Relações contratuais na cadeia produtiva do couro bovino

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1 Relações contratuais na cadeia produtiva do couro bovino Fabrício Simplício Maia (UFMS) Francisco Bayardo Mayorquim Horta Barbosa (UFMS) Leonardo Francisco Figueiredo Neto (UFMS) Resumo O artigo tem como objetivo analisar as relações contratuais existentes entre os elos produtor rural e indústria frigorífica, na cadeia produtiva do couro bovino de Mato Grosso do Sul. Os fatores condicionantes que compõe esta relação contratual existente foram examinados sob a ótica da Economia de Custo de Transação. Para tanto, utilizou-se um estudo de caso em dois frigoríficos situados no estado. A estrutura de coordenação adotada baseia-se, exclusivamente, na variável preço, ignorando as características do animal e as características do couro cru. Não são adotadas relações contratuais formais, apesar da existência de ativos específicos por parte dos produtores rurais de uma moderada freqüência das transações. Para que isso ocorra é necessário que o produtor rural tenha garantia de remuneração adequada ao ativo específico por ele realizado. Isso exige a adoção de ações que visem uma estrutura de governança de quase integração, baseada em contratos e em relações sociais. Palavras-chave: Economia dos Custos de Transação, cadeia produtiva do couro, produtor rural e frigoríficos. 1. Introdução As grandes mudanças ocorridas nas últimas décadas provocaram alterações relevantes nas formas das relações contratuais. Diante disso, torna-se imprescindível um nível de organização, representatividade e poder de negociação por parte dos agentes que integram uma cadeia produtiva (MAZZALI, 2000; CARDOSO, 2001). As características presentes nas novas relações contratuais começam a ser observadas nas transações de diversos produtos agropecuários. Alguns estudos buscam entender essas relações de mercado, identificando seus agentes, quem são os formadores e tomadores de preços, suas tendências e o cenário regional por meio da estrutura de governança (SOUKI; CARVALHO, 2001; MICHELS; BARBOSA; SPROESSER, 2003). Apesar da tentativa de coordenação da cadeia do couro e o fato de esta ser regida pelo mercado spot, onde a identidade dos autores tem pouca importância, há grandes incertezas e discrepâncias em seus elos, prejudicando a sua competitividade (FARINA; ZYLBERSZTAJN, 1996). Em se tratando dos agentes, produtores rurais e indústrias frigoríficas, este fato fica evidente na falta de contratos para gerir a relação entre eles (VINHOLIS, 1999). Aqui, depara-se com dois problemas: a) a necessidade de discriminação do valor do couro independentemente do preço da carne; e b) a definição de uma remuneração que contemple a qualidade do couro. As incertezas e discrepâncias se traduzem em problemas ocorridos desde a etapa de criação dos animais, o que caracteriza em falta de cuidados com a sanidade animal. Até produtores rurais ofertam animais com características diferentes entre si, marcas de identificação em locais incorretos, ferimentos produzidos por cercas, falta de precocidade no abate, dentre outros danos (MEDEIROS, 2002). ENEGEP 2004 ABEPRO 762

2 O pagamento, por qualidade, se torna necessário pela falta de coordenação da cadeia e, também, por não haver distinção para produtores que entregam seus animais com e/ou sem qualidade do couro. Este fato leva a um certo tipo de acomodação por parte dos produtores, que não produzem uma matéria-prima com qualidade. Além disso, há um descontentamento por parte dos outros produtores, que recebem o mesmo valor por seu produto e, muitas vezes, têm seus custos de produção mais elevados. Em contrapartida, a demanda crescente pelo uso do couro (bovino) não tem sido acompanhada, na mesma proporção, por matéria-prima de qualidade. Cabe esclarecer as boas condições de criação do rebanho nacional e suas características. A criação extensiva (ao ar livre), característica na criação dos bovinos no Brasil, proporciona um couro com microestrutura