As dez dicas para poupar nos custos de energia

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "As dez dicas para poupar nos custos de energia"

Transcrição

1 ESTE SUPLEMENTO FAZ PARTE INTEGRANTE DO DIÁRIO ECONÓMICO Nº 5435 DE 29 DE MAIO E NÃO PODE SER VENDIDO SEPARADAMENTE Dia Mundial da ENERGIA As dez dicas para poupar nos custos de energia Vincent Kessler/Reuters Renováveis já representam 45% da produção Petróleo pode descer 10 dólares se Grécia sair do euro O desafio da extinção das tarifas reguladas PUB

2 II Diário Económico Terça-feira 29 Maio 2012 DIA MUNDIAL DA ENERGIA PORTUGAL REGISTOU entre a segunda metade de 2010 e igual período de 2011 a terceira maior subida na União Europeia (UE) em matéria de preços de electricidade domésticos, revelou na semana passada o Eurostat. De acordo com o gabinete de estatísticas comunitário, apenas Letónia (27%) e Chipre (19%) registavam avanços nos preços maiores que Portugal, onde o custo doméstico de electricidade subiu 13% no período indicado. O desafio da extinção das tarifas reguladas Mercado passa a ditar preços da electricidade e gás natural para todos os consumidores. ANA MARIA GONÇALVES Empresas e famílias confrontam-se, a partir de 1 de Janeiro próximo, com uma nova realidade: o fim das tarifas reguladas de electricidade e de gás natural, actualmente fixadas pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos. Nove anos depois de Portugal ter liberalizado os preços dos combustíveis, é a vez dos consumidores de electricidade e gás natural poderem alargar o leque de escolha dos seus fornecedores. Um cenário que já estava previsto no âmbito da regras de reforço da concorrência dos mercados energéticos, impostas pela Comissão Europeia. O pedido de ajuda financeira externa de Portugal, acordado com o Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e União Europeia, só veio acelerar este processo. Os manuais de economia são taxativos. Mais concorrência induz preços mais competitivos. Mas há que criar condições de mercado, sem negligenciar a influência de factores que escapam ao controlo do poder político nacional, defendem várias fontes do sector energético contactas pelo Diário Económico. Até porque, apontam, os combustíveis são a prova de que nem sempre a teoria corresponde à prática. A falta de condições regulatórias foi, durante, muito tempo, um dos argumentos invocados pelos operadores concorrentes da EDP, na luz, e da Galp, no gás natural, para se manterem à margem do negócio da comercialização destinada aos consumidores domésticos, ao contrário do que acontece no segmento dos gran- O Governo aposta no aparecimento de ofertas concorrentes às dos principais operadores nacionais: a EDP, na electricidade, e Galp, no gás natural. des clientes empresariais, onde o volume de consumo é um atractivo. Com o fim das tarifas reguladas, a tendência aponta para o surgimento de ofertas combinadas de electricidade e gás natural, à semelhança do que a Galp começou recentemente a fazer e que é já um prática noutras regiões da Europa. Mas é preciso que as condições de mercado sejam atractivas, argumentam as empresas. A EDP, apesar de ter sido a primeira a testar esta solução integrada, não se compromete com qualquer data para a alargar ao território nacional. Já a Endesa afirma que só poderá avançar para uma oferta integral de electricidade e gás quando estiverem resolvidos os problemas que dificultam a importação de gás natural a partir do terminal de GNL de Sines. Outro obstáculo a aguardar resolução, segundo o presidente Ribeiro da Silva, diz respeito às trocas de gás natural entre Portugal e Espanha, cujo transporte está sujeito a dupla tarifação. Este encargo onera a tarifa final em 10% a 12%, alega. Os dois países acordaram, na última cimeira ibérica, remover este último obstáculo em 2013, mas a disputa em torno das chamadas rendas excessivas no sector eléctrico (ver texto na mesma página) levou a Endesa a ameaçar rever o seu posicionamento no mercado português. Um universo em que os operadores espanhóis se têm posicionado, até hoje, como os únicos concorrentes dos operadores nacionais,emboraaiberdrolaeagasnaturalfenosa não estejam ainda em toda a cadeia do negócio de comercialização. Ofertas de electricidade e gás natural para clientes domésticos EDP António Mexia A EDP conta com cerca de 400 mil clientes residenciais no mercado liberalizado de electricidade. A recente parceria com a Sonae, através dos hipermercados Continente, foi decisiva para o crescimento registado este ano, durante a qual aderiram 150 famílias. Terminada em Março, esta campanha é válida até ao final do ano e dá um desconto de 10% em compras nos supermercados para todos aqueles que optaram pelo mercado liberalizado. FERREIRA DE OLIVEIRA Presidente da Galp O objectivo da Galp é alcançar 100 mil clientes conjuntos de electricidade e gás natural até ao final do ano. A proposta que oferece aos consumidores domésticos contempla um desconto de 5% no gás natural, ao qual poderão acumular uma redução, também de 5%, na electricidade. Os contratos serão válidos por um ano, mas a petrolífera promete oferecer sempre um desconto de 5% sobre a tarifa regulada, que termina a 31 de Dezembro. ENDESA Nuno Ribeiro da Silva A espanhola Endesa continua a ser a principal concorrente da EDP. Conta com perto de 100 mil clientes, dos quais 65 mil são domésticos. Foi a primeira empresa a avançar com uma proposta de desconto de 5% para a electricidade destinada às famílias, tendo optado por uma abordagem gradual junto dos consumidores estando concentrada sobretudo nos grandes centros urbanos. Diz que só entrará no negócio do gás quando houver condições de mercado. Rendas na OnovopacotedoGovernodecombateàschamadas rendas excessivas dos produtores eléctricos, apontadas como um dos factores que mais pesa na factura dos consumidores, penalizando ainda a competitividade da economia nacional, não ficou indiferente a ninguém. Criticado por uns, olhado com reserva por outros, este conta ainda com um leque de apoiantes que vêem nele a solução possível, face aos constrangimentos jurídicos, a que a pressão dos operadores não foi também indiferente. Há muito que a polémica em torno deste dossier está instalada e é ponto assente que os preços da energia não reflectem os custos de produção. Prova disso é o défice tarifário criado que deverá atingir, este ano, os três mil milhões de euros.

3 Terça-feira 29 Maio 2012 Diário Económico III A MARTIFER APRESENTOU UM PREJUÍZO líquido de 4,6 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano, justificado pela empresa pelos custos financeiros elevados. Apesar dos prejuízos, o EBITDA (lucros antes de impostos e amortizações) apresentou uma melhoria significativa, passando dos seis milhões de euros no primeiro trimestre de 2011 para 10,3 milhões em ABB COMPLETA O PROCESSO DE AQUISIÇÃO da Thomas & Betts. A ABB Ltd. (ABB na Bolsa de Nova Iorque), o grupo líder em tecnologias de electricidade e automação, e a Thomas & Betts Corporation, uma empresa norte-americana líder em produtos de baixa tensão, anunciaram no passado dia 17 de Maio que a ABB completou a aquisição, previamente anunciada, da Thomas & Betts. O fim das tarifas reguladas de electricidade e de gás natural está marcado para o dia 1 de Janeiro de PERGUNTAS A VITOR SANTOS, PRESIDENTE DA ERSE Consumidor poderá escolher os melhores contratos O mercado liberalizado vai permitir ao consumidor escolher o fornecedor de energia. energia geram polémica A par da forte exposição à volatilidade dos preços do gás natural e do carvão Portugal ainda importa cerca de 80% de matérias-primas de origem fóssil, as tarifas eléctrica têm vindo a incorporar nos últimos anos um numeroso conjunto de custos que derivam de opções de política energética. Encargos que pesam hoje quase metade do preço final pago pelos consumidores. Com o efeito de bola de neve instaladoeofantasma espanhol a assombrar os decisores políticos (Espanha acumulou um défice tarifário na ordem dos 24 mil milhões de euros), o Governo ficou com duas opções: aumentar drasticamente os preços da luz (os cenários apontavam para valores próximos dos 30% em 2012) ou cortar os custos extra da electricidade e garantir a sustentabilidade do sector energético. O Governo avançou com um plano de corte de milhões de euros, até 2020, nos sobrecustos que os consumidores pagam actualmente na factura da electricidade. O pacote de medidas terá impacto já nas tarifas de 2013, ao travar um agravamento, se nada fosse feito, de 5% nos preços da electricidade em resultado do progressivo aumento as rendas excessivas de que beneficiam os produtores de electricidade. No entanto, será o mercado a ditar os preços a partir de agora. E os combustíveis não têm sido um bom exemplo. A.M.G. Paulo Figueiredo Quais são os grandes desafios com que se debate o sector energético em Portugal? Um dos mais importantes desafios neste momento no sector energético, até pela sua dimensão, uma vez que vai abranger a totalidade dos consumidores portugueses de electricidade e gás natural, prende-se com a concretização da liberalização total do mercado energético e a extinção das tarifas reguladas. Este é um dos pontos que faz parte do Memorando de Entendimento (MoU) que foi assinado entre o Estado português, a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional, no âmbito do programa de ajuda externa a Portugal, e que se consubstanciou no acelerar do calendário de extinção das tarifas reguladas aplicáveis aos consumidores domésticos nos sectores da electricidade e do gás natural. No fundo, é o início de um novo paradigma no relacionamento comercial entre os consumidores e as empresas de energia, até agora praticamente desconhecido para a maioria dos consumidores portugueses, e que vai trazer novos desafios à regulação na promoção da concorrência e na supervisão dos mercados grossista e retalhista. E que ameaças e oportunidades enfrentam os consumidores? As experiências dos outros países onde o mercado já está liberalizado, demonstram-nos ser inegável que a concorrência entre vários operadores no mesmo mercado tende a beneficiar os consumidores quer a nível de preços quer ao nível da qualidade de serviço prestada. Apesar de existir neste sector uma componenteimprevisíveleincontrolável,queéaevoluçãodocustodaenergiaprimáriaanívelinternacional, factor que irá influenciar decisivamente os custos da energia no país, a concorrência permite ao consumidor escolher o fornecedor de energia que melhores condições contratuais lhe oferecer, à semelhança do que já faz em outras áreas, como nas telecomunicações, e isso só pode ser benéfico para os consumidores e para a dinamização do mercado. A crise que atravessamos não poderá revelar-se um travão à implementação dessas reformas? Penso que essa questão não se coloca em relação ao processo de liberalização do mercado energético, até porque, como se sabe, é um processo que decorre desde 2000 na electricidade, estando já 53% do consumo em mercado livre, entre os quais se encontra a quase totalidade dos grandes consumidores industriais. No gás natural, o processo e liberalização decorre desde 2007 e 90% do consumo industrial está já em mercado livre, com, ao que sabemos, descontos significativos nos preços. A.M.G. Para Vítor Santos, presidente da ERSE a liberalização do sector também implica desafios para o regulador concretamente no reforço dos mecanismos de acompanhamento do mercado e na informação prestada aos consumidores. Os poderes sancionatórios previstos para a ERSE reforçarão também essa vertente de supervisão dos mercados grossista e retalhista, salienta o responsável. E quanto aos consumidores destaca o aprofundar de medidas, designadamente regulamentares, que assegurem aos consumidores uma efectiva protecção dos seus direitos.

