PERSPECTIVAS EM ÂMBITO ECONÔMICO E FINANCEIRO PARA O MERCADO BRASILEIRO COM A CONQUISTA DO INVESTMENT GRADE

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1 FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO, CONTABILIDADE E ECONOMIA DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS PERSPECTIVAS EM ÂMBITO ECONÔMICO E FINANCEIRO PARA O MERCADO BRASILEIRO COM A CONQUISTA DO INVESTMENT GRADE RAFAEL LUCCHESE COITINHO Porto Alegre Novembro 2008

2 2 PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO, CONTABILIDADE E ECONOMIA CURSO DE ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS RAFAEL LUCCHESE COITINHO PERSPECTIVAS EM ÂMBITO ECONÔMICO E FINANCEIRO PARA O MERCADO BRASILEIRO COM A CONQUISTA DO INVESTMENT GRADE Porto Alegre Novembro 2008

3 3 RAFAEL LUCCHESE COITINHO PERSPECTIVAS EM ÂMBITO ECONÔMICO E FINANCEIRO PARA O MERCADO BRASILEIRO COM A CONQUISTA DO INVESTMENT GRADE Trabalho apresentado como requisito à obtenção do grau de Bacharel em Administração de Empresas, na Faculdade de Administração, Contabilidade e Economia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Professor Orientador: Me. Fernando Rodrigues Porto Alegre Novembro 2008

4 4 AGRADECIMENTOS Obrigado a Deus por ter me iluminado e guiado ao longo desse tortuoso e impetuoso caminho, à minha querida família, por constantemente ter me apoiado, especialmente, ao meu avô Arthur, que sempre me incentivou nos estudos, na busca do conhecimento e no desenvolvimento pessoal e profissional. Agradeço à minha namorada por todo o carinho e compreensão ao longo dessa jornada. Aos meus queridos amigos e colegas pela força e auxílio no desenrolar deste trabalho. À corretora SOLIDUS e toda sua equipe de colaboradores que me acolheram, inspiraram e colaboraram no desenvolvimento dessa pesquisa, pela sua ajuda, tempo e profissionalismo, que foram fundamentais para concluí-la. Aos ilustríssimos Mestres e Doutores desta Universidade e a todos os participantes da pesquisa, por terem compartilhado seu saber e experiência, contribuindo, indispensavelmente, não só para a realização desse projeto, mas também para meu crescimento intelectual. E por fim, ao dedicadíssimo orientador e amigo Fernando Rodrigues, pela motivação e atenção constantes, por suas sugestões e críticas, sem as quais seria inviável a realização dessa monografia.

5 5 O trabalho honra, a ética e a honestidade dignificam. (Autor Desconhecido, 1954)

6 6 RESUMO O macro ambiente, no qual estão inseridas as empresas e setores da economia é composto por esferas complexas, as quais permitem avaliar os elementos que possam impactar seu micro ambiente, oferecendo visão externa e permitindo o monitoramento das oportunidades e desafios, orientando para adaptação as contínuas mudanças ambientais. Entre essas esferas, temos o ambiente econômico, no qual se encontra inserida a economia em geral, desde os elementos soberanos, que afetam a nação no todo, até ciclos organizacionais simples, que afetam o desempenho de pequenas empresas. Dessa forma, visto que a conquista do Investment Grade, bem como a explosão da crise internacional, caracterizam-se como elementos a serem avaliados no ambiente retro, esta pesquisa vem apresentar perspectivas sobre tendências econômico-financeiras no Brasil, buscando conhecer as principais oportunidades e desafios para o País ante o cenário atual que compõe a evolução do rating brasileiro e a crise financeira internacional, bem como comparar o grau de investimento a outros países e descobrir como está à credibilidade e confiança dos investidores nas opiniões e avaliações das principais agências de rating. O trabalho consiste em estudo qualitativo de caráter exploratório, realizado através de análise documental, observações diretas, questionários e entrevistas. Os resultados apontam para momento ímpar e de transformação da economia, onde a confiabilidade e confiança nos ratings e nas agências de classificação de risco é posto em cheque abrindo caminho para outras empresas e novos modelos para regulamentação, bem como expõem diferenças e semelhanças do grau de investimento em outros países, a exemplo do crescimento dos investimentos estrangeiros diretos, e analisa a situação da economia brasileira na atualidade com perspectivas setoriais em potencial, nos setores de Agronegócio, Energia e Infra-estrutura, expondo tendências através de cenários distintos para o futuro do País, observando desafios, a exemplo de pressões cambiais, e oportunidades, a exemplo do crescimento dos fluxos de investimento. Palavras-chave: Investment Grade. Crise Financeira Internacional. Ratings. Agências de Classificação de Risco. Tendências. Brasil. Outros Países. Perspectivas. Economia. Oportunidades e Desafios.

