Revista Científica. Academia da Força Aérea

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Revista Científica. Academia da Força Aérea"

Transcrição

1 Revista Científica Academia da Força Aérea

2 Revista Científica Academia da Força Aérea

3 José António de Magalhães Araújo Pinheiro General Chefe do Estado-Maior da Força Aérea Joaquim Manuel Nunes Borrego Major-General Piloto Aviador Comandante da Academia da Força Aérea Publicada anualmente com textos em português e em inglês, a Revista Científica da Academia da Força Aérea é uma publicação da Força Aérea. Destina-se a divulgar a actividade da Academia da Força Aérea, no domínio da investigação científica, designadamente Teses de Mestrado e Doutoramento e Trabalhos de Final de Curso. As opiniões expressas nesta revista pertencem aos respectivos autores.

4 Revista Científica Academia da Força Aérea Índice Ficha Técnica... 8 Abertura José António de Magalhães Araújo Pinheiro, General, Chefe do Estado-Maior da Força Aérea Editorial Joaquim Manuel Nunes Borrego, Major-General Piloto Aviador, Comandante da Academia da Força Aérea Introdução Manuel Fernando Rafael Martins, Coronel Piloto Aviador, 2.º Comandante da Academia da Força Aérea Construção do Cockpit Organizacional para a Força Aérea Portuguesa Pedro Guedes, Aspirante Aluno do Mestrado Integrado na Especialidade de Pilotagem Aeronáutica Construção do Cockpit Organizacional para a Divisão de Operações da Força Aérea Portuguesa Ricardo Horta, Aspirante Aluno do Mestrado Integrado na Especialidade de Pilotagem Aeronáutica Desenvolvimento de Controlo Fly-by-Camera para UAV Tiago Branco, Aspirante Aluno do Mestrado Integrado na Especialidade de Pilotagem Aeronáutica Caracterização do Desempenho do Chipmunk MK-20 utilizando a Metodologia Bootstrap Approach Bernardo Pereira, Aspirante Aluno do Mestrado Integrado na Especialidade de Pilotagem Aeronáutica Aeronautic Component Optimization with non-smooth Buckling Load Criterion João Campos, Alferes Aluno do Mestrado Integrado na Especialidade de Engenharia Aeronáutica Análise de Dados para Cálculo dos Indicadores de Fiabilidade Rute Leal, Tenente Aluna da Especialidade de Manutenção de Material Aéreo Caderneta Técnica do Avião Dionísio Matias, Aluno da Licenciatura em Manutenção de Material Aéreo Estudo Técnico-Económico de Implementação de Sistemas de Micro e Minigeração André Silva, Alferes Aluno do Mestrado Integrado na Especialidade de Engenharia Eletrotécnica Análise Numérica da Aceleração da Consolidação de Solos com Recurso a Pré-carga e Drenos Verticais Henrique Rodrigues, Alferes Aluno do Mestrado Integrado na Especialidade de Engenharia de Aeródromos Aplicação de Estratégias de Hedging no Custo de Combustível da Força Aérea Portuguesa Bruno Caetano, Alferes Aluno do Mestrado Integrado em Aeronáutica Militar na Especialidade de Administração Aeronáutica 5

5 Um modelo de Gestão Logística para a Força Aérea Portuguesa no Âmbito das Missões NATO Carla Santos, Tenente Aluna do Mestrado em Aeronáutica Militar na Especialidade de Administração Aeronáutica Sistema Económico Internacional: A atuação dos atores não estatais na crise internacional de David Luís, Aspirante Aluno do Mestrado Integrado na Especialidade de Pilotagem Aeronáutica A Subjetividade na Avaliação do Mérito dos Militares da Força Aérea: Métodos para a sua redução Nuno Cruz, Tenente Aluno da Especialidade de Pessoal e Apoio Administrativo Ana Jesus, Tenente Aluna da Especialidade de Pessoal e Apoio Administrativo Bone Turnover Markers in Post-fracture Period: Studying 83 osteoporotic patients João Felício, Alferes Aluno do Mestrado em Medicina Unidade de Cuidados Continuados: Um projeto para um futuro sustentável da Saúde Militar Carla Machado, Alferes Aluna da Especialidade de Saúde 6

6 7

7 Ficha Técnica Diretor Conselho Editorial Conselho Consultivo Comandante da Academia da Força Aérea Major-General Piloto Aviador Joaquim Manuel Nunes Borrego 2.º Comandante da Academia da Força Aérea Coronel Piloto Aviador Rafael Martins Chefe do Gabinete de Avaliação e Qualidade Coronel da Polícia Aérea Vítor Baptista Assessor do Comando Coronel Engenheiro Eletrotécnico Hélio Fernandes Comandante do Corpo de Alunos Coronel Piloto Aviador Rui Tendeiro Diretor do Ensino da Academia da Força Aérea Coronel Engenheiro Aeronáutico José Santiago Diretor do Centro de Investigação da Academia da Força Aérea Tenente Coronel Engenheiro Eletrotécnico José Morgado Tenente-Coronel Navegador Carlos Páscoa (EMFA) Doutor em Engenharia Informática e de Computadores, ramo Sistemas de Informação, pelo Instituto Superior Técnico. Tenente-Coronel Piloto Aviador João Vicente (IESM) Doutorando em Relações Internacionais, especialidade de Estudos de Segurança e Estratégia, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa; Mestre em Estudos da Paz e da Guerra nas Novas Relações Internacionais, pela Universidade Autónoma de Lisboa; Master of Military Operational Art and Science, pela Air University, Alabama, EUA. Tenente-Coronel de Administração Aeronáutica Jorge Pimentel (AFA) Mestrando em Estudos da Paz e da Guerra, na Universidade Autónoma de Lisboa; Pós-graduado em Contabilidade, pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa; Pós-graduado em Fiscalidade, pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa. Major Técnico de Operações de Deteção, Conduta e Interseção Luís Rocha (AFA) Doutorando em Relações Internacionais; Mestre em Relações Internacionais, pela Universidade Autónoma de Lisboa. Major Engenheira Aeronáutica Maria Madruga (AFA) Doutora em Engenharia Mecânica, pela Florida State University, EUA. Major Engenheira Eletrotécnica Maria Nunes (AFA) Doutora em Engenharia Aeroespacial, pela Faculdade de Aeronáutica e Astronáutica da Universidade das Forças Armadas, Munique, Alemanha. Mestre em Posicionamento e Navegação por Satélite, pela Fac. de Ciências da Universidade do Porto. Capitão Engenheiro Aeronáutico Carlos Silva (AFA) Doutor em Engenharia Mecânica, pela Universidade de Victoria, Canadá; Mestre em Engenharia Mecânica, pela Universidade de Victoria, Canadá. Capitão Engenheira de Aeródromos Rute Ramalho (AFA) Doutoranda em Engenharia Civil, ramo de Vias de Comunicação, pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto; Mestre em Vias de Comunicação, pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Capitão Psicóloga Cristina Fachada (AFA) Doutoranda em Psicologia, na Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa; Mestre em Políticas de Desenvolvimento dos Recursos Humanos, pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa. Capitão Engenheiro Eletrotécnico Elói Pereira (AFA) Doutorando em Engenharia de Sistemas, na Universidade da Califórnia, Berkeley, EUA; Mestre em Automação, Instrumentação e Controlo, pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Capitão Engenheiro Aeronáutico Luís da Silva Félix (AFA) Doutorando em Engenharia Aeroespacial, no Instituto Superior Técnico. Propriedade: Academia da Força Aérea Título: Revista Científica da Academia da Força Aérea Foto da Capa: Veículo Aéreo não tripulado (UAV) Sharky em voo Periodicidade: Anual, Número 3, 2013 Contra Capa: Auditório principal da Academia Força Aérea Paginação, Impressão e Acabamento: Alves&Albuquerque - RAL - Sintra - ISSN: Depósito legal: /11 Tiragem: exemplares Distribuição gratuita Morada: Academia da Força Aérea, Granja do Marquês, Pêro Pinheiro, Portugal Correio electrónico: Desenvolvimento WEB: Centro de Informática da Academia da Força Aérea

8

9 Inovar, modernizar e adaptar, são princípios intrínsecos do código genético da nossa Força Aérea. Conscientes de que a riqueza de qualquer Instituição está na sua gente, encaramos que o sucesso da nossa missão depende, fundamentalmente, da forma como preparamos o nosso efectivo, onde a excelência do ensino, na componente académica e comportamental, é o padrão que nos norteia numa perspectiva de bem fazer para bem servir. Entendemos, assim, que é nas escolas que deve ser incentivada e desenvolvida esta nossa cultura, criando os mecanismos necessários para que o conhecimento, como suporte do Saber, e a formação pessoal e militar, como suporte do Ser, proporcionem aos futuros oficiais dos quadros permanentes da Força Aérea as ferramentas que lhes permitam, exercer o comando, e encarar e ultrapassar os desafios que, certamente, irão encontrar ao longo da sua vida militar. É esta a missão da Academia da Força Aérea que, com exigência e rigor, prepara hoje os comandantes de amanhã, incentivando-os a servir com honra, a ser competentes, e a procurar sempre voar cada vez mais alto. Neste contexto, a componente de pesquisa e investigação, desenvolvida no âmbito académico, deve acompanhar a componente formativa e constituir-se como um fator de desenvolvimento pessoal e de ligação à Força Aérea logo no início da carreira militar dos jovens oficiais, mas também, um elemento de produção de novas ideias e conceitos em proveito do Ramo. É com muito orgulho institucional, e pessoal, que deixo uma mensagem de apreço e de incentivo aos alunos, professores e a todos os militares e civis que contribuíram para que, mais uma vez, seja meritório o trabalho efectuado na Academia da Força Aérea, materializado, em parte, nesta Revista Científica, que inclui uma seleção de artigos desenvolvidos no âmbito das provas de dissertação dos diferentes cursos ministrados na nossa Academia. José António de Magalhães Araújo Pinheiro, General Chefe do Estado-Maior da Força Aérea

