Boletim de mercado da cortiça: Campanha de Corknow - how: Conhecimento Suberícola em Rede

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1 Boletim de mercado da cortiça: Campanha de 2012 Corknow - how: Conhecimento Suberícola em Rede

2 FICHA TÉCNICA Edição: UNAC - União da Floresta Mediterrânica Design Gráfico, Paginação e Preparação Gráfica: edrv lda. Impressão e Acabamento: CORDESIGN Lda. Tiragem: 1500 exemplares Data: Abril 2013 A UNAC União da Floresta Mediterrânica A UNAC representa os interesses dos produtores florestais do espaço mediterrânico português junto das instituições nacionais e europeias, através de uma estratégia de intervenção de cariz técnico-político. Acompanha e analisa todos os processos e iniciativas com relevância e interesse para os seus associados, como é o caso das políticas rurais, florestais, ambientais e fiscais. Através da UNAC, as organizações de produtores florestais do espaço mediterrânico definem posições comuns sobre temas estratégicos e transversais, desenvolvendo contributos e participações válidas, construtivas e tecnicamente fundamentadas. Tem uma área territorial de influência de dois milhões de hectares, representando cerca de hectares de áreas agro-florestais e cerca de produtores. UNAC-UNIÃO DA FLORESTA MEDITERRÂNICA R. Mestre Lima de Freitas, n.º 1, Lisboa Tel.: Fax: MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, DO MAR, DO AMBIENTE E DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO União Europeia Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural A Europa investe nas zonas rurais

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4 Índice FICHA TÉCNICA O PROJETO "CorKnow How: Conhecimento Suberícola em Rede" Análise do Mercado da 1.ª Transação de Cortiça ENQUADRAMENTO Contexto Internacional Contexto Nacional Mercado do Vinho Perspetivas de Futuro para a Economia Portuguesa INCIDÊNCIAS DA CAMPANHA Condições Climáticas Incêndios Florestais, Pragas e Doenças Certificação Florestal FATORES DETERMINANTES DA ESTRUTURA DE CUSTOS DA EXTRAÇÃO DE CORTIÇA Energia Custos Financeiros Cotação Euro/Dólar Taxas de Juro Custos de Extração CARATERIZAÇÃO DA CAMPANHA DE Enquadramento da Campanha Oferta Procura Resultados do inquérito à campanha de cortiça de Caracterização do universo dos inquéritos Extração e Comercialização Forma de Pagamento Qualidade da Cortiça Preços de Comercialização Análise Comparativa... 22

5 1 O PROJETO CorKnow How: Conhecimento Suberícola em Rede Portugal é o principal produtor mundial de cortiça e esta é uma atividade com grande representatividade nas exportações nacionais. No entanto, diversos fatores estão a reduzir o valor económico dos Montados de Sobro, representando uma grande ameaça para a sustentabilidade destas importantes paisagens e, consequentemente, para territórios onde a sua influência é determinante enquanto motor de desenvolvimento económico. Os territórios produtores de cortiça, sofrem, como a generalidade das zonas rurais, de forte êxodo de pessoas e de atividades económicas. O reforço da competitividade dos produtores suberícolas, depende, entre outros fatores, da melhoria da qualidade do processo produtivo, da sustentabilidade do montado de sobro, e da divulgação de métodos e práticas inovadoras aplicados às várias fases do ciclo de produção e comercialização da matéria-prima. Foi para dar resposta a estas necessidades que a UNAC - União da Floresta Mediterrânica está a executar o Projeto CORKNOW-HOW: CONHECIMENTO SUBERÍCOLA EM REDE cujo investimento ascende a ,37 euros, com cofinanciamento FEADER de ,60 euros, através de uma iniciativa comunitária promovida pelo Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território cofinanciada pelo Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural - A Europa investe nas zonas rurais - no âmbito do Programa da Rede Rural Nacional. 1.1 Análise do Mercado da 1.ª Transação de Cortiça Uma das principais lacunas existentes é a ausência de informação atualizada e periódica sobre o mercado suberícola. Considerou-se por isso que, face à importância que a cortiça representa para o País, era necessário iniciar a implementação de um procedimento de compilação de informação relevante para a caracterização do mercado da cortiça, possibilitando um maior conhecimento do mercado aos produtores suberícolas. Com o projeto Corknow How (Atividade 3.1 Análise do Mercado da 1.ª Transação de Cortiça) foi efetuada a recolha junto dos produtores suberícolas de indicadores que permitem efetuar o acompanhamento da evolução e tendências do mercado da cortiça: quantidades transacionadas, tipo de negociação, forma de comercialização, preço de venda, preço de extração, entre outros. O sucesso desta importante iniciativa, que constitui a única forma de se obter uma perspetiva das tendências e preços da comercialização da cortiça no decurso da campanha, num contexto de grande concentração industrial, dependeu exclusivamente da colaboração dos produtores suberícolas. Por esse facto, agradecemos a todos os associados que, ao responder ao inquérito, confiaram na sua Associação para partilhar informações, promovendo o desenvolvimento do setor produtivo suberícola.

