O princípio da publicidade e os tratados internacionais: análise da aquisição do porta-aviões Foch

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1 O princípio da publicidade e os tratados internacionais: análise da aquisição do porta-aviões Foch Paulo Henrique Faria Nunes 1 Resumo: O princípio da publicidade é um dos pilares de sustentação do Estado de direito. Os tratados internacionais, assim como os atos públicos internos, estão sujeitos a tal princípio. Todavia, ainda hoje encontram-se indícios de atos que visam burlar a publicidade em virtude de diferentes razões. Analisam-se as circunstâncias que envolvem o contrato de compra e venda do porta-aviões Foch, firmado por Brasil e França e mantido até a data de conclusão deste trabalho como ato sigiloso. Palavras-chave: comunicação; Estado; publicidade; segurança; tratados internacionais. INTRODUÇÃO O princípio da publicidade é um dos pilares de sustentação do Estado de direito. Juntamente com a legalidade, a impessoalidade, a moralidade e a eficiência, a publicidade é um dos princípios constitucionais explícitos concernentes à administração pública. Além disso, ao direito à informação a Assembleia Nacional Constituinte legou o status de direito fundamental e consagrou um instrumento destinado à coibir eventuais arbitrariedades, o habeas datas 2. A produção de leis, a realização de contratos pela administração pública, a nomeação de servidores, a aplicação de penalidades são atos realizados em consonância com o princípio da publicidade. A política externa, igualmente, deve ser conduzida de modo que haja transparência. 1 Professor de Direito da PUC/GO. 2 O art. 5.º, LXXII, da Constituição Federal que prevê que conceder-se-á habeas data: a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante constante de registros ou banco de dados de entidades governamentais ou de caráter público; b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo.

2 Todavia, a interpretação de tal princípio e do direito à informação encontra uma exceção: as informações cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado 3. Este trabalho tem por finalidade analisar a assinatura de instrumentos internacionais sob o amparo da exceção acima descrita, sobretudo os atos de compra e venda de materiais bélicos entre Estados. Optou-se por promover uma discussão abstrata e pela análise de um caso concreto: o porta-aviões Foch rebatizado São Paulo, vendido pela França ao Brasil em setembro de Inicialmente, discorre-se sobre os tratados internacionais em linhas gerais. Em seguida, confere-se especial atenção à publicidade das negociações internacionais e à aquisição do Foch. TRATADOS INTERNACIONAIS ELEMENTOS GERAIS 4 Tratados são acordos de vontades celebrados entre pessoas internacionais, isto é, sujeitos de direito internacional dotados de competência e/ou capacidade para tal fim. A capacidade para celebrar tratados internacionais é determinada por um desses três elementos: soberania; delegação de competência pelos Estados; ou reconhecimento internacional. Portanto, os sujeitos aptos a celebrar tratados internacionais são os Estados, as organizações internacionais e alguns sujeitos especiais sui generis como a Santa Sé, a Cruz Vermelha ou grupos insurgentes. No entanto, nem todo acordo de vontade entre esses sujeitos é considerado um tratado internacional. Em termos gerais, é necessário que esse concerto de vontades seja por escrito. Algumas declarações verbais de representantes de Estados já foram admitidas por tribunais internacionais como elementos de natureza vinculante; todavia, tais declarações de vontade se aproximam mais de um ato unilateral do que de um tratado internacional verbal. Além disso, é imprescindível que esse acordo de vontades seja regido pelo DIP. Assim, em um eventual conflito quanto à aplicação de um tratado internacional não será 3 Art. 5.º, XXXIII, da Constituição Federal. 4 O estudo dos tratados internacionais é disciplinado pela Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados (1969). Para mais detalhes sobre o assunto, sugere-se: MEDEIROS, Antônio Paulo Cachapuz de. O poder de celebrar tratados: competência dos poderes constituídos para a celebração de tratados, à luz do direito internacional, do direito comparado e do direito constitucional brasileiro. Porto Alegre: Sérgio Antônio Fabris Editor, 1995; LAMBERT, Jean-Marie. Curso de direito internacional público: fontes e sujeitos. v ed. Goiânia: Kelps, 2004.