compacta, firme e fibrosa. O mesmo não ocorre, por exemplo, na Europa, devido a pouca extensão de terras disponíveis para tal fim (BELAVSKY, 1985). O Brasil está entre os maiores produtores de couro no mundo, o que demonstra a importância do setor na economia. A produção nacional é exportada para diversos países, com as mais diferentes finalidades. São incluídos nessa pauta os couros para revestimento de móveis e estofados, cuja qualidade é um quesito obrigatório. As peças (couros) utilizadas neste tipo de industrialização apresentam um maior valor agregado e, para o Brasil, um mercado recente - menos de 10 anos (MICHELS; SPROESSER; MENDONÇA, 2001). 2. Objetivos O presente artigo teve por objetivo analisar, sob a óptica da teoria da Economia dos Custos de Transação, a estrutura de coordenação existente entre os elos produtores rurais e indústrias frigoríficas, da cadeia produtiva do couro. Foram ressaltados três aspectos importantes: a freqüência das relações, a especificidade dos ativos e as incertezas existentes entre tais relações. 3. Referencial Teórico 3.1 Cadeias produtivas O Conceito de Cadeias Agroindustriais remete-se a um conjunto de contratos que regem as transações entre os agentes envolvidos na produção de um bem final, desde a produção de insumos (sementes, maquinas agrícolas, etc.) até a chegada do produto final (queijo, biscoito, massas, etc.) ao consumidor, que se encontra inserida em uma cadeia produtiva (BATALHA, 2001). Desde a publicação do trabalho de Davis; Goldberg (1957) e Goldberg (1968), conceituando o agribusiness como sendo: a soma das operações de produção e distribuição de suprimentos agrícolas, das operações nas unidades agrícolas, de armazenamento, processamento e distribuição dos produtos agrícolas e itens produzidos a partir deles, as relações existentes entre as indústrias produtivas de insumos, os produtores rurais, a indústria de alimentos e os sistemas de distribuição não podem mais ser ignorados (ZYLBERSZTAJN; NEVES, 2000: 2) Cadeia produtiva do couro bovino no Mato Grosso do Sul Mesmo sendo um dos maiores produtores de carne bovina do país, Mato Grosso do Sul enfrenta dificuldades no setor de couros. Cerca de 1/3 (um terço) das peles brutas produzidas no Estado (cerca de peles) são enviadas para processamento em outras regiões. Como não há curtumes de semi-acabamento (crust) e acabamento, o processo industrial segue até o curtimento (wet-blue), proporcionando pouca agregação de valor. Esse couro supre as fábricas das surradeiras, de sebo industrial, de retalhos de couros crus e de pelagem, isto é, o mercado interno e o externo. ENEGEP 2004 ABEPRO 763

3 A integração da cadeia produtiva do couro bovino também é uma realidade na região. O Estado possui 9 empresas de curtumes instaladas, sendo que 5 delas pertencem a grupos frigoríficos, cujas plantas em funcionamento têm uma idade média inferior a 10 anos Em número de frigoríficos, o Estado contava com 33 empresas em abril de 2000, com capacidade instalada para abater 4,5 milhões de cabeças ao ano. Embora o número de empresas tenha variado um pouco, é significativa a consolidação destas na região, oriundas de estados como São Paulo e Paraná (MICHELS; SPROESSER; MENDONÇA, 2001). 3.2 Teoria da Economia dos Custos de Transação A Economia de Custos de Transação (ECT) teve sua origem no campo do direito, economia e administração, em meados dos anos 30. Segundo Arrow (1969: 48) os custos de transação são os custos da administração do sistema econômico. Para o autor os custos devem distinguirse dos custos de produção, que é a categoria de custos abordados nas análises neoclássicas. Esta teoria abrange um enfoque microanalítico para o estudo da organização econômica, centrando sua atenção nas transações que ocorrem dentro da organização. A ECT é amplamente aplicada para análises de relações envolvendo investimentos em ativos específicos. O objetivo é o de estudar os custos de transação como indutor de modos alternativos de organização da produção (governança), dentro