Fonte: BRETON, Philippe; PROULX, Serge. Sociologia da Comunicação. Tradução Ana Paula Castellani. SP: Ed. Loyola, ed.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Fonte: BRETON, Philippe; PROULX, Serge. Sociologia da Comunicação. Tradução Ana Paula Castellani. SP: Ed. Loyola, 2006. 2 ed."

Transcrição

1 Introdução A comunicação social, ou seja, a comunicação midiatizada, implica geralmente mensagens que circulam entre grupos de pessoas ou entre uma pessoa e um grupo. As técnicas de comunicação social têm origens antigas, sendo a escrita e a retórica as duas primeiras identificáveis historicamente. Tem sido subestimada a importância do papel desempenhado pelo contexto social e cultural no aparecimento e no uso das técnicas de comunicação. Frequentemente ele impulsionou decisivamente na sua inovação e nas condições posteriores de seu uso. Era preciso explicar por que, nos anos 40, as técnicas de comunicação sofreram formidável injeção de ânimo, a ponto de se falar a partir de então de uma verdadeira explosão da comunicação. A ideologia da comunicação, o discurso explícito e coerente centrado no tema da comunicação, apareceu verdadeiramente em meados do século [XX] e se constituía aos nossos olhos, numa espécie de resposta positiva a uma situação vivida de maneira trágica, como uma verdadeira alternativa às ideologias políticas, consideradas na época como incapazes de garantir a gestão dos negócios humanos. Concebida como uma espécie de alternativa à barbárie em um contexto em que o humanismo clássico havia se estilhaçado, a ideologia da comunicação apresentava-se como uma ideologia sem inimigos instaurando graças às técnicas uma espécie de norma consensual nas relações sociais. As terapias exterminacionistas que caracterizaram as ideologias políticas do século XX foram assim substituídas pelo projeto utópico da sociedade de comunicação, em que homens e máquinas trabalhavam em harmonia graças às novas inteligências artificiais a máquina doravante situada no mesmo plano que o homem. Toda novidade não deve nos fazer esquecer de que esse domínio é atravessado por uma clivagem muito antiga, que separa, no mundo da comunicação e, mais globalmente, o mundo da expressão e da criatividade humanas, a cultura da argumentação da cultura da evidência. Enquanto a primeira privilegia o homem em sua palavra e em sua vida em sociedade, a outra evidencia a verdade, a demonstração e uma relação com o mundo liberado das injunções naturais. Neste livro circula uma idéia de equilíbrio entre essas duas culturas. I. As técnicas de comunicação na história A linguagem exerce um papel fundamental na comunicação social. Por isso é o ponto de partida de todas as técnicas de expressão geradas por ela, em particular a escrita e, algum tempo depois, a sistematização das regras da expressão oral sob a forma de retórica. O lugar central que os escribas ocuparam cuja função era o inventário ou a contabilidade deve ser relativizado pelo fato de que ainda passará muito tempo até que os centros econômicos confundamse com os centros de decisão. Nas culturas orais que predominaram até o Renascimento, o poder da linguagem deixava pouco lugar à escrita, e o retor, seguindo o modelo de Cícero, esteve afinal de contas mais próximo dos centros de decisão que o escriba. Foram os gregos os inventores das grandes técnicas que constituem os fundamentos da retórica. Em Atenas tais técnicas tiveram um uso essencialmente jurídico, no âmbito das defesas de processos, mas também um uso político. Parece possível localizar o nascimento da retórica na Sicília, no século V a.c., ao mesmo tempo como reflexão sobre o discurso cujo fim é convencer e como ensino das técnicas de persuasão. Barthes assinala que foi para defender os bens que se começou a refletir sobre a linguagem. Nas mãos dos sofistas, a retórica progressivamente se tornava puro objeto, estéril e formal enfim um objeto a serviço de todos os poderes. Aristóteles os chamava tecnólogos e, juntamente com Sócrates e Platão, condenou toda forma de organização do discurso que não se apoiasse primeiramente na busca da verdade. Notas técnicas resumo parcial - Parte I e IV (cap. 13) 1/6

2 Aristóteles ( a.c.) reabilitará a retórica, definida não mais como simples ferramenta de poder por meio da persuasão, mas como a arte de descobrir tudo o que determinado caso comporta de persuasivo. Roma, para onde iam os mestres da retórica gregos, iria se constituir o meio cultural e social mais favorável ao desenvolvimento da comunicação retórica. O humanitas, valor central da romanidade, inscrevia-se no centro de um feixe de prescrições morais que enalteciam a idéia de um elo social em que a comunicação era institucionalizada. Ali, todas as situações [sociais], incluindo dramas e festas da vida privada, acabaram por ser representadas em público. Um guia das relações amorosas, com prescrição de comportamentos, foi inventado por Ovídio. A retórica foi posta diretamente a serviço da vida cotidiana. Com a profissionalização da retórica em torno de escolas abertas desde o século II, o ensino se fez doravante com base em manuais. O ensino era baseado na cultura geral. O aluno, longe de receber um saber abstrato, aprendia a comunicar-se, preparando-se para suas futuras responsabilidades de cidadão. Nesse sentido informar um aluno era tanto propiciar-lhe um ensino como ensinar-lhe a servir-se dele. O logos grego tornara-se, na tradução romana, ratio, a palavra tornara-se cálculo.... O século XV foi o período das idéias colocadas em movimento. Seria provavelmente mais justo dizer que foi o movimento intelectual em expansão na Europa que transformou o livro e contribuiu para darlhe uma nova função de comunicação. Durante toda a Idade Média a função dos livros residia na conservação dos textos destinados a uso do circuito fechado das bibliotecas monásticas. Se a receita empírica contentava-se com o âmbito oral da comunicação, a nova razão na qual se apoiavam as técnicas do Renascimento era o objeto ideal do modo de comunicação social que o livro impresso favorecia amplamente. Uma das grandes inovações intelectuais do Renascimento foi fazer da idéia um objeto de comunicação, um objeto mental que poderia, doravante, transportar-se, transferir-se, enriquecer-se, verificar-se, acrescentar-se, modificar-se, combinar-se ainda melhor porque não estava mais ligado a um sistema teológico que normalizava e restringia a sua circulação. Seria possível agora trabalhar as idéias, e o intelectual deixaria de ser o comentarista do texto sagrado para assumir o papel de artesão que descobria as idéias, forjava-se, submetia-as à crítica para forjá-las novamente antes de as fazer circular. Por intermédio do livro a idéia introduziu-se em um circuito mercante em que, se não fosse diretamente ela que se vendia, era ao menos o seu suporte impresso. O livro tornou inúteis as amplas construções mentais que permitiam dispor os fatos na memória de maneira a poder lembrar-se deles com facilidade. A questão não era mais memorizar fielmente, e portanto construir as modalidades do raciocínio em torno da necessidade de uma reprodução do passado, mas favorecer o raciocínio crítico, bem menos conservador, portanto menos favorável à lembrança. Os novos intelectuais do Renascimento inauguraram um estilo de intercâmbio cultural que marcaria o universo da comunicação social em seu conjunto. Ainda por muito tempo o ensino se manteve nas mãos dos eclesiásticos que recorriam a temas dominantes da cultura medieval. Os humanistas então buscaram colocar suas idéias em prática fora das instituições tradicionais. Livros, bibliotecas, conferências e intercâmbios por ocasião das muitas viagens constituíram uma verdadeira universidade informal sem centro aparente, vivendo apenas da circulação efetiva das idéias e, com isso, seu constante enriquecimento. Assim constituíam sodalitates, redes informais de amizades intelectuais que permitiam um trabalho de informação confiável.... Notas técnicas resumo parcial - Parte I e IV (cap. 13) 2/6

