MESTRADOS. Artigo 1.º Criação A Escola Superior de Comunicação Social confere o grau de Mestre em Gestão Estratégica das Relações Públicas.

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1 MESTRADOS REGIME DE FREQUÊNCIA E AVALIAÇÃO GESTÃO ESTRATÉGICA DAS RELAÇÕES PÚBLICAS Artigo 1.º Criação A Escola Superior de Comunicação Social confere o grau de Mestre em Gestão Estratégica das Relações Públicas. Artigo 2.º Destinatários O Mestrado em Gestão Estratégica das Relações Públicas destina-se aos licenciados nesta área de formação e/ou a outros públicos com áreas de formação afins e/ou experiência profissional relevante na área, com a ressalva de que as situações em que se encontrem respeitem a legislação em vigor. Artigo 3.º Objectivos do curso Pretende-se com este ciclo de estudos proporcionar aos estudantes os conhecimentos e capacidades que lhes permitam lidar de forma competente com os desafios cada vez mais complexos colocados aos gestores da comunicação em organizações públicas, privadas ou do terceiro sector. O mestrado em Gestão Estratégica das Relações Públicas visa desenvolver nos estudantes as capacidades analíticas e as competências ao nível da investigação e do desenvolvimento de projectos tanto numa perspectiva teórica como aplicada que lhes permita desempenhar com sucesso funções de gestão estratégica da comunicação. Artigo 4.º Área científica O curso de mestrado em Gestão Estratégica das Relações Públicas está inserido na área científica dos Estudos em Relações Públicas e Comunicação Organizacional. 1

2 O curso tem uma duração de 4 semestres. Artigo 5.º Duração do curso Artigo 6.º Regras sobre a admissão no ciclo de estudos Gestão Estratégica das Relações Públicas 1 - São admitidos à candidatura no mestrado em Gestão Estratégica das Relações Públicas os candidatos que: a) Sejam titulares do grau de licenciado ou equivalente legal na área científica de Relações Públicas e Comunicação Organizacional ou área afim. b) Sejam titulares de um grau académico de nível superior na área das Ciências da Comunicação conferido na sequência de um 1º ciclo de estudos organizado de acordo com os princípios do Processo de Bolonha por um Estado aderente a este Processo. c) Sejam titulares de um grau académico de nível superior nacional ou estrangeiro na área das Ciências da Comunicação ou área afim, que seja reconhecido como satisfazendo os objectivos do grau de licenciado pelo Conselho Científico da ESCS. d) Sejam detentores de um currículo escolar, científico ou profissional, reconhecido como atestando capacidades para realização deste ciclo de estudos pelo Conselho Científico da ESCS. Artigo 7.º Candidatura 1 - A candidatura será efectuada através do preenchimento de boletim apropriado, a que os candidatos juntarão certificado de habilitações, cópia do suplemento ao diploma e Curriculum Vitae detalhado. 2 - O boletim bem como os documentos de candidatura devem ser entregues nos S.A. nos prazos para tal estabelecidos. Artigo 8.º Critérios de selecção Os candidatos que reúnam as condições expressas no Artº 6 do presente regulamento serão seleccionados e seriados tendo em atenção os seguintes critérios: 1ª Fase 1 Curriculum 50% a. Académico b. Científico c. Profissional 2

