A UTILIZAÇÃO DOS CONTOS DE FADAS COM CRIANÇAS EM PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A UTILIZAÇÃO DOS CONTOS DE FADAS COM CRIANÇAS EM PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO"

Transcrição

1 UNISALESIANO CENTRO UNIVERSITARIO CATOLICO SALESIANO AUXILIUM PEDAGOGIA Daiane Cristina Cavalcante Milena Rochet da Silva Solfa A UTILIZAÇÃO DOS CONTOS DE FADAS COM CRIANÇAS EM PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO LINS - SP 2012

2 Daiane Cristina Cavalcante Milena Rochet da Silva Solfa A UTILIZAÇÃO DOS CONTOS DE FADAS COM CRIANÇAS EM PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Banca Examinadora do Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium, do curso de Pedagogia, sob a orientação da Profª Ma Fátima Eliana Frigatto Bozzo. LINS SP 2012

3 Daiane Cristina Cavalcante Milena Rochet da Silva Solfa A UTILIZAÇÃO DOS CONTOS DE FADAS COM CRIANÇAS EM PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) apresentado ao Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium para obtenção do título de graduação do curso de Pedagogia. Aprovado em / / Banca Examinadora: Profª Orientadora: Fátima Eliana Frigatto Bozzo Titulação: Mestre em Odontologia Saúde Coletiva Assinatura: 1º Profª Elaine Cristina Moreira da Silva Titulação: Mestre em Educação Assinatura: 2º Prof. José Médice Titulação: Mestre em Odontologia Saúde Coletiva Assinatura:

4 DEDICATÓRIA Aos nossos familiares; pelo esforço, dedicação e compreensão, em todos os momentos desta e de outras caminhadas. Daiane A todos os meus familiares, esposo pela compreensão, dedicação e credibilidade em todos os momentos desta caminhada. Milena

5 AGRADECIMENTOS As dificuldades não foram poucas... Os desafios foram muitos... Os obstáculos, muitas vezes, pareciam intransponíveis. Muitas vezes me senti só. E assim o estive... O desânimo quis me contagiar, porém, a garra e a tenacidade foram mais fortes, sobrepuseram-se a esse sentimento, fazendo-me seguir a caminhada, apesar da sinuosidade do caminho. Agora, ao olhar para trás, a sensação do dever cumprido se faz presente e posso constatar que as noites de sono perdidas, as viagens canceladas, o encontro de final de semana com a família perdido; o cansaço das reuniões, os longos tempos de leitura, digitação, discussão; a ansiedade em querer fazer e a angústia de muitas vezes não o conseguir, por problemas estruturais, não foram em vão. Aqui estou, como sobrevivente de uma longa batalha, porém, muito mais forte e com coragem suficiente para mudar a minha postura, apesar de todos os percalços... Como dizia Antoine Saint Exupéry em sua obra prima O Pequeno Príncipe : Foi o tempo que perdeste com a tua rosa, que fez a tua rosa tão importante.

6 EPÍGRAFE Quem lê......sabe mais,...pensa melhor,...compara ideias,...prepara se melhor,...fundamenta suas opiniões,...aumenta sua compreensão,...melhora seu vocábulo,...tem mais chances,... Absorve experiências e... Sabe o que está acontecendo.

7 RESUMO Os contos de fadas continuam encantando as crianças da geração cibernética. Ao longo dos tempos, eles foram adaptados para ajudar na educação das crianças, pois possui poder de simbolizar e resolver os conflitos psíquicos inconscientes que ainda dizem respeito às crianças de hoje. O presente trabalho A utilização dos contos de fadas com crianças em processo de alfabetização, tem como objetivos: demonstrar a importância pedagógica dos contos de fadas na vida de crianças no processo de alfabetização, conhecer a origem dos contos de fadas com destaque nos mitos, fábulas e suas respectivas simbologias, identificar como os professores usam os contos de fadas na aprendizagem de crianças em alfabetização e verificar quais estratégias o professor utiliza ao fazer a leitura dos contos de fadas no processo formativo das crianças. A metodologia utilizada na pesquisa foi bibliográfica, com pesquisa de campo e seus dados mediante análise qualitativa. Constatou se por base teórica que os contos de fadas são atividades indispensáveis para o desenvolvimento da criança em diferentes campos: afetivo, social e cognitivo. Para isso, cabe ao educador ter objetivos definidos, planejar suas aulas e ter clareza sobre o que a contação de histórias irá proporcionar as crianças e se as histórias estão adequadas à faixa etária. Estimulando sempre seus alunos por meio das histórias a desenvolver sua capacidade de imaginar, criar, descobrir, entre outras habilidades. Os resultados obtidos com os questionários foram que alguns educadores reconhecem parcialmente a importância da contação de história para o desenvolvimento integral da criança e consequentemente favorecendo o processo de alfabetização, porém falta qualidade na mediação do ato de ler. Espera se que com esta pesquisa possa contribuir com reflexões aos educadores que estão trabalhando com a contação de histórias com crianças em processo de alfabetização demonstrando a importância dessa prática pedagógica. Palavras chaves: Contos de Fada. Prática Pedagógica. Alfabetização.

8 ABSTRACT The fairy tales continue delighting children from cyber generation. Over time, they have been adapted to assist in the education of children because it has the power to symbolize and "solve" the unconscious psychic conflicts that still relate to today's children. This study "The use of fairy tales with children in the literacy process", aims: to demonstrate the pedagogical importance of fairy tales in the lives of children in the literacy process, knowing the origin of fairy tales prominently in myths, fables and their symbols, identify how teachers use fairy tales to children in learning in literacy and see which strategies the teacher uses to make the reading of fairy tales in the training of children. The methodology used in the research literature was, with field research and data through qualitative analysis. Verified - is based on the theory that fairy tales are activities essential to the child's development in different fields: affective, social and cognitive. For this, it is for the teacher to have goals set, plan their lessons and be clear about what storytelling will provide children and if the stories are appropriate to their age. Always encouraging his students through stories to develop their ability to imagine, create, discover, among other skills. The results obtained from the questionnaires were that some educators recognize the importance of partially storytelling for the integral development of the child and consequently favoring the literacy process, but lack quality in mediating the act of reading. Wait - is that this research can contribute to reflections with educators who are working with children with storytelling in the process of demonstrating the importance of literacy teaching practice Key - words: Fairy Tales. Literacy and Pedagogical. Practice.

9 LISTA DE FIGURAS Figura 1 Resposta da Pergunta nº1 dos Professores...42 Figura 2 Resposta da Pergunta nº2 dos Professores...43 Figura 3 Resposta da Pergunta nº3 dos Professores...44 Figura 4 Resposta da Pergunta nº4 dos Professores...45 Figura 5 Resposta da Pergunta nº5 dos Professores...46 Figura 6 Resposta da Pergunta nº6 dos Professores...46 Figura 7 Resposta da Pergunta nº7 dos Professores...47 Figura 8 Resposta da Pergunta nº8 dos Professores...48 Figura 9 Resposta da Pergunta nº9 dos Professores...48

10 LISTA DE TABELAS Tabela 1 Pergunta nº1 dos Professores...57 Tabela 2 Pergunta nº2 dos Professores...57 Tabela 3 Pergunta nº3 dos Professores...57 Tabela 4 Pergunta nº4 dos Professores...57 Tabela 5 Pergunta nº5 dos Professores...57 Tabela 6 Pergunta nº6 dos Professores...58 Tabela 7 Pergunta nº7 dos Professores...58 Tabela 8 Pergunta nº8 dos Professores...58 Tabela 9 Pergunta nº9 dos Professores...58 Tabela 10 Pergunta nº10 dos Professores...58 Tabela 11 Pergunta nº11 dos Professores...59 Tabela 12 Pergunta nº12 dos Professores...59

11 SUMÁRIO INTRODUÇÃO CAPÍTULO I - CONTOS DE FADAS: DOS CAMPONESES MEDIEVAIS ÀS CRIANÇAS DO SÉCULO XXI A HISTÓRIA DOS CONTOS DE FADAS Principais escritores Mitos, as fábulas e os contos de fadas: Diferentes Aspectos CAPÍTULO II OS CONTOS DE FADAS E A FORMAÇÃO DAS CRIANÇAS A IMPORTÂNCIA DOS CONTOS DE FADAS O que está por trás de um conto? Leituras na Família e na escola CAPÍTULO III CONTOS DE FADAS PARA EDUCAÇÃO OS CONTOS DE FADAS E A EDUCAÇÃO Contos de Fadas: Caminho para leitura CAPÍTULO IV CONTOS DE FADAS EM SALA DE AULA A SALA DE AULA E OS CONTOS A história em sala de aula Repertórios a ser usado em sala de aula A criança e o contato com a biblioteca A Biblioteca Particular CAPÍTULO V ANÁLISE DOS DADOS DA PESQUISA REALIZADA COM PROFESSORES ALFABETIZADORES ANÁLISE DOS DADOS DA PESQUISA REALIZADA COM PROFESSORES ALFABETIZADORES CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...53 APÊNDICES...55

12 11 INTRODUÇÃO Andersen foi, sozinho, responsável por um revigoramento do conto de fadas e uma largamento de seus limites para acomodar novos desejos e fantasias. (Maria Tatar)

13 12 Desde que o ser humano adquiriu a fala, a literatura existe, porém se consolidou no século 17, com a descoberta da prensa. Há notícias de histórias antigas na África, na Índia, na China, no Japão e no Oriente Médio, como por exemplo, a coleção de contos árabes como As Mil e Uma Noites. É fácil reconhecer um conto de fada, são animais que falam, fadas e rainhas não podem faltar, assim como a introdução era uma vez. As histórias passam em um lugar muito distante e tem personagens com apelidos e nomes comuns. Os contos de fadas pertencem ao gênero literário mais rico do imaginário popular, funcionam como válvula de escape e permitem que a criança vivencie seus problemas psicológicos de modo simbólico, saindo mais feliz dessa experiência. Ao longo dos tempos, os contos de fadas foram adaptados para ajudar na educação das crianças, como escrevem Corso e Corso (2006, p.16), que: os contos de fadas, que continuam encantando crianças das gerações dos computadores, consiste em seu poder de simbolizar e resolver os conflitos psíquicos inconscientes que ainda dizem respeito às crianças de hoje. Sendo assim, encontra-se uma visão psicológica subjacente da maioria dos problemas da existência. Em nome da preocupação em ser racionais, eficientes, o fantástico, o imaginário, o mundo simbólico é desprezado. De acordo com Lourenço (2009), no século XX, a Psicanálise passou a se interessar e empregar na sua metodologia os contos de fadas como registro do inconsciente coletivo. Segundo Bonaventure (2008), ler um conto ou contá-lo para uma criança não é um passatempo, ou fuga da pura realidade, com objetivo de ficarem com princesas e príncipes, fadas que transformam a dura realidade em algo maravilhoso, mas os contos de fadas nos falam sobre a realidade do ser humano, de sua busca, de seus traumas e dificuldades. No mundo escolar, há muitos anos, a contação de histórias ocorre e colabora para que os docentes percebam o quanto as histórias ajudam em sua missão de educadores. A partir dessa questão, busca - se identificar a contribuição da contação de histórias no desenvolvimento infantil, o aprimoramento das habilidades no

14 13 momento de audição de histórias, dentro do espaço escolar, como também nas relações sociais. A contação de histórias é uma prática que deve ocorrer em casa com a família, propiciando momento de lazer e despertando o interesse da criança pela literatura. Para a concretização e enriquecimento do trabalho foi realizada uma pesquisa bibliográfica tendo como suporte documentos, livros, artigos e outros, possibilitando a fundamentação sobre o tema e apoiando a elaboração do texto monográfico. Coelho define história e seu principal objetivo: Histórias são narrações de acontecimentos ou situações significativas para o conhecimento da evolução dos tempos, culturas, civilizações, nações etc. Não é mera exposição de fatos, mas resulta de uma indagação inteligente e critica dos fenômenos que tem por fim o conhecimento da verdade. (COELHO, 2002, p. 85). Dessa forma percebe-se a função das histórias na formação dos indivíduos e ao longo dos séculos, algumas formas de literatura se destacaram devido a grande divulgação. Bettelheim traz considerações relevantes sobre aspectos essências que devem ser priorizados e utilizados nas contações de histórias. Para que uma história realmente prenda a atenção da criança, deve entretê-la e despertar sua curiosidade. Mas para enriquecer sua vida deve estimular-lhe a imaginação: ajudá-la a desenvolver seu intelecto e a tornar claras suas emoções: estar harmonizadas com suas ansiedades e aspirações; reconhecer plenamente suas dificuldades e ao mesmo tempo, sugerir soluções para os problemas que a perturbam. Resumindo, deve de uma só vez relacionar-se com todos os aspectos de sua personalidade-e isso sem nunca menosprezar a criança, buscando dar inteiro crédito a seus predicamentos e, simultaneamente, promovendo a confiança nela mesma e no seu futuro. (BETTELHEIM, 2008, p, 20). O autor Bruno Bettelheim aborda aspectos relevantes para a compreensão do importante papel dos contos de fadas no desenvolvimento e aprendizagem da criança. Enquanto diverte a criança, o conto de fadas a esclarece sobre si mesma, e favorece o desenvolvimento de sua personalidade. Oferece significado em tantos níveis diferentes, e enriquece a existência da criança de tantos modos que nenhum livro pode fazer justiça à multidão e diversidade de contribuições que esses contos dão à vida da criança. (BETTELHEIM, 2008, p. 20). Diante das afirmações apresentadas por Bettelheim é plausível fazer uma reflexão sobre a importância dos contos de fadas e as suas grandes

15 14 contribuições na etapa da alfabetização das crianças, porque eles não são apenas instrumentos de diversão, mas contribuem para o desenvolvimento de suas habilidades em todos os momentos quer forem utilizados. No trabalho aqui apresentado, enfocou-se de maneira específica a criança em período de alfabetização e foi organizado da seguinte forma: O primeiro capítulo aborda a origem dos contos de fadas, e como as crianças interagem, bem como a sua modificação ao longo dos séculos. Fazse uma abordagem sobre os grandes autores da literatura como, por exemplo, Jean de La Fontaine, os irmãos Grimm, Charles Perault, e Hans Cristian Andersen. No segundo capítulo verificam-se como os contos de fadas contribuem significativamente na formação das crianças em período de alfabetização e como eles estão presentes desde cedo. No terceiro capítulo trata-se de alguns aspetos relevantes para a formação da criança em período de alfabetização, no que tange a contação de histórias e como auxilia de forma bastante complementar no processo de ensinoaprendizagem. No quarto capítulo o foco principal foi a prática pedagógica em sala de aula, em que foram feitas algumas considerações acerca de como e quais histórias contar em sala de aula e sobre a importância do acesso a biblioteca para que a criança possa desenvolver o gosto pela leitura. O quinto capítulo apresenta a análise do questionário realizado com os professores do segundo ano do Ensino Fundamental, que caminha por questões sobre o uso dos contos de fadas como instrumento no processo de ensino aprendizagem, o conhecimento dos professores, enfim questões que fazem refletir sobre a realidade do cotidiano escolar e os diversos olhares da prática pedagógica. Espera se que o trabalho possa contribuir na prática pedagógica dos professores alfabetizadores e que se possa utilizá-lo como reflexão e aprimoramento sobre os benefícios dos contos de fada, algo que faz parte da humanidade e especialmente da cultura humana.