10 Brasão do Chefe do Estado-Maior da Força Aérea

11 Os reflexos da atual conjuntura crise económica não podem alastrar-se aos valores do Ser e do Saber, tão preciosos para o contexto e natureza da formação ministrada na AFA. Assume, portanto, a maior relevância promover o conhecimento das gerações emergentes, reconhecendo e potenciando a qualidade dos futuros oficiais, reafirmando e regenerando competências do ensino e investigação praticados na AFA, com reflexos importantes na cultura e valores da Instituição. A terceira edição da Revista Científica da Força Aérea mantém-se fiel ao seu propósito inicial: publicar os melhores trabalhos desenvolvidos no âmbito dos cursos ministrados neste estabelecimento de ensino. O lançamento deste número cumpre com a especificidade e qualidade das temáticas, concretizando o repto lançado aos responsáveis das diversas áreas de conhecimento ministradas na AFA. A Força Aérea pretende consolidar, de forma contínua, a tradição académica, que impõe aos investigadores a publicação dos seus trabalhos, estimulando os mais jovens através da dedicação e exemplo, a produzir investigação científica com qualidade e oportunidade. O conteúdo da presente publicação resulta de uma seleção criteriosa e do reconhecimento por especialistas experientes nas respetivas áreas científicas, onde as atividades académicas e o trabalho científico acontecem sem qualquer prejuízo das componentes militar e comportamental. Saúdo todos os que se empenharam para a concretização deste projeto, nomeadamente o Corpo Docente e Discente, pelo empenho e persistência de propósito no sentido de responder às múltiplas imposições a que o Ensino Superior Público Universitário Militar se encontra vinculado, assim como pelo esforço de convergência alcançados com os requisitos de Bolonha. Joaquim Manuel Nunes Borrego, Major-General Piloto Aviador Comandante da Academia da Força Aérea

12 Brasão do Comandante da Academia da Força Aérea

13 A Revista Científica da Academia da Força Aérea pretende divulgar sucintamente o resultado das atividades de investigação do ano letivo 2012/13, através da publicação dos melhores trabalhos. A vertente de investigação enquadra-se nos critérios e práticas em vigor para os Estabelecimentos de Ensino Superior dos quais não pode estar dissociada. Os trabalhos publicados nesta terceira edição enquadram-se nas áreas da Engenharia Organizacional, Tecnologias Aeronáuticas, Relações Internacionais, Gestão, Saúde, Engenharia de Aeródromos e Engenharia Eletrotécnica, em domínios técnicos específicos das especialidades que direta ou indiretamente contribuem para o cumprimento seguro e eficaz da missão. Os dois artigos iniciais revelaram-se contributos importantes para o aperfeiçoamento organizacional da FAP, ao nível da comunicação e controlo interdepartamental, no desempenho estratégico e operacional, com incrementos na Organizational Self Awareness. Permitem uma maior agilidade na adaptação ao meio envolvente e ganhos na gestão das atividades. As aeronaves F-16, Chipmunk e o projeto PITVANT são contempladas com trabalhos essencialmente técnicos que visam melhorar ou adequar a exploração destes meios. A estes acrescenta-se um trabalho de investigação de natureza mais abrangente, destinado ao cálculo de indicadores de fiabilidade em aeronaves e equipamentos da FAP; e outro, que visa otimizar componentes aeronáuticos estruturais de forma a maximizar a carga que estes conseguem suportar sem sofrerem empenadura (buckling). Apresentamos também investigações na área das Engenharias, onde se avança na procura de soluções no âmbito das energias alternativas para micro/minigeração e no desenvolvimento de técnicas para melhoramento de solos moles e sua simulação. Relativamente às áreas de Gestão/Administração, salientamos o trabalho de investigação que pretende minimizar os efeitos causados pela volatilidade dos preços de combustível e o desenvolvimento de um modelo de gestão otimizado para a logística da FAP nas missões NATO. Num quadro mais técnico, dirigido para a Gestão de Recursos Humanos, é analisado o delicado processo de avaliação de mérito dos militares FAP, com o intuito de encontrar soluções que reduzam a sua subjetividade. Na área das Relações Internacionais, é apresentado um trabalho sobre a influência dos atores não estatais na crise económica internacional de 2008, onde fica patente a inépcia dos mecanismos reguladores face aos agentes especuladores. Os dois trabalhos que encerram a revista versam temáticas ligadas à Saúde, nomeadamente sobre o metabolismo ósseo; e um projeto para a criação de uma Unidade de Cuidados Continuados, no contexto do novo Hospital das Forças Armadas. Manuel Fernando Rafael Martins, Coronel Piloto Aviador 2.º Comandante da Academia da Força Aérea

14

15 Construção de um Cockpit Organizacional para a Força Aérea Portuguesa Autor: Pedro Guedes, Aspirante Aluno do Mestrado Integrado na Especialidade de Pilotagem Aeronáutica Academia da Força Aérea Portuguesa, Sintra Orientador: Professor Doutor José Tribolet Departamento de Engenharia Informática, Instituto Superior Técnico, Universidade Técnica de Lisboa CODE Center for Organizational Design and Engineerin Co-orientador: Doutor, Carlos Páscoa, Tenente-Coronel Navegador Divisão de Operações, Estado-Maior da Força Aérea Portuguesa

16 Construção de um Cockpit Organizacional para a Força Aérea Portuguesa Não se consegue gerir o que não se consegue medir e não se consegue medir o que não se consegue descrever. (Kaplan & Norton, 1996) Resumo: Num ambiente cada vez mais competitivo, independentemente da sua natureza, as organizações vêm-se forçadas a gerir os seus recursos de uma forma cada vez mais eficiente e eficaz produzindo serviços ou produtos com superior qualidade. As organizações perceberam a necessidade de centrar a sua ação em torno da sua estratégia, no plano que as permite obter vantagem competitiva e obter o desejado sucesso neste ambiente cada vez mais exigente. Contudo, apesar da reconhecida importância dada à estratégia de uma organização, estas continuam muito voltadas para os habituais ciclos de orçamentação e controlo financeiro das suas ações. Este comportamento tático, incremental e de curto-prazo não permite aos colaboradores, nomeadamente gestores e administradores, focar no que está para além do horizonte. O Cockpit Organizacional surge como um sistema de gestão estratégica em near real time na tentativa de colmatar as lacunas muitas vezes encontradas em explanar e comunicar a estratégia da organização a todos os níveis, para que os departamentos, unidades funcionais e colaboradores compreendam qual o seu contributo estratégico. Surge também como mecanismo de acompanhamento e medição do desempenho estratégico da organização potencializando a Organizational Self-Awareness ao fornecer a informação relativa a como decorre ou como decorreu o voo da organização em determinado período, proporcionando assim as condições para uma pilotagem estratégica por partes dos decisores. Palavras-chave: Engenharia Organizacional, Self-awareness, Gestão de Performance, Cockpit Organizacional, Mapa de Estratégia, Balanced Scorecard, Flight Plan Organizacional, Quadro de Avaliação e Responsabilização. 1. INTRODUÇÃO O ser Humano tem como característica a constante ambição por atingir algo que ainda não conseguiu alcançar. Independentemente de ser uma ambição material, pessoal, sentimental ou espiritual, possui desejos próprios, isto é, uma visão da situação que pretende atingir. Para tal, necessita delinear um plano ou fio-condutor, simples ou complexo, de curto ou longo-prazo com um sentido lógico, tendo em consideração as suas capacidades e vulnerabilidades, que permita concretizar essa mesma visão. Em suma, precisa de definir uma estratégia. Como Porter (1996) afirma que a base constituinte da estratégia são as atividades que a organização escolhe nas quais se procura tornar excelente. A estratégia consiste assim num plano de um conjunto de atividades e que a organização se pretende diferenciar e obter vantagem competitiva, para obter o sucesso alcançando a visão desejada. Num mundo em que as Tecnologias e Sistemas de Informação permitiram ultrapassar muitas das barreiras físicas, as organizações tornaram-se mais competitivas e a sociedade mais exigente relativamente aos produtos e serviços que procura. Person (2009) refere mesmo que liderar um negócio no atual mundo da alta-velocidade não é diferente de pilotar um jato de altavelocidade. Isto implica que para os gestores e administradores das organizações tomarem determinadas decisões necessitam de obter informação quase em tempo real, tal como num 17

