Universidade do Sul de Santa Catarina. Operadores Logísticos

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2 Universidade do Sul de Santa Catarina Operadores Logísticos UnisulVirtual Palhoça, 2013

3 Créditos Universidade do Sul de Santa Catarina Unisul Reitor Ailton Nazareno Soares Vice-Reitor Sebastião Salésio Herdt Chefe de Gabinete da Reitoria Willian Máximo Pró-Reitor de Ensino e Pró-Reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação Mauri Luiz Heerdt Pró-Reitor de Desenvolvimento e Inovação Institucional Valter Alves Schmitz Neto Diretora do Campus Universitário de Tubarão Milene Pacheco Kindermann Diretor do Campus Universitário Grande Florianópolis Hércules Nunes de Araújo Diretor do Campus Universitário UnisulVirtual Moacir Heerdt Campus Universitário UnisulVirtual Gerente de Administração Acadêmica Angelita Marçal Flores Secretária de Ensino a Distância Samara Josten Flores Gerente Administrativo e Financeiro Renato André Luz Gerente de Ensino, Pesquisa e Extensão Roberto Iunskovski Coordenadora da Biblioteca Salete Cecília de Souza Gerente de Desenho e Desenvolvimento de Materiais Didáticos Márcia Loch Coordenadora do Desenho Educacional Cristina Klipp de Oliveira Coordenadora da Acessibilidade Vanessa de Andrade Manoel Gerente de Logística Jeferson Cassiano Almeida da Costa Gerente de Marketing Eliza Bianchini Dallanhol Coordenadora do Portal e Comunicação Cátia Melissa Silveira Rodrigues Gerente de Produção Arthur Emmanuel F. Silveira Coordenador do Design Gráfico Pedro Paulo Teixeira Coordenador do Laboratório Multimídia Sérgio Giron Coordenador de Produção Industrial Marcelo Bitencourt Coordenadora de Webconferência Carla Feltrin Raimundo Gerência Serviço de Atenção Integral ao Acadêmico Maria Isabel Aragon Assessor de Assuntos Internacionais Murilo Matos Mendonça Assessora para DAD - Disciplinas a Distância Patrícia da Silva Meneghel Assessora de Inovação e Qualidade da EaD Dênia Falcão de Bittencourt Assessoria de relação com Poder Público e Forças Armadas Adenir Siqueira Viana Walter Félix Cardoso Junior Assessor de Tecnologia Osmar de Oliveira Braz Júnior Unidades de Articulação Acadêmica (UnA) Educação, Humanidades e Artes Marciel Evangelista Cataneo Articulador Graduação Jorge Alexandre Nogared Cardoso Pedagogia Marciel Evangelista Cataneo Filosofia Maria Cristina Schweitzer Veit Docência em Educação Infantil, Docência em Filosofia, Docência em Química, Docência em Sociologia Rose Clér Estivalete Beche Formação Pedagógica para Formadores de Educação Profissional Pós-graduação Daniela Ernani Monteiro Will Metodologia da Educação a Distância Docência em EAD Karla Leonora Dahse Nunes História Militar Ciências Sociais, Direito, Negócios e Serviços Roberto Iunskovski Articulador Graduação Aloísio José Rodrigues Serviços Penais Ana Paula Reusing Pacheco Administração Bernardino José da Silva Gestão Financeira Dilsa Mondardo Direito Itamar Pedro Bevilaqua Segurança Pública Janaína Baeta Neves Marketing José Onildo Truppel Filho Segurança no Trânsito Joseane Borges de Miranda Ciências Econômicas Luiz Guilherme Buchmann Figueiredo Turismo Maria da Graça Poyer Comércio Exterior Moacir Fogaça Logística Processos Gerenciais Nélio Herzmann Ciências Contábeis Onei Tadeu Dutra Gestão Pública Roberto Iunskovski Gestão de Cooperativas Pós-graduação Aloísio José Rodrigues Gestão de Segurança Pública Danielle Maria Espezim da Silva Direitos Difusos e Coletivos Giovani de Paula Segurança Letícia Cristina B. Barbosa Gestão de Cooperativas de Crédito Sidenir Niehuns Meurer Programa de Pós-Graduação em Gestão Pública Thiago Coelho Soares Programa de Pós-Graduação em Gestão Empresarial Produção, Construção e Agroindústria Diva Marília Flemming Articulador Graduação Ana Luísa Mülbert Gestão da tecnologia da Informação Charles Odair Cesconetto da Silva Produção Multimídia Diva Marília Flemming Matemática Ivete de Fátima Rossato Gestão da Produção Industrial Jairo Afonso Henkes Gestão Ambiental José Carlos da Silva Júnior Ciências Aeronáuticas José Gabriel da Silva Agronegócios Mauro Faccioni Filho Sistemas para Internet Pós-graduação Luiz Otávio Botelho Lento Gestão da Segurança da Informação. Vera Rejane Niedersberg Schuhmacher Programa em Gestão de Tecnologia da Informação

4 Moacir Fogaça Operadores Logísticos Livro didático Designer instrucional Marcelo Tavares de Souza Campos UnisulVirtual Palhoça, 2013

5 Copyright UnisulVirtual 2013 Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida por qualquer meio sem a prévia autorização desta instituição. Livro Didático Professor conteudista Moacir Fogaça Designer instrucional Marcelo Tavares de Souza Campos Projeto gráfico e capa Equipe UnisulVirtual Diagramador(a) Edison Valim Revisor(a) Smirna Cavalheiro ISBN F68 Fogaça, Moacir Operadores logísticos : livro didático / Moacir Fogaça ; design instrucional Marcelo Tavares de Souza Campos. Palhoça : UnisulVirtual, p. : il. ; 28 cm. Inclui bibliografia. ISBN Administração de materiais. 2. Logística. 3. Distribuição. I. Campos, Marcelo Tavares de Souza. II. Título. Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca Universitária da Unisul

6 Sumário Introdução I 7 Capítulo 1 O operador logístico I 9 Capítulo 2 Localização de fábricas e centros de distribuição I 35 Capítulo 3 Nível de serviço ao cliente I 63 Capítulo 4 Gestão da distribuição física I 71 Considerações Finais I 87 Referências I 89 Sobre o Professor Conteudista I 91

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8 Introdução Os operadores logísticos (logistics providers) são empresas especializadas em atividades logísticas, as quais são contratadas em virtude de hoje muitas empresas preferirem terceirizar boa parte das atividades consideradas fora do foco de sua atividade principal. Desta forma, a contratação das referidas atividades tornou-se um importante aspecto da logística, diante da possibilidade de sua terceirização. Neste sentido, você estudará que as razões para tal decisão, além do foco empresarial, também é devido ao fato de a especialização dos operadores logísticos trazer maior confiabilidade ao processo, os quais iniciaram com atividades de uma transportadora, migrando, posteriormente, para a especialização. Por exemplo, uma empresa que decida fazer por conta própria o transporte de suprimentos e as entregas de produtos acabados de sua fabricação, deverá comprar veículos na quantidade ideal para o suprimento de sua demanda, possuir equipamentos de Tecnologias da Informação (TI) específicos e de última geração, adquirir ou alugar galpões em vários lugares onde esta empresa operar. Além desses investimentos, a empresa deverá fazer a contratação de pessoal especializado para o gerenciamento eficaz da frota, do serviço e do pessoal que a compõe. Além de, obviamente, investir na manutenção da frota de veículos, capacitar os funcionários com frequência e ter uma estrutura de apoio a esta frota. Ainda neste aspecto, cabe salientar que a frota deverá ser composta de veículos de portes variados a fim de se adequar às diferentes infraestruturas de trânsito de cidades e de rodovias. Dentro deste contexto você estudará também conceitos relacionados aos operadores logísticos e aos fundamentos da logística internacional, a fim de desenvolver habilidades quanto aos princípios de outsourcing. Conhecerá conceitos sobre a localização de Plantas e Centros de Distribuições (CDs), armazenagem, sistemas de informação para o desenvolvimento de habilidades em relação ao controle da armazenagem e movimentação de materiais, bem como identificar as principais características dos sistemas de informação mais usados na logística. Por fim, desenvolverá, por meio do estudo de estruturas portuárias e 7

9 aeroportuárias, canais de marketing e diferentes modais, habilidades de monitorar as cadeias de suprimento e de estabelecer metas de desempenho para as mesmas, assim como do nível de serviço ao cliente. 8

10 Capítulo 1 O operador logístico Habilidades Seções de estudo Nesta leitura você desenvolverá a habilidade quanto ao domínio dos princípios do outsourcing, por meio do estudo de conceitos atuais referentes a operadores logísticos e também aos fundamentos da logística internacional. Verá que na atualidade as relações empresariais que envolvem a logística podem se tornar complexas. Por exemplo, uma empresa que fabrique peças para veículos deverá se especializar fortemente em seus produtos, visto que a concorrência existente entre as empresas que concorrem em um determinado mercado (players) exige que a empresa se dedique ao máximo no foco de seu negócio. Entretanto, independentemente dessa especialização, a logística é necessária de qualquer forma, sendo que hoje existem empresas cujo foco é exclusivamente a logística com alto grau de qualificação, as quais poderão, no caso apresentado, agregar valor para o fabricante de peças para veículos. Seção 1: Classificação dos operadores de serviços logísticos Seção 2: Fundamentos da logística internacional 9

