ANÁLISE TEXTUAL DO DISCURSO: UMA INTRODUÇÃO AO MODELO PROPOSTO POR JEAN-MICHEL ADAM (2011)

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "ANÁLISE TEXTUAL DO DISCURSO: UMA INTRODUÇÃO AO MODELO PROPOSTO POR JEAN-MICHEL ADAM (2011)"

Transcrição

1 ANÁLISE TEXTUAL DO DISCURSO: UMA INTRODUÇÃO AO MODELO PROPOSTO POR JEAN-MICHEL ADAM (2011) KILIAN, CARINA; FLÔRES, ONICI CLARO Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS) Universidade de Santa Cruz do Sul - UNISC Mestrado em Letras - Leitura e Cognição Mestranda em Letras (UNISC) - Doutora em Linguística e Letras (PUCRS) - RESUMO Este trabalho é de caráter bibliográfico, teve por objetivo elaborar uma análise textual do discurso, a partir da perspectiva da obra de Jean-Michel Adam (2011), A linguística textual: introdução à análise textual dos discursos, focalizando a reportagem A volta do conto de fadas, publicada na revista Época, em abril de Para tanto, fez-se um levantamento bibliográfico de alguns conceitos fundamentais da linguística textual e da análise do discurso, tal como o propõe Adam (2011). Como resultados, observouse que a proposta de Adam (2011) contribui significativamente para os estudos do texto, enquanto manifestação de um discurso, socialmente situável, no que se refere aos elementos que asseguram a interpretação. Palavras-chave: Linguística textual. Análise textual do discurso. Operações de textualização. 1 INTRODUÇÃO Muitas são as abordagens teóricas acerca do texto e do discurso. Cada qual leva em consideração certos conceitos e alguns fatores que os autores definem como relevantes para seus estudos. Dentre as propostas existentes, destaca-se o trabalho de Jean-Michel Adam (2011), que faz uma abordagem inovadora, agregando conceitos da Análise do Discurso (doravante AD) e, também, da Linguística Textual (doravante LT). A segunda, vista como um subcampo da primeira. Em seu livro A linguística textual: uma introdução à análise textual dos discursos, por meio de análises empíricas e da formulação da teoria em questão, Adam (2011) enfoca aspectos importantes acerca das operações de textualização que asseguram a possibilidade de dizer. O autor apresenta diversos esquemas para explicar sua abordagem e o faz partindo de diferentes níveis linguísticos. O estudo realizado iniciou com os níveis ou planos da análise textual, especificamente, das operações de ligação de base que asseguram a continuidade textual, cuja realização se dá no âmbito das proposições-enunciados. Teve por objetivo principal analisar como se processam as operações de ligação de base; e como objetivo específico demonstrar a importância da teoria de Adam (2011), bem como suas contribuições para a área dos estudos acerca do texto/discurso.

2 A pesquisa justifica-se por se tratar de uma nova abordagem sobre o texto/discurso que agrega a LT e a AD, as quais são próximas, mas, ao mesmo tempo, possuem suas próprias finalidades e apresentam fundamentações teóricas distintas, opondo-se em aspectos basilares (conceitos de sujeito, por exemplo). Na aproximação proposta por Adam, destacam-se fatores interdisciplinares sobre o texto/discurso, o que confere à teoria em análise um caráter mais abrangente. Para o trabalho, foi selecionada uma reportagem da revista Época, na qual foram analisados os elementos textuais que asseguram a continuidade semântica, mantendo a coesão e a coerência. Para tanto, primeiramente, fez-se um levantamento teórico de alguns conceitos básicos atinentes ao texto/discurso; depois, seguiu-se a análise propriamente dita, cujas especificações foram registradas em tabelas para melhor visualização; logo após, constam as conclusões do trabalho. A análise foi divida em unidades semânticas como propõe o Esquema 13 (ADAM, 2011, p. 131), o qual é indispensável para se entender a proposta do autor. Isto é, a análise seguiu a ordem das operações de ligação que asseguram a continuidade textual, tal como concebida pelo autor. 2 CONCEITOS BÁSICOS 2.1 Texto, discurso e gênero textual Segundo Marcuschi (2008), o conceito de texto depende da concepção de língua adotada. Para ele, (...) a língua é um conjunto de práticas sociais e cognitivas historicamente situadas (MARCUSCHI, 2008, p. 61), e, por consequência, o texto é o resultado de uma ação linguística cujas fronteiras são em geral definidas por seus veículos com o mundo no qual ele surge e funciona (MARCUSCHI, 2008, p. 72). Em outras palavras e já conceituando discurso, o (...) texto é uma entidade concreta realizada materialmente e corporificada em algum gênero textual. Discurso é aquilo que um texto produz ao se manifestar em alguma instância discursiva (MARCUSCHI, 2010, p. 25). Os gêneros textuais, por sua vez, a partir de uma noção de língua como atividade social, histórica e cognitiva (...), se constituem como ações sociodiscursivas para agir sobre o mundo e dizer o mundo, constituindo-o de algum modo (MARCUSCHI, 2010, p. 23). Para Marcuschi (2008, p. 58), a diferença entre texto e discurso é bastante complexa, por isso deve-se ver o texto no plano das formas linguísticas e de sua organização, ao passo que o discurso seria o plano do funcionamento enunciativo, o plano da enunciação e efeitos de sentido na sua circulação sociointerativa e discursiva envolvendo outros aspectos.

3 2.2 Linguística textual e análise do discurso Conforme Mussalim e Bentes (2006), houve três momentos importantes na história dos estudos sobre o texto. Primeiramente, a LT estava próxima da linguística estrutural saussuriana, seu interesse central partia da frase - análise transfrástica. Em uma etapa posterior, o interesse voltou-se para a competência textual do falante/ouvinte, devido às propostas inovadores de análise textual da gramática gerativa, cujos estudos levaram à proposição de uma gramática textual. Na terceira fase sobre os estudos do texto, houve a inclusão do contexto de produção do texto na LT. O texto, então, passou a ser visto como fruto de interações sociocomunicativas, e a ser considerado em seu contexto pragmático, configurando à LT a definição de uma cadeira multidisciplinar. Em vista disso, concorda-se com Marcuschi (2008, p. 73) quando ele define a LT como o estudo das operações linguísticas, discursivas e cognitivas reguladoras e controladas da produção, construção e processamento de textos escritos ou orais em contextos naturais de uso. Sobre a análise do discurso, não há uma definição única que dê conta de todas as formas de se entender o que é discurso. O importante a ressaltar é que a teoria implica um sujeito situado social e historicamente, cujo discurso deriva de determinadas condições de produção. Para Van Dijk (2004, p.11), é difícil estabelecer distinções disciplinares precisas no campo de estudos do discurso, que parece cada vez mais se caracterizar como um campo interdisciplinar independente, no qual métodos e teorias puramente linguísticos ou gramaticais se mesclam àqueles da etnografia, microssociologia e (...) e aos da psicologia. 2.3 A LT e a AD na perspectiva de Adam (2011) Adam (2011, p. 43), por sua vez, situa a linguística textual na análise de discurso e seu trabalho propõe a união das duas teorias. Ele reconhece que ambas desenvolveram-se de forma autônoma, mas se propõe a articulá-las, considerando a linguística textual como um subdomínio do campo mais vasto da análise das práticas discursivas. Sua proposta pretende desvencilhar a linguística textual da gramática de texto. Além disso, Adam (2011, p. 52), contrariamente à Análise de Discurso Francesa, não considera o contexto e as condições de produção do discurso, rejeitando ainda a ideia de sujeito assujeitado. Ele explica sua posição ao citar Kleiber (1994a, p. 14), porque, segundo este autor, se confunde muito frequentemente o contexto com os elementos que completam ou que asseguram a interpretação global de um enunciado e os locais de onde esses elementos provêm, seja diretamente, seja indiretamente, quer dizer por inferência. E continua: Misturam-se, então, os dados do ambiente linguístico imediato (cotextuais) e os dados da situação extralinguística. Não se pode esquecer que não temos acesso ao contexto como dado extralinguístico objetivo, mas somente a