3 2 - Formação Académica 50% a. Nota de licenciatura b. Outras formações c. Adequação da formação à área do Mestrado 2ª Fase 1 Entrevista a realizar só para efeitos de desempate na 1ª fase. Artigo 9.º Vagas e prazos O número de vagas e os prazos de candidatura ao Mestrado serão fixados anualmente pelo Conselho Científico da ESCS. Artigo 10.º Condições de funcionamento A ESCS assegura as condições necessárias e suficientes para o funcionamento do ciclo de estudos conducente ao grau de mestre em Gestão Estratégica das Relações Públicas, nomeadamente através: a) de um projecto educativo, científico e cultural próprio, adequado aos objectivos fixados neste ciclo de estudos; b) de um corpo docente próprio, adequado em número e constituído, na sua maioria, por titulares do grau de doutor ou especialistas de reconhecida experiência e competência profissional nas áreas científicas integrantes deste ciclo de estudos; c) do desenvolvimento de actividade reconhecida de formação e investigação ou do desenvolvimento de actividade de natureza profissional de alto nível, nas áreas científicas integrantes deste ciclo de estudos; d) de recursos humanos e materiais indispensáveis para garantir o nível e a qualidade da formação, designadamente espaços lectivos, equipamentos tecnológicos, biblioteca e laboratórios adequados. Artigo 11.º Frequência e propinas 1 - A frequência do curso depende de matrícula a realizar em impressos fornecidos pela Escola ou através do Portal do IPL. 2 - A frequência das aulas das diferentes disciplinas do Curso depende da inscrição nessas disciplinas, obrigatoriamente realizada em simultâneo com a matrícula. 3 As taxas de candidaturas, matricula e de inscrição, bem como as propinas são fixadas anualmente pelo Conselho Directivo e divulgadas no edital de abertura do mestrado. 3

4 Artigo 12.º Funcionamento 1 - O ano lectivo encontra-se dividido em dois semestres, comportando períodos de férias e momentos específicos de avaliação. 2 - Cada semestre corresponde a 15 semanas de aulas e outras actividades curriculares. 3 - A cada tempo de contacto corresponde sempre um sumário, que será público. 4 - As datas de início e fim dos semestres, os períodos de férias e os momentos específicos de avaliação são fixados pelo Conselho Directivo, depois de ouvidos os Conselhos Pedagógico e Científico, e constam do "Calendário do Ano Escolar" divulgado no início do ano lectivo. Artigo 13.º Estrutura curricular, plano de estudos e ECTS O ciclo de estudos conducente ao grau de mestre em Gestão Estratégica das Relações Públicas integra as unidades curriculares constantes dos planos de estudos anexos ao presente regulamento e é desenvolvido em duas fases de graduação: 1 - Um curso de especialização profissionalizante, constituído por 2 semestres (60 ECTS), que confere um Diploma de Pós-Graduação em Relações Públicas Estratégicas. 2 - Um curso de Mestrado, composto por 4 semestres (120 ECTS), ao qual corresponde a atribuição do grau de mestre em Gestão Estratégica das Relações Públicas. Artigo 14.º Regimes de avaliação de conhecimentos 1 - A avaliação de conhecimentos relativos à parte escolar do Mestrado tem carácter individual e poderão ser considerados para o efeito provas escritas ou orais, trabalhos ou outros elementos de avaliação efectuados pelos(as) estudantes no âmbito das diferentes unidades curriculares, em condições a definir pelos respectivos docentes. 2 - Existe uma época de avaliação, em Setembro, para os (as) estudantes que, por motivos justificados, não tenham obtido aproveitamento em algumas das unidades curriculares, ou que queiram realizar melhoria de nota. 3 - O resultado da avaliação será expresso na escala numérica inteira de 0 a 20 valores. 4 - Considera-se aprovado numa unidade curricular o(a) estudante que obtenha uma classificação final igual ou superior a 10 valores. 5 - Compete ao docente responsável por cada disciplina definir as formas de avaliação a utilizar, informando os(as) estudantes a seu respeito no início do semestre, junto com a entrega do programa da disciplina. 6 - A prática por um aluno de qualquer irregularidade durante o processo de aprendizagem colectiva, em qualquer instrumento ou momento de avaliação, que permita a sua qualificação como fraude académica será passível de processo disciplinar, de acordo com a lei. 4

