CENTRO UNIVERSITÁRIO DO TRIÂNGULO

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1 CENTRO UNIVERSITÁRIO DO TRIÂNGULO PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO CURSO DE ENGENHARIA CIVIL NORMAS TÉCNICAS BRASILEIRAS FOLHAS DE DESENHO LEIAUTE E DIMENSÕES PRINCÍPIOS GERAIS DE REPRESENTAÇÃO EM DESENHO TÉCNICO Uberlândia, Março de 2011

2 ANDERSON HENRIQUE ALAOR ALVES DJALMA MURILLO SAMUEL RODRIGO MARQUEZ VALEIRNILDSON NORMAS TÉCNICAS BRASILEIRAS NBR 1068 FOLHAS DE DESENHO LEIAUTE E DIMENSÕES NBR 1067 PRINCÍPIOS GERAIS DE REPRESENTAÇÃO EM DESENHO TÉCNICO Trabalho apresentado à Professora Ana Flávia Ferreira de Castro Paula da disciplina de Desenho de Arquitetura, da turma N1, turno Noturno, do Curso de Engenharia Civil. Trabalho Desenvolvido no Centro Universitário do Triângulo UBERLÂNDIA/ MG MARÇO DE 2011

3 LISTA DE FIGURAS FIGURA 1 Folha Horizontal FIGURA 2 Folha Vertical FIGURA 3 Origem dos formatos da série A FIGURA 4 Formatos derivados série A FIGURA 5 Semelhança Geométrica dos formatos da série A FIGURA 6 Margens FIGURA 7 Marcas de Centro FIGURA 8 Escala Métrica de Referência FIGURA 9 Sistema de Referência por Malha FIGURA 10, 11 Marcas de Corte FIGURA 12, 13 Métodos de Projeção Ortográfica FIGURA 14 Indicação das Vistas FIGURA 15(a), (b) Posição das vistas no 1º diedro FIGURA 15(c) Projeção Ortogonal das Vistas (3 vistas) FIGURA 15(d) Representação de objeto por 6 vistas FIGURA 15(e) Faces do Cubo semi-aberto FIGURA 15(f) Cubo Aberto (planificado) FIGURA 16(a), (b) Posição das vistas no 3º diedro FIGURA 17 Vistas fora de posição FIGURA 18 Vista Auxiliar FIGURA 19, 20 Representação de Detalhes Repetitivos FIGURA 21(a), (b) Detalhes Ampliados FIGURA 22 Linhas de Interseção FIGURA 23, 24, 25 Representação Simplificada FIGURA 26, 27, 28 Representação Convencional de Extremidades... 28, 29 FIGURA 29, 30, 31, 32 Representação de Linhas de Simetria... 29, 30 FIGURA 33 Partes Adjacentes FIGURA 34 Linhas estreito-traço dois pontos FIGURA 35, 36 Representação de peças encurtadas FIGURA 37, 38 Representação de peças cônicas FIGURA 39 Representação de Cortes FIGURA 40, 41 Identificação do Plano de Corte... 32, 33

4 FIGURA 42, 43 Designação do Corte FIGURA 44, 45 Representação de Meio-corte FIGURA 46, 47 Corte Parcial FIGURA 48, 49 Corte com desvio FIGURA 50 Contorno da Seção da própria vista FIGURA 51 Linha Contínua Larga FIGURA 53, 54, 55 Seções Sucessivas FIGURA 56, 57 Representação das proporções e dimensões dos símbolos... 38

