a revista da instrumentação e controle de qualidade industrial

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "a revista da instrumentação e controle de qualidade industrial"

Transcrição

1 ISSN ANO 11 Nº 62 Dezembro 2012 / Janeiro Uma publicação Eskalab a revista da instrumentação e controle de qualidade industrial Revista Analytica Dezembro 2012 / Janeiro 2013 Ano 11 Nº 62 Leia nesta edição Microbiologia em Foco Tipos de Métodos Rápidos em Microbiologia Parte I* Analytica Legal O Impacto da Política Nacional de Resíduos Sólidos nas Indústrias Brasileiras Analytica Ambiental Retrofitting e os Processos Oxidativos Avançados R$ 13,90 E Mais Artigos Em Foco Notícias Livraria

2

3

4

5

6 Editorial Analytica A revista da instrumentação e controle de qualidade industrial Se depender do conteúdo da Agenda desta primeira edição do ano, 2013 será um ano bem agitado para as áreas correlacionadas à Analytica. Separamos alguns dos eventos que acontecerão no decorrer do ano, como a Pittcon Conference & Expo, em março, e a Analitica Latin America, em setembro. Não deixe de conferir e mantenha-se por dentro. Na seção Microbiologia em Foco, nossos parceiros do laboratório BCQ mostram a funcionalidade e os tipos de testes rápidos em microbiologia. Leia nessa edição a primeira parte deste texto informativo. Em sua segunda coluna, o engenheiro sanitarista Eduardo Pacheco escreve em Analytica Ambiental sobre retrofitting. Para saber mais sobre esse processo, não deixe de ler. Os advogados Guilherme de Carvalho Doval e Diana Viana Alves, do escritório Almeida Advogados, revisitam o tema Política Nacional de Resíduos Sólidos nas indústrias nacionais e apresentam uma atualização do ponto de vista jurídico e legal. Saiba mais sobre esse assunto que ainda vai dar muito o que falar. Há quase onze anos no mercado editorial, a Analytica tem acumulado muitas experiências, estabelecido fortes relações junto às áreas de controle de qualidade na indústria, bem como no meio acadêmico. Com isso, um dos seus grandes desafios é servir como um canal de comunicação entre os assuntos de maior relevância destes parceiros e o leitor. Assim, aproveite a publicação para conferir novidades em equipamentos, produtos e serviços na seção Em Foco, bem como leia as pesquisas que estão sendo produzidas nas mais importantes instituições nacionais. E mantenha contato, nos dê sua opinião, a Revista Analytica está sempre aberta a diálogos com seus leitores. Precisamos de você para que consigamos manter a qualidade da publicação. Participe! A Analytica está nas principais redes sociais Facebook (/RevistaAnalytica) e Twitter além de estar disponível para leitura em tablets e smartphones: Desejamos a todos um feliz ano novo e uma ótima leitura! Os editores ANO XI - Nº 62 (Dez 2012 / Jan 2013) Redação e administração: Av. Paulista, Ed. Horsa I - cj CEP: São Paulo. SP Fone: (11) CNPJ.: / Insc. Est.: ISSN A Revista Analytica é uma publicação bimestral da ESKALAB, com distribuição dirigida a laboratórios analíticos e de controle de qualidade dos setores farmacêutico, alimentício, químico, ambiental, mineração, médico, cosmético, petroquímico e tintas. Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião da revista. Diretor Executivo: Sylvain Kernbaum (11) skype: sylvain.r.a.kernbaum Editora: Milena Tutumi (Mtb ) (11) skype: milena.tutumi Contato Publicitário: Amanda Issler (11) skype: acissler Secretaria Publicidade/Redação: Luiza Salomão skype: luizasalomao Departamento de Assinaturas: Daniela Faria skype: daniela_eskalab Conselho Editorial: Carla Utescher, Pesquisadora Científica e Chefe da Seção de Controle Microbiológico do Serviço de Controle de Qualidade do I.Butantan - Cheila Gonçalvez Mothé, Profª. Titular da Escola de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro - Elisabeth de Oliveira, Profª. Titular IQ- USP - Fernando Mauro Lanças, Prof. Titular da Universidade de São Paulo e Fundador do Grupo de Cromatografia (CROMA) do Instituto de Química de São Carlos - Helena Godoy, FEA/Unicamp - Marcos Eberlin, Prof. de Química da Unicamp, Vice-Presidente das Sociedade Brasileira de Espectrometria de Massas e Sociedade Internacional de Espectrometria de Massas - Margarete Okazaki, Pesquisadora Científica do Centro de Ciências e Qualidade de Alimentos do Ital - Margareth Marques, U.S.Pharmacopeia - Maria Aparecida Carvalho de Medeiros, Profª. Depto. de Saneamento Ambiental-CESET/UNICAMP - Marina Tavares, Profª. do Instituto de Química da Universidade de São Paulo - Shirley Abrantes, Pesquisadora Titular em Saúde Pública do INCQS da Fundação Oswaldo Cruz - Ubaldino Dantas, Diretor Presidente da OSCIP Biotema, Ciência e Tecnologia, e Secretário Executivo da Associação Brasileira de Agribusiness Colaboraram nesta edição: Adan Lucas Rocha, Alda Maria Machado Bueno Otoboni, Alice Yoshiko Tanaka, André Almeida Soares, Bernadete Feitosa Cavalcanti, Claudete Norie Kunigami, Claudio Hirai, Cleber Antonio Lindino, Cristiana L. Agostinho, Cristiane Bado, Débora Cristina Moraes, Diana Viana Alves, Eduardo Pacheco, Fabio Silvestre Bazilio, Guilherme de Carvalho Doval, Janaina Eliza Percio, Luciana Lopes de Souza Soares, Luciano Nascimento, Marcos Gaertner Brasil, Marcos Lopes Dias, Marcus Vinicius Justo Bomfim, Marie Oshiiwa, Paulo Sérgio Marinelli, Renata Bonini Pardo, Rodrigo Justo de Almeida, Shirley de Mello Pereira Abrantes, Vanildo Luiz Del Bianchi Impressão: IBEP Gráfica Editoração: Omar Salomão (11) Baixe o leitor QR em seu dispositivo móvel e desvende o código Filiada à Anatec 06 Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62

7 Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62 07

8 Sumário 06 Editorial/Expediente 10 Microbiologia em Foco: Tipos de Métodos Rápidos em Microbiologia Parte I 12 Analytica Legal: O Impacto da Política Nacional de Resíduos Sólidos nas Indústrias Brasileiras 14 Notícias 20 Analytica Ambiental: Retrofitting e os Processos Oxidativos Avançados 22 Em Foco 36 Metrologia em Pauta: Metrologia 2013 ARTIGOS Cidade de Ouro Preto (MG): próximo evento 38 Avaliação da Produção de Etanol a Partir de Glicose e Xilose Através de Batelada Alimentada por Leveduras Isoladas da Casca de Uvas (Vitis Spp): Débora Cristina Moraes e Vanildo Luiz Del Bianchi 44 A Demanda Química de Oxigênio: Questionamentos: Cristiane Bado, Janaina Eliza Percio e Cleber Antonio Lindino 52 Determinação de Acetaldeído e Contaminantes em Embalagens de PET Pós-Consumo Reciclado: Luciana Lopes de Souza Soares, Marcus Vinicius Justo Bomfim, Fabio Silvestre Bazilio, Rodrigo Justo de Almeida, Shirley de Mello Pereira Abrantes, Claudete Norie Kunigami, Marcos Lopes Dias, Marcos Gaertner Brasil e André Almeida Soares 58 Abrandamento Eletrolítico Associado Com Dosagem Química Para Uso Industrial: Luciano Nascimento, Cristiana L. Agostinho e Bernadete Feitosa Cavalcanti 64 Minerais Em Fermentados Simbióticos Produzidos Com Leite Humano Adan Lucas Rocha, Alda Maria Machado Bueno Otoboni, Marie Oshiiwa, Paulo Sérgio Marinelli, Renata Bonini Pardo e Alice Yoshiko Tanaka 71 Agenda Analytica 72 Analytica Web 73 Livraria Analytica 74 Anunciantes Fale com a gente Se você quer fazer comentários, sugestões, críticas ou tiver dúvidas, entre em contato com a gente. Fone/Fax: (11) , de 2ª a 6ª feira, das 9h às 12h e das 14 às 18h. Cartas: Av. Paulista, Edifício Horsa I 23ºA cj CEP São Paulo. SP. Novas Assinaturas, Renovação, Alteração de Endereço e Dúvidas sobre sua Assinatura Fone: (11) , com Daniela Faria, de 2ª a 6ª feira, das 10h às 12h e das 14h às 18h. Edições Anteriores Solicite ao Departamento de Assinatura. O valor cobrado será o mesmo da última edição em vigor. Fone: (11) , com Daniela Faria, ou Para Anunciar Fone: (11) , fale com Amanda Issler, ou envie um para RevistaAnalytica 08 Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62

9 Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62 07

10 microbiologia em foco TIPOS DE MÉTODOS RÁPIDOS EM MICROBIOLOGIA Parte I* Os métodos rápidos tomaram impulso na década de 90 com o impacto dos custos crescentes com o lead time para a liberação dos produtos para o mercado consumidor. Podemos dizer hoje que os métodos rápidos e a automação fazem parte de uma área dinâmica da microbiologia aplicada que tem como áreas principais: O isolamento dos microrganismos. A detecção precoce. A identificação dos microrganismos. A quantificação dos microrganismos. Métodos rápidos para identificação microbiana A identificação microbiana realizada da maneira tradicional é muito trabalhosa, envolvendo a fabricação de inúmeros meios de cultura, placas para o isolamento seletivo, inúmeros tubos contendo aminoácidos, açúcares, enzimas etc. Na década de 60 a 70 surgiram os primeiros sistemas de identificação miniaturizados que englobam em uma fita por exemplo todos os testes para a identificação de um grande número de espécies bacterianas e levedura. O objetivo foi facilitar o trabalho do microbiologista e possibilitar a identificação mais rápida dos agentes contaminantes ou infectantes. Estes produtos foram desenvolvidos com o enfoque para a microbiologia clínica, sendo que as outras áreas como a indústria alimentícia, cosmética e a farmacêutica passaram a utilizar estes produtos posteriormente. Vitek depende do crescimento bacteriano, utilização de carboidratos e substratos bioquímicos. Tempo de incubação 2 a 24 horas Capacidade de 30 a 60 amostras por dia Biblioteca > 350 espécies bacterianas e leveduras Biolog depende do crescimento microbiano e baseia-se na utilização de carboidratos Tempo de incubação 2 a 72 horas Capacidade de 100 amostras por dia Biblioteca > 2000 espécies bacterianas e bolores e leveduras Phoenix depende do crescimento microbiano, baseia-se na utilização de substratos bioquímicos e sensibilidade aos antibióticos Tempo de incubação - 3 horas Capacidade de 100 amostras por dia Biblioteca > 230 espécies bacterianas MIDI SHERLOCK MIS baseia-se na identificação dos ácidos graxos extraídos de colônias isoladas. Tempo de análise de +/- 2 horas Capacidade de 100 amostras por dia Biblioteca de >1500 espécies bactérias e fungos e bolores Pathogenetix - marcação fluorescente do DNA Capacidade de identificar culturas mistas Bilbioteca extensa > 1000 microrganismos MALDI-TOF (MATRIX-ASSISTED LASER DESORPTION IONIZATION TIME OF FLIGHT) Baseia-se na análise e detecção de um grande espectro de proteínas, capaz de discriminar espécies estreitamente relacionadas. A matriz que utiliza as proteínas foi mudada para que possibilitasse as proteínas ribossômicas Neste sistema, os microrganismos são colocados em uma placa que contem uma matriz polimérica. A placa é irradiada com um laser que vaporiza a amostra ionizando as moléculas que são aspiradas e elevadas a um detector. Dependendo da molécula, o tempo de chegada será diferente (time of flight), os dados obtidos através destas leituras são comparados a uma base algorítmica que contém uma biblioteca, possibilitando a identificação de bactérias, leveduras e fungos. Esta seção é de responsabilidade da BCQ Consultoria e Qualidade. Mais informações: (11) *a segunda parte desse estudo será publicada na Revista Analytica, edição nº Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62

11 Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62 11

12 Analytica legal O IMPACTO DA POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS NAS INDÚSTRIAS BRASILEIRAS Guilherme de Carvalho Doval Diana Viana Alves A Lei Federal n foi sancionada em agosto de 2010, depois de 21 anos de tramitação no Congresso Nacional, instituindo a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), determinando um planejamento de ações de empresas geradoras, dos estados e municípios, sendo uma legislação inovadora e promissora, caso sua aplicação de fato vier a ser efetivada. Após mais de dois anos de vigência da referida lei, é interessante revisitar o assunto e analisar como os entes públicos e o setor produtivo tem lidado com este tema de tamanha relevância para o meio ambiente. Principais Instrumentos A PNRS instituiu princípios, objetivos e diretrizes para a gestão integrada e gerenciamento dos resíduos sólidos, apontando as responsabilidades dos geradores, do poder público e dos consumidores, trazendo uma série de responsabilidades para as indústrias quanto à geração e destinação de resíduos por elas gerados. Entre os instrumentos definidos no PNRS destacam-se: (i) A coleta seletiva, que deve ser implementada também nas indústrias mediante a separação prévia dos resíduos sólidos (nos locais onde são originados), de acordo com a sua constituição ou composição (úmidos, secos, industriais, da saúde, da construção civil etc.); e (ii) A logística reversa, caracterizada pelo conjunto de ações, procedimentos e meios para coletar e devolver os resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento em seu ciclo de vida ou em outros ciclos produtivos. A implementação da logística reversa será realizada de forma prioritária, para os resíduos previstos no artigo 33 da Lei, tais como: agrotóxicos, pilhas e baterias, pneus e outros. (iii) Instrumentos econômicos para a implementação do PNRS já foram determinados, como a instituição de medidas indutoras e linhas de financiamento, incentivos fiscais e financeiros, além de prioridade nos incentivos e nas aquisições e contratações governamentais. Como se percebe, a implantação conjunta destes instrumentos poderia gerar grandes impactos no setor produtivo. Implantação do PNRS Já se percebe um movimento, ainda que tímido, para a implantação dos instrumentos da PNRS. Pesquisa Perfil dos Municípios Brasileiros divulgada em 2012 pelo IBGE< trazendo dados consolidados de 2011 aponta que cerca de um terço (32,3%) das cidades do país tinha programa, projeto ou ação de coleta seletiva de lixo em atividade. Ainda que o percentual esteja muito aquém do desejável, se observa que o ritmo de implementação desta importante ferramenta continua crescendo, já que segundo o Índice de Desenvolvimento Sustentável do mesmo IBGE, o percentual era de 8,2% em 2000 e 19,5% em Os desafios acerca da implantação completa da logística reversa já estão sendo superados por alguns Estados brasileiros. No Estado de São Paulo houve assinatura de termos de compromisso entre a Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo e quatro setores da indústria: fabricantes de óleos lubrificantes, de embalagens de agrotóxicos, de pilhas e baterias portáteis, e de produtos de higiene pessoal, perfumaria, cosméticos, de materiais de limpeza e afins para constituição de logística reversa. No âmbito federal, o Comitê Orientador para Implantação da Logística Reversa publicou em 03/10/2012, deliberação referente a critérios de prioridade para o lançamento de Editais de Chamamento para a Elaboração de Acordos Setoriais para Implantação de Logística Reversa, iniciando por: (i) embalagens plásticas de óleos lubrificantes; (ii) lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista; (iii) embalagens em geral; (iv) produtos eletroeletrônicos e seus componentes; e (v) medicamentos, seus resíduos e embalagens. Já os instrumentos econômicos vêm sendo tratados no Grupo de Trabalho do Comitê Interministerial onde se discutem incentivos por meio de medidas indutoras. Já as instituições financeiras poderão criar linhas especiais de financiamento. Segundo estudo do Ministério do Meio Ambiente 1, as iniciativas ainda que interessantes, são pouco numerosas e possuem abrangência restrita. Dentre estas estão: (i) Obtenção de créditos de carbono através de 132 projetos MDL com captura de metano em aterros sanitários, suinocultura e gestão de resíduos; (ii) Criação de depósitoretorno para óleos vegetais e outros materiais recicláveis; (iii) Projetos relacionados ao Programa de Coleta Seletiva Solidária, regulamentado pelo Decreto n , realizados pela Polícia Federal, DATAPREV, Correios e Banco Amazonas, dentre outros. Sistema Nacional de Informações Sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos A dificuldade de implantação dos instrumentos criados pela PNRS se originam da dificuldade de levantamento de dados necessários à criação das políticas públicas. Desta forma, se por um lado os municípios e setores da indústria apresentam resultados ainda incipientes, por outro, o próprio governo federal ainda não conseguiu concluir a implantação do Sistema Nacional de Informações Sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos, cujas informações subsidiariam todos os entes. A despeito da previsão legal de implantação do referido sistema até agosto de 2012, sequer o decreto regulamentador foi editado, de forma que se verifica uma leniência do próprio poder público quanto à implantação dos instrumentos legais. 1 Estudo sobre o PNRS para consulta pública disponível em publicacao pdf Guilherme de Carvalho Doval e Diana Viana Alves são advogados do escritório Almeida Advogados 12 Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62

13 Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62 13

14 notícias Especialização em Química na FFCLRP da USP O Programa de Pós-graduação em Química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP está com inscrições abertas para o 1º semestre de Ao todo são setenta vagas, sendo quarenta para o Mestrado e trinta para o Doutorado. Para se inscrever, os interessados devem possuir diploma de nível superior em Química, Engenharia Química, Farmácia ou áreas afins e procurar o Serviço de Pós-graduação da FFCLRP até 18 de janeiro de Informações: (16) / , Foto: Stock.xchng Recuperando áreas contaminadas a partir da determinação de parâmetros de transporte de poluentes em subsolos Um projeto recém-concluído no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) capacitou uma equipe de técnicos e pesquisadores a executar uma série de novos ensaios de laboratório referentes ao transporte de poluentes nos subsolos. Estes testes irão permitir a avaliação da retenção de substâncias tóxicas e as características de materiais alternativos para uso como camadas de impermeabilização de aterros de resíduos e a construção de barreiras in situ de plumas de contaminação. A iniciativa coordenada pela pesquisadora Giulliana Mondelli, do Laboratório de Resíduos e Áreas Contaminadas, contemplou também diversas mudanças na infraestrutura laboratorial, como novas instalações e equipamentos adquiridos dentro do projeto de modernização do IPT. Giulliana buscou a capacitação da equipe para a execução de testes destinados a projetos de investigação, recuperação e remediação de áreas anteriormente ocupadas por indústrias ou aterros sanitários. Os 12 meses do projeto permitiram o estudo de uma ampla gama de atividades, incluindo a montagem de sistemas de ensaios no laboratório do IPT, o estabelecimento dos procedimentos e a coleta de amostras de solos não contaminados no campus do próprio Instituto para a realização de testes. Quatro novos procedimentos foram contemplados neste período: ensaio de compactação com compactador automático, ensaio de permeabilidade com parede flexível, ensaio de coluna com percolação (fluxo) de soluções ou poluentes e ensaio de adsorção em lote. O ensaio de compactação de solos, que já era realizado manualmente pelo IPT desde a década de 1940, foi modernizado com o objetivo de preparar corpos de prova cilíndricos e reproduzir as condições de umidade e densidade do campo, marcando o emprego de um sistema automático em uma estratégia de investigação geoambiental pela primeira vez. Agora, os corpos de provas são preparados por meio do ensaio de compactação ou da coleta direta de amostras indeformadas em campo; em seguida, eles são extraídos de seus moldes para a execução de testes de permeabilidade e de coluna e a estimativa dos parâmetros de transporte de poluentes. Além do compactador automático, um sistema composto de cinco câmaras triaxiais com diferentes regulagens de pressão foi adquirido. Os recursos do novo equipamento permitem fazer uma série de montagens, como avaliar a percolação de água deionizada em resíduos para analisar a ocorrência de lixiviação ou testar parâmetros de transporte de um determinado poluente em amostras de solos não contaminados. Um dos principais benefícios para o laboratório será a possibilidade de lançar mão de tais parâmetros para aplicação direta em estudos de avaliação de riscos e de fluxo de poluentes no subsolo, a fim de estabelecer características mais próximas da realidade de campo e fornecer subsídios para projetos de remediação de subsolos. Mais detalhes do estudo em: IPT 14 Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62

