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1 Esta revista faz parte integrante do Diário Económico n.º 5585 JANEIRO 2013 Foto: Martin Child/Robert Harding World Imagery/ Corbis/VMI Unir a academia ao mercado 8.ª edição do Concurso Nacional de Inovação BES CASE-STUDIES Integrity Sites e aplicações on-line estão mais seguros Campotec Produtores agrícolas unidos pela competitividade

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3 Concurso Nacional de Inovação BES Presente na cerimónia de entrega de prémios da 8.ª edição da iniciativa, o secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação destacou a importância do concurso na aproximação da academia ao mercado. Entrevista João Pavão Martins, fundador da SISCOG, explica os factores de sucesso e os desafios que se apresentaram à primeira empresa portuguesa de Inteligência Artificial a exportar o seu software. BES Crowdfunding Imagine uma forma de financiamento colectivo de projectos que retira partido das redes sociais e da Web. Chama-se Crowdfunding, o BES foi a primeira instituição financeira a aderir e tem já dois projectos totalmente financiados. Integrity No que toca à segurança informática de sites e aplicações on-line, antecipar é o papel do Keep-it- -Secure-24, criado pela Integrity. Os testes são realizados em contínuo, permitindo identificar e corrigir vulnerabilidades de imediato. 14 Campotec Um grupo de produtores agrícolas da região Oeste juntou-se e, apostando forte na inovação, conseguiu entrar e competir em mercados tecnologicamente mais desenvolvidos. A Campotec factura 18 milhões de euros.

4 CONCURSO NACIONAL DE INOVAÇÃO BES Este prémio tem o mérito de unir a academia ao mercado FOI ASSIM QUE CARLOS NUNO OLIVEIRA, SECRETÁRIO DE ESTADO DO EMPREENDEDORISMO, COMPETITIVIDADE E INOVAÇÃO, SE REFERIU AO CONCURSO NACIONAL DE INOVAÇÃO BES, NA CERIMÓNIA DE ENTREGA DE PRÉMIOS DA 8.º EDIÇÃO DA INICIATIVA. 4 JAN 13 Este prémio tem o mérito de unir a academia ao mercado e potenciar a criação de valor e de emprego através do conhecimento. Portugal precisa deste reconhecimento. Precisa que seja mostrado ao mundo aquilo que faz bem. As palavras são do secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação, Carlos Nuno Oliveira, que marcou presença na última cerimónia de entrega de prémios do Concurso Nacional de Inovação BES, que este ano distinguiu um grande vencedor no sector das Tecnologias de Informação & Serviços. Foi no passado dia 12 de Novembro, no Espaço BES Arte & Finança, que o responsável destacou o facto de a iniciativa aproximar as empresas do sistema científico e tecnológico, que nem sempre se encontram no mesmo sítio. Lembrando que o desígnio nacional de aumentar a competitividade só pode ser atingido pela inovação, Carlos Nuno Oliveira aproveitou a ocasião para fazer referência à aprovação de incentivos superiores a 540 milhões de euros correspondentes a um volume de investimento de 900 milhões de euros e cinco mil postos de trabalho até 2017 e de um conjunto de medidas de apoio à inovação e empreendedorismo propostas no Orçamento de NÚMEROS 8 edições 42 projectos premiados 1336 projectos candidatos 2,670 milhões de euros em prémios Estado do próximo ano. O secretário de Estado advertiu ainda para a importância de Portugal retirar mais partido dos programas europeus de apoio à inovação, não só ao nível do financiamento, como das redes de contactos internacionais. Estamos novamente reunidos para premiar projectos de investigação inovadores que revelam o dinamismo do empreendedorismo em Portugal, mostrando que existe uma cultura de inovação no nosso país e que só com ela é possível o caminho para uma economia mais forte e competitiva no quadro internacional, revelou, por seu lado, António Souto, membro da Comissão Executiva do BES, durante a cerimónia. A edição de 2012 do Concurso Nacional de Inovação ficou marcada por 110 projectos concorrentes, repartidos pelos sectores de Tecnologias de Informação e