16 15 CAPÍTULO I CONTOS DE FADAS: DOS CAMPONESES MEDIEVAIS ÀS CRIANÇAS DO SÉCULO XXI Chapeuzinho Vermelho foi meu primeiro amor. Senti que se me tivesse sido possível casar com Chapeuzinho Vermelho teria conhecido a felicidade perfeita. (Charles Dickens)

17 16 1 A HISTÓRIA DOS CONTOS DE FADAS Corso e Corso (2006), afirmam que as narrativas folclóricas, ditos contos de fadas, foram direcionadas às crianças quando a infância passou a ter importância social, ou seja aproximadamente a quatro séculos. Bettelheim (2008) considera que contos de fadas são aqueles com tradição folclóricas, quanto mais antigas, mais verdadeiro e importante serão para as crianças. Os contos de fadas nasceram e cresceram entre as pessoas mais humildes e posteriormente se transformaram em objeto de uso da corte, depois de expurgados os aspectos grotescos e rebuscados da linguagem. Na medida em que a linguagem passou a ser valorizada, os contos de fadas tornaram referência mais culta. Porém o gosto popular não abandonou as tradições simplificadas. Há milhares de anos os contos de fadas existem, sendo importante instrumento para aprendizagem das crianças. O ato de ouvir contribui significativamente no processo de desenvolvimento humano. Com objetivo de formar bons leitores e ouvintes, abrindo caminho para descoberta e compreensão do mundo. Coelho (2002) diz que os contos abrem espaços para que as crianças deixem fluir o imaginário e desperte a curiosidade. Eles alcançam uma dimensão superior a literatura, pois trata-se de uma obra de arte integralmente compreensível pela criança como nenhuma outra. Como sucede com tudo que é arte, o significado mais profundo do conto de fadas será diferente para cada pessoa, e diferente para a mesma pessoa em vários momentos da vida. (BETTELHEIM, 2008, p, 20). A maioria dos contos de fadas teve origem em períodos em que a religião era parte importante da vida, por isso, lidam diretamente ou por inferência, com temas religiosos. Algumas histórias dos Irmãos Grimm iniciam-se com alusões religiosas, como por exemplo, no conto O Velho que Voltou a Ser Jovem, começa No tempo em que Nosso Senhor ainda andava pela terra, Ele e São Pedro pararam uma noite na casa de um ferreiro. (BETTELHEIM, 2008, p. 23) 1.1 Principais escritores

18 17 Vários escritores contribuíram de forma bastante significativa para a recriação dos contos de fadas da literatura infantil. São eles: Charles Perrault No século XVIII, o francês Charles Perrault (Cinderela, Chapeuzinho Vermelho) coleta contos e lendas da Idade Média e adapta os, constituindo os chamados contos de fadas, por tanto tempo paradigma do gênero infantil. (CADERMARTORI, 1994, p.33) Juntamente com La Fontaine, Perrault entra para a história da literatura Universal, como autor de uma literatura popular, desvalorizada pela estética do seu tempo e que, apesar disso, se transforma em um dos maiores sucessos da literatura para a infância por volta de Conhecido também como Homero Burguês, pela propriedade em que retratou a sociedade de sua época, seu trabalho consistiu em transformar monstros e animais aos quais os camponeses atribuíram poderes mágicos em fadas. Responsável pela introdução dos desprivilegiados nos salões, em contos cujas personagens são mais estereotipadas: a madrasta, o lobo. Utiliza o confronto dualista entre bons e maus, belos e feios, fortes e fracos, como exercício de crítica à corte. Não raro, os personagens que representam as classes discriminadas se tornam superiores à inteligência Irmãos Grimm Jacob & Wilhelm Recolheram da memória popular as antigas narrativas, lendas ou sagas germânicas, conservadas por tradição oral. Inseridos num contexto histórico alemão de resistência as conquistas napoleônicas. Buscando encontrar as origens da realidade histórica germânica, encontrou a fantasia, o fantástico, o mítico em temas comuns da época medieval, uma grande Literatura Infantil surge para encantar crianças de todo o mundo. Na tradição oral, as histórias compiladas não eram destinadas ao público infantil e sim aos adultos. Os irmãos Grimm fundiram dois universos: o popular e o infantil.

19 Hans Christian Andersen De origem dinamarquesa, poeta e novelista nasceu em 02 de abril de 1805, pobre, desajeitado e alto demais para sua idade quando criança. Há a hipótese de que, ao escrever O Patinho Feio, o autor tenha se inspirado em sua própria infância. Embora entre suas histórias existam muitas que se desenrolam no mundo da imaginação, a maioria está dentro de um cotidiano. Considerado o precursor da literatura infantil mundial, em função da data de seu nascimento comemora se em 02 de abril, o Dia Internacional do Livro Infanto-juvenil. 1.2 Mitos, as fábulas e os contos de fadas: Diferentes Aspectos. Coelho (2002) afirma que há diferença entre mito, as fábulas e o conto de fada, pois possuem abordagem e finalidades distintas, como podemos observar a seguir: A origem da palavra mito vem do grego mytbus, que quer dizer narração, os mitos explicam intuitivamente os fenômenos básicos da vida humana. Tudo aquilo que não pode ser explicado aos olhos humanos. Fábulas são narrativas que tem como objetivo demonstrar erros de comportamento tem aspecto de moralidade. Historicamente é o gênero narrativo mais difundido no mundo. O grego Esopo (séc. VI a.c) foi o precursor seguido de Fedro (séc. d.c.) em Roma. La Fontaine recriou fábulas originais e criou outras no século VII (era clássica). No século XIX surgem no Brasil os contos de fadas com uma característica relevante no que tange ao argumento, suas narrativas desenvolvem no mundo das fadas. A trama demonstra as etapas que precisam ser vencidas em busca do próprio eu. A literatura infantil é ferramenta de criatividade que representa o homem, o mundo, a vida, por meio da palavra, propagando os sonhos e realizações, entre o real e o imaginário. O conto de fadas é um fenômeno impar, passou pela transmissão oral dos camponeses medievais e hoje se transformou em histórias em quadrinhos, filmes e desenhos animados.

20 19 A utilização dos contos de fadas possui aspectos que precisam ser priorizados, como nos ensina Bettelheim: Para que uma história realmente prenda a atenção da criança, deve entretê-la e despertar sua curiosidade. Mas para enriquecer sua vida deve estimular-lhe a imaginação: ajudá-la a desenvolver seu intelecto e a tornar claras suas emoções: estar harmonizadas com suas ansiedades e aspirações; reconhecer plenamente suas dificuldades e ao mesmo tempo, sugerir soluções para os problemas que a perturbam. Resumindo, deve de uma só vez relacionar-se com todos os aspectos de sua personalidade-e isso sem nunca menosprezar a criança, buscando dar inteiro crédito a seus predicamentos e, simultaneamente, promovendo a confiança nela mesma e no seu futuro. (BETTELHEIM, 2008, p, 20). No desenvolvimento e aprendizagem das crianças, inúmeros aspectos precisam ser levados em consideração, pois por meio da diversão a criança enriquece o desenvolvimento de sua personalidade. Diante do exposto percebe-se que os contos de fadas ultrapassam a função de diversão, mas colabora na formação do individuo.

21 20 CAPÍTULO II OS CONTOS DE FADAS E A FORMAÇÃO DAS CRIANÇAS Uma infância são ânsias. (Marilene Felinto)

22 21 2 A IMPORTÂNCIA DOS CONTOS DE FADAS Os contos de fadas direcionam a criança para descoberta de sua identidade, vocação, sugerindo experiências necessárias para desenvolver o seu caráter. Bettelheim (2008) afirma que a vida intelectual de uma criança, tirando as experiências vividas dentro da família depende das histórias míticas e religiosas e dos contos de fadas. Essa literatura tradicional alimentava a imaginação da criança e lhe estimulava a fantasia. Simultaneamente, já que essas histórias respondiam às suas questões mais importantes, eram um dos principais agentes de sua socialização. Os mitos e as lendas religiosas a eles intimamente relacionadas ofereciam material a partir do qual as crianças formavam seus conceitos de origem e propósito de mundo, e dos ideais sociais que lhe poderiam servir de modelo. (BETTELHEIM, 2008, p.35) Nos contos de fadas, os processos interiores são exteriorizados, tornando compreensível tal como representado pelas histórias e por seus incidentes. Para as crianças, os contos de fadas vão além da representação das formas corretas de como se comportar. Os personagens e situações personificam os conflitos íntimos, sugerindo sutilmente como estes podem ser solucionados. Ler não é o mesmo que ouvir histórias, pois quando se lê sozinha a criança pensa em um mundo estranho, mas quando o adulto conta, ela tem certeza de que este aprova a retaliação feita em fantasia. suscitar o imaginário, descobrir um mundo de conflitos. Ler historia é É ouvindo histórias que se pode sentir (também) emoção importante, como a tristeza, a raiva, a irritação, o bem estar, o medo, a alegria, o pavor, a insegurança, a tranquilidade, e tantas outras mais, e viver profundamente tudo que as narrativas provocam em quem as ouve com toda amplitude, significância e verdade que cada uma delas fez (ou não) brotar... Pois é ouvir, sentir e enxergar com os olhos do imaginário! (ABRAMOVICH, 1991, p.17) Outro aspecto relevante para desenvolver as habilidades da criança é a relação social que ela possui fora dos muros da escola, principalmente em casa, onde deve ter o hábito de contar histórias, fazendo com que a criança conviva com a linguagem escrita. 2.1 O que está por trás de um conto?

23 22 Os contos de fadas carregam uma herança significativa de sentidos ocultos e essenciais para a vida. Como toda obra de arte, os contos de fadas são uma variação sobre o mesmo tema, ou seja, o ser humano buscando o sentido da vida. Eles atuam para resolver os conflitos internos, sendo decisivos na formação da criança João e Maria Este conto relata a aventura dos irmãos João e Maria, filhos de um pobre lenhador, que em acordo com a esposa, decide largá-los na floresta porque a família não tem condições para mantê-los. No caminho pela floresta, João e Maria espalham migalhas de pão. As migalhas, que é o detalhe mais conhecido e característico da obra, acabam por ser comidas pelos pássaros e com isso João e Maria acabam perdidos na floresta. Buscando encontrar o caminho de volta, as crianças acham uma casa feita de doces e, com fome, começam a comer as guloseimas. É então recolhida pela dona da casa que se revela uma bruxa. Ela planejava engordar as crianças para depois comer a sua carne. Enquanto João se alimentava e ia engordando, Maria trabalhava na casa para depois ser a próxima. Porém, espertas, as crianças descobrem o plano da bruxa e a enganam atirando-a para dentro do próprio forno. Assim, livres, João e Maria são encontrados pelo pai, cuja mulher tinha morrido, e voltam para casa levando consigo provisões suficientes para o resto de suas vidas. Este conto corporifica as angústias e tarefas da aprendizagem da criança pequena, que necessita dominar e sublimar seus desejos incorporativos primitivos e, consequentemente destrutivos. A criança precisa aprender que, caso não se liberte deles, seus pais ou a sociedade a forçará a fazê-lo contra sua vontade, assim como sua mãe deixara de amamentá-la ao sentir que era chegado o momento de fazê-lo. Expressa simbolicamente as experiências interiores diretamente ligadas à mãe. O pai é um personagem apagado e ineficaz ao longo da história, tal como se revela à criança no início de sua vida, quando a mãe assume toda importância, tanto nos aspectos benignos como nos ameaçadores.

24 Chapeuzinho Vermelho Chapeuzinho Vermelho é um conto de fada clássico, de origem européia. O nome do conto vem da protagonista, uma menina que usa um capuz vermelho. O conto sofreu inúmeras adaptações, mudanças e releituras modernas, tornando-se parte da cultura popular mundial. A versão moderna conta que uma menina conhecida como Chapeuzinho Vermelho, atravessa a floresta para entregar uma cesta de pães de mel para sua "Vovó" doente, mas a estrada se bifurca entre um caminho longo e seguro e um caminho mais curto e perigoso. A menina toma o caminho curto, aonde é vista por um lobo, geralmente chamado de Lobo Mau. Ele sugere que a menina volte e tome o caminho longo, por segurança. Chapeuzinho segue o conselho do lobo e volta atrás. Mas enquanto ela toma o caminho longo, o Lobo Mau segue pelo caminho curto, chega à casa da Vovó, e a devora completamente. Então, se veste com suas roupas e aguarda Chapeuzinho na cama da Vovó. Quando a menina chega, nota a aparência estranha de sua avó, e tem o famoso diálogo com o lobo: - Porque essas orelhas tão grandes? - São para te ouvir melhor. - E porque essa boca tão grande? - É para te comer! Nesse momento, a "avó" (que era o lobo disfarçado), revela-se e devora Chapeuzinho, que grita assustada. Então, um caçador que passava por ali, ouve os gritos, e encontra o lobo dormindo na cama. O caçador então abre a barriga do lobo donde saem chapeuzinho e sua avó, ilesas. Este conto fala das paixões humanas, voracidade oral, agressão e desejos sexuais pubertários. Opõe a oralidade refinada da criança em maturação (a boa comida levada para a avó) à sua forma canibalística anterior (o lobo engolindo a avó e a menina). Com sua violência, inclusive o que salva as duas personagens femininas e destrói o lobo ao abrir lhe o estômago e ao colocar em seguida pedras dentro dele. A experiência de Chapeuzinho leva a se modificar, uma vez que promete a si própria que jamais se desviará do caminho.