4 IV Diário Económico Terça-feira 29 Maio 2012 DIA MUNDIAL DA ENERGIA A produção eólica começa agora a ganhar terreno com um peso de 39,7% O peso das renováveis 1 Hídrica Utiliza água dos rios. Produção bruta: 19% 2 Eólica Utiliza o movimento das massas de ar. Produção bruta: 16,5% 3 Biomassa (com e sem cogeração) Utiliza resíduos naturais. Produção bruta: cerca de 12% Greenpeace / Xuan Canxiong / Handou / Reuters Renováveis já representam 44% da produção em Portugal Portugal está entre os três países da OCDE com maior produção de energia eléctrica com recurso a fontes renováveis. A hídrica mantém liderança, mas eólica está no encalço. 4 Solar Fotovoltaica Utiliza a energia solar. Produção bruta: cerca de 0,5% 5 Biogás Utiliza gás como combustível. Produção bruta: 0,3% 6 Geotérmica Utiliza o calor da terra. Produção bruta: marginal 7 Ondas e mares Utiliza a força das marés. Produção bruta: marginal Fonte: APREN. Dados de Janeiro de 2012 HELENA C. PERALTA O que dizem As energias renováveis incluindo a produção hídrica representam quase metade da electricidade produzida em Portugal. Segundo dados da APREN Associação das Energias Renováveis a energia elétrica produzida a partir de fontes renováveis situava-se nos 44,3% em Janeiro deste ano, o que permite antever que as metas impostas para 2012 serão cumpridas. A União Europeia impôs uma quota de 39% para a produção de electricidade de origem renovável mas os objectivos nacionais são mais ambiciosos, impondo um limite mínimo de 45%. Não há, de momento, receio de não cumprir os objectivos de Contudo, o mesmo não posso dizer em relação às metas propostas para 2020 pois desconhecemos as políticas a implementar pelo Governo e as suas consequências, refere, a propósito, António Sá da Costa, presidente da direcção da APREN. Este responsável mostra-se preocupado com alterações que a política de austeridade poderá trazer ao Plano Nacional de Acção para as Energias Renováveis (PNAER), já que só daqui a um ano será avaliado o seu grau de execução. Sabemos, no entanto que o Governo se prepara para rever o PNAER em baixa, o que na minha opinião, é negativo não apenas para o sector das energias renováveis como para o país. Essa revisão em baixa vai desacelerar a economia, diminuir o emprego, aumentar as importações de combustíveis fósseis canali- Microgeração com retorno a cinco anos Sabia que, sendo consumidor de energia eléctrica em baixa tensão, pode tornar-se também produtor e vender o excedente à rede? Trata-se de um processo chamado de microgeração, aberto a qualquer pessoa que compre o equipamento (solar, eólico, biomassa, hídrico) e se candidate a uma licença. Neste momento, mais de 20 mil consumidores (particulares e empresas) já optaram por esta solução. Segundo Frederico Rosa, administrador da Sunergetic, empresa que actua no aproveitamente de energia solar, a rentabilidade é garantida. O investimento está pago em cinco ou seis anos, com uma rentabilidade muito superior à da banca, diz. No actual mercado de microgeração, a energia solar fotovoltaica é a mais procurada, atingindo os 90%. Porém, o sector está em compasso de espera, pois a emissão de licenças para a microgeração bonificada (com tarifas mais altas durante 15 anos) está parada por ter sido esgotada a respectiva quota. Há interessados, mas não há licenças. Há clientes que começam a optar pelo regime geral, que ainda tem licenças disponíveis, apesar de a tarifa paga ser mais baixa, refere Raúl Assunção, da Ecopower, empresa especializada em energias renováveis. Já a miniprodução destina-se a pequenos clientes empresariais com potências superiores à da microgeração. Em ambos os casos, os produtores apenas podem instalar metade da potência contratada. zados para a produção de electricidade e afasta a captação de investimento estrangeiro, afirma. Portugal com objectivos ambiciosos Portugal está entre os cinco países com os objectivos mais elevados da Europa a 27, e está nos três primeiros lugares no que diz respeito ao peso da produção de electricidade de origem renovável, entre os países da OCDE. Os dados de 2010 revelam que Portugal se situava logo após a Áustria, com um peso de renováveis na ordem dos 61%, e da Suécia, com 54%, sendo que a média europeia (média a 15 países-membros) é de 20,6%. Os Estados Unidos ficam-se apenas pelos 10% e o Japão 9,4 por cento. Aproduçãohídricaéaquemaispesotemno conjunto das fontes renováveis, atingindo em Portugal mais de metade da produção. Também na restante Europa a utilização da água dos rios é a forma de produção renovável mais utilizada, com quase 54%. A produção eólica começa agora a ganhar terreno, estando em Janeiro de 2012 com uma potência instalada de megawatts, nos 218 parques existentes, e com um peso de 39,7%. Sá da Costa refere que a o principal entrave ao crescimento da produção eléctrica por fontes renováveis está nas dificuldades de financiamento. Além das dificuldades que resultam do risco país, juntou-se o chamado risco regulatório devido à falta de definições que têm tido lugar desde Julho de 2011, afirma. ANTÓNIO SÁ DA COSTA Presidente da APREN Espero que o Governo venha de uma forma inequívoca afirmar a necessidade da aposta na electricidade renovável. FREDERICO ROSA CEO da Sunergetic A microgeração sofreu a redução de um terço da quota disponível para licenças no regime bonificado, ficando esgotada em Abril.

5 PUB

6 VI Diário Económico Terça-feira 29 Maio 2012 DIA MUNDIAL DA ENERGIA Petróleo pode descer dez dólares se a Grécia abandonar o euro As previsões das casas de análise apontam para uma subida do preço do petróleo até ao final do ano, mas o eventual abandono de Atenas do euro pode deitar por terra todas as estimativas. EUDORA RIBEIRO Bem longe dos máximos históricos atingidos em Julho de 2008, acima dos 147 dólares por barril, os preços do petróleo estão próximos de mínimos de cinco meses, na casa dos 107 dólares no casodo brent,queéopetróleo negociado em Londres e a referência para as importações portuguesas. Mas o mercado deverá iniciar um outro ciclo do preço no curto/médio prazo que contrarie a actual dinâmica de queda, antecipa Agostinho Alves, do BPI. As cotações devem subir nos próximos meses e fixar-se em torno dos 115 dólares por barril de brent, de acordo com a média das estimativas das principais casas de análise internacionais compiladas pela agência Bloomberg. A verificar-se, esta evolução deverá traduzir-se num agravamento dos preços dos combustíveis nas bombas, uma vez que os preços da gasolina e do gasóleo reflectem as cotações médias nos mercados internacionais numa base semanal. A desaceleração de algumas economias europeias e a contracção de outras, o abrandamento económico dos EUA, o aumento dos stocks do petróleo, o suavizar do forte crescimento das economias emergentes, com um forte impacto na procura de petróleo pela China, podem condicionar e pressionar em baixa os preços do petróleo nos próximos meses, explicou Paulo Rosa, economista do Banco Carregosa, ao Diário Económico. Agostinho Leal sublinha por seu turno que vivemos um período onde o factor geo-estratégico está adormecido, alertando contudo que a questão nuclear no Irão não está resolvida mas apenas adiada. Se Israel se sentir ameaçada não tenho dúvidas que rebenta com a central nuclear, antecipa. Se é certo que a maioria dos factores parece apontar para uma queda dos preços, Paulo Rosa nota que o petróleo é cada vez mais um activo financeiro negociado como valor de refúgio e por motivos de especulação, o que poderá suportar uma recuperação dos preços. Para o economista, caso as variáveis macroeconómicas no final do ano sejam semelhantes às verificadas no primeiro trimestre do ano, valores à volta dos 100 dólares para o crude [negociado em Nova Iorque] e 115 dólares para o brent parecem plausíveis. Já Agostinho Alves espera que o brent atinja os 123 dólares no último trimestre do ano, perto dos 125 dólares previstos pelo JP Morgan, Goldman Sachs e Citigroup. Mas o factor Grécia pode baralhar tudo e deitar por terra todas as estimativas. Aqui não há previsão de preços que resista. Tudo o que está previsto perderá sentido e ficará obsoleto. Se a Grécia sair do euro, irá gerar-se POSTOS MAIS BARATOS Conheça os postos onde é mais barato abastecer em Portugal: Gasolina 95 >> Pingo Doce, Vila Verde >> E.Leclerc, Fafe >> Pingo Doce, Coruche >> Intermarché, Coruche >> Pingo Doce, Fafe Gasóleo >> Gasolar, Monção >> Pingo Doce, Monção >> Pingo Doce, Fafe >> E.Leclerc, Fafe >> Intermarché, Fafe Fonte: Dados da Direcção Geral da Energia e Geologia EVOLUÇÃO DOS PREÇOS Preço da gasolina reflecte a evolução do valor do brent mai 2012 Preço gasolina 95* Brent ** Jan 2012 * Valores em dólares por tonelada métrica ** Valores em dólares por barril Fonte: Bloomberg Os preços da gasolina e do gasóleo reflectem as cotações médias dos produtos petrolíferos nos mercados internacionais. um clima de grande desapontamento. O investimento global vai-se contrair ainda mais, acompanhando a deterioração das expectativas dos agentes económicos. Aqui parece-me inevitável uma maior queda do preço, argumenta Agostinho Alves. Paulo Rosa acredita mesmo que num cenário de saída da Grécia, não seria de excluir uma contracção superior a 1% na Europa, o forte abrandamento da economia mundial e uma queda das cotações de petróleo, provavelmente, de dez dólares. O economista admite que a descida pode ser mais significativa perante o contágio de países como Portugal e Espanha. Além disso, a saída da Grécia também deverá motivar uma apreciação do euro, que deixaria de estar associado aos receios quanto à crise grega, mais um factor que contribuiria para a descida do preço do petróleo na Europa. Nesse cenário, abastecer o depósito ficaria mais barato, aliviando as carteiras dos condutores. Este ano, o preço da gasolina já encareceu 10,3 cêntimos por litro, enquanto o gasóleo ficou 4,5 cêntimos mais caro. Paulo Figueiredo

