Demonstrações Financeiras. Perdigão S.A. 31 de dezembro de 2008 e 2007 com Parecer dos Auditores Independentes

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Demonstrações Financeiras. Perdigão S.A. 31 de dezembro de 2008 e 2007 com Parecer dos Auditores Independentes"

Transcrição

1 Demonstrações Financeiras Perdigão S.A. com Parecer dos Auditores Independentes

2 PERDIGÃO S.A DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Índice Parecer dos Auditores Independentes... 1 Demonstrações Financeiras Auditadas Balanços Patrimoniais... 3 Demonstrações do Resultado... 5 Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido... 6 Demonstrações dos Fluxos de Caixa... 7 Demonstração do Valor Adicionado... 8 Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras... 9

3 PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES Ao Conselho de Administração e aos Acionistas da Perdigão S.A. São Paulo SP 1. Examinamos o balanço patrimonial da Perdigão S.A. e o balanço patrimonial consolidado dessa Companhia e suas controladas, levantados em 31 de dezembro de 2008, e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido, dos fluxos de caixa e do valor adicionado, correspondentes ao exercício findo naquela data, elaborados sob a responsabilidade de sua Administração. Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras. 2. Nosso exame foi conduzido de acordo com as normas de auditoria aplicáveis no Brasil e compreendeu: a) o planejamento dos trabalhos, considerando a relevância dos saldos, o volume de transações e os sistemas contábeis e de controles internos da Companhia e suas controladas; b) a constatação, com base em testes, das evidências e dos registros que suportam os valores e as informações contábeis divulgados; e c) a avaliação das práticas e das estimativas contábeis mais representativas adotadas pela Administração da Companhia e suas controladas, bem como da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. 3. Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas representam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Perdigão S.A. e a posição patrimonial e financeira consolidada dessa Companhia e suas controladas em 31 de dezembro de 2008, os resultados de suas operações, as mutações de seu patrimônio líquido, os seus fluxos de caixa e os valores adicionados referentes ao exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. 4. Anteriormente, examinamos as demonstrações financeiras da Companhia e as demonstrações financeiras consolidadas da Companhia e suas controladas referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2007, compreendendo o balanço patrimonial, as demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e das origens e aplicações de recursos, além das informações suplementares compreendendo as demonstrações dos fluxos de caixa e do valor adicionado, sobre as quais emitimos parecer sem ressalva, datado de 21 de fevereiro de Conforme mencionado na nota explicativa 2, as práticas contábeis adotadas no Brasil foram alteradas a partir de 1º. de janeiro de

4 As demonstrações financeiras referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2007, apresentadas de forma conjunta com as demonstrações financeiras de 2008, foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil vigentes até 31 de dezembro de 2007 e, como permitido pelo Pronunciamento Técnico CPC 13 - Adoção Inicial da Lei nº /07 e da Medida Provisória no 449/08, não estão sendo reapresentadas com os ajustes para fins de comparação entre os exercícios. 23 de março de 2009 KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6 José Luiz Ribeiro de Carvalho Contador CRC 1SP141128/O-2 Charles Krieck Contador CRC 1SP212272/O-2 2

5 BALANÇOS PATRIMONIAIS Controladora Consolidado ATIVO CIRCULANTE Caixa e equivalentes a caixa Aplicações financeiras Contas a receber de clientes Dividendos e juros sobre capital próprio Estoques Impostos a recuperar Impostos sobre a renda diferidos Outros direitos Total do Ativo Circulante NÃO CIRCULANTE Realizável a longo prazo Aplicações financeiras Títulos a receber Contas a receber de clientes Impostos a recuperar Impostos sobre a renda diferidos Depósitos judiciais Outros direitos Investimentos Imobilizado Intangível Diferido Total do Ativo Não Circulante Total do Ativo As notas explicativas são parte integrante das Demonstrações Financeiras. 3

6 BALANÇOS PATRIMONIAIS Controladora Consolidado PASSIVO CIRCULANTE Empréstimos e financiamentos Fornecedores Salários e obrigações sociais Obrigações tributárias Dividendos e juros sobre capital próprio Participações dos administradores e funcionários Débitos com empresas ligadas Outras obrigações Total do Passivo Circulante NÃO CIRCULANTE Empréstimos e financiamentos Obrigações sociais e tributárias Provisão para contingências Impostos sobre a renda diferidos Outras obrigações Total do Passivo Não Circulante PARTICIPAÇÃO DE ACIONISTAS NÃO CONTROLADORES PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital social realizado Ações em tesouraria (815) (815) (815) (815) Reservas de lucros Ajustes de avaliação patrimonial (38.129) - (38.129) - Total do Patrimônio Líquido Total do Passivo As notas explicativas são parte integrante das Demonstrações Financeiras. 4

7 DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS Exercícios findos em (valores expressos em milhares de reais, exceto lucro por ação) RECEITA OPERACIONAL BRUTA: Controladora Consolidado Vendas no mercado interno Vendas no mercado externo Impostos e outras deduções de vendas ( ) - ( ) ( ) RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA Custo dos produtos vendidos ( ) - ( ) ( ) LUCRO BRUTO RECEITAS (DESPESAS) OPERACIONAIS: Vendas ( ) - ( ) ( ) Gerais e administrativas (24.198) (6.591) ( ) (90.389) Despesas financeiras ( ) (32.546) ( ) ( ) Receitas financeiras Resultado de investimentos em controladas Outros resultados operacionais ( ) 104 ( ) (14.761) ( ) ( ) ( ) RESULTADO OPERACIONAL (54.117) ( ) Imposto de renda e contribuição social (9.369) (32.080) Participação dos funcionários (12.202) - (13.500) (24.636) Participação dos administradores - - (3.392) (2.556) Participação de acionistas não controladores - - (385) (3.183) LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO Ações em circulação no final do exercício LUCRO LÍQUIDO POR AÇÃO EM CIRCULAÇÃO NO FINAL DO EXERCÍCIO R$ 0,37 1,75 0,26 1,73 As notas explicativas são parte integrante das Demonstrações Financeiras. 5

8 DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - CONTROLADORA Exercícios findos em (valores expressos em milhares de reais, exceto juros sobre capital próprio por ação) Capital social realizado Ações em tesouraria Reservas de lucros Ajustes de avaliação patrimonial Lucros acumulados Total SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE (815) Aumento de capital - emissão de ações (vide nota 15 a) Lucro líquido do exercício Destinação do lucro do exercício (vide nota 15 b): Reserva legal (16.280) - Reserva para aumento de capital (65.122) - Reserva para expansão ( ) - Juros sobre capital próprio R$ 0,53883 por ação em circulação no final do exercício ( ) ( ) SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE (815) Ajustes da adoção da Lei nº /07 (vide nota 2) - - (38.129) (232) (38.361) Aumento de capital - emissão de ações (vide nota 15 a) Lucro líquido do exercício Destinação do lucro do exercício (vide nota 15 b): Reserva legal (3.860) - Reserva para expansão - - (3.069) Juros sobre capital próprio R$ 0,36923 por ação em circulação no final do exercício (76.415) (76.415) SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE (815) (38.129) As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. 6

9 DEMOSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA Exercícios findos em Controladora Consolidado ATIVIDADES OPERACIONAIS Lucro líquido Ajustes para reconciliar o lucro ao caixa gerado pelas operações: Participação de acionistas não controladores Depreciação, amortização e exaustão Amortização de ágio Resultado de investimentos em controladas ( ) ( ) - - Resultado na alienação e baixas do permanente Impostos sobre a renda diferidos ( ) ( ) (14.225) Efeito da Lei /07 (201) Provisão/reversão de contingências (13.543) - (34.071) Outras provisões (27.666) Juros e variações cambiais (49.670) (75.586) Variações nos ativos e passivos: Contas a receber de clientes ( ) (99.305) Estoques ( ) ( ) Fornecedores ( ) (426) Pagamento de contingências (2.811) - (26.993) (9.304) Salários, obrigações sociais e outros (2.743) (3.318) ( ) Caixa originado (aplicado) nas atividades operacionais (23.932) ATIVIDADES DE INVESTIMENTO Aplicações financeiras ( ) ( ) ( ) ( ) Resgate de aplicações financeiras Adiantamento para futuro aumento de capital - ( ) - - Outros investimentos, líquido ( ) - (7) - Aquisições de imobilizado (45.154) - ( ) ( ) Aquisições / formação de matrizes (27.782) - ( ) ( ) Alienações do imobilizado Aquisição de empresas, líquido do caixa ( ) - ( ) ( ) Aplicações no diferido (3.450) - (98.493) (42.840) Juros sobre o capital próprio recebidos Caixa (aplicado) nas atividades de investimento ( ) ( ) ( ) ( ) ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO Financiamentos tomados Pagamento de financiamentos ( ) - ( ) ( ) Aumento de capital Dividendos e juros sobre o capital próprio pagos ( ) (72.676) ( ) (75.555) Caixa originado (aplicado) nas atividades de financiamento ( ) Aumento (decréscimo) líquido no saldo de caixa ( ) Saldo de caixa e equivalentes no início do exercício Saldo de caixa e equivalentes no final do exercício As notas explicativas são parte integrante das Demonstrações Financeiras. 7

10 DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO Exercícios findos em Controladora Consolidada RECEITAS Vendas de mercadorias e produtos Outros resultados (10.461) 104 ( ) (13.635) Provisão para créditos de liquidação duvidosa Reversão / (Constituição) (10.080) (7.601) 2 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ( ) (2.024) ( ) ( ) Custos dos produtos e das mercadorias vendidos ( ) - ( ) ( ) Materiais, energia, serviços de terceiros e outros ( ) (2.024) ( ) ( ) Perdas de valores ativos (25.862) - (15.068) (3.352) 3 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2) (1.920) DEPRECIAÇÃO, AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO ( ) - ( ) ( ) 5 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO (3-4) (1.920) VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA Resultado de equivalência patrimonial Receitas financeiras Outras VALOR ADICIONADO PARA DISTRIBUIÇÃO (5+6) DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO: Pessoal Remuneração direta Benefícios F.G.T.S Impostos, taxas e contribuições (16.853) Federais ( ) Estaduais Municipais Remuneração do capital de terceiros/financiadores Juros Aluguéis Remuneração do capital próprio (dividendos e juros sobre o capital próprio) Juros sobre capital próprio Lucros retidos / Prejuízo do exercício (22.043) Participação de acionistas não-controladores As notas explicativas são parte integrante das Demonstrações Financeiras. 8

11 1. CONTEXTO OPERACIONAL Fundada em 1934, em Santa Catarina, a Perdigão S.A. e suas subsidiárias ( a Companhia ), é uma das maiores companhias brasileiras do ramo alimentício. Com foco na criação, produção e abate de aves, suínos e bovinos, industrialização e/ou comercialização de produtos processados, leite e lácteos, massas, vegetais congelados e derivados de soja, a Companhia produz cerca de itens, (SKUs) entre os quais: - Frangos inteiros e cortes de frangos, perus, suínos e bovinos congelados; - Presuntos, mortadelas, salsichas, linguiças, e outros produtos defumados; - Hambúrgueres, empanados, kibes, almôndegas; - Lasanhas, pizzas, vegetais, pão de queijo, tortas e folhados congelados; - Leite e produtos lácteos; - Sucos, leite de soja e sucos de soja; - Margarinas e; - Farelo de soja e farinha de soja refinada, bem como ração animal. Atualmente, a Companhia opera 22 unidades de processamento de carnes, 13 unidades de processamento de lácteos e sobremesas, uma fábrica de processamento de margarinas e uma unidade de processamento de soja, distribuídas nos seguintes estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Goiás, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Bahia. A subsidiária Plusfood Groep B.V. opera 3 unidades de processamento de carnes, distribuídas no Reino Unido, Holanda e Romênia. Ainda no exterior, a Companhia possui subsidiárias no Reino Unido, Itália, Espanha, Hungria, França, Japão, Holanda, Rússia, Cingapura e Emirados Árabes Unidos e uma unidade de processamento de queijos na Argentina. A Companhia possui um avançado sistema de distribuição, utilizando-se de 27 centros de distribuição em 13 estados brasileiros e no Distrito Federal e um centro de distribuição na Europa, atingindo supermercados, lojas de varejo, atacadistas, food-service e outros clientes institucionais no mercado interno e exportando para mais de 110 países. O nome da Perdigão se desdobra e agrega valor e confiabilidade às marcas Perdix, Chester, Apreciatta, Borella, Batavo, Halal, Sulina, Toque de Sabor, Light & Elegant Escolha Saudável, Confidence, Fazenda, Confiança, Unef, BFF e Nabrasa além de marcas licenciadas como Turma da Mônica. A esse portfolio foram acrescidas outras marcas de reconhecido renome no mercado de alimentos como Doriana, Claybon, Delicata, Friki (licenciada), Fribo, Elegê, Santa Rosa, El Vaquero, Dobon, Yobon, Kids, Veg, Balance, Yogê, Avipal, Al Badiya, Brazili, L Ami, entre outras. Em abril de 2006, a Companhia foi listada no Novo Mercado de Governança 9

12 Corporativa e, atualmente, tem suas ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) PRGA3 e na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), na forma de Recibos de Depósitos Americanos (ADRs) nível III, PDA. a) Estrutura e participações societárias em : Perdigão S.A. 1,0% Avipal Nordeste S.A. Avipal S.A. Construtora Incorp. (2) Perdigão Export Ltd. (2) 99,0% Perdigão Agroindustrial S.A Avipal Centro-Oeste S.A. (2) Avipal S.A. Alimentos 90,0% Estab. Levino 10,0% Zaccardi y Cia. S.A. Crossban Holdings GMBH. (1) 50,0% UP Alimentos Ltda. PDF Participações Ltda. Perdigão Trading S.A. (2) 90,0% 10,0% PSA Participações Ltda. 99, % Sino dos Alpes 0, % Alimentos Ltda. Perdix International Foods Com. Internacional Lda. Perdigão International Ltd. Perdigão UK Ltd. Perdigão France SARL Perdigão Holland B.V. Perdigão Nihon K.K. Perdigão Ásia PTE Ltd. Perdigão Hungary Plusfood UK Ltd Acheron Beteiligungsverwaltung GMBH (3) BFF International Ltd. (2) Highline International (2) Plusfood Groep B.V. 67% Plusfood B.V. Plusfood Constanta SRL Plusfood Finance UK LTD Plusfood France SARL Plusfood Iberia SL Plusfood Italia SRL Fribo Foods Ltd (1) Holding e centralizadora dos investimentos no exterior. (2) Empresas que estão sem atividade operacional. (3) Empresa e subsidiárias constituídas com a finalidade de operar no mercado Europeu. Nota: As empresas sem indicativo de percentual de participação são subsidiárias integrais diretas ou indiretas da Perdigão S.A. A sub-holding Acheron Beteiligung-sverwaltung GMBH possui cem subsidiárias diretas na Ilha da Madeira - Portugal, cujo objetivo é operar no mercado europeu para possibilitar o incremento na participação naquele mercado que é regulado por regime de quotas de importação para carne de frango e peru. O investimento nestas subsidiárias totaliza R$745. b) Aquisição Cotochés Em , a Companhia, por meio de sua subsidiária integral Perdigão Agroindustrial S.A. adquiriu 100% das quotas representativas do capital social da empresa Maroca e Russo Indústria e Comércio Ltda. (Cotochés), indústria do segmento de lácteos, localizada em Minas Gerais, pelo montante de R$51.000, com acervo líquido de R$11.799, gerando um ágio de R$

13 Em , a subsidiária integral Cotochés foi incorporada pela Companhia (vide nota 1 g ii). c) Aquisição Eleva Em , a Companhia concluiu o processo de aquisição da Eleva Alimentos S.A. (Eleva) iniciado em , pelo montante total de R$ Este montante é composto de R$ pagos em dinheiro ao antigo acionista controlador e aos acionistas não controladores da Eleva e R$ oriundo da troca de ações da Eleva por ações da Perdigão aos acionistas remanescentes. A Companhia registrou essa aquisição baseada no valor contábil do acervo líquido adquirido, e determinou o ágio de R$ da seguinte forma: Total adquirido Valor pago Valor de troca de ações Custos adicionais com aquisição (*) Custo de aquisição Ativos (passivos) líquidos Ajuste para uniformização de prática contábil (**) ( ) Efeito de ajuste no balanço de abertura (***) (20.658) Acervo líquido adquirido Percentual adquirido 100,00% Acervo líquido adquirido Ágio apurado (*) Os custos adicionais com aquisição correspondem, basicamente, a despesas com advogados, auditoria, consultorias e publicações legais. (**) Com o objetivo de equalizar as práticas contábeis da subsidiária Eleva às práticas contábeis adotadas pela controladora, foi revertida, em , a reserva de reavaliação registrada na Eleva. (***) Ajustes contábeis feitos nos saldos iniciais das contas patrimoniais da Eleva Alimentos. Em , a subsidiária integral Eleva foi incorporada pela Perdigão S.A. (vide nota 1 g i). d) Aquisição Plusfood Em , a Companhia, por meio de sua controlada Perdigão Holland BV, adquiriu 100% das ações representativas do capital social da Plusfood Groep BV ( Plusfood ) da acionista proprietária Cebeco Groep BV ( Cebeco ). A Companhia finalizou em a apuração do ágio de acordo com o encerramento do balanço 11

14 patrimonial final auditado da Plusfood, e o preço final pago foi de EUR (representado pelo valor total de EUR deduzido da dívida líquida apurada no fechamento de da Plusfood). O acervo líquido adquirido representava EUR8.935, e o ágio final apurado foi de EUR7.552 (R$ convertido para reais em ). e) Aquisição Batávia Em , a Companhia adquiriu 49% remanescentes das ações representativas do capital social da Batávia S.A. Indústria de Alimentos ( Batávia ) pelo montante de R$ (incluindo custos adicionais com aquisição de R$81), das Cooperativas proprietárias, tendo apurado um ágio de R$ e tornando-se a Batávia subsidiária integral da Companhia a partir desta data. Em , a Companhia adquiriu 51% das ações representativas do capital social da Batávia e máquinas e equipamentos na Batávia, pelo montante de R$ (líquido do caixa adquirido de R$2.579) e incluindo custos adicionais com a aquisição de R$1.252, tendo apurado um ágio de R$ Em , a subsidiária integral Batávia foi incorporada pela Companhia (vide nota 1 g ii). f) Outras aquisições Em , a Companhia adquiriu por R$28.710, 100% das quotas da Paraíso Agroindustrial S.A., localizada em Jataí GO, com acervo líquido de R$6.376, gerando um ágio de R$ Em , a Companhia adquiriu por R$ o negócio de margarinas da Unilever, incluindo 100% das quotas do capital social da AVA Comércio e Representações Ltda. ( AVA ). O acervo líquido adquirido foi de R$9.004, gerando um ágio de R$ Em , houve a incorporação destas Companhias pela Perdigão Agroindustrial S.A. (vide nota 1 g). A Companhia adquiriu ainda as empresas Sino dos Alpes Alimentos Ltda., Incubatório Paraíso Ltda., Mary Loize Indústria de Alimentos Ltda. e Mary Loize Indústria e Comércio de Rações Ltda. (Perdigão Agroindustrial Mato Grosso), no período de junho de 2005 a março de Estas aquisições geraram um ágio total de R$ A empresa Incubatório Paraíso Ltda. foi integralmente incorporada durante o ano de Em , a subsidiária integral Perdigão Agroindustrial Mato Grosso foi incorporada pela Companhia (vide nota 1 g ii). 12

15 g) Reorganização Societária A Companhia está atravessando um momento de marcante mudança em função do seu plano de crescimento sustentável, iniciado em meados de 2006, que está baseado em diversas aquisições de empresas e entrada em novos negócios (vide nota 1b a 1f). Como resultado dessas aquisições, a Companhia obteve crescimento e diversificação de negócios, aumentando sua participação no mercado de carnes de aves e suínos e ingressando nos mercados de lácteos, margarinas e bovinos. No âmbito desse processo de crescimento, a aquisição da Eleva, cujas operações são similares às da Companhia e representam em torno de 30% dos negócios consolidados, desencadeou a necessidade de uma mudança organizacional relevante e abrangente do conglomerado, tanto no aspecto societário quanto no de negócios. Essa reestruturação tem por objetivo a manutenção da sustentabilidade dos negócios da Companhia e de suas controladas e coligadas por meio da simplificação de sua estrutura societária, da redução de custos operacionais, tributários e financeiros e da racionalização de suas atividades operacionais. i) Incorporação da Eleva Em , a Assembléia Geral Extraordinária aprovou o Protocolo e Justificação de Incorporação da Eleva pela Companhia e suportado por laudo técnico emitido por perito independente, amplamente divulgado no fato relevante de Dessa forma, em , o acervo líquido contábil da subsidiária integral Eleva, incorporado ao patrimônio da Companhia, estava assim representado: Ativo circulante Ativo não circulante Permanente Passivo circulante ( ) Passivo não circulante ( ) Acervo líquido Dando sequência à reorganização societária, em , a Companhia verteu ao capital da sua subsidiária integral Perdigão Agroindustrial S.A. as participações societárias nas empresas Avipal S.A. Construtora e Incorporadora, Avipal S.A. Alimentos, Avipal Nordeste S.A., Avipal Centro-Oeste S.A. e Estabelecimento Levino Zaccardi y Cia. S.A. (todas antigas subsidiárias integrais da Eleva). Dessa forma, as antigas subsidiárias da Eleva passaram a ser subsidiárias integrais da Perdigão 13

16 Agroindustrial S.A.. ii) Cisão parcial da subsidiária Perdigão Agroindustrial S.A. seguida pela incorporação das subsidiárias Batávia, Cotochés e Perdigão Agroindustrial Mato Grosso. Em , a subsidiária Perdigão Agroindustrial S.A. cindiu para a Companhia a parcela do seu acervo líquido correspondente à totalidade da participação por ela detida no capital social da Perdigão Agroindustrial Mato Grosso, da Batávia e da Cotochés. Na mesma data e sequencialmente, as subsidiárias Batávia, Cotochés e Perdigão Agroindustrial Mato Grosso foram incorporadas pela Companhia. h) Operação CCL Cooperativa Central de Laticínios do Estado de São Paulo Em , a subsidiária Avipal Nordeste S.A. (Avipal NE) rescindiu os contratos de fornecimento de leite UHT (com volumes mínimos de 6 milhões de litros) e in natura (até o limite de litros/dia) e o contrato de industrialização por encomenda (leite pasteurizado, manteigas e cremes com volume mínimo de 7 milhões de litros, 175 toneladas e 100 toneladas respectivamente, por mês) firmado junto à Cooperativa Central de Laticínios do Estado de São Paulo ( CCL ), devido aos altos custos da operação industrial. Em virtude desta rescisão, a Avipal Nordeste S.A. ( Avipal NE ) passou a dever à CCL a multa rescisória no valor de R$37.657, a ser paga em cinco parcelas durante os anos de 2010 a Desta forma, a Companhia efetuou o registro da multa rescisória na rubrica de outros resultados operacionais (vide nota 24) e seu respectivo ajuste a valor presente conforme determinado pela Lei n /07 (vide nota 2). A operação desenvolvida com a CCL passou a ser desenvolvida com a empresa WJ Produtos Alimentícios Ltda., no Estado de São Paulo, a custos de mercado. i) Operação CCPL Cooperativa Central de Produtores de Leite Em , a Companhia rescindiu o contrato de industrialização firmado junto à Cooperativa Central de Produtores de Leite ( CCPL ) (leites UHT, manteigas e requeijão com volumes mínimos de 9 milhões de litros, 70 toneladas e 100 toneladas respectivamente), devido aos altos custos da operação industrial. Embora a rescisão não tenha gerado multa contratual, a Companhia provisionou para perdas o total dos saldos em aberto dos adiantamentos efetuados para a CCPL no montante de R$6.380, por entender que há risco de não ser ressarcida deste valor. A Companhia efetuou o registro deste valor na rubrica de outros resultados operacionais (vide nota 24). 14

17 A operação desenvolvida com a CCPL foi transferida para a Cooperativa Agropecuária de Barra Mansa, sediada no Estado do Rio de Janeiro, a custos de mercado. 2. BASE DE PREPARAÇÃO E APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E ADOÇÃO INICIAL DA LEI /07 E DA MEDIDA PROVISÓRIA n. 449/08 As Demonstrações Financeiras da Companhia e de suas subsidiárias estão expressas em milhares de Reais e foram preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, com base na Lei das Sociedades por Ações (Lei n 6.404/76), que incluem os novos dispositivos introduzidos, alterados e revogados pela Lei n de e pela Medida Provisória n. 449 de , regras e regulamentos emitidos pela "Comissão de Valores Mobiliários" - CVM e nas normas contábeis emitidas pelo IBRACON - "Instituto dos Auditores Independentes do Brasil". O principal objetivo da Lei n /07 e da Medida Provisória n. 449/08 é atualizar a legislação societária brasileira para possibilitar o processo de convergência das práticas contábeis adotadas no Brasil com as normas internacionais de contabilidade que são emitidas pelo "International Accounting Standards Board - IASB" e permitir que novas normas e procedimentos contábeis sejam expedidos pela CVM com base nas normas internacionais de contabilidade. As mudanças na Lei das Sociedades por Ações foram avaliadas, mensuradas e registradas pela Companhia e suas controladas, com reflexo nas Demonstrações Financeiras para o exercício findo em Na avaliação da Companhia, os seguintes pronunciamentos contábeis emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis ( CPC ) e aprovados pela CVM são aplicáveis na preparação ou na apresentação das referidas Demonstrações Financeiras: Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis, aprovada pela Deliberação CVM nº 539, de ; CPC 01 - Redução ao Valor Recuperável dos Ativos, aprovado pela Deliberação CVM nº 527, de ; CPC 02 - Efeitos nas Mudanças nas Taxas de Câmbio e Conversão das Demonstrações Contábeis, aprovado pela Deliberação CVM nº 534, de ; CPC 04 - Ativo Intangível, aprovado pela Deliberação CVM nº 553, de ; 15

18 CPC 05 - Divulgação sobre Partes Relacionadas, aprovado pela Deliberação CVM nº 560, de ; CPC 06 - Operações de Arrendamento Mercantil, aprovado pela Deliberação CVM nº 554, de ; CPC 07 - Subvenções e Assistências Governamentais, aprovado pela Deliberação CVM nº 555, de ; CPC 08 - Custos de Transação e Prêmios na Emissão de Títulos e Valores Mobiliários, aprovado pela Deliberação CVM nº 556, de ; CPC 12 - Ajuste a Valor Presente, aprovado pela Deliberação CVM nº 564, de ; CPC 13 - Adoção Inicial da Lei nº /07 e da Medida Provisória nº 449/08, aprovado pela Deliberação CVM nº 565, de ; CPC 14 Instrumentos Financeiros: Reconhecimento, Mensuração e Evidenciação, aprovado pela Deliberação CVM nº 566, de Em conformidade com o disposto na Deliberação CVM nº 565, de , que aprovou o pronunciamento contábil CPC 13 Adoção Inicial da Lei nº /07 e da Medida Provisória nº 449/08, a Companhia optou por elaborar seu balanço de abertura de acordo com as novas práticas contábeis em , sendo esta a data de transição. Sendo assim, a data de transição representa a data em que a Companhia preparou seu balanço patrimonial inicial ajustado por esses novos dispositivos contábeis de As modificações introduzidas pela referida legislação caracterizam-se como mudança de prática contábil conforme disposto na Deliberação CVM nº 506/06 - Práticas Contábeis, Mudanças nas Estimativas Contábeis e Correção de Erros, entretanto, conforme facultado pelo Pronunciamento Técnico CPC 13 do CPC, aprovado pela Deliberação CVM nº 565, todos os ajustes com impacto no resultado anteriores à data de transição foram efetuados contra lucros e prejuízos acumulados, nos termos do art. 186 da Lei nº 6.404/76. A Companhia refletiu os ajustes decorrentes da mudança de prática contábil contra a conta de lucros acumulados em As Demonstrações Financeiras referentes ao exercício findo em , apresentadas comparativamente às Demonstrações Financeiras de 2008, foram elaboradas de acordo com as práticas 16

19 contábeis adotadas no Brasil vigentes até e não estão sendo reapresentadas com os ajustes para fins de comparação entre os exercícios. Os efeitos das mudanças de práticas contábeis acima descritas afetaram o balanço patrimonial, o patrimônio líquido e a demonstração do resultado da controladora e do consolidado para o exercício findo em , nos montantes indicados a seguir: (i) Balanço Patrimonial Saldo com ajustes da Lei nº /07 e MP nº 449/08 Ajustes da Lei nº /07 e MP nº 449/08 Controladora Saldo sem os ajustes da Lei nº /07 e MP nº 449/08 Ativo Circulante Disponibilidades e aplicações financeiras Contas a receber de clientes (2.960) (a) Outros direitos (120) (a) Ativo Não-Circulante Outros direitos (1.865) (a) Impostos sobre a renda diferidos (d) Investimentos (21.865) (c) Imobilizado Intangível Diferido Total do Ativo (23.282) Passivo Circulante Fornecedores (1.474) (a) Empréstimos e financiamentos (b) Outras obrigações Passivo Não-Circulante Patrimônio Líquido (28.715) Total do Passivo (23.282) (a) A Companhia mensurou o ajuste ao valor presente sobre os saldos considerados relevantes em aberto das contas de clientes, outros direitos e fornecedores, assim como aplicou a taxa de desconto baseada no custo médio ponderado de capital, que reflete a melhor estimativa da Companhia considerando o valor do dinheiro no tempo e os riscos específicos para o ativo e o passivo (vide nota 3 d). (b) A Companhia mensurou suas operações de derivativos realizadas por meio de 17

20 instrumentos de non-deliverable forward ( NDF ), swap de moeda e de taxas de juros a valores de mercado, conforme as diretrizes do CPC14 (vide nota 17). (c) Efeitos de ajustes nas subsidiárias da Companhia reconhecidos através do método de equivalência patrimonial na controladora. (d) A Companhia optou pelo Regime Tributário de Transição (RTT) instituído pela Medida Provisória nº 449/08, por meio do qual as apurações do imposto sobre a renda ( IRPJ ) e da contribuição social sobre o lucro líquido ( CSLL ), para o biênio , continuam a ser determinadas sobre os métodos e critérios contábeis definidos pela Lei nº 6.404, de , vigentes em Dessa forma, o imposto de renda e a contribuição social diferidos apresentados, calculados sobre os ajustes decorrentes da adoção das novas práticas contábeis advindas da Lei nº /07 e MP nº 449/08 foram registrados nas Demonstrações Financeiras da Companhia. 18