11 Capítulo 1 Seção 1 Classificação dos operadores de serviços logísticos Os chamados operadores logísticos (logistics providers) são empresas especializadas nas atividades logísticas. Estas empresas são chamadas também de prestadores de serviços logísticos (PSL). Outra definição apresentada pela Associação Brasileira de Movimentação e Logística (ABML) é a seguinte: O operador logístico é a empresa prestadora de serviços, especializada em gerenciar e executar todas ou parte das atividades logísticas, nas várias fases da cadeia de abastecimento de seus clientes, agregando valor aos produtos dos mesmos. (ABML, 1999). Atualmente, do ponto de vista estratégico, as empresas em geral estão buscando seu foco de atuação (core competence). O surgimento de empresas equipadas com softwares e hardwares específicos, operando com preços competitivos, representam alternativas àquelas empresas que não querem investir recursos em uma área complexa, como a logística, cujas atividades não são representativas de sua atividade fim. Nesse sentido, as empresas especializadas em operações logísticas devem ter veículos adequados, máquinas especiais e softwares convenientes. Ou, ainda, excelentes capacidades de gerenciamento, com o objetivo de garantir aos clientes uma correta movimentação, armazenagem e distribuição, em nível nacional, bem como alianças nos mercados internacionais. Cabe destacar que os operadores logísticos estão, em alguns casos, efetuando atividades que estão um pouco distantes da área da logística, por exemplo, a montagem final de produtos. Para Novaes (2001), a abertura dos mercados globais estimula maior competição entre as empresas. E neste aspecto, a terceirização dos serviços logísticos, para o alcance dos mercados internacionais com melhores níveis de qualidade, se constitui numa ótima oportunidade para as empresas em geral. A classificação das atividades logísticas de uma cadeia de abastecimento, segundo a ABML, pode ser agrupada conforme figura a seguir. 10

12 Operadores logísticos Figura 1.1 Classificação das atividades logísticas FORNECEDORES ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS MANUFATURA DISTRIBUIÇÃO FÍSICA CLIENTE CONSUMIDOR Atividades específicas da administração de materiais Atividades de administração de materiais na manufatura Atividades de distribuição física na manufatura Atividades específicas de distribuição física Atividades de distribuição física com o cliente do fornecedor Atividades de distribuição física com o consumidor Fonte: Adaptado de ABML (1999). Podemos verificar que cada um dos blocos apresentados tem suas atividades descritas para efeitos de contratação de serviços dentro da cadeia de abastecimento. Desse modo, vamos fragmentar a figura para a apresentação das atividades que compõem cada bloco. O primeiro a ser apresentado é o bloco da administração de materiais, ilustrado pela próxima figura. Figura 1.2 Descrição das atividades de administração de materiais ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS Atividades específicas da administração de materiais Atividades de administração de materiais na manufatura -->Acompanhamento de pedidos a fornecedores -->Rastreamento de pedidos -->Rastreamento de veículos -->Recebimento de materiais e componentes -->Co nferência física quantitativa e documental -->Transporte primário -->Controle e pagamento de fretes -->Paletização de materiais e componentes -->Armazenagem -->Controle de estoques -->Identificação de volumes -->Expedição de materiais e componentes -->Gestão de informações logísticas -->Estudos de viabilidade -->Prestação de contas -->Medidas de desempenho -->Apoio a produção Kanban e JIT, preparação de kit's de produção, abastecimento de linha --> Armazenagem -->Gestão de informações logísticas -->Prestações de contas --> Medidas de desempenho Fonte: Elaboração do autor (2013). 11

13 Capítulo 1 Na figura a seguir, estão apresentadas as atividades do bloco da distribuição física na manufatura e também na própria distribuição física. Figura 1.3 Descrição das atividades de distribuição física DISTRIBUIÇÃO FÍSICA DISTRIBUIÇÃO FÍSICA Atividades de distribuição física na manufatura Atividades específicas de distribuição física -->Embalagem de produto acabado ou semi acabado -->Unitização; paletização de produto acabado ou semiacabado, conteinerização -->Armazenagem -->Identificação de volumes -->Conferência física quantitativa e documental -->Montagem de kits comerciais de produto acabado -->Roteirização -->Geração e controle de documentos -->Expedição industrial -->Distribuição direta da fábrica, transferência para centros de distribuição -->Rastreamento de veículos --> Crossdocking --> Controle e pagamento de fretes -->Gestão de informações logísticas -->Prestações de contas -->Medidas de desempenho -->Recebimento de produto acabado e semiacabado -->Desconsolidação -->Conferência física quantitativa e documental -->Nacionalização de produtos importados -->Armazenagem -->Controle de estoque -->Embalagem -->Unitização -->Pick / pack -->Montagem de kits comerciais -->Identificação de volumes -->Roteirização -->Geração e controle de documentos -->Expedição de produtos -->Distribuição direta da fábrica de CDs e transferência entre CDs. --> Crossdocking -->Rastreamento de veículos -->Controle e pagamento de fretes -->Gestão de informações logísticas Fonte: Elaboração do autor (2013). Já na figura que se segue, são apresentadas as atividades de distribuição física com fornecedores e consumidores. Figura 1.4 Descrição das atividades de distribuição junto ao fornecedor e ao consumidor DISTRIBUIÇÃO FÍSICA DISTRIBUIÇÃO FÍSICA Atividades de distribuição física com o cliente do fornecedor Atividades de distribuição física com o consumidor -->Entrega de produtos secos ou refrigerados -->Abastecimento de gôndolas --> Retirada de pallets vazios -->Coleta de mercadorias devolvidas -->Gestão de informações logísticas -->Prestações de contas -->Medidas de desempenho -->Entrega direta do fornecedor ao consumidor -->Serviços de atendimento ao consumidor -->Gestão de informações logísticas -->Prestações de contas -->Medidas de desempenho (performance) Fonte: Elaboração do autor (2013). 12

14 Operadores logísticos Na sequência podemos verificar uma nova figura originada a partir das anteriores, apresentadas pela ABML. Nela podemos perceber dois grandes grupos: a rede de suprimentos e a rede de distribuição. Figura 1.5 Dois grandes grupos: de suprimentos e de distribuição REDE DE SUPRIMENTOS Fornecedor Fornecedor Fábrica REDE DE DISTRIBUIÇÃO Cliente Cliente Fornecedor MAT.-PRIMA PROD. ACAB. Cliente Fonte: Elaboração do autor (2013). Colin e Fabbe-Costes (apud NOVAES, 2001, p. 326) classificam os prestadores de serviços logísticos da seguinte forma: Transporte: envolvendo os diferentes modos e serviços auxiliares, no caso do transporte internacional; Armazenagem de produtos; Manipulação de produto: incluindo embalagem, identificação, composição de kits, etc.; Operações industriais: que incluem intervenções intrínsecas no produto, como montagem final, testes de qualidade, entre outras; Operações comerciais: como recebimento e tratamento de pedidos, de pagamentos, realização de propaganda, etc.; Serviços de cunho informacional: como administração de estoques, rastreamento de veículos, e outros; Consultoria em engenharia e administração logística. Os operadores logísticos também podem ser classificados, segundo Africk e Calkins (apud DETONI, 2001), em dois grupos básicos e um terceiro, híbrido, que praticamente mistura os dois grupos anteriores, conforme suas ofertas de serviços: Operadores que dispõem de recursos: como armazéns, frota própria de veículos, equipamentos logísticos, etc., podendo oferecer serviços de armazenagem, etiquetagem, montagem final de produtos, transportes e movimentação. O segundo tipo é constituído pelos Prestadores de Serviços 13

15 Capítulo 1 Logísticos (PSLs), que administram as atividades e tratam das informações. Atuam como consultores, pois não dispõem de ativos tangíveis. Fornecem recursos humanos e sistemas capazes de gerenciar partes ou todas as funções logísticas de seus clientes. Operadores de serviços híbridos são os PSLs que oferecem, simultaneamente, os ativos tangíveis e serviços. Este último tipo se refere aos grandes operadores logísticos, como exemplo a TNT Logistics, que atende a General Motors no município de Gravataí, Estado do Rio Grande do Sul, e a Ryder Logistics que atende as montadoras de veículos em São Paulo capital. Diante do contexto apresentado, verificamos que as operações logísticas podem ser realizadas pelas próprias empresas ou por empresas especialmente constituídas para esta finalidade. Morini (apud FLEURY, 2000) e Ballou (2009) consideram que os operadores logísticos podem ser classificados em dois grupos básicos: Third-party logistics providers (3 PL) Provedores de Serviços Logísticos Terceirizados. Fourth-party logistics (4 PL) Provedores de Quarteirização Logística. Os 3 PLs surgiram por volta dos anos de 1980, basicamente na subcontratação de partes da logística. São os mais utilizados no mercado internacional. No Brasil, é o operador logístico o mais frequentemente encontrado. Os 4 PLs foram originados pela consultoria Andersen Consulting (Accenture). Seu campo de atuação é no sentido de estabelecer com o cliente uma associação de empresas (joint venture) basicamente pelo uso de tecnologia e informação. A utilização dos 4 PLs no Brasil ainda é pequena. 1.1 Seleção de um operador de serviço logístico A contratação de um prestador de serviços logísticos (PSL), segundo Novaes (2001), pode ser uma decisão baseada em fazer com recursos próprios ou contratar. É importante neste contexto que a empresa contratante de um operador logístico conheça sua própria cadeia de suprimentos a fim de que possa avaliar quanto terá de valor agregado na contratação deste tipo de empresa. Ainda segundo o autor, são três as situações em que se pode enquadrar estes PSLs. 1) Quando se considera o aumento da complexidade e customização do serviço físico. 14

