Oportunidades para micro e pequenas empresas geradas pela implantação de usinas sucroalcooleiras em Mato Grosso do Sul

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1 Oportunidades para micro e pequenas empresas

2 Governo Estadual de Mato Grosso do Sul Secretaria de Estado do Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo - Seprotur Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Mato Grosso do Sul - Sebrae/MS Oportunidades para micro e pequenas empresas Campo Grande, MS 2008 Convênio nº /2008

3 Governo do Estado de Mato Grosso do Sul André Puccinelli Governador Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo - Seprotur Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias Secretária

4 Conselho Deliberativo do Sebrae em Mato Grosso do Sul Associação das Microempresas do Estado de Mato Grosso do Sul - AMEMS Banco do Brasil - BB S.A. Caixa Econômica Federal - CAIXA Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul - FIEMS Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul - FUNDECT Federação do Comércio do Estado de Mato Grosso do Sul - FECOMÉRCIO Federação das Associações Empresariais de Mato Grosso do Sul - FAEMS Federação da Agricultura e da Pecuária do Estado de Mato Grosso do Sul - FAMASUL Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - UFMS Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas - SEBRAE Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo - SEPROTUR Presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/MS Luis Cláudio Sabedotti Fornari Diretor Superintendente Cláudio George Mendonça Diretor Técnico Tito Manuel Sarabando Bola Estanqueiro Diretora de Operações Maristela de Oliveira França Gerente da Unidade de Gestão Estratégica Sandra Amarilha Gerente da Unidade de Agronegócios Carlos Alberto Santos do Valle Equipe Técnica Fernando Rodrigues Marcílio Moreira da Cunha Júnior

5 Entidade executora AGRICON Coordenadores Luiz Tanahara, economista, mestre em economia rural pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e sócio-diretor da Agricon Consultoria. Ricardo Senna, economista, MBA em Gestão Empresarial Estratégica do Agribusiness, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV Managment); mestre em economia política pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e consultor. Equipe de trabalho Petterson Villa Nova, economista, especialista em auditoria tributária pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, MBA Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas e consultor de projetos da Agricon Consultoria. Anna Karolina Guimarães Monteiro, acadêmica do curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul; estagiária.

6 Sumário Apresentação 8 Metodologia do trabalho 10 Costa Rica Caracterização da região 12 Costa Rica Caracterização da região Perfil socioeconômico 12 Chapadão do Sul Caracterização da região Perfil socioeconômico 20 Análise de impactos locais 29 Análise de impactos locais Costa Rica 33 Análise de impactos locais Chapadão do Sul 45 Caracterização dos empreendimentos As usinas BRENCO 58 Caracterização dos empreendimentos As usinas EQUIPAV 58 Caracterização dos empreendimentos A usina IACO 59 Setores afetados pelos empreendimentos 61 Identificação do potencial de geração de emprego e renda na região IACO Agrícola S.A. 62 Identificação do potencial de geração de emprego e renda na região Unidade de Bioenergia Costa Rica (BRENCO) 68 Mapeamento do perfil da mão de obra necessária 70 Mapeamento do perfil da mão de obra necessária Área industrial 71 Mapeamento do perfil da mão de obra necessária Área administrativa 79

7 Sumário Mapeamento do perfil da mão de obra necessária Área agrícola 85 Mapeamento do perfil da mão de obra necessária Área S.E.S.M.T. 89 Necessidades de infraestrutura econômica e social nos municípios 91 Impactos na demanda e oferta local de bens e serviços 92 Oportunidades de negócios para micro e pequena empresa 122 Mapeamento das oportunidades indiretas Plano de ação para inclusão das MPEs na cadeia produtiva da cana-de-açúcar e painel de indicadores Considerações finais Referências bibliográficas 135 Anexo I Relação de usinas de açúcar e álcool instaladas no Estado 137 Anexo I Relação de usinas de açúcar e álcool em implantação 138 Anexo I Relação de usinas de açúcar e álcool em negociação 145 Anexo II Questionário da pesquisa de campo 152 Anexo III Total de MPEs nos municípios de Costa Rica por setor de atividade 153