5 LISTA DE TABELAS TABELA 1 FORMATOS DA SÉRIE A TABELA 2 LARGURA DAS LINHAS E DAS MARGENS TABELA 3 DIMENSÕES... 38

6 SUMÁRIO INTRODUÇÃO NBR 1068 FOLHAS DE DESENHO LEIAUTE E DIMENSÕES DOCUMENTOS COMPLEMENTARES CONDIÇÕES ESPECÍFICAS Formatos Seleção e designação de formatos Formatos da série "A" Formato especial LEGENDA MARGEM E QUADRO MARCAS DE CENTRO ESCALA MÉTRICA DE REFERÊNCIA SISTEMA DE REFERÊNCIA POR MALHAS MARCAS DE CORTE NBR 1067 PRINCÍPIOS GERAIS DE REPRESENTAÇÃO EM DESENHO 17 TÉCNICO DOCUMENTOS COMPLEMENTARES CONDIÇÕES GERAIS Método de projeção ortográfica COR DE REPRESENTAÇÃO DO DESENHO TÉCNICO CONDIÇÕES ESPECÍFICAS Denominação das vistas POSIÇÃO RELATIVA DAS VISTAS NO 1º DIEDRO POSIÇÃO RELATIVA DAS VISTAS NO 3º DIEDRO ESCOLHA DAS VISTAS Vista principal Outras vistas DETERMINAÇÃO DO NÚMERO DE VISTAS VISTAS ESPECIAIS Vista fora de posição Vista auxiliar Elementos repetitivos Detalhes ampliados Linhas de interseção Representação convencional de extremidades de eixos com seção 27 quadrada e furos quadrados ou retangulares Vistas de peças simétricas Partes adjacentes Contorno desenvolvido Vistas de peças encurtadas CORTES E SEÇÕES Hachuras Generalidades Corte total... 34

7 Meio-corte Corte parcial Corte em desvio Seções rebatidas dentro ou fora da vista Proporções e dimensões dos símbolos CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS... 40

8 viii Objetivo Geral Adquirir e ampliar conhecimentos da linguagem gráfica por meio das normas apresentadas nas normas citadas anteriormente. Objetivo específico Após ter adquirido o conhecimento necessário das normas da ABNT, aplicar de forma correta as técnicas da linguagem gráfica, na área específica da engenharia e afins. Justificativa Independente do nível de conhecimento do engenheiro ou outro profissional da área em relação aos aspectos técnicos e científicos complexos da profissão, não teria eficiência sem o domínio da linguagem gráfica, pois os esforços seriam em vão ao transmitir projetos a outras pessoas.

9 9 INTRODUÇÃO Este trabalho visa apresentar de forma geral, as características, métodos, conceitos de desenho técnico, sobre Folhas de desenho, layout, dimensões e conteúdo e Princípios Gerais de Representação, baseado em específico e respectivamente nas normas NBR e NBR 10067, e suas normas complementares, Execução de caracter para escrita em desenho técnico; Aplicação de linhas em desenhos Tipos de linhas - Larguras das linhas e Representação de Área de corte por meio de hachuras em desenho técnico; nas respectivas normas NBR 8402, NBR 8403 e NBR Visto que o desenho é a linguagem do projetista, engenheiro e profissionais da área é preciso então, conhecer suas teorias e composições básicas e ficar a par das convenções e normas adotadas, daí a grande importância de dominá-la bem. E para um engenheiro é de fundamental importância o conhecimento de tais normas para eficácia das informações transmitidas a outros.

10 10 1 NBR FOLHAS DE DESENHO LEIAUTE E DIMENSÕES Esta norma padroniza as características dimensionais das folhas em branco e préimpressas de todos os desenhos técnicos apresenta também o Layout da folha do desenho técnico com vistas a: a) posição e dimensão da legenda; b) margem e quadro; c) marcas de centro; d) escala métrica de referência; e) sistema de referência por malhas; f) marcas de corte. Estas prescrições se aplicam aos originais, devendo ser seguidas também às cópias. a) As Figuras são apresentadas na forma mais simples; servem apenas como ilustração. b) Esta Norma considera todos os requisitos para reprodução, inclusive microfilmagem. 1.1 DOCUMENTOS COMPLEMENTARES Na aplicação desta Norma é necessário consultar: NBR Execução de caracteres para escrita em desenhos técnicos Procedimento. NBR Aplicação de linhas em desenhos - Tipos de linhas - Larguras das linhas Procedimento. 1.2 CONDIÇÕES ESPECÍFICAS Formatos Seleção e designação de formatos O original deve ser executado em menor formato possível, desde que não prejudique a sua clareza; 1 Dentro da NBR 10068, possui outras duas normas complementares, a NBR 8402 e NBR 8403.

