Envolvente Empresarial em Portugal e Seguros de Administradores e Diretores (D&O): Perceção dos Empresários

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1 Envolvente Empresarial em Portugal e Seguros de Administradores e Diretores (D&O): Perceção dos Empresários Janeiro de 2013

2 ÍNDICE I INTRODUÇÃO... 8 II METODOLOGIA III SUMÁRIO EXECUTIVO IV - ANÁLISE DOS RESULTADOS Caraterização das empresas Dimensão Setor de atividade Antiguidade das empresas Tipo de sociedade Âmbito de atuação Riscos a que as empresas estão sujeitas na sua atividade diária Perceção dos empresários quanto ao risco do seu património pessoal Queixas recebidas pela empresa Número de queixas Proveniência das queixas Como foi solucionado o assunto quando a queixa foi formalizada contra o empresário Como foi solucionado o assunto quando a queixa foi formalizada contra a empresa Queixa por discriminação ou assédio formalizada contra o empresário Queixa por discriminação ou assédio formalizada contra a empresa Perceção dos empresários quanto aos custos de defesa legal no caso de uma reclamação Perceção dos empresários quanto à situação financeira da empresa: atual e no curto prazo Intenção de efetuar despedimentos Risco de insolvência ou perda de reputação (à data da aplicação do questionário) Risco de insolvência ou perda de reputação (até ao final de 2012) Medidas a adotar pela empresa perante um cenário de insolvência

3 2.6 Perceção das decisões sobre atos de gestão tomadas pelos Diretores/Administradores da empresa que poderão envolver algum risco Tomada de decisões sem consultar outros Diretores/Administradores Perceção de responsabilidade por atos de gestão que envolvem risco Perceção quanto ao seguro de Responsabilidade Civil para Diretores e Administradores de Sociedades Comerciais Conhecimento deste tipo de seguro Número de empresas que detém um Seguro de Responsabilidade Civil para Diretores e Administradores Seguro de Responsabilidade Civil para Diretores e Administradores com cobertura à própria Sociedade Envolvente empresarial em Portugal e expetativas para o futuro das PME Envolvente empresarial Justiça Enquadramento Legal e Administrativo (Burocracia) Concorrência e Regulação Fiscalidade Rigidez da legislação laboral Capital humano Financiamento Prazos de pagamento pelas entidades públicas Energia Ambiente Licenciamento Inovação Baixo poder de compra da população Expetativas quanto ao futuro das PME Visão Pessimista Dificuldade de acesso e custos elevados de financiamento Carga excessiva de impostos Prazos de pagamento incomportáveis Diminuição do poder de compra Mau funcionamento do Estado Mau funcionamento da Justiça, burocracia, rigidez laboral

4 Falta de pessoal qualificado / falta de incentivos / baixa capacidade de gestão Visão Otimista Exportação Parcerias, fusões, alianças, cooperação Competências de gestão, inovação, qualidade, marketing, capital humano, criatividade ANEXO 1 - QUESTIONÁRIO

5 ÍNDICE DE FIGURAS Figura 1: População versus Amostra (Volume de Vendas) Figura 2: População versus Amostra (Nº trabalhadores) Figura 3: Distribuição das empresas por volume de negócios Figura 4: Estrutura Empresarial (por segmento dimensional: nº de trabalhadores) Figura 5: Distribuição das empresas por ramo de atividade Figura 6: Distribuição das empresas por setor de atividade (por seção da CAE) Figura 7: Antiguidade da empresa: diagrama de extremos-e-quartis Figura 8: Tipo de sociedade Figura 9: Mercado de atuação Figura 10: Dimensão média das empresas por mercado de atuação Figura 11: Acha que os empresários têm consciência de que o seu património corre riscos? Figura 12: Acha que os empresários têm consciência de que o seu património corre riscos? (por dimensão da empresa) Figura 13: Já recebeu alguma queixa? Figura 14: Alguma vez recebeu uma queixa (por dimensão da empresa) Figura 15: Proveniência da queixa Figura 16: Forma como foi solucionada a queixa apresentada contra o empresário Figura 17: Forma como foi solucionada a queixa apresentada contra a empresa Figura 18: Já enfrentou alguma denúncia por discriminação ou por assédio no local de trabalho? Figura 19: Já enfrentou alguma denúncia por discriminação ou por assédio no local de trabalho? (por dimensão da empresa) Figura 20: E contra a própria empresa, já foi feita alguma denúncia por discriminação ou por assédio no local de trabalho Figura 21: E contra a própria empresa, já foi feita alguma denúncia, por exemplo, por discriminação ou por assédio no local de trabalho? (por dimensão da empresa) Figura 22: Perceção de a quanto podem ascender, em média, os custos de defesa legal no caso de uma reclamação? Figura 23: Perceção de a quanto podem ascender, em média, os custos de defesa legal no caso de uma reclamação? (por dimensão da empresa) Figura 24: Intenção de efetuar despedimentos até ao final do ano Figura 25: Intenção de efetuar despedimentos até ao final do ano (por dimensão da empresa) Figura 26: Intenção de efetuar despedimentos até ao final do ano (por idade da empresa) Figura 27: Perceção de que a empresa se encontra, presentemente, numa situação de risco no que diz respeito, por exemplo, a insolvência ou a perda de reputação? Figura 28: Perceção de que a empresa se encontra, presentemente, numa situação de risco no que diz respeito, por exemplo, a insolvência ou a perda de reputação? (por dimensão da empresa) Figura 29: Perceção de que a empresa se encontra, presentemente, numa situação de risco no que diz respeito, por exemplo, a insolvência ou a perda de reputação? (por idade da empresa)

6 Figura 30: Perceção de que a empresa, antes de terminar o ano, poderá estar numa situação de risco no que diz respeito, por exemplo, à possibilidade de insolvência ou de perda de reputação? Figura 31: Perceção de que a empresa, antes de terminar o ano, poderá estar numa situação de risco no que diz respeito, por exemplo, à possibilidade de insolvência ou de perda de reputação? (por dimensão da empresa) Figura 32: Medida de última instância a adotar pela empresa perante um cenário de insolvência iminente Figura 33: Primeira medida a que a empresa recorreria no caso de estar em situação de insolvência? Figura 34: Decisões do Diretor/Administrador da empresa sobre atos de gestão sem consultar outros Diretores/Administradores Figura 35: Decisões do Diretor/Administrador da empresa sobre atos de gestão sem consultar outros Diretores/Administradores (por dimensão da empresa) Figura 36: Decisões do Diretor/Administrador da empresa sobre atos de gestão sem consultar outros Diretores/Administradores (por idade da empresa) Figura 37: Perceção do Diretor/Administrador da empresa sobre uma situação concreta* que poderá envolver um elevado risco para a empresa Figura 38: Conhecimento da existência dos seguros de Responsabilidade Civil para Diretores e Administradores de Sociedades Comerciais Figura 39: Conhecimento da existência dos seguros de Responsabilidade Civil para Diretores e Administradores de Sociedades Comerciais (por dimensão da empresa) Figura 40: Conhecimento da existência dos seguros de Responsabilidade Civil para Diretores e Administradores de Sociedades Comerciais (por idade da empresa) Figura 41: Existência de algum seguro de Responsabilidade Civil para Diretores e Administradores de Sociedades Comerciais? Figura 42: Existência de algum seguro de Responsabilidade Civil para Diretores e Administradores de Sociedades Comerciais? (por dimensão da empresa) Figura 43: Existência de algum seguro de Responsabilidade Civil para Diretores e Administradores de Sociedades Comerciais? (por idade da empresa) Figura 44: Opinião quanto à opção de compra de um seguro de Responsabilidade Civil para Diretores e Administradores que também oferecesse cobertura à própria Sociedade Figura 45: Opinião quanto à opção de compra de um seguro de Responsabilidade Civil para Diretores e Administradores que também oferecesse cobertura à própria Sociedade (por dimensão da empresa) Figura 46: Opinião quanto à opção de compra de um seguro de Responsabilidade Civil para Diretores e Administradores que também oferecesse cobertura à própria Sociedade (por idade da empresa) Figura 47: Avaliação da Envolvente Empresarial (escala de 1 a 5): Mediana Figura 48: Envolvente empresarial: Diagrama de extremos-e-quartis Figura 49: Envolvente Empresarial: Análise de Clusters Figura 50: Opinião sobre o funcionamento da Justiça Figura 51: Opinião sobre a Burocracia (Enquadramento Legal e Administrativo) Figura 52: Opinião sobre o funcionamento da Concorrência e Regulação Figura 53: Opinião sobre a Fiscalidade

7 Figura 54: Opinião sobre a rigidez da legislação laboral Figura 55: Opinião sobre o Capital Humano Figura 56: Opinião sobre o Financiamento Figura 57: Opinião sobre os Prazos de Pagamento pelas Entidades Públicas Figura 58: Opinião sobre a Energia Figura 59: Opinião sobre o Ambiente Figura 60: Opinião sobre o Licenciamento Figura 61: Opinião sobre o Baixo Poder de Compra da População Figura 62: Visão Pessimista (palavras mais referidas) Figura 63: Visão Pessimista (razões invocadas) Figura 64: Visão Otimista (razões invocadas)

8 ÍNDICE DE TABELAS Tabela 1: Ficha técnica do trabalho de campo Tabela 2: Número de colaboradores da empresa Tabela 3: Antiguidade da empresa: estatísticas descritivas Tabela 4: Cruzamento setor de atividade e mercado de atuação Tabela 5: Classificação atribuída à envolvente empresarial Tabela 6: Expetativas quanto ao futuro das PME Tabela 7: Visão Pessimista (razões invocadas) Tabela 8: Visão Pessimista (dificuldade de acesso ao financiamento) Tabela 9: Visão Pessimista (carga excessiva de impostos) Tabela 10: Visão Pessimista (prazos de pagamento incomportáveis) Tabela 11: Visão Pessimista (diminuição do poder de compra) Tabela 12: Visão Pessimista (mau funcionamento do Estado) Tabela 13: Visão Pessimista (mau funcionamento da Justiça, burocracia, rigidez laboral) Tabela 14: Visão Pessimista (falta de pessoal qualificado / falta de incentivos / baixa capacidade de gestão) Tabela 15: Visão Otimista (razões invocadas) Tabela 16: Visão Otimista (exportação) Tabela 17: Visão Otimista (parcerias, fusões, alianças, cooperação) Tabela 18: Visão Otimista (competências de gestão, inovação, qualidade, marketing, capital humano, criatividade)

9 I INTRODUÇÃO Reconhecidamente, numa economia de mercado, como a nossa, as empresas assumem um papel fundamental na trajetória de crescimento e de desenvolvimento económico. Basta pensar que são as empresas que produzem, exportam e geram emprego e riqueza. É certo que a atual conjuntura económica traz dificuldades acrescidas para as empresas e, também, para os seus gestores de topo (sócios-gerentes, administradores e diretores). Mas, como a AEP tem vindo a referir em várias situações, também pode e deve ser vista como geradora de oportunidades, por ser ocasião de mudança acelerada, abrindo novos horizontes de desenvolvimento. Quando a sobrevivência está em causa, o setor empresarial vê-se forçado a repensar estratégias e formas de conduta que o torna mais resistente e lhe devolve competitividade. Num clima de grande incerteza, como o atual, a probabilidade das empresas, sobretudo as de pequena e média dimensão, que constituem a esmagadora maioria do tecido empresarial português, enfrentarem situações de maior risco no âmbito da sua atividade diária tende a aumentar. Neste sentido, a AEP Associação Empresarial de Portugal, em colaboração com a F. Rêgo Corretores de Seguros e a Hiscox Seguros Especializados, levou a cabo um estudo com o objetivo de melhor compreender como é que as empresas lidam com os riscos com que se debatem na sua atividade diária. A relevância da temática prende-se com o facto de a atividade empresarial estar sujeita a um elevado número de riscos, sendo que a atual legislação responsabiliza os Administradores e Diretores das Sociedades por danos causados à própria sociedade, acionistas, credores sociais, trabalhadores e terceiros, por erros de gestão pelos quais responde o seu património pessoal. Apesar de o Seguro de Responsabilidade Civil de Administradores e Diretores (D&O) ser já bastante difundido nos Estados Unidos e em alguns países da Europa onde as queixas neste domínio são mais frequentes (p. ex. Itália, Alemanha e Áustria), em Portugal, são muitos os empresários que desconhecem não só a sua existência, como também a posição de vulnerabilidade em que se encontram, face à responsabilização pessoal em que incorrem pelos atos de gestão por si praticados. Por outro lado, atendendo à relevância que os custos de contexto, que ainda persistem, tendem a assumir ao nível da limitação da produtividade e competitividade empresarial, o 8

10 estudo procurou ainda identificar as perceções dos empresários relativamente à envolvente empresarial em Portugal, nomeadamente quanto ao funcionamento da Justiça, burocracia, concorrência, regulação, fiscalidade, rigidez da legislação laboral, capital humano, financiamento, prazos de pagamento pelas entidades públicas, energia, ambiente, licenciamento, inovação e poder de compra da população. A necessidade de auscultar os empresários afigura-se da maior relevância, uma vez que a implementação de medidas que visem melhorar as várias dimensões da envolvente empresarial terão, necessariamente, que contemplar os seus principais destinatários, ou seja, o empresário tem que desempenhar o seu papel, mas o Estado deverá zelar para que a envolvente empresarial deixe de constituir um problema e, em muitos casos, uma ameaça ao bom funcionamento dos negócios. 9

