A RESPONSABILIDADE CIVIL DO CORRETOR PERANTE SEUS CLIENTES QUANDO DA CONTRATAÇÃO DE SEGUROS DE AUTOMÓVEIS

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1 UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ JUVENAL MARTINI A RESPONSABILIDADE CIVIL DO CORRETOR PERANTE SEUS CLIENTES QUANDO DA CONTRATAÇÃO DE SEGUROS DE AUTOMÓVEIS Tijucas 2009

2 JUVENAL MARTINI A RESPONSABILIDADE CIVIL DO CORRETOR PERANTE SEUS CLIENTES QUANDO DA CONTRATAÇÃO DE SEGUROS DE AUTOMÓVEIS Monografia apresentada como requisito parcial para a obtenção do título de Bacharel em Direito, pela Universidade do Vale do Itajaí, Centro de Ciências Sociais e Jurídicas, campus Tijucas. Orientador: MSc. Marcos Alberto Carvalho de Freitas Tijucas 2009

3 JUVENAL MARTINI A RESPONSABILIDADE CIVIL DO CORRETOR PERANTE SEUS CLIENTES QUANDO DA CONTRATAÇÃO DE SEGUROS DE AUTOMÓVEIS Esta Monografia foi julgada adequada para obtenção do título de Bacharel em Direito e aprovada pelo Curso de Direito do Centro de Ciências Sociais e Jurídicas, campus Tijucas. Direito Privado/Direito Civil Tijucas, 15 de junho de Prof. MSc. Marcos Alberto Carvalho de Freitas Orientador Prof. MSc. Marcos Alberto Carvalho de Freitas Responsável pelo Núcleo de Prática Jurídica

4 Dedico à Deus, que sempre esteve presente na minha vida. A minha noiva, por todo seu amor e compreensão. Aos meus pais pelo carinho e apoio. A vocês, dedico este trabalho.

5 Agradeço à Deus, fonte suprema de todo saber. À minha família, pela confiança que depositaram em mim. Ao Professor Orientador, Marcos Alberto Carvalho de Freitas, norte seguro na orientação deste trabalho. Aos Professores do Curso de Direito da Universidade do Vale do Itajaí, campus Tijucas, que muito contribuíram para a minha formação jurídica. Aos que colaboraram com suas críticas e sugestões para a realização deste trabalho. Aos colegas de classe, pelos momentos que passamos juntos e pelas experiências trocadas. A todos que, direita ou indiretamente, contribuíram para a realização desta pesquisa.

6 O alto sentido de vossa interferência, neste ramo de trabalho, constitui um significativo e valioso elemento na conjuntura econômica dos povos civilizados. Christóvão de Moura

7 TERMO DE ISENÇÃO DE RESPONSABILIDADE Declaro, para todos os fins de direito, que assumo total responsabilidade pelo aporte ideológico conferido ao presente trabalho, isentando a Universidade do Vale do Itajaí UNIVALI, a Banca Examinadora e o Orientador de toda e qualquer responsabilidade acerca do mesmo. Tijucas, 15 de junho de Juvenal Martini Graduando

8 RESUMO O tema abordado, Responsabilidade Civil do Profissional Corretor perante seus clientes quando da contratação de seguros de automóveis, tem trazido várias problemáticas no mundo moderno. Falar de Responsabilidade Civil neste ofício é um dos temas mais complexos da atividade jurídica, pois é o reflexo da atividade humana que pode, em muitos casos, reduzir o patrimônio da vítima, mais precisamente, do cliente. Tendo em vista a grande importância deste tema para a sociedade, e por restaurar um equilíbrio moral e patrimonial à pessoa lesionada, estuda-se, inicialmente a Responsabilidade Civil propriamente dita, seus aspectos objetivos e subjetivos. Após será feita uma análise minuciosa a respeito do Corretor de Seguros, englobando conceitos, as obrigações deste profissional, bem como a diferenciação das obrigações de meio e de resultado. Para finalizar esta pesquisa, analisa-se a Responsabilidade Civil do Corretor de Seguros em relação à contratação do seguro, voltada a análise da Responsabilidade Civil decorrente do contrato de seguros, a responsabilidade contratual e extracontratual. Contudo, será analisado o instituto da Responsabilidade Civil, no tocante, a avaliação da culpa do Corretor de Seguros perante seus clientes na contratação de seguros. Palava Chave: Direito Civil. Responsabilidade Civil. Corretor de Seguros.

