Receita Líquida da EVEN aumentou 88,6% no 1T07 em relação ao mesmo período do ano anterior.

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1 Receita Líquida da EVEN aumentou 88,6% no 1T07 em relação ao mesmo período do ano anterior. Margem Bruta atinge 37,9%, crescendo 9,9 p.p. em relação ao 1T06. São Paulo, 14 de maio de 2007 A Even Construtora e Incorporadora S.A. EVEN (Bovespa: EVEN3), uma das maiores incorporadoras e construtoras do Brasil, com foco nos empreendimentos comerciais e residenciais para os públicos de classes média e média-alta, anuncia seus resultados do primeiro trimestre de 2007 (1T07). As informações financeiras e operacionais a seguir, exceto onde indicado o contrário, são apresentadas em Reais (R$) e de acordo com as práticas contábeis brasileiras. Contato RI Eduardo Cytrynowicz Diretor Adjunto de RI Tel.:+55 (11) Fax:+ 55 (11) Teleconferência 1T07 Data: 15 de maio de Português 10h00 (Horário de Brasília) 9h00 (Horário de Nova Iorque) Tel.: + 55 (11) Replay: +55 (11) Código: EVEN Inglês 12h00 (Horário de Brasília) 11h00 (Horário de Nova Iorque) Tel.: + 1 (973) Replay: + 1 (973) Código: Webcast Portugês: Webcast Inglês: AGENDA 2007 Cotação Fechamento em 11/maio/2007 Quantidade de Ações R$ 15,45 por Ação Valor de Mercado: R$2,17 bilhões Destaques do Período A Even concluiu o processo de abertura do seu capital, emitindo, até maio de 2007, de ações ordinárias e convertendo as debêntures em de ações, com capitalização de R$507,6 milhões ao caixa. A Receita Líquida da Companhia foi de R$ 69,5 milhões: 88,6% superior ao mesmo período de A Margem Bruta cresceu 9,9 p.p. em relação ao 1T06, atingindo 37,9%. As vendas contratadas totais atingiram o montante de R$ 212,4 milhões (crescimento de 58% sobre 1T06). O Land Bank da Companhia atingiu um volume potencial de R$ 3.276,9 milhões de lançamentos. A Even manteve sua estratégia de expansão geográfica, através das seguintes ações: Parceria para atuação na região Nordeste, com a empresa Capuche Natal, RN. Desenvolvimento de negócios na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em conjunto com a empresa Brisa. Aquisição de terreno em São José dos Campos, SP, para incorporação própria. Aumento das despesas comerciais como percentual da Receita Líquida para 13,1% no 1T07, resultado da apropriação das despesas com lançamentos anteriormente à suas receitas. Aumento das despesas gerais e administrativas para R$ 7,6 milhões no 1T07, antecipando a estrutura necessária da Companhia para o crescimento esperado. Despesas tributárias não recorrentes impactaram o resultado em R$ 3,1 milhões no 1T07.

