Roteiro de Estudo para o Exame Final

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1 Componente curricular: Língua Portuguesa Professora: Belkis F. de Oliveira Jamais considere seus estudos como uma obrigação, mas como uma oportunidade invejável para aprender a conhecer a influência libertadora da beleza do reino do espírito, para seu próprio prazer pessoal e para proveito da comunidade à qual seu futuro trabalho pertencer. Albert Einstein Roteiro de Estudo para o Exame Final (Data da Prova: 12/12/2013) I Conteúdos selecionados para o Exame Final, de acordo com a abordagem realizada nos trimestres: 1 Trimestre 2 Trimestre 3 Trimestre Análise da linguagem: gramática normativa e gramática textual. Gramática normativa: - Fonética e fonologia (ortoepia); - Acentuação (revisão).. - Morfologia: estrutura e formação das palavras; - Morfologia: revisão geral, foco: pronomes e verbos; - Sintaxe: termos essenciais, integrantes e acessórios da oração. Gramática textual: língua, linguagem e fala; representações da linguagem verbal; variação linguística; registro formal e informal; polissemia (ambiguidade, denotação e conotação); elementos do processo de comunicação; clareza e objetividade no uso da linguagem; procedimentos argumentativos. Leitura e interpretação textual: gêneros do discurso abordados em todos os trimestres. II Como estudar: 1. Refaça os instrumentos avaliativos: testes, trabalhos e provas; 2. Consulte o livro didático da FTD: sistema de ensino Módulo1 (P7), Módulo 2 (P15- P16) e Módulo 3 (P23 P24) - Teoria e Caderno de Atividades; 3. Releia as anotações feitas em aula e os materiais impressos trabalhados; 4. Refaça os materiais entregues nas aulas de Estudos de Recuperação, realizadas a cada trimestre; 5. Consulte o Ambiente de Aprendizagem do colégio plataforma Moodle para rever os materiais que foram disponibilizados ao longo do ano letivo; 6. Faça as atividades do Banco de Questões, que constam neste material de orientação para o Exame Final. 1

2 QUESTÕES COM FOCO NO 3 TRIMESTRE Questão 01) Assinale a alternativa em que o x nunca é pronunciado como ks: a) tóxico / máximo / prolixo b) êxtase / exímio / léxico c) máximo / êxodo / exportar d) exportar / nexo / tóxico e) exímio / prolixo / êxodo Gab: C Questão 02) A palavra sanguessuga possui 11 letras, 8 fonemas e 3 dígrafos; democracia tem 10 letras, 1 encontro consonantal e 1 hiato. Relacione as duas colunas a seguir e depois assinale a alternativa com a seqüência correta. 1. república 2. hábito 3. reeleição 4. candidatos 5. corrupção 6. excessivo ( ) 9 fonemas, 1 dígrafo ( ) 7 fonemas, 2 dígrafos ( ) 8 fonemas, 1 dígrafo, 1 encontro consonantal ( ) 9 fonemas, 1 encontro consonantal ( ) 9 fonemas, 2 ditongos, 1 hiato ( ) 5 fonemas a) b) c) d) e) Gab: D Questão 03) Assinale a opção em que o vocábulo apresenta ao mesmo tempo um encontro consonantal, um dígrafo consonantal e um ditongo fonético. a) ninguém b) coalhou c) iam 2

3 d) nenhum e) murcham Gab: E Questão 04) Gab: B Conforme o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, a partir de janeiro de 2013, a ortografia portuguesa passa por algumas mudanças. Algumas dessas mudanças estão relacionadas à (ao): a) Crase. Acentuação. Hífen. b) Alfabeto. Acentuação. Trema. c) Trema. Pronúncia. Hífen. d) Alfabeto. Hífen. Crase. e) Trema. Acentuação. Pronúncia. Questão 05) Gab: D (http://blogdoorlandeli.zip.net/arch _ html) Levando em conta as informações do primeiro quadrinho, identifique a alternativa que apresenta a palavra que também sofreu alterações na acentuação gráfica devido à regra mencionada. a) plateia b) heroico c) gratuito d) baiuca e) caiu Questão 06) Leia o texto abaixo. Com mais de 50 anos de escrevinhação nas costas, descobri algumas ideias que muita gente faz da vida de um escritor. Por exemplo, tem quem ache que os escritores, notadamente entre eles mesmos, só falam difícil, uma proparoxítona para abrir, uma mesóclise para dar classe e um tetrassílabo para arrematar. "Em teu parecer, meu impertérrito amigo", perguntaria eu ao Rubem Fonseca, durante nosso almoço periódico, "abater-se-á hoje, sobre a nossa urbe, uma formidanda intempérie?" Ao que o Zé Rubem reagiria com uma anástrofe, um mais- 3

4 Gab: B que-perfeito fazendo as vezes do imperfeito do subjuntivo e uma aliteração final show de bola, coisa de craque mesmo. "Augure do tempo fora eu, pressagiá-lo-ia libentissimamente", responderia ele. "Todavia, de tal não me trato." E assim iríamos almoço afora, discutindo elevadíssimos assuntos, em linguagem só compreensível por indivíduos especiais. (João Ubaldo Ribeiro, O Estado de São Paulo, 03/07/2011) Ao comentar a suposta sofisticação presente nas falas dos escritores, João Ubaldo Ribeiro faz menção a vários fenômenos de linguagem. A respeito deles, está correto o que se afirma em: a) Os tetrassílabos ocorrem quando as palavras contêm um grupo de duas letras que representam um único fonema. b) A mesóclise, exemplificada em formas como abater-se-á, é uma construção que determina a colocação do pronome em relação ao verbo. c) A anástrofe consiste em estabelecer a concordância ideológica, isto é, de acordo com a ideia e não com as palavras que efetivamente aparecem na oração. d) O pretérito mais que perfeito e o imperfeito do subjuntivo expressam um processo verbal indicativo de exortação e advertência. e) A aliteração, empregada pelo autor em libentissimamente, exprime o auge da intensificação de uma qualidade. Questão 07) Dois amigos conversam: Amigo 1: Amigo 2: "Faz tempo que não vejo ela". "Pois eu vi ela ontem à noite". Gab: A Há quem brinque com esse tipo de construção da frase. No português falado do Brasil, na língua do dia-a-dia, o (eu, tu, ele, nós, vós, eles) assumiu definitivamente o papel de. Nós dizemos, no dia-a-dia, "faz tempo que não vejo ele", "eu vou encontrar ela amanhã" e por aí vai. Isso não está no padrão formal da língua portuguesa. O correto seria: "Faz tempo que eu não o vejo." "Eu devo encontrá-la amanhã." a) Pronome reto, complemento verbal. b) Pronome impessoal, adjunto adnominal. c) Pronome oblíquo, advérbio. d) Pronome reto, advérbio. e) Pronome reto, adjetivo. Questão 08) No quadrinho abaixo, observamos um problema de comunicação entre os personagens. Assinale a alternativa que apresenta o elemento da comunicação que levou a esse problema. 4

5 Gab: B a) Canal. b) Código. c) Referente. d) Mensagem. e) Receptor. Questão 09) Leia o texto abaixo. Para fazer um poema dadaísta Pegue num jornal. Pegue numa tesoura. Escolha no jornal um artigo com o comprimento que pretende dar ao seu poema. Recorte o artigo. Em seguida, recorte cuidadosamente as palavras que compõem o artigo e coloque-as num saco. Agite suavemente. Depois, retire os recortes uns a seguir aos outros. Transcreva-os escrupulosamente pela ordem que eles saíram do saco. O poema parecer-se-á consigo. E você será um escritor infinitamente original, de uma encantadora sensibilidade, ainda que incompreendido pelas pessoas vulgares. (Tristan Tzara) A metalinguagem, presente no poema de Tristan Tzara, também é encontrada de modo mais evidente em: a) Receita de Herói Tome-se um homem feito de nada Como nós em tamanho natural Embeba-se-lhe a carne Lentamente De uma certeza aguda, irracional Intensa como o ódio ou como a fome. Depois perto do fim Agite-se um pendão E toque-se um clarim Serve-se morto. b) FERREIRA, Reinaldo. Receita de Herói. In: GERALDI, João Wanderley. Portos de passagem. São Paulo: Martins Fontes, 1991, p.185. c) 5

6 d) e) Gab: C Questão 10) Leia a charge. (www.acharge.com.br.) 6

7 Gab: B A charge ironiza: a) a velocidade na cobrança de impostos do cidadão brasileiro. O título contém um substantivo formado por hibridismo. b) a carga tributária que recai sobre o cidadão brasileiro. O título contém um substantivo composto a partir de imposto e do radical grego -metro. c) o método de cobrança de impostos do cidadão brasileiro. O título contém um substantivo composto a partir dos substantivos imposto e metro. d) a falta de dinheiro do cidadão brasileiro. O título contém um substantivo derivado de imposto com o acréscimo do sufixo -metro. e) a intensidade dos impostos cobrados do cidadão brasileiro. O título contém um substantivo formado a partir de um verbo. Questão 11) Palavras e segmentos diversos do texto podem ser expressos de outras formas graças à utilização dos recursos gramaticais da língua, como os processos de derivação prefixal e sufixal e a variação das estruturas sintáticas. a) Aqui encontra-se o substantivo derivado "submetimento". Cite um sinônimo deste substantivo, derivado por meio de outro sufixo, e indique o verbo do qual ambos derivam. b) "através de concepções BASTANTE CONVENIENTES A SEUS PROPÓSITOS". Substitua a parte destacada do trecho acima por uma oração de sentido equivalente, constituída de pronome relativo e verbo cognato do adjetivo "convenientes". Gab: a) Submissão. Verbo submeter. b) que convinham bastante a seus propósitos Questão 12) Sobre o processo de "verbar palavras", assinale a alternativa correta. a) O menino, usando as palavras "quando" e "agora", convence o tigre de que tal processo acaba de ser criado e fará a língua melhorar. b) Para o menino, o processo amplia o vocabulário, pois cria verbos paralelos a formas nominais préexistentes, opinião reforçada pelo uso de "também". c) Para o tigre, com o emprego do processo, a língua pode ser estropiada, mas se torna mais dinâmica. d) Para o tigre, é uma sorte o processo ter sido descoberto, pois contribuirá para que a língua recupere sua função de código de comunicação. e) O tigre e o menino possuem um plano de divulgação do processo que tornará a língua um empecilho para a intercompreensão. Gab: B 7

8 Questão 13) Assinale o item em que o par de prefixos grifados não possua equivalência de significado: Gab: B a) dilema / bienal b) disenteria / discordar c) hemisfério / semicírculo d) sinestesia / companhia e) endoscopia / ingerir Questão 14) Quanto à estrutura e formação de palavras, assinale a alternativa correta. Gab: D a) Perfeição e percurso são palavras cognatas. b) Em combatente, ocorre derivação parassintética. c) A palavra pontiagudo é formada por justaposição. d) Em exportar e êxodo, os prefixos têm sentido correspondente. e) Em hipótese, o prefixo indica antes, anterioridade. Questão 15) Leia a tira. Gab: E Folha de S.Paulo, ) Observando os termos doente e egoísta (1.º quadrinho) e doença e egoísmo (3.º quadrinho), é correto afirmar que: a) os dois primeiros são advérbios, pois expressam circunstância de modo; os dois últimos são adjetivos, pois qualificam o termo lucrar. b) os quatro são substantivos, sendo que há relação de sinonímia entre doente-doença e egoísta-egoísmo. c) os dois primeiros são substantivos, pois nomeiam a sociedade ; os dois últimos são adjetivos, pois são predicativos de lucrar. d) os quatro são adjetivos, sendo que há relação de sentido entre doente-doença e egoísta-egoísmo, que são palavras derivadas. e) os dois primeiros são adjetivos, pois qualificam o substantivo sociedade ; os dois últimos são substantivos, pois nomeiam. Questão 16) A sentença Ele anda ouvindo música pode ser interpretada de duas formas: a) ele ouve música enquanto caminha neste caso, o verbo andar funciona como verbo pleno, significando caminhar ; b) a atividade de ele ouvir música tem se repetido ultimamente neste caso, o verbo andar se esvazia de seu sentido pleno e funciona como elemento gramatical, um auxiliar. Podemos identificar no português outros verbos que podem ter 8

