PARTICIPAÇÃO E LEGITIMAÇÃO POLÍTICA: O (DES) ENCONTRO DE THOMPSON COM HABERMAS

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1 PARTICIPAÇÃO E LEGITIMAÇÃO POLÍTICA: O (DES) ENCONTRO DE THOMPSON COM HABERMAS Laerson Bruxel 1 RESUMO Quando se fala em democracia, pressupõe-se a participação do povo na tomada de decisões políticas. A participação consciente e a legitimação das decisões políticas motivam grandes debates. Habermas propôs o conceito de esfera pública para entender este campo. Intermediária entre sociedade civil e poder político, esta esfera apresenta-se como espaço para a constituição da vontade pública. Focando as grandes transformações pelas quais passa a sociedade, em especial a crescente influência da mídia, John Thompson questiona a proposta de Habermas e propõe a democracia deliberativa. O presente artigo reflete sobre este tema, apontando divergências e convergências entre Habermas e Thompson. A constituição de um espaço público para decidir sobre questões relativas à coletividade, onde todos possam participar, é uma questão que permeia a obra de Jürgen Habermas. Este debate acompanha a humanidade desde o surgimento da modernidade. Até então, o homem se resignava diante dos poderes temporais, considerando-os desígnios dos deuses. A racionalidade acaba por sepultar essa visão. O Estado moderno surge, assim, fundado numa espécie de acordo entre os homens, que assumem as rédeas do seu destino. Um governante passa a ter legitimidade somente se contar com o assentimento dos governados. E estes passam a exigir o atendimento de determinadas demandas daqueles que ocupam, temporariamente, o posto de comando. Estas são as idéias norteadoras desta nova visão da organização sócio-política. Habermas introduz o conceito de esfera pública para estruturar e esclarecer sua idéia acerca desta questão. A esfera pública é vista como local de disputa entre os princípios divergentes de organização da sociabilidade. Neste espaço transitam os mais diversos atores, cada qual defendendo seus interesses. Na visão habermasiana, a esfera pública se constitui como instância deliberativa e legitimadora do poder político. É verdade que em Mudança 1 Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Informação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

2 Estrutural da Esfera Pública, tradicional obra em que Habermas lança este seu conceito, a esfera pública é vinculada ao surgimento e ascensão da burguesia. A esfera pública é caracterizada como um espaço de mediação entre o campo das relações privadas e o Poder Público. Na sua origem, trata-se de um espaço independente do Estado, que tem como objetivo principal discutir racionalmente as questões de interesse privado (da burguesia) mas que, pela relevância destes, acabam se transformando em questões de interesse público. E sendo relevantes publicamente, estas demandas ganham conotação política, razão pela qual a esfera pública burguesa assume função política (Habermas, 1984: ). Atualizando, portanto, a proposta de Habermas, e ampliando o espectro de influência do seu conceito, qualquer tema de relevância pública, quer seja da burguesia, da classe operária ou de outros grupos, enfim, da coletividade, precisa ser submetido à discussão. No entendimento de Habermas, uma vontade individual ou de grupos não pode ser imposta. Vontades individuais precisam ser transformadas em uma vontade geral. Esta deve ser construída racionalmente. O que é determinante é o argumento racional, e não o poder, privilégios, a classe social ou qualquer outro tipo de influência. Em síntese, trata-se de construir uma opinião pública que leve a uma tomada de decisões (por parte do Poder Público) que atendam a esta vontade geral. Em contraposição à política do segredo praticada pelos monarcas, Habermas (1984:235) sugere tornar público, para submeter ao debate racional, tudo que se refere à coletividade. Para ele, as decisões políticas sempre devem estar sujeitas à revisão perante a instância da opinião pública. Novos contornos da esfera pública A participação de todos os indivíduos, livres e conscientes, na decisão das questões de interesse público se configura como a situação ideal de democracia. No entanto, diante da complexificação cada vez maior das relações sociais, não resta dúvida de que isso se torna cada vez mais problemático. É preciso, em primeiro lugar, um espaço específico. Além disso, sem uma instituição que assegure, tenha força e legitimidade para implementar uma política que é formulada a partir de uma construção coletiva, também se tornam inócuas todas as iniciativas com vistas à implantação deste espaço. Habermas (2002: ) lembra que o Estado-nação propiciou uma estrutura na qual a idéia republicana de uma comunidade, influindo sobre si mesma de maneira consciente, pôde ser articulada e institucionalizada. Hoje, porém, destaca Habermas, a soberania é atingida pelo processo de globalização. Para

