BANCO DE CABO VERDE RELATÓRIO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO RELATÓRIO E CONTAS GERÊNCIA DE 2004

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1 BANCO DE CABO VERDE RELATÓRIO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO RELATÓRIO E CONTAS GERÊNCIA DE 2004 Cidade da Praia, 2005

2 BANCO DE CABO VERDE Departamento Estudos Económicos e Estatísticas Avenida Amílcar Cabral, 27 CP Praia Tel: / Fax: Internet: COMPOSIÇÃO, IMPRESSÃO E DISTRIBUIÇÃO Departamento de Administração Geral Área de Informação, Documentação e Arquivo TIRAGEM 280 Exemplares

3 ÍNDICE PARTE I ANÁLISE DA SITUAÇÃO ECONÓMICA Introdução CAPÍTULO I ENQUADRAMENTO EXTERNO I.1 Evolução da Situação Económica Internacional CAPÍTULO II - ECONOMIA CABO-VERDIANA II.1 - Situação Monetária, Financeira e Cambial II.1.1 Evolução das componentes da Massa Monetária e suas contrapartidas II.1.2 Política Cambial II Mercado Financeiro II Mercado Monetátrio II Mercado da Dívida Pública II.2 Política Orçamental e Fiscal II Receitas e Despesas Públicas II Receitas Públicas II Despesas Públicas II Financiamento II.3 - Procura, Produção e Preços II.3.1 Procura II Consumo II Investimentos II Exportações e Importações II Produção II Agricultura e Pesca II Indústria II Construção II Serviços II Turismo II.3.3 Preços II.4 - Balança de Pagamentos II Balança Corrente e de Capital II Balança Financeira II.5 Sistema Financeiro II.5.1 Sistema Bancário II Estrutura do Balanço Agregado do Sistema Bancário II Evolução do Activo II Evolução do Passivo II Análise dos Resultados II Rentabilidade II Riscos de Liquidez e de Crédito II.5.2 Sistema Segurador II Carteira de Prémios II Resseguro Cedido Banco de Cabo Verde / Relatório Anual de

4 II Sinistralidade II Resultados Financeiros II Provisões Técnicas II Margem de Solvência PARTE II RELATÓRIO E CONTAS CAPÍTULO III ACTIVIDADES DO BANCO CAPÍTULO IV BALANÇO E CONTAS IV.1 - Análise do Balanço IV Do lado do Activo IV Do lado do Passivo IV Relativamente à Situação Líquida IV.2 - Análise da Demonstração de Resultados do Exercício Relatório de Auditoria Externa Relatório e Parecer do Conselho Fiscal ÍNDICE DE GRÁFICOS Gráfico I.1 - Produto mundial Gráfico I.2 - Comércio mundial e serviços Gráfico II.1 - Evolução das componentes da massa monetária Gráfico II.2 - Evolução dos passivos monetários e suas componentes Gráfico II.3 - Evolução das taxas de câmbio do CVE Gráfico II.4 - Índice de taxas de câmbio efectivas Gráfico II.5 - Evolução das taxas de referência do Banco de Cabo Verde Gráfico II.6 - Evolução das taxas de juro activas e passivas Gráfico II.7 - Evolução das taxas de juro no mercado primário Gráfico II.8 - Evolução das taxas de juro de obrigações do tesouro Gráfico II.9 - Contribuição para a taxa de crescimento real do PIB Gráfico II.10 - Rendimento disponível dos particulares Gráfico II.11 - Evolução das exportações e importações de bens e serviços Gráfico II.12 - Índice de preços no consumidor Gráfico II.13 - Índice de preços no consumidor por classes Gráfico II.14 - Índice de preços no consumidor por classes - inflação core Gráfico II.15 - Balança de pagamentos Gráfico II.16 - Balança corrente Gráfico II.17 - Evolução do comércio externo em percentagem do PIB Gráfico II.18 - Fluxos monetários e financeiros dos emigrantes Gráfico II.19 - Evolução das principais rubricas do activo Gráfico II.20 - Evolução das principais rubricas do passivo Gráfico II.21 - Evolução dos resultados do sistema bancário Gráfico II.22 - Evolução do crédito e depósitos Gráfico II.23 - Provisões de créditos vencidos Gráfico II.24 - Estrutura da carteira Gráfico II.25 - Taxa de sinistralidade global Banco de Cabo Verde / Relatório Anual de 2004