3 aplicado um sistema jurídico estatal específico. A solução a ser buscada deverá ser internacional, isto é, as partes contratantes deverão resolver a querela segundo algum sistema de resolução de controvérsias internacionais (negociação direta, mediação, arbitragem, solução judiciária etc.). Atualmente o estudo dos tratados internacionais segue, sobretudo, as diretrizes e determinações da Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados (CVDT), adotada em 23 de maio de O parágrafo primeiro do art. 2 da CVDT apresenta várias definições, dentre elas a de tratado (art. 2.1.a): [...]um acordo internacional concluído por escrito entre Estados e regido pelo direito internacional, quer conste de um instrumento único, quer de dois ou mais instrumentos conexos, qualquer que seja sua denominação específica. Apesar do aspecto restritivo da concepção oficial, não somente os Estados podem participar de acordos internacionais. As Organizações Internacionais vêm participando de tratados internacionais desde a primeira metade do século XX. Obviamente a competência das OI s é mais limitada do que a dos Estados, pois esses são soberanos. Visto que os tratados internacionais são elementos formais, a terminologia empregada é questão secundária. O que interessa, antes de qualquer outra coisa, é o respeito às formalidades que dizem respeito a seu processo de elaboração. Encontram-se, assim, uma diversidade de termos que podem ser utilizados para denominar um tratado internacional: tratado, acordo, ajuste, convenção, convênio, arranjo, modus vivendi, minuta, pacto, arranjo, protocolo, ato, ata, compromisso, memorando, carta, estatuto, constituição, concordata etc. Não existem padrões rígidos sobre a utilização dessa vasta terminologia, de modo que os negociadores possuem liberdade para definir qual termo empregar no momento da celebração de um acordo internacional. Entretanto, a prática internacional aponta tendências que os Estados seguem no uso de determinados termos e expressões. No que diz respeito à competência para assinar um tratado em nome de um Estado, há que se levar em conta que Estados e organizações internacionais são pessoas 5 A Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados foi submetida à aprovação do Congresso Nacional por meio da mensagem presidencial n. 116 (26 mai. 1992). O processo de ratificação interna só foi concluído anos depois (Decreto legislativo 496, de 17 de julho de 2009), com reserva a seus artigos 25 e 66. Até o momento o texto aguarda a ratificação internacional pelo Poder Executivo e consequente promulgação.

4 jurídicas. Portanto, quando celebram qualquer tipo de acordo, é necessário que sejam representados por alguém. Diz-se que todo aquele que está munido de poderes para celebrar um acordo em nome de um Estado ou de uma OI possui competência negocial. A competência negocial diz respeito ao direito interno de cada Estado ou às regras das OI s. Pode-se dividi-la em duas espécies, sobretudo no que diz respeito aos Estados: originária e derivada. A competência negocial originária diz respeito àquele agente ou autoridade que representa originariamente um Estado, isto é, aquele que tem competência para celebrar um tratado internacional em nome de um Estado antes de qualquer outra pessoa: o chefe de Estado e/ou de Governo, que pode variar conforme a forma e o sistema de governo adotado (Monarca, Presidente, Primeiro Ministro). A assinatura de um tratado é um ato de soberania, portanto a definição da autoridade que possui plenos poderes para celebrá-los é matéria constitucional. No Brasil, a celebração de tratados é de competência privativa do Presidente da República (art. 84, VIII, CF/88). Os agentes que recebem poderes para representar um Estado na assinatura de um tratado internacional de quem tem competência originária possuem competência derivada. São pessoas que, num primeiro momento, não estariam aptas a celebrar um acordo internacional; todavia recebem poderes por delegação. Denomina-se plenipotenciário o agente que recebe plenos poderes por delegação. Segundo o art. 2.1.c da CVDT, plenos poderes significam um documento expedido pela autoridade competente de um Estado e pelo qual são designadas uma ou várias pessoas para representar o Estado na negociação, adoção ou autenticação do texto de um tratado, para manifestar o consentimento do Estado em obrigar-se por um tratado ou para praticar qualquer outro ato relativo a um tratado. A questão dos plenos poderes é melhor esclarecida no art. 7 da CVDT. Art. 7 Plenos poderes 1. Uma pessoa é considerada representante de um Estado para a adoção ou autenticação do texto de um tratado ou para expressar o consentimento do Estado em obrigar-se por um tratado se: a) apresentar plenos poderes apropriados; ou