6 2 ENQUADRAMENTO 2.1 Contexto Internacional De acordo com o Boletim Mensal de Economia Portuguesa Nº 01 de Janeiro 2013 (GEE/GPEARI) a atividade económica internacional em 2012 teve os seguintes padrões de comportamento: desaceleração da economia mundial, tendência que se estendeu à generalidade das regiões, com destaque para um fraco crescimento das economias avançadas devido ao enfraquecimento da economia europeia, especialmente da área do euro, e um maior dinamismo dos países emergentes e em desenvolvimento. As economias emergentes também abrandaram, apesar dos países asiáticos, terem mantido um crescimento robusto, tendo o PIB da China aumentado 7,8% em termos homólogos reais (9,3% em 2011). Refletindo o menor crescimento económico da economia mundial, as trocas comerciais de bens e serviços também desaceleraram, tendo, no entanto, aumentado cerca de 2,8% em volume, no ano de 2012 (5,9% em 2011); os fatores de incerteza tornaram-se muito elevados e os riscos no sentido descendente da atividade económica mundial aumentaram consideravelmente devido sobretudo à deterioração significativa dos países do sul da área do euro e à intensificação e alastramento da crise da dívida soberana na área do euro a um conjunto alargado de economias (nomeadamente Espanha e Itália), com impacto nos custos de financiamento e nos níveis de confiança dos agentes económicos; Porém, na parte final do ano, assistiu-se a uma diminuição da incerteza e dos riscos financeiros globais associados à dívida soberana refletindo, em parte, o acordo alcançado sobre a supervisão bancária europeia sob a égide do BCE e do recente acordo orçamental nos EUA (fiscal cliff). 2.2 Contexto Nacional O ano de 2012 caraterizou-se por uma significativa contração da atividade económica, traduzindo a redução da procura interna, efeito que só foi atenuado pelo crescimento das exportações. De acordo com o Boletim Económico - Inverno 2012 do Banco de Portugal (Volume 18, Número 4), a informação sobre a evolução recente da atividade económica portuguesa no ano de 2012 aponta para:

7 uma contração do produto de 3.0 por cento resultante de uma queda expressiva e generalizada da procura interna, que contrasta com o crescimento das exportações ao longo do ano. Em termos intra-anuais, a quebra da atividade ter-se-á intensificado no segundo semestre; uma contração do consumo privado de 5.5 por cento; uma queda da FBCF - Formação Bruta de Capital Fixo de cerca de 14 por cento, traduzindo uma redução de todas as componentes, com especial incidência no investimento público e residencial; uma redução do consumo público em cerca de 4.5 por cento pelo segundo ano consecutivo; uma queda das importações de cerca de 7 por cento, refletindo a redução expressiva de componentes da procura com elevado conteúdo importado consumo de bens duradouros e FBCF - Formação Bruta de Capital Fixo empresarial (apesar do significativo aumento das exportações). 2.3 Mercado do Vinho De acordo com a Nota de Conjuntura Vitivinícola Mundial de 2013 da OIV o balanço preliminar e estimativas de 2012 indicam: uma colheita afetada pelas más condições meteorológicas; uma gradual diminuição da área global de vinha - relativamente à UE, a área de vinha dos Estados-Membros continuou a diminuir; a taxa de crescimento global de áreas de vinha plantadas no hemisfério sul e nos EUA abrandou, verificando-se também um declínio da área de vinha na África do Sul e na Austrália; uma produção média mundial de vinho estimada em 250,9 milhões de hectolitros, um nível de produção considerado baixo (quebra de 6% face a 2011); um valor de exportações mundiais de vinho com um valor de 101,4 milhões de hectolitros (uma redução de 0,2% face a 2011); uma leve recuperação do consumo mundial de vinho, que se estima atinja os 245,2 milhões de hectolitros.