16 Operadores logísticos 2) Quando se considera o aumento da complexidade e customização do serviço de administração. 3) Quando ambas as situações ocorrem simultaneamente, tem-se o híbrido ou integrado. Assim, a seleção do PSL se torna mais fácil, pois a escolha recairá sobre PSLs baseados em ativos, na administração ou ainda no tipo híbrido. A literatura sobre o assunto apresenta três razões para que se recorra à terceirização. São elas: 1) Manter o foco na atividade fim da empresa. 2) Custo / eficiência melhor que fazer com recursos próprios. 3) Problemas financeiros. Caso a subcontratação seja feita, uma das formas de se decidir é pela clássica análise dos custos fixos e variáveis. A decisão sobre comprar ou fazer, segundo Baily et al. (2000), estão localizadas em três amplos níveis: operacional, intermediário e estratégico. Em cada um desses níveis serão necessárias análises sobre vantagens ou desvantagens na terceirização de produtos ou serviços. A próxima figura apresenta um cenário com uma das formas de decidir se a empresa efetua a contratação com recursos próprios ou se subcontrata terceiros, com base no ponto de equilíbrio, mediante custos fixos e custos variáveis. Figura 1.6 Fazer ou subcontratar pelo método do ponto de equilíbrio C = T C + F C * q V C T 0 q 0 q P.Eq. SUBCONTRATAR FAZER COM RECURSOS PRÓPRIOS NO EQUILÍBRIO: 0 q" q QTD Fonte: Elaboração do autor (2013). 15

17 Capítulo 1 Em que: CT Custo total; CF Custo fixo; CV Custo variável; q quantidade; CTC Custo total de subcontratar; CVC Custo variável de subcontratar; CTf Custo total de fazer com recursos próprios; CVf Custo variável de fazer com recursos próprios; P.Eq. Ponto de equilíbrio; q Quantidade total calculada para as duas equações. A figura apresentada estabelece que caso as quantidades sejam pequenas, até o ponto de equilíbrio a melhor solução é a subcontratação. Para quantidades acima do ponto de equilíbrio, a empresa deverá fazer com seus próprios recursos. Dentre os tipos apresentados de PSL a contratação mais complicada é a do tipo 4 PL, pelo fato de que somente será possível uma avaliação completa após a conclusão dos trabalhos, devido à intangibilidade dos serviços. Atualmente, tendo-se em vista a larga utilização do conceito de cadeia de suprimentos e de logística integrada, observamos uma tendência para a seleção dos PSL de serviços logísticos integrados. Entretanto, o risco de qualquer forma é alto. Novaes (2001) alerta que, na seleção, a redução dos riscos se dá pela escolha bastante criteriosa do PSL, o qual deve estar principalmente mais adaptado às necessidades da empresa contratante, principalmente nas habilidades e competências exigidas. Os fatores que devem ser considerados no processo seletivo, no mínimo devem atender ao que segue: Compatibilidade entre os sistemas de informação. 16

18 Operadores logísticos Qualidade reconhecida pelo mercado. Plenas condições de atender às necessidades logísticas da empresa contratante. Experiência na atividade proposta, ter estabilidade e com boas condições financeiras. Naturalmente o preço deve estar dentro dos parâmetros médios ofertados pelos concorrentes. Redução dos custos. 1.2 Contratação de um operador de serviço logístico A contratação de um PSL tem implicações em termos de redução do capital necessário nas atividades logísticas. Por exemplo, manter uma frota de caminhões ou armazéns com ocupação total não é simples e seus custos são elevados, pois, via de regra, o consumo é contínuo com ou sem trabalho. Como a Cadeia de Suprimentos e a Tecnologia da Informação (TI) exigem grande atenção e grandes investimentos em sua atualização / implantação, com equipamentos e softwares específicos, a terceirização dos serviços logísticos é uma alternativa na transformação dos custos fixos em custos variáveis. Para formalizar essa terceirização deve ser firmado um contrato com a empresa prestadora de serviços, o qual possua mecanismos de direitos e deveres que possibilite efetuar punições e premiações mediante o desempenho apresentado. Deve também estabelecer indicadores que possam representar se a atividade desenvolvida pela contratada está dentro do esperado. Para que seja possível controlar as atividades destes operadores é importante que se faça um controle por instrumentos gerenciais e operacionais combinado entre as partes, os quais devem induzir à troca contínua de informações, apresentar ativos dedicados à parceria bem como multas, incentivos, entre outros. Os instrumentos operacionais, em geral, são os indicadores de desempenho e de padrões para as atividades desenvolvidas pelo PSL no âmbito da logística, os quais devem mensurar a produtividade, níveis de serviço e também o nível de qualidade obtido na prestação do serviço. Por outro lado, o contrato deve dar certa flexibilidade ao operador logístico, permitindo maior criatividade no sentido de desenvolver novas técnicas e métodos de trabalho com o objetivo de desenvolver ainda mais a atividade logística. 17

19 Capítulo 1 É importante observar que a atuação da contratante deve estabelecer um método de trabalho na forma de uma parceria, com monitoração constante dos resultados obtidos pelo PSL, pois isto tende a reduzir perdas no processo e evitar sustos depois de certo tempo de trabalho. Em outras palavras, a contratação de um PSL deve levar em conta que os contratos sejam celebrados com aval do jurídico da empresa contratante. 1.3 Fatores de sucesso de um operador de serviço logístico Diante da possibilidade de um operador logístico se transformar em um parceiro de grande importância no aumento da competitividade para qualquer empresa, vamos apresentar na sequência situações em que empresas poderão ser fortalecidas pelos operadores logísticos. Por exemplo: no e-commerce; na importação; na exportação de produtos. No caso do comércio eletrônico, em geral, os sites recebem grandes quantidades de pedidos com pequenos volumes e há a necessidade de rastrear a localização das mercadorias após despacho pelo fornecedor. Considerando a importação de produtos: em certos casos existe a necessidade de contatar fornecedores em outros países encaminhando as mercadorias para os portos ou aeroportos desejados contratando os fretes bem como companhias transportadoras. Outro aspecto ainda a ser considerado é a preparação para a importação que atenda aos trâmites da Receita Federal. Já na exportação o problema é diferente, ou seja, é fazer o produto brasileiro chegar ao destino final em outro país, sempre atendendo aos critérios da Receita Federal. Tanto na importação quanto na exportação é conveniente que se conheça previamente as leis que regem esses países, sendo que no caso do atendimento ao mercado interno os operadores logísticos podem atuar dentro e fora da empresa contratante, nos mais diversos segmentos abrangidos pela logística. Existem casos em que os operadores logísticos atuam inclusive na administração do arquivo morto, ou gerenciando assuntos técnicos de suas empresas contratantes. Contudo, a contratação de um operador logístico deverá ser feita de forma bastante criteriosa. Esse procedimento é importante em virtude de o operador logístico ser um parceiro que passará a conhecer sua contratante bem de perto, e que poderá 18

20 Operadores logísticos trabalhar com outras empresas, muitas vezes no mesmo segmento de mercado, podendo, em certos casos, haver problemas com o sigilo de informações estratégicas da empresa contratante. No entanto, cabe destacar que, mesmo após todo o processo de na contratação de um PSL, não há garantia de que tudo vai dar certo. Assim, a forma como as empresas conduzem o contrato é que poderá garantir o sucesso do empreendimento. Segundo alguns autores reconhecidos pela academia, o ideal é que se faça um contrato inicial bem básico e aos poucos sejam ampliadas as responsabilidades do contratado, conforme entende Novaes (2001). Também é fundamental haver a participação proativa da alta direção na gestão do contrato junto às partes contratadas no sentido de evitar as famosas resistências internas ao trabalho de terceiros. No contrato deverá ficar clara a participação ou não da empresa contratada nas questões que envolvam know-how da contratante e a garantia de não ocorrer o repasse de informações confidenciais a empresas concorrentes. AGV Logística - Empresa desenvolve poderosa ferramenta de troca de dados em tempo recorde utilizando web services com Visual DataFlex. A seguir apresentamos um estudo de caso de um operador logístico, denominado AGV Logística, com sucesso em suas atividades. Revista 4developers: Conte-nos a história da AGV. A AGV Logística iniciou suas atividades em outubro de 1998, a partir da desativação de uma indústria frigorífica localizada em Vinhedo. Com a desativação da empresa, muitos espaços, principalmente câmaras frias, ficaram ociosos e disponíveis. Havia aí uma oportunidade. Percebeu-se que muitas empresas de alimentos e saúde necessitavam de espaços frios para armazenagem de seus produtos e que existia uma enorme carência por serviços especializados de armazenagem, distribuição e outras operações logísticas. Após exaustivas avaliações, estudos de viabilidade que envolveram desde a localização, disponibilidade de mão de obra e benefícios fiscais disponíveis, decidiu-se ingressar no mercado de operações logísticas. Assim nasceu a AGV Logística, cuja principal atividade inicial era a armazenagem de produtos. Logo, porém, a AGV implantou uma área de transporte e diversificou seus serviços, tornando-se capaz de personalizar serviços para cada cliente, transformandose efetivamente em um operador logístico. Buscando sempre agregar valor e satisfazer as necessidades logísticas de seus clientes, a AGV se tornou um dos poucos operadores logísticos brasileiros capazes de oferecer serviços integrados que contemplam toda a cadeia de supply chain de seus clientes. Isso de forma customizada, com flexibilidade, agilidade em consonância com as mais diversas normas regulamentares existentes nos diversos segmentos da economia. 19