7 PUB

8 VIII Diário Económico Terça-feira 29 Maio 2012 DIA MUNDIAL DA ENERGIA Para João Rosado Correia, a par da redução do défice tarifário, o maior desafio que se coloca é a criação de um verdadeiro mercado de energia. Paula Nunes ENTREVISTA JOÃO ROSADO CORREIA, RESPONSÁVEL PELAS ÁREAS DE PRÁTICA DE DIREITO PÚBLICO, ENERGIA, AMBIENTE E URBANISMO O custo está lá e vai ter de ser pago O défice tarifário vai acabar por ser pago pelos consumidores e com encargos adicionais. ANTÓNIO DE ALBUQUERQUE Para João Rosado Correia, o défice tarifário resultou de uma decisão política que visou reduzir os custos da electricidade junto do consumidor e faz uma analogia com as Parcerias Público-Privadas. Em dia Internacional de Energia, que balanço faz do sector energético em Portugal? Portugal pode orgulhar-se de ser um país no pelotãodafrentequernoquerespeitaàpromoção da utilização de energia com base em fontes de energia renováveis quer no que respeita à criação de um quadro legal que incentive boas práticas de racionalização dos consumos de energia. Estas práticas devem ser premiadas mas também têm os seus custos E é possível manter estas políticas de incentivo em cenário de restrição como o que vivemos? Os tempos de menor desafogo são os mais difíceis de viver mas também aqueles que concitam o que de melhor e mais criativo podemos dar. A aposta nas renováveis e na eficiência energética faz todo o sentido, mas as opções que venham a ser tomadas não podem ser vistas nem pensadas exclusivamente no cenário nacional. Têm de ter presente a conjuntura internacional, o alinhamento dos interesses dos diversos países e a circunstância nacional. Ser o campeão das políticas europeias nestas matérias não deve ser um objectivo por si só. Temos de saber aplicar estas políticas à nossa realidade tendo presente não só a nossa localização geográfica que implica a defesa de um maior reforço das redes de infraestruturas A opção pelo incentivo à promoção de tecnologias renováveis tem sempre um custo associado. É o preço a pagar pelo desenvolvimento de tecnologias que, embora já testadas, não atingiram ainda o grau e maturidade de outras. transeuropeias que permitam escoar a energia produzida, mas também a prudência necessária para definir objectivos compatíveis com o nosso orçamento como será o caso dos investimentos em reabilitação de edifícios públicos. Acha que o problema das rendas excessivas na energia foi resolvido? Não conheço os detalhes do acordo. No entanto é incontornável reconhecer que, com os contratos existentes, com o enquadramento legislativo vigente e com a protecção da confiança e estabilidade contratual que se pretendeu garantir quer aos promotores quer aos financiadores destes projectos, qualquer diminuição do valor da factura é um resultado positivo para o governo. Será o suficiente para acabar com o défice...? Certamente o Governo estará atento a essa necessidade. É importante ter presente que o défice tarifário resultou de uma decisão política que visou reduzir os custos da electricidade junto do consumidor, por via administrativa, diferindo-os para os anos seguintes, uma espécie de PPP da electricidade. Mas o custo estáláevaiterdeserpagoecomencargos adicionais. Não podemos portanto excluir a possibilidade de terem de vir a ser tomadas medidas complementares. Não há o perigo, como tem sido sugerido por alguns players, de os produtores pararem a produção de eletricidade ou não realizarem investimentos? Essa hipótese parece-me pouco provável. O Estado é responsável pela segurança e regularidade do funcionamento do sistema eléctrico nacional e nessa medida tem meios de que pode lançar mão para impedir cortes no fornecimento de energia eléctrica. Quanto à não realização de investimentos contratados estaremos no domínio do cumprimento ou incumprimento contratual e certamente o Estado saberá defender o interesse público. Com a privatização da EDP e principalmente da REN, que detém e gere as infraestruturas de transporte de electricidade e gás natural, e com a entrada de privados não há o risco de os interesses nacionais serem postos em causa? No contexto actual e face aos compromissos assumidos, a privatização não podia deixar de ser feita. No entanto não podemos esquecer que a REN é concessionária de serviço público. O facto de deixar de ter uma presença accionista significativa no capital social da REN poderá, quando muito, conduzir a que o Estado se dote dos meios adequados a supervisionar e apreciar criticamente as soluções que lhe são propostas nos termos dos contratos de concessão. Nesta medida também a ERSE, enquanto entidade reguladora, terá um papel muito relevante. Em sua opinião qual o maior desafio para Portugal, no sector da energia, nos próximos anos? A par da redução o défice tarifário diria que o maiordesafioquesecolocaéacriaçãodeum verdadeiro mercado de energia em que as tarifas e remunerações garantidas tenham um peso cada vez menor proporcionando condições para uma diminuição da factura da electricidade junto do consumidor empresarial e domestico e contribuindo assim para o desenvolvimento da economia. Nesta matéria há ainda muito por fazer principalmente em termos de organização e definição das regras de funcionamento.