15 Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62 15

16 notícias Instituto de Biologia da Unicamp abre atividades dos 45 anos O Instituto de Biologia (IB) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) abriu as comemorações de seus 45 anos de existência, completados este ano. Em cerimônia no dia 4 de dezembro, a diretora do IB, Shirlei Pimentel, recordou o pioneirismo do instituto instalado em 1967, primeira unidade a ganhar espaço no campus da Cidade Universitária em Campinas, em um barracão que hoje sedia a Diretoria Geral da Administração. Em 1969, foi instalada a biblioteca do IB, também a primeira da Unicamp, localizada onde fica atualmente a Biblioteca Central César Lattes. A primeira turma de Ciências Biológicas é de 1971, mesmo ano em que foi criado o curso de pós-graduação. Em 1974, foi defendida a primeira dissertação de mestrado e, em 1978, a de doutorado. Também em 1974 foi criado o Herbário e em 1980 ocorreu a primeira reunião da congregação do instituto. Em 2004, foi implantado o curso de Farmácia na Unicamp, outro marco relevante na vida da instituição, também oferecido pelo IB em corresponsabilidade com o Instituto de Química, com a Faculdade de Ciências Médicas e com participação do Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas. Até 1999, o IB tinha dez programas de pós-graduação e, há poucos dias, comemorou a tese de número Crescemos em qualidade científica, em prêmios e em estrutura física. Cada um que por aqui passou contribuiu para essa evolução. Agora, os mais jovens terão o legado de continuar administrando o instituto, disse Pimentel. Agilent Technologies Escolhe Ron Nersesian como Presidente Global A Agilent Technologies informou que seu Conselho Diretivo Indicou o executivo Ron Nersesian como presidente mundial da Agilent e seu principal executivo operacional. Nersesian, que tomou posse imediatamente após a indicação, ocupava anteriormente a vice-presidência executiva da empresa desde novembro de Nersesian, 53 anos, será responsável pelas divisões de Análises Químicas, Biociências, Medição Eletrônica da Agilent, sendo que os presidentes dessas áreas passam a se reportar a ele. Nersesian continuará a reportar para William Sullivan, CEO da Agilent Technologies. Em 1984, Nersesian ingressou na Hewlett-Packard Co, a empresa predecessora da Agilent. Desde então, ocupou várias posições de gerenciamento, incluindo a presidência da divisão de medição eletrônica, de 2009 a Nersesian é bacharel em engenharia elétrica pela Universidade de Lehigh, com MBA pela Escola Stern de Negócios, da Universidade de New York. Ron é um líder global empresarial fora do comum, afirmou Sullivan. Ele transformou a divisão de medição eletrônica quando esteve à sua frente, apresentando resultados recordes tanto em mercados atuais quanto emergentes. No último ano, Ron apresentou importantes resultados para o aumento de lucratividade da divisão de biociências e análises químicas mesmo enfrentando um cenário econômico adverso, acrescentou Sullivan. A indicação de Ron como presidente é uma oportunidade para Agilent aproveitar a capacidade de um executivo com um histórico excepcional de crescimento, melhoria dos custos e retorno do capital investido, completou. Uma forma que a comunidade da Unicamp encontrou para agradecer às pessoas que colaboraram para o crescimento do IB foi prestando homenagens aos pioneiros que iniciaram a nobre tarefa de fazer desenvolver a Biologia. Entre os lembrados estão os professores Walter Hadler, Crodowaldo Pavan, Antonio Celso Novaes de Magalhães, Mohamed Habib, Arício Xavier Linhares, Maria Luiza Silveira, Louis Klaczko, Paulo Mazzafera, Jorge Yoshio Tamashiro e Nilce Correia Meirelles, e a funcionária Maria Conceição Francisco, que atua no IB desde Jornal da Unicamp Foto: Divulgação 16 Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62

17 Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62 17

18 notícias Departamento de Engenharia de Materiais da UFSCar celebra 40 anos de existência Em novembro de 2012, o Departamento de Engenharia de Materiais (DEMa) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) organizou diversas atividades em comemoração aos seus 40 anos de existência. Além da outorga do título de Doutor Honoris Causa ao Professor Doutor Sérgio Mascarenhas, idealizador do curso de Engenharia de Materiais na UFSCar, ocorreram eventos como o Seminário da Associação dos Ex-Alunos de Engenharia de Materiais da UFSCar (DEMaEx), sob o tema: 40 Anos do DEMa. Criado em 1972 com uma proposta pioneira e inovadora na América Latina, o DEMa se consolidou como um órgão acadêmico de geração e desenvolvimento de atividades interdisciplinares de ensino e de prestação de serviços, com reconhecimento nacional e internacional junto à comunidade acadêmica e profissional. Atualmente, o DEMa atua nas áreas de metais, cerâmicas e polímeros e conta com grupos interdisciplinares que desenvolvem atividades no ensino teórico, experimental e prático. Em 40 anos de atividades, foram formados mais de engenheiros de materiais pela UFSCar. O corpo docente do DEMa é formado por 43 professores, com titulação de doutorado e em regime de dedicação exclusiva. Os professores do Departamento acumulam inúmeros prêmios nacionais e internacionais, posições de destaque em editoração em revistas acadêmicas, agências de fomento à pesquisa, conselhos de empresas públicas e privadas e cadeiras em academias de ciências do Brasil e no exterior. Além dos professores, o DEMa também conta com 26 servidores técnico- -administrativos e colaboradores, que atuam em atividades administrativas e acadêmicas do Departamento. Atualmente, o corpo discente é formado por 450 alunos na graduação em Engenharia de Materiais e 150 alunos no Programa de Pós-Graduação em Ciência e Engenharia de Materiais (PPGCEM). APROBIO debate política nacional de biocombustíveis O diretor superintendente da APROBIO Julio Minelli representou a entidade na Audiência Pública da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado Federal, ocorrida no fim de novembro passado, que debateu o Projeto de Lei 219 sobre a proposta de uma política nacional para biocombustíveis. O diretor defendeu a necessidade da adoção de um sistema de garantia da manutenção do Selo Combustível Social para as pequenas usinas de biodiesel, de maneira que seu desempenho nos leilões da ANP cubra pelo menos os custos com o Selo na compra de matéria prima e fornecimento de insumos e assistência técnica à agricultura familiar. Sobre o PL 219, Minelli pontuou, sobre o Art. 4º do PL, que trata das atribuições do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que algumas delas já foram definidas em legislações posteriores, o que, para ele, demanda uma reavaliação deste ponto. Quanto ao Art. 10, que propõe o uso de óleo vegetal como combustível, mesmo que em situações especiais, o diretor da APROBIO ponderou que, embora o inventor do motor a diesel tenha feito seu primeiro engenho funcionar movido a óleo de amendoim, o desenvolvimento tecnológico dos motores para o uso de diesel fóssil gera problemas de manutenção ao usarem só o óleo vegetal. Para tanto foi desenvolvido o biodiesel, ou seja, para que esses motores pudessem rodar com até 100% de outro tipo de óleo, que não o diesel, sem problemas. Minelli citou o exemplo de Curitiba, que tem 34 ônibus rodando com biodiesel puro desde Na véspera da audiência, a comitiva da Federação Internacional de Futebol (FIFA) que vistoriou as obras para a Copa de 2014 na cidade, viajou em desses ônibus, por iniciativa da APROBIO. De 2008 a 2011 foram agregados ao PIB mais de R$ 12 bilhões e que com uma mistura de 20% de biodiesel no diesel poderia somar mais R$ 47 bilhões por ano. Na comparação com o diesel fóssil, o biocombustível tem uma capacidade de gerar 113% a mais de empregos e um PIB 35% maior. Um levantamento sobre Os fatores que podem levar medicamen- contaminação em medicamentos tos e dispositivos médicos a apresentarem contaminantes químicos e microbiológicos estão reunidos na obra Sources of Contamination in Medicinal Products and Medical Devices, de autoria de Denise Bohrer. Professora e pesquisadora da Universidade Federal de Santa Maria (RS) nos programas de pós- -graduação em Química e Ciências Farmacêuticas, Denise trabalhou durante três anos para conseguir os resultados alcançados. O livro está disponível no endereço: 18 Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62

19 Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62 19

20 Analytica ambiental Retrofitting e os Processos Oxidativos Avançados Eduardo Pacheco Todos que trabalham com sistemas de tratamento de água e efluentes acabam se deparando, mais cedo ou mais tarde, com a necessidade de um retrofitting. Essa é mais uma palavra da língua inglesa que acabou sendo incorporada ao vocabulário do nosso dia-a-dia e a melhor tradução para ela é reabilitação. Pois bem, quando é que precisamos reabilitar um sistema e por quê? Vamos a alguns exemplos: 1) Aumento da vazão: Essa situação é muito comum, tanto nas indústrias como no saneamento básico. O dimensionamento das estações de tratamento de água e de efluentes toma como base algumas premissas que podem estar equivocadas ou que simplesmente não se confirmam ao longo do tempo. Se uma indústria projeta e constrói seus sistemas imaginando um certo consumo de água e uma certa geração de efluentes com um horizonte de 15 ou 20 anos e, passados cinco anos da instalação recebe, por exemplo, um aporte de capital que lhe permite dobrar sua produção, não se pode dizer que foi uma falha de planejamento. Ao contrário, pode-se até dizer que seja um bom problema. No entanto, alterações de vazão estão diretamente relacionadas ao tamanho das estações, ou seja, se a tecnologia do sistema vai permanecer a mesma, os tanques (reatores) deverão ser aumentados na mesma proporção das novas vazões. E se não houver área suficiente para essa ampliação? Aí haverá um verdadeiro gargalo que pode até inviabilizar os planos de crescimento. 2) Mudança nas características da água ou do efluente: Um exemplo real e preocupante disso é o que ocorre nos sistemas de abastecimento de água do Estado de São Paulo, onde as estações de tratamento foram dimensionadas e construídas há muito anos, quando os mananciais não eram poluídos e contaminados. Os sistemas não têm capacidade para remover excesso de matéria orgânica, hormônios e outros compostos complexos que acabam sendo indevidamente lançados nos rios. Da mesma forma, uma indústria pode ter que alterar completamente seu sistema de tratamento de efluentes devido a uma alteração da linha de produtos. 3) Necessidade de redução de custos operacionais: Um sistema muito antigo e já depreciado pode ter uma concepção de tratamento também muito antiga, que pode resultar em elevados consumos de produtos químicos e energia elétrica, bem como elevadas despesas com mão-de-obra e manutenção. Esses custos todos compõem o que chamamos de OPEX (Operating Expenditures) e são muito significativos num mercado cada vez mais competitivo e cada vez menos favorável à produção industrial brasileira. Se economizar na produção já é algo desejável, economizar no tratamento de efluentes é simplesmente obrigatório. 4) Novas exigências legais: No artigo que escrevi na edição anterior (nº 61 Out / Nov) falei um pouco sobre a nova Portaria 2914 do Ministério da Saúde que regulamenta os padrões para a água potável e que trouxe novas preocupações às concessionárias públicas devido às exigências de monitoramento de novos compostos. Da mesma forma, uma estação de tratamento de esgotos sanitários ou efluentes industriais que foi concebida para atender a legislação para descarte em corpos d água agora se depara com a também recente regulamentação CONAMA 430 de 13 de Maio de 2011 do Ministério do Meio Ambiente, que traz novidades como o fator de toxicidade. Ou seja, já não basta monitorar parâmetros como DBO e DQO (demandas bioquímica e química de oxigênio), mas sim verificar se, após o tratamento, o efluente ainda é tóxico aos organismos bioindicadores. 5) Reuso dos efluentes tratados: A maior motivação que uma empresa tem na busca de um sistema de reuso de efluentes é mesmo a questão econômica. É claro que os aspectos ambientais, éticos e até mesmo de marketing empresarial ajudam na tomada de decisão, mas se não houver um ganho real e mensurável, nada feito. Ocorre que esta viabilidade econômica está cada vez mais presente não só na indústria, como também na área pública, seja pela falta de água bruta de boa qualidade, seja pelo aumento dos custos de tratamento. A SABESP, por exemplo, firmou um contrato exemplar com a empresa FOZ do Brasil (Grupo ODEBRECHT), no qual se criou uma SPE (Sociedade de Propósitos Específicos) denominada Projeto AQUAPOLO. Em resumo, essa empresa construiu um sistema de tratamento complementar (terciário) dentro da ETE - ABC de forma a qualificar o efluente para seu consumo no Pólo Petroquímico de Capuava, que fica a menos de 20 Km dali. São quase m³/h de efluentes que antes eram jogados de volta ao 20 Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62

21 rio Tietê e que agora têm uso produtivo. O sistema de tratamento da ETE - ABC é do tipo secundário, pelo tradicional processo de Lodos Ativados. O tratamento complementar escolhido foi o MBR Membrane Bio Reactor ou Biorreator a Membranas, que é um processo biológico no qual o decantador secundário é substituído por membranas de ultrafiltração e será objeto do meu próximo artigo. Pois bem, uma das alternativas que os gestores de sistemas de tratamento de água e efluentes têm para um projeto de retrofitting é o que chamamos de Processos Oxidativos Avançados ou POA. Trata-se de uma boa opção quando se tem, por exemplo, uma água bruta com excesso de compostos orgânicos complexos e dissolvidos ou um efluente com excesso de compostos não biodegradáveis. Os produtos oxidantes mais utilizados e seus respectivos potenciais de oxidação Eh ( V ) são : Cloro gás Cl2 1,36 Hipoclorito de Sódio NaOCl 1,49 Hipoclorito de Cálcio Na(OCl)2 1,49 Dióxido de Cloro ClO2 1,95 Ozônio O3 2,07 Oxigênio O2 1,23 Peróxido de Hidrogênio H2O2 1,72 Permanganato de Potássio KMnO4 1,70 A necessidade de buscar elementos com maior potencial de oxidação para situações cada vez mais complicadas do nosso dia-a-dia é que motivou a criação do Radical Hidroxil, cuja representação é: ( OH). O seu potencial de oxidação é 2,80, ou seja, bem superior ao dos produtos tradicionais. Uma das formas para a produção desse Radical Hidroxil é o processo fotoquímico com a utilização da radiação ultravioleta com frequência de onda 100 a 400 nm - faixa que está entre a luz visível os Raios X, conforme ilustração abaixo. De forma simplificada, temos as seguintes situações para aplicação da radiação UV (na faixa mostrada no quadro anterior) para Peróxido de Hidrogênio e Ozônio: Peróxido de Hidrogênio: H 2 O 2 + hv è 2 ( OH) Ozônio: O 3 + hv + H 2 O è H 2 O 2 + O 2 H 2 O 2 + hv è 2 ( OH) 2 O 3 + H 2 O 2 è 2 ( OH) + 3 O 2 Estas são apenas duas das muitas formas que existem de se conseguir um composto oxidante mais forte e de reação mais rápida. É verdade, no entanto, que nem sempre essa prática será suficiente para resolver definitivamente o problema de um sistema de tratamento de água ou efluente, mas pode representar um upgrade provisório (e satisfatório) enquanto se procura pela solução final. Eduardo Pacheco é Engenheiro Sanitarista e Diretor Técnico do Portal Tratamento de Água - Standart AM radio Broadcast band Short-wave radio Television, FM radio 0.7 Red 0.6 Orange Yellow 0.5 Green Ultraviolet Blue 0.4 Violet Long radio waves Microwaves Infrared X rays Gamma rays Visible light 1000 meters 1 meter 1000 micrometers 1 micrometers micrometers Long-wave radiation Short-wave radiation Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62 21

22 em foco Tecnologia de alto padrão em plantaspiloto de laboratório A Alem Mar possui uma parceria de muitos anos com a empresa inglesa ARMFIELD, que oferece uma linha exclusiva de plantas- -piloto projetadas para replicar processos de fabricação industrial em escala laboratorial. Permitindo a pesquisa e desenvolvimento de materiais das mais variadas aplicações, para desenvolver e testar novas formulações, otimizando tempo e diminuindo gastos. Estas plantas-piloto são de fácil instalação, podendo ser utilizadas com diversos tipos de materiais. Todos os equipamentos são fabricados com materiais resistentes, compactos e de fácil operação, atendendo as normas de segurança e higiene alimentar. Para uma ampla gama de aplicações em alimentos, cervejaria, condimentos, confeitos, cremes, meio de cultura, sorvetes, caldos, leite, rações, fármacos, refeições prontas, temperos, sopas e iogurtes. A ARMFIELD fabrica também uma completa linha de equipamentos didáticos e laboratoriais, com a mais alta tecnologia e tradição no mercado mundial, para utilização nas áreas de engenharia, escolas técnicas de nível superior, centros de pesquisas etc.. Plantas-piloto são de fácil instalação, podendo ser utilizadas com diversos tipos de materiais Pensando na necessidade desta tecnologia no Brasil, a Alem Mar, representante exclusiva da ARMFIELD, tornou essa possibilidade de real alcance. Conheça os equipamentos e suas especificações entrando em contato com a empresa. Saiba Mais (11) Sistema VSG da Greiner Bio-One é mais rápido e seguro A Velocidade de Sedimentação Globular (VSG) é um dos testes laboratoriais mais frequentemente prescritos. Pode ser usado como uma prova indeterminada para as reações inflamatórias, acompanhamento do seu desenvolvimento, bem como para monitorar o tratamento. A Greiner Bio-One produz e comercializa, desde 1996, o Sistema VSG (manual e automatizado) que, seguindo as recomendações do International Council for Standardization in Haematology (ICSH), adota como referência o Método de Westergren, disponibilizando tubos para coleta de sangue a vácuo contendo o aditivo Citrato de Sódio 3,2%, na proporção de 1 parte de solução de citrato para 4 partes de sangue (4NC). Também, conhecida como reação de Biernacki devido ao seu inventor Edmund Biernacki, a VSG é a taxa a qual os glóbulos vermelhos do sangue precipitam em um período de uma hora. O sangue anticoagulado é colocado em um tubo na posição vertical e a taxa de precipitação dos glóbulos vermelhos é medida em mm/h (realizada através do método de Westergren). Qualquer inflamação presente irá aumentar a VSG, mas como este é um teste de triagem, não pode ser utilizado para diagnosticar uma doença específica. Exemplos do aumento da velocidade de sedimentação são: artrite reumatoide, doenças da tiroide, tuberculose e gravidez. Níveis inferiores aos normais podem ocorrer, por exemplo, em: anemia falciforme, insuficiência cardíaca congestiva ou baixa quantidade de proteína plasmática devido a doença hepática ou renal. A VSG é orientada pelo equilíbrio entre os fatores pró-sedimentação, principalmente de fibrinogênio e fatores resistentes a sedimentação, tais como a carga negativa dos eritrócitos. Se um processo inflamatório está presente, a proporção elevada de fibrinogênio no sangue faz com que os glóbulos vermelhos se unam uns aos outros. Esses aglomerados precipitam mais rapidamente. Os primeiros tubos para VSG produzidos pela Greiner Bio-One eram de vidro. Em 2010, a empresa lançou os tubos de plástico (polipropileno) inquebráveis, sendo a única do mundo a disponibilizar mais esta facilidade para o mercado. Além de serem mais seguros, os tubos possuem uma vida útil de doze meses. As principais vantagens do Sistema VSG da Greiner Bio-One são: análise em sistema automatizado (fechado) e manual; coleta realizada em tubo plástico inquebrável, com marca de preenchimento que indica o nível correto da amostra; resultados em 30 e 60 minutos; identificação de amostras com código de barras, eliminando erros; controle de qualidade de dois níveis validado e o volume de amostra coletada é reduzido (1,5 ou 2,0 ml). A Greiner Bio-One também oferece uma gama de analisadores automatizados, para avaliações rápidas e confiáveis. Saiba Mais (19) Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62