Serviços, Recursos Naturais & Alimentação, Tecnologias da Saúde e Biotecnologia, e Clean Tech & Processos Industriais. Lançado em 2005, o Concurso Nacional de Inovação BES espelha o compromisso do banco em criar condições ao desenvolvimento de novas empresas, produtos e serviços, promovendo a ligação entre o meio académico e o mundo empresarial, adiantou António Souto, lembrando que, ao longo das oito edições, a iniciativa contou com 1336 projectos a concurso, tendo distinguido 42 projectos, na sua maioria casos de sucesso, que entretanto registaram as suas patentes ou já exportam para mercados internacionais. Em causa estão projectos que saíram do papel e são hoje produtos e serviços comercializados e empresas que se constituíram e que de outra forma poderiam não ter tido condições para o fazer, lembrou ainda o responsável. Entre os casos de sucesso contam-se empresas como a BERD, a WS Energia, a Medbone e a Feed- Zai, que entretanto se internacionalizaram, o Laboratório de Tecnologia Farmacêutica da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, que

5 Carlos Nuno Oliveira, secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação O espaço BES Arte & Finança acolheu uma vez mais a cerimónia de entrega de prémios do concurso. Fotos: Neves António João Pavão Martins, orador convidado para a cerimónia e CEO da SISCOG, a primeira empresa nacional exportadora de software. patenteou a tecnologia premiada, e o Instituto Pedro Nunes, que já comercializa o Teste da Mulher, um sistema não invasivo de detecção precoce do cancro do colo do útero, premiado na edição de 2007 do Concurso. A cerimónia da entrega de prémios da 8.ª edição do Concurso Nacional de Inovação BES teve como orador convidado João Pavão Martins, fundador da SISCOG, a primeira empresa portuguesa exportadora de software [ver entrevista nas páginas seguintes]. Na ocasião, o CEO da SISCOG lembrou as dificuldades de afirmação da empresa de Inteligência Artificial (IA), que tem hoje as suas aplicações de gestão de recursos em empresas como o Metro de Londres e em várias redes de comboios da Europa do Norte. APOIO À INOVAÇÃO E EMPREENDEDORISMO O Concurso Nacional de Inovação BES destaca- -se entre as iniciativas da instituição financeira no apoio à inovação empresarial e ao empreendedorismo. A iniciativa, que marca o panorama da inovação em Portugal há oito anos consecutivos, tem como principais objectivos premiar a excelência na investigação, contribuir para uma economia mais competitiva e promover uma cultura empresarial orientada para a inovação. Dirigido a pequenas e micro empresas, investigadores e inventores independentes, o concurso tem como principais factores de diferenciação, face a outras iniciativas em Portugal, a existência de categorias sectoriais, implicando uma aplicação concreta a um sector empresarial, bem como um alargado leque de parcerias e a elevada representatividade do meio científico português. As candidaturas são sujeitas a um processo de avaliação e selecção envolvendo critérios como a excelência científica e o carácter inovador do projecto (35%), o impacto potencial dos resultados na competitividade empresarial (45%) e a credibilidade da empresa, instituição de I&D, ou inventor (20%). Numa primeira fase, a avaliação dos projectos concorrentes é feita por peritos nomeados pelas universidades, seguindo-se, numa segunda fase, a apreciação do comité de selecção, e, por fim, a reunião de Júri, que este ano contou, pela primeira vez, com a presença dos promotores dos projectos, que tiveram assim oportunidade de defender os seus trabalhos e esclarecer dúvidas aos jurados. Estes projectos revelam o dinamismo da inovação em Portugal, para uma economia mais forte e mais competitiva. Este prémio representa o compromisso do BES em promover o desenvolvimento de novas empresas, produtos e serviços, e fazer a ponte com o meio académico. ANTÓNIO SOUTO, membro da Comissão Executiva do BES 5 JAN 13