3 Na grande etapa histórica seguinte, a Revolução Francesa, a afirmação da soberania do povo esteve no centro dos novos valores promovidos pelos revolucionários. Fez da nação como um bem comum o objeto de um novo culto. A nova divisão entre espaço privado e espaço público tornou a comunicação social indispensável, único meio de unir os espaços privados das pessoas. Os modos de expressão tradicionais transformaram-se em meios de comunicação a serviço do espírito republicano. A imprensa mas também o teatro foram postos a serviço da causa revolucionária. Mesmo a roupa serviu de meio de comunicar a própria opinião e tentar partilhá-la. A autonomização da mensagem fora preparada por um aprofunda mudança nos modos de comunicação, em dois planos: o do reequilíbrio dos papéis da escrita e do oral e o da desavença entre cultura da argumentação e a nova cultura da evidência que o desenvolvimento das ciências e das técnicas na época moderna acarretou. No final do Renascimento, a redescoberta da retórica por intermédio de autores como Cícero ou Quintiliano estimulou a arte de tomar a palavra e da argumentação eficaz. A retórica se identificou cada vez mais, como no tempo de Quintiliano, com a cultura geral. Como na Antiguidade, cultura, eloqüência e capacidade de persuasão constituíram virtudes do homem chamado a agir. O domínio da comunicação continuou sinônimo de exercício eficaz e legítimo do poder. Paralelamente, as modalidades da comunicação social foram influenciadas pelo progresso intelectual das ciências exatas e experimentais. Até então o critério de toda argumentação era a discussão dos fatos e o intercâmbio de pontos de vista. Com o novo método científico inaugurado por Descartes, se as razões fossem certas e evidentes, seria possível expô-las de maneira a acabar convencendo. Descartes operou uma ruptura nas representações que o homem do século XVII fazia do saber e da comunicação. A ruptura se acentuou com o desenvolvimento da evidência experimental, em virtude da qual não se tratava mais de decidir sobre a natureza de um fato, mas de fazer intervir um terceiro, a experiência, que apresenta uma prova que se impõe a todos. Descartes propôs reorganizar o trabalho de memorização, não mais com base em técnicas de associação combinadas com processos de organização, mas com base na noção de causalidade. As imagens guardadas na memória deveriam ser formadas segundo relações de dependência recíprocas. Raciocínio e memória podiam, a partir de então, organizar-se em torno de processos formais. Essa língua, baseada no cálculo, concebida como uma espécie de nova máquina de raciocinar, permitiria dizer a verdade e resolver qualquer problema. O pensamento cartesiano inaugurou a era dos autômatos, simulacros de homens e mulheres, que marcou todo o século XVIII, encarnando o ideal de uma comunicação libertada das injunções da argumentação. Qualquer que tenha sido o impacto da nova cultura da evidência, ela foi obrigada a pactuar com a cultura da argumentação que florescia, a despeito das invectivas a ela lançadas no século XIX pelo cientificismo que buscava estender o campo da validade da ciência para além de suas fronteiras disciplinares tradicionais. A partir do século XIX a comunicação social organizou-se em torno da mensagem e sua circulação. Uma das materializações mais concretas da sua nova importância foi o desenvolvimento do jornal como suporte essencial de uma informação cujo valor atrelava-se à sua capacidade de circulação. As grandes agências de notícia criadas nesse movimento mudam seu estilo de trabalho ao introduzirem o telégrafo. Com isso surgiu um novo valor: a rapidez com a qual a informação chegava ao público. II. A argumentação política No século XX os homens políticos descobrirão a onipotência da argumentação política para a informação da multidão. As ciências sociais devem seu nascimento em parte a essa tomada de consciência. Notas técnicas resumo parcial - Parte I e IV (cap. 13) 3/6

4 O casamento entre política e comunicação relaciona-se com a evolução democrática das sociedades que conferem a cada cidadão uma parcela da decisão política, tornando-o alvo da argumentação política. Por outro lado, o século XX é o século das grandes guerras mundiais que mobilizam não exércitos de mercenários, mas o povo em armas. Também nesse caso é preciso convencer. No século XX a atividade de argumentação política será sistematizada, tecnicizada e vai em parte ser atribuída a corporações de profissionais autônomos, jornalistas, publicitários, etc. Tais fatores são favorecidos pelo novo modelo de homem moderno, homem extradeterminado, incapaz de saber o que quer e que se ocupa unicamente do que gosta portanto aberto à argumentação, ao deixar-se convencer. A guerra de é o momento em que os Aliados desenvolvem campanhas de propaganda. Tais campanhas têm um pé na comunicação política e outro na manipulação da opinião. Os dirigentes nazistas utilizarão o mesmo para convencer os alemães a renunciar à democracia. Para muitos, a campanha da eleição presidencial norte-americana de 1952 assinala o início de uma nova era em que a idéia política torna-se mensagem midiática plena. O uso em massa das sondagens, da publicidade política e das técnicas de marketing modificou a postura tomada pelo debate político. No final do século XX, a influência da mídia torna-se um dos fatores determinantes do debate político. Pode-se distinguir a argumentação política em 4 níveis, desde o estabelecimento do ideal de cooperação e de objetividade até a manipulação da argumentação. São elas: a) Argumentação cooperativa: visa fazer-se entender e fazer-se compreender. Seu ideal é o da honestidade, da fidelidade e do rigor. O receptor permanece livre para aderir a ela. Esse modelo de argumentação é o ideal da discussão democrática em que o homem político propõe sem intermediários a um cidadão perfeitamente informado uma mensagem sem distorção. Esse tipo é um ideal do debate político que não é estranho aos projetos formulados por Habermas. Por muito tempo ele alimentou o ideal de objetividade da mídia. b) Argumentação orientada: fornece as armas da publicidade e do marketing políticos. Amplifica certos aspectos e minimiza outros. Orienta o argumento para dimensões do real mais favoráveis ao emissor da mensagem. c) Argumentação manipulada: está mais próxima das técnicas de persuasão individual ou de propaganda coletiva. A mensagem é intencionalmente deformada em vista a atingir um objetivo. Sua difusão é acompanhada de coerção psicológica ou física. O objetivo é aprisionar a vontade do receptor e fazê-lo aderir por força ou sugestão. d) Argumentação desviada: é conscientemente mentirosa e enganadora. A informação é totalmente disfarçada e forçosamente falsa. Sua difusão tem por objetivo enganar o receptor e fazê-lo adotar comportamentos que lhes são desfavoráveis. As fronteiras entre as 4 categorias são sutis. As figuras ditas de ritmo e de rima, ferramentas clássicas da retórica podem se transformar em instrumento para a propaganda. Repetida continuamente, uma fórmula cuja força provém de seu ritmo fonético pode se transformar em slogan paralisante. O fato de a causa ser justa não muda nada. O problema aqui é que se privilegia a eficácia, ou seja, o meio, em detrimento do que permanece sendo a condição fundamental de toda argumentação: ela deve deixar o interlocutor livre para aderir à tese que lhe é apresentada. Marketing político Os primórdios do marketing político remontam aos anos 30 nos Estados Unidos. A partir de então os profissionais da comunicação substituíram progressivamente os partidos políticos em campanhas eleitorais. Notas técnicas resumo parcial - Parte I e IV (cap. 13) 4/6

5 Nos anos 60, generalizam-se as sondagens de opinião. É preciso distinguir entre sondagem e enquete. A sondagem é instrumento a serviço do marketing político. Tem custo limitado e serve a uma finalidade precisa. A enquete, tal como os sociólogos a conduzem, pertence à pesquisa fundamental. Seu objetivo é produzir conhecimento detalhado. As sondagens se interessam apenas por opiniões, ao passo que as enquetes procuram delimitar atitudes, valores e representações que são menos facilmente apresentáveis em termos simples e que nem sempre permitem que se tirem conclusões operacionais sobre o real. A monopolização progressiva em benefício das mídias dos circuitos pelos quais a mensagem política circula conduziu ao desenvolvimento da publicidade política. A mensagem publicitária em política também sofreu injunções: ela tem de obedecer às regras do gênero publicitário, sua moldagem argumentativa encontra-se enviesada e seu conteúdo sofre influências dos financiadores. A publicidade política apareceu na TV em 1952, nas eleições presidenciais que deram vitória a Eisenhower. O programa político é outro importante instrumento do marketing político. A campanha presidencial de 1965 na França é o início real do programa político este não é testemunha dos acontecimentos, mas o cria. Nesse contexto, a capacidade de deformação da mensagem política é surpreendente: a mensagem deve ser redundante, a língua usada privilegia um vocabulário empobrecido, uma sintaxe formada de frases curtas, fluência lenta, uma retórica analógica e emocional mais que racional. A fronteira entre comunicação política e propaganda é por vezes imprecisa. Propaganda política Paradoxalmente a propaganda nasceu da democracia. Para que haja propaganda é preciso que haja combate de idéias. Em um contexto de pura coerção, ela não tem sentido. Entretanto o objetivo da propaganda é suprimir a possibilidade de escolha que está na base da democracia. Para Jacques Ellul a propaganda moderna está ligada à tomada de consciência acerca da eficácia do emprego de técnicas de influência sobre as multidões e acerca da importância da psicologia no âmbito político. Para ela, essa tomada de consciência generalizada se faz por ocasião da Primeira Guerra Mundial e da Revolução de Outubro na Rússia. A propaganda é a maneira de apresentar e difundir uma informação política de modo que seu receptor esteja de acordo com ela ao tempo em que seja incapaz de fazer outra escolha a respeito do assunto. Enquanto a propaganda pode enganar com informações precisas (e isso é parte de sua eficácia), a técnica da desinformação se utiliza deliberadamente da mentira e do logro. Essa técnica foi sistematizada durante a Segunda Guerra Mundial. Desinformar, desse modo, não significa informar mal ou pouco, mas construir uma informação falsa que seja perfeitamente crível e que oriente a ação do receptor em um sentido que lhe é desfavorável. Na base da desinformação há explicitamente a vontade de prejudicar. Desinformar consiste em construir iscas e fazê-las circular como verdade. III. Mensagem política e mídia O circuito que a mensagem política faz descreve sua mediatização, ou seja, seu transporte do emissor para o receptor. Notas técnicas resumo parcial - Parte I e IV (cap. 13) 5/6