2 Capitalização No dia 10 de maio concluímos o processo de capitalização da oferta pública de ações com a homologação do aumento de capital do lote suplementar. Na mesma data, foram convertidas as debêntures da 1ª emissão em ações ordinárias. Ambas as transações contribuíram ações ordinárias a nossa base acionária. Com o ingresso dos recursos e a capitalização das debêntures, o endividamento total da empresa, de R$ 134,4 milhões em 31 de março de 2007, foi reduzido para R$ 16.2 milhões. Os ingressos líquidos de comissões e impostos da oferta pública, somados ao aumento de capital referente à conversão das debêntures atingiram R$ 489,6 milhões. Comentário Administrativo No primeiro trimestre de 2007 importantes mudanças aconteceram em nossa Companhia, principalmente decorrentes da Oferta Pública de Ações e da 1ª emissão de Debêntures Conversíveis. Essas ofertas adicionaram ao caixa R$ 447,6 milhões conjuntamente. Em 2 de abril a Companhia passou a ter suas ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA) Novo Mercado sob a sigla EVEN3. Adicionalmente, a EVEN captou aproximadamente R$ 60,0 milhões com o exercício da opção do lote suplementar, ocorrida em maio, totalizando R$ 507,6 milhões de recursos. Operacionalmente, o período foi marcado pela expansão e consolidação de nossa posição nos mercados em que atuamos e pela manutenção da alta velocidade de vendas de nossos produtos. Comercializamos aproximadamente R$ 212,4 milhões em produtos imobiliários, sendo R$ 155,9 milhões a parcela da Even. Dos empreendimentos lançados no último trimestre do ano de 2006, chegamos a 31 de março de 2007 com um índice de comercialização de 53,0%, reforçando nossa alta velocidade de vendas. Realizamos no 1T07 um total de 5 lançamentos, o que representou um volume de R$ 145,6 milhões, sendo R$ 113,3 milhões apenas a parcela Even. Dessa forma o volume de comercialização garantiu uma redução do estoque de unidades disponíveis, reforçando a estratégia de alto giro da Companhia. Também mantivemos nossa estratégia de diversificação, com lançamentos na cidade de Goiânia e aquisições de terrenos no Rio de Janeiro e em São José dos Campos. Página 2 de 14

3 Destaques Financeiros e Operacionais Dados Financeiros 1T07 1T06 Var. (%) 4T06 Var. (%) Receita Líquida de Vendas e Serviços ,6% ,4% Lucro Bruto ,3% ,6% Margem Bruta 37,9% 28,0% 9,9 p.p. 36,5% 1,4 p.p. EBITDA ,2% ,6% Margem EBITDA 14,0% 13,3% 0,7 p.p. 11,4% 2,6 p.p. Lucro Líquido ,0% ,5% Margem Líq. Antes da Part. de Minoritários 2,2% 15,4% -13,2 p.p. 5,2% -3,0 p.p. Receitas a Apropriar (após PIS-COFINS) (1) ,7% ,6% Resultado a Apropriar (após PIS-COFINS) (1) ,6% ,3% Margem dos Resultados a Apropriar (1) 38,0% 30,0% 8,0 p.p. 33,9% 4,1 p.p. Capital de Giro ,8% ,6% Dívida Líquida ,5% ,6% Patrimônio Líquido ,3% ,2% Ativos Totais ,9% ,7% Lançamentos 1T07 1T06 Var. (%) 4T06 Var. (%) Empreendimentos Lançados 5 - n/a 7-28,6% VGV Potencial dos Lançamentos (100%) n/a ,0% VGV Potencial dos Lançamentos (% Even) n/a ,0% Participação Even nos Lançamentos 77,8% n/a n/a 70,9% 9,8% Número de Unidades Lançadas n/a ,8% Área Útil das Unidades Lançadas (m²) n/a ,1% Preço Médio de Lançamento (R$/m²) n/a n/a ,5% Vendas 1T07 1T06 Var. (%) 4T06 Var. (%) Vendas Contratadas (100%) ,0% ,7% Vendas Contratadas (% Even) ,4% ,9% Participação Even nas Vendas Contratadas 73,4% 68,9% 4,5 p.p. 58,9% 14,5 p.p. Número de Unidades Vendidas ,6% ,6% Área Útil das Unidades Vendidas (m²) ,7% ,4% Preço Médio de Venda (R$/m²) ,9% ,7% (1) Considera impacto da alíquota consolidada de PIS e COFINS de 3,65% Página 3 de 14