4 (re)construções pelos sujeitos falantes e/ou por analistas (sociólogos, historiadores, testemunhas, filólogos ou hermeneutas) (ADAM, 2011, p. 52). Nesse sentido, o autor complementa sua posição, citando Jacques Guilhaumou (1993 e 2002, p. 32), para elucidar que em seu modo de conceber há uma passagem de uma concepção sociolinguística de análise do discurso para sua redefinição como disciplina hermenêutica plena (ADAM, 2011, p. 52). Em resumo, pode-se afirmar que Adam (2011) considera como contexto apenas as condições cotextuais (ambiente linguístico do texto), para fazer análise do discurso, visto que, a partir de uma perspectiva hermenêutica, se o cotexto está disponível e se ele se mostra suficiente, o interpretante não vai procurar em outro lugar (ADAM, 2011, p. 53). Nesse sentido, o autor propõe uma análise pragmática textual ligada à análise do discurso. Em síntese, uma visão de linguagem-ação que se inscreve em dado setor do espaço social, que deve ser pensado como uma formação sociodiscursiva, ou seja, como um lugar social associado a uma língua (socioleto) e a gêneros de discurso (ADAM, 2011, p. 63). Gênero de discurso aqui é definido como uma determinação pragmaticamente instituída. Nesse sentido, a análise partiu do que está posto no texto e de fatores que ali se aprestam, especificamente, da proposição-enunciado. Portanto, para Adam (2011, p.106), Temos a necessidade, metalinguisticamente, de uma unidade textual mínima que marque a natureza do produto de uma enunciação (enunciado) e de acrescentar a isso a designação de uma microunidade sintático-semântica (a que o conceito de proposição atende, finalmente, bastante bem). Ao escolher falar de proposição-enunciado, não definimos uma unidade tão virtual como a proposição dos lógicos ou a dos gramáticos, mas uma unidade textual de base, efetivamente realizada e produzida por um ato de enunciação, portanto, como um enunciado mínimo. 3 METODOLOGIA Para a análise, fez-se um levantamento bibliográfico para conceituar elementos básicos envolvidos no estudo. Em seguida, consideraram-se os pressupostos de Adam (2011), no que se refere às suas definições no âmbito da análise textual do discurso. No terceiro momento, escolheu-se o texto para aplicação da teoria. Em quarto lugar, fez-se a análise textual do discurso, estruturando-a por meio de tabelas. Por fim, foram feitas as conclusões a respeito da pesquisa. 4 A VOLTA DO CONTO DE FADAS : UMA ANÁLISE TEXTUAL DO DISCURSO Para Adam (2011), a LT, no âmbito da AD, visa a teorizar e a descrever os encadeamentos de enunciados elementares da unidade complexa que é o texto. Nesse sentido, o autor propõe seu estudo em forma de esquema nos quais enquadra as operações de textualização que asseguram a continuidade textual por meio das proposições-enunciados. Especificamente, o item [4], da figura abaixo, reúne as unidades de maior complexidade.

5 Figura 1 - Esquema 5, extraído da obra A linguística textual: introdução à análise textual dos discursos, de Jean-Michel Adam (2011, p. 64). Definido o ponto a ser analisado através das operações de segmentação, parte-se para a visualização dos elementos constitutivos que operam nesse âmbito. Dessa forma, Adam (2011) representa, novamente em forma de esquema, tais constituintes, conforme o esquema que segue: Figura 2: Esquema 13, extraído da obra A linguística textual: introdução à análise textual do discurso, de Jean-Michel Adam (2011, p. 131). Segundo Adam (2011, p. 131), as operações de ligação do esquema unem os constituintes de proposições próximas, mas também agem à longa distância, de modos prospectivo e retrospectivo, assegurando, assim, a coesão textual.

6 1 4.1 Texto analisado A volta do conto de fadas O casamento do herdeiro do trono britânico repete a cada 30 anos uma celebração majestosa e anacrônica que o mundo adora acompanhar. A princesa Elizabeth casou-se com o príncipe Philip em Em 1981, o príncipe Charles casou-se com a virginal lady Diana. Agora, passados 30 anos, é William, filho de Charles e neto de Elizabeth, quem se prepara para receber a mão da plebeia Kate Middleton. A cada três décadas, mais ou menos, a família real britânica repete um ritual antiquado e solene e o mundo, embevecido, suspende a respiração para assistir. Por reminiscência dos contos de fadas ou nostalgia da ordem monárquica, os casamentos reais mexem com os sentimentos da multidão. Quem das mulheres não quis ser Cinderela? Qual menino não sonhou em ser Arthur? Para os britânicos, o matrimônio dos monarcas é uma questão de Estado; para o resto de nós, é um estado de espírito. Espera-se que 2,5 bilhões de pessoas ao redor do mundo vejam a cerimônia na manhã do sábado dia 29. Nas páginas que seguem, o leitor encontrará detalhes sobre a festa, a história da futura princesa (e como ela se compara com Diana) e a importância do casamento de William para a monarquia britânica. Além da beleza do espetáculo e dos detalhes pitorescos, há, neste evento, um componente novelesco. Charles e Diana beijaram-se na sacada do Palácio de Buckingham para mergulhar, anos depois, no mais plebeu desentendimento, que terminou em divórcio e acrimônia públicos. De William e Kate, espera-se uma reparação. Não apenas da monarquia britânica, que luta para manter sua mística familiar, mas da ideia mesma do casamento. O mundo quer que os noivos sejam felizes para sempre. Assim como nos contos de fada. 4.2 Ligações do significado: [1] Anáforas e correferências e [2] Isotopias e colocações Segundo Adam (2011, p. 132), a correferência é uma relação de identidade referencial entre dois ou mais signos semanticamente interpretáveis, independentemente um do outro. As relações semânticas de correferência são expressas pelas anáforas presentes no cotexto esquerdo (anáfora) ou direito (catáfora). Outros elementos que asseguram a ligação do significado são as isotopias e as colocações. A isotopia refere-se sempre à constância de um percurso de sentido que um texto exibe quando é submetido a regras de coerência interpretativa (ECO, s/n, p. 83). Já as colocações seriam associações de lexemas, construções cristalizadas, repetidas nas sequências do texto. A partir do tema do texto, identificam-se os referentes, os quais são retomados semanticamente por correferências e anáforas, conforme podem ser visualizados na Tabela 1. Tabela 1 - Correferentes dos elementos textuais 1) Correferentes da expressão 2) Correferentes da palavra 3) Correferentes dos membros Conto de fadas Casamento que compõem o Trono britânico l. 4 princesa, príncipe l. 5 príncipe l. 7 plebeia l. 7 família real l. 3 celebração majestosa l. 8 ritual antiquado e solene l. 10 casamentos reais l. 12 matrimônio dos monarcas l. 4 princesa Elisabeth l. 4 príncipe Philip l. 5 Príncipe Charles l. 5 Lady Diana l. 9 por reminiscência dos l. 14 a cerimônia l. 6 William, filho de Charles e contos de fada l. 15 detalhes da festa neto de Elizabeth l. 10 os casamentos reais l. 16 a importância do l. 7 família real l. 11 Cinderela / Arthur l. 15 futura princesa l. 29 plebeu l. 22 que os noivos sejam casamento de William l. 16 beleza do espetáculo l. 21 casamento l. 22 os noivos felizes para sempre. Assim como nos contos de fada Predominância de isotopia, que Predominância de anáforas Predominância de anáforas

7 garante a permanência tópica. Há também a presença da anáfora enfática na linha 22, em que há uma ênfase do autor do texto sobre a felicidade dos noivos equiparando-a à do conto de fadas. resumidoras, a partir da qualificação sintética do que vem a ser o casamento do herdeiro do trono britânico associativas em que o leitor infere os componentes do trono britânico, com base nos conhecimentos lexicais. 4.3 [3] Ligações do significante As operações de ligação do significante são próprias de textos poéticos, mas podem aparecer também nos narrativos. Dizem respeito à repetição de fonemas; repetição de sílabas e/ou de um número de sílabas; repetição de lexemas e jogos de palavras por meio de homofonia, sinonímia, antítese; repetição de grupos morfossintáticos, conforme demonstra a tabela abaixo. Tabela 2 - Ligações do significante l Para os britânicos, o matrimônio dos monarcas é uma questão de Estado; para o resto de nós, é um estado de espírito. Observa-se uma anáfora estilística com a repetição da palavra estado, contudo, ela assume diferentes significados em cada aparição. 4.4 [4] Implicitações Segundo Adam (2011), as implicitações dizem respeito às elipses, aos pressupostos e aos subentendidos. As elipses são os elementos omissos na superfície textual facilmente recuperáveis pelo leitor. Já os pressupostos, são as informações que, sem serem expressas, são apresentadas no conteúdo semântico por determinados elementos da frase. E os subentendidos, são derivados de um processo interpretativo. Esses elementos estão demonstrados na tabela abaixo. Tabela 3 - Implicitações Elipse l Para os britânicos, o matrimônio dos monarcas é uma questão de Estado; para o resto de nós, é um estado de espírito. A última vírgula nesse caso torna elíptica a repetição do sintagma o matrimônio dos monarcas, fazendo com que não seja repetido na segunda frase. Pressupostos l. 1 a volta do conto de fadas Pressupõe que os contos de fada existiram numa realidade ficcional e que, a partir do casamento do príncipe William, eles retornam à imaginação popular. Isso se apreende através da palavra volta, pois quem volta já esteve em dado lugar e espaço. 4.5 [5] Conexões As conexões são realizadas por conectores, organizadores e marcadores textuais.