23 Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62 23

24 em foco Análises por espectroscopia Raman de microesferas portadoras de fármacos Imagens Raman inviastreamline Plus mostram detecção de distribuição ubíqua do material polímero das microesferas, com o AF delimitado nos microdomínios As microesferas biodegradáveis são portadores ideais de fármacos, para antibióticos e para sua aplicação direta em locais de cirurgia músculo-esquelética. A percepção da formação de portadores de fármacos e a eficácia na liberação da substância ativa é de importância fulcral para melhorar a concepção de sistemas transportadores de substâncias ativas. Durante as cirurgias são requeridas a esterilização consequente e ambientes acéticos para evitar infecções microbianas da ferida. A identificação correta de patogênicos permite a prevenção efetiva e o tratamento da infecção mediante a administração de antibióticos apropriados. Antibióticos como o ácido fusídico (AF) são altamente eficientes contra Staphylococci, que geralmente provocam infecções em articulações prostéticas. O transporte por circulação sistêmica (indiretamente até ao local a tratar, via fluxo sanguíneo ou mediante o sistema digestivo) de AF apresenta o risco de complicações, incluindo a falta de vasos sanguíneos em algumas zonas da ferida, bem como efeitos secundários para o sistema como, por exemplo, náuseas e dores de estômago. A pesquisa mostrou que a aplicação direta de antibióticos aos locais de cirurgias traz vantagens significativas, comparada com o transporte sistémico; não só podem ser atingidos níveis de concentração mais altos nos tecidos e uma liberação prolongada do fármaco, como também podem ser evitados simultaneamente efeitos secundários para o sistema. Foi usada a imagiologia Raman invia StreamLine Plus para caracterizar microesferas carregadas com AF e construídas com matérias de matrix diferentes: poli(dl ácido lactico-co-glicólico) (PLGA), poli(l ácido lático) (PLLA) e poli(3-hidroxibutírico) ácido-co-3-hidroxivalérico (PHBV), para poder perceber o mecanismo de liberação do fármaco. As imagens Raman mostram os microdomínios de AF nas microesferas dos materiais selecionados. Investigações mais profundas sobre a eficácia da liberação do fármaco a partir destas microesferas fornecerão informações para a otimização do desenho dos sistemas transportadores de fármacos. Agradecimentos: C. Yang, S. Gilchrist and H. Burt, Divisão de Farmacêutica e Biofarmacêutica, Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Universidade de British Columbia, Vancouver, BC, Canada. O trabalho Raman foi parte de um estudo, de Yang et al, publicado em Pharmaceutical Research, 2009, 26 (7): Saiba Mais (11) Bioagri recebe Certificado de Qualidade em Biossegurança (CQB) A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) concedeu recentemente à Bioagri a Mérieux NutriSciences Company o Certificado de Qualidade em Biossegurança. A medida permite que a empresa esteja habilitada a realizar estudos com a finalidade de avaliar o potencial de risco ambiental através da condução de estudos nas áreas de ecotoxicologia, mutagênese, toxicologia de produtos geneticamente modificados (OGM) e ensaios de resíduos de agrotóxicos - a última com aprovação anterior da CTNBio. A CTNBio é uma instância colegiada multidisciplinar, criada através da lei nº , de 24 de março de 2005, cuja finalidade é prestar apoio técnico consultivo e assessoramento ao Governo Federal na formulação, atualização e implementação da Política Nacional de Biossegurança relativa a OGM, bem como no estabelecimento de normas técnicas de segurança e pareceres técnicos à proteção da saúde humana, dos organismos vivos e do meio ambiente, para atividades que envolvam a construção, experimentação, cultivo, manipulação, transporte, comercialização, consumo, armazenamento, liberação e descarte de OGM e derivados. Saiba Mais (19) Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62

25 Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62 25

26 em foco Luvas Criogênicas Tempshield A Biosystems disponibiliza para seus clientes os mais avançados produtos e equipamentos importados com tecnologia de ponta, cumprindo com seu papel no mercado, apoiando o desenvolvimento técnico e científico do país. Dentre as principais marcas estão a Axygen (plásticos e reagentes para Biologia Molecular), TPP (plásticos para cultivo celular), G- -Biosciences (reagentes em geral e produtos para protêomica), Biotek (espectrofotômetros e leitoras de multidetecção de última geração) e Vilber Lourmat (sistemas de fotodocumentação). Buscando garantir a tecnologia e a versatilidade de seus produtos, a Biosystems comercializa luvas criogênicas da Tempshield que oferecem alto nível de proteção térmica multicamadas às mãos e braços, contra temperaturas extremamente frias, em atmosferas frias, em situações de transmissão de frio por contato com objetos frios, ou para proteção contra respingos de líquidos frios. Utilizadas numa série de aplicações e em uma grande variedade de condições. Algumas de suas aplicações são trabalhos que empregam nitrogênio líquido e manipulação de gelo seco, sendo utilizadas em diversos tipos de laboratórios, câmaras frias e freezers. As luvas ainda possuem multicamadas isolantes que fornecem máxima proteção térmica, são respiráveis, resistentes à água e oferecem flexibilidade, leveza e principalmente conforto, pois um forro impermeável adicional mantém as mãos e braços aquecidos. Disponíveis em dois modelos, as luvas criogênicas suportam temperaturas de até -160 C com ótimo desempenho e segurança, características essenciais quando a funcionalidade é importante e a segurança é crítica. Saiba Mais LAS do Brasil e IKA - Parceria já de sucesso apresenta o Evaporador Rotativo RV10 CONTROL A LAS do Brasil, já líder em distribuição de padrões de qualidade, agora soma forças e apresenta sua nova linha de distribuição IKA tecnologia Alemã que fornece toda a linha de equipamentos para laboratórios e planta-piloto. Destaque para o Evaporador Rotativo modelo RV10 CON- TROL com cinco anos de garantia, a maior do mercado. O RV 10 control da IKA pode ser precisamente controlado, trabalha de forma totalmente automática. O software integrado permite uma série de ajustes que podem ser armazenados, bem como definidos, como configurações específica do usuário na biblioteca. É a escolha mais completa, segura e confiável. A LAS do Brasil fornece mais informações sobre os benefícios que este equipamento pode oferecer para os laboratórios. Conheça também todas as linhas de representação LAS. Mais informações podem ser obtidas em Software integrado permite uma série de ajustes Saiba Mais (62) Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62

27 Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62 27

28 em foco Chega ao mercado a terceira geração da consagrada tecnologia de dissolução sem banho da Distek O Symphony 7100 vem para consolidar esta tecnologia como a melhor opção para quem procura associar alta tecnologia com rapidez, praticidade e confiança. O sistema não utiliza banho hidrostático, atingindo em 15 minutos, a temperatura programada por meio de jaquetas térmicas, economizando água e energia elétrica. É o único do mercado capaz de operar em um mesmo teste, com rotação, temperatura e aparatos diferentes em cada cuba, tornando-se uma importante ferramenta para o desenvolvimento analítico. Sensor de temperatura embutido na haste, registrando durante todo teste, a temperatura dentro de cada cuba onde está ocorrendo a dissolução, trazendo mais confiabilidade ao seu ensaio. Todos os recursos do equipamento são operados a partir de um único display colorido, sensível ao toque, com uma interface intuitiva e de fácil operação, onde é possível acessar o manual do equipamento, armazenar e editar até 100 métodos, guardar dados de qualificação, imprimir resultados e muito mais, tudo isso com níveis diferenciados de acesso e protegidos por senhas. Desde os primeiros modelos, a tecnologia bathless da Distek mostrou que a dissolução de comprimidos pode ser mais rápida, prática, limpa e econômica. A Chemetric é a responsável pela Distek no Brasil. Conheça a linha completa da empresa que mais apresenta inovações associadas à dissolução de comprimidos em Altmann apresenta cabine de luz Spectraligth QC para avaliação visual de cores Novo lançamento da X-rite, a Spectraligth QC é uma revolucionária cabine que possui sete iluminantes (única no mercado mundial) e se destaca principalmente por atender todas as especificações e normas requeridas nesta área, como a norma ASTM, que pede o ajuste total do LUX. Nestes modelos foram instalados sensores que mantêm a máxima irradiação do LUX compensando o desgaste das lâmpadas pelo tempo de uso, possui comunicação via USB com o PC com programa utilitário que permite operar, configurar, criar relatórios e rotinas de desempenho, além do controlador digital. Mais informações podem ser encontradas no site da Altmann: Sete iluminantes destacam equipamento no mercado Saiba Mais (21) Saiba Mais (11) Dissolutor de 14 Vasos melhora produtividade nos laboratórios Com o aumento crescente por pressões dentro das indústrias farmacêuticas voltadas para o aumento de produtividade nos departamentos de controle de qualidade e estudos de bioequivalência e biodisponibilidade, o mercado oferece um sistema de dissolução com 14 Vasos, sendo 12 Vasos para amostras mais dois vasos para o padrão e branco. Sistemas como estes podem ser acoplados a amostradores, diluidores e injetores de amostras automatizados, que permitem que o aparelho comece a trabalhar automaticamente a partir de determinadas condições pré-estabelecidas pelo operador, realizando assim o ensaio e coletando as amostras automaticamente. Para saber mais: Saiba Mais (11) Sistema permite trabalho automatizado 28 Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62

29 Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62 29

30 em foco Novo analisador fotométrico automático de alimentos, bebidas e água A Thermo Scientific, líder mundial a serviço da ciência, apresenta o analisador fotométrico Gallery que automatiza todas as etapas da análise e gera resultados reprodutíveis em poucos minutos. Com design compacto, o Gallery é especialmente adequado para rotina e controle de qualidade de alimentos, bebidas e águas. A automação e determinação simultânea de multicomponentes em uma única amostra garantem maior produtividade e desempenho do laboratório. A cubeta exclusiva DECAcell de volume pequeno permite o emprego de pequenas quantidades de reagentes (tipicamente 200uL) e a redução dos custos operacionais. Kits de reagentes prontos para uso eliminam a preparação demorada das soluções com economia adicional de custos. São características do Gallery: Capacidade para até 200 testes/hora Detecção de analitos em níveis muito baixos (ng / µg) Várias possibilidades de supressão de interferentes para eliminar efeitos de matriz Automação de procedimentos sofisticados de diluição Carrossel para combinação de amostras e reagentes, com até 54 posições Leitor de código de barras que permite a identificação automática de amostras e reagentes Monitoramento dos reagentes em tempo real Protocolos automáticos de início e término dos testes Acesso às amostras, reagentes e cubetas, sem interrupção dos testes Faixa de comprimentos de onda de 275 a 880 nm Unidade eletroquímica opcional para medidas de condutividade e ph Interface gráfica intuitiva Alimentos, bebidas e água analisados automaticamente pelo Gallery da Thermo Scientific (anuncio na pág. 33) Saiba Mais (11) Solução cromatográfica completa Lançamento Kinetex 1,3 e 5 µm: melhora instantânea dos métodos A Phenomenex representada exclusivamente pela Allcrom no Brasil, lança a coluna Kinetex 1,3 e 5 µm com Tecnologia Core-Shell. As colunas Kinetex 1,3 µm apresentam eficiência superior às colunas sub 2 µm existentes no mercado, gerando um aumento inicial na resolução Cromatográfica com picos mais altos e maior sensibilidade ajudando você a obter o máximo de desempenho do seu sistema de UHPLC. A Kinetex 1,3 µm está disponível inicialmente na fase C18. A coluna Kinetex 5 μm possibilita aumentar imediatamente a resolução, produtividade e sensibilidade de métodos que utilizam colunas de 3 e 5 µm. Ao utilizar métodos das farmacopeias, o trabalho será bastante facilitado pela substituição direta da coluna. Esta partícula Core Shell foi especialmente desenvolvida para o uso em sistemas de HPLC padrão ou modelos mais antigos que possam ter limitações de pressão. Está disponível nas fases C18, XB-C18, PFP e Phenyl-Hexyl. Este lançamento é uma solução cromatográfica completa desde HPLC, UHPLC até a escala Preparativa. Para mais informações entre em contato com a representante ou visite o site kinetex para obter mais informações. Saiba Mais (11) Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62

31 Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62 31

32 em foco Banhos ultrassônicos Elma A Nova Analítica apresenta a mais recente parceria iniciada com a empresa alemã Elma, especialista em unidades de limpeza ultrassônica. Com mais de 50 anos no mercado, oferece uma gama completa de equipamentos para preparo de amostras e limpeza de instrumentos de laboratório. Com modelos que podem ir de 0,5 a 90 Equipamentos estão divididos em três linhas específicas litros, todas as linhas são equipadas com painel à prova d água e de fácil operação, além de timer e sistema aquecimento que vai de 30 a 80 C. Os equipamentos se dividem em três linhas: Linha E (37Kz) Destinada exclusivamente a limpeza de materiais e instrumentos de laboratório; Linha S (37Kz) - Indicada para limpeza de materiais e preparo de amostras, inclui a função degas para degaseificação ou homogeneização, emulsão, e dispersão de partículas em amostras; Linha P (37Kz e 80Kz) Com duas frequências ultrassônicas, é indicada tanto para a limpeza de materiais de laboratório quanto de peças sensíveis como capilares, além de incluir a função degas para degaseificação de amostras ou solventes de HPLC e de líquidos de limpeza; Conheça mais os produtos Elma e encontre o ideal para sua aplicação! Para mais informações, acesse Saiba Mais (11) PerkinElmer: vanguardista em análise térmica Desde a comercialização de seu primeiro DSC em 1963, a PerkinElmer esteve na vanguarda da tecnologia e inovação de produtos em análise térmica. Agora, a empresa oferece o novo STA 8000 para estudo de polímeros, materiais cerâmicos, metais, energia e mais outras diversas aplicações. Isso tudo é possível, pois o novo STA 8000 é um TGA/DTA/DSC e opera na faixa de 15 a 1600 C, com sistema de controle e troca de gases integrado. Além disso, o STA 8000 possui as seguintes características: Fácil posicionamento e troca de amostra manual; Equipamento de pequeno porte, permite otimização do espaço de seu laboratório; Temperatura da amostra e da referência medidas para melhor qualidade dos dados; Linha base do DTA plana; Forno compacto permite melhor distribuição da temperatura resultando em maior sensibilidade; Resfriamento rápido para maior produtividade; Temperatura inicial de 15 C para melhor coleta dos dados de evaporação de umidade A PerkinElmer oferece a melhor solução para as aplicações, através do amplo leque de hifenações: HPLC-ICP/MS, TGA-IR, TGA-MS, TGA-CG/MS, TGA-IR- -CG/MS, UV-DSC, UV-DMA e HG-DMA. Mais detalhes sobre os produtos através do site Saiba Mais (11) STA 8000 para estudo de polímeros, materiais cerâmicos, metais, energia e mais outras diversas aplicações 32 Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62

33 Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62 33

34 em foco Ensaios Simple Western: a reinvenção do Western Blot Sally, da ProteinSimple, é um equipamento compacto de bancada capaz de executar simultaneamente 96 amostras de ensaios Simple Western, com base no tamanho das moléculas, equivalente ao tradicional método em gel de poliacrilamida (SDS-PAGE). As amostras em ensaio Simple Western são tratadas com SDS / TDT e então desnaturadas por calor. Após essa etapa são carregadas em capilares, separadas por tamanho e imobilizadas na parede capilar por meio de um método próprio de captura UV. As proteínas alvo são imunomarcadas com anticorpo HRP seguido de detecção quimioluminescente amplificada. Sally permite a automação total do processo de Western blot, o que resulta em aumento da reprodutibilidade e diminuição significativa de tempo. Ensaios Simple Western executados com Sally são uma reinvenção do Western blot, automatizando todas as etapas manuais associadas ao processo. Com Sally são possíveis resultados altamente reprodutíveis, quantitativos, confiáveis e sensíveis à especificidade da proteína. O processo de Simple Western agiliza o tempo geral de obtenção de resultados para cerca de 3-5 horas, com um tempo total de prática inferior a uma hora. Autonomia, total automatização e consistência Saiba Mais (11) Siemens lança no Brasil controlador de nível por ultrassom SITRANS LUT400 Com a proposta de atender os setores de mineração, food & beverage, além de águas e efluentes, a Siemens apresenta ao mercado o controlador de nível por ultrassom SITRANS LUT400. Aliando alta precisão, design compacto, facilidade de uso e avançado sistema de processamento digital de sinais, o controlador SITRANS LUT400 é compatível com toda a família Echomax de transdutores ultrassônicos de nível, o que garante uma ampla gama de aplicações industriais, desde o simples monitoramento de nível em tanques pequenos ou grandes, até a medição de vazão em canais abertos. Patenteado pela Siemens, o avançado algoritmo de processamento digital de sinais Sonic Intelligence, assegura uma medição precisa e confiável do nível, seja em faixas pequenas ou grandes de até 60m. Entre as principais indústrias em que o equipamento pode ser aplicado estão Água e efluentes: tanques de reagentes utilizados no tratamento de água, medição de vazão em canais abertos, estações elevatórias de efluentes; Mineração: nível em britadores, tanques de armazenamento de água e reagentes e de pilhas de minérios; e Alimentos e bebidas: nível de produtos diversos em tanques pequenos ou de processo. Além destes setores, o SITRANS LUT400 também pode ser utilizado em outras aplicações, em que seja necessária a medição de nível por tecnologia sem contato. As características do novo controlador de nível por ultrassom da Siemens integram a elevada precisão; interface local com teclado incorporado, que permite facilidade de uso e configuração; entrada para sensor de temperatura externa para maior exatidão; compatibilidade com o software SIMATIC PDM; três relés para alarme ou controle e display remoto (opcional). Entre os demais diferenciais técnicos do SITRANS LUT400 estão menus de configuração; amplo display LCD (com backlight); algoritmo de processamento de sinais Sonic Intelligence ; Datalogger incorporado (memória flash de 1.5 Mb); saída analógica de 4-20mA (com protocolo HART); montagem em parede e tubo de 2 ou trilho DIN. Saiba Mais 34 Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62

35 Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62 35

36 Metrologia em pauta metrologia 2013 Metrologia e Qualidade para o Desenvolvimento Sustentável Vivemos hoje num mundo onde a preocupação de aliar o desenvolvimento econômico à sustentabilidade estão na ordem do dia. O Metrologia 2013 será realizado pouco mais de um ano após a Rio+20, quando inclusive dados e medições sobre as condições do planeta foram amplamente discutidos. Hoje, como no passado, as medições e a avaliação da conformidade são fatores essenciais para o desenvolvimento que garanta a melhoria das condições de vida sem comprometer o futuro daqueles que virão. Assim, realizar o Metrologia 2013 em Ouro Preto (MG) é um meio de refletir sobre a história de nosso desenvolvimento, levando-nos a encarar a construção do futuro como um desafio a todos os brasileiros. O Metrologia 2013 será a sétima edição do Congresso Brasileiro de Metrologia. Realizado pela Sociedade Brasileira de Metrologia em parceria com o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), o congresso tem por objetivo reunir pessoas e instituições para a construção de estratégias voltadas à disseminação da cultura da metrologia e avaliação da conformidade como fatores essenciais ao desenvolvimento sustentável de nossa sociedade. Contará com sessões para apresentação de trabalhos científicos para a discussão de temas atuais da metrologia e da avaliação da conformidade, bem como os desafios que se apresentam e as perspectivas futuras. Além disso, como nos congressos anteriores, será realizada uma sessão especialmente devotada à Educação em Metrologia e Avaliação da Conformidade, bem como à discussão e ao desenvolvimento de técnicas para a disseminação da Metrologia e da Avaliação da Conformidade na formação profissional. Também contará com a Expo Metrologia 2013, feira e exposição de equipamentos de medição. Nessa edição do Metrologia 2013, a Escola Nacional de Tecnologia Industrial Básica ENTIB, da SBM, promoverá cursos presenciais em diversas áreas de interesse da Metrologia e Avaliação da Conformidade, nos dois dias seguintes ao Congresso. Anote: Local: Centro de Artes e Convenções da UFOP em Ouro Preto. Serão utilizados todos os espaços. (salas de gerenciamento, teatros Ouro Preto e São João Del Rei, Salão Mariana, Salão Diamantina, Espaço Tiradentes). De: 24 a 27 de novembro de Após o Congresso, nos dias 28 e 29 de novembro, será realizada mais uma sessão presencial da Escola Nacional de Tecnologia Industrial Básica ENTIB, com a oferta de minicursos a serem anunciados na página do evento, mas que exigirão inscrição própria. SITE: Foto: Gisele Vieira Rodovalho Ouro Preto é provida de um grande potencial histórico-cultural. Recebeu o título de Cidade Patrimônio mundial da humanidade pela UNESCO e, portanto, é conhecida internacionalmente. Detentora de grande riqueza cultural e urbanística, a cidade atrai milhares de turistas todos os dias proporcionando aos visitantes o intercâmbio cultural local. A cidade possui estrutura hoteleira, alimentícia e turística suficiente para a recepção do público esperado. Está localizado na cidade, também, um amplo Centro de Convenções, local onde o evento será realizado, provido dos recursos necessários para a realização da conferência. Além disso, possuímos diversas empresas para o apoio logístico e de recursos físicos, humanos, audiovisuais etc. 36 Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62