21 Saldo com ajustes da Lei nº /07 e MP nº 449/08 Ajustes da Lei nº /07 e MP nº 449/08 Consolidado Saldo sem os ajustes da Lei nº /07 e Medida Provisória nº 449/08 Ativo Circulante Disponibilidades e aplicações financeiras (a) Contas a receber de clientes (11.793) (b) Outros direitos (2.975) (b) Ativo Não-Circulante Contas a receber de clientes (346) (b) Impostos sobre a renda diferidos (e) Outros direitos (4.972) (b) Investimentos Imobilizado (c) Intangível Diferido Total do Ativo Passivo Circulante Fornecedores (4.678) (b) (c) Empréstimos e financiamentos (d) Outras obrigações (1.262) (b) Passivo Não-Circulante Empréstimos e financiamentos Fornecedores (b) (5.222) Obrigações sociais e tributárias (1.724) (c) Outras obrigações (10.996) (b) Minoritários Patrimônio Líquido (28.715) Total do Passivo (a) De acordo com o CPC 14, a Companhia classificou a aplicação em títulos do Tesouro Brasileiro da subsidiária integral Crossban Holdings GMBH como disponíveis para venda e registrou o ganho não realizado decorrente da diferença entre o valor contábil e o valor justo de mercado nesta rubrica com contrapartida direta no patrimônio líquido. (b) A Companhia mensurou o ajuste ao valor presente sobre os saldos considerados relevantes em aberto das contas de clientes, outros direitos, 19

22 fornecedores, obrigações sociais e tributárias e outras obrigações, assim como aplicou a taxa de desconto baseada no custo médio ponderado de capital, que reflete a melhor estimativa da Companhia considerando o valor do dinheiro no tempo e os riscos específicos para o ativo e o passivo (vide nota 3 d). (c) Efeito do ajuste do arrendamento mercantil financeiro de máquinas e equipamentos, conforme determinado pelo CPC 06, em que o custo do bem é capitalizado, no seu início, como um ativo imobilizado contra um passivo de contas a pagar (na rubrica de outras obrigações), pelo valor justo ou pelo valor presente dos pagamentos mínimos previstos em contrato, dos dois o menor. O imobilizado adquirido nos arrendamentos financeiros é depreciado pelas taxas definidas na nota 11. (d) A Companhia mensurou suas operações de derivativos realizadas por meio de instrumentos de NDF, swap de moeda e de taxas de juros a valores de mercado, conforme as diretrizes do CPC14 (vide nota 17). (e) A Companhia optou pelo Regime Tributário de Transição (RTT) instituído pela Medida Provisória nº 449/08, por meio do qual as apurações do imposto sobre a renda ( IRPJ ) e da contribuição social sobre o lucro líquido ( CSLL ), para o biênio , continuam a ser determinadas sobre os métodos e critérios contábeis definidos pela Lei nº 6.404, de , vigentes em Dessa forma, o imposto de renda e a contribuição social diferidos apresentados, calculados sobre os ajustes decorrentes da adoção das novas práticas contábeis advindas da Lei nº /07 e MP nº 449/08 foram registrados nas Demonstrações Financeiras da Companhia. 20

23 (ii) Patrimônio Líquido e Resultado do Exercício Resultado do Exercício Controladora Patrimônio Líquido Resultado do Exercício Consolidado Patrimônio Líquido Saldo reportado nessas Demonstrações Financeiras Ajustes na data de transição reconhecidos em lucros acumulados - (33.608) - (1.315) Investimentos financeiros disponíveis para venda - - (119) (119) Instrumentos financeiros reconhecidos a valor de mercado 295 (6.907) (50.295) Arrendamento mercantil financeiro Ajuste a valor presente de direitos (4.944) (4.944) (8.635) (8.635) Ajuste a valor presente de obrigações Subvenções para investimentos (*) Equivalência patrimonial Efeitos tributários (4.970) Valores sem efeitos da Lei nº /07 e Medida Provisória nº 449/ (*) A Lei nº /07 e a Medida Provisória nº 449/08 revogaram a possibilidade de registro das subvenções para investimentos diretamente em conta de reserva de capital. Não obstante, os saldos das reservas de capital referentes a subvenções para investimento, existentes no início do exercício social em que a entidade adotar pela primeira vez a Lei nº /07 e Medida Provisória nº 449/08 devem ser mantidos nessas respectivas contas até sua total utilização. Portanto, a Companhia manteve o saldo acumulado até de subvenções e incentivos fiscais na rubrica de reserva de capital no patrimônio líquido, e efetuou a baixa dos valores apropriados durante o ano de 2008 para o resultado na rubrica outros resultados operacionais. Para a adoção inicial da Lei n /07 e Medida Provisória n. 449/08, o CPC 13 permitiu as Companhias adotarem algumas exceções quanto à aplicabilidade das novas normas, sendo que a Companhia adotou as seguintes exceções: - Apresentação de Demonstrações Financeiras comparativas: a Companhia adotou a isenção de não ajustar as Demonstrações Financeiras de 2007 pelas bases vigentes em 2008; - Classificação dos instrumentos financeiros na data original de seu registro: o CPC 13 permitiu que a classificação dos instrumentos financeiros fosse feita na primeira adoção das novas práticas contábeis e não apenas no momento original de seu registro; - Manutenção de saldos no ativo diferido até sua completa realização: a Companhia optou por manter os saldos reconhecidos no grupo do ativo diferido em até sua completa amortização, sujeito a análise de recuperação desses saldos, nos 21

24 termos do CPC 01 Redução ao valor recuperável de ativos, e não identificou nenhum indicador de perda de seu valor recuperável. Adicionalmente, a Companhia reclassificou o valor de ágio reconhecido no ativo diferido para o grupo do ativo intangível, pois a natureza do ágio atende ao critério de reconhecimento contábil desse novo grupo; - Avaliação periódica da vida útil econômica dos bens do imobilizado: a Companhia reavaliará a vida útil-econômica de seus ativos imobilizados para o ano de A Companhia ressalta que: (i) já apresentava as demonstrações dos fluxos de caixa e do valor adicionado em notas explicativas em anos e períodos anteriores e (ii) em atendimento à Deliberação CVM nº 560/08, que aprovou o Pronunciamento Técnico CPC 05, remodelou a sua nota explicativa de Partes Relacionadas apresentando as divulgações requeridas (vide nota 19). (iii) Reclassificações Para efeito de comparabilidade com o ano anterior, a Companhia reclassificou os saldos dos ágios existentes no balanço de nas rubricas de investimento e diferido para a rubrica de intangíveis. Os ágios referente as aquisições da Cotochés (Nota 1b), da Plusfood (Nota 1d), de 49% da Batávia (Nota 1e), Sino dos Alpes em 2007 e Perdigão Mato Grosso em 2005 (Nota 1f), no montante total de R$ em foram reclassificados da rubrica de investimentos para a rubrica de intangíveis e os ágios referentes às aquisições do negócio de margarinas da Unilever (nota 1f), da Paraíso Agroindustrial S.A. (nota 1 f), de 51% da Batávia (nota 1 e) e do Incubatório Paraíso (nota 1 f), no montante de R$ em foram reclassificados da rubrica de diferido para a rubrica de intangíveis nestas Demonstrações Financeiras. A autorização para a conclusão destas Demonstrações Financeiras ocorreu na reunião do Conselho de Administração realizada em RESUMO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS a) Consolidação: as Demonstrações Financeiras consolidadas incluem as Demonstrações Financeiras da Companhia e de todas as subsidiárias nas quais a Companhia detenha o controle, de forma direta ou indireta. Todas as transações e saldos entre as Companhias foram eliminados na consolidação, bem como os lucros/prejuízos não realizados decorrentes das negociações entre as Companhias e a eliminação de seus encargos e tributos. A participação dos acionistas não controladores está destacada. 22

25 Na elaboração das Demonstrações Financeiras consolidadas, a Companhia aplicou a nova Deliberação CVM nº 534/08, que aprovou o pronunciamento técnico CPC 02, de Efeitos das Mudanças nas Taxas de Câmbio e Conversão de Demonstrações Contábeis em De acordo com essa nova deliberação, a Companhia deve aplicar os seguintes critérios na consolidação de subsidiárias no exterior: - Moeda funcional de apresentação: As Demonstrações Financeiras de cada subsidiária incluída na consolidação da Companhia são preparadas utilizando-se a moeda do ambiente econômico principal em que ela opera. As Demonstrações Financeiras das subsidiárias localizadas no exterior são convertidas para Reais conforme sua moeda funcional; - Investimentos: Os investimentos em subsidiárias são ajustados pelo método da equivalência patrimonial. Os demais investimentos são avaliados ao custo de aquisição deduzido de provisão para desvalorização, quando aplicável. As Demonstrações Financeiras das controladas no exterior são convertidas para Reais conforme sua moeda funcional; - Variação Cambial sobre Investimentos: Os valores dos ganhos e perdas decorrentes da variação cambial sobre os investimentos nas subsidiárias no exterior, no montante de R$ em (R$ em ) estão reconhecidos na rubrica de receitas ou despesas financeiras na demonstração do resultado do exercício (vide nota 18). b) Caixa e equivalentes a caixa: compreende os saldos de caixa, bancos e as aplicações financeiras de liquidez imediata em fundos de renda fixa e/ou em títulos cujos vencimentos, quando de sua aquisição, eram iguais ou inferiores há 90 dias (vide nota 4). As aplicações financeiras, por sua própria natureza, já estão mensuradas a valor justo por meio do resultado. c) Aplicações financeiras: as aplicações financeiras são ativos financeiros e estão representadas substancialmente pelas aplicações em títulos de renda fixa, públicos e privados. São classificados e registrados de acordo com as seguintes categorias, pelo propósito para os quais foram adquiridos: (i) (ii) Mantidos para negociação, se originados com o propósito de venda ou recompra no curto prazo: são registrados inicialmente pelo seu valor justo e as variações neste, além das variações monetárias e cambiais, quando aplicável, são contabilizadas diretamente no resultado do exercício na rubrica de receitas ou despesas financeiras; Mantidos até o vencimento, se a Companhia tem intenção positiva e 23

26 capacidade de mantê-los até o vencimento: são registrados pelo seu valor de custo e os juros e as variações monetárias e cambiais, quando aplicável, são reconhecidos no resultado quando incorridos, na rubrica de receitas ou despesas financeiras; (iii) Disponíveis para venda, que compreendem todos os ativos financeiros que não se qualificam nas categorias (i) e (ii) acima: são mensurados inicialmente pelo seu valor justo e as variações neste são contabilizadas no patrimônio líquido, na rubrica de ajustes de avaliação patrimonial enquanto o ativo não for realizado, líquidas dos efeitos tributários. Os juros e as variações monetárias e cambiais, quando aplicável, são reconhecidos no resultado quando incorridos, na rubrica de receitas ou despesas financeiras (vide nota 2). d) Ajuste a valor presente: a Companhia mensurou o ajuste ao valor presente sobre os saldos em aberto das contas de clientes, outros direitos, fornecedores, obrigações sociais e tributárias e outras obrigações, assim como aplicou a taxa de desconto baseada no custo médio ponderado de capital, que reflete a melhor estimativa da Companhia considerando o valor do dinheiro no tempo e os riscos específicos para o ativo e o passivo. Tal taxa reflete as avaliações reais do mercado em que a Companhia atua e correspondia a 10,6% a.a. em (12,00% a.a. em ). e) Contas a receber de clientes: são registradas pelo valor faturado ajustado ao valor presente quando aplicável e, líquidas da provisão para devedores duvidosos. A provisão para devedores duvidosos contabilizada sobre o contas a receber no mercado interno é determinada com base na análise dos riscos, na previsão de sua realização e considerando as perdas históricas sobre o saldo de contas a receber. Para os clientes do mercado externo, a análise é efetuada individualmente. A Companhia adota procedimentos e análises para limites de créditos e, substancialmente, não exige garantias reais de seus clientes. Em caso de inadimplência, esforços de cobrança são efetuados, incluindo contatos diretos com os clientes e cobrança através de terceiros. Se esses esforços não surtem efeito, é considerada a tomada de medidas judiciais e os títulos são reclassificados para o não circulante, sendo registrada uma provisão para devedores duvidosos (vide nota 6). f) Estoques: são avaliados ao custo médio de aquisição ou formação e inferiores aos valores de mercado ou valor líquido de realização. Provisões para obsolescência, ajustes a valor de mercado, deteriorados e estoques de baixa movimentação são registrados quando necessário (vide nota 7). g) Impostos e contribuições sobre o lucro: no Brasil compreende o imposto de renda 24

27 (IRPJ) e a contribuição social sobre o lucro (CSLL), que são calculados com base no lucro tributável, de acordo com a legislação e alíquotas vigentes. Os resultados apurados nas subsidiárias do exterior estão sujeitos à tributação naqueles países, de acordo com alíquotas e normas locais (vide nota 9). Impostos diferidos representam os créditos e débitos sobre prejuízos fiscais de IRPJ e bases negativas de CSLL, bem como diferenças temporárias entre a base fiscal e a contábil. Os ativos e passivos de impostos e contribuições diferidos são classificados no circulante ou não circulante conforme a expectativa de sua realização. Quando a probabilidade futura de não utilização desses créditos for provável é feita uma provisão para não recuperação desses impostos diferidos. h) Investimentos: em companhias no Brasil e no exterior, são avaliados pelo método de equivalência patrimonial, acrescido dos ágios. Os demais investimentos são avaliados pelo custo de aquisição, reduzidos a valor de mercado quando aplicável (vide nota 10). i) Imobilizado: demonstrado pelo custo de aquisição ou construção, corrigido monetariamente até , e reajustado por reavaliações, tendo ocorridas em 1989, 1990 e 1995, com base em relatórios de avaliação emitidos por especialistas independentes, menos a correspondente depreciação acumulada. As reservas de reavaliações correspondentes já foram integralmente realizadas em exercícios anteriores. Conforme Deliberação nº 193/1996 e Ofício 01/2007 emitidos pela CVM, a Companhia tem capitalizado os juros incorridos com o financiamento da construção de determinados ativos fixos. A depreciação é calculada com base nas taxas médias ponderadas e a exaustão com base na efetiva utilização, e registrada no resultado (vide nota 11). Os plantéis de matrizes são classificados como imobilizado e durante o período de formação de aproximadamente seis meses são alocados os custos com mão-deobra, ração e medicamentos. Após o período de formação, os plantéis de matrizes passam a ser depreciados durante o seu ciclo produtivo, com base no número estimado de ovos e crias de aproximadamente quinze meses para as aves e de trinta meses para os suínos. A Lei nº /07 e a MP nº 449/08, requerem que seja realizada avaliação da recuperabilidade de todos os itens integrantes deste subgrupo sempre que houver indício de perda, visto que nenhum item deve permanecer registrado no imobilizado por valor maior que o valor de realização, seja pela venda ou pelo uso (dos dois o maior). A Companhia avaliou os itens do ativo imobilizado e não identificou perdas a serem registradas por valor realizável menor do que o valor contábil. 25

28 j) Intangível: os ativos intangíveis são bens incorpóreos, separáveis ou resultantes de direitos contratuais ou de outros direitos legais. A Companhia registra neste subgrupo o ágio por expectativa de rentabilidade futura. Os ágios fundamentados em expectativa de rentabilidade futura foram amortizados no prazo, extensão e proporção dos resultados projetados em até 10 (dez) anos até e a partir de não serão mais amortizados devendo apenas ser submetidos a teste anual para análise de perda do seu valor recuperável conforme Pronunciamento Técnico CPC 01 (vide nota 12) e a partir de , não haverá mais capitalizações nesta rubrica e os gastos existentes serão submetidos a teste de recuperabilidade sempre que houver indício de perda conforme CPC01. A recuperabilidade dos ágios foi avaliada para o exercício de 2008 em bases consolidadas, forma pela qual o tomador de decisão revisa o total de ativos da Companhia. Como resultado, não foi identificada necessidade de constituição de provisão sobre estes valores. k) Diferido: está representado por gastos incorridos durante o período de desenvolvimento, construção e implantação de projetos que beneficiarão exercícios futuros, amortizados ao resultado no período de tempo estimado em que esses projetos contribuam para a formação do resultado da Companhia (vide nota 13) e a partir de , não haverá mais capitalizações nesta rubrica e os gastos existentes serão submetidos a teste de recuperabilidade sempre que houver indício de perda conforme CPC01. l) Provisão para contingências: são reconhecidas nas Demonstrações Financeiras quando, baseado na opinião dos Assessores Jurídicos e da Administração, for considerado provável o risco de perda de uma ação judicial ou administrativa, com uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com razoável segurança. Os saldos de provisões para contingências estão sendo apresentados líquidos dos valores depositados judicialmente nos processos correspondentes (vide nota 15 a). m) Arrendamento mercantil: as operações de arrendamento mercantil, cujos riscos e benefícios inerentes a propriedade são substancialmente transferidos, são classificadas como arrendamento financeiro. Se não houver transferência significativa dos riscos e benefícios inerentes a propriedade, as operações são classificadas como arrendamentos operacionais. Os contratos de arrendamento mercantil financeiro são reconhecidos no imobilizado e no passivo pelo menor valor entre o valor presente das parcelas mínimas obrigatórias do contrato ou valor justo do ativo, acrescidos, quando aplicável, dos custos iniciais diretos incorridos na transação. Os montantes registrados no ativo imobilizado são depreciados e os juros implícitos no passivo 26

29 são apropriados ao resultado de acordo com a duração do contrato. Os contratos de arrendamento mercantil operacional são reconhecidos como despesa ao longo do período do arrendamento (vide nota 23). n) Passivos financeiros derivativos mensurados a valor justo: são instrumentos derivativos financeiros ativamente negociados em mercados organizados, e seu valor justo é determinado com base nos valores cotados no mercado na data de fechamento de balanço. Estes instrumentos financeiros são designados no reconhecimento inicial ao valor justo, classificados como empréstimos com contrapartida no resultado nas rubricas de receitas ou despesas financeiras, de hedge de fluxo de caixa, que são registrados no patrimônio líquido pelo montante líquido dos efeitos tributários. Operações de hedge são instrumentos financeiros derivativos utilizados para proteger exposições a risco ou para modificar as características de ativos e passivos financeiros, compromissos firmes não reconhecidos, transações altamente prováveis ou investimentos líquidos em operações no exterior, e que sejam: (i) altamente correlacionadas no que se refere às alterações no seu valor de mercado em relação ao valor de mercado do item que estiver sendo protegido, tanto no início quanto ao longo da vida do contrato (efetividade entre 80% e 125%); (ii) possuir identificação documental da operação, do risco objeto de hedge, do processo de gerenciamento de risco e da metodologia utilizada na avaliação da efetividade; e (iii) considerados efetivos na redução do risco associado à exposição a ser protegida. Sua contabilização segue o Pronunciamento Técnico nº 14 do CPC, que possibilita a aplicação da metodologia de contabilidade de proteção (Hedge Accounting) com efeito da mensuração do valor justo no Patrimônio Líquido. A Companhia optou por aplicar essa metodologia em para suas operações de hedge que atendiam aos critérios descritos acima (vide nota 17 e). o) Ativos e passivos atuariais sobre benefícios a empregados: a Companhia e suas controladas reconhecem ativos e passivos atuariais relacionados a benefícios a empregados de acordo com os critérios previsto na Deliberação CVM nº 371. Os ganhos e perdas atuariais são reconhecidos como receita ou despesa, tendo como base em relatório atuarial elaborado por especialistas independentes. As contribuições efetuadas pelas patrocinadoras são reconhecidas como despesa do exercício. p) Apuração do resultado: o resultado das operações é apurado em conformidade com o regime contábil de competência do exercício. q) Receita de vendas: são reconhecidas quando a titularidade e os riscos inerentes ao produto são transferidos para o cliente, quando o preço de venda é fixo e 27

30 determinável, quando existe clara evidência de contrato de venda e quando a cobrança está razoavelmente assegurada. Uma receita não é reconhecida se há uma incerteza significativa de sua realização. r) Participação dos funcionários e administradores nos lucros: os funcionários têm direito a uma participação nos lucros com base em determinadas metas acordadas anualmente, e os administradores com base nas disposições estatutárias e aprovação pelo Conselho de Administração. O montante da participação é reconhecido no resultado do período em que as metas são atingidas (vide nota 21). s) Custo de embarque e manuseio: os custos incorridos relativos aos produtos ainda não vendidos são reconhecidos como despesas antecipadas, sendo apropriados como despesas de vendas quando a mercadoria é efetivamente entregue ao cliente, e a respectiva receita reconhecida no resultado. As despesas de embarque e manuseio totalizaram R$ (R$ em 2007). t) Despesas de publicidade e promoções: são reconhecidas quando incorridas e totalizaram R$ (R$ em 2007). u) Pesquisa e desenvolvimento (P&D): consiste principalmente em gastos com pesquisas internas e desenvovimento de novos produtos, reconhecidas quando incorridas nas demonstrações de resultados. O total de gastos com P&D foi de R$ (R$ em 2007). v) Lucro por ação: calculado com base nas ações em circulação na data do balanço. w) Juros sobre capital próprio: os juros sobre capital próprio recebidos e/ou pagos/provisionados são contabilizados como receita e despesa financeira, respectivamente. Para efeito de apresentação das Demonstrações Financeiras consolidadas, por se tratar em essência de dividendos, foram reclassificados para as contas de investimentos e lucro/prejuízos acumulados respectivamente, não produzindo efeito no resultado, exceto pelos impactos fiscais reconhecidos na rubrica Imposto de Renda e Contribuição social. Os juros pagos/provisionados são calculados dentro dos limites estabelecidos pela Lei 9.249/98 com base na aplicação da taxa de juros de longo prazo TJLP sobre o patrimônio líquido, e são pagos em substituição ou complemento ao dividendo previsto no Estatuto Social da Companhia. x) Investimentos em prevenção de danos ao meio ambiente: os gastos relacionados ao atendimento de regulamentos ambientais são considerados como custo de produção ou capitalizados quando incorridos. Na avaliação da Administração, a provisão para perdas relativas a questões ambientais constituída atualmente é 28

31 suficiente para cobrir estes gastos. y) Subvenções e incentivos fiscais: a Companhia possui subvenções de ICMS para investimentos concedidos pelos governos estaduais, principalmente dos estados de Santa Catarina, Goiás, Pernambuco, Mato Grosso, São Paulo e Bahia. Esses incentivos fiscais estão diretamente ligados à construção de unidades produtivas, geração de empregos e desenvolvimento social e econômico nos respectivos estados, sendo contabilizados diretamente ao resultado como outros resultados operacionais. z) Conversão em moeda estrangeira: conforme mencionado no item a), os saldos de ativos e passivos das subsidiárias estrangeiras são convertidos para Reais utilizando-se as taxas de câmbio em vigor na data fechamento do balanço e todas as contas de resultado são convertidos pelas taxas médias mensais em vigor. As taxas de câmbio em Reais em vigor na data dos balanços convertidos, foram as seguintes: Taxa final Dólar dos EUA (US$) 2,3370 1,7713 Euro ( ) 3,2382 2,6086 Libra Esterlina ( ) 3,4151 3,5610 Taxa média Dólar dos EUA (US$) 2,3944 1,7860 Euro ( ) 3,2317 2,6021 Libra Esterlina ( ) 3,5571 3,6034 aa) Uso de estimativas: na preparação das Demonstrações Financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, a Companhia faz certas estimativas e pressupostos que afetam os valores dos ativos e passivos constantes do balanço, e os valores das receitas, custos e despesas para os exercícios apresentados. Embora estas estimativas estejam baseadas no melhor conhecimento por parte da Administração, os resultados reais podem diferir destas estimativas. A Companhia revisa as premissas utilizadas em suas estimativas contábeis, pelo menos anualmente. 29

32 4. CAIXA E EQUIVALENTES A CAIXA Controladora Consolidado Em moeda nacional: Caixa e bancos Aplicações de liquidez imediata Em moedas estrangeiras (*) : Caixa e bancos Aplicações de liquidez imediata (*) Valores denominados principalmente em dólar norte-americano. As aplicações financeiras em moeda nacional referem-se substancialmente a Certificados de Depósito Bancário ( CDB ) e Fundos de Investimento, remunerados à taxa do Certificado de Depósito Interbancário ( CDI ). As aplicações financeiras em moeda estrangeira referem-se principalmente a Overnight e Time Deposit, remunerados à taxa pré-fixada, Certificado de Depósito interbancário ( CDI ). 5. APLICAÇÕES FINANCEIRAS Certificados de Depósito Bancários CDB Títulos de capitalização Títulos do Tesouro Brasileiro Vencimentos Controladora Consolidado PMPV (*) De Março de 2009 á Dezembro de , De março a novembro de , De junho a outubro de , Circulante Não circulante (*) Prazo médio ponderado de vencimento em anos. As aplicações em Certificados de Depósito Bancário ( CDB ) são denominadas em reais e remuneradas por taxas variáveis de 98% a 106% do Certificado de Depósito Interbancário ( CDI ). 30

33 As aplicações em Títulos do Tesouro Brasileiro são denominadas em dólar e remuneradas por taxa média ponderada pré e pós-fixada. 6. CONTAS A RECEBER DE CLIENTES CONSOLIDADO Controladora Consolidado Circulante Contas a receber no país Contas a receber no exterior (-) Ajuste a Valor Presente (*) (4.449) - (11.793) - (-) Provisão para devedores duvidosos (3.237) - (11.080) (6.894) Não circulante Contas a receber no país Contas a receber no exterior (-) Ajuste a Valor Presente (*) - - (347) - (-) Provisão para devedores duvidosos (2.874) - (20.103) (18.616) (*) vide nota 3 d As movimentações da provisão para devedores duvidosos são assim demonstradas: Controladora Consolidado Saldo no início do exercício Provisão Aumento (Companhias adquiridas) Reversão (4.794) - (17.057) (4.904) Saldo no final do exercício

34 A composição do contas a receber de clientes é a seguinte: Controladora Consolidado Valores a vencer Vencidos: De 01 a 60 dias De 61 a 120 dias De 121 a 180 dias De 181 a 360 dias Acima de 360 dias (-) Ajuste a Valor Presente (*) (4.449) - (12.140) - (-) Provisão para devedores duvidosos (6.111) - (31.183) (25.510) (*) vide nota 3 d 7. ESTOQUES Controladora Consolidado Produtos acabados Produtos em elaboração Matérias-primas Animais em formação para abate Materiais secundários e embalagens Adiantamentos a fornecedores e importações em andamento A elevação nos estoques em 95,2% refere-se, principalmente, à inclusão dos negócios das empresas adquiridas (Eleva, Plusfood e Cotochés). 32

35 8. IMPOSTOS A RECUPERAR Controladora Consolidado ICMS Imposto de renda e contribuição social PIS/COFINS Imposto de importação IPI Outros Circulante Não circulante ICMS - Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços: Em decorrência de sua atividade exportadora, vendas no mercado doméstico sujeitas a alíquotas reduzidas e de investimentos em imobilizado, a Companhia acumula créditos que são compensados com débitos gerados nas vendas no mercado doméstico ou transferidos a terceiros. A Companhia obteve, em fevereiro de 2007, decisão transitada em julgado no STJ assegurando a manutenção do crédito de ICMS a recuperar no Estado do Rio de Janeiro sobre a diferença de alíquotas, que corresponde ao montante de R$30.187, já reconhecido nos registros contábeis e, também, o direito à totalidade da correção monetária sobre os créditos, cuja melhor estimativa conforme revisão de valores em é de aproximadamente R$33.000, não reconhecido nas Demonstrações Financeiras. A Administração somente irá reconhecer o crédito correspondente à correção monetária mediante a sua efetiva realização. A Companhia possui crédito de ICMS no Estado do Mato Grosso do Sul no montante de R$ A Companhia entende que a realização deste crédito é duvidosa e, portanto constituiu provisão integral para perda desses créditos no ativo não circulante. Imposto de renda e contribuição social: Corresponde a retenções na fonte sobre aplicações financeiras e sobre o recebimento de juros sobre o capital próprio pela controladora, que são compensados com tributos federais. 33

36 PIS / COFINS PERDIGÃO S.A. E EMPRESAS CONTROLADAS O PIS e a COFINS a recuperar sobre aquisições de insumos decorrem, basicamente, de créditos sobre compras de matérias-primas utilizadas em produtos exportados, venda de produtos tributados à alíquota zero, tais como de leite UHT e pasteurizado e vendas para Zona Franca de Manaus. A realização desses créditos pode ser efetuada por meio de compensação com operações de venda no mercado interno de produtos tributados, com outros tributos federais ou pedidos de ressarcimento. A Companhia possui crédito de R$ advindos da incorporada Eleva Alimentos S.A., para os quais existe medida judicial visando acelerar o processo de análise dos Pedidos de Ressarcimento destas contribuições já protocolados, as quais se encontram sob fiscalização para liberação de novos valores. Deste total a Companhia obteve despacho decisório no montante de R$ durante o exercício de 2008, e espera receber este recurso proporcional às exportações e vendas tributadas à alíquota zero. A Companhia tem a expectativa de que os créditos remanescentes receberão o mesmo tratamento e serão ressarcidos. A Administração da Companhia vem realizando estudos para o desenvolvimento de planos que permitam a utilização dos demais créditos nas operações e não há expectativa de perdas na sua realização. 34

37 9. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Conciliação do Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro: Controladora Consolidado Resultado antes do imposto de renda, contribuição social e participações (54.117) ( ) Alíquota nominal 34% 34% 34% 34% Despesa à alíquota nominal ( ) ( ) Ajustes dos impostos e contribuição sobre: Participações estatutárias Juros sobre capital próprio Resultado de investimentos em controladas (28.563) Diferença de alíquotas sobre resultados no exterior Incentivos fiscais Plano Verão Ajuste IR e CS sobre amortização de ágio (14.761) - Reversão de provisão para realização de imposto de renda e contribuição social Outros ajustes 678 (88) Despesa (receita) efetiva (9.369) (32.080) Imposto corrente (19.835) (6.516) (43.335) (46.305) Imposto diferido (2.853) A composição do lucro tributável e dos impostos vindos das subsidiárias no exterior está demonstrada a seguir: Lucro tributável das subsidiárias no exterior Imposto corrente de subsidiárias no exterior (2.386) Imposto diferido de subsidiárias no exterior - (5.493) 35

38 b) Composição do Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro diferidos: Controladora Consolidado Prejuízos fiscais de IRPJ Base de cálculo negativa de CSLL Diferenças temporárias: Provisões para contingências IRPJ e CSLL sobre amortização de ágio Lucro gerado em controlada no exterior (*) (29.388) Tributos com exigibilidade suspensa Perda não realizada de derivativos Depreciação incentivada não tributada (49.575) - (68.850) - Ajuste regime tributário de transição RTT Outras diferenças temporárias Ativo circulante Ativo não circulante Passivo não circulante (49.575) - (68.957) (30.171) (*) Por decisão da Administração da Companhia em , os lucros gerados na subsidiária integral Crossban Holding GMBH não será distribuído e, portanto, o imposto de renda referente a tal distribuição que vinha sendo provisionado foi integralmente estornado. As declarações de impostos no Brasil estão sujeitas à revisão pelas autoridades fiscais por um período de cinco anos da data da declaração. A Companhia pode estar sujeita à cobrança adicional de tributos, multas e juros em decorrência dessas revisões. Os resultados apurados na Crossban Holdings GMBH e outras subsidiárias do exterior estão sujeitos à tributação naqueles países de acordo com as alíquotas e normas locais. c) Período estimado de realização: A Administração da Companhia tem expectativa de que os créditos fiscais diferidos ativos, constituídos sobre prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social, deverão ser realizados conforme demonstrado abaixo: Ano Valor Circulante (até ) em diante