5 b) a prática dos Estados interessados ou outras circunstâncias indicarem que a intenção do Estado era considerar essa pessoa seu representante para esses fins e dispensar os plenos poderes. 2. Em virtude de suas funções e independentemente da apresentação de plenos poderes, são considerados representantes de seu Estado: a) os Chefes de Estado, Chefes de Governo e ministros das Relações Exteriores, para a realização de todos os atos relativos à conclusão de um tratado; b) os Chefes de missão diplomática, para a adoção do texto de um tratado entre o Estado acreditante e o Estado junto ao qual estão acreditados; c) os representantes acreditados pelos Estados perante uma conferência ou organização internacional ou um de seus órgãos, para a adoção do texto de um tratado em tal conferência, organização ou órgão. Os plenipotenciários, visto que não possuem competência para celebrar tratados conforme o sistema constitucional dos Estados, devem apresentar no momento de conclusão da negociação a carta de plenos poderes. Trata-se do instrumento que formaliza a delegação de poderes por parte de quem tem competência negocial originária, uma espécie de procuração que o Chefe do Executivo confere a alguém que passa a ser seu legítimo representante. É um documento simples, conforme modelo sugerido no Manual de Tratados elaborado pela Seção de Tratados do Escritório de Assuntos Jurídicos das Nações Unidas. Apresenta-se abaixo um modelo a partir do apresentado na referida publicação 6 : PLENOS PODERES Eu, (nome e título do Chefe de Estado, Chefe de Governo ou Ministro de Relações Exteriores), Autorizo pelo presente instrumento (nome e título do dignitário) a (assinar, ratificar, denunciar, realizar a seguinte declaração a respeito de etc.) o (título e data do tratado, convenção, acordo etc.) em nome do Governo de (nome do Estado). Feito em (lugar e data). (assinatura) Embora os plenos poderes sejam uma condição à celebração de um tratado, alguns agentes estão dispensados da apresentação da carta de plenos poderes (art. 7.2 da CVDT). Os Chefes de Estado e Chefes de Governo por razões evidentes são dispensados, uma vez que têm competência originária. O Ministro de Relações Exteriores é o assessor direto do Chefe do Poder Executivo na condução da política externa de um Estado; não é necessário que apresente uma 6 ONU. Manual de tratados: preparado por la Sección de Tratados de la Oficina de Asuntos Jurídicos. New York: ONU, 2001, p. 42.

6 carta de plenos poderes toda vez que for participar da assinatura de um tratado porque já é formalmente nomeado para a realização de tais atos. Na Constituição brasileira, está prevista dentre as várias competências privativas do Presidente da República a nomeação e exoneração dos Ministros de Estado (art. 84, I) 7 ; a esses escolhidos dentre nacionais maiores de vinte e um anos e no gozo de seus direitos políticos cabe dentre outras funções praticar os atos pertinentes às atribuições que lhe forem outorgadas ou delegadas pelo Presidente da República (art. 87, IV). O Chefe de Missão Diplomática (v.g. embaixador) prescinde da apresentação dos plenos poderes na adoção 8 do texto de um tratado internacional entre o Estado que o nomeia (Estado acreditante) e o Estado onde servirá (Estado acreditado). O mesmo vale para representantes que participarão de uma conferência internacional ou atuarão em um organismo internacional (art. 7.2.c da CVDT). REGISTRO E PUBLICIDADE DOS TRATADOS INTERNACIONAIS: ANÁLISE DA AQUISIÇÃO DO PORTA AVIÕES FOCH 9 Independentemente do tipo de tratado bilateral ou multilateral há uma regra de caráter atualmente universal a respeito do registro desses atos. O art. 102 da Carta das Nações Unidas, adotada em 26 de junho de 1945, estatui que os tratados celebrados pelos membros da organização deverão ser registrados e posteriormente publicados pelo Secretariado. O depósito deverá ser feito após a entrada em vigor do tratado. A ausência do registro inviabiliza a invocação de qualquer dispositivo de um tratado frente aos órgãos das Nações Unidas. 10 A CVDT reforçou o que já fora previsto na Carta da ONU (art. 80): Após sua entrada em vigor, os tratados serão remetidos ao Secretariado das Nações Unidas para fins de registro ou de classificação e catalogação, conforme o caso, bem como de publicação. 7 A Lei /2003 dispõe sobre a atual organização da Presidência da República e dos Ministérios. São assuntos que compõem a área de competência do MRE (art. 27, XIX): a) política internacional; b) relações diplomáticas e serviços consulares; c) participação nas negociações comerciais, econômicas, técnicas e culturais com governos e entidades estrangeiras; d) programas de cooperação internacional; e) apoio a delegações, comitivas e representações brasileiras em agências e organismos internacionais e multilaterais. 8 A adoção diz respeito tão somente à redação definitiva do texto de um tratado, não deve ser confundida com a assinatura ou qualquer outro ato que represente consentimento por parte do Estado. 9 Para um estudo mais aprofundado, cf. RODAS, João Grandino. A publicidade dos tratados internacionais. São Paulo: RT, O art. 18 do Pacto da Liga das Nações (1919) continha regra semelhante.

