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1 R E L A T Ó R I O D E A C T I V I D A D E

2 O E S P E C I A L I S T A E U R O P E U D A L O G Í S T I C A D O F R I O SUMÁRIO Os órgãos de direcção A mensagem do Presidente Os principais números O relatório de gestão O ambiente económico As tendências do mercado A actividade do Grupo O pólo de transporte O pólo logístico Os pólos de actividades europeias As outras actividades entre as quais a CMN O desenvolvimento sustentável Os riscos do Grupo As contas consolidadas Os resultados da sociedade-mãe O conselho de administração As perspectivas para a As contas consolidadas 42 Este relatório de actividade retoma o essencial do relatório anual de Este documento destina-se a apresentar sobretudo a actividade do Grupo no decurso do ano que passou, mas não substitui de forma alguma o documento oficial constituído pelo relatório anual.

3 RELATÓRIO DE ACTIVIDADE 2008 O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA STEF-TFE PRESIDENTE-DIRECTOR GERAL DA STEF-TFE Francis LEMOR ADMINISTRADORES BERNARD JOLIVET, JEAN-CHARLES FROMAGE, GILLES BOUTHILLIER, HENRI BOUVATIER, ALAIN BRÉAU, ÉRIC GIUILY, CHRISTIAN GUILBERT, EMMANUEL HAU ROBERT DE LAMBILLY, *ANDRÉ NADIRAS, DOMINIQUE NOUVELLET, XAVIER OGIER DU TERRAIL ** DOMINIQUE THÉNAULT AGF Vie, REPRESENTADA POR PIER RICHES ATLANTIQUE PARTICIPATIONS, REPRESENTADA POR FRANÇOIS DE COSNAC AUDITORES EXTERNOS Titulares KPGM Audit - Mazars COMITÉ EXECUTIVO FRANCIS LEMOR, PRESIDENTE-DIRECTOR GERAL DA STEF-TFE, BERNARD JOLIVET, VICE-PRESIDENTE E DIRECTOR GERAL DELEGADO DA STEF-TFE, PRESIDENTE DA STEF-TFE TRANSPORT, JEAN-CHARLES FROMAGE, DIRECTOR GERAL DELEGADO DA STEF-TFE E DA STEF-TFE TRANSPORT, PRESIDENTE DA SDF IBÉRICA, JEAN-MARC BRUÈRE, DIRECTOR GERAL ADJUNTO DA STEF-TFE TRANSPORT, SERGE CAPITAINE, DIRECTOR GERAL ADJUNTO DA STEF-TFE, DIRECTOR COMÉRCIO E MARKETING, BRUNO DUQUENNE, DIRECTOR GERAL ADJUNTO DA STEF-TFE, DIRECTOR GERAL DA STEF-TFE INTERNATIONAL, GÉRARD GROFFE, DIRECTOR DOS RECURSOS HUMANOS, ROBERT DE LAMBILLY, PRESIDENTE-DIRECTOR GERAL DA STIM D ORBIGNY E DA CMN, LÉON DE SAHB, DIRECTOR DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO E DIRECTOR GERAL DA AGROSTAR,, JEAN-PIERRE SANCIER, DIRECTOR GERAL DA STEF FRANCE, GILLES SAUBIER, DIRECTOR TECNICO IMOBILIÁRIO E DIRECTOR GERAL ADJUNTO DA IMMOSTEF * Mandato expirado na assembléia geral de 13 de maio de ** Nomeado na assembléia geral de 13 de maio de

4 A MENSAGEM DO PRESIDENTE Oano de 2008 foi um ano complexo, marcado por um primeiro período de forte actividade, apesar de um aumento excepcional do custo da energia e das taxas de juros, e seguido por um segundo período de início de recessão. Assim, se o primeiro semestre de 2008 encerrou com resultados satisfatórios para o nosso grupo, o segundo revelou uma redução da actividade resultante da propagação das consequências da crise financeira no sector dos transportes e logística. Entretanto, como o sector alimentar foi menos atingido que outros sectores industriais, o grupo, ainda que não tenha sido poupado, ficou menos exposto às flutuações de actividade. Mais do que nunca, o grupo concentrou todos os seus esforços para ajustar suas práticas e seus meios de exploração à conjuntura e às necessidades dos seus clientes, o que nos permitiu alcançar um resultado operacional com uma ligeira melhoria e um resultado líquido que, ainda que em retracção e não em crescimento como vinha a acontecer desde há um quarto de século a esta parte, foi relativamente satisfatório. Nesse contexto, a actividade teve um crescimento superior a 4% num ciclo constante. Em 2008, dois sectores sofreram particularmente com a crise: a logística dos produtos da pesca marítima, devido às dificuldades de armazenagem do pescado, e as actividades em Itália, devido a uma situação económica muito difícil e aos custos assumidos na implementação de procedimentos e ferramentas do grupo dentro da empresa. De uma forma mais genérica, as nossas equipas comerciais dispuseram-se a contribuir com soluções inovadoras para as problemáticas dos clientes, consolidadas pela qualidade do serviço e pela eficácia operacional do grupo. Foi assim que a STEF-TFE reforçou a modelização dos seus procedimentos, a industrialização de seus processos e o apuro da produtividade, nomeadamente através do desenvolvimento bem sucedido, na totalidade da rede, do pacote de programas informáticos de transporte TMS, concebido pela nossa filial Agrostar. O ano de 2008 também foi particularmente activo no sector imobiliário, com a entrada em funcionamento de cinco novas unidades fabris e a execução de onze extensões ou renovações profundas. No sector marítimo, a nossa filial Méridionale encomendou um novo navio de grande porte cuja entrega ocorrerá em Enfim, antevimos oportunamente as dificuldades de acesso ao crédito contraindo um empréstimo obrigacionista de 100 milhões de euros, com opção de subscrição e/ou aquisição de acções, o que contribui para garantir o financiamento do nosso crescimento. O início do ano de 2009 veio confirmar a continuidade da crise económica com uma queda assinalável do consumo em termos de volume e uma concorrência ligeiramente exacerbada. Entretanto, apesar desse ambiente difícil, estou convicto que a dinâmica comercial das nossas equipas, a qualidade de nossa organização e, sobretudo, o compromisso de todos nós nos permitirá ultrapassar as dificuldades existentes. O importante programa de investimentos a ser realizado em 2009 atesta, aliás, a nossa confiança na recuperação da economia e na nossa capacidade de gerar um crescimento rentável. Agora mais do que nunca, quero agradecer aos homens e mulheres do nosso grupo que, para se adaptarem à conjuntura, mostraram a sua tenacidade durante o ano passado e encaram com determinação as nossas exigências de qualidade, serviço e desempenho. Francis LEMOR 3