9 ABSTRACT The issue addressed, the Professional Liability of the Brocker when the contracte insurance of cars, has brought many problems in the modern word. Speaking oh liability in this letter is one of the most complex of legal activity, because it is a reflection of human activity that can, in mony cases, reduce the assets of the victim, more precisely, the client. In view oh the importance of this issue for society, and restore a moral balance sheet and the person injured, studies it, initially the liability itself, its objective and subjective aspects. After a thorough analysis will be made on the Insurance broker, covering concepts, this professional obligations, and the differentiation of the insurance brocker for the insurance contracts, reexamine the liability of considered the office of civil liability, regarding the evaluation of the fault of the insurance broker to their clients. Keyword: Civil Law. Liability. Insurance Brocker.

10 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ABNT Adv. Art. Assem CC CDC CN CNSP CPC Nº Resp TJ p. Rel. Rel. Min. STF STJ SUSEP TJ TJSC v. UNIVALI MSc Associação Brasileira de Normas Técnicas Advocacia Artigo Assembléia Código Civil Código de Defesa do Consumidor Conselho Nacional Conselho Nacional de Seguros Privados Código de Processo Civil Número Responsabilidade Tribunal de Justiça Parágrafo Página Relator Relator Ministro Supremo Tribunal Federal Superior Tribunal de Justiça Superintendência de Seguros Privados Tribunal de Justiça Tribunal de Justiça de Santa Catarina Volume Universidade do Vale do Itajaí Mestre

11 LISTA DE CATEGORIAS E SEUS CONCEITOS OPERACIONAIS Lista de categorias 1 que o Autor considera estratégicas à compreensão do seu trabalho, com seus respectivos conceitos operacionais 2. Apólice É o instrumento do contrato. Deve consignar os riscos assumidos, o valor do objeto do seguro, o prêmio devido ou pago pelo segurado e quaisquer outras estipulações que no contrato se firmarem 3. Constituição Lei fundamental e suprema de um Estado, que contém normas referentes à estruturação do Estado, à formação dos poderes públicos, forma de governo e aquisição do poder de governar, distribuição de competências, direitos, garantias e deveres dos cidadãos 4. Contrato É um negócio jurídico por meio do qual as partes declarantes, limitadas pelos princípios da função social e da boa-fé objetiva, autodisciplinam os efeitos patrimoniais que pretendem atingir, segundo a autonomia das suas próprias vontades 5. Contrato de seguros Pelo contrato de seguro, o segurador se obriga, mediante o pagamento do prêmio, a garantir interesse legítimo do segurado, relativo a pessoa ou a coisa, contra riscos predeterminados 6. Corretagem É o contrato pelo qual uma pessoa encarrega outra de angariar-lhe negócios, mediante remuneração. Em simples palavras, esta seria a definição. Na verdade o corretor servirá como intermediário, agenciando negócios para a seguradora e recebendo, por isso, certo percentual 7. 1 Denomina-se categoria a palavra ou expressão estratégica à elaboração e/ou expressão de uma idéia. Cf. PASOLD, Cesar Luiz. Prática da pesquisa jurídica: idéias e ferramentas úteis ao pesquisador do Direito. 8. ed. Florianópolis: OAB Editora, 2003, p Denomina-se Conceito Operacional a definição ou sentindo estabelecido para uma palavra ou expressão, com o desejo de que tal definição seja aceita para os efeitos das idéias expostas ao longo do trabalho. Cf. PASOLD, Cesar Luiz. Prática da pesquisa jurídica: idéias e ferramentas úteis ao pesquisador do Direito, p RODRIGUÊS, Silvio. Direito civli: dos contratos e das declarações unilaterais de vontade. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2002, p MORAES, Alexandre de. Direito constitucional. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2002, p GACLIANO, Pablo Stolze. Novo Curso de direito civil. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2006, p Artigo 757 do Código Civil Brasileiro 7 FIUZA, César. Direito Civil curso completo, 11 ed. São Paulo: Del Rey, 2008, p. 590.