6 VENCEDORES DA 8.ª EDIÇÃO DO CONCURSO NACIONAL DE INOVAÇÃO BES João Barros, da Streambolico, proponente do projecto eleito grande vencedor, na área de Tecnologias de Informação e Serviços. Quatro projectos com ambições além-fronteiras A 8.ª EDIÇÃO DO CONCURSO NACIONAL DE INOVAÇÃO BES FICOU MARCADA POR UM GRANDE PRÉMIO NO SECTOR DAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E SERVIÇOS E TRÊS OUTROS PROJECTOS NOS RESTANTES SECTORES A CONCURSO. TODOS COM POTENCIAL EXPORTADOR. 6 JAN 13 O vencedor dos vencedores da 8.ª edição do Concurso Nacional de Inovação BES envolve um novo método de transmissão de sinais de vídeo de alta qualidade, sem fios e em tempo real. Em causa está uma solução que permite aumentar em dez vezes o número de utilizadores que conseguem aceder a um fluxo contínuo de vídeo ou dados em tempo real, a partir do mesmo ponto de acesso Wi-Fi, oferecendo ainda melhor qualidade de imagem a cada utilizador. É a primeira vez que somos premiados pelo nosso trabalho na área da inovação e do empreendedorismo. O prestígio e a visibilidade do prémio BES Inovação podem ter um papel muito importante no sentido de convencer investidores e cativar clientes, afirma João Barros, fundador da Streambolico, empresa criada para colocar no mercado o trabalho desenvolvido por um grupo de investigação no Instituto de Telecomunicações e na Universidade do Porto. A solução promete revolucionar a área das comunicações móveis que cresce a um ritmo avassalador à medida que cada vez mais utilizadores acedem a vídeos e outros conteúdos multimédia em tempo real a partir de plataformas móveis, como o portátil, o smartphone ou o ipad. Entre os potenciais clientes contam-se os operadores de telecomunicações e os fornecedores de conteúdos. No sector de Clean Tech & Processos Industriais, destacou-se o inovador NanoPurifying System (NPS), criado pela OCRAMclima, que consiste num poderoso sistema de purificação de ar desenvolvido para a indústria de Unidades de Tratamento de Ar (UTA) e para uso comercial. O OCRAMclima NPS que nasceu de um protocolo entre a empresa Vieira Lopes e a Universidade do Minho, onde a empresa tem sediado o seu laboratório de investigação tem como principal ponto de inovação a real capacidade de tratar e descontaminar ar à escala industrial. A solução combina radiação ultravioleta e a ionização catalítica do ar e permite, segundo testes independentes, uma neutralização de até 99,9% da replicação de vírus, bactérias e fungos presentes no ar. Para Marco Lopes, CEO e fundador da empresa Vieira Lopes, vencer a mais importante iniciativa nacional do meio empresarial foi uma honra e comprova que faz todo o sentido o trabalho desenvolvido com entidades externas ao projecto, especializadas nos diversos domínios do estado da arte. Depois de marcar presença nos quatro mercados em que a empresa actua Portugal, Espanha, França e Marrocos, o objectivo passa por alargar a oferta do OCRAMclima NPS ao mercado global. O PNA-FISH, uma inovadora técnica de diagnóstico rápido de microrganismos (agentes patogénicos) com base na utilização de ácidos nucleicos, foi o projecto que se destacou no sector de Recursos Naturais & Alimentação. A grande diferenciação desta técnica, que resultou de onze anos de investigação, reside na sua fiabilidade e rapidez de diagnóstico cerca de três horas face à morosidade dos métodos actuais. O projecto foi desenvolvido no seio da Biomode, uma empresa que tem como objectivo a comercialização de métodos de diagnóstico moleculares baseados naquela tecnologia, com aplicabilidade ao nível agro-alimentar e clínico. Vencer este concurso permitiu a comprovação do potencial que esta start-up possui em termos de inovação, e o prémio contribuirá para uma maior celeridade no processo de certificação do primeiro produto e sua posterior entrada no mercado, explica Nuno Filipe Azevedo, investigador e fundador da Biomode. Numa primeira fase, a Biomode dará entrada no mercado da segurança alimentar, por ser o que tem menores barreiras regulamentares e o que apresenta um time-to-market mais curto, ficando a área clínica para um segundo estágio. Os primeiros produtos chegam ao mercado em meados de Já o Porto Knee Testing Device (PKTD ) foi eleito vencedor no sector de Tecnologias da Saúde e Biotecnologia. Trata-se de um novo dispositivo