9 Gab: B esses dois usos: um com seu sentido lexical pleno e outro funcionando como elemento gramatical. Tendo isso em vista, considere os conjuntos de sentenças abaixo: 1. Ele chegou na festa e bagunçou o tempo todo. Ele chegou a interferir no processo, mas foi neutralizado. 2. Ela está querendo comer camarão. Ela está querendo ficar doente. 3. O que ela fez com a faca que estava no chão? Ela pegou e guardou na gaveta. Como ele agiu quando se deparou com o grupo? Ah, ele pegou e foi batendo em todo mundo. 4. Todos trabalham pela causa. Eles trabalham vendendo computadores. Em qualquer caso, independente do contexto, o verbo grifado pode ser interpretado com sentido lexical pleno em ambas as ocorrências: a) do conjunto 3 apenas. b) do conjunto 4 apenas. c) dos conjuntos 1 e 4 apenas. d) dos conjuntos 1 e 2 apenas. e) dos conjuntos 2, 3 e 4 apenas. Questão 17) Assinale a única frase com verbo de ligação. a) Todo mundo bebe e sai dirigindo. b) O discurso muda radicalmente quando se passa da condição de infrator à de vítima. c) Beber e dirigir coloca sua vida e a de outras pessoas em risco. d) No Brasil, 36 mil mortes no trânsito por ano estão ligadas à combinação perversa de álcool e direção. e) Brindemos à lei seca. Gab: D Questão 18) Assinale a opção em que o predicado da oração é verbo-nominal: a) Por que andas, jovem rapaz, meio sorumbático? b) Só na ficção infantil um sapo pode virar príncipe. c) O rato, após cruel assédio, foi devorado pelo manhoso bichano. d) Esse talentoso rapaz nasceu músico. e) Continuo aqui. Que jeito! Gab: D Questão 19) não apenas a devastação causada pela guerra condenara a maior parte da Europa à pobreza A predicação do verbo grifado na frase acima se repete em: a) despertou esperanças tão grandes quanto a catástrofe b) no qual a paz e a prosperidade seriam o destino de todos. c) que não ficava muito longe da ditadura nazista. d) e essa conclusão positiva resiste a muitas das restrições e) impôs a grande parte do continente um regime repressivo Gab: E 9

10 Questão 20) 1 "Fabiano ia satisfeito. Sim senhor, arrumara-se. Chegara naquele estado, com a família morrendo de fome, comendo raízes. Caíra no fim do pátio, debaixo de um juazeiro, depois tomara conta da casa deserta. ELE, a mulher e os filhos tinham-se habituado à camarinha escura, pareciam ratos - e a lembrança dos sofrimentos passados esmorecera(...). 2 - Fabiano, VOCÊ é um homem, exclamou em voz alta. 3 Conteve-se, notou que os meninos estavam perto, com certeza iam admirar-se ouvindo-o falar só. E, pensando bem, ele não era um homem: era apenas um cabra ocupado em guardar coisas dos outros. (...) Olhou em torno, com receio de que, fora os meninos, ALGUÉM tivesse percebido a frase imprudente. Corrigiu-a, murmurando: 4 - Você é um bicho, Fabiano. 5 Isto para ele era motivo de orgulho. Sim senhor, um bicho capaz de vencer dificuldades". Gab: A Observe a oração: "Fabiano ia SATISFEITO". O termo em destaque assume a função de: a) predicativo do sujeito b) objeto direto c) adjunto adverbial d) adjunto adnominal e) agente da passiva Questão 21) Indique a opção em que o termo grifado NÃO é predicativo. a) As palavras, porém, são mais difíceis... b)... e vêm carregadas de uma vida... c)... vi-me cercada de pessoas... d)... selecionado animadamente e com grande competência... e) Pareciam pequenas abelhas alegres... Gab: D Questão 22) Indique a opção em que o termo grifado NÃO é predicativo. a) As palavras, porém, são mais difíceis b) e vêm carregadas de uma vida c) vi-me cercada de pessoas d) selecionando animadamente e com grande competência e) Pareciam pequenas abelhas alegres Gab: D Questão 23) "CARIOCA (...) FOI O NOME DADO EM VIRTUDE DO DEPÓSITO DE PIPAS DE ÁGUAS FRESCA." A opção correta, quanto à sintaxe da oração acima, é: a) o predicado é nominal. b) o predicado é verbal. c) o verbo, na oração, é transitivo direto. d) EM VIRTUDE DO DEPÓSITO... FRESCA é adjunto adverbial de conseqüência. e) DE ÁGUA FRESCA é complemento nominal. Gab: B 10

11 Questão 24) Assinale a oração cujo sujeito é inexistente. Gab: D a) Houve-se muito bem o rapaz na prova. b) Havia falado sobre tal assunto. c) Há de existir uma solução. d) Não há possibilidade de êxito. e) Havia-o por louco. Questão 25) Texto UM SONHO DE SIMPLICIDADE Então, de repente, no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana, dá na gente um sonho de simplicidade. Será um sonho vão? Detenho-me um instante, entre duas providências a tomar, para me fazer essa pergunta. Por que fumar tantos cigarros? Eles não me dão prazer algum; apenas me fazem falta. São uma necessidade que inventei. Por que beber uísque, por que procurar a voz de mulher na penumbra ou os amigos no bar para dizer coisas vãs, brilhar um pouco, saber intrigas? Uma vez, entrando numa loja para comprar uma gravata, tive de repente um ataque de pudor, me surpreendendo assim, a escolher um pano colorido para amarrar ao pescoço. A vida bem poderia ser mais simples. Precisamos de uma casa, comida simples mulher, que mais? Que se possa andar limpo e não ter fome, nem sede, nem frio. Para que beber tanta coisa gelada? Antes eu tomava a água fresca da talha, e a água era boa. E quando precisava de um pouco de evasão, meu trago de cachaça. Que restaurante ou boate me deu o prazer que tive na choupana daquele velho caboclo do Acre? A gente tinha ido pescar no rio, de noite. Puxamos a rede afundando os pés na lama, na noite escura, e isso era bom. Quando ficamos bem cansados, meio molhados, com frio, subimos a barraca, no meio do mato e, chegamos à choça de um velho seringueiro. Ele acendeu um fogo, esquentamos um pouco junto do fogo, depois me deitei, numa grande rede branca - foi um carinho ao longo de todos os músculos cansados. E então ele me deu um pedaço de peixe moqueado e meia caneca de cachaça. Que prazer em comer aquele peixe, que calor bom em tomar aquela cachaça e ficar algum tempo a conversar, entre grilos e vozes distantes de animais noturnos. Seria possível deixar essa eterna inquietação das madrugadas urbanas, inaugurar de repente uma vida de acordar bem cedo? Outro dia vi uma linda mulher, e senti um entusiasmo grande, uma vontade de conhecer mais aquela bela estrangeira: conversamos muito, essa primeira conversa longa em que a gente vai jogando um baralho meio marcado, e anda devagar, como a patrulha que faz um reconhecimento. Mas par que, essa eterna curiosidade, essa fome de outros corpos e outras almas? Mas para instaurar uma vida mais simples e sábia, então seria preciso ganhar a vida de outro jeito, não assim, nesse comércio de pequenas pilhas de palavras, esse ofício absurdo e vão de dizer coisas, dizer coisas... Seria preciso fazer algo de sólido e de singelo; tirar areia do rio, cortar lenha, lavrar a terra, algo de útil e concreto, que me fatigasse o corpo, mas deixasse a alma sossegada e limpa. Todo mundo, com certeza, tem de repente um sonho assim. É apenas um instante. O telefone toca. Um momento! Tiramos um lápis do bolso para tomar nota de um nome, um número... Para que tomar nota? Não precisamos tomar nota de nada, precisamos apenas viver - sem nome, nem número, fortes, doces, distraídos, bons, como os bois, as mangueiras e o ribeirão. (BRAGA, Rubem. In: 200 crônicas escolhidas, 3 ed. Rio de Janeiro: Record, p ) A respeito do sujeito do verbo poder no enunciado Que se possa andar limpo... (L. 18) é CORRETO afirmar que: a) é indeterminado. b) é inexistente. c) é composto. d) é simples. e) é oculto. Gab: A 11

12 Questão 26) Nas orações a seguir: Gab: D I. No trabalho, use equipamento de proteção. II. Júlio, no clube, falaram mal de você. III. Vendeu-se a pá. O sujeito é, respectivamente: a) simples, simples, simples. b) oculto, simples, simples. c) indeterminado, indeterminado, simples. d) oculto, indeterminado, simples. e) oculto, indeterminado, indeterminado. Questão 27) Analise a tira. (Folha de S.Paulo, ) a) No primeiro quadrinho, a palavra Deus ocorre na fala das duas personagens. Explique a função sintática que ela assume em cada uma dessas ocorrências. b) No segundo quadrinho, a personagem afirma: Preciso de provas. Supondo que ela utilizasse uma frase completa, com as informações do seu interlocutor, reescreva a frase que resultaria dessa mistura, iniciando com Preciso de provas e justificando a escolha dos elementos que devem unir as informações. Gab: a) No primeiro caso, Deus é um sujeito (pratica a ação expressa pelo verbo da oração e concorda com esse verbo); no segundo caso, é agente da passiva (pratica a ação expressa pelo verbo, mas não concorda com ele) b) Começando com as informações da segunda fala e articulando-as com as da primeira obtém-se: Preciso de provas de que você é filho de Deus. No caso, houve a necessidade da preposição de e da conjunção que, completando o sentido do substantivo provas, na formação de um período composto. Questão 28) Assinale a função sintática do elemento sublinhado: A invasão das escolas por esses novos equipamentos tecnológicos exige adaptação. a) Complemento nominal b) Adjunto adnominal c) Adjunto adverbial d) Objeto indireto e) Objeto direto Gab: A 12