17 Construção de um Cockpit Organizacional para a Força Aérea Portuguesa cockpit de um jato onde estão reunidas as informações que permitem um piloto e tripulação saber se o voo decorre conforme o pretendido. As organizações necessitam igualmente de um Cockpit que permita explanar a sua estratégia, comunica-la a todos os níveis da organização bem como acompanhar a sua execução, medindo o seu desempenho para se determinar se o voo da organização está a decorrer conforme a estratégia delineada. Se não for possível medir o desempenho dessa execução estratégica, se não for possível medir resultados, não podemos saber se tivemos sucesso ou se falhámos como afirmam Osborne e Gaebler (1992). 2. ENQUADRAMENTO TEÓRICO Este parágrafo é um importante meio de apoio deste artigo. No mesmo será feito um resumo teórico de todo o material com o qual se tomou contacto e o qual se revela fundamental para o desenvolvimento da solução do problema anunciado. Engenharia Organizacional: Macedo et al. (2005) afirmam que Engenharia Organizacional (OE) surge na tentativa de responder à seguinte questão: Como desenhar e melhorar, todos os elementos associados a uma empresa, através do uso de métodos de análise e de ferramentas, para melhor se conseguir que esta cumpra os seus objetivos estratégicos? Para Liles e Presley (1996) OE consiste num conjunto de conhecimentos, princípios e práticas relacionadas com a análise, design, implementação e operação de uma empresa e como tal esta área científica pretende estudar e desenvolver métodos e ferramentas que permitam alinhar os processos de negócio com os objetivos estratégicos das organizações representam um novo conceito de Conhecimento, que é um instrumento necessário para gerir estas alterações e melhorar as capacidades de gestão em tempo real. Magalhães e Tribolet (2005) referem que OE pretende assim ajudar as organizações a fazer uma melhor utilização dos seus recursos humanos e de informação de modo que possa construir conhecimento e inteligência organizacional de uma forma sustentável. Organizational Self-Awareness: O conhecimento é essencial pelo facto de serem as pessoas as únicas capazes de gerar uma autoconsciência sobre a organização. Zacarias et al. (2007) descrevem essa autoconsciência organizacional como a consciência que as pessoas desenvolvem da organização como um todo e do seu papel. Segundo Vicente (2007) o conceito de self-awarness organizacional (OSA) é caracterizado em duas dimensões: a dimensão individual e a dimensão organizacional. A dimensão individual refere-se à capacidade que os membros individuais têm para responder a perguntas como: O que sou eu nesta organização? Como é que as coisas são feitas aqui? O que é que a organização, como um todo, está a fazer agora? A dimensão organizacional refere-se à combinação entre agentes humanos ou autómatos, recursos e procedimentos que fornecem à organização a inteligência necessária para lidar com questões como: Quem são os meus membros? Como é que eles fazem coisas? O que é que eles estão a fazer agora? (2007). Assim, uma organização é self-aware quando estas duas dimensões estão alinhadas. Desta forma ao enquadrarmos cada agente organizacional dentro da organização em si, 18

18 Construção de um Cockpit Organizacional para a Força Aérea Portuguesa estamos a atribuir relevância à dimensão individual, o que consequentemente funciona como meio de motivação. Gestão de Performance: Como citado anteriormente por Osborne e Gaebler (1992) se não for possível medir resultados, não podemos saber se tivemos sucesso ou se falhámos. Seguindo a mesmo pensamento Neely [(2002) defende que medir pressupõe a existência de indicadores e métricas, que devem integrar uma infraestrutura de suporte para recolha, tratamento, análise e interpretação da informação, isto é, um sistema de medição da performance. A definição de gestão de performance pode ser resumida, como sugere Cokins [(2004), como o processo para gerir a execução da estratégia de uma organização. Esta indica como se transformam os planos em resultados. Poister (2003) refere que consiste numa metodologia abrangente pois consiste num processo de dirigir e controlar pessoas e unidades funcionais numa organização, com o objetivo de as motivar para atingir níveis de performance mais elevados e os resultados desejados. O mesmo autor continua dizendo que que dar feedback aos empregados acerca da sua performance é um fator fundamental para uma metodologia eficaz da gestão de performance. Este feedback é dado habitualmente através de indicadores de performance. Balanced Scorecard: O panorama atual veio reforçar a ideia de que os tradicionais indicadores financeiros, utilizados há vários anos nas organizações, na perspetiva do controlo da gestão, suficientes no novo contexto de negócios globais. Kaplan e Norton (1996) afirmam que if you can t measure it, you can t manage it que pode ser interpretado da seguinte maneira: o que medimos é um sinal poderoso que transmitimos para a organização. Para gerir as organizações é necessário ter os indicadores adequados. Era necessário integrar e balancear na medição de performance outro tipo de indicadores para além de financeiros (1996). À tradicional dimensão financeira, os autores acrescentaram mais três perspetivas: clientes, processos internos e aprendizagem e crescimento. O Balanced Scorecard (BSC) pode ser definido como uma framework que permite a integração de indicadores derivados da estratégia, indicadores esses financeiros e não financeiros, em diferentes perspetivas que habilitam ao gestor uma visão global quanto ao desempenho da organização (Pinto, 2009). A ideia por trás do BSC é, como os seus autores Kaplan e Norton (1992) referem manter as organizações de olhos postos no futuro e a dirigir-se para ele em vez de olhar para trás concentrando a organização na sua estratégia, no caminho que lhe permite ir de encontro à sua visão. Mapa de Estratégia: O Mapa de Estratégia representa uma evolução crucial em termo de expansão e sucesso do BSC, eliminando as dificuldades iniciais verificadas na identificação de relações causa-efeito entre os objetivos e indicadores das diferentes perspetivas. Kaplan e Norton (2004) definiram Mapa de Estratégia como a representação visual da estratégia numa única página, mostrando como esta se encontra articulada para criar valor e quais os objetivos e relações de causa-efeito que a motivam, o que fornece uma maneira uniforme e consistente de descrever a estratégia, que facilita a definição e gestão de objetivos e indicadores, representando o mapa de estratégia o elo perdido entre formulação e execução da estratégia. Para Person (2009) assim como um mapa das estradas mostra o caminho para um destino, um mapa de estratégia mostra que cadeia de objetivos vai levar a que a estratégia seja executada com êxito. Pode-se concluir que 19

19 Construção de um Cockpit Organizacional para a Força Aérea Portuguesa o mapa de estratégia e o BSC estabelecem uma ligação entre o nível estratégico e os níveis táticos e operacionais, completando uma relação que vai desde a razão de ser da organização até ao nível do colaborador e o que este contribuí e o que deve fazer para o sucesso da sua organização (Kaplan & Norton, 2004). Flight Plan Organizacional: Segundo Páscoa (2010) voar a organização é semelhante a voar uma aeronave. Com esta metáfora procura-se tratar a Organização como se de uma aeronave se tratasse, a todos os níveis: planeamento, operacional, logística, pessoal, etc. empregando os princípios relacionados com voar baseado numa versão diferente de organização. Voar é planeamento, detalhe, consciência, precisão, aprendizagem, controlo, análise e reporte, em tempo real, estando à frente da aeronave prevendo e evitando a existência alterações ao planeado que podem resultar de um erro. É por isso necessário começar por saber onde se está (From) e definir exatamente para onde se quer ir (To). Tem que se selecionar pontos intermédios (Wpt) que identificam o regime de progressão. Para Páscoa (2012) o Flight Plan consiste num plano de atividades que, como o próprio nome indica, identifica todas as atividades que a organização desenvolve, num determinado período de tempo e contempla: a identificação da atividade, os recursos envolvidos, e as datas de início e término da atividade. Com o Plano de Atividades é possível: (1) ligar a estratégia com a sua execução, (2) retirar a estratégia a partir do Mapa de Estratégia, (3) fornecer a informação necessária para os indicadores de performance e o grau de concretização dos objetivos do BSC, (4) inserir a dimensão tempo no planeamento, (5) detalhar a utilização específica de recursos. Este conceito adaptado ao contexto organizacional permite a dado instante discriminar quais as atividades que se encontram atrasadas, conforme planeado, ou inclusive adiantadas, qual o seu grau de execução e consequentemente o grau de concretização dos objetivos. Cockpit Organizacional: Recorrendo à metáfora de Páscoa (2010) um piloto necessita de a qualquer instante saber a sua altitude, velocidade, combustível remanescente, entre outros fatores e indicadores quaisquer que eles sejam para saber se o seu voo está a decorrer como previsto e planeado. Ou seja, o piloto encontra no painel de instrumentos do seu cockpit os indicadores que necessita para poder inferir relativamente ao desempenho do voo, se existe algo fora dos parâmetros normais de operação e se serão necessárias medidas corretivas. Para Rasmussen et al. (2009) o cockpit organizacional pretende produzir o mesmo efeito ao nível organizacional. Segundo Marr (2006) no universo organizacional este tipo de indicadores constituem os instrumentos de voo da aeronave organização e como tal ajudam-nos a perceber onde estamos e para onde vamos. Quadro de Avaliação e Responsabilização: O Sistema Integrado de Gestão e Avaliação do Desempenho na Administração Pública (SIADAP) surgiu com o objetivo de (Parlamento, 2007) contribuir para a melhoria do desempenho e qualidade de serviço da Administração Pública, para a coerência e harmonia da ação dos serviços, dirigentes e demais trabalhadores e para a promoção da sua motivação profissional e desenvolvimento de competências. Como o próprio nome indica, é um quadro referencial sobre a razão de ser e existência dos serviços (missão), dos seus propósitos de ação (objetivos estratégicos), da aferição da sua concretização e da explicitação sumária dos desvios apurados no fim de ciclo de gestão. De entre as diferentes valências que o SIADAP visa avaliar (serviços, 20