9 PUB

10 X Diário Económico Terça-feira 29 Maio 2012 DIA MUNDIAL DA ENERGIA O AVIÃO SOLAR IMPULSE, que utiliza apenas energia solar, aterrou, no fim da semana passada, no aeroporto de Barajas, em Madrid, a primeira escala do seu primeiro voo intercontinental de Payerne (Suíça) rumo a Rabat, em Marrocos. O voo Payerne-Rabat é encarado pelo equipa do projecto como um ensaio geral para a primeira volta ao mundo realizada num avião solar, prevista para Preços da energia vão obrigar consumidores a serem mais eficientes Com a subida do IVA para 23% e os aumentos que se avizinham na energia, a eficiência energética torna-se uma necessidade para o consumidor final. HELENA C. PERALTA São cerca de 87% dos inquiridos que apontam o custo da energia como a força motriz para a mudança de hábitos no consumo energético, contra os 57% que apontam razões ambientais. Nunca a eficiência energética fez tanto sentido para os consumidores portugueses como no actual momento económico. As medidas de austeridade impostas pela troika, que levaram a um aumento da taxa do IVA na electricidade e gás natural para os 23%, obrigam a olhar para a eficiência energética como uma forma de reduzir as elevadas facturas da energia. Impulsionado por razões ambientais, este processo ganha agora um aliado de peso. Segundo o último balanço feito pela ADENE Agência para a Energia, sobre a execução do Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética (PNAEE), relativo a 2010, verifica-se que a principal motivação para a redução do desperdício energético é a económica e não a ambiental, que fica relegada para segunda posição. São cerca de 87% dos inquiridos que apontam este motivo como a força motriz para a mudança de hábitos no consumo energético, contra os 57% que apontam razões ambientais. São apenas 32% aqueles quereferemapoupançaderecursoscomo uma preocupação. Mas seja qual for o móbil, o importante é que famílias e empresas estejam alerta para a necessidade de tornar mais racional o seu consumo energético. Segundo o mesmo estudo as melhores taxas de execução provêm da área Residencial e dos Serviços, que adoptaram comportamentos mais eficientes, com a alteração da iluminação, utilização da energia solar e certificaçãoenergéticadeedifícios.oprogramade substituição de penetração de lâmpadas eficientes, por exemplo, levou a que o país passasse de uma quota marginal de 15% de CFL (lâmpadas fluorescentes) em 2005, para uma das melhores na Europa em 2010 (47%). 10 dicas para poupar na factura 1 Troque as lâmpadas incandescentes e de halogéneo por lâmpadas economizadoras. 2 Não deixe os aparelhos em standby, desligue sempre televisões, computadores e outros equipamentos. 3 Opte pela tarifa bi-horária, e utilize equipamentos em hora de vazio. 4 Encha sempre a máquina da loiça, mas se tiver de a utilizar com meia carga, use programas económicos. 5 Opte por comprar electrodomésticos de classe A, muito mais eficientes na utilização de energia. 6 Isole portas e janelas, utilize vidros duplos e caixilharias em PVC. 7 Programe a temperatura do seu ar condicionado de forma equilibrada. 8 Lave roupa com água morna ou fria. 9 Evite usar a máquina de secar, faça centrifugação da roupa. 10Demore menos tempo no banho. Também foi impulsionado o programa de apoio à microgeração e microprodução, que teve grande crescimento na área do solar térmico, tendo sido instalados cerca de 750 mil metros quadrados de painéis solares fotovoltaicos até 2010, valor 44% acima do objectivo traçado. Plano de Eficiência Energética será reforçado A ADENE nada revela sobre o impacto que a austeridade terá nos ambiciosos objectivos definidos pelo PNAEE até 2015, porém, Teresa Ponce de Leão, presidente do Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG) refere que este será revisto e reforçado como novas medidas, em que o Estado aparece à cabeça, com o plano ECO.AP (ver entrevista pág. ao lado), que prevê uma intervenção de eficiência energética em todos os edifícios. Várias são as medidas de eficiência já a decorrer, da qual é exemplo o Mobi.E, programa que promove a mobilidade eléctrica, e uma rede piloto de carregamento de veículos a nível nacional, que engloba 25 municípios até ao final de É na melhor gestão da vida das cidades que se conseguirão os maiores ganhos. A mobilidade é, seguramente, uma área onde há muito a fazer, desde a logística à origemdaenergiaparaostransportes,quedeverá ser renovável, seja na produção de electricidade, de hidrogénio ou de gás, refere a presidente do LNEG. Também nos edifícios há inúmeras oportunidades de redução dos consumos, sendo que a certificação energética está a ser revista e melhorada. A plataforma Mais Eficiência Energética para Portugal, constituída em Abril último por várias associações do sector das renováveis, pretende ter uma maior intervenção nas estratégias seguidas. Portugal segue a mesma linha de actuação dos outros países europeus, mas é na implementação que se faz a diferença. E consideramos preocupante a indefinição actual no que diz respeito aos Planos de Eficiência Energética e Energias Renováveis, bem como dos instrumentos neles contidos, como sejam a revisão dos regulamentos de desempenho energético de edifícios e o fundo de eficiência energética, diz Maria João Rodrigues, presidente da Apisolar, uma das associações participantes. Cogeração Sendo uma das formas mais eficientes de produção de electricidade, a cogeração tem tido um papel de destaque nas políticas europeias de redução de consumo de combustíveis e emissões de CO2. Consiste num processo de produção de energia que combina calor e electricidade, o que proporciona o aproveitamento de mais de 70% da energia térmica proveniente dos combustíveis usados no processo. Ao permitir uma produção mais eficaz, tornase bastante atractiva para as indústrias que consumam energia térmica, reduzindo assim os custos variáveis. Em Portugal, as centrais

8, 9 e 10 NOVEMBRO 2011 LISBOA. Novos Mercados Encontro de Sectores INSCREVA-SE JÁ. Especial: MERCADOS INTERNACIONAIS. www.expoenergia2011.about.

8, 9 e 10 NOVEMBRO 2011 LISBOA. Novos Mercados Encontro de Sectores INSCREVA-SE JÁ. Especial: MERCADOS INTERNACIONAIS. www.expoenergia2011.about. 8, 9 e 10 NOVEMBRO 2011 LISBOA Centro de Congressos Univ. Católica Novos Mercados Encontro de Sectores Especial: MERCADOS INTERNACIONAIS ORGANIZAÇÃO PARCEIRO PATROCÍNIO INSCREVA-SE JÁ www.expoenergia2011.about.pt

Leia mais

Tendências. Membro. ECOPROGRESSO, SA tel + 351 21 798 12 10 fax +351 21 798 12 19 geral@ecotrade.pt www.ecotrade.pt

Tendências. Membro. ECOPROGRESSO, SA tel + 351 21 798 12 10 fax +351 21 798 12 19 geral@ecotrade.pt www.ecotrade.pt 30 27 Evolução do Preço CO2 Jan 06 - Fev 07 Spot Price Powernext Carbon Jan de 2006 a Fev 2007 Spot CO2 (30/01/07) Preço Δ Mensal 2,30-64.50% 2007 2,35-64,4% 2008 15.30-16,16% Futuro Dez 2009 2010 15.85

Leia mais

O preço das Renováveis

O preço das Renováveis O preço das Renováveis Comissão de Especialização em Engenharia da OE Ciclo de encontros sobre o preço da energia Lisboa, 17 de Fevereiro de 2011 Pedro Neves Ferreira Director de Planeamento Energético

Leia mais

Energia, tecnologia e política climática: perspectivas mundiais para 2030 MENSAGENS-CHAVE

Energia, tecnologia e política climática: perspectivas mundiais para 2030 MENSAGENS-CHAVE Energia, tecnologia e política climática: perspectivas mundiais para 2030 MENSAGENS-CHAVE Cenário de referência O estudo WETO apresenta um cenário de referência que descreve a futura situação energética

Leia mais

ELECTRICIDADE E SUSTENTABILIDADE O caso das renováveis Intermitentes

ELECTRICIDADE E SUSTENTABILIDADE O caso das renováveis Intermitentes ELECTRICIDADE E SUSTENTABILIDADE LUIS MIRA AMARAL Engenheiro (IST) e Economista (Msc NOVASBE) ORDEM DOS ENGENHEIROS 21 de Setembro de 2015 1 I - O MONSTRO ELECTRICO PORTUGUÊS: EÓLICAS, BARRAGENS, CENTRAIS

Leia mais

Estratégia Nacional para a Energia (ENE 2020) Luis Silva, ADENE Agência para a Energia

Estratégia Nacional para a Energia (ENE 2020) Luis Silva, ADENE Agência para a Energia Estratégia Nacional para a Energia (ENE 2020) Luis Silva, ADENE Agência para a Energia 6º workshop da Plataforma do Empreendedor AIP-CE, 1 Julho 2010 Índice As novas metas EU para as Renováveis Estratégia

Leia mais

PROJECTO DE RESOLUÇÃO Nº 318XII/1ª

PROJECTO DE RESOLUÇÃO Nº 318XII/1ª PROJECTO DE RESOLUÇÃO Nº 318XII/1ª RECOMENDA AO GOVERNO A ADOÇÃO DE MEDIDAS PARA BAIXAR A FATURA DA ELETRICIDADE E DO GÁS E AUMENTAR A COMPETITIVIDADE DA ECONOMIA As políticas energéticas assumem, no contexto

Leia mais

OPORTUNIDADES. Cluster energético: oportunidades; horizontes; observatório, BejaGlobal; PASE

OPORTUNIDADES. Cluster energético: oportunidades; horizontes; observatório, BejaGlobal; PASE CLUSTER ENERGÉTICO DE BEJA OPORTUNIDADES SUSTENTABILIDADE ENERGÉTICA E CRESCIMENTO ECONÓMICO A sustentabilidade energética e climática é um desígnio estratégico duplo significado. Por um lado, desenvolvimento

Leia mais

Biomassa Financiar uma Fonte Limpa de Produção Energética

Biomassa Financiar uma Fonte Limpa de Produção Energética Biomassa Financiar uma Fonte Limpa de Produção Energética Carlos Firme 07 de Julho de 2010 Índice 1. A Biomassa no Contexto das Energias Renováveis 2. A Emergência de um novo tipo de investidor 3. Os Economics

Leia mais

Seminário Mercado Liberalizado de Energia

Seminário Mercado Liberalizado de Energia Seminário Mercado Liberalizado de Energia A EDP Comercial no Mercado Liberalizado Carlos Neto Lisboa, 26 de Outubro de 2012 As cadeias de valor da electricidade e do gás têm grandes semelhanças A convergência

Leia mais

Sines 06.05.2009. João Martins da Silva. Direcção de Marketing Corporativo

Sines 06.05.2009. João Martins da Silva. Direcção de Marketing Corporativo Sines 06.05.2009 João Martins da Silva Em resposta ao desafio global, a UE definiu um Plano Energético Europeu assente em 3 pilares Sustentabilidade Desenvolvimento de renováveis e fontes de baixo teor

Leia mais

Energia, investimento e desenvolvimento económico

Energia, investimento e desenvolvimento económico Energia, investimento e desenvolvimento económico Aníbal Fernandes ENEOP Eólicas de Portugal Mesa Redonda Energia Eólica ERSE, 10 Fevereiro 2010 Prioridades de política energética e benefícios económicos

Leia mais

COMENTÁRIOS DA CIP À PROPOSTA DE ORÇAMENTO DO ESTADO PARA 2015 E ÀS

COMENTÁRIOS DA CIP À PROPOSTA DE ORÇAMENTO DO ESTADO PARA 2015 E ÀS COMENTÁRIOS DA CIP À PROPOSTA DE ORÇAMENTO DO ESTADO PARA 2015 E ÀS REFORMAS FISCAIS A CIP lamenta que a dificuldade em reduzir sustentadamente a despesa pública tenha impedido que o Orçamento do Estado

Leia mais

Células de combustível

Células de combustível Células de combustível A procura de energia no Mundo está a aumentar a um ritmo alarmante. A organização WETO (World Energy Technology and Climate Policy Outlook) prevê um crescimento anual de 1,8 % do