4 Desempenho Setorial No primeiro trimestre de 2007 o mercado imobiliário manteve a tendência de crescimento observada ao longo de Segundo a EMBRAESP, foram lançados na região metropolitana de São Paulo um total de 69 novos empreendimentos, que agregaram novas unidades ao estoque em comercialização, ou R$ 1.850,9 milhões em valor geral de vendas. Comparados aos 53 empreendimentos lançados no primeiro trimestre de 2006, os lançamentos dos primeiros três meses de 2007 representaram um aumento de unidades lançadas (66,6%), ou de R$ 990,6 milhões (86,9%) em valor geral de vendas. Também na comercialização o setor registrou forte crescimento. Segundo o SECOVI-SP, o ano de 2007 teve o melhor resultado de comercialização de imóveis residenciais novos em fevereiro desde 1995, registrando 9,1% de Vendas Sobre a Oferta (VSO), contra 8,3% em fevereiro de Apesar desta melhora, a quantidade de imóveis negociados em fevereiro de 2007 (1.565 unidades) em relação a fevereiro de 2006 (1.782 unidades) denota queda da ordem de 12,2%, enquanto a oferta inicial de unidades, em fevereiro de 2006, caiu para unidades, queda superior a 20%. Nos últimos dois anos, o setor de construção habitacional experimentou avanços significativos nos principais fundamentos que o norteiam. A implementação de melhorias regulatórias, econômicas, fiscais e de crédito tem favorecido as perspectivas do setor e do crédito habitacional, com fortalecimento da qualidade de crédito de emissores e emissões deste setor. O setor vem sentindo melhoras por conta da expansão das vendas, da tendência do declínio das taxas de juros domésticas, de um crescimento dentro de um ambiente macroeconômico estável e de instrumentos que trazem maior segurança jurídica nos contratos imobiliários. Esses fatores podem favorecer a alocação de maior volume de crédito habitacional, mais especialmente àqueles voltados para os segmentos de renda média e média-baixa, atenuando o déficit habitacional observado nesta faixa. Adicionalmente a esses fatores, observa-se uma maior propensão dos bancos privados em conceder créditos imobiliários a esses clientes, com alongamento de prazo e redução de taxas de juros. Esses recursos somam-se aos tradicionalmente disponíveis pela Caixa Econômica Federal (CEF). Desempenho Operacional Lançamentos Nestes últimos três meses mantivemos nossa previsão inicial de lançamentos, com a comercialização de 5 novos empreendimentos nas cidades de São Paulo e de Goiânia, atingindo R$ 145,6 milhões em VGV total lançado (R$ 113,3 milhões se considerada apenas a parcela da Companhia). Do total da parcela da Even, 22,1% do VGV foram destinados ao segmento emergente e os demais lançamentos corresponderam a empreendimentos de médio, médio-alto e alto padrão. Esta proporção está alinhada à expectativa de aumento da representatividade dos segmentos emergente e de média renda. O primeiro trimestre é, tradicionalmente, o trimestre de menor volume de lançamentos do ano. Somado ao fato de termos efetuado grande volume de lançamentos no 4T06 (R$ 485,0 milhões), concentrados principalmente no mês de dezembro, havíamos programado um menor volume de lançamentos para o período. Ainda assim, logramos êxito em lançar os empreendimentos programados inicialmente. Comercialização O total de vendas contratadas no 1T07 somou R$ 212,4 milhões (sendo R$ 155,9 milhões a parcela da Companhia). Este resultado representou um aumento de 58,0% em relação ao Página 4 de 14