de um arcabouço analítico institucional. A transação operação onde são negociados direitos de propriedade passa a ter papel fundamental como unidade de análise (ZYLBERSZTAJN; NEVES, 2000). Neves (1999) ressalta a importância de se levar em conta que, a ECT trabalha com quatro pilares: a especificidade dos ativos, a racionalidade limitada, a informação assimétrica e o oportunismo. Este constante monitoramento é causado pela incompletude e pela racionalidade limitada dos agentes. As razões que conduzem a incompletude dos contratos podem ser de diversas naturezas, a mais comum está ligada ao fato de que as condições do ambiente não podem ser antecipadas ex-ante (ZYLBERSZTAJN, 1995:53). Estes casos não previstos ex-ante, podem aumentar os custos ex-post. Ressalta-se que, mesmo sabendo que as relações de trocas se caracterizam por informações incompletas ou assimétricas afetando os agentes envolvidos, não se constitui parte do objetivo de estudo. O fator da assimetria de informações não será analisado no escopo da referida pesquisa. 3.3 Características dos Agentes Racionalidade Limitada A racionalidade limitada é definida por Williamson (1989), como sendo um dos três níveis de racionalidade existente. Como os agentes da cadeia não possuem conhecimento suficiente para prever todas as contingências que possuem as transações entre os elos de uma cadeia, os contratos se tornam incompletos. Por outro lado, dado que, mesmo que limitadamente, os indivíduos são racionais, eles são cientes da necessidade de adaptações e negociações contratuais ex-post. Como conseqüência, os indivíduos agem com o objetivo de contornar as lacunas características de todos os contratos (AZEVEDO, 1996; AZEVEDO, 1997). A existência de lacunas contratuais inevitáveis leva, necessariamente, à criação de instituições que permitem a continuidade destas relações em um ambiente reconhecidamente oportunista. O conceito em que a ECT trabalha inclui salvaguardas contratuais para lidar com tal problema, o que leva à concepção de que não existem contratos completos (ZYBERSZTAJN, 1995). ENEGEP 2004 ABEPRO 764

4 Para Neves (1999), a incompletude dos contratos ocorre por cinco fatores: a) os termos presentes nos contratos são ambíguos, devido ao desenho falho do contrato; b) alguns possíveis aspectos relevantes não são considerados, gerando lacunas; c) elevados custos para elaboração de contratos mais complexos; d) informação assimétrica ex-ante; e e) informação assimétrica ex-post Comportamento Oportunístico Williamson (1989) distingue três níveis de comportamento oportunístico: a) o oportunismo ou o auto-interesse forte; b) auto-interesse simples ou sem oportunismo e c) obediência ou ausência de auto-interesse. O comportamento oportunístico é tratado, por diversos autores, como sendo intrínseco ao comportamento humano. Este pressuposto liga-se à racionalidade limitada dos contratos onde umas das partes pode-se aproveitar de uma renegociação agindo aeticamente e, por conseqüência, impondo perdas à sua contraparte em uma transação (AZEVEDO, 1996). A importância do pressuposto comportamental do oportunismo está na possibilidade de surgimento de problemas de adaptação decorrentes da incompletude dos contratos (AZEVEDO, 1997) Para Zylbersztajn (1995), o comportamento oportunístico resulta da ação dos indivíduos em buscar o seu auto-interesse. Por tais motivos, racionalidade limitada e comportamento oportunístico, as transações têm características distintas umas das outras. Este é o principal motivo para explicar a existência de diferentes formas de contínuo para reger cada transação individualmente como é o caso do mercado spot, contratos específicos, aliança baseada em relações, aliança baseada na equidade e integração vertical (PETERSON; WYSOCKI; HARSH, 2001) Características das Transações Freqüência das Transações Característica associada ao número de vezes que os agentes realizam determinadas transações (ZYLBERSZTAJN, 1995), as transações apresentam diferentes níveis de freqüências. Algumas