Leia mais

XIX CONGRESSO SOCIEDADE, TERRITÓRIO E AMBIENTE A INTERVENÇÃO DO ENGENHEIRO 19 e 20 de outubro de 2012

XIX CONGRESSO SOCIEDADE, TERRITÓRIO E AMBIENTE A INTERVENÇÃO DO ENGENHEIRO 19 e 20 de outubro de 2012 XIX CONGRESSO SOCIEDADE, TERRITÓRIO E AMBIENTE A INTERVENÇÃO DO ENGENHEIRO 19 e 20 de outubro de 2012 O CONSUMO MUNDIAL DE ENERGIA CONTINUARÁ A CRESCER, MAS AS POLÍTICAS DE EFICIÊNCIA TERÃO UM FORTE IMPACTO

Leia mais

Escola Profissional Desenvolvimento Rural de Abrantes. O consumismo de energia

Escola Profissional Desenvolvimento Rural de Abrantes. O consumismo de energia Escola Profissional Desenvolvimento Rural de Abrantes O consumismo de energia Consumo de Energia O consumo da energia no mundo está resumido na sua maioria pelas fontes tradicionais como o petróleo, carvão

Leia mais

Dossier de imprensa - Cloogy

Dossier de imprensa - Cloogy Dossier de imprensa - Cloogy Revista de Imprensa 05-12-2012 1. (PT) - Diário Económico, 05122012, ISA e EDP negoceiam solução de poupança energética para famílias 1 2. (PT) - Jornal de Negócios, 05122012,

Leia mais

Energia Eólica e Impactes Tarifários. Pedro Verdelho 10 Fevereiro 2010

Energia Eólica e Impactes Tarifários. Pedro Verdelho 10 Fevereiro 2010 Energia Eólica e Impactes Tarifários Pedro Verdelho 10 Fevereiro 2010 Agenda 1. A Política Energética Europeia e Nacional 2. Remuneração e alocação dos custos da Produção em Regime Especial 3. O Sobrecusto

Leia mais

Eólicas aceitam mudanças, solares na expecativa

Eólicas aceitam mudanças, solares na expecativa Eólicas aceitam mudanças, solares na expecativa Tiragem: 14985 Pág: 4 Área: 27,11 x 32,99 cm² Corte: 1 de 5 São conhecidas algumas medidas, mas não todas. O sector sente-se parado, mas tem esperança que

Leia mais

Sistema Nacional de Certificação Energética e da Qualidade do Ar Interior nos Edifícios (SCE)

Sistema Nacional de Certificação Energética e da Qualidade do Ar Interior nos Edifícios (SCE) Sistema Nacional de Certificação Energética e da Qualidade do Ar Interior nos Edifícios (SCE) Seminário : Inovação na Construção, Técnicas e Materiais de Construção sustentável Auditório da Associação

Leia mais

SISTEMA ENERGÉTICO PORTUGUÊS

SISTEMA ENERGÉTICO PORTUGUÊS SISTEMA ENERGÉTICO PORTUGUÊS (ELETRICIDADE E GÁS NATURAL) Contexto Regulamentar O enquadramento legal decorre da implementação do designado "Terceiro Pacote Energético", da União Europeia, do qual fazem

Leia mais

ÍNDICE 1. QUEM SOMOS 2. A ENERGIA EM PORTUGAL 3. CONTRIBUIÇÃO DAS RENOVÁVEIS PARA O DESENVOLVIMENTO NACIONAL

ÍNDICE 1. QUEM SOMOS 2. A ENERGIA EM PORTUGAL 3. CONTRIBUIÇÃO DAS RENOVÁVEIS PARA O DESENVOLVIMENTO NACIONAL ÍNDICE 1. QUEM SOMOS 2. A ENERGIA EM PORTUGAL 3. CONTRIBUIÇÃO DAS RENOVÁVEIS PARA O DESENVOLVIMENTO NACIONAL 4. O PAPEL DE PORTUGAL NAS ENERGIAS RENOVÁVEIS 2 1. QUEM SOMOS 3 A APREN A APREN - Associação

Leia mais

Castelo de Vide 16.02.2009. Mais eco. Mais futuro.

Castelo de Vide 16.02.2009. Mais eco. Mais futuro. Castelo de Vide 16.02.2009 Mais eco. Mais futuro. O mundo está nas nossas mãos... 1 O consumo energético mundial tem registado forte crescimento nos últimos anos, agravando o volume de emissões de CO 2

Leia mais

A HIDROELETRICIDADE EM PORTUGAL

A HIDROELETRICIDADE EM PORTUGAL Ciclo de Mesas Redondas A APREN e as Universidades A HIDROELETRICIDADE EM PORTUGAL Comemoração do Dia nacional da Água 1 de outubro de 2014 2 A HIDROELETRICIDADE EM PORTUGAL PROGRAMA 10:30 10:50 Sessão

Leia mais

PROPOSTAS DE ALGUMAS MEDIDAS CONCRETAS PARA A COMPETITIVIDADE EMPRESARIAL

PROPOSTAS DE ALGUMAS MEDIDAS CONCRETAS PARA A COMPETITIVIDADE EMPRESARIAL PROPOSTAS DE ALGUMAS MEDIDAS CONCRETAS PARA A COMPETITIVIDADE EMPRESARIAL 1 São muitas e variadas as soluções e medidas de apoio à competitividade empresarial. Na intervenção de abertura o Presidente da

Leia mais

Seminário Eficiência Energética : Políticas, Incentivos e Soluções. Sertã, 06 de Junho 2011

Seminário Eficiência Energética : Políticas, Incentivos e Soluções. Sertã, 06 de Junho 2011 Seminário Eficiência Energética : Políticas, Incentivos e Soluções Promover a eficiência energética É tornar o mundo melhor e mais assustentável tá e ADENE Agência para a Energia Paulo Nogueira Auditório

Leia mais

ENERGIAS RENOVÁVEIS NA REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA PRODUÇÃO DE ENERGIA ELÉCTRICA. 15-09-2011 Agostinho Figueira

ENERGIAS RENOVÁVEIS NA REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA PRODUÇÃO DE ENERGIA ELÉCTRICA. 15-09-2011 Agostinho Figueira PRODUÇÃO DE ENERGIA ELÉCTRICA 15-09-2011 Agostinho Figueira TÓPICOS: 1. Política energética 2. Integração de fontes de energia renovável 3. Sistema electroprodutor Fontes renováveis 4. Plano de acção -

Leia mais

Liberalização do mercado de electricidade Ponto de situação

Liberalização do mercado de electricidade Ponto de situação Liberalização do mercado de electricidade Ponto de situação Resultados principais Novembro de 2014 Liberalização do mercado de electricidade Ponto de situação 1 22 Após décadas de preços de electricidade

Leia mais

Programa de trabalho da Presidência Portuguesa para o Conselho Ecofin

Programa de trabalho da Presidência Portuguesa para o Conselho Ecofin Programa de trabalho da Presidência Portuguesa para o Conselho Ecofin A Presidência Portuguesa na área dos Assuntos Económicos e Financeiros irá centrar-se na prossecução de três grandes objectivos, definidos

Leia mais

Situação em Portugal: A Estratégia Nacional para a Energia

Situação em Portugal: A Estratégia Nacional para a Energia Situação em Portugal: A Estratégia Nacional para a Energia No âmbito da Estratégia Nacional para a Energia, aprovada no passado mês de Outubro, foram agora publicados os diplomas que estabelecem os novos

Leia mais

EXPO EUROPA E AMBIENTE

EXPO EUROPA E AMBIENTE EXPO EUROPA E AMBIENTE Microgeração Um novo Conceito de Energias Carlos Mendes Nunes Carlos Simões Contactos: Eurosauna; José Morais / Raul Fino Quarteira - Loulé 09 Maio 2008 Energias Renová Energias

Leia mais

Entrevista a Jorge Vasconcelos Ex-presidente da ERSE diz que preço da electricidade vai subir 20% a 30% até 2030 20.02.2012-14:10 Por Lurdes Ferreira

Entrevista a Jorge Vasconcelos Ex-presidente da ERSE diz que preço da electricidade vai subir 20% a 30% até 2030 20.02.2012-14:10 Por Lurdes Ferreira Entrevista a Jorge Vasconcelos Ex-presidente da ERSE diz que preço da electricidade vai subir 20% a 30% até 2030 20.02.2012-14:10 Por Lurdes Ferreira 1 seguinte» Jorge Vasconcelos é hoje membro do Conselho

Leia mais

I Feira Ibérica de Sustentabilidade Urbana Ecoenergia. Roteiro Nacional das Energias Renováveis

I Feira Ibérica de Sustentabilidade Urbana Ecoenergia. Roteiro Nacional das Energias Renováveis I Feira Ibérica de Sustentabilidade Urbana Ecoenergia Aplicação da Directiva 2009/28/CE Apresentação das previsões da APREN desenvolvidas no âmbito do Projecto Europeu REPAP 2020 63% 31% 85% Enquadramento

Leia mais

Recomendações de políticas Portugal RECOMENDAÇÕES DE POLÍTICAS 2013 - PORTUGAL

Recomendações de políticas Portugal RECOMENDAÇÕES DE POLÍTICAS 2013 - PORTUGAL 2013 Recomendações de políticas Portugal 1 KEEP ON TRACK! O progresso no sentido de atingir os objectivos para 2020 deve ser cuidadosamente monitorizado para garantir que o real desenvolvimento acompanha

Leia mais

Eficiência e Inovação no sector da energia. Jorge Cruz Morais

Eficiência e Inovação no sector da energia. Jorge Cruz Morais Eficiência e Inovação no sector da energia Jorge Cruz Morais Paradigma do século XX Energia abundante Energia barata factores da alteração Preço dos combustíveis fósseis Aumento da Procura Emissões de

Leia mais

MAIOR EVENTO NACIONAL PARA O CRESCIMENTO VERDE E DESENVOLVIMENTO DAS CIDADES 04 / 06 MARÇO 2015 CENTRO DE CONGRESSOS DE LISBOA