8 2.4 Perspetivas de Futuro para a Economia Portuguesa Ainda de acordo com o Boletim Económico - Inverno 2012 do Banco de Portugal (Volume 18, Número 4) as perspetivas para a economia portuguesa em 2013 e 2014 continuam a ser marcadas pelo processo de ajustamento dos desequilíbrios macroeconómicos estruturais, nomeadamente pelo impacto imediato das medidas de consolidação orçamental, assim como de condições de financiamento restritivas no quadro do processo de desalavancagem ordenada e gradual do setor bancário: uma contração de 1.9 por cento da atividade económica em 2013, após uma queda estimada de 3.0 por cento em 2012; um crescimento virtualmente nulo da procura externa em 2013 (0.3 por cento). As importações deverão voltar a contrair em 2013, a exemplo do estimado para 2012; para 2014 projeta-se um aumento da atividade económica de 1.3 por cento; um excedente da balança corrente e de capital de 4.4 por cento do PIB em Uma parcela muito significativa deste ajustamento espelha a melhoria da balança de bens e serviços neste período, para a qual se projeta um excedente de 3.1 e 4.1 por cento em 2013 e 2014, respetivamente, após décadas de défices crónicos; a inflação, medida pelo crescimento do Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), deverá estabilizar em torno de 1 por cento ao longo de , o que representa uma descida face ao valor de 2.8 por cento observado em 2012.

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10 3 INCIDÊNCIAS DA CAMPANHA 3.1 Condições Climáticas A campanha de extração de cortiça de 2012 não manifestou grandes alterações em termos de distribuição da produção comparativamente às campanhas anteriores. No entanto, as condições climáticas ocorrentes afetaram de uma maneira desigual o principio e o fim da campanha, configurando assim comportamentos também desiguais entre as produções ao longo da campanha. O período que precedeu a campanha de 2012 ficou marcada pela reduzida precipitação ocorrida durante o 1º semestre do ano - o ano hidrológico, iniciado em outubro de 2011, apresentou valores de precipitação abaixo do normal, com exceção do mês de novembro que se classificou como chuvoso. De acordo com o 7.º Relatório de Acompanhamento e Avaliação dos Impactos da Seca, referenciado a 31 de Maio de 2012, e coincidente de forma aproximada com o início da campanha de extração de cortiça, os aspetos mais relevantes da evolução da situação meteorológica e hidrológica, com impactos potenciais na extração de cortiça, foram: Como nos meses de maior pluviosidade a precipitação foi muito baixa (quase nula em fevereiro), o seu valor acumulado em 31 de maio era muito inferior ao normal (61%); Nesta data, 6% do território encontrava-se em seca fraca, 19% em seca moderada, 30% em seca severa e 44% em seca extrema, traduzindo o resultado do período de seca verificado de dezembro a março (em fevereiro e março 100% do território esteve em seca severa ou extrema); A situação de seca meteorológica a 31 de maio de 2012 mantinha-se em quase todo o território de Portugal Continental, verificando-se, em relação a 15 de maio, um agravamento na região Sul, devido ao aumento da área na classe de seca extrema; Verificou-se uma diminuição da percentagem de água no solo em quase todo o país, destacando-se grande parte da região do sul com valores inferiores a 30%. Esta situação meteorológica e hidrológica teve os seguintes efeitos: As condições e a duração da época de extração apresentaram variações entre regiões; Alguns produtores optaram por não extrair ou suspende a extração da cortiça; Alguma irregularidade na extração com aumento nos custos associados.