13 Questão 29) A expressão sublinhada na oração "Qualquer pessoa vende produto para qualquer outra pessoa" exerce a mesma função sintática da expressão sublinhada em: a) As empresas estão estudando formas de estabelecer um padrão. b) Seja quando se trata de informação privativa. c) Por isso ainda há muitos problemas. d) A desconfiança quanto à segurança, indispensável ao comércio livre. e) É a principal chave para o sucesso da INTERNET comercial. Gab: B Questão 30) Perto de você me calo Tudo penso e nada falo Tenho medo de chorar. Nunca mais quero o seu beijo Mas meu último desejo Você não pode negar. (Noel Rosa) Sobre o texto de Noel Rosa, pode se afirmar que a) medo tem a mesma função sintática de beijo. b) calo é predicativo. c) perto de você é complemento nominal. d) tudo é sujeito de penso. e) nada é sujeito de falo. Gab: A Questão 31) Filha de faraó 1 Vem para o Brasil minha Luz da Luz, minha Flor da Religião, o hissopo brota da parede aqui tudo é 2 leve como se a vida fosse uma música ou poesia [...] no Brasil com um só olhar em um só instante 3 tu ias poder ver o mar montanhas céu azul e sol cidade e campo, passado e presente, como no 4 Líbano, na América para ver tudo isso tinha de fechar os olhos, olharia as montanhas com olhos 5 longos apaixonados, as encostas que me apertavam o peito e a aldeia, aprendi a amar Beirute 6 quando perdi Beirute, esqueci Beirute e aprendi a amar a América, quantas vezes disse adeus, 7 fechei os olhos senti a nái em meu peito correndo o som da nái o hand drum embalava sagat reque 8 daff pact as mãos nas tranças, o corpo se entrega à alma e a alma prende o corpo, um sentimento 9 de ser invertida, a alma por fora o corpo por dentro. MIRANDA, Ana. Amrik. São Paulo: Companhia das Letras, p. 44. Considere o texto para contextualizar as proposições abaixo e assinale a(s) CORRETA(S). 01. O texto inicia com o verbo vir no modo imperativo Vem para o Brasil o que se mostra inadequado, porque esse modo verbal é usado para dar ordens, e Amina não deve obediência ao tio. 02. A partir do trecho na América para ver tudo isso tinha de fechar os olhos (ref. 4) observa-se uma súbita mudança da perspectiva de Naim para a de Amina, perceptível, entre outras coisas, pelas formas verbais, que passam da segunda para a primeira pessoa do singular. 04. Na perspectiva das personagens, Brasil, América e Líbano apresentam semelhanças e diferenças paisagísticas: os dois primeiros lugares apresentam características geográficas em comum, contrastando com o terceiro. 08. Por uma escolha estilística da autora, a palavra Beirute aparece três vezes seguidas (ref. 5 e 6). As duas últimas ocorrências poderiam ser substituídas pelo pronome oblíquo a quando a perdi, esqueci-a porque em ambos os casos Beirute funciona como objeto direto. 16. Para representar o fluxo de consciência da protagonista, a autora omite sinais de pontuação. Se tivesse sido usada pontuação convencional, o trecho como no Líbano, na América para ver tudo isso tinha de fechar os olhos (ref. 3 e 4) poderia ser uma frase delimitada por pontos, sem alteração do sentido do texto. Gab: 10 13

14 Questão 32) Assinale a opção de que consta afirmativa falsa sobre a análise sintática do terceto abaixo, extraído do soneto Versos íntimos, de Augusto dos Anjos: Gab: B Toma um fósforo. Acende o teu cigarro! O beijo, amigo, é a véspera do escarro, A mão que afaga é a mesma que apedreja. a) No segundo verso, beijo é o sujeito. b) No segundo verso, véspera do escarro é o objeto direto. c) No terceiro verso, há duas orações adjetivas restritivas, porém não coordenadas entre si. O sujeito de ambas é o pronome relativo que. d) No segundo verso, amigo é o vocativo. e) No verso inicial do terceto, há dois períodos simples. Em ambos o verbo está no imperativo e tem por sujeito o pronome tu. Questão 33) Assinale a alternativa em que se converteu erroneamente a voz ativa na passiva: a) As chuvas, em algumas regiões, provocam inundações terríveis. Inundações terríveis, em algumas regiões, são provocadas pelas chuvas. b) O pai lhe aconselhava maior prudência. Maior prudência lhe era aconselhada pelo pai. c) Quem me cassará a palavra? Por quem a palavra me seria cassada? d) Exaltavam sempre a inteligência de Aristarco. A inteligência de Aristarco era sempre exaltada. e) Promover-se-ão festas durante o mês do santo padroeiro. Festas serão promovidas durante o mês do santo padroeiro. Gab: C Questão 34) Colocando a oração No peito pintou-se a águia, na ordem direta e na voz ativa, temos: a) Pintaram a águia no peito; b) A águia pintou-se no peito; c) No peito, a águia pintaram; d) Tinha-se pintado no peito a águia; e) A águia foi pintada no peito. Gab: B Questão 35) Texto 1 Esquecer algumas coisas facilita lembrar outras Esquecer uma informação menos importante, mediante um processo de memória seletiva, torna mais fácil lembrar um dado mais relevante, segundo um estudo elaborado por cientistas dos Estados Unidos. Para chegar a esta conclusão, que a revista científica britânica Nature Neuroscience traz em sua última edição, os especialistas fizeram ressonâncias magnéticas em indivíduos enquanto estes tentavam lembrar associações de palavras que tinham aprendido anteriormente. 5 Durante os exames, os cientistas analisaram o comportamento do córtex pré-frontal, a parte do cérebro que participa do processo de recuperação das informações armazenadas na memória. Como se fosse uma competição em que uma informação vence quando outra é descartada, quanto maior o número de coisas que os pesquisados esqueciam, menos ativo o córtex pré-frontal se mostrava, isto é, menos recursos o cérebro precisava usar para recuperar uma informação. Portanto, para os indivíduos que participaram da experiência, foi muito mais simples lembrar uma associação de palavras ao esquecer outras. Adaptado de texto disponível em: Yahoo Notícias, <http://br.noticias.yahoo.com>, 03 de junho de

15 Texto 2 Esquecimento de impressões e conhecimentos Também nas pessoas saudáveis, não neuróticas, encontramos sinais abundantes de que uma resistência se opõe à lembrança de impressões penosas, à representação de pensamentos aflitivos. [...] O ponto de vista aqui desenvolvido de que as lembranças aflitivas sucumbem com especial facilidade ao esquecimento motivado merece ser aplicado em muitos campos que até hoje lhe concederam muito pouca ou nenhuma atenção. 5 Assim, parece-me que ele ainda não foi enfatizado com força suficiente na avaliação dos testemunhos prestados nos tribunais, onde é patente que se considera o juramento da testemunha capaz de exercer uma influência exageradamente purificadora sobre o jogo de suas forças psíquicas. É universalmente reconhecido que, no tocante à origem das tradições e da história legendária de um povo, é preciso levar em conta esse tipo de motivo, cuja meta é apagar da memória tudo o que seja penoso para o sentimento nacional. FREUD, Sigmund. Fragmento de Sobre a psicopatologia da vida cotidiana. Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud, vol. VI, Tradução dirigida por Jayme Salomão, Rio de Janeiro: Imago, 1996, p a) Os Textos 1 e 2 tematizam o esquecimento, associando sua ocorrência a fatores distintos. Diga quais são esses fatores e compare-os quanto à sua natureza. b) No experimento descrito no Texto 1, que relação foi observada entre a menor atividade do córtex pré-frontal e o desempenho dos participantes na tarefa proposta? c) Leia o período abaixo, extraído do Texto 2 (linhas 5-7), e retire o termo oracional que exerce a mesma função sintática de muito divertida em O menino achou muito divertida a comédia. Assim, parece-me que ele ainda não foi enfatizado com força suficiente na avaliação dos testemunhos prestados nos tribunais, onde é patente que se considera o juramento da testemunha capaz de exercer uma influência exageradamente purificadora sobre o jogo de suas forças psíquicas. Gab: a) O Texto 1 associa o esquecimento a fatores de natureza neurofisiológica: processos de memória seletiva relacionados ao modo como o cérebro armazena e recupera informações. O Texto 2, por sua vez, vincula o esquecimento a fatores de ordem psicológica: forças psíquicas ligadas à necessidade de evitar lembranças particularmente aflitivas e desagradáveis. b) A menor atividade do córtex pré-frontal foi relacionada a um melhor desempenho dos pesquisados na tarefa experimental envolvendo associações de palavras. c) O termo oracional que exerce a mesma função sintática da expressão destacada é capaz de exercer uma influência exageradamente purificadora sobre o jogo de suas forças psíquicas. (A função sintática nos dois casos é predicativo). TEXTO: 1 - Comum à questão: Estava longe de ser um Escort XR3 ou um Gol GTI, mas tinha lá seu 02 charme, até porque era uma marca genuinamente nacional. Um dos 03 carrinhos da montadora Gurgel fez história nos anos 80: o compacto 04 BR-800, feito em São Paulo (o número era uma referência à cilindrada 05 do motor). O que pouca gente sabe é que aquela simpática caixinha 06 de fósforos com rodas teria o nome Cena (Carro Econômico 07 Nacional). Antes de começar a ser produzido, porém, Ayrton Senna 08 entrou na Justiça exigindo que o carro fosse rebatizado. A Gurgel 09 não quis briga e o BR-800 ganhou as ruas em Adaptado de Almanaque anos 80 Questão 36) Assinale a alternativa correta. a) No vocábulo rebatizado (ref. 08), verifica-se o processo de formação de palavras por prefixação, semelhante ao que ocorre em referência. b) porém (ref. 07) é conjunção e denota idéia de exclusão. c) Cena e Senna exemplificam o fenômeno da homofonia, isto é, são palavras pronunciadas da mesma maneira, mas com sentidos diferentes. 15

16 d) Em A Gurgel não quis briga e o BR-800 ganhou as ruas em 1988, a conjunção poderia ser trocada, sem prejuízo do sentido original, por todavia. e) Os parênteses nas linhas quatro e cinco contêm correção ao que foi dito anteriormente. Gab: C TEXTO: 2 - Comum à questão: 37 André Petry DEIXEM JESON EM PAZ Sou a favor da legislação da eutanásia. É uma louvável alternativa que o homem encontrou para morrer com dignidade, para evitar o suplício das dores vãs. Mesmo assim, mesmo defendendo que a eutanásia seja um direito disciplinado na lei brasileira, eu precisaria ser louco para apontar o dedo, atirar uma pedra ou escrever uma linha que fosse contra a atitude de Rosemara dos Santos Souza, a mãe de Jhéck Breener de Oliveira, que luta para impedir que seu filho seja submetido à eutanásia. O pequeno Jhéck, 4 anos, está num leito de UTI, vítima de uma doença degenerativa irreversível. Já perdeu a fala, a visão, o movimento dos braços e pernas, alimenta se por meio de sonda e respira com ajuda de aparelhos. A luta de Rosemara merece respeito e, onde quer que ela apareça, assim tem sido. A luta de Jeson de Oliveira, o pai de Jhéck, também deveria ser respeitada. Mas é nesse ponto que a história se complica. Jeson queria pedir à Justiça que seu filho fosse submetido à eutanásia. Ele não suporta ver o seu filho preso a uma cama, inerte, morto para a vida, sem andar de bicicleta, tomar um sorvete, apontar pra Lua, desenhar um elefante, bater palmas, sorrir. E o que se fez com esse pobre homem? Não lhe deram uma lasca de respeito. Jeson foi hostilizado, xingado, difamado. Foi acusado de assassino, de querer matar o próprio filho! Jeson pensou até em se mudar de Franca, a cidade paulista onde mora e onde seu filho está internado, porque já não podia caminhar na rua em paz. Ceifaram lhe o direito de ir à Justiça. Questionaram lhe até a sanidade mental, sugerindo que procurasse tratamento psiquiátrico forma maliciosa de sugerir que a eutanásia é coisa de gente mentalmente perturbada. Jeson, afinal, desistiu de tentar a eutanásia do filho. Desisto oficial e definitivamente. Quero dar chances à mãe e estou entregando meu filho a Deus, disse ele, numa entrevista, na véspera do feriado de 7 de setembro. O pai de Jhéck, claro, tem todo o direito de mudar de idéia (e, pessoalmente, saúdo que tenha conseguido dominar seu sofrimento para ceder à vontade da mãe de Jhéck). O dado repugnante é a intolerância da qual foi vítima. Jeson virou a Geni da Franca, só faltou ser apedrejado nas ruas. Os adversários da eutanásia religiosos dogmáticos, em geral não lhe deram o direito sequer de pensar em voz alta. É coisa própria das mentalidades entrevadas, dos que se sentem ungidos por forças superiores, dos que cevam suas idéias como se fossem bens supremos, perfeitos, inatacáveis. Aos religiosos dogmáticos e intolerantes em geral, aos que sacralizam suas idéias e acham que sabem tudo na vida e do sofrimento, aqui vai um apelo: deixem o Jeson em paz! Ele já sofre o bastante com um filho que perdeu a liberdade de viver para tornar se um prisioneiro da vida. A eutanásia, caros intolerantes, pode ser, sim, um ato de amor. Revista Veja, Questão 37) Em qual das alternativas abaixo em verbo de conteúdo relacional está integrado um predicado nominal? a) E o que se fez com esse pobre homem? b) Foi acusado de assassino... c)...[o filho] sem andar de bicicleta... d) Jeson virou a Geni de Franca... Gab: D 16