8 Apresentação O presente estudo tem por objetivo identificar e analisar os impactos econômicos que podem ser gerados pela realização de investimentos de grupos empresariais do setor sucroalcooleiro nos municípios de Costa Rica. Tais investimentos referem-se à implantação de usinas de açúcar, álcool e energia. Objetiva-se também, a elaboração de um plano de ação que possa promover a inclusão econômica das micro e pequenas empresas na cadeia produtiva da cana-de-açúcar a partir das novas oportunidades de negócios identificadas. Além disso, objetiva-se a elaboração de um painel de indicadores para mensurar e monitorar o impacto dos investimentos sobre a demanda por produtos e serviços das micro e pequenas empresas locais, visando nortear novas oportunidades. Dessa forma, o estudo foi elaborado buscando-se contemplar esses três objetivos, que foram trabalhados da seguinte forma: No estudo de impactos, buscou-se realizar a análise dos impactos locais ocasionados pela industrialização acelerada, a caracterização dos empreendimentos em fase de instalação, a identificação dos setores que serão direta e indiretamente afetados pelos investimentos, a identificação do potencial de geração de empregos e renda na região, a identificação do perfil de mão de obra que será demandado, o levantamento das necessidades de infraestrutura para os municípios, a análise dos impactos na oferta e demanda local de bens e serviços e a identificação das oportunidades de negócios para micro e pequenas empresas dos municípios de Costa Rica ; Na elaboração do plano de ação, buscou-se, a partir da interação com os principais atores e lideranças dos municípios, propor ações que promovessem a inclusão econômica das micro e pequenas empresas locais na cadeia produtiva da cana-deaçúcar; Na elaboração do painel de indicadores, buscou-se criar indicadores que permitissem mensurar os impactos dos investimentos anunciados para a implantação das usinas na demanda dos produtos e serviços das micro e pequenas empresas locais, buscando nortear novas oportunidades de negócios. As discussões sobre o potencial do setor sucroalcooleiro estão presentes nas páginas dos jornais e revistas especializadas, sendo tema de debates entre técnicos do setor, governo e empresários. Os itens abaixo mostram o panorama do setor para o ano de 2006 no Brasil: 1 Faturamento total: US$ 20,5 bilhões; Geração de renda: PIB Brasil: US$ 900 bilhões; Geração de empregos: quatro milhões de empregos diretos e indiretos; Fornecedores: produtores independentes; Área cultivada: seis milhões de hectares (0,7% da área total);. 8

9 Apresentação... Insumos: 50 mil fornecedores de insumos agrícolas; Moagem: 420 milhões de toneladas de cana-de-açúcar; Produção de 30 milhões de toneladas de açúcar; Produção de 17,5 bilhões de litros de álcool: mais de US$ 8,5 bilhões; Exportações:19 milhões de toneladas de açúcar (US$ 7 bilhões); 3,6 bilhões de litros de etanol (US$ 1,5 bilhão); Impostos: US$ 6 bilhões em impostos; Investimentos: US$ 2,5 bilhões/ano; Agentes: 414 usinas de álcool e açúcar e destilarias (em operação + projetos); Demanda potencial mundial por álcool: 63,7 bilhões de litros; Energia: o potencial de co-geração para 2012 é de nove mil MW (hoje é de MW) A razão do grande interesse que o setor desperta reside na generalizada percepção de sucesso das oportunidades relacionadas ao negócio cana e seus derivados (açúcar e álcool), com impactos de ordem econômica e ambiental, tanto para o Brasil como para o mundo. A inquestionável vantagem comparativa brasileira para a produção de cana-de-açúcar a preços competitivos alia-se a um bem-sucedido pacote tecnológico já desenvolvido pelo país para a produção de etanol. Em consonância com a tendência de crescimento do setor no país, destaque deve ser dado à região Centro-Oeste. Especificamente, no que diz respeito a Mato Grosso do Sul. A partir de dados do IBGE, constata-se uma taxa de crescimento de produção e área de cana-de-açúcar superior à média nacional e da região Centro-Oeste, com um acréscimo de área da ordem de 32,38% e de 64% em produção, contra um crescimento de 24,32% e 17,22% para produção e área no Brasil no período de 2000 e A disponibilidade de áreas agricultáveis no estado, as condições favoráveis de clima e solo, a proximidade de centros consumidores e exportadores e a capacidade empreendedora garantem a Mato Grosso do Sul posição de destaque como fronteira agrícola para a produção de álcool e açúcar. Frente às oportunidades expostas, o Conselho de Desenvolvimento Industrial (CDI/MS), órgão vinculado à Secretaria de Produção e Turismo do Estado de Mato Grosso do Sul (SEPROTUR), aponta a perspectiva de mais de 30 novos empreendimentos no setor, além das atuais 14 plantas industriais em operação no Estado. As perspectivas promissoras para a cadeia produtiva da cana-de-açúcar em âmbito nacional, sustentadas pelas expectativas favoráveis da participação de Mato Grosso do Sul na produção e exportação nacional, demandam uma maior compreensão das particularidades deste setor no Estado, suas potencialidades e os desafios impostos ao governo e à iniciativa privada. 9

