Eleições 2014 MANUAL DO CANDIDATO. Propaganda Eleitoral e nfrações Eleitorais VOTE VOTE VOTE. Tribunal Regional Eleitoral de Goiás

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1 Eleições 2014 MANUAL DO CANDIDATO Propaganda Eleitoral e nfrações Eleitorais VOTE VOTE VOTE Tribunal Regional Eleitoral de Goiás

2 Nota: O Tribunal Superior Eleitoral, na sessão de 24/06/2014, respondeu à Consulta de nº e entendeu, por maioria, que a Minirreforma Eleitoral (Lei nº /2013) não é aplicável às Eleições Gerais de 2014, uma vez que as alterações legislativas que envolvam procedimento eleitoral devem atender aos princípios da anterioridade e anualidade previstos no art. 16 da Constituição Federal de 1988.

3 EXPEDIENTE ATUALIZAÇÃO DO TEXTO E PESQUISA DA LEGISLAÇÃO Secretaria Judiciária Flávia de Castro Dayrell Coordenadoria de Jurisprudência, Legislação e Arquivo Cláudia Eneida de Rezende Mikael Seção de Jurisprudência Marina Viana Pereira Nelcinilda Pequeno Morais Cruvinel Raquel de Andrade Machado Moreira Valéria Bessa de Castro Marinho Isabella Cristhina Prado Ribeiro PROJETO GRÁFICO Seção de Pesquisa e Editoração George da Costa Rolim Júnior Emerson Souza Couto Keila Furtado Camila Silva Ramos (Ilustração) Israel Silvino Batista Neto (Capa) Lucas Lustosa de Brito (Ilustração)

4 TRIBUNAL PLENO Composição em junho de 2014 Presidente Desembargador Walter Carlos Lemes Vice-Presidente e Corregedor Regional Eleitoral Desembargador Kisleu Dias Maciel Filho Desembargador Zacarias Neves Coelho - Substituto Desembargador Luiz Eduardo de Sousa - Substituto Juiz Federal Leão Aparecido Alves Jesus Crisóstomo de Almeida Substituto Juízes de Direito Fábio Cristovão de Campos Faria Sebastião Luiz Fleury Fabiano Abel de Aragão Fernandes Substituto Fernando de Castro Mesquita - Substituto Juristas Airton Fernandes de Campos Marcelo Arantes de Melo Borges Luciano Mtanios Hanna Substituto Procurador Regional Eleitoral Marcello Santiago Wolff Ailton Benedito de Souza - Substituto Ouvidor Regional Eleitoral Sebastião Luiz Fleury

5 ESTRUTURA ADMINISTRATIVA Diretor-Geral Rodrigo Leandro da Silva Secretária Judiciária Flávia de Castro Dayrell Secretário de Administração e Orçamento Antônio Celso Ramos Jubé Secretário de Gestão de Pessoas Marcus Flávio Nolêto Jubé Secretário de Tecnologia da Informação Dory Gonzaga Rodrigues

6 APRESENTAÇÃO Caro leitor, O Tribunal Regional Eleitoral de Goiás apresenta a segunda fase do Manual do Candidato, publicação que, de forma resumida e simples, visa orientar os candidatos quanto a temas relacionados a propaganda eleitoral, condutas vedadas aos agentes públicos e crimes eleitorais mais frequentes durante as eleições. Para elaboração deste material, foram pesquisadas as Resoluções do Tribunal Superior Eleitoral para as Eleições 2014 e a legislação eleitoral, especialmente, a Lei nº 9.504/1997 (Lei das Eleições) que sofreu algumas alterações após a publicação da Lei nº /2013 (Minirreforma Eleitoral). Nesse ponto, ressalta- -se a importância do acompanhamento do entendimento do Tribunal Superior Eleitoral e Tribunal Regional Eleitoral de Goiás quanto à aplicação integral ou parcial dos dispositivos da Lei nº /2013 nas próximas eleições. Registre-se que o conteúdo da publicação ora apresentada não vincula o entendimento de qualquer Juiz ou Tribunal Eleitoral, mas representa uma ferramenta colocada à disposição da sociedade para facilitar o trabalho de todos os envolvidos nas eleições. Boa leitura!