7 7 ABSTRACT The macro environment, which the firms and sectors of the economy belong to, is composed of complex spheres that allow us to evaluate the elements that may impact the micro environment, offering an external view and enabling the monitoring of opportunities and challenges, guiding the way towards adaptation in the continuous ambient change. Amongst these spheres is the economical environment, in which is found the economy at large, from the sovereign elements that affect the entire nation, to the simple organizational cycles that affect the performance of the small-sized business. The acquisition of the Investment Grade and the outbreak of the international crisis distinguish themselves as such elements to be evaluated in the retro environment. It is the objective of this research to present perspectives about the economic-financial trends in Brazil, aiming to know the main opportunities and challenges for the country in face of the current scenario of evolution in the Brazilian rating and the international financial crisis, as well as to compare the investment grade with those of other countries and to find out how the credibility and reliability of investors is in the opinions and evaluations of the main rating agencies. This is a qualitative study of exploratory character, achieved by document analysis, direct observation, questionnaires and interviews. The results point towards a unique moment of transformation in the economy, where reliability in the ratings and rating agencies is questioned, making way for other companies and new regulation models, as well as exposing differences and similarities in the investment rating of other countries, much like the increase of direct external investments, and analyses the situation of the present Brazilian economy with potential sectoral perspective, in the Agribusiness, Energy and Infrastructure sectors, exposing tendencies throughout distinct scenarios for the future of the country, observing challenges, like the cambial pressure, and opportunities, like the investment flux growth. Key-words: Investment Grade. International Financial Crisis. Ratings. Rating Agencies. Tendencies. Brazil. Other Countries. Perspectives. Economy. Opportunities and challenges.

8 8 LISTA DE FIGURAS Figura 01 Organograma Solidus...24 Figura 02 Balança dos Alimentos...56 Figura 03 Estrutura funcional do sistema financeiro nacional...76 Figura 04 Percentual da dívida pública no mundo Figura 05 Evolução dos Ratings do Brasil de 1997 a Figura 06 Necessidade de financiamento do Tesouro Nacional Figura 07 Abrangência da Analise Documental Figura 08 Resultados da pesquisa Figura 09 Saldos em transações correntes de economias emergentes selecionadas..205 Figura 10 Relação dos investimentos globais Figura 11 Cronograma de trabalho PP I Figura 12 Cronograma de trabalho PP II...332