11 3.2 Incêndios Florestais, Pragas e Doenças A incidência dos incêndios florestais em sobreiro, decorrente do agravamento do índice meteorológico de risco de incêndio (FWI) devido à situação meteorológica e hidrológica, não teve, de uma forma geral, um impacto muito significativo. A única exceção ocorreu na área de produção do Algarve, que representa 4,6% do total nacional, que foi afetada por um incêndio de grande dimensão. No entanto, na altura da ocorrência do incêndio (18 a 22 de Julho) já a extração de cortiça estava concluída. Para os sobreiros não descortiçados, os mecanismos de adaptação do sobreiro às caraterísticas mediterrânicas (e ao fogo) permitem prever uma recuperação da produção nas próximas campanhas. Relativamente a pragas e doenças não houve nenhuma ocorrência anormal de dimensão expressiva. Ocorreram alguns surtos de limantria e de plátipo, etc., mas em focos pontuais e localizados. Os problemas mais relevantes residem no fenómeno da perda de vitalidade e, no que concerne à produção de cortiça, ao efeito da cobrilha. 3.3 Certificação Florestal Tal como nos anos anteriores, manteve-se a tendência de procura de cortiças provenientes de explorações com certificação florestal FSC, as quais foram, de uma forma geral, vendidas no inicio de campanha. No âmbito dos grupos de certificação das associadas da UNAC, a quantidade total de cortiça certificada extraída em 2012 foi maioritariamente com certificação FSC, cerca de distribuídas da seguinte forma: TABELA 1: QUANTIDADE DE CORTIÇA CERTIFICADA EXTRAÍDA Fonte: APFC, ACHAR, AFLOBEI, ANSUB E AFLOSOR OPF FSC PEFC APFC n.a. ACHAR AFLOBEI ANSUB n.a. AFLOSOR n.a. Total

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13 4 FATORES DETERMINANTES DA ESTRUTURA DE CUSTOS DA EXTRAÇÃO DE CORTIÇA 4.1 Energia No 1.º trimestre de 2012 o preço do petróleo Brent diminuiu de forma acentuada, estabilizando (com uma tendência de aumento) ao longo do restante ano, ainda que com um preço internacional elevado. GRÁFICO 1: PREÇO MÉDIO SPOT DO PETRÓLEO BRENT (US DÓLARES) Fonte: BMEP 140,00 120,00 117,04 108,94 118,21 109,31 110,01 100,00 80,00 105,15 112,18 108,78 140,00 40,00 20,00 0,00 1º T 2º T 3º T 4º T 1º T 2º T 3º T 4º T Custos Financeiros Cotação Euro/Dólar Na sequência de uma menor instabilidade dos mercados financeiros da área do euro, assistiu-se a uma apreciação significativa do euro face às principais divisas internacionais no período que antecedeu a extração da cortiça, efeito que se prolongou até ao fim de Este efeito de valorização cambial do euro face ao dólar penaliza a competitividade das exportações portuguesas.

14 GRÁFICO 2: TAXA DE CÂMBIO DO EURO FACE AO DÓLAR (EUR/USD) Fonte: Banco de Portugal 1,60 1,40 1,20 1,00 0,80 0,60 0,40 0,20 0,00 1,439 1,320 1,285 1,252 1,399 1,377 1,317 1,297 1º T 2º T 3º T 4º T 1º T 2º T 3º T 4º T Taxas de Juro As taxas de juro das operações do crédito para as empresas apresentaram uma tendência de redução, ainda que sem consequências diretas na facilidade do acesso ao crédito por parte das empresas. GRÁFICO 3: TAXA DE JURO DE EMPRÉSTIMOS PARA EMPRESAS (2012) Fonte: Banco de Portugal 5 4,9 4,8 4,7 4,6 4,5 4,4 Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro tx de Juro de empréstimos p/ empresas