3 Ianni (1996:110), é muito forte a evidência de que as relações internacionais e transnacionais debilitaram os poderes do moderno Estado soberano. Individualmente, Estados são cada vez menos capazes de controlar as economias nacionais. Conforme Habermas (1995: ), os problemas tomaram dimensões que fogem ao controle desta estrutura de poder. Ele também faz referência à real possibilidade de desencadeamento do que chama de riscos globais (ecológicos, clima, problemas sociais e pobreza). Um problema ecológico ou a exclusão social de grandes massas causam um impacto do qual quase ninguém escapará caso essas tendências mundiais não sejam detidas e revertidas. Todas as sociedades, enfatiza Habermas (1995:101), já constituem parte inseparável de uma comunidade de riscos compartilhados, que são percebidos como desafios para a ação política cooperativa. O crescente pluralismo no interior das sociedades nacionais e os problemas globais que os governos nacionais enfrentam no setor externo fazem com que o Estado-nação não possa mais fornecer a estrutura apropriada para a manutenção da cidadania democrática no futuro previsível. Para Habermas, o que parece ser necessário é o desenvolvimento de capacidades para a ação política num nível acima dos e entre os Estados-nação. Uma das maneiras de escapar ao impasse seria a emergência de regimes supranacionais, como a União Européia. Habermas entende que é preciso salvar a herança republicana, mesmo que seja transcendendo os limites do Estado-nação. Nossas capacidades para a ação política devem acompanhar o ritmo da globalização das redes e sistemas auto-regulados (1995:100). A proposta de Habermas se constitui como uma resposta à lógica da globalização. Se os problemas e outras questões relativas à coletividade tomaram dimensão transnacional, sobre as quais o Estado-nação perdeu força, torna-se necessário instituir um espaço supranacional, uma esfera pública mundial, onde o cidadão do mundo possa atuar. E não basta somente um espaço de discussão. Considerando-se o enfraquecimento do Estado-nação, é preciso também uma instância que tenha legitimidade e força para agir e assegurar os direitos dos novos cidadãos. Na mesma linha de Habermas, David Held também defende a necessidade de criar um novo nível de direitos e deveres ligados a uma cidadania transnacional. Ele (Held apud Vieira, 2001:270) aponta a existência de um déficit democrático. Conforme Vieira (2001:270), a perspectiva da democracia cosmopolita propõe a existência de novas estruturas de cooperação internacional. Ele defende a criação de uma esfera pública mundial. Diante dos limites do Estado-nação, Habermas salienta que o que já significou, certa vez, a idéia de soberania popular está condenada a decair em pura quimera se permanecer encerrada na forma histórica do Estado-nação soberano. Para Habermas, o advento da cidadania mundial não é mais mera fantasia. A cidadania estatal e a cidadania

4 mundial formam um continuum cujos contornos, pelo menos, já se tornam visíveis (Habermas apud Vieira, 2001:272). Limites para a participação na esfera pública mundial Se o processo de globalização desafia as instâncias democráticas, propondo novas formas de participação e legitimação, o campo da comunicação também requer atenção especial. Um requisito fundamental para quem deseja participar da discussão pública é o de que esteja bem informado. Ianni (1996:114) constata que são poucos os que dispõem de condições para se informarem e se posicionarem diante dos acontecimentos mundiais, tendo em conta suas implicações locais, regionais, nacionais e continentais. O autor de A sociedade global pinta um quadro nada animador. Para ele, por causa da mídia, grande parte da população recebe praticamente as mesmas mensagens de forma homogênea. Ianni (1996: ) vê pouca autonomia no sujeito e acha que a mídia é responsável por uma coesão global. Em Mudança Estrutural da Esfera Pública, Habermas já chama a atenção para o importante papel que a imprensa desempenha dentro da esfera pública. Para ele, a imprensa passa, historicamente, a ser um espaço privilegiado para a formação da opinião pública, uma vez que consegue atingir grande número de pessoas. Conforme Habermas (1984:218), a estruturação como empresas, e portanto com interesse comercial, fez com que os meios de comunicação se tornassem pórtico de entrada de privilegiados interesses privados na esfera pública. Ao invés de dar publicidade às questões que efetivamente teriam interesse público para que pudessem ser trazidas e submetidas a um debate racional, a imprensa passa a dar publicidade à posição de alguns grupos (os patrocinadores) que, assim, buscam criar um clima de opinião, o que é qualificado por Habermas (1984:254) como manipulação. No momento em que muitas empresas adquirem caráter transnacional, atuando em diversos países, a área da comunicação passa a ser estratégica. Webster (1995: ) lembra que o domínio ou gerenciamento das informações permite criar imagens comuns à população dos mais diversos países. As forças econômicas viram na mídia uma forma de sustentar seu poder através de um meio simbólico. A mídia caracteriza-se, fundamentalmente, como espaço privilegiado para divulgação comercial. Conforme Webster, o que se viu nos últimos anos, especialmente no século XX, foi o crescimento da consciência de que o gerenciamento da informação passou a ser uma estratégia fundamental para o sucesso, tanto de governos como de grupos empresariais. De outra parte, o acesso à informação também virou privilégio. Peter Dahlgren (1997:256) observa que os progressos tecnológicos têm favorecido interesses privados em