5 RELATÓRIO DE ACTIVIDADE 2008 OS PRINCIPAIS NÚMEROS NO FINAL DE 2008 O Grupo STEF-TFE dispõe de 220 plataformas e entrepostos toda a Europa STEF: 89 agências TRADIMAR: 25 agências TFE: 55 agências PÓLO EUROPEU: 45 agências + 6 agências DE PARCEIROS m m de volumes de armazenamento de superfícies de cais milhões de euros de facturação pessoas Em milhões de euros OS NÚMEROS CHAVE Parte do Grupo em milhões de euros 202,7 231,8 260,3 263,1 34,7 38,8 44,4 40, Facturação consolidada Capitais próprios consolidados Resultados consolidados Efectivos consolidados Parte do Grupo em milhões de euros 4

6 O ENQUADRAMENTO ECONÓMICO Embora o ano de 2008 se tenha iniciado com boas perspectivas, terminou com um fraco crescimento dos índices de preços e uma redução generalizada da actividade económica. De facto, o cenário de catástrofe concretizou-se finalmente com o contágio, ao conjunto da economia mundial, da crise do «sub-prime» nos Estados Unidos. O a n o d e f o i m a r c a d o p o r u m a repentina reviravolta da conjuntura a meio do ano após um crescimento sustentado no primeiro trimestre (+0,7% para o PIB na Zona do Euro, +0,4% em França) no seguimento de 2007 e uma repentina queda da actividade no O CONTEXTO GERAL segundo trimestre (-0,2% de variação do PIB na zona d o E u r o, - 0, 3 % e m Fr a n ç a ). O t e r c e i r o t r i m e s t r e confirmou esta desaceleração da economia (novamente -0,2% de PIB na zona do Euro) sentidal principalmente nas economias fortemente expostas aos riscos financeiros (-0,2% em Espanha) ou dependentes de exportações ( - 0, 5 % e m A l e m a n h a ). S e g u n d o a E u r o s t a t, o crescimento mundial está estimado a +0,5% contra +3,3% em A zona do Euro terminaria o ano com um crescimento de +0,9%, com diferenças significativas conforme os países nos quais o Grupo opera. Oano de 2008 terá também conhecido duas fases muito marcadas no campo das matériasprimas energéticas ou agrícolas. Assim, durante os sete primeiros meses do ano, o preço do petróleo permaneceu com forte ritmo de crescimento (o barril de brent passou de $54 em Janeiro de 2007 para $85 em Janeiro de 2008 e depois para mais de $140 em Julho). Os últimos meses de 2008 conheceram uma queda contínua do preço do petróleo, sob o efeito da redução da procura mundial. No fim do ano a cotação do barril era de menos de $40. O CONTEXTO SECTORIAL As matérias-primas agrícolas, que têm um efeito sobre os sectores principais onde operam os clientes do Grupo, sentiram uma tendência semelhante. Com o embalo de 2007, os preços continuaram a subir no início de 2008, para terminar finalmente o ano em queda. A retoma simultânea das produções europeias e mundial fez recuar os preços dos principais produtos agrícolas e do leite durante os 12 meses. Em França, o recuo das cotações atingiu 40% para os cereais em meados de Outubro em relação ao mesmo período do ano anterior. Evolução do preço do petróleo Preço do barril 54 $ 85 $ 140 $ 40 $ Janeiro 2007 Janeiro 2008 Julho 2008 Fim

7 RELATÓRIO DE ACTIVIDADE 2008 AS TENDÊNCIAS DO MERCADO EM FRANÇA O Grupo STEF-TFE intervém principalmente no sector agro-alimentar, sector no qual processa dois tipos de produtos: Os produtos transformados pela indústria, Os produtos de apanha e de colheita (produtos do mar, frutas e legumes, flores). Os seus clientes dividem-se em quatro grandes categorias: PRODUTORES, DISTRIBUIDORES, GROSSISTAS, CADEIAS DE RESTAURAÇÃO A análise das estatísticas de vendas da distribuição, expressas em volume, mostra bem a amplitude do fenómeno. (fonte Banque de France) Actividade comercial geral: + 2,0% + 2,9% -1,6% - dos quais produtos alimentares com excepção de produtos cárnicos ,4% + 0,8% - 2,8% - dos quais produtos cárnicos + 1,0% - 2,0% - 5,1% Se a França, em 2008, não tivesse conhecido a recessão que atingiu vários países europeus, o crescimento do seu PIB teria sido de 0,7%, longe dos +2,2% registados em Dois elementos principais pesaram sobre a fraqueza da economia: O consumo doméstico, tradicional suporte do crescimento, sofreu um impacto negativo pelo forte nível da inflação registado nos primeiros meses do ano; O investimento das empresas foi fortemente reduzido pela rarefacção da liquidez bancária, restringindo o acesso ao crédito. Percebe-se melhor o comportamento dos consumidores, analisando a taxa de inflação em 2008 com um primeiro semestre colocado sob o signo de uma retoma da inflação (ritmo anual de +3,6% em Junho), e, bruscamente, registámos um quase-recuo dos preços (-0,2% em Julho, para terminar a um ritmo anual de +1% em Dezembro). O desempenho da economia em volume e em valor deve também ser estudado face a estes efeitos preço muito acentuados. No respeitante ao mercado da STEF- TFE, em particular em França, e nomeadamente na produção das Indústrias Agro Alimentares e no consumo de produtos alimentares, o aumento dos preços dos produtos alimentares esconde realidades muito diferentes conforme as filiais. Para melhorar o poder de compra pelo reforço da concorrência nas relações comerciais, o Governo francês fez votar duas leis cuja entrada em vigor em Lei LME 6