8 4.5.1Conectores Os conectores são formados por expressões linguísticas que reagrupam conjunções de coordenação, locuções conjuntivas de subordinação e grupos nominais ou preposicionais. Algumas expressões são apresentadas na tabela abaixo. Tabela 4 - Conectores Conjunções coordenadas Conjunções subordinadas Grupos nominais l. 8 e (conjunção aditiva) l. 9 ou (conjunção alternativa) l. 16 e (conjunção aditiva) l. 21 mas (conjunção aditiva) l. 3 que (conjunção adjetiva) l. 6 quem (conjunção adjetiva) l. 22 Assim como (conjunção comparativa) l. 16 Além de (aditivo) l. 20 Não apenas de (aditivo) Organizadores Os organizadores podem ser espaciais, temporais e enumerativos. Seguem, na tabela abaixo, alguns organizadores encontrados na análise. Tabela 5 - Organizadores Espaciais l. 13 ao redor do mundo l. 14 Nas páginas que seguem l. 17 neste evento l. 18 na sacada do Palácio de Buckingham Temporais l. 2 a cada 30 anos l. 4 em 1947 l. 4 em 1981 l. 5 Agora l. 5 passados 30 anos l. 7 a cada três décadas l. 16 anos depois Marcadores Os marcadores podem ser de mudança de topicalização, de ilustração e de exemplificação, como se pode observar na tabela abaixo. Tabela 6 - Marcadores Marcador de mudança de topicalização l Para os britânicos...; para o resto de nós... l. 20 De..., espera-se... l. 20 Não apenas da..., mas [6] Sequências de atos de discurso Para Adam (2011, p. 196), um texto não é uma simples sequência de atos de enunciação que possui certo valor ou forma ilocucionária, mas uma estrutura de atos de discurso ligados entre si. Os atos de discurso formam uma cadeia muito mais complexa do que a dos atos ilocucionários, pois estes são elementos auxiliares. No plano do uso da linguagem, os atos ilocucionários são as unidades de base da significação na continuidade do discurso. Eles podem ser: expressivos, constativos, assertivos e declarativos. Na tabela abaixo, demonstra-se um ato de discurso.

9 Tabela 7 - Sequências de atos de discurso Assertivos l. 8-9 o mundo, embevecido, suspende a respiração para assistir Constata-se o fenômeno de o mundo inteiro parar para assistir ao casamento. Nesse caso, o adjetivo embevecido remete ao estado de êxtase que as pessoas ao redor do mundo ficaram, pois esse evento evocou o sentimento de uma vida perfeita, idealizada que apenas os membros de reinos podem ter, no imaginário das pessoas que pensam que riqueza e poder facilitam ser feliz. 5 CONCLUSÕES A partir da análise feita, percebe-se como o articulista do texto utiliza muitos operadores textuais para manter o continuum semântico do texto, especialmente, com o uso de isotopias, as quais garantem a permanência tópica. Há também a presença de anáforas resumidoras, que condensam um todo enunciativo através de um sintagma definitório. Por sua vez, as anáforas associativas permitem, a partir dos itens lexicais utilizados para nomear ou descrever pessoas, associar os componentes do trono britânico, agregando-as ao conhecimento enciclopédico do leitor. Escrever com estilo também é uma estratégia para manter a atenção do leitor, o que é comprovável por meio das operações de ligação do significante, como a anáfora estilística, por exemplo. As elipses e os pressupostos, de sua parte, remetem à questão da inferência, pois, segundo Koch (2004), nem tudo está dito de forma explícita no texto. Isso é importante porque o leitor/ouvinte pode construir o sentido do texto necessário à sua compreensão a partir dos implícitos. As conexões, por seu turno, ajudam a manter a organização dos tópicos em aspectos espaciais, temporais e enumerativos, enquanto os atos de discurso expressam os deslocamentos do sujeito e as diferentes posições do enunciador, quanto ao conteúdo que aborda no texto. Dessa forma, observa-se como as operações de textualização, realizadas por meio da ligação das operações de base, permitem a continuidade do referente, tanto para o cotexto direito quanto para o esquerdo, assegurando a coesão textual. Nesse sentido, a proposta de Adam (2011) considera o cotexto, como elemento indispensável para a compreensão e interpretação do texto, excluído o contexto de produção, pois este, muitas vezes, pode confundir e ser confundido, impedindo a compreensão do leitor/ouvinte. Nessa perspectiva, sua teoria volta-se para uma visão hermenêutica de estudo do texto, bem como para o entendimento de linguagem como ação, como atividade pragmática. Dessa maneira, o autor consegue fundamentar a união da LT com a AD, pois ambas dão conta de grande parte dos aspectos circundantes do texto/discurso. Embora existam muitas pesquisas em Linguística Textual e em Análise do Discurso, espera-se ter contribuído para lançar um novo olhar aos estudos do texto/discurso, na ótica

10 interdisciplinar de Adam (2011), pois no texto operam muitos fatores, o que o transforma em um complexo significativo no qual a língua assume diferentes formas para promover a interação intersubjetiva, sociocomunicativamente situada. REFERÊNCIAS ADAM, Jean-Michel. A linguística textual: introdução à análise textual dos discursos. São Paulo: Cortez, DIJK, Teun Adrianus van. Cognição, discurso e interação. São Paulo: Contexto, ECO, Umberto. Lector in fabula: a cooperação interpretativa nos textos narrativos. Tradução de Atílio Cancian. São Paulo: Perspectiva, s/n. KOCH, Ingedore Villaça. A inter-ação pela linguagem. São Paulo: Contexto, MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gênero e compreensão. São Paulo: Parábola Editorial, Gêneros textuais: definição e funcionalidade. In: DIONÍSIO, Angela Paiva; MACHADO, Anna Rachel; BEZERRA, Maria Auxiliadora (Orgs.). Gêneros textuais e ensino. São Paulo: Parábola Editorial, MARTINS, Ivan. A volta do conto de fadas. In: Época. Editora Globo. 18 de abril de Nº674. MUSSALIM, Fernanda; BENTES, Anna Christina Bentes (Orgs.). Introdução à linguística: domínios e fronteiras. 6. ed. São Paulo: Cortez, v. 1.

OS MECANISMOS DE COESÃO EM CAMPANHAS DE SAÚDE

OS MECANISMOS DE COESÃO EM CAMPANHAS DE SAÚDE OS MECANISMOS DE COESÃO EM CAMPANHAS DE SAÚDE Kleiton Cassemiro do Nascimento¹ DLLEM / UFRN Kleitoncass@gmail.com RESUMO Este trabalho tem como objetivo fazer uma análise dos mecanismos de coesão adotados

Leia mais

Mudanças didáticas e pedagógicas no ensino de Língua Portuguesa

Mudanças didáticas e pedagógicas no ensino de Língua Portuguesa Mudanças didáticas e pedagógicas no ensino de Língua Portuguesa Silvio Profirio da Silva¹ Durante décadas, o ensino de Língua Portuguesa desenvolvido em nossas escolas limitou - se à análise e à classificação

Leia mais

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES ACERCA DO TEXTO, SUA EXPANSÃO E DOMÍNIO EM LINGUÍSTICA TEXTUAL

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES ACERCA DO TEXTO, SUA EXPANSÃO E DOMÍNIO EM LINGUÍSTICA TEXTUAL ALGUMAS CONSIDERAÇÕES ACERCA DO TEXTO, SUA EXPANSÃO E DOMÍNIO EM LINGUÍSTICA TEXTUAL Ederson Henrique de Souza Machado 1 Introdução Os fenômenos textuais ingressam essencialmente no âmbito epistemológico

Leia mais

RESENHA DE COHESION IN ENGLISH,

RESENHA DE COHESION IN ENGLISH, BORBA, Valquíria C. Machado. Resenha de Cohesion in English, de Halliday & Hassan. Revista Virtual de Estudos da Linguagem ReVEL. V. 4, n. 6, março de 2006. ISSN 1678-8931 [www.revel.inf.br]. RESENHA DE

Leia mais

SITUAÇÃO DE PRODUÇÃO DA RESENHA NO ENSINO SUPERIOR

SITUAÇÃO DE PRODUÇÃO DA RESENHA NO ENSINO SUPERIOR RESENHA Neste capítulo, vamos falar acerca do gênero textual denominado resenha. Talvez você já tenha lido ou elaborado resenhas de diferentes tipos de textos, nas mais diversas situações de produção.

Leia mais

1 Introdução. 1.1 Apresentação do tema

1 Introdução. 1.1 Apresentação do tema 1 Introdução 1.1 Apresentação do tema Segundo Basílio (1987), as principais funções do léxico são a representação conceitual e o fornecimento de unidades básicas para a construção dos enunciados. Para

Leia mais

(30h/a 02 créditos) Dissertação III (90h/a 06 Leituras preparatórias para a

(30h/a 02 créditos) Dissertação III (90h/a 06 Leituras preparatórias para a GRADE CURRICULAR DO MESTRADO EM LETRAS: LINGUAGEM E SOCIEDADE DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS 34 CRÉDITOS Teorias da Linguagem (60h/a 04 Teorias Sociológicas (60h/a 04 Metodologia da Pesquisa em Linguagem (30h/a

Leia mais

ENSINO DE GRAMÁTICA OU ANÁLISE LINGUÍSTICA? SERÁ QUE ESSA ESCOLHA É NECESSÁRIA?