21 Capítulo 1 Atualmente, a AGV possui estrutura física, tecnológica e humana para atender empresas em todo o território nacional, seja in-house ou a partir de uma de suas 11 unidades espalhadas pelo Brasil. Oferece mais de 100 serviços logísticos, com atuação destacada nos segmentos de saúde animal (líder absoluta com 75% do mercado) e humana, nutrição animal, cosméticos, alimentos e químicos, com processos e tecnologia de gerenciamento próprios e completamente informatizados, que atendem às mais rigorosas normas nacionais e internacionais de qualidade. Isso tudo dá a AGV o status de Operador Logístico Integrado. O objetivo é agregar valor à atividade do cliente. Para isso, a AGV oferece uma gama de serviços, como: transporte, armazenagem, distribuição, rotulagem e etiquetagem de produtos, montagem de kits promocionais, nacionalização de produtos, colheita de produtos controlados, fornecimento de insumos como embalagens e gelo (em escamas e em sachê), compra de matérias-primas, entre outros, que envolvem toda a cadeia de supply chain: da matéria-prima ao produto final acabado. Para tanto, disponibiliza áreas secas, climatizadas, frigorificadas e congeladas num mesmo local, dentro de condomínio logístico e as operações são executadas por equipes organizadas em células exclusivas de atendimento. A AGV trabalha com os melhores transportadores do país. O último grande empreendimento da empresa foi a inauguração do maior centro de distribuição multitemperatura da América Latina em dezembro de 2007, em Vinhedo SP, com investimentos que superaram R$ 95 milhões, em parceria com a Bracor Investimento Imobiliários, no sistema build-to-suit. Trata-se de um imóvel moderno construído sob medida para nossas operações, com tecnologias de gerenciamento e gestão logística desenvolvidas exclusivamente para a AGV. (DATA ACCESS, 2013). O texto apresentado relata o nascimento e transformação de uma empresa que pretendia inicialmente apenas fazer armazenagem de cargas frigorificadas e sua transformação em operador logístico, atendendo a toda a cadeia de suprimentos. 20

22 Operadores logísticos Seção 2 Fundamentos da logística internacional A logística é um interessante campo de trabalho, pois cuida da transferência de mercadorias dos pontos de produção aos pontos de consumo, podendo atuar inclusive dentro da empresa contratante no processo ou mesmo com um apêndice. Quando uma operação é realizada num mesmo país, o trabalho logístico fica sujeito às condições de portos, aeroportos, estradas e legislações específicas desse país. Verdade que a transferência das mercadorias é praticamente a mesma em qualquer parte do mundo, pois os trabalhos com o transporte são similares. No entanto, em virtude das diferentes condições de infraestrutura nos diversos países (estradas, aeroportos, portos, etc.) e suas legislações específicas, além dos problemas decorrentes das diferenças de idiomas, culturas, moedas, câmbio, entre outros fatores, tornam a atividade bem mais difícil. Complexo, não? Pois é, pelo que foi citado transferir mercadorias é um processo complexo, ainda mais quando se trata de um país para outro, o que traz a necessidade imediata de um conhecimento detalhado do país para onde se exporta ou de onde se importam mercadorias. Muitas vezes, é necessário recorrer a empresas especializadas no país com o qual se pretende trabalhar para estabelecer parceria ou outra forma de acordo. Além disso, devemos considerar também a tramitação de documentos e diferentes modais (meios de transporte de mercadorias: por exemplo, rodoviário, ferroviário, etc.) a que a mercadoria fica sujeita para sair do ponto de produção até o cliente final. Outro ponto importante a ser estudado são os operadores logísticos, os quais são empresas que, mediante contrato, efetuam trabalhos que, em geral, vão além do simples transporte de mercadorias. Por exemplo, desejamos transferir centrais telefônicas entre dois países, e que no país de destino antes de serem instaladas necessitam de pré-montagem, teste ou de outros procedimentos técnicos para que possam ser levadas até o local de implantação definitiva. Neste caso, podemos contratar no país de destino o desembaraço alfandegário, o transporte após a saída da alfândega até a chegada ao local onde serão efetuados os testes e, finalmente, transportar deste local para o site (local de instalação do equipamento telefônico), os quais poderão ser solicitado a um operador logístico que se encarregaria de todas essas atividades. 21

23 Capítulo 1 Como se sabe, a exportação é de fundamental importância no sentido de se obter maiores recursos com a entrada de dinheiro de outros países e assim melhorar a relação importação versus exportação. Assim, para que as mercadorias destinadas ao exterior cheguem em perfeitas condições de integridade física e de aspecto, a embalagem deverá ser bem estudada, pois será necessário o cumprimento da legislação do país de destino. Além disso, a apresentação do produto deverá convencer o cliente final de que o produto comprado realmente foi protegido durante a viagem e não sofreu danos com o transporte. Dessa forma, a embalagem deverá suportar o transporte com suas características inerentes ao modal, à movimentação e à armazenagem. Outro ponto a se levar em conta é a imagem da empresa e do país exportador. Na exportação poderão ser necessárias duas embalagens, sendo uma para exposição no ponto de venda (PDV) e a outra de acondicionamento durante o transporte, onde produtos mais críticos ou frágeis deverão ter suas embalagens bem estudadas. Em geral, as mercadorias podem ainda ser agrupadas ou unitizadas, o que consiste em se estabelecer pacotes maiores ou conjuntos de mercadorias em uma unidade. Sua finalidade é a de otimizar a operação de movimentação e também a armazenagem, facilitando, por exemplo, o emprego e a ação de equipamentos como empilhadeira, içamento, entre outros. Não constituem embalagens propriamente ditas, mas sim acessórios. A seguir, apresentamos três tipos de unitização mais comuns: A pré-lingagem, que significa amarração ou cintamento. É a colocação de redes especiais (slings) ou cintas com alças para o içamento das cargas, em geral, em utilizadas no carregamento de navios. Figura 1.7 A utilização de slings no içamento de cargas Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (s.d). 22

24 Operadores logísticos Neste tipo de unitização também são usados pallets, bases de madeira, plataformas, que servem de apoio às mercadorias. Neste caso, ao ser atingido o empilhamento máximo permitido para cada tipo de produto, as mercadorias são cintadas em cima do pallet para dar estabilidade mecânica ao conjunto, permitindo assim sua movimentação pelas empilhadeiras, conforme ilustra a figura a seguir. Figura 1.8 Empilhadeira transportando carga unitizada com o uso de pallet Fonte: Zanata (2012). Também é utilizada nessa unitização a conteinerização, ou seja, a carga é transportada com o uso de contêiner, que permite sua utilização repetitiva. É um tipo de caixa que facilita a carga e a descarga em navios e caminhões especialmente construídos para recebê-los. Facilitam, ainda, a movimentação por diversos equipamentos de embarque e desembarque. Tem como vantagem a segurança aos produtos, especialmente pela existência de lacre, o que garante sua inviolabilidade. Figura 1.9 Contêiner sendo posicionado em um caminhão Fonte: Conexão marítima (2009). 23

25 Capítulo 1 Os tipos de cargas podem ser classificados em: Carga geral, é aquela com embalagem de transporte ou unitizada, contendo o total de unidades no volume, com marcação e identificação. Pode se apresentar solta em volumes com diferentes dimensões e com diferentes materiais em sua embalagem. Exemplo: fardos, caixas de papelão, sacarias, engradados e tambores. Exemplo de carga geral: fardos de algodão, sacas de arroz, trigo, contêineres, etc. Carga a granel é todo o tipo de carga não embalada que assume a forma do recipiente onde for colocada. Pode ser constituída de sólidos granulares, em geral transportadas nos porões de navios. Exemplo: soja, milho, farelos, etc. Pode também ser granel líquido, com cargas transportadas em tanques ou tambores sem embalagem, como, por exemplo: óleos, gás, etc. Carga frigorificada é aquela que necessita de refrigeração durante o transporte, movimentação, armazenagem e venda até seu consumo pelo cliente final, cadeia do frio, segundo a vigilância sanitária. Como exemplo podemos citar carnes, sorvetes, alguns tipos de frutas e verduras. O transporte deste tipo de produtos requer embalagens especiais e também contêineres frigorificados, ou, ainda, caminhões reefer e voos non stop. Cargas perigosas são aquelas que podem ser definidas como todo produto que apresente risco ao ser humano e às instalações em si, diretamente, ou na forma de agressão ao meio ambiente. 2.1 Considerações sobre o comércio internacional As operações globalizadas aumentam os custos logísticos e as incertezas, em virtude das dificuldades de controle, conforme relatam Bowersox e Clos (2001). Os autores ensinam ainda que as operações realizadas nas cadeias de suprimento internacionais inspiram muito mais cuidados que as realizadas no próprio país. A otimização da cadeia de abastecimento integrada se mostra complexa quando vista em termos mundiais, pois, para sua concretização, é necessário conhecer os tipos de fábricas, capacidades e centros de distribuição; fornecedores para atendimento à demanda de matéria-prima e serviços; canais de distribuição; modais de transporte; os fluxos de produtos acabados entre as fábricas e os pontos de consumo; política de estoques, conhecimento minucioso da legislação de cada país envolvido neste processo e, principalmente, dos parceiros comerciais. 24