5 detrimento do domínio público, o que, no seu entender, compromete o ideal universalista da cidadania. Entrando no campo mais específico da política, e analisando a esfera pública hoje, Webster (1995: ) faz um alerta. Grande parte das informações que por aí circulam - e das quais a maioria se alimenta -, mesmo sendo oriundas de instituições que deveriam zelar pelo interesse público, nem sempre são confiáveis, uma vez que podem ter sido administradas e trabalhadas de acordo com determinados interesses, sejam de grupos privados ou do próprio Poder Público, na sua tentativa de se manter no poder e continuar contando com o apoio da população. Por outro lado, Webster (1995: ) não deixa de reconhecer alguns aspectos que advogam em favor de uma esfera pública democrática. Segundo ele, apesar de várias limitações, de um modo geral, hoje as pessoas têm acesso a muitas informações. Para ele, não se pode menosprezar a criatividade das pessoas. Webster percebe nas novas tecnologias da informação um potencial democrático, e que pode ser, e já é, usado em diversas áreas da sociedade civil, funcionando como mediação entre governo (Poder Público) e família (esfera privada), realizando assim funções que Habermas qualificava como sendo próprias da esfera pública. A crítica de Thompson A proposta de Habermas, de uma esfera pública mundial, onde as grandes questões possam ser discutidas racionalmente, em condições de igualdade, não deixa de ser utópica. A situação ideal de fala desejada por Habermas é impossível de ser realizada, até pelas próprias limitações humanas, como as de tempo e espaço. Vale lembrar, como bem faz Vieira (2001:60), que o modelo discursivo de Habermas é procedimental. A argumentação deve se dar num ambiente de conversação, de diálogo. E isto expressa uma condição de igualdade, onde todos os participantes têm chances iguais de iniciar ou continuar a comunicação, fazer comentários, recomendações e explanações e de expressar desejos e sentimentos. Habermas entende que cada cidadão deve ser livre para tematizar as relações de poder que, em contextos ordinários normais, constrangem a livre articulação de opiniões e posições. Na sua crítica, John Thompson vai direto ao ponto quando se refere à esfera pública burguesa de Habermas. Para ele (2002:70), está claro que Habermas considerou este modelo como uma idealização dos verdadeiros processos históricos. Entre as principais lacunas na argumentação de Habermas, Thompson aponta o esquecimento de outras formas de discurso e