11 11 A escolha do formato no tamanho original e sua reprodução são feitas nas séries mostradas em Formatos da série A ; As folhas de desenhos podem ser utilizadas tanto na posição horizontal (Figura 1) como na vertical (Figura 2). Figura 1: Folha Horizontal Figura 2: Folha Vertical Formatos da série "A" O formato da folha recortada da série "A" é considerado principal. (ver Tabela 1). TABELA 1: Formatos da Série A Designação Dimensões A0 841 x 1189 A1 594 x 841 A2 420 x 594 A3 295 x 420 A4 210 x 297 Fonte: NBR O formato básico para desenhos técnicos é o retângulo de área igual a 1m2 e de lados medindo 841 mm x 1189 mm, isto é, guardando entre si a mesma relação que existe entre o lado de um quadrado e sua diagonal:

12 12 Formato Básico A0 Área= 1m2 Y= X=841 Y=1189 Figura 3: Origem dos formatos da Série A. Deste formato básico, designado por A0 (A zero), deriva-se a série "A" pela bipartição ou pela duplicação sucessiva (Figuras 4 e 5). Figura 4: Formatos derivados - Série "A" e Figura 5: Semelhança geométrica dos formatos da série "A" Formato especial Sendo necessário formato fora dos padrões estabelecidos em 1.2.1, recomenda-se a escolha dos formatos de tal maneira que a largura ou o comprimento corresponda ao múltiplo ou submúltiplo ao do formato padrão. Nota: Nas dimensões das folhas pré-impressas, quando não recortadas, deve haver um excesso de 10 mm nos quatro lados.

13 LEGENDA A posição da legenda deve estar dentro do quadro para desenho de tal forma que contenha a identificação do desenho (número de registro, título, origem, etc.); deve estar situado no canto inferior direito, tanto nas folhas posicionadas horizontalmente (ver Figura 1) como verticalmente (ver Figura 2). A direção da leitura da legenda deve corresponder à do desenho. Por conveniência, o número de registro do desenho pode estar repetido em lugar de destaque, conforme a necessidade do usuário. A legenda deve ter 178 mm de comprimento, nos formatos A4, A3 e A2, e 175 mm nos formatos A1 e A MARGEM E QUADRO As margens são limitadas pelo contorno externo da folha e quadro. O quadro limita o espaço para o desenho (ver Figura 6). Figura 6: Margens A margem esquerda e direita, bem como as larguras das linhas, deve ter as dimensões constantes na Tabela 2. TABELA 2: Largura das linhas e das margens Formato Esquerda Margem Direita Largura da linha do quadrado, conforme a NBR 8403 A ,4 A ,0 A ,7

14 14 A ,5 A ,5 Fonte: NBR A margem esquerda serve para ser perfurada e utilizada no arquivamento. 1.4 MARCAS DE CENTRO Nas folhas de formatos de série "A" devem ser executadas quatro marcas de centros. Estas marcas devem ser localizadas no final das duas linhas de simetria (horizontal e vertical) à folha (ver Figura 7). Figura 7: Marcas de centro Os formatos fora de padrões, para serem micro filmados, requerem marcas adicionais de acordo com as técnicas de microfilmagem. 1.5 ESCALA MÉTRICA DE REFERÊNCIA As folhas de desenho podem ter impressa uma escala métrica de referência sem os números, com comprimento de 100 mm no mínimo e em intervalos de 10 mm (ver Figura 8). Figura 8: Escala métrica de Referência