11 II METODOLOGIA Para levar a cabo o estudo foi desenhado um questionário que foi administrado por via eletrónica à gestão de topo das empresas (sócios-gerentes, administradores e diretores). O questionário é composto por três partes. A primeira parte é dedicada à caracterização da empresa respondente. A segunda parte aborda questões relacionadas com o risco a que as empresas estão sujeitas na sua atividade diária. A terceira parte aborda as atitudes dos empresários face à envolvente empresarial em Portugal e as suas expetativas face ao futuro (ANEXO 1). Procurou desenhar-se um questionário simples, de fácil preenchimento, que, em média, demorasse apenas cerca de cinco minutos a responder. Foi garantida a confidencialidade dos dados, que foram tratados, exclusivamente, de um modo agregado, apenas para fins de análise estatística. Após ter sido previamente testado, o questionário foi administrado a empresas Associadas, tendo sido posteriormente alargado à restante comunidade empresarial com a qual a AEP se relaciona, ou seja, utilizando os registos das empresas que integram a sua base de dados. No total, foram enviados s. O primeiro envio para as empresas Associadas ocorreu em 27/06/2012, tendo sido posteriormente enviadas três recordatórias (17/07/2012; 30/07/2012; e 22/10/2012). O envio para a restante comunidade empresarial AEP ocorreu em 11/09/2012, seguido de uma recordatória em 22/10/2012. No total foram rececionadas 888 respostas válidas, número que, apesar de representar uma taxa de resposta baixa (3,6%) se apresenta, em termos absolutos, como uma base de trabalho difícil de encontrar em estudos semelhantes. Os estudos que envolvem a gestão de topo das empresas apresentam taxas de resposta geralmente muito baixas. Em Portugal esta situação é particularmente observável, face à desconfiança que muitos empresários revelam quanto à utilidade deste tipo de estudos. Por outro lado, ainda que a confidencialidade dos dados estivesse assegurada, pode ter-se verificado alguma renitência em relação ao preenchimento de um questionário on-line, ou seja, onde o respondente não consegue, objetivamente, estar certo dessa confidencialidade. Um dado interessante que pudemos também apurar prende-se com o facto de 1522 respondentes (quase o dobro dos que responderam) não terem concluído a resposta ao questionário, ou seja, abriram ou iniciaram o preenchimento do questionário, mas não o 10

12 chegaram a concluir e a submeter. Esta situação pode ser explicada dado o perfil do respondente corresponder à gestão de topo das empresas, ou seja, um grupo geralmente com pouco tempo disponível para dedicar a esta tarefa, mas também poderá ser explicado, como já mencionado, pelo facto de o questionário ter sido administrado por via eletrónica. A administração de questionários junto da gestão de topo por esta via é uma prática recente, pelo que não há informação disponível sobre a taxa média de abandono deste tipo de instrumento de recolha de informação. Como referido, neste estudo pretendeu-se abranger a comunidade empresarial com a qual a AEP se relaciona e que consta da sua base de dados, que corresponde, assim, ao universo alvo. Contudo, como é habitual em estudos em que a unidade estatística é a empresa, o número de respostas obtidas ficou muito aquém do universo em questão. Uma vez que o inquérito foi dirigido ao universo alvo, quisemos verificar à posteriori se o total de respondentes poderia ser considerado como uma amostra representativa da população. Neste sentido, admitimos desde logo poder tratar-se de uma amostra aleatória (ou probabilística). Com efeito, o aspeto da aleatoriedade está salvaguardado, na medida em que a forma como foi realizado o inquérito permitiu garantir que todos os elementos da população tivessem as mesmas hipóteses de serem integrados na amostra (em termos teóricos, cada elemento da população tinha a mesma probabilidade de ser selecionado amostra aleatória simples). Por outro lado, pudemos validar que a amostra analisada (empresas que responderam ao questionário) é representativa do universo em questão (empresas que integram a comunidade empresarial com a qual a AEP se relaciona e que constam da sua base de dados) ao nível do critério dimensão das empresas, considerando a estratificação pelas variáveis número de trabalhadores e volume de vendas. Os gráficos seguintes permitem constatar a existência de uma estrutura muito próxima entre a população e a amostra analisada. 11

13 % Empresas % Empresas Figura 1: População versus Amostra (Volume de Vendas) Verifica-se que as diferenças entre a população e a amostra, segundo o critério volume de vendas são mínimas (a maior diferença é de apenas 4,3%, no escalão até ). 50% 45% 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% 43,7% 39,4% 26,7% 26,3% 21,6% 17,9% 8,3% 8,8% 4,0% 3,3% até (Escalão do volume de vendas: milhares de euros) População Amostra Também ao nível da Figura 2: População versus Amostra (Nº trabalhadores) comparação entre a população e a amostra, segundo o critério nº de trabalhadores, podemos observar que as diferenças são igualmente mínimas. A maior diferença é também de 4,3%, no grupo de pequenas empresas. 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% 49,6% 48,4% 35,6% 31,3% 14,0% 12,0% 5,1% 4,0% Microempresa Pequena Empresa Média Empresa Grande Empresa População Amostra Depois da administração online do questionário, a informação obtida foi importada para o software estatístico SPSS - Statistical Package for Social Sciences (versão 19), onde foi elaborado um ficheiro de dados. Esta fase envolveu, entre outros aspetos, a definição das variáveis e respetiva classificação, codificação, recodificação e transformação. Nesta fase, foi ainda verificada a consistência global dos dados. Ficamos, assim, na posse de uma matriz de dados de dimensão (888 55). No tratamento da informação utilizaram-se técnicas estatísticas de análise exploratória de dados: univariada e multivariada (com cálculo de medidas descritivas, cruzamento de variáveis, comparação de grupos de casos, representações gráficas e Análise de Clusters). O tratamento das questões abertas baseou-se na análise de conteúdo, nomeadamente na contagem das palavras mais referidas e na sistematização das ideias e argumentos também mais mencionados pelos respondentes. 12

14 Por outro lado, a partir da amostra analisada estabeleceram-se inferências para o universo, recorrendo-se para o efeito à utilização da metodologia de testes de hipóteses relativos a parâmetros da população (teste t-student para a comparação de duas médias populacionais e Análise de Variância One Way ANOVA para a comparação de mais de duas médias populacionais), apoiados num certo grau de certeza relativamente à decisão tomada. Ao longo de toda a análise inferencial o nível de significância adotado foi de 5%, pelo que se consideraram como estatisticamente significativos os resultados cujo valor de probabilidade do teste (p-value) foi inferior ou igual a 0,05. A ficha técnica do trabalho de campo apresenta-se na Tabela 1. Tabela 1: Ficha técnica do trabalho de campo Universo Comunidade empresarial que se relaciona com a AEP, constante da sua base de dados Método de recolha de informação Questionário on line com 6 vagas Unidade estatística Empresa Perfil do respondente Gestão de topo (sócios-gerentes, administradores, diretores) Dimensão da População Datas do trabalho de campo 27 de junho de 2012 a 22 de outubro de 2012 Amostra (número de respostas válidas) 888 Taxa de resposta 3,6% 13

15 III SUMÁRIO EXECUTIVO Importância das exportações na economia portuguesa Na situação em que o nosso país se encontra, marcada por uma forte contração da procura interna, face à redução do rendimento disponível das famílias que resulta do enorme aumento de impostos, a internacionalização da economia portuguesa continua a revelar-se como uma estratégia fundamental. A este nível, é de realçar o bom desempenho do setor exportador, que tem vindo a evidenciar um papel muito positivo sobre a atividade económica, contribuindo para atenuar o impacto negativo da redução da procura interna e, simultaneamente, para um rápido ajustamento das necessidades de financiamento externo da economia portuguesa. O cenário macroeconómico recentemente divulgado pelo Banco de Portugal, no seu Boletim Económico de Inverno, mostra a continuação desta tendência ao longo de 2013 e 2014 (esperando-se um excedente da balança corrente e de capital de 3,1% e 4,4% do PIB para 2013 e 2014, respetivamente, após décadas de défices crónicos). O resultado alcançado em matéria de correção do défice da Balança Corrente, acima do que era esperado, e o aumento da intensidade exportadora (que está já próxima dos 40%, embora ainda aquém de países europeus de dimensão semelhante ao nosso) são indiscutivelmente sinais da capacidade de ajustamento das empresas portuguesas. Numa altura em que a sua própria sobrevivência poderia estar em causa, o tecido empresarial rapidamente percebeu a necessidade de repensar estratégias e formas de atuação que permitam alcançar melhores resultados. Assim, as empresas portuguesas têm vindo a diversificar os seus mercados de exportação, procurando atingir novos mercados emergentes, para onde ainda não exportam ou exportam pouco, que revelam um elevado potencial de crescimento (em contraste com a falta de dinamismo das economias da área do euro). Os resultados deste estudo confirmam esta realidade. Com efeito, quando questionados sobre as perspetivas para as PME - Pequenas e Médias Empresas em Portugal, os responsáveis das empresas enfatizaram, de «viva voz», a importância da internacionalização, designadamente através do aumento das exportações, como forma de ultrapassar a atual crise económica e financeira. Esta ideia está bem patente em múltiplas citações dos empresários, de que é exemplo: «As PME vão lutar pela sobrevivência ( ) estando numa posição mais favorável 14

16 aquelas que estão direcionadas para o mercado externo». Neste contexto, os empresários apelam a uma maior desburocratização no acesso aos apoios à internacionalização, como ilustra o seguinte comentário: «( )os apoios existentes burocracia solicitada, o que desmotiva!». são de difícil acesso devido à Fatores da Envolvente empresarial. Financiamento, o constrangimento mais crítico É sabido que o sucesso empresarial está indissociado das condições de enquadramento - envolvente empresarial. O nosso país evidencia, ainda, um peso excessivo dos chamados custos de contexto, que traduzem não só uma menor eficiência da administração pública, como se apresentam como verdadeiros obstáculos à iniciativa empresarial, com um efeito muito negativo sobre a competitividade das empresas e a atratividade de investimento, quer nacional quer estrangeiro, com consequências sobre o crescimento e desenvolvimento económico do País. A este nível, por diversas vezes, a AEP tem referenciado o financiamento como um dos constrangimentos mais críticos (senão mesmo o mais crítico) para as empresas portuguesas, em particular para o segmento das PME. No âmbito deste estudo pudemos também constatar que a dificuldade de financiamento, quer em termos de acesso, quer do seu custo, é considerada pelos responsáveis das empresas como o principal obstáculo à sua sobrevivência (cerca de três quartos das empresas respondentes classifica este item como Mau ou Muito mau ). Os empresários ilustram esta ideia: «As PME correm riscos por dificuldades de financiamento»; «Caso não haja maior financiamento e com custos mais baixos, vejo a situação futura muito complicada para as PME em Portugal». Os empresários argumentam que sem financiamento para fazer face às enormes dificuldades de tesouraria, a situação torna-se insustentável. Por outro lado, sem financiamento não há stocks e os prazos de entrega de materiais dilatam, prejudicando toda a cadeia de produção. De igual modo, sem apoio da banca não há inovação nem competitividade. Os empresários apelam, ainda, para uma intervenção rápida neste campo, pois, caso isso não aconteça, o encerramento de muitas PME será inevitável, amplificando um efeito recessivo sobre a atividade económica: «Se não houver financiamento às empresas com juros baixos existe sério risco de as PME em geral poderem ficar insolventes e encerrarem». 15

17 Por outro lado, a par da necessidade urgente em assegurar o regular financiamento das empresas, consideram igualmente imprescindível apoiar a recapitalização das PME, no sentido do reforço dos capitais próprios das empresas economicamente viáveis, tal como ilustra o seguinte comentário: «O futuro passa obrigatoriamente por funcionarem com fundos próprios, em detrimento do financiamento bancário que, ou não existe, ou comporta valores difíceis de suportar». Paralelamente a este constrangimento, o presente estudo sistematiza um conjunto de outras debilidades ao nível da envolvente empresarial (e.g. Justiça, fiscalidade, burocracia, legislação laboral, prazos de pagamento pelas entidades públicas e custos de energia) que tendem a elevar desnecessariamente o custo da atividade empresarial, tal como ilustra um dos empresários: «A envolvente empresarial em Portugal é extremamente negativa em quase todas as variáveis, o que está a provocar o colapso de um elevado número de empresas ( )». No cômputo global dos aspetos abordados na questão da envolvente empresarial, os resultados do estudo mostram que o Funcionamento da Justiça foi o fator classificado de modo mais negativo, sendo que 90% atribuiu uma classificação máxima de 2, numa escala de 1 (muito mau funcionamento) a 5 (muito bom funcionamento). Vários empresários expressaram o seu desagrado em relação a este fator, de que são exemplo os seguintes comentários: «A Justiça não funciona e não se consegue nem compensa cobrar através dos tribunais»; «O estado da Justiça ( ) causa o descontentamento e desespero dos contribuintes.» A seguir à Justiça, o pior fator avaliado foi o Prazo de pagamento pelas entidades públicas, em que 75% atribuiu uma classificação máxima de 2 (mau funcionamento). Um respondente ilustra bem este desagrado: «Se persistirem as péssimas condições de pagamento por parte do Estado e outras entidades públicas, o futuro é o colapso total das empresas e da economia». A fiscalidade foi também um aspeto criticado, sendo que mais de metade (59,7%) o classificou como Mau ou Muito mau. Foram vários os empresários que expressaram o seu descontentamento em relação à carga excessiva de impostos a que estão sujeitos, de que é exemplo o seguinte comentário: «( )em termos de impostos é difícil ser uma PME em Portugal». A este propósito, os empresários apelam ao desagravamento urgente da carga fiscal: «Acredito que as empresas teriam mais capacidade competitiva se fossem isentas de alguns impostos porque a maioria das vezes é a incapacidade das PME pagarem todas as suas obrigações fiscais que leva à falência». 16