8 O AMBIENTE DO GRUPO AS TENDÊNCIAS DO MERCADO EM FRANÇA 2008 terá impactos importantes sobre o conjunto do sector agro-alimentar, a distribuição, o transporte e a logística: a lei «Chatel» de 3 de Janeiro de 2008 e a lei de Modernização da Economia de 4 de Agosto de A p r i m e i r a t e m r e p e r c u s s õ e s s o b r e a s negociações comerciais entre os industriais e os distribuidores. Ao reformar a noção de limiar de revenda com perda pela reintegração da totalidade das margens anteriores nos preços de venda ao consumidor (noção de «triple net»), o Governo pretendeu simplificar a negociação comercial entre os industriais e os distribuidores. A Lei de Modernização da Economia (LME) traz modificações profundas ao mercado, refundindo as regras do urbanismo comercial e reformando os prazos de pagamento. De facto, ao elevar de 300 para m 2 a superfície de venda a partir da qual é necessário uma autorização em matéria de urbanismo comercial, esta lei estimulou as previsões de abertura de lojas de pequena dimensão, formato privilegiado das redes de discount. A reforma dos prazos de pagamento teria impactos sobre o sector ag ro-alimentar, a distribuição e sua Cadeia de Fornecimento. Ao instituir que «o prazo acertado entre as partes para pagamento dos montantes não pode ultrapassar 45 dias a contar de final do mês ou 60 dias contados da data de emissão da factura», a lei poderia alterar as negociações entre os industriais e os fornecedores e trazer de volta o problema de gestão dos stocks. A redução do poder de compra doméstico terá tido repercussões tangíveis sobre a distribuição de alimentos. Exceptuando a gasolina, o volume de negócios da Distribuição Moderna tem uma variação de cerca de -2% durante o ano. Os formatos de lojas de menor superfície resistiram melhor à crise, mesmo se as marcas tiveram que rever as suas margens e multiplicar as promoções, face à concorrência das lojas «hard discount». O ano de 2008 terá sido difícil para a restauração tradicional que regista entre 10% e 20% de queda na actividade, no terceiro trimestre e sofreu ainda os efeitos da interdição de fumar em locais públicos. Somente a restauração rápida ganha consumidores graças ao efeito de preço. Com um crescimento de 11% no ano (média de 5 a 8% entre 2003 e 2007) e um volume de negócios de 6,8 Mil Milhões de, o mercado das sanduíches beneficiou com a crise em

9 RELATÓRIO DE ACTIVIDADE 2008 A ACTIVIDADE DO GRUPO Após um primeiro semestre com crescimento sustentado, +7.95% em perímetro constante, e apesar de uma concorrência muito activa, os efeitos da diminuição da actividade económica começaram a ser sentidos no início do segundo semestre. STEF-TFE conseguiu no entanto manter um crescimento superior a 4% durante o ano de O sector da logística sentiu mais fortemente que o transporte a diminuição do consumo alimentar na Grande Distribuição. No Transporte, o aspecto errático do preço dos combustíveis ao longo do exercício, acrescido da redução do consumo, inédita a esse grau, constitui um factor essencial. Daí resultou um agravamento das pressões concorrenciais por parte de concorrentes em dificuldades. O Grupo reagiu, acentuando os seus esforços comerciais e aplicando-se em conjugar a sua eficiência operacional com a qualidade de serviços de forma a manter uma política tarifária que tenha em conta o conjunto dos custos de produção. O sector de produtos do mar conheceu, por sua vez, um ano extremamente difícil num contexto económico desfavorável. Na Logística, a primeira constatação é a estagnação global do sector em relação ao exercício de O crescimento dos clientes da Distribuição Moderna foi negativo em 2008 se levarmos em consideração a perda de duas contas e a fraqueza do consumo nos hipermercados. Pelo contrário, as actividades multiclientes e o canal HORECA tiveram uma função motora no crescimento do volume de negócios, permitindo manter o nível de O pólo de Negócios Europeus agrupa as actividades domésticas fora da França, isto é em Espanha, Portugal, Bélgica, Itália, Grã-Bretanha e Suíça. Abrange, por outro lado, as estruturas especializadas que operam nos fluxos europeus assim como no Magreb.. Dentro da direcção de Comércio e de Marketing, o ano de 2008 foi marcado por uma coordenação comercial cada vez mais transversal. O departamento de marketing analisou todos os campos da indústria Agro-alimentar (IAA) em França, trazendo uma ajuda eficaz à reflexão sobre os planos a médio prazo do transporte (TFE e Tradimar). Além disso, estudos de mercado por país envolveram a Itália, a Espanha, Portugal e o Benelux enquanto cerca de quinze «company profile» foram realizados para dispor de um melhor conhecimento da «supply chain» dos clientes do Grupo. Este departamento também participou na reforma dos documentos comerciais e numa newsletter do mercado e da concorrência. Em matéria de coordenação da política comercial, o ano permitiu responder de forma ainda mais eficaz às contas estratégicas. O recrutamento de Key Account Managers na Europa está em curso e o referencial comum funções-competências comerciais no grupo está em fase de finalização. O ano de 2008 foi muito activo do ponto de vista da actividade imobiliária com a abertura de cinco novas plataformas, a realização de extensões em onze unidades das quais se destacam Atton, Barcelona, Brignais, Le Plessis Belleville, Lisboa, Saintes (Bélgica) e Saint-Sever (2). Por outro lado, as plataformas de Amorebieta (Espanha), de Colturano (Itália), Montsoult e de Saintes (Bélgica) foram objecto de renovações importantes. A estes novos empreendimentos somam-se o conjunto de trabalhos de manutenção que se desenvolvem periodicamente nas unidades. Por fim, nove plataformas, na sua maioria em concessão ou em locação, foram encerradas e precisaram das medidas de adaptação necessárias. Abertura de cinco novos sítios 5 8