6 Em sentido estrito, as ciências sociais da comunicação apenas se interessam pela mensagem política como todas as técnicas cujo objetivo é conceber tais mensagens e assegurar sua difusão na opinião. A idéia política por sua vez pertence ao âmbito das ciências políticas e do domínio coberto pelos ensaístas políticos. Ela se ancora o mais das vezes em valores, dos quais é a expressão pragmática. A importância adquirida pela mídia e seu caráter de passagem obrigatória mudam a natureza das idéias políticas? A idéia política, desde o instante em que existe na cena pública, sempre foi traduzida em mensagem. Praticar a forma argumentativa é o exercício de base mínimo do homem político, pelo menos desde que a democracia existe e que é preciso convencer a opinião para garantir a sobrevivência de suas idéias e do poder a elas associados. A retórica clássica, a arte de argumentar dos gregos e dos romanos, desenvolveu-se precisamente no quadro dessa exigência. O discurso político pronunciado em assembléias, em reuniões, reproduzido em cartazes, panfletos e jornais foi durante muito tempo a forma tomada pela mensagem política. Esse discurso era no mais das vezes inseparável do desempenho oratório. A grande novidade do século XX é a concorrência progressiva das mídias próprias aquelas com as quais o emissor se equipa (jornal ou boletim informativo, por exemplo) e das mídias independentes (imprensa escrita, rádio, TV), que pouco a pouco passam a monopolizar os circuitos de difusão das mensagens políticas. Os políticos não têm mais controle sobre as condições de transporte e encaminhamento da mensagem. A invasão da TV anuncia o fim da importância dos grandes meetings, dos jornais próprios dos partidos, das redes de militantes, que tinham a função de comunicar, de contaminar através da convicção. A idéia política será objeto de uma nova tradução, em razão de passar por vários filtros midiáticos. Profissionais diversos a traduzirão em sua própria linguagem, até mesmo os politicólogos que, com seus comentários esclarecidos, devem trazer para a compreensão os jogos subterrâneos e restituir a verdade da idéia política original. A idéia política, depois de transformada em argumentação e depois de ter sofrido transformações em razão de sua passagem pela mídia, é finalmente recebida pelo destinatário. O receptor interpreta a mensagem em razão de seus conhecimentos, interesses, do que disseram aqueles em quem confia. Nesse estágio, a mensagem emitida encontra eco nas idéias políticas prévias do cidadão e se articula sobre seu próprio sistema de valores. Depois de tantas traduções e reinterpretações, cabe perguntar se o desvio midiático não altera definitivamente a mensagem política. Além da deformação voluntária é preciso acrescentar o amplo espectro dos atos de informação falha que Andreas Freund ( Journalisme et mésinformation, 1991) descreve, que engloba todas as disfunções voluntárias ou não geradas pelo desvio midiático. A mídia e a crença em suas virtudes democráticas constituiriam o núcleo de uma nova utopia, a da sociedade da comunicação. Notas técnicas resumo parcial - Parte I e IV (cap. 13) 6/6

EMENTÁRIO DO CURO DE PUBLICIDADE E PROPAGANDA

EMENTÁRIO DO CURO DE PUBLICIDADE E PROPAGANDA EMENTÁRIO DO CURO DE PUBLICIDADE E PROPAGANDA LET 02630 LÍNGUA PORTUGUESA Noções gerais da língua portuguesa. Leitura e produção de diferentes tipos de textos, em especial os relativos à comunicação de

Leia mais

A Responsabilidade Ética na Propaganda & Marketing. Com DANILO CUNHA

A Responsabilidade Ética na Propaganda & Marketing. Com DANILO CUNHA A Responsabilidade Ética na Propaganda & Marketing Com DANILO CUNHA Ética A Responsabilidade Ética na Propaganda & Marketing Conceito Estudo dos juízos de apreciação referentes à conduta humana suscetível

Leia mais

TIPOS DE TEXTOS E ARGUMENTAÇÃO LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS prof. ALEMAR RENA alemarrena@gmail.com

TIPOS DE TEXTOS E ARGUMENTAÇÃO LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS prof. ALEMAR RENA alemarrena@gmail.com TIPOS DE TEXTOS E ARGUMENTAÇÃO LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS prof. ALEMAR RENA alemarrena@gmail.com TIPOS RELACIONADOS À FUNÇÃO REFERENCIAL: RESUMO RESUMO DESCRITIVO > Resume estrutura temática > Inclui

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DO DOMÍNIO DA COMUNICAÇÃO ORAL PARA O SECRETÁRIO EXECUTIVO

A IMPORTÂNCIA DO DOMÍNIO DA COMUNICAÇÃO ORAL PARA O SECRETÁRIO EXECUTIVO A IMPORTÂNCIA DO DOMÍNIO DA COMUNICAÇÃO ORAL PARA O SECRETÁRIO EXECUTIVO Neusa Kreuz 1 RESUMO: É indiscutível a grande importância da linguagem oral no processo interacional humano. Trata-se da primeira

Leia mais

Características da publicidade

Características da publicidade Nível B1 B2 B3 X Secundário Área de competência chave Cultura, Língua e Comunicação UFCD CLC-5 Cultura, Comunicação e Média Conteúdo O texto publicitário Tema A publicidade Breve história da publicidade

Leia mais

TÍTULO: NEUROMARKETING: UMA NOVA FORMA DE FAZER PROPAGANDA. CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS SUBÁREA: CIÊNCIAS SOCIAIS

TÍTULO: NEUROMARKETING: UMA NOVA FORMA DE FAZER PROPAGANDA. CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS SUBÁREA: CIÊNCIAS SOCIAIS TÍTULO: NEUROMARKETING: UMA NOVA FORMA DE FAZER PROPAGANDA. CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS SUBÁREA: CIÊNCIAS SOCIAIS INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE DE RIBEIRÃO PRETO AUTOR(ES): FELIPE

Leia mais

2. Abordagens empíricas da Comunicação

2. Abordagens empíricas da Comunicação 2. Abordagens empíricas da Comunicação A Abordagem Empírico-Experimental (ou da Persuasão) é o nome dado a um conjunto de estudos de base psicológica (ainda sob forte influência behaviorista, mas já se

Leia mais

EMENTÁRIO DO CURO DE JORNALISMO

EMENTÁRIO DO CURO DE JORNALISMO EMENTÁRIO DO CURO DE JORNALISMO LET 02630 LÍNGUA PORTUGUESA Noções gerais da língua portuguesa. Leitura e produção de diferentes tipos de textos, em especial os relativos à comunicação de massa. Os tipos

Leia mais

FACULDADE ANHANGUERA DE ITAPECERICA DA SERRA

FACULDADE ANHANGUERA DE ITAPECERICA DA SERRA FACULDADE ANHANGUERA DE ITAPECERICA DA SERRA Profº Paulo Barreto Paulo.santosi9@aedu.com www.paulobarretoi9consultoria.com.br 1 Analista da Divisão de Contratos da PRODESP Diretor de Esporte do Prodesp

Leia mais

Filosofia para crianças? Que história é essa?