12 Corretor de Seguros É o intermediário legalmente autorizado a angariar e a promover contratos de seguros, admitidos pela legislação vigente, entre as sociedades de seguros e as pessoas físicas ou jurídicas de direito privados ou e capitalização 8. Culpa Falta cometida contra o dever, por ação ou omissão, procedida de ignorância ou de negligência 9. Direito Civil É o ramo do Direito privado destinado a reger relações familiares, patrimoniais e obrigacionais que se formam entre indivíduos encarados como tais, ou seja, enquanto membros da sociedade 10. Dolo Indica toda espécie de artifício, engano, ou manejo, com a intenção de induzir outrem à pratica de um ato jurídico, em prejuízo deste e proveito próprio ou de outrem 11. Imperícia Pode ser chamada de imprudência técnica. Consiste na falta de habilidade técnica para o exercício de determinada atividade. O médico que não possui habilitação necessária para a realização de uma cirurgia e mesmo assim resolve fazê-la pode ser responsabilizado por imperícia 12. Imprudência É ação positiva, sem a cautela que a razão recomenda. Caracteriza a imprudência pela insensatez da ação. É o atuar positivo além do limite da prudência; é a ação flagrante arriscada 13. Negligência Essa é conduta omissiva, sem a devida cautela, manifestada pela falta de atenção, pelo descuido, pelo esquecimento ou pela desídia no atuar perante a vida social 14. Omissão A omissão é uma conduta negativa. Surge porque alguém não realizou determinada ação. A sua essência está propriamente em não ter agido de determinada forma FILHO, Gumercindo Rocha. O corretor de Seguros à luz do Novo Código Civil. Rio de Janeiro: Fenacor, 2003, p SILVA, De Plácido. Vocubulário jurídico, 2. ed. Rio de Janeiro: Forense, 1990, p DINIZ, Maria Helena. Curso de Direito Civil. 21. ed. São Paulo: Saraiva, 2008, p SILVA, De Plácido. Vocubulário jurídico, p NUNES, Rodrigues. Dicionário rg-fenix. 7. ed. São Paulo: RG editores, 2000, p NUNES, Rodrigues. Dicionário rg-fenix. p NUNES, Rodrigues. Dicionário rg-fenix. p STOCO, Rui. Responsabilidade civil e sua interpretação jurisprudencial. 2. ed. São Paulo: Revistas dos Tribunais, 1995, p. 51.