5 ÍNDICE DE QUADROS Quadro 1 - Principais indicadores económicos Quadro II.1 - Evolução dos principais indicadores da situação monetária Quadro II.2 - Bilhetes do Tesouro em circulação Quadro II.3 - Bilhetes do Tesouro por sectores institucionais Quadro II.4 - Obrigações do Tesouro por sectores institucionais Quadro II.5 - Principais indicadores orçamentais Quadro II.6 - Receitas da administração pública Quadro II.7 - Despesas da administração pública Quadro II.8 - Evolução da dívida pública Quadro II.9 - Produto interno bruto - óptica da despesa Quadro II.10 - Formação bruta de capital fixo Quadro II.11 - Alguns indicadores de investimento Quadro II.12 - Distribuição geográfica das exportações de bens Quadro II.13 - Distribuição geográfica das importações de bens Quadro II.14 - Produto interno bruto - óptica da oferta Quadro II.15 - Alguns indicadores de actividade do sector dos serviços Quadro II.16 - Evolução dos principais indicadores de turismo Quadro II.17 - Procura turística Quadro II.18 - Investimento directo estrangeiro em Cabo Verde Quadro II.19 - Taxas de variação média do IPC por zonas geográficas Quadro II.20 - Balança de pagamentos Quadro II.21 - Evolução da balança de serviços Quadro II.22 - Evolução das remessas de emigrantes em divisas Quadro II.23 - Evolução da balança de rendimentos Quadro II.24 - Financiamento do défice corrente Quadro II.25 - Balança financeira Quadro II.26 - Dívida externa por credores em Quadro II.27 - Principais indicadores da dívida externa Quadro II.28 - Balanço agregado do sistema Quadro II.29 - Demonstração de resultados Quadro II.30 - Alguns indicadores bancários Quadro II.31 - Taxa de penetração e densidade do seguro Quadro II.32 - Evolução e estrutura da carteira Quadro II.33 - Evolução dos custos com sinistros Quadro II.34 - Resultado líquido agregado Quadro II.35 - Provisões técnicas Quadro II.36 - Cobertura das provisões técnicas por activos Quadro II.37 - Composição dos investimentos Quadro II.38 - Margem de solvência Quadro IV.1 - Situação patrimonial do Banco de Cabo Verde Quadro IV.2 - Activo Quadro IV.3 - Passivo + situação líquida Quadro IV.4 - Imobilizado Quadro IV.5 - Demonstração de resultados do exercício Quadro IV.6 - Síntese comparativa de resultados 2004/ Banco de Cabo Verde / Relatório Anual de

6 ÍNDICE DE CAIXAS Caixa I.1- Preço do Petróleo Caixa II.2- Actividade Económica em 2004, segundo inquéritos de conjuntura do INE Banco de Cabo Verde / Relatório Anual de 2004