39 Os créditos tributários constituídos sobre as provisões para contingências deverão ser realizados à medida que os processos tenham decisão final e, portanto, não possuem prazo estimado de realização, estando desta forma, classificados no não circulante. 10. INVESTIMENTOS a) Movimentação dos investimentos em Controladas Diretas Controladora Perdigão Agroindus -trial S.A. Eleva Alimentos S.A. PSA Participa -ções Ltda. PDF Participações Ltda. Total Perdigão Export Ltd Capital social integralizado Lucro do exercício Patrimônio líquido da investida Participação societária da Perdigão S.A Investimento antes da equivalência (210) Aquisição/incorporação de empresas Aumento de capital Dividendos e juros sobre capital próprio (91.498) Resultado de investimentos em controladas (3.597) Ajuste de avaliação patrimonial vide nota 17 (33.607) (33.607) - Acervo líquido incorporado cisão (38) (38) - Subvenções e incentivos fiscais vide nota 3 y Equivalência Patrimonial (*) (3.597) (*) Resultado da Subsidiária Eleva até b) Composição dos investimentos Controladora Consolidado Investimento em controlada direta Adiantamento para Futuro Aumento de Capital Outros investimentos

40 11. IMOBILIZADO Posição patrimonial em : Taxa anual de deprec. (%) média ponderada Custo Depreciação acumulada Controladora Residual Edificações e benfeitorias ( ) Máquinas e equipamentos ( ) Instalações elétricas e hidráulicas (41.658) Florestas e reflorestamentos (5.400) Outros (15.862) Terrenos Plantéis de matrizes (*) (7.827) Imobilizações em andamento Adiantamentos a fornecedores ( ) (*) Depreciado com base no ciclo reprodutivo de aves (15 meses) e suínos (30 meses). Posição patrimonial em : Taxa anual de deprec. (%) média ponderada Custo Depreciação acumulada Consolidado Residual Edificações e benfeitorias ( ) Máquinas e equipamentos ( ) Instalações elétricas e hidráulicas (96.682) Florestas e reflorestamentos (16.716) Outros (40.240) Terrenos Plantéis de matrizes (*) (40.412) Imobilizações em andamento Adiantamentos a fornecedores ( ) (*) Depreciado com base no ciclo reprodutivo de aves (15 meses) e suínos (30 meses). 38

41 Posição patrimonial em : Consolidado Taxa anual de deprec. (%) média ponderada Custo Depreciação acumulada Residual Edificações e benfeitorias ( ) Máquinas e equipamentos ( ) Instalações elétricas e hidráulicas (43.155) Florestas e reflorestamentos (11.948) Outros (17.000) Terrenos Plantéis de matrizes (*) (28.573) Imobilizações em andamento Adiantamentos a fornecedores ( ) (*) Depreciado com base no ciclo reprodutivo de aves (15 meses) e suínos (30 meses). A movimentação do custo no consolidado é assim demonstrada: Saldo em Adições Aquisições (*) Arrend. Mercantil Transferências Variação Cambial Saldo em Baixas Edificações e benfeitorias ( ) Máquinas e equipamentos ( ) Instalações elétricas e hidráulicas (11.381) Florestas e reflorestamentos (411) Outros (5.477) Terrenos (49.034) ( Plantéis de matrizes ) Imobilizações em andamento (**) (6.916) ( ) Adiantamentos a fornecedores (262) (418) Eliminação na consolidação - (1.640) ( ) (19.289) (*) Refere-se às aquisições da Eleva, Plusfood e Cotochés. (**) Refere-se, basicamente, a: (i) obras de ampliação dos centros de distribuição localizados em Rio Verde e em São Paulo, iniciados em maio e julho de 2008, respectivamente; e (ii) aos gastos destinados a construção do complexo Agroindustrial em Bom Conselho, no Estado de Pernambuco especialmente desenvolvido para o processamento de laticínios e para a industrialização de embutidos de carnes, além de um centro de distribuição. No ano a Companhia capitalizou juros de R$ (R$ em ) relativos a construções em andamento. Os juros são capitalizados até o momento da transferência de imobilizações em andamento para ativo imobilizado em operação, quando então o ativo começa a ser depreciado. 39

42 12. INTANGÍVEL PERDIGÃO S.A. E EMPRESAS CONTROLADAS Saldo em Saldos cindidos de subsidiárias (*) Controladora Saldo em Ágio - aquisição Eleva Ágio - aquisição Batávia Ágio - aquisição Perdigão Mato Grosso Ágio - aquisição Cotochés (*) Conforme descrito na nota 1 g ii, os valores referem-se aos saldos dos ágios cindidos da Perdigão Agroindustrial S.A. para a Companhia em Saldo em Reclassificações Adições Amortizações Ganho/Perda conversão moeda Consolidado Saldo em Ágio - aquisição Incubatório Paraíso Ltda (312) Ágio - aquisição - Paraíso Agroindustrial Ltda (4.467) Ágio - aquisição do negócio de margarinas (13.165) Ágio - aquisição Eleva (90.705) Ágio - aquisição Batávia (37.693) Ágio - aquisição Perdigão Mato Grosso (1.308) Ágio - aquisição Plusfood (2.259) Ágio - aquisição Sino dos Alpes (1.082) Ágio - aquisição Cotochés (2.005) ( ) DIFERIDO Posição patrimonial em : Taxa média ponderada anual de amort. (%) Custo Amortização Controladora Valor líquido Gastos pré-operacionais (1.616) 170 Desenvolvimento de sistemas e métodos (6.450) Gastos com reorganização (1.810) (9.876)

43 Posição patrimonial em : Taxa média ponderada anual de amort. (%) Custo Amortização Consolidado Valor líquido Gastos pré-operacionais (**) (58.757) Desenvolvimento de sistemas e métodos (***) (16.794) Gastos com reorganização (29.453) ( ) (**) Refere-se, substancialmente, aos projetos relacionados às plantas Rio Verde, Mineiros e Bom Conselho. (***) Refere-se, substancialmente, a projetos relacionados a adequação de sistemas e controles de companhias adquiridas. Posição patrimonial em : Taxa média ponderada anual de amort. (%) Custo Amortização Consolidado Valor líquido Gastos pré-operacionais (*) (33.677) Desenvolvimento de sistemas e métodos (11.021) Gastos com reorganização (20.205) (64.903) (*) Refere-se, substancialmente, aos projetos relacionados às plantas de Rio Verde e Mineiros. 41

44 14. EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS CIRCULANTE E NÃO CIRCULANTE Linha / Credor Moeda nacional (R$): Encargos (% a.a.) Taxa média ponderada de juros (a.a.) Prazo médio ponderado de vencim. (anos) Circulante Não circulante Controladora Saldo 2008 Saldo 2007 Crédito rural 6,75% 6,75% 0, FINEM - BNDES TJLP + 2,18% 8,42% 3, Incentivos fiscais e outros TJLP / TAXA FIXA / IGPM / TR / CDI + 7,65% 12,03% 1, Saldo líquido de SWAP (vide nota 17 d) %CDI vs TR %CDI vs TR 0, Total moeda nacional Moeda estrangeira: Adiantamentos de contratos de câmbio ACC's e ACE's (US$) Linhas de crédito (US$) Pré-pagamento de exportações (US$) 4,04% + v.c. (US$) 5,55% + v.c.(us$ e outras moedas) LIBOR + 2,45% + v.c.(us$) 4,04% + v.c. (US$) 0, ,46% + v.c.(us$ e outras moedas) 2, ,26% + v.c.(us$) 2, FINEM - BNDES (US$ e cesta de moedas) Saldo líquido de SWAP (vide nota 17 d) UMBNDES + 2,40% + v.c. (US$ e outras moedas) %CDI vs v.c. (US$ e outras moedas) Taxas pré / LIBOR 6,85% + v.c. (US$ e outras moedas) 3, %CDI vs v.c. (US$ e outras moedas) Taxas pré / LIBOR 2,6 (2.995) - (2.995) - Total moeda estrangeira Total do endividamento

45 Linha / Credor Moeda nacional (R$): Crédito rural FINEM - BNDES Debêntures - BNDES PERDIGÃO S.A. E EMPRESAS CONTROLADAS Encargos (% a.a.) 6,75% (7,37% em ) TJLP + 2,35% (TJLP + 2,55% em ) TJLP + 6,00%( TJLP + 6,00% em ) TJLP / TAXA FIXA / IGPM / TR +5,15% (TAXA FIXA / IGPM / TR +5,83% em ) Taxa média ponderada de juros (a.a.) Prazo médio ponderado de vencim. (anos) Circulante Não circulante Consolidado Saldo 2008 Saldo ,75% (7,37% em ) 0, ,59% (8,8% em ) 3, ,25% (12,25% em ) 1, ,26% (7,92% em ) 2, Incentivos fiscais e outros Saldo líquido de SWAP (vide nota 17 d) % CDI vs TR % CDI vs TR 0, Total moeda nacional Moeda estrangeira: Adiantamentos de contratos de câmbio ACC's e ACE's (US$) 6,06% + v.c. (US$) (5,17% + v.c. (US$) em ) 6,06% + v.c. (US$) (5,17% + v.c. (US$) em ) 0, Capital de giro (US$) Linhas de crédito comerciais (US$) Pré-pagamento de exportações (US$) FINEM - BNDES (US$ e cesta de moedas) Saldo líquido de SWAP (vide nota 17 d) EURIBOR + 1,20% LIBOR + 2,47% / Taxa fixa (LIBOR + 1,10% em ) + v.c. (US$ e outras moedas) LIBOR / Taxa fixa CDI + 3,17% (LIBOR +0,91% em ) + v.c.(us$) UMBNDES + 2,52% (UMBNDES + 2,71% em ) + v.c. (US$ e outras moedas) %CDI vs v.c. (US$ e outras moedas) 6,66% + v.c. (US$) 1, ,46% (5,70% em ) + v.c. (US$ e outras moedas) 3, ,98% (5,50% em ) + v.c.(us$) 2, ,97% (9,17% em ) + v.c. (US$ e outras moedas) 3, %CDI vs v.c. (US$ e outras moedas) 2, Total moeda estrangeira Total do endividamento

46 Financiamento de crédito rural: as empresas Perdigão S.A., Perdigão Agroindustrial e Avipal NE possuem linhas de crédito rural com diversos bancos comerciais que, de acordo com um programa do Governo Federal, oferecem empréstimos como um incentivo às atividades rurais. Os vencimentos são até dezembro de 2009, com liquidação de principal e juros em parcela única ao final do contrato. Os recursos provenientes dessa linha de financiamento são utilizados como capital de giro. Capital de Giro: a Perdigão S.A. possui uma NCE (Nota de Crédito de Exportação) em reais indexada por um percentual do CDI, com vencimento de principal e juros em abril de 2010 e possui operações de NCE (Nota de Crédito a Exportação) em reais indexada pela TR com vencimento final em julho de A Perdigão Agroindustrial possui uma NCE em reais indexada por um percentual do CDI com vencimento final em setembro de Financiamento a empreendimentos - FINEM junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES: a Perdigão S.A. e as subsidiárias Perdigão Agroindustrial e a Avipal NE possui diversas obrigações em aberto perante o BNDES. Os empréstimos foram celebrados para aquisição de maquinários, equipamentos e expansão das instalações produtivas. O principal e os juros dos empréstimos da modalidade FINEM são pagos em parcelas mensais, com prazos de vencimento entre janeiro de 2009 a abril de 2015 e são garantidos por penhor de equipamentos e instalações e hipoteca sobre os imóveis de propriedade da Perdigão S.A.,Perdigão Agroindustrial e da Avipal NE. Os valores destes empréstimos no não- circulante estão ligados à cesta de moedas UMBNDES, a qual é composta pelas moedas em que o BNDES capta empréstimos, e carrega juros à taxa da UMBNDES, que reflete a flutuação diária das moedas que compõem a cesta. Debêntures: as debêntures são denominadas em reais e foram emitidas para aquisição de maquinários, equipamentos e expansão das instalações produtivas. A Companhia emitiu debêntures simples, totalmente integralizadas entre e , para o BNDES, com valor nominal unitário de R$1 e prazo de resgate entre a , tendo sido resgatadas debêntures até As debêntures são pagas em parcelas semestrais, com prazos de vencimento que variam entre dezembro de 2008 e junho de Incentivos fiscais e outros: consiste principalmente em linhas de crédito oferecidas em financiamentos de ICMS, de incentivo a pesquisa tecnológica, de financiamento de exportação e de financiamento para aquisição de maquinários, equipamentos e expansão das instalações produtivas, possui diversas datas de vencimento e de amortização até 2043, taxas de juros incentivadas e não possui garantias reais. ACC s e ACE s: as operações de adiantamentos de contratos de câmbio (ACC s) são obrigações junto a bancos comerciais, com vencimento até fevereiro de 2010, 44

47 cujo principal é liquidado através de exportações de produtos, conforme embarques, e cujos juros são pagos financeiramente na liquidação do câmbio e são garantidas pelas próprias mercadorias exportadas. Quando os documentos de exportação são entregues aos bancos financiadores, essas obrigações passam a ser chamadas de adiantamentos sobre cambiais entregues (ACE s) e são definitivamente baixadas contabilmente apenas quando do pagamento final pelo cliente do exterior. Os regulamentos do Banco Central permitem que empresas obtenham financiamento de curto prazo nos termos dos ACC s com vencimento em até 360 dias a contar da data de embarque programada das exportações, ou financiamento de curto prazo nos termos dos ACE s com vencimento em até 180 dias a contar da data do efetivo embarque das exportações, em cada caso junto a banco no Brasil, porém denominados em dólares. Linhas de crédito comerciais: as subsidiárias Perdigão Internacional Ltd. e Plusfood Groep B.V. possuem linhas de crédito comerciais denominadas em dólar e o seu prazo de vencimento varia de janeiro de 2009 a dezembro de 2013, com liquidação de principal em parcela única no final do contrato e juros com pagamentos semestrais e anuais. As linhas de crédito comerciais da Perdigão International Ltd. são indexadas pela Libor (semestral ou anual) acrescida de um spread que totaliza uma taxa média ponderada de 4,46% ao ano em e possuem aval da Companhia. A Perdigão International Ltd. e a Plusfood Groep B.V. utilizam os recursos provenientes destas linhas de crédito para importar produtos assim como para capital de giro. Capital de Giro em US$: a Perdigão S.A. se utiliza de Notas de Crédito a Exportação como linhas de capital de giro. São denominadas em dólar e podem ser de curto ou longo prazo com diversas datas de vencimento e de amortização até novembro de Pré-pagamento de exportações: a Perdigão S.A. e as subsidiárias Perdigão Agroindustrial possuem diversas linhas de crédito para pré-pagamento de exportação com diversos bancos comerciais, denominadas em dólar e o seu prazo de vencimento varia entre janeiro de 2009 a março de As linhas de crédito para pré-pagamento de exportação são indexadas pela Libor de seis e três meses acrescida de uma margem, com diversas amortizações ao longo do período da operação e juros com pagamento conforme periodicidade da Libor. Nos termos de cada uma de tais linhas de crédito, a Perdigão Agroindustrial recebe empréstimo de um ou mais credores oriundos das exportações dos produtos a clientes no exterior. Estas operações são garantidas pelas próprias mercadorias exportadas. 45

48 O cronograma de vencimentos do endividamento é como segue: Controladora Consolidado Circulante (até ) a a) Garantias: Controladora Consolidado Saldo de financiamentos Garantias por hipoteca de bens: Vinculado ao FINEM-BNDES Vinculado a incentivos fiscais e outros Garantias por alienação fiduciária de bens adquiridos sob financiamento: Vinculado ao FINEM-BNDES Vinculado a incentivos fiscais e outros Garantias por penhor de mercadoria b) Covenants: A Companhia possui contratos de financiamentos de Pré-pagamento de Exportação em moeda estrangeira com cláusulas de default habituais para estes tipos de operação e que, se não atendidas, podem fazer com que seus vencimentos sejam antecipados. Em , todas estas condições foram atingidas pela Companhia. 46

49 Cláusulas restritivas (indicadores a serem atingidos) Valor do principal Dívida líquida sobre patrimônio líquido não superior a 1,5 e sobre EBITDA não superior a 3, Dívida líquida sobre patrimônio líquido não superior a 1,5 e sobre EBITDA não superior a 3, Passivo total menos patrimônio líquido sobre patrimônio líquido não superior a 2,2, dívida Líquida sobre EBITDA não superior a 3,5 e EBITDA sobre despesas Financeiras Líquidas excluindo variação cambial não inferior a 2, Liquidez corrente mínima de 1,1, passivo total menos patrimônio líquido sobre patrimônio líquido igual ou menor que 2, CONTINGÊNCIAS E COMPROMISSOS CONSOLIDADO a) Provisão para contingências passivas A Companhia e suas controladas estão envolvidas em certos assuntos legais que se originam do curso normal de seus negócios, que incluem processos cíveis, administrativos, tributários, previdenciários e trabalhistas. A Companhia classifica o risco de perda nos processos legais como remotos, possíveis ou prováveis. A provisão para contingências efetuada em relação a tais processos é determinada pela Administração da Companhia, com base na análise de seus assessores jurídicos, e refletem razoavelmente as perdas prováveis estimadas. A Companhia possui ainda demandas judiciais cujos valores de perda não são conhecidos ou razoavelmente estimáveis, principalmente na área cível. A Companhia, por meio de seus assessores jurídicos, monitora o andamento destas demandas e a probabilidade de perdas destas é possível ou remota. 47

50 I) Contingências com perdas prováveis A provisão para contingências é assim resumida: Saldo Incorporação de empresas (*) Adições (**) Reversões (**) Pagamentos Controladora Atualiz. Monet. Saldo Tributárias (i) (77.600) Trabalhistas (ii) (1.255) (3.104) Cíveis, comerc. e outras (iii) (375) (-) Depósitos judiciais - (10.647) (4.990) (14.501) (78.387) (2.811) (*) Saldo proveniente de incorporação das empresas Cotochés, Batávia e Perdigão Mato Grosso em (vide nota 1 g ii). (**) Conforme mencionado na nota 1 c, a Companhia efetuou ajustes para uniformização de prática na subsidiária Eleva que afetaram sua movimentação de adições e reversões no exercício. Consolidado Saldo Aquisição de empresas (*) Adições (**) Reversões (**) Pagamentos Atualiz. Monet. Saldo Tributárias (i) ( ) (4.845) Trabalhistas (ii) (13.222) (17.447) Cíveis, comerc. e outras (iii) (1.526) (5.110) (-) Depósitos judiciais (12.259) (9.631) (19.881) (32.780) ( ) (26.993) (*) Saldo proveniente de aquisição da Eleva, Plusfood e Cotochés, conforme notas 1b, 1c e 1d. (**) Conforme mencionado na nota 1 c, a Companhia efetuou ajustes para uniformização de prática na subsidiária Eleva que afetaram sua movimentação de adições e reversões no exercício. IRPJ e CSLL de dedutibilidade integral de prejuízos fiscais A empresa vem discutindo o tema concernente a compensação integral de prejuízos fiscais e, embora a jurisprudência de nossos tribunais seja contrária a presente tese, os processos da Companhia possuem algumas peculiaridades que estão não diretamente relacionadas à referida tese. Recentemente, a empresa obteve uma decisão favorável no Conselho de Contribuintes, no que tange a um desses processos. Essa decisão determinou a redução da multa aplicada ao caso de 75% (multa de ofício) para 20% (multa de mora). A própria Receita Federal já iniciou os trâmites para redução do valor exigido. Essa decisão possibilitou à Companhia reverter a diferença de provisão que compunha os 75%, acrescidos dos juros respectivos, no montante de R$ e mantendo apenas o valor relativo à multa de mora, em 20% do valor do débito, sem 48

51 aplicação dos juros, no montante de R$1.784 (R$ em ). Majoração de alíquota da COFINS A Companhia questionou também a majoração de alíquota da COFINS, tendo sua ação transitado no STF desfavoravelmente. Paralelamente, sobre esse mesmo assunto existe outra ação de execução fiscal, devidamente garantida pela empresa, em tramite na Vara de Execuções Fiscais. Não obstante a jurisprudência de nossos tribunais superiores ser contrária à tese da empresa, em junho deste ano, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional revisou a execução fiscal do período compreendendo as competências de julho e outubro a dezembro de 1999, reduzindo o débito inscrito de acordo com os argumentos apresentados pela Companhia. Desta forma, o valor de R$9.542 de provisão foi revertido conforme nova certidão de dívida emitida pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional e o saldo remanescente provisionado totaliza R$9.472 (R$ em ). Recentemente foram apresentados novos argumentos acerca da inconstitucionalidade dessa majoração ainda não apreciada pelo STF. CPMF sobre receitas de exportação A Companhia registrou também uma contingência no valor de R$ (R$ em ) relacionada à ação judicial pleiteando o não recolhimento de CPMF sobre receitas de exportação, cuja tese ainda não foi apreciada pelos tribunais superiores. O processo da Companhia encontra-se no TRF da Terceira Região pendente de julgamento recursal. Correção monetária dos créditos extemporâneos de ICMS A Fazenda do Estado do Rio Grande do Sul lavrou autos de infração para glosar créditos de ICMS registrados extemporaneamente pela Companhia, com correção monetária, na aquisição de insumos produtivos, serviços de energia elétrica, serviços de comunicação e serviços de transporte. Em relação à correção monetária dos créditos extemporâneos, a jurisprudência é desfavorável ao contribuinte. Os valores provisionados totalizam o montante de R$ As demais contingências tributárias provisionadas referem-se principalmente a processos envolvendo ICMS, PIS/COFINS, INSS, FUNRURAL e SEBRAE, que juntos totalizam R$ (R$ em ). As provisões constituídas referem-se, principalmente, aos seguintes temas: ICMS A Companhia discute principalmente o aproveitamento de créditos de certos materiais, estando seus processos em primeira ou segunda instância administrativa, bem como em fase judicial. A jurisprudência vem admitindo o aproveitamento desses créditos, desde que referidos materiais se consumam ou integrem o produto final. Os valores provisionados são R$ (R$ em ). 49

52 PIS/COFINS A Companhia vem discutindo administrativamente o aproveitamento de determinados créditos utilizados na compensação de tributos federais, cujo montante é de R$ (R$ em ). FUNRURAL A ação da Companhia encontra-se em segunda instância judicial. A jurisprudência de nossos tribunais admitiu sua cobrança até o advento das Leis nº 8.212/91 e 8.213/91 incidente sobre a parcela considerada de produção própria de parceiros integrados cuja retenção e recolhimento eram obrigação da Companhia. Os valores provisionados são R$6.880 (R$5.487 em ). SEBRAE A ação da Companhia encontra-se no STF e sua jurisprudência é contrária à tese da Companhia. Os valores provisionados são R$ (R$ em ). (ii) Trabalhistas: A Companhia e suas controladas têm reclamações trabalhistas individuais em andamento, totalizando reclamações de R$ (2.052 reclamações trabalhistas individuais totalizando R$ em ), principalmente relacionados às horas extras e ajustes inflacionários dos salários requeridos anteriormente à introdução do Real, supostas enfermidades alegadamente contraídas em decorrência do trabalho, acidentes de trabalho em suas fábricas e adicionais diversos. Os processos trabalhistas concentram-se, em sua maioria, nas primeiras instâncias, sendo que têm, quase que na totalidade dos julgamentos, decisões pela improcedência dos pedidos. Nenhum destes processos é isoladamente relevante. Nos casos envolvendo horas extras, doenças ocupacionais e acidentes de trabalho eventual condenação da Companhia está sujeita à comprovação fática dessas situações pelos requerentes. A Companhia constituiu provisão baseada no histórico passado de pagamentos de contingências de natureza trabalhista com base na média de pagamentos dos últimos cinco anos e das ações indenizatórias com base na média de pagamentos dos últimos dois anos e adequou no exercício de 2008 os procedimentos nas companhias adquiridas. Na opinião da Administração e de seus assessores legais a provisão é suficiente para fazer face a prováveis perdas. (iii) Cíveis, comerciais e outras: As contingências cíveis referem-se principalmente a litígios relacionados com acidentes de trânsito, prejuízo à propriedade, acidentes físicos e outros. Há processos totalizando pedidos de indenizações que montam R$ (786 processos totalizando R$ em ) para os quais a provisão para perdas, quando aplicável, está baseada na opinião da Administração e dos 50

53 assessores jurídicos. Os processos cíveis encontram-se em sua maioria na 1ª instância, ainda na fase probatória, dependendo da comprovação da ausência ou não de culpa da Companhia, sem discussão de direito. II) Contingências com perdas possíveis A Companhia possui outras contingências de natureza trabalhista, previdenciária, cível e tributária, cuja expectativa de perda avaliada pela Administração e suportada pelos assessores jurídicos está classificada como possível. Os processos de natureza trabalhista, previdenciária e cível totalizam R$ (R$8.835 em ). Os processos de natureza tributária totalizam R$ (R$ em ), sendo os mais relevantes referentes às seguintes matérias: Lucros auferidos no exterior: Em , a subsidiária Perdigão Agroindustrial S.A. foi autuada pela Receita Federal do Brasil acerca da suposta falta de recolhimento de Imposto de Renda e Contribuição Social sobre os lucros obtidos por subsidiária estabelecida fora do país, nos exercícios de 2003 e 2004, no montante total de R$ A classificação da probabilidade de perda desta autuação está baseada no fato de que a subsidiária no exterior está sujeita a tributação integral no país em que está constituída e essa determinação está protegida pelo tratado para evitar a dupla tributação firmado entre o Brasil e a Áustria. ICMS: A Companhia vem discutindo vários processos relacionados principalmente a manutenção de créditos sobre produtos com redução na base de cálculo, incidência sobre algumas mercadorias exportadas, glosa de créditos presumidos e de créditos extemporâneos com correção monetária. PIS/COFINS sobre o pagamento de juros sobre o capital próprio: A Companhia está discutindo judicialmente o não recolhimento de PIS e COFINS sobre o pagamento de juros sobre o capital próprio referente aos períodos de 2002 a 2007 para o PIS e de 2004 a 2007 para a COFINS no montante de R$ (R$ em ), cuja ação está em primeira instância, sendo que os tribunais brasileiros ainda não apreciaram esta matéria. Com base na opinião da Administração, suportada pelos assessores jurídicos, a expectativa de perda sobre este tema é considerada possível, e, portanto não foi registrada nenhuma provisão. b) Ativos contingentes A Companhia instaurou ações reclamando a recuperação de vários impostos pagos julgados inconstitucionais pela Administração e pelos assessores legais. A 51

54 reclamação mais relevante se refere a créditos-prêmio do IPI. A Companhia reconhecerá tais ativos somente quando e se a sentença favorável final for obtida. c) Compromissos contratuais de compras No curso normal de seus negócios, a Companhia celebra certos contratos com terceiros para aquisição de serviços e matérias-primas, principalmente milho, farelo de soja e suínos. Em esses compromissos firmes de compra totalizavam R$ (R$ em ). 16. PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Capital social Em Assembléia Geral Ordinária e Extraordinária realizada em foi aprovada a conversão da totalidade das ações preferenciais da Companhia em ordinárias. Nesta mesma Assembléia foi aprovado o desdobramento de 200% das ações integrantes do capital social à razão de 1 (uma) ação para 3 (três) ações, concedendo duas novas ações para cada ação possuída. Em , a Companhia, em conjunto com os bancos coordenadores, iniciou a distribuição pública primária de (trinta e dois milhões) de suas ações ordinárias, escriturais, sem valor nominal, correspondentes a 23,96525% do capital atual, inclusive sob a forma de American Depositary Shares ADS s, representadas por American Depositary Receipts ADR's, ao preço de R$25,00 (vinte e cinco reais) por ação ordinária, perfazendo o montante de R$ Em a Companhia recebeu os recursos provenientes desta oferta. Em , a Companhia emitiu vinte milhões de novas ações, pelo preço por ação de R$45,00 (quarenta e cinco reais), perfazendo o total de R$ Em , o Credit Suisse (Brasil) S.A., exerceu parcialmente a opção de subscrição de um lote suplementar em função da demanda da oferta, com a emissão de mais ações, ao mesmo preço, no montante de R$ milhões, passando o capital social para R$ , representado por ações ordinárias escriturais. Em o Conselho de Administração aprovou a incorporação de 54% das ações detidas pelos acionistas da Eleva Alimentos na Perdigão S.A., de acordo com a relação de troca de 1, ações da Eleva para uma ação da Companhia, no montante de vinte milhões de ações emitidas, passando o capital social para R$ , representado por ações ordinárias escriturais. 52

55 Em , o capital era composto por ações ordinárias, escriturais e sem valor nominal. Investidores estrangeiros detinham ações ( em ), estando incluído neste montante ações ( ações em ) representadas por ADR s ( ADR s em ). A Companhia está autorizada a aumentar o capital social, independentemente de reforma estatutária, até o limite de de ações ordinárias, escriturais e sem valor nominal. b) Ações em tesouraria A Companhia possui ações de sua própria emissão em tesouraria, adquiridas em exercícios anteriores com recursos oriundos das reservas de lucros, ao custo médio de R$1,89 (um real e oitenta e nove centavos) por ação, para futura alienação ou cancelamento. c) Apropriações do lucro De acordo com o Estatuto Social da Companhia e a Lei das Sociedades por Ações, a proposta da Administração para distribuição do lucro líquido, sujeita a ratificação na Assembléia Geral dos acionistas, é a seguinte: c.1) Reserva legal: 5% do lucro líquido do exercício, até o limite de 20% do capital social. c.2) Dividendos e juros sobre o capital próprio: correspondem a 99,0% (30,8% em ) do lucro líquido ajustado pela reserva legal, de acordo com a legislação vigente. c.3) Reserva para aumento de capital: 20% do lucro líquido do exercício até o limite de 20% do capital social. c.4) Reserva para expansão: destinação do lucro remanescente, baseada nos investimentos previstos no orçamento de capital. 53

56 Considerando os aspectos acima, a proposta da Administração para distribuição do lucro e composição do saldo das reservas é a seguinte: Limite sobre o capital Distribuição do lucro Saldo das reservas % Juros sobre capital próprio Reserva legal Reserva para aumento de capital Reserva para expansão 80 (3.070) d) Juros sobre o capital próprio De acordo com a faculdade prevista na Lei nº 9.249/95, a Companhia calculou juros sobre o capital próprio com base na Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) vigente no exercício, no montante de R$ (R$ em 2007), os quais foram contabilizados em despesas financeiras, conforme requerido pela legislação fiscal. Para efeito dessas Demonstrações Financeiras, esses juros foram eliminados das despesas financeiras do exercício e estão sendo apresentados na conta de lucros acumulados em contrapartida do passivo circulante. e) Composição do capital 1) Valores mobiliários de titularidade dos Maiores Acionistas, Administradores, membros do Conselho de Administração e Conselho Fiscal da Perdigão S.A. em (não auditado por nossos auditores independentes): Acionistas Ações Ordinárias % Maiores Acionistas (*) ,04 Administradores: Conselho Administração/ Diretoria ,16 Conselho Fiscal - - Ações em Tesouraria ,21 Outros Acionistas , ,00 Ações em circulação no mercado ,59 (*) Acionistas que compõem o acordo de votos. 54