7 A finalidade do registro e da publicidade é evitar os males da diplomacia secreta, prática corrente e aceita até o início do século XX. Os tratados secretos eram firmados, principalmente, quando dois ou mais Estados pretendiam constituir alianças estratégicas e militares. Já lançaram mão desse expediente Inglaterra e França (1655); Portugal e Inglaterra (1810); Brasil e Portugal (1825); Argentina, Brasil e Uruguai (1865 Tríplice Aliança); Bolívia e Chile (1872); Bolívia e Peru (1874); Alemanha e União Soviética (1939). O Brasil também já assinou tratado secreto com o Equador. Quando da adoção promovida no Rio de Janeiro em 5 de maio de 1904 os países foram representados pelo Barão do Rio Branco e por Carlos R. Tobar. Transcreve-se abaixo as cláusulas fundamentais do referido acordo 11 : Artigo I A República dos Estados Unidos do Brasil e a República do Equador unem-se em aliança defensiva com o objetivo de prevenir ou repelir, conforme o caso, qualquer agressão da parte do Governo do Peru a obstar que este tente ocupar administrativamente ou militarmente qualquer território que não estivesse de posse quando se separou da Espanha e sobre os quais, uma ou outra das Altas Partes Contratantes entendam ter direito; Artigo II Para conseguir os fins, declaram as Altas Partes Contratantes, concorrerão com todos os meios de guerra de que possam dispor na medida das necessidades, e concertarão no momento oportuno da sua ação militar tanto do lado da Amazônia, como do lado do Oceano Pacífico; [...] Artigo IV O presente ajuste ficará secreto, comprometendo-se as duas Altas Partes Contratantes só o submeterem ao exame e aprovação dos competentes Congressos Legislativos, na ocasião em que aos dois Governos, combinadamente parecer própria. Mesmo depois da necessária aprovação Legislativa, continuará secreto e se for de acordo os dois Governos, poderá ser publicado. A publicidade dos tratados não visa apenas abolir a diplomacia secreta. Em determinados momentos, um tratado pode ser de interesse direto ou indireto de terceiros. Em novembro de 2007, quando da realização da Cúpula da Commonwealth 12 em Uganda, foi divulgado que a Guiana estudava a possibilidade de entregar sua área de floresta amazônica a um organismo internacional liderado pelo Reino Unido 13 em troca de apoio técnico e 11 O texto integral do tratado celebrado por Brasil e Equador pode ser lido em BARROS, Glimedes Rego. Nos confins do extremo oeste: o alvorecer do poente acreano. v. 2. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército, 1993, p Informações sobre as atividades da Commonwealth podem ser obtidas no sítio oficial: 13 Citam-se dois artigos publicados no jornal britânico The independent: Take over our rainforest, publicado na edição de 24 de novembro de 2007 por Daniel Howden (http://www.independent.co.uk/environment/climatechange/take-over-our-rainforest html); e Guyana s President flies in as Britain considers rainforest offer, publicado na edição do dia 27 de novembro por Daniel Howden e Colin Brown (http://www.independent.co.uk/environment/climate-change/guyanas-president-flies-in-as-britain-considers-