7 PARTE I - ANÁLISE DA SITUAÇÃO ECONÓMICA

8 INTRODUÇÃO

9 INTRODUÇÃO A economia mundial registou um desempenho positivo em 2004, com o PIB a crescer em torno dos 5% em termos reais (1,8 pontos percentuais acima do registado em 2003), de acordo com as últimas estimativas do Fundo Monetário Internacional, beneficiando da evolução favorável das economias industrializadas, especialmente dos EUA e do excepcional crescimento das economias emergentes, particularmente da China. O contexto externo condicionou positivamente a evolução da actividade económica nacional, pelo que, segundo as estimativas do Banco de Cabo Verde, a economia cabo-verdiana deverá ter crescido à taxa real de 4,9%, que compara à de 4,7% em Para este desempenho contribuiu, essencialmente, a procura interna, particularmente as suas componentes consumo privado e investimento público e privado. De realçar, que a partir do 2º semestre, registou-se um maior dinamismo da actividade económica, impulsionada, principalmente pelos sectores da construção e serviços (comércio e turismo). A evolução positiva da conjuntura económica nacional contribuiu para o reforço da confiança dos parceiros externos, traduzindo-se num influxo importante de capitais, quer sob a forma de ajuda orçamental, quer sob a forma de investimento directo estrangeiro, no ano de A nível das finanças públicas, verificou-se um decréscimo do défice público global para 1,3% do PIB (4,1% do PIB no ano transacto), em resultado da continuação do esforço de consolidação orçamental. Assim, as despesas totais cresceram à taxa de 2,9%, traduzindo um aumento de 12% nas despesas de investimento, quando se regista uma redução de 1% nas despesas correntes. Por sua vez, as receitas totais apresentaram um crescimento na ordem de 14%, reflectindo o impacto positivo da introdução do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) e uma maior eficiência na cobrança do Imposto Único sobre o Rendimento (IUR). De notar uma evolução favorável da balança de pagamentos em 2004, traduzindo uma melhoria substancial do estrutural défice corrente, que passou a representar 6% do PIB, mantendo-se pela segunda vez consecutiva abaixo dos dois dígitos. A aceleração dos serviços (particularmente os ligados ao turismo), cujo saldo líquido atingiu os 4,5% do PIB (1,6% do PIB em 2003), foi determinante para o desempenho da balança corrente no ano. Igualmente, registou-se uma evolução positiva nos fluxos de entrada do investimento directo estrangeiro (34%), especialmente direccionados para o sector do turismo. O resultado combinado da evolução das balanças corrente e de capital possibilitou a redução das necessidades de financiamento da economia de 6% do PIB para 4% do PIB, favorecendo a acumulação de reservas externas, que passaram a cobrir 2,4 meses de importação (1,8 meses em 2003). Os agregados monetários evoluiram positivamente em 2004, sendo de destacar um crescimento excepcional das disponibilidades líquidas sobre o exterior (31,9%). A evolução das reservas externas aliada ao acréscimo do Banco de Cabo Verde / Relatório Anual de

10 crédito interno, particularmente do crédito à economia (9,3%), determinou o comportamento da massa monetária (M2) que cresceu 10,5%, relativamente a A situação monetária favorável permitiu ao banco central aliviar as condições monetárias, baixando de 19% para 18% a taxa das disponibilidades mínimas de caixa, no sentido de reduzir o custo de intermediação e de estimular a redução das taxas de juro por parte das instituições de crédito. No tocante à inflação, medida pelo Índice de Preços no Consumidor (IPC), assistiu-se a uma queda acentuada da taxa, quer em termos de variação média anual, quer de variação homóloga, mantendo-se a tendência de desaceleração iniciada em Agosto de Acabou por se registar, no conjunto do ano, uma inflação negativa na ordem de 1,9% (1,2% em 2003), não obstante as variações ocorridas nos preços dos combustíveis. 12 Banco de Cabo Verde / Relatório Anual de 2004

11 Quadro 1 PRINCIPAIS INDICADORES ECONÓMICOS Unidades Sector Real PIB real 1 tv em % 5,5 4,7 4,9 Produto per Capita USD 1.410, , ,5 IPC (Taxas de variação média) tvm em % 1,9 1,2-1,9 Taxa de Desemprego tv em % 16,2 n.d. n.d. Sector Monetário e Cambial Activo Externo Líquido do Sistema tv em % 13,3-7,7 31,9 Banco de Cabo Verde tv em % 35,1-6,3 32,3 Reservas Internacionais Líquidas BCV tv em % 50,3-2,0 38,2 Outros Activos Externos (líquidos) tv em % -65,1-129,4 Crédito Interno Líquido tv em % 14,3 9,2 5,2 Massa Monetária (M2) tv em % 14,8 8,7 10,5 Taxa de Câmbio Nominal CVE/USD valores médios 117,3 97,8 88,7 Índice de Taxas de Câmbio Efectivas Nominal 1989=100 valores médios 82,0 103,3 104,2 Índice de Taxas de Câmbio Efectivas Real 1989=100 valores médios 101,6 99,4 97,6 Sector Externo Exportações Bens e Serviços em % do PIB 31,6 30,6 31,4 Importações Bens e Serviços em % do PIB 66,8 64,0 61,5 Défice Conta Corrente em % do PIB 11,1 9,3 6,0 Dívida Externa Efectiva em % do PIB 55,6 52,9 52,0 Serviços da Dívida 2 em % do PIB 3,2 2,5 2,8 Dívida Externa / Export. de Bens e Serv. em % 225,3 193,1 203,1 Reservas/Importações meses 2,1 1,8 2,3 Finanças Públicas Receitas Totais (s/ donativos) em % do PIB 19,9 21,0 22,3 Donativos em % do PIB 5,5 5,4 6,3 Despesas Totais em % do PIB 33,5 30,5 29,9 Défice Orçamental Global Excluindo Donativos em % do PIB 10,5-9,5-7,6 Incluindo Donativos em % do PIB 2,6-4,1-1,3 Fonte: Banco de Cabo Verde, Instituto Nacional de Estatística, Instituto de Emprego e Formação Profissional, Ministério das Finanças, Fundo Monetário Internacional. 1 Estimativas Rápidas do Banco de Cabo Verde 2 Inclui o pagamento de juros e capital tv - taxa de variação tvm - taxa de variação média Banco de Cabo Verde / Relatório Anual de