9 9 LISTA DE TABELAS Tabela 01 Estrutura Solidus...23 Tabela 02 Volume de transações por Corretora no Rio Grande do Sul...24 Tabela 03 Corretoras concorrentes na cidade de Porto Alegre, RS...26 Tabela 04 Euro Versus Dólar, em Reais...51 Tabela 05 Evolução do volume total de negócios em Bolsa julho de Tabela 06 Modelos de Governança Corporativa...63 Tabela 07 Linha do Tempo da Governança Coorporativa Mundial, Parte Tabela 08 Linha do Tempo da Governança Coorporativa Mundial, Parte Tabela 09 Linha do Tempo da Governança Coorporativa no Brasil...66 Tabela 10 Diferenciações entre os seguimentos de Governança Corporativa...69 Tabela 11 Condições de eficiência do Plano Diretor...71 Tabela 12 Membros do Conselho Monetário Nacional Tabela 13 Membros da Comissão Técnica da Moeda e do Crédito...78 Tabela 14 Princípios da CVM...80 Tabela 15 Vantagens do Tesouro Direto...87 Tabela 16 Vantagens e desvantagens da LNT...88 Tabela 17 Vantagens e desvantagens da LFT...89 Tabela 18 Vantagens e desvantagens da NTN-C...89 Tabela 19 Vantagens e desvantagens da NTN-B...90 Tabela 20 Vantagens e desvantagens da NTN B Principal...91 Tabela 21 Vantagens e desvantagens da NTN-F...92 Tabela 22 Resultados esperados DPF Tabela 23 Grupo de Ratings Investment Grade Tabela 24 Grupo de Ratings Speculative Grade...113

10 10 Tabela 25 Pesquisa de credibilidade das agências de rating Tabela 26 Efeitos positivos e negativos do investimento dos investidores estrangeiros Tabela 27 Tipos de projeto, métodos e técnicas Tabela 28 Pesquisa Qualitativa versus Pesquisa Quantitativa Tabela 29 Comparação entre concepções básicas de pesquisa Tabela 30 Vantagens e desvantagens da analise documental Tabela 31 Vantagens e desvantagens das observações diretas Tabela 32 Vantagens e desvantagens das entrevistas Tabela 33 Fatores determinantes para o Investment Grade do México Tabela 34 Variação das Bolsas de países que receberam grau de investimento Tabela 35 Percentual dos principais índices econômicos em países quando esses estavam a uma nota do grau de investimento Tabela 36 Percentual dos principais índices econômicos em países quando esses estavam no primeiro nível do grau de investimento Tabela 37 O impacto do Investment Grade no investimento estrangeiro direto Tabela 38 Dívida externa dos bancos em percentual do PIB Tabela 39 Reservas internacionais Tabela 40 Exportações para o centro da crise Tabela 41 Perspectivas da inflação Tabela 42 O Impacto dos choques externos das crises e o nível das reservas brasileiras Tabela 43 Percentual por tipo de investidor na Bovespa Tabela 44 Percentual por tipo de investidor na Bovespa Tabela 45 Respostas a questão dois Tabela 46 Respostas a questão cinco Tabela 47 Respostas a questão sete Tabela 48 Respostas a questão dez Tabela 49 Respostas a questão doze Tabela 50 Respostas a questão quatorze Tabela 51 Respostas a questão quatorze (outros) Tabela 52 Respostas a questão dezessete...238

11 11 Tabela 53 Futuro das agências de ratings Tabela 54 Peru versus Brasil Tabela 55 México Tabela 56 Média dos principais índices Tabela 57 Brasil: Investment Grade e a crise internacional Tabela 58 Empresas: Investment Grade e crise internacional Tabela 59 Mudanças na evolução para Investment Grade...292