5 mesmo período de 2006, que totalizava R$134,8 milhões. Encerramos o 1T07 com um índice médio de comercialização de 59,2% das unidades no período de 6 meses do lançamento, refletindo nossa estratégia comercial de giro rápido. A manutenção da abordagem diferenciada de marketing da empresa dá continuidade à estratégia aplicada nos lançamentos efetuados no final do ano de As tabelas abaixo fornecem a abertura da comercialização do trimestre, por segmento de produto e ano de lançamento: Segmento VGV Total VGV Even Área Útil Unidades (R$ milhares) (R$ milhares) (m²) Emergente Médio Médio-Alto Alto Alto Luxo Total Ano de Lançamento VGV Total VGV Even Área Útil Unidades (R$ milhares) (R$ milhares) (m²) Total Em 31 de março de 2007, possuíamos total de R$ 372,8 milhões em valor potencial de vendas, de acordo com as tabelas de vendas vigentes na data, considerando-se a modalidade de comercialização por meio de financiamento bancário. A tabela abaixo apresenta a abertura do valor potencial de vendas do estoque, por ano de lançamento: Valor Potencial de Vendas R$ milhares Unidades Até Total As unidades a comercializar indicam uma margem bruta potencial de 37,0%, assumindo: (i) custos totais das unidades em estoque, (ii) impacto de uma taxa média de comercialização paga à empresa imobiliária de 3,2% e (iii) incidência do PIS e COFINS, com alíquota consolidada de 3,65% sobre a receita bruta. Terrenos (Land Bank) A comercialização de terrenos na região metropolitana de São Paulo vem se dando com uma parcela maior de pagamento em dinheiro e menor em permuta. Com isto, o custo financeiro de carregamento do land bank é impactado consideravelmente. Adotamos uma estratégia de manter em estoque terrenos com alto giro, caracterizados por alta velocidade de lançamento e de comercialização. Buscamos com isso minimizar o custo de carregamento, sem comprometer Página 5 de 14

6 o nosso cronograma de lançamentos, adquirindo terrenos que se encaixem na previsão de lançamentos de até 30 meses. Encerramos o 1T07 com um estoque de terrenos de m², que permite à Companhia lançar aproximadamente R$ 3.276,9 milhões em produtos imobiliários, ou R$ 2.446,9 milhões apenas da parcela estimada da Even. Mantemos em nosso estoque terrenos com potencial de 40 lançamentos dentro dos próximos 19 meses. A tabela abaixo demonstra o land bank da Companhia, por segmento, em 31 de março de 2007: Áreas (m 2 ) VGV Esperado (R$ mil) Segmento Nº de Lanç. Terreno Útil Unidades Total Even Emergente Médio Médio-Alto Alto Alto-Luxo Comercial Total Emergente Médio Médio-Alto Alto Alto-Luxo Comercial Total Emergente Médio Médio-Alto Alto Alto-Luxo Comercial Total Geral Página 6 de 14

7 Em continuidade a nossa estratégia de diversificação geográfica, adquirimos terrenos em outras regiões do Brasil sem, contudo, perder o foco na região metropolitana de São Paulo, o que pode ser visto na tabela abaixo: Áreas (m 2 ) VGV Esperado (R$ mil) Localização Nº de Lanç. Terreno Útil Unidades Even Total Grande SP Interior de SP RJ GO RN Total Grande SP Interior de SP RJ GO RN Total Grande SP Interior de SP RJ GO RN Total Geral Somados aos empreendimentos já lançados no 1T07, nosso landbank indica um volume provável de lançamentos totais de R$ 1.708,6 milhões (R$ 1.295,2 milhões a parcela da Even) no ano de Página 7 de 14