13 Profissional Liberal É toda profissão, que possa ser exercida com autonomia, isto é, livre de qualquer subordinação a um patrão ou chefe 16. Risco É o elemento medular do seguro, pois constitui seu próprio objeto. É representado pela circunstância de estar a pessoa exposta a eventualidade de um dano, ou de ter de reparar um dano causado a outrem 17. Responsabilidade Civil È a aplicação de medidas que obriguem uma pessoa a reparar dano moral ou patrimonial causado a terceiros, em razão de ato por ela mesmo praticado, por pessoa por quem ela responde, por alguma coisa a ela pertencente ou de simples imposição legal 18. Responsabilidade Civil Subjetiva Na responsabilidade subjetiva, o centro do exame é o ato ilícito. O dever de indenizar vai repousar justamente no exame da transgressão ao dever de conduta que constitui o ato ilícito 19. Responsabilidade Civil Objetiva A responsabilidade objetiva tem como principal teoria a do risco, pois é aquele que através da atividade, cria um risco de dano para terceiros onde deve ser reparado, ainda que a atividade e o seu comportamento sejam isentos de culpa 20. Responsabilidade Contratual É a obrigação assumida pelas partes contratantes, em virtude da qual se acham no dever de fazer cumprir tudo que tenham convencionado ou ajustado 21. Responsabilidade Extracontratual É aquela que resulta de impedimento normativo, ou melhor, da pratica de um ato ilícito por pessoa capaz ou incapaz, visto que não há vinculo anterior entre as partes, por não estarem ligadas por uma relação obrigacional ou contratual. A fonte dessa responsabilidade é a inobservância da lei, ou a lesão a um direito, sem que entre o ofensor e o ofendido preexista qualquer relação jurídica 22. Segurado É o contratante que mediante o pagamento de um prêmio obtém a transferência do risco para o segurador SILVA, De Plácido. Vocabulário Jurídico. p RODRIGUÊS, Silvio. Direito civil: dos contratos e das declarações unilaterais de vontade, p DINIZ, Maria Helena. Curso de Direito Civil, p VENOSA, Sílvio da Salvo. Direito Civil: responsabilidade civil. V ed. São Paulo: Atlas, 2003, p RODRIGUES, Silvio. Direito Civil: responsabilidade civil, p SILVA, De Plácido. Vocubulário jurídico, p SILVA, De Plácido. Vocubulário jurídico, p RODRIGUÊS, Silvio. Direito civil: dos contratos e das declarações unilaterais de vontade, p. 336.

14 Segurador É o contratante que, assumindo o risco, propõe indenizar o segurado dos danos sofridos, na hipótese de sinistro RODRIGUES, Silvio. Direito civil: dos contratos e das declarações unilaterais de vontade, p. 329.

15 SUMÁRIO RESUMO... 5 ABSTRACT... 6 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS... 7 LISTA DE CATEGORIAS E SEUS CONCEITOS OPERACIONAIS INTRODUÇÃO RESPONSABILIDADE CIVIL HISTÓRICO DA RESPONSABILIDADE CIVIL CONCEITOS DE RESPONSABILIDADE CIVIL RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA RESPONSABILIDADE CIVIL SUBJETIVA Imprudência Negligência PRESSUPOSTOS DA RESPONSABILIDADE CIVIL Ação ou omissão Culpa ou dolo do agente Relação de causalidade Dano experimentado pela vítima CAUSAS EXCLUDENTES DA RESPONSABILIDADE Culpa exclusiva da vítima Fato de terceiro Caso fortuito e força maior CORRETOR DE SEGUROS CONCEITO DE CORRETOR DE SEGUROS DA SUA HABILITAÇÃO PROFISSIONAL ÓRGÃO REGULADOR DOS DIREITOS E DEVERES DO CORRETOR DE SEGUROS DIREITOS E DEVERES DO SEGURADO OBRIGAÇÃO DE MEIO OBRIGAÇÃO DE RESULTADO O CORRETOR DE SEGUROS PERANTE O CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR A RESPONSABILIDADE CIVIL DO CORRETOR PERANTE SEUS CLIENTES QUANDO DA CONTRATAÇÃO DE SEGUROS DE AUTOMÓVEIS RESPONSABILIDADE CIVIL CONTRATUAL RESPONSABILIDADE CIVIL EXTRACONTRATUAL O CORRETOR DE SEGUROS E AS OBRIGAÇÕES DO SEGURADO O CORRETOR DE SEGUROS COMO PESSOA FÍSICA A LEI N 4.594/64 E O DECRETO-LEI N 73/66 RESPONSABILIDADE CIVIL DO CORRETOR DE SEGUROS A NATUREZA JURÍDICA DO CONTRATO DE CORRETAGEM... 50

16 4.7 JURISPRUDÊNCIAS DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SANTA CATARINA CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS... 60