ENSINO DE GRAMÁTICA OU ANÁLISE LINGUÍSTICA? SERÁ QUE ESSA ESCOLHA É NECESSÁRIA? 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( x ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA ENSINO DE

Leia mais

Padrões de Competências para o Cargo de Professor Alfabetizador

Padrões de Competências para o Cargo de Professor Alfabetizador Padrões de Competências para o Cargo de Professor Alfabetizador Alfabetização de Crianças O Professor Alfabetizador é o profissional responsável por planejar e implementar ações pedagógicas que propiciem,

Leia mais

PLANO DE CURSO REFERENCIAL LÍNGUA PORTUGUESA/GESTAR 6ª SÉRIE (7º ANO)

PLANO DE CURSO REFERENCIAL LÍNGUA PORTUGUESA/GESTAR 6ª SÉRIE (7º ANO) PLANO DE CURSO REFERENCIAL LÍNGUA PORTUGUESA/GESTAR 6ª SÉRIE (7º ANO) Processo Avaliativo Unidade Didática PRIMEIRA UNIDADE Competências e Habilidades Aperfeiçoar a escuta de textos orais - Reconhecer

Leia mais

Reflexões sobre a Língua Portuguesa. Kátia França

Reflexões sobre a Língua Portuguesa. Kátia França Reflexões sobre a Língua Portuguesa Kátia França Níveis de aprendizagem dos alunos Abaixo do básico: os alunos demonstram que não desenvolveram as habilidades básicas requeridas para o nível de escolaridade

Leia mais

O TEXTO COMO ELEMENTO DE MEDIAÇÃO ENTRE OS SUJEITOS DA AÇÃO EDUCATIVA

O TEXTO COMO ELEMENTO DE MEDIAÇÃO ENTRE OS SUJEITOS DA AÇÃO EDUCATIVA O TEXTO COMO ELEMENTO DE MEDIAÇÃO ENTRE OS SUJEITOS DA AÇÃO EDUCATIVA Maria Lúcia C. Neder Como já afirmamos anteriormente, no Texto-base, a produção, a seleção e a organização de textos para a EAD devem

Leia mais

VI Seminário de Iniciação Científica SóLetras - 2009 ISSN 1808-9216

VI Seminário de Iniciação Científica SóLetras - 2009 ISSN 1808-9216 O EMPREGO GRAMATICAL NO LIVRO DIDÁTICO Desiree Bueno TIBÚRCIO (G-UENP/campus Jac.) desiree_skotbu@hotmail.com Marilúcia dos Santos Domingos Striquer (orientadora-uenp/campus Jac.) marilucia.ss@uol.com.br

Leia mais

Sequências Didáticas para o ensino de Língua Portuguesa: objetos de aprendizagem na criação de tirinhas

Sequências Didáticas para o ensino de Língua Portuguesa: objetos de aprendizagem na criação de tirinhas Sequências Didáticas para o ensino de Língua Portuguesa: objetos de aprendizagem na criação de tirinhas Manoela Afonso UNESP - Campus Bauru-SP manoela_afonso@hotmail.com Comunicação Oral Pesquisa Concluída

Leia mais

ESCOLA BÁSICA FERNANDO CALDEIRA Currículo de Português. Departamento de Línguas. Currículo de Português - 7º ano

ESCOLA BÁSICA FERNANDO CALDEIRA Currículo de Português. Departamento de Línguas. Currículo de Português - 7º ano Departamento de Línguas Currículo de Português - Domínio: Oralidade Interpretar discursos orais com diferentes graus de formalidade e complexidade. Registar, tratar e reter a informação. Participar oportuna

Leia mais

Semiótica Funcionalista

Semiótica Funcionalista Semiótica Funcionalista Função objetivo, finalidade Funcionalismo oposto a formalismo entretanto, não há estruturas sem função e nem funções sem estrutura 2 Abordagens Básicas Signo função estrutural função

Leia mais

PROJETO DE PESQUISA. Antonio Joaquim Severino 1. Um projeto de bem elaborado desempenha várias funções:

PROJETO DE PESQUISA. Antonio Joaquim Severino 1. Um projeto de bem elaborado desempenha várias funções: PROJETO DE PESQUISA Antonio Joaquim Severino 1 Um projeto de bem elaborado desempenha várias funções: 1. Define e planeja para o próprio orientando o caminho a ser seguido no desenvolvimento do trabalho

Leia mais

Colégio Internato dos Carvalhos

Colégio Internato dos Carvalhos Grupo Disciplinar de Línguas Românicas aøväxé wé XÇá ÇÉ fxvâçwöü É Matriz do Teste Intermédio de Português do 12.º ano Ano letivo 2014-2015 Objeto de avaliação INFORMAÇÃO-TESTE de Português 12.º ano (a

Leia mais

MANUAL PARA ELABORAÇÃO DE PROJETO DE PESQUISA

MANUAL PARA ELABORAÇÃO DE PROJETO DE PESQUISA ESTADO DE MATO GROSSO SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE ALTA FLORESTA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM BIODIVERSIDADE E AGROECOSSISTEMAS

Leia mais

uma representação sintética do texto que será resumido

uma representação sintética do texto que será resumido Resumo e Resenha Resumo Ao pesquisar sobre as práticas de linguagem nos gêneros escolares, Schneuwly e Dolz (1999: 14), voltando seus estudos para o nível fundamental de ensino, revelam que a cultura do

Leia mais

Planejamento didático para o ensino de Surdos na perspectiva bilíngue. Vinicius Martins Flores Universidade Luterana do Brasil ULBRA

Planejamento didático para o ensino de Surdos na perspectiva bilíngue. Vinicius Martins Flores Universidade Luterana do Brasil ULBRA Planejamento didático para o ensino de Surdos na perspectiva bilíngue. Vinicius Martins Flores Universidade Luterana do Brasil ULBRA Resumo: O presente trabalho apresenta uma análise, que se originou a

Leia mais

OLIVEIRA, Luciano Amaral. Coisas que todo professor de português precisa saber: a teoria na prática. São Paulo: 184 Parábola Editorial, 2010.

OLIVEIRA, Luciano Amaral. Coisas que todo professor de português precisa saber: a teoria na prática. São Paulo: 184 Parábola Editorial, 2010. Resenha OLIVEIRA, Luciano Amaral. Coisas que todo professor de português precisa saber: a teoria na prática. São Paulo: 184 Parábola Editorial, 2010. Leticia Macedo Kaeser * leletrasufjf@gmail.com * Aluna

Leia mais

Linguística P R O F A. L I L L I A N A L V A R E S F A C U L D A D E D E C I Ê N C I A D A I N F O R M A Ç Ã O

Linguística P R O F A. L I L L I A N A L V A R E S F A C U L D A D E D E C I Ê N C I A D A I N F O R M A Ç Ã O Linguística P R O F A. L I L L I A N A L V A R E S F A C U L D A D E D E C I Ê N C I A D A I N F O R M A Ç Ã O U N I V E R S I D A D E D E B R A S Í L I A Conceito Ciência que visa descrever ou explicar

Leia mais

ANÁLISE DE COMPREENSÃO DE TEXTO ESCRITO EM LÍNGUA INGLESA COM BASE EM GÊNEROS (BIOGRAFIA).