57 2) Valores mobiliários de titularidade dos Maiores Acionistas, Administradores, membros do Conselho de Administração e Conselho Fiscal da Perdigão S.A. em (não auditado por nossos auditores independentes): Acionistas Ações Ordinárias % Maiores Acionistas (*) ,73 Administradores: Conselho Administração/Diretoria ,17 Conselho Fiscal - - Ações em Tesouraria ,23 Outros Acionistas , ,00 Ações em circulação no mercado ,87 (*) Acionistas que compõem o acordo de votos. 3) A posição acionária dos acionistas controladores que fazem parte do acordo de votos e/ou detentores de mais de 5% do capital votante em , é como segue: Acionistas Ações Ordinárias % Caixa de Previd. dos Func. do Banco do Brasil (1) ,16 Fundação Petrobrás de Seguridade Social Petros (1) ,04 Fundo Bird (2) ,26 Fundação Sistel de Seguridade Social (1) ,00 Fundação Vale do Rio Doce de Seg. Social - Valia (1) ,72 FPRV1 Sabiá FIM Previdenciário (3) ,10 Real Grand. Fund. de Prev. Assist. Social (1) , ,30 Outros , ,00 (1) Os fundos de pensão são controlados por empregados participantes das respectivas empresas. (2) Não é parte do acordo de votos assinado pelos Fundos de Pensão, pertence a família Shan Ban Shun. (3) Fundo de investimento detido exclusivamente pela Fundação de Assistência e Previdência Social do BNDES-FAPES. As ações ordinárias atualmente detidas por este fundo estão vinculadas ao acordo de votos assinado pelos Fundos de Pensão. 55

58 4) Valores mobiliários de titularidade dos Maiores acionistas, Administradores, membros do Conselho de Administração e Conselho Fiscal da Perdigão S.A. em (não auditado por nossos auditores independentes): Acionistas Ações Ordinárias % a) Maiores Acionistas ,04 b) Administradores e Conselho Fiscal ,16 b.1) Administradores e Conselho Fiscal Acionistas Ações Ordinárias % Conselheiros de Administração Particip. Direta ,16 Diretores Conselho Fiscal - - 5) Ações em circulação (não auditado por nossos auditores independentes) Em , havia em circulação ações ordinárias, 63,59% do total das ações emitidas. 6) Cláusula compromissória A companhia está vinculada à arbitragem na Câmara de Arbitragem do Mercado, conforme Cláusula Compromissória constante de seu Estatuto Social. f) Conciliação do patrimônio líquido e resultado do exercício Patrimônio líquido Resultado do exercício Saldo na Controladora Lucro não realizado nas operações com empresas controladas (27.008) (3.942) (23.066) (4.302) Saldo no Consolidado

59 17. INSTRUMENTOS FINANCEIROS E GERENCIAMENTO DE RISCO - CONSOLIDADO a) Visão geral No curso normal de seus negócios, a Companhia está exposta a riscos de mercado relacionados principalmente à flutuação das taxas de juros, variações cambiais e a preços de commodities. A Companhia utiliza instrumentos de proteção para minimizar sua exposição a esses riscos, com base em uma Política de Gestão de Risco Financeiro ( Política de Risco ) sob gestão do Comitê de Gestão de Risco Financeiro, Diretoria Executiva e Conselho de Administração. A Companhia dispõe de políticas e procedimentos para administrar tais exposições e pode utilizar instrumentos de proteção, desde que aprovados pelo Conselho de Administração, para diminuir os impactos destes riscos. Tais políticas e procedimentos incluem o monitoramento dos níveis de exposição a cada risco de mercado, a mensuração de cada risco inclusive uma análise com base na exposição contábil e previsão de fluxos de caixa futuros, além de estabelecer limites para tomada de decisão e utilização. Todas as operações de instrumentos de proteção efetuadas pela Companhia têm como propósito a proteção sobre a exposição cambial de sua dívida e fluxo de caixa e a exposição de taxas de juros. Atualmente, a Companhia não utiliza instrumentos de proteção para a proteção de suas posições em commodities, mas pode vir a utilizar dentro do limite estabelecido. O Conselho de Administração tem papel fundamental na estrutura de gerenciamento de riscos financeiros como responsável pela aprovação da Política de Risco elaborada pelo Comitê de Gestão de Risco Financeiro e no acompanhamento do cumprimento desta política, verificando o enquadramento dos limites globais estabelecidos. Ademais, definir os limites de tolerância aos diferentes riscos identificados como aceitáveis para a Companhia em nome de seus acionistas. A Diretoria Executiva é responsável pela avaliação do posicionamento da Companhia para cada risco identificado, de acordo com as diretrizes emanadas do Conselho de Administração. Além disso, é responsável pela aprovação: dos planos de ação definidos para o alinhamento dos riscos a tolerância definida, dos indicadores de desempenho a serem utilizados na gestão de riscos, dos limites globais e avaliação de sugestões para aprimoramentos na política. O Comitê de Gestão de Risco Financeiro é responsável pela execução da Política de Risco. É ele quem supervisiona o processo de gestão de risco, planeja e verifica o impacto das decisões implementadas, avalia e aprova as alternativas de hedge, monitora e acompanha os níveis de exposição aos riscos e do cumprimento da política, acompanha o desempenho das operações de hedge através de relatórios e 57

60 avalia cenários de estresse a serem aplicados nas operações, fluxo de caixa e endividamento da Companhia, em conformidade com a política estabelecida. Essa Política de Risco determina quais são as estratégias a serem adotadas, e a Administração contrata instrumentos de proteção patrimonial (hedge) que são aprovados com base em limites de alçada. O Conselho de Administração, Diretoria Executiva e Comitê de Riscos Financeiros possuem alçadas distintas onde cada qual atua dentro dos limites pré-estabelecidos nesta Política. A Política não autoriza que a Companhia contrate operações alavancadas em mercados derivativos, bem como determina que operações individuais de hedge estejam limitadas a 2,5% do patrimônio líquido da Companhia. A inclusão e atualização das operações são registradas em sistemas operacionais, com devida segregação de funções nas reconciliações com as contrapartes, sendo validadas pelo back-office e monitoradas diariamente pela área financeira. Tendo em vista o intuito das operações de hedge em reduzir os riscos e as incertezas as quais a Companhia está exposta, os resultados obtidos em 2008 foram plenamente satisfatórios. Em , conforme facultado pela Deliberação CVM nº 566, a Companhia aplicou as regras de contabilidade de proteção (hedge accounting) para seus instrumentos derivativos classificados como hedge de fluxo de caixa, conforme determinado em sua política de gestão de risco financeiro. O hedge de fluxo de caixa consiste em proteger a exposição sobre variabilidade no fluxo de caixa que (i) é atribuível a um risco particular associado com um ativo ou passivo reconhecido ou (ii) uma transação prevista altamente provável, e (iii) poderia afetar lucros e perdas. b) Administração de risco de taxas de juros O risco de taxas de juros é o risco de a Companhia vir a sofrer perdas econômicas devido a alterações adversas nas taxas de juros, que podem ser ocasionadas por fatores relacionados à crise de confiança e/ou alteração de política monetária no mercado interno e externo, etc. Esta exposição se refere, principalmente, à mudança nas taxas de juros de mercado que afetem passivos e ativos da Companhia indexados pela taxa LIBOR, TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo do BNDES), UMBNDES ou CDI (Taxa de juros dos Certificados de Depósitos Interbancários), além de eventuais posições prefixadas em algum dos indexadores acima mencionados que poderão ocasionar perdas não realizadas e/ou realizadas (liquidação antecipada) originadas pela apuração do valor justo de mercado (Marcação a Mercado). 58

61 A Política de Risco da Companhia não restringe a exposição às diferentes taxas de juros e também não estabelece limites entre taxas pré ou pós fixadas. O objetivo primordial da Política de Risco é gerir e minimizar os custos de serviço da dívida e otimizar receita das aplicações/investimentos. Para tanto, a Companhia monitora continuamente as taxas de juros de mercado visando avaliar a eventual necessidade de contratação de operações com o objetivo de proteção contra a volatilidade dessas taxas. Estas operações se caracterizam basicamente por contratos de troca de taxa, onde se altera a taxa pós-fixada por pré-fixada, ou vice e versa, as quais foram designadas pela Companhia como contabilização de hedge de fluxo de caixa (vide item g). A Companhia busca manter uma relação estável em seu endividamento de curto e longo prazo, mantendo uma proporção maior em longo prazo. Ademais, a Companhia possui endividamento pré e pós-fixados que conjuntamente também minimizam a exposição aos riscos. O endividamento está atrelado, essencialmente, às taxas LIBOR, Cupom Fixo (R$ e USD), TJLP e UMBNDES. Na ocorrência de alterações adversas no mercado que resulte na elevação da LIBOR, o custo do endividamento pós-fixado se eleva e por outro lado, o custo do endividamento pré-fixado se reduz. A mesma consideração também é aplicável para a TJLP. Quanto às aplicações da Companhia, o principal indexador é o CDI para operações no mercado interno e Cupom Fixo (USD) para operações no mercado externo. Visto que ocorrendo elevação do CDI, os resultados tornam-se favoráveis, enquanto que na ocorrência de sua queda, os resultados tornam-se desfavoráveis. O quadro abaixo resume as alterações nas taxas de juros e os impactos para a Companhia. Risco de Juros PRÈ-Fixados Risco de Juros PÓS-Fixados Taxa Exposição Variação Impacto Taxa Exposição Variação Impacto CDI Aplicações + - CDI Aplicações + + CDI Aplicações - + CDI Aplicações - - CDI Obrigações + + CDI Obrigações + - CDI Obrigações - - CDI Obrigações - + Libor/Cupom USD Aplicações + - TJLP Obrigações + - Libor/Cupom USD Aplicações - + TJLP Obrigações - + Libor/Cupom USD Obrigações + + Libor Obrigações + - Libor/Cupom USD Obrigações - - Libor Obrigações - + A crise global iniciada em 2008 provocou uma severa redução das taxas de juros internacionais, com a LIBOR atingindo valores extremamente baixos historicamente. 59

62 Esse cenário propiciou uma redução nos custos financeiros da Companhia que possui grande parte de seu endividamento pós-fixado em LIBOR. Por outro lado, a queda mais lenta da taxa de juros doméstica (Selic) e seu conseqüente impacto nas taxas de CDI, mantiveram os resultados com as aplicações financeiras em patamares favoráveis. Neste sentido, os resultados obtidos com relação aos objetivos propostos pela Companhia quanto a exposição às taxas de juros foram plenamente atingidos em A inclusão e atualização das operações são registradas em sistemas operacionais, com devida segregação de funções nas reconciliações com as contrapartes, sendo validadas pela área de apoio operacional (back office) e monitoradas diariamente pela área financeira. c) Administração de risco cambial O risco de taxa cambial é o risco de que alterações das taxas de câmbio de moeda estrangeira possam fazer com que a Companhia incorra em prejuízos, levando a uma redução dos valores dos ativos ou aumento dos valores das obrigações. A principal exposição à qual a Companhia está sujeita, no tocante às variações cambiais, se refere à flutuação do Dólar dos EUA e também Euro e Libra Esterlina em relação ao Real. O objetivo da Política de Risco da Companhia é proteger-se da exposição excessiva aos riscos de variações cambiais equilibrando seus ativos não denominados em Reais contra suas obrigações não denominadas em Reais, protegendo assim o balanço patrimonial da Companhia. Para tanto faz operações de balcão (SWAP) e operações na bolsa de futuros (BM&F) (vide tabela abaixo): 60

63 (i) Composição dos saldos de exposição em moeda estrangeira: Ativos e passivos denominados em moeda estrangeira são assim demonstrados: Caixa, equivalentes a caixa e aplicações financeiras Contratos de troca de índices ( swaps ) valor nominal Contratos de dólar futuro valor nominal Empréstimos e financiamentos ( ) ( ) Outros ativos e passivos operacionais, líquidos* (1.787) ( ) ( ) Exposição cambial em moeda estrangeira em R$ ( ) ( ) Exposição cambial em moeda estrangeira em US$ ( ) ( ) * Refere-se basicamente à aquisição de estoques e fornecedores. Além disso, a Política de Risco da Companhia visa proteger as receitas e custos operacionais que envolvem as operações decorrentes da atividade comercial, como estimativas de exportações e compra de matéria-prima. Para tanto, utiliza instrumentos de proteção, aprovados dentro da Política de Risco, essencialmente operações de NDF no montante de R$ (US$ 239,810), onde o foco principal é proteção de seu fluxo projetado denominado em moeda estrangeira. O percentual protegido do fluxo com estas operações fora de 18% dentro da alçada aprovada de 35%. Com o intuito de realizar uma gestão de riscos ativa e seguindo a Política de Risco, a Companhia realiza acompanhamento diário, através de relatórios emitidos pela área financeira e validados pela área de apoio operacional (back-office), das necessidades de fluxo de caixa e de exposição cambial. Considerando que o ano de 2008 foi marcado por excessiva volatilidade no câmbio, quando o Dólar dos EUA iniciou depreciado e terminou com uma valorização considerável frente ao Real, a estratégia adotada pela Companhia atingiu os objetivos de minimizar os efeitos dos movimentos do câmbio ao limitar a exposição cambial e mitigar os riscos. Atualmente, em função do perfil de endividamento da Companhia estar mais no longo prazo do que no curto, a maior parte das despesas financeiras são oriundas de fluxos de dívida a vencer, o que significa que a despesa financeira não tem impacto no caixa da Companhia. 61

64 d) Composição dos saldos de instrumentos financeiros derivativos para proteção patrimonial A posição de derivativos em aberto em 31 de dezembro é como segue: 2008 Instrumento Objeto de proteção Vencimento A receber A pagar Contraparte do valor principal Valor de referência (nocional) Valor de Mercado (1) Ajuste (Patrimônio Líquido e Resultado) Swap (balcão CETIP) Swap (balcão CETIP) Swap (balcão CETIP) Taxa de Câmbio Julho de 2009 Taxa de Câmbio Taxa de Câmbio De janeiro de 2009 a setembro de 2009 Fevereiro de 2009 R$/TR (9,31%) US$ (4,75%) R$/CDI (média ponderada de 93,72% do CDI) Unibanco (52) - R$/CDI (100% do CDI) ITAÚBBA/ SANTANDER / VOTORANTIM/ UBS/HSBC e outros R$/PRÉ (16,09%) US$ SANTANDER (2.871) (155) Swap (balcão CETIP) Taxa de Câmbio (Fluxo) De janeiro 2009 a janeiro 2013 US$ (VC) + 7% R$ (76% CDI) Unibanco Swap (balcão CETIP) Taxa de Câmbio (Fluxo) De março 2009 a setembro 2011 R$ (118,5% CDI) US$ (VC) + 83% CDI HSBC (19.084) (221) Swap (balcão CETIP) Swap (balcão CETIP) NDF (balcão CETIP) NDF (balcão CETIP) NDF (balcão CETIP) Contratos Futuros (BM&F) Taxa de Câmbio (Fluxo) Taxa de Juros Taxa de Câmbio Taxa de Câmbio Taxa de Câmbio Taxa de Câmbio De abril/2009 a dezembro/20 13 US$ (VC) + LIBOR 6M + 3,61% De fevereiro 2009 a agosto 2013 US$ 4,08% Janeiro de 2009 a Fevereiro de R$ (96,67% CDI) Credit Suisse (31.573) (29.895) US$ (LIBOR + 0,62%) 2009 Euro (-1,42%) US$ (VC) De janeiro de 2009 a junho de 2009 R$ (15,31%) US$ (VC) De fevereiro de 2008 a março de 2009 R$ (13,52%) Euro (VC) Santander / HSBC e outros (34.976) (34.406) Itaú BBA/ HSBC (915) HSBC / UBS PACTUAL e outros (37.431) ITAÚBBA/UBS e Votorantim (5.310) (373) Fevereiro de 2009 US$ (VC) R$ Finabank (10.107) (10.107) TOTAL (67.501) (58.807) 62

65 2007 Instrumento Objeto de proteção Vencimento A receber A pagar Contraparte do valor principal Valor de referência (nocional) Valor de Mercado (1) Perda não realizada Swap (balcão CETIP) Swap (balcão CETIP) Swap (balcão CETIP) Swap (balcão CETIP) Taxa de Câmbio Julho de 2009 De janeiro de Taxa de 2008 a julho de Câmbio 2013 Taxa de Câmbio Taxa de Câmbio R$/TR (9,51%) US$ (4,089%) R$/CDI (média ponderada de 98,2% do CDI) Unibanco R$/CDI (97,8% do CDI) Votorantim / Unibanco e outros (4.532) (5.813) De janeiro de 2008 a março de 2008 US$ (VC) Euro (1,3327%) Merril Lynch (1.156) (1.404) De janeiro de 2008 US$ (3,46%) Libra (-0,20%) Santander / HSBC (5.501) (7.097) (1) O método de apuração do valor de mercado utilizado pela Companhia é o marked-to-market (MTM), que consiste em apurar o valor futuro com base nas condições contratadas e determinar o valor presente com base em curvas de mercado, extraídas da base de dados da Bloomberg. A Companhia contratou operações de swap, NDF e contratos futuros com o objetivo de minimizar os efeitos das mudanças nas taxas de câmbio e para proteção contra as variações das taxas de juros. A Companhia possui operação de balcão contratada em a termo, com início em O valor desse contrato, caso fosse anulado em , ocasionaria uma despesa de R$1.256 no resultado financeiro. A Administração entende que os resultados obtidos com estas operações de derivativos atendem a Política de Risco adotada pela Companhia. 63

66 e) Ganhos e perdas de instrumentos financeiros derivativos para proteção patrimonial O valor de ganhos e perdas registrados no período afetaram tanto o resultado da Companhia na rubrica de Receitas (Despesas) Financeiras como o Patrimônio Líquido, conforme demonstrado abaixo: Derivativos com propósito de proteção Resultado Controladora Patrimônio líquido Resultado Consolidado Patrimônio líquido Riscos de taxas de juros - (7.202) - (57.771) Sub total - (7.202) - (57.771) Derivativos com propósito de resultados financeiros Riscos cambiais Sub total 295 (7.202) Total 295 (7.202) (56.177) f) Composição dos saldos de instrumentos financeiros por categoria exceto derivativos - Consolidado Empréstimo s e recebíveis Mantido para venda Custo amortizad o Empréstimo Mantido s e para Custo Total recebíveis venda amortizado Total Ativos Aplicações financeiras Contas a receber e outros recebíveis Investimentos Passivos Empréstimos e financiamentos em moeda nacional Empréstimos e financiamentos em moeda estrangeira Debêntures Total ( ) ( ) ( ) ( ) 64

67 g) Composição dos saldos de instrumentos financeiros designados para contabilização de hedge de fluxo de caixa A Companhia efetuou a designação formal de suas operações sujeitas a contabilização de proteção (hedge accounting) para os instrumentos financeiros derivativos de proteção de fluxos de caixa, documentando: (i) o relacionamento do hedge, (ii) o objetivo e estratégia de gerenciamento de risco da Companhia em tomar o hedge, (iii) a identificação do instrumento financeiro, (iv) o objeto ou transação de cobertura, (v) a natureza do risco a ser coberto, (vi) a descrição da relação de cobertura, (vii) a demonstração da correlação entre o hedge e o objeto de cobertura, quando aplicável, e (viii) a demonstração prospectiva da efetividade do hedge. As transações para as quais a Companhia fez a determinação da contabilização de proteção são altamente prováveis, apresentam uma exposição da variação do fluxo de caixa que poderia afetar lucros e perdas e são altamente efetivas em atingir as variações de valor justo ou fluxo de caixa atribuível ao risco coberto, consistentemente ao risco originalmente documentado na Política de Risco. Com a aplicação da contabilização de proteção para os derivativos de proteção de riscos de taxas de juros que afetam os fluxos de caixa, a Companhia efetuou o registro do ganho ou perda da parcela considerada efetiva do hedge no patrimônio líquido, em componente separado até que o objeto de cobertura afete o resultado, momento no qual esta parcela do hedge também deverá afetar o resultado. Os impactos contabilizados no patrimônio líquido estão demonstrados a seguir: (i) Controladora Saldo do swap (curva do contrato) Saldo do swap (MTM) Ajuste Contraparte Instrumento de Hedge Objeto Hedgeado Ponta Ativa Ponta Passiva Ponta Ativa Ponta Passiva PL Santander Contrato de Swap de US$ (Ativo Libor 6 meses / Passivo 3,82%) Dívida de US$ a juros de Libor 6 meses + overlibor 1,45% (47.236) ( ) (2.934) Santander Contrato de Swap de US$ (Ativo Libor 6 meses / Passivo 3,79%) Dívida de US$ a juros de Libor 6 meses + overlibor 1,45% (70.951) ( ) (4.269) TOTAL ( ) ( ) (7.202) 65

68 (ii) Consolidado Contraparte Instrumento de Hedge Objeto Hedgeado Saldo do swap (curva do contrato) Saldo do swap (MTM) Ajuste Ponta Ponta Ponta Ponta Ativa Passiva Ativa Passiva PL HSBC Contrato de Swap de US$ (Ativo 118,5%CDI / Passivo 83%CDI + Variação Cambial de Principal) Dívida de US$ a juros de 118,5% CDI (BRL) (19.945) (47.354) (221) Santander Contrato de Swap de US$ (Ativo Libor 3 meses +0,5%/ Passivo 3,96%) Dívida de US$ a juros de Libor 3 meses + overlibor 0,5% (23.475) ( ) (1.329) Santander Contrato de Swap de US$ (Ativo Libor 3meses +0,5%/ Passivo 3,96%) Dívida de US$ a juros de Libor 3meses + overlibor 0,5% (46.966) ( ) (2.653) Santander Contrato de Swap de US$ (Ativo Libor 3meses +0,5%/ Passivo 3,96%) Dívida de US$ a juros de Libor 3meses + overlibor 0,5% (47.002) ( ) (2.648) HSBC Contrato de Swap de US$ (Ativo Libor 6meses +0,8%/ Passivo 4,31%) Dívida de US$ a juros de Libor 6 meses + overlibor 0,8% (70.983) ( ) (4.048) HSBC Contrato de Swap de US$ (Ativo Libor 6meses +0,8%/ Passivo 4,36%) Dívida de US$ a juros de Libor 6meses + overlibor 0,8% (47.527) ( ) (2.735) ABN Amro Bank Contrato de Swap de US$ (Ativo Libor 6 meses / Passivo 4,06%) Dívida de US$ a juros de Libor 6 meses + overlibor 0,9% ( ) (10.917) Citibank Contrato de Swap de US$ (Ativo Libor 6meses +1,75%/ Passivo 4,22%) Dívida de US$ a juros de Libor 6 meses + overlibor 1,75% ( ) (2.874) Unibanco Contrato de Swap de US$ (Ativo 7%a.a. / Passivo 76%CDI ) Dívida de US$ a juros de 7%aa. (USD) (3.762) (17.445) Credit Suisse Contrato de Swap de US$ (Ativo Libor 3 meses + overlibor 2,50% / Passivo 92,5%CDI ) Dívida de US$ a juros de Libor 3meses + overlibor 2,50% (3.524) (31.178) (12.469) 66

69 Credit Suisse PERDIGÃO S.A. E EMPRESAS CONTROLADAS Contrato de Swap de US$ (Ativo Libor 3 meses + overlibor 4,50% / Passivo 100%CDI ) Dívida de US$ a juros de Libor 3meses + overlibor 1,00% + Fiança ao custo de 3,5% a.a. 58 (118) (44.031) (17.320) Santander Contrato de Swap de US$ (Ativo Libor 6 meses / Passivo 3,82%) Dívida de US$ a juros de Libor 6 meses + overlibor 1,45% (47.236) ( ) (2.934) Santander Contrato de Swap de US$ (Ativo Libor 6 meses / Passivo 3,79%) Dívida de US$ a juros de Libor 6 meses + overlibor 1,45% (70.951) ( ) (4.269) TOTAL ( ) ( ) (57.771) Os instrumentos financeiros derivativos que não atenderam aos critérios exigidos pela Deliberação CVM nº 566 não foram contabilizados de acordo com a metodologia de contabilidade de proteção, e foram registrados no balanço pelo seu valor justo com reconhecimento no resultado das alterações deste valor justo. A Companhia não possui nenhuma operação que anteriormente era qualificada como proteção patrimonial e que deixou de ser classificada como tal, por conseqüência, nenhum impacto afetou o seu resultado. h) Determinação do valor justo de instrumentos financeiros - Consolidado O valor justo estimado para os instrumentos financeiros contratados pela Companhia foi determinado por meio de informações disponíveis no mercado de metodologias adequadas de avaliações. Entretanto, considerável julgamento foi requerido na interpretação dos dados de mercado para produzir a estimativa do valor justo de cada operação. Como conseqüência as estimativas a seguir não indicam, necessariamente, os montantes que efetivamente serão realizados quando da liquidação financeira das operações. Valor contábil Valor justo Caixa e equivalentes a caixa Aplicações financeiras Contas a receber de clientes Empréstimos e financiamentos ( ) ( ) Fornecedores ( ) ( ) Perdas não realizadas com derivativos (vide nota 16 acima) (67.501) (67.501) ( ) ( ) 67

70 i) Administração de risco de preços de commodities No curso normal de suas operações, a Companhia compra certas commodities, principalmente milho, farelo de soja e suínos vivos - maiores componentes individuais dos custos de produção. O preço do milho e do farelo de soja estão sujeitos a volatilidade resultante das condições climáticas, rendimento de safra, custos com transporte, custos de armazenagem, política agrícola do governo, taxas de câmbio e os preços destas commodities no mercado internacional, entre outros fatores. O preço dos suínos adquiridos de terceiros, está sujeito a condições de mercado e são influenciados por disponibilidade interna e níveis de demanda no mercado internacional, dentre outros aspectos. A Política de Risco estabelece limites para proteção de fluxo de compra de milho e farelo de soja, objetivando diminuir o impacto de um aumento de preço destas matérias-primas, podendo se utilizar para tal de instrumentos derivativos ou fazer uso da administração de estoques. Atualmente se utiliza exclusivamente da administração de seus níveis de estoque como instrumento de proteção. Em não havia derivativos de commodities em aberto e durante o ano a Companhia não entrou em contratos de derivativos envolvendo commodities. j) Principais transações e compromissos futuros As principais transações objeto de proteção de fluxo de caixa são operações de NDF, nas quais vende-se taxa forward em uma data específica no futuro (data de vencimento) e cujo valor de sua liquidação origina-se pela diferença entre a taxa forward vendida e a taxa do dia anterior à data de vencimento, multiplicado pelo valor contratado (notional). 68

71 A tabela abaixo, demonstra os prazos para o impacto financeiro previsto: 2008 R$xUSD R$xEUR USDxEUR Vencimentos Notional USD Médio Notional EUR Médio Notional EUR Médio Dezembro de Janeiro de , ,5675 Fevereiro de , , ,5678 Março de , , Abril de , Maio de , Junho de , TOTAL k) Garantias - Controladora A Companhia possui junto à BM&F, CDB e Fiança Bancária, utilizados em garantia para as operações de contratos em dólar. A seguir, apresentamos a composição dos valores em garantia: Tipo CDB Fiança bancária l) Quadro de análise de sensibilidade (i) Análise de sensibilidade de variações na moeda estrangeira A Companhia possui empréstimos e financiamentos em moeda estrangeira e instrumentos financeiros derivativos destinados a eliminar (ou mitigar) os riscos incorridos pela exposição cambial. No quadro abaixo são considerados 03 cenários, sendo o cenário provável o adotado pela Companhia. Esses cenários foram definidos com base na expectativa da Administração para as variações da taxa de câmbio nas datas de vencimento dos respectivos contratos sujeitos a estes riscos, sendo que o cenário provável refere-se aos resultados que seriam apurados nas operações de derivativos se fosse mantido o dólar de fechamento de (vide nota 3 z). Além do cenário provável mencionado acima, a CVM, através da Instrução nº 69

72 475/08, determinou que fossem apresentados mais dois cenários com deterioração de 25% e 50% da variável do risco considerado. Esses cenários estão sendo apresentados de acordo com o regulamento da CVM. A Companhia analisa somente as variações na moeda estrangeira como fator principal de risco, visto que é a variável que sofre impacto das demais variáveis, tais como juros, commodities e bolsas. Operação Risco Cenário provável (I) Cenário (II) (deterioração de 25%) Cenário (III) (deterioração de 50%) Futuro Apreciação do R$ (2.158) NDF Depreciação do R$ (35.059) ( ) ( ) SWAP Apreciação do R$ Disponibilidade indexada em moeda estrangeira Apreciação do US$ Dívida indexada em moeda estrangeira Apreciação do US$ - ( ) ( ) Total ( ) ( ) Premissa Câmbio 2,33 (*) 2,91 3,50 (*) Vide nota 3 z 18. RECEITAS (DESPESAS) FINANCEIRAS, LÍQUIDAS CONSOLIDADO Despesas: Juros ( ) ( ) Variação cambial ( ) Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira-CPMF 97 (33.064) Despesas com oferta pública de ações (vide nota 15 a) - (29.832) Ajuste a valor presente (*) Outras despesas (49.798) (5.742) ( ) ( ) Receitas: Juros Variação cambial (11.997) Ganhos (Perdas) na conversão de investimentos no exterior (84.009) Ajuste a valor presente (*) (1.263) - Outras receitas

73 Financeiras líquidas ( ) ( ) (*) vide nota 3 d 19. PARTES RELACIONADAS - CONTROLADORA (i) Transações e saldos As transações decorrentes de partes relacionadas foram realizadas em condições usuais de mercado, baseadas em contrato. O prazo médio para vencimento das transações de empréstimos é de 02 anos e para as transações de contas a pagar e a receber é de aproximadamente 30 dias. Os saldos de ativos e passivos em , e transações que influenciaram o resultado do exercício estão demonstrados a seguir: Adiantamento para futuro aumento de capital Empréstimos Contas receber (pagar) Vendas (compras) Receitas (despesas) Empresas Perdigão Agroindustrial S.A (66.426) (6.022) (2.552) Batávia (38.878) Perdigão Agroindustrial Mato Grosso (2.602) Instituto Perdigão de Sustentabilidade Sino dos Alpes Alimentos Ltda (7.152) Avipal Nordeste S.A (16.004) - ( ) - (127) - Avipal Alimentos S.A (293) - UP Alimentos Ltda (3.813) Perdix Intern. Foods Com. International Lda Avipal S.A. Construtora e Incorporadora Establecimientos Levino Zaccardi y Cia S.A (58.552) (6.022) (2.784) Todas as transações e saldos entre as companhias foram eliminados na consolidação e referem-se a transações comerciais e financeiras. (ii) Remuneração do pessoal chave da administração O pessoal-chave da administração inclui os conselheiros e diretores, membros do comitê executivo e o chefe da auditoria interna. A remuneração paga ou a pagar por serviços de empregados, está demonstrada a seguir: 71