10 O GRUPO ESTÁ ESTRUTURADO EM REDOR DE QUATRO PÓLOS: PO PÓLO TRANSPORTE, com a TFE para os produtos frescos e a Tradimar para os produtos do mar e os congelados em França. PO PÓLO LOGÍSTICO, que, sob a marca única "STEF", gere a logística e os transportes de produtos frescos e congelados para industriais, a grande distribuição e o canal HORECA em França. PO PÓLO ACTIVIDADES EUROPEIAS que agrupa as actividades domésticas nos países fora de França assim como o conjunto dos fluxos europeus operados por entidades dedicadas a esta actividade.. Com a Compagnie Méridionale de Navigation, o pólo marítimo representa cerca de 5% do volume de negócios do Grupo. Mesmo considerando que a actividade de transporte de frete representa a parte principal de sua actividade, esta é tratada à parte devido às especificidades do seu mercado. Além destes quatro pólos operacionais, existem dois pólos de especialização que agrupam funções transversais: O PÓLO SISTEMAS DE INFORMAÇÃO, Patravés da Agrostar que reúne o conjunto das equipas de sistemas de informação e trabalha no campo da informática ligada ao negócio e na informática-cliente. P O PÓLO IMOBILIÁRIO, com a Immostef, que agrupando, funcionalmente, o conjunto das equipas dedicadas ao imobiliário, ou seja, a Direcção Técnica Imobiliária (DTI), a Direcção de Manutenção Imobiliária (DMI) e o serviço de Meio Ambiente, gerem o conjunto das problemáticas ligadas ao imobiliário desde a construção até a valorização final no final da vida operacional dos imóveis. 9

11 RELATÓRIO DE ACTIVIDADE 2008 O PÓLO TRANSPORTE AS ACTIVIDADES DE TRANSPORTE DO GRUPO SÃO ORGANIZADAS EM DUAS REDES: A Rede TFE para o transporte dos produtos frescos. A Rede TRADIMAR para o transporte e a logística dos produtos do mar e de congelados. O especialista do transporte sob temperatura controlada Arede TFE garante todos os dias (dia A/dia B em geral) a entrega de destinatários ( destinatários regulares por semana). Dispõe, em França, de 55 plataformas sob temperatura controlada (0º/4º), situadas tanto em zonas de produção como em zonas de consumo e de distribuição. A TFE viu o seu volume de negócios aumentar em 3,6% em 2008, em grande parte devido à repercussão do aumento dos preços dos combustíveis. O mercado registou uma forte diminuição do consumo e não foi evidente manter ao mesmo tempo os volumes e o preço. Por segmento, os efeitos são contrastados com uma estagnação dos produtos lácteos e dos produtos elaborados que foi compensada por um forte crescimento dos produtos cárnicos e das frutas e legumes. Este desempenho é a consequência directa do trabalho das equipas comerciais, bem apoiadas pela gestão e pelas equipas de exploração. Vários factores permitem explicar este desempenho comercial da rede TFE: 1. O reconhecimento pelo mercado da eficiência da rede, oferecendo uma prestação de boa qualidade, homogénea, com melhoria contínua (redução de 8% da taxa de não qualidade) Uma oferta comercial diferenciada, desenvolvendo soluções com valor acrescentado. Assim, além da Grupagem, o desenvolvimento da especialização em organização de transporte e monitorização de fluxos constitui o catalisador desta dinâmica comercial. 3. As equipas de vendas bem treinadas e mobilizadas, atentas às necessidades dos clientes e perfeitamente apoiadas pelas equipas de produção. Neste contexto de crise económica, a rede TFE intensificou os seus esforços na industrialização dos seus processos: 1. O conjunto das explorações TFE começou a operar sobre a nova solução informática Transport Management System (TMS), desenvolvida pela Agrostar, que funciona sobre uma base de dados única e responde às necessidades de gestão em tempo real e de rastreabilidade. 2. Paralelamente, uma ferramenta de informática de gestão e de rastreabilidade das unidades de Cais "Infoquai", desenvolvida pela Agrostar, foi testada e validada em dez plataformas piloto. Esta solução será estendida a todas as plataformas TFE antes de Julho de Todos veículos foram equipados com a solução "Masternaut", ferramenta de geo-localização e de rastreabilidade das temperaturas em tempo real. Por fim, a rede TFE continuou a investir no desenvolvimento do seu principal trunfo, a qualidade das suas equipas: 1. Um importante trabalho de estruturação e de aprofundamento da visão estratégica foi conduzido, associando todo o management das plataformas. Este tra- 55 plataformas sob temperaturas dirigidas 0 /4 10