7 A equipa da Vieira Lopes desenvolveu o NanoPurifying System, o projecto vencedor na área de Clean Tech & Processos Industriais. Já a equipa da Biomode desenvolveu o PNA-FISH, uma inovadora técnica de diagnóstico rápido de microrganismos, reconhecida como melhor inovação em Recursos Naturais & Alimentação. ROAD SHOWS DE INOVAÇÃO O BES promove anualmente Road Shows de Inovação num conjunto de cidades fora dos grandes centros urbanos. O formato materializa-se numa mesa-redonda, na qual marcam presença Ricardo Salgado, presidente da Comissão Executiva do BES, Duarte Mineiro, director da Espírito Santo Ventures, e representantes do meio universitário e do meio empresarial da região onde se realiza o roadshow. Os eventos promovem a divulgação de casos de inovação e de casos de investimento em inovação por parte de universidades e parques de incubadoras, bem como casos de internacionalização e exportação. A moderação da mesa-redonda fica a cargo de António Costa, director do Diário Económico. Fotos: Bruno Barbosa 265 MIL EUROS EM PRÉMIOS A estrutura de prémios reflecte a visão aprofundada da inovação que o Concurso Nacional de Inovação BES pretende transmitir, ao envolver 25 mil euros em dinheiro, financiamento do registo de patente no valor de 10 mil euros e business case no valor de 25 mil euros, a que acresce um prémio pecuniário complementar de 25 mil euros para o grande vencedor absoluto. No total, a oitava edição do concurso envolveu 265 mil euros em prémios. Grupo de investigação (da esq. para a dta.) Miguel Oliveira, Rui Reis, João Espregueira-Mendes e Hélder Pereira integram a equipa de investigação responsável pelo Porto Knee Testing Device, um dispositivo inovador para avaliar lesões nos ligamentos do joelho e que acabou por ser premiado na área de Tecnologias da Saúde e Biotecnologia. médico para avaliar as lesões dos ligamentos do joelho com ressonância magnética e TAC dinâmicos, que promete revolucionar a avaliação do joelho dos desportistas. O dispositivo, desenvolvido na Clínica Espregueira- -Mendes Estádio do Dragão, no Porto, em colaboração com o Grupo de Investigação 3B s liderado por Rui Reis, é também capaz de identificar factores de risco de lesão nos jovens e avaliar a qualidade da cirurgia realizada. O projecto que conta com a coordenação de João Espregueira-Mendes, investigação clínica da Clínica Espregueira-Mendes liderada por Hélder Pereira e a investigação básica por Miguel Oliveira endereça assim um problema que atinge com frequência os desportistas de elite, assim como o cidadão comum, que vê limitadas as suas actividades do quotidiano e o desempenho desportivo. Este reconhecimento permite motivar o nosso grupo de trabalho que, tendo já um importante reconhecimento fora do país, consegue assim um dos mais prestigiantes prémios portugueses atribuídos à saúde, comenta, por seu lado, João Espregueira-Mendes. DR 7 JAN 13

8 ENTREVISTA JOÃO PAVÃO MARTINS Fundador da SISCOG Ana Brígida A SISCOG tem mantido uma postura ética perante os clientes FOI A PRIMEIRA EMPRESA NACIONAL A EXPORTAR SOFTWARE. O SUCESSO E OS DESAFIOS DA SISCOG, EXPLICADOS POR UM DOS SEUS FUNDADORES. 