74 Para o exercício findo em , a remuneração total paga pela Companhia a todos os membros do Conselho de Administração e da Diretoria (22 pessoas) por seus serviços em quaisquer qualidades foi de R$ (R$ em ). Ademais, foram pagos aos diretores R$3.656 (R$ em ), como parte do plano de participação nos resultados. O valor da participação nos resultados pago a cada diretor em qualquer exercício está relacionado principalmente ao lucro líquido da Companhia e na avaliação do desempenho do diretor durante o exercício por parte do Conselho de Administração. Os diretores recebem certos benefícios corporativos adicionais concedidos de modo geral a empregados de empresas e seus familiares, tais como assistência médica, despesas educacionais, desenvolvimento e complementação de benefícios previdenciários, dentre outros. Para o exercício findo em , o valor pago a título de benefício aos diretores foi de R$5.030 (R$3.978 em ). O montante de remuneração pago aos diretores (incluindo salários, participação nos lucros e benefícios) foi de R$ (R$ em ). Os membros suplentes do Conselho de Administração são remunerados por cada reunião do Conselho de Administração a que os mesmos comparecem e os membros suplentes do Conselho Fiscal, por cada reunião do Conselho Fiscal a que os mesmos comparecem. Os membros do Conselho de Administração, Diretoria e Conselho Fiscal da Companhia não são partes de contratos de trabalho ou outros contratos que prevejam benefícios quando da rescisão do respectivo contrato de trabalho que não, no caso de diretores, os benefícios descritos acima. Quando os administradores e funcionários atingem a idade de 61 anos, a Companhia interrompe suas contribuições em seus benefícios previdenciários. 20. COBERTURA DE SEGUROS CONSOLIDADO A Companhia adota a política de contratar cobertura de seguros para os bens sujeitos a riscos por montantes considerados suficientes para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade. As premissas e riscos adotados, dada a sua natureza, não fazem parte do escopo de uma auditoria e, consequentemente, não foram examinadas pelos nossos auditores independentes. Bens segurados Riscos cobertos Montante da cobertura Estoques e imobilizados Incêndio, raio, explosão, vendaval, deterioração de produtos frigorificados, quebra de máquinas, lucros cessantes e outros

75 Transporte nacional PERDIGÃO S.A. E EMPRESAS CONTROLADAS Risco rodoviário e responsabilidade civil do transportador de cargas Baseado nas averbações de cargas Responsabilidade civil geral e de executivos Reclamações de terceiros Crédito Inadimplência de clientes PARTICIPAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS E ADMINISTRADORES NO RESULTADO As controladas Perdigão S.A., Perdigão Agroindustrial S.A., Avipal Nordeste S.A., Avipal Centro-Oeste S.A. e Avipal S.A. Alimentos firmaram com os sindicatos das categorias preponderantes Acordo Coletivo de Participação nos Lucros e Resultados para todos os funcionários, respeitando indicadores de desempenho previamente negociados. A participação dos administradores está de acordo com as disposições estatutárias e aprovação pelo Conselho de Administração. 22. PLANO SUPLEMENTAR DE APOSENTADORIA A Perdigão Sociedade de Previdência Privada ( PSPP ), constituída em abril de 1997 e patrocinada pelas empresas do grupo Perdigão, cuja finalidade é fornecer benefícios de suplementação de aposentadoria para os funcionários das Empresas Perdigão. O plano é de contribuição definida. As contribuições são efetuadas, em média, na base de 2/3 pela patrocinadora e 1/3 pelos participantes, e os cálculos atuariais são prestados por atuários independentes, de acordo com normas em vigor. O plano é revisado por atuário independente em base anual, sendo a última revisão concluída em dezembro de Participantes Patrimônio Contribuições da patrocinadora: Contribuição básica Serviços passados Compromisso assumido no início do plano, decorrente de serviços passados em favor dos participantes admitidos na patrocinadora em data anterior ao início do plano Ativos do Plano (formados por fundos de renda fixa, fundo de renda variável e ações)

76 O saldo formado pelas contribuições da patrocinadora não utilizado para pagamento de benefícios, caso o participante rompa o vínculo empregatício com a patrocinadora, formarão um fundo de sobra de contribuições que poderá ser utilizado para compensar as contribuições futuras das patrocinadoras. O ativo apresentado no saldo do fundo de reversão monta R$3.073 (R$2.395 em ) e foi registrado pela Companhia na rubrica outros direitos. Embora a PSPP seja um plano basicamente de contribuição definida, possui uma parcela de benefício definido, cuja obrigação atuarial refere-se ao valor presente dos futuros benefícios à participantes inativos, pois o benefício (renda vitalícia) é fixado após a data da aposentadoria. De acordo com a tabela de mortalidade AT-83, o valor atual da obrigação atuarial na PSPP que cobre 44 participantes e monta em R$5.688 (41 participantes e monta em R$5.900 em ). Com base no relatório do atuário independente, a posição da parcela de benefício definido da PSPP em 31 de dezembro é a seguinte: Conciliação dos ativos e passivos Valor presente das obrigações atuariais (5.688) (5.900) Valor justo dos ativos Valor líquido dos (ganhos)/perdas (Passivo)/Ativo líquido Movimentação do ativo (passivo) atuarial líquido 2008 Ativo (passivo) líquido do plano em Receita reconhecida no resultado 106 Contribuições da patrocinadora - Ativo (passivo) líquido do plano em Movimentação das obrigações atuariais 2008 Valor presente das obrigações atuariais em (5.900) Juros sobre obrigações atuariais (583) Benefícios pagos 714 Ganho / (Perda) atuarial 81 Valor presente das obrigações atuariais em (5.688) 74

77 Movimentação dos ativos do plano 2008 Valor justo dos ativos em Rendimento esperado do plano 690 Perda atuarial (323) Contribuições dos empregados em Benefícios pagos (715) Valor justo dos ativos do plano em Despesas e receitas realizadas 2008 Custo dos juros (584) Rendimento esperado do ativo do plano 690 Total 106 Despesas e receitas previstas 2009 Custo dos juros (699) Rendimento esperado do ativo do plano 732 Total 33 Premissas atuariais Hipóteses econômicas Taxa de desconto 12,81% a.a. 10,24% a.a. Taxa de retorno esperado dos ativos 11,04% a.a. 9,84% a.a. Crescimento salarial futuro - - Taxa de inflação 5,00% a.a. 4,00% a.a. Hipóteses demográficas Tábua de mortalidade AT-1983 AT-1983 Tábua de mortalidade de inválidos RRB 1983 RRB

78 23. ARRENDAMENTO MERCANTIL A Companhia é arrendatária em diversos contratos, que podem ser classificados entre arrendamento operacional ou financeiro. (i) Operacional a) Os pagamentos mínimos futuros de arrendamentos mercantis operacionais não canceláveis, no total e para cada um dos seguintes períodos, é apresentado a seguir: Até um ano Mais de um ano e até cinco anos Mais de cinco anos b) Os pagamentos de arrendamentos mercantis operacionais reconhecidos como despesa totalizou R$ (R$ em ). (ii) Financeiro a) A Companhia mantém controle dos bens arrendados, reconhecidos na alínea de máquinas e equipamentos, cujos valores, apresentam os seguintes saldos: Custo Depreciação acumulada (*) (8.523) (6.785) Residual (*) Os bens arrendados são depreciados conforme taxa definida na nota 11 para Máquinas e equipamentos. 76

79 b) Os pagamentos futuros mínimos obrigatórios estão segregados conforme abaixo e foram registrados no balanço na rubrica outras obrigações : Valor presente dos pagamentos mínimos 2008 Juros 2008 Pagamentos futuros mínimos 2008 Valor presente dos pagamentos mínimos 2007 Juros 2007 Pagamentos futuros mínimos 2007 Até um ano Mais de um ano e até cinco anos Mais de cinco anos OUTROS RESULTADOS OPERACIONAIS Controladora Consolidado Amortização de ágio (1) (93.540) - ( ) (21.398) Multa rescisória (2) - - (62.588) - Outras receitas (despesas) (3) (7.557) 104 (46.302) ( ) 104 ( ) (14.761) (1) Refere-se a amortização dos ágios das empresas adquiridas (vide nota 12). A partir de 2009, a amortização dos ágios será cessada e os mesmos passarão a ser avaliados anualmente através do teste de recuperabilidade. (2) Conforme comentado nas notas 1 h e i, o resultado de foi afetado na rubrica de outros resultados operacionais pelos lançamentos da multa rescisória devido ao encerramento do contrato com a CCL e da provisão para perdas no contrato com a CCPL. (3) O valor de outras receitas e despesas refere-se, substancialmente, a alguns custos de ociosidade, aos valores baixados do ativo imobilizado por obsolescência e a depreciação de bens que não estão sendo utilizados no processo produtivo. 25. EVENTOS SUBSEQUENTES (i) Racionalização da operação de lácteos Em , a Companhia iniciou o processo de racionalização de suas operações no segmento de lácteos. Tal ação visa otimizar o processo produtivo a fim de reduzir 77

80 custos sem diminuir os volumes de produção. As atividades produtivas das unidades da Cotochés, em Rio Casca (Minas Gerais), e da Companhia, em Ivoti (Rio Grande do Sul), serão interrompidas e transferidas para Sabará (Minas Gerais), Itumbiara (Goiás), Carambei (Paraná), Teutônia, São Lourenço do Sul, Santa Rosa, Ijuí e Três de Maio (todas no Rio Grande do Sul), principalmente devido à baixa escala industrial, à defasagem tecnológica e à proximidade com as outras unidades. (ii) Incorporação da Perdigão Agroindustrial Dando sequência ao processo de reorganização societária (nota 1g), em , a subsidiária integral Perdigão Agroindustrial S.A. foi incorporada pela Companhia. (iii) Sinistro Unidade Industrial Em , a Companhia sofreu um incêndio que atingiu a sua unidade de Rio Verde, Estado de Goiás. A Companhia possui cobertura de seguro e está em fase de apuração dos impactos financeiros. x-x-x-x-x-x-x-x-x 78

81 Relatório da Administração 2008 Senhores Acionistas, O bom desempenho operacional, obtido em nossos negócios de atuação, tanto em carnes como em lácteos, foi determinante para incrementar a geração operacional efetiva do ano, consolidando as aquisições realizadas e o crescimento orgânico definido. Nossas receitas atingiram R$ 13,2 bilhões e cresceram 69% no ano, gerando um EBITDA de R$ 1,2 bilhão 44,4% maior do que o ano anterior. Estes resultados foram respaldados pelas performances obtidas no negócio de carnes, que apresentou crescimento de 45,3% de receitas e 30% de volumes comercializados, e no de lácteos, com crescimento de 252,7% em receitas e 311,4% em volumes, além dos outros segmentos que também contribuíram positivamente. A Companhia despendeu sérios esforços para respaldar a melhoria de preços médios, necessária para suavizar os aumentos expressivos verificados ao longo do ano nos custos das principais matériasprimas, e proporcionar a redução de despesas, com foco estratégico na melhoria do mix de vendas. Estas ações permitiram o incremento gradual dos resultados operacionais no ano, considerando a complexidade da absorção das aquisições realizadas (Eleva, Plusfood e Cotochés) e a despeito do cenário internacional desfavorável vivenciado, que continua refletindo em constantes oscilações nos mercados financeiros e na economia mundial, com extrema volatilidade dos preços das commodities, respaldado pela forte desvalorização do real em relação ao câmbio, ocorrida principalmente no segundo semestre do ano. Este efeito no cenário cambial provocou uma despesa financeira adicional de R$ 416 milhões no ano, sem desembolso de caixa, como efeito da desvalorização do real frente ao dólar sobre nosso endividamento em moeda estrangeira de longo prazo. Diante do exposto, o resultado líquido do ano ficou em R$ 54,4 milhões ante R$ 321,3 milhões em Desconsiderando a parcela amortizada do ágio, o resultado líquido seria de R$ 155 milhões no ano. Embora o resultado líquido tenha sido aquém das nossas expectativas, a Perdigão encerrou o exercício de 2008, com boas margens operacionais, além de registrar indicadores positivos de liquidez, com R$ 2 bilhões em aplicações financeiras e 70% do endividamento no longo prazo. Esta situação nos permite conforto com o curto-prazo e confiança para o longo-prazo. Como já havíamos explanado antes, as recentes aquisições têm demandado uma série de adequações necessárias para refletir o retorno esperado. Ademais, as condições de extrema volatilidade e incerteza do mercado solicitam maior prudência. Permanecemos empenhados no propósito de incorporarmos e alinharmos estes negócios, promovendo agregação de valor, capturando as sinergias relativas e absorvendo importantes melhorias no desempenho consolidado da Companhia, no médio/longo prazos. 79

82 (As variações comentadas neste relatório são comparações do 4º trimestre de 2008 em relação ao 4º trimestre de 2007 e do ano de 2008, comparado com o ano de 2007, exceto quando especificado). DESTAQUES OPERACIONAIS E FINANCEIROS 2008 A receita bruta do ano cresceu 69%, totalizando R$ 13,2 bilhões, devido ao bom desempenho registrado tanto no mercado doméstico quanto no externo e com a consolidação dos novos negócios adquiridos. Crescimento de 74,5% no volume total de vendas dos negócios de carnes, lácteos e outros produtos processados; O mercado interno representou 56,3% das vendas líquidas e apresentou um crescimento de 76,6% nas receitas brutas, com destaque para os volumes comercializados de: 26,3% em carnes, 305,7% para os produtos lácteos e 69,6% para os outros produtos processados; O mercado externo ficou com a participação de 43,7% nas receitas líquidas. As exportações cresceram 58,1% em receitas, com volumes de vendas 32,9% maiores em carnes. Os produtos processados, que participaram em 48,7% das vendas, cresceram 38,5% em receitas e 26,1% em volumes; O lucro bruto totalizou R$ 2,8 bilhões, um incremento de 47,3%; O EBITDA foi de R$ 1,2 bilhão, com expressivo incremento de R$ 356,6 milhões no ano 44,4% superior e margem EBITDA de 10,2%; Mesmo considerando a absorção dos negócios adquiridos e o bom desempenho das operações, o resultado líquido ficou em R$ 54,4 milhões 83,1% abaixo do ano anterior, devido ao impacto cambial nas despesas financeiras, sem efeito caixa, à parcela de ágio atribuível no ano, advinda de aquisições, e de efeitos não recorrentes relativos a ajustes e a otimização de produção; O volume financeiro de ações negociado atingiu a média de US$ 26,8 milhões/dia no ano, com 45% de incremento. HIGHLIGHTS - R$ MILHÕES VAR. % RECEITA BRUTA % MI % ME % RECEITA LÍQUIDA % LUCRO BRUTO % MARGEM BRUTA 24,2% 28,2% - EBIT % RESULTADO LÍQUIDO (83%) MARGEM LÍQUIDA 0,5% 4,8% - EBITDA % MARGEM EBITDA 10,2% 12,1% - RESULTADO POR AÇÃO* 0,26 1,73 (85%) * Resultado por Ação (em R$) consolidado, excluindo as ações em tesouraria 80

83 EBITDA - R$ milhões 14,5% ,2% 12,1% 10,1% ,7% ,2% EBITDA Margem EBITDA DESTAQUES - 4º Trimestre 2008 O incremento de 57,1% no faturamento do último trimestre do ano contribuiu para a melhoria das margens nesse trimestre, que atingiram 15,2% de margem EBITDA ante 12,5% no ano anterior, totalizando R$ 464,8 milhões gerando 93,3% mais de EBITDA. No mercado interno, as vendas foram 60,8% superiores, com incrementos significativos nos volumes de: 16,9% em carnes e 321,8% em lácteos. Já o mercado externo, cresceu 11% em volumes de carnes, com receitas totais 51,1% superiores, apesar da queda acentuada de preços internacionais e dos entraves portuários que balizaram o trimestre. Os produtos processados representaram 52,0% das receitas totais. Com margem bruta de 29,8% ante 28,9%, o lucro bruto cresceu 63,9%, para R$ 911,7 milhões; O resultado líquido ficou negativo em R$ 20 milhões, pelas absorções de parcela do ágio referente a aquisições, impacto cambial nas despesas financeiras R$ 318 milhões (sem efeito caixa) e ajustamentos no processo produtivo visando a otimização, redução de custos e do nível de estoques de produtos destinados ao mercado externo. 81

84 HIGHLIGHTS - R$ MILHÕES 4T08 4T07 VAR. % RECEITA BRUTA % MI % ME % RECEITA LÍQUIDA % LUCRO BRUTO % MARGEM BRUTA 29,8% 28,9% - EBIT % RESULTADO LÍQUIDO (20) 98 - MARGEM LÍQUIDA (0,7%) 5,1% - EBITDA % MARGEM EBITDA 15,2% 12,5% - RESULTADO POR AÇÃO* (0,10) 0,53 - * Resultado por Ação (em R$) consolidado, excluindo as ações em tesouraria EBITDA - R$ milhões 15,8% 14,8% ,5% 12,8% 12,5% 15,2% T03 4T04 4T05 4T06 4T07 4T08 EBITDA Margem EBITDA Composição da Receita Operacional Líquida ROL % 2008 Por Produto Lácteos 7,5% Outros Processados 4,0% Industrializados 19,4% Outros Leites* 3,3% 13,9% Aves 29,9% Suínos / Bovinos 8,6% Congelados/ Elaborados 13,4% * Inclui leite UHT, pasteurizado e leite em pó Por Mercado ME 43,7% MI 56,3% 82

85 DESEMPENHO SETORIAL A performance dos mercados foi impactada pela extrema volatilidade apresentada no ano. A tônica do mercado externo foi a de constantes repasses do preço para fazer frente ao movimento altista dos grãos e à valorização do real. A partir de setembro, a crise financeira internacional trouxe um cenário oposto, com queda das commodities e desvalorização do real. Com o agravamento da crise do crédito, desencadeou-se um processo de desestocagem, com reflexo expressivo nos preços internacionais, no último trimestre do ano, que demonstraram uma curva descendente forte para os preços em dólares, gerando a necessidade efetiva de redução do nível de estoques. O mercado interno, por sua vez, foi ainda favorecido pelo crescimento da massa real de salários. Todavia, a expansão do crédito e o alongamento de prazo das prestações sucitaram em disponibilidade orçamentária menor para bens não duráveis, como alimentos, favorecendo até o terceiro trimestre, o crescimento do consumo de bens duráveis. A inversão deste processo no último trimestre, pelo cenário internacional adverso, que restringiu a disponibilidade de crédito e originou ajustes de produção e demissões em vários setores da economia brasileira, deixou o consumidor mais cauteloso, provocando significativas quedas de consumo, especialmente dos produtos duráveis. Este cenário é de difícil mensuração de seus impactos, mas entendemos que estamos mais preparados para estas adversidades e posicionados em um setor fundamental e básico para suprir as necessidades dos consumidores. Além disso, contamos com uma ampla gama de produtos e marcas que atendem a todas as classes. Exportações: O volume das exportações brasileiras de aves totalizou 3,6 milhões de toneladas em 2008, 10,9% superior em relação a 2007, segundo dados da Abef. Em dólares, o crescimento foi de 40%, atingindo US$ 6,9 bilhões. No mercado de suínos, as exportações físicas caíram de 2007 para 2008, de 606 mil toneladas para 529 mil toneladas, mas, em compensação, os preços valorizaram-se em 42,2%, o que acabou proporcionando uma alta de 20,1% no valor das exportações. As carnes bovinas também registraram queda, de 14,4%, devido principalmente ao embargo da UE. O Brasil embarcou 1,4 milhão de toneladas de carne bovina, gerando uma receita 20,3% maior - US$ 5,3 bilhões, devido ao aumento de 40,5% dos preços. A redefinição de quotas pela Rússia para carnes suínas e bovinas também refletiu na queda de volumes registrada para estas proteínas. No último trimestre, com o agravamento da crise internacional, o nível de estoques de produtos em importadores teve que iniciar um ajuste, o que, somado à grave situação financeira de produtores, refletiu em significativa queda de preços em dólares, conforme gráfico abaixo. Preço Médio 83

86 (US$/Kg) Aves 2,20 2,00 1,80 1,60 1,40 1,20 1,00 jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez 1,73 1,60 Suínos (US$/Kg) 3,50 3,00 2,50 2,00 1,50 1,00 0,50 jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez 2,48 2, Fonte: Abef Fonte: Abipec No mercado de leites, o volume exportado de leite em pó atingiu 82,8 mil toneladas, alta de 99% em relação a 2007, enquanto, em valor, os embarques registraram US$ 377 milhões - 127,4% acima. Consumo Interno: A renda real subiu 3,4%, enquanto o rendimento médio nominal aumentou 9,6%. Já o nível da população ocupada registrou 4,7% de crescimento, segundo dados do IBGE, que foi impulsionado por diversos setores da economia, oriundo do dinamismo da demanda interna. Além disto, a expansão do crédito e o alongamento dos prazos estimularam os consumidores a adquirir bens duráveis, reduzindo, deste modo, a renda disponível para consumo de bens semi e não-duráveis, cenário que se inverteu significativamente, no quarto trimestre, pelo reflexo dos problemas externos. Em 2008, segundo os dados da AC Nielsen, os produtos congelados de carnes cresceram 2,6%, as massas congeladas tiveram incremento de 19,3% e as pizzas congeladas 3,6%. Os industrializados de carnes tiveram uma retração de 1,7% e as margarinas de 1,4% O mercado de lácteos apresentou um crescimento de 3,5%. Matérias-primas: Refletindo a volatilidade internacional dos preços das commodities, o preço do milho no mercado interno subiu 9%, segundo a FNP, aquém da queda do milho NA CBOT, devido à situação confortável de disponibilidade do produto no mercado interno.os preços da soja tiveram um acréscimo em torno de 30%, de acordo com os dados da FNP, refletindo CBOT mais variação cambial. O preço médio de leite in natura registrou alta média de 2,2% segundo dados do Cepea, cedendo no último trimestre, mas provocando impactos fortes nos custos de produção até setembro, chegando a 34% de incremento no custo de captação do leite. Já o preço do boi gordo subiu 37,6% em função da menor disponibilidade ofertada. Perspectivas: Para 2009, a expectativa, da Abef e da Abipecs, é de crescimento das exportações, tanto de carne de frango, quanto de suínos, na ordem de 5% e 3,5%, respectivamente, em função da reabertura do mercado chinês e novos mercados nos quais o produto nacional será inserido, bem como pela competitividade nos mercados mais consolidados. Entretanto, o preço médio em dólares de exportação continuará pressionado, refletindo em queda, comparado a média de Com relação ao mercado de trabalho brasileiro, espera-se elevação da taxa de desemprego, mas alta do rendimento médio, por conta do aumento do salário mínimo e queda da inflação. Ao contrário do que ocorreu em 2008, a perspectiva é de uma inversão de consumo, devendo ser maior a proporção da aquisição de bens não-duráveis, como os alimentos. Para os grãos, de acordo com a Conab, a safra brasileira deve apresentar retração da 84

87 produção de 4% na soja e queda de 14% no milho. A redução da produção agrícola não deve comprometer o abastecimento, em função do bom nível de estoques dessas matériasprimas, sobretudo o milho. INVESTIMENTOS E PROJETOS Investimentos 4T08 - R$ 116 milhões Bom Conselho 28,7% Produtividade e Melhorias 27,0% R$ 2,4 bilhões Produtividade e Bom Conselho 3,5% Melhorias 10,4% Novos Projetos 12,2% Aquisições 4,0% Novos Projetos 44,3% Eleva 69,9% Os investimentos do ano, considerando capex e aquisições, totalizaram R$ 2,4 bilhões 179,4% superiores ao ano de Os novos negócios adquiridos, que contemplaram a empresa Eleva lácteos e carnes, a Plusfood processamento de carnes, na Europa e a Cotochés lácteos, somaram R$ 1,8 bilhão, ante aquisições de R$ 347,6 milhões em 2007, o equivalente a 408% de aumento comparativamente e a 73,8% do total de investimentos no ano. O remanescente de R$ 628,4 milhões, 26,2% do montante total, foi aplicado em projetos de melhoria e produtividade implementados nas regionais do Centro Oeste (Rio Verde-GO, Nova Mutum-MT, Mirassol D Oeste-MT); Regionais do Sul (Videira-SC, Capinzal-SC, Marau- RS, Carambei-PR), bem como nos Centros de Distribuição em São Paulo, Goiás, Pernambuco, Bahia e em tecnologia de informação TI e também foi direcionado aos novos projetos anunciados pela Companhia, tanto para as atividades de carnes como para as de lácteos. Entre os principais investimentos destacamos: Construção de unidade industrial (lácteos) Em , anunciamos a construção da sexta torre de processamento de leite em pó, em Três de Maio, no Rio Grande do Sul. Esta unidade terá capacidade para o processamento de duas mil toneladas/mês de leite em pó. A empresa já opera no município uma planta destinada à produção de mussarela. Visando o aprimoramento do portfólio de produtos lácteos de maior valor agregado, serão destinados recursos de R$ 65 milhões para esta unidade, com previsão de conclusão em fev/2010. Aquisição da Cotochés (lácteos) - Em foi adquirida a Cotochés, uma tradicional indústria do segmento de lácteos de Minas Gerais. O investimento totalizou R$ 54 milhões, mais a assunção de uma dívida de R$ 15 milhões. O portifolio incorporou cerca de 50 itens, 85

88 entre leite longa vida, leite em pó, queijos, manteiga, requeijão, creme de leite, bebidas lácteas e iogurtes, com as marcas Cotochés, Moon Lait e Pettilé. Conclusão da aquisição da Eleva Alimentos S.A. Concluímos em a operação da Eleva, no montante aproximado de R$ 1,7 bilhão. Desse total, R$ 764,6 milhões, 46% da operação, foram relativos à parcela em caixa paga aos acionistas da Eleva Alimentos em janeiro e fevereiro/08. Os 54% da participação remanescente foram incorporados na Perdigão S.A., correspondendo à parcela objeto de relação de troca, na proporção de 1 nova ação da Perdigão para 1, ações da Eleva, resultando na emissão de 20 milhões de novas ações, transformando-a em subsidiária integral da Perdigão. As operações comerciais foram direcionadas para as Diretorias de Negócios de carnes e de lácteos, mercado interno e do mercado externo. Em a Perdigão divulgou fato relevante propondo a incorporação da subsdiária integral Eleva, na Assembléia ocorrida em , visando a incorporação de sinergias e a absorção da parcela devida no exercício de 2008 do ágio da operação. Conclusão da aquisição da Plusfood - Adquirimos em a Plusfood, processadora de carnes, com três unidades industriais na Europa, pelo montante de R$ 45 milhões mais o valor da dívida. A Administração desta empresa foi absorvida pela Diretoria de Negócios Perdix, responsável pelas atividades do mercado externo. Complexo agroindustrial Bom Conselho - PE Em linha com a divulgação realizada em setembro de 2007, que anunciou a construção deste novo complexo agroindustrial, as obras seguem em ritmo acelerado seu curso de implantação, com investimentos previstos de R$ 280 milhões, entre capital fixo e capital de giro, sendo R$ 170 milhões para investimentos em ativo imobilizado. Deste montante, 50% foram realizados durante 2008 no complexo, que prevê a construção de uma unidade processadora de embutidos de carnes e de uma unidade de produtos lácteos. O início de operação do primeiro módulo está previsto para o segundo semestre de 2009, com capacidade inicial de 50% da produção esperada para os produtos lácteos. Complexo agroindustrial aves especiais Mineiros - GO O complexo agroindustrial construído especialmente para aves especiais peru, com mais de dois terços da produção voltada para atender o mercado externo, foi finalizado em setembro e se encontra em plena capacidade, com 81 mil toneladas de produtos processados/ano. Centros de Distribuição Embu(SP) e Rio Verde(GO) Em Embu, o CD se encontra com a primeira fase totalmente construída, em três ambientes contemplando produtos congelados, resfriados e secos. O Centro de Distribuição é responsável pelo armazenamento e distribuição para toda a região sudeste do país através do seu sistema integrado de warehouse management, aprimorado com tecnologia de ponta e planejado com duas megas ante-câmeras, uma para recebimento e a outra para expedição de mercadorias. A segunda fase, que prevê o processamento robotizado de estocagem, denominado trans-elevador deverá ser finalizada no primeiro semestre de O mega CD de Rio Verde foi concebido em projeto semelhante do CD de São Paulo e teve sua conclusão de obras em dezembro de Os investimentos em matrizes de aves e suínos somaram R$ 208,3 milhões, um crescimento de 65,2% em função do crescimento orgânico e da incorporação dos negócios da Eleva. 86

89 No trimestre, os investimentos em capex foram de R$ 116 milhões, 59,9% menores do que no anterior, em linha com a decisão estratégica de crescimento menor em função das adversidades vivenciadas. Os investimentos em matrizes de aves e suínos foram de R$ 50,5 milhões ante R$ 35,9 milhões no mesmo trimestre do ano anterior. Tabela de investimentos R$ milhões NOVOS NEGÓCIOS Anúncio/ Investimentos/ Localização Descrição /EXPANSÃO Conclusão Operação * R$ milhões PLUSFOOD 22/mai/07 R$ 45 Oosterwolde - Holanda Processamento de 2/jan/08 Wrexham - Reino Unido Carnes Constanza - Romênia ELEVA 30/out/07 R$ Brasil: BA, GO, MS, SP e RS Lácteos e Carnes 21/fev/08 Argentina COTOCHÉS 2/abr/08 R$ 54 Ravena e Rio Casca - MG Lácteos UNIDADE DE LÁCTEOS 10/jun/08 R$ 65 Três de Maio-RS fev/10 UNIDADE DE CARNES 17/set/07 R$ 100 Bom Conselho - PE PROCESSADAS Aquisição de 100% da Companhia, com 3 unidades industriais na Europa Aquisição de 100% da Companhia - 46% caixa e 54% incorporação de ações Aquisição de 100% da Companhia - 2 unidades industriais Construção de unidade Construção de unidade: meses UNIDADE DE LÁCTEOS 17/set/07 R$ 70 Bom Conselho - PE Construção de unidade: 2º sem/ meses AMPLIAÇÃO DE NOVA MUTUM 17/ago/07 R$ 130 Nova Mutum - MT Abate de aves 2º sem/10 Aumento de capacidade produtiva COMPLEXO AGROINDUSTRIAL 20/mar/07 R$ 240 Mineiros - GO Aves Especiais - Peru set/08 Aumento de capacidade produtiva DESEMPENHO OPERACIONAL Produção A produção de carnes foi incrementada em 37,5% no ano, somando o crescimento orgânico delineado e a incorporação dos novos negócios adquiridos. Para dar suporte ao incremento registrado nas proteínas de carne, os abates de aves e suínos cresceram 37,6% e 25,2%, respectivamente. Por outro lado, a produção de lácteos aumentou 279,7%, devido ao aumento do fluxo dos produtos de leite e processados lácteos advindos das aquisições das Empresas Eleva Alimentos e Cotochés, além do crescimento de produtos processados lácteos da Batavo e da produção por encomenda com CCL em São Paulo e CCPL no Rio de Janeiro (contratos esses revistos no final do ano),, visando a otimização e redução de custos de produção nessas regiões, mantendo, contudo, o mesmo volume de produção). 87