25 João e o Pé de Feijão De origem inglesa, a história conta que um menino, chamado João, vai ao mercado a mando de sua mãe com o fim de vender uma vaca. Quando a criança chega ao mercado, um estranho lhe propõe cinco feijões mágicos em troca do bovino. Após aceitar a barganha retorna para casa com os grãos no bolso. Sua mãe se enfurece pela clara instrução de vender a vaca ter sido ignorada. Fora de si, ela joga os feijões pela janela. Enquanto João dorme, os feijões germinam e dão origem a gigantes pés de feijão despontando no céu. Ao acordar, o menino escala o colossal feijoeiro e encontra a um castelo acima das nuvens, lugar habitado por um gigante que se alimenta de gente. Protegido pela esposa do grandalhão, João consegue fugir, após surrupiar uma sacola de moedas de ouro. Retorna no dia seguinte para furtar a galinha dos ovos de ouro do gigante e novamente escapa ileso. No terceiro dia, João escala o feijoeiro de novo e tenta roubar uma harpa de ouro. Dessa vez, o gigante persegue João, mas o menino consegue descer o pé de feijão mais rapidamente e o corta com um machado. Essa história mostra que, embora a crença na magia possa ajudar a ousar enfrentar o mundo por conta própria, em última análise devemos tomar a iniciativa e desejar correr os riscos inerentes a ser dono da própria vida. Ao receber as sementes mágicas. João sobe no pé de feijão por iniciativa própria e não por sugestão de outrem. Utiliza a força do corpo para escalar o pé de feijão e arrisca a vida por três vezes para obter os desejos mágicos. No final da história abate o pé de feijão e assegura assim a posse dos objetos que obteve por meio de sua própria astúcia Branca de Neve Branca de Neve (em alemão Schneewittchen) é um conto de fadas originário da tradição oral alemã, que foi compilado pelos Irmãos Grimm e publicado entre os anos de 1812 e A versão mais popular relata a história da princesa Layza; sua mãe estava acariciando uma rosa até que furou seu dedo e disse que queria uma

26 25 filha com a pele branca feito a neve, cabelos negros como o ébano e os lábios vermelhos, da mesma cor daquele sangue. Passado algum tempo, o rei enviuvou e voltou a casar com uma mulher belíssima, mas extremamente cruel e, além disso, feiticeira, a qual desde o primeiro dia tratou muito mal a menina. Quando o rei morreu, a vilã, vendo que a Branca de Neve possuiria uma beleza que excederia a sua, obrigou-a a fazer todo o trabalho no castelo. A rainha tinha um espelho mágico e todos os dias lhe perguntava quem era a mulher mais bela do reino. Todas às vezes o espelho respondia que era ela. Um dia, ao fazer a habitual pergunta, o espelho respondeu que a rainha era bela, mas que Branca de Neve era mais bela. Um dia, quando estava trabalhando, foi pegar água do poço para banhar-se, e o seu cantarolar chamou a atenção de um príncipe que caçava pelos arredores; ele foi ao seu encontro. A vilã, sabendo desse encontro, não se conteve e expulsou Branca de Neve. A megera mandou um caçador ir ao bosque, e lá matar Branca de Neve. Como prova de que havia cumprido este ato, ordenou-lhe que trouxesse o coração da menina. Mas, o caçador teve pena da princesa e lhe poupou a vida, ordenando-lhe que fugisse. Para comprovar que havia obedecido às ordens da madrasta, entregou-lhe o coração de um javali. Branca de Neve correu bosque adentro; quando estava muito cansada, adormeceu profundamente numa clareira. No dia seguinte, quando acordou, estava rodeada pelos pequenos animais da floresta, que a levaram até uma casinha no centro do bosque. Dentro, tudo era pequeno: mesas, cadeiras, camas. Por todo o lado reinava a desordem e tudo estava muito sujo. Ajudada pelos animaizinhos, deixou a casa toda arrumada e depois foi dormir. Ao anoitecer, chegaram os donos da casa, eram sete anõezinhos, voltando da mina de diamantes onde trabalhavam. Quando a princesinha acordou, eles se apresentaram: Soneca, Dengoso, Dunga (o único que não tinha barbas e não falava), Feliz, Atchim, Mestre e Zangado. Ao serem informados dos problemas da princesa, eles resolveram tomar conta dela e a deixaram ficar. A malvada rainha não tardou, por meio do seu espelho mágico, a saber, que Branca de Neve estava viva e continuava a ser a mulher mais bonita do reino, decidiu então, acabar pessoalmente com a vida da princesinha.

27 26 Disfarçou-se de pobre velhinha, indefesa, feiosa e com cara torta, e primeiro tentou matá-la com um pente envenenado, mas na hora chegaram os anões e a afugentaram. Então envenenou uma maçã e foi até a casinha dos anões. Quando eles saíram para trabalhar, ofereceu a maçã envenenada e Branca de Neve, que a mordeu, caiu adormecida. Quando os anõezinhos regressaram, pensaram que Branca de Neve tivesse morrido. De tão linda, eles não tiveram coragem de enterrá-la. Então fizeram um caixão de vidro e o enfeitaram com flores. Estavam junto à princesa adormecida, quando por ali passou o príncipe do reino vizinho, que há muito tempo a procurava. Ao ver a bela Branca de Neve deitada no seu leito, aproximou-se dela e lhe deu um beijo de amor. Este beijo quebrou o feitiço, que fez a princesa cuspir a maçã e despertar. O príncipe pediu à Branca de Neve que casasse com ele. E o feliz casal encaminhou-se para o palácio do príncipe e foram felizes para sempre. A história de Branca de Neve ensina que o fato de alguém atingir a maturidade física não a torna de modo algum preparado intelectual e emocionalmente para a condição adulta, representada pelo casamento. Crescimento e tempo consideráveis são necessários antes que se forme a nova e mais madura personalidade e os velhos conflitos sejam integrados. Como Branca de neve, cada criança no seu desenvolvimento deve repetir a história humana, real ou imaginada. Todos somos eventualmente expulsos do paraíso original da infância, onde todos os nossos desejos pareciam se realizar sem qualquer esforço de nossa parte. O aprendizado a respeito do bem e do mal a obtenção do conhecimento parece dividir nossa personalidade em dois: o caos vermelho de emoções desenfreadas, o id; e a pureza branca de nossa consciência, o superego. À medida que crescemos, vacilamos entre sermos vencidos pela situação do primeiro ou pela rigidez do segundo (a fita apertada e a imobilidade imposta pelo caixão).a condição humana só pode ser alcançada quando essas contradições internas são resolvidas. (BETTELHEIM, 2006, p.294) Cinderela Cinderela é um dos contos de fadas mais populares da humanidade.sua origem tem diferentes versões, a mais conhecida é a do escritor francês Charles Perrault, de 1697, baseada num conto italiano popular chamado A

28 27 Gata Borralheira. Existe também a dos Irmãos Grimm, semelhante à de Charles Perrault. Nesta, porém, não há a figura da fada-madrinha e quem favorece a realização do desejo de ir ao baile são os pombos e a árvore. Neste caso, Cinderela sabe palavras mágicas, usadas no imperativo, que auxiliam na transformação de seu pedido em realidade. Cinderela era filha de um comerciante rico, depois que seu pai morreu, sua madrasta tomou conta da casa que era de Cinderela. Cinderela então passou a viver com sua madrasta malvada, junto de suas duas filhas que tinham inveja da beleza de Cinderela e transformaram-na em uma serviçal. Ela tinha de fazer todos os serviços domésticos e ainda era alvo de deboches e malvadezas. Seu refúgio era o quarto no sótão da sua própria casa e seus únicos amigos: os animais da floresta. Um belo dia é anunciado que o Rei irá realizar um baile, para que o príncipe escolha sua esposa dentre todas as moças do reino. No convite, distribuído a todos os cidadãos, havia o aviso de que todas as moças deveriam comparecer ao Baile promovido pelo Rei. A madrasta de Cinderela sabia que ela era a mais bonita da região, então disse que ela não poderia ir, pois não tinha um vestido apropriado para a ocasião. Cinderela então costurou um vestido com a ajuda de seus amiguinhos da floresta. Passarinhos, ratinhos e esquilos a ajudaram a fazer um vestido feito de retalhos, mas muito bonito. Porém, a madrasta não queria que Cinderela comparecesse ao baile de forma alguma, pois sua beleza impediria que o príncipe se interessasse por suas duas filhas. Sendo assim, ela e as filhas rasgaram o vestido, dizendo que não tinham autorizado Cinderela a usar os retalhos que estavam no lixo. Fizeram isso de última hora, para impedir que a moça tivesse tempo para costurar outro. Muito triste Cinderela foi para seu quarto no sótão e ficou à janela, olhando para o Castelo na colina. Chorou, chorou e rezou muito. De suas orações e lágrimas, surgiu sua Fada-madrinha que confortou a moça e usou de sua mágica para criar um lindo vestido para Cinderela. Também surgiu uma linda carruagem e os amiguinhos da floresta foram transformados em humanos, cocheiro e ajudantes de Cinderela. Antes de sua afilhada sair, a

29 28 fada-madrinha lhe deu um aviso: a moça deveria chegar antes da meia-noite, ou toda a mágica iria se desmanchar aos olhos de todos. Cinderela chegou à festa como uma princesa, estava tão bonita, que não foi reconhecida a não ser pela madrasta, que passou a noite inteira dizendo para as filhas que achava conhecer a moça de algum lugar, mas não conseguia dizer de onde. O príncipe, tão logo a viu a convidou para dançar. Cinderela e o príncipe dançaram e dançaram a noite inteira. Conversaram e riram como duas almas gêmeas. Acontece que a fada-madrinha tinha avisado que toda a magia só iria durar até a meia-noite e um. Quando o relógio badalou as doze batidas e um minuto, Cinderela teve de sair correndo pela escadaria. Foi quando deixou um dos seus sapatinhos de cristal na escadaria. O príncipe, muito preocupado por não saber o nome da moça ou como reencontrá-la, pegou o pequeno sapatinho e saiu em sua busca no reino e em outras cidades. Muitas moças disseram ser a dona do sapatinho, mas o pé de nenhuma delas se encaixava no objeto. Quando o príncipe bateu à porta da casa de Cinderela, a madrasta trancou a moça no sótão e deixou apenas que suas duas filhas experimentassem o sapatinho. Apesar das feiosas se esforçarem, nada do sapatinho de cristal servir. Foi quando um ajudante do príncipe viu que havia uma moça na janela do sótão da casa. Sob as ordens do príncipe, a madrasta teve de deixar Cinderela descer. A moça então experimentou o sapatinho, mas antes mesmo que ele servisse em seus pés, o príncipe já tinha dentro do seu coração a certeza de que havia reencontrado o amor de sua vida. Cinderela e o príncipe se casaram em uma linda cerimônia, e anos depois se tornariam Rei e Rainha, famosos pelo bom coração e pelo enorme senso de justiça. Cinderela e o príncipe foram felizes para todo o sempre. Este conto guia a criança a partir de suas maiores decepções, desilusão edipiana, angústia de castração, opinião desfavorável sobre si própria, suposta opinião desfavorável dos outros para que desenvolva autonomia. O belo é um dos elementos mais importantes na literatura infantil, o prazer e a emoção que as histórias proporcionam. Os contos de fadas

30 29 possuem em sua trama e personagens, um simbolismo que age no inconsciente. 2.2 Leituras na Família e na escola O sucesso escolar é largamente construído pela maneira de viver em casa, dois fatores são aqui preponderantes: o meio no qual a criança evolui com os conteúdos de impregnação que ela recebe, e a rede de relação positiva e negativa que tecem sua vida afetiva. Em particular, a maneira através da qual a coisa escrita é recebida em casa, determinado em grande parte, o modo pela qual a criança vai recebê-la. A relação efetiva que une os pais e a coisa escrita é um elemento importante para o aprendizado da criança, mas não é suficiente. A escrita precisa ser objeto e local de prazer. Especialistas afirmam que as crianças precisam ter contatos com os livros desde cedo, momentos de relação privilegiada. O sucesso escolar das crianças não depende apenas da instituição, mas é trabalho da sociedade e dos pais, é necessário que haja uma linguagem comum. A maior herança que a escola pode deixar a um aluno é a capacidade de ler e o gosto da leitura. Se o aluno passar pela escola e aprender pouco, mas for um bom leitor, ele terá nos livros e revistas uma prolongação da escola e poderá se desenvolver muito além do que a escola esperaria de um aluno ideal. (ZILBERMAN, 1985, p.67) A leitura e a escrita precisam ter uma função específica na vida das crianças, caso contrário de nada valerá. Ouvindo histórias, as crianças familiarizam com a linguagem escrita, com as estratégias de interpretação de leitura, facilitando a tarefa da alfabetização. Bons leitores é muito mais que ter a capacidade de ler, gostar e ter compromisso pela leitura, a escola precisa mobilizar internamente, pois aprender a ler requer reforço, precisa demonstrar que ela é interessante e desafiador. Algo que conquista plenamente dará autonomia, independência. Uma prática de leitura que não desperte e cultive o desejo de ler não é uma prática pedagógica eficiente.