8 Comentários sobre o Desempenho Desempenho Econômico-Financeiro Receita de Vendas e Serviços No trimestre encerrado em 31 de março de 2007 obtivemos uma receita bruta de vendas e serviços de R$ 73,2 milhões, representando um aumento de R$ 35,1 milhões (92,2%) em relação à receita bruta do mesmo período do ano anterior. Este aumento é proveniente do crescimento da receita de incorporação, que atingiu R$ 69,9 milhões no trimestre findo em 31 de março de 2007, um aumento de R$ 33,8 milhões (93,7%) em relação ao primeiro trimestre do exercício anterior. As novas vendas realizadas no trimestre contribuíram com R$ 46,4 milhões (66,4%) da receita de incorporação do período. O resultado também foi impactado pelo reconhecimento de receita de unidades comercializadas em períodos anteriores em decorrência do andamento do custo orçado no trimestre, o que contribuiu com R$ 23,5 milhões (33,6%) da receita de incorporação do período. O quadro abaixo demonstra a evolução da comercialização e do custo incorrido de nossos empreendimentos e receitas contabilizadas no período, agrupados por ano de lançamento: Lançamento Evolução Financeira Percentual Vendido Receita Reconhecida acumulada 1T07 acumulado 1T07 (R$ milhares) % ,0% 0,0% 85,0% 2,1% ,8% ,4% 8,2% 78,0% 3,0% ,2% ,5% 8,4% 83,4% 5,2% ,8% ,4% 3,0% 59,9% 16,7% ,1% ,7% 13,7% 46,3% 46,3% ,1% A receita bruta também foi positivamente impactada pela receita de construção e prestação de serviços, que atingiu R$ 3,3 milhões no primeiro trimestre de 2007, um aumento de R$ 1,3 milhão (65,9%) em comparação com igual trimestre de Este incremento é reflexo do aumento no número de canteiros de obra entre os dois períodos, que passaram de 9 no1t06 para 10 no 1T07. Deduções da Receita Bruta A receita bruta foi impactada por impostos sobre serviços e receitas que atingiram R$ 3,7 milhões no primeiro trimestre de 2007, um aumento de R$ 2,5 milhões (201,1%) em comparação a igual período de Tais impostos (PIS, COFINS e ISS) representaram uma carga média de 5,0% sobre a receita bruta, superior aos 3,2% reconhecidos no primeiro trimestre de Este incremento ocorreu pela mudança do cálculo do PIS e COFINS de lucro presumido para lucro real nas SPEs City Projects e Evisa, elevando a alíquota de 3,65% para 9,25%. Após a incidência de tais impostos, a receita operacional líquida atingiu R$ 69,5 milhões no trimestre encerrado em 31 de março de 2007, aumentando R$ 32,6 milhões (88,6%) em comparação com a receita operacional líquida do mesmo período de Lucro Bruto A Margem Bruta da empresa no primeiro trimestre de 2007 atingiu 37,9%, representando uma significativa melhora de 9,9p.p. em relação à margem bruta de 28,0% do primeiro trimestre Página 8 de 14

9 de Esta melhora é conseqüência, principalmente, das vendas nos segmentos de médioalto e alto padrões, representados pelos empreendimentos Wingfield, Campo Belíssimo, Particolare e Plaza Mayor. Com isso, o lucro bruto atingiu R$ 26,4 milhões no 1T07, aumentando R$ 16,0 milhões (155,3%) na comparação com 1T06. Resultados Operacionais Devido ao crescimento no volume de lançamentos realizados, principalmente a partir do segundo semestre de 2006, houve um aumento nos gastos comerciais correspondentes. Despesas Comerciais As despesas comerciais, orçadas em torno de 5% do VGV lançado, atingiram 13,1% da Receita Líquida do 1T07. Tal diferença decorre do fato de que as despesas comerciais iniciais são contabilizadas mais rapidamente do que o reconhecimento das receitas. Desta forma, as despesas comerciais como percentual do faturamento líquido são maiores nas fases iniciais dos empreendimentos do que a média orçada. Assim, neste primeiro trimestre de 2007 as despesas comerciais atingiram R$ 9,1 milhões, um aumento de R$ 6,6 milhões (263,4%) em relação a igual período do ano anterior. Despesas Gerais e Administrativas As despesas gerais e administrativas atingiram R$ 7,6 milhões no primeiro trimestre de 2007, contra R$ 3,1 milhões no 1T06. Esse aumento explica-se pelo maior tamanho da operação da empresa, que buscou preparar sua estrutura de apoio para o forte crescimento projetado para 2007 e para os anos seguintes. Tomando-se por base as despesas gerais e administrativas como percentual do VGV lançado, no período de 12 meses encerrado em 31 de março de 2007, mantivemos o mesmo índice observado no ano encerrado de 2006 de 3,0%. Resultado Financeiro As despesas financeiras líquidas atingiram R$ 2,6 milhões no 1T07, uma variação de R$ 2,1 milhões (410,8%) em comparação ao resultado do 1T06. Essa variação reflete o aumento do endividamento da Companhia pelas operações de capital de giro contratado no final do ano de 2006, bem como os custos de estruturação da operação de debêntures conversíveis lançadas no primeiro trimestre. O capital de giro foi amortizado com o ingresso dos recursos da oferta pública de ações, em abril de 2007, e as debêntures foram convertidas em capital em 10 de maio de Os valores acima, acrescidos de outras despesas operacionais de R$ 0,4 milhões, montam o resultado operacional deste trimestre de R$ 6,6 milhões, R$ 2,2 milhões (52,1%) superior ao resultado operacional do primeiro trimestre de IRPJ e CSLL O valor total de IRPJ e CSLL atingiu R$ 3,9 milhões em 2007, uma variação de R$ 7,5 milhões (209,8%) em comparação com o saldo positivo do primeiro trimestre de Esta variação reflete o impacto no imposto diferido pela mudança na metodologia de tributação, a partir de 2007, das controladas City Projects e Evisa, que utilizaram o lucro real em vez do lucro presumido. Página 9 de 14