se resolvem em um único ponto no tempo, enquanto outras são recorrentes. Para Azevedo (1996), quanto maior a freqüência de uma transação, ceteris paribus, maior o valor presente dos ganhos e, portanto, maior o custo associado à atitude oportunista. Em síntese, quanto maior for a freqüência das transações entre os agentes, menor será a oportunidade de comportamento oportunístico. O que poderia implicar na interrupção de transações e, conseqüentemente, perda dos ganhos futuros derivados de trocas (WILLIAMSON, 1989). Caso se atribua um valor ao comportamento não-oportunístico dos agentes, a repetitividade nas transações permite a criação de reputação entre os elos, levando-se em conta uma redução de modificações ex-post nos contratos, o que, conseqüentemente, diminui os custos de preparação e monitoramento (ZYLBERSZTAJN; NEVES, 2000) Especificidade dos Ativos Para Azevedo (1996), os ativos específicos são aqueles que não são reempregáreis a não ser com perda de valor. Os ativos podem apresentar diferentes categorias de especificidades que podem ser distinguidas por Williamson (1989), como sendo: a) especificidade locacional; b) especificidade de ativos físicos; c) especificidade de ativos humanos; d) ativos dedicados; e) especificidade de marca; e f) especificidade temporal. ENEGEP 2004 ABEPRO 765

5 O nível de especificidade dos ativos está ligado ao custo do uso alternativo destes ativos. Quando a especificidade dos ativos é baixa, as transações entre os agentes podem decorrer, preferencialmente, pela via de mercado. Conforme o nível de especificidade aumenta, custos são adicionados ao processo de negociação passando a ser necessária a inclusão de arbitragem para a continuidade do contrato (FARINA; ZYLBERSZTAJN, 1996). Em um sistema produtivo, todos os agentes envolvidos, sejam do eixo central do sistema, que desempenham atividades de negociação, sejam os de empresas facilitadoras e prestadoras de serviços, possuem ativos envolvidos no processo de efetivação de transação e que possuem especificidades diferente (WILLIAMSON, 1989). 3.7 Incertezas Desde que os sistemas de agribusiness foram considerados por Goldberg como sistemas sujeitos a distúrbios, tornou-se de fundamental importância levar em conta a variável incerteza (ZYLBERSZTAJN, 1995). Este mesmo autor refere que, para baixos níveis de especificidade dos ativos, as trocas de mercado não são afetadas pelo grau de incerteza, uma vez que as condições de troca podem ser negociadas. A incerteza, segundo Zylbersztajn; Neves (2000), pode levar ao rompimento contratual não oportunístico e está associada ao surgimento de custos transacionais irremediáveis, motivados por causa das características comportamentais consideradas pela teoria, que é a racionalidade limitada. Azevedo (1996) dá, à incerteza, três tipos diferentes de conceito: a) o primeiro deles, mais adequadamente denominado por risco; b) o segundo, refere-se ao caso em que os distúrbios se tornam intrinsecamente mais importantes; e c) um terceiro enfatiza o aspecto informacional da incerteza. O alto grau de incerteza traz maiores custos, principalmente nas transações, por ter, como principal papel, a ampliação das lacunas que um contrato não pode cobrir, fato este causado por um aumento no espaço para negociações (WILLIAMSON, 1989). 4. Procedimentos Metodológicos O presente trabalho fez uso de pesquisa descritiva que, segundo Silva; Batalha (1997), procura descrever algum tema de interesse científico. Dentre os estudos descritivos, encontramos o método de estudo de caso (tenta descobrir relações entre diferentes situações). Os objetivos do Estudo de Caso são apresentados em três itens: a) conduzir uma pesquisa aplicada para a resolução de um problema; b) desenvolver uma nova teoria; e c) testar uma teoria existente (STERNS; SCHWEIKHARDT; PETERSON, 1998). O terceiro item testar uma teoria existente objetiva testar ou esclarecer a existência de uma teoria, onde o pesquisado pode selecionar um conjunto de estudos de caso para desafiar a priori, deduções ou afirmações teóricas. Os dados coletados caracterizam-se como dados primários, coletados pelo próprio investigador, conforme os objetivos da pesquisa. A amostra, realizada por conveniência, abrangeu um grupo formado por 12 pecuaristas e 2 frigoríficos; no período de fevereiro a abril de 2002 (MICHELS; BARBOSA; SPROESSER, 2003). 