6 atividades públicas que, além das burguesas, existiram durante o período ao qual Habermas se refere séculos XVII a XIX. Como exemplo, cita movimentos sociais e políticos plebeus (2002:69). Thompson ainda questiona o fato de Habermas valorizar somente um tipo de periódico os que tinham teor crítico e político em detrimento a outros, de caráter comercial e com conteúdo sensacionalista. Para Thompson, a explicação sobre a refeudalização e o declínio da esfera pública também não é satisfatória. No entanto, se estas lacunas são evidentes, Thompson acha que elas ajudam a entender como Habermas chegou às conclusões apresentadas em Mudança Estrutural da Esfera Pública. Apesar destas críticas, Thompson aponta dois grandes méritos da obra de Habermas. O primeiro, por destacar a mais ampla importância política do desenvolvimento da imprensa periódica nos inícios da Europa moderna (2002:69), e o segundo, ao chamar a atenção para o fato de que as indústrias da mídia sofreram grandes mudanças ao longo dos séculos XIX e XX (2002:72-73). Com relação ao segundo ponto, Thompson assinala três tendências centrais no desenvolvimento das indústrias da mídia: 1) a transformação das instituições da mídia em interesses comerciais de grande escala; 2) a globalização da comunicação; 3) o desenvolvimento das formas de comunicação eletronicamente mediadas. A mídia é o foco central da análise de Thompson. Se ela exerce grande influência, é preciso, antes de tudo, entendê-la e saber como se dão as relações mediadas. Thompson (2002:77) lembra que durante a maior parte da história humana, a grande maioria das interações sociais se deu numa situação face a face. Os indivíduos se relacionavam entre si num ambiente físico compartilhado. Porém, o desenvolvimento dos meios de comunicação alterou os padrões tradicionais de interação social. Thompson (2002:78-82) identifica três tipos de interação: 1) face a face; 2) mediada; 3) quase-interação mediada. A primeira, como já descrito anteriormente, exige um contexto de co-presença, é dialógica. A segunda também é dialógica, mas não exige a presença dos interlocutores no mesmo espaço. Como exemplo, pode ser citado o uso do telefone. A quase-interação mediada, por sua vez, não é nem dialógica - é monológica - e nem exige um mesmo contexto. A televisão serve como exemplo. Através deste meio, pode-se, fora do contexto do telespectador, emitir uma mensagem a ele sem que lhe seja dada oportunidade de se manifestar. Thompson faz questão de destacar que o uso dos meios de comunicação, cada vez mais presentes no cotidiano das pessoas, proporciona novas formas de interação, que se estendem no espaço e, em muitos casos, também no tempo. Tem-se, assim, um leque de características que as diferenciam das interações face a face. Por isso, a esfera pública de

7 Habermas torna-se deficitária se pensada nos dias de hoje. Ela está baseada na concepção tradicional, do encontro face a face, no compartilhamento de um mesmo lugar para a conversação, para a discussão das coisas de relevância pública. Por isso, Thompson é categórico em afirmar que a idéia original da esfera pública não pode ser diretamente aplicada às condições criadas pelo desenvolvimento dos novos meios técnicos. Além disso, considera a idéia de esfera pública de importância limitada porque ela está ligada, fundamentalmente, à noção de formação de opinião participativa (1995:156). Conforme Thompson, as realidades e possibilidades políticas do final do século XX não sustentam a idéia de uma esfera pública em que opiniões pessoais dos indivíduos se tornem opinião pública através da participação num debate livre e igual, aberto a todos. Para Thompson, esta situação até pode ocorrer em nível micro, porém, no nível da política nacional e internacional, e nos níveis superiores onde o poder é exercido em organizações civis e comerciais de grande escala, é difícil ver como a idéia de formação de opinião participativa poderia ser implementada de maneira significativa. Thompson (1995:157) vê com ceticismo a proposta de Habermas de reconstruir a esfera pública numa base institucional diferente, de caráter transnacional. Se o debate livre e aberto é inviável no plano nacional, então, no nível internacional, sequer pode ser imaginada sua implementação. Princípio do pluralismo regulado e democracia deliberativa O grande mérito da obra de Habermas é reconhecer a crescente influência da imprensa na formação da chamada opinião pública, ou seja, no debate democrático. Thompson dá esse crédito ao autor de Mudança Estrutural da Esfera Pública, mas entende que a teoria de Habermas não consegue dar conta da complexidade desta questão. Thompson (2002:72) vê nisso a influência de Adorno e Horkheimer, fazendo com que Habermas relegasse a um segundo plano esta questão, uma vez que desconsidera qualquer papel esclarecedor que a imprensa pudesse vir a desempenhar. Para Thompson, a partir deste ponto começam as principais dificuldades e limitações de toda construção teórica de Habermas. Thompson afirma que na contemporaneidade não há como negligenciar o papel da mídia. Além de exercer grande influência, ela também acabou por alterar as relações sociais. De um contexto de co-presença, grande parte da interação social passa a se dar de forma mediada (Thompson, 2002: ). Então, qualquer proposta de organização de uma sociedade precisa considerar este aspecto. Thompson reconhece que a democracia tornou-se a única idéia capaz de garantir o exercício legítimo do poder político. Assim como Habermas, também lembra que na