18 De salientar que o item relativo ao Baixo poder de compra, embora não deva ser considerado de per si um custo de contexto, não pode ser dissociado do resultado de medidas de política económica e reveste-se como um sério obstáculo à atividade empresarial. Também neste ponto os resultados do estudo revelam que 75% dos empresários atribuem uma classificação máxima de 2 (escala de 1 a 5), bem patente no seguinte comentário: «Antevejo um futuro muito preocupante, face à diminuição brutal do poder de compra por parte da população em geral». Sendo certo que recentemente se têm registado alguns progressos assinaláveis, sobretudo em algumas áreas, como é caso do licenciamento, da legislação laboral ou do enquadramento legislativo ao nível da recuperação de empresas, os resultados obtidos mostram, porém, que há ainda um longo caminho a percorrer, no sentido do Estado português melhorar o seu relacionamento com os cidadãos e as empresas e criar condições quadro mais favoráveis ao investimento e ao empreendedorismo. Como refere um dos empresários «( )Um Estado para ser respeitado pelos contribuintes tem, em primeiro lugar, que os respeitar e só depois tem a moral para lhes exigir o cumprimento legal a que estão vinculados num Estado democrático». Ainda no âmbito da questão referente à envolvente empresarial, o estudo permitiu identificar a existência de quatro grupos com perfis dissemelhantes, a saber: um grupo que agrega aspetos mais diretamente relacionados com o papel/intervenção do Estado (onde se incluem o Funcionamento da Justiça, a Burocracia, a Concorrência/Regulação, a Fiscalidade, a Rigidez da Legislação laboral); um grupo que tem unicamente a ver com questões ligadas ao financiamento das empresas (Financiamento e Prazos de pagamento pelas entidades públicas); um grupo que integra aspetos intrinsecamente relacionados com a estratégia da empresa (Inovação e Capital Humano); um grupo que integra aspetos de alcance mais geral (Energia; Ambiente, Licenciamento e Baixo poder de compra da população). Fatores mais diretamente relacionados com as empresas O estudo revela, ainda, que os empresários reconhecem as suas próprias debilidades. As opiniões emitidas apontam para algumas fragilidades intrínsecas das empresas. Desde logo, chamam a atenção para a reduzida dimensão das empresas, com o consequente impacto em termos de economia de escala e de massa crítica para enfrentar, com sucesso, o mercado internacional. É de notar que os resultados do inquérito mostram que a dimensão da empresa tem influência no seu âmbito de atuação. As empresas que atuam apenas no mercado nacional apresentam 17

19 uma dimensão média relativamente mais baixa, face às que atuam em ambos os mercados (nacional e internacional). Atendendo à necessidade de promover o crescimento das exportações portuguesas, e sendo o universo empresarial português composto na sua esmagadora maioria por empresas de pequena e média dimensão, este resultado sugere a necessidade de criar mecanismos de apoio à internacionalização destas empresas, designadamente ao nível da cooperação empresarial. A este propósito, os próprios empresários afirmam a necessidade de uma maior cooperação entre as empresas (que pode traduzir-se em parcerias, fusões ou alianças estratégicas) que leve a uma efetiva conjugação de esforços e de recursos. Refere um dos empresários: Para operar competitivamente no mercado externo as empresas têm que se associar (fusões, parcerias, associações). Devem ainda ser inseridas em clusters com outras empresas. Por outro lado, os empresários reconhecem a necessidade de melhorar a sua capacidade de gestão, defendendo que deve ser implementada uma atitude profissionalizada na gestão das PME - uma gestão rigorosa e responsável, assente em equipas e estruturas de trabalhadores com forte espírito de resistência e valências que lhes permitam enfrentar o futuro. Consideram também como fundamental promover a inovação, a qualidade, o marketing e a criatividade. Esta visão surge bem vincada em algumas citações dos empresários, como seja: As dificuldades sempre existiram e hoje temos mais conhecimento. Há que mudar de atitude e eliminar os maus hábitos instalados, vaidades, gorduras e implementar uma atitude profissionalizada na gestão das nossas PME. Conhecendo-se para onde se quer ir, o caminho é melhor preparado e o êxito mais garantido., ou ainda: O futuro continuará a ser exigente, mas a aposta na inovação e marketing dos nossos produtos, assente numa alta capacidade do nosso capital humano fará com que as melhores PME permaneçam e reforcem até a sua competitividade. Em termos de perceção sobre a situação à data de aplicação do questionário e até ao final de 2012, a maioria não considerava a sua empresa numa posição de risco no que diz respeito, por exemplo, a insolvência ou a perda de reputação. Contudo, há uma proporção não negligenciável de empresas que o consideravam (mais de um quinto), sendo estas de menor dimensão. Quanto a efetuar despedimentos, 18,1% referiram essa intenção. Perante um cenário de insolvência iminente, as empresas apontam o Atrasar o pagamento aos fornecedores e o Desinvestimento como as duas primeiras medidas a adotar. O Atrasar o pagamento a colaboradores e o Atrasar o pagamento de impostos foram os aspetos menos referidos. 18

20 Expetativas quanto ao futuro das PME Quanto às expetativas relativamente ao futuro das PME em Portugal, verifica-se que a maioria dos respondentes (90%) expressa uma opinião pessimista. De facto, verifica-se que o descontentamento é muito grande, observável nos adjetivos mais utilizados e bem representativos do sentimento de desolação, tais como: muito difícil, dramático, trágico, tenebroso e sombrio. As principais razões invocadas pelos empresários para justificar a sua visão pessimista em relação ao futuro radicam na dificuldade de financiamento, quer em termos de acesso quer de custo. A carga excessiva de impostos e os prazos de pagamento incomportáveis foram também das razões de insatisfação mais referidas. Relativamente aos respondentes que demonstram uma visão otimista (10%) verifica-se que estes, apesar de terem consciência das dificuldades que o país atravessa, preferem ver a mesma realidade mas no prisma contrário, ou seja, enfatizando o que pode ser feito para dar a volta à questão e quais as apostas necessárias para vencer a crise. Assim, e sem qualquer margem para dúvidas, a solução proposta por estes empresários parece estar no mercado externo, fundamentalmente na exportação, surgindo esta como a referência com a primeira ordem de importância. Numa segunda ordem de importância surge a aposta nas alianças, fusões e cooperação entre empresas, bem como na inovação. Num terceiro nível, mas afigurando-se também como condições vitais para que as empresas saiam vencedoras da crise, surgem os conceitos de orientação para o mercado, capital humano, alta qualidade, marketing e criatividade e otimização de processos. Importância dos seguros D&O Sabemos que todos os negócios envolvem algum grau de risco. Num ambiente de negócios, marcado por uma complexidade crescente e em constante mudança, o risco com que o responsável pela empresa se poderá debater no desenvolvimento da sua atividade é, cada vez mais, uma variável não controlada. Quando se trata de um negócio internacional, além-fronteiras, que tende a ser cada vez mais frequente, haverá, com elevada probabilidade, alguns riscos adicionais que não estão confinados ao mercado nacional. 19

21 Deste modo, torna-se essencial que os responsáveis das empresas possam estar acautelados relativamente a riscos com que possam debater-se na sua atividade diária, onde poderão ser responsabilizados por danos causados à própria sociedade, acionistas, credores sociais, trabalhadores e terceiros, por erros de gestão e pelos quais responde o seu património pessoal. A minimização do risco a que está exposto poderá ser conseguida através da adoção de um seguro específico o Seguro de Responsabilidade Civil de Administradores e Diretores (D&O). Relativamente à perceção dos riscos a que as empresas estão sujeitas na sua atividade diária, os resultados do inquérito permitiram constatar: Os responsáveis das empresas têm consciência de que o seu património pessoal corre riscos (referido por uma percentagem superior a 75%). São ainda muito poucos os empresários que formalizam as suas queixas e insatisfações. Os dados mostram que a esmagadora maioria das empresas refere não ter recebido qualquer queixa (87%). Nas empresas que referiram já ter recebido alguma queixa, a sua proveniência foi maioritariamente dos colaboradores, seguindo-se os fornecedores, os clientes, os concorrentes e os acionistas ou sócios. A maior proporção de queixas apresentadas (quer contra o empresário, quer contra a empresa) foi resolvida fora dos tribunais. A quase totalidade dos respondentes refere não ter enfrentado qualquer denúncia por discriminação ou por assédio no local de trabalho, quer contra a empresa (96%), quer contra si próprio (98,2%). Uma proporção considerável de empresas não tem ideia a quanto poderão ascender, em média, os custos de defesa legal no caso de uma reclamação (o que acontece em mais de dois terços das empresas). São as empresas de maior dimensão que apontam para um valor mais elevado nos custos de defesa legal. 20

22 Cerca de um quinto dos diretores ou administradores de empresas refere tomar decisões no caso, por exemplo, de um despedimento ou de uma operação de investimento, sem consultar os seus pares. As empresas que tomam decisões sem consultar os seus pares são de menor dimensão e com menor antiguidade. Quando questionados perante uma situação concreta de um ato de gestão que envolve algum risco, a esmagadora maioria (90%) refere que se consideraria culpado. Uma proporção considerável de empresas (45,9%) não sabe da existência dos Seguros de Responsabilidade Civil para Diretores e Administradores de Sociedades Comerciais (D&O). Os que conhecem este seguro pertencem a empresas que são de maior dimensão e antiguidade. A esmagadora maioria das empresas (83,4%) não tem um Seguro de Responsabilidade Civil para Diretores e Administradores de Sociedades Comerciais. As empresas que possuem este tipo de seguro são de maior dimensão e antiguidade. Os responsáveis das empresas mostraram-se mais recetivos a comprar um Seguro de Responsabilidade Civil para Diretores e Administradores que também ofereça cobertura à própria Sociedade (72%). Em Portugal, a grande maioria dos empresários desconhece a existência do Seguro D&O, como também a posição de vulnerabilidade em que se encontra, face à responsabilização pessoal em que incorre pelos atos de gestão por si praticados. A tendência será, naturalmente, de uma maior consciencialização em relação a esta questão, na medida em que uma sociedade que procura ser mais democrática e mais justa terá obrigatoriamente que incentivar a cidadania e a responsabilização de todos os seus atores. Aos empresários, administradores e diretores compete a assunção da responsabilidade pelas consequências dos seus atos e ao cidadão, nas suas diferentes funções, compete a reivindicação dos seus direitos, com vista a uma sociedade mais justa. Neste contexto, o Seguro D&O apresenta-se como uma ferramenta de proteção que reduz significativamente os riscos a que os Administradores e Diretores estão sujeitos. 21

23 IV - ANÁLISE DOS RESULTADOS 1. Caraterização das empresas 1.1 Dimensão À semelhança do que acontece com o tecido empresarial em Portugal, também neste estudo a esmagadora maioria das empresas são de pequena e média dimensão (PME 1 ). Em cerca de 44% das empresas o volume de negócios não excede os quinhentos mil euros e em 26,3% este indicador oscila entre os quinhentos mil euros e os dois milhões de euros (Figura 3). Figura 3: Distribuição das empresas por volume de negócios (N=886) Por outro lado, os dados relativos à distribuição das empresas segundo o segmento dimensional, em termos de número de trabalhadores, reforçam o facto de se tratar de empresas, na sua maioria, de pequena e média dimensão (Figura 4). Constata-se que metade das empresas possui até dez colaboradores (valor da mediana) e três quartos têm até trinta (valor do terceiro quartil). Apenas 10% das empresas possuem mais de 100 colaboradores e 1 Segundo a Recomendação da Comissão 2003/361/CE, de 20 de Maio de

24 5% têm mais de 188 (percentil noventa e percentil 95, respetivamente), dados apresentados na Tabela 2. Tabela 2: Número de colaboradores da empresa Figura 4: Estrutura Empresarial (por segmento dimensional: nº de trabalhadores) Statistics N Valid 875 Missing 13 12,0% 4,0% Percentiles ,6% 48,4% Microempresa Pequena Empresa Média Empresa Grande Empresa Fonte: Inquérito AEP 1.2 Setor de atividade Mais de metade das empresas (58,4%) pertence aos Serviços, sendo de 39,3% a proporção do ramo industrial. Como era de esperar, apenas uma minoria (2,3%) pertence ao setor primário (Figura 5). Figura 5: Distribuição das empresas por ramo de atividade 23