7 SUMÁRIO CAPÍTULO I - PROPAGANDA ELEITORAL 1. REGRA GERAL Início da propaganda eleitoral Propaganda intrapartidária Propaganda partidária proibida Propaganda eleitoral extemporânea ou antecipada Requisitos Menção à legenda partidária Menção do nome do candidato a vice ou a suplente de Senador Realização em língua nacional Propaganda vedada Propaganda em alguns locais, uso de som e horário Propaganda em sedes dos Partidos Políticos e Comitês Propaganda com uso de som...13

8 5. Comício Propaganda em bens Públicos e de uso comum Particulares Excessos na propaganda eleitoral Vedações ao candidato Brindes e doações realizadas por candidato Outdoor Showmício Inaugurações de obras públicas Folhetos, adesivos, volantes e impressos Propaganda eleitoral na imprensa Escrita Programação normal e noticiário no rádio e na televisão Debates Propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão Direito de resposta...24

9 11. Propaganda eleitoral na internet Início Formas de realização Vedação Direito de resposta Cadastro eletrônico Responsabilidade do provedor de conteúdo e de serviços multimídia Mensagem eletrônica Mensagem via telemarketing Atribuição indevida de autoria Danos morais em propaganda eleitoral Retirada da propaganda eleitoral...29 CAPÍTULO II - CONDUTAS VEDADAS AOS AGENTES PÚBLICOS EM CAMPANHA ELEITORAL...29 CAPÍTULO III - CAPTAÇÃO ILÍCITA DE SUFRÁGIO (COMPRA DE VOTO) CAPÍTULO IV - CRIMES ELEITORAIS...34 CAPÍTULO V - CONTAGEM REGRESSIVA...36

10 CAPÍTULO I - PROPAGANDA ELEITORAL 1. REGRA GERAL 1.1. Início da propaganda eleitoral Lei n 9.504/97, art. 36, caput e 2 e Resolução TSE n /14, art. 2, caput. A propaganda eleitoral somente será permitida a partir de 6 de julho de Propaganda intrapartidária Lei n 9.504/97, art. 36, 1 e 3º e Resolução TSE nº /14, art. 2º, 1ºe 4º. Ao postulante à candidatura a cargo eletivo é permitida a realização (na quinzena anterior à escolha pelo partido político) de propaganda intrapartidária com vista à indicação de seu nome, inclusive mediante a afixação de faixas e cartazes em local próximo da convenção, com mensagem aos convencionais, vedado o uso de rádio, televisão e outdoor, sob pena de multa no valor de R$ 5.000,00 a R$ ,00 ou equivalente ao custo da propaganda, se este for maior Propaganda partidária proibida Lei n 9.504/97, art. 36, 2, Resolução TSE nº /14, art. 2º, 3º. A partir de 1º de julho de 2014 fica proibida a propaganda partidária gratuita, prevista na Lei nº 9.096/95, e qualquer tipo de propaganda política paga no rádio e na televisão Propaganda eleitoral extemporânea ou antecipada Não será considerada propaganda eleitoral antecipada ou extemporânea: 9

11 Lei n 9.504/97, art. 36-A, I a V, alterada pela Lei nº /13 e Resolução TSE nº /14, art. 3º. a participação de filiados a partidos políticos ou de pré-candidatos em entrevistas, programas, encontros ou debates no rádio, na televisão e na internet, inclusive com a exposição de plataformas e projetos políticos, observado pelas emissoras de rádio e de televisão o dever de conferir tratamento isonômico; a realização de encontros, seminários ou congressos, em ambiente fechado e às expensas dos partidos políticos, para tratar da organização dos processos eleitorais, discussão de políticas públicas, planos de governo ou alianças partidárias visando às eleições, podendo tais atividades ser divulgadas pelos instrumentos de comunicação intrapartidária; a realização de prévias partidárias e sua divulgação pelos instrumentos de comunicação intrapartidária e pelas redes sociais; a divulgação de atos de parlamentares e debates legislativos, desde que não se faça pedido de votos; a manifestação e o posicionamento pessoal sobre questões políticas nas redes sociais. A transmissão ao vivo por emissoras de rádio e de televisão das prévias partidárias é vedada. Será considerada propaganda eleitoral antecipada ou extemporânea: Lei n 9.504/97, art. 36-B, alterada pela Lei nº /13. A convocação, por parte do Presidente da República, dos Presidentes da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do Supremo 10