12 A ACTIVIDADE DO GRUPO O PÓLO TRANSPORTE balho concretizou-se sob a forma de um plano a médio prazo visando o enquadramento do projecto de transformação da organização para os três próximos anos. 2. Os esforços feitos em matéria de recrutamento e de formação dos futuros talentos foram intensificados. Actualmente, a TFE admite e forma, cada ano, mais de 60 jovens executivos recém-licenciados. O ano 2008 termina com resultados operacionais em progresso em todas as regiões, o que, no contexto geral, constitui um desempenho simbólico da ambição forte e compartilhada que anima o conjunto das equipas TFE ao serviço do mercado. Noroeste O ano 2008 terá permitido a confirmação da pertinência das decisões tomadas nos anos anteriores. A região ultrapassa os seus objectivos de resultados, ainda que tenha sido fortemente impactada por: dificuldades encontradas pela TFE Vire, fortemente penalizada pelo disparo nos preços do combustível e pela baixa dos volumes das marcas nacionais. dificuldades comerciais de duas zonas de forte importância que são a região parisiense e a região de Lille. O dispositivo imobiliário da região foi completado pela abertura de uma nova unidade em Orléans e a extensão da plataforma de Rouen. Bretanha / Pays de Loire Num contexto de crise profunda do sector agro-alimentar e de concorrência exacerbada, a região realiza um desempenho comercial notável. Desenvolvendo as várias soluções de massificação de fluxos, adaptadas a cada tipologia de clientela, a região soube consolidar a sua quota de mercado, mantendo os seus resultados. A fusão das explorações da TFE Vannes e da Meledo Vannes, no final do ano, deve permitir a resolução definitiva dos problemas desta zona deficitária há vários anos. Sudoeste Um ano notável para a região que foi fortemente ajudada por um tecido industrial dinâmico e uma concorrência menos virulenta. Todas as acções que t i n h a m s i d o i m p l e m e n t a d a s p a r a r e s o l v e r a s dificuldades encontradas por algumas filiais em 2007 foram coroadas com sucesso e as filiais regressaram a um nível de desempenho satisfatório. As plataformas de Saint-Sever e de Agen lançaram trabalhos de ampliação para responder ao crescimento da procura. Sudeste O desempenho do conjunto é bastante satisfatório, mesmo sabendo que a realidade económica é diferente no que respeita à zona do mediterrâneo ou à zona de Lyon. As plataformas da vasta região de Lyon (Saint-Etienne, Mâcon, Lyon) conheceram um ano muito difícil, marcado pelas reestruturações importantes de inúmeros clientes e por uma concorrência bastante viva. As decisões administrativas e organizacionais que se impuseram foram tomadas e começam a trazer seus primeiros frutos, permitindo vislumbrar o ano de 2009 com alguma serenidade. Leste A região Leste confirmou, em 2008, a forte dinâmica de desenvolvimento e de desempenho. Os resultados das filiais localizadas em Mulhouse e Reims tornaram-se positivos, confirmando o domínio operacional da gestão regional. Uma nova plataforma, propriedade do grupo, será colocada à disposição das equipas de Reims até meados de

13 RELATÓRIO DE ACTIVIDADE 2008 O PÓLO TRANSPORTE A rede Tradimar gere, no seio do Grupo, as actividades de transporte e logística dos produtos do mar e passou a assegurar, em 2008, o transporte de congelados, operado a partir de quatro plataformas oriundas da rede TFE. Está implantada em França, assim como na Inglaterra, Escócia, Espanha e Itália e gere 25 plataformas principais. Oaumento do perímetro nas actividades de congelados permitiu a optimização do plano de transporte e o melhor aproveitamento das ferramentas imobiliárias dedicadas aos congelados. O aporte de volume de negócios em 2008 da actividade de congelados representou 54 M, ou seja, um quarto do novo conjunto, para uma contribuição global positiva no resultado líquido. As actividades da Tradimar desenvolveram-se, portanto, a despeito de um contexto difícil em França (greve dos pescadores e embargo dos portos, implantação de quotas de pesca no mediterrâneo, crise sanitária que afectou a produção de crustáceos). A retoma, em Plan d'orgon, de um fundo de comércio de distribuição de produtos do mar, no contexto de um imobiliário novo, veio consolidar a sua posição. A Escócia recuperou-se e a Itália confirmou o seu potencial de desenvolvimento. As actividades de congelados progrediram em aproximadamente 11%. Apesar dos efeitos positivos desta comparação, os acontecimentos conjunturais (incêndio na unidade de congelados de Feyzin, forte queda da libra esterlina nos dois últimos meses do ano), impediram o aproveitamento desejado das modificações implementadas. O aumento do custo dos combustíveis durante os primeiros meses do ano constituiu um factor agravante para a rentabilidade da rede. No capítulo dos pontos positivos, podemos sublinhar o trabalho de racionalização da carteira de clientes juntamente com a remodelação da organização comercial, a criação de contas-chave e de uma força de venda de zona. A intensificação da prospecção na Escócia começou a apresentar os seus frutos. Por fim, a rede conseguiu implantar, num prazo bastante curto, a ferramenta de gestão "TMS" no conjunto das plataformas, ferramenta indispensável numa lógica de rede. A transformação em filiais do conjunto das plataformas de produtos do mar foi realizada paralelamente à reorganização da sua gestão numa base regional, dentro de uma preocupação de coerência com o modo de funcionamento do Grupo. Afinal, o ano de 2008 caracterizou-se por resultados ainda deficitários no que diz respeito aos produtos do mar, conduzindo o Grupo a acelerar a sua mutação rumo a uma rede de transporte multi-produtos em França, mantendo as especificidades relacionadas com a natureza do produto. O ano 2009 será, portanto, marcado pela procura de acções de redireccionamento com o objectivo de finalizar o processo de reaproximação das ferramentas de exploração, dos sistemas de informação, das organizações, dos métodos comerciais e da estrutura de gestão. As actividades de transporte em França constituirão progressivamente uma rede única para os três mercados de produtos frescos, congelados e produtos do mar. Nesta nova organização, a marca Tradimar será conservada com uma estrutura comercial dedicada. Em Itália, a Tradimar Milano, que explora uma plataforma em Milão, realizou um bom exercício. O volume de negócios que era de 5,5 M passou para 7,5 M, esclarecendo-se que empresa se instalou num novo edifício na proximidade das plataformas da Cavalieri e da TFE DA. Tradimar: 25 plataformas principais 54 M 12