25 Uma análise mais desagregada por classificação de atividade económica (a um dígito da CAE) mostra que a indústria transformadora é o setor preponderante (28,5% das empresas), seguindo-se o comércio (24,8% das empresas), as atividades de consultoria, científicas, técnicas e similares (14,8%) e o setor da construção (8,7%). As restantes atividades assumem, individualmente, uma menor expressão (Figura 6). Figura 6: Distribuição das empresas por setor de atividade (por seção da CAE) 1.3 Antiguidade das empresas A partir da resposta à questão referente ao ano de início de atividade, calculou-se a idade da empresa (tendo como referência o ano de 2012). Os resultados obtidos mostram uma elevada dispersão desta variável, com a antiguidade das empresas a variar entre um e duzentos anos. Das 867 empresas que indicaram o ano de início da sua atividade, um quarto tem no máximo 8 anos e metade tem no máximo 15 anos de antiguidade. Por outro lado, 10% têm mais de 42 anos e 5% mais de 60 anos. É, também, de 24

26 notar a existência de algumas empresas centenárias, que surgem identificadas como outliers 2 (valores discrepantes) no gráfico de extremos-e-quartis (Figura 7). De notar que nesta figura as empresas surgem identificadas como um número, que corresponde à posição que ocupam na base de dados. Tabela 3: Antiguidade da empresa: estatísticas descritivas Figura 7: Antiguidade da empresa: diagrama de extremos-e-quartis Fonte: Inquérito AEP 1.4 Tipo de sociedade A maioria das empresas (71,3%) refere-se a sociedade por quotas, sendo que as sociedades anónimas representam um pouco mais de um quinto do total (Figura 8). 2 Os valores assinalados a asterisco são considerados outliers severos: isto é, respeitam a observações que se encontram para valores superiores ou iguais a 3 amplitudes inter-quartis para baixo do primeiro quartil ou para cima do terceiro quartil. Os valores assinalados com um círculo são considerados outliers moderados: isto é, respeitam a observações que se encontram situadas entre 1,5 e 3 amplitudes inter-quartis para baixo do primeiro quartil ou para cima do terceiro quartil. 25

27 Figura 8: Tipo de sociedade (N=865) 1.5 Âmbito de atuação Mais de metade das empresas (58%) restringe o seu âmbito de atuação ao mercado nacional (Figura 9). Figura 9: Mercado de atuação (N=888) 26

28 Uma análise por dimensão da empresa, tendo em conta o número de colaboradores (Figura 10) permite concluir que as que atuam apenas no mercado nacional apresentam uma dimensão média relativamente mais baixa, face às que atuam em ambos os mercados (nacional e internacional). A significância da diferença entre as médias foi avaliada através da realização de um teste de hipóteses One-Way ANOVA, podendo a diferença observada ser considerada estatisticamente significativa 3, pelo que poderemos generalizar esta conclusão observada na amostra para o universo empresarial em questão. Isto é, a dimensão da empresa tem influência no seu âmbito de atuação. De facto, os dados oficiais (designadamente da AICEP) mostram uma forte concentração das exportações num reduzido número de empresas (de grande dimensão). Esta situação pode ser explicada pelo facto de as grandes empresas estarem genericamente mais apetrechadas para enfrentar os desafios da internacionalização. Atendendo à necessidade de promover o crescimento das exportações portuguesas, sendo o universo empresarial português composto na sua esmagadora maioria por empresas de pequena e média dimensão, este resultado sugere, por um lado, o potencial de crescimento das PME para mercados internacionais e, por outro, a necessidade de criar mecanismos de apoio à internacionalização destas empresas. Neste âmbito, a promoção da cooperação empresarial e o estabelecimento de parcerias podem revelar-se como uma importante estratégia, no sentido deste segmento empresarial conseguir massa crítica para enfrentar com sucesso os mercados internacionais. 3 Como comprovaram os resultados do teste One-Way ANOVA: p=0,009, com utilização do teste de comparação múltipla de Scheffe. 27

29 Figura 10: Dimensão média das empresas por mercado de atuação (N=875) Como seria de esperar, há uma clara associação entre o âmbito de atuação da empresa e o seu setor de atividade. As empresas da indústria transformadora apresentam uma clara orientação para o mercado internacional (apenas 31% refere o mercado nacional como sendo o único âmbito da sua atuação). De forma inversa, as empresas pertencentes aos setores do comércio, construção e várias atividades de serviços dirigem-se essencialmente para o mercado interno (Tabela 4). 28

30 Tabela 4: Cruzamento setor de atividade e mercado de atuação (N=867) Fonte: Inquérito AEP 29

31 2. Riscos a que as empresas estão sujeitas na sua atividade diária 2.1 Perceção dos empresários quanto ao risco do seu património pessoal Mais de três quartos dos empresários têm consciência de que o seu património pessoal corre riscos (Figura 11). Figura 11: Acha que os empresários têm consciência de que o seu património corre riscos? (N=886) O grupo de empresas que respondeu afirmativamente à questão Acha que os empresários têm consciência de que o seu património corre riscos? (Figura 12) apresenta, em média, uma menor dimensão (quando aferida apenas pelo critério do número de trabalhadores), face às que responderam de modo negativo. Contudo, a realização de um teste t-student para a comparação das duas médias leva a concluir que as diferenças observadas não podem ser consideradas estatisticamente significativas 4. 4 O teste t-student para a comparação de duas médias populacionais produziu os seguintes resultados: t(807)=-0,372; p=0,

32 Figura 12: Acha que os empresários têm consciência de que o seu património corre riscos? (por dimensão da empresa) (N=809) 2.2 Queixas recebidas pela empresa Número de queixas A esmagadora maioria das empresas refere não ter recebido qualquer queixa (87%). Deste modo, apenas 13% (ou seja 115 empresas) referem ter recebido alguma queixa (Figura 13). Embora seja unanimemente reconhecida a necessidade de se formalizarem as queixas, pois elas constituem, por um lado, a base para a melhoria do funcionamento das organizações e, por outro, porque são o suporte de uma sociedade que procura ser mais justa e responsável, o certo é que ainda são muito poucos os que formalizam as suas queixas e insatisfações. Os resultados deste estudo corroboram esta realidade, na medida em que quase 90% dos respondentes referem que a empresa nunca recebeu qualquer queixa. O facto de não existirem queixas formais não significa, no entanto, que não haja motivos para que as mesmas pudessem ter acontecido. A teoria das queixas/reclamações demonstra, através do chamado «efeito iceberg» que por cada queixa formalmente apresentada (ponta do iceberg) existem diversas situações similares que não deram origem a uma formalização da 31

33 queixa, ou seja, o número de pessoas que efetivamente formalizam a sua queixa, ainda que tenha motivos para tal, é diminuto. São várias as razões que levam as pessoas/organizações, tendencialmente, a não formalizarem as suas queixas. Por exemplo, os custos, o investimento de tempo e o desgaste que este tipo de situações tende a gerar são elementos dissuasores da formalização da queixa. O não acreditar na eficácia do sistema é outro fator relevante, ainda que essa atitude esteja também muito associada a questões culturais. Nos EUA, por exemplo, a cultura dominante e a eficácia associada à gestão de queixas/reclamações incentiva à formalização de situações de insatisfação, enquanto noutros contextos o efeito é contrário, dissuadindo a reclamação. É o que acontece no nosso país, onde a perceção dos empresários sobre o mau funcionamento da Justiça, referida como morosa e complexa (veja-se a este propósito a Tabela 13, pág. 79), desencoraja a formalização da queixa. Figura 13: Já recebeu alguma queixa? (N=885) As empresas que referem ter recebido alguma queixa são em média de menor dimensão, quando avaliadas apenas pelo critério do número de trabalhadores (Figura 14), mas tal diferença não é estatisticamente significativa 5. 5 O teste t-student para a comparação de duas médias populacionais produziu os seguintes resultados: t(870)=-0,253; p=0,

34 Figura 14: Alguma vez recebeu uma queixa (por dimensão da empresa) (N=872) Proveniência das queixas Quando colocada a questão sobre a proveniência da queixa (Figura 15), a maior proporção de respostas refere-se ao item Colaboradores (55,3% das respostas), seguindo-se os Fornecedores (53,5%), os clientes (20,2%), os Concorrentes (16,7%), os Acionistas ou Sócios (11,4%) e, em último lugar, o Regulador (com 6,1% de respostas). De notar que, por se tratar de uma resposta de escolha múltipla, a soma das respostas ultrapassa os 100%. Figura 15: Proveniência da queixa Colaboradores 55,3% Fornecedores 53,5% Clientes 20,2% Concorrentes 16,7% Acionistas ou Sócios 11,4% Regulador 6,1% Outro 2,6% 0,0% 10,0% 20,0% 30,0% 40,0% 50,0% 60,0% (N=114) Fonte: Inquérito AEP 33

35 Assinale-se, ainda, um total de três respostas no item Outro, sendo que se referem a queixas indicadas como recebidas a nível Internacional, do Segurado e do Superior hierárquico (com uma resposta cada) Como foi solucionado o assunto quando a queixa foi formalizada contra o empresário Das respostas afirmativas à questão Se a queixa foi contra si como solucionou o assunto? (61 empresas responderam a esta questão), mais de metade (54,1%) indica que a queixa foi solucionada fora dos tribunais, um quarto em tribunal e em 8,2% dos casos com recurso à arbitragem. É de notar que cerca de 12% das empresas referem que nada fizeram (Figura 16). Figura 16: Forma como foi solucionada a queixa apresentada contra o empresário (N=61) Como foi solucionado o assunto quando a queixa foi formalizada contra a empresa Já quanto à questão Se a queixa foi contra a empresa como solucionou o assunto? (95 empresas responderam a esta questão), regista-se também uma maior proporção que refere a resolução do assunto fora dos tribunais (46,3%), sendo ainda de salientar neste caso o recurso a tribunal (referido por 41,1%, ou seja 39 empresas), Figura

36 É interessante verificar que, quando a queixa é formalizada contra a empresa, o recurso aos tribunais é proporcionalmente maior do que no caso de a queixa ser formalizada contra o empresário (41,1% contra 24,6%, respetivamente). De qualquer modo, em ambos os casos, o recurso a uma solução fora dos tribunais prevalece, situação que poderá também estar associada à desconfiança dos empresários em relação ao funcionamento da Justiça em Portugal, como já referido. Figura 17: Forma como foi solucionada a queixa apresentada contra a empresa (N=95) Queixa por discriminação ou assédio formalizada contra o empresário A quase totalidade dos respondentes (98,2%) refere não ter enfrentado qualquer denúncia, por exemplo, por discriminação ou por assédio no local de trabalho (Figura 18). 35

37 Figura 18: Já enfrentou alguma denúncia por discriminação ou por assédio no local de trabalho? (N=884) O grupo dos que refere ter enfrentado alguma denúncia deste tipo (apenas 11, num total de 866 empresas que indicaram informação referente às duas variáveis: número de trabalhadores e queixa apresentada por discriminação ou assédio formalizada contra o empresário) pertence a empresas que apresentam, em média, uma maior dimensão (em termos de número de trabalhadores), Figura 19, embora essa diferença não seja estatisticamente significativa 6. Figura 19: Já enfrentou alguma denúncia por discriminação ou por assédio no local de trabalho? (por dimensão da empresa) (N=866) 6 O teste t-student para a comparação de duas médias populacionais produziu os seguintes resultados: t(864)=0,213; p=0,

38 2.2.6 Queixa por discriminação ou assédio formalizada contra a empresa Obteve-se idêntica conclusão quando a questão foi colocada relativamente à empresa (Questão 13). Assim, 96% refere não ter sido feita qualquer denúncia contra a própria empresa, por discriminação ou por assédio no local de trabalho (Figura 20). Figura 20: E contra a própria empresa, já foi feita alguma denúncia por discriminação ou por assédio no local de trabalho (N=886) Também aqui se observaram algumas diferenças de resposta em termos de dimensão, sendo que as empresas que referem ter sido feita alguma denúncia contra a própria empresa (apenas 23, num total de 861 empresas que indicaram informação referente às duas variáveis: número de trabalhadores e queixa apresentada por discriminação ou assédio formalizada contra a empresa) são, em média, de maior dimensão (Figura 21), mas, tal como na questão anterior, trata-se de uma diferença que não é estatisticamente significativa 7. 7 O teste t-student para a comparação de duas médias populacionais produziu os seguintes resultados: t(859)=0,646; p=0,

39 Figura 21: E contra a própria empresa, já foi feita alguma denúncia, por exemplo, por discriminação ou por assédio no local de trabalho? (por dimensão da empresa) (N=861) 2.3 Perceção dos empresários quanto aos custos de defesa legal no caso de uma reclamação Os resultados do inquérito mostram de forma clara que uma proporção considerável de empresas não tem ideia a quanto poderão ascender, em média, os custos de defesa legal no caso de uma reclamação (o que acontece em mais de dois terços das empresas), Figura 22. Figura 22: Perceção de a quanto podem ascender, em média, os custos de defesa legal no caso de uma reclamação? (N=885) 38

40 O tipo de resposta difere de modo significativo de acordo com a dimensão da empresa (Figura 23), sendo que as empresas que apontam para Mais de 5000 são, em média, de maior dimensão, quer em relação às empresas que respondem Até 5000, quer às que referem Não sei (teste One-Way ANOVA: p=0,001). Figura 23: Perceção de a quanto podem ascender, em média, os custos de defesa legal no caso de uma reclamação? (por dimensão da empresa) (N=872) 2.4 Perceção dos empresários quanto à situação financeira da empresa: atual e no curto prazo Intenção de efetuar despedimentos Praticamente dois terços das empresas não estão a pensar efetuar despedimentos até ao final do ano, sendo que 18,1% pretendem fazê-lo e as restantes (15,6%) referem não saber (Figura 24). 39