12 Tribunal Federal, de redes de radiodifusão para divulgação de atos que denotem propaganda política ou ataques a partidos políticos e seus filiados ou instituições. 2. REQUISITOS 2.1. Menção à legenda partidária Código Eleitoral, art. 242 e Resolução TSE n /14, art. 5 e 7º. Eleição majoritária: a coligação usará, obrigatoriamente sob a sua denominação, as legendas de todos os partidos que a integram. Eleição proporcional: cada partido usará apenas sua legenda sob o nome da coligação Menção do nome do candidato a vice ou a suplentes de Senador Lei n 9.504/97, art. 36, 4 e Resolução TSE n /14, art. 8. Na propaganda dos candidatos a Presidente da República, a Governador do Estado ou do Distrito Federal e a Senador, deverá constar, também, o nome dos candidatos a Vice-Presidente, a Vice-Governador e a suplentes de Senador, de modo claro e legível, em tamanho não inferior a 10% do nome do titular Realização em língua nacional Código Eleitoral, art. 242 e Resolução TSE n /14, art. 5, caput. A propaganda só poderá ser feita em língua nacional, proibido o uso de língua estrangeira e a criação de estados mentais, emocionais ou passionais na opinião pública. 3. PROPAGANDA VEDADA Código Eleitoral, art. 243 e Resolução TSE nº /14, art

13 Não será tolerada propaganda: de guerra, processos violentos para subverter o regime, a ordem política e social ou preconceitos de raça ou classes; que provoque animosidade entre as Forças Armadas ou contra elas, ou delas contra as classes e as instituições civis; de incitamento de atentado contra pessoa ou bens; de instigação à desobediência coletiva ao cumprimento da lei de ordem pública; que implique em oferecimento, promessa ou solicitação de dinheiro, dádiva, rifa, sorteio ou vantagem de qualquer natureza; que perturbe o sossego público, com algazarra ou abusos de instrumentos sonoros ou sinais acústicos; por meio de impressos ou de objeto que pessoa, inexperiente ou rústica, possa confundir com moeda; que prejudique a higiene e a estética urbana ou contravenha a posturas municipais ou a qualquer outra restrição de direito; que caluniar, difamar ou injuriar qualquer pessoa, bem como órgãos ou entidades que exerçam autoridade pública; que desrespeite os símbolos nacionais. 4. PROPAGANDA EM ALGUNS LOCAIS, USO DE SOM E HORÁRIO A propaganda partidária ou eleitoral em recinto aberto ou fechado: 12

14 Lei n 9.504/97, art. 39, caput, 1º e 2, e Resolução TSE n /14, art. 9. não depende de licença da polícia; deverá ser comunicada à autoridade policial com, no mínimo, 24h de antecedência, para que esta lhe garanta, segundo a prioridade do aviso, o direito contra quem pretenda usar o local no mesmo dia e horário. A autoridade policial tomará providências necessárias à garantia da realização do ato, ao funcionamento do tráfego e dos serviços públicos que o evento possa afetar Propaganda em sedes dos Partidos Políticos e Comitês Código Eleitoral, art. 244, I e Resolução TSE nº /14, art. 10, caput e incs. I, II e IV É assegurado aos partidos políticos e coligações, independente de licença de autoridade pública e pagamento de qualquer contribuição: inscrever, na fachada de suas sedes e dependências, o nome que os designe, pela forma que melhor lhes parecer ; fazer inscrever, na fachada dos seus comitês e demais unidades, o nome que os designe, da coligação ou do candidato, respeitado o tamanho máximo de 4m² ; comercializar material de divulgação institucional, desde que não contenha nome e número de candidato, bem como cargo em disputa Propaganda com uso de som Lei n 9.504/97, art. 39, 3, I a III e Resolução TSE nº /14, art. 10, inc. III e 1º. O funcionamento de alto-falantes ou amplificadores de som somente é permitido entre as 8h e 22h, 13