10 Apresentação... Entender a dinâmica deste setor e as especificidades regionais permite a identificação de políticas públicas e estratégias empresariais eficazes e competitivas para a inserção de Mato Grosso do Sul no contexto da grande tendência mundial: a nova história da energia. 1-Neves, Marcos Fava; Conejero, Marco Antônio. Sistema agro-industrial da cana: cenários e agenda estratégica. In: Economia Aplicada, São Paulo, v. 11, nº 4, p , outubro-dezembro Metodologia de trabalho O objetivo geral do estudo é identificar e analisar os impactos econômicos gerados pela aceleração dos investimentos do setor sucroalcooleiro na região de Costa Rica e Chapadão do Sul e elaboração de um plano de ação para inclusão econômica das micro e pequenas empresas nas oportunidades identificadas. O plano de trabalho dos serviços de consultoria para análise de impactos dos investimentos do setor sucroalcooleiro nos municípios de Costa Rica foi executado visando a realização de um estudo e análise de impactos dos investimentos (itens de 2 a 10 deste estudo) realizados com base na: Caracterização dos empreendimentos em fase de instalação (item 4); Identificação dos setores que serão direta e indiretamente mais afetados pelos investimentos (item 5); Identificação do potencial de geração de empregos e renda na região (item 6); Identificação do perfil de mão-de-obra que será demandado nas instalações destas empresas (item 7); Identificação das necessidades de infraestrutura para o município (item 8); Identificação dos impactos na oferta e demanda local de bens e serviços (item 9); Identificação das oportunidades de negócios para micro e pequenas empresas (item10); A elaboração de um plano de ação objetivando a promoção da inclusão econômica das micro e pequenas empresas na cadeia produtiva da cana-de-açúcar nos municípios (item 11); Elaboração de um painel de indicadores, de cunho estratégico, que possa mensurar e monitorar o impacto dos investimentos sobre a demanda de produtos e serviços das micro e pequenas empresas locais (item 11). 10

11 1.1. Metodologia de trabalho... Para a execução do plano de trabalho, foram realizadas pesquisas de dados primários, dados secundários, pesquisa documental e bibliográfica. Os dados primários foram necessários para se avaliar a percepção dos atores locais sobre o impacto dos investimentos em curso. Além disso, os dados foram importantes para se realizar a caracterização dos empreendimentos e o funcionamento e estruturação da cadeia produtiva, visando a identificação dos elos de inserção das micro e pequenas empresas. Os dados primários foram obtidos por meio de reuniões, consultas, audiências e pesquisas de campo para o levantamento das oportunidades, desafios e estabelecimento do plano de ação e outros subsídios que pudessem balizar a análise de impactos. Foram realizadas reuniões técnicas entre os consultores e investidores para o mapeamento da cadeia de bens e serviços do setor sucroalcooleiro, a oferta por insumos, o contingente de mão de obra e as perspectivas de consumo local, bem como as possibilidades de inclusão das micro e pequenas empresas locais na cadeia produtiva. As atividades presenciais (reuniões, visitas etc.) foram realizadas com ou sem a participação da equipe técnica do SEBRAE/MS. A pesquisa de expectativas empresariais foi obtida por meio de uma pesquisa de campo sobre as perspectivas do impacto da implantação das usinas nos municípios de Costa Rica e Chapadão do Sul. A pesquisa foi realizada no período de 3 a 7/6/08 e foram envolvidos 13 pesquisadores. Outra fonte de dados primários foram as entrevistas semiestruturadas e entrevistas informais realizadas com executivos do Grupo Equipav, que possui usinas nos municípios de Promissão e Brejo Alegre, no Estado de São Paulo, e nos municípios de Costa Rica, no Estado de Mato Grosso do Sul, com executivos das usinas IACO e BRENCO. Foram realizadas várias visitas aos municípios de Costa Rica para coleta de dados e reuniões com empresários, gestores públicos e lideranças locais para apresentação e discussão do presente estudo. Ao longo da realização do estudo, os resultados parciais foram divulgados para se obter feedback do meio empresarial e da comunidade local. A Feira do Empreendedor do SEBRAE, realizada em julho de 2008, o 2º CANASUL, realizado em agosto de 2008, além das palestras realizadas nos municípios, são alguns dos eventos utilizados pelos consultores para apresentar os resultados preliminares do estudo e incorporar sugestões e novas idéias para a análise de impactos, plano de ação e painel de indicadores. 11