31 30 A motivação para a leitura e seus interesses difere não só dos grupos de idade, mas também com os tipos individuais do leitor. Formar um leitor competente supõe formar alguém que compreenda o que lê; que possa aprender a ler também o que não está escrito, identificando elementos implícitos; que estabeleça relações entre o texto que lê e outros textos; que consiga justificar e validar a sua leitura a partir da localização de elementos discursivos (ZILBERMAN, 1985, p.12) O trabalho com a leitura forma leitores competentes e possibilita que estes produzam textos eficazes. A leitura fornece a matéria prima para escrita.

32 31 CAPÍTULO III CONTOS DE FADAS PARA EDUCAÇÃO Contar histórias é uma arte... é tão linda!!! É ela que equilibra o que é ouvido com o que é sentido. (Fanny Abramovich)

33 32 3 OS CONTOS DE FADAS E A EDUCAÇÃO A partir do século XVIII a criança deixou de ser um adulto em miniatura com características e necessidades próprias. Muitos séculos se passaram até que o livro infantil e a sala de aula se transformassem em algo indispensável na vida da criança. O Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil (RCNEI), documento norteador das práticas pedagógicas (1998) afirma que o processo de socialização está ligado ao desenvolvimento da identidade. Os contos de fadas, como dito anteriormente não foram feitos para as crianças, porém durante os anos os autores interviram e modificaram satisfatoriamente para educação, atualmente encontra-se nas histórias o cotidiano. Sua linguagem é encantadora e fala do interior infantil, ensina as crianças a trabalharem seus conflitos e desenvolver sua identidade, fator primordial para o desenvolvimento infantil. Os contos de fadas, a produção literária infantil, assim como as criações do grupo são ótimos materiais para o desenvolvimento dessa atividade que poderá utilizar-se de sons vocais, corporais, produzidos por objetos do ambiente, brinquedos sonoros e instrumentos musicais. (BRASIL, 1998, p.62) Como não é possível precisar que idade um conto específico será mais importante para criança, espera se que a própria criança busque e sinta atraída pela história. As histórias não envelheceram, uma parcela teve que se adaptarem as exigências do mundo moderno. A ficção infantil ou adulta supre os indivíduos de algo quer não se encontra facilmente em outros lugares: todos precisamos de fantasia, não é possível viver sem escape. Para suportar o fardo da vida comum é preciso sonhar. Para suportar o fardo da vida comum, é preciso sonhar. Mas, não devemos confundir a oferta de fantasia através da ficção, que fornece tramas capazes de alimentar devaneios e brincadeiras, com uma educação alienante, que confunde infância com puerilidade, desmerece a curiosidade das crianças e pinta o mundo em tons de pastéis, (CORSO, 2006 p. 304) vida. Graças à riqueza das tramas das histórias, estas são levadas por toda 3.1 Contos de Fadas: Caminho para leitura Parte integrante da literatura infantil, os contos de fadas possibilitam que

34 33 o ouvinte ganhe interesse pela leitura. Realizar a leitura visando desenvolver a criatividade e expressidade é de suma importância. O momento da leitura de histórias faz com que a criança possa conhecer a forma de viver, pensar, agir e o universo de valores, costumes e comportamentos de outras culturas situadas em outros tempos e lugares que não o seu e consequentemente estabelecer relações com a sua forma de pensar e o modo de ser do grupo social ao qual pertence. As escolas podem resgatar o repertório de histórias que as crianças ouvem em casa e nos ambientes que frequentam, uma vez que essas histórias se constituem em rica fonte de informação sobre as diversas formas culturais de lidar com as emoções e com as questões éticas, contribuindo na construção da subjetividade e da sensibilidade das crianças. Ter acesso à boa literatura é dispor de uma informação cultural que alimenta a imaginação e desperta o prazer pela leitura. A intenção de fazer com que as crianças, desde cedo, apreciem o momento de sentar para ouvir histórias exige que o professor, como leitor, preocupe-se em lê-la com interesse, criando um ambiente agradável e convidativo à escuta atenta, mobilizando a expectativa das crianças, permitindo que elas olhem o texto e as ilustrações enquanto a história é lida. (BRASIL, 1998, p.144) No desenvolvimento da criança a literatura é parte integrante, porém precisam-se entender como ela ocorre em sala de aula, a formação dos professores e como estes entendem as histórias no processo de aprendizagem. O professor exerce função vital, porém muitos não descobriram que os contos de fadas podem contribuir no papel de educadores. A criança ao adquirir o gosto pela leitura ela passa a redigir melhor, pois terá um amplo repertório de informações. A literatura infantil enriquece a formação da criança desde primeiros contatos com as histórias infantis. É também por meio da possibilidade de formular suas próprias questões, buscar respostas, imaginar soluções, formular explicações, expressar suas opiniões, interpretações e concepções de mundo, confrontar seu modo de pensar com os de outras crianças e adultos, e de relacionar seus conhecimentos e ideias a contextos mais amplos, que a criança poderá construir conhecimentos cada vez mais elaborados. Esses conhecimentos não são, porém, proporcionados diretamente às crianças. Resultam de um

35 34 processo de construção interna compartilhada com os outros, no qual elas pensam e refletem sobre o que desejam conhecer. (BRASIL, 1998, p.172) Dessa forma o educador tem papel essencial dentro do contexto, às histórias infantis despertam a criatividade, a autonomia, a criticidade dos alunos. O ato de contar histórias ajuda a desenvolver em sua postura investigativa, construindo conhecimento de mundo. Ao vivenciar o faz de conta, a magia, o encantamento, a ludicidade, a criança tem o momento lúdico, desenvolvendo habilidades por meio de observação. Diante da importância da literatura no âmbito escolar, ela é pouca utilizada, muitas vezes ela é tida como passatempo, sendo um importante instrumento de integração da criança no contexto social. A renomada escritora Cecilia Meireles opina a respeito da literatura infantil na formação das crianças, bem como defende e mostra como aplica-la em sala de aula. Insistimos na permanência do tradicional na literatura infantil, tanto oral quanto como escrito, porque por ele vemos um caminho de comunicação humana desde a infância que, vencendo o tempo e as distâncias, nos permite uma identidade de formação. Por essa comunhão de histórias, que é uma comunhão de ensinamentos, de estilos de pensar, moralizar e viver, o mundo parece tornar-se fácil, permeável a uma sociabilidade que tanto se discute. A literatura tradicional apresenta esta particularidade: sendo diversa em cada país, é a mesma no mundo todo. É que a mesma experiência humana sofre transformações regionais, sem por isso deixar de ser igual nos seus impulsos e idênticas nos seus resultados. Se cada um conhecer bem a herança tradicional do seu povo, é certo que se admirará com a semelhança que encontra, confrontando-a com a dos outros povos. (...) É um humanismo básico, uma linguagem comum, um elo entre as raças e os séculos. (MEIRELES, 1979, p. 64) O educador precisa levar em consideração que a literatura em sala de aula não é apenas ferramenta para o aluno aprender a ler e a escrever, mas colabora na aquisição de habilidades.

36 35 CAPÍTULO IV CONTOS DE FADAS EM SALA DE AULA Rapunzel, Rapunzel! Jogue suas tranças!

37 36 4 A SALA DE AULA E OS CONTOS Atualmente as concepções de alfabetização se vinculam as duas fortes tendências: aprendizagem da língua escrita e seus usos sociais. O primeiro destaca especificidades da alfabetização ligadas ao domínio da tecnologia da escrita; o segundo diz respeito ao letramento, ou seja, aos usos sociais da escrita e da leitura. Na opinião de Soares (1998) a segunda tendência é aquela que fornece melhores respostas quando se busca compreender as apropriações da literatura por crianças que consolidam seu processo de alfabetização. Parte-se, assim, do pressuposto de que a experiência com textos literários pode anteceder a alfabetização, fazendo valer o que ensina Magda Soares (1998) é possível participar de práticas de letramento mesmo sem ter o domínio do sistema da escrita. Além das condições descritas são necessárias propostas didáticas orientadas especificamente no sentido de formar leitores. Uma premissa básica deve ser seguida, ou seja, o professor tem que ser antes de tudo um leitor. Um professor que não leia, jamais trabalhará bem com a leitura. Ele precisa ler muito, gostar de ler e fazer com que os pequenos leiam; precisa ler para eles, ler com eles, e saber ouvir a leitura, ainda tímida e descompassada, que seus fazem do texto estudado ou dos textos que eles próprios produzem. O professor precisa ter preparo teórico e metodológico e saber que a escola é o lugar natural da leitura. As histórias que se lê por conta própria, não são as que ficam na infância, mas também aquelas que foram contadas. Guarda-se na memória, história e seus personagens, a voz de quem contou sua entonação, seus gestos, sua emoção. No aprendizado da leitura, as práticas mais comuns são: ouvir e ler narrativas literárias são atos que mais comumente localizamos no aprendizado inicial da leitura. Mas, o que significa a interação com o texto literário quando ainda não se tem o amplo domínio do código alfabético, fase em que a mediação é necessária e está em relação direta com a atividade de ler sozinho, que significa a conquista da autonomia.

38 37 A criança ao entrar no mundo escrito, ela tem acesso caminhos, que anteriormente só eram acessíveis com a mediação do outro. Na infância, bem como em outras fases de formação do leitor, ler é atividade partilhada, na qual se confirmam sentidos e funções da leitura, construídos pela curiosidade de quem descobre que a letra diz o mundo. 4.1 A história em sala de aula Para trabalhar qualquer história em sala de aula se faz necessário saber como se faz, pois as crianças descobrem vocábulos novos, tem contato com a sonoridade das frases, dos nomes, capta a cadência e o ritmo dos contos. Ao ler um conto de fadas, o educador não pode fazer como algo qualquer, escolhendo a primeira história que se vê pela frente, para Abramovich (2000) essa prática é negativa. Também o contador não pode assustar com determinada fala, pois vai criar no aluno uma sensação de mal estar, fazendo com que não tenham interesse em ouvir o restante da história. Antes de realizar a leitura em sala de aula, o professor precisa fazer a leitura, para que saiba quais as emoções possíveis de serem despertadas no aluno. Dessa forma quando se faz a leitura o professor tenha capacidade de passar a emoção verdadeira. Claro que se pode contar qualquer história à criança: comprida, curta de muito antigamente ou de dias de hoje, contos de fadas, de fantasmas, realistas, lendas, histórias em forma de poesias ou de prosas... Qualquer uma desde que ela seja conhecida pelo contador... O critério de seleção é do narrador e o que pode suceder depois depende do quando ele conhece suas crianças, o momento que estão vivendo, os referenciais de que necessitam e do quanto saiba aproveitar o texto (ABRAMOVICH, 1991, p. 20). O professor precisa criar um ambiente que transmita ludicidade, envolvimento e encanto. Bem como respeitar o tempo imaginário da criança, para que possa criar cenários, visualizar fadas e bruxas, vestir princesa. 4.2 Repertórios a ser usado em sala de aula A história não vem pronta para ser contada, por mais acessível que seja

39 38 a linguagem, ela precisa ser adaptada para que se torne dinâmica e comunicativa. A escolha da história a ser contada é de extrema importância para que o professor possa desenvolver interesse e ter êxito nas suas atividades Fazer uma seleção inicial, considerando aspectos tais como: faixa etária, condições sócio econômico, interesse do ouvinte, entre outros. Coelho (2002), afirma que contar é um processo moroso, se faz necessário cuidados, leva-se tempo pesquisando livros até encontrar algo que se enquadre no perfil dos ouvintes. Metaforicamente a história pode ser comparada a uma peça musical, ou seja, não pode executá-la, sem antes apreciar. O educador precisa perceber se a história desperta sensibilidade, emoção. Após o primeiro e segundo anos, a criança gosta de histórias mais elaboradas, pois a imaginação invade suas mentes, isso não significa que as crianças menores não gostem de histórias realçadas. A escola seja pública ou particular, tem como principal preocupação formar um adulto útil esquece que ela já vive em sociedade. As crianças por meio dos contos de fadas podem viver uma infância plena tornando adultos harmoniosos. A literatura é uma arte que já foi incorporada á escola e na verdade deveria ser algo que todas as crianças deveriam ter acesso de forma espontânea e não como noção de dever, de tarefa a ser cumprida, mas sim de prazer, de deleite, de descoberta, de encantamento. (ABRAMOVICH, 1991, p. 140). A função da escola é desenvolver aspectos cognitivos, perceptivos, sociais e culturais, os momentos vividos em sala de aula contribuem para construção da sociabilidade e inteligência. À medida que as crianças crescem se confrontam com situações do mundo, e organizam ideias e formulam respostas, construindo gradativamente a forma de conceber a cultura. Por meio dos contos de fadas, os educadores contribuem para o desenvolvimento dos alunos de forma lúdica, fácil, e subliminar, por que ela atua sobre seus pequenos leitores, levando-os a perceber e a interrogar a si mesmos e ao mundo que os rodeia, orientando seus interesses, suas aspirações, sua necessidade de autoafirmação, ao lhe propor objetivos, ideais ou formas possíveis (ou desejáveis) de participação no mundo que os rodeia.