26 Operadores logísticos A flexibilidade no comércio internacional pode ser encarada sob dois aspectos: o primeiro é o da variedade de produtos, processos, mercados e as atividades da empresa, já o segundo é relativo às incertezas no mercado, na economia e nos aspectos financeiros. Acarreta, portanto, um trabalho adicional para os dirigentes de empresas globais, em suas decisões, devido à variação de demanda, taxas de câmbio, acordos comerciais, restrições políticas, etc. (NOVAES, 2001). Cabe destacar que se tem tornado uma característica marcante nas empresas globais a contratação de executivos com liberdade de ação, principalmente em relação aos canais de distribuição e à infraestrutura dos países onde estão operando. Isto facilita a localização de fornecedores locais, pontos de armazenagem e alianças com clientes. Podemos destacar ainda como aspectos importantes nessas empresas, quando operando em outros países, a facilidade de perceber necessidades do mercado e falar a mesma língua desse país. Além disso, com um profissional assim preparado e estrategicamente localizado, fica bem mais fácil de se adaptar aos níveis de documentação exigidos pelo governo local, aos tipos de embalagem e aos preços a serem praticados. Em outras palavras, há a necessidade de serem relativamente flexíveis. Ademais, seus sistemas de informação central e bancos de dados devem permitir acessos diferenciados conforme o local de atuação comercial (BOWERSOX; CLOS, 2001). A cadeia de suprimento tem como principal objetivo a integração das diferentes cadeias de valor, constituindo uma organização propicia ao trânsito do fluxo de informações e do fluxo de produtos e serviços. Assim uma divisão da logística global em segmentos de entrada e de saída traz uma abordagem de trade off s (conflitos) em relação à entrada e à saída, alertando que o importante é o fluxo logístico resultante para o cliente final (DORNIER, 2000). Figura 1.10 A cadeia de abastecimento dividida em duas partes FORNECEDORES INSUMOS FLUXO DE PRODUTOS FÁBRICA PRODUTOS ACABADOS MERCADO Fonte: Elboração do autor (2013). 25

27 Capítulo 1 Para uma análise mais apurada sobre o fluxo logístico, devemos considerar a possibilidade de que na entrada, quando necessário, os insumos e os fornecedores possam estar localizados no mercado nacional, internacional ou ainda em uma composição mista. Já os produtos acabados podem ter também, de forma análoga, os mesmos destinos. Neste caso, a empresa que atua na importação, exportação e no mercado nacional terá como fator de complicação os preços a serem praticados nos canais de marketing, os trâmites de importação e exportação, o uso de centros de distribuição (CDs), e operar com distribuidores ou não. As estratégias de importação e exportação, dependendo do caso, exigem diferentes enfoques. Na importação, por exemplo, devemos buscar a melhor qualidade com o menor preço; no que se refere à exportação, devemos transferir nossa qualidade com o preço mais alto possível (conforme o mercado). Entretanto, nas operações de envio de produtos para o exterior é importante montarmos uma estrutura de suporte para a manutenção dos produtos no mercado-alvo, pois os custos e as dificuldades de trazer e reenviar produtos certamente representariam uma grande dor de cabeça. Daí a necessidade conhecermos detalhes quanto ao nível de qualidade do produto ofertado. Na exportação, a empresa deverá adaptar seu produto às exigências do mercado, ou seja, normas e procedimentos dos países compradores. Em geral, as empresas exportadoras passam a adotar programas de qualidade da série International Organization for Standardization (ISO), ou de outras, o que acaba melhorando a qualidade de seus produtos de forma geral. 2.2 Operação em país estrangeiro Os desafios logísticos variam de região para região, ou, ainda, de país para país, visto que os impedimentos à logística globalizada podem ser representados no mínimo por três barreiras distintas: canais de distribuição, a infraestrutura e as restrições comerciais. É importante observar que nos canais de distribuição, as diferenças entre equipamentos de movimentação e manuseio; tamanho e capacidade de veículos, bitola dos trilhos das ferrovias, etc. constituem desafios significativos, sendo que 26

28 Operadores logísticos a falta de uma padronização desses equipamentos poderá chegar ao ponto de provocar descargas e novas cargas em contêineres e veículos durante o período de transporte. Outro aspecto que também gera problemas são regulamentos que restringem o volume de importações, ou impostos maiores para volumes que ultrapassam quantidades previamente estabelecidas. Assim, caso haja estocagem no processo de distribuição, haverá um aumento nos custos em virtude da formação de estoques. Já em termos financeiros, a correta previsão demanda é bastante complexa, pois acompanhar a concorrência, estudar a curva de tendência das necessidades dos clientes, ou ainda estudar a sazonalidade em um país estrangeiro são tarefas difíceis. Essa dificuldade é agravada pelas taxas de câmbio, políticas governamentais e as próprias atividades alfandegárias características de cada país. As deficiências institucionais aparecem em função do modus operandi dos intermediários, principalmente transportadoras, bancos, e seguradoras. Vale salientar que em alguns países existe outro efeito que agrava o problema a inflação. No que se refere à avaliação a respeito do mercado e da concorrência, observamos que a entrada de novos membros em mercados internacionais é dificultada em virtude das poucas informações sobre como funciona a logística e demais aspectos legislativos do país em questão. Além disso, outro agravante é a distância que os fornecedores se encontram de portos e aeroportos, no sentido de poder avaliar o frete e os modais utilizados para que a mercadoria chegue ao seu ponto final de embarque, sendo que este é um item de grande importância a ser considerado na formação de preço da mercadoria. Outras dificuldades ainda são impostas aos entrantes na forma de barreiras físicas, como, por exemplo, a que é praticada pelos japoneses, em que comerciantes locais opinam se aceitam ou não novos varejistas, a providência da documentação necessária, muitas vezes por falta de informação, poderá provocar retardo, ou, ainda, apreensão das mercadorias. O caso anterior por si só poderá gerar aumento na estocagem de produtos, levando a custos desnecessários. As tarifas alfandegárias são usadas em certos casos como meio de proteção das empresas nacionais, aumentando assim o preço dos importados (BOWERSOX, 2001). 27

29 Capítulo 1 Na sequência, vamos apresentar exemplos de empresas que têm na logística o seu diferencial competitivo. Empresa global LI & Fung Para falar de empresa global será tomado como exemplo a LI & Fung, empresa de Hong Kong. Esta empresa, fundada em 1906, exportava fogos de artifício e cerâmica. Atualmente, trabalha como fornecedora de roupas para varejistas no mundo todo. O interessante é que a Li & Fung não possui fábricas, máquinas e nem tecidos. A LI & Fung é uma empresa de gerenciamento que oferece aos seus clientes desenvolvimento de produto, abastecimento de matérias-primas, gerenciamento, planejamento de produção, garantia de qualidade e expedição. Todo esse trabalho é terceirizado com empresas parceiras. Após o recebimento de um pedido, são detalhadas as fases de execução, chegando ao ponto em que o cliente consegue inclusive alterar seu pedido original para uma próxima fase ainda não realizada. O prazo de entrega é de cinco semanas após confirmação do pedido. Laudon e Laudon (2006) citam um exemplo: Para a execução de um pedido de calças para uma importante empresa dos USA, o tecido foi fabricado e tingido na China, os aviamentos comprados em Hong Kong e na Coreia, e todo o material necessário para a confecção despachado para a Guatemala, que efetuará a costura. Agora imagine tudo isso acontecendo numa empresa com faturamento de 3,2 bilhões de dólares em Uma empresa com fornecedores, empregados, atuando em 40 países. A coordenação de toda essa rede é feita pela internet, sendo que a flexibilidade, aliada a um eficiente sistema de informação e o alto valor agregado pelo gerenciamento logístico, representam assim a chave do sucesso dessa empresa. 28

30 Operadores logísticos Outro exemplo de empresa global é a United Parcel Service Inc. (UPS), considerada a maior empresa do mundo em distribuição de encomendas. Empresa global UPS Fundada em 1907 como uma empresa de mensageiros nos Estados Unidos, a UPS se transformou em uma corporação de US$ 42,6 bilhões, focando claramente o objetivo em permitir o comércio no mundo inteiro. Hoje, a UPS ou United Parcel Service Inc. é uma empresa mundial com uma das marcas mais reconhecidas e admiradas no mundo. Como a maior empresa do mundo em transporte expresso e entrega de pacotes, também é um fornecedor líder em transporte especializado, logística, capital e serviços de e-commerce. Diariamente, gerencia o fluxo de bens, fundos e informações em mais de 200 países e territórios no mundo inteiro (UPS, 2008). Cabe destacar que a UPS faz uso de equipamentos especiais no atendimento aos seus clientes, por exemplo, o motorista do caminhão leva em mãos um computador denominado Delivery Information Acquisition Device (DIAD), com o qual registra a assinatura do cliente e dados relativos a retirada/entrega de mercadorias e cartão de ponto. Esses dados coletados são transmitidos a uma rede de telefones celulares, pela conexão entre o DIAD e outro equipamento no caminhão. Os caminhões também são equipados com rádio, para quaisquer comunicações que se fizerem necessárias. As informações passadas pelos motoristas alimentam uma rede de computadores da UPS, para armazenagem, processamento, bem como rastreamento das informações. Mediante esta técnica é possível saber em que ponto está a encomenda entre remetente e destinatário (rastreamento). Outro serviço ofertado pela UPS é o atendimento a empresas de internet, com uma rede de centrais de distribuição, armazenagem e controle de estoques, ou seja, atuando como um operador logístico. 2.3 A integração regional Existe uma classificação para as modalidades de integração regional, sendo elas: Zonas de preferência tarifária: representam o processo mais simples de integração, em que os países participantes do bloco têm tarifas mais baixas do que aqueles que não pertencem ao bloco. Exemplo: Associação Latino- Americana de Integração (ALADI). Zonas de livre comércio: consistem na reunião de países mediante acordos comerciais, constituídos com a finalidade de eliminar progressivamente as 29