12 2. Caracterização da região O objetivo deste item é realizar uma caracterização socioeconômica dos municípios de Costa Rica, por serem diretamente afetados pelos investimentos das usinas de álcool e açúcar, que anunciaram sua instalação na região. Tal caracterização se faz importante para que se possa avaliar futuramente a evolução dos indicadores e números aqui apresentados. 2.1 Costa Rica Costa Rica O município de Costa Rica está localizado na região norte do Estado de Mato Grosso do Sul, pertencente à microrregião de Cassilândia. Instalado em 1980, possui uma área de 5.740,8 km² e uma densidade demográfica de 2,7 hab/km². Está distante a 264,2 km da Capital e a altitude da sua sede é de 641 m. CAMPO GRANDE Perfil socioeconômico do município População No período , a população de Costa Rica teve uma taxa média de crescimento anual de 1,19%, passando de em 1991, para em 2000, representando 0,75% da população do Estado e 0,01% da população do País. A taxa média de crescimento anual entre subiu 1,30%, considerando a contagem da população publicada no D.O.U, em 14/11/2007. Tabela 1 População Residente, por Sexo e Situação de Domicílio População Residente, por Sexo e Situação de Domicílio Anos População Total Homens Mulheres Urbana Rural 1980 (1) (1) (2) (1) (3) (3) (3) (3) (3) (2) (1) Censo Demográfico. (2) Contagem da População. (3) Estimativa. (4) Publicado no D.O.U. dia 14/11/2007. Fonte: SEMAC / MS Em 2000, a população estava equilibradamente distribuída entre os grupos de idade, sendo que 54,69% da população tinham entre anos. A taxa de mortalidade caiu de 29,64 (por mil nascidos vivos) em 1991, para 20,53 (por mil nascidos vivos) em 2000, e a esperança de vida ao nascer cresceu 3,60 anos, passando de 68,27 anos em 1991, para 71,87 anos, em

13 CAMPO GRANDE Costa Rica 2. Caracterização da região Tabela 2 População Residente por Grupo de Idade População Residente por Grupo de Idade 2000 Grupo de Idade População Residente Total a4anos a9anos a19anos a29anos a39anos a49anos a59anos anos ou mais Fonte: SEMAC / MS Cabe ressaltar que, entre os dois Censos, a taxa de fecundidade caiu 0,6 pontos. Tabela 3 Indicadores de Longevidade, Mortalidade e Fecundidade e Indicadores de Longevidade, Mortalidade e Fecundidade e Mortalidade até 01 ano de idade (por 1000 nascidos vivos) 29,64 20,53 Esperança de vida ao nascer (anos) 68,27 71,87 Taxa de Fecundidade Total (filhos por mulher) 2,8 2,2 Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano Dados mais atuais mostram que a taxa de mortalidade geral continua em queda, registrando, em 2005, um coeficiente 0,54 menor do que em Tabela 4 Coeficiente de Mortalidade Coeficiente de Mortalidade Especificação Mortalidade Geral 4,09 4,55 5,52 6,15 3,55 Mortalidade Infantil 17,99 34,62 21,19 13,56 9,87 Mortalidade Neonatal 17,99 23,08 12,71 9,78 9,87 Fonte: SEMAC / MS Educação Em 2000, do total da população residente no município de Costa Rica, com mais de 10 anos de idade, era alfabetizada, alcançando uma taxa superior a 88%. 13