37 Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62 37

38 Artigo AVALIAÇÃO DA PRODUÇÃO DE ETANOL A PARTIR DE GLICOSE E XILOSE ATRAVÉS DE BATELADA ALIMENTADA POR LEVEDURAS ISOLADAS DA CASCA DE UVAS (VITIS SPP) EVALUATION ETHANOL PRODUCTION FROM GLUCOSE AND XYLOSE, PER YEASTS ISOLATED OF THE SKIN GRAPES (VITIS SPP) FED BATCH RESUMO O resíduo do processo fermentativo da vinicultura (casca da uva) possui material lignocelulósico com potencial para a produção de etanol. Através da hidrólise ácida ou enzimática obtêm-se monossacarídeos fermentescíveis, principalmente glicose e xilose. A glicose é convertida em etanol por Saccharomyces cerevisiae. Entretanto, grande parte dos microrganismos não produz etanol da xilose, incluindo S. cerevisiae. Este estudo procurou isolar microrganismos fermentadores deste açúcar a partir da casca de uvas Rubi, Thompson, Niagara (Vitis spp) obtidas da Ceagesp / São José do Rio Preto. Para tanto, alíquotas destes materiais foram semeadas nos meios de cultivo contendo xilose e glicose. Os microrganismos obtidos foram pré-identificados. A fermentação foi conduzida na forma de batelada alimentada. O consumo de xilose e rendimento etanólico foram calculados. As leveduras isoladas da uva Rubi denominadas RL1 e RL5 foram as únicas a produzir etanol com rendimentos ao redor de 0,10g de etanol por g de açúcar consumido. Débora Cristina Moraes* e Vanildo Luiz Del Bianchi Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho Instituto de Biociências, Letras e Ciências exatas de São José do Rio Preto. *Correspondência: Palavras-chave: Produção de Etanol. Glicose e Xilose. Leveduras. Casca de Uva. ABSTRACT The residue of the fermentation process of viticulture (grape skins) has the lignocellulosic material with potential for ethanol production. By acid hydrolysis or enzymatic fermentable monosaccharide is obtained, mainly glucose and xylose. Glucose is converted to ethanol by Saccharomyces cerevisiae. However, most micro-organisms not producing ethanol from xylose, including S. cerevisiae. This study sought to isolate microorganisms fermenting this sugar from the bark of Rubi grapes, Thompson, Niagara (Vitis spp) obtained from Ceagesp / Sao Jose do Rio Preto. For this purpose, aliquots of these materials were grown in culture media containing xylose and glucose. The microorganisms were pre-identified. The fermentation was conducted as fed batch. The consumption of xylose and ethanol yields were calculated. The yeasts of the grape called Rubi RL1 and RL5 were the only ones to produce ethanol with yields around 0.10 g ethanol /g sugar consumed. Keywords: Ethanol Production. Glucose and Xylose. Yeasts. Skin Grapes. INTRODUÇÃO O Brasil tornou-se destaque no cenário econômico mundial por conta de sua ampla atividade agrícola, porém, devido a esta atividade, está entre os países que mais geram resíduos agroindustriais. Dessa forma, é necessário buscar alternativas de reaproveitamento ou criação de novos produtos para evitar que estes subprodutos sejam fonte de poluição e agressão ao meio ambiente. Segundo Oliveira et al. (2009), a indústria vinícola tem grande interesse nestas tecnologias, já que os subprodutos gerados por ela são de lenta decomposição causando grande impacto ambiental. Dentro deste setor os principais são a casca e a semente de uva. 38 Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62

39 Existem diversos estudos que mostram a utilização dos subprodutos da indústria vinícola, como a fabricação de farinha de semente e casca de uva que possui um grande poder antioxidante (OLIVEIRA et al., 2009), a utilização da casca de uva para produção e caracterização de aromas de frutas (UENOJO, 2003). Uma outra maneira é a utilização deste resíduo agroindustrial para a produção de etanol a partir da celulose e hemicelulose da casca de uva. A utilização de biomassa (bagaço, cascas de frutas) para a produção de álcool combustível pela rota química e biológica envolve basicamente dois processos: hidrólise dos polissacarídeos contidos nos materiais lignocelulósicos em açúcares e a fermentação destes em etanol. Existem inúmeras técnicas para a hidrólise destes materiais lignocelulolíticos, como a enzimática que se baseia na utilização de enzimas produzidas por microrganismos capazes de hidrolisar os materiais que compõem a casca de uva e materiais de outros vegetais. As mais utilizadas são as celulases e hemicelulases originadas de microrganismos como Penicillium echinulatum e Pleurotus ssp. (MENEZES; DILLON 2007). Outra técnica muito usada é a hidrólise ácida, que compreende a utilização de ácidos, tais como ácido sulfúrico, ácido clorídrico, ácido acético, ácido peracético e ácido fosfórico associada com o tratamento térmico. Nesses processos há a formação de açúcares fermentescíveis os quais serão submetidos a fermentação para a produção de etanol (CUZENS, 1997; TEIXEIRA, 1999; GÁMEZ, 2006). O produto obtido no processo de hidrólise da celulose são as hexoses: açúcares com moléculas de seis carbonos, como a glicose; esta é fermentada facilmente pela Saccharomyces cerevisiae. No entanto, na hidrólise da hemicelulose são produzidos açúcares de cinco carbonos, como a xilose, sendo a biotransformação desta pentose a etanol um desafio, pois o metabolismo da xilose procede mais lentamente que o da glicose, provocando a inibição alcoólica sobre o microrganismo que metaboliza as pentoses (ROSSELL, 2006). Além disso, poucos microrganismos têm capacidade de converter xilose em etanol. Na literatura encontram-se dados referentes a microrganismos fermentadores de xilose, como a levedura Pichia stipitis que tem se mostrado promissora para aplicação industrial. Esta fermenta a xilose rapidamente com alta produção de etanol e aparentemente não produz xilitol (DELLWEG et al., 1984; DU PREEZ et al., 1986); e os provenientes de modificações genéticas, como a Zymomonas mobilis e a Escherichia coli KO11, que são capazes de produzir etanol a partir de hexoses e pentoses, segundo Takahashi (1998), com uma eficiência de conversão de 95%. Nas uvas Rubi, Thompson e Niagara (Vitis spp) existem várias leveduras naturalmente presentes como Saccharomyces cerevisiae, Candida valida, Kloeckera apiculata e Pichia membranaefaciens, dentre as quais Candida e Pichia são gêneros capazes de fermentar xilose em etanol (DU PREEZ et al., 1986), além de representarem uma nova fonte de microrganismos para processos biotecnológicos (CARMONA, 1995). Este trabalho buscou isolar linhagens microbianas da casca de uvas (Vitis spp), capazes de fermentar a xilose e a glicose em etanol utilizando o processo de batelada alimentada e contribuir com as novas tecnologias para o aumento de produção alcoólica sem grande expansão agrícola. METODOLOGIA Amostras de casca de uva As uvas selecionadas foram de três variedades: Rubi, Thompson e Niagara, obtidas no CEAGESP de São José do Rio Preto SP, no mês de março de Isolamento de microrganismos fermentadores de xilose da casca de uva Foram colocados 20g (massa úmida) de cada amostra de casca de uva (previamente lavadas com água destilada), em um Erlenmeyer de 1000 ml contendo 500 ml de meio base de cultura (peptona 0,5% (p:v), MgSO 4 0,035% (p:v), K 2 HPO 4 0,05% (p:v), Na 2 HPO 4 0,05% (p:v)), e outros 20g (massa úmida) de cada amostra de casca de uva no mesmo meio base acrescido de 2% álcool, sendo incubados em agitador orbital a 32ºC com agitação a 120 rpm por 72 horas. Após o crescimento dos micro-organismos, estes foram estriados no meio base citado com adição de xilose 2% (p:v) e ágar bacteriológico 1,5% (p:v). Para o isolamento de bactérias, foram adicionados 200ppm de cetoconazol no meio base e para leveduras 200ppm de cloranfenicol. A incubação dos microrganismos foi feita a 28 C e 32ºC, respectivamente. Fermentação em batelada alimentada (xilose) As leveduras RL1 e RL5 foram testadas na fermentação em batelada alimentada. Elas foram incubadas a 30 C por 48 horas, ph 6,0 e volume final de 40 ml. O meio fermentativo foi o meio base e a cada 12h a xilose era completada para 2% através da verificação da concentração do açúcar via análise de açúcar redutor. Fermentação em batelada alimentada (glicose) As leveduras RL1 e RL5 foram testadas na fermentação em batelada alimentada. Elas foram incubadas a 30 C por 48 horas, ph 6,0 e volume final de 40 ml. O meio fermentativo foi o meio base e a cada 12h a glicose era completada para 2%. Métodos analíticos Pré-identificação dos microrganismos A análise morfológica do microrganismo foi realizada através de visualização em microscópio óptico usando as objetivas 40x e 100x. Método de contagem de leveduras A contagem microbiana foi feita no tempo zero de fermentação (padronização do inoculo inicial) e após o processo fermentativo através de plaqueamento em superfície em meio PCA (IMEDIA REF M091) e por microscopia óptica em câmara de Neubauer usando as objetivas de 40x e 100x. Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62 39

40 Artigo Quantificação do crescimento por densidade ótica O crescimento celular foi determinado pela medida da absorbância a 600nm. Para calcular a concentração, foi feita uma curva de calibração do peso seco e absorbância obtida para as leveduras RL1 e RL5. Curva de crescimento das leveduras RL1 e RL5 Foi feita uma curva para verificar o crescimento das linhagens de leveduras RL1 e RL5. O meio de cultura utilizado foi o meio base já citado anteriormente, volume final de 40 ml, ph 6,0 incubadas a 30 C por 48horas. Foi medido o crescimento através da correlação entre absorbância a 600nm e peso seco mg/ml. A medida foi realizada em 11 pontos dentro das 48horas de fermentação. O experimento foi realizado em triplicata. Cálculos relacionados ao crescimento celular Fator de conversão substrato a célula (g/g)foi calculado pela Equação 1. Onde, X f concentração celular final (g/l) X 0 concentração celular inicial (g/l) S t concentração de substrato total (g/l) S f concentração de substrato final (g/l) Y x/s fator de conversão substrato a célula (g/g) Determinação de açúcares redutores residuais por ADNS O consumo de xilose e glicose foi medido por ADNS (ácido dinitrossalicílico) (MILLER, 1959), utilizando-se de 0,5mL da amostra diluída e adicionando volume igual de solução de DNS nos tubos de ensaio, fervidos a seguir durante 5 minutos. A amostra foi resfriada e, em seguida, adicionou-se 4mL de água destilada. Simultaneamente foi feita a curva de calibração com diferentes concentrações de xilose e glicose (P.A. Labsynth). A leitura em espectrofotômetro foi feita a 540nm. Os resultados foram expressos em porcentagem (%). Determinação da concentração de etanol A concentração de etanol foi determinada através de cromatógrafo a gás Hewlett Packard series II modelo 5890 equipado com coluna SPB-35 e detector de ionização de chama. As temperaturas do injetor e detector foram mantidas a 230ºC. A temperatura do forno foi programada inicialmente para 40ºC, sendo aumentada a uma velocidade de 20ºC/min até a temperatura final de 100ºC. Como gás de arraste foi utilizado nitrogênio e uma taxa split de 1:5. A amostra do headspace foi retirada por meio de uma seringa própria para gases. Simultaneamente, foi (1) feita uma curva de calibração com diferentes concentrações de etanol. Cálculos relacionados à produção etanólica Fator de conversão substrato a etanol (g/g)foi determinado pela Equação 2. Onde, E f concentração produto final (g/l) E 0 concentração produto inicial (g/l) S t concentração de substrato total (g/l) S f concentração de substrato final (g/l) Y e/s fator de conversão substrato a produto (g/g) RESULTADOS E DISCUSSÃO Linhagens isoladas Foram isoladas duas linhagens de leveduras denominadas de RL1 e RL5 da uva rubi, capazes de fermentar os açúcares xilose e glicose em etanol. As demais linhagens isoladas não produziram etanol. Fermentação alcoólica de glicose e xilose em etanol pelo processo de batelada alimentada A fermentação alcoólica de glicose e xilose pelas leveduras RL1 e RL5 em processo de batelada alimentada foi realizada de acordo com os itens 2.3 e 2.4. Os resultados estão apresentados nas Tabelas 1, 2, 3 e 4. Tabela 1. Fermentação de xilose pela levedura RL1 em batelada alimentada com ph inicial de 6,0, 30 C por 48 horas Tempo de fermentação Concentração de xilose(i) Concentração de xilose (f) Massa celular Horas g/l g/l g/l g/l 0 20,0 -- 0,8 n/a* 12 20,0 10,0 2,3 n/a* 24 20,0 11,5 4,4 n/a* 36 20,0 11,0 5,3 n/a* 48 20,0 11,2 6,3 4,3 *não avaliado (2) Produção de etanol A levedura RL1 na fermentação de xilose produziu 5,5 g/l de biomassa após as 48 horas e 4,3 g/l de etanol a partir de 36,1 g/l de açúcar (somando todas as alimentações) resultando em rendimento Y e/s de 0,11 g/g. 40 Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62

41 Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62 41

42 Artigo Tabela 2. Fermentação de xilose pela levedura RL5 em batelada alimentada com ph inicial de 6,0, 30 C por 48 horas Tempo de fermentação Concentração de xilose(i) Concentração de xilose (f) Massa celular Horas g/l g/l g/l g/l 0 20,0 -- 0,9 n/a* 12 20,0 10,0 2,3 n/a* 24 20,0 10,5 3,2 n/a* 36 20,0 10,7 4,6 n/a* 48 20,0 11,2 5,7 3,9 *não avaliado Produção de etanol A levedura RL5 na fermentação de xilose produziu 4,8 g/l de biomassa após as 48horas e 3,9 g/l de etanol a partir de 37 g/l de açúcar (somando todas as alimentações) resultando em rendimento Y e/s de 0,10 g/g. Tabela 3. Fermentação de glicose pela levedura RL1 em batelada alimentada com ph inicial de 6,0, 30 C por 48 horas Tempo de fermentação Concentração de glicose(i) Concentração de glicose (f) Massa celular Horas g/l g/l g/l g/l 0 20,0 -- 0,8 n/a* 12 20,0 10,0 2,3 n/a* 24 20,0 12,5 3,8 n/a* 36 20,0 12,4 7,12 n/a* 48 20,0 11,9 8,75 3,6 *não avaliado Produção de etanol A levedura RL1 na fermentação de glicose produziu 8,15 g/l de biomassa após as 48horas e 3,6 g/l de etanol a partir de 33,2 g/l de açúcar (somando todas as alimentações) resultando em rendimento Y e/s de 0,10 g/g. Tabela 4. Fermentação de glicose pela levedura RL5 em batelada alimentada com ph inicial de 6,0, 30 C por 48horas Tempo de fermentação Concentração de glicose(i) Concentração de glicose (f) Massa celular Horas g/l g/l g/l g/l 0 20,0 -- 0,6 n/a* 12 20,0 10,0 2,9 n/a* 24 20,0 12,5 3,19 n/a* 36 20,0 13,0 6,2 n/a* 48 20,0 12,5 7,1 3,4 *não avaliado Produção de etanol A levedura RL5 na fermentação de glicose produziu 6,5 g/l de biomassa após as 48horas e 3,4 g/l de etanol a partir de 32 g/l de açúcar (somando todas as alimentações) resultando em rendimento Y e/s de 0,10 g/g. Os rendimentos encontrados neste estudo estão abaixo dos relatados na literatura (GOMES, 1985; RUDOLF et al.,2008; MAT- SUSHIKA et al., 2009), porém, nota-se que de 12 em 12 horas as leveduras consomem até a metade do açúcar disponível transformando parte deste em etanol. Contudo, o presente trabalho utilizou amostras retiradas somente após 48 horas de fermentação, para precisar melhor os resultados o ideal seria retirar uma alíquota deste fermentado a cada 12 horas e proceder a análise de etanol, para saber se este consumo do açúcar é direcionado para a produção de etanol. Ao analisar a produção de etanol em g/l, os resultados encontrados após 48horas de fermentação são coerentes com os relatados na literatura, apresentados por Tantirungkig et al. (1993), com uma linhagem de Saccharomyces modificada geneticamente, a qual produziu 2,7g/L de etanol em meio com 50g/L de xilose. Os resultados apresentados no presente trabalho são satisfatórios quando comparados com os obtidos por Gong et al. (1981), que apresentou uma Candida sp. com produção média de 1,52 g/l em meio com 5% de xilose. Entretanto, na maioria dos casos, as leveduras assimiladoras de pentoses convertem xilose em xilitol que pode ser um potencial inibidor, o que faz com que a produtividade de etanol seja baixa (GÍRIO et al.,2010). CONCLUSÃO Foram isoladas duas leveduras (RL1 e RL5) da casca de uva (vitis spp) com capacidade de produzir etanol a partir da fermentação de glicose e xilose. No processo de batelada alimentada com xilose, a levedura RL1 produziu 3,9 g/l de etanol a partir de 3,7% de xilose. A levedura RL5 na fermentação de glicose por batelada alimentada mostrou produção de 3,6g/L a partir de 3,3% de glicose Na fermentação de xilose por batelada alimentada, a levedura RL5 mostrou produção de 3,4g/L de etanol a partir de 3,3% de açúcar. Para as duas linhagens (RL1 e RL5) e para os dois açúcares (glicose e xilose) são resultados satisfatórios na fermentação de açúcares por leveduras isoladas de materiais lignocelulósicos, seria interessante o aprofundamento dos estudos com estas linhagens para comprovar a eficiência destas linhagens em outras condições de fermentação. R e f e r ê n c i a s CARMONA, E. C. Produção, purificação e caracterização de xilanase por Aspergillus versicolor f. Tese (Doutorado) - Universidade Estadual Paulista Instituto de Biociências de Rio Claro, CUZENS, J. C.; MILLER, J. R. Acid Hydrolysis of bagasse for ethanol production. Renewable Energy, v. 10, p , DELLWEG, H.; RIZZI, M.; METHNER, H.; Debus, D. Xylose fermentation by yeasts. Biotechnology Letters, v. 6, p , Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62

43 R e f e r ê n c i a s DILLON, A. J. P.; CAMASSOLA, M. Production of celluloses and hemicelluloses by Penicillium echinulatum on pretred sugar cane bagasse and wheat bran in solid-state fermentation. Journal of Applical Microbiology, p , Du PREEZ, J. C.; BOSCH, M.; PRIOR, B. A. The fermentation of hexose and pentose sugars by Candida shehatae and Pichia stipitis. Applied Microbiology and Biotechnology. v. 23, p , GÁMEZ, S.; CABRIALES, J. J. G.; RAMÍREZ, J. A.; GARROTE, G.; VÁZQUEZ, M. Study of the hydrolysis of sugar cane bagasse using phosphoric acid. Journal of food engineering, v. 74, p , GÍRIO, F. M.; FONSECA, F.; CARVALHEIRO, F., DUARTE, L. C.; MARQUES, S.; BOGELLUKASIK, R. Hemiceluloses for fuel: A review, Bioresource Technology, v.101, p , GOMEZ, R. J. H. C. Sacarificação da Hemicelulose do Bagaço de cana de açúcar e sua fermentação por Pachysolen tannophilus f. Tese (Doutorado) - Faculdade de Engenharia de Alimentos e Agrícola de Campinas, GONG, C. S.; CHEN, L. F.; FLINCKINGER, M. C.; CHIANG, L. C.; TSAO, G. T. Production of ethanol from D-xylose by using D-xylose isomerase and yeasts. Applied and Environmental Microbiology, v.41, n.2, p , KIPPER, P. G. Estudo da pré-hidrólise ácida do bagaço de cana-de-açúcar e fermentação alcoólica do mosto de xilose por Pachysolen tannophilus f. Dissertação (Mestrado)- Universidade Estadual Paulista Instituto de Biociências de Rio Claro, MAMEDE, M. E. O.; PASTORE, G. M. Avaliação da produção dos compostos majoritários da fermentação de mosto de uva por leveduras isoladas da região da Serra Gaúcha (RS). Ciência e Tecnologia de Alimentos, v. 24, p , MARTINS, G. M. Isolamento e seleção de leveduras fermentadoras de xilose f. Dissertação (Mestrado) Universidade Estadual Paulista Instituto de Biocências Letras e Ciências Exatas de São José do Rio Preto, MATSUSHUKA, A.; INOUE, H.; MURAKAMI, K.; TAKIMURA, O.; SAWAYAMA, S. Bioethanol production performance of five recombinant strains of laboratory and industrial xylose-fermenting Saccharomyces cerevisiae. Bioresource Technology, v. 100, p , MENEZES, C. R.; SILVA, I. S.; DURRANT, L. R. Bagaço de cana: para a produção de enzimas lignocelulolíticas. Estudos tecnológicos, v. 5, n. 1, p , MILLER, G. H. Use of dinitrosalicylic acid reagent for determination of reducing sugar. Analytical. Chemistry, v. 31, p , OLIVEIRA, L. T.; VELOSO, J. C. R.; TERAN-ORTIZ, G. P. Caracterização físico-química da farinha de semente e casca de uva, II Semana de Ciência e Tecnologia do IFMG campus Bambuí, Brasil, ROSSEL, C. E. V. Conversion of lignocellulose biomass (bagasse and straw) from the sugar-alcohol industry into bioethanol. Industrial Perspectives for Bioethanol. Ed. Telma Franco. Cap. 8, p ISBN , 2006a. ROSSEL, C.E.V. Saccharification of sugarcane bagasse for ethanol production using the Organosolv process. Sugar Industry / Zuckerindustrie v. 131, n 1, 2006b. RUDOLF, A.; BAUDEL, H.; ZACCHI, G.; HAGERDAL, B. H.; LIDEN, G. Simultaneous Saccharification and Fermentations of Steam-Pretreated Bagasse Using Saccharomyces cerevisae TMB3400 and Pichia stipitis CBS6054. Biotechnology and Bioengineering, v 99, p , SILVA, L. M. L. R. Caracterização dos Subprodutos da Vinificação. Revista do ISPV, n. 28, Disponível em: <http://www.ipv.pt/millenium/ Millenium28/10.pdf>. Acesso em: jun. 2011, SILVA, N.; JUNQUEIRA, V. C. A.; SILVEIRA, N. F. A. Manual de Métodos de Análise Microbiológica de Alimentos. 3 ed. São Paulo: Livraria Varela, TAKAHASHI, C. M. Produção de etanol por Escherichia coli geneticamente modificada: influência de fatores nutricionais f. Dissertação (Mestrado) - Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil, TANTIRUNGKIJ, M.; NAKASHIMA, N.; SEKI, T.; YOSHIDA, T. Construction of xylose assimilating Saccharomyces cerevisiae. Journal of Fermentation and Bioengineering, v.75, p , TEIXEIRA, L. C.; LINDEN, J. C.; SCHAROEDER, H. A. Optimizing peracetic acid pretreatment conditions for improved simultaneous saccharification and co-fermentation (SSCF) of sugar cane bagasse to ethanol fuel. Renewable Energy, v. 16, p , UENOJO, M. Produção e caracterização de aromas de frutas por micro-organismos pectinolíticos utilizando-se resíduos agroindustriais f. Dissertação (Mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62 43