31 Capítulo 1 restrições tarifárias entre os parceiros. Nesta modalidade, o intercâmbio de cada país com parceiros externos ao bloco está liberado. São consideradas zonas de livre comércio quando as tarifas alfandegárias são eliminadas ou reduzidas acima de 80%. É ainda permitido que o membro deste bloco participe de outros blocos. Exemplo: o North American Free Trade Agreement (NAFTA), ou Tratado Norte-Americano de Livre Comércio, que é o acordo de livre comércio entre Estados Unidos, Canadá e México. A concepção dessas zonas é a de que cada país se especialize na produção de bens e serviços em que ele é forte, comprando dos demais parceiros os produtos de que necessita. União aduaneira: modalidade de integração na qual são previstas duas metas. A primeira é a eliminação das tarifas aduaneiras entre os países parceiros. A segunda é a fixação de uma tarifa comum de importação (TEC) para o comércio com países fora do bloco. Na união aduaneira é estabelecido que no mínimo 85% das tarifas relativas às trocas comerciais entre os componentes do bloco sejam eliminadas. Essa modalidade não admite a livre circulação de trabalhadores e também não é permitido ao país-membro associar-se a outros blocos comerciais que tenham como projeto a eliminação das restrições comerciais. Exemplo: Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) que tem como parceiros comerciais Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela. Os países-membros devem ceder algum controle de suas políticas econômicas ao grupo. Mercado comum: representa uma forma avançada de integração. Engloba as regras da união aduaneira, modalidade em que ocorre a livre circulação de pessoas, capitais, serviços e mercadorias. Em mercado comum são eliminadas as tarifas aduaneiras internas e adotam-se, ainda, tarifas comuns para comércio fora do bloco. Exemplo: antigo formato da União Europeia (UE). União econômica: é, sem dúvida, a forma mais avançada de integração regional, pois implica, além da parceria mercadológica, a harmonização de políticas econômicas. Está incluída nessa integração a padronização das políticas monetária e fiscal entre os países participantes, com baixas flutuações nas taxas de juros e no câmbio. Inclusive com moeda comum (como o Euro). Exemplo: Comunidade Econômica Europeia (atual União Europeia). A vantagem da existência desses blocos é a possibilidade de a população dos países participantes se beneficiar de produtos com preços mais baixos. 30

32 Operadores logísticos Em contrapartida, a desvantagem mais aparente é que poderão perder seus empregos, caso as empresas locais não consigam concorrer com as mercadorias vindas de outros países. Exemplo: União Europeia. Na figura a seguir são apresentados diversos blocos econômicos em todo o mundo: Figura 1.11 Distribuição dos principais blocos econômicos no mundo Fonte: Francisco (s.d). 2.4 A supply chain mundial Existem diferenças fundamentais entre a logística nacional e a internacional. O primeiro ponto a ser levado em conta é o tempo que decorre entre o pedido e o efetivo recebimento da mercadoria, sendo que os fatores responsáveis pela demora são vários, como: a dificuldade do idioma na comunicação, os financiamentos, os fusos horários, a programação dos navios, o desembaraço aduaneiro, a obtenção da carta de crédito, embalagens especiais, a documentação, etc. Toda demora gerada por esse processo implica, em geral, na necessidade de se manter estoques, até pelas características diferentes entre países distintos, aumentando assim os custos das operações internacionais. Na figura a seguir observamos de forma esquemática uma cadeia de abastecimento, em que fornecedores e clientes podem estar ou não em países diferentes do país da empresa-foco. 31

33 Capítulo 1 Figura 1.12 Representação da cadeia de abastecimento global FORNECEDOR DE SEGUNDA CAMADA FORNECEDOR DE PRIMEIRA CAMADA EMPRESA FOCO DISTRIBUIDOR VAREJISTA CLIENTE FINAL UPSTREAM DOWNSTREAM Fonte: Elaboração do autor (2008). Podemos verificar nessa figura que as camadas representadas pelas elipses pontilhadas correspondem à cadeia de valor para a empresa-foco, a qual está situada na linha que atinge o fornecedor de primeira camada e o distribuidor. Considerações finais Nesta leitura você estudou a classificação dos operadores logísticos conforme o grau de serviço ofertado ao cliente, e constatou que em alguns casos esses operadores referem-se a transportadores que evoluíram em sua função. Em outros casos, entretanto, formam fortes parcerias, atuando como consultores da contratante. Entendeu que selecionar uma empresa para atuar como operador logístico é uma tarefa de grande importância, pois devemos definir com muita clareza o campo de atuação do operador logístico em conformidade com suas competências, habilidades e as necessidades da contratante. Verificou que a contratação vem a ser a forma de tornar oficial os direitos e deveres do operador logístico, cuja atuação desejada dependerá das necessidades da contratante, a qual definirá ações com cláusulas de maior ou menor rigor no contrato. 32

34 Operadores logísticos Você estudou que a embalagem, bem como os tipos de carga que normalmente chegam aos pontos de embarque recebem tratamento conforme a caraterística do produto, e conheceu exemplos de empresas globais, como a LI & Fung e da UPS, que utilizam a logística de forma intensiva para obterem sucesso onde atuam. Estudou ainda que no comércio internacional há a necessidade de produção com níveis de qualidade adequados, produzidos mediante normas, para os países importadores. Operar em país estrangeiro traz para as empresas globais algumas dificuldades e desafios, como, por exemplo, as taxas de câmbio, políticas governamentais e as atividades alfandegárias características de cada país, sem contar os intermediários, necessários ao processo. Por fim, verificou na integração regional as barreiras para a exportação, bem como o protecionismo de certos países e os blocos comerciais formados nas várias partes do planeta. Supply chain ou cadeia de abastecimento, como foi visto, traz a cooperação entre empresas principalmente em sua cadeia de valor. No assunto operador logístico ou PSL, foi também discutida a importância destes parceiros para as empresas que atuam em nosso país e no exterior, bem como seus tipos e formas de atuação. 33

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36 Capítulo 2 Localização de fábricas e centros de distribuição Habilidades Nesta leitura você desenvolverá as habilidades de controlar a armazenagem e movimentação de materiais e de propor soluções para os problemas de estocagem de materiais por meio do estudo de conceitos sobre localização de plantas e centros de distribuição, da análise dos detalhes de armazenagem e estocagem da cadeia de suprimentos bem como os diferentes sistemas de informação utilizados. O desenvolvimento dessas habilidades se dará também por meio da identificação das principais características dos sistemas gerenciais de informação presentes ao longo de uma cadeia logística e da compreensão das formas básicas como são estudadas a localização de fábricas e dos referidos centros. Seções de estudo Seção 1: A importância da localização de fábricas e centros de distribuição Seção 2: Os sistemas de informação em logística e os softwares mais utilizados 35

37 Capítulo 2 Seção 1 A importância da localização de fábricas e centros de distribuição A localização de fábricas e centros de distribuição (CDs) é um assunto interessante, especialmente num momento em que as empresas questionam se compram ou se alugam suas sedes ou expansões. Houve uma época em que as empresas construíam suas plantas inclusive com características inerentes ao seu tipo de trabalho. De qualquer forma, a localização é um assunto estudado por meios matemáticos ou por meios subjetivos, sendo que nessa leitura vamos analisar quatro métodos de localização de fábrica, assim como discutir alguns aspectos ligados aos sistemas de informação aplicados à logística. A localização de unidades de fábricas, CDs e unidades para comércio, como shopping centers, em geral, tem motivos diferentes. Para o comércio, por exemplo, a proximidade de ruas movimentadas, com grande trânsito de pedestres e algumas facilidades de estacionamento de veículos, é considerada fundamental para a instalação desse tipo de empresa. Normalmente, a compra ou aluguel dessas unidades se torna dispendiosa, pelo elevado custo dos terrenos nessas regiões. Entretanto, no caso de fábricas, os aspectos comerciais não são os mais significativos, podendo até não serem desejados, visto que surgem outros pontos de interesse como áreas maiores com menores custos de aquisição, liberdade para o trânsito de veículos de maior porte, etc. Assim, os motivos para a mudança de local de uma empresa já existente pode ser em virtude da completa falta de espaço ou de outras condições como a necessidade de farta infraestrutura, capaz de suportar suas atividades. A importância da escolha do local e a decisão de montar uma nova planta têm implicações como custos elevados para resgate no longo prazo, porquanto a empresa deve cuidar para não cometer erros (STEVENSON, 2001). Neste sentido, na sequência vamos estudar cinco métodos de localização de plantas industriais, os quais também podem ser aplicados aos centros de distribuição de mercadorias. Dentre esses métodos destacamos os custos fixos e variáveis, os momentos, o centro de gravidade, o qualitativo e a delimitação geográfica. 36