8 financeiro. Embora ainda não houvesse um acordo, a notícia alarmou os demais Estadosmembros da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA). Os textos dos tratados registrados junto ao Secretariado da ONU são disponibilizados na United Nations Treaty Series 14, com exceção dos bilaterais que se enquadrem em alguma das seguintes situações: a) os acordos de assistência e cooperação de alcance limitado relativos a questões financeiras, comerciais, administrativas ou técnicas; b) os acordos relativos a organização de conferências, seminários ou reuniões; c) os acordos que serão publicados de outro modo, seja pela Secretaria-Geral da ONU ou por um organismo especializado ou a ela relacionado 15. Malgrado as iniciativas que visam abolir a diplomacia secreta, encontram-se ainda instrumentos a contornar o princípio da publicidade. Pode-se levantar essa hipótese diante do caso do porta-aviões (navio-aeródromo) Foch, vendido pela França ao Brasil. Em vez de um tratado, fez-se um contrato de compra e venda com fundamento no art. 24, IX da Lei de Licitações (Lei 8.666/1993) 16. Participou da assinatura do contrato o então Ministro da Defesa Geraldo Magela da Cruz Quintão, que recebeu poderes do Presidente da República por meio de um decreto não numerado de 19 de setembro de DECRETO DE 19 DE SETEMBRO DE Outorga poderes ao Ministro da Defesa para celebrar contrato com o Governo francês. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe são conferidas no art. 84, inciso IV, da Constituição Federal e no art. 24, inciso IX, da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, e ouvido o Conselho de Defesa Nacional, DECRETA: Art. 1º São outorgados ao doutor Geraldo Magela da Cruz Quintão, Ministro de Estado da Defesa, os poderes bastantes para assinar, na condição de representante do rainforest-offer html). A reação negativa ocorreu não apenas na Venezuela. No Brasil, por exemplo,, Elio Gaspari publicou um pequeno texto com o título A Guiana quer virar protetorado florestal em A folha de São Paulo do dia 28 de novembro ONU. Manual de tratados: preparado por la Sección de Tratados de la Oficina de Asuntos Jurídicos. New York: ONU, 2001, p Segundo o art. 24, IX, é possível que uma licitação seja dispensada quando houver a possibilidade de comprometimento da segurança nacional, nos casos estabelecidos em decreto do Presidente da República, ouvido o Conselho de Defesa Nacional. O inciso XIV do mesmo dispositivo dispõe que há dispensa para a aquisição de bens ou serviços nos termos de acordo internacional específico aprovado pelo Congresso Nacional, quando as condições ofertadas forem manifestamente vantajosas para o Poder Público.

9 Brasil, o contrato a ser celebrado com o Governo francês para a aquisição do Navio Aeródromo Foch. Art. 2º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, em 19 de setembro de 2000; 179º da Independência e 112º da República. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Alberto Mendes Cardoso O contrato, no entanto, foi classificado com o grau de sigilo confidencial e não foi publicado 17. Isso implica que o documento não poderá se tornar público nos dez anos seguintes após a sua conclusão, admitida uma prorrogação por igual período. O porta-aviões foi entregue ao Brasil em novembro de 2000 e foi rebatizado como São Paulo. Uma vez que o documento celebrado ainda se encontra indisponível para consulta, não é possível fazer nenhuma conclusão definitiva; todavia, levanta-se a hipótese que os dois países burlaram o princípio da publicidade dos tratados internacionais. O tal contrato é, sem dúvida, um acordo entre Estados. O decreto de outorga de poderes, acima transcrito, é bem claro ao prever que o acordo é entre Brasil e França. É um pouco forçoso admitir que um ato dessa natureza seja submetido a uma jurisdição nacional (brasileira ou francesa) em eventuais controvérsias, de modo que todos os elementos característicos de um tratado internacional se fazem presentes: os sujeitos (Estados); a forma escrita; e a regulamentação internacional do ato. Presume-se, portanto, que o referido decreto substituiu uma carta de plenos poderes típica. O uso do termo contrato em nada prejudica a classificação do ato como um tratado internacional. Insiste-se no argumento que o regime jurídico aplicável ao contrato assinado por Brasil e França seja o internacional, visto que em 15 de junho de 2005 os dois países firmaram tratado pelo qual a França vendeu ao Brasil, dentre outros equipamentos, doze aeronaves Mirage 2000 da Força Aérea francesa 18. Assim, enquanto o contrato não é um documento público, mantém-se a hipótese de fraude contra a obrigação de realização do registro perante as Nações Unidas e posterior publicação interna e internacional. 17 O Decreto 4.553/2002 versa sobre salvaguarda de dados, informações, documentos e materiais sigilosos de interesse da segurança da sociedade e do Estado, no âmbito da Administração Pública Federal. O 3.º do art. 5.º prevê que são passíveis de classificação como confidenciais dados ou informações que, no interesse do Poder Executivo e das partes, devam ser de conhecimento restrito e cuja revelação não-autorizada possa frustrar seus objetivos ou acarretar dano à segurança da sociedade e do Estado. 18 Cf. Decreto de promulgação n /2005.