12 CAPÍTULO I - ENQUADRAMENTO EXTERNO

13 I.1 - EVOLUÇÃO DA SITUAÇÃO ECONÓMICA INTERNACIONAL A conjuntura mundial em 2004 foi caracterizada por um desempenho favorável, com o produto mundial a crescer à taxa real de 5%, segundo as estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI), impulsionado, em grande medida, pelas evoluções positivas das economias industrializadas (particularmente a americana, que beneficia ainda de fortes estímulos de políticas monetária e fiscal) e pelo excepcional crescimento de economias emergentes, especialmente da China. A evolução da actividade económica global reflectiu a melhoria registada ao nível da produção industrial (em virtude de avultados investimentos empresariais) e ao nível do comércio mundial, favorecida, em grande medida, pelo recrudescimento do consumo privado, que tem beneficiado de alguma melhoria dos mercados de trabalho. A actividade económica internacional esteve, no entanto, condicionada pelas perturbações do mercado petrolífero, que culminou com a subida de preços de petróleo acima dos 50 USD/barril, no segundo semestre do ano, o que veio a reforçar os riscos de abrandamento da actividade global. O clima de instabilidade política e militar, que ainda vigora no Médio Oriente, igualmente contribuiu para limitar a evolução da actividade mundial em ,0 6,0 5,0 Gráfico I.1 PRODUTO MUNDIAL (Taxas de Crescimento) em percentagem 4,0 3,0 2,0 1,0 0,0-1, Economia Mundial EUA Japão Área do Euro P. Emergentes e P. em Desenvolvimento África Cabo Verde Em termos regionais, a economia americana continua a liderar a recuperação económica mundial, crescendo à taxa de 4,4%. A análise dos fundamentals da economia Japonesa aponta para uma retoma económica mais sustentada (cresceu à taxa de 2,7%, segundo as estimativas do FMI, que compara à taxa de 1,4% registado em 2003) e para a dissipação da situação de deflação que o país Banco de Cabo Verde / Relatório Anual de