17 TEXTO: 3 - Comum às questões: 38, 39 NO RASTRO DA FALA Se fizéssemos uma lista dos dez maiores mistérios da humanidade, certamente o surgimento da linguagem se destacaria. A linguagem verbal é marca forte, constitutiva, distintiva da nossa espécie. Por isso, a discussão de suas origens está intrinsecamente ligada às discussões da origem da própria espécie humana. Dispomos hoje de boa quantidade de fósseis, fornecedores de evidência material interessante para hipóteses sobre os longos e complexos caminhos da evolução até 05 o surgimento do Homo sapiens. Temos, por exemplo, indícios convincentes de que nossa espécie se originou nas savanas do leste da África e se espalhou pelo planeta seguindo rotas que levaram à Europa e à Ásia e desta à América e à Oceania. Essas rotas têm sido estabelecidas em parte pelo estudo do DNA das populações. 10 Com base nestes dados, os paleontólogos têm sugerido que o Homo sapiens surgiu na terra há aproximadamente 100 mil anos, embora se calcule que o ramo hominídeo dos primatas tenha se separado há 6 milhões de anos ou mais. Igualmente, dispomos hoje de precioso acervo de objetos criados pelos humanos (ferramentas e utensílios domésticos, por exemplo) e de registros pictóricos que nos 15 permitem sustentar hipóteses plausíveis sobre os caminhos percorridos pela humanidade na construção de sua cultura material e simbólica. Seguindo essas pistas, os antropólogos costumam registrar um florescimento cultural bastante significativo por volta de 50 mil anos atrás. Para alguns, este florescimento cultural, inimaginável sem a linguagem, é indício de que ela já estava plenamente estruturada 20 naquela época. Ao confrontar a data do surgimento da espécie com a do florescimento da cultura, há lingüistas que defendem a hipótese de que a linguagem teve desenvolvimento vagaroso, crescendo em complexidade ao longo dos milênios. Outros, porém, consideram intrínseca a relação entre a espécie e a linguagem e 25 prodigioso o processo pelo qual um bebê se torna um falante. Afinal, uma criança não começa a falar por simples imitação ou por puro aprendizado a partir de um estágio zero, como se o cérebro fosse uma caixa vazia. Por isso, defendem que a linguagem como a conhecemos surgiu junto com a espécie e está relacionada a uma mutação radical no conglomerado de genes dos hominídeos mais antigos. 30 No momento, a Lingüística não tem nenhuma base para optar entre essas hipóteses. A linguagem falada é um bem imaterial. Assim, de seu passado nada sobrou. Não temos, por exemplo, o menor indício de como teria sido o estágio semiótico imediatamente anterior à linguagem propriamente humana, isto é, aquela anterior à nossa linguagem. (...) [FARACO, Carlos Alberto. No rastro da fala. Revista Discutindo Língua Portuguesa, ano 1, n. 3, p (fragmento adaptado)] Questão 38) Leia as assertivas abaixo, pautadas no vocábulo campanha, e assinale a alternativa que, de acordo com a gramática tradicional, encerra apenas as assertivas VERDADEIRAS: I. O vocábulo é formado por 06 fonemas; II. Há dois dígrafos na representação gráfica do vocábulo; III. Verifica-se um ditongo nasal na sílaba inicial do vocábulo; IV. O vocábulo apresenta um encontro consonantal; V. Trata-se de um vocábulo paroxítono. a) I, II, V; b) I, II, IV; c) I, III, V; d) II, III, IV; e) III, IV, V. Gab: A 17

18 Questão 39) Identifique a alternativa que, segundo a gramática normativa, contém uma oração na voz passiva: a) Nossa espécie se originou nas savanas da África; b) Não sabemos se o ramo hominídeo dos primatas já existia mais de 6 milhões de anos atrás; c) Dispõe-se hoje de precioso acervo de objetos criados pelos primeiros humanos; d) Se o cérebro fosse uma caixa vazia, não seria possível adquirir a linguagem em tão pouco tempo; e) Esmiúçam-se fósseis e demais vestígios materiais humanos em busca da origem da linguagem articulada. Gab: E TEXTO: 4 - Comum à questão: 40 (Fonte: index.htm) Questão 40) Considerando o período: "Se você mantiver seus princípios com firmeza, um dia lhe oferecerão excelentes condições de abdicar deles", assinale o que for correto. 01. Se substituirmos a forma verbal "mantiver" por "mantivesse", obrigatoriamente a forma verbal "oferecerão" seria substituída por "ofereceriam". 02. A expressão "um dia" estabelece uma circunstância de tempo e certeza em relação à condição estabelecida pela primeira oração. 04. "lhe" refere-se a meu filho e é complemento do verbo oferecer, "deles" refere-se a princípios. 08. O período é composto por três orações. 16. "abdicar deles" exerce a função de complemento nominal de condições, na oração anterior. Gab: 31 TEXTO: 5 - Comum à questão: 41 TEXTO I RACISMO DISTRAÍDO Luis Fernando Veríssimo (fragmento) Nosso racismo tem a desculpa de ser distraído. O que nos absolve é que não nos damos conta. O Grafite não considera o seu apelido racista. Como é negro e comprido, deve achar o apelido bem bolado. Implícita neste racismo que não se reconhece está a idéia de que caricaturar carinhosamente ou infantilizar o negro é uma maneira de consolá-lo pela sua condição de diferente. Entre o negrão e o negrinho está a nossa incapacidade de dar nome certo ao preconceito. 18

19 E não é só com negros. Há anos que o humor brasileiro recorre a estereótipos raciais sem medir o insulto: o judeu sempre retratado como o avarento de sotaque carregado, o japonês invariavelmente bobo, etc., além do negro em suas várias versões de primitivo divertido. Questão 41) Nas alternativas abaixo, marque aquela em que o termo sublinhado desempenha função sintática distinta da apontada em parênteses: a) Nosso racismo tem a desculpa de ser distraído (predicativo do sujeito) b)...é uma maneira de consolá-lo pela sua condição de diferente (predicativo do objeto) c) Como é negro e comprido (predicativo do sujeito) d)...deve achar o apelido bem bolado (predicativo do objeto) e) O Grafite não considera o seu apelido racista (predicativo do objeto) Gab: B TEXTO: 6 - Comum às questões: 42, 43 Mudança no clima afeta mais os pobres, diz secretário da ONU Após alerta climático da ONU, reunião com ministros do Meio Ambiente de cem países pretende estudar modificações no comércio global para salvar o planeta Agência Reuters NAIRÓBI, Quênia - Os pobres do mundo, embora sejam os menos responsáveis pelo aquecimento global, serão os mais afetados pelo fenômeno, disse na segunda-feira o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, a ministros de Meio Ambiente de vários países. Eles estão reunidos em Nairóbi, capital do Quênia, para estudar modificações no comércio global de modo a salvar o planeta. "A degradação do ambiente global continua incontida, e os efeitos da mudança climática estão sendo sentidos em todo o globo", disse Ban em nota que ecoa o relatório divulgado na semana passada pela ONU que apontava as atividades humanas como principais causas do aquecimento. Em um discurso atribuído a Ban no início da reunião ministerial de Nairóbi, capital do Quênia, o secretário-geral afirmou que todos os países vão sentir os efeitos adversos das mudanças climáticas. "Mas são os pobres, na África e em pequenos Estados insulares, que vão sofrer mais, mesmo que sejam os menos responsáveis pelo aquecimento global", afirmou. Especialistas dizem que a África é o continente que menos emite gases do efeito estufa, como o dióxido de carbono, mas que devido à pobreza e à geografia é a região que tem mais a perder. Símbolos disso são a desertificação em torno do Saara e a redução da capa de gelo do monte Kilimanjaro. Agências ambientais da ONU pressionam Ban a se empenhar na busca por um tratado que suceda ao Protocolo de Kyoto, que prevê a redução nas emissões globais de poluentes, mas expira em Os governos estão sob pressão para agirem à luz das conclusões do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática da ONU, que apontou grande probabilidade de que no futuro haja mais tempestades, secas, ondas de calor provocadas pela queima de combustíveis fósseis e outras atividades. Alternativas Achim Steiner, chefe do Programa Ambiental da ONU, que organiza o encontro de uma semana dos quase cem ministros, disse que a globalização está esgotando os recursos mundiais, sem oferecer os benefícios esperados. Mas há muitos exemplos de gerenciamento sustentável, lembrou ele, citando a certificação de recursos como madeira e pesca para evitar a exploração ilegal e mecanismos "criativos", como o mercado de carbono, ou seja, de créditos para a emissão de poluentes, que se amplia rapidamente. "Precisamos valorizar o poder do consumidor, atender aos apelos por regulamentação internacional para o setor privado e impor padrões e normas realistas para os mercados globalizados", disse Steiner em nota antes da reunião. Relatório climático 19

20 O encontro ocorre sob o impacto do relatório da ONU, de acordo com o qual há mais de 90% de probabilidade de que o aquecimento global tenha como principal causa o fator humano. Funcionários da ONU esperam que o estudo incentive governos especialmente o dos EUA, maior poluidor mundial e empresas a se empenharem mais na redução dos gases do efeito estufa, emitidos principalmente por usinas termelétricas, fábricas e carros. O encontro desta semana do Conselho do Programa Ambiental da ONU no Quênia discutirá também a crescente ameaça da poluição por mercúrio, a demanda por biocombustíveis e reformas na ONU. Pela primeira vez, o evento receberá dirigentes de outras agências, como Pascal Lamy, da Organização Mundial do Comércio (OMC). "Acredito que a presença (de Lamy) mostra que não há mais um tráfego de mão única a respeito do comércio e meio ambiente", disse Steiner. Fonte: Questão 42) Considerando o trecho Os governos estão [1] sob pressão [2] para agirem à luz das conclusões do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática da ONU, que apontou grande probabilidade [3] de que no futuro haja mais tempestades, secas, ondas de calor provocadas [4] pela queima de combustíveis fósseis e outras atividades, os termos grifados e numerados exercem, respectivamente, a função sintática de a) predicativo do sujeito, adjunto adverbial de finalidade, complemento nominal e agente da passiva. b) predicativo do sujeito, adjunto adverbial de conformidade, objeto indireto e sujeito paciente. c) adjunto adverbial de modo, adjunto adverbial de conseqüência, objeto direto preposicionado e aposto. d) adjunto adnominal, adjunto adverbial de afirmação, adjunto adnominal e complemento nominal. e) adjunto adverbial de companhia, adjunto adverbial de proporção, agente da passiva e objeto indireto. Gab: A Questão 43) Considerando o trecho Os governos estão [1] sob pressão [2] para agirem à luz das conclusões do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática da ONU, que apontou grande probabilidade [3] de que no futuro haja mais tempestades, secas, ondas de calor provocadas [4] pela queima de combustíveis fósseis e outras atividades Ainda em relação ao trecho que serviu de base para a questão anterior, os termos tempestades, secas, ondas de calor têm a mesma função sintática que se vê em a)... na África e em pequenos Estados insulares. [3ºparágrafo] b)...a desertificação em torno do Saara e a redução da capa de gelo no monte Kilimanjaro [4ºparágrafo] c)... valorizar o poder do consumidor, atender aos apelos por regulamentação internacional para o setor privado e impor padrões e normas realistas para os mercados globalizados. [9ºparágrafo] d)... usinas, fábricas e carros. [11ºparágrafo] e)... comércio e meio ambiente. [14ºparágrafo] Gab: D TEXTO: 7 - Comum à questão: 44 Tirinha 1 20