40 39 A literatura entre as diversas manifestações de arte é a que atua de forma a divulgar os valores culturais. 4.3 A criança e o contato com a biblioteca No ambiente escolar, a palavra Biblioteca lembra dever, tarefa a ser cumprida. A literatura já está incorporada na escola e deveria ser acessível, com o propósito de prazer, deleite, descoberta. Na maioria das vezes, o ato de contar história está vinculado a obrigatoriedade, com prazo, entrega de resumo e não de acordo com o tempo de cada criança. É importante ressaltar que uma única história pode não interessar a classe toda, a escola precisa abrir novos horizontes, indo as livrarias ou bibliotecas, proporcionando ao aluno momentos para que possam manusear, folhear, buscar, achar e decidir qual livro que irá ler. O Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil (1998) propõe aos professores diferentes situações para trabalhar a contação de histórias Atividades Sequenciadas Escolhe temporariamente, textos que propiciem conhecer a diversidade possível existente dentro de um mesmo gênero, como por exemplo, ler o conjunto da obra de um determinado autor ou ler diferentes contos sobre saci - pererê, dragões ou piratas, ou várias versões de uma mesma lenda etc Atividades Permanentes Contar histórias costuma ser uma prática diária nas instituições de ensino, além de contar, é necessário ler as histórias e possibilitar seu reconto pelas crianças. É possível também a leitura compartilhada de livros em capítulos, o que possibilita às crianças o acesso, pela leitura do professor, a textos mais longos. Também é interessante, a roda de leitores em que periodicamente as crianças tomam emprestado um livro da instituição para ler em casa. No dia

41 40 previamente combinado, as crianças podem relatar suas impressões, comentar o que gostaram ou não, o que pensaram, podem comparar com outros títulos do mesmo autor, contar uma pequena parte da história para recomendar o livro que a entusiasmou às outras crianças Projetos Os projetos permitem uma interseção entre conteúdos de diferentes eixos de trabalho. Visam o trabalho específico com a linguagem, seja oral ou escrita, levando em conta as características e a função própria do gênero. Nos projetos relacionados aos outros eixos de trabalho, é comum que se faça uso do registro escrito como recurso de documentação. Outro aspecto importante é não trabalhar com poucas opções, o professor precisa ter conhecimento da literatura, pois a relação que se estabelece com o que ensina é fundamental para que aproxime o aluno que aprende. Estimular e provocar o desejo de aprender vai além do conteúdo programático, para que os alunos aprendam conhecimento além dos bancos escolares. O professor pode e deve trabalhar a contação de histórias de forma contextualizada e lúdica. 4.4 A Biblioteca Particular O nome biblioteca particular parece imponente, não é um espaço com milhares de livros, mas sim um canto onde as crianças guardem seus livros, pode ser uma parte baixa da estante da casa ou mesmo um caixote de supermercado. Um lugar onde só a criança e quem ela convidar tenha acesso. O lugar e o tamanho não têm importância, porém é fundamental que a criança escolha os livros que quer ter e guardar, e que os coloque na sequência que achar ser o melhor jeito de encontrar: separar por autor, por assunto, por gênero ou por tamanho, e que no momento que queira ler ou emprestar para alguém. Ressalta-se que a biblioteca particular pode ter gêneros diversos, curtos ou longos, de acordo com preferência e critério do dono, porém com qualidade.

42 41 CAPÍTULO V ANÁLISE DOS DADOS DA PESQUISA REALIZADA COM PROFESSORES ALFABETIZADORES Criança de pura fronte sem névoas E sonhadores olhos de espanto! Embora o tempo seja veloz E meia vida nos separe Seu adorável sorriso decerto saudará O presente de amor de um conto de fadas. (Lewis Carroll)

43 42 5 ANÁLISE DOS DADOS DA PESQUISA REALIZADA COM PROFESSORES ALFABETIZADORES Este Trabalho de Conclusão de Curso utilizou como metodologia a pesquisa bibliográfica e questionário de sondagem entregue a 05 (cinco) professores alfabetizadores de uma escola municipal de Ensino Fundamental. O questionário foi preparado com 12 (doze) questões dissertativas referentes às concepções teóricas dos contos de fadas que norteiam a práticapedagógica dos professores. Participaram dessa pesquisa apenas profissional do sexo feminino, entre 35 (trinta e cinco) e 51 (cinquenta e um) anos, sendo que das 05 (cinco) professoras que responderam ao questionário, 03 (três) possuem Licenciatura em Pedagogia, 01(uma) possui Licenciatura em Educação Física e Magistério e 01 (uma) Licenciatura em Letras e Magistério. O tempo de atuação profissional na área entre as participantes da pesquisa varia de 13 (treze) a 23 (vinte e três) anos. A primeira pergunta do questionário foi: Quantas vezes por semana você reserva no seu planejamento para a contação de história?, obteve-se como respostas: todos os dias; três vezes por semana e quatro vezes por semana. Figura 1- resposta da pergunta nº. 1 dos professores Quantas vezes por semana você reserva no seu planejamento para a contação de história? 40% 20% 40% Todos os dias 3 vezes por semana 4 vezes por semana Fonte: elaborado pelas pesquisadoras Para definir escolhas pautadas com foco na aprendizagem e no currículo, o tempo é um fator essencial no planejamento.

44 43 As escolhas do educador fundamentam-se em princípios, nas legislações curriculares, nos parâmetros educacionais nacionais, nas teorias de aprendizagem e desenvolvimento, desde que ocorra articulação entre teoria e prática. De uma maneira geral, na pesquisa realizada, a contação de histórias é contemplada nos planejamentos de todos os professores. Quando perguntado aos professores que tipos de histórias que eles percebem que as crianças mais gostam, obteve se respostas como: contos de fadas, fábulas, lendas e literatura infantil. Figura 2- resposta da pergunta nº. 2 dos professores Que tipo de história você percebe que as crianças mais gostam? Contos de Fadas e Literatura em geral 20% 20% Contos de fadas e Lendas 40% 20% Contos de Fadas e fábulas Contos de fadas Fonte: elaborada pelas pesquisadoras O professor ao ler para os alunos precisa preparar o momento, prestar atenção e cuidado durante as atividades que envolvem contação de histórias, ouvindo a fala da criança, para saber o seu interesse, proporcionando situações de desafios e descobertas às crianças. Verificar se a história contada está adequada ao nível de compreensão de cada uma e que as mesmas possam atribuir prazer e significado por meio dessa interação. Vale salientar a importância de o mediador estar preparado com um repertório de histórias que garantam o enriquecimento dessas aprendizagens, contribuindo para o desenvolvimento das crianças. No entanto, a pesquisa demonstrou que alguns educadores não valorizam esse momento e quando praticam visam cumprir o currículo.

45 44 Quando perguntado aos professores, se a contação de histórias deve fazer parte do currículo do Ensino Fundamental, as respostas foram positivas. Cagliari (2007), afirma que a atividade fundamental desenvolvida pela escola para a formação dos alunos é a leitura. Figura 3- resposta da pergunta nº. 3 dos professores Para você, a contação de histórias deve fazer parte do currículo do Ensino Fundamental? Sim 100% Fonte: elaborado pelas pesquisadoras Colocar a leitura dos contos de fadas no currículo escolar não quer dizer nada, pode - se formar pessoas com ojeriza permanente pela leitura, se os textos e livros utilizados forem ruins e as atividades atreladas a algum trabalho solicitado. Percebe-se por meio do questionário que os professores acreditam na importância da leitura para criança, mas ao mesmo tempo verifica - se que esse professor não tem conhecimento profundo em relação aos benefícios que a leitura traz para as crianças, não tendo embasamento teórico. A grande maioria dos problemas que os alunos encontram ao longo dos anos de estudo, é decorrente de problemas de leitura. Ao questionar a opinião dos educadores sobre a contribuição dos contos de fadas para as crianças em fase de alfabetização, obteve se respostas como: possibilita o contato com a escrita, trabalha o imaginário, estimula o hábito da leitura, desenvolve o cognitivo, a criatividade, a criticidade e a capacidade de interpretar. De uma maneira geral, os educadores apontam aquilo que Cagliari (2007) diz sobre a leitura, trata se de uma atividade extremamente complexa

46 45 e envolve problemas semânticos, culturais, ideológicos, filosóficos e fonéticos. Tudo que se ensina na escola está diretamente ligado à leitura e depende dela para manter e desenvolver. Figura 4 - resposta da pergunta nº. 4 dos professores Contribuição dos contos de fadas em fase de alfabetização 20% Criatividade e 20% imaginação 40% 20% Cognitivo Fonte: elaborado pelas autoras Quando perguntado, se os contos de fadas desenvolvem o imaginário das crianças, os professores responderam: com certeza, pois os alunos se colocam no lugar dos personagens, viajam em outros mundos e utilizam do imaginário para correlacionar com a vida. Figura 5- resposta da pergunta nº. 5 dos professores Os contos de fadas desenvolvem a imaginação das crianças? sim 100% Fonte: elaborado pelas autoras Abramovich (1991), afirma que a história suscita o imaginário, a curiosidade respondida em relação, a curiosidade respondida em relação a diversas questões. É a possibilidade de descobrir o mundo imenso de conflitos, de impasses e soluções que vivemos e atravessamos, estes problemas

47 46 enfrentados (ou não) pelas personagens de cada história é uma forma da criança identificar o momento em que está vivendo. Por meio das histórias as crianças podem descobrir outros lugares, outros tempos e outros jeitos de agir. Quando perguntado, qual o conhecimento que o professor precisa ter para trabalhar os contos de fadas obteve se como respostas: gostar de ler, conhecimento prévio do conto, entusiamo, entonação, domínio e hábito da leitura. Para contar uma história é necessário saber como se faz. Contar histórias é uma artea leitura, seja qual for, não se pode fazer de qualquer jeito, pegando o primeiro livro na estante. No decorrer da leitura demonstrar que não está familiarizado com uma ou outra palavra (ou com várias), sentir dificuldade ao pronunciar o nome de um personagem ou lugar. Figura 6- resposta da pergunta nº. 6 dos professores Quais conhecimentos você acredita que o professor precisa ter para trabalhar os contos de fadas? 20% 20% 20% 40% Hábito de leitura Entusiasmo Entonação Domínio da leitura Fonte: elaborado pelas autoras O questionário demonstrou que as dificuldades encontradas pelo professor, para trabalhar a literatura em sala de aula é a falta de livros, a preocupação em dar conteúdo programático e a falta de bibliotecas. Abramovich (1991), afirma que a preocupação básica, é formar leitores inquietos, críticos e capaz de receber tudo de bom que a leitura traz, pois literatura é prazer.

48 47 Figura 7- resposta da pergunta nº. 7 dos professores Quais as dificuldades que os professores enfrentam para trabalhar a literatura em sala de aula? nenhum 20% 20% falta de livros 20% 20% 20% falta de diversidade de material e de biblioteca não respondeu conteúdo programático Fonte: elaborado pelas autoras Ao questionar se os pais e/ou responsáveis leem para os filhos, obtevese como resultado que apenas a minoria possui essa prática. Para a formação de qualquer criança, ouvir muitas histórias, escutá-las é fundamental para o início da aprendizagem para ser um leitor. Ser leitor é ter um caminho de descoberta e compreensão do mundo. O primeiro contato da criança com o texto é feito oralmente por meio da mãe, do pai e dos avós, contando contos de fadas, trechos da bíblia ou histórias inventadas. Figura 8- resposta da pergunta nº. 8 dos professores Os pais e/ou responsáveis de seus alunos leem para eles? 20% Não 60% 20% A maioria A minoria Fonte: elaboradas pelas autoras

PROJETO ERA UMA VEZ...

PROJETO ERA UMA VEZ... PROJETO ERA UMA VEZ... TEMA: Contos de Fada PÚBLICO ALVO: Alunos da Educação Infantil (Creche I à Pré II) JUSTIFICATIVA O subprojeto Letramento e Educação Infantil, implantado na EMEI Sementinha, trabalha

Leia mais

Comunicação A INFLUÊNCIA DA CONTAÇÃO DA HISTÓRIAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Comunicação A INFLUÊNCIA DA CONTAÇÃO DA HISTÓRIAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL Comunicação A INFLUÊNCIA DA CONTAÇÃO DA HISTÓRIAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL MENDONÇA, Magda Letícia Bezerra 1 Palavras-chave: Histórias, Educação infantil A presente apresentação refere-se a parte do trabalho

Leia mais

Projetos. Outubro 2012

Projetos. Outubro 2012 Projetos Outubro 2012 Assunto de gente grande para gente pequena. No mês de outubro os brasileiros foram às urnas para eleger prefeitos e vereadores e a Turma da Lagoa não poderia ficar fora deste grande

Leia mais

ANÁLISE DO CONTO DE FADAS ENCANTADA

ANÁLISE DO CONTO DE FADAS ENCANTADA ANÁLISE DO CONTO DE FADAS ENCANTADA Andréa Nunes Ribeiro Marília Felix de Oliveira Lopes RESUMO: Este trabalho científico tem como objetivo analisar os contos de fadas e a conversão do in Magic para o

Leia mais

Circuito de Oficinas: Mediação de Leitura em Bibliotecas Públicas

Circuito de Oficinas: Mediação de Leitura em Bibliotecas Públicas Circuito de Oficinas: Mediação de Leitura em Bibliotecas Públicas outubro/novembro de 2012 Literatura na escola: os contos maravilhosos, contos populares e contos de fadas. Professora Marta Maria Pinto

Leia mais

NARRATIVAS E PRÁTICAS DE LEITURA NA CRECHE: RELATOS SOBRE A IMPORTÂNCIA DA LEITURA PARA BEBÊS. Uma experiência com mães.

NARRATIVAS E PRÁTICAS DE LEITURA NA CRECHE: RELATOS SOBRE A IMPORTÂNCIA DA LEITURA PARA BEBÊS. Uma experiência com mães. NARRATIVAS E PRÁTICAS DE LEITURA NA CRECHE: RELATOS SOBRE A IMPORTÂNCIA DA LEITURA PARA BEBÊS. Uma experiência com mães. Autores: DILMA ANTUNES SILVA 1 ; MARCELO NASCIMENTO 2. Modalidade: Relato de experiência.