MAIOR EVENTO NACIONAL PARA O CRESCIMENTO VERDE E DESENVOLVIMENTO DAS CIDADES 04 / 06 MARÇO 2015 CENTRO DE CONGRESSOS DE LISBOA MAIOR EVENTO NACIONAL PARA O CRESCIMENTO VERDE E DESENVOLVIMENTO DAS CIDADES 04 / 06 MARÇO 2015 CENTRO DE CONGRESSOS DE LISBOA Conselho Estratégico da Green Business Week Entidades Empresas convidadas

Leia mais

AS RENOVÁVEIS EM PORTUGAL ABRIL DE 2013

AS RENOVÁVEIS EM PORTUGAL ABRIL DE 2013 AS RENOVÁVEIS EM PORTUGAL ABRIL DE 2013 ÍNDICE 1. QUEM SOMOS 2. DADOS GERAIS 3. A CONTRIBUIÇÃO DAS RENOVÁVEIS PARA O DESENVOLVIMENTOS NACIONAL 4. O IMPACTO DAS RENOVÁVEIS NA FACTURA DE ELECTRICIDADE E

Leia mais

CONCLUSÕES DA REUNIÃO EMPRESARIAL PORTUGAL - ESPANHA. 22 de junho de 2015

CONCLUSÕES DA REUNIÃO EMPRESARIAL PORTUGAL - ESPANHA. 22 de junho de 2015 CONCLUSÕES DA REUNIÃO EMPRESARIAL PORTUGAL - ESPANHA UMA UNIÃO EUROPEIA MAIS FORTE 22 de junho de 2015 A União Europeia deve contar com um quadro institucional estável e eficaz que lhe permita concentrar-se

Leia mais

A APREN. A APREN é associada das seguintes entidades:

A APREN. A APREN é associada das seguintes entidades: 1. QUEM SOMOS 2 A APREN A APREN - Associação Portuguesa de Energias Renováveis, é uma associação sem fins lucrativos, constituída em Outubro de 1988, com a missão de coordenação, representação e defesa

Leia mais

A Biomassa Florestal como Fonte de Energia Renovável

A Biomassa Florestal como Fonte de Energia Renovável A Biomassa Florestal como Fonte de Energia Renovável Seminário: Biomassa Florestal, Energia e Desenvolvimento Rural João Bernardo, DGGE Índice Enquadramento do Sector Energético As fontes de Energia Renovável

Leia mais

Programas Operacionais das Organizações de Produtores de Frutas e Produtos Hortícolas. Acções ambientais

Programas Operacionais das Organizações de Produtores de Frutas e Produtos Hortícolas. Acções ambientais Página: 1 de 14 das Organizações de Produtores de Frutas e Produtos Hortícolas Acções ambientais Acção 7.3 Recuperação de energia a partir de resíduos de colheitas e outras matérias orgânicas Acção 7.4

Leia mais

PUBLICADO NA EDIÇÃO IMPRESSA SEGUNDA-FEIRA, 18 DE JUNHO DE 2012 POR JM. Energia sustentável

PUBLICADO NA EDIÇÃO IMPRESSA SEGUNDA-FEIRA, 18 DE JUNHO DE 2012 POR JM. Energia sustentável PUBLICADO NA EDIÇÃO IMPRESSA SEGUNDA-FEIRA, 18 DE JUNHO DE 2012 POR JM Energia sustentável A ONU declarou 2012 como o Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos. Esta iniciativa pretende chamar

Leia mais

Energias Renováveis O ponto de vista da edp distribuição

Energias Renováveis O ponto de vista da edp distribuição Energias Renováveis O ponto de vista da edp distribuição A edp em várias geografias Situação Portuguesa As metas da renovável A edp A produção em regime especial O Operador da Rede de Distribuição e a

Leia mais

EDP. PREPARAR A ECONOMIA DO CARBONO Eficiência energética em alerta vermelho EMPRESA

EDP. PREPARAR A ECONOMIA DO CARBONO Eficiência energética em alerta vermelho EMPRESA EDP PREPARAR A ECONOMIA DO CARBONO Eficiência energética em alerta vermelho EMPRESA O Grupo EDP Energias de Portugal centra as suas actividades na produção, distribuição e comercialização de energia eléctrica,

Leia mais

O SECTOR ELÉCTRICO EM PORTUGAL CONTINENTAL

O SECTOR ELÉCTRICO EM PORTUGAL CONTINENTAL O SECTOR ELÉCTRICO EM PORTUGAL CONTINENTAL CONTRIBUTO PARA DISCUSSÃO 31 de Março de 2011 O presente documento resume as principais conclusões do Estudo O Sector Eléctrico em Portugal Continental elaborado

Leia mais

RESUMO DA AVALIAÇÃO DE IMPACTO

RESUMO DA AVALIAÇÃO DE IMPACTO COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS Bruxelas, 25.6.2009 SEC(2009) 815 DOCUMENTO DE TRABALHO DOS SERVIÇOS DA COMISSÃO que acompanha a COMUNICAÇÃO DA COMISSÃO AO PARLAMENTO EUROPEU E AO CONSELHO Demonstração

Leia mais

Energia e Ambiente: duas faces da mesma moeda

Energia e Ambiente: duas faces da mesma moeda Seminário A Política Ambiental no Sector Energético Português Coimbra, 3 de Julho 2008 Energia e Ambiente: duas faces da mesma moeda Guilherme Machado Conteúdo 1. Energia e Ambiente: Duas faces da mesma

Leia mais

A ENERGIA SOLAR NA UNIVERSIDADE DE ÉVORA

A ENERGIA SOLAR NA UNIVERSIDADE DE ÉVORA O PANORAMA MUNDIAL DA ENERGIA WORLD ENERGY OUTLOOK 2011 IEA SOLAR ENERGY PERSPECTIVES 2011 IEA O PROGRAMA DA UNIVERSIDADE DE ÉVORA PARA AS ENERGIAS RENOVÁVEIS INVESTIGAÇÃO E DESENVOLVIMENTO ENSINO MESTRADO

Leia mais

DECLARAÇÃO INICIAL DO GOVERNADOR DO BANCO DE PORTUGAL NA APRESENTAÇÃO DO BOLETIM ECONÓMICO DA PRIMAVERA (2009)

DECLARAÇÃO INICIAL DO GOVERNADOR DO BANCO DE PORTUGAL NA APRESENTAÇÃO DO BOLETIM ECONÓMICO DA PRIMAVERA (2009) Conferência de Imprensa em 14 de Abril de 2009 DECLARAÇÃO INICIAL DO GOVERNADOR DO BANCO DE PORTUGAL NA APRESENTAÇÃO DO BOLETIM ECONÓMICO DA PRIMAVERA (2009) No contexto da maior crise económica mundial

Leia mais

Conferência IDEFF: As privatizações não se discutem?

Conferência IDEFF: As privatizações não se discutem? Conferência IDEFF: As privatizações não se discutem? III Painel Portugal após as privatizações: Que futuro? Carlos Rodrigues Presidente do Conselho de Administração Banco BiG 06 de Dezembro de 2012 Índice

Leia mais

ESTUDO DA PEGADA CARBÓNICA NO SECTOR FINANCEIRO EM PORTUGAL

ESTUDO DA PEGADA CARBÓNICA NO SECTOR FINANCEIRO EM PORTUGAL ESTUDO DA PEGADA CARBÓNICA NO SECTOR FINANCEIRO EM PORTUGAL Agosto de 2010 ÍNDICE ÍNDICE... 2 ENQUADRAMENTO... 3 O IMPACTE DO SECTOR FINANCEIRO NAS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS... 4 PEGADA CARBÓNICA DO SECTOR

Leia mais

ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE EMPRESAS PETROLÍFERAS

ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE EMPRESAS PETROLÍFERAS ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE EMPRESAS PETROLÍFERAS Comparação dos preços dos combustíveis entre Julho de 2008 e Janeiro de 2011 No passado mês de Dezembro, bem como já no corrente ano, foram muitos os Órgãos

Leia mais

Eficiência Energética e Mercados de Carbono Sector dos Transportes

Eficiência Energética e Mercados de Carbono Sector dos Transportes Eficiência Energética e Mercados de Carbono Sector dos Transportes Lisboa, 20 de Novembro 2009 Cláudio Casimiro claudio.casimiro@ceeeta.pt tel. +351 213 103 510 fax +351 213 104 411 Rua Dr. António Cândido,

Leia mais

1. Os desafios e a visão de futuro

1. Os desafios e a visão de futuro ESTRATÉGIA NACIONAL DE INVESTIGAÇÃO E INOVAÇÃO PARA UMA ESPECIALIZAÇÃO INTELIGENTE 2 1. Os desafios e a visão de futuro Plano internacional A economia mundial defronta-se na atualidade com dois grandes

Leia mais

DECISÃO DO CONSELHO DA AUTORIDADE DA CONCORRÊNCIA Ccent. 36/2005 ENDESA GENERACÍON, S.A. / FINERGE-GESTÃO DE PROJECTOS ENERGÉTICOS, S.A.