15 4.3 Custos de Extração Os custos médios de extração registados na campanha de 2012 foram de 4,29 o que traduz uma redução residual de 1,8% face a A análise à evolução dos valores evidencia um acréscimo significativo com os custos de extração nos últimos anos, +43,5% desde 2000 e, comparando os custos do novénio, um aumento de 6,5% face a GRÁFICO 4: EVOLUÇÃO DOS CUSTOS DE EXTRAÇAO DE CORTIÇA ( Fonte: SICOP e UNAC 5,00 4,50 4,00 3,50 3,00 2,50 2,00 1,50 1,00 0,50 0, ,29

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17 5 CARATERIZAÇÃO DA CAMPANHA DE Enquadramento da Campanha Na campanha de 2012 observou-se uma antecipação da época normal de comercialização de cortiça, com registos de transações entre janeiro e março com uma abordagem de redução de preços, o que provocou uma retração nas intenções de extração por parte da produção. Por outro lado, e devido à situação de seca que ocorreu em 2012, alguns produtores optaram por não extrair a cortiça suspendendo a sua extração para anos seguintes. Devido à crise económica e financeira dos últimos anos, e não obstante a tendência de recuperação das exportações de cortiça evidenciada em 2010 e 2011, a situação financeira de muitas empresas da indústria da cortiça é débil. O encerramento de algumas empresas acentuou o nível da concentração na indústria reduzindo o número de ofertas industriais ao nível da produção Oferta No início da campanha existia uma reduzida quantidade de cortiça por vender (na produção) relativa à campanha anterior. Por outro lado, e no que constitui um fenómeno novo na fileira da cortiça, a indústria possuía algum stock de cortiça rolhável, existindo procura de delgado de boa qualidade e de granulados que se encontravam em falta. A quantidade estimada de produção de cortiça foi de 6 em Portugal e cerca de 3 em Espanha. A indústria refere a existência de uma quebra em produção estimada relativamente ao histórico 30% a 35%, redução equivalente à dos anos anteriores. Em termos produtivos, a percentagem de bocados apresentou uma tendência de aumento devido às dificuldades de extração Procura Do lado da procura, na campanha de 2012 foi possível constatar as seguintes observações: Redução do número de compradores no campo; Ocorrência de compras isoladas e inesperadas de " last minute" devido a estimativas de produção acima do real (em particular para as indústrias que fizeram as compras antecipadas e, em plena campanha, constataram que tinham comprado uma quantidade inferior às suas necessidades de laboração);

18 Aparecimento de novos agentes intermediários (operadores comissionistas), que representaram cerca de 25% da cortiça transacionada (apesar de terem ocorrido desistências de compras acordadas), e que operam numa perspetiva de curto prazo de acordo com as seguintes tendências: o o o Pré-venda do refugo e delgados; Prática de preços baixos; Sem cuidados na extração. 5.2 Resultados do inquérito à campanha de cortiça de 2012 O inquérito foi realizado através das organizações de produtores florestais filiadas na UNAC aos seus associados. Os resultados obtidos de forma individual foram remetidos à UNAC (sem identificação do associado, garantindo-se a confidencialidade das informações) para tratamento e análise Caracterização do universo dos inquéritos Numa primeira caraterização genérica do universo das respostas obtidas, é possível constatar que: Foram rececionados como válidos 143 inquéritos; A quantidade média de cortiça vendida por inquérito foi de A quantidade total de cortiça vendida foi de A quantidade de cortiça transacionada que foi abrangida pelo inquérito (20% a 25% do total nacional) é elucidativo quanto à dimensão e representatividade do mesmo. Relativamente à distribuição territorial das transações ocorridas, constata-se que estas são provenientes de 7 NUTS III distribuídas por 22 concelhos (ver Tabela 2). As NUTS III do Alentejo Central e da Lezíria do Tejo foi onde se registou mais cortiça inquirida, seguindo-se o Alentejo Litoral e o Alto Alentejo, o que é coincidente com a distribuição do Montado de Sobro.