Filosofia para crianças? Que história é essa? Filosofia para crianças? Que história é essa? P Isabel Cristina Santana Diretora do CBFC ara muitos provoca espanto a minha resposta quando me perguntam: qual é o seu trabalho? e eu respondo trabalho com

Leia mais

Filosofia - Introdução à Reflexão Filosófica

Filosofia - Introdução à Reflexão Filosófica Filosofia - Introdução à Reflexão Filosófica 0 O que é Filosofia? Essa pergunta permite muitas respostas... Alguns podem apontar que a Filosofia é o estudo de tudo ou o nada que pretende abarcar tudo.

Leia mais

ANÁLISE DOS PONTOS DE VISTA IDEOLÓGICOS COMO REFERÊNCIA NA FORMAÇÃO DO PÚBLICO LEITOR.

ANÁLISE DOS PONTOS DE VISTA IDEOLÓGICOS COMO REFERÊNCIA NA FORMAÇÃO DO PÚBLICO LEITOR. ANÁLISE DOS PONTOS DE VISTA IDEOLÓGICOS COMO REFERÊNCIA NA FORMAÇÃO DO PÚBLICO LEITOR. Autor: Wagner de Araújo Baldêz 1 - UFOP. Orientador: William Augusto Menezes 2 - UFOP. O objetivo desse artigo é relatar

Leia mais

PROJETOS CULTURAIS ELEIÇÕES. 5 0 a O - fu dame tal. Votar é uma forma de lutar pelos nossos direitos. Justificativa

PROJETOS CULTURAIS ELEIÇÕES. 5 0 a O - fu dame tal. Votar é uma forma de lutar pelos nossos direitos. Justificativa ELEIÇÕES ELEIÇÕES 5 0 a O - fu dame tal Votar é uma forma de lutar pelos nossos direitos. Justificativa PROJETOS CULTURAIS Estamos em época de eleições, em tempo de discutir ideias para fazer a melhor

Leia mais

SOCIOLOGIA. Max Weber.

SOCIOLOGIA. Max Weber. SOCIOLOGIA. Max Weber. 1 - Assinale a opção que contenha as categorias básicas da sociologia de Max Weber: a) função social, tipo ideal, mais-valia b) expropriação, compreensão, fato patológico c) ação

Leia mais

Propaganda ideológica. Baseado no livro: O que é Propaganda Ideológica de Nelson Jahr Garcia

Propaganda ideológica. Baseado no livro: O que é Propaganda Ideológica de Nelson Jahr Garcia Propaganda ideológica Baseado no livro: O que é Propaganda Ideológica de Nelson Jahr Garcia Propagandas: comerciais e eleitorais Estão em todo parte: televisão, rádio, cartazes; veículos; objetos... As

Leia mais

A diferença entre marketing, propaganda publicidade, relações públicas e jornalismo Por Renato Galisteu

A diferença entre marketing, propaganda publicidade, relações públicas e jornalismo Por Renato Galisteu A diferença entre marketing, propaganda e publicidade, relações públicas e jornalismo Por Renato Galisteu Communication and social media specialist, passionate tech journalism and Noah's Dad A comunicação

Leia mais

MATRIZ CURRICULAR CURRÍCULO PLENO/ 2013

MATRIZ CURRICULAR CURRÍCULO PLENO/ 2013 Curso: Graduação: Habilitação: Regime: Duração: COMUNICAÇÃO SOCIAL BACHARELADO MATRIZ CURRICULAR PUBLICIDADE E PROPAGANDA SERIADO ANUAL - NOTURNO 4 (QUATRO) ANOS LETIVOS Integralização: A) TEMPO TOTAL

Leia mais

Educação Matemática. Prof. Andréa Cardoso 2013/2

Educação Matemática. Prof. Andréa Cardoso 2013/2 Educação Matemática Prof. Andréa Cardoso 2013/2 UNIDADE I Educação Matemática e Ensino HISTÓRIA DA ESCOLA Quando e como surgiram as escolas? ESCOLA, do grego SKHOLE que significa LAZER EDUCAR, do latim

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Formação do bacharel em direito Valdir Caíres Mendes Filho Introdução O objetivo deste trabalho é compreender as raízes da formação do bacharel em Direito durante o século XIX. Será

Leia mais

CURSO SUPERIOR DE GRADUAÇÃO PUBLICIDADE E PROPAGANDA GRADE DETALHADA DO CURSO COM AS EMENTAS DAS DISCIPLINAS

CURSO SUPERIOR DE GRADUAÇÃO PUBLICIDADE E PROPAGANDA GRADE DETALHADA DO CURSO COM AS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO SUPERIOR DE GRADUAÇÃO PUBLICIDADE E PROPAGANDA GRADE DETALHADA DO CURSO COM AS EMENTAS DAS DISCIPLINAS Cultura Brasileira 1º PERÍODO O fenômeno cultural. Cultura(s) no Brasil. Cultura regional e

Leia mais

A PROPAGANDA POLÍTICO- MILITAR NO BRASIL 1930-1945 VENDER A GUERRA

A PROPAGANDA POLÍTICO- MILITAR NO BRASIL 1930-1945 VENDER A GUERRA A PROPAGANDA POLÍTICO- MILITAR NO BRASIL 1930-1945 VENDER A GUERRA 1ª Parte EXPEDITO CARLOS STEPHANI BASTOS - expedito@editora.ufjf.br Pesquisador de Assuntos Militares da UFJF. INTRODUÇÃO SUMÁRIO REVOLUÇÃO

Leia mais

SUMÁRIO O MUNDO ANTIGO

SUMÁRIO O MUNDO ANTIGO SUMÁRIO Apresentação Prefácio Introdução 1. Da história da pedagogia à história da educação 2. Três revoluções em historiografia 3. As muitas histórias educativas 4. Descontinuidade na pesquisa e conflito

Leia mais

PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO APRESENTAÇÃO O Projeto Político Pedagógico da Escola foi elaborado com a participação da comunidade escolar, professores e funcionários, voltada para a

Leia mais

3. Argumentação e Filosofia

3. Argumentação e Filosofia 3. Argumentação e Filosofia 3.2. Persuasão e manipulação ou os dois usos da retórica Aristóteles A retórica assume um estatuto diferente daquele que lhe atribuíram Sócrates e Platão. A retórica torna-se

Leia mais

COMO A PROPAGANDA FUNCIONA?

COMO A PROPAGANDA FUNCIONA? COMO A PROPAGANDA FUNCIONA? Definição: a manipulação planejada da comunicação visando, pela persuasão, promover comportamentos em benefício do anunciante que a utiliza. Funções: cabe a propaganda informar

Leia mais

A ESCOLA CATÓLICA, UMA INSTITUIÇAO DE ENSINO COM MÍSTICA EVANGELIZADORA

A ESCOLA CATÓLICA, UMA INSTITUIÇAO DE ENSINO COM MÍSTICA EVANGELIZADORA A ESCOLA CATÓLICA, UMA INSTITUIÇAO DE ENSINO COM MÍSTICA EVANGELIZADORA A escola católica será uma instituiçao com mística evangelizadora UMA ESCOLA A SERVIÇO DA PESSOA E ABERTA A TODOS UMA ESCOLA COM

Leia mais

Breve Histórico do Raciocínio Lógico

Breve Histórico do Raciocínio Lógico Breve Histórico do Raciocínio Lógico Enquanto muitas culturas tenham usado complicados sistemas de raciocínio, somente na China, Índia e Grécia os métodos de raciocínio tiveram um desenvolvimento sustentável.

Leia mais

Educação Matemática. Prof. Andréa Cardoso 2013/2

Educação Matemática. Prof. Andréa Cardoso 2013/2 Educação Matemática Prof. Andréa Cardoso 2013/2 UNIDADE I Educação Matemática e Ensino HISTÓRIA DA ESCOLA Quando e como surgiram as escolas? ESCOLA, do grego SKHOLE que significa LAZER EDUCAR, do latim

Leia mais

Resenha. Informar não é comunicar (WOLTON, Dominique. Porto Alegre: Sulinas, 2011).