ANÁLISE DE COMPREENSÃO DE TEXTO ESCRITO EM LÍNGUA INGLESA COM BASE EM GÊNEROS (BIOGRAFIA). ANÁLISE DE COMPREENSÃO DE TEXTO ESCRITO EM LÍNGUA INGLESA COM BASE EM GÊNEROS (BIOGRAFIA). Alinne da Silva Rios Universidade do Sagrado Coração, Bauru/SP e-mail: alinnerios@hotmail.com Profa. Ms. Leila

Leia mais

EXAME DE PROFICIÊNCIA EM LÍNGUA PORTUGUESA CURSO DE DIREITO - 2014 EDITAL N.º

EXAME DE PROFICIÊNCIA EM LÍNGUA PORTUGUESA CURSO DE DIREITO - 2014 EDITAL N.º EXAME DE PROFICIÊNCIA EM LÍNGUA PORTUGUESA CURSO DE DIREITO - 2014 EDITAL N.º /2013 O Reitor do Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas, no uso de suas atribuições e tendo em vista o disposto

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA COESÃO E DA COERÊNCIA EM NOSSOS TEXTOS

A IMPORTÂNCIA DA COESÃO E DA COERÊNCIA EM NOSSOS TEXTOS A IMPORTÂNCIA DA COESÃO E DA COERÊNCIA EM NOSSOS TEXTOS Áurea Maria Bezerra Machado (UNIGRANRIO) goldenmary@ig.com.br Márcio Luiz Corrêa Vilaça (UNIGRANRIO) 20 professorvilaca@gmail.com 1. Introdução O

Leia mais

RESUMOS DE PROJETOS... 1202 RELATOS DE EXPERIÊNCIA... 1205 ARTIGOS COMPLETOS (RESUMOS)... 1207

RESUMOS DE PROJETOS... 1202 RELATOS DE EXPERIÊNCIA... 1205 ARTIGOS COMPLETOS (RESUMOS)... 1207 1201 RESUMOS DE PROJETOS... 1202 RELATOS DE EXPERIÊNCIA... 1205 ARTIGOS COMPLETOS (RESUMOS)... 1207 1202 RESUMOS DE PROJETOS ENSINO, APRENDIZAGEM E FORMAÇÃO DE PROFESSORES EM LETRAS: IDENTIDADES E CRENÇAS

Leia mais

COMPREENDENDO PROBLEMAS DE DIVISÃO DENTRO E FORA DE UM TEXTO INFORMATIVO

COMPREENDENDO PROBLEMAS DE DIVISÃO DENTRO E FORA DE UM TEXTO INFORMATIVO COMPREENDENDO PROBLEMAS DE DIVISÃO DENTRO E FORA DE UM TEXTO INFORMATIVO Karoline Maciel Sobreira Síntria Labres Lautert Marina Ferreira da Silva Costa Fernanda Augusta Lima das Chagas Universidade Federal

Leia mais

:: Cuidados na Elaboração de uma Redação Científica

:: Cuidados na Elaboração de uma Redação Científica :: Cuidados na Elaboração de uma Redação Científica José Mauricio Santos Pinheiro em 21/04/2005 Os princípios indispensáveis à redação científica podem ser resumidos em quatro pontos fundamentais: clareza,

Leia mais

ROJO, Roxane. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social. São Paulo: Parábola, 2009.

ROJO, Roxane. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social. São Paulo: Parábola, 2009. Resenhas 161 ROJO, Roxane. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social. São Paulo: Parábola, 2009. Márcia Moreira Pereira* marcia.moreirapereira@gmail.com *Possui graduação em Letras pela Universidade

Leia mais

Orientações para a elaboração dos projetos de pesquisa (Iniciação científica)

Orientações para a elaboração dos projetos de pesquisa (Iniciação científica) GRUPO PAIDÉIA FE/UNICAMP Linha: Episteduc Coordenador: Prof. Dr. Silvio Sánchez Gamboa Orientações para a elaboração dos projetos de pesquisa (Iniciação científica) Os projetos de pesquisa se caracterizam

Leia mais

Uma perspectiva para compreender os gêneros discursivos: a Escola Norte-Americana

Uma perspectiva para compreender os gêneros discursivos: a Escola Norte-Americana Uma perspectiva para compreender os gêneros discursivos: a Escola Norte-Americana Lucas Piter Alves Costa 1 Por que estudar gêneros? Como estudá-los? Qual a importância que o domínio de seus estudos pode

Leia mais

EXPRESSÕES RESUMITIVAS E CONSTRUÇÃO DE SENTIDOS EM ARTIGOS CIENTÍFICOS

EXPRESSÕES RESUMITIVAS E CONSTRUÇÃO DE SENTIDOS EM ARTIGOS CIENTÍFICOS EXPRESSÕES RESUMITIVAS E CONSTRUÇÃO DE SENTIDOS EM ARTIGOS CIENTÍFICOS RESUMO Profa. Dra. Cinthya Torres de Melo (Universidade Federal de Pernambuco - NELFE - Campus do Agreste UFPE/CAA) Maria Sirleidy

Leia mais

Cadernos do CNLF, Vol. XIII, Nº 04

Cadernos do CNLF, Vol. XIII, Nº 04 A INTERCULTURALIDADE E SEUS REFLEXOS NA PRODUÇÃO DE TEXTOS DE ALUNOS DESCENDENTES DE POMERANOS Tatiani Ramos (UFES) tateletras@yahoo.com.br INTRODUÇÃO Segundo Costa Val (1997), o texto é uma unidade de

Leia mais

Sugestão de Roteiro para Elaboração de Monografia de TCC

Sugestão de Roteiro para Elaboração de Monografia de TCC Sugestão de Roteiro para Elaboração de Monografia de TCC Sugerimos, para elaborar a monografia de TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), que o aluno leia atentamente essas instruções. Fundamentalmente,

Leia mais

PARFOR 2014 CURSO INTENSIVO DE ATUALIZAÇÃO DE PROFESSORES DE PORTUGUÊS LÍNGUA MATERNA FLUP

PARFOR 2014 CURSO INTENSIVO DE ATUALIZAÇÃO DE PROFESSORES DE PORTUGUÊS LÍNGUA MATERNA FLUP PARFOR 2014 CURSO INTENSIVO DE ATUALIZAÇÃO DE PROFESSORES DE PORTUGUÊS LÍNGUA MATERNA FLUP Semântica 28/jan/2014 António Leal a.leal006@gmail.com AGENDA Semântica Frásica: Tempo (considerações gerais)

Leia mais

O Planejamento Participativo

O Planejamento Participativo O Planejamento Participativo Textos de um livro em preparação, a ser publicado em breve pela Ed. Vozes e que, provavelmente, se chamará Soluções de Planejamento para uma Visão Estratégica. Autor: Danilo

Leia mais

ATIVIDADES DISCURSIVAS 2 E POSSIBILIDADES DE RESPOSTAS

ATIVIDADES DISCURSIVAS 2 E POSSIBILIDADES DE RESPOSTAS ATIVIDADES DISCURSIVAS 2 E NED Núcleo de Estudos Dirigidos ED 2/ED Comunicação e Expressão /2012/2 Prof. Cleuber Cristiano de Sousa ATIVIDADE DISCURSIVA 2 Habilidade: ED 2: Compreender e expressar Temáticas

Leia mais

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA LOGOTIPO MACMILLAN BRASIL Utilização colorido; preto/branco e negativo Professor, nós, da Editora Moderna, temos como propósito uma educação de qualidade, que

Leia mais

PROJETO SALA DE REDAÇÃO

PROJETO SALA DE REDAÇÃO PROJETO SALA DE REDAÇÃO Eliane Teresinha da Silva Acadêmica do Curso de Letras Português e Literaturas UAB Restinga Seca/UFSM Gláucia Josiele Cardoso Acadêmica do Curso de Letras Português e Literaturas

Leia mais

Pedro Bandeira. Leitor em processo 2 o e 3 o anos do Ensino Fundamental

Pedro Bandeira. Leitor em processo 2 o e 3 o anos do Ensino Fundamental Pedro Bandeira Pequeno pode tudo Leitor em processo 2 o e 3 o anos do Ensino Fundamental PROJETO DE LEITURA Coordenação: Maria José Nóbrega Elaboração: Rosane Pamplona De Leitores e Asas MARIA JOSÉ NÓBREGA

Leia mais

PALAVRAS-CHAVE: PNLD, livro didático, língua estrangeira, gênero.

PALAVRAS-CHAVE: PNLD, livro didático, língua estrangeira, gênero. PNLD 2011: ANÁLISE DE UMA COLEÇÃO DE LIVRO DIDÁTICO DE INGLÊS Universidade Federal de Goiás Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística Mestranda: Maria Letícia Martins Campos FERREIRA mleticiaf@hotmail.com

Leia mais

Elvira Cristina de Azevedo Souza Lima' A Utilização do Jogo na Pré-Escola

Elvira Cristina de Azevedo Souza Lima' A Utilização do Jogo na Pré-Escola Elvira Cristina de Azevedo Souza Lima' A Utilização do Jogo na Pré-Escola Brincar é fonte de lazer, mas é, simultaneamente, fonte de conhecimento; é esta dupla natureza que nos leva a considerar o brincar

Leia mais

O resumo Se procurares num dicionário o verbo resumir encontrarás uma definição semelhante a esta: dizer em poucas palavras o que se disse ou escreveu mais extensivamente; condensar. Sendo uma forma de

Leia mais

O CONCEITO DE MATÉRIA NA FILOSOFIA KANTIANA DA NATUREZA

O CONCEITO DE MATÉRIA NA FILOSOFIA KANTIANA DA NATUREZA O CONCEITO DE MATÉRIA NA FILOSOFIA KANTIANA DA NATUREZA Gilberto do Nascimento Lima Brito* 1. INTRODUÇÃO Nossa pesquisa consistirá em analisar o conceito de matéria na filosofia da natureza de Immanuel

Leia mais

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA FARROUPILHA PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA FARROUPILHA PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA FARROUPILHA PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO ANEXO I. PROJETO DE CURTA DURAÇÃO 1. IDENTIFICAÇÃO 1.1 Título do

Leia mais

Discursivas do Cespe Tema específico: resposta fácil, organização complicada.