20 Construção de um Cockpit Organizacional para a Força Aérea Portuguesa dirigentes e trabalhadores) o Quadro de Avaliação e Responsabilização (QUAR) inserese no Subsistema de Avaliação do Desempenho dos Serviços da Administração Pública (SIADAP 1) tendo como parâmetros de avaliação dos serviços, a avaliação de desempenho realiza-se com base nos objetivos de: eficácia, eficiência e qualidade. A força Aérea apesar de uma organização de cariz militar, ao serviço de Portugal e dos Portugueses, não se encontra alheia a este sistema de avaliação dos seus serviços públicos (Guedes, 2012). Como tal, aproveitando a necessidade de desenvolver um sistema adequado de gestão estratégica, a integração desta ferramenta permitirá cumprir um requisito legislativo aproveitando uma ferramenta que ela própria funcionará como retrospetiva e perceber como decorreu o voo da sua organização. 3. DESENVOLVIMENTO DO MODELO Nesta secção pretende-se explicar a lógica de construção de um cockpit organizacional, os fatores críticos para implementação bem como a validação deste modelo. 3.1 Lógica de Construção A integração dos conceitos e ferramentas referidas na secção anterior, no âmbito da gestão estratégica de performance percebe-se que existe uma sequência estruturada e hierárquica. Da estratégia são definidos vetores ou objetivos estratégicos (OE) que são decompostos em objetivos de segundo nível ou objetivos operacionais (OB) inseridos em cada perspetiva utilizadas nas ferramentas de Kaplan e Norton. Posteriormente estes OB são decompostos em iniciativas ou atividades estratégicas com indicadores próprios e metas a cumprir. Por fim essas iniciativas ou atividades são formadas por um conjunto de ações que se realizam ao nível do colaborador, nas tarefas executadas diariamente. Com o Cockpit Organizacional (Páscoa, 2012) pretende-se reunir um conjunto de indicadores que permitam aos decisores perceber como decorre a execução da estratégia delineada. Para tal é necessário traduzir em números essa execução, através da medição do desempenho estratégico, para se perceber se está a caminhar para o sucesso ou se existem desvios que impliquem a aplicação de mecanismos de ajuste ou revisões necessárias. Ao criar as ligações de causa-efeito entre performances e indicadores obtém-se um sistema que articula a estratégia, que permite a comunicação com todos os intervenientes e que promove a constante articulação da estratégia com o meio envolvente da organização. Seguindo uma lógica aritmética se os OE traduzem a estratégia, a soma da concretização dos OE irá traduzir qual a execução da estratégia da organização, tal como demonstrado nas equações 1 e 2: (1) 21

O que é Balanced Scorecard?

O que é Balanced Scorecard? O que é Balanced Scorecard? A evolução do BSC de um sistema de indicadores para um modelo de gestão estratégica Fábio Fontanela Moreira Luiz Gustavo M. Sedrani Roberto de Campos Lima O que é Balanced Scorecard?

Leia mais

Balanced Scorecard: Modernidade na Gestão dos Negócios

Balanced Scorecard: Modernidade na Gestão dos Negócios Workshop A Competitividade das Empresas & o Balanced Scorecard Balanced Scorecard: Modernidade na Gestão JAIME RAMOS GUERRA JLM CONSULTORES DE GESTÃO, SA () INSTITUTO POLITECNICO DE LEIRIA jaime.guerra@jlm.pt

Leia mais

O Balanced Scorecard BSC e a gestão do desempenho estratégico nas organizações do terceiro setor.

O Balanced Scorecard BSC e a gestão do desempenho estratégico nas organizações do terceiro setor. 1 São Paulo, 06 de junho do 2003 O Balanced Scorecard BSC e a gestão do desempenho estratégico nas organizações do terceiro setor. Peter Drucker (2001 p.67), fez a seguinte afirmação ao se referir ao terceiro

Leia mais

Balanced Scorecard e SIADAP: Articulação, Integração e Desenvolvimento

Balanced Scorecard e SIADAP: Articulação, Integração e Desenvolvimento 50 Administração Pública Interface Balanced Scorecard e SIADAP: Articulação, Integração e Desenvolvimento O BSC poderá ser a solução quando a necessidade de mudança se centrar no alinhamento da organização

Leia mais

O controlo de gestão nas unidades de saúde: o Balanced Scorecard

O controlo de gestão nas unidades de saúde: o Balanced Scorecard O controlo de gestão nas unidades de saúde: o Balanced Scorecard P o r C a r l o s M a n u e l S o u s a R i b e i r o O Balanced Scorecard apresenta-se como alternativa viável aos tradicionais sistemas

Leia mais

Administração Judiciária

Administração Judiciária Administração Judiciária Planejamento e Gestão Estratégica Claudio Oliveira Assessor de Planejamento e Gestão Estratégica Conselho Superior da Justiça do Trabalho Gestão Estratégica Comunicação da Estratégia

Leia mais

Pretende-se que os estudantes adquiram os seguintes conhecimentos e competências:

Pretende-se que os estudantes adquiram os seguintes conhecimentos e competências: CONTABILIDADE DE GESTÃO NAS ENTIDADES PÚBLICAS [14006] GERAL Ano Letivo: 201516 Grupo Disciplinar: Contabilidade Pública ECTS: 4,5 Regime: EL Semestre: S1 OBJETIVOS Os objetivos da unidade curricular de

Leia mais

PROJETO UTILIZANDO QLIKVIEW PARA ESTUDO / SIMULAÇÃO DE INDICADORES

PROJETO UTILIZANDO QLIKVIEW PARA ESTUDO / SIMULAÇÃO DE INDICADORES PROJETO UTILIZANDO QLIKVIEW PARA ESTUDO / SIMULAÇÃO DE INDICADORES Fábio S. de Oliveira 1 Daniel Murara Barcia 2 RESUMO Gerenciar informações tem um sido um grande desafio para as empresas diante da competitividade

Leia mais

Business Intelligence Framework

Business Intelligence Framework Business Intelligence Framework José Peixoto and Júlio Lopes Departamento de Informática Universidade do Minho Abstract. Este artigo apresenta os elementos que constituem a Framework desenvolvida, bem

Leia mais

Controlo de Gestão. 2ª Edição. Lisboa, 8 e 15 de Maio de 2013. www.pwc.pt/academia. Academia da PwC. 2ª edição

Controlo de Gestão. 2ª Edição. Lisboa, 8 e 15 de Maio de 2013. www.pwc.pt/academia. Academia da PwC. 2ª edição www.pwc.pt/academia Controlo de Gestão 2ª Edição Lisboa, 8 e 15 de Maio de 2013 Academia da PwC 2ª edição Este curso permite-lhe compreender melhor os princípios do controlo de gestão, com especial enfoque

Leia mais

Qualider Consultoria e Treinamento Instrutor: José Roberto

Qualider Consultoria e Treinamento Instrutor: José Roberto BALANCED SCORECARD Qualider Consultoria e Treinamento Instrutor: José Roberto Por que a Implementação da Estratégia torna-se cada vez mais importante? Você conhece a Estratégia de sua Empresa? Muitos líderes

Leia mais

Pós-Graduação em Administração e Gestão de Escolas

Pós-Graduação em Administração e Gestão de Escolas Pós-Graduação em Administração e Gestão de Escolas ENQUADRAMENTO DO CURSO As escolas são estabelecimentos aos quais está confiada uma missão de serviço público, que consiste em dotar todos e cada um dos

Leia mais

As ações de formação ação no âmbito do presente Aviso têm, obrigatoriamente, de ser desenvolvidas com a estrutura a seguir indicada.

As ações de formação ação no âmbito do presente Aviso têm, obrigatoriamente, de ser desenvolvidas com a estrutura a seguir indicada. Anexo A Estrutura de intervenção As ações de formação ação no âmbito do presente Aviso têm, obrigatoriamente, de ser desenvolvidas com a estrutura a seguir indicada. 1. Plano de ação para o período 2016

Leia mais

Balanced Scorecard BSC. O que não é medido não é gerenciado. Medir é importante? Também não se pode medir o que não se descreve.