Resenha. Informar não é comunicar (WOLTON, Dominique. Porto Alegre: Sulinas, 2011). Resenha Informar não é comunicar (WOLTON, Dominique. Porto Alegre: Sulinas, 2011). Bruno Ribeiro NASCIMENTO 1 Dominique Wolton costuma nadar contra a corrente: quando os críticos da indústria cultural

Leia mais

Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Linguísticos

Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Linguísticos O JORNAL ONLINE COMO RECURSO NO ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA Tania Valéria Ajala Moreno (UEMS) taniavaleria.moreno@hotmail.com Nataniel dos Santos Gomes (UEMS) natanielgomes@uol.com.br 1. Introdução É perceptível

Leia mais

Universidade Federal de Uberlândia Diretoria de Comunicação Social (Dirco) Políticas Públicas de Comunicação

Universidade Federal de Uberlândia Diretoria de Comunicação Social (Dirco) Políticas Públicas de Comunicação Universidade Federal de Uberlândia Diretoria de Comunicação Social Políticas Públicas de Comunicação...a presença ativa duma universidade, revigorada ao contato de seu núcleo mais vivo e ciosa do seu espaço

Leia mais

O PLANO DE COMUNICAÇÃO INTERNA

O PLANO DE COMUNICAÇÃO INTERNA O PLANO DE COMUNICAÇÃO INTERNA O plano de Comunicação Interna è a tradução operacional da estratégia. É um instrumento de gestão cujo objectivo é traduzir a política de comunicação interna da empresa num

Leia mais

Universidade Federal Fluminense IACS - Instituto de Arte e Comunicação Social Departamento de Comunicação Social Curso de Publicidade e Propaganda

Universidade Federal Fluminense IACS - Instituto de Arte e Comunicação Social Departamento de Comunicação Social Curso de Publicidade e Propaganda Universidade Federal Fluminense IACS - Instituto de Arte e Comunicação Social Departamento de Comunicação Social Curso de Publicidade e Propaganda Disciplinas Optativas Publicidade Carga horária total

Leia mais

Formas de organização do trabalho de alfabetização e letramento

Formas de organização do trabalho de alfabetização e letramento Formas de organização do trabalho de alfabetização e letramento Isabel Cristina Alves da Silva Frade(1) Introdução Como realizar um planejamento de trabalho de alfabetização e letramento com crianças de

Leia mais

Os desafios da Comunicação Pública Jorge Duarte 1

Os desafios da Comunicação Pública Jorge Duarte 1 Os desafios da Comunicação Pública Jorge Duarte 1 Termo até então desconhecido, Comunicação Pública agora é nome de curso de pós-graduação, título de livros, de artigos e pesquisas. Nós, na Secretaria

Leia mais

Idade Antiga GRÉCIA: Dicotomia corpo e mente;

Idade Antiga GRÉCIA: Dicotomia corpo e mente; GRÉCIA ANTIGA Idade Antiga GRÉCIA: Dicotomia corpo e mente; Diferentes classes sociais; Escravos (produção); Aristocratas (representação mostra de superioridade e desenvolvimento para outros povos artes,

Leia mais

John Locke (1632-1704) Colégio Anglo de Sete Lagoas - Professor: Ronaldo - (31) 2106-1750

John Locke (1632-1704) Colégio Anglo de Sete Lagoas - Professor: Ronaldo - (31) 2106-1750 John Locke (1632-1704) Biografia Estudou na Westminster School; Na Universidade de Oxford obteve o diploma de médico; Entre 1675 e 1679 esteve na França onde estudou Descartes (1596-1650); Na Holanda escreveu

Leia mais

Walter Benjamin - Questões de Vestibulares

Walter Benjamin - Questões de Vestibulares Walter Benjamin - Questões de Vestibulares 1. (Uem 2011) A Escola de Frankfurt tem sua origem no Instituto de Pesquisa Social, fundado em 1923. Entre os pensadores expoentes da Escola de Frankfurt, destaca-se

Leia mais

A Administração e Suas Perspectivas. Unidade I

A Administração e Suas Perspectivas. Unidade I A Administração e Suas Perspectivas Unidade I ANTECEDENTES HISTÓRICOS DA ADMINISTRAÇÃO Filósofos Revolução Industrial Política Recursos? Quais são os antecedentes históricos da Administração? Exército

Leia mais

O ensino de História Antiga e as inovações metodológicas

O ensino de História Antiga e as inovações metodológicas A transposição didática nas salas de aula: O ensino de História Antiga e as inovações metodológicas DANIEL FRANCISCO DA SILVA 1 DEIZE CAMILA DIAS SALUSTIANO 2 Resumo: Um dos maiores desafios enfrentados

Leia mais

Projeto de Pesquisa: Estrutura e natureza

Projeto de Pesquisa: Estrutura e natureza Projeto de Pesquisa: Estrutura e natureza Após a entrega do exercício D (folha síntese do projeto de pesquisa, vamos rever o projeto de pesquisa e a introdução da tese. Após a aula, além do exercício D

Leia mais

OPERADORES ARGUMENTATIVOS: AS MARCAS DE ARGUMENTAÇÃO NO GÊNERO NOTÍCIA ONLINE

OPERADORES ARGUMENTATIVOS: AS MARCAS DE ARGUMENTAÇÃO NO GÊNERO NOTÍCIA ONLINE 25 a 28 de Outubro de 2011 ISBN 978-85-8084-055-1 OPERADORES ARGUMENTATIVOS: AS MARCAS DE ARGUMENTAÇÃO NO GÊNERO NOTÍCIA ONLINE André William Alves de Assis 1 RESUMO: Como participantes do processo comunicativo,

Leia mais

4 EIXOS ORGANIZADORES DOS CONTEÚDOS HISTÓRIA GEOGRAFIA ENSINO RELIGIOSO. Informações, Comunicação e Interação

4 EIXOS ORGANIZADORES DOS CONTEÚDOS HISTÓRIA GEOGRAFIA ENSINO RELIGIOSO. Informações, Comunicação e Interação 1 TÍTULO DO PROJETO Bíblia Sagrada Livro de Provérbios. 2 SÉRIE/CICLO 3ª Série 1ª Etapa do 2º Ciclo 3 AUTORA Rosângela Cristina Novaes Balthazar Curso: Pedagogia 6º Período Noite E-mail: rocryss@yahoo.com.br

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DO ATO DE LER PAULO FREIRE

A IMPORTÂNCIA DO ATO DE LER PAULO FREIRE Revista Científica FacMais A IMPORTÂNCIA DO ATO DE LER PAULO FREIRE Daniel Sotelo 1 Resenha da obra: FREIRE, Paulo. A Importância do Ato de Ler - em três artigos que se completam. São Paulo: Cortez Editora

Leia mais

Questão (1) - Questão (2) - A origem da palavra FILOSOFIA é: Questão (3) -

Questão (1) - Questão (2) - A origem da palavra FILOSOFIA é: Questão (3) - EXERCICÍOS DE FILOSOFIA I O QUE É FILOSOFIA, ETIMOLOGIA, ONDE SURGIU, QUANDO, PARA QUE SERVE.( 1º ASSUNTO ) Questão (1) - Analise os itens abaixo e marque a alternativa CORRETA em relação ao significado

Leia mais

Comunicação Integrada de marketing.

Comunicação Integrada de marketing. Comunicação Integrada de marketing. - COMPOSTO DE COMUNICAÇÃO - 4 A s - 4 C s Comunicação: é a transmissão de uma mensagem de um emissor para um receptor, de modo que ambos a entendam da mesma maneira.