15 no período compreendido entre o início da propaganda eleitoral e a véspera da eleição, nas sedes e dependências dos partidos políticos, assim como em veículos seus ou à sua disposição. Minirreforma Eleitoral - Lei nº12.891/13, art.39, 11 e 12 É permitida a circulação de carros de som e minitrios como meio de propaganda eleitoral, desde que observado o limite de 80 (oitenta) decibéis de nível de pressão sonora, medido a 7 (sete) metros de distância do veículo. Carro de som: veículo automotor que usa equipamento de som com potência nominal de amplificação de, no máximo, watts; Minitrio: veículo automotor que usa equipamento de som com potência nominal de amplificação maior que watts e até watts; Trio elétrico: veículo automotor que usa equipamento de som com potência nominal de amplificação maior que watts. São vedadas a instalação e o uso dos alto-falantes ou amplificadores de som em distância inferior a 200m : das sedes dos Poderes Executivo e Legislativo da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; das sedes dos órgãos judiciais, dos quartéis, e outros estabelecimentos militares; dos hospitais e casas de saúde; das escolas, bibliotecas públicas, igrejas e teatros, quando em funcionamento. 5. COMÍCIO Lei n 9.504/97, art. 39, 4 e 10 com a redação da Lei nº /13 14

16 e Resolução TSE n /14, art. 10, 2º. Na realização de comícios poderá ser utilizada a aparelhagem de sonorização fixa e trio elétrico, no horário compreendido entre as 8h e 24h, com exceção do comício de encerramento da campanha, que poderá ser prorrogado por mais 2 (duas) horas. Fica vedada a utilização de trios elétricos em campanhas eleitorais, exceto para a sonorização de comícios. 6. PROPAGANDA EM BENS 6.1. Públicos e de uso comum Lei n 9.504/97, art. 37, alterado pela Lei nº /13 e Resolução TSE nº /14, art. 11. Nos bens cujo uso dependa de cessão ou permissão do Poder Público, ou que a ele pertençam, e nos de uso comum, inclusive postes de iluminação pública e sinalização de tráfego, viadutos, passarelas, pontes, paradas de ônibus e outros equipamentos urbanos, é vedada a veiculação de propaganda de qualquer natureza, inclusive pichação, inscrição a tinta, fixação de placas, estandartes, faixas, cavaletes e assemelhados. A veiculação de propaganda em desacordo com o disposto acima, sujeita o infrator, no prazo de 48h, a removê-la e restaurar o bem, sob pena de multa no valor R$ 2.000,00 a R$ 8.000,00, ou defender-se. Bens de uso comum, para fins eleitorais, são aqueles a que a população em geral tem acesso, tais como cinemas, clubes, lojas, centros comerciais, templos, ginásios, estádios, ainda que de propriedade privada. 15