44 Artigo A DEMANDA QUÍMICA DE OXIGêNIO: QUESTIONAMENTOS CHEMICAL OXIGEN DEMAND: QUESTIONS RESUMO O uso da Demanda Química de Oxigênio (DQO) na caracterização de efluentes é discutido em termos da legislação vigente, e os métodos colorimétricos e titulométricos são comparados estatisticamente. Para os métodos colorimétricos foram realizados testes mais específicos que indicaram possíveis fontes de erro. A DQO é amplamente utilizada, mas ainda prevalecem desvios nos resultados que podem afetar as tomadas de decisão. Este fator é mais crítico em baixos teores de DQO, nas quais as condições de análise afetam mais significativamente. É preciso repensar novas metodologias que possam substituir as atuais. Palavras-chave: Efluentes. Meio Ambiente. Desvios. DQO. Cristiane Bado, Janaina Eliza Percio e Cleber Antonio Lindino* Laboratório de Estudos em Química Analítica Limpa LEQAL. Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em Fotoquímica e Eletroquímica Ambiental. Universidade Estadual do Oeste do Paraná *Correspondência: ABSTRACT Use of Chemical Oxygen Demand (COD) in wastewater characterization is discussed in terms of legislation, and titrimetric and colorimetric methods are compared statistically. For colorimetric methods more specific tests were performed which indicated possible sources of error. The COD is widely used, but still prevalent deviations in the results that can affect decision making. This factor is more critical at low levels of COD, the conditions in which most significantly affect the analysis. We need to rethink new methodologies that can replace the current ones. Keywords: Effluent. Environment. Deviation. COD. INTRODUÇÃO A preocupação com a geração, disposição e tratamento dos efluentes líquidos deve-se ao seu elevado potencial poluidor que, lançados diretamente no meio ambiente ou inadequadamente tratados, podem causar contaminação, principalmente, nos recursos hídricos e do solo. Os efluentes líquidos têm origem em diversas fontes, sejam elas oriundas de atividades industriais ou rurais. Tendo em vista as características indesejáveis e os problemas que possam trazer ao meio ambiente e à sociedade são necessários que sejam efetuados tratamentos eficazes que diminuam sua carga poluidora, alcançando os limites dos parâmetros de lançamento definidos pela legislação, para que assim possam ser dispostos em rios ou solo sem que cause danos a estes recursos naturais. A análise da demanda química de oxigênio (DQO) é um parâmetro utilizado como indicador da concentração de matéria orgânica presente em águas residuárias ou superficiais, sendo muito utilizado no monitoramento de estações de tratamento para a avaliação da contaminação dos efluentes industriais. Deve-se ressaltar que a resolução 357/05 do CONAMA (Brasil, 2005) não faz referência ao parâmetro de demanda química de oxigênio (DQO) na classificação dos corpos d água e nos padrões de lançamento de efluentes líquidos, estabelecendo apenas a Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO). A Resolução 430/11 do CONAMA (BRASIL, 2011), que complementa e altera a 357/05 continua sem preconizar a DQO nos parâmetros de lançamento de efluentes. Nos Estados Unidos, o National Sanitation Foundation, ao estabelecer o Índice de Qualidade da Água - IQA (Brown et al., 1970; Mitchell & Stapp, 2000), os quais alguns órgãos ambientais estaduais se baseiam, só estabelece a DBO. Porém, algumas legislações ambientais estaduais estabelecem limites máximos para este parâmetro no IQA para reservatórios ou para empreendimentos industriais, como no Paraná (IAP, 2004). De acordo com o Standard Methods, 20º ed. (APHA/AWWA/ WEF, 1998) o princípio da análise de DQO consiste na oxidação química da matéria orgânica presente numa amostra em meio ácido, utilizando-se o ácido sulfúrico (H 2 SO 4 ) um agente oxidante forte em excesso, o dicromato de potássio (K 2 Cr 2 O 7 ), sendo a reação catalisada por sulfato de prata (Ag 2 SO 4 ). Com isso, a definição de DQO pode ser estabelecida como a medida da quantidade de oxidante químico necessário para oxidar a matéria orgânica de uma amostra. É expressa em miligramas de oxigênio por litro (mg O 2 L -1 ). A determinação da DQO pode ser feita por diferentes métodos, porém permanece o mesmo princípio. Os principais méto- 44 Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62

45 Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62 45

46 Artigo dos utilizados são o titulométrico com refluxo aberto, o titulométrico com refluxo fechado e o colorimétrico com refluxo fechado. Ainda de acordo com o Standard Methods 20º ed. (APHA, 1998), no método titulométrico com refluxo aberto, a amostra e os reagentes utilizados são digeridos em balões de fundo chato por duas horas, sendo posteriormente resfriados. O excesso de dicromato não digerido remanescente é titulado com uma solução de sulfato ferroso amoniacal (Fe(SO 4 ) 2 (NH 4 ) 2 ), determinando-se assim a quantidade de oxidante consumida na reação. No método colorimétrico com refluxo fechado, a amostra é também digerida por duas horas e é medida a absorção do dicromato residual em espectrofotômetro no comprimento de onda de 600 nm. Nesta técnica, o íon dicromato que oxida a matéria orgânica da amostra muda o estado de cromo hexavalente (Cr +6 ) para o estado de cromo trivalente (Cr +3 ). Ambas as espécies de cromo são coloridas e absorvidas na região visível do espectro, porém o íon dicromato (Cr 2 O 7 ) -2 é fortemente absorvido no comprimento de onda de 400 nm, no qual a absorção do íon cromo (Cr +3 ) é muito menor e o íon cromo absorve fortemente na região de 600 nm na qual o dicromato tem absorção próxima à zero (APHA, 1998). Há diferentes vantagens e desvantagens ao utilizar os diferentes métodos para a determinação da DQO, sendo a escolha definida por parâmetros de tempo de análise, quantidade de reagentes utilizados, quantidade de resíduos gerados, quantidade de amostras possíveis de serem feitas numa só batelada de análise e exatidão dos métodos. No método titulométrico com refluxo aberto é empregado elevado volume de reagentes químicos tóxicos e perigosos (ácido sulfúrico, sulfato de prata, dicromato de potássio, sulfato de mercúrio) que expõe o analista a situações de risco durante a análise e também é muito trabalhoso. Além disso, pode-se haver variação de resultados de análise entre diferentes analistas já que trata-se da técnica de titulação, sendo seu ponto de viragem algo não muito fácil de se visualizar, o que possibilita prováveis erros de observação. No método colorimétrico por refluxo fechado, são utilizados basicamente os mesmos reagentes químicos empregados no método titulométrico, porém em quantidades significativamente menores, sendo possível a determinação de DQO de várias amostras de uma só vez. Verifica-se também que no método titulométrico, apesar de utilizar maior volume de reagentes químicos, não há a necessidade de equipamentos mais avançados comparado ao colorimétrico que necessita do uso de espectrofotômetro para a determinação da DQO. Os métodos tradicionais de determinação de DQO estão na contramão dos princípios preconizados pela Química Verde e precisam ser reavaliados. Observando as questões levantadas em relação às vantagens e desvantagens dos métodos para a escolha de sua aplicação na rotina de um laboratório é muito importante comparar as metodologias em diferentes valores de DQO e avaliar a robustez principalmente do método colorimétrico, que são os objetivos deste trabalho. MATERIAIS E MÉTODOS Os métodos titulométricos com refluxo aberto e colorimétrico com refluxo fechados foram avaliados, pois são os mais comumente utilizados em indústrias e laboratórios que efetuam a análise de DQO em águas residuárias e estão descritos no Standard Methods for the Examination of Water and Wastewater que trata das análises realizadas em águas e efluentes. Como padrões de DQO nas concentrações de 193, 200 e 500 mg O 2 L -1, utilizou-se o reagente hidrogenoftalato de potássio, seco em estufa a 110 C por uma hora, como preconizado no Standard Methods. Também avaliou-se o valor de DQO de 20 mg L -1, em duas diferentes metodologias, a do Standard Methods e a modificada por um laboratório de análise de águas de reservatorios, cujas principais diferenças são a ausência do uso de HgSO 4 e soluções padrões com baixa concentração de DQO. Este baixo valor de DQO está preconizado nos limites das classes de águas para o cálculo do Índice de Qualidade de Águas do Paraná (IAP, 2004). Para a execução das análises, utilizou-se vidrarias volumétricas calibradas, reagentes grau PA, água deionizada purificada por osmose reversa, digestor de DQO com refluxo aberto e digestor de DQO com refluxo fechado, além de espectrofotômetro Hach DR Avaliou-se o valor da absorvância com o tempo e a absorção em diferentes comprimentos de onda para os metodos em baixo nível de DQO. Utilizaram-se ferramentas estatísticas, cálculo do erro relativo, teste t de Student e teste F de Fischer, para a análise dos resultados obtidos em laboratório. RESULTADOS E DISCUSSÃO A Figura 1 apresenta a curva de calibração utilizando soluções de hidrogenoftalato de potássio nas concentrações entre 100,00 a 600,00 mg O 2 L -1. Figura 1. Curva de calibração para análise colorimétrica de DQO 46 Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62

47 Aplicando-se a regressão linear obteve-se um coeficiente de correlação (R 2 ) de 0,9949 com equação da reta y= 3,957 x 10-4 x 0,0195, por meio da qual calculou-se os valores de DQO. Os resultados obtidos pelos métodos colorimétrico e titulométrico para a concentrações de DQO estão demonstrados nas Tabelas 1 a 3. Tabela 1. Resultados de DQO teórica e prática pelos métodos colorimétrico e titulométrico para a concentração de DQO em mg O 2 L -1 DQO nominal DQO Teórica 1 DQO Colorimétrico 2 DQO Titulométrico 2 193,0 195,0 ± 1,96 173,23 ± 11,81 163,73 ± 13,82 200,0 202,58 ± 2,89 191,91 ± 18,76 213,68 ± 16,93 500,0 501,41 ± 1,76 513,89 ± 17,58 509,86 ± 20,02 1. calculada a partir das massas pesadas de hidrogenoftalato de potássio. 2. média de dez determinações. Tabela 2. Valores de desvio padrão relativo (DPR) para os resultados da Tabela 1 DQO nominal DPR Teórica (%) DPR Colorimétrico (%) 193,0 1,00 6,82 8,44 200,0 1,43 9,83 7,92 500,0 0,35 3,42 3,93 DPR Titulométrico (%) Tabela 3. Resultados de erro relativo entre as médias dos valores de DQO prática e teórica, em mg O 2 L -1 DQO testada DQO teórica DQO colorimétrico Erro 1 (%) DQO titulométrico Erro 2 (%) 193,00 195,00 173,23 11,2 163,73 16,0 200,00 202,59 190,91 5,76 213,68 5,47 500,00 501,41 513,89 2,49 509,86 1,69 1.erro relativo entre colorimétrico e DQO teórica 2.erro relativo entre titulometrico e DQO teórica Os dados apresentados nas Tabelas 1 a 3 mostram que há dispersão dos resultados em ambos os métodos que diminuem com o aumento no valor de DQO, com valores próximos aos relatados no Standard Methods, cujo coeficiente de variação para o método titulométrico na concentração de DQO de 200,00 mg O 2 L -1 é de 6,5% e para o método colorimétrico na concentração de DQO de 193,00 mg O 2 L -1 é de 8,5%. Contudo, aplicando o teste F nos desvios padrão dos resultados práticos de DQO entre os métodos, obtevese valores menores que o valor critico, indicando que não há diferença estatisticamente significativa entre os métodos no que refere à precisão. O teste t aplicado nas medias dos valores obtidos entre os dois métodos indicam que há diferença significativa entre os resultados, com exceção na concentração de 500,0 mg O 2 L -1. No caso da concentração de 193,0 mg O 2 L -1, o valor de t calculado é muito próximo do valor de t critico e para a concentração de 200 mg O 2 L -1 o valor de t calculado excede o valor critico. Isto mostra que o intervalo a 95% de confiança entre os métodos não coincidem nestas concentrações, também evidenciados pelos erros relativos apresentados. No método colorimétrico são utilizados os mesmos reagentes empregados no método titulométrico, porém em quantidades menores, faz o uso de agentes catalisadores como o sulfato de prata que elevam o custo da análise, gera resíduos como cromo e mercúrio, prejudiciais ao meio ambiente, envolve uma etapa de digestão que dura de 2 a 3 horas implicando um tempo de análise elevado, possui baixa repetitividade levando a desvios de ± 5% (Zamora, et. al., 2005). No método titulométrico, utiliza-se maior volume de reagentes e há maior geração de resíduos. Neste caso, a DQO é determinada pelo volume gasto da solução titulante no qual o ponto de viragem é dado pela mudança de cor da solução que contém a amostra, isso pode induzir a erros e resultados variados entre analistas já que esta mudança de coloração não é tão visível, outro fato é que um pequeno volume de solução titulante (0,50 ml) fornece uma diferença de concentração de DQO de aproximadamente 20 mg O 2 L -1. Na execução das análises para a determinação de DQO em baixas concentrações pelo método colorimétrico, inicialmente construiu-se uma curva de calibração (Figuras 2 e 3) utilizando soluções de hidrogenoftalato de potássio nas concentrações entre 5 e 55 mg L -1 para o método preconizado no Standard Methods e para o método modificado pelo laboratório. As amostras foram preparadas em triplicatas. Para a concentração de 20 mg O 2 L -1 e nove replicatas, o método modificado apresentou média de 37,52 mg O 2 L -1, com desvio padrão de 3,84 mg O 2 L -1 e coeficiente de variação de 10,23%. Já o método do Standard Methods teve uma média de 18,79 mg O 2. L -1, com desvio padrão de 3,46 mg O 2 L -1 e coeficiente de variação de 18,41%. Figura 2. Curva de calibração método modificado. Equação da reta de y = 0, ,03774 x 10-4 x. Correlação de 0,9909. Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62 47

48 Artigo Tabela 4. Relação entre os diferentes métodos para análise de DQO Fonte Método LD1 (mg L -1 ) Precisão EPA-NERL EPA-NERL DQO (titulométrico com refluxo aberto) DQO (titulométrico com refluxo fechado) 50 21,92% DPR 5 17,6% DPR EPA-ORD/EPA-OST DQO (colorimétrico) 3 27,5% DPR Standard Methods Standard Methods ASTM DQO (titulométrico com refluxo fechado) DQO (colorimétrico com refluxo fechado) DQO (digestão e espectrometria) 1. limite de detecção. Fonte: National Environmental Methods Index (NEMI) DP 50 24% DPR 5 28% DPR Figura 3. Curva de calibração Standard Methods. Equação da reta de y = 5,3459 x ,20126 x 10-4 x. Correlação de 0,9850. Estes valores indicam grande dispersão dos resultados. Sabendo-se que a repetitividade do método é a concordância entre os resultados dentro de um pequeno período com o mesmo analista e a mesma instrumentação, pode-se dizer que os métodos possuem baixa repetitividade. Contudo, estes dados não diferem de outros relatados na literatura. O próprio Standard Methods indica que a precisão do método colorimétrico para a concentração de 193 mg O 2 L -1 (quase dez vezes mais concentrado que o adotado nas metodologias aqui avaliadas) tem desvio padrão relativo de 8,5%. De acordo com o National Environmental Methods Index (NEMI, 2011) este valor pode chegar a 24% de desvio. Estudos (HORWITZ, 1982; ALBERT & HORWITZ, 1997) mostraram também que, ao diminuir o limite de detecção em uma determinação, o coeficiente de variação aumenta exponencialmente, aumentando o erro relativo e diminuindo a precisão. A equação CV% = 2 (1-0,5 log C) desenvolvida por estes autores mostra que, para uma concentração de 1 mg L -1, o coeficiente de variação é de 16%. Este valor pode aumentar dependendo da metodologia e dos procedimentos adotados no laboratório. De acordo com o Índice Nacional de Métodos Ambientais (NEMI, 2011), entre todos os métodos de DQO, o colorimétrico de refluxo fechado pelo Standard Methods é o menos preciso. A Tabela 4 relaciona os métodos existentes para análise de DQO. Os métodos para baixas concentrações de DQO foram analisados quanto às leituras de absorbâncias com diferentes comprimentos de onda, para avaliar a interferência nas leituras. A partir da solução padrão de 20 mg L -1 realizou-se as leituras das absorbâncias nos comprimentos de onda no intervalo entre 596 e 608 nm, com abertura de fenda de 2 nm, em triplicata. O valor utilizado em determinações de DQO é 602 nm. Os resultados estão expressos nas Figuras 4 e 5. Observando-se os gráficos 4 e 5, pode-se dizer que no método 1, o máximo de absorbância encontrado foi em 602nm, porém para o método 2 o máximo de absorbância encontrado foi em 596nm. Figura 4. Variação da absorbância com o comprimento de onda (fenda de 2 nm). Método modificado Figura 5. Variação da absorbância com o comprimento de onda (fenda de 2 nm). Método do Standard Methods 48 Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62

49 Em estudo realizado por Sá Costa et. al.(2010), observou- -se que em um espectro de UV-Vis o Cr 3+ apresenta o máximo de absorvancia em 610 nm, porém este valor pode variar de acordo com o ph das soluções. Foi observado que para amostras com ph 3 o máximo de absorbância ocorre em 599 nm e em ph 2 ocorre em 610 nm (Figura 6). Assim, pode-se relacionar a variação da absorbância com o comprimento de onda com o ph das amostras. Verificou-se que o ph das soluções padrão pelo método modificado foi próximo ao valor de 2 e para o método do Standard Methods, um ph de 3. Isto justifica o desvio no valor máximo da absorbância para as medidas colorimétricas de DQO e alerta para o controle rígido do ph e a necessidade de verificação do máximo de absorção nas medidas. Figura 6. (A). Relações entre λ versus ph em comprimento de onda 430 nm e 610 nm e (B). Absorbância versus ph obtida para 3 x 10-2 mol L -1 de Cr 3+ em comprimento de onda de 610 nm (pico I) e 430 nm (pico II). Fonte: Sá Costa et. al.(2010) As Figuras 7 e 8 apresentam os resultados das medidas de absorbância da solução padrão em função do tempo para as duas metodologias avaliadas. Comprimento de onda (nm) ,90 A 0,85 0,80 0,75 Pico I 0,70 Pico II 0,65 0,60 0,55 0,50 0,45 0,40 0, ph ph absorbância Figura 7. Gráfico da absorbância com o tempo. λ = 602nm. Método modificado B Pico I Pico II Figura 8. Gráfico da absorbância com o tempo. λ = 602nm. Método do Standard Methods Observando os gráficos, verifica-se a estabilidade da leitura das soluções até o período de 10 minutos, em seguida há um aumento na absorbância encontrada para os dois métodos. Este aumento foi de 16,1% para o método modificado e 22,2% para o Standard Methods, até o tempo de 30 minutos. Esta variação nas leituras pode ter ocorrido por um aumento na concentração de Cr 3+ presente nas amostras. Possivelmente, o dicromato de potássio pode continuar reagindo com traços de matéria orgânica ainda presentes na amostra. Outro fator que pode ter ocasionado esta variação nas leituras das absorbâncias pode ser uma possível flutuação na intensidade da lâmpada do espectrofotômetro. Ou ainda, devido ao fato de as concentrações das amostras analisadas serem baixas, pode ocorrer um erro na linearidade da Lei de Beer-Lambert. Nem todas as reações colorimétricas seguem a lei de Lambert-Beer, sendo esta válida para condições restritas, em que a luz utilizada é aproximadamente monocromática, as soluções a serem analisadas estejam diluídas (baixas concentrações), não devem estar presentes na mesma solução mais de uma substância absorvente de luz. O limite de linearidade representa o limite de concentração para a qual a lei de Lambert-Beer é válida. Para concentrações superiores e inferiores ao limite de linearidade observado no desvio da lei de Lambert-Beer, deixa de existir a proporcionalidade linear entre concentração e absorbância. (SKOOG et al., 2007) Os métodos para determinação de DQO possuem desvio padrão elevado e detecções em baixas concentrações apresentam erros elevados que, muitas vezes, passam despercebidos. Mesmo em relação a métodos automatizados, com o espectrofotométrico, o desvio na linearidade da Lei de Beer- -Lambert pode acarretar desvios consideráveis causados por deslocamento do comprimento de onda no qual a absorção é máxima e mudanças na absorbância ao longo do tempo. Outro fator importante na determinação da DQO é o fato de que substâncias inorgânicas no estado reduzido, tanto na Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62 49