38 Operadores logísticos 1.1 Localização pelo método dos custos fixos e variáveis Este método leva em conta os custos fixos e variáveis, nas regiões pretendidas para a localização das novas instalações. É importante observar que os custos são compostos de dois fatores: custos fixos e variáveis, sendo que os custos fixos são aqueles que periodicamente surgem para a empresa, como, por exemplo, salários, contas de água, luz, telefone, etc., desde que não sejam insumos para a produção. Já os custos variáveis são aqueles que variam conforme a quantidade a ser produzida. Podemos representar esses custos mediante a seguinte equação: CF=CF + Cv x q Em que: A partir dessa equação, podemos desenvolver outras equações, sendo uma para cada cidade (A e B), conforme verificamos no conjunto de equações a seguir. CT = CF + CV x q; CTA = CFA + CVA x q; CTB = CFB + CVB x q. Observe o seguinte raciocínio: Assumindo q = 0 e q = qm, encontramos os pontos de início e fim das retas que irão compor o gráfico que ilustra o método custo fixo e variável. Veja as equações que usaremos para os cálculos, os quais permitirão determinar os custos totais de montagem de uma fábrica ou CD em cada uma das cidades consideradas. As setas indicam que, num determinado momento, q fica igual a zero e, no momento seguinte, fica conforme a quantidade dada no exercício. Fazendo custo total de A igual ao custo total de B, temos a seguinte equação: 37

39 Capítulo 2 C T A = C T B C F B C - C F F B C F F B + C x q = C + C x q F A V B C FA F A - C = q ( C - C C FA F A = C X VA V A F A C - q V A V A C X VB V B V B ( q Agora, isolando q na última equação, indicada com a seta, aparece o ponto de equilíbrio entre as duas cidades A e B: q = C F B C - V A C FA F A (C - C V V B ( Para fixar o conceito, acompanhe a resolução do exemplo a seguir: Uma empresa estuda a possibilidade de implantar uma nova unidade fabril em uma das duas cidades A ou B. Neste sentido, foram levantados pelos profissionais encarregados pela construção de uma nova unidade os seguintes dados: Tabela 2.1 Dados obtidos de duas cidades, A e B Cidade C F (Anual) C V / Unidade q A B Fonte: Elaboração do autor (2013). Assim, com base nos dados apresentados temos a composição das seguintes equações: CTA = CFA + CVA x q CTA = x = CTA = x 0 = CTB = CFB + CVB x q 38

40 Operadores logísticos CTB = x = CTB = x 0 = Neste caso temos o seguinte ponto de equilíbrio dos custos entre a cidade A ou B: q = C F B C - V A C FA F A (C - C V V B ( Esse ponto de equilíbrio é expresso graficamente pela seguinte figura. Figura 2.1 Gráfico resultante do exercício MÉTODO CUSTO FIXO E VARIÁVEL R$ QTD Fonte: Elaboração do autor (2013). Podemos observar que, pelo cálculo efetuado, foi encontrado o ponto de equilíbrio em unidades e um custo total em R$ ,00. Assim, como você pode perceber, o custo no ponto de equilíbrio é igual para as duas cidades. 39

41 Capítulo Localização pelo método dos momentos Este método leva em conta o custo unitário do transporte, a quantidade transportada e a distância. Ou seja, é o método que considera os custos do transporte. Para analisarmos esse método, vamos considerar a saída de mercadorias de uma cidade A com destinos a outras cidades, por meio de rodovias, conforme mostra o esquema a seguir. Figura 2.2 Método dos momentos C 6 T 600 Km LEGENDA Rodovia Cidade 20 T A 150 Km B 6 T 300 Km 400 Km D 10T Fonte: Adaptado de Martins e Laugeni (2005). Depois, partimos da segunda cidade para as demais e repetimos esse processo até termos completado todas as cidades. A cidade que apresentar o custo mais baixo será a escolhida. Assim, os momentos serão calculados da seguinte forma: como o valor do frete é o mesmo para ir e para voltar e, como em nosso exemplo, vamos considerá-lo com o valor unitário de $ 3,00/t x km. A quantidade transportada, por convenção, será sempre a do destino. A próxima figura apresenta um dos cálculos referentes à cidade que possui o menor custo, considerando-se também as unidades e os demais cálculos de uma forma mais simples. 40

42 Operadores logísticos Figura 2.3 Cálculo para todas as cidades Trabalhando com as unidades envolvidas $ 3,00 x 6 Ton x 150 Km = $ 2.700,00 Ton x Km A A A A A A B B B C C B C D A A C D A A B 6 x 3 x 150 = x 3 x 750 = x 3 x 400 = x 3 x 150 = x 3 x 600 = x 3 x 300 = x 3 x 750 = x 3 x 600 = C D D 10 x 3 x 900 = A A A 20 x 3 x 400 = D D B C 6 x 3 x 300 = x 3 x 900 = Fonte: Elaboração do autor (2013). Neste exemplo, a escolha da localização da fábrica ou CD recai sobre a cidade A, pois foi a que apresentou o menor custo. 41

43 Capítulo Localização pelo método do centro de gravidade Este método de localização leva em conta a proximidade dos fornecedores e dos consumidores, a qual é feita por meio da posição dos pontos das coordenadas de localização em H e V, que correspondem aos fornecedores e consumidores, marcados sobre um plano cartesiano, normalmente sobre um mapa. Levam-se também em consideração no cálculo a quantidade de carga transportada e seu valor unitário de transporte ($ / t x km), cujas fórmulas adotadas para o cálculo são as seguintes: Em que: L H = Localização horizontal do centro de gravidade; L V = Localização vertical do centro de gravidade; ci x = Coordenada H do iésimo local; ci y = Coordenada V do iésimo local; VP = Volume x Preço. Na figura que segue podemos observar a localização de fornecedores e consumidores. Figura 2.4 Fornecedores e consumidores V C3 F1 C1 C2 F2 C6 C5 C H Consumidores Fornecedores Fonte: Elaboração do autor (2013). 42

44 Operadores logísticos Vamos aplicar o método do centro de gravidade utilizando os valores das tabelas referentes às coordenadas dos pontos e resultados, as quais são apresentadas a seguir. Tabela 2.2 Coordenadas dos pontos Tabela 2.3 Resultados PONTO H V C1 C2 C3 C4 C5 C6 F1 F2 QTD $ / Tx Km H V SOMAT. Fonte: Elaboração do autor (2013). O cálculo realizado por meio da ferramenta do Excel é mostrado na coluna H da figura referente aos resultados. Nesse cálculo o número foi obtido da seguinte forma: 2 x 300 x 2. O mesmo procedimento foi adotado para as demais linhas. Ainda nesta figura, a coluna V, o número foi obtido com o cálculo: 2 x 300 x 5. As demais linhas foram calculadas da mesma maneira, sendo que a coluna SOMAT foi calculada de forma análoga, ou seja, 2 x 300, e, em seguida, nas demais linhas. Observe que nas três colunas da figura referente aos resultados aparecem as somas respectivas. No que diz respeito aos valores das coordenadas de localização Vertical e Horizontal, os mesmos são obtidos conforme o cálculo mostrado a seguir. L H = = 4,66 Localização horizontal L V = = 10,68 Localização vertical 43

45 Capítulo 2 Ou, ainda, pelas fórmulas apresentadas anteriormente: L H = 300 x 2 x x 3 x x 1 x x 14 x x 13 x x 12 x x 1 x x 6 x x x x x x x x x 5 = 4, 66 L V = 300 x 5 x x 11 x x 14 x x 13 x x 12 x x 6 x x 9 x x 10 x x x x x x x x x 5 = 10,68 O gráfico resultante, já com as coordenadas H e V marcadas, pode ser observado na próxima figura. Figura 2.5 Localização pelo centro de gravidade V C3 LOCALIZAÇÃO DA EMPRESA 13 C C2 C5 10 F2 9 F C6 5 C H Consumidores Fornecedores Fonte: Elaboração do autor (2013). Considerando o método de localização centro de gravidade e o resultado encontrado para o ponto H e V, podemos verificar que o ponto (LH=4,66 e LV=10,68 ) é ideal para a localização de uma fábrica em virtude da proximidade de fornecedores, mercado consumidor, quantidades e valor do frete. 44