Balanced Scorecard BSC. O que não é medido não é gerenciado. Medir é importante? Também não se pode medir o que não se descreve. Balanced Scorecard BSC 1 2 A metodologia (Mapas Estratégicos e Balanced Scorecard BSC) foi criada por professores de Harvard no início da década de 90, e é amplamente difundida e aplicada com sucesso em

Leia mais

Serviço Público Inteligente

Serviço Público Inteligente Serviço Público Inteligente Sistemas de BI, decidir com base em informação de qualidade 15 de maio de 2013 Auditório B, Reitoria UNL Patrocínio Prata Patrocinadores Globais APDSI CALM António Gameiro Marques

Leia mais

1. METODOLOGIA APLICADA

1. METODOLOGIA APLICADA 1. METODOLOGIA APLICADA O propósito do planejamento pode ser definido como o desenvolvimento de processos, técnicas e atitudes administrativas que proporcionam uma situação viável de avaliar as implicações

Leia mais

AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO: CONCEITOS GERAIS E BSC. Antonieta E. M. Oliveira antonieta.oliveira@fgv.br

AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO: CONCEITOS GERAIS E BSC. Antonieta E. M. Oliveira antonieta.oliveira@fgv.br AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO: CONCEITOS GERAIS E BSC Antonieta E. M. Oliveira antonieta.oliveira@fgv.br INTRODUÇÃO Histórico dos indicadores de desempenho BSC (e ferramentas semelhantes) BSC no setor sistema

Leia mais

PLANO DE MELHORIA CONSERVATÓRIO DE MÚSICA DO PORTO

PLANO DE MELHORIA CONSERVATÓRIO DE MÚSICA DO PORTO PLANO DE MELHORIA DO 2015-2017 Conservatório de Música do Porto, 30 de outubro de 2015 1. Introdução... 3 2. Relatório de Avaliação Externa... 5 Pontos Fortes... 5 Áreas de Melhoria... 6 3. Áreas Prioritárias...

Leia mais

Ges tão Estra tégica: 3 - I m plantaç ão

Ges tão Estra tégica: 3 - I m plantaç ão Todos gostamos de belas palavras, porém poucos de nós as transformam em atos (Sun Tzu) INTRODUÇÃO Se oferecermos a um piloto de avião, duas aeronaves distintas para ele voar, qual delas escolheria? (i)

Leia mais

Sílvia Pereira Marketing e Comunicação Joana Santos SI de Gestão Estratégica

Sílvia Pereira Marketing e Comunicação Joana Santos SI de Gestão Estratégica Sílvia Pereira Marketing e Comunicação Joana Santos SI de Gestão Estratégica www.quidgest.com quidgest@quidgest.com Quem somos Desenvolvemos SI desde 1988 Trabalhamos com Grandes Empresas e Organismos

Leia mais

UTILIZANDO O BALANCED SCORECARD PARA GERENCIAR PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS. JOSÉILTON SILVEIRA DA ROCHA MS.c 1 PAULO MAURICIO SELIG Dr.

UTILIZANDO O BALANCED SCORECARD PARA GERENCIAR PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS. JOSÉILTON SILVEIRA DA ROCHA MS.c 1 PAULO MAURICIO SELIG Dr. UTILIZANDO O BALANCED SCORECARD PARA GERENCIAR PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS. JOSÉILTON SILVEIRA DA ROCHA MS.c 1 PAULO MAURICIO SELIG Dr. 1 UFBA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA JSROCHA@EPS.UFSC.BR UFSC UNIVERSIDADE

Leia mais

HR Scorecard Linking Strategy, People and Performance

HR Scorecard Linking Strategy, People and Performance www.pwc.pt/academy Linking Strategy, People and Performance Lisboa, 8 e 9 de abril de 2013 Academia da PwC Um curso onde irá conhecer as tendências e melhores práticas de alinhamento da estratégia com

Leia mais

Módulo 2. Origem do BSC, desdobramento do BSC, estrutura e processo de criação do BSC, gestão estratégica e exercícios

Módulo 2. Origem do BSC, desdobramento do BSC, estrutura e processo de criação do BSC, gestão estratégica e exercícios Módulo 2 Origem do BSC, desdobramento do BSC, estrutura e processo de criação do BSC, gestão estratégica e exercícios Origem do BSC Cenário Competitivos CONCORRENTE A CONCORRENTE C VISÃO DE FUTURO ESTRATÉGIA

Leia mais

Casos de Estudo nacionais Traduzir a estratégia em ação com o BSC. Joana Miguel Santos

Casos de Estudo nacionais Traduzir a estratégia em ação com o BSC. Joana Miguel Santos Casos de Estudo nacionais Traduzir a estratégia em ação com o BSC Joana Miguel Santos Caso de Sucesso: Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social

Leia mais

CONCORRÊNCIA E COMPETITIVIDADE

CONCORRÊNCIA E COMPETITIVIDADE CONCORRÊNCIA E COMPETITIVIDADE Capítulo 7 Balanced Scorecard ÍNDICE 7.1 O que é o Balanced Scorecard 7.2 Indicadores de Ocorrência 7.3 O Método 7.4 Diagramas de Balanced Scorecard Capítulo 7 - BALANCED

Leia mais

ORGANIZAÇÃO DO LIVRO

ORGANIZAÇÃO DO LIVRO Prefácio A performance dos serviços públicos constitui um tema que interessa a todos os cidadãos em qualquer país. A eficiência, a quantidade e a qualidade dos bens e serviços produzidos pelos organismos

Leia mais

GESTÃO DE TI NAS ORGANIZAÇÕES CONTEMPORÂNEAS

GESTÃO DE TI NAS ORGANIZAÇÕES CONTEMPORÂNEAS GESTÃO DE TI NAS ORGANIZAÇÕES CONTEMPORÂNEAS WALLACE BORGES CRISTO 1 JOÃO CARLOS PEIXOTO FERREIRA 2 João Paulo Coelho Furtado 3 RESUMO A Tecnologia da Informação (TI) está presente em todas as áreas de

Leia mais

Como tudo começou...

Como tudo começou... Gestão Estratégica 7 Implementação da Estratégica - BSC Prof. Dr. Marco Antonio Pereira pereira@marco.eng.br Como tudo começou... 1982 In Search of Excellence (Vencendo a Crise) vendeu 1.000.000 de livros

Leia mais

Ficha Técnica. Título: Educação Pré-Escolar e Avaliação

Ficha Técnica. Título: Educação Pré-Escolar e Avaliação Ficha Técnica Título: Educação Pré-Escolar e Avaliação Edição: Região Autónoma dos Açores Secretaria Regional da Educação e Ciência Direcção Regional da Educação Design e Ilustração: Gonçalo Cabaça Impressão:

Leia mais

GESTÃO ESTRATÉGICA COLÉGIO SESI ENSINO MÉDIO

GESTÃO ESTRATÉGICA COLÉGIO SESI ENSINO MÉDIO GESTÃO ESTRATÉGICA COLÉGIO SESI ENSINO MÉDIO Resumo Denis Pereira Martins 1 - SESI-PR Grupo de Trabalho Políticas Públicas, Avaliação e Gestão da Educação Básica Agência Financiadora: SESI PR O Sesi Paraná

Leia mais

Balanced Scorecard JAIME JOSÉ VELOSO

Balanced Scorecard JAIME JOSÉ VELOSO Balanced Scorecard JAIME JOSÉ VELOSO Wikipédia Balanced Scorecard (BSC) é uma metodologia de medição e gestão de desempenho desenvolvida pelos professores da Harvard Business School (HBS) Robert Kaplan

Leia mais

BALANCED SCORECARD NA ABORDAGEM POR PROCESSOS

BALANCED SCORECARD NA ABORDAGEM POR PROCESSOS APLICAÇÃO DA METODOLOGIA BALANCED SCORECARD NA ABORDAGEM POR PROCESSOS -1- AGENDA Quem somos Modelo de Gestão Gestão por Objectivos - BSC Conclusões e Resultados -2- AGENDA Quem somos -3- O QUE FAZEMOS

Leia mais

ESCOLA PAULISTA DE NEGOCIOS DISCIPLINA: ESTRATÉGIA E PLANEJAMENTO CORPORATIVO PROFESSOR: CLAUDEMIR DUCA VASCONCELOS ALUNOS: BRUNO ROSA VIVIANE DINIZ

ESCOLA PAULISTA DE NEGOCIOS DISCIPLINA: ESTRATÉGIA E PLANEJAMENTO CORPORATIVO PROFESSOR: CLAUDEMIR DUCA VASCONCELOS ALUNOS: BRUNO ROSA VIVIANE DINIZ ESCOLA PAULISTA DE NEGOCIOS DISCIPLINA: ESTRATÉGIA E PLANEJAMENTO CORPORATIVO PROFESSOR: CLAUDEMIR DUCA VASCONCELOS ALUNOS: BRUNO ROSA VIVIANE DINIZ INTRODUÇÃO Estratégia é hoje uma das palavras mais utilizadas