8 JAN 13 Estava com o seu sócio a fazer o doutoramento nos Estados Unidos quando decidiram voltar a Portugal e criar uma empresa de Inteligência Artificial. Passaram 26 anos. Se fosse hoje faria o mesmo? Sem dúvida. A criação e o desenvolvimento sustentado da SISCOG tem sido um dos desafios mais apaixonantes da minha vida profissional. Partindo do zero, sem capital, sem mercado e sem pessoas qualificadas, ao longo destes anos, juntamente com o meu sócio Ernesto Morgado, conseguimos construir uma equipa coesa e de alta qualidade técnica e humana, descobrir e desenvolver um nicho de mercado em que actuamos, e gerar a riqueza necessária para montar e manter uma empresa de que o país se pode orgulhar. Apesar do trabalho e de todos os sacrifícios pessoais, os resultados a nível pessoal e profissional e a contribuição para melhorar a economia nacional relevam para segundo lugar todos os sacrifícios feitos. Afirmou que uma das dificuldades do arranque da empresa no mercado externo teve que ver com o facto de Portugal não ter uma imagem associada a tecnologia inovadora. Sente que essa imagem mudou nestas duas décadas e meia? A imagem tecnológica do nosso país tem vindo a melhorar lentamente. Existem várias empresas com provas tecnológicas amplamente dadas, que representam, em certas áreas, importantes casos de estudo a nível internacional. Este aumento da visibilidade nacional a nível tecnológico tem sido uma cruzada travada pelas empresas portuguesas que se querem implantar a nível internacional. Infelizmente, a nível governamental não existe uma aposta consistente e continuada da divulgação internacional do que se faz bem em Portugal. A AICEP tem tido algumas iniciativas, mas estas têm sido pontuais, alterando-se com as mudanças de governos. A essa dificuldade juntou-se o descrédito das empresas portuguesas no produto nacional. Os portugueses continuam a ter essa postura ou existe uma mudança nas novas gerações? Da minha experiência, não se verifica uma mudança de postura nas empresas portuguesas. Nos últimos anos, a SISCOG tem-se deparado com várias situações de empresas portuguesas, algumas públicas, preferirem contratar soluções estrangeiras, mais caras e com menos potência que as oferecidas pela SISCOG. A certa altura perceberam que o foco tinha de estar na oferta e não na tecnologia. A inovação orientada para o mercado foi determinante para o sucesso da empresa? A mudança de foco da tecnologia para a oferta ajudou de certo modo a gerar encomendas dos nossos sistemas, mas foi fundamentalmente uma mudança gradual, à medida que nos apercebíamos que o interesse fundamental do cliente era a solução e não como esta estava construída. Que outros factores determinam a permanência da SISCOG no mercado durante 26 anos com sucesso crescente? A SISCOG tem sempre mantido uma postura ética perante os seus clientes, nunca prometendo mais do que o que pode fazer e cumprindo sempre com os seus compromissos. Esta atitude deu origem a um conjunto de clientes fiéis que sabem que podem contar com a SISCOG para apoiar a sua operação. Por outro lado, a SISCOG acompanha de perto os desenvolvimentos científicos e tecnológicos nas suas áreas de actuação, fazendo evoluir de modo constante os seus produtos, inovando sempre, de modo que estes correspondam ao estado da arte. Recordou também que não foi fácil obter financiamento para fazer face à necessidade de reestruturação e crescimento da empresa. Com que argumentos obtiveram finalmente o financiamento necessário? O período de maiores dificuldades na obtenção de financiamento bancário coincidiu com o chamado rebentamento da bolha informática nos primeiros anos do nosso século. Nesse período, a SISCOG sofreu um grande crescimento originado por três grandes novos projectos internacionais, e precisava de dinheiro para fazer face ao novo trabalho que estava contratado, o qual só seria pago pelos clientes após as entregas dos trabalhos, que só aconteceria longos meses mais tarde. A SISCOG deparou-se com uma banca que não conseguia distinguir entre as empresas associadas à bolha informática e as empresas com produtos e contratos que tinham um fu- FACTS & FIGURES Sector: Inteligência Artificial e software de gestão de recursos Data de fundação: 1986 Facturação: 7 milhões de euros Exportações: 90% da facturação Principais clientes: Metro de Londres, redes de comboios da Europa do Norte, RISA, Metropolitano de Lisboa Distinções: > Membro da Rede PME Inovação da Cotec > Empresa PME Excelência 