Leia mais

LEITURA E LITERATURA NA FORMAÇÃO DA CRIANÇA

LEITURA E LITERATURA NA FORMAÇÃO DA CRIANÇA LEITURA E LITERATURA NA FORMAÇÃO DA CRIANÇA Suellen Lopes 1 Graduação Universidade Estadual de Londrina su.ellen23@hotmail.com Rovilson José da Silva 2 Universidade Estadual de Londrina rovilson@uel.br

Leia mais

Apoio: Patrocínio: Realização:

Apoio: Patrocínio: Realização: 1 Apoio: Patrocínio: Realização: 2 CINDERELA 3 CINDERELA Cinderela era uma moça muito bonita, boa, inteligente e triste. Os pais tinham morrido e ela morava num castelo. A dona do castelo era uma mulher

Leia mais

FACESI EM REVISTA Ano 3 Volume 3, N. 2 2011 - - ISSN 2177-6636

FACESI EM REVISTA Ano 3 Volume 3, N. 2 2011 - - ISSN 2177-6636 A IMPORTÂNCIA DO ATO DE LER NO UNIVERSO INFANTIL Ana Maria Martins anna_1280@hotmail.com Karen de Abreu Anchieta karenaanchieta@bol.com.br Resumo A importância do ato de ler no cotidiano infantil é de

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DOS CONTOS DE FADAS PARA A CONSTRUÇÃO DO IMAGINÁRIO DAS CRIANÇAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

A IMPORTÂNCIA DOS CONTOS DE FADAS PARA A CONSTRUÇÃO DO IMAGINÁRIO DAS CRIANÇAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL A IMPORTÂNCIA DOS CONTOS DE FADAS PARA A CONSTRUÇÃO DO IMAGINÁRIO DAS CRIANÇAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL Fernanda Maria Sousa Martins; Valdiêgo José Monteiro Tavares; Larissa Mabrine Dias da Silva; Professor

Leia mais

A influência do contexto social na obra Chapeuzinho Vermelho

A influência do contexto social na obra Chapeuzinho Vermelho A influência do contexto social na obra Chapeuzinho Vermelho Guilherme Argenta Souza Ceres Helena Ziegler Bevilaqua UFSM A obra Chapeuzinho Vermelho é um clássico da literatura universal, apreciada por

Leia mais

qwertyuiopasdfghjklzxcvbnmqwerty uiopasdfghjklzxcvbnmqwertyuiopasd fghjklzxcvbnmqwertyuiopasdfghjklzx cvbnmqwertyuiopasdfghjklzxcvbnmq

qwertyuiopasdfghjklzxcvbnmqwerty uiopasdfghjklzxcvbnmqwertyuiopasd fghjklzxcvbnmqwertyuiopasdfghjklzx cvbnmqwertyuiopasdfghjklzxcvbnmq qwertyuiopasdfghjklzxcvbnmqwerty uiopasdfghjklzxcvbnmqwertyuiopasd fghjklzxcvbnmqwertyuiopasdfghjklzx cvbnmqwertyuiopasdfghjklzxcvbnmq LITERATURA wertyuiopasdfghjklzxcvbnmqwertyui INFANTIL opasdfghjklzxcvbnmqwertyuiopasdfg

Leia mais

Na sala de aula com as crianças

Na sala de aula com as crianças O CD Rubem Alves Novas Estórias, volume 3, abre novas janelas de oportunidade para quem gosta da literatura. Através do audiolivro podemos apreciar encantadoras histórias e deixar fluir a imaginação. Rubem

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ CENTRO DE COOPERAÇÃO INTERNACIONAL BRASIL-ALEMANHA ALUNO: GINO BONA

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ CENTRO DE COOPERAÇÃO INTERNACIONAL BRASIL-ALEMANHA ALUNO: GINO BONA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ CENTRO DE COOPERAÇÃO INTERNACIONAL BRASIL-ALEMANHA ALUNO: GINO BONA CONTOS DE FADAS NO ENSINO DA LÍNGUA ALEMÃ PARA A PRÉ-ESCOLA BÁSICA MUNICIPAL DR. ADALBERTO TOLENTINO DE

Leia mais

APRENDENDO PORTUGUÊS COM AS MÍDIAS. Competência Leitora na 5ª série

APRENDENDO PORTUGUÊS COM AS MÍDIAS. Competência Leitora na 5ª série APRENDENDO PORTUGUÊS COM AS MÍDIAS Competência Leitora na 5ª série O QUE É AVALIAÇÃO EM PROCESSO? Ação fundamentada no Currículo Oficial da SEE, que propõe acompanhamento coletivo e individualizado dos

Leia mais

O PAPEL DA CONTAÇÃO DE HISTÓRIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

O PAPEL DA CONTAÇÃO DE HISTÓRIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL 0 O PAPEL DA CONTAÇÃO DE HISTÓRIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL 1 O PAPEL DA CONTAÇÃO DE HISTÓRIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL Renato da Guia Oliveira 2 FICHA CATALOGRÁFICA OLIVEIRA. Renato da Guia. O Papel da Contação

Leia mais

Sentimentos e emoções Quem vê cara não vê coração

Sentimentos e emoções Quem vê cara não vê coração Material pelo Ético Sistema de Ensino Elaborado para Educação Infantil Publicado em 2011 Projetos temáticos EDUCAÇÃO INFANTIL Data: / / Nível: Escola: Nome: Sentimentos e emoções Quem vê cara não vê coração

Leia mais

DICA PEDAGÓGICA EDUCAÇÃO INFANTIL

DICA PEDAGÓGICA EDUCAÇÃO INFANTIL DICA PEDAGÓGICA EDUCAÇÃO INFANTIL 1 TÍTULO DO PROGRAMA Balinha e Dentinho. 2 EPISÓDIO TRABALHADO Conhecendo o Rosquinha. 3 SINOPSE DO EPISÓDIO ESPECÍFICO Balinha e Dentinho encontram um cachorro perdido

Leia mais

LEITURA E ESCRITA: O LÚDICO NO ESPAÇO ESCOLAR

LEITURA E ESCRITA: O LÚDICO NO ESPAÇO ESCOLAR LEITURA E ESCRITA: O LÚDICO NO ESPAÇO ESCOLAR Katia Maria de Oliveira CUSTODIO, Ketulem Cristina Vieira ARANTES, Ducéria TARTUCI, Maria Marta Lopes FLORES. Ângela Aparecida DIAS Departamento de Educação,UFG

Leia mais

COMO AVALIAR O TEXTO LITERÁRIO CRITÉRIOS DE ANÁLISE

COMO AVALIAR O TEXTO LITERÁRIO CRITÉRIOS DE ANÁLISE COMO AVALIAR O TEXTO LITERÁRIO CRITÉRIOS DE ANÁLISE Literatura Infantil aspectos a serem desenvolvidos A natureza da Literatura Infanto-Juvenil está na Literatura e esta é uma manifestação artística. Assim,

Leia mais

Condições didáticas geradas para o desenvolvimento do Projeto

Condições didáticas geradas para o desenvolvimento do Projeto Condições didáticas geradas para o desenvolvimento do Projeto Propor a reflexão sobre o literário a partir de situações de leitura e essencialmente de escrita. Propor situações didáticas que favoreçam

Leia mais

Revista F@pciência, Apucarana PR, ISSN 1984-2333, v.8, n.2, p.11 15, 2011 11

Revista F@pciência, Apucarana PR, ISSN 1984-2333, v.8, n.2, p.11 15, 2011 11 Revista F@pciência, Apucarana PR, ISSN 1984-2333, v.8, n.2, p.11 15, 2011 11 A CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL COMO PROCESSO DE FORMAÇÃO DE LEITORES ALVES, C. C. G. 1 RESUMO Este artigo visa

Leia mais

ERA UMA VEZ: A INFLUÊNCIA DOS CONTOS DE FADAS NA INFÂNCIA

ERA UMA VEZ: A INFLUÊNCIA DOS CONTOS DE FADAS NA INFÂNCIA ERA UMA VEZ: A INFLUÊNCIA DOS CONTOS DE FADAS NA INFÂNCIA Prof. Luana Leão Cury, Prof. Tiago Aquino da Costa e Silva, Prof. Kaoê Giro Ferraz Gonçalves FMU Faculdades Metropolitanas Unidas/SP Prof. Alipio

Leia mais

Projeto Conto de Fadas

Projeto Conto de Fadas Projeto Conto de Fadas 1. Título: Tudo ao contrário 2. Dados de identificação: Nome da Escola: Escola Municipal Santo Antônio Diretora: Ceriana Dall Mollin Tesch Coordenadora do Projeto: Mônica Sirtoli

Leia mais

AUTORES E ILUSTRADORES: GIOVANNA CHICARINO ROSA JOÃO VICTOR CAPUTO E SILVA

AUTORES E ILUSTRADORES: GIOVANNA CHICARINO ROSA JOÃO VICTOR CAPUTO E SILVA AUTORES E ILUSTRADORES: GIOVANNA CHICARINO ROSA JOÃO VICTOR CAPUTO E SILVA 1ºA - 2011 APRESENTAÇÃO AO LONGO DESTE SEMESTRE AS CRIANÇAS DO 1º ANO REALIZARAM EM DUPLA UM TRABALHO DE PRODUÇÃO DE TEXTOS A

Leia mais

O CONTO E O RECONTO E SUA CONTRIBUIÇÃO NO DESENVOLVIMENTO DA ORALIDADE

O CONTO E O RECONTO E SUA CONTRIBUIÇÃO NO DESENVOLVIMENTO DA ORALIDADE O CONTO E O RECONTO E SUA CONTRIBUIÇÃO NO DESENVOLVIMENTO DA ORALIDADE Maria Aline da Silva Graduanda do curso de Pedagogia da FECLESC-UECE Antonio Marcelo Pereira Sousa Graduando do curso de Pedagogia

Leia mais

Era uma vez um menino muito pobre chamado João, que vivia com o papai e a

Era uma vez um menino muito pobre chamado João, que vivia com o papai e a João do Medo Era uma vez um menino muito pobre chamado João, que vivia com o papai e a mamãe dele. Um dia, esse menino teve um sonho ruim com um monstro bem feio e, quando ele acordou, não encontrou mais

Leia mais

O USO DA LITERATURA INFANTIL NA ESCOLA COMO FORMA DE ESTÍMULO À LEITURA RESUMO

O USO DA LITERATURA INFANTIL NA ESCOLA COMO FORMA DE ESTÍMULO À LEITURA RESUMO Revista Científica Eletrônica de Ciências Sociais Aplicadas da EDUVALE - ISSN 1806-6283 O USO DA LITERATURA INFANTIL NA ESCOLA COMO FORMA DE ESTÍMULO À LEITURA SOUZA, Elisangela Ruiz de 1 MUNIZ, Valdinéia

Leia mais

A ARTE DE BRINCAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL. Estudante de Pedagogia pela FECLESC / UECE Resumo

A ARTE DE BRINCAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL. Estudante de Pedagogia pela FECLESC / UECE Resumo A ARTE DE BRINCAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL Maria Elany Nogueira da Silva Estudante de Pedagogia pela FECLESC / UECE Resumo Este presente artigo pretende refletir idéias sobre o brincar na Educação Infantil,

Leia mais

PRÁTICAS DE LETRAMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

PRÁTICAS DE LETRAMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL PRÁTICAS DE LETRAMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL Síntia Lúcia Faé Ebert Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS SMED/POA- Escola M. E. F. João Antônio Satte Cristiane Lumertz Klein Domingues

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DE CONTAR HISTÓRIA NO DESENVOLVIMENTO DOS PROCESSOS MENTAIS

A IMPORTÂNCIA DE CONTAR HISTÓRIA NO DESENVOLVIMENTO DOS PROCESSOS MENTAIS A IMPORTÂNCIA DE CONTAR HISTÓRIA NO DESENVOLVIMENTO DOS PROCESSOS MENTAIS LAMERA, Iraci Cristina; iracicristinalp@yahoo.com.br Faculdade São Francisco de Assis RESUMO Os estímulos postos à criança enfatizam

Leia mais

O BRINCAR, A BRINCADEIRA, O JOGO, A ATIVIDADE LÚDICA E A PROPOSTA PEDAGÓGICA PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL

O BRINCAR, A BRINCADEIRA, O JOGO, A ATIVIDADE LÚDICA E A PROPOSTA PEDAGÓGICA PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL O BRINCAR, A BRINCADEIRA, O JOGO, A ATIVIDADE LÚDICA E A PROPOSTA PEDAGÓGICA PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL Josiane Lima Zanata (Seduc) josianezanata@hotmail.com Ivani Souza Mello (UFMT) ivanimello1@hotmail.com

Leia mais

Conversando com os pais

Conversando com os pais Conversando com os pais Motivos para falar sobre esse assunto, em casa, com os filhos 1. A criança mais informada, e de forma correta, terá mais chances de saber lidar com sua sexualidade e, no futuro,

Leia mais

EDUCAÇÃO INFANTIL LINGUAGEM ORAL E ESCRITA. Premissas básicas:

EDUCAÇÃO INFANTIL LINGUAGEM ORAL E ESCRITA. Premissas básicas: EDUCAÇÃO INFANTIL A Educação Infantil, enquanto segmento de ensino que propicia um maior contato formal da criança com o mundo que a cerca, deve favorecer a socialização da criança, permitir a interação

Leia mais

Hora do conto: uma experiência maravilhosa

Hora do conto: uma experiência maravilhosa Hora do conto: uma experiência maravilhosa Jucelma Terezinha Neves Schneid UPF Todos apreciam uma boa história, mas muita pouca gente conhece o valor real dela. Muitos que a usam para diferentes fins,

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NA APRENDIZAGEM DOS ALUNOS NOS ANOS INICIAIS RESUMO

A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NA APRENDIZAGEM DOS ALUNOS NOS ANOS INICIAIS RESUMO A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NA APRENDIZAGEM DOS ALUNOS NOS ANOS INICIAIS RESUMO Marcelo Moura 1 Líbia Serpa Aquino 2 Este artigo tem por objetivo abordar a importância das atividades lúdicas como verdadeiras

Leia mais

1 o ano Ensino Fundamental Data: / / Nome: Responda a este teste e descubra se você conhece os personagens dos contos de fadas.

1 o ano Ensino Fundamental Data: / / Nome: Responda a este teste e descubra se você conhece os personagens dos contos de fadas. 1 o ano Ensino Fundamental Data: / / Nome: Responda a este teste e descubra se você conhece os personagens dos contos de fadas. 1) Do que são feitas as casas dos três porquinhos? a) Plástico, cimento e

Leia mais

OFICINA: O uso dos contos de fadas na aprendizagem. Luciana Bem Psicopedagoga e Arte-terapeuta lucianabem@gmail.com

OFICINA: O uso dos contos de fadas na aprendizagem. Luciana Bem Psicopedagoga e Arte-terapeuta lucianabem@gmail.com OFICINA: O uso dos contos de fadas na aprendizagem Luciana Bem Psicopedagoga e Arte-terapeuta lucianabem@gmail.com Literatura Infantil A literatura infantil contribui para o crescimento emocional,cognitivo

Leia mais

LITERATURA INFANTIL: TRABALHANDO O TEXTO E A IMAGEM NA SALA DE AULA DA EDUCAÇÃO INFANTIL

LITERATURA INFANTIL: TRABALHANDO O TEXTO E A IMAGEM NA SALA DE AULA DA EDUCAÇÃO INFANTIL 1 LITERATURA INFANTIL: TRABALHANDO O TEXTO E A IMAGEM NA SALA DE AULA DA EDUCAÇÃO INFANTIL Rosélia Maria de Sousa SANTOS Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba José Ozildo dos SANTOS

Leia mais

Educação Infantil, que espaço é este?