17 Nas árvores e nos jardins localizados em áreas públicas, bem como em muros, cercas e tapumes divisórios, não é permitida a colocação de propaganda eleitoral de qualquer natureza, mesmo que não lhes cause dano. É permitida a colocação de mesas para distribuição de material de campanha e a utilização de bandeiras ao longo das vias públicas, desde que móveis e que não dificultem o bom andamento do trânsito de pessoas e veículos. A Lei nº /13 proibiu a colocação de cavaletes e assemelhados. A mobilidade referida no parágrafo anterior estará caracterizada com a colocação e a retirada dos meios de propaganda entre as 6 h e as 22 h. Nas dependências do Poder Legislativo, a veiculação de propaganda eleitoral ficará a critério da Mesa Diretora Particulares Resolução TSE nº /14, art. 12 e Lei nº 9.504/97, art. 37, 2º e 8º. Em bens particulares, independe da obtenção de licença municipal e de autorização da Justiça Eleitoral a veiculação de propaganda eleitoral por meio da fixação de faixas, placas, cartazes, pinturas ou inscrições, desde que não excedam a 4 m², não contrariem a legislação eleitoral e sejam realizados de forma espontânea e gratuita. A justaposição de placas cuja dimensão exceda a 4m² caracteriza propaganda irregular, em razão do efeito visual único, ainda que a publicidade, individualmente, tenha respeitado o limite previsto de 4m². 7. EXCESSOS NA PROPAGANDA ELEITORAL Os excessos na propaganda eleitoral que resultem no uso in- 16

18 devido, desvio ou abuso do poder econômico ou poder de autoridade, ou na utilização indevida de veículos ou meios de comunicação social, serão apurados nos termos do art. 22 da Lei Complementar nº 64/90. Qualquer partido político, coligação, candidato ou Ministério Público Eleitoral, poderá representar à Justiça Eleitoral, diretamente ao Corregedor-Geral ou Regional, relatando fatos e indicando provas, indícios e circunstâncias e pedir abertura de investigação judicial. 8. VEDAÇÕES AO CANDIDATO 8.1. Brindes e doações realizadas por candidato Lei nº 9.504/97, arts. 23, 5º, 39, 6º e Resolução TSE nº /14, art. 10, 3º. São vedadas na campanha eleitoral a confecção, utilização, distribuição por comitê, candidato ou com sua autorização, de camisetas, chaveiros, bonés, canetas, brindes, cestas básicas ou quaisquer outros bens ou materiais que possam proporcionar vantagem ao eleitor. São vedadas quaisquer doações em dinheiro, bem como de troféus, prêmios, ajudas de qualquer espécie feitas por candidato às pessoas físicas ou jurídicas, entre o registro de candidatura e a data da eleição Outdoor Lei nº 9.504/97, art. 39, 8º, alterado pela Lei nº /13 e Resolução TSE nº /14, art. 18. É vedada a propaganda eleitoral por meio de outdoors, inclusive eletrônicos, sujeitando-se a empresa responsável, os partidos políticos, coligações e candidatos à imediata retirada da propaganda irregular e ao pagamento de multa no valor de R$ 5.320,50 a R$ ,50. 17

19 8.3. Showmício Lei nº 9.504/97, art. 39, 7º e Resolução TSE nº /14, art. 10, 4º. É proibida a realização de showmício e de evento assemelhado para promoção de candidatos, bem como a apresentação, remunerada ou não, de artistas com a finalidade de animar comício e reunião eleitoral. Código Eleitoral, art. 240, parágrafo único e Resolução TSE n /14, art. 4. É vedada, desde 48h antes até 24h depois da eleição, de (03/10/2014 a 06/10/2014), a veiculação de qualquer propaganda política no rádio ou na televisão e, ainda, a realização de comícios ou reuniões públicas, ressalvada a propaganda na internet. Na vedação de veicular propaganda no rádio e TV estão incluídas as rádios comunitárias, os canais de TV que operam em UHF, VHF e TV por assinatura. 8.4 Inaugurações de obras públicas Lei n 9.504/97, art. 77 e Resolução TSE nº /14, art. 53. É proibido a qualquer candidato comparecer, a partir de 5 de julho de 2014, a inaugurações de obras públicas. A inobservância desta proibição sujeita o infrator à cassação do registro ou do diploma. 9. FOLHETOS, ADESIVOS, VOLANTES E IMPRESSOS Lei nº 9.504/97, art. 38, alterado pela Lei nº /13 e Resolução TSE n /14, art. 13. Independe da obtenção de licença municipal e de autorização 18

