Endometrióide (75%) II Não-endometrióde Cancer 69 (6): , 1992.

12 Câncer de Endométrio Informações Gerais Estadiamento Cirúrgico / RNM Base do tratamento > Cirurgia Cancer 69 (6): , 1992.

13 Hereditariedade em endométrio Dimensão do problema

14 Na Literatura 2 5% tumores associados a componente hereditário. Síndromes mais importantes: Síndrome de Lynch Síndrome de Cowden Win et al Family History and Endometrial Cancer

15 História familiar Fator de Risco relevante?

16 História Familiar Relevância inconsistente na literatura até pouco tempo. Win et al Family History and Endometrial Cancer

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20 Síndrome de Lynch e Câncer de Endométrio

21 Síndrome de Lynch: 2-3% Síndrome hereditária autossômica dominante associada a mutação nos genes de reparo de DNA MLH1 / MSH2 / MSH6 / PMS2 / EPCAM Risco de Câncer de Endométrio: 27 71% Lancet Oncol 2009; 10:400.

22 Lancet Oncol 2009; 10:400.

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24 Síndrome de Lynch e Câncer de Endométrio Há diferenças clínicas entre Esporádico e Hereditário?

25 Características Clínicas: Média etária: IMC mais baixo Subtipo histológico semelhante Mais comum acometimento de segmento inferior do utero J Clin Oncol. 2001;19(20):4074

26 Síndrome de Lynch e Câncer de Endométrio Qual a penetrância dos genes de Reparo em câncer de endométrio?

27 Risco Cumulativo ao longa da Vida Lynch Esporádico 27 71% 2,7% Genes de Reparo MLH1 MLH2 MLH6 27% 60% 60-71% Lancet Oncol 2009; 10:400.

28 Síndrome de Lynch e Câncer de Endométrio Quando indicar pesquisa para Síndrome de Lynch em câncer de Endométrio?

29 Historicamente seleção baseada em história familiar Há quem proponha fazer em todas a pacientes com Ca de Endométrio. MSI-H: 20% Teste genético +: 5% Cancer J 2012;18: 338Y342

30 Recomendações para Teste Genético em Síndrome de Lynch: Instabilidade Microssatélite ou perda de expressão de protéinas de reparo Família que preenche critérios de Amsterdã II Família portadora de Lynch com mutação conhecida

31 Síndrome de Lynch e Câncer de Endométrio Quando iniciar a vigilância para Endométrio em portadoras de Lynch? Com que propedêutica?

32 Iniciar anos 5 ou 10 anos antes Propedêutica Lindor NM, JAMA 2006; 296:1507. USG transvaginal anual Amostra Endometrial anual

33 Tumor Esporádico Evidência sólida para não rastrear pacientes assintomáticas. Não altera a sobrevida, mesmo em usuárias de tamoxifeno. Recomendação: Buscar médico se sangramento pósmenopausa Cancer J 2012;18: 338Y342

34 Problemas do rastreamento em S Lynch com USG transvaginal Cut-off do Eco endometrial na menacme. Falso positivo elevado Vantagens: Acessível Faz parte da vigilância para Ovário Cancer J 2012;18: 338Y342

35 Associação do USG com a Biópsia Endometrial permite boa especificidade. Biópsia anual após os 40 anos < 40anos se USG alterado ou sintomas. Melhor método Histeroscopia Diagnóstica ambulatorial Cancer J 2012;18: 338Y342

36 Síndrome de Lynch e Câncer de Endométrio Até quando acompanhar? Qual a melhor estratégia no manejo de portadoras de Lynch

37 Vigilância X HTA/SOB profilática Não estudos comparativos com as duas estratégias Há consenso que são duas opções seguras Baixa morbi-mortalidade Cancer J 2012;18: 338Y342

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39 Síndrome de Lynch e Câncer de Endométrio Paciente com Lynch tem pior prognóstico?

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41 Síndrome de Cowden e Câncer de Endométrio

42 Síndrome de Cowden: <1% Síndrome hereditária autossômica dominante associada a mutação nos PTEN (gene supressor de tumor) Risco de Câncer de Endométrio: 5 10% Lancet Oncol 2009; 10:400.

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45 Síndrome Mama-Ovário / BRCA 1 e BRCA2 É fator de risco para Câncer de Endométrio?

46 Estudo Prospectivo Acompanhou 857 pacientes com mutação BRCA 1 e 2 6 casos de Câncer de endométrio 4 Usaram tamoxifeno 2 Fatores de risco reprodutivo Após análise dos dados, não se estabelece associação das mutações com câncer de endométrio.

47 CÂNCER DE ENDOMÉTRIO HEREDITÁRIO Mensagem para Casa De 2 a 5% dos tumor de endométrio terão como causa síndromes hereditárias. A Síndrome de Lynch é a mais frequente delas. Há recomendações de vigilância são simples e acessíveis. A estratégia de manejo deve ser compartilhada com a paciente de preferência em contexto multidisciplinar.

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49 Obrigado pela Atenção

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