17 1 INTRODUÇÃO O presente trabalho tem por objeto 25 o estudo da Responsabilidade Civil do Corretor de Seguros perante seus clientes no momento de sua contratação. A importância deste tema reside no critério utilizado para caracterizar este tipo de responsabilidade. Ressalte-se que, além de ser requisito imprescindível à conclusão do curso de Direito na Universidade do Vale do Itajaí UNIVALI, o presente relatório monográfico também vem colaborar para o conhecimento de um tema que, apesar de não poder ser tratado como novidade no campo jurídico, na dimensão social-prática ainda pode ser tratado como elemento novo e repleto de nuances a serem destacadas pelos intérpretes jurídicos. O presente tema encontra-se precisamente na área de direito civil, precipuamente o ramo da Responsabilidade Civil. A escolha do tema é fruto do interesse pessoal do pesquisador em verificar a Responsabilidade Civil deste profissional, assim como para aprimorar o ensinamento nesta área do direito, bem como na compreensão dos fenômenos jurídico-políticos, especialmente no âmbito de atuação do Direito Civil. Em vista do parâmetro delineado, constitui-se como objetivo geral deste trabalho analisar os casos de Responsabilidade Civil dos Corretores de Seguros em razão de sua profissão, ou seja, a relação com seus clientes no momento da contratação do seguro. O objetivo institucional da presente Monografia é a obtenção do Título de Bacharel em Direito, pela Universidade do Vale do Itajaí, Centro de Ciências Sociais e Jurídicas, campus de Tijucas. Como objetivo específico, pretende-se examinar criticamente a Responsabilidade Civil, e analisar objetivamente a modernização do conceito de Corretor de Seguros. Observar- 25 Nesta Introdução cumpre-se o previsto em PASOLD, Cesar Luiz. Prática da pesquisa jurídica: idéias e ferramentas úteis para o pesquisador do Direito, p

18 15 se-á o instituto da Responsabilidade Civil, do Corretor perante seus clientes, mas precisamente no momento da contratação de seguros de automóveis. A análise do objeto do presente estudo incidirá sobre as diretrizes teóricas propostas por Sílvio de Salvo Venosa, na obra direito civil e no artigo 927 e seguintes do Código Civil. Este será, pois, o marco teórico que norteará a reflexão a ser realizada sobre o tema escolhido. Não é o propósito de este trabalho esgotar todo o tema a respeito de responsabilidades, porém se trás os principais ensinamentos. Por certo não se estabelecerá um ponto final em referida discussão. Pretende-se, tão-somente, aclarar o pensamento existente sobre o assunto. Para o desenvolvimento da presente pesquisa foi formulado o seguinte questionamento: a) Qual o critério jurídico que deve ser adotado para apurar a responsabilidade civil do Corretor de Seguros em face seus clientes no momento da contratação? Já a hipótese considerada foi a seguinte: a) A princípio entende-se que a Responsabilidade Civil, do Corretor de Seguros é subjetiva perante seus clientes, uma vez que deverá ser apurada a culpa deste profissional. Ademais, em muitos casos o próprio cliente trás afirmações inverídicas ao Corretor de Seguros. Ainda nesta oportunidade será observado se houve negligência ou imprudência, conforme artigo 186, do Código Civil. Finalmente, buscou-se nortear as hipóteses formuladas com as seguintes variáveis: a) a evolução histórica da responsabilidade civil; b) conceitos adotados para o profissional liberal atuante na área de seguros; c) critérios adotados para se verificar a responsabilidade civil. O relatório final da pesquisa foi estruturado em três capítulos, podendo-se, inclusive, delineá-los como três molduras distintas, mas conexas: a primeira, atinente a Responsabilidade Civil propriamente dita; a segunda, as Responsabilidades do Corretor de Seguro; e, por derradeiro, a relação deste profissional perante seus clientes, ressaltando o momento da contratação. Analisa-se também jurisprudências relacionadas ao tema do Tribunal de Justiça de Santa Catarina e do Superior Tribunal de Justiça.