12 12 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 01 Lei de Moore s...34 Gráfico 02 Desemprego e Renda (China)...38 Gráfico 03 Geração de Emprego e Taxa de Desemprego (EUA)...39 Gráfico 04 Taxas trimestrais de desemprego (Brasil)...39 Gráfico 05 Taxa de desemprego projeção Brazil...40 Gráfico 06 Cotação do Dólar entre Abr/ Gráfico 07 Investimento Estrangeiro Direto no Brasil Gráfico 08 Cotação do Euro entre Abr/ Gráfico 09 Razão entre o PIB Nominal da China e do Mundo...52 Gráfico 10 Cotação do Yuan entre Abr/ Gráfico 11 Evolução do IBOVESPA até 15/08/ Gráfico 12 Vendas do Tesouro Direto...93 Gráfico 13 Vendas do Tesouro Direto por faixa de aplicação de recursos...94 Gráfico 14 Estoque de títulos...95 Gráfico 15 Estoque de títulos por prazo...95 Gráfico 16 Participação dos títulos em estoque...96 Gráfico 17 Brasil, emissão de títulos Brady...97 Gráfico 18 EMBI+ e cotação do C-Bond (jan 1995-jul 2005)...99 Gráfico 19 Vencimento da DPF em poder do público Gráfico 20 Prazos Médios da DPF e da DPMFi Gráfico 21 EMBI+: spread Brasil e América Latina (jan 1995-jun 2006) Gráfico 22 Inflação e PIB médios países latinos (2002 a 2007) Gráfico 23 Efeito NAFTA: evolução mensal da balança comercial Gráfico 24 Variação das Bolsas, dois anos antes e depois do Investment Grade...182

13 13 Gráfico 25 Variação das taxas de câmbio, dois anos antes e depois do Investment Grade Gráfico 26 Variação das taxas de juro, dois anos antes e depois do Investment Grade Gráfico 27 Evolução da bolsa de valores, de 98 a 2008, na Índia Gráfico 28 Evolução da bolsa de valores, de 98 a 2008, no México Gráfico 29 Evolução da bolsa de valores, de 98 a 2008, no México Gráfico 30 GDP dos países desenvolvidos e emergentes de 2007 a Gráfico 31 Principais Setores Gráfico 32 Principais Setores Gráfico 33 Estoque de investimento estrangeiro direto Gráfico 34 Análise da questão dois Gráfico 35 Análise da questão cinco Gráfico 36 Análise da pesquisa da Infomoney Gráfico 37 Papéis negociados na Bovespa Gráfico 38 Maturação do mercado acionário brasileiro Gráfico 39 Imagem brasileira no exterior Gráfico 40 Influência do Investment Grade na política e na economia Gráfico 41 As vias de entrada ao capital estrangeiro Gráfico 42 Conclusão Confiabilidade e Credibilidade...288

14 14 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO CARACTERIZAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO E DO SEU AMBIENTE HISTÓRICO NEGÓCIO MISSÃO PRINCÍPIOS OBJETIVOS ORGANIZACIONAIS SERVIÇOS ESTRUTURA ORGANIZACIONAL MICROAMBIENTE Principais Clientes Principais Concorrentes MACROAMBIENTE: Fatores Econômicos Fatores Políticos Legais SITUAÇÃO PROBLEMÁTICA JUSTIFICATIVA DA ESCOLHA DO TEMA OBJETIVOS OBJETIVO GERAL OBJETIVOS ESPECÍFICOS REVISÃO DA LITERATURA CONJUNTURA ECONÔMICA: NACIONAL E INTERNACIONAL As Novas Tendências: Setor Tecnológico, Farmacêutico e Automobilístico A Lei De Moore s Desemprego e Renda Globalização Expansão do Crédito A Crise de Crédito nos Estados Unidos Situação das Principais Moedas do Mundo: O Dólar Os Créditos Sub-Primes Os Prejuizos da Crise Os Países e Mercados Emergentes Impacto das Commodities Crescimento Economico-Financeiro Os Países e Mercados Desenvolvidos... 49