14 enfrenta há alguns anos. A Área do Euro, por seu turno, ensaiou uma recuperação da sua actividade económica, que continua extremamente dependente da procura externa. O PIB da Zona Euro aumentou cerca de 2% (0,6% em 2003), no entanto, aquém do projectado em Setembro (2,2%). Os mercados emergentes prosseguiram um ritmo de crescimento acelerado, principalmente a economia chinesa, alicerçada sobretudo no seu sector externo. O desempenho económico da China tem gerado efeitos positivos para outros países asiáticos e mercados exportadores de matéria-prima no geral. As estimativas do FMI para os países em desenvolvimento apontam para um desempenho positivo, particularmente para a economia africana, com uma taxa de crescimento de 4,5% (África Subsahariana 4,6%) EUA A economia americana registou um desempenho positivo em 2004, estimando-se uma taxa de crescimento real em torno dos 4,4%, (3,1% em 2003) sustentado pelo comportamento favorável da generalidade dos indicadores da despesa, num contexto de preços de petróleo elevados. O consumo privado teve uma tendência de evolução bastante favorável em 2004 (3,8%), beneficiando ainda dos incentivos de política monetária e fiscal vigentes na economia americana, e da evolução positiva do mercado de trabalho, com o decréscimo da taxa de desemprego de 6% em 2003 para 5,5%. A aceleração dos investimentos privados não residencial (10,3%) contribuiu igualmente e, em grande medida, para o desempenho da economia dos EUA em Apesar dos desenvolvimentos positivos, a economia americana continua a enfrentar desequilíbrios estruturais, insustentáveis a médio prazo. Efectivamente, o défice corrente americano atingiu o nível histórico de 5,7% do PIB em finais de 2004, pelo que as poupanças dos bancos centrais asiáticos têm sustentado grande parte do produto americano, determinado maioritariamente pelo consumo privado. Procurando criar um ambiente económico mais estável e sustentável, corrigir os desequilíbrios, quer orçamentais, quer externos, e permitir uma maior rentabilidade dos investimentos nos EUA, o Federal Reserve deu início a 30 de Junho de 2004 à inversão da política monetária extremamente acomodatícia que vinha prosseguindo desde finais de Até ao final de 2004 a taxa de juros de referência dos EUA (fed funds) foi aumentada cinco vezes, passando de 1% (valor mais baixo em 46 anos) para 2,25%. No mercado cambial, o dólar manteve a sua tendência de depreciação, desvalorizando-se fortemente relativamente ao euro (15% até Dezembro) e à generalidade das moedas de livre câmbio. A contínua depreciação do dólar deverá impulsionar as exportações americanas, contribuindo desta forma para a redução do seu défice corrente. 18 Banco de Cabo Verde / Relatório Anual de 2004

15 Zona Euro A actividade económica da Zona Euro continuou marcada por um ritmo moderado, crescendo a 2% em O desempenho das maiores economias da área, designadamente a alemã e francesa, determinou a evolução global da economia do euro, que permanece extremamente dependente da procura externa. A forte apreciação do euro, que atingiu níveis históricos em Dezembro, com a cotação euro/usd a ultrapassar 1,3, teve um impacto ao nível das exportações europeias e nas margens de lucro das empresas, com consequências negativas para a evolução do consumo privado, limitando, assim, o desempenho económico da Área do Euro. De salientar, que a cotação da moeda única europeia tem estado mais dependente dos factores que influenciam directamente a cotação do dólar americano. Por outro lado, o aumento do preço do petróleo enfraqueceu adicionalmente a confiança dos consumidores e, consequentemente, o consumo privado, numa conjuntura em que a taxa de desemprego mantém-se perto dos 9% da população activa (8,7% em 2004, 8,8% em 2003). De referir ainda, que as reformas estruturais em curso em diversos países da zona, em áreas como o mercado de trabalho, segurança social e sistemas de saúde, têm tido efeitos negativos imediatos ao nível da confiança dos consumidores. Em termos de políticas, de salientar, igualmente, que durante o ano de 2004 a Comissão Europeia esteve a rever o Pacto de Estabilidade, de modo a tornálo mais flexível e menos restritivo. Por seu turno, o Banco Central Europeu manteve inalterada a taxa refi (2%), num cenário de pressões inflacionistas, imposto pela manutenção dos preços do petróleo a nível elevado. Japão As informações disponíveis apontam para uma sustentabilidade da retoma da economia nipónica, que registou um crescimento na ordem dos 2,7% em 2004 (1,4% em 2003), determinado pela expansão das suas exportações, particularmente para mercados asiáticos, e pela evolução positiva do consumo privado e dos investimentos. Em termos dos preços internos, o comportamento do índice de preços no consumidor indicia uma variação nula, em termos médios, em 2004 (-0,3% em 2003), favorecendo a manutenção da taxa de juros de referência do banco central, igualmente nula. Esta medida de política monetária tem limitado a competitividade dos produtos japoneses, condicionando, consequentemente, o seu desempenho económico. No mercado cambial, de registar a persistente apreciação do iene, especialmente face ao dólar americano. Banco de Cabo Verde / Relatório Anual de