19 16 Quanto à metodologia empregada, registra-se que, na fase de investigação foi utilizado o método dedutivo, e, o relatório dos resultados expresso na presente monografia é composto na base lógica dedutiva 26, já que se parte de uma formulação geral do problema, buscando-se posições científicas que os sustentem ou neguem, para que, ao final, seja apontada a prevalência, ou não, das hipóteses elencadas. Nas diversas fases da pesquisa, foram acionadas as técnicas do referente, da categoria, do conceito operacional e da pesquisa bibliográfica 27. Os acordos semânticos que procuram resguardar a linha lógica do relatório da pesquisa e respectivas categorias, por opção metodológica, estão apresentados na Lista de Categorias e seus Conceitos Operacionais, muito embora algumas delas tenham seus conceitos mais aprofundados no corpo da pesquisa. A estrutura metodológica e as técnicas aplicadas nesta monografia estão em conformidade com o padrão normativo da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e com as regras apresentadas no Caderno de Ensino: formação continuada, Ano 2, número 4; assim como nas obras de Cezar Luiz Pasold, Prática da pesquisa jurídica: idéias e ferramentas úteis ao pesquisador do Direito e Valdir Francisco Colzani, Guia para redação do trabalho científico. A presente monografia se encerra com as Considerações Finais, nas quais são apresentados pontos conclusivos destacados, seguidos da estimulação à continuidade dos estudos e das reflexões sobre a Responsabilidade Civil do Corretor perante seus clientes na contratação de Seguros de automóveis. Com este itinerário, espera-se alcançar o intuito que ensejou a preferência por este estudo. 26 Sobre os Métodos e Técnicas nas diversas fases da pesquisa científica, vide PASOLD, Cesar Luiz. Prática da pesquisa jurídica: idéias e ferramentas úteis para o pesquisador do Direito, p Quanto às Técnicas mencionadas, vide PASOLD, Cesar Luiz. Prática da pesquisa jurídica: idéias e ferramentas úteis para o pesquisador do Direito, p , 31-41, 45-58, e , nesta ordem.

20 2 RESPONSABILIDADE CIVIL É de suma importância à compreensão da evolução histórica da Responsabilidade Civil, pois o direito não permanece estático, vive em constante e acelerada modificação. Este progresso pode ser verificado na Responsabilidade Civil, pois surgiram inovações de suma importância no decorrer da história. 2.1 HISTÓRICO DA RESPONSABILIDADE CIVIL Os pressupostos de aplicação da Responsabilidade Civil, segundo a teoria clássica, se baseavam em três aspectos: o dano, a culpa do autor do dano e a relação de causalidade entre eles 28. Neste período, não haviam regras, nem tampouco limitações, o dano provocava uma reação imediata, instintiva e brutal do ofendido, ou seja: Dominava a vingança privada, forma primitiva, selvagem talvez, mas humana, da reação espontânea e natural contra o mal sofrido; solução comum a todos os povos nas suas origens, para a reparação do mal pelo mal. Se a reação não pudesse acontecer desde logo, sobrevinha a vindita mediata, posteriormente regulamentada, e que resultou na pena de talião, olho por olho, dente por dente 29. Com o passar do tempo, e em um estágio de consciência mais elevado, o legislador proibiu a vingança privada, ou seja, a justiça feita pelas próprias mãos. Neste período da história, mas precisamente na época da Lei das XII Tábuas, a reparação pelo mal causado era feita através de pagamento pelo ofensor, surgindo as mais esdrúxulas tarifações, senão vejamos: A diferenciação entre a pena e a reparação, entretanto, somente começou a ser esboçada ao tempos romanos, com a distinção entre os delitos públicos 28 GONÇALVES, Carlos Roberto. Responsabilidade civil. 8 ed. São Paulo: Saraiva, 2003, p GONÇALVES, Carlos Roberto. Responsabilidade civil, p. 21.