41 Figura 24: Intenção de efetuar despedimentos até ao final do ano (N=885) O grupo das empresas que tem a intenção de efetuar despedimentos até ao final do ano apresenta, em média, uma maior dimensão e uma maior antiguidade (Figuras 25 e 26), embora essas diferenças observadas não sejam estatisticamente significativas 8. Figura 25: Intenção de efetuar despedimentos até ao final do ano (por dimensão da empresa) (N=736) 8 O teste t-student para a comparação de duas médias populacionais produziu os seguintes resultados: t(734)=0,688; p=0,492; t(727)=0,730; p=0,466, respetivamente. 40

42 Figura 26: Intenção de efetuar despedimentos até ao final do ano (por idade da empresa) (N=729) Risco de insolvência ou perda de reputação (à data da aplicação do questionário) Apesar de a maioria (66%) não considerar que a sua empresa se encontrava, à data de aplicação do questionário, numa situação de risco no que diz respeito, por exemplo, a insolvência ou a perda de reputação, há uma proporção não negligenciável de empresas (cerca de 27%) que o consideraram (Figura 27), o que não estará dissociado da conjuntura económica particularmente desfavorável e que se traduz numa expetativa mais pessimista por parte dos responsáveis das empresas. Figura 27: Perceção de que a empresa se encontra, presentemente, numa situação de risco no que diz respeito, por exemplo, a insolvência ou a perda de reputação? (N=885) 41

43 Verifica-se que o grupo de respondentes que considera que a sua empresa se encontrava, à data de aplicação do questionário, numa situação de risco no que diz respeito, por exemplo, a insolvência ou a perda de reputação representa empresas que são, em média, de menor dimensão (Figura 28), sendo essa diferença estatisticamente significativa (t=-3,527; p=0,000). Figura 28: Perceção de que a empresa se encontra, presentemente, numa situação de risco no que diz respeito, por exemplo, a insolvência ou a perda de reputação? (por dimensão da empresa) (N=809) Já quanto à comparação por idade da empresa (Figura 29), não se observaram diferenças estatisticamente significativas 9 quanto ao tipo de resposta. Figura 29: Perceção de que a empresa se encontra, presentemente, numa situação de risco no que diz respeito, por exemplo, a insolvência ou a perda de reputação? (por idade da empresa) (N=801) 9 O teste t-student para a comparação de duas médias populacionais produziu os seguintes resultados: t(799)=-1,899; p=0,

44 2.4.3 Risco de insolvência ou perda de reputação (até ao final de 2012) Mais de um quinto dos respondentes considerou que a sua empresa, antes de terminar o ano de 2012, poderia estar numa situação de risco no que diz respeito, por exemplo, à possibilidade de insolvência ou de perda de reputação (Figura 30). Estes dados suscitam alguma preocupação, na medida em que traduzem um estado de vulnerabilidade e apreensão por parte de um elevado número de empresas. Figura 30: Perceção de que a empresa, antes de terminar o ano, poderá estar numa situação de risco no que diz respeito, por exemplo, à possibilidade de insolvência ou de perda de reputação? (N=885) Observam-se diferenças estatisticamente significativas (t=-3,74; p=0,000) em termos de dimensão das empresas, tendo em conta o número de colaboradores, sendo que o grupo de respondentes que considerou que a sua empresa, antes de terminar o ano de 2012, poderia estar numa situação de risco carateriza-se por pertencer a empresas que são, em média, de menor dimensão (Figura 31). Estes resultados evidenciam uma perceção de maior vulnerabilidade das empresas de menor dimensão aos efeitos da atual conjuntura de crise. 43

45 Figura 31: Perceção de que a empresa, antes de terminar o ano, poderá estar numa situação de risco no que diz respeito, por exemplo, à possibilidade de insolvência ou de perda de reputação? (por dimensão da empresa) (N=788) 2.5 Medidas a adotar pela empresa perante um cenário de insolvência Mais de um quarto dos respondentes (26,1%) refere que a medida de última instância a que recorreria perante um cenário de insolvência iminente seria Efetuar despedimentos e um pouco mais de um quinto refere Atrasar o pagamento de impostos. De qualquer modo, as respostas distribuem-se, com valores relativamente próximos, pelas diferentes opções, denotando alguma dispersão (Figura 32). 44

46 Figura 32: Medida de última instância a adotar pela empresa perante um cenário de insolvência iminente (N=884) Já quanto à primeira medida a que recorreriam no caso de a empresa estar em situação de insolvência, os dois aspetos mais referidos foram Atrasar o pagamento aos fornecedores e Desinvestir (34,9% e 34,1%, respetivamente). Neste caso, as respostas estão claramente concentradas nestas duas opções. O Atrasar o pagamento a colaboradores (2,5%) e o Atrasar o pagamento de impostos (9,5%) foram, por seu turno, os aspetos menos referidos (Figura 33). Figura 33: Primeira medida a que a empresa recorreria no caso de estar em situação de insolvência? (N=882) 45

47 É de notar que as respostas obtidas por parte de algumas empresas dão conta que terá havido alguma confusão na interpretação das questões 18 e 19 (medida de última instância e primeira medida, respetivamente). Deste modo, efetuou-se uma análise em que se eliminaram as empresas que atribuíram a mesma resposta a ambas as questões, sendo que os resultados obtidos não registaram variações assinaláveis. 2.6 Perceção das decisões sobre atos de gestão tomadas pelos Diretores/Administradores da empresa que poderão envolver algum risco Tomada de decisões sem consultar outros Diretores/Administradores Cerca de 21% dos inquiridos refere que como Diretor ou Administrador toma decisões, no caso, por exemplo, de um despedimento ou de uma operação de investimento, sem consultar outros Diretores/Acionistas/Administradores, sendo que 77% referem não o fazer, ou seja, a maioria consulta os seus pares (Figura 34). Figura 34: Decisões do Diretor/Administrador da empresa sobre atos de gestão sem consultar outros Diretores/Administradores (N=883) 46

48 De notar que o grupo que responde afirmativamente a esta questão pertence a empresas que apresentam, em média, menor dimensão, quando comparado com o grupo de respondentes que refere não tomar essa decisão (Figura 35), sendo a diferença observada estatisticamente significativa (t=-3,823; p=0,000). Figura 35: Decisões do Diretor/Administrador da empresa sobre atos de gestão sem consultar outros Diretores/Administradores (por dimensão da empresa) (N=843) Por outro lado, também se observam diferenças em termos de antiguidade, sendo que o grupo que respondeu que não toma decisões, no caso, por exemplo, de um despedimento ou de uma operação de investimento, sem consultar outros Diretores/Acionistas/Administradores pertence a empresas que apresentam, em média, mais idade (Figura 36), sendo esta diferença observada estatisticamente significativa (t=-3,99; p=0,000). 47

49 Figura 36: Decisões do Diretor/Administrador da empresa sobre atos de gestão sem consultar outros Diretores/Administradores (por idade da empresa) Perceção de responsabilidade por atos de gestão que envolvem risco Perante a situação concreta do hipotético ato de gestão colocado na Questão 21 Imagine que, como administrador de uma empresa, um dia decide comprar grandes quantidades de matéria-prima deteriorável, porque é uma boa oportunidade de compra, mas não avalia os possíveis riscos e põe em perigo a estabilidade financeira do seu negócio. A mercadoria fica armazenada e estraga-se porque não é possível escoá-la. Esta operação leva a empresa à falência. Você considerar-se-ia responsável? verifica-se que a esmagadora maioria dos respondentes (90%) refere que se consideraria culpado. É também interessante verificar que 3,5% dos respondentes afirma não saber (Figura 37). 48

50 Figura 37: Perceção do Diretor/Administrador da empresa sobre uma situação concreta* que poderá envolver um elevado risco para a empresa (N=883) 2.7. Perceção quanto ao seguro de Responsabilidade Civil para Diretores e Administradores de Sociedades Comerciais Conhecimento deste tipo de seguro Uma proporção considerável de empresas (45,9%) não sabe da existência dos seguros de Responsabilidade Civil para Diretores e Administradores de Sociedades Comerciais (Figura 38). Figura 38: Conhecimento da existência dos seguros de Responsabilidade Civil para Diretores e Administradores de Sociedades Comerciais (N=882) 49

51 Relativamente ao conhecimento da existência dos Seguros de Responsabilidade Civil para Diretores e Administradores de Sociedades Comerciais, registam-se diferenças em função da dimensão da empresa, que são estatisticamente significativas (t=2,58; p=0,01). Assim, os conhecedores da existência dos seguros de Responsabilidade Civil para Diretores e Administradores de Sociedades Comerciais pertencem a empresas que são, em média, de maior dimensão (Figura 39). Figura 39: Conhecimento da existência dos seguros de Responsabilidade Civil para Diretores e Administradores de Sociedades Comerciais (por dimensão da empresa) (N=774) Também em termos de antiguidade da empresa se observaram diferenças na idade média entre o grupo que respondeu afirmativamente à questão e o grupo cuja resposta foi negativa (Figura 40), sendo tais diferenças estatisticamente significativas (t=2,58; p=0,01). Deste modo, as empresas conhecedoras da existência dos seguros de Responsabilidade Civil para Diretores e Administradores de Sociedades Comerciais têm, em média, maior antiguidade. 50

52 Figura 40: Conhecimento da existência dos seguros de Responsabilidade Civil para Diretores e Administradores de Sociedades Comerciais (por idade da empresa) (N=769) Número de empresas que detém um Seguro de Responsabilidade Civil para Diretores e Administradores É de destacar que a esmagadora maioria das empresas (83,4%) afirma não ter um Seguro de Responsabilidade Civil para Diretores e Administradores de Sociedades Comerciais, sendo que apenas 12% possuem um seguro com essas caraterísticas (Figura 41). Figura 41: Existência de algum seguro de Responsabilidade Civil para Diretores e Administradores de Sociedades Comerciais? (N=881) 51

53 A este nível registam-se diferenças em função da dimensão da empresa (Figura 42), que são estatisticamente significativas (t=2,365; p=0,02), sendo que o grupo de empresas que possui este tipo de seguro é, em média, de grande dimensão. Figura 42: Existência de algum seguro de Responsabilidade Civil para Diretores e Administradores de Sociedades Comerciais? (por dimensão da empresa) (N=828) Também quanto à antiguidade da empresa (Figura 43) se observaram diferenças estatisticamente significativas (t=2,33; p=0,020) entre as que referem possuir e as que não mencionam possuir tal seguro, o que significa que o grupo de empresas que afirma possuir um Seguro de Responsabilidade Civil para Diretores e Administradores de Sociedades Comerciais evidencia, em termos médios, uma maior antiguidade. 52

54 Figura 43: Existência de algum seguro de Responsabilidade Civil para Diretores e Administradores de Sociedades Comerciais? (por idade da empresa) Seguro de Responsabilidade Civil para Diretores e Administradores com cobertura à própria Sociedade Quando questionados sobre se Comprariam mais facilmente um seguro de Responsabilidade Civil para Diretores e Administradores que também oferecesse cobertura à própria Sociedade? (Questão 24), uma proporção elevada de respondentes (cerca de 72%) declararam de modo afirmativo. É, porém, de realçar que em mais de um quinto (22%) dos casos a resposta foi Não sei (Figura 44). Figura 44: Opinião quanto à opção de compra de um seguro de Responsabilidade Civil para Diretores e Administradores que também oferecesse cobertura à própria Sociedade (N=882) 53

55 Quanto à comparação das respostas por dimensão da empresa, verifica-se que os respondentes que afirmam que comprariam mais facilmente um seguro de Responsabilidade Civil para Diretores e Administradores que também oferecesse cobertura à própria Sociedade, pertencem a empresas que são, em média, de menor dimensão, aferida pelo número de trabalhadores (Figura 45), não sendo essa diferença estatisticamente significativa 10. Figura 45: Opinião quanto à opção de compra de um seguro de Responsabilidade Civil para Diretores e Administradores que também oferecesse cobertura à própria Sociedade (por dimensão da empresa) Quanto à comparação por antiguidade da empresa, verifica-se que os inquiridos que respondem afirmativamente pertencem a empresas que são, em média, mais antigas, embora essas diferenças não sejam estatisticamente significativas 11 (Figura 46). 10 t(676)=-0,387; p=0, t(669)=1,234; p=0,

56 Figura 46: Opinião quanto à opção de compra de um seguro de Responsabilidade Civil para Diretores e Administradores que também oferecesse cobertura à própria Sociedade (por idade da empresa) 3. Envolvente empresarial em Portugal e expetativas para o futuro das PME 3.1 Envolvente empresarial Desejavelmente, Portugal deve apresentar-se como um país atrativo para o investimento nacional e estrangeiro. Contudo, reconhecidamente, o nosso país evidencia, ainda, um peso excessivo dos chamados custos de contexto, que traduzem não só uma menor eficiência da administração pública, como se apresentam como verdadeiros obstáculos à iniciativa empresarial, com um efeito muito negativo sobre a competitividade das empresas e, nesse sentido, sobre o crescimento e desenvolvimento económico do país. Também neste estudo, os responsáveis das empresas classificaram de forma muito negativa um conjunto de aspetos intimamente ligados à envolvente empresarial, que urge resolver em prol da competitividade da economia portuguesa, em geral, e do setor empresarial, em particular. 55