16 Economias Emergentes e Países em Desenvolvimento As economias emergentes prosseguiram uma tendência de crescimento acelerado, com a economia asiática a crescer em torno dos 7,5%, impulsionada, sobretudo, pela economia chinesa. Estima-se que a actividade económica da China tenha crescido, em termos reais, a 9% em 2004 (9,3% em 2003 e 8,3% em 2002), sustentada, principalmente, pela evolução do seu comércio externo (as exportações cresceram em Novembro 45% em termos homólogos). 14,0 Gráfico I.2 COMÉRCIO MUNDIAL E SERVIÇOS (Taxas de Crescimento) 12,0 em percentagem 10,0 8,0 6,0 4,0 2,0 0, Comércio Mundial Export. P. Emergentes e P. em Desenvolvimento Import. P. Emergentes e P. em Desenvolvimento A América Latina, igualmente, registou um crescimento acelerado em 2004, de 5,5%, segundo o Banco Interamericano de Desenvolvimento, a maior expansão em 20 anos, determinado pela recuperação da procura interna, devido, essencialmente, à melhoria da confiança interna (com a adopção de medidas de política no sentido da estabilidade macroeconómica) e à retoma do crescimento económico global. Também, o agravamento do preço do petróleo no mercado internacional beneficiou os países produtores e exportadores do petróleo. A economia dos países em desenvolvimento caracterizou-se, em 2004, por uma evolução globalmente favorável, impulsionada, sobretudo, pela cotação em alta dos preços de produtos primários. África Segundo o Fundo Monetário Internacional, a economia africana registou uma aceleração no seu ritmo de crescimento em 2004 e, particularmente à África Subsahariana, as estimativas do FMI (revistas em alta) apontam para uma taxa de crescimento do PIB na ordem dos 4,6% (3,7% em 2003). 20 Banco de Cabo Verde / Relatório Anual de 2004

17 A redução dos desequilíbrios macroeconómicos, a contínua redução dos encargos com a dívida externa em resultado da implementação da iniciativa Heavily Indebted Poor Countries, a relativa estabilidade política, a recuperação da produção agrícola após a seca prolongada e, principalmente, a cotação em alta dos preços do petróleo e das matérias-primas em geral, explicam o desempenho da economia africana. A evolução das economias produtoras e exportadoras de petróleo, entre outras, Nigéria, Angola, Chade, contribuiu, em grande medida, para o crescimento da actividade económica africana em No entanto, o conflito étnico no Sudão e as tensões no Zimbabwe limitaram um desempenho superior da economia africana. Não obstante as melhorias verificadas, o desenvolvimento da África Subsahariana requer maior sustentabilidade no crescimento económico. Neste âmbito, de salientar os progressos em termos da evolução dos preços internos, cuja taxa média anual baixou de 12,9% em 2003 para 9,9% em Igualmente, a evolução dos preços internacionais de petróleo e de outras matérias-primas, favorecendo as economias produtoras e exportadoras, permitiu melhorar a balança comercial da África a Sul do Sahara. O aumento dos fluxos de investimento directo estrangeiro e do investimento de carteira em 14,4% e 1,4%, respectivamente, também contribuiu para o desempenho favorável da balança de pagamentos, no ano em análise. Banco de Cabo Verde / Relatório Anual de