20 da Justiça Eleitoral a veiculação de propaganda eleitoral pela distribuição de folhetos, adesivos, volantes e outros impressos, os quais devem ser editados sob a responsabilidade do partido político, da coligação ou do candidato. Todo material impresso de campanha eleitoral deverá conter o número de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) ou o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) do responsável pela confecção, bem como de quem a contratou, e a respectiva tiragem. Minirreforma Eleitoral - Lei nº /13 Os adesivos poderão ter a dimensão máxima de 50 por 40 centímetros. É proibido colar propaganda eleitoral em veículos, exceto adesivos microperfurados até a extensão total do para-brisa traseiro e, em outras posições, adesivos até a dimensão máxima fixada de 50x40 cm. 10. PROPAGANDA ELEITORAL NA IMPRENSA Escrita Lei nº 9.504/97, art. 43, e Resolução TSE nº /14, art. 27. São permitidas, até a antevéspera (03/10/2014) das eleições, a divulgação paga, na imprensa escrita e a reprodução na internet do jornal impresso, de até 10 (dez) anúncios de propaganda eleitoral, por veículo de comunicação social, em datas diversas, para cada candidato, no espaço máximo, por edição, de 1/8 (um oitavo) de página de jornal padrão e 1/4 (um quarto) de página de revista ou tabloide. Deverá constar do anúncio, de forma visível, o valor pago pela inserção. 19

21 Não caracterizará propaganda eleitoral a divulgação de opinião favorável a candidato, a partido político ou a coligação pela imprensa escrita, desde que não seja matéria paga, mas os abusos e os excessos, assim como as demais formas de uso indevido do meio de comunicação, serão apurados e punidos nos termos do art. 22 da Lei Complementar nº 64/90. É autorizada a reprodução virtual das páginas do jornal impresso na internet, desde que seja feita no sítio do próprio jornal, independentemente do seu conteúdo, devendo ser respeitado integralmente o formato gráfico e o conteúdo editorial da versão impressa Programação normal e noticiário no rádio e na televisão Lei n 9.504/97, art. 45, I a VI e 1º e Resolução TSE n /14, art. 28, I a V, e 1º. A partir de 1º de julho de 2014, é vedado às emissoras de rádio e televisão, em sua programação normal e noticiário: transmitir, ainda que sob a forma de entrevista jornalística, imagens de realização de pesquisa ou qualquer outro tipo de consulta popular de natureza eleitoral em que seja possível identificar o entrevistado ou em que haja manipulação de dados; usar trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que, de qualquer forma, degradem ou ridicularizem candidato, partido político ou coligação, bem como produzir ou veicular programa com esse efeito; veicular propaganda política ou difundir opinião favorável ou contrária a candidato, partido político ou coligação, a seus órgãos ou representantes; dar tratamento privilegiado a candidato, partido político ou coligação; 20 veicular ou divulgar filmes, novelas, minisséries ou qualquer

22 outro programa com alusão ou crítica a candidato ou partido político, mesmo que dissimuladamente, exceto programas jornalísticos ou debates políticos; divulgar nome de programa que se refira a candidato escolhido em convenção, ainda quando preexistente, inclusive se coincidente com o nome do candidato ou o nome por ele indicado para uso na urna eletrônica. Sendo o nome do programa o mesmo que o do candidato, fica proibida a sua divulgação, sob pena de cancelamento do respectivo registro. A partir do resultado da convenção, é vedado, ainda, às emissoras transmitir programa apresentado ou comentado por candidato escolhido em convenção Debates Lei n 9.504/97, art. 46 e Resolução TSE nº /14, arts. 29, 30 e 31. É facultada a transmissão, por rádio e televisão de debates sobre as eleições majoritária ou proporcional. O debate será realizado segundo as regras estabelecidas em acordo celebrado entre todos os partidos políticos e a pessoa jurídica interessada na realização do evento, dando-se ciência à Justiça Eleitoral. Inexistindo acordo, os debates transmitidos por emissora de rádio ou televisão deverão obedecer as seguintes regras: I- nas eleições majoritárias, a apresentação dos debates poderá ser feita: a) em conjunto, estando presentes todos os candidatos ao mesmo cargo eletivo; 21