15 Situação das Principais Moedas do Mundo: O Euro A China Situação das Principais Moedas do Mundo: O Yuan A Índia Alimentos e Biocombustíveis O Brasil em O MERCADO DE CAPITAIS: INTERNACIONAL E NACIONAL Breve Histórico Governança Corporativa Os Modelos de Governança Corporativa Linha Do Tempo A Reforma da Lei das Sociedades Anônimas O Novo Mercado Plano Diretor MERCADO ACIONÁRIO As Bolsas de Valores OS ORGÃOS REGULAMENTADORES Conselho Monetário Nacional Comissão de Valores Mobiliários Securities and Exchange Commission TÍTULOS PÚBLICOS Tesouro Direto Principais Vantagens do Tesouro Direto Riscos Do Tesouro Títulos Do Tesouro Panorama do Tesouro Direto Plano Brady: Os C-Bonds e A-Bonds A DÍVIDA PÚBLICA CLASSIFICAÇÕES DE RISCO E AS AGÊNCIAS DE RATINGS Origem das Pricipais Agências de Classificação de Risco O Mercado de Ratings Escalas de Classificação de Risco Classificação em Longo Prazo Classificação em Curto Prazo Classificação: Investment Grade Classificação: Speculative Grade Rating de Emissão Rating do Emissor Escalas de Rating: Global e Local Outlooks Listagem Craditwatch Lead ou Lag Classificação de Risco Soberano Risco Soberano e os Demais Emissores Metodologia de Classificação Soberana Ratings Soberanos em Moeda Local e Estrangeira Equívocos das Agências de Rating Os Investidores Internacionais Vantagens dos Ratings para os Stakeholders MÉTODO

16 7.1 MÉTODOS DE PESQUISA Pesquisa Quantitativa Pesquisa Qualitativa Pesquisa Quantitativa Versus Pesquisa Qualitativa Classificação por Caráter de Pesquisa Pesquisas Exploratórias Pesquisas Descritivas Pesquisas Explicativas ou Casuais Aprofundamento Metodológico Análise Documental Observações Diretas Entrevistas METODOLOGIAS ADOTADAS PÚBLICO-ALVO Questionários Entrevistas INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS Questionário Entrevistas PROCESSAMENTO DOS DADOS COLETADOS ANÁLISE DOS RESULTADOS DESCRIÇÃO DOS DADOS COLETADOS Informações Documentais Os Ratings e as Agências de Classificação de Risco O Investment Grade O Grau de Investimento em Outros Países Conjuntura Macroeconômica Conjuntura Microeconômica Investimento Estrangeiro e Câmbio: Inflação Reforma Tributária: Infra Estrutura Informações Observacionais Observações Sobre a Crise Financeira Internacional Respostas aos Questionários Questão Questão Questão Questão Questão Questão Questão Questão Questão Questão Questão Questão Questão Questão Questão

17 Questão Questão Questão Respostas as Entrevistas ANÁLISE DOS DADOS COLETADOS Agências de Rating Resultados dos Respondentes Hipóteses Hipótese das Transformações Hipótese do Domínio O Investment Grade em Outros Países Peru & México Outros Países Outros Fatores Versus Brasil Bolsa de Valores Câmbio Juros Reais Investimento Estrangeiro O Investment Grade no Brasil O Investment Grade Versus Crise Internacional Fragilidades nacionais Perspectivas Perspectiva Setorial e Empresarial RESPONDENDO AOS OBJETIVOS Descobrir em qual Patamar está Credibilidade e Confiança dos Investidores nas Agências de Rating Comparar o Brasil com Outros Países que Possuem o Investment Grade Avaliar a Situação Econômico-financeira do Brasil e Perspectivas de Conjuntura em Nível Internacional CONCLUSÃO RESUMO DOS RESULTADOS DA PESQUISA CONSIDERAÇÕES SOBRE A PESQUISA LIMITAÇÕES DA PESQUISA ALTERNATIVAS SUGERIDAS PARA PESQUISAS FUTURAS REFERÊNCIAS APÊNDICE A - DADOS DE IDENTIFICAÇÃO APÊNDICE B - CRONOGRAMA DO TRABALHO I APÊNDICE C - CRONOGRAMA DO TRABALHO II ANEXO A INDICADORES DE CONJUNTURA I ANEXO B INDICADORES DE CONJUNTURA II ANEXO C INDICADORES DE CONJUNTURA III ANEXO D NÍVEL 01 DE GOVERNANÇA CORPORATIVA ANEXO E NÍVEL 02 DE GOVERNANÇA CORPORATIVA ANEXO F NOVO MERCADO ANEXO G - INVESTIMENTO EXTERNO