10 Lucro Líquido O Lucro Líquido do 1T07 foi de R$ 1,5 milhões, uma redução de R$ 4,1 milhões (73,0%) em relação ao resultado do 1T06. Esta variação foi conseqüência, principalmente, do impacto do imposto diferido do período, em comparação ao 1T06. EBITDA O lucro antes dos impostos, juros, depreciações e amortizações do primeiro trimestre de 2007 foi de R$ 9,7 milhões, um incremento de R$ 4,8 milhões (98,2%) ao apurado no primeiro trimestre de A margem EBITDA, calculada sobre a Receita Líquida, obteve um pequeno aumento de 13,3% no 1T06 para 14,0% no 1T07. A melhora na margem EBITDA deve-se ao acréscimo da margem bruta, que, contudo, foi parcialmente compensada pelo aumento das despesas comerciais, gerais e administrativas como percentual da Receita Líquida. Segue, abaixo, o cálculo de nosso EBITDA para os exercícios sociais encerrados em 2006 e 2005: 1T07 1T06 Var. (%) 4T06 Var. (%) Lucro Antes do IRPJ e CSLL ,4% ,7% (+)Despesas Financeiras Líquidas ,8% ,6% (+) Depreciação e Amortização ,5% ,2% EBITDA ,2% ,6% Margem Ebitda 14,0% 13,3% 0,7 p.p. 11,4% 2,6 p.p. Página 10 de 14

11 Demonstração de Resultado 1T07 1T06 Var. (%) Receita Bruta de Vendas e/ou Serviços ,2% Incorporação e revenda de imóveis ,7% Prestação de serviços e outras ,9% Deduções da Receita Bruta (3.694) (1.227) 201,1% Receita Líquida de Vendas e/ou Serviços ,6% Custo de Bens e/ou Serviços Vendidos (43.128) (26.523) 62,6% Resultado Bruto ,3% Despesas com Vendas, Gerais e Adm. (16.770) (5.588) 200,1% Com Vendas (9.129) (2.512) 263,4% Gerais e Administrativas (7.641) (3.076) 148,4% Despesas Financeiras Líquidas (2.605) (510) 410,8% Receitas Financeiras ,9% Despesas Financeiras (4.485) (2.773) 61,7% Outras Operacionais (424) 89 n.m. Resultado Operacional ,1% Resultado Não Operacional - 47 n.m. Resultado Antes Tributação/Participações ,4% Provisão para IR e Contribuição Social (689) (299) 130,4% IR Diferido (3.255) n.m. Part. de Acionistas Não Controladores (1.101) (2.300) -52,1% Lucro/Prejuízo do Período ,0% Página 11 de 14