57 Sendo certo que recentemente se têm registado alguns progressos assinaláveis, sobretudo em algumas áreas, como é caso do licenciamento, da legislação laboral ou do enquadramento legislativo ao nível da recuperação de empresas, os resultados obtidos mostram, porém, que há ainda muito a fazer, no sentido de tornar a envolvente empresarial como um elemento facilitador e não inibidor da iniciativa empresarial. No cômputo global dos aspetos abordados na questão da envolvente empresarial, os resultados mostram (Tabela 5) que o item relativo ao Funcionamento da Justiça foi o que teve a classificação mais negativa, sendo que metade das empresas o classificaram de Muito mau funcionamento e 90% atribuiu uma classificação máxima de Mau funcionamento. Tabela 5: Classificação atribuída à envolvente empresarial Fonte: Inquérito AEP 56

58 Em termos de perceção negativa, seguem-se os aspetos referentes aos Prazos de pagamento pelas entidades públicas, em que metade das empresas classificou como de Muito mau funcionamento e 75% atribuiu uma classificação máxima de Mau funcionamento, seguindose o Baixo poder de compra da população, o Enquadramento legal e administrativo, o Financiamento a Concorrência/Regulação e a Energia. De salientar que o item relativo ao Baixo poder de compra, embora não possa ser considerado de per si um custo de contexto, não pode ser dissociado do resultado de medidas de política económica e reveste-se como um sério obstáculo à atividade empresarial. Com efeito, em Portugal as medidas de consolidação orçamental estão a ter reflexos negativos ao nível do rendimento disponível das famílias, com um severo impacto na evolução da procura interna, que registou uma queda significativa em 2012 (-6,9% em termos reais, segundo o Banco de Portugal). De notar que para o corrente ano não é expetável uma melhoria no poder de compra, atendendo à estratégia de consolidação do Orçamento de Estado para 2013, focada predominantemente na receita, em particular num aumento de impostos sobre as famílias, com um impacto negativo no rendimento disponível. Inversamente, o Capital humano, a Inovação e o Ambiente foram os aspetos com melhor classificação atribuída pelas empresas, ainda que, mesmo assim, tenha sido uma classificação não muito elevada (mediana=3). De sublinhar que, globalmente, não houve um único item com uma avaliação mediana ou modal superior a 3 (numa escala de 1 a 5), o que genericamente denota um desencanto dos empresários em relação à envolvente empresarial em Portugal (Figura 47). 57

59 Figura 47: Avaliação da Envolvente Empresarial (escala de 1 a 5): Mediana Inovação Ambiente Capital humano Baixo poder de compra da população Licenciamento Energia Financiamento Rigidez da legislação laboral Fiscalidade Concorrência/Regulação Burocracia Prazos de pagamento pelas entidades Funcionamento da Justiça Figura 48: Envolvente empresarial: Diagrama de extremos-e-quartis 58

60 No sentido de se tentar verificar alguma homogeneidade ao nível dos diversos aspetos considerados como custos de contexto da envolvente empresarial, levou-se a cabo a realização de uma análise estatística multivariada - Análise de Clusters (do ponto de vista de agregação de variáveis), o que permitiu concluir pela existência de quatro grandes grupos: Um grupo que agrega um conjunto de aspetos mais diretamente relacionados com o papel/intervenção do Estado (Funcionamento da Justiça; Burocracia; Concorrência/Regulação; Fiscalidade; Rigidez da Legislação laboral); Um grupo que tem unicamente a ver com questões ligadas ao financiamento das empresas (Financiamento; Prazos de pagamento pelas entidades públicas); Um grupo que integra dois itens mais intrinsecamente relacionados com a estratégia da empresa (Inovação; Capital Humano); Um grupo relacionado com aspetos de alcance mais geral, mas que assumem também um papel determinante ao nível da envolvente da atividade empresarial (Energia; Ambiente; Licenciamento; Baixo poder de compra da população). A figura seguinte (dendograma) resultante da Análise de Clusters evidencia de forma clara tais agrupamentos, assinalados com um círculo a azul, onde estão mencionados os itens da Questão

61 Figura 49: Envolvente Empresarial: Análise de Clusters Fonte: Inquérito AEP De seguida apresenta-se uma análise detalhada dos resultados obtidos em cada item Justiça A opinião das empresas é praticamente unânime quanto ao mau funcionamento da Justiça, cerca de 64% classificaram de Muito mau e 27% de Mau. Apenas 1,5% das empresas atribuíram a este item a classificação de bom ou muito bom. 60

62 Figura 50: Opinião sobre o funcionamento da Justiça Enquadramento Legal e Administrativo (Burocracia) Também a esmagadora maioria das empresas atribuiu uma classificação muito negativa ao funcionamento do enquadramento legal e administrativo (38% considera Muito mau e cerca de 44% Mau ). Figura 51: Opinião sobre a Burocracia (Enquadramento Legal e Administrativo) 61

63 3.1.3 Concorrência e Regulação No item referente ao funcionamento da concorrência e regulação, apenas cerca de 5% das empresas atribuiu a classificação de Bom ou Muito bom. Figura 52: Opinião sobre o funcionamento da Concorrência e Regulação Fiscalidade No item referente à fiscalidade, cerca de um quarto das empresas atribuiu a classificação de Muito mau e 35% a classificação de Mau, sendo que apenas 9,5% atribui a classificação de Bom ou Muito bom. Figura 53: Opinião sobre a Fiscalidade 62

64 3.1.5 Rigidez da legislação laboral Comparativamente com os anteriores, este item obteve uma melhor classificação, o que estará certamente relacionada com as alterações que têm vindo a ocorrer ao nível de uma maior flexibilidade na legislação laboral. Ainda assim, 52% das empresas atribuíram a este aspeto a classificação de Mau ou Muito mau. Figura 54: Opinião sobre a rigidez da legislação laboral Capital humano As empresas não consideram o capital humano como um aspeto muito negativo da envolvente empresarial (apenas 15,6% classificaram-no de Mau ou Muito mau ). 63

65 Figura 55: Opinião sobre o Capital Humano Financiamento Já a questão do financiamento é vista como um sério obstáculo da envolvente empresarial, sendo que cerca de três quartos das empresas classifica este item como Mau ou Muito mau. Figura 56: Opinião sobre o Financiamento 64

66 3.1.8 Prazos de pagamento pelas entidades públicas As empresas consideram o prazo de pagamento pelas entidades públicas um aspeto muito negativo da envolvente empresarial. Quase dois terços (64,3%) das empresas classificam-no como Muito mau e 25,1% como Mau. De notar que só 1,6% classificam-no de Bom ou Muito bom. Figura 57: Opinião sobre os Prazos de Pagamento pelas Entidades Públicas Energia Também à questão energética é atribuída uma má classificação, 73,1% classificam-na de má ou muito má. Figura 58: Opinião sobre a Energia 65

67 Ambiente Já o ambiente parece ser um aspeto considerado como menos preocupante ao nível da envolvente empresarial, sendo que 46,2% das empresas atribuíram a classificação de Nem bom nem mau e cerca de 15% atribuiu a classificação de Bom ou Muito bom. Figura 59: Opinião sobre o Ambiente Licenciamento O licenciamento é também um aspeto da envolvente empresarial considerado como bastante negativo, basta verificar que quase dois terços das empresas classificam-no como Mau ou Muito mau. Figura 60: Opinião sobre o Licenciamento 66

68 Inovação A questão da inovação não é muito valorizada enquanto obstáculo da envolvente empresarial, atendendo a que 44,2% atribui uma classificação neutra, Nem bom nem mau, o que não será alheio à evolução positiva do investimento em I&D, em termos e percentagem do PIB, em Portugal Baixo poder de compra da população Contrariamente ao item anterior, o baixo poder de compra é considerado um aspeto muito negativo, tendo sido classificado de Mau ou Muito mau por 80,3% das empresas, o que não será de estranhar, atendendo ao momento em que foi realizado este inquérito, ano de 2012, marcado pelo contexto do processo de ajustamento económico e financeiro do país. Figura 61: Opinião sobre o Baixo Poder de Compra da População 67

69 3.2 Expetativas quanto ao futuro das PME O questionário contemplava uma questão aberta: Como vê o futuro para as PME em Portugal? (Questão 26) onde o respondente podia livremente expressar a sua opinião, tecendo os comentários que entendesse relevantes. Do total de respostas ao questionário (n=888), pudemos sistematizar 692 respostas válidas a esta questão, o que significa que 78% do total de respondentes quiseram dar o seu contributo qualitativo. Este número tão expressivo de respostas a uma questão aberta é muito difícil de encontrar em estudos desta natureza e é revelador, face à conjuntura atual, de uma vontade dos empresários partilharem o seu «desabafo» perante uma situação que os preocupa. O tratamento das respostas baseou-se na análise de conteúdo, nomeadamente na contagem das palavras mais referidas e na sistematização das ideias e argumentos também mais mencionados pelos respondentes. Tendo em conta esta metodologia, verifica-se que 90% dos respondentes expressaram uma opinião pessimista em relação ao futuro das PME em Portugal. Como tal, apenas 10% revelaram uma opinião otimista (Tabela 6). Tabela 6: Expetativas quanto ao futuro das PME Visão N % Pessimista ,46 Otimista 66 9,54 TOTAL , Visão Pessimista Relativamente aos respondentes que expressaram uma visão pessimista, verifica-se que o descontentamento é muito grande, observável no tipo de adjetivos mais utilizados, nomeadamente difícil, muito difícil, dificílimo, negro, mau, péssimo, complicado, sem futuro, apreensão, pior, risco, incerto, crise e insolvência. Algumas palavras também referidas no contexto negativo, reveladoras do momento difícil que a generalidade dos empresários enfrenta, foram: dramático, assustador, trágico, tenebroso e sombrio. A Figura 62 ilustra estes adjetivos em que a dimensão das palavras pretende representar, proporcionalmente, as palavras mais referenciadas pelos respondentes. 68

70 Figura 62: Visão Pessimista (palavras mais referidas) De referir que as causas que os respondentes apresentam como justificação desta perspetiva tão pessimista se baseiam como principal argumento na dificuldade de financiamento, em termos de acesso e de custo (30%). A carga excessiva de impostos (17,5%) e os prazos de pagamento incomportáveis (10%) foram igualmente bastante referidos pelos respondentes (Tabela 7). Tabela 7: Visão Pessimista (razões invocadas) Razões referências % Dificuldade de acesso e custos elevados de financiamento 30,0 Carga excessiva de impostos 17,5 Prazos de pagamento incomportáveis 10,0 Diminuição poder de compra 8,7 Mau funcionamento da Justiça 8,1 Mau funcionamento do Estado 8,1 Custos de energia 4,4 Burocracia 3,8 Rigidez laboral 2,5 Outros 6,9 TOTAL 100,0 69

71 A Figura 63 ilustra os argumentos invocados como justificação para a perspetiva pessimista expressa pelos respondentes, onde se destaca, claramente, a dificuldade de acesso ao financiamento como o aspeto mais negativo presentemente vivenciado pelos empresários. Figura 63: Visão Pessimista (razões invocadas) Dificuldade de acesso e custos elevados de financiamento A dificuldade de acesso ao financiamento foi referida pelos respondentes como um grande obstáculo à sobrevivência das empresas, quer pela sua escassez, com a banca a restringir o acesso, quer porque as poucas linhas disponíveis apresentam um custo muito elevado com «juros agiotas», conforme refere um dos respondentes. Os empresários argumentam que sem financiamento para fazer face às enormes dificuldades de tesouraria, a situação torna-se insustentável. Por outro lado, sem financiamento não há stocks e os prazos de entrega de materiais dilatam, prejudicando toda a cadeia de produção. De igual modo, sem apoio da banca não há inovação nem competitividade. 70

72 Os empresários apelam ainda para uma intervenção rápida neste campo, pois, caso isso não aconteça, o encerramento de muitas PME será inevitável. Por outro lado, a par da necessidade urgente em assegurar o regular financiamento das empresas, consideram igualmente imprescindível apoiar a recapitalização das PME, tal como ilustram os seguintes comentários: «As empresas que estiverem descapitalizadas dificilmente ultrapassarão os próximos três anos.»; «O futuro passa obrigatoriamente por funcionarem com fundos próprios, em detrimento do financiamento bancário que, ou não existe, ou comporta valores difíceis de suportar». Neste sentido apelam para que sejam tomadas medidas de apoio ao reforço dos capitais próprios das empresas economicamente viáveis. A tabela 8 sistematiza as diferentes ideias expressas pelos respondentes no que diz respeito à escassez e aos custos elevados de financiamento com que as empresas atualmente se deparam. Tabela 8: Visão Pessimista (dificuldade de acesso ao financiamento) FRASES ILUSTRATIVAS «Difícil e sem perspetiva de evolução favorável, essencialmente pela ausência de financiamento de curto prazo disponível.» «Mal, pois dentro da comunidade temos de concorrer com outras empresas, com outra capacidade de financiamento, logo as regras de jogo estão viciadas.» «A questão do financiamento é um dos principais problemas. O peso que têm as PME na economia nacional, no que se refere à criação de riqueza e emprego justificariam, do meu ponto de vista, um programa específico de apoio que permitisse ultrapassar alguns dos principais bloqueios atuais, principalmente no que se refere ao financiamento e à recapitalização das empresas economicamente viáveis.» «As PME correm riscos, por dificuldades de financiamento.» «Muito difícil, caso não se implementem medidas efetivas de acesso a financiamento, quer para investimento, quer para fundo de maneio.» «Se não houver uma política de financiamento dificilmente serão sustentáveis.» «Se não continuarem a investir, não criam postos de trabalho. Por isso, neste momento, a ajuda da banca seria extremamente importante para o bem das duas partes, empresa e funcionários.» «Se a banca continuar com esta política de corte ao financiamento às PME muito poucas vão sobreviver.» «Mesmo as que resistirem, têm que lutar com enormes dificuldades de tesouraria e financiamento.» 71