50 Artigo forma particulada quanto dissolvida, interferirem no resultado, pois podem ser oxidadas pelo dicromato de potássio (AQUI- NO et. al., 2006). O autor mostrou ainda que a DQO devido aos sulfetos (1,1 g DQO/g sulfeto) foi em média 60% do valor teórico. A presença de sulfeto combinado com Fe III (Fe 2 S 3 ) reduziu em 18% a DQO causada pelos sulfetos, enquanto que o sulfeto combinado com o Fe II (FeS) resultou em valores de DQO que foram, em media, 56% do valor teórico, sendo que lipídeos podem não ser oxidados pelo dicromato, mas oxidados por microrganismos. Para tanto, Vogel, et al. (2000) propuseram o uso do conceito do número médio de oxidação do carbono, ou seja, uma relação COT/DQO (carbono orgânico total/demanda química de oxigênio). Baixa relação COT/ DQO indica baixo conteúdo de carbono. Alternativas às metodologias DQO incluem a metodologia TOD - Demanda Total de Oxigênio. O TOD também é medido em mg O 2. L -1. A TOD é totalmente correlacionada com o DQO e reflete o estado de oxidação dos compostos químicos. Porém, nas condições do procedimento da TOD, todos os compostos orgânicos são oxidados, o método é totalmente automatizado, a medição permite a análise em tempo real da demanda de oxigênio, não são utilizados reagentes químicos, não sofre interferências de carbonatos, haletos, fosfatos e sais. A desvantagem do método é o custo do equipamento, porém, como não se utiliza reagentes, pode-se realizar várias determinações em um curto período e, assim, o método torna-se vantajoso, pois em pouco tempo o custo do equipamento será ressarcido. Segundo o ASTM, o método TOD possui um LD de 100 mg.l -1, uma precisão de 5% e uma recuperação de até 100% (ASTM, 1998). Um método eletroquímico foi proposto para a determinação da DQO empregando um eletrodo de Cu/CuO e Ni/NiO e utilizando-se glicose como padrão (SILVA, 2004). O tempo de análise foi de aproximadamente 30 minutos e excluiu a necessidade de reagentes tóxicos. Neste procedimento coulométrico, a carga elétrica (Q) é relacionada com a concentração das substâncias orgânicas eletrolisadas e, assim, o autor propôs a Demanda Eletroquímica de Oxigênio DEO. A DEO é definida como o equivalente de O 2 da carga consumida durante a oxidação eletroquímica dos compostos orgânicos presentes em uma amostra. As amostras analisadas pelo método apresentaram um desvio padrão menor que 0,5% para uma concentração de 2800 mg L -1 de O 2, confirmando a repetitividade do método, com limite de detecção de 152 mg L -1 de O 2. Contudo, observou-se que para o método proposto foi possível determinar a DQO apenas em amostras contendo carboidratos. Também Ma et al. 2011, relataram um processo de determinação de DQO por meio de método amperométrico utilizando um eletrodo compósito de Ti/Sb-SnO 2 /PbO 2. Foi possível obter uma faixa de concentração entre 0,5 e 200 mg O 2 L -1 com limite de detecção de 0,3 mgo 2 L -1 com erro menor que 12% comparado ao método do dicromato. Uma metodologia utilizando fotoeletrocatálise (Mu et al. 2011), determinou DQO na faixa entre 1 e 250 mg O 2 L -1, com limite de detecção de 0,95 mg O 2 L -1 e desvio padrão relativo de 1,85%. Outros métodos eletroquímicos são encontrados na literatura (ZHANGA, 2011; YANGA, 2011). CONCLUSÃO A utilização dos resultados das medidas de demanda química de oxigênio (DQO) para avaliar o potencial poluidor de um efluente ou as condições ambientais no meio ambiente, deve ser vista com cautela. A pequena precisão em baixos teores de DQO, as fontes de erro resultantes da metodologia podem gerar resultados não confiáveis. A utilização de metodologias alternativas deve ser considerada a partir de um estudo amplo de ensaios interlaboratoriais. Estas metodologias alternativas devem estar atentas aos princípios da Química Verde. R e f e r ê n c i a s ALBERT, R.; HORWITZ, W. A Heuristic Derivation of Horwitz Curve., 69, 789, APHA (AMERICAN PUBLIC HEALTH ASSOCIATION). Standard Methods for the Examination of Water and Wastewater. 20º ed. Washington (USA), 1998, 1162p. AQUINO, S. F.; SILVA, S. Q.; CHERNICHARO, C. A. L. Considerações práticas sobre o teste de demanda química de oxigênio (DQO) aplicado à análise de efluentes anaeróbios. Engenharia Sanitária Ambiental, 11, 4, 295, ASTM D6238/98. Disponível em BRASIL. Conselho Nacional do Meio Ambiente CONAMA. Resolução nº 430, de 13 de maio de BRASIL. Conselho Nacional do Meio Ambiente CONAMA. Resolução nº 357, de 17 de março de BROWN, R. M.; McCLELLAND, N. I.; DEININGER, R. A.; TOZER, R. G. A water quality index- do we dare? Water and Sewage Works. 117, 10, p , COSTA, L. S.; PEREIRA, F. R. S.; FARIAS, R. F.; PEREIRA, F. C. Avaliação espectrofotométrica das formas Cr 3+, CrO 4 2- e Cr 2 O Eclética Química. 35, 3, p , Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62

51 R e f e r ê n c i a s HORWITZ, W. Evaluation of Analytical Methods Used for Regulation of Food and Drugs. Analytical Chemistry, 54, 67A, IAP - Instituto Ambiental do Paraná. Monitoramento da qualidade das águas dos reservatórios do estado do Paraná, no período de 1999 a Curitiba, p. MA, C.; TAN, F.; ZHAO, H.; CHEN, S.; Quan, X. Sensitive amperometric determination of chemical oxygen demand using Ti/Sb SnO 2 /PbO 2 composite electrode. Sensors and Actuators B: Chemical, 155, , MITCHELL, M. K.; STAPP, W. B. Field Manual for Water Quality Monitoring. 3ª Edition, MU, Q.; Li, Y.; ZHANG, Q.; WANG, H. TiO 2 nanofibers fixed in a microfluidic device for rapid determination of chemical oxygen demand via photoelectrocatalysis. Sensors and Actuators B: Chemical, 155, , NEMI National Environmental Methods Index. Disponível em Acessado em 10 de agosto de SILVA, C. R.; CONCEIÇÃO, C. D.C.; BONIFACIO, V. G.; FATIBELLO FILHO, O. TEIXEIRA, M. F. S. Determination of the chemical oxygen demand (COD) using a copper electrode: a clean alternative method. J Solid State Electrochem., 13, , SKOOG, D. A.; HOLLER, F. J.; CROUCH, S. R. Principles of Instrumental Analysis. 6ª edition. USA: Thomson Brooks/Cole, VOGEL, F.; HARF, J.; HUG, A.; von ROHR, P.R. The mean oxidation number of carbon (MOC) usefull concept for describing oxidation processes. Water Research, v. 34, p , YANG, J.; CHEN, J.; ZHOU, Y.; WU, K. A nano-copper electrochemical sensor for sensitive detection of chemical oxygen demand. Sensors and Actuators B: Chemical, 153, 78-82, ZAMORA, P. P.; CORDEIRO, A. G.; NAGATA, N., Utilização de regressão multivariada para avaliação espectrofotométrica da demanda química de oxigênio em amostras de relevância ambiental. Química Nova, 28:838, ZHANG, A.; ZHOU, M.; ZHOU, Q. A combined photocatalytic determination system for chemical oxygen demand with a highly oxidative reagent. Analytica Chimica Acta, 686, , Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62 51

52 Artigo Determinação de acetaldeído e contaminantes em embalagens de pet pósconsumo reciclado DETERMINATION OF ACETALDEHYDE AND CONTAMINANTS IN PACKAGINGS OF POST CONSUMER RECYCLED PET RESUMO A produção de garrafas PET [poli (tereftalato de etileno)] cresce progressivamente e, para evitar danos ao meio ambiente, uma solução é a reciclagem, gerando o PET pós-consumo reciclado (PET-PCR) grau alimentício. Da embalagem pode haver migração de substâncias nocivas para o alimento, representando um risco à saúde do consumidor. O presente estudo visou determinar os possíveis contaminantes presentes no PET-PCR, e propor uma metodologia simples e prática capaz de avaliar a presença desses contaminantes, em especial o acetaldeído, o qual é o principal contaminante de relevância toxicológica. As amostras usadas foram garrafas, cortadas em flocos, feitas de resina de PET 100% reciclada. A metodologia utilizou cromatografia gasosa, com coluna DB-624, com detector por ionização em chama e amostragem por headspace. Acetaldeído foi identificado no PET-PCR. Para confirmação desse resultado foi usado cromatógrafo a gás com headspace, e detector seletivo de massas, o qual revelou também a presença de etanol, 2-butenal, butanal, ácido linoleico e ácido oleico. O acetaldeído tem elevado potencial mutagênico e carcinogênico e, por isso, sua formação e a de seus derivados na elaboração de garrafas PET-PCR deve ser prevenida e monitorada para evitar que essas substâncias atinjam concentrações de risco à saúde do consumidor. Palavras-chave: Garrafas PET. Reciclagem. Acetaldeído. Cromatografia Gasosa. ABSTRACT The production of poly(ethylene terephthalate) (PET) bottles grows progressively, and to prevent damage to the environment, recycling is a solution, generating the food grade post-consumer recycled PET (PET-PCR). From packages it is possible the migration of substances to food, causing risk to consumer health. The present study aimed to determine the possible contaminants in the PET-PCR, and propose a simple and practical methodology capable of assessing the presence of these contaminants, especially acetaldehyde, which is the main contaminant of toxicological relevance. Bottle samples used were cut into flakes made of 100% recycled PET resin. The methodology uses gas chromatography with DB-624 column, flame ionization detector and headspace sampling. Acetaldehyde was identified in the PET-PCR. To confirm this result it was used gas chromatography with headspace and mass selective detector, which also showed the presence of ethanol, 2-butenal, butanal, linoleic acid and oleic acid. Acetaldehyde has high mutagenic and carcinogenic potential. So its production, and their derivatives, should be prevented and monitored during PET-PCR- processing to avoid that those toxic substances reach concentrations of risk to consumer health. Luciana Lopes de Souza Soares 1*, Marcus Vinicius Justo Bomfim 2, Fabio Silvestre Bazilio 2, Rodrigo Justo de Almeida 2, Shirley de Mello Pereira Abrantes 2, Marcos Lopes Dias 3, Claudete Norie Kunigami 4, Marcos Gaertner Brasil 4 e André Almeida Soares 5 1 Instituto de Tecnologia, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro 2 Departamento de Química, Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde-INCQS, FIOCRUZ, Rio de Janeiro. 3 Instituto de Macromoléculas Professora Eloisa Mano-IMA, Universidade Federal do Rio de Janeiro-UFRJ, Centro de Tecnologia, Bloco J, Rio de Janeiro. 4 Instituto Nacional de Tecnologia, Rio de Janeiro. claudete. 5 Programa de Engenharia de Sistemas e Computação/COPPE UFRJ. *Correspondência: Keywords: PET Bottles. Recycling. Acetaldehyde. Gas Chromatography. 52 Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62

53 O Guia Analytica já pode ser lido em Tablets e Smartphones Mais uma mídia para facilitar a sua leitura. Acesse: e baixe o app gratuitamente Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62 53

54 Artigo INTRODUÇÃO Entre os diversos danos causados ao meio ambiente, um deles está relacionado com os resíduos plásticos. Esses resíduos, em geral, levam muito tempo para sofrerem degradação espontânea e, quando queimados, produzem gases tóxicos. A importância do desenvolvimento sustentável, que tem na sua base um ambiente saudável para as gerações futuras, induz a pensar como as organizações poderiam retardar esse processo de descarte e como transformar a matéria-prima em material biodegradável. A discussão é fixada na preocupação com o descarte dos produtos gerados pelas novas tecnologias, que desenvolveram materiais mais leves, baratos e resistentes, dentre eles o polímero denominado tecnicamente poli (tereftalato de etileno), cuja sigla, PET, é conhecida e amplamente utilizada pelos consumidores de embalagens feitas com este material plástico. Segundo o 8º Censo de Reciclagem de PET no Brasil (ABIPET, 2012), em 2011 foram recicladas 294 mil toneladas de PET, contribuindo para a sociedade, tanto no sentido de aumentar a vida útil dos aterros, quanto para a inclusão socioambiental e geração de emprego e renda de famílias excluídas. Tanto pesquisas bibliográficas quanto de campo evidenciaram a viabilidade econômica, social e ambiental na reciclagem dos materiais. Cerca de 67% das empresas do setor de reciclagem planejam investir no PET reciclado nos próximos 12 meses (ABIPET, 2012). De acordo com a legislação brasileira, o uso de PET pós-consumo reciclado (PET-PCR) pode ser utilizado na elaboração de embalagens em contato direto com os alimentos (PET-PCR grau alimentício) (BRASIL, 2008). Assim, vários produtos podem surgir a partir da reciclagem do PET. No entanto, torna-se de grande importância verificar se este material reciclado se encontra em condições de uso, sem a presença de substâncias tóxicas capazes de migrar para a bebida, o que representaria um risco à saúde do consumidor. Há mais de 20 anos, numerosos estudos têm mostrado que componentes químicos de embalagens de alimentos migram para o alimento (PIRINGER et al., 1998). O acetaldeído é um exemplo de substância tóxica presente nas paredes da embalagem de PET, e difunde, com o passar do tempo, para o ambiente e para os produtos acondicionados (NETTO, 2006). Métodos analíticos simples, que se adequam aos recursos analíticos limitados de países em desenvolvimento, como o Brasil, permitindo determinar essas e outras possíveis substâncias, precisam ser testados e apresentados. Com isso será possível verificar o cumprimento da legislação existente como também favorecer o controle sanitário do uso de embalagens PET-PCR grau alimentício em contato direto com bebidas não-alcoólicas (refrigerantes, sucos, água). Isto permitirá preservar a saúde do consumidor de possíveis contaminantes, principalmente os tóxicos. FABRIS et al. (2010), através de cromatografia gasosa e detector por ionização em chama (CG-DIC) acoplado à headspace, validaram uma metodologia capaz de identificar contaminantes voláteis em amostras de PET reciclado. FRANZ e colaboradores (2004) fizeram um estudo cujo objetivo foi identificar e quantificar substâncias em garrafas PET-PCR. O método escolhido foi a cromatografia gasosa, acoplada à headspace, e como resultado observaram grandes concentrações de limoneno (aromatizante) e acetaldeído. Através da cromatografia gasosa com headspace, WELLE (2008) também observou a presença de acetaldeído, como também de 2-metil-1,3-dioxolano e de etilenoglicol, tanto em amostras de PET-PCR quanto em amostras de PET virgem. No estudo de SUGAYA et al. (2001) foi usado headspace acoplado à CG e detector seletivo de massas (EM) para determinar quantidades traços de acetaldeído em água. A determinação por estes equipamentos mostrou-se rápida, acurada e muito mais sensível do que a obtida por extração com solvente. O acetaldeído (AA) tem sido objeto de controle da qualidade do PET desde que este polímero começou a ser usado como resina de embalagem para alimentos. O AA é formado pela degradação do PET durante o processo de fusão e migra da embalagem de PET para bebidas ao longo do tempo (MUTSUGA, 2005). Ao AA são atribuídas as alterações de sabor de água mineral e bebidas carbonatadas (MUTSUGA, 2005). Existe evidência suficiente em animais experimentais da carcinogenicidade do AA (IARC, 1995). Foi observado que tal substância induz câncer nasal em ratos após a administração por inalação (IARC, 1995), e que pode causar anormalidades de desenvolvimento embrional in vitro (IARC, 1998). GARCIA (2010) comprovou que a partir de concentrações próximas a 10 µgkg -1 de acetaldeído é possível observar prejuízos no sistema de reparo do DNA de pulmões, do cérebro e do fígado de animais. O presente estudo teve por objetivo propor uma metodologia capaz de avaliar a presença de contaminantes em PET-PCR, e através desta metodologia confirmar a presença de acetaldeído. MATERIAL E MÉTODOS Material Neste estudo foram utilizadas amostras de garrafas PET- -PCR de resina 100% reciclada (técnica bottle to bottle), de 500 ml, usadas para embalar água mineral (Figura 1). As amostras foram cortadas em flocos, pesadas até chegarem a 5 g (primeira análise), e envasadas em frascos de vidro de 20 ml de capacidade para headspace. 54 Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62

55 RESULTADOS E DISCUSSÃO Nas análises cromatográficas foi possível verificar a presença de acetaldeído nas amostras de garrafa PET-PCR, e descartar a presença dos contaminantes etilenoglicol, dietilenoglicol, trietilenoglicol, 1,3-dioxolano e 2-metil-1,3-dioxolano. Os resultados obtidos, que confirmam a presença de acetaldeído no material plástico, estão na Figura 2; e na Figura 3 encontra-se o cromatograma de uma solução contendo apenas acetaldeído em água, para fins de comparação e confirmação do tempo de retenção do acetaldeído. Figura 1. Garrafa PET de água mineral, com resina 100% reciclada, de 500 ml A maior parte dos reagentes foi adquirida nos laboratórios Vetec e MERCK, com grau de pureza variando entre 99,5% e 99,9%. O ensaio foi realizado em conformidade com os requisitos previstos na norma ABNT NBR ISO/IEC como, por exemplo, o uso de equipamentos, instrumentos e vidrarias calibrados na Rede Brasileira de Calibração RBC, controle rigoroso das condições ambientais e a validação de softwares para cálculo. Métodos Foram feitas análises a fim de confirmar a presença de possíveis contaminantes, em especial o acetaldeído, nas embalagens de garrafa PET-PCR. Na análise das garrafas PET de água mineral, com resina 100% reciclada, foram analisadas solução aquosa de acetaldeído, a 10 mgkg -1, e padrões de 2-metil-1,3-dioxolano; 1,3-dioxolano; etilenoglicol; dietilenoglicol e trietilglicol para efeito de identificação. Foram realizadas em cromatógrafo a gás CG-DIC da Shimadzu, modelo GC-2010, tendo como gás de arraste o hélio, com injeção direta, a 150ºC. O CG estava acoplado a headspace, aquecido a 60º por 1h. Detector por ionização em chama, a uma temperatura de 240ºC. Foi utilizada uma coluna DB-624 nas dimensões 75m x 0,53 mm x 3,00 μm. Empregou-se uma temperatura inicial de 50ºC (15 min) a 5ºC min-1 até 180ºC (15 min). Também foram realizadas análises em cromatógrafo a gás CG-EM, tendo também como gás de arraste hélio, equipado com detector seletivo de massas, injetor split = 1:50 e temperatura de 220ºC. O CG também estava acoplado ao headspace, com temperatura de equilíbrio a 60ºC por 30 min, com agitação. Foi utilizada uma coluna HP INNOWAX nas dimensões 30 m x 0,25 mm x 0,5 μm. Empregou-se temperatura inicial de 40ºC (3 min) a 10ºC min-1 até 250ºC (6 min), sendo a temperatura do injetor/interface a 250ºC. Figura 2. Cromatograma de flocos de garrafa PET-PCR, com resina 100% reciclada Figura 3. Cromatograma da solução de AA em água, a 10 mgl -1 SAMPERI et al. (2004) estudaram a degradação térmica do PET sob atmosfera inerte a altas temperaturas ( C). Como a temperatura de processamento normalmente é superior à temperatura de fusão do PET (~280 C), as degradações térmicas podem ocorrer pela eliminação dos grupos terminais lábeis (hidroxílicos e vinílicos) (KHEMANI, 2000). Eles atribuíram a perda dos grupos finais hidroxílicos e vinílicos à formação de compostos de baixa massa molar, como o acetaldeído. Revista Analytica Dezembro 2012/Janeiro 2013 Nº 62 55

Política Nacional de Resíduos Sólidos. Pernambuco - PE

Política Nacional de Resíduos Sólidos. Pernambuco - PE Política Nacional de Resíduos Sólidos Pernambuco - PE Desafios 1. Eliminar lixões 2. Eliminar aterro controlado 3. Implantar aterro sanitário 4. Coleta seletiva 5. Compostagem e 6. Logística reversa Legenda

Leia mais

Lei 12.305/10 Decreto 7.404/10

Lei 12.305/10 Decreto 7.404/10 A EXPERIÊNCIA BRASILEIRA EM LOGÍSTICA REVERSA A INICIATIVA DO SETOR DE HIGIENE PESSOAL, PERFUMARIA E COSMÉTICOS POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS Lei 12.305/10

Leia mais

Agência Nacional de Vigilância Sanitária. www.anvisa.gov.br. Consulta Pública n 82, de 24 de setembro de 2015 DOU de 25/09/2015

Agência Nacional de Vigilância Sanitária. www.anvisa.gov.br. Consulta Pública n 82, de 24 de setembro de 2015 DOU de 25/09/2015 Agência Nacional de Vigilância Sanitária www.anvisa.gov.br Consulta Pública n 82, de 24 de setembro de 2015 DOU de 25/09/2015 A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no uso das

Leia mais

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE LEI Nº N 12.305/2010 DECRETO Nº N 7.404/2010

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE LEI Nº N 12.305/2010 DECRETO Nº N 7.404/2010 MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOSS LEI Nº N 12.305/2010 DECRETO Nº N 7.404/2010 TRAMITAÇÃO DA PNRS 1989 Projeto de Lei Nº N 354/89 do Senado 1991 Projeto de Lei Nº N 203/91

Leia mais

Infinity Tower características de projeto e tecnologia de sistemas prediais para a sustentabilidade.