Discursivas do Cespe Tema específico: resposta fácil, organização complicada. Toque de Mestre 16 Discursivas do Cespe Tema específico: resposta fácil, organização complicada. Profa. Júnia Andrade Viana profajunia@gmail.com face: profajunia Autora do livro Redação para Concursos

Leia mais

XIII Encontro de Iniciação Científica IX Mostra de Pós-graduação 06 a 11 de outubro de 2008 BIODIVERSIDADE TECNOLOGIA DESENVOLVIMENTO

XIII Encontro de Iniciação Científica IX Mostra de Pós-graduação 06 a 11 de outubro de 2008 BIODIVERSIDADE TECNOLOGIA DESENVOLVIMENTO XIII Encontro de Iniciação Científica IX Mostra de Pós-graduação 06 a 11 de outubro de 2008 BIODIVERSIDADE TECNOLOGIA DESENVOLVIMENTO MCH0181 HISTÓRIAS EM QUADRINHOS SOB A PERSPECTIVA DA TEORIA BAKHTINIANA

Leia mais

EXPRESSÃO ESCRITA. O Sumário aqui presente é a continuação do que desenvolvemos na aula anterior: 1. Introdução. 2.

EXPRESSÃO ESCRITA. O Sumário aqui presente é a continuação do que desenvolvemos na aula anterior: 1. Introdução. 2. EXPRESSÃO ESCRITA Sejam bem-vindos à segunda videoaula de Expressão Escrita. Sou a Maj Anna Luiza professora de Português da Seção de Idiomas da ECEME. Esta aula se destina a você, aluno do CP/ECEME e

Leia mais

Ajuda ao SciEn-Produção 1. 1. O Artigo Científico da Pesquisa Experimental

Ajuda ao SciEn-Produção 1. 1. O Artigo Científico da Pesquisa Experimental Ajuda ao SciEn-Produção 1 Este texto de ajuda contém três partes: a parte 1 indica em linhas gerais o que deve ser esclarecido em cada uma das seções da estrutura de um artigo cientifico relatando uma

Leia mais

Cadernos do CNLF, Vol. XIII, Nº 04

Cadernos do CNLF, Vol. XIII, Nº 04 INFLUÊNCIAS MÚTUAS DE UMA MODALIDADE SOBRE A OUTRA NO INCONSCIENTE DE UM INDIVÍDUO COM UM ALTO GRAU DE LETRAMENTO José Mario Botelho (UERJ e ABRAFIL) botelho_mario@hotmail.com Marcela Cockell (UERJ) marcelacockell@hotmail.com

Leia mais

FORMAÇÃO CONTINUADA CAMINHOS PARA O ENSINO

FORMAÇÃO CONTINUADA CAMINHOS PARA O ENSINO FORMAÇÃO CONTINUADA CAMINHOS PARA O ENSINO SUPERIOR PLANO DE ENSINO E ESTRATÉGIAS Profª Msc. Clara Maria Furtado PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO CURRÍCULO ORGANIZAÇÃO CURRICULAR PLANEJAMENTO DO CURSO OBJETIVOS

Leia mais

CRIARCONTEXTO: ANÁLISE DO DISCURSO NAS LETRAS DE MÚSICA 1. Faculdade de Letras, Universidade Federal de Goiás, CEP - 74001-970, Brasil

CRIARCONTEXTO: ANÁLISE DO DISCURSO NAS LETRAS DE MÚSICA 1. Faculdade de Letras, Universidade Federal de Goiás, CEP - 74001-970, Brasil CRIARCONTEXTO: ANÁLISE DO DISCURSO NAS LETRAS DE MÚSICA 1 Juliana Dionildo dos Santos 2 e Eliane Marquez da Fonseca Fernandes 3 Faculdade de Letras, Universidade Federal de Goiás, CEP - 74001-970, Brasil

Leia mais

Suas atividades terão como horizonte a escola, de modo particular, a escola em que você atua!

Suas atividades terão como horizonte a escola, de modo particular, a escola em que você atua! PROJETO-INTERVENÇÃO O curso de formação de gestores escolares que estamos realizando orientase por dois eixos básicos: a) a educação compreendida como direito social a ser suprido pelo Estado; b) a gestão

Leia mais

ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS: que lugar é este?

ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS: que lugar é este? Universidade do Sul de Santa Catarina UNISUL maria.schlickmann@unisul.br Palavras iniciais... As reflexões que apresento neste texto são um recorte de estudo que venho realizando na minha tese de doutorado.

Leia mais

A LEITURA E O PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO

A LEITURA E O PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO A LEITURA E O PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO Adriana M. das Virgens Chagas (adrianachagas3@hotmail.com) Aluna de graduação do curso de Pedagogia das Faculdades Integradas de Aracruz Luciana C.

Leia mais

MÚLTIPLAS LEITURAS: CAMINHOS E POSSIBILIDADES

MÚLTIPLAS LEITURAS: CAMINHOS E POSSIBILIDADES MÚLTIPLAS LEITURAS: CAMINHOS E POSSIBILIDADES EDIT MARIA ALVES SIQUEIRA (UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA). Resumo Diferentes instrumentos de avaliação (ENEM, SIMAVE) tem diagnosticado o despreparo dos alunos

Leia mais

O olhar do professor para a formação contínua em um cenário de projetos

O olhar do professor para a formação contínua em um cenário de projetos O olhar do professor para a formação contínua em um cenário de projetos Cristiane Akemi Ishihara 1 cakemi@usp.br Resumo Este trabalho apresentado para a obtenção do título de mestre junto à Faculdade de

Leia mais

REGULAMENTO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

REGULAMENTO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO FACULDADE DE ESTUDOS SOCIAIS DO ESPÍRITO SANTO FACULDADE PIO XII REGULAMENTO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO ( 6º PERÍODO/2013-7º PERÍODO/2014-8º PERÍODO/2014 ) Cariacica 2013/2014 FACULDADE DE ESTUDOS

Leia mais

PROVINHA BRASIL E HABILIDADES DE LEITURA: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE OS NÍVEIS DE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO

PROVINHA BRASIL E HABILIDADES DE LEITURA: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE OS NÍVEIS DE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO 1 PROVINHA BRASIL E HABILIDADES DE LEITURA: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE OS NÍVEIS DE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO INTRODUÇÃO Solange dos Santos (UFS) A leitura tem sido por muito tempo um tema muito debatido

Leia mais

PLANO DE ENSINO. Unidade curricular INICIAÇÃO AOS ESTUDOS LINGUISTICOS. Carga Horária Prática -

PLANO DE ENSINO. Unidade curricular INICIAÇÃO AOS ESTUDOS LINGUISTICOS. Carga Horária Prática - PLANO DE ENSINO LETRAS (PORTUGUÊS-INGLÊS) Turno: Noturno Currículo: 2003 INFORMAÇÕES BÁSICAS Período 2013/1 Natureza: Unidade curricular INICIAÇÃO AOS ESTUDOS LINGUISTICOS Teórica 60 Carga Horária Prática

Leia mais

O E-TEXTO E A CRIAÇÃO DE NOVAS MODALIDADES EXPRESSIVAS. Palavras-chave: texto, e-mail, linguagem, oralidade, escrita.

O E-TEXTO E A CRIAÇÃO DE NOVAS MODALIDADES EXPRESSIVAS. Palavras-chave: texto, e-mail, linguagem, oralidade, escrita. Revista Eletrônica Novo Enfoque, ano 2013, v. 17, n. 17, p. 191 195 O E-TEXTO E A CRIAÇÃO DE NOVAS MODALIDADES EXPRESSIVAS MARQUES, Fernanda Vieira ANDRADE, Antonio Carlos Siqueira de Palavras-chave: texto,

Leia mais

Titulo do Trabalho: Fundamentação da metodologia de pesquisa teórica em

Titulo do Trabalho: Fundamentação da metodologia de pesquisa teórica em Titulo do Trabalho: Fundamentação da metodologia de pesquisa teórica em psicanálise Autor: Érico Campos RESUMO Este trabalho discute questões gerais envolvidas na leitura de textos e discursos nas ciências

Leia mais

Olimpíada de LP Escrevendo o futuro

Olimpíada de LP Escrevendo o futuro Olimpíada de LP Escrevendo o futuro QUATRO GÊNEROS EM CARTAZ: OS CAMINHOS DA ESCRITA Cristiane Cagnoto Mori 19/03/2012 Referências bibliográficas RANGEL, Egon de Oliveira. Caminhos da escrita: O que precisariam

Leia mais

Programa e Metas Curriculares de Português do Ensino Secundário Oralidade

Programa e Metas Curriculares de Português do Ensino Secundário Oralidade Programa e Metas Curriculares de Português do Ensino Secundário Oralidade Helena C. Buescu, Luís C. Maia, Maria Graciete Silva, Maria Regina Rocha 10.º Ano: Oralidade Compreensão do Oral Objetivo Compreender

Leia mais

AS REPRESENTAÇÕES DE PROFESSORES SOBRE A DOCENCIA COMO PROFISSÃO: UMA QUESTÃO A SE PENSAR NOS PROJETOS FORMATIVOS.