14 CAMPO GRANDE Costa Rica 2. Caracterização da região Tabela 5 Taxa de Alfabetização para pessoas com mais de 10 anos de idade Taxa de Alfabetização para pessoas com mais de 10 anos de idade Total da População População com mais de 10 anos Alfabetizada Taxa de Alfabetização (%) 88,2 Fonte: SEMAC / MS Mais de 90% das crianças e adolescentes de 07 a 14 anos frequentavam a escola e, entre os jovens, esse percentual é superior a 80%. Em 1991, somente 48,8% dos jovens nessa faixa etária estavam na escola. Tabela 6 Nível Educacional da População Jovem e Faixa etária Nível Educacional da População Jovem e 2000 Taxa de %menosde4 %menosde8 %freqüentandoa Analfabetismo anos de estudo anos de estudo escola a 14 20,00 2, ,60 97,80 10 a 14 11,90 0,70 60,10 30, ,50 96,70 15 a 17 13,20 1,40 30,10 6,70 89,30 61,70 48,80 80,70 18 a 24 10,50 3,60 34,20 16,30 77,40 56, Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano A média de anos de estudo da população adulta em 1991 era de 3,7; já em 2000, essa média aumentou para 4,5. Essa redução também é verificada quando se observa a taxa de analfabetismo, que, em 1991, era de 23,2% e, em 2000, caiu para 17,5%. Tabela 7 Nível Educacional da População Adulta e Nível Educacional da População Adulta e Taxa de analfabetismo 23,2 17,5 % com menos de 4 anos de estudo 54,6 45,6 % com menos de 8 anos de estudo 83,4 77 Média de anos de estudo 3,7 4, 5 Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano O município possuía, em 2006, 15 estabelecimentos escolares, da educação infantil ao ensino médio, sendo que 14 encontravam-se na zona urbana e apenas 01 em zona rural. Do total das escolas, 20% eram da rede estadual, 60% da rede municipal e 20% da rede particular de ensino. A partir de julho de 2007, a população passou a contar com uma instituição de ensino superior: a Faculdade de Educação de Costa Rica - FECRA. 14

15 CAMPO GRANDE Costa Rica 2. Caracterização da região Tabela 8 Número de Escolas -Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio Número de Escolas Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio 2006 Dependência Administrativa Número de Escolas Total Urbana Rural Total Federal Estadual Municipal Particular Fonte: SEMAC / MS Existem 319 docentes no município. Desses, 35 são professores da educação infantil, 202 do ensino fundamental e 82 do ensino médio. A maioria do corpo docente está lotada na rede municipal de ensino 137 do total. Tabela 9 Número de Professores por Zona e Dependência Administrativa Dependência Administrativa Número de Professores por Zona e Dependência Administrativa Educação Infantil Ensino Fundamental Ensino Médio Total Urbana Rural Total Urbana Rural Total Urbana Rural Total Federal Estadual Municipal Particular Fonte: SEMAC / MS Renda Dados do Censo 2000 mostram que a renda per capita média do município cresceu 110,85% no período de 1991 a 2000, passando de R$ 164,17 para R$ 346,15. Seguindo a mesma linha, a pobreza diminuiu 48,20% de 1991 para Porém, é verificado também que o nível de desigualdade cresceu: o Índice de Gini passou de 0,54 em 1991 para 0,76 em Tabela 10 Indicadores de Renda, Pobreza e Desigualdade e Indicadores de Renda, Pobreza e Desigualdade e Renda per capita Média (R$ de 2000) 164,2 346,1 Proporção de Pobres (%) 42,9 22,2 Índice de Gini 0,54 0,76 Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano 15