15 15 A escala métrica de referência deve estar embaixo, disposta simetricamente em relação à marca de centro, na margem e junto ao quadro, com largura de 5 mm no máximo. Deve ser executada com traço de 0,5 mm de largura no mínimo e deve ser repetida em cada seção do desenho. 1.6 SISTEMA DE REFERÊNCIA POR MALHAS Permite a fácil localização de detalhes nos desenhos, edições, modificações, etc. Devem ser executadas com traço de 0,5 mm de largura no mínimo, começando do contorno interno da folha recortada e estendendo-se aproximadamente 0,5 mm, além do quadro. A tolerância da posição de ± 0,5 mm deve ser observada para as marcas (ver Figura 9). Figura 9: Sistema de referência por malha O número de divisões deve ser determinado pela complexidade do desenho e deve ser par. O comprimento de qualquer lado do retângulo da malha deve ter mais de 25 mm e no máximo 75 mm, e deve ser executado com traços contínuos de 0,5 mm de largura no mínimo. Os retângulos das malhas devem ser designados por letras maiúsculas ao longo de uma margem e os numerais ao longo de outra margem.

16 16 Os numerais devem iniciar no canto da folha oposto à legenda no sentido da esquerda para direita e devem ser repetidos no lado correspondente (ver Figura 9). As letras e os numerais devem estar localizados nas margens, centralizados no espaço disponível, e as letras escritas em maiúsculo de acordo com a NBR Se o número das divisões excederem o número de letras do alfabeto, as letras de referência devem ser repetidas (exemplo: AA, BB, etc.) 1.7 MARCAS DE CORTE Estas marcas servem para guiar o corte da folha de cópias e são executadas na forma de um triângulo retângulo isósceles com 10 mm de lado (ver Figura 10), ou com dois pequenos traços de 2 mm de largura em cada canto (ver Figura 11). Figura 10: Marcas de corte Figura 11: Marcas de corte

17 17 2 NBR PRINCÍPIOS GERAIS DE REPRESENTAÇÃO EM DESENHO TÉCNICO 2.1 DOCUMENTOS COMPLEMENTARES Na aplicação desta Norma é necessário consultar a NBR Execução de caracteres para escrita em desenhos técnicos Procedimento; NBR Aplicação de linhas em desenho técnico Procedimento; NBR Representação de área de corte por meio de hachuras em desenho técnico Procedimento. 2.2 CONDIÇÕES GERAIS Método de projeção ortográfica; 1º diedro - O símbolo deste método é representado na Figura 12. 3º diedro - O símbolo deste método é representado na Figura 13. Figura 12 e 13: Método de projeção ortográfica 2.3 COR DE REPRESENTAÇÃO DO DESENHO TÉCNICO O desenho técnico é representado na cor preta. Se outras cores forem necessárias para melhor esclarecimento do desenho, o seu significado deve ser mencionado em legenda. 2.4 CONDIÇÕES ESPECÍFICAS 2 Dentro da NBR 10067, possui outras três normas complementares, a NBR 8402, NBR 8403 e NBR

18 Denominação das vistas Os nomes das vistas indicadas na Figura 14 são os seguintes: a) vista frontal (a); b) vista superior (b); c) vista lateral esquerda (c); d) vista lateral direita (d); e) vista inferior (e); f) vista posterior (f). Figura 14: Indicação das vistas 2.5 POSIÇÃO RELATIVA DAS VISTAS NO 1º DIEDRO Fixando a vista frontal (A) conforme as Figuras 15-(a) e 15-(b), as posições relativas das outras vistas são as seguintes: a) vista superior (B), posicionada abaixo; b) vista lateral esquerda (C), posicionada à direita; c) vista lateral direita (D), posicionada à esquerda; d) vista inferior (E), posicionada acima; e) vista posterior (F), posicionada à direita ou à esquerda, conforme a conveniência.