18 18 1 INTRODUÇÃO Este trabalho foi realizado na empresa SOLIDUS S.A. Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários, que atua diretamente no mercado de capitais, integrante da Bovespa. Em função da conquista do Investment Grade, em abril de 2008, concedido pelas agências de rating, S&P (Standard & Poor's) e Fitch Rating, respectivamente, o mercado de capitais passou a ser o alicerce da economia brasileira. O capítulo dois deste trabalho faz referência a caracterização e ambiente da empresa, onde constam os dados básicos da organização, histórico, negócio, missão, princípios, objetivos, serviços, estrutura organizacional e funcional, principais clientes e concorrentes, fatores econômicos e legais. No capítulo seguinte é abordada a situação problemática, que trata do foco da pesquisa em questão, onde há breve análise sobre o momento atual vivido pelo Brasil, inserido em contexto internacional, que após ter recebido o grau de investimento pelas agências de rating, tende a passar por mudanças. Entre estas, encontra-se o mercado acionário brasileiro, que poderá visualizar oportunidades ante aos novos desafios. O capítulo quatro apresenta o objetivo geral do trabalho, que é o pesquisar em relação as oportunidades e desafios para o Brasil, com a conquista do Investment Grade e, os objetivos específicos, que é o de analisar a situação econômica-financeira do País, conhecer a opinião dos especialistas na área, comparar com outros países que já possuem tal nível de rating e, apresentar o panorama econômico-financeiro setorial do mercado acionário brasileiro, após o Investment Grade. O capítulo cinco aborda a justificativa do trabalho, a viabilidade e oportunidade para o aluno e empresa. Na visão de aluno é importante o tema, pois, permite colocar em prática as idéias e ensinamentos vistos no curso de Administração, enquanto que a empresa poderá deliberar suas decisões dentro do mercado acionário brasileiro, no qual atua diretamente.

19 19 No capítulo seis, elaborou-se a revisão de literatura, a fundamentação teórica e embasamento ao trabalho, através de artigos, livros e autores. O capítulo sete descreve o método e ferramentas de pesquisa utilizadas. A metodologia, que mostra como foram extraídos os dados do estudo, é qualitativa de caráter exploratório, onde se utilizou análise documental, observações e entrevistas. No capítulo oito, situa-se a análise de resultados, realizada com base no método científico apresentado. No capítulo nove são relatadas as considerações finais, as limitações da pesquisa e alternativas para pesquisas futuras. Na seqüência temos os apêndices A, B e C, que se referem aos dados de identificação do aluno e supervisor da empresa e os cronogramas do trabalho, contendo a ordem de acontecimento dos fatos em relação ao tempo. Finalizando, seguem os anexos A, B, C, D, E, F e G nos quais, os três primeiros se referem à conjuntura macroeconômica e seus principais indicadores, amplamente observados ao longo desse trabalho, enquanto os três seguintes abordam os níveis de governança corporativa e as empresas que atualmente compõem os mesmos e, por fim, o anexo G que traz os dados e informações sobre o investimento externo no Brasil.