12 Balanço Patrimonial 31/3/ /12/2006 Disponibilidades Créditos Estoques C/C com Parceiros nos Empreendimentos Impostos e Contribuições a Compensar Partes Relacionadas Despesas com Vendas a Apropriar Despesas Antecipadas Demais Contas a Receber Ativo Circulante Contas a Receber Estoque de terrenos Créditos com Pessoas Ligadas IRPJ e CSLL Diferidos Demais Contas a Receber Ativo Realizável a Longo Prazo Investimentos Imobilizado Ativo Permanente Ativo Total Empréstimos e Financiamentos Fornecedores Impostos, Taxas e Contribuições Dividendos a Pagar Dívidas com Pessoas Ligadas Contas a Pagar por Aquisição de Imóveis C/C com Parceiros nos Empreendimentos Adiantamentos de Clientes Demais Contas a Pagar Passivo Circulante Empréstimos e Financiamentos Debêntures Adiantamento para Futuro Aumento Capital Contas a Pagar por Aquisição de Imóveis Tributos a Pagar IRPJ e CSLL Diferidos Demais Contas a Pagar Passivo Exigível a Longo Prazo Part. de Acionistas Não Controladores Capital Social Realizado Reservas de Lucro Legal Retenção de Lucros Lucros/Prejuízos Acumulados Patrimônio Líquido Passivo Total Página 12 de 14

13 Glossário ADEMI: Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário. ANBID: Associação Nacional dos Bancos de Investimento - ANBID. Banco Central ou BACEN: Banco Central do Brasil. Bovespa: Bolsa de Valores de São Paulo. CAGR: Taxa composta de crescimento anual. CDI: Certificado de Depósito Interbancário. CFC: Conselho Federal de Contabilidade. Companhia ou Even: Refere-se a Even Construtora e Incorporadora S.A. COPOM: Comitê de Política Monetária. CPMF: Contribuição Provisória sobre a Movimentação ou Transmissão de Valores ou de Créditos e Direitos de Natureza Financeira - CPMF. CRI: Certificado de Recebíveis Imobiliários, título de crédito nominativo, de livre negociação, lastreado em créditos imobiliários e que constitui promessa de pagamento em dinheiro. CSLL: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. CVM: Comissão de Valores Mobiliários. EBITDA: EBITDA reflete o Lucro Líquido antes das receitas e despesas financeiras líquidas, do imposto de renda e da contribuição social, das depreciações e amortizações. EMBRAESP: Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio. ERP: Enterprise Resource Planning, sistema integrado de informações transacionais. Fator Multiplicador: Fator criado pela Resolução de 28 de janeiro de 2005, posteriormente alterada pela Resolução de 08 de fevereiro de 2006 do Conselho Monetário Nacional, pelo qual o valor dos recursos da poupança efetivamente utilizados por determinada instituição financeira para o financiamento imobiliário deve ser multiplicado com o propósito de se calcular o valor a ser considerado por tal instituição financeira como tendo sido destinado ao financiamento imobiliário. FGTS: Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. FGV: Fundação Getúlio Vargas. IBGC: Instituto Brasileiro de Governança Corporativa. IBGE: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. IBRACON: Instituto dos Auditores Independentes do Brasil. ICMS: Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Municipal e de Comunicação. IGP-M: Índice Geral de Preços ao Mercado, índice de inflação calculado e divulgado pela FGV. INCC: Índice Nacional de Custo da Construção, índice nacional de custos da construção habitacional, calculado e divulgado pela FGV. IPCA: Índice de Preços ao Consumidor Amplo, índice de inflação calculado e divulgado pelo IBGE. IFRS: International Financial Reporting Standards. IRPJ: Imposto de Renda Pessoa Jurídica. PIB: Produto Interno Bruto do Brasil. PIS: Programa de Integração Social. Público de Alta Renda: Famílias com renda média entre R$15.000,00 a R$50.000,00 mensais, com interesse em adquirir imóvel ao preço de venda entre R$ ,00 e R$ Público de Média Renda: Famílias com renda média entre R$4.400,00 a R$8.000,00 mensais, com interesse em adquirir imóvel ao preço de venda entre R$ ,00 e R$ ,00. Público de Média-Alta Renda: Famílias com renda média entre R$7.500,00 a R$20.000,00 mensais, com interesse em adquirir imóvel ao preço de venda entre R$ ,00 e R$ ,00. Página 13 de 14