Leia mais

Gestão da Inovação no Contexto Brasileiro. Hugo Tadeu e Hérica Righi 2014

Gestão da Inovação no Contexto Brasileiro. Hugo Tadeu e Hérica Righi 2014 Gestão da Inovação no Contexto Brasileiro Hugo Tadeu e Hérica Righi 2014 INTRODUÇÃO Sobre o Relatório O relatório anual é uma avaliação do Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da FDC sobre as práticas

Leia mais

REENGENHARIA PARTE I

REENGENHARIA PARTE I REENGENHARIA PARTE I Introdução O que é a REENGHENHARIA? De acordo com a definição original de Hammer e Champy, a reengenharia é a Implementação de mudanças radicais que, ao redesenhar os processos de

Leia mais

Planeamento e estratégia

Planeamento e estratégia Planeamento e estratégia Tipos de planos e vantagens Etapas do processo de planeamento Informação para o planeamento Análise SWOT Definir missão e objectivos Processo de gestão estratégica Níveis da estratégia

Leia mais

AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO UMA REALIDADE INCONTORNÁVEL

AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO UMA REALIDADE INCONTORNÁVEL GREEN FESTIVAL, Centro de Congressos do Estoril Cascais, 22 de Setembro de 2009 Rui Cunha Marques rcmar@civil.ist.utl.pt CESUR, Instituto Superior Técnico Universidade Técnica de Lisboa AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO

Leia mais

Cerimónia de lançamento do contrato de colaboração entre o Estado Português e o Massachusetts Institute of Technology, MIT

Cerimónia de lançamento do contrato de colaboração entre o Estado Português e o Massachusetts Institute of Technology, MIT Cerimónia de lançamento do contrato de colaboração entre o Estado Português e o Massachusetts Institute of Technology, MIT Centro Cultural de Belém, Lisboa, 11 de Outubro de 2006 Intervenção do Secretário

Leia mais

PLANO DE AÇÃO E MELHORIA DO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE ALPENDORADA 1. INTRODUÇÃO

PLANO DE AÇÃO E MELHORIA DO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE ALPENDORADA 1. INTRODUÇÃO 1. INTRODUÇÃO A Lei nº 31/2012, de 20 de Dezembro, veio aprovar o sistema de avaliação dos estabelecimentos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, definindo orientações para a autoavaliação

Leia mais

Business Intelligence & Performance Management

Business Intelligence & Performance Management Como medir a evolução do meu negócio? Tenho informação para esta decisão? A medição da performance é uma dimensão fundamental para qualquer actividade de gestão. Recorrentemente, qualquer gestor vê-se

Leia mais

GESTÃO DA PERFORMANCE NOS SERVIÇOS PÚBLICOS MODELOS E ABORDAGENS PARA CONCRETIZAR A MUDANÇA

GESTÃO DA PERFORMANCE NOS SERVIÇOS PÚBLICOS MODELOS E ABORDAGENS PARA CONCRETIZAR A MUDANÇA GESTÃO DA PERFORMANCE NOS SERVIÇOS PÚBLICOS MODELOS E ABORDAGENS PARA CONCRETIZAR A MUDANÇA Francisco José Simões Pinto Centro Distrital de Segurança Social de Faro (aposentado); ESGHT Universidade do

Leia mais

janeiro.2015 Relatório Intercalar 2014/2015

janeiro.2015 Relatório Intercalar 2014/2015 Relatório Intercalar 2014/2015 Índice Introdução... 2 Aplicação do modelo estatístico VALOR ESPERADO... 3 Quadros relativos à aplicação do modelo estatístico de análise de resultados académicos... 5 Avaliação

Leia mais

Alimentamos Resultados

Alimentamos Resultados Alimentamos Resultados www..pt Somos uma equipa que defende que cada empresa é única, tem as suas características e necessidades e por isso cada projeto é elaborado especificamente para cada cliente. Feed

Leia mais

3. Estratégia e Planejamento

3. Estratégia e Planejamento 3. Estratégia e Planejamento Conteúdo 1. Conceito de Estratégia 2. Vantagem Competitiva 3 Estratégias Competitivas 4. Planejamento 1 Bibliografia Recomenda Livro Texto: Administração de Pequenas Empresas

Leia mais

PROPOSTA DE UM SOFTWARE PARA ACOMPANHAMENTO DE INDICADORES DE DESEMPENHO BASEADO NO BALANCED SCORECARD PARA INDÚSTRIAS DE BENS DE CAPITAL

PROPOSTA DE UM SOFTWARE PARA ACOMPANHAMENTO DE INDICADORES DE DESEMPENHO BASEADO NO BALANCED SCORECARD PARA INDÚSTRIAS DE BENS DE CAPITAL ! "#$ " %'&)(*&)+,.- /10.2*&4365879&4/1:.+58;.2*=?5.@A2*3B;.- C)D 5.,.5FE)5.G.+ &4- (IHJ&?,.+ /?=)5.KA:.+5MLN&OHJ5F&4E)2*EOHJ&)(IHJ/)G.- D - ;./);.& PROPOSTA DE UM SOFTWARE PARA ACOMPANHAMENTO DE INDICADORES

Leia mais

Executive Revolution Programs Competitive intelligence e inovação

Executive Revolution Programs Competitive intelligence e inovação Executive Revolution Programs Competitive intelligence e inovação Neste curso serão abordadas as melhores práticas que permitem gerir estrategicamente a informação, tendo em vista a criação de valor para

Leia mais

I. Balanced Scorecard - BSC

I. Balanced Scorecard - BSC MBA em Controladoria e Gestão Financeira (Aula 3) Prof. Marcio Rodrigues Sanches marcio@mrsconsult.com.br I. Balanced Scorecard - BSC O que é o BSC? O Balanced Scorecard é uma ferramenta gerencial que

Leia mais

FERRAMENTAS? a alterar, em muitas organizações, um. instrumento tão abrangente como um orçamento

FERRAMENTAS? a alterar, em muitas organizações, um. instrumento tão abrangente como um orçamento O QUE É IMPRESCINDÍVEL NUMA SOLUÇÃO DE ORÇAMENTAÇÃO E PREVISÃO? Flexibilidade para acomodar mudanças rápidas; Usabilidade; Capacidade de integração com as aplicações a montante e a jusante; Garantir acesso

Leia mais

Sistemas de Informação I

Sistemas de Informação I + Sistemas de Informação I Tipos de SI Ricardo de Sousa Britto rbritto@ufpi.edu.br + Introdução 2 n As organizações modernas competem entre si para satisfazer as necessidades dos seus clientes de um modo

Leia mais

PÓS-GRADUAÇÃO Lato Sensu. Gestão e Tecnologia da Informação

PÓS-GRADUAÇÃO Lato Sensu. Gestão e Tecnologia da Informação IETEC - INSTITUTO DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA PÓS-GRADUAÇÃO Lato Sensu Gestão e Tecnologia da Informação BAM: Analisando Negócios e Serviços em Tempo Real Daniel Leôncio Domingos Fernando Silva Guimarães Resumo

Leia mais

Moçambique. Agenda EVENTOS 2013 NEW!! INSCREVA-SE EM. Também in Company. inscrip@iirportugal.com. VISITE www.iirportugal.com

Moçambique. Agenda EVENTOS 2013 NEW!! INSCREVA-SE EM. Também in Company. inscrip@iirportugal.com. VISITE www.iirportugal.com Moçambique Agenda EVENTOS 2013 NEW!! Também in Company INSCREVA-SE EM inscrip@iirportugal.com VISITE www.iirportugal.com INOVAÇÃO Estimado cliente, Temos o prazer de lhe apresentar em exclusiva o novo

Leia mais

Desenvolver uma estratégia de marketing

Desenvolver uma estratégia de marketing Gerir - Guias práticos de suporte à gestão Desenvolver uma estratégia de marketing O principal objectivo de uma Estratégia de Marketing é o desenvolvimento do negócio, tendo em linha de conta, a análise

Leia mais

A ARTSOFT é uma empresa especializada no desenvolvimento e comercialização de soluções tecnológicas de apoio à gestão empresarial.