Infinity Tower características de projeto e tecnologia de sistemas prediais para a sustentabilidade. Realização: Parceiro: Infinity Tower características de projeto e tecnologia de sistemas prediais para a sustentabilidade. Cesar Ramos - Gerente de projetos da Yuny Incorporadora Daniel Gallo - Gerente

Leia mais

CORRELAÇÃO ENTRE OS VALORES DE DBO E DQO NO AFLUENTE E EFLUENTE DE DUAS ETEs DA CIDADE DE ARARAQUARA

CORRELAÇÃO ENTRE OS VALORES DE DBO E DQO NO AFLUENTE E EFLUENTE DE DUAS ETEs DA CIDADE DE ARARAQUARA CORRELAÇÃO ENTRE OS VALORES DE DBO E DQO NO AFLUENTE E EFLUENTE DE DUAS ETEs DA CIDADE DE ARARAQUARA Paulo Sergio Scalize (1) Biomédico formado pela Faculdade Barão de Mauá. Graduando em Engenharia Civil

Leia mais

Política Nacional de Resíduos Sólidos e Logística Reversa

Política Nacional de Resíduos Sólidos e Logística Reversa Política Nacional de Resíduos Sólidos e Logística Reversa Cristina R. Wolter Sabino de Freitas Departamento Ambiental O mundo será obrigado a se desenvolver de forma sustentável, ou seja, que preserve

Leia mais

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE MMA

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE MMA MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE MMA Política Nacional de Resíduos Sólidos Instituída pela Lei 12.305/2010 e regulamentada pelo Decreto 7.404/2010, após 21 anos de tramitação no Congresso nacional Tem interação

Leia mais

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE MMA

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE MMA MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE MMA Política Nacional de Resíduos Sólidos Instituída pela Lei 12.305/2010 e regulamentada pelo Decreto 7.404/2010, após 21 anos de tramitação no Congresso nacional Tem interação

Leia mais

ULTRAVIOLETA DESINFECÇÃO DE ÁGUA E EFLUENTES COM RAIOS. Sistema de decantação. Fenasan 2013. tratamento de água e efluentes

ULTRAVIOLETA DESINFECÇÃO DE ÁGUA E EFLUENTES COM RAIOS. Sistema de decantação. Fenasan 2013. tratamento de água e efluentes revista especializada em tratamento de DESINFECÇÃO DE ÁGUA E EFLUENTES COM RAIOS ULTRAVIOLETA Sistema de decantação Ação dos decantadores em tratamento de água Fenasan 2013 9 772236 261064 junho/julho-2013

Leia mais

Instalação Fixa. Sistema UV DURON

Instalação Fixa. Sistema UV DURON Instalação Fixa Sistema UV DURON Mais ecológico, mais eficiente... Simplesmente melhor Novas luzes sobre nossas ideias originais A WEDECO é conhecida há quase 40 anos por fornecer soluções eficientes de

Leia mais

Connect. Collaborate. Solve.

Connect. Collaborate. Solve. Connect. Collaborate. Solve. Conecte-se com novos produtos, serviços e soluções inovadoras. Colabore com especialistas técnicos para resolver seus desafios mais difíceis de aplicações. Linha de Produtos

Leia mais

Limpeza é fundamental!

Limpeza é fundamental! Limpeza é fundamental! Limpeza é absolutamente fundamental quando o assunto é a produção de alimentos de forma higiênica. A prioridade é evitar a proliferação de germes e eliminar corpos estranhos. Além

Leia mais

Resíduos Sólidos: A Classificação Nacional e a Problemática dos Resíduos de Ampla e Difusa Geração

Resíduos Sólidos: A Classificação Nacional e a Problemática dos Resíduos de Ampla e Difusa Geração Resíduos Sólidos: A Classificação Nacional e a Problemática dos Resíduos de Ampla e Difusa Geração 01/33 Apresentação do Instrutor: Eduardo Fleck *Engenheiro Químico UFRGS, 1990; **Mestre em Engenharia

Leia mais

Tratamento de Efluentes: fundamentais no setor de tratamento de superfície

Tratamento de Efluentes: fundamentais no setor de tratamento de superfície Tratamento de Efluentes: fundamentais no setor de tratamento de superfície Além de uma análise técnica bastante interessante sobre a importância do tratamento de efluentes no nosso setor, feito por um

Leia mais

LOGÍSTICA REVERSA A INICIATIVA DO SETOR DE HIGIENE PESSOAL, PERFUMARIA E COSMÉTICOS

LOGÍSTICA REVERSA A INICIATIVA DO SETOR DE HIGIENE PESSOAL, PERFUMARIA E COSMÉTICOS LOGÍSTICA REVERSA A INICIATIVA DO SETOR DE HIGIENE PESSOAL, PERFUMARIA E COSMÉTICOS POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS Lei 12.305/10 Decreto 7.404/10 POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS Uma Mudança

Leia mais

Políticas Públicas de Resíduos Sólidos e. Alexandre Magrineli dos Reis Fundação Estadual do Meio Ambiente Belo Horizonte, outubro de 2011

Políticas Públicas de Resíduos Sólidos e. Alexandre Magrineli dos Reis Fundação Estadual do Meio Ambiente Belo Horizonte, outubro de 2011 Políticas Públicas de Resíduos Sólidos e logística reversa Alexandre Magrineli dos Reis Fundação Estadual do Meio Ambiente Belo Horizonte, outubro de 2011 Relatório da Pesquisa Pagamento por Serviços Ambientais

Leia mais

Série Spektron UV UMA NOVA LUZ NA DESINFECÇÃO DE ÁGUA POTÁVEL

Série Spektron UV UMA NOVA LUZ NA DESINFECÇÃO DE ÁGUA POTÁVEL Série Spektron UV UMA NOVA LUZ NA DESINFECÇÃO DE ÁGUA POTÁVEL Vamos desinfectar a água potável custe o que custar. Resumo das vantagens Processo de desinfecção que não agride o meio ambiente, sem o risco

Leia mais

REGULAMENTO DA POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS DECRETO 7.404, DE 23.12.2010

REGULAMENTO DA POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS DECRETO 7.404, DE 23.12.2010 REGULAMENTO DA POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS DECRETO 7.404, DE 23.12.2010 I - Dos objetivos do Decreto Quase cinco meses após a publicação da lei 12.305/10, que instituiu a chamada Política Nacional

Leia mais

*Silvia Benedetti Edna Regina Amante Luis Fernando Wentz Brum Luis Carlos de Oliveira Jr. São Paulo 2009

*Silvia Benedetti Edna Regina Amante Luis Fernando Wentz Brum Luis Carlos de Oliveira Jr. São Paulo 2009 Universidade Federal de Santa Catarina Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Alimentos REAPROVEITAMENTO DE ÁGUA DE PROCESSO E RESÍDUOS DE INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS *Silvia Benedetti Edna Regina Amante

Leia mais

I. INTRODUÇÃO III. MATERIAL E MÉTODOS. A. Amostras Utilizadas no Processo de Conversão a Baixa Temperatura

I. INTRODUÇÃO III. MATERIAL E MÉTODOS. A. Amostras Utilizadas no Processo de Conversão a Baixa Temperatura Geração de Energia Elétrica a partir de Combustível Inovador Proveniente da Conversão a Baixa Temperatura de Biomassas e Resíduos e Análise de Desempenho em Motores R.G. Pereira 1 ; G. A. Romeiro 2 ; R.

Leia mais

MARETE INDUSTRIAL APLICAÇÕES

MARETE INDUSTRIAL APLICAÇÕES A estação da série é um sistema de tratamento de efluentes industriais de fluxo contínuo com finalidade de lançamento em corpos receptores ou reuso interno, servindo a diversos segmentos industriais. O

Leia mais

Prof. Paulo Medeiros

Prof. Paulo Medeiros Prof. Paulo Medeiros Em 2010 entrou em vigor no Brasil a lei dos Resíduos Sólidos. Seu objetivo principal é diminuir a destinação incorreta de resíduos ao meio ambiente. Ela define que todas as indústrias,

Leia mais

Agenda CRI Minas Inovações Ambientais 04Out2012 Nova Lima/MG

Agenda CRI Minas Inovações Ambientais 04Out2012 Nova Lima/MG Agenda CRI Minas Inovações Ambientais 04Out2012 Nova Lima/MG Conceitos e Premissas Evolução Tecnológica: Impacto Social Ambiental Conceitos e Premissas Esforço Governamental políticas e ações de mercado

Leia mais

A Estratégia na Gestão de Resíduos Sólidos no Estado de São Paulo e sua Interface com a Política Nacional de Resíduos Sólidos

A Estratégia na Gestão de Resíduos Sólidos no Estado de São Paulo e sua Interface com a Política Nacional de Resíduos Sólidos GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE A Estratégia na Gestão de Resíduos Sólidos no Estado de São Paulo e sua Interface com a Política Nacional de Resíduos Sólidos São Paulo, 17 de

Leia mais

PATRICIA GUARNIERI. LOGÍSTICA REVERSA: Em busca do equilíbrio econômico e ambiental

PATRICIA GUARNIERI. LOGÍSTICA REVERSA: Em busca do equilíbrio econômico e ambiental PATRICIA GUARNIERI LOGÍSTICA REVERSA: Em busca do equilíbrio econômico e ambiental EDITORA CLUBE DE AUTORES RECIFE, 2011 2011 Patricia Guarnieri TODOS OS DIREITOS RESERVADOS AO AUTOR. Proibida a reprodução

Leia mais

A ÁGUA COMO REAGENTE PURA PURA PURA Destilação - Deionização Osmose Reversa - Filtração através de Carvão Ativado Ultrafiltração -

A ÁGUA COMO REAGENTE PURA PURA PURA Destilação - Deionização Osmose Reversa - Filtração através de Carvão Ativado  Ultrafiltração - 1 A ÁGUA COMO REAGENTE A água é o suprimento do Laboratório Clínico de menor custo. Talvez, por este motivo, sua qualidade seja tão negligenciada, apesar de ser um reagente importante e o mais utilizado.

Leia mais

Análise do desempenho

Análise do desempenho Validação de Equipamentos em CME Análise do desempenho Conforme a RDC 15 Validação de Equipamentos em CME APRESENTAÇÃO Luciano Manoel - Especialista em processos de Qualificação de Equipamentos, com experiência

Leia mais

Telefones: (31) 3471-9659/8896-9659 E-mail: vendas@marcosultoria.com Site: www.marconsultoria.com

Telefones: (31) 3471-9659/8896-9659 E-mail: vendas@marcosultoria.com Site: www.marconsultoria.com Telefones: (31) 3471-9659/8896-9659 E-mail: vendas@marcosultoria.com NOSSA EMPRESA A MAR Consultoria Ambiental, sediada em Belo Horizonte, Minas Gerais, foi criada em 2002 para atender às lacunas existentes

Leia mais

Amboretto Skids. Soluções e manuseio de fluidos para indústria de óleo, gás, papel e água

Amboretto Skids. Soluções e manuseio de fluidos para indústria de óleo, gás, papel e água Soluções e manuseio de fluidos para indústria de óleo, gás, celulose e água 1 Disponível para Locação, Leasing e Cartão Amboretto Skids Soluções e manuseio de fluidos para indústria de óleo, gás, papel

Leia mais

Um pouco da nossa história

Um pouco da nossa história Um pouco da nossa história Possui 250 empresas Presente 57 países 119 mil empregados Produtos presente 175 países US$ 63,4 bilhões faturamento Instalada em SP em 1933 Em 1954 mudou-se para SJC 1 milhão

Leia mais

Sistema para Gerenciamento de

Sistema para Gerenciamento de Sistema para Gerenciamento de Dosagem Getinge 2 Sistema para Gerenciamento de Dosagem Getinge Sistema para Gerenciamento de Dosagem Getinge (CMS) UM PROCESSO APRIMORADO, UMA SOLUÇÃO ÚNICA A Getinge pode

Leia mais

Sistema de Tratamento de Esgoto Sanitário. Categoria do projeto: III Projetos finalizados (projetos encerrados)

Sistema de Tratamento de Esgoto Sanitário. Categoria do projeto: III Projetos finalizados (projetos encerrados) Sistema de Tratamento de Esgoto Sanitário. Mostra Local de: Araruna Categoria do projeto: III Projetos finalizados (projetos encerrados) Nome da Instituição/Empresa: Empresa Máquinas Agrícolas Jacto S/A,

Leia mais

Reunião Técnica Plano de Segurança da Água. 23 de novembro de 2010 - OPAS

Reunião Técnica Plano de Segurança da Água. 23 de novembro de 2010 - OPAS Reunião Técnica Plano de Segurança da Água 23 de novembro de 2010 - OPAS Introdução Qualidade da água e saneamento inadequados provocam 1,8 milhão de mortes infantis a cada ano no mundo (OMS, 2004), o

Leia mais

Ref.: Lei Estadual-RJ nº 6.805, de 18 de junho de 2014 DOERJ 23.06.2014.

Ref.: Lei Estadual-RJ nº 6.805, de 18 de junho de 2014 DOERJ 23.06.2014. Rio de Janeiro, 24 de junho de 2014. Of. Circ. Nº 212/14 Ref.: Lei Estadual-RJ nº 6.805, de 18 de junho de 2014 DOERJ 23.06.2014. Senhor Presidente, Fazendo referência à Lei Estadual-RJ nº 6.805, de 18

Leia mais

ÁGUA REAGENTE NO LABORATÓRIO CLÍNICO

ÁGUA REAGENTE NO LABORATÓRIO CLÍNICO ÁGUA REAGENTE NO LABORATÓRIO RIO CLÍNICO Água reagente no laboratório rio clínico Água de grau reagente (água( pura); Processos de purificação: destilação e deionização (+ usado atualmente). Especificações

Leia mais

Aplicação do software Elipse E3 na Estação de Tratamento de Esgoto ABC ETEABC, em São Paulo

Aplicação do software Elipse E3 na Estação de Tratamento de Esgoto ABC ETEABC, em São Paulo Aplicação do software Elipse E3 na Estação de Tratamento de Esgoto ABC ETEABC, em São Paulo Apresentamos neste case a implantação do software E3 para monitorar o processo realizado na Estação de Tratamento

Leia mais

USO DE ÓLEO BRUTO DE GIRASSOL EM MOTOR DIESEL

USO DE ÓLEO BRUTO DE GIRASSOL EM MOTOR DIESEL USO DE ÓLEO BRUTO DE GIRASSOL EM MOTOR DIESEL José Valdemar Gonzalez Maziero; Ila Maria Corrêa Centro APTA de Engenharia e Automação A retomada de estudos sobre o uso de óleos vegetais como combustível,

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos DECRETO Nº 5.813, DE 22 DE JUNHO DE 2006. Aprova a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos e dá outras providências.

Leia mais

Gerador de nitrogênio. Sistemas de geração de gases, membranas e PSA

Gerador de nitrogênio. Sistemas de geração de gases, membranas e PSA Gerador de nitrogênio Sistemas de geração de gases, membranas e PSA Aplicações de nitrogênio Comidas e bebidas O nitrogênio é um gás ideal para armazenar (fumigação) e transportar alimentos e bebidas.

Leia mais

MERCADO DE TRATAMENTO DE EFLUENTES INDUSTRIAIS NO BRASIL

MERCADO DE TRATAMENTO DE EFLUENTES INDUSTRIAIS NO BRASIL MERCADO DE TRATAMENTO DE EFLUENTES INDUSTRIAIS NO BRASIL Palavras-chave: Efluentes industriais, tecnologia ambiental, controle de poluição. 1 Introdução O mercado de tecnologias ambientais no Brasil, principalmente

Leia mais

Aparelho de cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC), modelo Prominence, marca SHIMADZU:

Aparelho de cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC), modelo Prominence, marca SHIMADZU: Aparelho de cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC), modelo Prominence, marca SHIMADZU: Os componentes de uma cromatografia líquida são: bomba, coluna cromatográfica, detector e o registrador.

Leia mais

Logística Reversa. Guia rápido

Logística Reversa. Guia rápido Logística Reversa Guia rápido 1 Apresentação Em 2010 foi sancionada pelo Governo Federal, a Política Nacional de Resíduos Sólidos, na qual, dentre outros temas, constam exigências às empresas quanto à

Leia mais

Protocolo, ed. V 21/01/2013

Protocolo, ed. V 21/01/2013 2013 Protocolo, ed. V Preparo e Dosagem 21/01/2013 www.ecosynth.com.br Protocolo ATM - ed.05 (jan/2013) Página 2 1. APRESENTAÇÃO A propriedade de ocupar áreas destinadas a expansão industrial, custo de

Leia mais

Política Estadual de Resíduos Sólidos: Ações em Logística Reversa

Política Estadual de Resíduos Sólidos: Ações em Logística Reversa Conselho Regional de Química IV Região~- São Paulo, 23/09/2014 Política Estadual de Resíduos Sólidos: Ações em Logística Reversa Eng Flávio de Miranda Ribeiro Assistente Executivo da Vice-Presidência da

Leia mais

3 FORUM de COMUNICACAO

3 FORUM de COMUNICACAO Diálogo RP Edição Nº 4 Ano 2 utubro 2011 - Informativo de Comunicação Social Relações Públicas ~, 3 FRUM de CMUNICACA Rádio & TV Jornalismo Novidades em HD e 3D: TV digital no Brasil e o futuro do broadcast

Leia mais

A INFLUÊNCIA DO ELETROPOLIMENTO NA LIMPEZA E DESINFECÇÃO DE EQUIPAMENTOS DAS INDÚSTRIAS DE PROCESSO

A INFLUÊNCIA DO ELETROPOLIMENTO NA LIMPEZA E DESINFECÇÃO DE EQUIPAMENTOS DAS INDÚSTRIAS DE PROCESSO A INFLUÊNCIA DO ELETROPOLIMENTO NA LIMPEZA E DESINFECÇÃO DE EQUIPAMENTOS DAS INDÚSTRIAS DE PROCESSO GRUPO HUMMA Eng Fawler Morellato Av. Fagundes Filho, 191 - Cj. 103D Depto. Engenharia e Desenvolvimento

Leia mais

INSTRUÇÃO NORMATIVA CONJUNTA Nº. 3, DE 10 DE MARÇO DE 2006

INSTRUÇÃO NORMATIVA CONJUNTA Nº. 3, DE 10 DE MARÇO DE 2006 INSTRUÇÃO NORMATIVA CONJUNTA Nº. 3, DE 10 DE MARÇO DE 2006 O SECRETÁRIO DE DEFESA AGROPECUÁRIA DO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO - MAPA, O DIRETOR PRESIDENTE DA AGÊNCIA NACIONAL DE

Leia mais

GERENCIAMENTO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS NO BRASIL

GERENCIAMENTO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS NO BRASIL GERENCIAMENTO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS NO BRASIL O QUE MUDA COM A APROVAÇÃO DA P.N.R.S.? Engo. Eleusis Di Creddo Gerente de Meio Ambiente e Destinação Final SOLVI PARTICIPAÇÕES S.A. ecreddo@solvi.com Realização:

Leia mais

PROPOSTA REFERENTE AO CURSO DE PÓS GRADUAÇÃO EM GESTÃO DE ANÁLISE SANITÁRIA

PROPOSTA REFERENTE AO CURSO DE PÓS GRADUAÇÃO EM GESTÃO DE ANÁLISE SANITÁRIA PROPOSTA REFERENTE AO CURSO DE PÓS GRADUAÇÃO EM GESTÃO DE ANÁLISE SANITÁRIA 1- DO CURSO O Curso de Especialização em Gestão em Análise Sanitária destina-se a profissionais com curso superior em áreas correlatas

Leia mais

PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS DO CIM-AMAVI. Audiencia Pública - Prognóstico

PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS DO CIM-AMAVI. Audiencia Pública - Prognóstico PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS DO CIM-AMAVI Audiencia Pública - Prognóstico LEGISLAÇÃO: Constituição 1988: Artigo 225 Lei 11.445/2007 (Saneamento Básico) Decreto 7.217/2010 (Saneamento

Leia mais

A Questão da Energia no Mundo Atual

A Questão da Energia no Mundo Atual A Questão da Energia no Mundo Atual A ampliação do consumo energético Energia é a capacidade que algo tem de realizar ou produzir trabalho. O aumento do consumo e a diversificação das fontes responderam

Leia mais

Política Nacional de Resíduos Sólidos - PNRS LEI 12.305 / 08/ 2010 DECRETO 7.404/ 12/ 2010

Política Nacional de Resíduos Sólidos - PNRS LEI 12.305 / 08/ 2010 DECRETO 7.404/ 12/ 2010 Política Nacional de Resíduos Sólidos - PNRS LEI 12.305 / 08/ 2010 DECRETO 7.404/ 12/ 2010 Cenário brasileiro de resíduos sólidos Aumento da: População nas cidades 50% mundial 85% Brasil (IBGE, 2010).