AS REPRESENTAÇÕES DE PROFESSORES SOBRE A DOCENCIA COMO PROFISSÃO: UMA QUESTÃO A SE PENSAR NOS PROJETOS FORMATIVOS. AS REPRESENTAÇÕES DE PROFESSORES SOBRE A DOCENCIA COMO PROFISSÃO: UMA QUESTÃO A SE PENSAR NOS PROJETOS FORMATIVOS. Prof. Dr. Isauro Beltrán Nuñez Prof. Dr. Betania Leite Ramalho INTRODUÇÃO A pesquisa que

Leia mais

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE PEDROUÇOS. Planificação de Português

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE PEDROUÇOS. Planificação de Português AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE PEDROUÇOS Escola Básica 2/3 de Pedrouços Planificação de Português 7. 7ºano de escolaridade Ano letivo 2012/2013 Expressão oral Compreensão oral 1. o Período (+-64 aulas ) ))))))))646464+66666646

Leia mais

As Cartilhas e a Alfabetização

As Cartilhas e a Alfabetização As Cartilhas e a Alfabetização Métodos globais: aprender a ler a partir de histórias ou orações Conhecer e respeitar as necessidades e interesses da criança; partir da realidade do aluno e estabelecer

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL IV SEAD - SEMINÁRIO DE ESTUDOS EM ANÁLISE DO DISCURSO 1969-2009: Memória e história na/da Análise do Discurso Porto Alegre, de 10 a 13 de novembro de 2009 A MATERIALIZAÇÃO

Leia mais

Vamos começar nossos estudos e descobertas????????

Vamos começar nossos estudos e descobertas???????? Aula 07 RESUMO E RESENHA Vamos iniciar nossos estudos???? Você já deve ter observado que pedimos que leia determinados textos e escreva o que entendeu, solicitamos que escreva o que o autor do texto quis

Leia mais

COESÃO COERÊNCIA. É um dos meios que garante a unidade semântica e a organização de um enunciado.

COESÃO COERÊNCIA. É um dos meios que garante a unidade semântica e a organização de um enunciado. 1. COESÃO 1.1. O que é? É um dos meios que garante a unidade semântica e a organização de um enunciado. Dito de forma mais simples: a coesão textual tem a ver com a maneira como se processa a ligação entre

Leia mais

O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO: UM EMBATE ENTRE O ATUAL E A MEMÓRIA. Élcio Aloisio FRAGOSO 1

O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO: UM EMBATE ENTRE O ATUAL E A MEMÓRIA. Élcio Aloisio FRAGOSO 1 1 O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO: UM EMBATE ENTRE O ATUAL E A MEMÓRIA Élcio Aloisio FRAGOSO 1 Resumo O novo acordo ortográfico já rendeu uma série de discussões sob pontos de vistas bem distintos. O acordo

Leia mais

Letras. Objetivo. Aspectos das Conexões Sintáticas. Prof a. Dr a. Leda Szabo

Letras. Objetivo. Aspectos das Conexões Sintáticas. Prof a. Dr a. Leda Szabo Letras Prof a. Dr a. Leda Szabo Aspectos das Conexões Sintáticas Objetivo Diferenciar o objeto de estudo da análise de base sintática do objeto de estudo da análise do discurso. Compreender a diferença

Leia mais

A INSTITUCIONALIZAÇÃO DA AD NOS PROGRAMAS DE PÓS- GRADUAÇÃO DA PUC/RS E DA UFRGS

A INSTITUCIONALIZAÇÃO DA AD NOS PROGRAMAS DE PÓS- GRADUAÇÃO DA PUC/RS E DA UFRGS A INSTITUCIONALIZAÇÃO DA AD NOS PROGRAMAS DE PÓS- GRADUAÇÃO DA PUC/RS E DA UFRGS Taís da Silva MARTINS Universidade Federal de Santa Maria taissmartins@superig.com.br Em nossa pesquisa, buscamos entender

Leia mais

Os gêneros presentes nas propostas de produção escrita de livros didáticos do Ensino Médio.

Os gêneros presentes nas propostas de produção escrita de livros didáticos do Ensino Médio. Os gêneros presentes nas propostas de produção escrita de livros didáticos do Ensino Médio. Dalva Aparecida do Carmo Constantino, UFMT, Faculdades Integradas de Rondonópolis (FAIR/UNIR). Este trabalho

Leia mais

PRINCÍPIOS PARA A REDAÇÃO DE UMA DISSERTAÇÃO OU TESE

PRINCÍPIOS PARA A REDAÇÃO DE UMA DISSERTAÇÃO OU TESE 1 PRINCÍPIOS PARA A REDAÇÃO DE UMA DISSERTAÇÃO OU TESE Prof. Dr. Flávio Villaça Professor Titular de Planejamento Urbano da FAU-USP Versão de 20/12/04 Flavila@uol.com.br INTRODUÇÀO Este texto foi elaborando

Leia mais

Universidade Federal de Pernambuco Centro de Ciências da Saúde Programa de Pós-Graduação em Gerontologia

Universidade Federal de Pernambuco Centro de Ciências da Saúde Programa de Pós-Graduação em Gerontologia Universidade Federal de Pernambuco Centro de Ciências da Saúde Programa de Pós-Graduação em Gerontologia Av. Av. Prof. Moraes Rego s/n - Cidade Universitária - CEP: 50739-970 Recife PE Fone: (81)21268538

Leia mais

Os Gêneros Discursivos: uma perspectiva dialógica de ensino de língua portuguesa no Ensino Fundamental

Os Gêneros Discursivos: uma perspectiva dialógica de ensino de língua portuguesa no Ensino Fundamental - SEPesq Os Gêneros Discursivos: uma perspectiva dialógica de ensino de língua portuguesa no Ensino Fundamental Renata Faria A. Silva da Rosa Mestranda Letras/Linguística PPGL PUCRS renata.faria@acad.pucrs.br

Leia mais

A COESÃO TEXTUAL NA OBRA DE MURILO MENDES

A COESÃO TEXTUAL NA OBRA DE MURILO MENDES A COESÃO TEXTUAL NA OBRA DE MURILO MENDES Roseli Cabral Calil (Unifran) Juscelino Pernambuco (Unifran) Introdução Esta pesquisa terá como objetivo analisar a construção dos versos desse poeta, buscando

Leia mais

A Sociologia de Weber

A Sociologia de Weber Material de apoio para Monitoria 1. (UFU 2011) A questão do método nas ciências humanas (também denominadas ciências históricas, ciências sociais, ciências do espírito, ciências da cultura) foi objeto

Leia mais

OPERADORES ARGUMENTATIVOS: AS MARCAS DE ARGUMENTAÇÃO NO GÊNERO NOTÍCIA ONLINE

OPERADORES ARGUMENTATIVOS: AS MARCAS DE ARGUMENTAÇÃO NO GÊNERO NOTÍCIA ONLINE 25 a 28 de Outubro de 2011 ISBN 978-85-8084-055-1 OPERADORES ARGUMENTATIVOS: AS MARCAS DE ARGUMENTAÇÃO NO GÊNERO NOTÍCIA ONLINE André William Alves de Assis 1 RESUMO: Como participantes do processo comunicativo,

Leia mais

Pré-texto. Texto. Pós-texto. Estrutura do Trabalho Final de Curso. A estrutura do Trabalho Final de Curso compreende: pré-texto, texto e pós-texto.

Pré-texto. Texto. Pós-texto. Estrutura do Trabalho Final de Curso. A estrutura do Trabalho Final de Curso compreende: pré-texto, texto e pós-texto. Estrutura do Trabalho Final de Curso A estrutura do Trabalho Final de Curso compreende: pré-texto, texto e pós-texto. Pré-texto Capa Folha de Rosto Dedicatória Agradecimentos Epígrafe Resumo Sumário Texto

Leia mais

CONCEITOS A EXPLORAR. Ciclo da vida. Biologia celular. Populações. Finitude. Temporalidade. Liberdade. Determinismo. Ética. O sagrado.