5. Resultados A cadeia produtiva do couro, no Mato Grosso do Sul, desempenha importante papel no cenário econômico regional. Com o maior rebanho bovino do país, a classe pecuarista se depara com um problema estrutural: a inexistência de cooperação entre os produtores rurais. ENEGEP 2004 ABEPRO 766

6 Dados da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (IAGRO-MS) apresentam o número de produtores rurais cadastrados, dos quais somente 329 são empresas rurais registradas na Junta Comercial do Estado (MICHELS; SPROESSER; MENDONÇA, 2001). O elevado número de pecuaristas somado à localização das fazendas (e/ou empresas rurais) por todo o estado constitui-se em barreiras à organização deste elo. Essas observações foram obtidas durante as entrevistas, onde o produtor rural cita a própria categoria como a causa dessa situação. Outra variável importante foi verificada nas entrevistas: a questão cultural. Os pecuaristas há mais tempo na atividade rural apresentam mais resistência às mudanças e ao uso de novas tecnologias. Para os que estão na atividade há menos tempo, as mudanças não significam barreiras e são assimiladas com facilidade. Neste segundo grupo há profissional com menos idade e, na maioria das vezes, formação superior completa. Com esse perfil tem-se um produtor rural mais flexível à globalização dos negócios. No segmento industrial existem importantes frigoríficos instalados no estado, com mais de 30 plantas em operação. Destes, cerca de 5 frigoríficos já estavam credenciados para exportação, com Serviço de Inspeção Federal-SIF, além de empregarem diretamente mais cerca de funcionários. Estas empresas têm demonstrado bom desempenho, principalmente pelos expressivos índices de exportação de carne bovina nos últimos anos (MICHELS; SPROESSER; MENDONÇA, 2001). Os frigoríficos, apesar da alta versatilidade para adequações rápidas e dinâmicas, podem obter benefícios nas transações regidas por contratos. Esta flexibilidade e as parcerias podem ser observadas dentro do setor (MICHELS; SPROESSER; MENDONÇA, 2001). Entretanto, a cadeia não apresenta coordenação. Ela é regida via mercado spot, onde as ações oportunísticas são mais freqüentes, sendo observado uma grande necessidade de formulação de contratos, o que levaria a cadeia a uma movimentação do contínuo para a integração vertical (PETERSON; WYSOCKI; HARSH, 2001). As transações comerciais entre os pecuaristas e os frigoríficos se repetem ainda que em diferentes níveis de freqüência. Estes diferentes níveis se caracterizam, muitas vezes, como a não entrega dos animais pelos produtores rurais ou a desistência de compra pelos frigoríficos. Esta situação se configura como um comportamento oportunístico e elevam os custos de transação de ambos os agentes. No que tange à especificidade de ativos na referida cadeia, observa-se que é quase irrelevante a sua influência nas transações. Esta irrelevância se justifica pela falta de compromisso do produtor como principal responsável pela qualidade da matéria-prima, cujas deficiências nas instalações rurais são inúmeras (cercas, embarcadouros, adequação de manejo, etc.). A falta de incentivos deixa evidente a necessidade de se pagar um valor prêmio aos produtores, criando mecanismos que melhorassem a qualidade do produto. Atualmente, 60% dos problemas com o couro ocorrem dentro da fazenda ( dentro da porteira ), o restante é dividido entre frigoríficos e curtumes (MICHELS; BARBOSA; SPROESSER, 2003). Desta forma, a há uma redução dos rendimentos ao longo da cadeia, desde o produtor rural até o governo. O produtor não é melhor remunerado, pois o produto apresenta defeitos; os frigoríficos comercializam o couro sem realizar uma classificação da matéria-prima; os curtumes não conseguem adicionar valor ao referido produto; e o governo que arrecada menos em conseqüência da exportação de produtos com menor valor agregado (MEDEIROS, 2002). É importante ressaltar a agregação de valor do couro cru até a sua transformação. Sem valor elevado, o couro cru pode ser comercializado a US$31,00; o couro wet-blue (1º estágio de ENEGEP 2004 ABEPRO 767