2010 > V Prémio INSEAD de Entrepreneurship (Menção Honrosa 2011/2012) > Uma das Melhores Empresas para Trabalhar 2012 (Revista Exame) turo promissor. Durante meses, sondou todos os bancos nacionais tendo visto os seus pedidos de empréstimos consistentemente recusados. Utilizando a sua postura ética, a SISCOG abordou o BES, mostrando-lhe abertamente os seus problemas graves a curto prazo, mas indicando as boas perspectivas da empresa a médio e longo prazos. Com esta abordagem conseguiu convencer o BES a fazer um empréstimo de um milhão de euros no prazo de um ano, o qual foi totalmente pago dentro do tempo acordado. Como encara a crise que a Europa atravessa e de que forma se reflecte na empresa? Encaro a crise europeia com grande preocupação. Estamos numa situação complicada em que é necessário repensar toda a organização da Comunidade Europeia e infelizmente não me parece que existam actualmente líderes na Europa com a capacidade para levar a bom porto as alterações profundas que é necessário introduzir. A SISCOG tem sido pouco afectada pela crise, fundamentalmente por fornecer sistemas informáticos que auxiliam a gerir os recursos de uma forma optimizada. A empresa tem sentido alguma contenção por parte de alguns dos seus clientes,

9 João Pavão Martins, fundador da SISCOG que devido à crise não têm os orçamentos desejados para encomendarem trabalhos adicionais para os sistemas em operação. Por outro lado, sob o ponto de vista positivo, a crise tem levado várias empresas a procurarem sistemas de gestão de recursos na linha dos trabalhos desenvolvidos pela SISCOG, estando vários novos trabalhos em gestação. Em termos de custos de contexto, o que poderia ser alterado no sentido de eliminar entraves às empresas, nomeadamente às PME? O essencial é que as PME queiram realmente ter sucesso. Na maioria dos casos isto exige uma mudança de mentalidade dos gestores. O sucesso não se obtém de um modo fácil nem do dia para a noite. É preciso estabelecer objectivos a médio e longo prazos, e prosseguir esses objectivos com determinação, mesmo quando tudo parece estar a correr mal. As PME têm de singrar por si próprias, sem estarem à espera de subsídios governamentais. Usando uma frase célebre de John F. Kennedy, é preciso que as empresas pensem naquilo que podem fazer pelo nosso país em O aumento da visibilidade nacional a nível tecnológico tem sido uma cruzada travada pelas empresas portuguesas que se querem implantar a nível internacional. lugar de pensar naquilo que o governo pode fazer por elas. Por outro lado, existem muitos aspectos no nosso país que verdadeiramente precisam de ser mudados para criar um ambiente propício ao desenvolvimento da economia: a justiça, em que os portugueses já não acreditam; apoios governamentais dirigidos a quem merece e não prestados indiscriminadamente a quase todos; melhoramento do funcionamento dos organismos de financiamento público. A nossa experiência com o programa QREN tem sido inacreditavelmente má e inaceitável para um organismo que recebe fundos comunitários para ajudar a desenvolver a economia. Que desafios enfrenta actualmente a SISCOG e qual a estratégia adoptada para os enfrentar? A SISCOG está numa fase de forte internacionalização. Embora mais de 90% da sua facturação resulte de exportações, os clientes da SISCOG são todos europeus e a empresa funciona apenas com escritórios em Portugal. A SISCOG está a tomar medidas para se expandir para fora do continente europeu, nomeadamente para os continentes asiático e americano. O esforço para esta expansão, bem como todos os estudos associados ao modo como esta expansão será feita, são um dos principais desafios. O desenvolvimento de novos produtos e a melhoria dos produtos existentes são um outro desafio que a empresa enfrenta há vários anos, tentando sempre superar os produtos da meia-dúzia de empresas a nível mundial com as quais concorre. Está também no nosso horizonte o alargamento da aplicabilidade dos nossos produtos a outros domínios de aplicação, nomeadamente outros meios de transporte e a gestão de escalas de trabalhadores de empresas que trabalhem por turnos. 9 JAN 13