21 Disponível em <http://tiras-hagar.blogspot.com/2006_04_01_archive.html>. Tirinha 2 Disponível em <http://tiras-hagar.blogspot.com/2006_05_01_archive.html>. Questão 44) Na tirinha 1, em...dizer pra elas o que é bom pra elas?, temos dois complementos que se classificam, respectivamente, como a) objeto indireto e complemento nominal. b) objeto direto e complemento nominal. c) objeto indireto e objeto indireto. d) complemento nominal e complemento nominal. e) objeto indireto e objeto direto. Gab: A TEXTO: 8 - Comum à questão: 45 Texto: O texto eletrônico: um desafio para o ensino da leitura e da escrita 01 O hipertexto é um documento eletrônico composto de nodos ou de unidades textuais 02 interconectados que formam uma rede de estrutura não-linear. As palavras, ressaltadas nestes blocos 03 textuais, desempenham a função de botões que conectam a outras fontes. Navegando entre estes nodos, 04 o leitor vai criando suas próprias opções e trajetórias de leitura, o que rompe o domínio tradicional de 05 um esquema rígido de leitura imposto pelo autor. Assim, o leitor tem a oportunidade de experimentar o 06 texto, não só em um nível subjetivo de interpretação, mas também em um nível de manipulação 07 objetiva dos elementos que o integram. A opção de modificar o conteúdo do texto, de conectá-lo a 08 outros trabalhos 21

22 prévios, e as novas formas de acesso e de consulta mudam substancialmente o 09 conceito tradicional do livro. Embora em um texto impresso o índice sugira diversas alternativas de 10 leitura, estas devem submeter-se à ordem fixa das páginas; em troca, no hipertexto, que apresenta uma 11 estrutura menos rígida, podem coexistir estruturas hierárquicas e associativas. Qualquer caminho 12 representa uma alternativa de leitura apropriada, o que implica uma mudança radical na relação do 13 leitor com o texto. ÁLVAREZ, O. H. O texto eletrônico: um desafio para o ensino da leitura e da escrita In: PÉREZ, F. C. e GARCÍA, J. R. Ensinar ou aprender a ler e a escrever? Porto Alegre: Artmed, p Questão 45) Assinale a alternativa cujo par de palavras tem o mesmo número de letras e de fonemas. a) leitura radical. b) radical criando. c) caminho leitura. d) criando domínio. e) domínio caminho. Gab: A TEXTO: 9 - Comum à questão: 46 UMA PAIXÃO DOS BRASILEIRO S Roberto Pompeu de Toledo 1 Toda vez que se fala em antiamericanismo, no Brasil, dá vontade de contra-atacar com o apóstrofo. Muita gente não gostou da presença de George W. Bush no país, mas esse sentimento é largamente superado pelo amor que temos pelo apóstrofo. O apóstrofo em questão, para os leitores que ainda não se deram conta, é aquele sinalzinho ( ) que na língua inglesa se põe antes do s ( s). Quanto 5 charme num pequenino sinal gráfico! Bush se sentiria vingado das manifestações de protesto se lhe fosse permitido caminhar por uma rua comercial brasileira e verificar quantos nomes de estabelecimentos são, em primeiro lugar, em língua inglesa e, em segundo, ostentam como rabicho o s. Somos apaixonados pelo s. O que é uma forma de expressar nosso amor e respeito pelos Estados Unidos. 10 Se o Brasil é antiamericano ou, ao contrário, americanófilo e até o mais americanófilo dos países é questão aberta. Da boca para fora, somos antiamericanos. As pesquisas de opinião vão revelar sempre uma maioria crítica aos EUA. Na era Bush, então, nem se fala. Lá no fundo, no entanto, é só contemplar um s e um coração brasileiro baterá mais forte. Poucos países, fora os de língua inglesa, terão tantas lojas, produtos, serviços ou eventos batizados em inglês. Isso vale tanto para o 15 mundo dos ricos o do serviço bancário chamado prime e o do evento chamado Fashion Week quanto para o dos pobres, que encontram a seu dispor a lanchonete X Point. Quando enfeitados pelo s, os nomes adquirem superior requinte. Comprar na Bacco s, em São Paulo, ou bebericar no Leo s Pub, no Rio, não teria o mesmo efeito se o nome desses estabelecimentos não ostentasse aquele penduricalho, delicado como jóia, civilizado como o frio. 20 O professor Antonio Pedro Tota, que entende do assunto (é autor de O Imperialismo Sedutor: a Americanização do Brasil na Época da II Guerra), explica, em artigo numa recém-lançada publicação do Wilson Center dedicada às relações Brasil EUA, que a definitiva prova de que os americanos tinham nos ganhado, naqueles anos de combate contra o nazifascismo e o Japão foi a adoção, pelos brasileiros, do gesto do polegar para cima, o sinal do positivo. Tota recorre a Luís da Câmara 25 Cascudo, estudioso dos gestos dos brasileiros, para explicar a origem do polegar para cima. Na base aérea que, por concessão do governo brasileiro, os americanos montaram no Rio Grande do Norte, para de lá atacar o norte da África, os pilotos e mecânicos, uns dentro e outros fora dos aviões, e ainda por cima ensurdecidos pelo ruído dos motores, comunicavam-se erguendo o polegar, thumbs up, para dizer uns aos outros quando tudo estava em ordem. 30 O gesto encantou os brasileiros que serviam de pessoal de apoio. Ainda mais que era muito útil para a comunicação com os estrangeiros. Isso de levantar ou abaixar o polegar tem origem remota e era usado em Roma para indicar se um gladiador devia ser poupado ou morto. Mas no Brasil, segundo Câmara Cascudo, chegou com os pilotos americanos, e da base aérea se espalhou pelo Nordeste e logo por todo o Brasil. Era tão moderno, tão viril, tão americano! O mesmo autor diz que o polegar para 35 cima causou a desgraça do da 22

23 pontinha da orelha. Para indicar uma coisa boa, antes, os brasileiros seguravam a ponta da orelha, gesto aprendido dos portugueses. Perto do polegar para cima, soava tão antigo, tão da vovó, tão efeminado! As pequenas coisas dizem muito mais do que os altissonantes falatórios. A vitória do gesto de positivo sobre o da pontinha da orelha significou, naquele momento decisivo da II Guerra, o 40 abandono do que restasse da herança lusitana, tão singela, tão curta de horizontes, tão caseira, em favor da perseguição do modelo americano, tão valente, tão desprendido, tão sintonizado no futuro. Da mesma forma, o apego a essa outra coisa miúda que é o apóstrofo representa nossa rendição aos poderes de sedução americanos. Bares modestos, Brasil afora, anunciam que servem drink s. Não venha o leitor observar que está errado, que esse s nada tem a ver com o caso possessivo da língua 45 inglesa. O inglês de nossas ruas não é o de Shakespeare. É o inglês recriado no Brasil, como em motoboy. O s de drink s está lá talvez para indicar plural, mas com certeza para conferir beleza e vigor americanos ao ato, de outra forma banal, de avisar os clientes de que ali se servem bebidas. O emprego do s Brasil afora é muito peculiar, e quem sair à cata das várias formas em que é encontrado terminará com uma rica coleção. O colunista que vos fala tem especial queda por dois 50 exemplares, entre os muitos com que, como todos nós, já deparou. Um é o nome, sem dúvida sugestivo e, mais que sugestivo, inspirador de um motel nos arredores de Florianópolis: Erectu s. Outro é o de um salão de beleza de uma cidade vizinha a São Paulo: Skova s. São nomes que, enquanto explodem de brasileira inventividade, prestam homenagem aos EUA. Veja 14/3/2007 Questão 46) Qual dos verbos abaixo foi empregado no texto com objeto direto de pessoa e objeto indireto (oracional) de coisa? a) Recorrer (linha 24). b) Permitir (linha 6). c) Avisar (linha 47). d) Causar (linha 35). Gab: C TEXTO: 10 - Comum à questão: 47 Afinal, quem manda na floresta? Enfim resolveu o Leão sair para fazer sua pesquisa, verificar se ainda era o Rei dos Animais. Os tempos tinham mudado muito, as condições de progresso alterado fundamentalmente a psicologia e os métodos de combate das feras, as relações de respeito e hierarquia entre os animais já não eram as mesmas, diziam até que subterraneamente as formigas estavam organizadas. De modo que seria bom indagar. Não que restasse ao Leão qualquer dúvida quanto à sua realeza. Mas assegurar se é uma das constantes do espírito humano, e, por extensão, do espírito animal. Ouvir da boca dos outros a consagração do nosso valor, saber o sabido, quando ele nos é favorável, eis um prazer dos deuses. Assim o Leão encontrou o Macaco e perguntou: "Hei, você aí, Macaco, quem é o rei dos animais?" O Macaco, surpreendido pelo rugir indagatório, deu um salto de pavor e, quando respondeu, já estava no mais alto galho da mais alta árvore da floresta: "Claro que é você, Leão, claro que é você!". Satisfeito, o Leão continuou pela floresta e perguntou ao papagaio: "Currupato, Papagaio. Quem, segundo seu conceito, é o Senhor da Floresta, não é o Leão?" E como aos papagaios não é dado o dom de improvisar, mas apenas o de repetir, lá repetiu o Papagaio, rumorejando as asas: "Currupato... é o Leão? Não é o Leão? Currupato, não é o Leão?". Cheio de si, o Leão penetrou mais ainda na floresta adentro, em busca de novas afirmações de sua personalidade. Encontrou a coruja e perguntou: "Coruja velha, não sou eu o Maioral da Mata?" "Sim, ninguém duvida de que és tu", disse a Coruja. Mas disse de lábia, não de crente. E lá se foi o Leão, mais firme no passo, mais alto de cabeça. Encontrou o Tigre! "Tigre, disse em voz de estertor, para impor se ao rival terrível não tens a menor dúvida de que sou o Rei da Floresta. Certo?" O tigre rugiu, hesitou, tentou não responder, mas sentiu o barulho do olhar do Leão queimando as folhas e disse, rugindo contrafeito: "É". E rugiu ainda mais mal humorado e já arrependido, quando o Leão se afastou. 23