14 A ACTIVIDADE DO GRUPO O PÓLO LOGÍSTICO O Pólo Logístico tem por missão gerir a actividade do Grupo STEF-TFE em França. É sob a marca STEF que se apresentam as entidades do Pólo. LOGÍSTICA DE PRODUTOS CONGELADOS O especialista da Prestação Logística em produtos frescos e congelados Aproposta da STEF envolve produtos frescos e produtos congelados e destina-se aos industriais, à grande distribuição e ao canal da restauração. Desde o início do ano 2008, o pólo é organizado sob uma estrutura única STEF que controla a totalidade das filiais exercendo uma actividade logística. O ano foi conforme às previsões orçamentais, apesar de uma inversão de conjuntura bastante evidente ao longo do segundo semestre. De facto, face ao consumo alimentar, que se revelou de progressão fraca, os empresários tomaram medidas para limitar os níveis de stocks no final do ano. Esta constatação é particularmente verdadeira nos grandes operadores com entradas de stock bastante reduzidas, adaptadas a um fraco nível de produção e saídas de acordo com as necessidades do consumo. PRODUTOS CÁRNEOS E LÁCTEOS CONGELADOS PRODUTOS DO MAR DISTRIBUIÇÃO O ano de 2008 foi muito contrastado, com um primeiro semestre com ocupação plena sob o duplo efeito de operações de armazenamento privado no oeste e de compras de segurança face à descolagem dos preços das matériasprimas (frutas) e do nível elevado de stock de produtos acabados. No final de Junho, o Grupo procurava espaços vazios para gerir os excedentes. Seis meses depois, a taxa de ocupação de alguns entrepostos tinha caído sensivelmente. Esta mudança brutal de conjuntura sobre as actividades habituadas a gerir ciclos longos não permitiu alcançar o desempenho económico esperado e acelerou o fecho de unidades obsoletas e não rentáveis (Landerneau, Redon, Forges les Eaux e Sète), reduzindo assim as capacidades globais. LOGÍSTICA DE PRODUTOS FRESCOS À semelhança dos produtos congelados, os produtos frescos foram atingidos pela crise de consumo que afectou o leque de produtos processados pela STEF. Os produtos lácteos viram o seu consumo diminuir sob o efeito do aumento do preço do leite. O fenómeno de contracção do consumo das marcas nacionais em benefício das marcas de distribuidores (MDD), menos caros, actuou igualmente sobre os tráfegos da STEF. As operações foram reorganizadas, preservando assim os interesses do Grupo. Os resultados económicos estão, portanto, de acordo com as previsões e o posicionamento comercial que oferece soluções de massificação aos industriais continua atraente. A pesquisa de novos clientes/produtos em 2009 deverá compensar a diminuição dos volumes registados em 2008 e vir a preencher progressivamente as extensões entregues ao longo do ano (Brignais, Le Plessis Belleville). RESTAURAÇÃO 13

15 RELATÓRIO DE ACTIVIDADE 2008 O PÓLO LOGÍSTICO LOGÍSTICA DE DISTRIBUIÇÃO Esta actividade também foi atingida pela queda das LOGÍSTICA DE RESTAURAÇÃO O ano de 2008 marcou o regresso aos resultados positivos desta actividade, graças a uma política enérgica. Após anos de trabalho e o retorno do crescimento em 2007 (+38%), o sector recolhe os frutos, a despeito da conjuntura. O volume de negócios gerado pela actividade de logística de restauração ficou em conformidade com as previsões. Aproveitando uma redução relativa da actividade, o Grupo esforçou-se para consolidar as suas vantagens comerciais e para estabilizar a exploração, tendo vendas nos supermercados. O volume de negócios realizado em 2008 está em retracção face às previsões, devido à redução do consumo alimentar no e-commerce e ao atraso na integração de uma operação de congelados na STEF Paris Nord. O exercício viu o fim de um contrato na unidade de Neudorf, no seguimento de uma reorganização operada na logística de um cliente. O arranque, bem sucedido, de uma nova operação de congelados para uma marca do mesmo grupo no leste da França compensou parcialmente esta perda. A adaptação dos meios de produção à actividade e a implementação em todas as unidades de prestação de uma acção de «melhoria contínua» permitiram respeitar os compromissos assumidos em termos de resultados, apesar de um volume de negócios em retracção. como resultado melhorias em termos de desempenho e de qualidade. O resultado obtido é satisfatório em termos globais e superior às previsões orçamentais. No decurso do ano 2008, foram implementadas sinergias com outras actividades, permitindo ao sector encontrar novas alavancas de crescimento, concretizadas pela abertura de uma plataforma alugada em Fos sur Mer. Restauração +38 % 14

16 A ACTIVIDADE DO GRUPO ACTIVIDADES EUROPEIAS O sector das Actividades Europeias conheceu um forte crescimento com resultados muito contrastados conforme o país. A actividade nacional é garantida pela Cavalieri Trasporti, da qual a STEF-TFE assumiu o controlo total no final do ano e a grupagem de exportação pela TFE DA. CAVALIERI TRASPORTI ITÁLIA A Itália entrou em recessão em 2008 com um recuo da economia a partir do segundo trimestre (-0,4%), a c e n t u a n d o - s e a i n d a m a i s n o s d o i s ú l t i m o s trimestres (-0,6% e -1,8%). A inflação nos primeiros meses do ano, a deterioração da confiança dos lares e o acesso difícil ao financiamento pesou sobre a procura privada. O índice da produção industrial apresenta uma taxa de -13% sobre o ano 2008 e mesmo considerando que a tendência seja menos negativa para o sector agro-alimentar, constatamos um crescimento do número de falências no midmarket. Após um primeiro semestre marcado por uma regressão da tonelagem e um fraco crescimento do volume de negócios, a Cavalieri não reg istou nenhuma melhoria da sua actividade no segundo semestre. Os encargos de exploração resultantes da adaptação das ferramentas e de uma política de admissão de recém-licenciados para preparar do futuro, a subcontratação e os encargos financeiros s u b j a c e n t e s a o s i n v e s t i m e n t o s i m o b i l i á r i o s aumentaram fortemente. O arranque bem sucedido de um importante cliente em Verona por conta de um industrial figura entre as satisfações s e r á u m a n o d e r e c o n s t r u ç ã o c o m o desenvolvimento completo das ferramentas do Grupo em matéria de transporte, nomeadamente o TMS, assim como um ano de desenvolvimento comercial. TFE DA 2008 Apresentou-se como um ano de estabilização numa conjuntura económica pouco favorável ao desenvolvimento dos tráfegos de Grupagem de produtos frescos com origem em Itália. A nova direcção desta filial tende a controlar os custos de exploração (nomeadamente a subcontratação) num contexto de diminuição do volume de negócios. O resultado está próximo do equilíbrio e a filial está pronta para aproveitar as oportunidades que se apresentarem para seu desenvolvimento. 15