73 FRASES ILUSTRATIVAS «Com a falta de financiamento ninguém tem stocks, os prazos de entrega de material são cada vez maiores (quando existe alguma empresa ainda em funcionamento que o comercializa)» «Estão em alto risco em função da falta de financiamento.» «Caso as dificuldades de acesso ao crédito bancário não sejam ultrapassadas no imediato, grande parte das PME não sobrevive.» «Com bastante pessimismo. Não existe apoio das entidades bancárias às pequenas e médias empresas. Tudo é facilidades, mas no momento da verdade não apoiam as PME. É o meu caso pessoal. Tive que recorrer a um crédito pessoal para fazer um investimento na empresa.» «O futuro da maior parte das empresas será muito complexo devido à falta de investimento em capitais que as empresas portuguesas realizaram ao longo dos anos. Este é um fator decisivo em alturas de crise económica associada à falta de crédito.» «Caso não haja mais financiamento e com custos mais baixos, vejo a situação futura muito complicada para as PME em Portugal.» «Vejo um futuro muito complicado, tendo por base a situação atual do País. A falta de financiamento da banca ( ) pode levar ao fecho de ainda mais empresas em Portugal.» «Negro, se não houver medidas de financiamento, devido aos constantes atrasos de pagamentos por parte dos clientes.» «Muito difícil pelo grande endividamento que têm e pela grande dificuldade de financiamento.» «Sem crédito não há competitividade entre as PME.» «Apreensivo porque as PME necessitam de apoio bancário e de estímulos à exportação.» «Sem políticas de verdadeiro apoio ao refinanciamento das PME, estaremos rapidamente em estado de insolvência.» «Vejo um futuro muito incerto, em que vão fechar muitas empresas pois a banca já não concede empréstimos e toda a margem de lucro é absorvida por juros bancários e comissões.» «Se não houver financiamento às empresas com juros baixos existe sério risco de as PME em geral poderem ficar insolventes e encerrarem.» «Com muitas das PME endividadas acima das suas possibilidades, ou o sistema bancário dá uma moratória, ou então com as vendas a caírem, margens a serem esmagadas e custos iguais ou a subirem, resta apenas fechar. É o que tenho visto, uma de cada vez a fechar, infelizmente. Vão ficar de pé aquelas que souberam gerir o passivo bancário e que têm solidez financeira.» «( ) a atuação prática e diária ( ) da Banca que até recebe fortes incentivos, com a obrigação de 72

74 FRASES ILUSTRATIVAS prestar o apoio necessário às PME, mas ou não o fazem, ou esmifram-nos até ao tutano, com Juros agiotas.» «Muito complicado, pois não há financiamento, o que reduz inovação e competitividade.» «Com muitas dificuldades em garantirem o seu sucesso. Mesmo no caso das PME que são viáveis economicamente os apoios à tesouraria são reduzidos e com grandes restrições de acesso.» «Depende dos setores, mas em grande parte das empresas, mesmo em boa situação económica vão ter muitas dificuldades, face à grande dificuldade de financiamento da sua atividade.» «Negro! Sem financiamento da banca, em período de austeridade e num contexto social e económico adverso, o futuro reserva-se muito incerto para as PME.» «As empresas que estiverem descapitalizadas dificilmente ultrapassarão os próximos três anos.» «Muito preocupante, face à dificuldade de financiamento por parte dos Bancos (e custo elevado).» «Com um futuro pouco risonho, e, onde não é possível investir, pelo facto de não haver apoios financeiros por parte das entidades financeiras.» «Nada otimista face ao funcionamento da Banca.» «As empresas necessitam de se modernizar. Necessitam de exportar e para isso necessitam de financiamento.» «Com muitas dificuldades, ao nível de fontes de financiamento.» «Sentimos grande insegurança pela falta de financiamento.» «Muito mal, esta situação de desalavancagem de investimento por parte da banca irá no futuro trazer muitos encerramentos de empresas.» «Sombrio se o apoio concreto do binómio Banca/Estado não constituírem a base de sustentação dos empresários.» «O futuro passa obrigatoriamente por funcionarem com fundos próprios, em detrimento do financiamento bancário que, ou não existe, ou comporta valores difíceis de suportar.» Carga excessiva de impostos A carga excessiva de impostos é outro dos principais argumentos referidos pelos respondentes, como justificação da perspetiva pessimista. Esta situação é particularmente 73

75 grave para as PME que se encontram verdadeiramente «esmifradas com impostos», como refere um dos respondentes. Um outro respondente enfatiza o facto de a situação ser particularmente difícil para as PME referindo que «com semelhante carga de impostos é difícil ser uma PME em Portugal». As últimas medidas tomadas pelo Governo, nomeadamente no âmbito do Orçamento de Estado para 2013, são igualmente referidas como fatores que agravam o «garrote fiscal» das empresas, revelando, «insanidade» e uma «escalada inconsciente da carga fiscal». Para os respondentes que referem as dificuldades impostas pelo excesso de impostos, o futuro das PME fica comprometido se não se tomarem medidas urgentes com vista ao desagravamento da carga fiscal. Por outro lado, o facto de as PME serem incluídas todas no «mesmo saco» acaba por ser muito prejudicial para as PME cumpridoras, que são penalizadas face a uma Justiça que «não funciona». A Tabela 9 sistematiza as diferentes ideias expressas pelos respondentes no que diz respeito à carga excessiva de impostos. Tabela 9: Visão Pessimista (carga excessiva de impostos) FRASES ILUSTRATIVAS «O futuro da PME será muito negro, se continuarem a ser sempre as mesmas a pagar tudo e mais alguma coisa, de erros do governo refletidos em impostos.» «Perante a atual situação económica do país e o confisco de impostos que o Estado está a fazer a toda a população em especial à classe média e às PME não se vislumbra um cenário risonho.» «As PME correm riscos, por dificuldades de financiamento e a elevada carga de impostos.» «Em iminente colapso. Não refiro a carga fiscal a que se está sujeito porquanto é um tema já gasto» «O futuro das PME em 2013 é muito complicado, dada a insanidade das medidas fiscais previstas no Orçamento de Estado.» «O número de falências irá aumentar. Das PME que continuarem estarão sempre a realizar os trabalhos que as grandes empresas não querem, sendo que em termos de impostos cada vez mais é difícil ser uma PME em Portugal.» «Sem um desagravamento da carga fiscal o futuro das PME será muito difícil.» «Na minha área, vejo os problemas fiscais a aumentarem para quem tem tudo legal e nada a ser feito 74

76 FRASES ILUSTRATIVAS para os ilegais, daí o futuro passar por um desequilíbrio enorme entre as PME, por estarem todas no mesmo "saco", logo muitas terão de fechar as suas portas por não aguentarem os impostos.» «Uma coisa é a propaganda política partidária em matéria de defesa e apoio às PME e outra coisa bem diferente é a atuação prática e diária do Governo que nos esmifra com Impostos!» «A escalada inconsciente da carga fiscal não é sustentável.» «Acredito que teriam mais capacidade competitiva se fossem isentas de alguns impostos porque a maioria das vezes é a incapacidade das PME pagarem todas as obrigações fiscais que leva a falência.» «O aumento generalizado da carga fiscal vai deteriorar o estado de saúde das PME.» «Bastante negro face à conjuntura atual com uma carga fiscal excessiva.» «Muito difícil, devido ao aumento de impostos.» «Nada otimista face ( ) ao garrote fiscal/impostos.» «Com muitas dificuldades face aos elevados impostos.» «Não sei...neste momento a instabilidade das Instituições e o enquadramento macroeconómico desfavorável, com elevada taxação de impostos, deixa uma preocupação grave.» Prazos de pagamento incomportáveis Os prazos de pagamento incomportáveis, em particular por parte das entidades públicas, que «pagam a perder de vista», foi também um dos aspetos mais referenciado como responsável pela complicada situação em que as empresas e, em particular, as PME se encontram. As dificuldades de cobrança geram problemas de tesouraria que, por seu turno, prejudicam a normal laboração das empresas, criando um efeito «bola de neve» que se tornará «insustentável», como afirma um dos respondentes. Este problema de tesouraria é também reforçado por um outro respondente que sugere que seja criado um seguro para garantir as compras. Ou seja, à semelhança do seguro de crédito, que existe para segurar as vendas, e, para fazer face à situação de grande constrangimento que se vive, deveria surgir no mercado um seguro que assegurasse que o comprador consegue garantir um fornecimento que se afigure vital para que a empresa continue a laborar, permitindo, indiretamente, a 75

77 sobrevivência de muitas empresas que, caso contrário, se verão na iminência de encerrar as portas. Face à gravidade da situação e aos enormes danos que esta situação está a causar às PME, é sugerida «uma regulação dos prazos de pagamento entre operadores no mercado» que permita obviar esta situação. A Tabela 10 sistematiza as diferentes ideias expressas pelos respondentes no que diz respeito aos prazos de pagamento incomportáveis com que as empresas, na generalidade, se deparam. Tabela 10: Visão Pessimista (prazos de pagamento incomportáveis) FRASES ILUSTRATIVAS «Se persistirem as péssimas condições de pagamento por parte do Estado e outras entidades públicas, o futuro é o colapso total das empresas e da economia.» «O futuro das PME não é brilhante, muitas empresas têm dívidas de terceiros incobráveis, muitas dessas dívidas são direta ou indiretamente do Estado empresa pública, câmara municipal que utilizam todos os meios para protelar estes pagamentos, levando efetivamente pequenas empresas para situações aflitivas. A nossa empresa tem neste momento cerca de euros por cobrar, mais de metade deste montante refere-se a trabalhos públicos.» «Muito negro. A falta de pagamento por parte dos clientes não prevê um bom futuro.» «Começo por dizer que vejo o futuro do país muito mau, porque quem o sustenta são as micro e as PME. Num país onde cada vez mais voltamos a ter os olhos nos grandes grupos e se ignoram os pequeninos ( ) onde o financiamento acabou e as entidades públicas pagam a perder de vista» «Caso não haja uma regulação nos prazos de pagamento entre operadores do mercado, vejo a situação futura muito complicada para as PME em Portugal.» «Os grandes atrasos de pagamentos das entidades públicas podem levar ao fecho de muitas empresas em Portugal.» «Se o Estado não pagar atempadamente as dívidas às empresas, existe sério risco de as PME encerrarem.» «Muito difícil. Um dos problemas com que atualmente me deparo é o aumento do prazo de pagamento aos fornecedores o que afeta severamente a tesouraria. Não existe no mercado possibilidade de um cliente realizar um seguro para garantir as suas compras - existe é a possibilidade de o fornecedor realizar um seguro de crédito para garantir as suas vendas. Uma empresa consegue facilmente realizar um seguro de danos próprios para uma viatura de e não consegue realizar um seguro de para garantir um fornecimento, pois este produto não existe no mercado - estudem esta possibilidade que eu sou o primeiro a contratá-lo.» 76

78 FRASES ILUSTRATIVAS «A falta e/ou atrasos nos pagamentos de serviços levarão mais cedo ou mais tarde ao encerramento das PME, criando uma bola de neve que se tornará insustentável.» «Nada otimista ( ) face aos atrasos de pagamentos do Sector Público.» ( ) O Estado é muito má pessoa. Se pagasse a tempo e horas, cumprindo exemplarmente os seus compromissos, certamente não haveria tantas falências e tanto desemprego, tanto baixo consumo interno e mais falências que se adivinham.» «( )com muitas dificuldades de cobrança.» Diminuição do poder de compra Outro aspeto referido pelos respondentes como responsável pela conjuntura desfavorável que as empresas enfrentam foi a diminuição do poder de compra da população. O «aumento dos despedimentos» e o «empobrecimento da população» tem conduzido inevitavelmente à quebra do consumo, que afeta particularmente as PME que trabalham para o mercado interno. A tabela 12 apresenta algumas frases dos respondentes, relativas à diminuição do poder de compra da população e suas repercussões no funcionamento das empresas. Tabela 11: Visão Pessimista (diminuição do poder de compra) FRASES ILUSTRATIVAS «Extremamente angustiante pelo facto da quebra de consumo geral.» «Vejo o nosso futuro muito negro. Vejo tudo com muito receio, pois não aparece trabalho, e não o havendo não temos outra solução senão o encerramento, por mais que nos custe, para não entrar em incumprimento, com as nossas obrigações legais, quer com os colaboradores, fornecedores, o fisco, segurança social, etc., pois não se justifica o risco de contrair dívidas que depois não se podem pagar, pois não há perspetivas de melhores dias a curto prazo.» «Mau, devido ao baixo poder de compra da população.» «Muito preocupante, face à diminuição brutal do poder de compra por parte da população em geral.» «Bastante negro face à conjuntura atual de baixo poder de compra.» «Muito difícil. Com o aumento do despedimento e empobrecimento da população torna-se muito difícil dinamizar as PME.» «Nada otimista face à contração do mercado interno.» 77