90 Os outros produtos processados, que registraram acréscimo de 162,4%, concentram os volumes relativos à aquisição e à parceria estabelecida com a Unilever, no segmento de margarinas, realizada no final de agosto do ano passado, bem como os crescimentos expressivos de outras linhas como massas, pizzas e vegetais congelados. No quarto trimestre, a produção de carnes cresceu 30,5%, a de lácteos 264% e a de outros produtos processados, 86,4%. A Empresa anunciou o corte de 20% dos volumes da produção de carnes voltada para o mercado externo, durante o primeiro trimestre de 2009, com o objetivo de ajustar os níveis de estoques da indústria em relação ao processo de desestocagem iniciado pelos importadores no final de Como conseqüência, algumas unidades industriais voltadas às exportações estão tendo paradas técnicas e férias coletivas neste primeiro trimestre de PRODUÇÃO 4T08 4T07 Var Var. % ABATE DE AVES (milhões de cab.) 217,4 158,5 37% 863,2 627,3 38% ABATE DE SUÍNOS/BOVINOS (mil cab.) 1.176,7 939,1 25% 4.713, ,7 25% PRODUÇÃO (mil t) CARNES 506,4 388,0 31% 2.038, ,9 37% LÁCTEOS 300,7 82,6 264% 1.226,5 323,0 280% OUTROS PRODUTOS PROCESSADOS 22,6 12,1 86% 93,8 35,7 162% RAÇÕES E CONCENTRADOS (mil t) 1.268, ,4 23% 5.251, ,7 34% PINTOS DE 1 DIA (milhões de unidades) 212,8 169,5 26% 882,6 667,0 32% Mercado Interno Com faturamento 76,6% maior, o mercado interno totalizou R$ 8,1 bilhões de receitas, cujo desempenho foi amparado pela boa performance de crescimento das receitas das atividades de carnes, 36,2%; lácteos, 237,4% e outros produtos processados, 53,8%, comparados ao mesmo período do ano anterior. 88

91 MERCADO INTERNO MIL TONELADAS R$ MILHÕES 4T08 4T07 VAR. % 4T08 4T07 VAR. % CARNES 218,4 186,7 16, ,4 986,2 31,1 IN NATURA 36,1 15,2 137,4 160,3 75,1 113,5 AVES 28,8 11,0 162,2 121,0 53,7 125,3 SUÍNOS/BOVINOS 7,2 4,2 72,1 39,4 21,4 83,9 ELABORADOS/PROCESSADOS (CARNES) 182,3 171,6 6, ,0 911,1 24,4 LÁCTEOS 291,0 69,0 321,8 715,6 208,5 243,2 LEITES 226,5 31,7 614,1 425,2 59,3 616,9 LÁCTEOS/ SUCOS E OUTROS 64,5 37,3 73,1 290,3 149,2 94,6 OUTROS PROCESSADOS 27,4 26,3 4,0 154,2 147,7 4,5 SOJA/ OUTROS 53,3 50,5 5,6 115,3 75,0 53,7 TOTAL 589,9 332,5 77, , ,4 60,7 PROCESSADOS 274,1 235,1 16, , ,9 30,6 % VENDAS TOTAIS 46,5 70,7 69,2 85, VAR. % VAR. % CARNES 815,8 646,0 26, , ,2 36,2 IN NATURA 164,6 61,0 169,6 677,3 279,3 142,5 AVES 125,9 47,6 164,6 490,6 215,2 128,0 SUÍNOS/BOVINOS 38,6 13,4 187,4 186,7 64,1 191,3 ELABORADOS/PROCESSADOS (CARNES) 651,2 584,9 11, , ,9 25,8 LÁCTEOS 1.127,6 278,0 305, ,1 832,1 237,4 LEITES 880,1 127,5 590, ,5 242,8 596,4 LÁCTEOS/ SUCOS E OUTROS 247,5 150,4 64, ,6 589,4 89,5 OUTROS PROCESSADOS 105,7 62,3 69,6 603,4 392,3 53,8 SOJA/ OUTROS 218,6 184,5 18,5 443,4 244,5 81,4 TOTAL 2.267, ,8 93, , ,2 76,6 PROCESSADOS 1.004,4 797,7 25, , ,6 38,5 % VENDAS TOTAIS 44,3 68,1 65,3 83,3 Carnes Esta atividade representou 52,4% das receitas do mercado interno, com crescimento de 26,3% em volumes e destaque para os produtos elaborados/processados, que representam maior valor agregado e boas margens de contribuição, os quais cresceram 11,3% em volumes, com preços médios 12,8% melhores, mas ainda pressionados pelo custo médio 21,3% superior; Por outro lado, o aumento de 142,5% em receitas e 169,6% em volumes de produtos innatura, especialmente pela participação de aves e suínos resultantes da incorporação da Eleva, refletiu-se em compressão das margens, durante o ano, devido ao custo de produção elevado em relação às principais matérias-primas e pela produção de aves realizada na planta da Bahia (advinda da Eleva), região não produtora de grãos e dependente de transporte destes insumos de outras regiões ou de aquisição de leilões do governo. A Companhia promoveu o direcionamento dos processos de produtividade da Eleva, de forma a obter uma melhoria destes indicadores e, gradualmente, do mix destes produtos, os quais sofrem maior pressão pela volatilidade dos preços das commodities. Lácteos Os produtos lácteos, que representaram 34,6% das vendas domésticas, registraram um crescimento de receitas de 237,4% e 305,7% em volumes no ano. Os produtos processados de lácteos refletiram em um incremento de 89,5% e 64,5%, respectivamente nas receitas e volumes. No entanto, o incremento de preços médios não foi suficiente para abrandar totalmente o incremento dos custos médios de produção em 89

92 relação ao preço de captação do leite, sofrido durante o ano, que foi reduzido gradativamente no último trimestre, contribuindo para a melhoria das margens destes produtos. A comercialização de leites, considerando leite longa vida (UHT), pasteurizado e leite em pó, cresceu 590,1% em volumes devido à absorção dos negócios da Eleva Alimentos e da Cotochés. Absorvendo este crescimento, nos deparamos com um cenário atípico, especialmente para o mercado de leite UHT, que precisou atravessar um ajuste significativo no terceiro trimestre, em virtude de crescimento elevado da oferta desse produto, enquanto a demanda se manteve estável, o que determinou a queda brusca dos preços de varejo. Além disso, o mercado de leite em pó também se encontrava super-ofertado, em função da produção mundial e dos baixos preços. Promovemos uma revisão dos volumes de leite fluido e um ajuste dos custos de produção para recompor as margens deste segmento, medidas que asseguraram efeito positivo nos resultados do último trimestre do ano. Outros produtos processados compostos por massas, pizzas, margarinas, vegetais, pão de queijo, linha vegetariana à base de soja, entre outros, estes itens cresceram 53,8% em receitas e 69,6% em volumes, com a inclusão de margarinas desde agosto do ano passado. A queda de preço médio em relação ao ano anterior se justifica pela mudança de mix, com a introdução dos produtos de margarinas que agregam boa margem de contribuição ao portfólio. Processados Representando 65,3% das receitas totais apuradas no mercado interno, os produtos processados foco da estratégia da Companhia - apresentaram um crescimento de 38,5% e 25,9%, em receitas e volumes, respectivamente, contribuindo significativamente para as margens operacionais. O decréscimo de participação relativa se deve ao aumento do volume absorvido de carnes e leites (in-natura). 31,9 32,3 31,2 31,0 24,4 24,6 14,9 Market Share - % 41,8 39,3 37,9 38,0 38,1 36,4 37,4 34,8 36,5 34,5 35,5 33,4 34,3 34,0 34,9 35,8 34,5 32,2 30,6 24,8 28,5 25,7 24,1 24,7 25,5 24,5 25,2 23,4 18,1 16, ,8 12,5 12,8 14,6 15,0 14,0 33,4 34,6 33,1 25,9 19,5 14,0 10, Último Bim/08 Industrializados de Carnes Congelados de Carnes Pratos Prontos - M assas Pizzas Congeladas Processados Lácteos M argarinas Visando o fortalecimento das marcas e o posicionamento comercial do portifólio de produtos, foram realizadas campanhas de marketing para as linhas de industrializados de carnes e pizzas da Perdigão, bem como, para os produtos de lácteos da Batavo, incluindo a linha Pense Light e com a marca Elegê. 90

93 2008 Canais de Distribuição* (em receitas) 2007 Institucional Varejo 7,4% 9,3% Atacadista 20,1% Institucional Varejo 7,7% 9,3% Atacadista 19,1% * não consolida Eleva Auto-Serviço 63,2% Auto-Serviço 63,9% No quarto trimestre, as receitas do mercado interno cresceram 60,8%, respaldadas especialmente pelas vendas de produtos específicos para as comemorações de final de ano natal e ano novo, com crescimento nos volumes de 16,9% em carnes, 321,8% em lácteos e 16,6% no total de processados. Mercado Externo As exportações cresceram 58,1% em receitas, com volumes totais comercializados 34,8% superiores, com destaques obtidos nos principais mercados, especialmente no Oriente Médio, Extremo Oriente, Eurásia, Europa, África e América do Sul, devido a demanda por proteínas do Brasil, permitindo obtermos uma boa performance neste mercado, reduzindo o impacto gerado pelo aumento de custos até setembro e com reflexos positivos para a melhoria das margens. As receitas de carnes representaram 97,3% das exportações, com vendas 54,1% superiores em receitas e 32,9% maiores em volumes. Os volumes de produtos processados de carnes cresceram 25,5%, incluindo também a aquisição da Plusfood. Os produtos in-natura de aves e suínos cresceram 34,6% no ano, incorporando a consolidação da Eleva. Nos produtos lácteos, registramos R$ 127,7 milhões de receitas, com 15,8 mil toneladas exportadas, basicamente composto de leite em pó, queijos e manteigas. Os produtos processados representaram 22,1% das exportações e cresceram 38,8% em receitas e 27,4% em volumes. Foram necessários ajustes de preços no decorrer do ano para compensar parcialmente a pressão das margens, causada pelo aumento desproporcional nos custos de matéria-prima comparado ao ano anterior. Os preços médios apresentaram um aumento de 24,7% em dólares-fob (Free on Board) comparados ao ano anterior. Contudo, o cenário adverso desenhado no quarto trimestre, inverteu os esforços eminentes delineados, em função dos seguintes principais fatores: (i) queda acentuada de preços internacionais, no último trimestre, 15,2% menor em dólares-fob, comparada ao terceiro trimestre, em função do ajuste de nível de estoques nos importadores pela dificuldade de 91

94 obtenção de crédito para capital de giro; (ii) as enchentes que acometeram os portos catarinenses localizados no sul do Brasil provocando a necessidade imediata de remanejamento das exportações dos portos de Navegantes e Itajaí para os portos de São Francisco, Paranaguá e Rio Grande, o que resultou em redução de embarques no mês de novembro, não totalmente compensados até o final do ano. Em reais, os preços médios de carnes aumentaram 16,0% com o custo médio 18,7% superior, comparando com o mesmo período do ano anterior, considerando a variação do câmbio de 32% no período. MERCADO EXTERNO MIL TONELADAS R$ MILHÕES 4T08 4T07 VAR. % 4T08 4T07 VAR. % CARNES 241,6 217,6 11, ,3 857,3 45,6 IN NATURA 198,7 177,2 12,1 974,6 630,7 54,5 AVES 162,7 146,7 10,9 738,4 494,5 49,3 SUÍNOS/BOVINOS 36,0 30,5 17,9 236,3 136,2 73,4 ELABORADOS/PROCESSADOS (CARNES) 42,9 40,4 6,0 273,7 226,5 20,8 LÁCTEOS 5, ,1 - - LEITES 4, ,4 - - LÁCTEOS 0, ,7 - - OUTROS PROCESSADOS 0,3 0,4 (2,6) 2,2 1,4 54,4 TOTAL 247,2 218,0 13, ,6 858,7 51,1 PROCESSADOS 43,7 40,8 7,0 278,6 227,9 22,2 % VENDAS TOTAIS 17,7 18,7 21,5 26, VAR. % VAR. % CARNES 1.096,4 824,8 32, , ,6 54,1 IN NATURA 909,2 675,6 34, , ,7 60,1 AVES 767,0 555,2 38, , ,7 61,6 SUÍNOS/BOVINOS 142,2 120,4 18,1 818,8 529,0 54,8 ELABORADOS/PROCESSADOS (CARNES) 187,2 149,2 25, ,9 798,8 36,3 LÁCTEOS 15, ,7 - - LEITES 12, ,8 - - LÁCTEOS 3, ,0 - - OUTROS PROCESSADOS 1,5 1,4 4,9 6,8 5,9 16,6 TOTAL 1.113,7 826,2 34, , ,3 58,1 PROCESSADOS 191,8 150,6 27, ,7 804,7 38,8 % VENDAS TOTAIS 17,2 18,2 22,1 25,2 Comportamento dos principais mercados de atuação: Europa O crescimento registrado neste mercado foi de 18,1% em receitas e 5,2% em volume, considerando também o volume incorporado da Plusfood. Entretanto, o mercado europeu esteve contido em termos de demanda para produtos congelados importados por parte das indústria, com abastecimento maior de produtos resfriados, cuja produção local foi incrementada, devido a preferência regional. As pressões de demanda de proteínas e dificuldades de crédito poderão resultar em efeitos positivos para os nossos produtos de frango proteína de preço menor e boa saudabilidade. Oriente Médio Auferindo um expressivo crescimento de 79% nas receitas e de 50,1% nos volumes, este mercado registra importantes aumentos em vários países, sendo 92

95 que avigoramos também nossa presença com o aumento da capacidade de produção, resultante da aquisição da Eleva, adequando aos padrões de nossos clientes. Extremo Oriente Com receitas 45,4% superiores e volumes 16,8% maiores, obteve destaque o mercado japonês, que demonstrou boa demanda em função da redução dos volumes de cozidos da China. A oferta excedente aumentou os estoques deste mercado, o que, aliado aos efeitos da crise, pressionou as negociações, mostrando sinais de alta volatilidade, com preços no mercado local em queda. A China reabriu para importações de frango do Brasil, o que tende a ser uma oportunidade adicional para as exportações brasileiras em No entanto, até o momento, as licenças necessárias de importação não começaram a ser emitidas pelas autoridades chinesas. Eurásia Incorporamos neste mercado nossas unidades produtivas de suínos e a de bovino autorizadas para a exportação, especialmente para o mercado russo, o qual vinha demandado importantes volumes de proteínas até setembro, com melhoria de preço, em função da chegada do inverno e das comemorações de final de ano. As vendas foram incrementadas em 46,8% e os volumes ficaram 4,9% maiores. África, Américas e Outros Países Com significativo aumento de 227,6% em receitas e 145,6% em volumes, tivemos demanda por frango inteiro e outras proteínas animais, principalmente carne bovina, com uma melhoria no mix, o que permitiu o ganho de receitas nestes mercados. Os principais incrementos se deram em Angola, no Egito, Moçambique, Uruguai e Venezuela Exportações por Região (% receita líquida) 2007 Eurásia 14,6 Outros Países 14,7 Oriente Médio 25,6 Eurásia 15,7% Outros Países 7,1% Oriente Médio 22,6% Europa 22,2 Extremo Oriente 22,9 Europa 29,7% Extremo Oriente 24,9% Concluímos com êxito a integração total da Plusfood, empresa de processados adquirida na Europa, com os processos da Perdigão. Implantamos o sistema R-3 da SAP nas áreas de vendas, finanças e logística, permitindo a distribuição conjunta. Consolidamos as equipes de logística, vendas e finanças, além de eliminarmos as sobreposições de estrutura. Implantamos uma nova linha de produtos empanados frescos, propiciando a competição neste importante e rentável mercado na Inglaterra e investimos na instalação de mais uma nova linha de produção para fatiados. Introduzimos ainda, uma equipe de vendas dedicada aos canais de food service e varejo como forma de aumentar as vendas diretas aos consumidores, além de uma equipe focada para o atendimento das indústrias e dos processadores. O desempenho do quarto trimestre foi positivo, especialmente se ponderarmos os percalços 93

96 suscitados pela queda internacional de preços e pelas questões portuárias. As exportações cresceram 51,1%, com volumes de carnes 11% superiores e 5,3 mil toneladas de produtos lácteos exportadas, resultando em um crescimento de 7% nos volumes de produtos processados, que representaram 21,5% das exportações. Os preços médios em reais, apesar da queda expressiva em dólares, apresentaram melhoria por conta da desvalorização do real em relação ao dólar, respaldando as margens do último trimestre devido à redução gradativa dos custos. DESEMPENHO ECONÔMICO E FINANCEIRO Receita Operacional Líquida A receita operacional líquida ficou em R$ 11,4 bilhões, alinhada com as nossas expectativas de crescimento para o ano e refletindo a boa performance dos mercados de atuação e a absorção integral dos negócios adquiridos, embora, devamos considerar os menores volumes exportados (questões portuárias) e a queda abrupta de preço médio no mercado internacional, no último trimestre. O crescimento de 71,8% nas receitas líquidas da Companhia no exercício, agregando boa performance operacional, reflete a habilidade de gerenciamento dos nossos negócios em um panorama de alta volatilidade vivenciado no período. O mercado interno participou com 56%, atingindo receita líquida de R$ 6,4 bilhões, 84,5% maior do que no ano anterior e o mercado externo representou 44%, apresentando um crescimento de 57,7%, R$ 5,0 bilhões. Composição da Receita Líquida (%) 32,5 23,8 20,3 26,3 28,0 3,6 2,7 1,4 0,8 3,9 3,9 3,3 3,5 9,0 1,1 0,0 7,2 8,1 9,1 11,5 Aves - MI Suínos/Bovinos - MI MI - Mercado Interno ME - Mercado Externo Processados Carnes - MI Outros Processados - MI Outros - MI Lácteos - MI Lácteos - ME Aves - ME Suínos/Bovinos - ME Processados Carnes - ME Nosso foco estratégico é para a agregação de valor aos nossos produtos, refletindo, desta forma, um crescimento de 38,5% em receitas e 26,1% em volumes, respaldados pelos produtos processados de carnes, lácteos, margarinas, pizzas e pastas, além de outros processados. Os processados tiveram sua participação relativa reduzida, em termos de receita líquida, de 54,1% para 44,3%, em função da maior exposição aos produtos commodities de aves, suínos e leite, especialmente pela incorporação da Eleva e da Cotochés. No último trimestre do ano, a receita líquida cresceu 59,1%, representando R$ 3,1 bilhões, 94

97 com crescimento de faturamento líquido de 66% no mercado interno e 50% no externo, mensurando o desempenho positivo destes mercados, especialmente com as vendas natalinas no mercado doméstico e os novos negócios de atuação. Custos das Vendas O custo das vendas cresceu 81,4% no ano, 9,6 pontos percentuais acima do crescimento das receitas, tendo sido amenizado no quarto trimestre pelos esforços de nossa equipe na busca do equilíbrio de margens, em relação à pressão vivenciada. O ano foi marcado pela alta desconexão dos custos praticados no mercado, em relação às principais matériasprimas (milho, farelo de soja, leite e bovino). Embora tenham sido registradas quedas gradativas nos preços registrados na bolsa de Chicago CBOT, para o milho e para a soja, e a safrinha brasileira de milho tenha permitido registrar o dobro de estoque final para esta commodity, estes grãos sofreram forte pressão no primeiro semestre, o que refletiu em custos maiores de produção até o final do terceiro trimestre. Além disso, tivemos o efeito cambial no 4º trimestre. Em função da expansão dos negócios, o peso destas commodities tem atualmente um menor reflexo na composição total de custos da Companhia. O leite, outra matéria-prima importante na composição dos custos para os produtos lácteos, registrou queda de 1,8% no ano, em relação ao ano anterior, e de 7,3% entre o terceiro e o quarto trimestre deste ano, ajustando parcialmente estes preços de captação, que se encontravam acima dos patamares normais, devido à maior procura por parte dos produtores, especialmente para produção de leite longa vida (UHT), mas, acumulou até setembro uma forte alta, comprimindo as margens dos produtos de leite fluido. Além disso, outros custos de produção como materiais secundários, embalagens, fretes e mão de obra, principalmente em função dos dissídios salariais, contribuíram para o aumento dos custos das vendas, acima do patamar de acréscimo nas receitas líquidas, passando o custo das vendas para R$ 8,6 bilhões ante R$ 4,8 bilhão no ano anterior, representando 75,8% da receita líquida, ante 71,8% em No quarto trimestre do ano, o custo das vendas atingiu R$ 2,1 bilhão, 57,2% acima do mesmo período do ano anterior, mas, demonstrando ganho efetivo em relação à receita líquida do trimestre, pela melhoria de portfólio e menor pressão das principais matériasprimas. Lucro Bruto e Margem Bruta Em virtude do expressivo desempenho de vendas obtido, adicionado aos negócios incorporados, tivemos um crescimento de 47,3% no Lucro Bruto do ano, com R$ 885,6 milhões somados ao resultados de 2008, totalizando R$ 2.758,9 milhões de lucro bruto ante R$ 1.873,3 milhões no ano anterior. Conforme já explanado, devido aos aumentos contabilizados nos custos produção, a margem bruta passou de 28,2% para 24,2% no ano. O ganho de 0,9 pontos percentuais, ou 90 basis points, nas margens do quarto trimestre deste ano, comparado ao mesmo período do ano anterior, refletiu na boa performance obtida neste trimestre, onde os principais custos de matérias-primas tiveram menor expressão, passando a margem bruta de 28,9% para 29,8%. 95

98 Despesas Operacionais As despesas operacionais merecem um destaque no ano, por sua melhoria expressiva de desempenho 2,6 pontos percentuais ou 260 basis points, mesmo considerando os fatores adversos ocorridos, resultando em 18% da receita líquida contra 20,6%, graças ao incremento das vendas. É ponto de destaque a margem de contribuição gerada pelos novos negócios, respaldando a redução das despesas comerciais no ano de 19,3% para 16,6% da receita líquida. Este desempenho foi registrado, não obstante os aumentos das despesas comerciais variáveis devidos aos maiores custos de fretes, armazenagens e portuários, os quais foram intensificados, no último trimestre, pelas sérias conseqüências provocadas pelas enchentes nos portos de Itajaí e Navegantes, em Santa Catarina, danificando estes portos, o que nos levou a promover o direcionamento de todas as nossas exportações, concentradas naquela região, para outros três portos: Rio Grande (RS), Paranaguá(PR) e São Francisco (SC). No acumulado do ano, as despesas operacionais ficaram 49,7% acima, sendo que as despesas comerciais cresceram 47,9% e as despesas administrativas 76,1%, considerando neste montante, além dos negócios absorvidos, as rescisões advindas das aposentadorias de executivos, de acordo com o plano de sucessão, amplamente divulgado, além da reestruturação administrativa ocasionada pelas aquisições. No quarto trimestre, as despesas operacionais cresceram 49,9%, demonstrando ganhos proporcionais à receita líquida obtida, passando de 20,8% para 19,6%, 120 basis points de economia, mesmo considerando a ampliação da estrutura de vendas e canais de distribuição e os investimentos em marketing neste período, além das adversidades portuárias. Resultado e Margem Operacional Dentro de um contexto complexo como o que se delineou em 2008, com alta volatilidade nas commodities e grave crise financeira e econômica, podemos enfatizar nossos avanços. Conseguimos melhorar nossas margens operacionais, equilibrando gradualmente a diferença significativa entre a evolução de custos e preços, resultante da conjuntura internacional atribulada. Nosso lucro operacional antes das despesas financeiras e outros resultados operacionais foi 40,6% superior um ganho de R$ 204,6 milhões no ano, saindo o resultado operacional de R$ 503,9 milhões para 708,5 milhões, com margem de 6,2% no ano ante 7,6% registrada no ano anterior. No quarto trimestre, o lucro operacional foi de R$ 311,5 milhões, crescimento expressivo de 99,8%, com a margem operacional em 10,2% contra 8,1% registrada no mesmo trimestre do ano anterior e de 5,6% registrada no terceiro trimestre, respectivamente, ganhos de 210 e 460 basis points. Financeiras Nossa determinação em focarmos e protegermos nossos ativos e passivos com uma política 96

99 estruturada para atender estritamente nossos negócios, se mostrou novamente adequada. Visando não gerar impactos negativos fora do contexto operacional aos nossos investidores, a política financeira da Companhia abrange a alavancagem de recursos para o crescimento da Companhia e suas operações, gerenciando com rigoroso critério os riscos das operações financeiras. Devido à alteração de cenário cambial, que derivou em uma desvalorização em torno de 32% do real frente ao dólar, em relação ao fechamento do câmbio no ano, comparado com o ano anterior, e 22% do quarto trimestre, comparado com o terceiro trimestre, contabilizamos o efeito (sem desembolso de caixa) deste impacto sobre a nossa exposição cambial líquida média, totalizando R$ 416 milhões no ano e R$ 318 milhões no último trimestre, de despesas financeiras incididas deste efeito cambial. A compensação deste efeito cambial é compatibilizada gradativamente pelos embarques de exportações. Desta forma, as despesas financeiras líquidas ficaram em R$ 630,3 milhões no ano ante R$ 105,4 milhões no ano anterior. No quarto trimestre, as despesas financeiras somaram R$ 383,9 milhões, 453,5% de aumento. A Companhia considera todos os ativos e passivos indexados ao dólar em sua exposição líquida que ao final do período totalizava US$ 821 milhões, protegendo o remanescente através de instrumentos financeiros, como operações de balcão (swap e NDF) e operações de BM&F, considerando a proteção total da dívida cambial de curto prazo. O endividamento líquido, composto pela dívida bruta total menos as aplicações financeiras, aumentou em 690%, representando R$ 3,4 bilhões, concentrado no longo prazo. Os dispêndios necessários para os investimentos e aquisições resultaram em uma maior tomada de empréstimos devido ao aumento dos investimentos em capital de giro aliado à menor geração operacional de caixa no primeiro semestre de 2008, pela conjuntura de pressão mundial de custos de produção, mesmo ponderando a boa performance de receitas, o que, aliado ao efeito cambial na dívida indexada, elevou a dívida líquida em relação à geração EBITDA de 0,5 vez para 2,9 vezes no ano, considerando que o ano de 2007 refletia a oferta primária realizada para a aquisição da Eleva, nas aplicações financeiras. A posição financeira da Companhia é segura e confortável, tendo sido promovido o alongamento da dívida de curto prazo, com vencimentos suportáveis previstos para o final de 2008 e para Permitindo, desta forma, a continuidade dos planos esquematizados para investimentos, propiciando o crescimento continuo e sustentado, apesar das inversões geradas no mercado de crédito, pelo colapso mundial financeiro desencadeado pela economia americana. 97

100 Endividamento EM 31/12/08 EM 31/12/07 CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE TOTAL TOTAL VAR. % MOEDA NACIONAL MOEDA ESTRANGEIRA ENDIVIDAMENTO BRUTO 1.646, APLICAÇÕES MOEDA NACIONAL (47) MOEDA ESTRANGEIRA TOTAL DE APLICAÇÕES ENDIVIDAMENTO LÍQUIDO (330) EXPOSIÇÃO CAMBIAL - US$ MILHÕES (821,3) (308,7) 166 Outros Resultados Operacionais No montante de R$ 261,9 milhões no ano, contabilizado na rubrica de Outros Resultados Operacionais, foi apropriada a parcela de ágio pertinente ao exercício e relativa às aquisições realizadas, totalizando R$ 153,0 milhões, 58,4% deste montante. Ademais, foram absorvidas as despesas com custos rescisórios pela descontinuidade dos contratos com CCL e CCPL dos negócios de lácteos, decisão esta tomada para otimizar custos e processos das operações, no montante de R$ 62,6 milhões. As outras receitas e despesas referem-se a custos de ociosidade, valores baixados por obsolescência e depreciação de bens não utilizados no processo produtivo. Imposto de Renda e Contribuição Social Em função da parcela amortizada no exercício de 2008 atribuída ao ágio das aquisições, pelo efeito do impacto da desvalorização cambial nas despesas financeiras e dos juros sobre capital próprio apropriados, o imposto de renda do ano ficou em R$ 255,3 milhões positivos ante R$ 32,1 milhões negativos gerados no ano passado. Resultado Líquido e Margem Líquida Em presença do elucidado, o resultado líquido do ano ficou em R$ 54,4 milhões, contra um resultado líquido de R$ 321,3 milhões obtido no ano de O bom desempenho das operações, que refletiu em margens apropriadas, não foi suficiente para suavizar os impactos da desvalorização cambial nas despesas financeiras e o efeito decorrente do ágio (ambos sem desembolso de caixa). Como consequência também das considerações acima, o quarto trimestre registrou um resultado líquido negativo de R$ 20,1 milhões, contra um resultado positivo de R$ 97,5 milhões no ano anterior. As alterações decorrentes da aplicação da Lei /07 e Medida Provisória 449/08 estão detalhadas nas Demonstrações Financeiras, nota 2. EBITDA Nossa administração, sempre focada na visão estratégica de crescimento sustentando, 98

101 trazendo real agregação de valor superou, mais uma vez, os delimitantes introduzidos pelo conturbado cenário internacional e pela absorção de novos e complexos negócios. O EBITDA atingiu R$ 1.159,3 milhões 44,4% maior do que a geração de caixa obtida no ano anterior, passando para 10,2% a margem EBITDA do ano. O ganho nominal proporcionado pela geração adicional de caixa foi R$ 356,6 milhões. Somente no quarto trimestre, o EBITDA atingiu R$ 464,8 milhões, um aumento de 93,3%. EBITDA - R$ Milhões 4T08 4T07 Var. % Var. % RESULTADO LÍQUIDO (20,1) 97,6 (120,6) 54,4 321,3 (83,1) PARTICIPAÇÃO DE ACIONISTAS NÃO CONTROLADORES 0,1 (1,5) - 0,4 3,2 (87,9) PARTICIPAÇÃO DOS ADM. E FUNC. (0,0) 12,0-16,9 27,2 (37,9) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (191,4) (26,6) - (255,3) 32,1 - OUTROS RESULTADOS OPERACIONAIS 29,3 9,6 203,6 111,0 19,9 458,1 FINANCEIRAS LÍQUIDAS 383,9 69,4 453,5 630,3 105,4 498,1 DEPRECIAÇÃO, EXAUSTÃO E AMORTIZAÇÃO 263,1 79,9-601,6 293,6 104,9 = EBITDA 464,8 240,4 93, ,3 802,7 44,4 SITUAÇÃO PATRIMONIAL O Patrimônio Líquido ficou em R$ 4,1 bilhões, contra R$ 3,2 bilhões em , 27,4% superior ao ano anterior, considerando a integralização do aumento de capital pelo exercício parcial do green shoe e a incorporação de ações dos acionistas da Eleva Alimentos S.A. O retorno anualizado sobre o patrimônio líquido foi de 1,7% devido aos efeitos não recorrentes incorridos (efeito cambial e ágio). Aumento de Capital Em o Credit Suisse (Brasil) S. A. exerceu parcialmente a opção de subscrição de um lote suplementar em função da demanda da oferta primária realizada no final do ano passado, com a emissão de mais ações, ao preço de R$ 45,00 por ação, no montante de R$ 33,5 milhões. Com essa parcela, totalizam R$ 934 milhões os recursos advindos da oferta primária, iniciada em 2007, com 20,7 milhões de ações emitidas, que foram destinados prioritariamente para o pagamento da parcela de R$ 764,8 milhões da parcela em caixa relativa à aquisição da Eleva, o que representou 46% do montante total da operação. Incorporação de Ações Em o Conselho de Administração aprovou a incorporação de 54% das ações detidas pelos acionistas da Eleva Alimentos na Perdigão S.A., de acordo com a relação de troca de 1, ações da Eleva para 1 ação Perdigão, no montante de milhões de ações emitidas, passando o Capital Social para R$ ,00, representado por ações ordinárias escriturais. Reestruturações Societária A Perdigão esquematizou um processo de reorganização societária com o objetivo de promover a simplificação de sua estrutura societária e permitir ganhos gradativos de sinergias através da consolidação das atividades com a conseqüente redução de custos financeiros, operacionais e racionalização dos processos, com as seguintes incorporações realizadas: 99 Incorporada