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO RADIAL DE SÃO PAULO SÍNTESE DO PROJETO PEDAGÓGICO DE CURSO 1 MISSÃO DO CURSO

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO RADIAL DE SÃO PAULO SÍNTESE DO PROJETO PEDAGÓGICO DE CURSO 1 MISSÃO DO CURSO SÍNTESE DO PROJETO PEDAGÓGICO DE CURSO 1 CURSO: 4001 Publicidade e Propaganda MISSÃO DO CURSO O curso de Publicidade e Propaganda do Centro Universitário Estácio Radial de São Paulo tem como missão formar

Leia mais

Estrela Serrano JORNALISMO POLÍTICO EM PORTUGAL

Estrela Serrano JORNALISMO POLÍTICO EM PORTUGAL A/484566 Estrela Serrano JORNALISMO POLÍTICO EM PORTUGAL A cobertura de eleições presidenciais na imprensa e na televisão (1976-2001) Edições Colibri Instituto Politécnico de Lisboa ÍNDICE Introdução 23

Leia mais

Cursos de Licenciatura

Cursos de Licenciatura DLLM Cursos de Licenciatura 2009-2010 1 Cursos de Licenciatura 2009/2010 1º Ciclo Bolonha DLLM Departamento de Línguas e Literaturas Modernas 2 Cursos de Licenciatura 2009-2010 DLLM DLLM Cursos de Licenciatura

Leia mais

CLT.2002/WS/9 DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE A DIVERSIDADE CULTURAL

CLT.2002/WS/9 DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE A DIVERSIDADE CULTURAL CLT.2002/WS/9 DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE A DIVERSIDADE CULTURAL 2002 DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE A DIVERSIDADE CULTURAL A Conferência Geral, Reafirmando seu compromisso com a plena realização dos direitos

Leia mais

10 Para ganhar a guerra

10 Para ganhar a guerra Prefácio Ao longo da história, líderes militares enfrentaram o dilema de formular o plano tático correto para conseguir a vitória no campo de batalha. Muito depende da preparação para esse momento: ter

Leia mais

O lugar da oralidade na escola

O lugar da oralidade na escola O lugar da oralidade na escola Disciplina: Língua Portuguesa Fund. I Selecionador: Denise Guilherme Viotto Categoria: Professor O lugar da oralidade na escola Atividades com a linguagem oral parecem estar

Leia mais

LEGADOS / CONTRIBUIÇÕES. Democracia Cidadão democracia direta Olimpíadas Ideal de beleza Filosofia História Matemática

LEGADOS / CONTRIBUIÇÕES. Democracia Cidadão democracia direta Olimpíadas Ideal de beleza Filosofia História Matemática LEGADOS / CONTRIBUIÇÕES Democracia Cidadão democracia direta Olimpíadas Ideal de beleza Filosofia História Matemática GEOGRAFIA, ECONOMIA E POLÍTICA Terreno montanhoso Comércio marítimo Cidades-estado

Leia mais

TEMAS TRANSVERSAIS, PEDAGOGIA DE PROJETOS E AS MUDANÇAS NA EDUCAÇÃO

TEMAS TRANSVERSAIS, PEDAGOGIA DE PROJETOS E AS MUDANÇAS NA EDUCAÇÃO TEMAS TRANSVERSAIS, PEDAGOGIA DE PROJETOS E AS MUDANÇAS NA EDUCAÇÃO ULISSES F. ARAÚJO TEMAS TRANSVERSAIS, PEDAGOGIA DE PROJETOS E AS MUDANÇAS NA EDUCAÇÃO Copyright 2004, 2014 by Ulisses F. Araújo Direitos

Leia mais

Programa. Fundamentos de filosofia e Sociologia das Organizações Teorias e modelos de gestão.

Programa. Fundamentos de filosofia e Sociologia das Organizações Teorias e modelos de gestão. Programa UNIDADE 1: UNIDADE 2 Fundamentos de filosofia e Sociologia das Organizações Teorias e modelos de gestão. Funções do administrador no mundo contemporâneo. Arquitetura Organizacional. UNIDADE 3

Leia mais

Enunciação e política de línguas no Brasil

Enunciação e política de línguas no Brasil Enunciação e política de línguas no Brasil Eduardo GUIMARÃES Universidade Estadual de Campinas Considerando o fato de que o Brasil é um país multilingüe, tomo como objetivo específico aqui a reflexão sobre

Leia mais

DISCIPLINA: INTRODUÇÃO AO ESTUDO DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS

DISCIPLINA: INTRODUÇÃO AO ESTUDO DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS 7.PROJETO PEDAGÓGICO 1º SEMESTRE DISCIPLINA: INTRODUÇÃO À ECONOMIA EMENTA: Conceitos Fundamentais; Principais Escolas do Pensamento; Sistema Econômico; Noções de Microeconomia; Noções de Macroeconomia;

Leia mais

- Pai, temos estado a falar em Cidadania, mas ainda me disseste pouco sobre a origem da palavra e do conceito. Acho que me falaste só na «polis»

- Pai, temos estado a falar em Cidadania, mas ainda me disseste pouco sobre a origem da palavra e do conceito. Acho que me falaste só na «polis» - Pai, temos estado a falar em Cidadania, mas ainda me disseste pouco sobre a origem da palavra e do conceito. Acho que me falaste só na «polis» grega, não foi? - Sim, de facto, a origem mais longínqua

Leia mais

Sociologia. Professor: Matheus Bortoleto Rodrigues E-mail: bortoletomatheus@yahoo.com.br Escola: Dr. José Ferreira

Sociologia. Professor: Matheus Bortoleto Rodrigues E-mail: bortoletomatheus@yahoo.com.br Escola: Dr. José Ferreira Sociologia Professor: Matheus Bortoleto Rodrigues E-mail: bortoletomatheus@yahoo.com.br Escola: Dr. José Ferreira [...] tudo o que é real tem uma natureza definida que se impõe, com a qual é preciso contar,

Leia mais

Ementa das disciplinas optativas 2011.1 (em ordem alfabética independente do curso e do turno)

Ementa das disciplinas optativas 2011.1 (em ordem alfabética independente do curso e do turno) Ementa das disciplinas optativas 2011.1 (em ordem alfabética independente do curso e do turno) Disciplina Ementa Pré- requisito C.H. Curso Assessoria de Comunicação Conhecimento geral, reflexão e prática

Leia mais

Orientação de estudo semanal turma 231 Filosofia II

Orientação de estudo semanal turma 231 Filosofia II Orientação de estudo semanal turma 231 Filosofia II Na orientação dessa semana faremos questões objetivas sobre filosofia política. II. Questões sobre Filosofia Política 1. Foi na Grécia de Homero que

Leia mais

Roteiro 31. FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA Estudo Aprofundado da Doutrina Espírita Programa Filosofia e Ciência Espíritas

Roteiro 31. FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA Estudo Aprofundado da Doutrina Espírita Programa Filosofia e Ciência Espíritas Roteiro 31 FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA Estudo Aprofundado da Doutrina Espírita Programa Filosofia e Ciência Espíritas Objetivos Explicar a abrangência da Teoria dos valores e sua evolução histórica Analisar

Leia mais

PROVA DAS DISCIPLINAS CORRELATAS TEORIA DO ESTADO

PROVA DAS DISCIPLINAS CORRELATAS TEORIA DO ESTADO P á g i n a 1 PROVA DAS DISCIPLINAS CORRELATAS TEORIA DO ESTADO 1. Na teoria contratualista, o surgimento do Estado e a noção de contrato social supõem que os indivíduos abrem mão de direitos (naturais)

Leia mais

ESCOLA SECUNDÁRIA MANUEL DA FONSECA, SANTIAGO DO CACÉM GRUPO DISCIPLNAR: EMRC PLANIFICAÇÕES 8º Ano ANO 2008/2009 1/7

ESCOLA SECUNDÁRIA MANUEL DA FONSECA, SANTIAGO DO CACÉM GRUPO DISCIPLNAR: EMRC PLANIFICAÇÕES 8º Ano ANO 2008/2009 1/7 8º Ano ANO 2008/2009 1/7 Módulo 1- O GOSTO PELA AVENTURA Tema 1 - A atracção ao desconhecido Experiência de aventuro. (Situações que exprimem experiências de aventura como a condução de veículos, iniciação

Leia mais

Psicologia e trabalho_iniciais_b.qxd 2/11/09 10:19 AM Page xiii

Psicologia e trabalho_iniciais_b.qxd 2/11/09 10:19 AM Page xiii Psicologia e trabalho_iniciais_b.qxd 2/11/09 10:19 AM Page xiii SUMÁRIO Introdução XV 1. Construção do Campo do Trabalho no Pensamento Ocidental como Condição para a Emergência da Psicologia do Trabalho

Leia mais

CAPACITAÇÃO E APOIO AOS CONSÓRCIOS PÚBLICOS INTERMUNICIPAIS VISANDO FORTALECIMENTO INSTITUCIONAL NA ÁREA DE GESTÃO E PLANEJAMENTO TERRITORIAL

CAPACITAÇÃO E APOIO AOS CONSÓRCIOS PÚBLICOS INTERMUNICIPAIS VISANDO FORTALECIMENTO INSTITUCIONAL NA ÁREA DE GESTÃO E PLANEJAMENTO TERRITORIAL CAPACITAÇÃO E APOIO AOS CONSÓRCIOS PÚBLICOS INTERMUNICIPAIS VISANDO FORTALECIMENTO INSTITUCIONAL NA ÁREA DE GESTÃO E PLANEJAMENTO TERRITORIAL Número do Projeto: PRODOC BRA 10/001 Título do Projeto: Observatório