24 Três quilômetros adiante, numa grande clareira, o Leão encontrou o Elefante. Perguntou: "Elefante, quem manda na floresta, quem é Rei, Imperador, Presidente da República, dono e senhor das árvores e dos seres, dentro da mata?" O Elefante pegou o pela tromba, deu três voltas com ele pelo ar, atirou o contra o tronco de uma árvore e desapareceu floresta adentro. O Leão caiu no chão, tonto e humilhado, levantou se lambendo uma das patas, e murmurou: "Que diabo, só porque não sabia a resposta não era preciso ficar tão zangado". M o r a l: Cada um tira dos acontecimentos a conclusão que bem entende. Millôr Fernandes Questão 47) E como aos papagaios não é dado o dom de improvisar, mas apenas o de repetir... Os termos em negrito, no período acima, exercem, respectivamente, as seguintes funções sintáticas: a) sujeito adjunto adnominal objeto indireto b) objeto indireto sujeito adjunto adnominal c) objeto direto adjunto adnominal sujeito d) agente da passiva objeto direto adjunto adverbial e) complemento nominal objeto direto predicativo Gab: B TEXTO: 11 - Comum à questão: 48 (Extraído do último capítulo de Memorial de Aires, de Machado de Assis) Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo. Agora à tarde lembrou-me lá de passar antes de vir para casa. Fui a pé; achei aberta a porta do jardim, entrei e parei logo. - Lá estão eles, disse comigo. Ao fundo, à entrada do saguão, dei com os dois velhos sentados, olhando um para o outro. Aguiar estava sentado ao portal direito, com as mãos sobre os joelhos. D. Carmo, à esquerda, tinha os braços cruzados à cinta. Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho; continuei parado alguns segundos até que recuei pé ante pé. Ao transpor a porta para a rua, vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro; digo o que me pareceu. Queriam ser risonhos e mal podiam se consolar. Consolava-os a saudade de si mesmos. Questão 48) Assinale as alternativas em que a palavra sublinhada exerce a função de objeto direto. 01)...digo o que me pareceu. 02) Consolava-os a saudade de si mesmos. 04) Agora à tarde lembrou-me lá de passar antes de vir para casa. 08) Queriam ser risonhos e mal podiam se consolar. 16) Lá estão eles, disse comigo. Gab: 03 TEXTO: 12 - Comum às questões: 49, 50 As coisas boas 01 Recebo de um jovem de 16 anos reclamando, num texto lúcido e bem escrito, de que sou 02 pessimista. Pois escrevi na última coluna que "ninguém faz nada", quando, segundo ele, eu deveria dar uma 03 mensagem esperançosa a quem quer "mudar o mundo". De alguma forma, isso me comoveu. Quase todos 04 queremos melhorar o mundo na juventude, e é bom querer não ficar, amargo ou na 05 idade adulta. Pior ainda, chato na velhice. Sou esperançosa e otimista, por isso mesmo não posso escrever 06 apenas sobre coisas amenas, e infelizmente não tenho mensagem nem receita para o mundo melhorar. 07 Pois eu sou apenas mais uma pessoa que de um lado se alegra, de outro se aflige. O número espantoso de 08 leitores 24

25 desta revista me dá uma sensação de comprometimento com a não-alienação. Escondendo a 09 realidade é que não se vai poder mudar ou melhorar coisa nenhuma. 10 Acho nosso momento tristíssimo. Até jornais estrangeiros importantes, que em geral não nos dão bola, 11 registram os fatos que andam ocorrendo no Senado e em outras solenes como "coroamento da 12 corrupção brasileira". A impressão que se tem, que eu tenho, é que ninguém anda fazendo grande coisa, ou 13 pouca gente faz alguma coisa para melhorar. Escrever que "ninguém faz nada" é uma hipérbole literária, é 14 como dizer, sem realmente querer dizer isso, "morri de ódio". Acho, sim, que muitos responsáveis não fazem 15 nada, ou fazem o mal: desviam ou aplicam de maneira irresponsável dinheiro destinado aos pobres, 16 desprezam a educação e a cultura, na saúde, enganam uma montanha (não, um verdadeiro 17 Everest...) de gente que merecia coisa melhor. 18 Mas também vejo muita gente fazendo muita coisa positiva, gente querendo acertar, jovens ou velhos 19 com esperança, pessoas espalhando o bem. Cada vez que um de nós é leal com alguém, faz uma coisa 20 boa; cada vez que respeitamos o outro com suas diferenças, seus dramas e necessidades, fazemos uma 21 coisa boa. Cada vez que somos decentes em vez de perversos, cada vez que cultivamos compreensão e 22 respeito em lugar de rancor, cada vez que somos carinhosos, alegres, solidários, fazemos coisas muito 23 boas. 24 Cada vez que um jovem estuda, trabalha, e se constrói como pessoa produtiva e positiva, faz algo muito 25 bom. Cada vez que um pai presta atenção no filho, cada vez que uma mãe é dedicada sem depois cobrar 26 isso, fazem uma coisa boa. Cada vez que alguém fuma seu último cigarro, bebe seu derradeiro copo, cheira 27 sua ultimíssima carreirinha e dá o primeiro passo numa nova vida, faz uma coisa maravilhosa. Sempre que 28 alguém recusa uma baforada de maconha, negando-se a homenagear os traficantes que amanhã vão matar 29 seu filho ou trucidar seu amigo, está fazendo uma coisa muito boa. 30 Quando olhamos uma árvore na beira da estrada, a luz do sol num gramado, a chuva na vidraça, a 31 criança observando um besouro, um bebê dormindo, um velho rodeado pelos filhos, estamos fazendo uma 32 coisa muito boa; cada professor mal pago que atende com dedicação seus alunos, cada médico de uma 33 saúde pública apodrecida que cuida com humanidade de seus doentes faz uma coisa muito boa. Sempre 34 que uma mulher aproxima os filhos do pai mostrando que ele é um ser humano, está fazendo uma coisa 35 boa; cada filho que abraça o pai que já não o pode sustentar faz uma coisa boa. O político que rema contra 36 a correnteza permanecendo honrado faz uma coisa muito boa. 37 Fazem-se muitas coisas boas neste mundo, e por isso ainda não nos matamos. Por isso ainda estamos 38 abertos ao belo, ao bom e ao outro. Por isso vale a pena viver. Mas, sinto muito, o ser humano é um animal 39 predador: o desejo de destruir e arruinar coexiste em todos nós com a bondade, a decência, a dignidade. 40 Que fazer? Somos assim. Se pudermos estar do lado do bem, querendo melhorar o mundo, viva! As coisas 41 não estarão perdidas, a amargura não vai nos dominar, a sombra acabará fugindo da claridade, e 42 continuaremos sendo, mais que feras, humanos. Mesmo quando alguém escreve sobre as realidades 43 menos bonitas, elas não precisam prevalecer. E muita gente continuará fazendo muita coisa boa, aos anos, aos 68 ou aos 86. (Luft, Lya. Revista Veja.19 de dezembro de Texto adaptado.) Questão 49) Assinale a alternativa em que todas as palavras pertencem a mesma família. a) pessimista (l. 02) péssimo peçonhento. b) esperançosa (l. 03) esperança desesperado. c) velhice (l. 05) envelhecer velhaco. d) impressão (l. 12) impressionista depressivo. e) vidraça (l. 30) envidraçado enviesado. Gab: B Questão 50) Analise as palavras a seguir e assinale C (correto) ou E (errado) as afirmações que as seguem. 1 melhorar (l. 04). 2 infelizmente (l. 06). 3 comprometimento (l. 08). 4 hipérbole (l. 13). 5 irresponsável (l. 15). 6 coexiste (l. 39). ( ) Em 1 e 5, há dígrafo. 25

26 ( ) Em 2, 3 e 5, há dígrafo vocálico. ( ) Em 4 e 6, há tantas letras quanto fonemas. ( ) Somente uma das palavras acima tem o mesmo número de letras e fonemas. ( ) Todas as palavras acima têm mais fonemas que letras. A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: a) CCCCC. b) ECEEC. c) EECCC. d) CCECE. e) EECCE. Gab: D TEXTO: 13 - Comum à questão: 51 Lembrança e esquecimento DULCE CRITELLI 1 Como é antigo o passado recente! Gostaria que a frase fosse minha, mas ela é de Nelson Rodrigues numa crônica de A Menina sem Estrela. Também fico perplexa com esse fenômeno rápido e turbulento que é o tempo da vida. Não são poucas as vezes em que me volto para algum acontecimento acreditando que ele ainda é atual e descubro 5 que ele faz parte do passado para outros. Um exemplo é quando, em sala de aula, refiro-me a eventos que se passaram nos anos 70 e meus alunos me olham como se eu falasse da Idade Média... E eu nem contei para eles que andei de bonde! A distância entre nós não é apenas uma questão de gerações. Eles nasceram em um mundo já transformado pela tecnologia e pela informática. Uma transformação que começou nos anos 50 e que não 10 nos trouxe somente mais eletrodomésticos e aparelhos digitais. Ela instalou uma transformação radical do nosso modo de vida. Mudou o mundo e mudou o jeito de viver. Mudou o jeito de namorar, de vestir, de procurar emprego, de andar na rua e de se locomover pela cidade. Mudou o corpo. Mudou o jeito de escrever, de estudar, de morar e de se divertir. Mudou o valor da 15 vida, do dinheiro e das pessoas... Outros tempos. E, quando um jeito de viver muda, ele não tem volta. Não se pode ter a experiência dele nunca mais. Por isso, meus alunos e eu só podemos compartilhar o tempo atual. Não podemos compartilhar um tempo que, para eles, é passado, mas, para mim, ainda é presente. Os fatos de 30 anos atrás não são passado na minha vida. Para mim, meu passado não passou e 20 minha história não envelhece. Minha memória pode alcançar os acontecimentos que vivi a qualquer momento, e posso revivê-los como se ocorressem agora. Mas, se eu os narrar, quem me ouve não pode, como eu, vivenciá-los. Por isso, para meus alunos, são contos o que para mim é vida. Mas é assim que corre o rio da vida dos homens, transformando em palavras o que hoje é ação. Se não forem narrados, os acontecimentos e os nossos feitos passam sem deixar rastros. 25 Faladas ou escritas, são as palavras que salvam o já vivido e o conservam entre nós. Salvam os feitos e os acontecimentos da sua total desintegração no esquecimento. A memória do já vivido e a sua narração numa história é o que possibilita a construção da História e das nossas histórias pessoais. Só os feitos e os acontecimentos narrados em histórias são capazes de salvaguardar nossa existência e nossa identidade. 30 Só conservados pela lembrança é que os feitos e os acontecimentos podem entrar no tempo e fazer parte de um passado. Recente ou antigo. Folha de São Paulo 20/3/08 Questão 51) Mas, se eu os narrar, quem me ouve não pode, como eu, vivenciá-los. 26