A ARTSOFT é uma empresa especializada no desenvolvimento e comercialização de soluções tecnológicas de apoio à gestão empresarial. POWERING BUSINESS QUEM SOMOS A ARTSOFT é uma empresa especializada no desenvolvimento e comercialização de soluções tecnológicas de apoio à gestão empresarial. Desde 1987 que desenvolvemos um trabalho

Leia mais

Logística Uma nova fórmula para o Exército CONCEITOS ESTRUTURANTES DA CIÊNCIA LOGÍSTICA

Logística Uma nova fórmula para o Exército CONCEITOS ESTRUTURANTES DA CIÊNCIA LOGÍSTICA Logística Uma nova fórmula para o Exército CONCEITOS ESTRUTURANTES DA CIÊNCIA LOGÍSTICA A Logística, ciência de origem militar que despontou das necessidades de preparação, movimentação e colocação de

Leia mais

Modelos, Métodos e Técnicas de Planejamento

Modelos, Métodos e Técnicas de Planejamento UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA Faculdade de Filosofia e Ciências Câmpus de Marília Departamento de Ciência da Informação Modelos, Métodos e Técnicas de Planejamento Profa. Marta Valentim Marília 2014 Modelos,

Leia mais

Agrupamento de Escolas da Moita. Plano de Melhoria. P r o v i s ó r i o P p P r o. Ano letivo 2013-14

Agrupamento de Escolas da Moita. Plano de Melhoria. P r o v i s ó r i o P p P r o. Ano letivo 2013-14 Agrupamento de Escolas da Moita Plano de Melhoria P r o v i s ó r i o P p P r o Ano letivo 2013-14 Moita, 22 de abril de 2015 A COMISSÃO DE AUTOAVALIAÇÃO o Célia Romão o Hélder Fernandes o Ana Bela Rodrigues

Leia mais

ITIL v3 melhora Gestão de Serviço de TI no CHVNG/Espinho

ITIL v3 melhora Gestão de Serviço de TI no CHVNG/Espinho Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho ITIL v3 melhora Gestão de Serviço de TI no CHVNG/Espinho Sumário País Portugal Sector Saúde Perfil do Cliente O Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho envolve

Leia mais

UNIVERSIDADE CATÓLICA PORTUGUESA Centro Regional das Beiras Pólo de Viseu Instituto Universitário de Desenvolvimento e Promoção Social

UNIVERSIDADE CATÓLICA PORTUGUESA Centro Regional das Beiras Pólo de Viseu Instituto Universitário de Desenvolvimento e Promoção Social UNIVERSIDADE CATÓLICA PORTUGUESA Centro Regional das Beiras Pólo de Viseu Instituto Universitário de Desenvolvimento e Promoção Social DISCIPLINA Controlo Informático da Gestão LICENCIATURA Informática

Leia mais

12 EXCEL MACROS E APLICAÇÕES

12 EXCEL MACROS E APLICAÇÕES INTRODUÇÃO O principal objetivo deste livro é auxiliar o leitor na sua aprendizagem sobre os recursos avançados do Excel em especial na interligação com o Visual Basic for Applications (VBA). Pretende-se

Leia mais

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO F O R M A Ç Ã O A V A N Ç A D A CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO FORMAÇÃO ESPECÍFICA PARA MEMBROS DA ORDEM DOS ENGENHEIROS ENQUADRAMENTO O CEGE/ISEG é um centro de investigação e projectos do ISEG Instituto

Leia mais

A Importância dos Recursos Humanos (Gestão de

A Importância dos Recursos Humanos (Gestão de A Importância dos Recursos Humanos (Gestão de Pessoas) na Gestão Empresarial Marketing Interno Licenciatura de Comunicação Empresarial 3º Ano Docente: Dr. Jorge Remondes / Discente: Ana Teresa Cardoso

Leia mais

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO SINTÉTICO 2013 2016 - REVISÃO 2014

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO SINTÉTICO 2013 2016 - REVISÃO 2014 Anexo à Resolução CGM 1.143 DE 08/07/2014 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO SINTÉTICO 2013 2016 - REVISÃO 2014 INTRODUÇÃO Este trabalho é o produto de discussões finalizados em fevereiro de 2014, junto à Comissão

Leia mais

Cenário Balanceado: Conceitos Gerais Uma Visão do Balanced Scorecard no EB

Cenário Balanceado: Conceitos Gerais Uma Visão do Balanced Scorecard no EB Cenário Balanceado: Conceitos Gerais Uma Visão do Balanced Scorecard no EB I. INTRODUÇÃO O BSC foi desenvolvido com o objetivo de resolver problemas de mensuração. As empresas estavam insatisfeitas com

Leia mais

FERRAMENTAS DA QUALIDADE BALANCED SCORECARD

FERRAMENTAS DA QUALIDADE BALANCED SCORECARD FERRAMENTAS DA QUALIDADE BALANCED SCORECARD Histórico Desenvolvimento do Balanced Scorecard: 1987, o primeiro Balanced Scorecard desenvolvido por Arthur Schneiderman na Analog Devices, uma empresa de porte

Leia mais

BALANCED SCORECARD. Balanced Scorecard

BALANCED SCORECARD. Balanced Scorecard Olá, pessoal! Hoje trago para vocês uma aula sobre um dos tópicos que será cobrado na prova de Analista do TCU 2008: o Balanced Scorecard BSC. Trata-se de um assunto afeto à área da Contabilidade Gerencial,

Leia mais

A FUNÇÃO CONTROLE. Orientação do controle

A FUNÇÃO CONTROLE. Orientação do controle A FUNÇÃO CONTROLE O controle é a ultima função da administração a ser analisadas e diz respeito aos esforços exercidos para gerar e usar informações relativas a execução das atividades nas organizações

Leia mais

XLM Innovation & Technology

XLM Innovation & Technology 01. APRESENTAÇÃO DA EMPRESA 2 01. Apresentação da empresa A XLM, sedeada em Aveiro, iniciou a sua atividade em 1995. Nesta data, a sua área de atuação cingia-se à venda, instalação e assistência técnica

Leia mais

Innovation. Management Process

Innovation. Management Process Innovation Management Process By SQUADRA Marketing & Sales Consultants Set. 14 O que é o IMP? (Innovation Management Process by Squadra) We bring ideas to your business! O IMP Innovation Management Process

Leia mais

Managing Team Performance

Managing Team Performance www.pwc.pt/academy Managing Team Performance Helping you push harder Lisboa, 22 e 24 de abril Academia da PwC Um curso onde irá conhecer as melhores práticas de gestão contínua de performance e de resultados

Leia mais

Curso Geral de Gestão. Pós Graduação

Curso Geral de Gestão. Pós Graduação Curso Geral de Gestão Pós Graduação Curso Geral de Gestão Pós Graduação Participamos num processo acelerado de transformações sociais, políticas e tecnológicas que alteram radicalmente o contexto e as

Leia mais

Programa Avançado de Gestão

Programa Avançado de Gestão PÓS GRADUAÇÃO Programa Avançado de Gestão Com o apoio de: Em parceria com: Nova School of Business and Economics Com o apoio de: PÓS GRADUAÇÃO Programa Avançado de Gestão A economia Angolana enfrenta hoje

Leia mais

Leader Coach. Creating high performance teams. Lisboa, 25 e 26 de junho de 2013. www.pwc.pt/academy. Academia da PwC

Leader Coach. Creating high performance teams. Lisboa, 25 e 26 de junho de 2013. www.pwc.pt/academy. Academia da PwC www.pwc.pt/academy Creating high performance teams Lisboa, 25 e 26 de junho de 2013 Academia da PwC Um curso onde irá conhecer as melhores práticas de gestão e desenvolvimento e equipas. Creating high

Leia mais

Training Manager. Certificação PwC. 7, 14 e 21 de março. www.pwc.pt/academy. Academia da PwC

Training Manager. Certificação PwC. 7, 14 e 21 de março. www.pwc.pt/academy. Academia da PwC www.pwc.pt/academy Training Manager Certificação PwC 7, 14 e 21 de março Academia da PwC As empresas líderes analisam quais as competências necessárias para o desempenho dos seus colaboradores, implementam

Leia mais

Formulação da Visão e da Missão

Formulação da Visão e da Missão Formulação da Visão e da Missão Zilta Marinho zilta@globo.com Os grandes navegadores sempre sabem onde fica o norte. Sabem aonde querem ir e o que fazer para chegar a seu destino. Com as grandes empresas

Leia mais

CALENDARIZAÇÃO DA ATIVIDADE FORMATIVA 2014. www.navegantescf.pt

CALENDARIZAÇÃO DA ATIVIDADE FORMATIVA 2014. www.navegantescf.pt CALENDARIZAÇÃO DA ATIVIDADE FORMATIVA 2014 FORMAÇÃO Início Fim Duração Horário Inscrição Contabilidade e Fiscalidade 01-10-2014 29-10-2014 21h P.L/S 100 Sensibilização e Orientação para o Cliente 02-10-2014

Leia mais

ESTRATÉGIAS EMPRESARIAIS

ESTRATÉGIAS EMPRESARIAIS ESTRATÉGIAS EMPRESARIAIS Patrícia de Oliveira 1 Angélica Patrícia de Souza 2 Roginéia de Araújo Paula 3 RESUMO Buscou-se apresentar neste artigo, os principais pontos das estratégias empresarias e quais

Leia mais

Gestão de Performance por KPIs

Gestão de Performance por KPIs Gestão de Performance por KPIs Henrique Brodbeck Diretor, Brodbeck Consultores em Informática Henrique Brodbeck Brodbeck Consultores em Informática e UFRGS Business Intelligence - BI Termo guarda-chuva

Leia mais

Ementa do MBA Executivo em Gestão Empresarial com ênfase em Locação de Equipamento Turma: SINDILEQ

Ementa do MBA Executivo em Gestão Empresarial com ênfase em Locação de Equipamento Turma: SINDILEQ Um jeito Diferente, Inovador e Prático de fazer Educação Corporativa Ementa do MBA Executivo em Gestão Empresarial com ênfase em Locação de Equipamento Turma: SINDILEQ Objetivo: Auxiliar o desenvolvimento

Leia mais

AGENDA 21 escolar. Pensar Global, agir Local. Centro de Educação Ambiental. Parque Verde da Várzea 2560-581 Torres Vedras 39º05'08.89" N 9º15'50.