46 Operadores logísticos 1.4 Localização pelo método dos fatores qualitativos Este método de localização de empresas é baseado em valores subjetivos, pois, em geral, representa a opinião do corpo gerencial da empresa. Inicialmente, são escolhidas três ou mais localidades com potencial de receber esta empresa. A partir dessas escolhas são coletadas opiniões e convertidas em uma nota, variando entre 0 e 10, para cada quesito em estudo, conforme verificamos a tabela a seguir. Tabela 2.4 Método da avaliação qualitativa ponderada PESO (%) AVALIAÇÃO QUALITATIVA PONDERADA FATOR CIDADE POND. CIDADE POND. CIDADE POND. A B C 20 RECURSOS HUMANOS 10 PRESENÇA DE SINDICATO 15 FISCALIZAÇÃO AMBIENTAL 15 NÍVEL DE QUALIDADE DE VIDA 15 FORNECIMENTO DE MATÉRIA-PRIMA 15 ISENÇÃO FISCAL + BENEFÍCIOS 10 GRAU DE DESENVOLV. REGIONAL 100 SOMATÓRIOS Fonte: Adaptado de Martins e Laugeni (2005). Após as notas serem atribuídas, para cada cidade é feita a ponderação mediante os pesos estabelecidos. Com este método será escolhida a cidade que receber o máximo de pontos. Já a tabela que segue foi preenchida com o objetivo de ilustrar o método e também poder fazer algumas observações quanto aos resultados obtidos. Tabela 2.5 Método da avaliação qualitativa ponderada com resultados PESO (%) AVALIAÇÃO QUALITATIVA PONDERADA CIDADE POND. CIDADE POND. CIDADE POND. FATOR A B C 20 RECURSOS HUMANOS PRESENÇA DE SINDICATO FISCALIZAÇÃO AMBIENTAL NÍVEL DE QUALIDADE DE VIDA FORNECIMENTO DE MATÉRIA-PRIMA ISENÇÃO FISCAL + BENEFÍCIOS GRAU DE DESENVOLV. REGIONAL SOMATÓRIOS Fonte: Adaptado de Martins e Laugeni (2006). 45

47 Capítulo 2 Dos fatores apresentados aparecem dois itens polêmicos, sendo eles a presença sindical e a fiscalização ambiental. Do ponto de vista empresarial, é bom ou ruim? Caso você os considere negativos, a nota deles nesses quesitos deverá ser baixa. 1.5 Localização pelo método da análise CLV (custo x lucro x volume) Este modelo de localização leva em conta a análise do custo, lucro e volume (CLV), considerando cada uma das alternativas do local selecionado, no qual partimos do preço de vendas da quantidade e da previsão. Assim, é possível calcular o lucro ou a margem de contribuição para cada alternativa de cidade. A decisão a ser tomada é aquela que proporciona o maior lucro. Para esta análise devemos também considerar os custos fixos e variáveis. Veja um exemplo de aplicação: A empresa Grades de Alumínio S/A fabrica uma peça com modelo, em alumínio, adequado a cobrir pequenas valetas construídas para escoamento da água pluvial. Essa empresa pretende se aproximar de seus clientes com o objetivo de aumentar a competitividade. Neste sentido, selecionou inicialmente três cidades para estudo, cidades A, B e C. Os dados preliminares são apresentados na próxima tabela: Tabela 2.6 Análise pelo método CLV Fonte: Elaboração do autor (2013). 46

48 Operadores logísticos Para definirmos a cidade onde a fábrica ou CD poderá ser instalada, considerando a análise pelo método do custo x volume x lucro, é importante seguir as seguintes etapas: 1) Devemos calcular inicialmente a receita bruta total para cada cidade; 2) Calcular o custo variável total para cada cidade; 3) Calcular a margem de contribuição total para cada cidade; 4) O custo fixo de cada cidade é um dado fornecido pelo exercício; 5) Calcular o lucro para cada uma das cidades; 6) Finalmente, é possível calcular o ponto de equilíbrio para cada cidade. A figura na sequência apresenta uma relação de todas as fórmulas e operações necessárias resolvidas. Figura 2.6 Cálculos para a resolução pelo método CLV RBT(A)= RBT(B)= RBT(C)= CVT(A) = CVT(B) = CVT(C) = MCT(A)= MCT(B)= MCT(C)= CFT(A) CFT(B) CFT(C) LUCRO(A)= LUCRO(B)= LUCRO(C)= Peq(A)= Peq(B)= Peq(C)= Fonte: Elaboração do autor (2013). 47

49 Capítulo 2 Em que: O ponto de equilíbrio para cada cidade poderá também ser observado graficamente, a partir dos dados que compõem suas tabelas geradoras. Assim, apresentamos na sequência, as tabelas e seus respectivos gráficos esses que apresentam duas linhas, uma que se inicia no nível do custo fixo, sendo gradativamente ampliada pelo custo variável, e a outra que inicia na origem do plano carteziano é a da receita. Tabela 2.7 Dados geradores do gráfico cidade A Fonte: Elaboração do autor (2013). 48

50 Operadores logísticos Figura 2.7 Gráfico com a demonstração do ponto de equilíbrio para a cidade A Y P. E Q U I L Í B R I O = U N I D. RECEITA CT CUSTO VARIÁVEL CUSTO FIXO X CIDADE A Fonte: Elaboração do autor (2013). Podemos observar no gráfico apresentado que um valor abaixo de unidades a empresa terá prejuízo. Tabela 2.8 Dados geradores do gráfico cidade B Fonte: Elaboração do autor (2013). 49

51 Capítulo 2 Figura 2.8 Gráfico com a demonstração do ponto de equilíbrio para a cidade B Y P. E Q U I L Í B R I O = U N I D. RECEITA CT CUSTO VARIÁVEL CUSTO FIXO CIDADE B X Fonte: Elaboração do autor (2013) Já neste gráfico verificamos, para a cidade B, que com um valor abaixo de unidades a empresa terá prejuízo. Tabela 2.9 Dados geradores do gráfico cidade C C Fonte: Elaboração do autor (2013). 50

52 Operadores logísticos Figura 2.9 Gráfico com a demonstração do ponto de equilíbrio para a cidade C Y P. E Q U I L Í B R I O = U N I D CT CUSTO VARIÁVEL RECEITA CUSTO FIXO X CIDADE C Fonte: Elaboração do autor (2013). E, por fim, esse gráfico ilustra que um valor abaixo de unidades a empresa terá prejuízo. 1.6 Localização por delimitação geográfica Outra possibilidade interessante na localização de empresas é determinar com exatidão a localização desejada, ou seja, impondo distâncias entre lojas e o CD, por exemplo, ou entre fábricas e os armazéns. Este método tem outras aplicações também interessantes, contudo, estão fora do escopo deste estudo. Em termos de logística, a localização por delimitação geográfica é muito importante, pois permite que seja escolhido um lugar levando-se em conta instalações existentes ou a serem instaladas. Para que possamos conhecer as pontencialidades deste método de localização, vamos utilizar a ferramenta solver do Excel. O início do processo ocorre pela escolha da região onde será feito o estudo. Neste caso, utilizaremos como exemplo a região da grande Florianópolis. Observe na figura a seguir a área de distribuição espacial dessa região, assim como as cidades que a intregram, a saber: Florianópolis, São José, Palhoça e Biguaçu. 51

53 Capítulo 2 Figura 2.10 Área da região da grande Florianópolis Legenda A Biguaçu B Florianópolis C São José D Palhoça N Fonte: Gerado a partir de dados do Google Map (2013). Agora essa mesma área é apresentada uma escala graduada de coordenadas geográficas (X,Y), as quais estão representadas mantendo-se a mesma distância entre os traços, sejam eles verticais ou horizontais. Esta escala poderia estar calibrada em quilômetros, metros ou outra unidade qualquer. Veja como ficou a área apresentada anteriormente. 52

54 Operadores logísticos Figura 2.11 Mapa da grande Florianópolis com reticulado Unid Legenda A Biguaçu 25 B Florianópolis 24 C São José 23 D Palhoça N Unid Fonte: Gerado a partir de dados do Google Map (2013). As linhas tracejadas em seus cruzamentos, correspondem aos pontos onde as fábricas estão localizadas. Já o cruzamento das linhas contínuas correspondem à localização do CD proposta pelo solver. 53

55 Capítulo 2 Na tabela a seguir é possível ver as coordenadas em X e Y das quatro localidades e as coordenadas em X=7,84856 e Y=16,96975 do ponto de localização. Tabela 2.10 Cálculo pelo método da delimitação geográfica LOCALIDADE X Y D LIMITE FLORIANÓPOLIS 18, , SÃO JOSÉ , PALHOÇA 2,2 2 15, BIGUAÇÚ 4 32,5 15, LOC. FINAL 7, , , MENOR DIST. 46, Fonte: Elaboração do autor (2013). Os valores apresentados em X e Y, na tabela anterior, foram marcados a partir da origem. Por exemplo, Palhoça foi alocada como X=2,2 e Y= 2. Com o objetivo de esclarecer ainda mais este método seguirão outras apresentações com diferentes limitações todas calculadas pelo solver. Figura 2.12 Planilha com os cálculos e representação gráfica método DG Fonte: Elaboração do autor (2013). 54

56 Operadores logísticos Neste caso o limite atribuído foi de 20 unidades como distância máxima entre o CD e cada uma das localidades. Dessa forma, observe na figura anterior como todas as localidades ficaram em distância menor do 20 unidades em relação ao CD. Cabe destacar que outros valores poderão ser utilizados no solver, como, por exemplo, com limite máximo de 8 unidades entre o CD e as localidades. Os valores indicados pelo solver posicionaram o CD no ponto de coordenadas X=2,1127 e Y=6,3381. Em outras palavras, o CD fica distante de Florianópolis 8 unidades. Do CD para São José a distância encontrada foi de 5,33929 e, finalmente, do CD para Palhoça, 8 unidades, conforme mostra a figura a seguir. Figura 2.13 Planilha com barras de rolagem incluídas pelo método DG Fonte: Elaboração do autor (2013). Para melhorar ainda mais o entendimento do que o solver executa, veja os cálculos desenvolvidos pelo computador. Foram consideradas as distâncias entre a origem e as localidades, e depois das localidades para o CD. 55

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