19 19 Figura 15(a) Figura 15(b) Figura 15(c): Projeção Ortogonal das vistas (3 vistas)

20 20 Figura 15 (d): Representação de objeto por 6 vistas (VS/ VLD/VF/ VI/ VLE/ VP(trás). As Normas Brasileiras NB- 8R estabelecem a convenção usada também pelas normas italianas, alemãs, russas e outras, em que se considera o objeto a representar envolvido por um cubo. O objeto é projetado em cada uma das seis faces do cubo e, em seguida, o cubo é aberto ou planificado, obtendo-se as seis vistas. Figura 15(e): Faces do cubo semi aberto

21 21 Figura 15(f): Cubo Aberto (Planificado). 2.6 POSIÇÃO RELATIVA DAS VISTAS NO 3º DIEDRO Fixando a vista frontal (A) conforme as Figuras 16-(a) e 16-(b), as posições relativas das outras vistas são as seguintes: a) vista superior (B), posicionada acima; b) vista lateral esquerda (C), posicionada à esquerda; c) vista lateral direita (D), posicionada à direita; d) vista inferior (E), posicionada abaixo; e) vista posterior (F), posicionada à direita ou à esquerda, conforme a conveniência.

22 22 Figura 16(a) Figura 16(b)

23 ESCOLHA DAS VISTAS Vista principal A vista mais importante de uma peça deve ser utilizada como vista frontal ou principal. Geralmente esta vista representa a peça na sua posição de utilização. Por esta razão, quando se pensa obter as vistas ortográficas de um objeto, é conveniente que se faça uma analise criteriosa do mesmo, a fim de que se eleja a melhor posição para a vista de frente. Para essa escolha, esta vista deve ser: a) Aquela que mostre a forma mais característica do objeto; b) A que indique a posição de trabalho do objeto, ou seja, como ele é encontrado, isoladamente ou num conjunto; c) Se os critérios acima continuarem insuficientes, escolhe-se a posição que mostre a maior dimensão do objeto e possibilite o menor numero de linhas invisíveis nas outras vistas Outras vistas Quando outras vistas forem necessárias, inclusive cortes e/ou seções, elas devem ser selecionadas conforme os seguintes critérios: a) usar o menor número de vistas; b) evitar repetição de detalhes; c) evitar linhas tracejadas desnecessárias. 2.8 DETERMINAÇÃO DO NÚMERO DE VISTAS Devem ser executadas tantas vistas quantas forem necessárias à caracterização da forma da peça, sendo preferíveis vistas, cortes ou seções ao emprego de grande quantidade de linhas tracejadas. 2.9 VISTAS ESPECIAIS Vista fora de posição

24 24 Não sendo possível ou conveniente representar uma ou mais vistas na posição determinada pelo método de projeção, pode-se localizá-las em outras posições, com exceção da vista principal (ver Figura 17). Figura 17: Vistas fora de posição Vista auxiliar São projeções parciais, representadas em planos auxiliares para evitar deformações e facilitar a interpretação (ver Figura 18).

25 25 Figura 18: Vista Auxiliar Elementos repetitivos A representação de detalhes repetitivos pode ser simplificada (ver Figuras 19 e 20). Figura 19 e Figura 20: Representação de detalhes repetitivos Detalhes ampliados Quando a escala utilizada não permite demonstrar detalhe ou cotagem de uma parte da peça, este é circundado com linha estreita contínua, conforme a NBR 8403, e designado com letra maiúscula, conforme a NBR 8402 (ver Figura 21-(a)). O detalhe correspondente é desenhado em escala ampliada e identificada (ver Figura 21-(b)).