10 É válido também destacar que um tratado envolvendo a aquisição de equipamento bélico deveria ser aprovado pelo Congresso Nacional. Em 2003, o governo francês tentou se livrar de um outro porta-aviões da mesma categoria do adquirido pelo Brasil. No entanto, problemas de ordem ambiental fizeram com que a questão ganhasse repercussão internacional. O navio-aeródromo Clemenceau considerado o irmão gêmeo do Foch foi objeto de uma batalha que chegou aos tribunais franceses. O Clemenceau chegou a ter acesso negado às águas territoriais de Espanha, Turquia, Grécia, China e Índia em virtude da grande quantidade de amianto e outras substâncias perigosas nele contida. Desde o primeiro momento em que a França tentou se desfazer da embarcação, houve questionamentos sobre a licitude da operação, vez que isso implicaria inobservância à Convenção da Basileia sobre o Controle de Movimento Transfronteiriços de Resíduos Perigosos (1989) 19 e até mesmo a normas francesas. Os protestos tiveram à frente, principalmente, a organização não governamental Greenpeace 20. Apesar de tudo, o navio foi vendido à Índia. Dentre os objetivos fundamentais da Convenção da Basiléia 21, da qual Brasil e França são partes, cita-se a abolição do dumping ambiental, isto é, a exportação de bens cuja produção e/ou comercialização não seja admitida internamente. Nos anos que se seguem à celebração do contrato de aquisição do Foch, o Brasil invocou a Convenção de Basileia perante o Órgão de Solução de Controvérsias da Organização Mundial do Comércio em contenciosos com os EUA e União Europeia. Esses litígios tiveram por objeto a importação de pneus usados que, aos olhos do governo brasileiro, representam não apenas uma violação às regras sobre movimentos transfronteiriços mas, também, um problema de saúde pública. 19 Cf. SOARES, Guido Fernando Silva. Direito internacional do meio ambiente: emergência, obrigações e responsabilidades. São Paulo: Atlas, O Greenpeace da França chegou a publicar em sua revista uma matéria com o título Le Clemenceau: un bateau mort qui n en finit pas de tuer. Cf. Greenpeace, Paris, n. 69, mar./mai O texto foi aprovado pelo Decreto Legislativo n. 34, de 16 jun. 1992, e promulgado pelo Decreto n. 875, de 19 jul

11 CONSIDERAÇÕES FINAIS Tendo em vista os tópicos precedentes, conclui-se que é inegável que o princípio da publicidade é elemento indissociável da política interna e externa de qualquer Estado de direito. Contudo, ainda hoje encontram-se resquícios da diplomacia secreta como pôde ser verificado na forma de aquisição do porta-aviões Foch em A necessidade de uma política de defesa nacional e a modernização das forças armadas brasileiras é elemento de extrema importância para a projeção internacional do Brasil como potência emergente, bem como para o aumento da presença do Estado em áreas estratégicas (v.g. Amazônia). Os documentos cuja divulgação coloquem em risco a ordem social e política devem ser preservados naquelas situações indispensáveis. Para isso, a Constituição Federal prevê uma exceção ao direito à informação. As normas internacionais a respeito da publicidade do tratados são assaz evidentes. Todavia, percebe-se que diante de determinadas situações os Estados ainda recorrem indevidamente ao sigilo, mesmo que apresentem uma fórmula aparentemente lícita. O Brasil é Estado-parte da Convenção da Basileia. Especula-se, portanto, que a celebração de um contrato secreto com a França tenha sido realizada com a intenção de não levantar dúvidas sobre a licitude da transação por questões ambientais. A publicidade de tal

12 documento poderia despertar questionamentos por parte de órgãos governamentais (Ministério do Meio Ambiente, Ibama) e de entidades da sociedade civil. Verifica-se, portanto, que o Brasil, diante da aquisição do porta-aviões Foch, pode ter optado por fazer vista grossa às normas ambientais internacionais em benefício de sua política de defesa. Referências Bibliográficas BARROS, Glimedes Rego. Nos confins do extremo oeste: o alvorecer do poente acreano. v. 2. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército, LAMBERT, Jean-Marie. Curso de direito internacional público: fontes e sujeitos. v ed. Goiânia: Kelps, MEDEIROS, Antônio Paulo Cachapuz de. O poder de celebrar tratados: competência dos poderes constituídos para a celebração de tratados, à luz do direito internacional, do direito comparado e do direito constitucional brasileiro. Porto Alegre: Sérgio Antônio Fabris Editor, ONU. Manual de tratados: preparado por la Sección de Tratados de la Oficina de Asuntos Jurídicos. New York: ONU, RODAS, João Grandino. A publicidade dos tratados internacionais. São Paulo: RT, SOARES, Guido Fernando Silva. Direito internacional do meio ambiente: emergência, obrigações e responsabilidades. São Paulo: Atlas, 2001.

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