79 Mau funcionamento do Estado Outro aspeto bastante referido como responsável pela grave crise que afeta o tecido empresarial em Portugal, prende-se com o mau funcionamento do Estado. Um dos respondentes refere-se a um Estado «demasiado pesado que asfixia as empresas» e que as «sobrecarrega», face a uma «péssima gestão dos dinheiros e bens públicos». Um outro respondente refere-se ao Estado como «uma má pessoa» que não cumpre o seu papel essencialmente face à «Justiça, tributação fiscal e legislação laboral». Para ser respeitado, o Estado tem que dar o exemplo, «respeitando os contribuintes» e só aí tem «moral» para exigir. Uma outra ideia expressa é o facto de ser o Estado, com as medidas que toma e injustiças que legitima, a levar a que «empresas regulares passem a empresas falidas». A tabela 12 sistematiza alguns depoimentos que se referem aos constrangimentos impostos pelo mau funcionamento do Estado. Tabela 12: Visão Pessimista (mau funcionamento do Estado) FRASES ILUSTRATIVAS «A envolvente empresarial em Portugal é extremamente negativa em quase todas as variáveis, o que está a provocar o colapso de um elevado número de empresas, situação que deverá manter-se pelo menos nos próximos 1 a 2 anos.» «Neste momento o futuro está muito comprometido devido à nossa situação de estagnação total face ao péssimo sistema que este governo tem em relação ao trabalho e economia no País; não têm a mínima noção de como funciona o sistema de trabalho em empresas privadas onde temos de suportar tudo, salários, impostos, seguros, combustíveis e outros encargos anexos, como telefones, rendas, água, luz, frotas, etc.,» «Portugal não pode continuar a depender de políticas que não olham o interesse do país, mas sim o interesse dos partidos. Porque não se juntam os 2 maiores partidos e fazem políticas em conjunto para 10 anos ( ) Está na altura de responsabilizar os políticos.» «Muito difícil para as PME que não exportam, pior ainda para as que se relacionam de forma intensa com as entidades públicas.» «( )Lamento dizê-lo, mas não acredito nem concordo com as políticas que estão a ser postas em prática no país. O resultado está à vista embora nos queiram convencer do contrário.» «O maior problema das PME é um Estado demasiado pesado que asfixia, e os superfornecedores, sem 78

80 FRASES ILUSTRATIVAS concorrência, que têm proteção total e impõem regras que não seguem as dificuldades de mercado impostas às PME.» «Mal, devido à extrema discriminação relativamente às grandes empresas; as leis, todo o tipo de incentivos ou apoios, burocracias e exigências institucionais são sempre elaboradas tendo em conta a dimensão e as estruturas de grandes empresas, embora estas representem uma ínfima parte do parque industrial português.» «A Grande maioria das PME vai entrar em falência técnica. Em 2013, com o que aí vem no Orçamento de Estado ( ) e em função da péssima gestão dos dinheiros e bens públicos será o fecho de milhares de unidades industriais e comerciais. O tecido Empresarial Português vai praticamente desaparecer ficando só as grandes Empresas e Multinacionais.» «Penso que basta olhar para a política do Governo para ficarmos pessimistas.» «De acordo com o que vimos assistindo desde há muitíssimos anos, a burocracia e a desonestidade intelectual dos nossos governantes, a corrupção e a irresponsabilidade têm matado todo o esforço das PME que tentam exercer boas práticas. Ficando anos e anos com o dinheiro que pertence às PME sugando-as com impostos e juros de mora por falta de pequenos pagamentos o Estado tem o desaforo de lhes pedir para inovarem e investirem!» «Isoladas como há muito, dependentes de si próprias sem poder contar com nada de positivo da parte do Estado.» «Com muitas reservas, nomeadamente devido à péssima gestão das empresas públicas (a maioria) o que origina em muitas ocasiões investimentos por parte das empresas privadas que, devido ao não cumprimento do Estado, passam de empresas regulares a empresas falidas ( ) Um Estado para ser respeitado pelos contribuintes tem, em primeiro lugar, que os respeitar e só depois tem a moral para lhes exigir o cumprimento legal a que estão vinculados num Estado democrático.» «Neste momento as empresas vivem asfixiadas pelo seu próprio governo.» «Muito negro, uma vez que os nossos decisores nunca tiveram empresas nem deixaram de dormir noites para pagar ordenados.» «Os subsídios estatais e regimes de exceção beneficiam as grandes organizações e poderes instalados criando desigualdades e não fomentam a concorrência.» «Bastante comprometido pela conjuntura económica, instabilidade e também pela deficiente legislação e regulamentação dos aspetos que envolvem a criação e desenvolvimento dos negócios.» «Muito difícil. Enquanto o Estado não cumprir o seu papel, essencialmente face à Justiça, tributação fiscal e legislação laboral, o trabalho das empresas está seriamente comprometido.» «Nada otimista face ( ) à concorrência desigual nos mercados externos das empresas europeias com melhores condições e apoios dos seus governos.» 79

81 FRASES ILUSTRATIVAS «Encaro o futuro das PME em Portugal como demasiadamente precário e sem perspetivas de sucesso. Entre outras, ( ) uma das razões deste estrangulamento ao desenvolvimento progressivo prende-se com um deficiente funcionamento dos serviços administrativos nos organismos estatais frequentemente irresponsáveis nos seus próprios deveres para com o cidadão/empresário.» Mau funcionamento da Justiça, burocracia, rigidez laboral Outros aspetos mais referidos como entraves ao bom funcionamento das empresas foram o mau funcionamento da Justiça, o excesso de burocracia e a rigidez laboral. O mau funcionamento da Justiça foi um aspeto referido com particular ênfase, dada a revolta que gera junto dos empresários. Como evidencia um dos respondentes «a Justiça está do lado dos malfeitores» o que «desencoraja quem tem vontade de investir». A «impunidade», a «ditadura da coima por infração» e a «morosidade da Justiça» causam o «descontentamento» e o «desespero» dos contribuintes. Em particular, a cobrança de faturas pela via judicial demora muito tempo e, como refere um respondente, «se a empresa não tiver capital financeiro pode falir». A rigidez laboral é também acusada por não permitir «adequar a mão-de-obra às reais necessidades da empresa». Os contratos laborais deveriam permitir a redução de pessoal quando o trabalho «mingua» e a sua readmissão quando a situação financeira permitisse. Por outro lado, as empresas queixam-se do excesso de burocracia que ainda impera no nosso país, referindo-se particularmente à burocracia associada aos sistemas de incentivos, nomeadamente no que diz respeito aos incentivos à internacionalização das PME. Algumas frases expressas pelos respondentes relativas ao mau funcionamento da Justiça, excesso de burocracia e rigidez laboral encontram-se sistematizadas na tabela

82 Tabela 13: Visão Pessimista (mau funcionamento da Justiça, burocracia, rigidez laboral) FRASES ILUSTRATIVAS «A Justiça funciona muito mal. É muito importante criar mecanismos legais para poder cobrar as faturas em dívida. Pela via judicial, demora muito tempo, e se a empresa não tiver capital financeiro, pode falir.» «Muito difícil, face à burocracia e falta de funcionamento da Justiça.» «Dificuldades nos recebimentos e mais problemas judiciais que resultam do entupimento nos tribunais pelo maior número de processos.» «Em iminente colapso ( ) já para não falar na falta de flexibilidade com que as PME se debatem relativamente aos contratos laborais que não permitem a dispensa de um trabalhador quando o trabalho mingua e que permitam a sua readmissão caso surja a oportunidade.» «A Justiça não funciona e não se consegue nem compensa cobrar através dos tribunais» «Com a redução de negócios, e impossibilidade de cobrança (a Justiça está do lado dos malfeitores) há que reduzir pessoal até sobrar pouco mais que um» «Vejo um futuro com muitas dificuldades ( ) porque não há Justiça neste país.» «Difícil e a exigir muita atenção e dedicação. O principal grave problema é a Justiça que continua a não funcionar, o que desencoraja quem tem intenção de investir.» «O estado da Justiça, cada dia que passa, cada vez mais perde a sua credibilidade e causa o descontentamento e desespero dos contribuintes.» «Infelizmente muito comprometido, principalmente as que operam no mercado interno ( ) a Justiça é muito morosa e complexa, quando se decide alguma coisa já é muito tarde para muitas empresas (muito bom para empresas de advocacia» «O futuro das PME é negro dado que os apoios existentes são de difícil acesso devido à burocracia solicitada o que desmotiva.» «Mau...devido principalmente ao excesso de burocracia e funcionamento da Justiça que beneficia as grandes organizações.» «Infelizmente enquanto não se liberalizar a lei de contratação/ despedimento para adequar a mão-deobra às reais necessidades da empresa não vejo grande melhoria. A ligação do empregado à entidade empregadora deveria ser uma ligação de win/win ou seja, ninguém despede um profissional valido na estrutura...» «( )Entre outros aspetos, o funcionamento da Justiça e a impunidade generalizada prejudicam as PME.» «Bastante negro face à conjuntura atual onde impera a "ditadura da coima por infração".» «Nada otimista ( ) face à burocracia nos apoios à internacionalização das PME.» 81

83 Falta de pessoal qualificado / falta de incentivos / baixa capacidade de gestão Outro aspeto referido para justificar o cenário pessimista retratado pela maioria dos respondentes prende-se com a falta de pessoal qualificado, explicada em parte pelos baixos salários e pela forte tendência de emigração de pessoas muito qualificadas a que o nosso país está a assistir. A «impreparação de quem dirige» e a «falta de incentivos aos empresários» que permitam «alavancar o crescimento», como por exemplo incentivos fiscais e incentivos à criação de emprego, foram igualmente aspetos sublinhados pelos respondentes. Algumas frases ilustrativas da falta de pessoal qualificado, falta de incentivos e baixa capacidade de gestão encontram-se sistematizadas na tabela 14. Tabela 14: Visão Pessimista (falta de pessoal qualificado / falta de incentivos / baixa capacidade de gestão) FRASES ILUSTRATIVAS «A falta de pessoal qualificado irá agravar-se já que se hoje as pessoas qualificadas pretendem ir laborar numa grande multinacional, com a emigração e os baixos salários que somos obrigados a praticar, torna Portugal um país com PME sem funcionários capazes...» «Em termos gerais está complicado. Faltam incentivos aos empresários, para alavancar o crescimento, nomeadamente incentivos fiscais e à criação de emprego.» «Muito difícil, com mais despedimentos e mais insolvência. Os quadros técnicos e superiores estão a emigrar, algo que me preocupa muito para o futuro de Portugal.» «Futuro pouco risonho, dada a impreparação de quem dirige e a desmotivação generalizada por parte dos trabalhadores.» «Futuro pouco risonho, pelo facto de não haver apoios e falta de soluções alternativas por parte do Governo.» 82

84 3.2.2 Visão Otimista Relativamente aos 66 respondentes que demonstraram ter uma visão otimista em relação ao futuro das PME (cerca de 10% dos respondentes à Questão 26), verifica-se que estes, apesar de terem consciência das dificuldades que o país atravessa, preferem ver a mesma realidade mas no prisma contrário, ou seja, enfatizando o que pode ser feito para dar a volta à questão e quais as apostas necessárias para vencer a crise. Assim, e sem qualquer margem para dúvidas, a solução parece estar no mercado externo, fundamentalmente na exportação, surgindo esta como a referência com a primeira ordem de importância. Numa segunda ordem de importância surge a aposta nas alianças, fusões e cooperação entre empresas, bem como na inovação. Num terceiro nível de importância, mas afigurando-se também como condições vitais para que as empresas saiam vencedoras da crise, surgem os conceitos de orientação para o mercado, capital humano, alta qualidade, marketing, otimização de processos e criatividade (Tabela 15). Tabela 15: Visão Otimista (razões invocadas) Razões % referências Mercado externo + exportação + pólos exportadores 38,7 Alianças + parcerias + fusões + cooperação entre empresas 16,1 Inovação 16,1 Orientação para o mercado 6,5 Capital humano 6,5 Alta qualidade 6,5 Marketing 3,2 Otimização dos processos 3,2 Criatividade 3,2 TOTAL 100,0 A Figura 64 ilustra os argumentos invocados como justificação para a perspetiva otimista expressa pelos respondentes, onde se destaca o acesso aos mercados externos, a cooperação entre empresas e a inovação. 83

85 Figura 64: Visão Otimista (razões invocadas) Exportação Tal como já referido, os respondentes que assumem uma perspetiva otimista em relação ao futuro das PME em Portugal, baseiam a sua esperança sobretudo nos benefícios que uma estratégia de internacionalização pode trazer. Assim, é expressa a opinião que «só sobreviverão as PME que conseguirem apostar na internacionalização». As empresas têm que mudar de mentalidade pensando que o mercado é «o mundo». É imperativo que se «abram ao exterior», pois Portugal tem condições de competitividade e pessoas qualificadas capazes de competir com os mais altos referenciais. A tabela 16 ilustra várias frases de respondentes que se referiram à importância da internacionalização como forma de ultrapassar a atual crise económica e financeira. 84

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