17 RELATÓRIO DE ACTIVIDADE 2008 ACTIVIDADES EUROPEIAS Na península Ibérica, a STEF-TFE está implantada através de sua filial SDF que explora cerca de m 3 de armazéns sob temperatura negativa e m 3 de armazéns sob temperatura positiva. criação líquida de empregos. Todas as fileiras consideradas, os preços dos produtos agro-alimentares ficaram estáveis em ESPANHA A actividade económica foi rápida e fortemente degradada em 2008 e os efeitos constatados no conjunto da Europa foram grandemente amplificados após um período virtuoso de vários anos. Porém, considerando o ano na íntegra, a economia apresentou um balanço bastante positivo, com uma taxa de crescimento de +1,2%, a mais elevada dos grandes países da zona do Euro. Mas a Espanha entrou em recessão com uma taxa de crescimento do PIB de - 1% no quarto trimestre após -0,2% no terceiro trimestre. Vários factores participaram nesta inversão de tendência: a redução da procura interna, a queda de actividade no sector imobiliário e a redução das vendas no sector automóvel. O efeito mais notável desta reviravolta da conjuntura é a subida da taxa de desemprego, que passou de 8,3% em Janeiro para 13,9% em Dezembro, ou seja, 3,2 milhões de pessoas. Outro facto marcante é a contracção da inflação, que atinge seu nível mais baixo desde 1999, com uma taxa de +1,4% sobre o ano 2008, tendo os preços baixado mesmo no decurso do último trimestre. A indústria agro-alimentar mostra um saldo globalmente positivo com um volume de negócios em alta de +2,4%, uma balança comercial positiva e uma Os lares espanhóis consumiram menos que em 2007, sendo a baixa estimada em 2,3%. O volume de negócios da grande distribuição terminou o ano com um ritmo global de +5,7%, mas durante o mês de Dezembro, as vendas diminuíram 1%. À imagem dos outros países europeus, os supermercados progrediram mais que os hipermercados, vítimas do seu distanciamento geográfico e do seu sortido grande demais. As MDD constituem o seu forte desenvolvimento. A sua quota de mercado alcançaria aproximadamente 37% do sector alimentar (contra 35% sobre o conjunto dos produtos). A nível da organização interna, as actividades espanholas e portuguesas foram separadas, cada país dispondo de uma direcção independente. As filiais SDF Galicia e SDF Pais Basco que deixaram de ter uma verdadeira razão de ser foram absorvidas pela SDF Ibérica no final de foi também o ano da migração bem sucedida do conjunto das plataformas espanholas para o sistema de informações de transporte TMS do Grupo. Operacionalmente, podemos destacar a qualidade do trabalho e os resultados da plataforma de Los Olivos que permitiu que a SDF seja escolhida para gerir uma nova plataforma em Lugo. A zona Norte continuou a manifestar uma boa dinâmica enquanto que as unidades de Alcala, de Barcelona (início da actividade da extensão no final do ano) e de Sevilha retomavam o caminho da rentabilidade depois de anos difíceis. Em contrapartida, as dificuldades recorrentes das unidades de Torrejón, Pinto, Valência e Málaga são a origem do resultado global decepcionante. Portugal: forte progressão +18% 16

18 A ACTIVIDADE DO GRUPO ACTIVIDADES EUROPEIAS PORTUGAL De 2002 a 2007, a economia portuguesa conheceu um ritmo de crescimento anual médio de +0,9% por ano, bem longe da média europeia (+2,3% ao ano) ou de Espanha (+3,5%). A desaceleração observada em 2008, por sua vez, foi mais suave que em outros países, com uma taxa de crescimento do PIB estimado em +0,2% sem amplitude forte. Os principais factores de desaceleração são a queda dos investimentos e das exportações. A procura privada, de facto, diminuiu em razão da subida dos preços das matérias-primas e da restrição dos créditos disponíveis nos mercados financeiros. Estagna em +1,4% no ano enquanto a inflação atinge 2,7%. No último trimestre de 2008, a queda do consumo das famílias situa-se em cerca de 2% em relação ao mesmo período de Entretanto, as despesas destinadas à alimentação aumentaram no decurso dos primeiros meses devido ao aumento dos preços das matérias-primas. Durante o último trimestre, a diminuição destas foi menor que o conjunto dos produtos (-1,4%), uma vez que as famílias preferiram reduzir em prioridade as suas compras de produtos manufacturados. É neste contexto económico moroso que a SDF Portugal conheceu o seu primeiro ano de independência em termos de gestão. Implementando uma dinâmica comercial e dispondo de novas capacidades com a inauguração da extensão da unidade de Lisboa ( m 2 em fresco), a nova direcção dominou devidamente a exploração e a migração para o sistema de informação de gestão do transporte oriundo do Grupo foi um sucesso. No total, os resultados de 2008 de Portugal foram muito satisfatórios. BENELUX A Holanda, que representa 60% do PIB (contra 36% para a Bélgica e 4% para o Luxemburgo) e da população, pesou de forma desfavorável na actividade da zona Benelux em De facto, sofreu logo no segundo semestre uma queda do PIB enquanto a Bélgica permaneceu em crescimento muito leve nos nove primeiros meses do ano. No global, com um nível de inflação de + 4,2% na Bélgica e + 2,2% na Holanda, o balanço económico de 2008 sobre os três países deveria ser da ordem de +1,0%. O impacto da crise financeira que afectou os principais estabelecimentos bancários levou à rarefacção de crédito disponível para as empresas. A produção industrial foi muito afectada com uma baixa de 9,1% na Holanda e na Bélgica e de 16,7% em Luxemburgo. Neste contexto, em especial na Bélgica, o número de empresas declaradas em falência ultrapassou as 8.000, das quais numerosas PME (pequenas e médias empresas), mais expostas ao risco que as outras. Durante os nove primeiros meses do ano, o consumo das famílias foi afectado no conjunto do Benelux. Na distribuição de alimentos na Bélgica, entre os cinco principais grupos que representam cerca de 90% do mercado, a concorrência foi ainda mais reforçada com uma melhor resistência das marcas Discount. 17