16 CAMPO GRANDE Costa Rica 2. Caracterização da região O Censo 2000 mostra que 54, 83% das pessoas, com 10 anos ou mais, recebiam até 5 salários mínimos (em 2000, o valor do salário mínimo vigente era de R$ 151,00) e que pessoas, ou seja, 37,7%, não possuiam renda. Tabela 11 Pessoas de 10 Anos ou mais, por Classes de Rendimento (s.m.) -Censo Pessoas de 10 Anos ou mais, por Classes de Rendimento (s.m.) Censo 2000 Total Até 1 s.m De1a2s.m De2a3s.m De3a5s.m. 675 De5a10s.m. 575 De10a20s.m. 191 Mais de 20 s.m. 160 Sem rendimentos Fonte: SEMAC / MS Infraestrutura O município apresentou um aumento no acesso aos serviços básicos pela população. Em 1991, 79,8% da população tinham acesso à água encanada e 72,4% à energia elétrica. Em 2000, esse percentual subiu para mais de 90% para os dois serviços. O maior aumento se deu na coleta domiciliar de lixo, que, em 1991, alcançava 78,7 das residências, subindo para 96% em Tabela 12 Acesso a Serviços Básicos e Acesso a Serviços Básicos e Água Encanada 79,8 90,8 Energia Elétrica 72,4 93 Coleta de Lixo ¹ 78,7 96 ¹Somentedomicíliosurbanos Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano Quanto aos estabelecimentos de saúde, Costa Rica possui 43 leitos, distribuídos em 25 unidades de atendimento. 16

17 CAMPO GRANDE Costa Rica 2. Caracterização da região Tabela 13 Estabelecimentos de Saúde Estabelecimentos de Saúde 2007 Centro de Saúde 7 Clínica Especializada 0 Consultório Isolado 12 Hospital Geral 2 Posto de Saúde 0 Unid. Diagnóstico e Terapia 3 Unid. Vigilância em Saúde 1 Número de Leitos 43 Fonte: SEMAC / MS Em 2006, a concessionária de energia elétrica possuía consumidores. Desses, são consumidores residenciais, 64 industriais, 485 comerciais e 799 diversos. Tabela 14 Energia Elétrica Energia Elétrica 2006 Consumo (Mwh)* Consumidores Residencial Residencial Industrial Industrial 64 Comercial Comercial 485 Rural Rural 683 Poder Público 810 Poder Público 81 Iluminação Pública Iluminação Pública 14 Serviço Público 839 Serviço Público 18 Próprio 21 Próprio 3 (*) A diferença do total com a fonte é de arredondamento. Fonte: SEMAC / MS A extensão da rede de saneamento alcançava, em 2006, metros, com ligações reais. A extensão da rede de esgoto alcançava metros. Tabela 15 Saneamento e Esgoto Saneamento e Esgoto 2006 Saneamento Volume Produzido (m3) Volume Consumido (m3) Volume Faturado (m 3 ) Ligações Reais Economias Reais Extensão da Rede (m) Esgoto Número de Economias Extensão da Rede (m) Fonte: SEMAC / MS 17

18 CAMPO GRANDE Costa Rica 2. Caracterização da região O município possui pontos telefônicos, entre terminais instalados e de serviços. Tabela 16 Telefonia Telefonia 2006 Terminais Instalados Terminais de Serviços Fonte: SEMAC / MS Em 2007, foram contabilizadas 4 agências bancárias. Tabela 17 Agências Bancárias Agências Bancárias 2007 Comerciais (HSBC, Bradesco e Sicredi) 3 Banco do Brasil 1 Fonte: SEMAC / MS De acordo com dados da SEMAC/MS, a frota de veículos de Costa Rica em 2007, era de mais de quatro mil veículos. Tabela 18 Frota de Veículos Frota de Veículos Automóvel 1712 Caminhonete 800 Motociclo 1209 Caminhão 359 Ônibus 34 Fonte: SEMAC / MS Aspectos Econômicos A quantidade de indústrias por ramo de atividade não teve grandes alterações no período de 2002 a Dados da SEMAC/MS mostram que em 2002, o total de indústrias no município de Costa Rica era de 36 e, em 2006, esse número foi para 32 indústrias. 18