5 Artigo 15.º Inscrição para a Trabalho Final 1 - A inscrição para a realização da dissertação, do trabalho de projecto ou do estágio tem como condição a conclusão prévia de pelo menos 60 ECTS. 2 - A defesa a dissertação, do trabalho de projecto ou relatório de estágio tem como condição a realização prévia de 75 ECTS. Artigo 16.º Regime de transição e prescrição Número máximo de inscrições anuais 3 4 ECTS obtidos 0 a a 120 Nº máximo de semestres para conclusão do curso 8 1 O(a) estudante tem até seis semestres para concluir os primeiros 60 ECTS. 2 O(a) estudante tem até oito semestres para concluir os 120 ECTS que lhe conterem o grau de mestre. Artigo 17.º Processo de nomeação do(s) orientador(es), condições em que é admitida a co-orientação e regras a observar na orientação 1 - A elaboração da dissertação, do trabalho de projecto ou do relatório de estágio será orientada por um Doutor ou por um especialista de mérito reconhecido como tal pelo Conselho Científico da ESCS. 2 - A orientação pode ser assegurada em regime de co-orientação, quer por orientadores nacionais, quer por nacionais e estrangeiros, sendo sempre um deles afecto à ESCS. 3 - No caso de se tratar de um relatório de estágio, a co-orientação é obrigatória e estará a cargo de um responsável do sector ou departamento da organização onde se efectue o estágio, o qual será nomeado pela organização e aprovado pelo Conselho Científico da ESCS se este o reconhecer como especialista de mérito. 4 - A proposta de nomeação do(s) orientador(es) deverá ser acompanhada por uma informação conjunta do mestrando e do(s) orientador(es) proposto(s) sobre o tema da dissertação, do trabalho de projecto ou do relatório de estágio com uma breve descrição do trabalho a realizar. A entrega desta proposta ao Conselho Científico deverá ser efectuada até ao final do semestre em que o(a) estudante concluir a parte escolar do curso. 5 - A nomeação do(s) orientador(es) é feita pela Conselho Científico da ESCS no prazo de 22 dias úteis após a entrega da proposta. 5

6 Artigo 18.º Regras sobre a entrega e apresentação da dissertação, ou do trabalho de projecto ou do relatório de estágio e sua apreciação 1 Sem prejuízo do regime de prescrições definido no presente regulamento, a dissertação, o trabalho de projecto ou o relatório de estágio deve ser entregue até ao último dia do último semestre previsto para a conclusão do curso, ou em data anterior, mas nunca antes da conclusão da parte escolar do Mestrado (75 ECTS). 2 - O(a) estudante deve entregar nos SA o pedido de realização de provas, em impresso próprio, acompanhado de 5 exemplares em papel da dissertação e uma versão em suporte digital. 3 - Nos 30 dias subsequentes à data do despacho de nomeação do júri, e de acordo com o nº 2 do artigo 13º, o estudante será informado da aceitação da dissertação, do trabalho de projecto ou do relatório de estágio, ou, em alternativa, da recomendação para a sua reformulação, com indicações precisas para a mesma. 4 - Verificada a situação a que se refere a parte final do número anterior, o(a) estudante disporá de um prazo máximo de 60 dias durante o qual pode proceder à reformulação da dissertação, do trabalho de projecto ou do relatório de estágio, ou declarar que o(a) mantém tal como o(a) apresentou. 5 - Recebida a dissertação, o trabalho de projecto ou o relatório de estágio reformulado(a), ou feita a declaração referida no número anterior, procede-se à marcação da prova de discussão. 6 - Considera-se ter havido desistência do(a) estudante se, esgotado o prazo referido no número 4, este(a) não apresentar uma dissertação, um trabalho de projecto ou um relatório de estágio, nem declarar que prescinde da respectiva reformulação. Artigo 19.º Prazos máximos para a realização do acto público de defesa da dissertação, do trabalho de projecto ou do relatório de estágio 1 - As provas devem ter lugar no prazo de 120 dias a contar: a) do despacho de aceitação da dissertação, do trabalho de projecto ou do relatório de estágio; b) ou da data da entrega da dissertação, do trabalho de projecto ou do relatório de estágio reformulado(a), ou da declaração do(a) estudante de que prescinde da reformulação. Artigo 20.º Regras sobre a nomeação, composição e funcionamento do júri 1 - A dissertação, o trabalho de projecto ou o relatório de estágio será objecto de apreciação e discussão pública por um júri nomeado pelo Conselho Científico da ESCS sob proposta da Comissão Científica do Mestrado, nos termos do Artigo 22º do Decreto-Lei nº 74/2006, de 24 de Março. 2 - O júri que apreciará a dissertação, o trabalho de projecto ou o relatório de estágio deverá ser nomeado no prazo máximo de 30 dias úteis após a respectiva entrega. 6