14 Público Emergente: Famílias com renda média entre R$3.000,00 a R$5.000,00 mensais, com interesse em adquirir imóvel ao preço de venda entre R$ ,00 e R$ ,00. R/3 da SAP: Programa de computador ERP desenvolvido pela SAP AG. Regulation S: Regulation S do Securities Act. Rule 144A: Rule 144A do Securities Act. SAP: SAP AG. SBPE: Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo. SECOVI-SP: Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo. SEC: Securities and Exchange Commission dos Estados Unidos. Securities Act: Securities Act de 1933 dos Estados Unidos, conforme alterado. SERASA: Serasa S.A., empresa que realiza análises e informações para decisões de crédito e apoio a negócios. SFH: Sistema Financeiro Habitacional, sistema do Governo Federal para financiamento da casa própria. SFI: Sistema Financeiro Imobiliário, sistema do Governo Federal para financiamento imobiliário em geral. Sinduscon-SP: Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo. SINTRACON: Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo. SPE: Sociedade de Propósito Específico. Spinnaker Asset Management: Spinnaker Asset Management SAM Limited, por si e/ou por uma sociedade que seja sua controlada, coligada, ou esteja sob seu controle comum. Spinnaker Capital: Spinnaker Capital Group. TR e TRD: Taxa Referencial e Taxa Referencial Diária, respectivamente. US GAAP: Práticas contábeis geralmente aceitas nos Estados Unidos. Vendas Contratadas: Valor dos contratos firmados com os clientes, referentes às vendas de unidades prontas ou para entrega futura de determinado empreendimento. VGV: Valor geral de vendas, ou seja, o valor obtido ou a ser potencialmente obtido pela venda de todas as unidades de um determinado empreendimento imobiliário, a um certo preço predeterminado no lançamento. Sobre a Empresa A Even Construtora e Incorporadora S.A. EVEN (Bovespa: EVEN3), uma das maiores incorporadoras do Brasil, com foco nos empreendimentos comerciais e residenciais para os públicos de classes média e média-alta, é resultante da combinação das atividades de Companhias com mais de 25 anos de experiência no setor. Em 2006, a Even iniciou sua expansão geográfica para o Rio de Janeiro e Goiânia, em parceria com empresas locais. Avisos Legais As declarações contidas neste Release referentes às perspectivas do negócio, estimativas de resultados operacionais e financeiros, e às perspectivas de crescimento que afetam as atividades da EVEN, bem como quaisquer outras declarações relativas ao futuro dos negócios da Companhia, constituem estimativas e declarações futuras que envolvem riscos e incertezas e, portanto, não são garantias de resultados futuros. Tais considerações dependem, substancialmente, de mudanças nas condições de mercado, regras governamentais, pressões da concorrência, do desempenho do setor e da economia brasileira, entre outros fatores e estão, portanto, sujeitas a mudança sem aviso prévio. Página 14 de 14

Lucro Líquido Ajustado da EVEN atinge R$52,9 MM no ano de 2007.

Lucro Líquido Ajustado da EVEN atinge R$52,9 MM no ano de 2007. Lucro Líquido Ajustado da EVEN atinge R$52,9 MM no ano de 2007. Margem Bruta atinge 38,8%, crescendo 2,5 p.p. em relação a 2006. São Paulo, 10 de março de 2008 A Even Construtora e Incorporadora S.A. EVEN

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