23 b) em grupos, estando presentes, no mínimo, 3 candidatos; II- nas eleições proporcionais, os debates deverão ser organizados de modo que assegurem a presença de número equivalente de candidatos de todos os partidos políticos e coligações a um mesmo cargo eletivo, podendo desdobrar-se em mais de um dia; III- os debates deverão ser parte de programação previamente estabelecida e divulgada pela emissora, fazendo-se mediante sorteio a escolha do dia e da ordem de fala de cada candidato. É admitida a realização de debate sem a presença de candidato de algum partido político ou de coligação, desde que o veículo de comunicação responsável comprove tê-lo convidado com a antecedência mínima de 72 horas da realização do debate. É vedada a presença de um mesmo candidato à eleição proporcional em mais de um debate da mesma emissora. O horário destinado à realização de debate poderá ser destinado à entrevista de candidato, caso apenas este tenha comparecido ao evento. No primeiro turno, o debate poderá se estender até as 7 horas do dia 3 de outubro de 2014 e, no caso de segundo turno, não poderá ultrapassar o horário de meia-noite do dia 24 de outubro de Propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão Lei n 9.504/97, arts. 44, 47, 51, 57 e Resolução TSE nº /14, arts. 33, 35, 36 e 38. A propaganda eleitoral no rádio e na televisão restringir-se-á ao horário gratuito, vedada a veiculação de propaganda paga, respondendo o candidato, o partido político e a coligação pelo seu conteúdo. 22

24 As emissoras de rádio, inclusive as rádios comunitárias, as emissoras de televisão que operam em VHF e UHF e os canais de televisão por assinatura sob a responsabilidade do Senado Federal, da Câmara dos Deputados, das Assembleias Legislativas, da Câmara Legislativa do Distrito Federal, reservarão, no período de 19 de agosto a 2 de outubro de 2014, horário destinado à divulgação, em rede, da propaganda eleitoral gratuita, a ser feita da seguinte forma: I- na eleição para Presidente da República, às terças e quintas- -feiras e aos sábados: a) das 7h às 7h25 e das 12h às 12h25, no rádio; b) das 13h às 13h25 e das 20h30 às 20h55, na televisão; II- nas eleições para Deputado Federal, às terças e quintas- -feiras e aos sábados: a) das 7h25 às 7h50 e das 12h25 às 12h50, no rádio; b) das 13h25 às 13h50 e das 20h55 às 21h20, na televisão. III- nas eleições para Governador de Estado e do Distrito Federal, às segundas, quartas e sextas-feiras: a) das 7h às 7h20 e das 12h às 12h20, no rádio; b) das 13h às 13h20 e das 20h30 às 20h50, na televisão; IV- nas eleições para Deputado Estadual e Deputado Distrital, às segundas, quartas e sextas-feiras: a) das 7h20 às 7h40 e das 12h20 às 12h40, no rádio; b) das 13h20 às 13h40 e das 20h50 às 21h10, na televisão; 23

25 V- na eleição para Senador, às segundas, quartas e sextas-feiras: a) das 7h40 às 7h50 e das 12h40 às 12h50, no rádio; b) das 13h40 às 13h50 e das 21h10 às 21h20, na televisão. O Tribunal Superior Eleitoral e os Tribunais Regionais Eleitorais distribuirão os horários reservados à propaganda de cada eleição entre os partidos políticos e as coligações que tenham candidato, observados os seguintes critérios: um terço, igualitariamente; dois terços, proporcionalmente ao número de representantes na Câmara dos Deputados, considerado, no caso de coligação, o resultado da soma do número de representantes de todos os partidos políticos que a integrarem. No período de 19 de agosto a 2 de outubro de 2014, as emissoras de rádio e televisão também reservarão 30 minutos diários, inclusive aos domingos, para propaganda eleitoral gratuita, em inserções de até 60 segundos, distribuídas ao longo da programação veiculada entre as 8 horas e as 24 horas. Nos programas eleitorais gratuitos é vedada: Lei nº 9.504/97, arts. 53 e 53-A, alterado pela Lei nº /13 e Resolução TSE nº /14, arts. 42 e 43. a realização de cortes instantâneos ou censura prévia; a veiculação de propaganda que possa degradar ou ridicularizar candidatos; a inclusão no horário destinado aos candidatos às eleições proporcionais de propaganda das candidaturas às eleições majoritárias, ou vice-versa, ressalvada a utilização, durante a exibição do programa, de legendas com referência aos candidatos marjoritários, ou, ao fundo, de cartazes ou fotografias desses candidatos Direito de resposta Lei n 9.504/97, art. 58 e Resolução TSE nº /2013, art 17. A partir da escolha de candidatos em convenção, é assegurado 24