Leia mais

LÍNGUA PORTUGUESA. INSTRUÇÃO: Responder às questões 21 a 26 com base no texto 1. TEXTO 1

LÍNGUA PORTUGUESA. INSTRUÇÃO: Responder às questões 21 a 26 com base no texto 1. TEXTO 1 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 LÍNGUA PORTUGUESA INSTRUÇÃO: Responder às questões 21 a 26 com

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL IV SEAD - SEMINÁRIO DE ESTUDOS EM ANÁLISE DO DISCURSO 1969-2009: Memória e história na/da Análise do Discurso Porto Alegre, de 10 a 13 de novembro de 2009 DO ACONTECIMENTO

Leia mais

É necessário (re)ler Ferdinand de Saussure nos manuscritos originais. Entrevista de Laurent Wolf com Simon BOUQUET

É necessário (re)ler Ferdinand de Saussure nos manuscritos originais. Entrevista de Laurent Wolf com Simon BOUQUET É necessário (re)ler Ferdinand de Saussure nos manuscritos originais Entrevista de Laurent Wolf com Simon BOUQUET Nessa entrevista Simon Bouquet fala da importância de se retornar aos escritos originais

Leia mais

CAMPANHAS ELEITORAIS E COMUNICAÇÃO MIDIÁTICA: CICLOS DE MUDANÇA E CONTINUIDADE

CAMPANHAS ELEITORAIS E COMUNICAÇÃO MIDIÁTICA: CICLOS DE MUDANÇA E CONTINUIDADE CAMPANHAS ELEITORAIS E COMUNICAÇÃO MIDIÁTICA: CICLOS DE MUDANÇA E CONTINUIDADE 48 Monalisa Soares Lopes Universidade Federal do Ceará (UFC) monalisaslopes@gmail.com Os estudos da política contemporânea,

Leia mais

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A ESTÉTICA DO CARTAZ DE GUERRA NA EUROPA 1914-1918

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A ESTÉTICA DO CARTAZ DE GUERRA NA EUROPA 1914-1918 ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A ESTÉTICA DO CARTAZ DE GUERRA NA EUROPA 1914-1918 Prof. Dr. Vanessa Bortulucce A proposta desta comunicação é realizar uma reflexão acerca dos elementos que constituem a estética

Leia mais

FILOSOFIA. 1. TURNO: Vespertino HABILITAÇÃO: Licenciatura. PRAZO PARA CONCLUSÃO: Mínimo = 4 anos

FILOSOFIA. 1. TURNO: Vespertino HABILITAÇÃO: Licenciatura. PRAZO PARA CONCLUSÃO: Mínimo = 4 anos FILOSOFIA 1. TURNO: Vespertino HABILITAÇÃO: Licenciatura GRAU ACADÊMICO: Licenciado em Filosofia PRAZO PARA CONCLUSÃO: Mínimo = 4 anos Máximo = 8 anos 2. OBJETIVO/PERFIL DO PROFISSIONAL A SER FORMADO O

Leia mais

São distintos os conteúdos expostos pela comunicação interna e externa:

São distintos os conteúdos expostos pela comunicação interna e externa: 31 6 COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL Um dos principais objetivos da comunicação institucional é o estabelecimento de relações duradouras com os seus públicos. Isso é possível através de ações personalizadas

Leia mais

SEQUÊNCIA N.º 1 TEXTOS DOS DOMÍNIOS TRANSACIONAL E EDUCATIVO O ESSENCIAL. 1. Artigos científicos e técnicos

SEQUÊNCIA N.º 1 TEXTOS DOS DOMÍNIOS TRANSACIONAL E EDUCATIVO O ESSENCIAL. 1. Artigos científicos e técnicos SEQUÊNCIA N.º 1 TEXTOS DOS DOMÍNIOS TRANSACIONAL E EDUCATIVO O ESSENCIAL 1. Artigos científicos e técnicos Textos que tratam áreas específicas do saber, sendo normalmente escritos por especialistas, o

Leia mais

PROVA DE SOCIOLOGIA 1 o BIIMESTRE 2012

PROVA DE SOCIOLOGIA 1 o BIIMESTRE 2012 PROVA DE SOCIOLOGIA 1 o BIIMESTRE 2012 PROF. PAULO NOME N o 1 a SÉRIE A compreensão do enunciado faz parte da questão. Não faça perguntas ao examinador. A prova deve ser feita com caneta azul ou preta.

Leia mais

Da Comunicação e Educação à Comunicação Educativa: um novo espaço curricular?

Da Comunicação e Educação à Comunicação Educativa: um novo espaço curricular? Da Comunicação e Educação à Comunicação Educativa: um novo espaço curricular? José Esteves Rei e António Moreira O espaço eurístico da área temática Comunicação e Educação não se esgota, seguramente, na

Leia mais

Programa e Metas Curriculares de Português do Ensino Secundário Oralidade

Programa e Metas Curriculares de Português do Ensino Secundário Oralidade Programa e Metas Curriculares de Português do Ensino Secundário Oralidade Helena C. Buescu, Luís C. Maia, Maria Graciete Silva, Maria Regina Rocha 10.º Ano: Oralidade Compreensão do Oral Objetivo Compreender

Leia mais

Fundamentos Históricos e Filosóficos das Ciências

Fundamentos Históricos e Filosóficos das Ciências ESPECIALIZAÇAO EM CIÊNCIAS E TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO Fundamentos Históricos e Filosóficos das Ciências Prof. Nelson Luiz Reyes Marques O que é ciência afinal? O que é educação em ciências? A melhor maneira

Leia mais

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA DISCIPLINA AUDIOVISUAL DA ESCOLA POLITÉCNICA DE SAÚDE JOAQUIM VENÂNCIO

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA DISCIPLINA AUDIOVISUAL DA ESCOLA POLITÉCNICA DE SAÚDE JOAQUIM VENÂNCIO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA DISCIPLINA AUDIOVISUAL DA ESCOLA POLITÉCNICA DE SAÚDE JOAQUIM VENÂNCIO 1. AUDIOVISUAL NO ENSINO MÉDIO O audiovisual tem como finalidade realizar-se como crítica da cultura,

Leia mais

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO - UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ CONSELHO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO RESOLUÇÃO Nº 60/00-CEPE RESOLVE:

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO - UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ CONSELHO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO RESOLUÇÃO Nº 60/00-CEPE RESOLVE: RESOLUÇÃO Nº /00-CEPE 1 Fixa o Currículo Pleno do Curso de Comunicação Social, Habilitações em Jornalismo, Relações Públicas e Publicidade e Propaganda, do Setor de Ciências Humanas, Letras e Artes. O,

Leia mais

EM LISBOA: COLÓQUIO SOBRE AS REDES SOCIAIS NUMA DEMOCRACIA LIBERAL (COM GALERIA DE FOTOS)

EM LISBOA: COLÓQUIO SOBRE AS REDES SOCIAIS NUMA DEMOCRACIA LIBERAL (COM GALERIA DE FOTOS) N20120229n EM LISBOA: COLÓQUIO SOBRE AS REDES SOCIAIS NUMA DEMOCRACIA LIBERAL (COM GALERIA DE FOTOS) A 29 de Fevereiro de 2012, Mendes Bota interveio na sessão de abertura do colóquio subordinado ao tema

Leia mais

Panorama dos pré-socráticos ao helenismo

Panorama dos pré-socráticos ao helenismo Panorama dos pré-socráticos ao helenismo Heidi Strecker* A filosofia é um saber específico e tem uma história que já dura mais de 2.500 anos. A filosofia nasceu na Grécia antiga - costumamos dizer - com

Leia mais

RELACIONAMENTO E POSTURA NA ATIVIDADE PÚBLICA

RELACIONAMENTO E POSTURA NA ATIVIDADE PÚBLICA XXX CONGRESSO BRASILEIRO DE SERVIDORES DE CÂMARAS MUNICIPAIS X ENCONTRO NACIONAL DE VEREADORES - ABRASCAM. RELACIONAMENTO E POSTURA NA ATIVIDADE PÚBLICA Adriana Nóbrega Comunicação e Marketing Político