27 Gab: B NÃO se indicou corretamente, à direita, a palavra ou a oração que representa o agente da ação verbal, em a)... se eu os narrar... (eu) b) Mas (...) quem me ouve... (me) c)... como eu (posso vivenciá-los.) (eu) d)... não pode vivenciá-los. (quem me ouve) TEXTO: 14 - Comum à questão: 52 A potranca. Num vi ela em lugá ninhum. Os esbirros do Capitão Palhares espalhavam-se pela gleba arrecadando os animais. Pilharam, da casa, tudo o que encontraram de valor. Incendiaram o pequeno paiol. A roça, esta já queimava. Bocudo, empunhando a tocha, caminhou com indiferença por entre os corpos de Zinho e de Charrua, prostrados ambos junto à soleira, e incendiou a casa. [VASCONCELLOS, A. Sanford de. Chica Pelega a guerreira de Taquaruçu. Florianópolis: Insular, p.67.] Questão 52) Assinale a alternativa incorreta. Gab: B a) O verbo incendiar, na oração Incendiaram o pequeno paiol, é verbo transitivo direto e ganha um e nas formas rizotônicas. b) Na oração A roça, esta já queimava, o vocábulo esta se refere ao termo anterior casa, que é o sujeito da oração, enquanto a palavra já sugere idéia de intensidade. c) Em...prostrados ambos junto à soleira..., pode se dizer que há, seqüencialmente, palavras que exercem função de adjetivo, numeral, locução prepositiva e substantivo derivado. d) Do excerto se infere que os esbirros do Capitão Palhares eram embrutecidos e agiam como seres animalescos. e) O excerto apresenta características de um texto narrativo com progressão temática. TEXTO: 15 - Comum à questão: 53 Palavras que ferem, palavras que salvam "Posso ajudar?" Eis duas palavrinhas que nos soam mais que familiares. Entra-se numa loja e lá vem: "Posso ajudar?". Está desencadeado um processo durante o qual não mais conseguiremos nos livrar da prestimosa oferta. Ao entrar numa loja, o ser humano necessita de um tempo de contemplação. Precisa se acostumar ao novo ambiente, testar a nova luminosidade, respirar com calma o novo ar. Sobretudo, necessita de solidão para, por meio de um diálogo consigo mesmo, distinguir entre os objetos expostos aquele que mais de perto fala à sua necessidade, ao seu gosto ou ao seu desejo. A turma do "posso ajudar" não deixa. Mesmo que se diga "Não, obrigado; primeiro quero examinar o que há na loja", ela só aparentemente entregará os pontos. Ficará por perto, olhando de esguelha, como policial desconfiado. Onde a situação atinge proporção mais dramática é nas livrarias. Livraria é por excelência lugar que convida ao exame solitário das mesas e das prateleiras. É lugar para passar lentamente os olhos sobre as capas, apanhar e sentir nas mãos um ou outro volume, abrir um ou outro para testar um parágrafo. Um jornal certa vez avaliou como critério de qualidade das livrarias a rapidez com que o atendente se apresentava ao freguês. Clamoroso equívoco. Boa é a livraria em que o atendente só se apresenta quando o freguês o convoca. As melhores, sabiamente, dispensam o "posso ajudar". As mais mal administradas, desconhecedoras da natureza de seu ramo de negócio, insistem nele. 27

28 Ainda se fossem outras as palavrinhas "Posso servi-lo? Precisa de alguma informação?" Não; o escolhido é o "posso ajudar", traduzido direto do jargão dos atendentes americanos ("May I help you?"). A má tradução das expressões comerciais americanas já cometeu uma devastação no idioma ao propagar o doentio surto de gerúndios ("Vou estar providenciando", "Posso estar examinando") que, do telemarketing, contaminou outros setores da linguagem corrente. O "posso ajudar" é caso parecido. Tal qual soa em português, mais merecia respostas como: "Pode, sim. Meu carro está com o pneu furado. Você pode trocá-lo?". Ou: "Está quase na hora de buscar meu filho na escola. Você faz isso por mim? Assim me dedico às compras com mais sossego". Pode haver algo mais irritante do que o "posso ajudar"? Pode. É o "é só aguardar". Este é próprio dos lugares em que se é obrigado a esperar para ser atendido o banco, o INSS, o hospital, o cartório, o Detran, a delegacia da Polícia Federal em que se vai buscar o passaporte. Ou bem há uma mocinha distribuindo senhas ou um mocinho organizando a fila. Chega-se, a mocinha dá a senha, o mocinho aponta o lugar na fila, e tanto a mocinha quanto o mocinho dirão em seguida: "Agora é só aguardar". Só? Só mesmo? O que vocês estão dizendo é que o mais difícil, que foi apanhar essa senha ou ouvir a instrução sobre em qual fila entrar ações que não me custaram mais que alguns segundos, já passou? Agora é só gozar as delícias desta sala de espera, mais apinhada do que a Faixa de Gaza? Ou apreciar as maravilhas desta fila, comprida como a Muralha da China? Um traço característico da turma do "é só aguardar" é que ela nunca cometerá a descortesia de dizer "é só esperar". Seus chefes lhes ensinaram que é mais delicado, menos penoso, "aguardar" do que "esperar". É um pouco como quando se diz que fulano "faleceu", em vez de dizer que "morreu". A crença geral é que quem falece morre menos do que quem morre. No mínimo, morre de modo menos drástico e acachapante. Há outras ocasiões em que o uso inábil da língua vem em nosso socorro. Exemplos: "Foi movido contra você um processo nº 01239/2009 por danos morais, conforme a Lei nº 9.099, na segunda vara penal. Caso não compareça no lugar especificado no arquivo em anexo poderá implicar em chamada de segunda instância e/ou recolhimento da sociedade". "Todos os clientes MasterCard, devem recadastrar o seu cartão em 72 horas. Este procedimento está sendo ocorrido mundialmente. Caso nosso sistema não reconhecer o recadastramento, ele bloqueia o cartão, isto é, ficando impossibilitado de novas compras. Clique no link abaixo e recadastre". Quem frequenta a internet sabe do que se trata: s de golpistas, ladrões de senhas. Quando não oferecem outros indícios, eles se denunciam pelo incontornável costume de estropiar o idioma. Que bom que a escola brasileira é tão ruim. (Roberto Pompeu de Toledo. Veja, 25 de março de 2009) Questão 53) No texto, Roberto Pompeu de Toledo compara o uso da expressão Posso ajudar? ao gerundismo, a que ele se refere como doentio surto. A crítica ao gerundismo, no texto, deve-se principalmente ao fato de Gab: A a) ser o resultado de má tradução de expressões comerciais americanas. b) esse vício de linguagem prejudicar a compreensão da língua. c) ser um jargão saído do telemarketing. d) sugerir a ideia de prolongamento, demora no atendimento. e) merecer respostas grosseiras por parte de quem o ouve. TEXTO: 16 - Comum à questão: 54 A erosão da confiança dos cidadãos em seus dirigentes e nas instituições políticas é o principal problema das democracias atuais. Em tempos de capitalismo global o individualismo se exacerbou, a esfera pública se erodiu, a vontade política declinou e os interesses privados se impuseram nos altares do mercado. As segundas hipotecas e os subprimes só ocorreram porque os cidadãos norte-americanos foram induzidos ao consumo conspícuo pela propaganda, levando-os a imaginar que a escalada absurda de preços dos seus imóveis seria permanente. O mundo macroeconômico havia entrado numa fase de alta complexidade e especialização, em que dominam opiniões tecnocráticas muito distantes da sensibilidade do cidadão; o capitalismo financeiro global disso se aproveitou e vendeu-lhe fantásticas miragens e ilusões. 28

29 A era da abundância de recursos naturais já havia terminado antes da crise, mas o poder econômico continuava garantindo que as novas tecnologias "dariam um jeito". Cientistas respeitáveis, no entanto, alertavam que mais alguns passos da humanidade na direção errada a crise ecológica poderia ser irreparável, vitimando gerações futuras. A questão é de quem são as escolhas e a quem elas beneficiam. A crise iniciada pelo colapso do sistema financeiro pode, de fato, gerar uma nova era de regramento do lado desenfreado do capitalismo global? Quem serão seus agentes? Políticos movimentam- se de forma hiperativa, outorgando-se poderes de épocas de guerra, mas ainda estão tão perdidos como os economistas e os intelectuais. Suas posições oscilam entre a antevisão das "folhas de outono" do fim do capitalismo e a assunção de que esta é uma mera crise de ajuste e será resolvida com certa socialização de prejuízos e alguma regulação. Mas a sua verdadeira natureza é tão complexa que conduz a uma cegueira relativa. Em suma, a profundidade e a qualidade desta crise tanto pode ser de fundamentos quanto de forma, ou de ambos. Estruturas e equilíbrios de poder vão-se alterar, tanto na política quanto na economia, e muito exigirão de seus atores principais. (Trecho do artigo de Gilberto Dupas. O Estado de S. Paulo, 15 de novembro de 2008, A2, com adaptações) Questão 54) Ambos os verbos grifados estão corretamente flexionados em: a) Diante da perspectiva de ganhos sempre maiores, os consumidores não se conteram e ultrapassaram os limites de crédito. b) Cientistas preocupados com a ecologia anteveram os possíveis prejuízos que se abateriam sobre as gerações futuras. c) Os abusos da propaganda comporam alguns fundamentos da crise que afetou os mercados financeiros do mundo todo. d) O governo interveio no mercado financeiro para evitar endividamentos voltados a satisfazerem os ímpetos consumistas enaltecidos pela propaganda. e) A crise financeira global adviu da busca do lucro a qualquer preço, sem que houvesse o devido controle de endividamento da população. Gab: D TEXTO: 17 - Comum à questão: 55 A forma mais difundida de paquera entre os sauditas são os cafés que oferecem acesso à internet. São poucos, mas estão se tornando uma ferramenta de aproximação entre os jovens. E estão se mostrando eficientes. Com base em sua interpretação do Corão, o governo da Arábia Saudita restringiu alguns hábitos considerados ocidentalizados da população, principalmente dos mais jovens. Teatros, cinemas e boates foram proibidos de funcionar tanto na capital Riad quanto nas cidades pequenas do país. Na esteira do fechamento dessas casas, perde-se uma forma centenária de encontrar um namorado ou mesmo de conhecer outras pessoas. A alternativa para quem não costuma usar os sites de namoro é escrever nome e telefone em pedaços de papel e deixá-los nos vidros dos carros para achar, com a ajuda do destino, um candidato a cara-metade e marcar um encontro. (Sauditas aprendem a namorar pela net, in: Galileu nº 131) Questão 55) Observe que o verbo da oração em destaque está na voz passiva. Assinale a alternativa cuja expressão verbal destacada se encontra na voz passiva. a) A forma mais difundida de paquera entre os sauditas são os cafés... b)... o governo da Arábia Saudita restringiu alguns hábitos considerados ocidentalizados da população... c) Na esteira do fechamento dessas casas, perdese uma forma centenária de encontrar um namorado... 29

30 d) A alternativa para quem não costuma usar os sites de namoro é escrever nome e telefone... e)... Gab: C TEXTO: 18 - Comum à questão: 56 Apólogo brasileiro sem véu de alegoria 1 O trenzinho recebeu em Magoari o 2 pessoal do matadouro e tocou para Belém. 3 Já era noite. Só se sentia o cheiro doce do 4 sangue. As manchas na roupa dos 5 passageiros ninguém via porque não havia 6 luz. De vez em quando passava uma fagulha 7 que a chaminé da locomotiva botava. 8 Trem misterioso. Noite fora noite 9 dentro. O chefe vinha recolher os bilhetes de 10 cigarro na boca. Chegava a passagem bem 11 perto da ponta acesa e dava uma chupada 12 para fazer mais luz. 13 Noite sem lua nem nada. Os fósforos é 14 que alumiavam um instante as caras 15 cansadas e a pretidão feia caía de novo. 16 Ninguém estranhava. Era assim mesmo 17 todos os dias. O pessoal do matadouro já 18 estava acostumado. Parecia trem de carga o 19 trem de Magoari. 20 Porém aconteceu que no dia 6 de maio 21 viajava no penúltimo banco do lado direito 22 do segundo vagão um cego de óculos azuis. 23 Cego baiano das margens do Verde de 24 Baixo. Flautista de profissão dera um 25 concerto em Bragança. O taioca guia dele só 26 dava uma folga no bocejo para cuspir. 27 Baiano velho estava contente. Primeiro 28 deu uma cotovelada no secretário e puxou 29 conversa. Puxou à toa porque não veio 30 nada. Então principiou a assobiar. Assobiou 31 uma valsa (dessas que vão subindo, vão 32 subindo e depois descendo, vêm descendo). 33 De repente deu uma cousa nele. Perguntou 34 para o rapaz: 35 - O jornal não dá nada sobre a 36 sucessão presidencial? 37 O rapaz respondeu: 38 - Não sei: nós estamos no escuro No escuro? 40 - É. 41 Ficou matutando calado. Claríssimo que 42 não compreendia bem. Perguntou de novo: 43 - Não tem luz? 44 Bocejo Não tem. 46 Cuspada. 47 Matutou mais um pouco. Perguntou de 48 novo: 49 - O vagão está no escuro? 50 - Está. 51 De tanta indignação bateu com o 52 porrete no soalho. E principiou a grita dele 53 assim: 54 - Não pode ser! Estrada relaxada! Que 55 é que faz que não acende? Não se pode 56 viver sem luz! A luz é necessária! A luz é o 57 maior dom da natureza! Luz! Luz! Luz! 58 E a luz não foi feita. Continuou 59 berrando: 60 - Luz! Luz! Luz! 61 Só a escuridão respondia. 62 Baiano velho estava fulo. Urrava. Vozes 63 perguntaram dentro da noite Que é que há? 65 Baiano velho trovejou: 66 - Não tem luz! 67 Vozes concordaram: 68 - Pois não tem mesmo. 69 Foi preciso explicar que era um 70 desaforo. Homem não é bicho. Viver nas 71 trevas é cuspir no progresso da 72 humanidade. Depois a gente tem a 73 obrigação de reagir contra os exploradores 74 do povo. No preço da passagem está 75 incluída a luz. O governo não toma 76 providências? Não toma? A turba ignara fará 77 valer seus direitos sem ele Que é que se vai fazer então? 79 Ninguém sabia. Isto é: João Virgulino sabia. 80 Magarefe chefe do matadouro de Magoari, 81 tirou a faca da cinta e começou a 82 esquartejar o banco de palhinha. 83 Todos os passageiros magarefes e 84 auxiliares imitaram o chefe. Os instintos 85 carniceiros se satisfizeram plenamente. A 86 indignação virou alegria. Era cortar e jogar 87 pelas janelas. 30