7 3 - O júri deve integrar entre 3 e 5 membros, incluindo-se entre eles o orientador ou os orientadores. 4 - Os membros do júri devem ser especialistas no domínio em que se insere a dissertação, o trabalho de projecto ou o relatório de estágio e são nomeados de entre os nacionais ou estrangeiros titulares do grau de Doutor ou especialistas de mérito reconhecido como tal pelo Conselho Científico da ESCS. 5 - O despacho de nomeação de júri deve ser comunicado ao(à) estudante por escrito no prazo de dez dias após a sua nomeação. 6 - Para apreciação da dissertação, do trabalho de projecto ou do relatório de estágio, o júri será presidido pelo membro mais antigo da categoria mais elevada pertencente à ESCS. 7 - Após a discussão da dissertação, do trabalho de projecto ou do relatório de estágio em prova pública, o júri reúne para apreciação e classificação da prova, sendo que: a) a classificação final da dissertação, do trabalho de projecto ou do relatório de estágio é expressa pelas fórmulas de Aprovado ou Recusado, por votação nominal justificada, não sendo permitidas abstenções. b) No caso de a dissertação, o trabalho de projecto ou o relatório de estágio ter merecido aprovação, a sua classificação é a que resultar da média aritmética das classificações atribuídas por cada membro do júri na escala numérica de 10 a 20 valores. Artigo 21.º Regras sobre a prova pública de defesa da dissertação, do trabalho de projecto ou do relatório de estágio 1 - Na prova de defesa da dissertação, do trabalho de projecto ou do relatório de estágio, que terá a duração máxima de 90 minutos, o(a) estudante pode fazer uma apresentação com duração máxima de quinze minutos, seguindo-se a discussão, em que podem ser intervenientes todos os membros do júri. 2 - Na discussão da dissertação, do trabalho de projecto ou do relatório de estágio, deverá ser proporcionado ao(à) estudante tempo idêntico ao utilizado pelos membros do júri. Artigo 22.º Processo de atribuição da classificação da Pós-Graduação 1 - Ao diploma de pós-graduação é atribuída uma classificação final situada no intervalo de 10 a 20 da escala numérica inteira de 0 a 20, bem como o seu equivalente na escala europeia de comparabilidade de classificações. 2 - A classificação final do diploma de pós-graduação corresponde à média, por ponderada de ECTS, das classificações obtidas nas unidades curriculares em que o(a) estudante realizou os 60 ECTS, correspondentes aos dois primeiros semestres da parte escolar do Mestrado. 7

8 Artigo 23.º Processo de atribuição da classificação do mestrado 1 - Ao grau de mestre é atribuída uma classificação final situada no intervalo de 10 a 20 da escala numérica inteira de 0 a 20, bem como o seu equivalente na escala europeia de comparabilidade de classificações. 2 - A classificação final do grau de mestre corresponderá à média, ponderada por ECTS, de todas as classificações obtidas. Artigo 24.º Prazos de emissão da carta de curso e suas certidões e do suplemento ao diploma 1) A emissão da certidão final do curso será feita no prazo de 30 dias após a sua requisição. 2) A emissão da carta de curso e do suplemento ao diploma será efectuada no prazo de 90 dias após requisição, que poderá ser feita a partir do prazo de uma semana após a conclusão do Mestrado. Artigo 25.º Processo de acompanhamento pelos órgãos pedagógico e científico O processo de acompanhamento do curso de Mestrado é da responsabilidade do Conselho Científico e do Conselho Pedagógico da ESCS. Artigo 26.º Casos omissos Os casos omissos serão decididos, segundo a matéria a que respeitem, pelos órgãos de gestão competentes. 7

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