Educação Infantil, que espaço é este? Educação Infantil, que espaço é este? O material do sistema de ensino Aprende Brasil de Educação Infantil foi elaborado a fim de oferecer subsídios para reflexões, informações e sugestões que auxiliem

Leia mais

A ESCOLA E O LIVRO INFANTIL NA FORMAÇÃO DO GOSTO LITERÁRIO

A ESCOLA E O LIVRO INFANTIL NA FORMAÇÃO DO GOSTO LITERÁRIO A ESCOLA E O LIVRO INFANTIL NA FORMAÇÃO DO GOSTO LITERÁRIO Sílvia Cristina Fernandes Paiva 1 Ana Arlinda Oliveira 2 A leitura literária na escola Podemos afirmar que a leitura é fundamental para construção

Leia mais

EDUCAÇÃO AMBIENTAL: ELEMENTO FUNDAMENTAL NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM 1

EDUCAÇÃO AMBIENTAL: ELEMENTO FUNDAMENTAL NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM 1 EDUCAÇÃO AMBIENTAL: ELEMENTO FUNDAMENTAL NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM 1 Autora: Maria Thaís de Oliveira Batista Graduanda do Curso de Pedagogia Unidade Acadêmica de Educação/CFP/UFCG Email: taholiveira.thais@gmail.com

Leia mais

FALAS DE PROFESSORE(A)S: O PAPEL DOS CONTOS DE FADAS NO DESENVOLVIMENTO DA IMAGINAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL.

FALAS DE PROFESSORE(A)S: O PAPEL DOS CONTOS DE FADAS NO DESENVOLVIMENTO DA IMAGINAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL. FALAS DE PROFESSORE(A)S: O PAPEL DOS CONTOS DE FADAS NO DESENVOLVIMENTO DA IMAGINAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL. EIXO 4 - Práticas Pedagógicas, Culturas Infantis e Produção Cultural para crianças pequenas Autoras:

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DO LUDICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL COM CRIANÇAS DE 5 ANOS

A IMPORTÂNCIA DO LUDICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL COM CRIANÇAS DE 5 ANOS A IMPORTÂNCIA DO LUDICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL COM CRIANÇAS DE 5 ANOS CARINA PEREIRA DOS SANTOS Orientador profª Ms Fátima Eliana Frigatto Bozzo Lins-SP 2009 1 A IMPORTÂNCIA DO LUDICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Leia mais

IMPORTÂNCIA DOS CONTOS INFANTIS PARA EDUCAÇÃO

IMPORTÂNCIA DOS CONTOS INFANTIS PARA EDUCAÇÃO IMPORTÂNCIA DOS CONTOS INFANTIS PARA EDUCAÇÃO Magna Flora de Melo Almeida Ouriques 1 Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) mellomagna@gmail.com Co-Autor Renan de Oliveira Silva 2 rennanoliveira8@gmail.com

Leia mais

A FORMAÇÃO DE LEITORES: O CASO DO GRUPO AIMIRI OS CONTADORES DE HISTÓRIAS

A FORMAÇÃO DE LEITORES: O CASO DO GRUPO AIMIRI OS CONTADORES DE HISTÓRIAS XIV Encontro Regional dos Estudantes de Biblioteconomia, Documentação, Ciência da Informação e Gestão da Informação - Região Sul - Florianópolis - 28 de abril a 01 de maio de 2012 A FORMAÇÃO DE LEITORES:

Leia mais

A IMPORTANCIA DA LITERATURA INFANTIL NO DESENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS COM 4 ANOS

A IMPORTANCIA DA LITERATURA INFANTIL NO DESENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS COM 4 ANOS A IMPORTANCIA DA LITERATURA INFANTIL NO DESENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS COM 4 ANOS Luciana Sponton da Silva Profª Ms Elaine Cristina Moreira da Silva LINS - SP 2009 1 A IMPORTANCIA DA LITERATURA INFANTIL NO

Leia mais

Leya Leituras Projeto de Leitura

Leya Leituras Projeto de Leitura Leya Leituras Projeto de Leitura Nome do livro: Curuminzice Coleção: Aldeia Autor: Tiago Hakiy Nacionalidade do autor: Brasileira Currículo do autor: De origem Sateré-Mawé, povo indígena que habita a região

Leia mais

18 - A surpresa... 175 19 A fuga... 185 20 O atraso... 193 21 Vida sem máscaras... 197 22 - A viagem... 209 23 - A revelação...

18 - A surpresa... 175 19 A fuga... 185 20 O atraso... 193 21 Vida sem máscaras... 197 22 - A viagem... 209 23 - A revelação... Sumário Agradecimentos... 7 Introdução... 9 1 - Um menino fora do seu tempo... 13 2 - O bom atraso e o vestido rosa... 23 3 - O pequeno grande amigo... 35 4 - A vingança... 47 5 - O fim da dor... 55 6

Leia mais

Poesia A Arte de brincar e aprender com as palavras. Prof. José Urbano

Poesia A Arte de brincar e aprender com as palavras. Prof. José Urbano Poesia A Arte de brincar e aprender com as palavras Prof. José Urbano O que vamos pensar: A Literatura e a Sociedade Funções e desdobramentos da Literatura Motivação Poesia Em hipótese alguma a literatura

Leia mais

Atividades Lição 5 ESCOLA É LUGAR DE APRENDER

Atividades Lição 5 ESCOLA É LUGAR DE APRENDER Atividades Lição 5 NOME: N º : CLASSE: ESCOLA É LUGAR DE APRENDER 1. CANTE A MÚSICA, IDENTIFICANDO AS PALAVRAS. A PALAVRA PIRULITO APARECE DUAS VEZES. ONDE ESTÃO? PINTE-AS.. PIRULITO QUE BATE BATE PIRULITO

Leia mais

LITERATURA INFANTIL: INTERAÇÃO E APRENDIZAGEM

LITERATURA INFANTIL: INTERAÇÃO E APRENDIZAGEM LITERATURA INFANTIL: INTERAÇÃO E APRENDIZAGEM Adriana Bragagnolo i ( Universidade de Passo Fundo) 1. NOTA INICIAL O presente texto objetiva socializar reflexões a respeito da literatura infantil no cenário

Leia mais

EDUCAÇÃO INFANTIL: O Lúdico com crianças de 4 anos FRANCIELLE DE ALMEIDA GOMES PROF. MS. FÁTIMA ELIANA FRIGATO BOZZO

EDUCAÇÃO INFANTIL: O Lúdico com crianças de 4 anos FRANCIELLE DE ALMEIDA GOMES PROF. MS. FÁTIMA ELIANA FRIGATO BOZZO 0 EDUCAÇÃO INFANTIL: O Lúdico com crianças de 4 anos FRANCIELLE DE ALMEIDA GOMES PROF. MS. FÁTIMA ELIANA FRIGATO BOZZO LINS- SP 2009 1 EDUCAÇÃO INFANTIL O Lúdico com crianças de 4 anos RESUMO O lúdico

Leia mais

ANÁLISE LITERÁRIA: OS ESTEREÓTIPOS DE BELEZA EM SHREK 1. O conto narra a estória de Shrek, um ogro que vive sozinho em um pântano, mas que

ANÁLISE LITERÁRIA: OS ESTEREÓTIPOS DE BELEZA EM SHREK 1. O conto narra a estória de Shrek, um ogro que vive sozinho em um pântano, mas que 1 ANÁLISE LITERÁRIA: OS ESTEREÓTIPOS DE BELEZA EM SHREK 1 Luciara dos Santos (UFS) I. ENREDO O conto narra a estória de Shrek, um ogro que vive sozinho em um pântano, mas que logo tem sua tranqüilidade

Leia mais

A Arte e as Crianças

A Arte e as Crianças A Arte e as Crianças A criança pequena consegue exteriorizar espontaneamente a sua personalidade e as suas experiências inter-individuais, graças aos diversos meios de expressão que estão à sua disposição.

Leia mais

Contação de Histórias PEF

Contação de Histórias PEF Contação de Histórias PEF Qual a importância da narração oral? -Exerce influência tanto sobre aspectos intelectuais quanto emocionais da criança. -Tem a capacidade de estimular a imaginação, a criatividade

Leia mais

A LINGUAGEM ESCRITA COMO UMA DAS MÚLTIPLAS

A LINGUAGEM ESCRITA COMO UMA DAS MÚLTIPLAS A LINGUAGEM ESCRITA COMO UMA DAS MÚLTIPLAS LINGUAGENS DA CRIANÇA Professor(a), no tema anterior, A criança de seis anos no ensino fundamental, falamos sobre quem são e como são essas crianças que ingressam

Leia mais

TEMA: O LÚDICO NA APRENDIZAGEM DA LEITURA E DA ESCRITA

TEMA: O LÚDICO NA APRENDIZAGEM DA LEITURA E DA ESCRITA TEMA: O LÚDICO NA APRENDIZAGEM DA LEITURA E DA ESCRITA RESUMO Os educadores têm se utilizado de uma metodologia Linear, que traz uma característica conteudista; É possível notar que o Lúdico não se limita

Leia mais

Como é a criança de 4 a 6 anos

Como é a criança de 4 a 6 anos de 4 a 6 anos Como é a criança Brinque: lendo histórias, cantando e desenhando. A criança se comunica usando frases completas para dizer o que deseja e sente, dar opiniões, escolher o que quer. A criança

Leia mais

ALGUMAS DICAS SOBRE COMO ALCANÇAR O EMPREGO DOS SEUS SONHOS

ALGUMAS DICAS SOBRE COMO ALCANÇAR O EMPREGO DOS SEUS SONHOS ALGUMAS DICAS SOBRE COMO ALCANÇAR O EMPREGO DOS SEUS SONHOS Ao se levantar para trabalhar, pela manhã, todos enfrentamos, sentados na beira da cama, a mesma questão: eu seria mais feliz e satisfeito fazendo

Leia mais

O PIBID NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO INFANTIL

O PIBID NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO INFANTIL O PIBID NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO INFANTIL Diana Gonçalves Figueiredo¹ Resumo:O presente trabalho apresenta o subprojeto de Pedagogia no PIBID relatando a sua importância para o processo formativo dos alunos

Leia mais

Catálogo Livros. Editora: Minutos de Leitura REF: LB08 PVP: 12 euros (IVA incluído)

Catálogo Livros. Editora: Minutos de Leitura REF: LB08 PVP: 12 euros (IVA incluído) Crocodilo e Girafa Este livro aborda temáticas fundamentais para o desenvolvimento da criança tais como aceitação das diferenças, tolerância à frustração, regras de convivência em grupo; o respeito pelos

Leia mais

A LITERATURA INFANTIL COMO RECURSO NO ATENDIMENTO ESPECIALIZADO AOS ALUNOS COM DEFICIÊNCIA MENTAL

A LITERATURA INFANTIL COMO RECURSO NO ATENDIMENTO ESPECIALIZADO AOS ALUNOS COM DEFICIÊNCIA MENTAL A LITERATURA INFANTIL COMO RECURSO NO ATENDIMENTO ESPECIALIZADO AOS ALUNOS COM DEFICIÊNCIA MENTAL Luana Martins Abreu Profª. da Secretaria Municipal de Educação de Nova Iguaçu/RJ As crianças com qualquer

Leia mais

REVISTA CIENTÍFICA ELETÔNICA DE PEDAGOGIA ISSN: 1678-300X. Ano VIII Número 15 Janeiro de 2010 Periódicos Semestral

REVISTA CIENTÍFICA ELETÔNICA DE PEDAGOGIA ISSN: 1678-300X. Ano VIII Número 15 Janeiro de 2010 Periódicos Semestral ENSINANDO A LER: AS ESTRATÉGIAS DE LEITURA SILVA, Joice Ribeiro Machado da 1 RESUMO Buscamos nessa pesquisa compreender como a criança poderá se tornar uma leitora competente através do letramento literário.

Leia mais

By Dr. Silvia Hartmann

By Dr. Silvia Hartmann The Emo trance Primer Portuguese By Dr. Silvia Hartmann Dra. Silvia Hartmann escreve: À medida em que nós estamos realizando novas e excitantes pesquisas; estudando aplicações especializadas e partindo

Leia mais

Pão, pão, pão. Estêvão Marques, Marina Pittier e Fê Sztok Ionit Zilberman. escrito por. ilustrado por

Pão, pão, pão. Estêvão Marques, Marina Pittier e Fê Sztok Ionit Zilberman. escrito por. ilustrado por elaboração: Tatiana Pita Mestre em Educação pela PUC (SP) Pão, pão, pão escrito por ilustrado por Estêvão Marques, Marina Pittier e Fê Sztok Ionit Zilberman 2 O encanto e as descobertas que o livro nos

Leia mais

2. APRESENTAÇÃO. Mas, tem um detalhe muito importante: O Zé só dorme se escutar uma história. Alguém deverá contar ou ler uma história para ele.