Leia mais

Como usar o monitoramento de mídias sociais numa campanha política

Como usar o monitoramento de mídias sociais numa campanha política Como usar o monitoramento de mídias sociais numa campanha política No Brasil, há poucas experiências conhecidas de uso de ferramentas de monitoramento de mídias sociais em campanhas políticas. Uma delas

Leia mais

INFORMAÇÃO DA PROVA FINAL DE HISTÓRIA 9.º ANO

INFORMAÇÃO DA PROVA FINAL DE HISTÓRIA 9.º ANO 1. INTRODUÇÃO INFORMAÇÃO DA PROVA FINAL DE HISTÓRIA 9.º ANO Ano Letivo 2014-2015 O presente documento visa divulgar as caraterísticas da prova final do 3.º ciclo do ensino básico da disciplina de História,

Leia mais

Plano Estratégico da União Portuguesa dos Adventistas do Sétimo Dia para o Quinquénio 2013-2017

Plano Estratégico da União Portuguesa dos Adventistas do Sétimo Dia para o Quinquénio 2013-2017 Plano Estratégico da União Portuguesa dos Adventistas do Sétimo Dia para o Quinquénio 2013-2017 O presente documento tem como objetivo apresentar, os valores, as linhas orientadoras, a estratégia e o plano

Leia mais

MUDANÇAS NO MUNDO DO TRABALHO, NOVOS PERFIS E PAPÉIS PROFISSIONAIS

MUDANÇAS NO MUNDO DO TRABALHO, NOVOS PERFIS E PAPÉIS PROFISSIONAIS MUDANÇAS NO MUNDO DO TRABALHO, NOVOS PERFIS E PAPÉIS PROFISSIONAIS DA CHAMINÉ AO CHIP GRANDES FATORES DE MUDANÇA A (R) EVOLUÇÃO DO CONHECIMENTO AS TECNOLOGIAS DE BASE CIENTÍFICA AS NOVAS TECNOLOGIAS ORGANIZACIONAIS

Leia mais

LÍNGUA INGLESA I LÍNGUA INGLESA II LÍNGUA INGLESA III LÍNGUA INGLESA IV LÍNGUA INGLESA V EMENTAS DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE BACHARELAD0 EM TRADUÇÃO

LÍNGUA INGLESA I LÍNGUA INGLESA II LÍNGUA INGLESA III LÍNGUA INGLESA IV LÍNGUA INGLESA V EMENTAS DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE BACHARELAD0 EM TRADUÇÃO EMENTAS DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE BACHARELAD0 EM TRADUÇÃO 1. CONTEÚDOS BÁSICOS PROFISSIONAIS LÍNGUA INGLESA I Ementa: Consolidação do estudo das estruturas simples da Língua Inglesa I em seus aspectos

Leia mais

EDUCAÇÃO FISÍCA PARA O CORPO E FILOSOFIA PARA A ALMA. RESUMO

EDUCAÇÃO FISÍCA PARA O CORPO E FILOSOFIA PARA A ALMA. RESUMO EDUCAÇÃO FISÍCA PARA O CORPO E FILOSOFIA PARA A ALMA. Albertino José da Silva 1 Anderson Alves da Silva 2 Faculdade Mauricio de Nassau 1 Universidade Estadual da Paraíba 2 RESUMO Analisaremos o ensino

Leia mais

INFLUÊNCIAS DE APARELHOS DIGITAIS MÓVEIS NO PROCESSO ENSINO - APRENDIZAGEM DE ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL 1

INFLUÊNCIAS DE APARELHOS DIGITAIS MÓVEIS NO PROCESSO ENSINO - APRENDIZAGEM DE ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL 1 Resumo: INFLUÊNCIAS DE APARELHOS DIGITAIS MÓVEIS NO PROCESSO ENSINO - APRENDIZAGEM DE ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL 1 QUEIROZ, Joyce Duarte joyceduart@hotmail.com QUEIROZ, Antônia Márcia Duarte Instituto

Leia mais

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ CONSELHO SUPERIOR DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO RESOLUÇÃO N. 3.931, DE 22 DE JANEIRO DE 2010

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ CONSELHO SUPERIOR DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO RESOLUÇÃO N. 3.931, DE 22 DE JANEIRO DE 2010 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ CONSELHO SUPERIOR DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO RESOLUÇÃO N. 3.931, DE 22 DE JANEIRO DE 2010 Aprova o Projeto Pedagógico do Curso de Licenciatura em

Leia mais

CURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL PUBLICIDADE E PROPAGANDA

CURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL PUBLICIDADE E PROPAGANDA 1 CURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL PUBLICIDADE E PROPAGANDA EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS BRUSQUE (SC) 2012 2 SUMÁRIO 1ª FASE... 4 01 INTRODUÇÃO A PUBLICIDADE E PROPAGANDA... 4 02 HISTÓRIA DA ARTE... 4 03 COMUNICAÇÃO

Leia mais

Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina 008ª Zona Eleitoral de Canoinhas/SC

Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina 008ª Zona Eleitoral de Canoinhas/SC Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina 008ª Zona Eleitoral de Canoinhas/SC gdelbem@tre-sc.gov.br ; gdelbem@yahoo.com.br Proposta de valores no Planejamento Estratégico da Justiça Eleitoral Gestão

Leia mais

Há muito tempo eu escuto esse papo furado Dizendo que o samba acabou Só se foi quando o dia clareou. (Paulinho da Viola)

Há muito tempo eu escuto esse papo furado Dizendo que o samba acabou Só se foi quando o dia clareou. (Paulinho da Viola) Diego Mattoso USP Online - www.usp.br mattoso@usp.br Julho de 2005 USP Notícias http://noticias.usp.br/canalacontece/artigo.php?id=9397 Pesquisa mostra porque o samba é um dos gêneros mais representativos

Leia mais

Análise semiótica de campanha publicitária O Boticário

Análise semiótica de campanha publicitária O Boticário Análise semiótica de campanha publicitária O Boticário Jacqueline Calisto Costa Raquel de Paula Pinto Soares RESUMO A abordagem semiótica entende o texto como uma unidade de sentido, independente da linguagem.

Leia mais

A Licensee of The Coca-Cola Company

A Licensee of The Coca-Cola Company A Licensee of The Coca-Cola Company Um século de publicidade de uma marca mítica Desde que começou a ser comercializada em 1886, a Coca-Cola foi pioneira em todos os aspectos relacionados com o marketing

Leia mais

UNIVERSIDADE PAULISTA CURSO DE LETRAS DIEGO LOPES MACEDO ELIANA ANTUNES DOS SANTOS GILMARA PEREIRA DE ALMEIDA RIBEIRO

UNIVERSIDADE PAULISTA CURSO DE LETRAS DIEGO LOPES MACEDO ELIANA ANTUNES DOS SANTOS GILMARA PEREIRA DE ALMEIDA RIBEIRO UNIVERSIDADE PAULISTA CURSO DE LETRAS DIEGO LOPES MACEDO ELIANA ANTUNES DOS SANTOS GILMARA PEREIRA DE ALMEIDA RIBEIRO ANÁLISE DO DISCURSO DA PROPAGANDA MARLBORO SOROCABA 2014 1 Introdução O presente trabalho

Leia mais

DIVISÃO DE REGISTROS ACADÊMICOS Registros Acadêmicos da Graduação. Ementas por Curso 09/05/2011 14:54

DIVISÃO DE REGISTROS ACADÊMICOS Registros Acadêmicos da Graduação. Ementas por Curso 09/05/2011 14:54 Curso: DIVISÃO DE REGISTROS ACADÊMICOS Centro de Ciências Humanas e da Comunicação Comunicação Social (Noturno) Ano/Semestre: 011/1 09/05/011 1:5 COM.0000.0.000- COM.0001.0.001-0 COM.0019.01.001-7 FIL.0051.00.00-3

Leia mais

A ideologia alemã. Karl Marx e Friedrich Engels

A ideologia alemã. Karl Marx e Friedrich Engels A ideologia alemã Karl Marx e Friedrich Engels Percurso Karl Marx (1817-1883) Filho de advogado iluminista Formou-se em Direito, Filosofia e História pela Universidade de Berlim; não seguiu carreira acadêmica

Leia mais

Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Sociologia

Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Sociologia Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Ensino Médio Elaborar uma proposta curricular para implica considerar as concepções anteriores que orientaram, em diferentes momentos, os

Leia mais