19 TABELA 2: DISTRIBUIÇÃO DA CORTIÇA TRANSACIONADA POR NUTS III (%) Fonte: UNAC NUTS III Quantidade de Cortiça Transacionada (%) Área de Sobreiro (ha) Alto Alentejo 17,5 % Alentejo Central 32,1 % Alentejo Litoral 19,7 % Lezíria do Tejo 27,2 % Médio Tejo 0,6 % Península de Setúbal 2,2 % Baixo Alentejo 0,7 % Extração e Comercialização Relativamente à responsabilidade da extração da cortiça (que pode ser realizada pelo produtor ou, quando a cortiça é vendida na árvore, realizada pelo comprador), constata-se que a esmagadora maioria dos produtores prefere assumir a responsabilidade da extração. Efetivamente, cerca de 84% dos produtores foram responsáveis pela extração, tentando assegurar que esta sensível operação (que quando deficientemente executada tem repercussões muito negativas para a futura produção de cortiça) seja executada em condições e por operadores controlados por si. A mesma análise efetuada para a quantidade de cortiça extraída permite constatar que cerca de 90% da quantidade da cortiça foi extraída diretamente pelos produtores. TABELA 3: RESPONSABILIDADE DA EXTRAÇÃO DA CORTIÇA (%) Fonte: UNAC Forma de Extração Quantidade de Cortiça Transacionada (%) Nº de Produtores (%) Produtor 90,1 % 84,3 % Comprador 9,9 % 15,7 % Quanto à forma de comercialização da cortiça, os resultados obtidos indiciam uma clara preferência pelos métodos que incluem a pesagem (tenha a cortiça sido empilhada ou carregada diretamente) comparativamente à cubicagem, método que parece estar a ficar em desuso (representa apenas 8,3% dos inquéritos). TABELA 4: FORMA DE COMERCIALIZAÇÃO DA CORTIÇA (%) Fonte: UNAC Forma de Comercialização 2012 Carregamento (não empilhada mas pesada) 28,1 % Cubicagem (empilhada e cubicada) 8,3 % Pesagem (empilhada e pesada) 63,5 %

20 Não obstante esta preferência pela pesagem, é também de salientar que muitos dos inquéritos indicam que os acordos de pesagem incluem também descontos de humidade que variam entre os 15% e os 20%, o que altera de forma significativa o preço por arroba acordado e está normalmente a penalizar a venda para o produtor. Efetivamente, todos os descontos de humidade superiores a 14% são na generalidade descontos de preço, uma vez que se está a reduzir a quantidade de cortiça vendida Forma de Pagamento A análise quanto à forma de pagamento revela que na esmagadora maioria das transações os prazos de pagamento ocorrem até 6 meses (50%) ou até 1 ano (38,6%), o que demonstra que, após a entrega da cortiça, muitos produtores suberícolas têm de aguardar um longo período pela plena regularização da transação. TABELA 5: FORMA DE PAGAMENTO DA CORTIÇA (%) Fonte: UNAC Forma de Pagamento 2012 Pronto Pagamento 10,2 % Até 6 meses 50,0 % Até 1 ano 38,6 % Superior a 1 ano 1,1 % Qualidade da Cortiça A qualidade média da cortiça extraída em 2012 possuía as seguintes caraterísticas em que é evidente a elevada proporção de cortiças com valorização inferior (44%, da cortiça de 6.ª qualidade e da cortiça para granular). TABELA 6: QUALIDADE MÉDIA DA CORTIÇA (%) Fonte: APFC Qualidade da Cortiça % Cortiça rolhável 29 % Cortiça delgada 27 % Cortiça de 6ª qualidade 14 % Cortiça para granular (refugo) 30 % NOTA - tomando como referência os resultados obtidos pela Campanha de Amostragem de cortiça da APFC - Associação de Produtores Florestais do Concelho de Coruche e Limítrofes, que incidiu em 44 propriedades com uma extração total de cortiça de