21 18 (ofensas mais graves, de caráter perturbador da ordem) e os delitos privados. Nos delitos públicos, a pena econômica imposta ao réu deveria ser recolhida aos cofres públicos, e, nos delitos privados, a pena em dinheiro cabia à vítima 30. A responsabilidade era objetiva, ou seja, independia da culpa. Oportuno salientar que após este período, passou-se a composição dos litígios, sendo mais conveniente o acordo entre as partes. Para aprimorar a conciliação nas lides, surgiu a Lex Aqulia de damno, ou seja, a idéia de reparação pecuniária do dano, impondo que o patrimônio do lesante suportasse o ônus da reparação 31, ou seja: A Lex Aquilia Damno, introduziu o damnun iniuria datum, ou melhor, prejuízo causado a bem alheio, empobrecendo o lesado, sem enriquecer o lesante. Todavia, mais tarde, as sanções dessa lei foram sendo aplicadas aos danos causados por omissão ou verificados sem o estrago físico e material da coisa. O Estado passou, então a intervir nos conflitos privados, fixando o valor dos prejuízos, obrigando a vítima a aceitar a composição e renunciando a vingança 32. Contudo, a Responsabilidade Civil no ordenamento jurídico teve início com o Código Criminal de 1830, onde era possível garantir indenizações pelo dano sofrido. Cumpre esclarecer que apenas houve uma reprodução do Código Criminal do Império 33. O Código Civil de 1916, em seu artigo 159, apontava que aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imperícia, violar direito, ou causar prejuízo a outrem, fica obrigado a reparar o dano. Com a necessidade de aperfeiçoar o direito em relação à problemática social, o Código Civil de 2002, no artigo 927, parágrafo único, desenvolveu o seguinte conteúdo: Aquele que por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo. Parágrafo Único: Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, riscos para os direitos de outrem. 30 GONÇALVES, Carlos Roberto. Responsabilidade civil, p DINIZ, Maria Helena. Código civil anotado. 8. ed. São Paulo: Saraiva, 2003, p DINIZ, Maria Helena. Curso de direito civil brasileiro, p DINIZ, Maria Helena. Código civil anotado. 8. ed. São Paulo: Saraiva, 2003, p. 47.

22 19 Neste sentido, pode-se observar uma expansão da Responsabilidade Civil, pois independente de culpa, todo aquele, seja pessoa física ou jurídica, que causar dano a outrem, fica obrigado a reparar. 2.2 CONCEITOS DE RESPONSABILIDADE CIVIL Importante destacar os vários entendimentos acerca da Responsabilidade Civil, mas precisamente, o conceito apresentado por diferentes autores. Diante do tema abordado, Silva ressalta que a Responsabilidade Civil: Resulta de ofensa ou da violação de direito, que redunda em dano ou prejuízo a outrem. Pode ter causa a própria ação ou ato ilícito, como também, o fato ilícito de outrem, por quem, em virtude de regra legal, se responde ou se é responsável 34. Diniz ensina que a: Responsabilidade Civil é a aplicação de medidas que obriguem uma pessoa a reparar o dano moral ou patrimonial causado a terceiros, em razão de ato por ela mesma praticado, por pessoa por quem ela responde, por alguma coisa a ela pertencente ou simples imposição legal. 35 Neste sentido, entende-se que a Responsabilidade Civil é parte integrante do direito obrigacional, pois a principal conseqüência de um ato ilícito é a obrigação que acarreta, para o seu autor, de reparar o dano, obrigação esta de natureza pessoal, que se resolve em perdas e danos 36. Ao falar juridicamente de Responsabilidade Civil, deve-se ter em mente a idéia de obrigação, encargo, dever, compromisso, sanção, imposição, pois é fundada na justiça retributiva, ou seja, dever jurídico de recomposição do dano sofrido 37. Entende-se que a obrigação é o dever de cumprir ou fazer alguma coisa, ou se abster dela, em virtude do que a vontade do homem é submetida, um princípio superior SILVA, De Plácido e. Vocabulário Jurídico, p DINIZ, Maria Helena. Curso de direito civil brasileiro, p GONÇALVES, Carlos Roberto. Responsabilidade civil, p LISBOA, Roberto Senise. Manual de Direito Civil. 3. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2004, p SILVA, De Plácido e. Vocabulário Jurídico, p. 567