102 AGE: Perdigão Agroindustrial S.A. AGE: Batávia S.A.; Maroca & Russo (Cotochés) e Perdigão Mato Grosso. AGO/E: Eleva Alimentos S.A. Amortização de Ágio - De acordo com o divulgado no fato relevante de 05/01/09 e a determinação da Comissão de Valores Mobiliários, através do Ofício/CVM/SEP/GEA-2/Nº 020/2009, a Companhia procedeu à reversão da amortização integral dos ágios, no montante bruto de R$ 1.518,6 milhões, líquido das parcelas mantidas no resultado de 2008, atrelados à aquisição de investimentos e amortizados quando das incorporações ocorridas em 2008, conforme fatos relevantes divulgados em e A reversão ocorreu consequentemente nos trimestres em que as mesmas haviam sido apropriadas, os quais foram reapresentados. Os tratamentos contábil e fiscal serão realizadas de acordo com as práticas atualmente vigentes e a medida não provoca alteração nos direitos de recebimento de dividendos ou quaisquer outros direitos dos acionistas. Desta forma, o montante de R$ 1,5 bilhão, relativo ao ágio das aquisições, fundamentado em previsão dos resultados nos exercícios futuros, foi contabilizado no Ativo Não Circulante, sob a rubrica Intangível e será objeto de avaliação anual pelo teste de impermanent (não recuperabilidade ). Remuneração aos Acionistas - A AGO/E também ratificou a decisão do Conselho de Administração tomada em reunião realizada em 11/04/2008, que aprovou a remuneração aos acionistas no montante total de R$ 76,4 milhões, correspondentes a R$ 0,37 por ação, pagos em 29/08/2008, no valor de R$ 0,25 por ação e em 27/02/2009 no valor de R$ 0,12 por ação sob a forma de juros de capital, com a devida retenção de Imposto de Renda na Fonte, conforme legislação em vigor. O montante distribuído aos acionistas, relativo ao exercício de 2008, representou 140% do lucro líquido apurado no período. MERCADO ACIONÁRIO Por conta do ciclo atribulado que arrefece os mercados de capitais internacionalmente, a performance das ações e dos ADRs da Companhia foi significativamente prejudicada, a exemplo do que ocorreu com os ativos mundiais de outras Companhias Abertas. As ações PRGA3 no ano tiveram queda de 32,8%, inferior à registrada nos principais 100

103 Índices brasileiros, e os ADRs - PDA desvalorizaram 46,4% decréscimo maior devido ao ajuste de preço em relação ao cambio. No último trimestre os papéis acumularam queda de 18,3% e 32,6%, respectivamente para as ações e para os ADRs no ano. PRGA 3 4T08 4T COTAÇÕES - R$ * 29,74 44,26 29,74 44,26 VOLUME DE AÇÕES NEGOCIADO (MILHÕES) 45,9 59,3 209,4 197,6 PERFORMANCE (18,3%) 10,7% (32,8%) 47,6% ÍNDICE BOVESPA (24,2%) 5,7% (41,2%) 43,6% IGC (21,8%) (2,4%) (45,6%) 31,5% ISE (28,6%) 12,8% (41,1%) 40,4% PDA 4T08 4T COTAÇÕES - US$ * 26,38 49,24 26,38 49,24 VOLUME DE ADRs NEGOCIADO (MILHÕES) 14,1 6,9 45,3 23,0 PERFORMANCE (32,6%) 12,1% (46,4%) 78,6% ÍNDICE DOW JONES (19,1%) (4,5%) (33,8%) 6,4% * Fechamento O volume financeiro médio diário foi de US$ 26,8 milhões no ano, 45% acima do mesmo período do ano anterior e US$ 16,4 milhões no último trimestre, 45% inferior, devido as turbulências vivenciadas no mercado de capitais, considerando as negociações realizadas na Bolsa de Valores de São Paulo e na NYSE New York Stock Exchange. Volume (US$ milhões) dez/04 mar/05 jun/05 set/05 dez/05 mar/06 4º Trimestre 2008: US$ 16,4 MILHÕES/DIA - 45% INFERIOR 2008: US$ 26.8 MILHÕES/DIA - 45% SUPERIOR jun/06 set/06 dez/06 mar/07 jun/07 set/07 dez/07 mar/08 jun/08 set/08 dez/08 PRGA3 PDA Preço PRGA3 (US$) O volume físico negociado de ações e dos ADRs cresceu 6% e 97%, respectivamente, no ano. Com estes resultados, a Perdigão liderou as transações do setor na Bovespa, representando 37,8% desses negócios e ficou com 43,2% das operações de ADRs do setor na NYSE, mantendo uma boa performance em relação ao seus competidores e ao próprio mercado pela confiança depositada por nossos investidores devido ao elevado grau de governança corporativa, à performance de resultados e à estratégia bem delineada de longo Preço (base 100 = Dez/04 ) 101

104 prazo. Desempenho das Ações X Ibovespa Desempenho dos ADRs X Dow Jones PRGA3 67 IBOV Dow Jones 66 PDA 54 jun/08 mai/08 abr/08 mar/08 fev/08 jan/08 dez/08 nov/08 out/08 set/08 ago/08 jul/08 jan/08 PRGA3 IBOV mai/08 abr/08 mar/08 fev/08 nov/08 out/08 set/08 ago/08 jul/08 jun/08 dez/08 PDA Dow Jones BALANÇO SOCIAL A Perdigão encerrou o ano com 59 mil funcionários, 31,9% superior ao registrado no ano anterior, consolidando as empresas adquiridas: Eleva, Plusfood e Cotochés e gerando novas oportunidades através de seu constante crescimento orgânico. O faturamento líquido por funcionário/ano teve um crescimento de 30,3% e a produtividade ficou 37,7% melhor, mesmo considerando a absorção maior de produtos in-natura no portifólio. Foram investidos R$ 195,7 milhões, 52,0% acima, no ano, especialmente em benefícios para com alimentação, previdência privada, saúde, educação, capacitação e treinamento e transportes. Os investimentos em meio ambiente totalizaram R$ 29,3 milhões no ano, 30,5% acima do ano anterior. Principais Indicadores Var. % Número de Funcionários ,9 Faturamento Líquido por Funcionário/ano - R$ mil 193,1 148,2 30,3 Produtividade por Funcionário (ton/ano) 57,0 41,4 37,7 Alinhada com sua responsabilidade social e comprometida com o desenvolvimento de seus funcionários a Perdigão desenvolve, os seguintes principais programas: Programa Trainee Com objetivo de atrair jovens com alto potencial para desenvolverem carreira na companhia, garantindo a sustentabilidade do negócio e o futuro da Perdigão. Com alto índice de aproveitamento, ao longo de 2008 os trainees passaram por um programa de desenvolvimento e tiveram a oportunidade de conhecer profundamente a cultura da companhia, ficando preparados para ocuparem suas posições na empresa. O Programa Trainee 2009 que totaliza 20 pessoas teve mais de 70% de aumento no número total de inscritos. PROHAB Programa Habitacional - Consciente de seu papel como agente de desenvolvimento social, a Perdigão criou o PROHAB Programa Habitacional Perdigão, que busca facilitar a aquisição da casa própria pelos funcionários da empresa. Em 10 anos, o PROHAB já entregou 608 moradias. Em 2008 foi entregue o condomínio Novo Horizonte, 102

105 com 271 casas, em Nova Mutum (MT). A empresa também iniciou as obras de 64 apartamentos em Videira (SC), 112 apartamentos em Marau (RS) e o projeto de construção de 192 apartamentos em Carambeí (PR). Até 2010 serão mais 639 unidades habitacionais entregues aos funcionários. Jogos da Integração - Criado com o objetivo de estimular o acesso à cultura, o aperfeiçoamento esportivo, a integração e a promoção do bem-estar de seus funcionários, envolvendo e estimulando a confraternização nas comunidades onde a empresa está instalada, os Jogos da Integração Perdigão configuram uma promoção corporativa, com incentivo da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) e correspondem ao maior evento cultural e esportivo do meio empresarial brasileiro. O evento realizado em Carambeí-PR, em 2008, reuniu mais de funcionários-atletas para uma disputa saudável em 20 diferentes modalidades, proporcionando a integração das famílias dos funcionários e da comunidade em geral. Ciclo de Exibições e Debates - A empresa patrocinou um circuito levando o melhor do cinema nacional através do Cinema em Movimento projeto da produtora MPC & Associados, que, durante três meses, itinerou por cinco municípios da Região Sul e três municípios da Região Centro-Oeste, realizando sessões gratuitas de filmes. Ao todo, foram 120 sessões, criando um espaço de reflexão e mobilizando debates com a utilização dos filmes brasileiros como ferramentas para a educação. Ação Cidadania - promovida nas unidades do Centro-Oeste e do Sul do Brasil beneficiaram aproximadamente 50 mil pessoas com atendimentos de saúde, cidadania, esporte, lazer e cultura, realizados por voluntários. O valor adicionado gerado no ano cresceu 59,8%, totalizando R$ 3,9 bilhões, advindo da melhoria das receitas de vendas, com a maior alocação em juros, devido ao impacto cambial. Valor Adicionado R$ milhões Distribuição do Valor Adicionado Recursos Humanos 1.320,2 969,5 Impostos 1.201, ,9 Juros 1.310,9 120,1 Retenção (22,0) 221,1 Juros sobre Capital Próprio 76,4 100,2 Participações de Acionistas não Controladores 0,4 3,2 Total 3.886, ,9 Gestão Sustentável Visando reduzir o impacto dos dejetos da suinocultura sobre o meio ambiente, o Programa Suinocultura Sustentável iniciado em 2006, foi aprovado pela Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima. Com prioridade do Instituto Perdigão de Sustentabilidade, o projeto conta também com suporte financeiro do BNDES e prevê a redução de 1,8 milhão de toneladas na emissão de CO². 103

106 GOVERNANÇA CORPORATIVA Sustentabilidade Trabalhamos focados no crescimento com sustentabilidade, uma evolução comprovada com muito sucesso em nossos 74 anos de existência, valorizando incessantemente nossos ativos intangíveis, que se configuram como amplos e importantes diferenciais competitivos contribuindo profundamente para que nossas metas sejam atingidas. Com o envolvimento de todos, nós acreditamos que é possível harmonizar a sustentabilidade pautada nos três pilares: econômico-financeiro, social e ambiental. Com este propósito, a partir deste ano a Companhia passa a seguir as Diretrizes do GRI Global Reporting Iniciative para a publicação do relatório anual. Controle Difuso Direitos Igualitários 7,1% 14,2% Previ-BB Petros 29,4% 0,2% 20,0% 7,3% 12,0% 4,0% 1,1% 3,7% 1,0% Sistel Sabiá FIM Previd Valia Real Grandeza Fundo BIRD Nacional Tesouraria Estrangeiros Base: Número de Ações: ordinárias Capital Social: R$ 3,4 bilhões ADR's (NYSE) Rating A Perdigão possui dois ratings de crédito corporativo, sendo: BB+ (PE), atribuído pela Standard & Poor s e Ba1 (PN) - Global Local Currency Corporate Family da Moody s Investor Service, ambas as notas mais elevadas das empresas deste setor no mundo. Sucessão Planejada O processo de sucessão, anunciado em abril do ano passado, foi uma das mais importantes etapas da política de governança corporativa. A definição do novo diretor presidente reafirmou a relação harmônica entre os integrantes do Conselho de Administração e da Diretoria Executiva. Foi eleito em , o novo Diretor-Presidente Executivo, Sr. José Antônio do Prado Fay. Fay foi nomeado para substituir o Sr. Nildemar Secches, que estava à frente da Presidência das Empresas Perdigão desde 1995, e concentrou suas responsabilidades, desde então, na Presidência do Conselho de Administração, cargo que já ocupava simultaneamente desde o estabelecimento do plano sucessório. Fay foi o escolhido por sua ampla visão estratégica e seu alinhamento com o foco dos negócios da empresa, o que foi adicionado à excelente performance alcançada em seus 104

107 desafios e a sua bagagem profissional em empresas como Batávia (presidente), Electrolux, Petrobrás, entre outras. Fay esteve à frente da diretoria geral do Negócio Perdigão, transferido no inicio de 2007, da empresa Batávia, quando o sistema de gestão da companhia foi revisto, introduzindo o modelo de Unidades de Negócios. Dando continuidade ao processo de sucessão planejada, o Conselho de Administração aprovou, em substituição aos executivos aposentados e transferidos, a nomeação de novos executivos para as seguintes diretorias: Diretoria de Finanças e RI, Diretoria de Operações, Diretoria de Logística e Suprimentos, Diretoria de Controle e Planejamento e Diretoria de Negócios Perdigão. Premiações e Destaques Melhor Empresa em Governança Corporativa Awards 2008 Grand Prix nas categorias: Melhor Programa de RI, Relatório Anual, Website, Conference Call, Marca Corporativa e Profissional de RI. Melhores Companhias Abertas Prêmio Prata - Categoria Valor de Mercado entre R$ 5 e 15 bilhões Criação de Valor Setor de Alimentos Melhores CEOs Categoria Bens de Consumo Most Shareholderfriendly Companies Categoria Bens de Consumo Oferta Primária de Ações Prata, Categoria: público, corretoras e ranking Bronze, Categoria: corretoras Motivo A distinção do mercado de capitais se deve ao estabelecimento de regras de elevado padrão de governança corporativa aderindo ao Novo Mercado da Bovespa, com controle difuso, mecanismos de proteção e direitos igualitários para nossos acionistas, buscando sempre a agregação de valor, com maior transparência e liquidez, além de criação de bases para o crescimento nos negócios, pautados na sustentabilidade econômicofinanceira, social e ambiental. Liquidez, retorno econômico da Companhia (variação do EVA, entre os anos de 2006 e 2007), retorno econômico da ação (TSR-Custo de Capital), Governança Corporativa e Sustentabilidade. Melhor geração de valor no ano de Pesquisa realizada com investidores e instituições internacionais Pesquisa realizada com investidores e instituições internacionais pelo bom relacionamento com seus investidores Escolhida entre as Melhores Ofertas Primárias de Ações realizadas em 2007, de acordo com o Ranking. Instituição IR Magazine A pesquisa foi conduzida pela Fundação Getúlio Vargas FGV. Revista Capital Aberto Com a Consultoria da Stern Stewart e sob a orientação do Prof. Alexandre di Miceli da Silveira, do C.E. em Governança Corporativa da FIPECAFI. Abrasca Institutional Investor Ranking da revista americana Institutional Investor Ranking da revista americana InfoMoney Administra um dos maiores portais de finanças da internet brasileira. 105

108 Prêmio Fritz Muller Categoria: Gestão Ambiental Empresa Modelo em Sustentabilidade Edição 2008 Lançamento do Ano Categorias: Pratos Prontos,semiprontos, resfriados e congelados e Lacticínios Embalagem-Marca Grandes Cases de Emabalagem Pelo Sistema de Gestão Integrada da unidade de Herval d Oeste-SC A metodologia de avaliação reúne o conceito de sustentabilidade, baseado nas três dimensões: ambiental, social e econômico financeiro e avalia aspectos como estratégia, compromissos e práticas em todos esses campos, incluindo questões como transparência e conduta em relação a suborno e corrupção. A marca Perdigão foi vencedora com o produto picanha suína e a marca Batavo com o iogurte desnatado com mel Pense Light. A Perdigão e a Y&R foram destaque com os produtos Lazanhas e Pizzas Perdigão. O prêmio tem como objetivo destacar e valorizar as melhores embalagens brasileiras, incluindo: design e inovação, resultados mercadológicos, praticidade e impacto ambiental. Fundação do Meio Ambiente (Fatma) Guia Exame de Sustentabilidade Revista Super Hiper da ABRAS Revista EmabalagemMarca Ativos Intangíveis Mais do que importantes e fortes diferenciais competitivos, nossos ativos são compreendidos e distinguidos por nossos stakeholders, o que eleva ainda mais nosso comprometimento em gerar valor, coligando a imagem institucional, as nossas marcas, o nosso capital humano, a política e os processos de gestão, tecnológicos e ambientais, a competência, a ética, a transparência e a inovação, sempre presentes. Gestão de Riscos - A Perdigão adota práticas de gerenciamento para minimizar os riscos aos quais está exposta. Entre os principais riscos estão os de ordem operacional: mercados de atuação, controle sanitário, grãos, segurança alimentar, proteção ambiental, controles internos e riscos financeiros, cujo detalhamento se encontra na nota explicativa 17 das Demonstrações Financeiras. Novo Mercado A Perdigão aderiu ao Novo Mercado da BM&fBovespa em , estando vinculada a Câmara de Arbitragem do Mercado, conforme cláusula compromissória constante no u estatuto social e no regulamento. Auditoria Independente Não houve desembolsos relativos à honorários de consultoria pagos aos auditores independentes no ano. A contratação destes serviços requer uma aprovação prévia do Conselho de Administração e segue as regras de restrições estabelecidas pela legislação e desde que não coloque em risco a independência e a objetividade dos nossos auditores. As informações financeiras da Companhia aqui apresentadas estão de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e formam parte das demonstrações financeiras auditadas. As informações não financeiras, assim como outras informações operacionais, não foram objeto de auditoria por parte de nossos auditores independentes. 106

109 PERSPECTIVAS Os sólidos programas de investimentos da Companhia e o esforço na diversificação e expansão dos negócios, com vistas ao crescimento disciplinado e sustentado, passando pelo fortalecimento das marcas e dos negócios nos mercados de atuação, nos proporcionam confiança no progresso gradativo e consistente de nossos resultados. Nossa diretriz de geração real de valor continuadamente foi regulada em plano estratégico de longo prazo e considera firmemente a proteção dos nossos ativos e passivos e a amenização dos impactos que possam gerar riscos aos nossos negócios, com o intuito de resguardar os investimentos e a confiança de nossos acionistas. Conforme processo de sinergia delineado para os negócios incorporados, a revisão e redução das despesas comerciais são componentes das economias previstas que serão possíveis a partir da implementação do sistema de tecnologia de informações SAP, cuja conclusão está prevista para o início de 2009 e permitirá ganhos importantes de sinergias de distribuição e logística, com melhoria de procedimentos e integração de linhas de produtos e clientes, somados aos benefícios dos processos operacionais administrativos que serão centralizados no CSP Centro de Serviços Perdigão. Outro importante Projeto em desenvolvimento é o Novo Modelo Comercial, iniciado neste ano e que terá continuidade nos próximos anos, com foco estratégico nos clientes, maximizando a força do portifólio de nossos negócios, nossas marcas e nossa cadeia de distribuição. Com o objetivo de ajustar os níveis de estoques da indústria em relação ao processo de desestocagem iniciado pelos importadores no final de 2008, a Empresa anunciou o corte de 20% dos volumes de carnes da produção voltada para o mercado externo, durante o primeiro trimestre de 2009, incluindo paradas técnicas e férias coletivas aos funcionários destas unidades. Entendemos que 2009 será um ano de adequações e ajustes internacionais. Entretanto, preparamos a Companhia para seguir sua direção de crescimento, com gestão equilibrada dos riscos dos negócios e maximizando as oportunidades que surgirem.. Em síntese, o foco primordial da administração será a consolidação dos novos negócios absorvidos. A construção de uma das maiores empresas de alimentos do mundo, somente acontece pela determinação e capacidade de buscar as melhores oportunidades, especialmente em momentos desafiadores como o atual. Em parceria com nossos stakeholders e em harmonia com nossa disciplina de gestão, foco em nossos mercados no curto prazo e em nossa estratégia de médio e longo prazo, vamos prosseguir na busca concreta de geração de valor aos nossos investidores. São Paulo, março de Nildemar Secches Presidente do Conselho de Administração José Antônio do Prado Fay Diretor-Presidente 107

110 Anexo I PERDIGÃO S.A. COMPANHIA ABERTA - CNPJ / DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS (em milhões de reais) BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO , ,3 CIRCULANTE 5.985, ,2 NÃO CIRCULANTE 5.234, ,1 Realizável a longo prazo 597,1 254,3 Investimentos 1,0 134,8 Imobilizado 2.918, ,9 Intagível 1.545,7 - Diferido 172,1 249,1 PASSIVO , ,3 CIRCULANTE 3.080, ,3 NÃO CIRCULANTE 4.027, ,1 PARTICIPAÇÕES DE ACIONISTAS NÃO CONTROLADORES 0,7 - PATRIMÔNIO LÍQUIDO 4.110, ,0 Capital social realizado 3.445, ,0 Reservas 703,7 726,0 Resultados acumulados (38,1) - DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO T08 4T07 VAR. % VAR. % RECEITA OPERACIONAL BRUTA 3.576, ,0 57,1% , ,6 69,0% Mercado interno 2.278, ,4 60,8% 8.104, ,2 76,6% Mercado externo 1.297,6 858,7 51,1% 5.057, ,4 58,1% Deduções de vendas (517,7) (353,8) 46,3% (1.768,3) (1.155,2) 53,1% RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 3.058, ,2 59,1% , ,4 71,8% Custo das vendas (2.146,7) (1.365,9) 57,2% (8.634,2) (4.760,1) 81,4% LUCRO BRUTO 911,7 556,3 63,9% 2.758, ,3 47,3% Despesas operacionais (600,2) (400,4) 49,9% (2.050,3) (1.369,4) 49,7% LUCRO OPERACIONAL ANTES DAS FINANCEIRAS 311,5 155,9 99,8% 708,5 503,9 40,6% Financeiras líquidas (383,9) (69,4) - (630,3) (105,4) 498,1% Outros resultados operacionais (139,1) (5,1) - (261,9) (14,8) - RESULTADO OPERACIONAL ANTES DOS IMP. E PART. (211,4) 81,5 - (183,7) 383,7 - Imposto de renda e contribuição social 191,4 26,6 619,9% 255,3 (32,1) - Participações dos administradores e funcionários 0,0 (12,0) - (16,9) (27,2) (37,9%) Participações de acionistas não controladores (0,1) 1,5 - (0,4) (3,2) (87,9%) RESULTADO LÍQUIDO DO PERÍODO (20,1) 97,6-54,4 321,3 (83,1%) EBITDA 464,8 240,4 93,3% 1.159,3 802,7 44,4% 108

Demonstrações Financeiras. BRF - Brasil Foods S.A. 31 de dezembro de 2009 e 2008 com Parecer dos Auditores Independentes

Demonstrações Financeiras. BRF - Brasil Foods S.A. 31 de dezembro de 2009 e 2008 com Parecer dos Auditores Independentes Demonstrações Financeiras BRF - Brasil Foods S.A com Parecer dos Auditores Independentes DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Índice Parecer dos Auditores Independentes... 3 Balanços Patrimoniais... 4 Demonstrações

Leia mais

Raízen Combustíveis S.A.

Raízen Combustíveis S.A. Balanço patrimonial consolidado e condensado (Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma) Ativo 30.06.2014 31.03.2014 Passivo 30.06.2014 31.03.2014 Circulante Circulante Caixa e equivalentes

Leia mais

Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras

Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras Ao Conselho de Administração e aos Acionistas da BRF - Brasil Foods S.A. Itajaí - SC 1. Examinamos as demonstrações financeiras

Leia mais

DFP - Demonstrações Financeiras Padronizadas - 31/12/2013 - BANCO BRADESCO SA Versão : 2. Composição do Capital 1. Proventos em Dinheiro 2

DFP - Demonstrações Financeiras Padronizadas - 31/12/2013 - BANCO BRADESCO SA Versão : 2. Composição do Capital 1. Proventos em Dinheiro 2 Índice Dados da Empresa Composição do Capital 1 Proventos em Dinheiro 2 DFs Individuais Balanço Patrimonial Ativo 5 Balanço Patrimonial Passivo 9 Demonstração do Resultado 12 Demonstração do Resultado

Leia mais

DFP - Demonstrações Financeiras Padronizadas - 31/12/2012 - COMPANHIA DE BEBIDAS DAS AMÉRICAS-AMBEV Versão : 1. Composição do Capital 1

DFP - Demonstrações Financeiras Padronizadas - 31/12/2012 - COMPANHIA DE BEBIDAS DAS AMÉRICAS-AMBEV Versão : 1. Composição do Capital 1 Índice Dados da Empresa Composição do Capital 1 Proventos em Dinheiro 2 DFs Individuais Balanço Patrimonial Ativo 4 Balanço Patrimonial Passivo 6 Demonstração do Resultado 9 Demonstração do Resultado Abrangente

Leia mais

00009-4 PANATLANTICA SA 92.693.019/0001-89

00009-4 PANATLANTICA SA 92.693.019/0001-89 01 - CONTEXTO OPERACIONAL A Companhia, com sede em Gravataí (RS) e unidade industrial em Glorinha (RS), tem por objeto a industrialização, comércio, importação, exportação e beneficiamento de aços e metais,

Leia mais

FORPART S.A. - EM LIQUIDAÇÃO

FORPART S.A. - EM LIQUIDAÇÃO DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013 E 2012 Demonstrações Contábeis Em 31 de Dezembro de 2013 e 2012 Conteúdo Relatório da Administração e do Liquidante Relatório dos Auditores Independentes

Leia mais

CEMEPE INVESTIMENTOS S/A

CEMEPE INVESTIMENTOS S/A CEMEPE INVESTIMENTOS S/A RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas. as demonstrações contábeis do exercício encerrado

Leia mais

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009 e 2008. (Em milhares de reais)

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009 e 2008. (Em milhares de reais) NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009 e 2008 (Em milhares de reais) NOTA 1 - CONTEXTO OPERACIONAL A Seguradora está autorizada a operar em seguros do

Leia mais

ÍNDICE BANCO IBI S.A. BANCO MÚLTIPLO

ÍNDICE BANCO IBI S.A. BANCO MÚLTIPLO ÍNDICE BANCO IBI S.A. BANCO MÚLTIPLO Relatório da Administração 3 Balanços Patrimoniais 3 Demonstração de Resultados 4 Demonstração das Mutações 5 Demonstração das Origens 5 Notas Explicativas 6 Diretoria

Leia mais

Relatório da Administração Dommo 2014

Relatório da Administração Dommo 2014 Relatório da Administração Dommo 2014 A Administração da Dommo Empreendimentos Imobiliários S.A. apresenta o Relatório da Administração e as correspondentes Demonstrações Financeiras referentes aos exercícios

Leia mais

Raízen Combustíveis S.A. Índice

Raízen Combustíveis S.A. Índice Raízen Combustíveis S.A. Índice Balanço patrimonial...2 Demonstração do resultado...4 Demonstração do resultado abrangente...5 Demonstração das mutações do patrimônio líquido...6 Demonstração dos fluxos

Leia mais

Cerradinho Participações S.A. (Anteriormente denominada Cerradinho Holding S.A.) e Controladas

Cerradinho Participações S.A. (Anteriormente denominada Cerradinho Holding S.A.) e Controladas Cerradinho Participações S.A. (Anteriormente denominada Cerradinho Holding S.A.) e Controladas Demonstrações Financeiras Individuais e Consolidadas Referentes ao Exercício Findo em 31 de Março de 2012

Leia mais

Demonstrações Financeiras Magazine Luiza S.A.

Demonstrações Financeiras Magazine Luiza S.A. Demonstrações Financeiras Magazine Luiza S.A. e 2013 com Relatório dos Auditores Independentes Demonstrações financeiras Índice Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras...

Leia mais

ALTERAÇÕES DA LEI DAS SOCIEDADES POR AÇÕES MARCELO CAVALCANTI ALMEIDA

ALTERAÇÕES DA LEI DAS SOCIEDADES POR AÇÕES MARCELO CAVALCANTI ALMEIDA ALTERAÇÕES DA LEI DAS SOCIEDADES POR AÇÕES MARCELO CAVALCANTI ALMEIDA Sócio da Deloitte e autor de livros da Editora Atlas 1 EVOLUÇÃO Instrução CVM n 457/07 Demonstrações financeiras consolidadas a partir

Leia mais

Cerradinho Holding S.A. e Controladas

Cerradinho Holding S.A. e Controladas Cerradinho Holding S.A. e Controladas Demonstrações Financeiras Individuais e Consolidadas Referentes ao Exercício Findo em 30 de Abril de 2011 e Relatório dos Auditores Independentes Deloitte Touche Tohmatsu

Leia mais

MOORE STEPHENS AUDITORES E CONSULTORES

MOORE STEPHENS AUDITORES E CONSULTORES DURATEX COMERCIAL EXPORTADORA S.A. AVALIAÇÃO DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO CONTÁBIL APURADO POR MEIO DOS LIVROS CONTÁBEIS EM 31 DE AGOSTO DE 2015 Escritório Central: Rua Laplace, 96-10 andar - Brooklin - CEP 04622-000

Leia mais

PATACÃO DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS LTDA.

PATACÃO DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS LTDA. 1. CONTEXTO OPERACIONAL A Patacão Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. ( Distribuidora ) tem como objetivo atuar no mercado de títulos e valores mobiliários em seu nome ou em nome de terceiros.

Leia mais

Demonstrações Financeiras Ático Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda.

Demonstrações Financeiras Ático Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. Demonstrações Financeiras Ático Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. com Relatório dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Financeiras Demonstrações financeiras Índice Relatório

Leia mais

Fundo de Investimento Imobiliário Hospital da Criança (Administrado pelo Banco Ourinvest S.A.) Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2009 e

Fundo de Investimento Imobiliário Hospital da Criança (Administrado pelo Banco Ourinvest S.A.) Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2009 e Fundo de Investimento Imobiliário Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2009 e de 2008 e parecer dos auditores independentes 2 Balanço patrimonial em 31 de dezembro Ativo 2009 2008 Passivo e patrimônio

Leia mais

Demonstrações Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

Demonstrações Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012 Demonstrações Financeiras com Relatório dos Auditores Independentes Demonstrações financeiras Índice Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras... 1 Demonstrações financeiras

Leia mais

Demonstrações Financeiras Estácio Participações S.A.

