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2 produtividade Produtividade, Custos e Lucro. Como a produtividade é uma medida de capacidade da organização de converter os fatores de produção (Mão-de-Obra, Máquinas e Equipamentos, Insumos Agrícolas, Terra, Tecnologia e Capital) em produtos acabados e serviços, tem uma correlação muito forte com lucratividade. Esta abordagem mede a variação da produtividade total dos recursos e os efeitos dessas alterações sobre a mudança correspondente na rentabilidade do negócio. Vamos demonstrar isso através de uma apresentação técnica entre gestão da produtividade, custo padrão e lucratividade. Com esta técnica a empresa:» Monitora: o desempenho produtivo histórico e medir o quanto em R$ ou ROI (retorno operacional do Investimento) o lucro é impactado pela variação da produtividade.» Avalia: o plano de lucros das empresas (orçamenganhos de produtividade e Resultado Operacional no Agronegócio A gestão dos Indicadores de produtividade e os Impactos na lucratividade no agronegócio, o aumento de produtividade resulta, significativamente, no aumento de lucro da empresa. assim, o investimento em desenvolvimento contínuo e gestão garante a estabilidade econômica e financeira. analisando em conjunto as variáveis que resultam em lucro, haverá uma gestão eficiente e eficaz. a produtividade operacional mede a capacidade de produção de uma organização em avaliar o investimento de capital, equipamentos, matéria-prima e mão-de-obra de produtos e serviços devido ao desempenho operacional. Isso, naturalmente, não é um desafio de um novo conceito, é transformar o conceito de gestão através de indicadores operacionais. Peter Ducker definiu a gestão através de medição da produtividade: sem metas de produtividade uma empresa não tem direção, e sem a medição da produtividade uma empresa não tem controle. Completando Peter Drucker, empresa sem controle é uma empresa sem gestão. O objetivo da produtividade para alocação de recursos facilita os controles e afirmamos que uma eficiente medida de produtividade fará a conexão das variações de produtividade dos recursos e, consequentemente, a lucratividade. O modelo utilizado neste artigo é chamado de PCL 40

3 Carlos Araujo Economista com experiência em gestão em empresas nacionais e multinacionais nas áreas: Gestão Empresarial, Finanças e Controladoria. MBA Finanças IBMEC São Paulo, pós graduado em Economia de Empresas e cursos de especialização na New York University e Harvard Business School. Atua no agronegócio na gestão de custos, planejamento e custo padrão. Consultor de Planejamento e Custos da Próxima e CFO da Mackensie Agribusiness. tos) para determinar se as mudanças de produtividade implícitas são excessivamente audaciosas ou subdimensionadas ou realistas.»» Controla: aumentar a produtividade ou aumentá-la ou reduzi-la pode significar sua posição em relação à produtividade global em relação aos seus concorrentes. Fatores que impactam o lucro A produtividade procura associar a variação do resultado operacional devido às alterações das variáveis que impactam o resultado do negócio. Assim, queremos apresentar uma avaliação dinâmica do lucro gerado através da capacidade operacional da empresa, centrando-se sobre as suas variações no lucro através do aumento da produtividade, ao invés da análise estática dos diversos níveis de lucratividade. Esta análise pode proporcionar uma efetiva gestão do resultado e não somente as descrições dos níveis de ganhos e perdas. Com as informações gerenciais na mesma base utilizada para calcular as receitas e custos podemos obter mais detalhes sobre direcionadores de lucros. As alterações nos preços, quantidades e custos provocam mudanças diretas no resultado empresarial. As fórmulas que descrevem essas relações são as seguintes Variação do Lucro = Variação na Produtividade + Variação no Preço Produtividade = Quantidade de Produto Quantidade de Insumos Recuperação de Preços = Preços dos Produtos Custos dos Insumos A análise decompõe essas variáveis visando orientar a estratégia global da empresa. Infelizmente, alguns indicadores de desempenho de negócios tradicionais e isoladamente dão sinais contraditórios sobre a situação da empresa. Nos quadros a seguir, são apresentados cenários de variações de produtividade, preço e custo e suas relações com o lucro da empresa. Variação dos fatores de produção, produtividade e lucro Análise Gráfica O diagrama de nove Box descreve o reforço da análise de lucro através de uma função de mudanças na produtividade e mudanças dos preços. Veja quadro 1. hipótese 1 variação na produtividade positiva (85 t/ha para 9 t/ha) Vendas , , Custos , , Lucro , ,00 Produtividade hipótese variação na produtividade negativa (85 t/ha para 78 t/ha) Vendas , , Custos , , Lucro , ,00 Produtividade