8 sociedade moderna ela está fundada nos estados nacionais, que estão em crise. Recorda ainda o problema das desigualdades sociais. O modelo da democracia moderna, e em especial a proposta de Habermas, pressupõe um processo de comunicação dialógica entre indivíduos de condições sociais mais ou menos iguais que se reúnem para formar, através da argumentação e do debate, uma vontade coletiva. Para Thompson (2002:220), este modelo, dada a complexidade das sociedades modernas em crescente intercomunicabilidade no mundo, não consegue resolver os atuais dilemas da política democrática. Com o advento da interação mediada, Thompson considera necessário enfocar a problemática da renovação da vida pública e da democracia a partir do papel exercido pela mídia. Num período em que os conglomerados de comunicação global são atores-chave na produção e distribuição de bens simbólicos, a reflexão sobre as condições de liberdade de expressão não pode se restringir à estrutura territorial do estado nacional. Se antes as ameaças à liberdade de expressão provinham do excessivo uso de poder pelo Estado, hoje o que se apresenta como ameaça é o desimpedido crescimento das organizações da mídia e de seus interesses comerciais. Para administrar este novo cenário, e garantir a diversidade e a liberdade de expressão, Thompson (2002:209) propõe a adoção do princípio do pluralismo regulado. Através deste seria possível estabelecer parâmetros para o desenvolvimento das instituições da mídia. Por um lado, esclarece o autor, o princípio propõe a descentralização de recursos e, por outro, a separação do poder estatal. A proposta visa a garantir a liberdade de expressão, fugindo de eventuais abusos do poder estatal, e, também, por não acreditar que o mercado se auto-regule, busca assegurar e promover a diversidade e o pluralismo na esfera da comunicação. Segundo Thompson (2002:211), o princípio do pluralismo regulado define um largo espaço institucional que permite este tipo de variedade. É um espaço situado entre o mercado e o Estado. Thompson vai um pouco mais longe. Entende que este espaço deve ficar além do Estado. E a justificativa é óbvia: se os produtos da mídia circulam muito além das fronteiras de particulares estados nacionais, qualquer tentativa de regular e diversificar deve, portanto, se situar num nível que transcenda as políticas domésticas de Estados individuais (Thompson, 2002:211). Considerando as limitações do modelo da democracia moderna, e vislumbrando a implementação do princípio do pluralismo regulado, Thompson (2002:221) aposta na concepção deliberativa de democracia. Nesta os indivíduos são vistos como agentes autônomos, capazes de formar juízos razoáveis através da assimilação de informações e diferentes pontos de vista (Thompson, 2002:220). A democracia deliberativa

9 institucionalizaria uma variedade de mecanismos para incorporar os juízos individuais num processo coletivo de tomada de decisão. Numa concepção deliberativa de democracia, a legitimidade de uma decisão deriva do fato de que ela é resultado de um processo de generalizada deliberação. Uma concepção deliberativa não pressupõe que cada indivíduo já possua uma vontade predeterminada ou um conjunto de preferências, nem define a legitimidade como a soma aritmética de preferências individuais. Mas do que isto, o processo de deliberação em si mesmo é crucial, porque é através dele, da consideração e avaliação de diferentes pontos de vista, que os indivíduos chegam a formar suas vontades (THOMPSON, 2002:221). Entre as vantagens da concepção deliberativa de democracia deliberativa, Thompson ressalta que não requer necessariamente uma concepção dialógica. O autor tem razão ao afirmar que não há boas razões para pressupor que o processo de ler um livro ou de assistir a um programa de televisão seja, por si mesmo, menos indicado para se chegar a uma deliberação do que numa conversa face a face com outros (Thompson, 2002:221). Outro aspecto que merece atenção é fato de que, numa democracia deliberativa, os indivíduos podem participar das decisões públicas sem que, com isso, tenham que se reunir em um local compartilhado. Thompson está correto ao dizer que não se pode querer que o modelo tradicional, de cidadãos reunidos num mesmo espaço, seja o único e legítimo fórum de deliberação. O modelo proposto por Thompson vê papel central na mídia. É a partir dela com o fornecimento de informações e pontos de vista diferentes que os indivíduos vão formar juízos de valor sobre assuntos de seus interesses. O incentivo à diversidade e ao pluralismo na mídia é, portanto, uma condição essencial, não opcional ou dispensável, para o desenvolvimento da democracia deliberativa (Thompson, 2002:222). A democracia deliberativa de Thompson (2002:223) é uma democracia mediada. Os processos de deliberação dependeriam de instituições da mídia, tanto como um meio de informação quanto como um meio de expressão. Thompson reconhece que seria ingênuo supor que suas propostas para uma democracia deliberativa possam superar, ou mesmo atenuar em alguma medida, os problemas enfrentados pela política democrática moderna. Segundo ele, os problemas estão enraizados em aspectos fundamentais da organização social e em processos de mudança social de longo tempo. Mas, por fim, Thompson não deixa de revelar seu lado utópico. Ele entende que sua proposta pode ajudar a construir uma forma de vida democrática onde todos os indivíduos sejam agentes autônomos, responsáveis e capazes de juízos de valor (2002:223), sem que com isso tenham que se reunir num mesmo espaço para conversar ou deliberar.