AGENDA 21 escolar. Pensar Global, agir Local. Centro de Educação Ambiental. Parque Verde da Várzea 2560-581 Torres Vedras 39º05'08.89 N 9º15'50. AGENDA 21 escolar Pensar Global, agir Local Centro de Educação Ambiental Parque Verde da Várzea 2560-581 Torres Vedras 39º05'08.89" N 9º15'50.84" O 918 773 342 cea@cm-tvedras.pt Enquadramento A Agenda

Leia mais

Principal Projeto: Implementação do PEG-SEDEC

Principal Projeto: Implementação do PEG-SEDEC Principal Projeto: Implementação do PEG-SEDEC PROGRAMA EXCELÊNCIA GERENCIAL DA SEDEC ( PEG SEDEC ) 1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS a. O PEG-SEDEC é a ferramenta de implementação da estratégia de melhoria da

Leia mais

GESTÃO DOS RECURSOS HUMANOS E QUALIDADE DE SERVIÇO Indicadores de Desempenho na Gestão de Recursos Humanos

GESTÃO DOS RECURSOS HUMANOS E QUALIDADE DE SERVIÇO Indicadores de Desempenho na Gestão de Recursos Humanos GESTÃO DOS RECURSOS HUMANOS E QUALIDADE DE SERVIÇO Indicadores de Desempenho na Gestão de Recursos Humanos Luis Gaspar da ROSA 1 ;Paulo OLIVEIRA 2 ;Paulo LOPES 3 RESUMO A conjuntura económica atual vem

Leia mais

GESTÃO POR COMPETÊNCIAS

GESTÃO POR COMPETÊNCIAS Universidade Federal do Ceará Faculdade de Economia, Administração, Atuária, Contabilidade e Secretariado Curso de Administração de Empresas GESTÃO POR COMPETÊNCIAS MAURICIO FREITAS DANILO FREITAS Disciplina

Leia mais

REFERENCIAL PARA A CONTRATUALIZAÇÃO DE AÇÕES DE CAPACITAÇÃO

REFERENCIAL PARA A CONTRATUALIZAÇÃO DE AÇÕES DE CAPACITAÇÃO PROGRAMA TEIP3 REFERENCIAL PARA A CONTRATUALIZAÇÃO DE AÇÕES DE CAPACITAÇÃO Novembro de 2013 DGE / EPIPSE Programa TEIP3 Página 1 de 5 A Direção-Geral de Educação, através da EPIPSE, após análise de conteúdo

Leia mais

Gerenciamento Estratégico e EHS Uma parceria que dá certo

Gerenciamento Estratégico e EHS Uma parceria que dá certo Gerenciamento Estratégico e EHS Uma parceria que dá certo INTRODUÇÃO O Balanced Scorecard (BSC) é uma metodologia desenvolvida para traduzir, em termos operacionais, a Visão e a Estratégia das organizações

Leia mais

O POSICIONAMENTO DA ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO NA GOVERNANÇA DE TI

O POSICIONAMENTO DA ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO NA GOVERNANÇA DE TI O POSICIONAMENTO DA ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO NA GOVERNANÇA DE TI Claudio Gottschalg Duque Professor Departamento de Ciência da Informação Universidade de Brasília (UnB) Brasil Mauricio Rocha Lyra Aluno

Leia mais

O Fórum Económico de Marvila

O Fórum Económico de Marvila Agenda O Fórum Económico de Marvila A iniciativa Cidadania e voluntariado: um desafio para Marvila A Sair da Casca O voluntariado empresarial e as políticas de envolvimento com a comunidade Tipos de voluntariado

Leia mais

Implementação do Processo de Avaliação Inclusiva

Implementação do Processo de Avaliação Inclusiva Implementação do Processo de Avaliação Inclusiva Na parte final da fase 1 do projecto Processo de Avaliação em Contextos Inclusivos foi discutido o conceito processo de avaliação inclusiva e prepararam-se

Leia mais

Planejamento de sistemas de informação.

Planejamento de sistemas de informação. Planejamento de sistemas de informação. O planejamento de sistemas de informação e da tecnologia da informação é o processo de identificação das aplicações baseadas em computadores para apoiar a organização

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL NA GESTÃO EMPRESARIAL

A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL NA GESTÃO EMPRESARIAL A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL NA GESTÃO EMPRESARIAL Aldemar Dias de Almeida Filho Discente do 4º ano do Curso de Ciências Contábeis Faculdades Integradas de Três Lagoas AEMS Élica Cristina da

Leia mais

Premier. Quando os últimos são os Primeiros

Premier. Quando os últimos são os Primeiros Premier Quando os últimos são os Primeiros Fundada em 1997 Especializada no desenvolvimento de soluções informáticas de apoio à Gestão e consultoria em Tecnologias de Informação. C3im tem como principais

Leia mais

MINISTÉRIO DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS. Coerência das Políticas: O Desafio do Desenvolvimento. Sessão Pública ABERTURA

MINISTÉRIO DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS. Coerência das Políticas: O Desafio do Desenvolvimento. Sessão Pública ABERTURA MINISTÉRIO DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS Coerência das Políticas: O Desafio do Desenvolvimento Sessão Pública 19.01.2011 Assembleia da República ABERTURA Senhor Presidente da Comissão dos Negócios Estrangeiros

Leia mais

ISAL INSTITUTO SUPERIOR DE ADMINISTRAÇÃO E LÍNGUAS PLANO DE ATIVIDADES

ISAL INSTITUTO SUPERIOR DE ADMINISTRAÇÃO E LÍNGUAS PLANO DE ATIVIDADES ISAL INSTITUTO SUPERIOR DE ADMINISTRAÇÃO E LÍNGUAS PLANO DE ATIVIDADES 2015 2 Formar gestores e quadros técnicos superiores, preparados científica e tecnicamente para o exercício de funções na empresa

Leia mais

FACULDADE REDENTOR NUCLEO DE APOIO EMPRESARIAL CURSO DE ADMINISTRAÇÃO

FACULDADE REDENTOR NUCLEO DE APOIO EMPRESARIAL CURSO DE ADMINISTRAÇÃO FACULDADE REDENTOR NUCLEO DE APOIO EMPRESARIAL CURSO DE ADMINISTRAÇÃO Justificativa: As transformações ocorridas nos últimos anos têm obrigado as organizações a se modificarem constantemente e de forma

Leia mais

curso de especialização em gestão

curso de especialização em gestão F OR M A Ç Ã O A V A N Ç A D A curso de especialização em gestão FORMAÇÃO ESPECÍFICA PARA MEMBROS DA ORDEM DOS ENGENHEIROS Enquadramento O CEGE/ISEG é um centro de investigação e projectos do ISEG Instituto

Leia mais

Implementação de estratégias

Implementação de estratégias Etapa 1 Etapa 2 Etapa 3 Etapa 4 Etapa 5 Disciplina Gestão Estratégica e Serviços 7º Período Administração 2013/2 Implementação de estratégias Agenda: Implementação de Estratégias Visão Corporativa sobre

Leia mais

Finanças para Não Financeiros

Finanças para Não Financeiros www.pwc.pt/academy Finanças para Não Financeiros Academia da PwC Este curso permite-lhe compreender melhor as demonstrações financeiras, os termos utilizados e interpretar os principais indicadores sobre

Leia mais

POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO E ENGAJAMENTO COM PÚBLICOS DE INTERESSE DAS EMPRESAS ELETROBRAS

POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO E ENGAJAMENTO COM PÚBLICOS DE INTERESSE DAS EMPRESAS ELETROBRAS POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO E ENGAJAMENTO COM PÚBLICOS DE INTERESSE DAS Versão 2.0 09/02/2015 Sumário 1 Objetivo... 3 1.1 Objetivos Específicos... 3 2 Conceitos... 4 3 Princípios... 5 4 Diretrizes... 5 4.1

Leia mais

PROGRAMA DE METODOLOGIA DO ENSINO DE HISTÓRIA

PROGRAMA DE METODOLOGIA DO ENSINO DE HISTÓRIA PROGRAMA DE METODOLOGIA DO ENSINO DE HISTÓRIA 11ª, 12ª e 13ª classes Formação de Professores do 1º Ciclo do Ensino Secundário Ficha Técnica Título Programa de Metodologia do Ensino de História - 11ª, 12ª

Leia mais

BSC Balance Score Card

BSC Balance Score Card BSC (Balance Score Card) BSC Balance Score Card Prof. Gerson gerson.prando@fatec.sp.gov.br Uma das metodologias mais visadas na atualidade éobalanced ScoreCard, criada no início da década de 90 por Robert

Leia mais

ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO ADMINISTRATIVA E FINANCEIRA

ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO ADMINISTRATIVA E FINANCEIRA ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO ADMINISTRATIVA E FINANCEIRA ABERTURA A People & Skills foi criada para responder às necessidades de um mercado cada vez mais apostado em desenvolver e consolidar competências que

Leia mais