26 26 Figura 21(a) e (b): Detalhes ampliados Linhas de interseção As linhas de interseção são traçadas nas vistas com linhas contínuas estreitas, conforme a NBR 8403, não atingindo o contorno (ver Figura 22). Figura 22: Linhas de interseção Pode-se, ainda, usar a representação simplificada nos seguintes casos: a) de dois cilindros, as curvas de interseção são substituídas pelas retas (ver Figuras 23 e 24);

27 27 Figura 23 e Figura 24: Representação simplificada b) de um cilindro e um prisma retangular, os deslocamentos das retas de interseção são omitidos (ver Figura 25). Figura Representação convencional de extremidades de eixos com seção quadrada e furos quadrados ou retangulares As diagonais, traçadas com linha continua estreita, conforme a NBR 8403, caracterizam superfícies planas na extremidade de eixo e são utilizadas nas faces laterais de um prisma, tronco de pirâmide ou um rebaixo (ver Figuras 26 e 27).

28 28 Figura 26 Figura 27 Para indicar um furo passante quadrado ou retangular, na parte plana de uma vista, sem auxílio das seções adicionais, utilizam-se diagonais traçadas em linhas contínuas estreitas, conforme a NBR 8403 (ver Figura 28). Figura Vistas de peças simétricas As peças simétricas podem ser representadas por uma parte do todo. As linhas de simetria são identificadas com dois traços estreitos, curtos e paralelos, conforme a NBR 8403, traçados perpendicularmente nas extremidades da linha de simetria (ver Figura 29).

29 29 Figura 29 As peças simétricas podem ser representadas: a) pela metade, quando a linha de simetria dividir a vista em duas partes iguais (ver Figura 30); Figura 30 b) pela quarta parte, quando as linhas de simetrias dividirem a vista em quatro partes iguais (ver Figura 31). Figura 31 Outro processo consiste em traçar as linhas da peça simétrica um pouco além da linha de simetria. Neste caso, os traços curtos paralelos devem ser omitidos (ver Figura 32).

30 30 Figura Partes adjacentes A peça adjacente é desenhada por meio de linha estreita-traço-dois pontos, conforme a NBR A peça adjacente não deve encobrir a peça desenhada em linha larga, mas pode ser encoberta por ela. Estando em corte, as peças adjacentes não devem ser hachuradas (ver Figura 33). Figura Contorno desenvolvido Quando houver necessidade de desenhar o contorno desenvolvido de uma peça, este deve ser traçado por meio de linha estreita-traço-dois pontos, conforme a NBR 8403 (ver Figura 34).

31 31 Figura Vistas de peças encurtadas Na peça longa são representadas somente as partes da peça que contém detalhes. Os limites das partes retidas são traçados com linha estreita, conforme a NBR 8403 (ver Figuras 35 e 36). Figuras 35 e 36 Nas peças cônicas e inclinadas, a representação deve ser conforme as Figuras 37 e CORTES E SEÇÕES Hachuras Figuras 37 e 38

32 32 Os cortes ou seções são evidenciados através de hachuras, conforme a NBR Generalidades A disposição dos cortes ou seções segue a mesma disposição das vistas (ver 2.2.1). Quando a localização de um plano de corte for clara, não há necessidade de indicação da sua posição e identificação (ver Figura 39). Figura 39: Representação de cortes Quando a localização não for clara, ou quando for necessário distinguir entre vários planos de corte, a posição do plano de corte deve ser indicada por meio de linha estreita-traçoponto, larga nas extremidades e na mudança de direção, conforme a NBR O plano de corte deve ser identificado por letra maiúscula e o sentido de observação por meio de setas (ver Figuras 40 e 41).