CONCEITOS A EXPLORAR. Ciclo da vida. Biologia celular. Populações. Finitude. Temporalidade. Liberdade. Determinismo. Ética. O sagrado. CONCEITOS A EXPLORAR H istória Conteúdos e conceitos. Historicidade. Mudança, transformação, simultaneidade e permanência. Alteridade, diversidade e respeito pela diferença. Cultura, sociedade, relação

Leia mais

MANUAL PARA ELABORAÇÃO DE ARTIGOS CIENTÍFICOS DE ACORDO COM AS NORMAS DE DOCUMENTAÇÃO DA ABNT

MANUAL PARA ELABORAÇÃO DE ARTIGOS CIENTÍFICOS DE ACORDO COM AS NORMAS DE DOCUMENTAÇÃO DA ABNT MANUAL PARA ELABORAÇÃO DE ARTIGOS CIENTÍFICOS DE ACORDO COM AS NORMAS DE DOCUMENTAÇÃO DA ABNT HELENA DE CARVALHO SICSÚ 1 RESUMO Este trabalho apresenta os elementos que constituem a estrutura de um artigo

Leia mais

PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA DE INGLÊS

PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA DE INGLÊS PEF 367 PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA DE INGLÊS TIPO DE PROVA DURAÇÃO Teórico/prática 90 Minutos (escrita) +25 Minutos (oral) X Escrita Com tolerância de 30 minutos X Oral X Sem tolerância 11º ANO

Leia mais

COMO FORMATAR MONOGRAFIA E TCC

COMO FORMATAR MONOGRAFIA E TCC TEXTO COMPLEMENTAR AULA 2 (15/08/2011) CURSO: Serviço Social DISCIPLINA: ORIENTAÇÕES DE TCC II - 8º Período - Turma 2008 PROFESSORA: Eva Ferreira de Carvalho Caro acadêmico, na Aula 2, você estudará Áreas

Leia mais

METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO RESUMOS, FICHAMENTOS E RESENHA

METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO RESUMOS, FICHAMENTOS E RESENHA METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO RESUMOS, FICHAMENTOS E RESENHA RESUMOS Definição: é a apresentação concisa e freqüentemente seletiva do texto, destacando-se os elementos de maior interesse e importância,

Leia mais

(Re)buscando Pêcheux: algumas reflexões in-certas 1

(Re)buscando Pêcheux: algumas reflexões in-certas 1 (Re)buscando Pêcheux: algumas reflexões in-certas 1 Beatriz Maria ECKERT-HOFF 2 Doutoranda em Lingüística Aplicada/UNICAMP Este texto se insere no painel 04, intitulado Mises au point et perspectives à

Leia mais

A REDAÇÃO DO VESTIBULAR E A CONSTRUÇÃO DE UM ETHOS DISCURSIVO APOIADO NO HIPERENUNCIADOR JORNALISTA

A REDAÇÃO DO VESTIBULAR E A CONSTRUÇÃO DE UM ETHOS DISCURSIVO APOIADO NO HIPERENUNCIADOR JORNALISTA A REDAÇÃO DO VESTIBULAR E A CONSTRUÇÃO DE UM ETHOS DISCURSIVO APOIADO NO HIPERENUNCIADOR JORNALISTA Gislane Kátia TESSAROLO AUTORA - MESTRANDA DO PROGRAMA DE PÓS- GRADUAÇÃO EM LETRAS E LINGUÍSTICA UFG

Leia mais

1º ANO. Atividades Acadêmico-Científico-Culturais 20. Pesquisa e construção do Conhecimento/ Sociologia

1º ANO. Atividades Acadêmico-Científico-Culturais 20. Pesquisa e construção do Conhecimento/ Sociologia 1º ANO 1º básica Leitura e produção de textos/filosofia Pesquisa e construção do Conhecimento/ Sociologia Língua Portuguesa I Noções Básicas de Língua Portuguesa A gramática e sua subdivisão As relações

Leia mais

A CONSTRUÇÃO DO TEXTO COESÃO E COERÊNCIA TEXTUAIS CONCEITO DE TÓPICO 1 Maria Lúcia Mexias Simon mmexiassimon@yahoo.com.

A CONSTRUÇÃO DO TEXTO COESÃO E COERÊNCIA TEXTUAIS CONCEITO DE TÓPICO 1 Maria Lúcia Mexias Simon mmexiassimon@yahoo.com. A CONSTRUÇÃO DO TEXTO COESÃO E COERÊNCIA TEXTUAIS CONCEITO DE TÓPICO 1 Maria Lúcia Mexias Simon mmexiassimon@yahoo.com. A CONSTRUÇÃO DO TEXTO A noção de texto é central na lingüística textual e na teoria

Leia mais

O QUE ALUNOS DO CICLO INICIAL INVENTAM AO NOMEAR OS PERSONAGENS DE SUAS HISTÓRIAS INVENTADAS

O QUE ALUNOS DO CICLO INICIAL INVENTAM AO NOMEAR OS PERSONAGENS DE SUAS HISTÓRIAS INVENTADAS O QUE ALUNOS DO CICLO INICIAL INVENTAM AO NOMEAR OS PERSONAGENS DE SUAS HISTÓRIAS INVENTADAS Roberta da Silva Freitas roberta_sfreitas@hotmail.com Universidade Federal de Alagoas (UFAL-PPGE/ET&C-CAPES)

Leia mais

GRADE CURRICULAR DO MESTRADO EM LETRAS: LINGUAGEM E SOCIEDADE. NOME DAS DISCIPLINAS Nº DE CRÉDITOS EMENTA Teorias da Linguagem (60h/a - 04 créditos)

GRADE CURRICULAR DO MESTRADO EM LETRAS: LINGUAGEM E SOCIEDADE. NOME DAS DISCIPLINAS Nº DE CRÉDITOS EMENTA Teorias da Linguagem (60h/a - 04 créditos) GRADE CURRICULAR DO MESTRADO EM LETRAS: LINGUAGEM E SOCIEDADE DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS - 34 CRÉDITOS Teorias da Linguagem (60h/a - 04 Teorias Sociológicas (60h/a - 04 Metodologia da Pesquisa em Linguagem

Leia mais

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM PORTUGUESA DE LÍNGUA. Anos Iniciais do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano) MARÇO

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM PORTUGUESA DE LÍNGUA. Anos Iniciais do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano) MARÇO EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM DE LÍNGUA PORTUGUESA MARÇO 2013 Expectativas de Aprendizagem de Língua Portuguesa dos anos iniciais do Ensino Fundamental 1º ao 5º ano Anos Iniciais do Ensino Fundamental (1º

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO FISICA NAS SÉRIES INICIAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA LEILA REGINA VALOIS MOREIRA

A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO FISICA NAS SÉRIES INICIAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA LEILA REGINA VALOIS MOREIRA 1 A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO FISICA NAS SÉRIES INICIAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA LEILA REGINA VALOIS MOREIRA INTRODUÇÃO O tema a ser estudado tem como finalidade discutir a contribuição da Educação Física enquanto

Leia mais

Descobrindo o que a criança sabe na atividade inicial Regina Scarpa 1

Descobrindo o que a criança sabe na atividade inicial Regina Scarpa 1 1 Revista Avisa lá, nº 2 Ed. Janeiro/2000 Coluna: Conhecendo a Criança Descobrindo o que a criança sabe na atividade inicial Regina Scarpa 1 O professor deve sempre observar as crianças para conhecê-las

Leia mais

LETRAS 1º PERÍODO. Código Disciplina C/H Curso Disciplina C/H Código Curso Ano do Conclusão

LETRAS 1º PERÍODO. Código Disciplina C/H Curso Disciplina C/H Código Curso Ano do Conclusão LETRAS 1º PERÍODO Disciplina A Disciplina B 62961 Língua Portuguesa A 68 Língua Portuguesa A 68 Ementa: Estuda os fundamentos Ementa: Estudo da base fonéticofonológica teóricos da análise lingüística,

Leia mais

DO DESENHO A ESCRITA E LEITURA

DO DESENHO A ESCRITA E LEITURA DO DESENHO A ESCRITA E LEITURA Cleide Nunes Miranda 1 Taís Batista 2 Thamires Sampaio 3 RESUMO: O presente estudo discute a relevância do ensino de leitura e principalmente, da escrita, trazendo em especial

Leia mais

COMANDOS DE PRODUÇÃO TEXTUAL: ANÁLISE DOS DADOS DE UMA PESQUISA-AÇÃO

COMANDOS DE PRODUÇÃO TEXTUAL: ANÁLISE DOS DADOS DE UMA PESQUISA-AÇÃO 2686 COMANDOS DE PRODUÇÃO TEXTUAL: ANÁLISE DOS DADOS DE UMA PESQUISA-AÇÃO Contexto da Pesquisa Nagely Beatriz Hütner - ESAP O presente artigo versa sobre o relato de uma pesquisa de mestrado que teve como

Leia mais

Portfólio Easy to Learn SERVIÇO SOCIAL

Portfólio Easy to Learn SERVIÇO SOCIAL Portfólio Easy to Learn SERVIÇO SOCIAL ÍNDICE Pensamento Social...2 Movimentos Sociais e Serviço Social...2 Fundamentos do Serviço Social I...2 Leitura e Interpretação de Textos...3 Metodologia Científica...3

Leia mais