2. APRESENTAÇÃO. Mas, tem um detalhe muito importante: O Zé só dorme se escutar uma história. Alguém deverá contar ou ler uma história para ele. 1.INTRODUÇÃO A leitura consiste em uma atividade social de construção e atribuição de sentidos. Assim definida, as propostas de leitura devem priorizar a busca por modos significativos de o aluno relacionar-se

Leia mais

1. Porque eu te amo nunca será suficiente 2. Porque a cada dia você me conquista mais e de um jeito novo 3. Porque a ciência não tem como explicar

1. Porque eu te amo nunca será suficiente 2. Porque a cada dia você me conquista mais e de um jeito novo 3. Porque a ciência não tem como explicar 1. Porque eu te amo nunca será suficiente 2. Porque a cada dia você me conquista mais e de um jeito novo 3. Porque a ciência não tem como explicar nosso amor 4. Porque a gente discute nossos problemas

Leia mais

Informações e instruções para os candidatos

Informações e instruções para os candidatos A preencher pelo candidato: Nome: N.º de inscrição: Documento de identificação: N.º: Local de realização da prova: A preencher pelo avaliador: Classificação final: Ass: Informações e instruções para os

Leia mais

Atividades Pedagógicas. Outubro 2013

Atividades Pedagógicas. Outubro 2013 Atividades Pedagógicas Outubro 2013 EM DESTAQUE Acompanhe aqui um pouco do dia-a-dia de nossos alunos em busca de novos aprendizados. ATIVIDADES DE SALA DE AULA GRUPO II A GRUPO II B GRUPO II C GRUPO II

Leia mais

UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO: LITERATURA INFANTIL

UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO: LITERATURA INFANTIL UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO: LITERATURA INFANTIL COLLARES, Solange Aparecida de O. Unicentro - Coordenadora do projeto de estágio e mestre solcollares@yahoo.com O relato de experiência

Leia mais

Uma Biblioteca e a vontade de formar leitores.

Uma Biblioteca e a vontade de formar leitores. Uma Biblioteca e a vontade de formar leitores. Prof. Ms. Deisily de Quadros (FARESC) deisily@uol.com.br Graduando Mark da Silva Floriano (FARESC) markfloriano@hotmail.com Resumo: Este artigo apresenta

Leia mais

Atividades Pedagógicas. Agosto 2014

Atividades Pedagógicas. Agosto 2014 Atividades Pedagógicas Agosto 2014 EM DESTAQUE Acompanhe aqui um pouco do dia-a-dia de nossos alunos em busca de novos aprendizados. ATIVIDADES DE SALA DE AULA GRUPO II A GRUPO II B GRUPO II C GRUPO II

Leia mais

Projeto: Teatro Infantil

Projeto: Teatro Infantil Cooperativa de Ensino e Cultura de Santa Rita Projeto: Teatro Infantil O teatro é a poesia que sai do livro e se faz humana. (Frederico Garcia Lorca) 1 Unidade Executora: Coordenação Pedagógica, Grupo

Leia mais

DURAÇÃO APROXIMADAMENTE 15 MESES

DURAÇÃO APROXIMADAMENTE 15 MESES GRUPO SANTA RITA INSCRIÇÕES ABERTAS! PÓS-GRADUAÇÃO ESPECIALIZAÇÃO LATO SENSU CONTAÇÃO DE MENSALIDADE R e R$ MEC CURSOS AUTORIZADOS s o lu ç ã o C N E /C n ES 1, º. 7 129, /2 6 / 8 HISTÓRIAS música, dança,

Leia mais

Nós, alunos do 2º A, queremos tratar as pessoas com respeito e amor, estudar com muita dedicação e sempre pensar antes de tomar decisões.

Nós, alunos do 2º A, queremos tratar as pessoas com respeito e amor, estudar com muita dedicação e sempre pensar antes de tomar decisões. Como tratar as pessoas: de uma maneira boa, ajudar todas as pessoas. Como não fazer com os outros: não cuspir, empurrar, chutar, brigar, não xingar, não colocar apelidos, não beliscar, não mentir, não

Leia mais

Palavras-chave: Lúdico. Aprendizagem. Desenvolvimento. Necessidades Especiais.

Palavras-chave: Lúdico. Aprendizagem. Desenvolvimento. Necessidades Especiais. Nesse artigo realizamos uma discussão sobre a importância de atividades lúdicas na educação de crianças com necessidades especiais. Propomos explicitar a possibilidade de levar para o ambiente escolar

Leia mais

Cibercultura na Educação de Jovens e Adultos

Cibercultura na Educação de Jovens e Adultos Cibercultura na Educação de Jovens e Adultos JULIANNE FISCHER SILVANA KUNEL PEREIRA Em 1999, no estado de Santa Catarina, os Centros de Educação de Adultos (CEA s) passaram a se denominar Centro de Educação

Leia mais

Resumo Aula-tema 01: A literatura infantil: abertura para a formação de uma nova mentalidade

Resumo Aula-tema 01: A literatura infantil: abertura para a formação de uma nova mentalidade Resumo Aula-tema 01: A literatura infantil: abertura para a formação de uma nova mentalidade Pensar na realidade é pensar em transformações sociais. Atualmente, temos observado os avanços com relação à

Leia mais

LEIA ATENTAMENTE AS INSTRUÇÕES

LEIA ATENTAMENTE AS INSTRUÇÕES ZERO Instruções REDAÇÃO Você deve desenvolver seu texto em um dos gêneros apresentados nas propostas de redação. O tema é único para as três propostas. O texto deve ser redigido em prosa. A fuga do tema

Leia mais

uma das nossas atitudes será tido como não atrativo e estimulará emoções como a aversão.

uma das nossas atitudes será tido como não atrativo e estimulará emoções como a aversão. 28 3 Design e emoção Segundo Norman (2004), as emoções são valiosas para a vida cotidiana de todos os seres humanos. A utilidade e a usabilidade também o são, mas sem a diversão, o prazer, o orgulho e

Leia mais

FACESI EM REVISTA Ano 3 Volume 3, N. 2 2011 - - ISSN 2177-6636

FACESI EM REVISTA Ano 3 Volume 3, N. 2 2011 - - ISSN 2177-6636 PEDAGOGIA EMPRESARIAL E APRENDER BRINCANDO E A IMPORTÂNCIA DO JOGO: DIFERENTES TEMAS NA ÁREA EDUCACIONAL Ana Flávia Crespim da Silva Araújo ana.crespim@hotmail.com Elaine Vilas Boas da Silva elainevb2010@hotmail.com

Leia mais

A ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

A ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL A ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL EVELISE RAQUEL DE PONTES (UNESP). Resumo O ato de contar histórias para crianças da educação infantil é a possibilidade de sorrir, criar, é se envolver com

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA MÚSICA NA ESTIMULAÇÃO DA MEMÓRIA EM IDOSOS PAULA, Mery Helen Feleizari de, (FECILCAM)meeryhelen@hotmail.com

A IMPORTÂNCIA DA MÚSICA NA ESTIMULAÇÃO DA MEMÓRIA EM IDOSOS PAULA, Mery Helen Feleizari de, (FECILCAM)meeryhelen@hotmail.com A IMPORTÂNCIA DA MÚSICA NA ESTIMULAÇÃO DA MEMÓRIA EM IDOSOS PAULA, Mery Helen Feleizari de, (FECILCAM)meeryhelen@hotmail.com SCHERER, Cleudet de Assis, (OR), (FECILCAM)cleudet@yahoo.com RESUMO: o objetivo

Leia mais

CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS INFANTIS: O CAMINHO PARA INSERIR A CRIANÇA NO MUNDO DA LITERATURA

CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS INFANTIS: O CAMINHO PARA INSERIR A CRIANÇA NO MUNDO DA LITERATURA CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS INFANTIS: O CAMINHO PARA INSERIR A CRIANÇA NO MUNDO DA LITERATURA Geuciane Felipe Guerim (G-CCHE-UENP/CJ) Joselice Adriane da Costa (G-CLCA-UENP/CJ) Roseli de Cássia Afonso (Orientadora-CCHE-UENP/CJ)

Leia mais

MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS E SUAS ADAPTAÇÕES

MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS E SUAS ADAPTAÇÕES MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS E SUAS ADAPTAÇÕES Simone de Souza Burguês (PIBIC/CNPq-UEM), Mirian Hisae Yaegashi Zappone (Orientadora), e-mail: mirianzappone@gmail.com Universidade Estadual de Maringá/Departamento

Leia mais

CONTO LITERÁRIO: UM INCENTIVO À LEITURA RESUMO

CONTO LITERÁRIO: UM INCENTIVO À LEITURA RESUMO CONTO LITERÁRIO: UM INCENTIVO À LEITURA * Lúcia Helena dos Santos Mattos * Mônica Rejiane Bierhals * Renata Faria Amaro da Silva ** Adriana Lemes RESUMO Como estimular a leitura através do conto literário?

Leia mais

Rio e Sagrado: um lugar de todos nós!

Rio e Sagrado: um lugar de todos nós! Colégio Sagrado Coração de Maria - Rio Rua Tonelero, 56 Copacabana RJ site:www.redesagradorj.com.br / e-mail:cscm@redesagradorj.com.br Rio e Sagrado: um lugar de todos nós!.turma: 1º Período A Professora

Leia mais

CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS E AS PRÁTICAS DE LETRAMENTO NO ENSINO FUNDAMENTAL: REFLEXÕES SOBRE O ESTÁGIO SUPERVISIONADO DESENVOLVIDO NA PUCGOIÁS/GOIÂNIA

CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS E AS PRÁTICAS DE LETRAMENTO NO ENSINO FUNDAMENTAL: REFLEXÕES SOBRE O ESTÁGIO SUPERVISIONADO DESENVOLVIDO NA PUCGOIÁS/GOIÂNIA GT 13 - DIÁLOGOS ABERTOS SOBRE A EDUCAÇÃO BÁSICA CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS E AS PRÁTICAS DE LETRAMENTO NO ENSINO FUNDAMENTAL: REFLEXÕES SOBRE O ESTÁGIO SUPERVISIONADO DESENVOLVIDO NA PUCGOIÁS/GOIÂNIA Daniella

Leia mais

Introdução ao Programa de Língua Portuguesa

Introdução ao Programa de Língua Portuguesa 1 MAPLE BEAR INTERMEDIATE - LP Introdução ao Programa de Língua Portuguesa Português é a língua falada no Brasil e é, primeiramente, com ela que pensamos, falamos, brincamos, cantamos e escrevemos. É a

Leia mais

Colégio Sagrado Coração de Maria - Rio. Eu me remexo muito. E onde eu chego?

Colégio Sagrado Coração de Maria - Rio. Eu me remexo muito. E onde eu chego? Colégio Sagrado Coração de Maria - Rio Rua Tonelero, 56 Copacabana RJ site:www.redesagradorj.com.br / e-mail:cscm@redesagradorj.com.br Eu me remexo muito. E onde eu chego? Turma: Maternal II A Professora

Leia mais

PROJETO PEDAGÓGICO 1

PROJETO PEDAGÓGICO 1 PROJETO PEDAGÓGICO 1 Projeto Pedagógico Por Beatriz Tavares de Souza* Título: Maricota ri e chora Autor: Mariza Lima Gonçalves Ilustrações: Andréia Resende Formato: 20,5 cm x 22 cm Número de páginas: 32

Leia mais

As 11 dúvidas mais frequentes

As 11 dúvidas mais frequentes As 11 dúvidas mais frequentes Deyse Campos Assessora de Educação Infantil dcampos@positivo.com.br Frequentemente recebemos solicitações de professores de escolas que estão utilizando o Sistema Positivo

Leia mais

FORMAÇÃO LEITORA NA EDUCAÇÃO INFANTIL. Daniela Andrade Coelho da Fonseca 1, Marilani Soares Vanalli 2

FORMAÇÃO LEITORA NA EDUCAÇÃO INFANTIL. Daniela Andrade Coelho da Fonseca 1, Marilani Soares Vanalli 2 Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012 1155 FORMAÇÃO LEITORA NA EDUCAÇÃO INFANTIL Daniela Andrade Coelho da Fonseca 1, Marilani Soares Vanalli 2 1 Mestranda

Leia mais

POESIA PRA QUÊ TE QUERO? UMA PERSPECTIVA DO TRABALHO COM POESIA NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

POESIA PRA QUÊ TE QUERO? UMA PERSPECTIVA DO TRABALHO COM POESIA NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL POESIA PRA QUÊ TE QUERO? UMA PERSPECTIVA DO TRABALHO COM POESIA NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL Rita de Cássia Rangel Alves Rita.alves_2007@hotmail.com Paula Sabrina Barbosa de Albuquerque Paulasabrina.ba@hotmail.com

Leia mais

Graduandas do curso de pedagogia, pela Universidade do Estado da Bahia-Campus XII, Trabalho que será apresentado em forma de Pôster.

Graduandas do curso de pedagogia, pela Universidade do Estado da Bahia-Campus XII, Trabalho que será apresentado em forma de Pôster. ESTÁGIO SUPERVISIONADO: CONSTRUINDO A IDENTIDADE DOCENTE DO LICENCINADO EM PEDAGOGIA Sunária Rodrigues da Silva (sunariasilvagbi@hotmail.com) Maurina Souza Alves (maraalvespma@hotmail.com) Este trabalho

Leia mais

REVISTA CONTEÚDO O JOGAR E O BRINCAR EM UM CONTEXTO PEDAGÓGICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

REVISTA CONTEÚDO O JOGAR E O BRINCAR EM UM CONTEXTO PEDAGÓGICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL O JOGAR E O BRINCAR EM UM CONTEXTO PEDAGÓGICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL Nara Fernanda de Campos 1 RESUMO Considerando os jogos e as brincadeiras infantis como uma ferramenta ideal ao aprendizado, podemos dizer

Leia mais

COLÉGIO ESTADUAL ALCIDES MUNHOZ ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

COLÉGIO ESTADUAL ALCIDES MUNHOZ ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO COLÉGIO ESTADUAL ALCIDES MUNHOZ ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO Rua Marechal Floriano Peixoto, 61 Cep:84430-000 Fone/Fax:(42)34361327 e-mail: iuvalcidesmunhoz@seed.pr.gov.br Imbituva - Paraná Projeto de Leitura

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA

CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA RELAÇÃO DE RESUMOS DE MONOGRAFIAS E ARTIGOS DE PÓS- GRADUAÇÃO Lato sensu Curso: Língua Inglesa/2005 Nome Aluno(a) Título Monografia/Artigo Orientador/Banca Annelise Lima

Leia mais