DECISÃO DO CONSELHO DA AUTORIDADE DA CONCORRÊNCIA Ccent. 36/2005 ENDESA GENERACÍON, S.A. / FINERGE-GESTÃO DE PROJECTOS ENERGÉTICOS, S.A. DECISÃO DO CONSELHO DA AUTORIDADE DA CONCORRÊNCIA Ccent. 36/2005 ENDESA GENERACÍON, S.A. / FINERGE-GESTÃO DE PROJECTOS ENERGÉTICOS, S.A. I INTRODUÇÃO 1. Em 16 de Maio de 2005, a Autoridade da Concorrência

Leia mais

01 _ Enquadramento macroeconómico

01 _ Enquadramento macroeconómico 01 _ Enquadramento macroeconómico 01 _ Enquadramento macroeconómico O agravamento da crise do crédito hipotecário subprime transformou-se numa crise generalizada de confiança com repercursões nos mercados

Leia mais

GRANDES OPÇÕES DO PLANO 2008 PRINCIPAIS ASPECTOS

GRANDES OPÇÕES DO PLANO 2008 PRINCIPAIS ASPECTOS GRANDES OPÇÕES DO PLANO 2008 PRINCIPAIS ASPECTOS I. INTRODUÇÃO O Governo apresentou ao Conselho Económico e Social o Projecto de Grandes Opções do Plano 2008 (GOP 2008) para que este Órgão, de acordo com

Leia mais

Moção relativa à próxima negociação sobre o comércio. internacional de produtos do sector têxtil e da

Moção relativa à próxima negociação sobre o comércio. internacional de produtos do sector têxtil e da Moção relativa à próxima negociação sobre o comércio internacional de produtos do sector têxtil e da Moção relativa à próxima negociação sobre o comércio internacional de produtos do sector têxtil e da

Leia mais

Simplificação Processual no Licenciamento para as Energias Renováveis

Simplificação Processual no Licenciamento para as Energias Renováveis Simplificação Processual no Licenciamento para as Energias Renováveis O Projecto Políticas Públicas do WavEC, Centro de Energia das Ondas Nuno Matos Núcleo de Políticas Públicas e Disseminação Breves Dados

Leia mais

Mercado liberalizado da eletricidade e do gás natural. Guia Prático: perguntas com respostas

Mercado liberalizado da eletricidade e do gás natural. Guia Prático: perguntas com respostas Mercado liberalizado da eletricidade e do gás natural Guia Prático: perguntas com respostas Nota introdutória A liberalização dos mercados de eletricidade e do gás natural e a sequente extinção das tarifas

Leia mais

Minhas senhoras e meus senhores.

Minhas senhoras e meus senhores. Minhas senhoras e meus senhores. Em primeiro lugar, gostaria de transmitir a todos, em nome do Senhor Secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, a satisfação pelo convite que

Leia mais

RELATÓRIO E CONTAS BBVA BOLSA EURO

RELATÓRIO E CONTAS BBVA BOLSA EURO RELATÓRIO E CONTAS BBVA BOLSA EURO 30 JUNHO 20 1 BREVE ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO 1º semestre de 20 No contexto macroeconómico, o mais relevante no primeiro semestre de 20, foi a subida das taxas do

Leia mais

(in CONSULTA PÚBLICA SOBRE A PROPOSTA DE ORGANIZAÇÃO E PRINCIPIOS DE FUNCIONAMENTO DO MIBGAS ELABORADA PELA CNE E PELA ERSE, Novembro de 2007).

(in CONSULTA PÚBLICA SOBRE A PROPOSTA DE ORGANIZAÇÃO E PRINCIPIOS DE FUNCIONAMENTO DO MIBGAS ELABORADA PELA CNE E PELA ERSE, Novembro de 2007). COMENTÁRIOS REN CONSULTA PÚBLICA SOBRE A PROPOSTA DE ORGANIZAÇÃO E PRINCÍPIOS DE FUNCIONAMENTO DO MIBGÁS ELABORADA PELA CNE E PELA ERSE A. INTRODUÇÃO Na sequência do compromisso assumido, a CNE e a ERSE

Leia mais

07/01/2009 OJE Economia contrai 0,8% este ano e terá entrado em recessão em 2008 A crise financeira e a recessão mundial vão provocar este ano uma contracção de 0,8% na economia nacional, penalizada pela

Leia mais

A REGULAÇÃO PETROLÍFERA EM ANGOLA E O PROCESSO DE LICITAÇÃO E CONTRATAÇÃO 30/05/12

A REGULAÇÃO PETROLÍFERA EM ANGOLA E O PROCESSO DE LICITAÇÃO E CONTRATAÇÃO 30/05/12 A REGULAÇÃO PETROLÍFERA EM ANGOLA E O PROCESSO DE LICITAÇÃO E CONTRATAÇÃO 30/05/12 AGENDA 2 I. CONSIDERAÇÕES GERAIS II. PRINCIPAIS INSTRUMENTOS LEGAIS E CONTRATUAIS III. REGULAÇÃO DO SECTOR PETROLÍFERO

Leia mais

Congresso da Associação Ibérica de Gás Natural para a Mobilidade. Barcelona, 20 de outubro de 2015 Carlos Almeida Diretor-Geral da DGEG

Congresso da Associação Ibérica de Gás Natural para a Mobilidade. Barcelona, 20 de outubro de 2015 Carlos Almeida Diretor-Geral da DGEG Congresso da Associação Ibérica de Gás Natural para a Mobilidade A DIRETIVA EUROPEIA SOBRE INFRAESTRUTURAS DE COMBUSTÍVEIS ALTERNATIVOS Barcelona, 20 de outubro de 2015 Carlos Almeida Diretor-Geral da

Leia mais

Eficiência. Energética. e a energia eléctrica

Eficiência. Energética. e a energia eléctrica Eficiência Energética e a energia eléctrica > Eficiência energética A é um desafio que devemos colocar a todos nós. Está ao nosso alcance, o podermos contribuir de forma decisiva para um mundo melhor e

Leia mais

CICLO DE CONFERÊNCIAS ENGENHARIA EM MOVIMENTO

CICLO DE CONFERÊNCIAS ENGENHARIA EM MOVIMENTO CICLO DE CONFERÊNCIAS ENGENHARIA EM MOVIMENTO Estratégia para o Crescimento Verde A ELETRICIDADE RENOVÁVEL EM PORTUGAL António Sá da Costa 22 de Janeiro de 2015 ÍNDICE 1. A ENERGIA EM PORTUGAL 2. CONTRIBUIÇÃO

Leia mais

Plano de Compatibilização entre Portugal e Espanha no sector energético

Plano de Compatibilização entre Portugal e Espanha no sector energético Plano de Compatibilização entre Portugal e Espanha no sector energético Sumário No sentido de aprofundar o MIBEL - Mercado Ibérico de Electricidade, e em linha com o Acordo de Santiago de Compostela e

Leia mais

Economia Azul Plataformas Offshore e Oportunidades Oportunidades de Negócio e Investimento 26 Nov. 2012

Economia Azul Plataformas Offshore e Oportunidades Oportunidades de Negócio e Investimento 26 Nov. 2012 Seminário Anual WavEC Economia Azul Plataformas Offshore e Oportunidades Oportunidades de Negócio e Investimento 26 Nov. 2012 Direção-Geral de Energia e Geologia Pedro Cabral Potencial renovável marinho

Leia mais

SINAIS POSITIVOS TOP 20 (atualizado a 10JUL2014)

SINAIS POSITIVOS TOP 20 (atualizado a 10JUL2014) SINAIS POSITIVOS TOP 20 (atualizado a 10JUL2014) 1. Taxa de Desemprego O desemprego desceu para 14,3% em maio, o que representa um recuo de 2,6% em relação a maio de 2013. Esta é a segunda maior variação

Leia mais

O Sistema de Certificação Energética como plataforma integrada de gestão do património edificado

O Sistema de Certificação Energética como plataforma integrada de gestão do património edificado O Sistema de Certificação Energética como plataforma integrada de gestão do património edificado ENERGY FOR SMART CITIES Cascais Painel Built Environment Lisboa, 28 a 30 de Novembro de 2012 Joana Fernandes

Leia mais

Microgeração de Energia Enquadramento Legal

Microgeração de Energia Enquadramento Legal Microgeração de Energia Enquadramento Legal Inês Saraiva Azevedo Junho 2008 Enquadramento Legislativo Decreto-Lei n.º 363/2007 Benefícios Fiscais Confidencial 2 Enquadramento Legislativo Confidencial 3

Leia mais

especial CALOR EFRIO LAR DICAS PARA O 22/11/13 SOL l 39 GETTY IMAGES/BRAND X

especial CALOR EFRIO LAR DICAS PARA O 22/11/13 SOL l 39 GETTY IMAGES/BRAND X especial LAR DICAS PARA O CALOR EFRIO GETTY IMAGES/BRAND X 22/11/13 SOL l 39 02/ 03 CLIMATIZAÇÃO/ LAR GETTY IMAGES/STOCKTREK IMAGES POUPE NA FACTURA DA ELECTRICIDADE Aqueça e refresque a casa de forma

Leia mais

Portugal Eficiência 2015 Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética

Portugal Eficiência 2015 Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética Portugal Eficiência 2015 Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética Apresentação da Versão para Discussão Pública Fevereiro 2008 Coordenação : Apoio : Forte inversão da intensidade energética

Leia mais

Mobilidade eléctrica. Jorge Cruz Morais. Seminário Mobilidade Eléctrica Lisboa, 2 de M arço de 2011

Mobilidade eléctrica. Jorge Cruz Morais. Seminário Mobilidade Eléctrica Lisboa, 2 de M arço de 2011 Mobilidade eléctrica Jorge Cruz Morais Seminário Mobilidade Eléctrica Lisboa, 2 de M arço de 2011 factores da alteração Aumento da Procura Emissões de CO2 O consumo mundial de energia primária Evolução

Leia mais

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS DOCUMENTO DE TRABALHO DOS SERVIÇOS DA COMISSÃO. que acompanha a

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS DOCUMENTO DE TRABALHO DOS SERVIÇOS DA COMISSÃO. que acompanha a COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS Bruxelas, 16.7.2009 SEC(2009) 980 final C7-0097/09 DOCUMENTO DE TRABALHO DOS SERVIÇOS DA COMISSÃO que acompanha a revisão da Directiva 2004/67 relativa a medidas destinadas