10 Os sonhos de Thompson e Habermas Thompson é muito claro e, em alguns aspectos, muito feliz nas críticas à proposta de Habermas de instituir um espaço, uma esfera pública mundial, onde todos os cidadãos pudessem se reunir para, de maneira livre e aberta, decidir através de um debate racional sobre as questões que dizem respeito à coletividade. Por outro lado, a alternativa apresentada por Thompson um pluralismo regulado para instituição de uma democracia deliberativa não deixa de ser também um tanto quanto utópica, aproximando-se neste sentido do objetivo último de Habermas uma esfera de legitimação das questões de interesse público. É verdade, como disse Webster e o próprio Thompson, que não se pode menosprezar a criatividade dos indivíduos. Mas, por outro lado, considerando a grande e crescente importância que tem a mídia, a existência de monopólios nesta área aspectos reconhecidos e ressaltados por Thompson e bem analisados por Webster -, torna-se difícil vislumbrar a formação de uma sociedade onde todos os indivíduos sejam agentes autônomos, responsáveis e capazes de juízos de valor, como sonha o autor de A mídia e a modernidade. Ianni, como vimos anteriormente, vê pouca autonomia no sujeito neste novo cenário globalizado. Para ele, a mídia não favorece a pluralidade, mas sim gera uma coesão global. Tanto Habermas como Thompson tentam encontrar uma alternativa para preservar o princípio básico da democracia: o de que os indivíduos possam participar das decisões que lhe digam respeito. Se Habermas aparece como ingênuo ao insistir numa proposta dialógica, de interação face a face, Thompson não foge muito disso, ao ressaltar, e até exagerar, as supostas virtudes que as novas técnicas da mídia poderiam vir a trazer para a implementação de mecanismos que possam vir a acolher e retratar a vontade dos indivíduos. Habermas insiste no projeto de uma sociedade apta a aprender e capaz de agir sobre si mesma por meio da vontade e da consciência política, mesmo para além de um mundo constituído por Estados nacionais (Habermas, 2002:142). Thompson, com seu princípio do pluralismo regulado e com sua democracia deliberativa, tocada por agentes autônomos, responsáveis e capazes de juízos de valor, se aproxima do ideal democrático de Habermas. Ambos vêem a necessidade de criar mecanismos que garantam maior legitimidade às decisões políticas. Enquanto um aposta no discurso racional de indivíduos livres, na participação face a face, o outro vê a saída na deliberação de agentes autônomos, que se aproveitam dos avanços das novas tecnologias da mídia.

11 BIBLIOGRAFIA DAHLGREN, Peter. El espacio público y los medios: una nueva era? In: VEYRAT MASSON, Isabelle y DAYAN, Daniel (comps.). Espacios publicos en imagines. Barcelona: Gedisa Editorial, FREITAG, B, ROUANET, S, Habermas. Coleção Grandes Cientistas Sociais 3. ed. São Paulo: Ática, HABERMAS, Jürgen. A inclusão do outro estudos de teoria política. São Paulo: Loyola, HABERMAS, Jürgen. Mudança estrutural da esfera pública: investigações quanto a uma categoria da sociedade burguesa; tradução de Flávio R. Kothe. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, HABERMAS, Jürgen. O Estado-nação europeu frente aos desafios da globalização: o passado e o futuro da soberania e da cidadania. In: Novos estudos do CEBRAP. São Paulo, n. 43, nov IANNI, Octávio. A sociedade global. 4. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, THOMPSON, John B. A mídia e a modernidade: uma teoria social da mídia. 4. ed. Petrópolis: Vozes, THOMPSON, John B. Ideologia e Cultura Moderna: teoria social crítica na era dos meios de comunicação de massa. Petrópolis: Vozes, VIEIRA, Liszt. Os argonautas da cidadania: a sociedade civil e a globalização. Rio de Janeiro: Record, 2001.

12 WEBSTER, Frank Neville. Theories of information society. Londres: Routledge, 1995.

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