4 hipótese 3 variação de preço positiva (45 t/ha para 48 t/ha) Vendas , , Custos , , Lucro , ,00 Produtividade Preço hipótese 4 variação de preço negativa (45 t/ha para 41 t/ha) Vendas , , Custos 89.50, , Lucro 5.500, ,00 Preço hipótese 5 variação de custo positiva (38/t para 33/ t) Vendas , , Custos , , Lucro , ,00 Custos hipótese 6 variação de custo negativa (R$38/t para 43 t/ha) Vendas , , Custos , , Lucro , ,00 Custos Variáveis que impactam o resultado empresarial Para interpretar facilmente uma análise de produtividade de uma empresa, os resultados devem ser apresentados de forma visual. É recomendada uma apresentação em quatro grades, com uma grade para cada um dos seguintes itens: lucro, produtividade, quantidade, preço e capacidade de produção, como ilustrado no quadro. quadro 1. Diagrama de Variação do Lucro quantidade de cana produtividade receita lucro preço da cana preço da cana Quadros operacionais de resultado Cada grade mostra como a empresa está realizando seu lucro e em que medida. Estas redes, quando vistas quantidade de recursos custo total custo dos fatores 4

5 quadro. GRADE DO LUCRO Variação da Produtividade PRODUTIVIDADE Variação GRADE da PRODUTIVIDADE Capacidade de Utilização CAPACIDADE DE USO 6 5 Nota: o quadrante verde é a melhor das alternativas para operar no lucro, e o vermelho é o indicador no qual a usina analisada estava operando. 4 EFICIÊNCIA 3 Variação GRADE DE QUANTIDADE Variação % de Qt. Produzida PRODUÇÃO A B 4 INSUMOS GRADE DE S Variação % de A B F F CUSTOS C C E E 3 D D EFICIÊNCIA Variação % QT. INSUMOS Variação % CUSTOS em conjunto, mostram a lucratividade da organização e os seus direcionadores de lucro. Esta informação pode ser usada para monitorar o desempenho e os lucros, avaliar os planos de lucro das empresas e medir a posição de uma organização em relação aos seus concorrentes. Por exemplo, a grade de lucro na ilustração anterior apresenta um aumento no lucro resultante por um aumento da produtividade, mas esta foi reduzida por uma variação de preços. Em outra grade é apresentada o aumento da produtividade que foi impulsionado pelo aumento na utilização da capacidade instalada, mas esta foi reduzida por uma diminuição na eficiência. A grade quantidade indica que a empresa aumentou a produção, reduzindo o uso de recursos. Por último, a grade de preços indica uma recuperação de preços. Considerações Finais Vimos que uma empresa ou unidade de negócios pode analisar a mudança no lucro em termos de uma variação na produtividade e preços Se uma empresa ou unidade de negócios pode atingir uma melhoria de produtividade com o crescimento da quantidade produzida em um ritmo mais rápido do que o crescimento da quantidade de recursos; se todos os fatores de produção são mantidos constantes, a melhoria da produtividade se traduz diretamente no crescimento do lucro. Quando o aumento de preço do produto cresce a um ritmo mais rápido que o custo do produto, também haverá crescimento do lucro no curto prazo. Se ocorrer uma queda nos preços dos produtos e todos os fatores de produção se mantiverem constantes, haverá uma queda na lucratividade no curto prazo. Em vez da análise de lucro tradicional, representado pela última linha do Balanço Patrimonial, podemos encontrar empresas com lucros relevantes, porém com uma baixa produtividade. Este relacionamento pode fornecer uma análise visual imediata das causas da mudança do lucro. Tal visualização fornece um método robusto para analisar a estratégia. Referências Druker, Peter F. Administrando para o Futuro. Pioneira Administração Chase, Richard B. e Aquilano, Nicholas J. Production and Operations Management. Irwin

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