18 Caixa I.1 PREÇO DO PETRÓLEO Um dos factores de incerteza do desempenho da economia mundial nos próximos tempos prende-se com a evolução do preço do petróleo. A escalada do preço do petróleo tem afectado o sentimento económico global, desde meados de Março. O aumento dos preços do petróleo acima dos 50 USD/ barril, ocorrido em Outubro, veio reforçar os riscos de um abrandamento da actividade económica global. Pode-se considerar que o comportamento do mercado de petróleo resulta do aumento da procura da energia (a procura americana por gasolina e as importações chinesas subiram à volta de 50%, em termos homólogos, durante a primeira metade do ano), enquanto que se observa um défice da oferta. Efectivamente, o sub-investimento em infra-estruturas de extracção e refinação, nos últimos anos, reduziu a capacidade produtiva excedente, particularmente da OPEP. No entanto, apontam-se movimentos especulativos no mercado, motivados pela conjuntura económica e geopolítica, designadamente, as dificuldades financeiras da YUKOS, a maior exportadora russa de petróleo, a instabilidade política na Venezuela e na Nigéria e os ataques às estruturas petrolíferas no Iraque, como sendo causas principais da escalada dos preços do crude, além das consequências catastróficas do Furacão Ivan na produção do Golfo do México. Contudo, o preço do petróleo caiu cerca de 20% em meados de Novembro deixando o patamar de 55 USD/barril para 43 USD/barril. Mantendo-se em torno de 40 USD/barril, o preço do petróleo deverá contribuir para um abrandamento da actividade económica global, face às projecções realizadas no ano passado. Preço do petróleo Brent e WTI (USD/barril) Fonte: Bloomberg 22 Banco de Cabo Verde / Relatório Anual de 2004

19 CAPÍTULO II - ECONOMIA CABO-VERDIANA Situação Monetária, Financeira e Cambial Política Orçamental e Fiscal Procura, Produção e Preços Balança de Pagamentos Sistema Financeiro

20 II.1 - Situação Monetária, Financeira e Cambial A política monetária continuou orientada para o objectivo principal de manutenção da estabilidade de preços, visando garantir as condições para o crescimento a longo prazo e o reforço das reservas internacionais, num contexto de paridade do escudo cabo-verdiano ao euro, tendo-se registado, em 2004, uma desaceleração na taxa de crescimento dos preços, aliada ao reforço das reservas externas. A preocupação com a manutenção de um nível de reservas internacionais aceitável constituiu um imperativo, devido à necessidade de se garantir a confiança dos operadores nacionais e internacionais na moeda caboverdiana. A corroborar esse facto, tanto o multiplicador monetário como a velocidade de circulação monetária mantiveram-se estáveis no decurso de 2004, com valores próximos de 3 e 1,4, respectivamente. A evolução positiva da conjuntura económica nacional, paralelamente ao reforço da credibilidade do país, traduzida na confiança dos parceiros externos, permitiram que durante o ano findo houvesse um influxo importante de capitais, quer no quadro dos programas de ajuda orçamental, contribuindo para o reforço da consolidação orçamental em curso, quer no quadro da política de atracção do investimento externo, o que se traduziu no reforço da posição externa líquida do país. Neste quadro, assistiu-se a um comportamento francamente positivo dos principais agregados monetários em 2004, particularmente das disponibilidades líquidas sobre o exterior, que cresceram excepcionalmente a uma taxa de 31,9%, permitindo, desta forma, que o Banco de Cabo Verde aliviasse as condições monetárias. Assim, paralelamente ao crescimento do crédito interno, sobretudo na sua componente crédito à economia, as disponibilidades líquidas sobre o exterior contribuíram para que a massa monetária crescesse cerca de 10,5%. O desempenho favorável dos agregados monetários consubstanciou-se no cumprimento das metas imperativas do Programa Crescimento e Redução da Pobreza (PRGF), acordado com o FMI. Quadro II. 1 EVOLUÇÃO DOS PRINCIPAIS INDICADORES DA SITUAÇÃO MONETÁRIA Saldos em fim de período milhões de escudos Taxas de crescimento Reservas Internacionais Líquidas do Sistema , , ,3 31,9 Activo Externo Líq. do BCV 8.632, , ,2 32,3 Reservas internacionais líquidas 8.337, , ,7 38,2 Outros activos externos líq. 294,5-86,7-597,5 Activo Externo Líq. dos Bancos Comerciais 2.698, , ,1 30,5 Crédito Interno Líquido , , ,2 5,2 Crédito Líquido ao SPA , , ,1 0,5 Crédito à Economia , , ,4 9,3 Crédito às Instituições Financeiras n/ Monetárias 5,5 36,7 43,7 19,2 M , , ,3 10,5 Passivos Monetários , , ,8 6,2 Passivos Quase Monetários , , ,5 13,4 Fonte: Banco de Cabo Verde Banco de Cabo Verde / Relatório Anual de

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