20 20 2 CARACTERIZAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO E DO SEU AMBIENTE - Razão Social: SOLIDUS S.A. CCVM (Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários) - C.N.P.J.: / Nome Fantasia: A SOLIDUS originou-se de moeda cunhada em ouro e prata pelos imperadores romanos no ano 312 D.C. Utilizada como moeda de câmbio universal, foi aceita em todo o mundo por mais de 700 anos, sendo símbolo de segurança, credibilidade, seriedade e solidez. - Localização: Av. Carlos Gomes, nº 111 / Conj. 801 Porto Alegre - RS / CEP Telefones: / / (Fax) - Site: 2.1 HISTÓRICO A SOLIDUS S/A foi fundada em 1986, como Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM). Em 1991 adquiriu título patrimonial da Bolsa de Valores do Extremo Sul (extinta atualmente), ativado em 1993, quando passou a ser Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários (CCVM), e hoje opera na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo). A empresa vem consolidando-se ao longo dos anos, tendo passado por diversas crises internacionais e nacionais, que afetaram diretamente o mercado acionário do Brasil, as quais podemos destacar: a) Crash das Bolsas de Valores em 1987; b) De liquidez provocada pelo confisco no governo Collor em 1990; c) México em 1995;

21 21 d) Países asiáticos em 1997; e) Rússia em 1998; f) Brasil em 2002; A SOLIDUS conta, atualmente, com nove diretores, vinte e quatro colaboradores além de vinte agentes autônomos. Possui o site onde se pode encontrar diversas informações sobre o mercado de capitais e empresas de capital aberto, tais como: a) Boletins diários; b) Quick News (notícias diárias); c) Relatórios sobre empresas; d) Banco dados de companhias abertas; e) Colunas e panoramas mensais; f) Informativos semanais; g) Sugestões de investimentos; h) Home Broker; As informações sobre mercado e empresas são produzidas pelo setor de análise de investimentos. Este é composto por analistas Sênior e analistas Plenos, ambos com CNPI (Certificação Nacional de Profissional de Investimento). Compõem o setor, analista Júnior e Estagiário. Além de fazer estudos e divulgá-los aos clientes, também presta serviço de atendimento personalizado aos clientes, tendo em vista seu perfil e grau de exposição ao risco. O setor possui padrão de recomendação para as empresas analisadas, dependendo de seu potencial de valorização: a) COMPRA, quando é estimado potencial de valorização para o preço das ações; b) ATRATIVO, quando é estimado potencial moderado de valorização para o preço das ações; c) NEUTRO, quando são estimadas oscilações não expressivas para o preço das ações; e d) VENDA, quando é estimado potencial de queda para o preço das ações.

22 NEGÓCIO Intermediação financeira na área de mercado de capitais e administração de recursos de terceiros. 2.3 MISSÃO Administrar ativos financeiros com agilidade, sigilo e solidez, dentro da ética vigente, buscando a satisfação dos investidores nos mercados interno e externo. 2.4 PRINCÍPIOS Cliente em primeiro lugar, sigilo é ponto de honra, transparência e credibilidade, sucesso compartilhado por todos os níveis, inovação significa visão de futuro, o lucro garante a nossa perpetuação e a solidez fornece segurança a todos. 2.5 OBJETIVOS ORGANIZACIONAIS Ser empresa do setor financeiro atuante no mercado de capitais, pioneira em oferecer produtos e serviços, sendo sólida Corretora líder na administração e em volumes transacionados na Região Sul. 2.6 SERVIÇOS Além da atividade de compra e venda de ações, a Corretora Solidus disponibiliza outros serviços que a destacam em seu mercado de atuação, a seguir descriminados: a) Renda Variável: Administração de Clubes de Investimentos, Administração de carteiras individuais, Operações na Bovespa e Home Broker; b) Renda Fixa: Fundos BRAM Parceria Bradesco Asset Management, Fundos Multimercado, Fundos Renda Fixa, Fundos Referenciados e Fundos Cambiais; e c) Operações Especiais: Block-Trades e Underwritings.