Leia mais

\ BOAS PRÁTICAS NA ENERGIA A Gestão de Energia como Ferramenta de Gestão Empresarial

\ BOAS PRÁTICAS NA ENERGIA A Gestão de Energia como Ferramenta de Gestão Empresarial \ BOAS PRÁTICAS NA ENERGIA A Gestão de Energia como Ferramenta de Gestão Empresarial Workshop Eficiência Energética e Sustentabilidade Ambiental nas empresas CTCV 25 de Fevereiro de 2014 \ BOAS PRÁTICAS

Leia mais

INTERVENÇÃO Dr. José Vital Morgado Administrador Executivo da AICEP ****

INTERVENÇÃO Dr. José Vital Morgado Administrador Executivo da AICEP **** INTERVENÇÃO Dr. José Vital Morgado Administrador Executivo da AICEP **** Gostaria de começar por agradecer o amável convite da CIP para participarmos nesta conferência sobre um tema determinante para o

Leia mais

Uma visão geral do sector das energias renováveis na Roménia

Uma visão geral do sector das energias renováveis na Roménia Uma visão geral do sector das energias renováveis na Roménia A Roménia localiza-se geograficamente no centro da Europa (parte sudeste da Europa Central). O país tem,5 milhões de habitantes e abrange uma

Leia mais

edp edp Resultados do 1S2007 26 de Julho de 2007 sinta a nossa energia

edp edp Resultados do 1S2007 26 de Julho de 2007 sinta a nossa energia sinta a nossa energia Resultados do 1S2007 26 de Julho de 2007 0 1S07: Principais Acontecimentos Crescimento de EBITDA: +27% com base em crescimento orgânico Turnaround das actividades em mercado: enfoque

Leia mais

Relatório de Gestão & Contas - Ano 2012 RELATÓRIO DE GESTÃO. Resende e Fernandes, Construção Civil, Lda.

Relatório de Gestão & Contas - Ano 2012 RELATÓRIO DE GESTÃO. Resende e Fernandes, Construção Civil, Lda. RELATÓRIO DE GESTÃO Resende e Fernandes, Construção Civil, Lda. 2012 ÍNDICE DESTAQUES... 3 MENSAGEM DO GERENTE... 4 ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO... 5 Economia internacional... 5 Economia Nacional... 5

Leia mais

A Qualidade da Regulação e os Serviços do Sector Eléctrico Angolano

A Qualidade da Regulação e os Serviços do Sector Eléctrico Angolano A Qualidade da Regulação e os Serviços do Sector Eléctrico Angolano VI Conferência RELOP Per : José Quarta Luanda, 30 31 de Maio de 2013 1 Interacção entre actores do Sistema Eléctrico 2 3 Projectos de

Leia mais

A VISÃO do ENERGYIN Motivos da sua criação & Objectivos

A VISÃO do ENERGYIN Motivos da sua criação & Objectivos Pólo da Competitividade e Tecnologia da Energia (PCTE) O papel do PCTE na energia solar em Portugal 8 e 9 de Fevereiro de 2010 António Mano - EDP Antonio.ermidamano@edp.pt A VISÃO do ENERGYIN Motivos da

Leia mais

RESUMO DE IMPRENSA. Quinta-feira, 31 de Julho de 2008

RESUMO DE IMPRENSA. Quinta-feira, 31 de Julho de 2008 RESUMO DE IMPRENSA Quinta-feira, 31 de Julho de 2008 JORNAL DE NEGÓCIOS 1. Queda nos lucros da banca retira 80 milhões ao Fisco. Resultados dos quatro maiores bancos privados caíram mais de 40% no primeiro

Leia mais

Debate Quinzenal Economia Intervenção do Primeiro-Ministro José Sócrates

Debate Quinzenal Economia Intervenção do Primeiro-Ministro José Sócrates Debate Quinzenal Economia Intervenção do Primeiro-Ministro José Sócrates 11.02.2009 1. A execução da Iniciativa para o Investimento e o Emprego A resposta do Governo à crise económica segue uma linha de

Leia mais

10º Fórum da Indústria Têxtil. Que Private Label na Era das Marcas?

10º Fórum da Indústria Têxtil. Que Private Label na Era das Marcas? Que Private Label na Era das Marcas? Vila Nova de Famalicão, 26 de Novembro de 2008 Manuel Sousa Lopes Teixeira 1 2 INTELIGÊNCIA TÊXTIL O Sector Têxtil e Vestuário Português e o seu enquadramento na Economia

Leia mais

COMENTÁRIOS DA COGEN PORTUGAL AO ANUNCIO DE PROPOSTA DE REGULAMENTAÇÃO DO SECTOR DO GÁS NATURAL

COMENTÁRIOS DA COGEN PORTUGAL AO ANUNCIO DE PROPOSTA DE REGULAMENTAÇÃO DO SECTOR DO GÁS NATURAL COMENTÁRIOS DA COGEN PORTUGAL AO ANUNCIO DE PROPOSTA DE REGULAMENTAÇÃO DO SECTOR DO GÁS NATURAL Página 1 de 23 INTRODUÇÃO A actividade da produção combinada de calor e de electricidade cogeração tem tido,

Leia mais

As Estatísticas do Banco de Portugal, a Economia e as Empresas

As Estatísticas do Banco de Portugal, a Economia e as Empresas 30 11 2012 As Estatísticas do Banco de Portugal, a Economia e as Empresas Teodora Cardoso 1ª Conferência da Central de Balanços Porto, 13 Dezembro 2010 O Banco de Portugal e as Estatísticas O Banco de

Leia mais

Técnicas passivas; Técnicas ativas.

Técnicas passivas; Técnicas ativas. Definição: a conservação de energia deve ser entendida como a utilização de uma menor quantidade de energia para a obtenção de um mesmo produto ou serviço através da eliminação do desperdício; Técnicas

Leia mais

Precisa de electricidade e água quente? res-fc market

Precisa de electricidade e água quente? res-fc market Precisa de e água quente? res-fc market O Projecto Este projecto Europeu RES-FC Market, visa acelerar a introdução no mercado de sistemas de células de combustível para uso residencial, que utilizem como

Leia mais

Medida Solar Térmico 2009 Impulsionar a Eficiência Energética e a Economia Nacional

Medida Solar Térmico 2009 Impulsionar a Eficiência Energética e a Economia Nacional Medida Solar Térmico 2009 Impulsionar a Eficiência Energética e a Economia Nacional Alargamento a Instituições Particulares de Solidariedade Social e Associações Desportivas de Utilidade Pública Lisboa,

Leia mais

Recomendações Estratégicas para o Sector Energético Português. Proposta de Reorganização

Recomendações Estratégicas para o Sector Energético Português. Proposta de Reorganização Recomendações Estratégicas para o Sector Energético Português Proposta de Reorganização 3 de Abril de 2003 Política Energética Governamental: uma política para o Futuro A reorganização proposta pelo Governo

Leia mais

Resolução do Conselho de Ministros N.º 29/2010, de 15 de Abril

Resolução do Conselho de Ministros N.º 29/2010, de 15 de Abril Resolução do Conselho de Ministros N.º 29/2010, de 15 de Abril O programa de Governo do XVIII Governo Constitucional estabelece que um dos objectivos para Portugal deve ser «liderar a revolução energética»

Leia mais

Medida Solar Térmico 2009 A eficiência energética como dinamizador da economia

Medida Solar Térmico 2009 A eficiência energética como dinamizador da economia Medida Solar Térmico 2009 A eficiência energética como dinamizador da economia Instituições Particulares de Solidariedade Social e Clubes e Associações de Utilidade Pública Desportiva 20 de Outubro 2009

Leia mais

José Perdigoto Director Geral de Energia e Geologia. Lisboa, 20 de Junho de 2011

José Perdigoto Director Geral de Energia e Geologia. Lisboa, 20 de Junho de 2011 O papel dos biocombustíveis na política energética nacional Seminário Internacional sobre Políticas e Impactes dos Biocombustíveis em Portugal e na Europa José Perdigoto Director Geral de Energia e Geologia

Leia mais

Consumo e geração de energia equilibrados

Consumo e geração de energia equilibrados Consumo e geração de energia equilibrados Consumo e geração de energia equilibrados Em Portugal, a rede de transporte de energia foi concebida tendo em conta a produção maciça e contínua de energia proveniente

Leia mais

OBJECTIVOS DA CASCAIS ENERGIA

OBJECTIVOS DA CASCAIS ENERGIA O Projecto SMART-SPP: a visão do Município de Cascais Dr. João Dias Coelho - Administrador da Agência Cascais Energia Supported by: YOUR LOGO OBJECTIVOS DA CASCAIS ENERGIA Promover o uso racional de energia;

Leia mais

PROGRAMA DE APOIO À IMPLEMENTAÇÃO DE PROJECTOS DE PRODUÇÃO DE ENERGIA E DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA. Selfenergy

PROGRAMA DE APOIO À IMPLEMENTAÇÃO DE PROJECTOS DE PRODUÇÃO DE ENERGIA E DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA. Selfenergy PROGRAMA DE APOIO À IMPLEMENTAÇÃO DE PROJECTOS DE PRODUÇÃO DE ENERGIA E DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA Selfenergy PARCEIRO: SCT Consulting SOLVING CHALLENGES TOGETHER Uma empresa com energia A Vivapower é uma

Leia mais

Imobiliário: estudo conclui que é preciso apostar em novos segmentos

Imobiliário: estudo conclui que é preciso apostar em novos segmentos Re-Search Angola Imobiliário: estudo conclui que é preciso apostar em novos segmentos Está a emergir em Angola uma classe média, com maior poder de compra e interesse em adquirir casa própria. Esta é uma

Leia mais