19 RELATÓRIO DE ACTIVIDADE 2008 ACTIVIDADES EUROPEIAS Na Holanda, a regulamentação que limita sempre a implantação de hipermercados ou dos grandes centros comerciais em periferia das cidades contribuiu com o bloqueio das pretensões de desenvolvimento externo. O ano de 2008 permitiu que a STEF-TFE obtivesse excelentes resultados na Bélgica, graças a um forte desenvolvimento da actividade de transporte e da grupagem de exportação para França. A prestação logística conheceu um ano menos eufórico, com os principais contratos de restauração sofrendo com a crise económica. Para atender à procura logística, uma extensão de m 2 em congelados e de m 2 em fresco na plataforma STEF de Saintes foi realizada. Por outro lado, no final do ano, o Grupo concluiu um acordo para explorar na Bélgica uma nova plataforma de produtos frescos para a GMS em Na Grã-Bretanha, a TFE concentrou as suas actividades nos fluxos entre França e Inglaterra e possui hoje apenas uma agência. A filial TFE International Ltd obteve um volume de negócios de 4,1 M, em queda em relação ao do ano anterior que foi de 5,2 M. As filiais de fluxos europeus tiveram um ano globalmente satisfatório com uma menção especial para a EFF cuja actividade registou um excelente crescimento em especial sobre os fluxos para a Península Ibérica. As três principais filiais dedicadas aos fluxos de exportação a partir de França melhoraram os seus resultados em 2008, graças a uma excelente progressão do volume de negócios (+ 39%) e do resultado da filial de Lyon. Stefover, que realiza a quase totalidade do seu volume de negócios com o Magreb e em especial com a Tunísia, conheceu um ano fraco marcado principalmente por um desequilíbrio dos fluxos. Os tráfegos Sul/Norte progrediram em 5% com um desenvolvimento das importações de saladas e de tomates enquanto os tráfegos Norte/Sul regrediram claramente, em especial em direcção à Líbia (fecho das fronteiras e concorrência italiana) e à Tunísia (produtos muito caros). Resulta um forte aumento das viagens vazias do Norte para o Sul que explicam a queda do volume de negócios e do resultado da empresa. Na Suíça, onde o Grupo está presente de maneira minoritária, o ano de 2008 representou um óptimo desempenho, com uma taxa de ocupação dos dois entrepostos em progresso e um melhor domínio da actividade transporte. O ano de 2009 apresenta-se com perspectivas encorajadoras. FRANÇA ESPANHA INGLATERRA ITÁLIA ESCÓCIA 18

20 A ACTIVIDADE DO GRUPO AS OUTRAS ACTIVIDADES A MARÍTIMA As actividades marítimas são agrupadas na STIM d Orbigny que controla Sata-Minfos (corretagem 16 Fevereiro 2009 marítima). A STIM d Orbigny detém uma participação maioritária (55%) na holding Compagnie Méridionale de Participation (CMP) que controla a Compagnie Méridionale de Navigation (CMN). No âmbito de uma convenção de Delegação do Serviço Público concluída em 7 de Junho de 2007 entre a Colectividade Territorial da Córsega, o Office des Transports de la Corse, a CMN, e a SNCM, por um período que se estende de 1º de Julho de 2007 a 31 de Dezembro de 2013, a CMN assegura em p a r c e r i a c o m a S N C M u m s e r v i ç o r e g u l a r d e transporte marítimo de passageiros e de frete, o f r e t e r e p r e s e n t a n d o 59 % d o s e u v o l u m e d e negócios. A CMN assegura também uma ligação regular na Sardenha. Estas ligações marítimas são realizadas com 3 navios roll-on mistos (Kalliste, Girolata, Scandola), com uma capacidade total de metros lineares, ou seja o equivalente a 450 reboques e passageiros com os seus carros. Em 2008, a CMN transportou passageiros (-3,2% em relação a 2007) e metros lineares de frete (+2,46% em relação a 2007), gerando um volume de negócios global de 91 M. Num contexto de concorrência exacerbada, a CMN sofreu da avaria do Scandola e da sua imobilização. No entanto, o resultado da empresa permaneceu dentro da linha das previsões. A CMN empregava 480 pessoas em 31 de Dezembro de 2008 (contra 472 em 2007). No âmbito desta convenção, a CMN comprometeuse em substituir um dos navios empregados para a ligação à Córsega por um novo cargo misto de grande capacidade. O Grupo, através de sua filial Naval STEF-TFE encomendou este navio cuja entrega está prevista para Julho de Le 16 février 2009, la CMN a obtenu la certification ISO pela implementação do seu sistema de gestão ambiental. Torna-se assim numa das únicas armadoras de navios de passageiros, operando no Mediterrâneo, a possuir esta certificação. Girolata Scandola Kalliste 19

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