23 20 Encargo se refere a uma soma de atribuições confiadas a uma pessoa 39. Por outro lado, dever significa o fato de se encontrar uma pessoa sujeita ao cumprimento de uma obrigação 40. Todavia, compromisso diz respeito a uma pessoa que se compromete com algo. Seja qual for o sentido que se tome, é o ato resultante de uma ação é um compromisso 41. Entende-se por sanção uma das formas de reparar atos ilícitos 42. Por fim, imposição é uma determinação, ordem, um mando ou qualquer outra medida coercitiva 43. Com isso, observa-se que a Responsabilidade Civil é baseada na restauração dos danos sofridos pelo agente. 2.3 RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA A Responsabilidade Civil Objetiva também pode ser conhecida como responsabilidade sem culpa. Nesses casos, não se exige prova de culpa do agente para que seja obrigado a reparar o dano 44. A responsabilidade sem culpa decorre da teoria do Risco, Venosa esclarece: Ao se analisar a teoria do risco criado, leva-se em conta a atividade ou conduta do agente que resulta por si só na exposição a um perigo. Leva em conta a potencialidade de ocasionar danos. Neste diapasão poderíamos exemplificar uma empresa que se dedica a produzir e apresentar espetáculos com fogos de artifício 45. Todavia, a responsabilidade fundada no risco, consiste, portanto, na obrigação de indenizar o dano produzido por atividade exercida no interesse do agente e sob o seu controle, sem que haja qualquer indagação sobre o comportamento do lesante SILVA, De Plácido e. Vocabulário Jurídico, p SILVA, De Plácido e. Vocabulário Jurídico, p SILVA, De Plácido e. Vocabulário Jurídico, p SILVA, De Plácido e. Vocabulário Jurídico, p SILVA, De Plácido e. Vocabulário Jurídico, p GONÇALVES, Carlos Roberto. Responsabilidade civil, p VENOSA, Sílvio da Salvo. Direito Civil: responsabilidade civil, p DINIZ, Maria Helena. Curso de direito civil brasileiro, p. 36.

24 21 A conduta dolosa ou culposa do agente causador do dano, para configuração da Responsabilidade Civil, é irrelevante. Somente a relação de causalidade entre o dano e o ato do agente basta 47. No mesmo sentido, dispões o artigo 927, parágrafo único do Código Civil: Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo. Parágrafo único: Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem 48. Deste modo, quando o legislador fala a respeito do risco para os direitos de outrem, entende-se como Responsabilidade Civil Objetiva, ou seja, independentemente de culpa; se a atividade desenvolvida implicar riscos, há o dever de indenizar. Assim, muitos autores entendem que esta Responsabilidade é presumida, baseando-se somente na teoria do risco. A doutrina objetiva, ao invés de exigir que a Responsabilidade Civil seja a resultante dos elementos tradicionais (culpa, dano, vínculo de causalidade entre uma e outro) assenta-se na equação binária cujos pólos são o dano e a autoria do evento danoso, o que importa para assegurar o ressarcimento é a verificação se ocorreu o evento e se dele emanou o prejuízo. Em tal ocorrendo, o autor do fato causador do dano é o responsável 49. Venosa acrescenta: A explicação dessa teoria objetiva justifica-se também sob o título risco profissional. O dever de indenizar decorre de uma atividade laborativa. É o rótulo que explica a responsabilidade objetiva nos acidentes de trabalho. Outros lembram o risco excepcional: o dever de indenizar surge de atividade que acarreta excepcional risco, como é o caso de transmissão de energia elétrica, exploração de energia nuclear, transporte de explosivos etc. 50. Na teoria do risco, ou como é chamada responsabilidade objetiva, tem como postulado que todo dano é indenizável, e deve ser reparado por quem a ele se liga por um nexo de causalidade, independente de culpa. 47 DINIZ, Maria Helena. Curso de direito civil brasileiro, p GONÇALVES, Carlos Roberto. Responsabilidade civil, p STOCO, Rui. Tratado de responsabilidade civil: com comentário ao novo código civil, p VENOSA, Sílvio da Salvo. Direito Civil: responsabilidade civil, p. 15.

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