Leia mais

Engº. Gandhi Giordano

Engº. Gandhi Giordano Processos físico-químicos e biológicos associados para tratamento de chorume Engº. Gandhi Giordano Professor Adjunto do Departamento de Engª Sanitária e Meio Ambiente da UERJ Diretor Técnico da TECMA Tecnologia

Leia mais

PROPOSTA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES EM EMPRESA ESPECIALIZADA EM RETÍFICA DE MOTORES

PROPOSTA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES EM EMPRESA ESPECIALIZADA EM RETÍFICA DE MOTORES PROPOSTA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES EM EMPRESA ESPECIALIZADA EM RETÍFICA DE MOTORES Felipe de Lima Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Rio grande do Sul Campus Sertão, Acadêmico do Curso

Leia mais

ATENÇÃO. Apresentação

ATENÇÃO. Apresentação Apresentação O tema logística reversa vem crescendo em importância entre as empresas desde a regulamentação da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Com as novas exigências, as empresas precisam buscar

Leia mais

EXPO 2010 2a. Feira Internacional de Equipamentos e Soluções para Meio Ambiente

EXPO 2010 2a. Feira Internacional de Equipamentos e Soluções para Meio Ambiente Ministério do Meio Ambiente Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano EXPO 2010 2a. Feira Internacional de Equipamentos e Soluções para Meio Ambiente A Lei e Políticas Públicas de de Resíduos Sólidos

Leia mais

RESÍDUOS SÓLIDOS : as responsabilidades de cada Setor

RESÍDUOS SÓLIDOS : as responsabilidades de cada Setor RESÍDUOS SÓLIDOS : as responsabilidades de cada Setor Resíduos Domiciliares Resíduos da Construção Civil Resíduos de escritórios Pneus queimados Resíduos de madeira Resíduos de fibra de vidro Resíduos

Leia mais

Linha Economia Verde

Linha Economia Verde Linha Economia Verde QUEM SOMOS Instituição Financeira do Estado de São Paulo, regulada pelo Banco Central, com inicio de atividades em Março/2009 Instrumento institucional de apoio àexecução de políticas

Leia mais

Técnicas passivas; Técnicas ativas.

Técnicas passivas; Técnicas ativas. Definição: a conservação de energia deve ser entendida como a utilização de uma menor quantidade de energia para a obtenção de um mesmo produto ou serviço através da eliminação do desperdício; Técnicas

Leia mais

POLITICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS

POLITICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS MARCO LEGAL Diálogo do Governo Federal com Sociedade Civil (Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis MNCR). Código Brasileiro de Ocupações - 2002 Reconhecimento a Categoria profissional

Leia mais

Descritivo de produto. Fornecedor. www.velp.com

Descritivo de produto. Fornecedor. www.velp.com Descritivo de produto Fornecedor www.velp.com Chapa c/ Aquecimento e Agitação Modelo AREC Chapa de aquecimento com agitação, com placa de aquecimento em cerâmica, extremamente resistente à corrosão e fácil

Leia mais

UTILIZAÇÃO DO SISTEMA HÍBRIDO HIDRÁULICO NOS VEÍCULOS COMERCIAIS RESUMO

UTILIZAÇÃO DO SISTEMA HÍBRIDO HIDRÁULICO NOS VEÍCULOS COMERCIAIS RESUMO UTILIZAÇÃO DO SISTEMA HÍBRIDO HIDRÁULICO NOS VEÍCULOS COMERCIAIS Luis Eduardo Machado¹ Renata Sampaio Gomes ² Vanessa F. Balieiro ³ RESUMO Todos sabemos que não é possível haver regressão nas tecnologias

Leia mais

Apoiada nestes 3 pilares buscamos oferecer uma completa linha de produtos e serviços (de???), oferecendo aos nosso clientes o mais elevado nível de

Apoiada nestes 3 pilares buscamos oferecer uma completa linha de produtos e serviços (de???), oferecendo aos nosso clientes o mais elevado nível de Apoiada nestes 3 pilares buscamos oferecer uma completa linha de produtos e serviços (de???), oferecendo aos nosso clientes o mais elevado nível de satisfação, de forma sustentável. Solução analítica para

Leia mais

Fig.: Esquema de montagem do experimento.

Fig.: Esquema de montagem do experimento. Título do Experimento: Tratamento de água por Evaporação 5 Conceitos: Mudanças de fases Materiais: Pote de plástico de 500 ml ou 1L; Filme PVC; Pote pequeno de vidro; Atilho (Borracha de dinheiro); Água

Leia mais

Palestrante: Alessandra Panizi Evento: Resíduos Sólidos: O que fazer?

Palestrante: Alessandra Panizi Evento: Resíduos Sólidos: O que fazer? Palestrante: Alessandra Panizi Evento: Resíduos Sólidos: O que fazer? Marco Histórico sobre Resíduos Sólidos Lei 12.305/2010 Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) Decreto 7.404/2012 regulamento

Leia mais

CARACTERIZAÇÃO E TRATABILIDADE DO EFLUENTE DE LAVAGEM DE UMA RECICLADORA DE PLÁSTICOS

CARACTERIZAÇÃO E TRATABILIDADE DO EFLUENTE DE LAVAGEM DE UMA RECICLADORA DE PLÁSTICOS CARACTERIZAÇÃO E TRATABILIDADE DO EFLUENTE DE LAVAGEM DE UMA RECICLADORA DE PLÁSTICOS Elisângela Garcia Santos RODRIGUES 1, Hebert Henrique de Souza LIMA 1, Irivan Alves RODRIGUES 2, Lúcia Raquel de LIMA

Leia mais

Tratamento de Efluentes

Tratamento de Efluentes Tratamento de Efluentes A IMPORTÂNCIA DO TRATAMENTO DE EFLUENTES E A REGULAMENTAÇÃO DO SETOR INTRODUÇÃO Conservar a qualidade da água é fundamental, uma vez que apenas 4% de toda água disponível no mundo

Leia mais

QUESTÕES DE QUÍMICA DA UNICAMP PROVA DE 2014.

QUESTÕES DE QUÍMICA DA UNICAMP PROVA DE 2014. QUESTÕES DE QUÍMICA DA UNICAMP PROVA DE 2014. 1- Prazeres, benefícios, malefícios, lucros cercam o mundo dos refrigerantes. Recentemente, um grande fabricante nacional anunciou que havia reduzido em 13

Leia mais

20o. Prêmio Expressão de Ecologia

20o. Prêmio Expressão de Ecologia 20o. Prêmio Expressão de Ecologia 2012-2013 Separação dos resíduos recicláveis Coleta seletiva no pátio Separação dos resíduos no laboratório Central de resíduos e estação de tratamento de esgoto Capacitação

Leia mais

SISTEMAS DE CALIBRAÇÃO PARA MONITORAMENTO DA QUALIDADE DO AR

SISTEMAS DE CALIBRAÇÃO PARA MONITORAMENTO DA QUALIDADE DO AR SISTEMAS DE CALIBRAÇÃO PARA MONITORAMENTO DA QUALIDADE DO AR Todo programa de monitoramento contínuo da qualidade do ar precisa de algum sistema que forneça uma garantia de que os valores medidos são válidos.

Leia mais

Guia de sustentabilidade para plásticos

Guia de sustentabilidade para plásticos Guia de sustentabilidade para plásticos Maio 2014 1 2 3 4 5 6 7 8 Introdução... 4 Contextualização dos plásticos... 6 Composição dos móveis e utensílios de plásticos...7 Requerimentos para materiais que

Leia mais

Logística reversa e PNRS

Logística reversa e PNRS Videoconferência Logística reversa e PNRS Cristiane de S. Soares Assessora especial da CNC Julho, 2015 Rio de Janeiro RJ Política Nacional de Resíduos Sólidos Instrumento que institui a Responsabilidade

Leia mais

MEDICAMENTOS. CAPACITAÇÃO EM FARMACOLOGIA PARA AS EQUIPES DE SAÚDE BUCAL Auxiliares e Técnicos em Saúde Bucal 2015

MEDICAMENTOS. CAPACITAÇÃO EM FARMACOLOGIA PARA AS EQUIPES DE SAÚDE BUCAL Auxiliares e Técnicos em Saúde Bucal 2015 MEDICAMENTOS CAPACITAÇÃO EM FARMACOLOGIA PARA AS EQUIPES DE SAÚDE BUCAL Auxiliares e Técnicos em Saúde Bucal 2015 Parceria: Farmácia Escola da UFRGS - Programa Farmácia Popular Programa de Pós-Graduação

Leia mais

A LOGÍSTICA REVERSA DENTRO DA POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS Cristiane Tomaz

A LOGÍSTICA REVERSA DENTRO DA POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS Cristiane Tomaz A LOGÍSTICA REVERSA DENTRO DA POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS Cristiane Tomaz A logística reversa é importante instrumento de desenvolvimento econômico e social previsto na Política Nacional de Resíduos

Leia mais

LEI FEDERAL 12305/2010 POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS

LEI FEDERAL 12305/2010 POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS LEI FEDERAL 12305/2010 POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS ARTIGO 13 -ORIGEM RSU(domiciliares e de limpeza pública) Comerciais e Prestadores de Serviços Serviços Públicos de Saneamento Básico Industriais

Leia mais

Descritivo de produto. Fornecedor. www.biochrom.com

Descritivo de produto. Fornecedor. www.biochrom.com Descritivo de produto Fornecedor www.biochrom.com Lavadora de Microplacas Fluido 2 SILENCIOSA E EFICIENTE - Sistema livre de vácuo e pressurização com bombas silenciosas. - Sem necessidade de tempos de

Leia mais

A LEGISLAÇÃO AMBIENTAL INCENTIVA MUDANÇAS E CRIA OPORTUNIDADES DE NEGÓCIOS.

A LEGISLAÇÃO AMBIENTAL INCENTIVA MUDANÇAS E CRIA OPORTUNIDADES DE NEGÓCIOS. A LEGISLAÇÃO AMBIENTAL INCENTIVA MUDANÇAS E CRIA OPORTUNIDADES DE NEGÓCIOS. Clique para editar o estilo do subtítulo mestre Eng.ª Andressa Brandalise Unidade de Assessoria e Inovação Ambiental A legislação

Leia mais

São José dos Campos e a Política Nacional de Resíduos Sólidos

São José dos Campos e a Política Nacional de Resíduos Sólidos São José dos Campos e a Política Nacional de Resíduos Sólidos Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos Este sistema garante tratamento e destino adequado aos resíduos gerados na cidade, de modo que eles não

Leia mais

O desenvolvimento de recursos energéticos renováveis e alternativos: o papel do comissário Jeff Davis Comissário Comissão de Serviços Públicos do Missouri 1 Recursos energéticos renováveis e alternativos:

Leia mais

Resíduo Zero e alternativas à incineração. TATIANA BARRETO SERRA Promotora de Justiça

Resíduo Zero e alternativas à incineração. TATIANA BARRETO SERRA Promotora de Justiça Resíduo Zero e alternativas à incineração TATIANA BARRETO SERRA Promotora de Justiça SÃO PAULO 28/05/2015 Desequilíbrio: padrões de produção e consumo dos séculos XX e XXI Necessidades do consumidor Melhorias

Leia mais

Política Estadual de Resíduos Sólidos: Panorama Geral e Desafios da Logística Reversa -As ações do governo do Estado de São Paulo-

Política Estadual de Resíduos Sólidos: Panorama Geral e Desafios da Logística Reversa -As ações do governo do Estado de São Paulo- Apresentação para a ABES Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 26 de abril de 2013 Política Estadual de Resíduos Sólidos: Panorama Geral e Desafios da Logística Reversa -As ações do

Leia mais

Soluções em Equipamentos Industriais

Soluções em Equipamentos Industriais Soluções em Equipamentos Industriais QUEM SOMOS Com atuação a nível nacional e internacional, a Jemp Equipamentos é a maior empresa brasileira na área de equipamentos industriais, acumulando uma experiência

Leia mais

Políticas Públicas Resíduos e Reciclagem. Sérgio Henrique Forini

Políticas Públicas Resíduos e Reciclagem. Sérgio Henrique Forini Políticas Públicas Resíduos e Reciclagem. Sérgio Henrique Forini O lixo é conhecido como os restos das atividades humanas considerados inúteis, indesejáveis e descartáveis. No entanto, separado nos seus

Leia mais

Aperfeiçoando o desempenho da pulverização com Dinâmica de fluidos computacional. Bicos Automação Análise Técnica. Sistemas

Aperfeiçoando o desempenho da pulverização com Dinâmica de fluidos computacional. Bicos Automação Análise Técnica. Sistemas Aperfeiçoando o desempenho da pulverização com Dinâmica de fluidos computacional Bicos Automação Análise Técnica Sistemas Dinâmica de fluidos computacional (DFC) DCF é uma ciência da previsão: Vazão do

Leia mais

DELTA AMBIENTAL Grupo Delta Vinil Estações Compactas de Tratamento de Esgotos Sanitários. Estações Compactas de Tratamento de Esgoto - ECTE

DELTA AMBIENTAL Grupo Delta Vinil Estações Compactas de Tratamento de Esgotos Sanitários. Estações Compactas de Tratamento de Esgoto - ECTE Estações Compactas de Tratamento de Esgoto - ECTE 1) APRESENTAÇÃO A Delta Ambiental oferece diversas opções de, com o intuito de poder adequar a melhor solução em termos de custo/benefício para cada situação

Leia mais

Parâmetros de qualidade da água. Variáveis Físicas Variáveis Químicas Variáveis Microbiológicas Variáveis Hidrobiológicas Variáveis Ecotoxicológicas

Parâmetros de qualidade da água. Variáveis Físicas Variáveis Químicas Variáveis Microbiológicas Variáveis Hidrobiológicas Variáveis Ecotoxicológicas Parâmetros de qualidade da água Variáveis Físicas Variáveis Químicas Variáveis Microbiológicas Variáveis Hidrobiológicas Variáveis Ecotoxicológicas Coloração - COR Variáveis Físicas associada à presença

Leia mais

DESTINAÇÃO E DISPOSIÇÃO FINAL AMBIENTALMENTE ADEQUADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS INDUSTRIAIS

DESTINAÇÃO E DISPOSIÇÃO FINAL AMBIENTALMENTE ADEQUADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS INDUSTRIAIS DESTINAÇÃO E DISPOSIÇÃO FINAL AMBIENTALMENTE ADEQUADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS INDUSTRIAIS Alternativas tecnológicas disponíveis. Variações de custo e de segurança das operações. Copyright Ecovalor Consultoria

Leia mais

BIODIESEL. O NOVO COMBUSTÍVEL DO BRASIL.

BIODIESEL. O NOVO COMBUSTÍVEL DO BRASIL. Folder final 12/4/04 2:45 AM Page 1 BIODIESEL. O NOVO COMBUSTÍVEL DO BRASIL. PROGRAMA NACIONAL DE PRODUÇÃO E USO DO BIODIESEL Folder final 12/4/04 2:45 AM Page 2 BIODIESEL. A ENERGIA PARA O DESENVOLVIMENTO

Leia mais

GESTÃO DE RECURSOS HÍDRICOS ESTUDO DE CASO: LATICÍNIO DO COLÉGIO AGRÍCOLA ESTADUAL MANOEL RIBAS

GESTÃO DE RECURSOS HÍDRICOS ESTUDO DE CASO: LATICÍNIO DO COLÉGIO AGRÍCOLA ESTADUAL MANOEL RIBAS GESTÃO DE RECURSOS HÍDRICOS ESTUDO DE CASO: LATICÍNIO DO COLÉGIO AGRÍCOLA ESTADUAL MANOEL RIBAS Ana Cláudia Ueda (*), Magali Bernardes Maganhini * Universidade Tecnológica Federal do Paraná Câmpus Apucarana.

Leia mais

Balanço Sustentável. Balanço Sustentável

Balanço Sustentável. Balanço Sustentável Balanço Sustentável ÍNDICE SUSTENTABILIDADE PARA A SONDA IT...03 PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS...05 CONHEÇA AS AÇÕES SUSTENTÁVEIS DA SEDE DA SONDA IT...06 DATA CENTER PRÓPRIO...13 ASPECTOS AMBIENTAIS...15 Sustentabilidade

Leia mais

Todos Vivemos a Jusante. We All Live Downstream...

Todos Vivemos a Jusante. We All Live Downstream... Todos Vivemos a Jusante. We All Live Downstream... Tratamento terciário para produção de água de reuso. Sistema modular de ultra-filtração, em containers, com membranas cerâmicas de carbeto de silício.

Leia mais

Plano de Trabalho 2013/2015

Plano de Trabalho 2013/2015 SECRETARIA DE PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO REGIONAL UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FUNDAP SEADE CEPAM CONVÊNIO SPDR USP FUNDAP SEADE CEPAM ANEXO I Plano de Trabalho 2013/2015 OUTUBRO DE 2013 I. JUSTIFICATIVAS

Leia mais

P.42 Programa de Educação Ambiental

P.42 Programa de Educação Ambiental ANEXO 2.2.3-1 - ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO MUNICIPAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS (PMRS) DE PARANAÍTA/MT O roteiro apresentado foi elaborado a partir do Manual de Orientação do MMA Ministério do Meio Ambiente

Leia mais

Anexo D Divisão de Análises Clínicas HU/UFSC. Versão 01. Atribuições dos Cargos

Anexo D Divisão de Análises Clínicas HU/UFSC. Versão 01. Atribuições dos Cargos DOC MQB -02 MQB.pdf 1/5 Cargo: Assistente de Laboratório 1. Planejar o trabalho de apoio do laboratório: Interpretar ordens de serviços programadas, programar o suprimento de materiais, as etapas de trabalho,

Leia mais

é lei Agora Política Nacional de Resíduos Sólidos poder público, empresas, catadores e população Novos desafios para

é lei Agora Política Nacional de Resíduos Sólidos poder público, empresas, catadores e população Novos desafios para Política Nacional de Resíduos Sólidos Agora é lei Novos desafios para poder público, empresas, catadores e população Marco histórico da gestão ambiental no Brasil, a lei que estabelece a Política Nacional

Leia mais

ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ÁGUA DE LAVAGEM DE GASES - ETALG

ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ÁGUA DE LAVAGEM DE GASES - ETALG ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ÁGUA DE LAVAGEM DE GASES - ETALG Para atender às regulamentações ambientais atuais, os gases emitidos por caldeiras que utilizam bagaço de cana ou outros tipos de biomassa devem,

Leia mais

Unidades UV para Água de Consumo

Unidades UV para Água de Consumo Unidades UV para Água de Consumo 4 Conteúdo UV e Segurança em Água Potável Líder em UV por mais de 40 Anos 6 Sistema Berson InLine : Propriedades e Principais Benefícios Componentes Chaves Berson: pioneiros

Leia mais

O lixo como fonte de energia

O lixo como fonte de energia Transformando um Passivo Ambiental em um Recurso Energético: O lixo como fonte de energia Workshop Internacional Aproveitamento Energético do Biogás de Aterros Sanitários e do Tratamento de Efluentes Belo

Leia mais

POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS : A RESPONSABILIDADE DE CADA SETOR

POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS : A RESPONSABILIDADE DE CADA SETOR POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS : A RESPONSABILIDADE DE CADA SETOR Política Nacional de Resíduos Sólidos BASE LEGAL : Lei Federal nº 12305, de 02.08.2010 Decreto Federal nº 7404, de 23.12.2010 Princípio

Leia mais