23 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL A Solidus possui quatro divisões: a) Operacional, que realiza operações de compra e venda na Bovespa, nos mercados à vista e derivativos; b) Gestão de Recursos de Terceiros, que administra as carteiras e clubes de investimentos; c) Financeira, encarregada das operações de tesouraria; e d) Contábil, a qual executa a contabilidade da empresa e presta contas com os órgãos governamentais responsáveis. A seguir, apresentamos o organograma da empresa: Controlador Divisão de Gestão de Recursos de Terceiros Divisão Operacional Divisão Financeira Divisão Contábil Análise de Investimentos Mesa de Operações e Home Broker Custódia Tesouraria Administração de Carteiras e Clubes de Investimentos Figura 01 - Organograma Solidus Fonte: Solidus Corretora (2008a) A seguir, apresentamos a sua respectiva estrutura: Sócios Administração de Carteiras Mesa de Operações Contabilidade Sócios Diretores Análise de Investimento Cadastro e Custódia Secretaria Tesouraria Home Broker e Informática Recursos Humanos Estagiários Tabela 01 Estrutura Solidus Fonte: Solidus Corretora (2008a)

24 MICROAMBIENTE Segundo Kotler (2006), o microambiente é composto por forças próximas à organização que afetam a habilidade e capacidade de cumprir a missão da empresa no seu negócio. Para fins de caracterização da Solidus, exploramos as seguintes forças ambientais: a) Clientes (detalhada no item 2.8.1); e b) Concorrentes (detalhada no item e 2.8.2) Principais Clientes Corretora administra carteiras de pessoas físicas e jurídicas, fundo em ações e clubes de investimento. Possui atualmente clientes cadastrados, sendo que aproximadamente encontram-se ativos. Tem em custódia, ativos na ordem de R$ 900 milhões, e está em 54º no ranking nacional com base em volume transacionado. Além disso, ocupa a liderança das Corretoras do Estado do Rio Grande do Sul, em termos de volume operado, conforme tabela a seguir: VAR 04/03 SOLIDUS ,84% BANRISUL ,56% GERAL ,06% PILLA ,70% MANCHESTER ,75% DIFERENCIAL ,26% ORBIVAL ,38% MBM MATONE CETRO Total ,21% Tabela 02 Volume de transações por Corretora no Rio Grande do Sul Fonte : Bovespa (2008c)

25 Principais Concorrentes Tendo em vista que hoje vivemos em mundo globalizado, pode-se considerar complexo determinar exatamente quem seriam os concorrentes da SOLIDUS, visto que, não poderíamos ficar restringidos apenas às Corretoras em nível nacional, pois com o avanço da tecnologia da informação, comunicação, dinâmica e flexibilidade do mundo moderno, a lista tem de ser ampliada às dimensões internacionais. Além disso, olhando pela ótica estratégica do século XXI, o âmbito de análise se torna vasto, pois precisamos observar que a concorrência da SOLIDUS se sobre põe as outras CCVMs do mercado. Dessa forma, seriam incluídas na lista de concorrentes qualquer outro investimento, desde a compra de imóveis, até o próprio empreendedorismo, com criação de novos negócios, pois se sabe que o investidor é o principal ativo da SOLIDUS. Porém, se formos analisar pela questão de acesso geográfico e considerarmos a gama da população que não está acostumada aos benefícios do mundo global, pode-se considerar como concorrentes principais todas as Corretoras da Região Sul e principalmente as localizadas na cidade de Porto Alegre, que estão listadas a seguir: BANRISUL S.A. CVMC CORRETORA GERAL DE VC LTDA GERAÇÃO FUTURO CV S.A. TOV CCTVM LTDA CONCÓRDIA S.A. CVMCC DIFERENCIAL CTVM S.A. GRADUAL CCTVM S.A. XP INVESTIMENTOS CCTVM S.A. Tabela 03 Corretoras concorrentes na cidade de Porto Alegre, RS. Fonte: Bovespa (2008a) 2.9 MACROAMBIENTE: Segundo Kotler (2006), o macroambiente é composto por forças maiores, que vão além do setor de atuação da organização, afetando o microambiente em sua totalidade. Para fins de caracterização da Solidus, exploramos as seguintes forças ambientais: a) Econômicas (detalhada no item 2.9.1); e

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