33 33 Figura 40. Figura e 43). A designação do corte correspondente é feita nas proximidades do corte (ver Figuras Figura 42 e 43: Designação do corte Nos cortes, no sentido longitudinal, não são hachurados: a) dentes de engrenagem;

34 34 b) parafusos; c) porcas; d) eixos; e) raios de roda; f) nervuras; g) pinos; h) arruelas; i) contrapinos; j) rebites; l) chavetas; m)volantes; n) manípulos Corte total A peça é cortada em toda a sua extensão por um plano de corte (ver Figura 42). Numa peça com parte de revolução, contendo elementos simetricamente distribuídos (furos ou nervuras radiais) sem que passem por um plano de corte, faz-se uma rotação no elemento até coincidir com o respectivo plano de corte e rebate-se, sem fazer nenhuma menção especial (ver Figura 43) Meio-corte A metade da representação da peça é mostrada em corte, permanecendo a outra metade em vista. Este tipo de corte é peculiar às peças simétricas (ver Figuras 44 e 45). Figuras 44 e 45: Representação de meio-corte

35 Corte parcial Apenas uma parte da peça é cortada para focalizar um detalhe, delimitando-se por uma linha contínua estreita à mão livre ou por uma linha estreita em zigue-zague, conforme a NBR 8403 (ver Figuras 46 e 47). Figura s 46 e 47: Corte parcial Corte em desvio A peça é cortada em toda a sua extensão por mais de um plano de corte, dependendo da sua forma particular e dos detalhes a serem mostrados (ver Figuras 41, 48 e 49).

36 36 Figuras 48 e 49: Corte com desvio Seções rebatidas dentro ou fora da vista O contorno da seção dentro da própria vista é traçado com linha contínua estreita, conforme a NBR 8403 (ver Figura 50). Figura 50: Contorno da seção da própria vista O contorno da seção deslocada é traçado com linha contínua larga. A seção deslocada pode ser posicionada: a) próxima à vista e ligada a ela por meio de linha estreita-traço-ponto, conforme a NBR 8403 (ver Figura 51); Figura 51: Linha contínua larga b) numa posição diferente; neste caso, é identificada de maneira convencional (ver Figura 52).

37 37 Figura 52. As seções podem ser sucessivas como nos exemplos mostrados nas Figuras 53, 54 e 55. Figura 53 Figura 54

38 38 Figura Proporções e dimensões dos símbolos Os símbolos são mostrados conforme as Figuras e a Tabela abaixo: Figura 56: (1º diedro) Figura 57:(3º diedro) TABELA 3: Dimensões h 3, d ( 1) 0,35 0,5 0,7 1 1,4 2 H (1) d= largura da linha Unid.: mm

39 39 3 CONSIDERAÇÕES FINAIS Com o estudo realizado neste trabalho, tanto de forma individual como em grupo, podemos perceber a real importância do desenho técnico como meio de comunicação, conhecido com linguagem gráfica, principalmente nas áreas que se exige tal linguagem, como já mencionadas no início deste. A linguagem de sinais usada no desenho técnico é como a simbologia usada em qualquer idioma. Não adianta aprendermos todo o vocabulário de uma nova língua se não soubermos a estrutura de frases, pois as palavras ficariam soltas, sem sentido e com várias formas de entendimento. Devemos levar em consideração, que ao realizar qualquer projeto, toda representação gráfica não é feita de qualquer forma ou sem alguma orientação, mas sim baseada em normas que devem ser seguidas e que tem o objetivo de unificar os diversos elementos do desenho técnico, eliminando o espaço para distorções. Assim como o tamanho do papel no qual será feito o desenho também deve ser padronizado, permitindo assim um método de dobragem padrão e a fácil organização de um número grande de desenhos. Podemos ver neste trabalho, apenas duas das várias normas aplicadas ao desenho, no que diz respeito ao método de representação, os tipos de folha utilizados, o leiaute e as dimensões, bem como traços e espessuras, estes dois últimos de modo superficial. Sendo assim, este trabalho agregou conhecimento específico nestes assuntos, que se completa com o estudo mais aprofundado das outras normas envolvidas no desenho técnico.

40 40 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR (ABNT-1995): Princípios gerais de representação em desenho técnico ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR (ABNT-1984): Folha de Desenho Leiaute e dimensões

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