26 o direito de resposta a candidato, partido ou coligação atingidos, ainda que de forma indireta, por conceito, imagem ou afirmação caluniosa, difamatória, injuriosa ou sabidamente inverídica, difundidos por qualquer veículo de comunicação social. O ofendido, ou seu representante legal, poderá pedir o exercício do direito de resposta à Justiça Eleitoral nos seguintes prazos, contados a partir da veiculação da ofensa: 24 horas, quando se tratar do horário eleitoral gratuito; 48 horas, quando se tratar da programação normal das emissoras de rádio e televisão; 72 horas, quando se tratar de órgão da imprensa escrita. 11. PROPAGANDA ELEITORAL NA INTERNET Início Lei n 9.504/97, art. 57-A e Resolução TSE n /14, art. 19. É permitida a propaganda eleitoral na internet após o dia 5 de julho de Formas de realização Lei n 9.504/97, art. 57-B e Resolução TSE nº /14, art. 20. A propaganda eleitoral na internet poderá ser realizada nas seguintes formas: em sítio do candidato, com endereço eletrônico comunicado à Justiça Eleitoral e hospedado, direta ou indiretamente, em provedor de serviço de internet estabelecido no país; em sítio do partido ou da coligação, com endereço eletrônico comunicado à Justiça Eleitoral e hospedado, direta ou indiretamente, em provedor de serviço de internet estabelecido no país; 25

27 por meio de mensagem eletrônica para endereços cadastrados gratuitamente pelo candidato, partido ou coligação; por meio de blogs, redes sociais, sítios de mensagens instantâneas e assemelhados, cujo conteúdo seja gerado ou editado por candidatos, partidos ou coligações ou de iniciativa de qualquer pessoa natural Vedação Lei n 9.504/97, art. 57-C, e Resolução TSE nº /14, art. 21. Na internet, é vedada a veiculação de qualquer tipo de propaganda eleitoral paga. É vedada, ainda que gratuitamente, a veiculação de propaganda eleitoral na internet, em sítios: de pessoas jurídicas, com ou sem fins lucrativos; oficiais ou hospedados por órgãos ou entidades da administração pública direta ou indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. A violação dessas vedações sujeita o responsável pela divulgação da propaganda e, quando comprovado seu prévio conhecimento, o beneficiário, à multa no valor de R$ 5.000,00 a R$ , Direito de resposta Lei n 9.504/97, art. 57-D, alterado pela Lei nº /13 e Resolução TSE n /14, art. 22. É livre a manifestação do pensamento, vedado o anonimato durante a campanha eleitoral, por meio da rede mundial de computadores (internet), assegurado o direito de resposta a candidato, partido ou coligação atingidos, ainda que de forma indireta, por conceito, imagem ou afirmação caluniosa, difamatória, injuriosa ou sabidamente 26

Pode. Alto-falantes ou amplificadores de som. Pode

Pode. Alto-falantes ou amplificadores de som. Pode O Tribunal Superior Eleitoral publicou a Resolução nº 23.404/14, com as regras sobre propaganda eleitoral a serem seguidas nas eleições de 2014. Estão relacionados abaixo os tipos de propaganda mais comuns

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