21 O defeito mais desvalorizador das cortiças amostradas foi a cobrilha, presente em 34% das calas colhidas (Cala de Cortiça - amostra de cortiça com dimensão de 20 cm X 20 cm extraída para analisar a qualidade da cortiça) Preços de Comercialização A análise ao preço médio da campanha, e à evolução dos preços ao longo dos últimos anos, evidencia que: Preço médio de comercialização na campanha de 2012 com redução de 6,1% (face a 2011); Recuperação inexistente face aos preços médios de 2008 (32,84 ano em que se iniciou a crise económico-financeira; Quebra de preço de 39% entre novénios (comparando 2003, que foi o ano com valor mais elevado 39,48 e 2012). GRÁFICO 5: EVOLUÇÃO DOS PREÇOS MÉDIOS DE CORTIÇA ( em pilha) Fonte: SICOP e UNAC 45,00 40,00 35,00 30,00 25,00 20,00 15,00 10,00 5,00 0,00 24, A distribuição da quantidade de cortiça vendida em 2012 por classes de preços, é elucidativa quanto ao impacto que os preços de comercialização estão a gerar na produção: 27% da cortiça foi vendida entre os 25,01 e 30,00 53,9% da cortiça vendida abaixo dos 25,00

22 GRÁFICO 6: QUANTIDADE DE CORTIÇA VENDIDA POR CLASSES DE PREÇOS ( em pilha) Fonte: UNAC , , , , , , ,01-40 A análise do preço médio da cortiça vendida por NUT III (considerando só as NUTS com n.º de inquéritos e quantidades de cortiça mais representativas) demonstra a existência de algumas variações entre NUT: A NUT III Alentejo Litoral foi onde foi registado o preço médio mais elevado (26,20 A NUT III do Alentejo Central foi onde foi registado o preço médio mais reduzido (23,26 GRÁFICO 7: PREÇO MÉDIO DA CORTIÇA VENDIDA POR NUT III ( em pilha) Fonte: UNAC 35,00 30,00 25,00 25,89 23,26 24,27 26,20 20,00 15,00 10,00 5,00 0,00 Alto Alentejo Alentejo Central Lezíria do Tejo Alentejo Litoral Os valores obtidos são coerentes com os valores registados no Sistema de Informação de Mercados Agrícolas (SIMA/GPP, do MAMAOT), que indicam valores com variações regionais entre 20,89 (Ribatejo e Oeste) e 25,77 (Alentejo).

23 GRÁFICO 8: EVOLUÇÃO DOS PREÇOS MÉDIOS DE CORTIÇA ( em pilha) Fonte: SIMA/MAMAOT 35,00 30,00 25,00 20,00 15,00 25,77 20,89 10,00 5,00 0, Alentejo Ribatejo e Oeste 5.3 Análise Comparativa A análise aos resultados do inquérito aos Precios percibidos, pagados y salarios agrarios, do Ministerio de Agricultura, Alimentación y Medio Ambiente (Espanha) permite identificar que o preço médio da venda de cortiça em pilha em Espanha em 2012 (convertido para preço em pilha a partir dos dados originais) foi de 18,53 o que é substancialmente inferior ao preço médio praticado em Portugal (24,19 GRÁFICO 9: EVOLUÇÃO DOS PREÇOS MÉDIOS DE CORTIÇA EM ESPANHA ( em pilha) Fonte: MAAMA 30,00 25,00 20,00 15,00 18,53 10,00 5,00 0, A análise ao resultados das avaliações qualitativas em amostras de cortiça realizadas pelo IPROCOR (Instituto del Corcho, la Madera y el Carbón Vegetal) na campanha de 2012 ( Informe sobre los Resultados mas destacados del Plan de Calas 2012), e considerando uma amostra de calas em 23 propriedades com exploração suberícola na Extremadura (Espanha), evidencia que 53,7% da cortiça amostrada foi classificada como refugo, tendência que tem vindo a agravarse.

24 R. Mestre Lima de Freitas, n.º 1, Lisboa Tel.: Fax:

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