31 88 O chefe do trem foi para o cubículo 89 dele e se fechou por dentro rezando. Belém 90 já estava perto. Dos bancos só restava a 91 armação de ferro. Os passageiros de pé 92 contavam façanhas. Baiano velho tocava a 93 marcha de sua lavra Às armas cidadãos! O 94 taioquinha embrulhava no jornal a faca 95 surrupiada na confusão. 96 Belém vibrou com a história. Os jornais 97 afixaram cartazes. Era assim o título de um: 98 Os passageiros no trem de Magoari 99 amotinaram-se jogando os assentos ao leito 100 da estrada. Mas foi substituído porque se 101 prestava a interpretações que feriam de 102 frente o decoro das famílias. Diante do 103 Teatro da Paz houve um conflito sangrento 104 entre populares. 105 Dada a queixa à polícia foi iniciado o 106 inquérito para apurar as responsabilidades. 107 O delegado perguntou a um passageiro que 108 se declarou protestante e trazia um 109 exemplar da Bíblia no bolso: Qual a causa verdadeira do motim? 111 O homem respondeu: A causa verdadeira do motim foi a 113 falta de luz nos vagões. 114 O delegado olhou firme nos olhos do 115 passageiro e continuou: Quem encabeçou o movimento? 117 Em meio da ansiosa expectativa dos 118 presentes o homem revelou: Quem encabeçou o movimento foi um 120 cego! 121 Quis jurar sobre a Bíblia mas foi 122 imediatamente recolhido ao xadrez porque 123 com a autoridade não se brinca. (Antônio de Alcântara Machado. Coleção Nossos Clássicos. v. 57. p Adaptação.) Questão 56) Marque a afirmação INCORRETA a respeito do período em destaque: Os fósforos é que alumiavam um instante as caras cansadas e a pretidão feia caía de novo. (refs ) Gab: A a) O período é formado de três orações. b) É que é uma locução expletiva e, como tal, não tem função sintática e não é necessária ao sentido da frase. c) O é que torna a frase mais forte e põe em evidência o sujeito Os fósforos. d) Se o é for deslocado para antes do sujeito, alterar-se-á a concordância: Eram os fósforos que alumiavam um instante as caras cansadas e a pretidão feia caía de novo. TEXTO: 19 - Comum à questão: 57 Os diferentes Descobriu-se na Oceania, mais precisamente na ilha de Ossevaolep, um povo primitivo, que anda de cabeça para baixo e tem vida organizada. É aparentemente um povo feliz, de cabeça muito sólida e mãos reforçadas. Vendo tudo ao contrário, não perde tempo, entretanto, em refutar a visão normal do mundo. E o que eles dizem com os pés dá a impressão de serem coisas aladas, cheias de sabedoria. Uma comissão de cientistas europeus e americanos estuda a linguagem desses homens e mulheres, não tendo chegado ainda a conclusões publicáveis. Alguns professores tentaram imitar esses nativos e foram recolhidos ao hospital da ilha. Os cabecences-para-baixo, como foram denominados à falta de melhor classificação, têm vida longa e desconhecem a gripe e a depressão. (ANDRADE, Carlos Drummond de. Prosa Seleta. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, p. 150) Questão 57) No texto, identifica-se o povo da ilha de Ossevaolep por um neologismo: cabecences-para-baixo. a) Identifique os processos de formação de palavras utilizados para a criação desse neologismo. b) Considerando o conhecimento que os observadores têm do povo de Ossevaolep, responda: por que se afirma, no texto, que o neologismo foi criado à falta de melhor classificação? 31

32 Gab: a) Os processos de formação utilizados foram composição por justaposição e derivação sufixal. b) Os observadores criaram um neologismo que não vai além do nível descritivo superficial porque eles não conseguiram alcançar um conhecimento aprofundado, conclusivo a respeito do povo de Ossevaolep. TEXTO: 20 - Comum à questão: 58 Logo depois transferiu-se para o trapiche [local destinado à guarda de mercadorias para importação ou exportação] o depósito dos objetos que o trabalho do dia lhes proporcionava. Estranhas coisas entraram então para o trapiche. Não mais estranhas, porém, que aqueles meninos, moleques de todas as cores e de idades, as mais variadas, desde os 9 aos 16 anos, que à noite se estendiam pelo assoalho e por debaixo da ponte e dormiam, indiferentes ao vento que circundava o casarão uivando, indiferentes à chuva que muitas vezes os lavava, mas com os olhos puxados para as luzes dos navios, com os ouvidos presos às canções que vinham das embarcações... (AMADO, Jorge. O trapiche. Capitães de Areia. São Paulo: Livraria Martins Ed., Adaptado.) Questão 58) Assinale a alternativa em que o verbo destacado tem como sujeito aquele apresentado entre colchetes. a) Logo depois transferiu-se para o trapiche o depósito dos objetos... [os objetos] b)... o depósito dos objetos que o trabalho do dia lhes proporcionava. [o depósito dos objetos] c) Estranhas coisas entraram então para o trapiche. [estranhas coisas] d)... indiferentes ao vento que circundava o casarão uivando... [o casarão] e)... com os ouvidos presos às canções que vinham das embarcações... [as embarcações] Gab: C TEXTO: 21 - Comum à questão: 59 Uma ideia radical demais Grátis pode significar muitas coisas, e esse significado tem mudado ao longo dos anos. Grátis levanta suspeitas, mas não há quase nada que chame tanto a atenção. Quase nunca é tão simples quanto parece, mas é a transação mais natural de todas. Se agora estamos construindo uma economia em torno do Grátis, deveríamos começar entendendo o que ele é e como funciona. Essas são as palavras que abrem o segundo capítulo de um livro lançado nesta semana nos Estados Unidos. O título é Free The Future of a Radical Price ( Grátis o futuro de um preço radical, numa tradução livre). A editora Campus-Elsevier deve lançá-lo no Brasil no final deste mês. É preciso reconhecer que o autor não falta com a verdade. Grátis pode realmente significar muitas coisas, entre elas cobrar por um livro cuja ideia central é uma defesa apaixonada de tudo o que é gratuito. A favor de Anderson, é necessário avisar de saída: em nenhum momento ele escreve que tudo será de graça. Sua tese central é que certos produtos e serviços podem, sim, ser gratuitos e mesmo assim dá para ganhar dinheiro. Anderson constrói seu argumento sobre as diferenças fundamentais entre o mundo das coisas materiais, ou o mundo dos átomos, e a internet, ou o mundo dos bits. Eis a ideia central: todos os custos dos insumos básicos do mundo digital caem vertiginosamente. (portalexame.abril.uol.com.br/revista/exame/edicoes/0947/tecnologia/ideiaradicaldemais html) 32

33 Questão 59) Observe a tira. Gab: B (http://educacao.uol.com.br/album/tiras_reforma_album.jhtm) No título do texto Uma ideia radical demais aparece a palavra ideia e, destacada no 2.º parágrafo, a palavra constrói. Tendo como base as informações da tira, conclui-se que: a) nenhuma das duas palavras contém ditongo, por isso a regra do acordo descrita não se aplica a elas. b) ambas as palavras estão corretamente grafadas, tendo como referência o novo acordo ortográfico. c) nenhuma das palavras deve receber acento agudo no ditongo aberto, pois elas são oxítonas. d) ambas as palavras deveriam receber acento, pois este deve estar presente nos ditongos das paroxítonas, conforme o novo acordo ortográfico. e) houve troca no acento, pois a primeira, por ser oxítona, é que deveria ser acentuada conforme o novo acordo ortográfico. TEXTO: 22 - Comum à questão: 60 O comprador de fazendas 1 O acaso deu a Trancoso uma sorte de cinquenta contos na loteria. Não se riam. Por que motivo não havia Trancoso de ser o escolhido, se a sorte é cega e ele tinha no bolso um bilhete? Ganhou os cinquenta contos, dinheiro que para um pé-atrás daquela marca era significativo de grande riqueza. 5 De posse do bolo, após semanas de tonteira deliberou afazendar-se. Queria tapar a boca ao mundo realizando uma coisa jamais passada pela sua cabeça: comprar fazenda. Correu em revista quantas visitara durante os anos de malandragem, propendendo, afinal, para a Espiga. Ia nisso, sobretudo, a lembrança da menina, dos bolinhos da velha e a ideia de meter na administração ao sogro, de jeito a folgar-se uma vida vadia de regalos, embalada pelo amor de 10 Zilda e os requintes culinários da sogra. Escreveu, pois, a Moreira anunciando-lhe a volta, a fim de fechar-se o negócio. Ai, ai, ai! Quando tal carta penetrou na Espiga houve rugidos de cólera, entremeio a bufos de vingança. É agora! berrou o velho. O ladrão gostou da pândega e quer repetir a dose. Mas desta feita 15 curo-lhe a balda *1, ora se curo! concluiu, esfregando as mãos no antegozo da vingança. No murcho coração da pálida Zilda, entretanto, bateu um raio de esperança. A noite de sua alma alvorejou ao luar de um Quem sabe? Não se atreveu, todavia, a arrostar *2 a cólera do pai e do irmão, concertados ambos num tremendo ajuste de contas. Confiou no milagre. Acendeu outra velinha a Santo Antônio O grande dia chegou. Trancoso rompeu à tarde pela fazenda, caracolando o rosilho *3. Desceu Moreira a esperá-lo embaixo da escada, de mãos às costas. Antes de sofrear *4 as rédeas, já o amável pretendente abria-se em exclamações. Ora viva, caro Moreira! Chegou enfim o grande dia. Desta vez, compro-lhe a fazenda. Moreira tremia. Esperou que o biltre *5 apeasse e mal Trancoso, lançando as rédeas, dirigiu-se-lhe 25 de braços abertos, todo risos, o velho saca de sob o paletó um rabo de tatu e rompe-lhe para cima com ímpeto de queixada *6. Queres fazenda, grandissíssimo tranca *7? Toma, toma fazenda, ladrão! e lepte, lepte, finca-lhe rijas rabadas coléricas. 33

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