19 CAMPO GRANDE Costa Rica 2. Caracterização da região O município possui pontos telefônicos, entre terminais instalados e de serviços. Tabela 19 Indústria por ramo de atividade Indústria por ramo de atividade Atividade Total Minerais não Metálicos Metalúrgica Mecânica Mat. Elétr. e de Comunicação Transportes Madeira Mobiliário Papel e Papelão Couros, Peles e Prod. Similar Indústria Química Prod. Farmac. e Veterinários Perfumaria, Sabões e Velas Prod. Matérias Plásticas Têxtil Vest., Calç., Artef. Tecidos Produtos Alimentícios Bebidas, Álc. Etílico e Vinagre Editoria e Gráfica Diversos Fonte: SEMAC / MS No município, predominam os estabelecimentos comerciais varejistas. Em 2006, eram 243 estabelecimentos desse tipo, contra, apenas, 21 atacadistas. Assim, como no setor industrial, o comércio local também não apresentou significativas mudanças no mesmo período. Tabela 20 Estabelecimentos Comerciais Estabelecimentos Comerciais Especificações Total Atacadista Varejista Fonte: SEMAC / MS A receita municipal apresentou sucessivos crescimentos no período de 2001 a 2005, acumulando um aumento de 244% no mesmo período. Em 2001, a receita municipal era de R$ , 49 e, em 2005, a receita municipal foi de R$ ,98. 19

20 CAMPO GRANDE Costa Rica 2. Caracterização da região Tabela 21 Receitas Municipais * 21 Receitas Municipais * Receitas Total , , , , ,98 I.P.T.U , , , , ,55 I.T.B.I , , , , ,77 I.S.S , , , , ,41 Receita Dívida Tributária , , , , ,12 Receita Patrimonial , , , , ,20 Taxas Diversas , , , , ,79 Outras Receitas , , , , ,14 *R$ 1,00 Fonte: SEMAC / MS Índice de Desenvolvimento Humano IDH Tabela 22 Índice de Desenvolvimento Humano Índice de Desenvolvimento Humano Municipal 0,689 0,798 Educação 0,721 0,863 Longevidade 0,721 0,781 Renda 0,624 0,749 Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano No período , o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de Costa Rica cresceu 15,82%, passando de 0,689, em 1991, para 0,798, em Segundo a classificação do PNUD, o município está entre as regiões consideradas de médio desenvolvimento humano (IDH entre 0,5 e 0,8). A dimensão que mais contribuiu para esse crescimento foi a educação, com 43,4%, seguida pela renda, com 38,2% e pela longevidade, com 18,3%. 2.2 Chapadão do Sul Chapadão do Sul Perfil socioeconômico do município População CAMPO GRANDE No período , a população d teve uma taxa média de crescimento anual de 1,74%, passando de 5.833, em 1991, para , em 2000, representando 0,56% da população do Estado, e 0,01% da população do país. A contagem populacional feita pelo último Censo, e publicado no D.O.U. de 14/11/2007, mostra que o município já possui habitantes. 20

21 CAMPO GRANDE Chapadão do Sul 2. Caracterização da região Tabela 23 População Residente, por Sexo e Situação de Domicílio População Residente, por Sexo e Situação de Domicílio Anos População Total Homens Mulheres Urbana Rural 1980 (1) (1) (2) (1) (3) (3) (3) (3) (3) (2) (1) Censo Demográfico. (2) Contagem da População. (3) Estimativa. Publicado no D.O.U. dia 14/11/2007. Fonte: SEMAC / MS Em 2000, 80,66% da população tinham entre anos. A taxa de mortalidade caiu de 33,1 (por mil nascidos vivos) em 1991, para 18,0 (por mil nascidos vivos) em 2000, e a esperança de vida ao nascer cresceu 5,8 anos, passando de 67,1 anos em 1991, para 72,9 anos, em Tabela 24 População Residente por Grupos de Idade População Residente por Grupos de Idade 2000 Grupo de Idade População Residente Total a4anos a9anos a 19 anos a 29 anos a 39 anos a 49 anos a 59 anos anos ou mais 334 Fonte: SEMAC / MS Cabe ressaltar que, entre os dois Censos, a taxa de fecundidade caiu 0,5 pontos. Tabela 25 Indicadores de Longevidade, Mortalidade e Fecundidade e Indicadores de Longevidade, Mortalidade e Fecundidade e Mortalidade até 1 ano de idade (por 1000 nascidos vivos) 33,1 18,0 Esperança de vida ao nascer (anos) 67,1 72,9 Taxa de Fecundidade Total (filhos por mulher) 2,7 2,1 Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano 21

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