7 curtimento) a US$42,00; o couro semi-acabado US$76,00; o couro acabado US$98,00. Perfazendo uma produção de 25 calçados, o valor agregado pode atingir a cifra de US$350,00, além da geração de empregos (BRASPELCO..., 2002). Em um estudo anterior sobre a cadeia da carne bovina, foram apresentadas algumas medidas importantes para a minimização desses problemas na cadeia do couro. Dentre elas, figuram ações para a qualificação dos recursos humanos, por meio de algumas ações como: a) desenvolvimento de empresas rurais (melhor utilização das técnicas modernas); b) capacitação técnica do meio rural; c) desenvolvimento de gestores do setor frigorífico; d) capacitação técnica da mão-de-obra frigorífica; e) capacitação de técnicos governamentais para acompanhamento e intervenção na cadeia (MICHELS; SPROESSER; MENDONÇA, 2001). Outra solução a ser dada reside na necessidade de se desenvolver um programa que envolva todos os elos da cadeia na busca da melhoria da matéria-prima e padronização do produto final. Segundo dados divulgados, 9% do valor do boi refere-se ao couro. No Brasil, esse preço varia de US$25,00 a US$30,00; nos E.U.A., podendo atingir US$60,00. A diferença nos preços tem como causa a melhor qualidade das peles produzidas nos Estados Unidos (MICHELS; SPROESSER; MENDONÇA, 2001). Um incentivo para um pagamento por pagamento diferenciado feito aos pecuaristas, baseado na entrega de um produto com qualidade, reduziria ou eliminaria o grau de incerteza nas transações. Entretanto, a existência de contratos gerenciando a cadeia, não se eliminaria a possibilidade de comportamento oportunístico. Segundo Poppo; Zenger (2002: 721):...customized contracts do not guarantee the intent of mutuality, bilateralism, and continuance when conflict arises. 6. Considerações finais O presente trabalho demonstrou a importância de evoluir o mercado spot para o mercado coordenado via contratos. Essa mudança poderia minimizar, dentre outros fatores, o comportamento oportunístico e a racionalidade limitada. Quanto ao pagamento de incentivos por qualidade as vantagens obtidas, caso estas fossem implementadas poderia levar a: a) ganhos ou prêmios pagos pelos frigoríficos de acordo com a melhoria na classificação do couro, e b) aumento no grau de satisfação do produtor. Na realidade, existem dois grupos de produtores. O primeiro grupo investe em tecnologia, recursos humanos, manejo e outros cuidados que resultem em couro com melhor qualidade. No segundo grupo, há uma sub-divisão da classe: os que não investem por características culturais e/ou financeiras; e os que não priorizam a qualidade do couro, por falta de incentivos financeiros. Estes últimos crêem na perspectiva de mudanças futuras, com incentivos que os fariam primar pela qualidade do couro de seu rebanho. Em relação às características das transações, observa-se uma baixa especificidade dos ativos relacionada a uma alta incerteza nas transações da cadeia, o que estimula uma estrutura de governança das transações via mercado. 6. Bibliografia ARROW, K. (1969) The organization of economic activity: issues pertinent to the choice of market versus nonmarkets allocation. In: The analysis and the evolution of public expenditure. Comité Económico Conjunto de los Estados Unidos. 91º Congreso. Washington. AZEVEDO, P. F. de. (1996) Integração vertical e barganha. Tese (Doutorado em Economia) Departamento de Economia da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade. Universidade de São Paulo. São Paulo. ENEGEP 2004 ABEPRO 768

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