Demonstrações Financeiras Estácio Participações S.A. Demonstrações Financeiras Estácio Participações S.A. 31 de dezembro de 2011 e 2010 com Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras Demonstrações financeiras individuais e consolidadas

Leia mais

6 Balanço Patrimonial - Passivo - Classificações das Contas, 25 Exercícios, 26

6 Balanço Patrimonial - Passivo - Classificações das Contas, 25 Exercícios, 26 Prefácio 1 Exercício Social, 1 Exercícios, 2 2 Disposições Gerais, 3 2.1 Demonstrações financeiras exigidas, 3 2.2 Demonstrações financeiras comparativas, 4 2.3 Contas semelhantes e contas de pequenos,

Leia mais

IESA ÓLEO & GÁS S.A. Demonstrações Financeiras período findo em 30 de setembro de 2009 e 31 de dezembro de 2008

IESA ÓLEO & GÁS S.A. Demonstrações Financeiras período findo em 30 de setembro de 2009 e 31 de dezembro de 2008 Demonstrações Financeiras período findo em 30 de setembro de 2009 e 31 de dezembro de 2008 Demonstrações Financeiras período findo em 30 de setembro de 2009 e 31 de dezembro de 2008 Conteúdo Balanços Patrimoniais

Leia mais

A companhia permanece com o objetivo de investir seus recursos na participação do capital de outras sociedades.

A companhia permanece com o objetivo de investir seus recursos na participação do capital de outras sociedades. RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, Apresentamos as Demonstrações Financeiras da Mehir Holdings S.A. referente ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2004 e as respectivas Notas

Leia mais

Abril S.A. e empresas controladas

Abril S.A. e empresas controladas Abril S.A. e empresas controladas DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS Referentes ao Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2010 e Relatório dos Auditores Independentes 1 Abril S.A. e empresas controladas

Leia mais

Salus Infraestrutura Portuária S.A.

Salus Infraestrutura Portuária S.A. Salus Infraestrutura Portuária S.A. Demonstrações Financeiras Referentes ao Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2014 e Relatório dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Financeiras Deloitte

Leia mais

MÁXIMA S/A. CORRETORA DE CÂMBIO, TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS. Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2014

MÁXIMA S/A. CORRETORA DE CÂMBIO, TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS. Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2014 MÁXIMA S/A. CORRETORA DE CÂMBIO, TÍTULOS E VALORES Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2014 Crowe Horwath Bendoraytes & Cia. Member of Crowe Horwath International Avenida das Américas, 4200

Leia mais

Demonstrações Financeiras Auditadas Unidas S.A. e Empresas Controladas. 31 de dezembro de 2008 e 2007 com Parecer dos Auditores Independentes

Demonstrações Financeiras Auditadas Unidas S.A. e Empresas Controladas. 31 de dezembro de 2008 e 2007 com Parecer dos Auditores Independentes Demonstrações Financeiras Auditadas Unidas S.A. e Empresas Controladas com Parecer dos Auditores Independentes Demonstrações financeiras auditadas Índice Parecer dos auditores independentes... 1 Demonstrações

Leia mais

Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras

Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras demonstrações financeiras 1 Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras Ao Conselho de Administração e aos Acionistas da Ultrapar Participações S.A. São Paulo SP Examinamos

Leia mais

Fundo de Investimento Imobiliário Península (Administrado pelo Banco Ourinvest S.A.) Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2009 e de 2008 e

Fundo de Investimento Imobiliário Península (Administrado pelo Banco Ourinvest S.A.) Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2009 e de 2008 e Fundo de Investimento Imobiliário Península Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2009 e de 2008 e parecer dos auditores independentes 2 3 Balanços patrimoniais em 31 de dezembro Ativo 2009 2008

Leia mais

e) 50.000.000,00. a) 66.000.000,00. c) 0,00 (zero).

e) 50.000.000,00. a) 66.000.000,00. c) 0,00 (zero). 1. (SEFAZ-PI-2015) Uma empresa, sociedade de capital aberto, apurou lucro líquido de R$ 80.000.000,00 referente ao ano de 2013 e a seguinte distribuição foi realizada no final daquele ano: valor correspondente

Leia mais

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ 01896-1 MEHIR HOLDINGS S.A. 04.310.392/0001-46 3 - CEP 4 - MUNICÍPIO 5 - UF

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ 01896-1 MEHIR HOLDINGS S.A. 04.310.392/0001-46 3 - CEP 4 - MUNICÍPIO 5 - UF SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 3/9/25 EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS Divulgação Externa O REGISTRO NA CVM NÃO IMPLICA QUALQUER APRECIAÇÃO SOBRE A COMPANHIA, SENDO

Leia mais

Notas Explicativas. Armando Madureira Borely armando.borely@globo.com

Notas Explicativas. Armando Madureira Borely armando.borely@globo.com CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Home page: www.crc.org.br - E-mail: cursos@crcrj.org.br Notas Explicativas Armando Madureira Borely armando.borely@globo.com (Rio de Janeiro)

Leia mais

DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2004 E 2003 CENTRAIS DE ABASTECIMENTO DE CAMPINAS S.A. CEASA

DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2004 E 2003 CENTRAIS DE ABASTECIMENTO DE CAMPINAS S.A. CEASA DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2004 E 2003 CENTRAIS DE ABASTECIMENTO DE CAMPINAS S.A. CEASA CENTRAIS DE ABASTECIMENTO DE CAMPINAS S.A. CEASA DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2004

Leia mais

Relatório dos Auditores Independentes... 3. Relatório do Comitê de Auditoria... 4. Demonstração Consolidada do Resultado... 5

Relatório dos Auditores Independentes... 3. Relatório do Comitê de Auditoria... 4. Demonstração Consolidada do Resultado... 5 Demonstrações Contábeis Consolidadas de acordo com as Normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board - IASB 2014 Bradesco 1 Sumário oação de

Leia mais

2 Questão 31 Classificação de Contas e Grupos Patrimoniais

2 Questão 31 Classificação de Contas e Grupos Patrimoniais Conteúdo 1 Introdução... 1 2 Questão 31 Classificação de Contas e Grupos Patrimoniais... 1 3 Questão 32 Natureza das contas... 3 4 Questão 33 Lançamentos - Operações de captação de recursos... 4 5 Questão

Leia mais

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES. Demonstrações financeiras Individuais e Consolidadas 30 de junho de 2013 e 2012

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES. Demonstrações financeiras Individuais e Consolidadas 30 de junho de 2013 e 2012 Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES Demonstrações financeiras Individuais e Consolidadas 30 de junho de 2013 e 2012 KPMG Auditores Independentes Agosto de 2013 Relatório dos auditores

Leia mais

DFP - Demonstrações Financeiras Padronizadas - 31/12/2012 - PARTICIPAÇÕES INDUST. DO NORDESTE S.A. Versão : 1. Composição do Capital 1

DFP - Demonstrações Financeiras Padronizadas - 31/12/2012 - PARTICIPAÇÕES INDUST. DO NORDESTE S.A. Versão : 1. Composição do Capital 1 Índice Dados da Empresa Composição do Capital 1 DFs Individuais Balanço Patrimonial Ativo 2 Balanço Patrimonial Passivo 4 Demonstração do Resultado 6 Demonstração do Resultado Abrangente 7 Demonstração

Leia mais

Altus Sistemas de Automação S.A. Demonstrações financeiras e relatório dos auditores independentes em 31 de dezembro de 2014

Altus Sistemas de Automação S.A. Demonstrações financeiras e relatório dos auditores independentes em 31 de dezembro de 2014 Altus Sistemas de Automação S.A. Demonstrações financeiras e relatório dos auditores independentes em 31 de dezembro de 2014 Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras Aos

Leia mais

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA CAPÍTULO 33 Este Capítulo é parte integrante do Livro Contabilidade Básica - Finalmente Você Vai Entender a Contabilidade. 33.1 CONCEITOS A demonstração dos fluxos de caixa evidencia as modificações ocorridas

Leia mais

Companhia de Marcas e Controladas

Companhia de Marcas e Controladas Companhia de Marcas e Controladas Demonstrações Financeiras Referentes ao Exercício Findo em 31 de Dezembro de e Relatório dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Financeiras Deloitte Touche

Leia mais

BR Towers SPE1 S.A. Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2012 e relatório dos auditores independentes

BR Towers SPE1 S.A. Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2012 e relatório dos auditores independentes Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2012 e relatório dos auditores independentes Demonstração do resultado Exercício/período findo em 31 de dezembro Receita líquida (Nota 14) 13.913 Custo

Leia mais

BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013 E 2012(Em Milhares de Reais) ATIVO Nota 31/12/2013 31/12/2012

BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013 E 2012(Em Milhares de Reais) ATIVO Nota 31/12/2013 31/12/2012 BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013 E 2012(Em Milhares de Reais) ATIVO Nota 31/12/2013 31/12/2012 CIRCULANTE 67.424 76.165 DISPONIBILIDADES 4 5.328 312 TITULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INTRUMENTOS

Leia mais

Demonstrações Financeiras Ático Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda.

Demonstrações Financeiras Ático Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. Demonstrações Financeiras Ático Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. com Relatório dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Financeiras Demonstrações financeiras Índice Relatório

Leia mais

HENCORP COMMCOR DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS LTDA. Parecer dos auditores independentes

HENCORP COMMCOR DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS LTDA. Parecer dos auditores independentes HENCORP COMMCOR DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS LTDA. Parecer dos auditores independentes Demonstrações contábeis Em 31 de dezembro de 2009 e 2008 HENCORP COMMCOR DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS

Leia mais

Rodobens Locação de Imóveis Ltda.

Rodobens Locação de Imóveis Ltda. Rodobens Locação de Imóveis Ltda. Demonstrações contábeis referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2014 e relatório dos auditores independentes Approach Auditores Independentes Relatório dos

Leia mais

Demonstrações financeiras Docelar Alimentos e Bebidas S.A. 31 de março de 2012 e 2011 com Relatório dos Auditores Independentes

Demonstrações financeiras Docelar Alimentos e Bebidas S.A. 31 de março de 2012 e 2011 com Relatório dos Auditores Independentes Demonstrações financeiras Docelar Alimentos e Bebidas S.A. com Relatório dos Auditores Independentes Demosntrações Financeiras Índice Relatório dos auditores independentes... 1 Balanços patrimoniais...

Leia mais

Demonstrações Contábeis Cimento Tupi S.A. e Empresas Controladas

Demonstrações Contábeis Cimento Tupi S.A. e Empresas Controladas Demonstrações Contábeis Cimento Tupi S.A. e Empresas Controladas 31 de dezembro de 2012 com o Relatório dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Contábeis Demonstrações contábeis 31 de dezembro

Leia mais

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ 00414-6 KARSTEN S.A. 82.640.558/0001-04 3 - CEP 4 - MUNICÍPIO 5 - UF

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ 00414-6 KARSTEN S.A. 82.640.558/0001-04 3 - CEP 4 - MUNICÍPIO 5 - UF ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 3/9/29 EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS O REGISTRO NA CVM NÃO IMPLICA QUALQUER APRECIAÇÃO SOBRE A COMPANHIA, SENDO OS SEUS ADMINISTRADORES RESPONSÁVEIS PELA

Leia mais

Amortização de ágio ou deságio somente influenciará o resultado quando da alienação do investimento

Amortização de ágio ou deságio somente influenciará o resultado quando da alienação do investimento Conheça o tratamento fiscal aplicável ao ágio e ao deságio apurados na aquisição dos investimentos avaliados pelo Método de Equivalência Patrimonial - MEP AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS - Ágio ou Deságio na

Leia mais

Empreendimentos Florestais Santa Cruz Ltda. Demonstrações financeiras em 30 de setembro de 2009 e relatório dos auditores independentes

Empreendimentos Florestais Santa Cruz Ltda. Demonstrações financeiras em 30 de setembro de 2009 e relatório dos auditores independentes Empreendimentos Florestais Santa Cruz Ltda. Demonstrações financeiras em 30 de setembro de 2009 e relatório dos auditores independentes Relatório dos auditores independentes Aos Administradores e Quotistas

Leia mais

AGENTE E ESCRIVÃO DA POLÍCIA FEDERAL Disciplina: Contabilidade Prof.: Adelino Data: 07/12/2008

AGENTE E ESCRIVÃO DA POLÍCIA FEDERAL Disciplina: Contabilidade Prof.: Adelino Data: 07/12/2008 Alterações da Lei 6404/76 Lei 11638 de 28 de dezembro de 2007 Lei 11638/07 que altera a Lei 6404/76 Art. 1o Os arts. 176 a 179, 181 a 184, 187, 188, 197, 199, 226 e 248 da Lei no 6.404, de 15 de dezembro

Leia mais

ITR - Informações Trimestrais - 30/06/2012 - BPMB I Participações S.A. Versão : 1. Composição do Capital 1. Balanço Patrimonial Ativo 2

ITR - Informações Trimestrais - 30/06/2012 - BPMB I Participações S.A. Versão : 1. Composição do Capital 1. Balanço Patrimonial Ativo 2 Índice Dados da Empresa Composição do Capital 1 DFs Individuais Balanço Patrimonial Ativo 2 Balanço Patrimonial Passivo 3 Demonstração do Resultado 4 Demonstração do Resultado Abrangente 5 Demonstração

Leia mais

Officer Distribuidora de Produtos de Informática S.A.

Officer Distribuidora de Produtos de Informática S.A. Officer Distribuidora de Produtos de Informática S.A. Demonstrações Financeiras Individuais e Consolidadas Referentes ao Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2012 e Relatório dos Auditores Independentes

Leia mais

T4F Entretenimento S.A.

T4F Entretenimento S.A. Demonstrações Financeiras Individuais e Consolidadas Referentes ao Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2011 e Relatório dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Financeiras Deloitte Touche Tohmatsu

Leia mais

Demonstrações Financeiras Auditadas Banco ABC Brasil S.A. 31 de dezembro de 2014 e 2013 com Relatório dos Auditores Independentes

Demonstrações Financeiras Auditadas Banco ABC Brasil S.A. 31 de dezembro de 2014 e 2013 com Relatório dos Auditores Independentes Demonstrações Financeiras Auditadas Banco ABC Brasil S.A. com Relatório dos Auditores Independentes Demonstrações financeiras Índice Relatório dos auditores independentes... 1 Demonstrações financeiras

Leia mais

A T I V O S LOCALIZA RENT A CAR S.A. BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E DE 2013 (Em milhares de reais R$)

A T I V O S LOCALIZA RENT A CAR S.A. BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E DE 2013 (Em milhares de reais R$) LOCALIZA RENT A CAR S.A. BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E DE 2013 (Em milhares de reais R$) Ativos circulantes A T I V O S Nota 31/12/14 31/12/13 31/12/14 31/12/13 Caixa e equivalentes

Leia mais

CONTABILIDADE SOCIETÁRIA AVANÇADA Revisão Geral BR-GAAP. PROF. Ms. EDUARDO RAMOS. Mestre em Ciências Contábeis FAF/UERJ SUMÁRIO

CONTABILIDADE SOCIETÁRIA AVANÇADA Revisão Geral BR-GAAP. PROF. Ms. EDUARDO RAMOS. Mestre em Ciências Contábeis FAF/UERJ SUMÁRIO CONTABILIDADE SOCIETÁRIA AVANÇADA Revisão Geral BR-GAAP PROF. Ms. EDUARDO RAMOS Mestre em Ciências Contábeis FAF/UERJ SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO 2. PRINCÍPIOS CONTÁBEIS E ESTRUTURA CONCEITUAL 3. O CICLO CONTÁBIL

Leia mais

Participações Industriais do Nordeste S.A. e Empresas Controladas

Participações Industriais do Nordeste S.A. e Empresas Controladas Participações Industriais do Nordeste S.A. e Empresas Controladas Demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e com o IFRS, em 31 de dezembro de 2013 e Relatório dos

Leia mais

Empresa Concessionária de Rodovias do Sul S.A. - ECOSUL

Empresa Concessionária de Rodovias do Sul S.A. - ECOSUL Empresa Concessionária de Rodovias do Sul S.A. - ECOSUL Demonstrações Financeiras Referentes ao Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2011 e Relatório dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações

Leia mais

Comentários às Mudanças Contábeis na Lei nº 6.404/76 MP nº 449/08

Comentários às Mudanças Contábeis na Lei nº 6.404/76 MP nº 449/08 Comentários às Mudanças Contábeis na Lei nº 6.404/76 MP nº 449/08 Comentários às Mudanças Contábeis na Lei nº 6.404/76 MP nº 449/08 No dia 3 de dezembro de 2008, foi editada a Medida Provisória nº 449,

Leia mais

Associação Saúde Criança São Paulo Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras 31 de dezembro de 2013

Associação Saúde Criança São Paulo Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras 31 de dezembro de 2013 Associação Saúde Criança São Paulo Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras 31 de dezembro de 2013 Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras

Leia mais

CEMEPE INVESTIMENTOS S/A

CEMEPE INVESTIMENTOS S/A CEMEPE INVESTIMENTOS S/A RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas. as demonstrações contábeis do exercício encerrado

Leia mais

Demonstrações Financeiras Cia. Iguaçu de Café Solúvel

Demonstrações Financeiras Cia. Iguaçu de Café Solúvel Demonstrações Financeiras Cia. Iguaçu de Café Solúvel com Relatório dos Auditores Independentes Demonstrações financeiras Índice Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras...

Leia mais

HTL SP Participações S.A. Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2013 e relatório dos auditores independentes

HTL SP Participações S.A. Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2013 e relatório dos auditores independentes Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2013 e relatório dos auditores independentes Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras Aos Administradores e Acionistas HTL

Leia mais

InterCement Brasil S.A.

InterCement Brasil S.A. InterCement Brasil S.A. Demonstrações Financeiras Individuais e Consolidadas Referentes ao Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2011 e Relatório dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Financeiras

Leia mais

Brito Amoedo Imobiliária S/A. Demonstrações Contábeis acompanhadas do Parecer dos Auditores Independentes

Brito Amoedo Imobiliária S/A. Demonstrações Contábeis acompanhadas do Parecer dos Auditores Independentes Brito Amoedo Imobiliária S/A Demonstrações Contábeis acompanhadas do Parecer dos Auditores Independentes Em 30 de Junho de 2007 e em 31 de Dezembro de 2006, 2005 e 2004 Parecer dos auditores independentes

Leia mais

Demonstrações financeiras Natura Cosméticos S.A.

Demonstrações financeiras Natura Cosméticos S.A. Demonstrações financeiras Natura Cosméticos S.A. 31 de dezembro de 2014 Demonstrações financeiras 31 de dezembro de 2014 Índice Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras...

Leia mais

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ 00839-7 MANGELS INDUSTRIAL S.A. 61.065.298/0001-02 3 - CEP 4 - MUNICÍPIO 5 - UF

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ 00839-7 MANGELS INDUSTRIAL S.A. 61.065.298/0001-02 3 - CEP 4 - MUNICÍPIO 5 - UF ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/3/21 EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS O REGISTRO NA CVM NÃO IMPLICA QUALQUER APRECIAÇÃO SOBRE A COMPANHIA, SENDO OS SEUS ADMINISTRADORES RESPONSÁVEIS

Leia mais

BICICLETAS MONARK S.A. BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013 E 2012 (Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma) A T I V O

BICICLETAS MONARK S.A. BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013 E 2012 (Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma) A T I V O BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013 E 2012 A T I V O CIRCULANTE 2013 2012 2013 2012 Caixa e equivalentes de caixa (Nota 6) 108.366 121.409 154.076 169.588 Investimentos temporários (Nota 7)

Leia mais

Demonstrações Financeiras Empresa Brasileira de Bebidas e Alimentos S.A.

Demonstrações Financeiras Empresa Brasileira de Bebidas e Alimentos S.A. Demonstrações Financeiras Empresa Brasileira de Bebidas e Alimentos S.A. Período de sete meses findo em 31 de julho de 2009 e exercício findo em 31 de com Parecer dos Auditores Independentes Demonstrações

Leia mais

Fundo de Investimento Imobiliário Península (Administrado pelo Banco Ourinvest S.A.)

Fundo de Investimento Imobiliário Península (Administrado pelo Banco Ourinvest S.A.) Balanço patrimonial em 31 de dezembro Ativo 2008 2007 Passivo e patrimônio líquido 2008 2007 Circulante Circulante Bancos 3 14 Rendimentos a distribuir 3.599 2.190 Aplicações financeiras de renda fixa

Leia mais

Demonstrações Financeiras Brasil Lau-Rent Locação de Máquinas e Equipamentos Ltda.

Demonstrações Financeiras Brasil Lau-Rent Locação de Máquinas e Equipamentos Ltda. Demonstrações Financeiras Brasil Lau-Rent Locação de Máquinas e Equipamentos Ltda. e 2012 com Relatório dos Auditores Independentes Demonstrações financeiras Índice Relatório dos auditores independentes

Leia mais

Foz de Jeceaba Engenharia Ambiental S.A. Demonstrações financeiras e relatório dos auditores independentes em 31 de dezembro de 2011

Foz de Jeceaba Engenharia Ambiental S.A. Demonstrações financeiras e relatório dos auditores independentes em 31 de dezembro de 2011 Foz de Jeceaba Engenharia Ambiental S.A. Demonstrações financeiras e relatório dos auditores independentes em 31 de dezembro de 2011 Balanços patrimoniais em 31 de dezembro Em milhares de reais Ativo

Leia mais

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ 02091-5 MRV ENGENHARIA E PARTICIPAÇÕES S.A. 08.343.492/0001-20 3 - CEP 4 - MUNICÍPIO 5 - UF

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ 02091-5 MRV ENGENHARIA E PARTICIPAÇÕES S.A. 08.343.492/0001-20 3 - CEP 4 - MUNICÍPIO 5 - UF ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 3/9/21 EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS O REGISTRO NA CVM NÃO IMPLICA QUALQUER APRECIAÇÃO SOBRE A COMPANHIA, SENDO OS SEUS ADMINISTRADORES RESPONSÁVEIS PELA

Leia mais

Demonstrações Financeiras Arezzo Indústria e Comércio S.A.

Demonstrações Financeiras Arezzo Indústria e Comércio S.A. Demonstrações Financeiras Arezzo Indústria e Comércio S.A. com Relatório dos Auditores Independentes Demonstrações financeiras 31 de dezembro de 2013 Índice Relatório dos auditores independentes sobre

Leia mais

RODANA RELÓGIOS S/A C.N.P.J. 22.800.833/0001-70

RODANA RELÓGIOS S/A C.N.P.J. 22.800.833/0001-70 RODANA RELÓGIOS S/A C.N.P.J. 22.800.833/0001-70 RELATÓRIO DA DIRETORIA Senhores Acionistas: Em cumprimento as disposições legais e estatutárias, submetemos a apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis

Leia mais

Setembro 2012. Elaborado por: Luciano Perrone O conteúdo desta apostila é de inteira responsabilidade do autor (a).

Setembro 2012. Elaborado por: Luciano Perrone O conteúdo desta apostila é de inteira responsabilidade do autor (a). Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo Tel. (11) 3824-5400, 3824-5433 (teleatendimento), fax (11) 3824-5487 Email: desenvolvimento@crcsp.org.br web: www.crcsp.org.br Rua Rosa e Silva,

Leia mais

ITR - Informações Trimestrais - 31/03/2011 - BRASIL BROKERS PARTICIPAÇÕES SA Versão : 1. Composição do Capital 1. Balanço Patrimonial Ativo 2

ITR - Informações Trimestrais - 31/03/2011 - BRASIL BROKERS PARTICIPAÇÕES SA Versão : 1. Composição do Capital 1. Balanço Patrimonial Ativo 2 Índice Dados da Empresa Composição do Capital 1 DFs Individuais Balanço Patrimonial Ativo 2 Balanço Patrimonial Passivo 3 Demonstração do Resultado 4 Demonstração do Resultado Abrangente 5 Demonstração

Leia mais

T4F Entretenimento S.A.

T4F Entretenimento S.A. T4F Entretenimento S.A. Informações Contábeis Intermediárias Individuais e Consolidadas Referentes ao Trimestre Findo em 31 de Março de 2015 e Relatório Sobre a Revisão de Informações Contábeis Intermediárias

Leia mais

FAPAN Faculdade de Agronegócio de Paraíso do Norte

FAPAN Faculdade de Agronegócio de Paraíso do Norte BALANÇO PATRIMONIAL 1. CRITÉRIO DE DISPOSIÇÃO DAS CONTAS NO ATIVO E NO PASSIVO (ART. 178 DA LEI 6.404/76): a. No ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos elementos

Leia mais

Demonstrações financeiras. Camil Alimentos S.A.

Demonstrações financeiras. Camil Alimentos S.A. Demonstrações financeiras Camil Alimentos S.A. 28 de fevereiro de 2011, 2010 e 2009 Demonstrações Financeiras Individuais (Controladora) elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil,

Leia mais

QUESTÕES PARA A PROVA ESPECÍFICA PARA ATUAÇÃO NA ÁREA DE AUDITORIA NAS INSTITUIÇÕES REGULADAS PELO BANCO CENTRAL DO BRASIL (BACEN)

QUESTÕES PARA A PROVA ESPECÍFICA PARA ATUAÇÃO NA ÁREA DE AUDITORIA NAS INSTITUIÇÕES REGULADAS PELO BANCO CENTRAL DO BRASIL (BACEN) QUESTÕES PARA A PROVA ESPECÍFICA PARA ATUAÇÃO NA ÁREA DE AUDITORIA NAS INSTITUIÇÕES REGULADAS PELO BANCO CENTRAL DO BRASIL (BACEN) 1. As normas e os procedimentos, bem como as Demonstrações Contábeis padronizadas

Leia mais

MBK Securitizadora S.A. Relatório sobre as demonstrações financeiras Período de 13 de abril de 2012 (Data de constituição da Companhia) a 31 de

MBK Securitizadora S.A. Relatório sobre as demonstrações financeiras Período de 13 de abril de 2012 (Data de constituição da Companhia) a 31 de MBK Securitizadora S.A. Relatório sobre as demonstrações financeiras Período de 13 de abril de 2012 (Data de constituição da Companhia) a 31 de dezembro de 2012 MBK Securitizadora S.A. Demonstrações Financeiras

Leia mais

Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2013 e 2012

Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2013 e 2012 Ourinvest Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2013 e 2012 KPDS 82388 Ourinvest Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. Demonstrações

Leia mais

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ 02091-5 MRV ENGENHARIA E PARTICIPAÇÕES S.A. 08.343.492/0001-20 3 - CEP 4 - MUNICÍPIO 5 - UF

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ 02091-5 MRV ENGENHARIA E PARTICIPAÇÕES S.A. 08.343.492/0001-20 3 - CEP 4 - MUNICÍPIO 5 - UF ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/3/21 EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS O REGISTRO NA CVM NÃO IMPLICA QUALQUER APRECIAÇÃO SOBRE A COMPANHIA, SENDO OS SEUS ADMINISTRADORES RESPONSÁVEIS

Leia mais

Demonstrações Financeiras Brasmotor S.A. 31 de dezembro de 2010 com Relatório dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Financeiras

Demonstrações Financeiras Brasmotor S.A. 31 de dezembro de 2010 com Relatório dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Financeiras Demonstrações Financeiras Brasmotor S.A. 31 de dezembro de 2010 com Relatório dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Financeiras Senhores Acionistas, Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações

Leia mais

Exercício 2008. Checklist para elaboração de demonstrações financeiras

Exercício 2008. Checklist para elaboração de demonstrações financeiras Exercício 2008 Checklist para elaboração de demonstrações financeiras 2 Checklist De acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil Este checklist foi desenvolvido com a finalidade de auxiliar na

Leia mais

Ativo 2012 2011 Passivo e patrimônio líquido 2012 2011

Ativo 2012 2011 Passivo e patrimônio líquido 2012 2011 Balanço patrimonial em 31 de dezembro Ativo Passivo e patrimônio líquido Circulante Circulante Caixa e equivalentes de caixa (Nota 5) 45.431 15.305 Financiamentos e empréstimos (Nota 12) 71.389 40.388

Leia mais

Banrisul Armazéns Gerais S.A.

Banrisul Armazéns Gerais S.A. Balanços patrimoniais 1 de dezembro de 2012 e 2011 Nota Nota explicativa 1/12/12 1/12/11 explicativa 1/12/12 1/12/11 Ativo Passivo Circulante Circulante Caixa e equivalentes de caixa 4 17.891 18.884 Contas

Leia mais

Demonstrações Contábeis Consolidadas em IFRS. Dezembro de 2014

Demonstrações Contábeis Consolidadas em IFRS. Dezembro de 2014 Demonstrações Contábeis Consolidadas em IFRS Dezembro de 2014 Índice Geral Pág. Relatório dos Auditores Independentes 02 Demonstrativos Contábeis 05 Notas Explicativas da Administração 11 Relatório dos

Leia mais

Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2014 e 2013

Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2014 e 2013 KPDS 110896 Conteúdo Relatório da Administração 3 Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras 4 Balanços patrimoniais 6 Demonstrações de resultados 7 Demonstrações das mutações

Leia mais

Demonstrações Contábeis

Demonstrações Contábeis Demonstrações Contábeis 12.1. Introdução O artigo 176 da Lei nº 6.404/1976 estabelece que, ao fim de cada exercício social, a diretoria da empresa deve elaborar, com base na escrituração mercantil, as

Leia mais

Demonstrações Financeiras Consolidadas Pro Forma. GOL Linhas Aéreas Inteligentes S.A.

Demonstrações Financeiras Consolidadas Pro Forma. GOL Linhas Aéreas Inteligentes S.A. Demonstrações Financeiras Consolidadas Pro Forma GOL Linhas Aéreas Inteligentes S.A. com Parecer dos Auditores Independentes DFC-81 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS PRO FORMA Índice Parecer dos Auditores

Leia mais

ATIVO Explicativa 2012 2011 PASSIVO Explicativa 2012 2011

ATIVO Explicativa 2012 2011 PASSIVO Explicativa 2012 2011 ASSOCIAÇÃO DIREITOS HUMANOS EM REDE QUADRO I - BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO (Em reais) Nota Nota ATIVO Explicativa PASSIVO Explicativa CIRCULANTE CIRCULANTE Caixa e equivalentes de caixa 4 3.363.799

Leia mais

Resumo de Contabilidade Geral

Resumo de Contabilidade Geral Ricardo J. Ferreira Resumo de Contabilidade Geral 4ª edição Conforme a Lei das S/A, normas internacionais e CPC Rio de Janeiro 2010 Copyright Editora Ferreira Ltda., 2008-2009 1. ed. 2008; 2. ed. 2008;

Leia mais

Ilmos. Senhores - Diretores e Acionistas da LINK S/A CORRETORA DE CÂMBIO, TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS

Ilmos. Senhores - Diretores e Acionistas da LINK S/A CORRETORA DE CÂMBIO, TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS A-PDF MERGER DEMO PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES São Paulo,04 de agosto de 2006. Ilmos. Senhores - es e Acionistas da LINK S/A CORRETORA DE CÂMBIO, TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS 1. Examinamos os balanços

Leia mais

Companhia Vale do Rio Doce Estrada de Ferro Carajás

Companhia Vale do Rio Doce Estrada de Ferro Carajás Companhia Vale do Rio Doce Estrada de Ferro Carajás Relatório dos Auditores Independentes sobre a Aplicação de Procedimentos Previamente Acordados em 31 de dezembro de 2007 Deloitte Touche Tohmatsu Auditores

Leia mais

MATERIAL DE APOIO PROFESSOR

MATERIAL DE APOIO PROFESSOR Aula n 04 online MATERIAL DE APOIO PROFESSOR Balanço Patrimonial Plano de Contas É um elemento sistematizado e metódico de todas as contas movimentadas por uma empresa. Cada empresa deverá ter seu próprio

Leia mais