10 BES CROWDFUNDING Hospital Dona Estefânia com projecto 100% financiado pelo BES Crowdfunding IMAGINE UMA FORMA DE FINANCIAMENTO COLECTIVO DE PROJECTOS QUE RETIRA PARTIDO DAS REDES SOCIAIS E DA WEB. CHAMA-SE CROWDFUNDING, O BES FOI A PRIMEIRA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA A ADERIR E TEM JÁ DOIS PROJECTOS TOTALMENTE FINANCIADOS. 10 JAN 13 A situação económica difícil que parte do mundo atravessa tem feito despertar novas formas de participação e de contribuição social. Entre elas está o Crowdfunding, uma forma simples e recente de angariação de financiamento para um projecto através de uma comunidade que partilha os mesmos interesses. O BES foi a primeira instituição bancária a associar-se ao movimento de financiamento colectivo através da Internet. O objectivo do BES Crowdfunding passa por promover o envolvimento e a contribuição dos portugueses com pequenos donativos em projectos de solidariedade, com o BES a assegurar 10% do financiamento total. O Hospital Dona Estefânia é a primeira instituição a ter um projecto totalmente financiado através da plataforma BES Crowdfunding. Quase 200 pessoas responderam ao apelo e contribuíram com 1661 euros, em apenas 34 dias, para a aquisição de uma bomba infusora para apoio domiciliário e nutrição de crianças que, por motivos de doença, não conseguem alimentar-se de forma autónoma. O BES assegurou os primeiros 10% do financiamento necessário. Segundo os responsáveis pelo projecto na área pediátrica do Hospital Dona Estefânia, a dificuldade em conseguir este aparelho, que funciona como a colher, origina o prolongamento do internamento das crianças, acarretando graves danos clínicos e sociais, nomeadamente o risco infeccioso. A aquisição de mais uma bomba vai permitir uma melhor gestão nas enfermarias deste equipamento e aumentar o número de crianças a quem prestamos apoio domiciliário. Actualmente, existem oito crianças em tratamento, número que pode ser aumentado com a aquisição de mais esta bomba, explica com Rute Neves, da equipa responsável pelo projecto, que garantiu financiamento total 26 dias antes de terminar o prazo para contribuição. OUTROS PROJECTOS EM FINANCIAMENTO A abordagem do BES a este novo fenómeno materializa-se através do financiamento de projectos na área da responsabilidade social. Um exemplo de projecto já financiado nesta área foi a estadia da Família Silva e da Família Oliveira na Casa da Acreditar de Coimbra durante um mês. As Casas da Acreditar visam o acolhimento gratuito de famílias de crianças em tratamento oncológico ambulatório, residentes fora da região do hospital onde são seguidas. O objectivo deste projecto foi financiar um mês de alojamento para duas famílias na casa, o que representou um valor total de 1534 euros. Entre os projectos em fase de apoio, conta-se o financiamento do acompanhamento de três famílias durante um ano pelo Projecto Arco- -íris. Este projecto é responsável pelo acompanhamento voluntário no âmbito dos cuidados paliativos pediátricos em contexto domiciliário, durante todo o processo da doença. O montante a angariar é de 2415 euros, e inclui SOBRE O CROWDFUNDING O Crowdfunding explora as capacidades das redes sociais e outras características da Web 2.0, especialmente o marketing viral e o marketing em rede, que se traduzem na mobilização de um elevado número de utilizadores em comunidades específicas, num curto período de tempo. Nos Estados Unidos, e em alguns países da Europa, o Crowdfunding é um sucesso no financiamento de start-ups, ONG e projectos criativos. Em Portugal, o Crowdfunding é uma realidade recente, existindo apenas três plataformas que abrangem pequenos projectos criativos e empresariais: PPL, Massivemov e Redebiz. Emely/cultura/Corbis/VMI

11 o acompanhamento total destas famílias com a presença dos voluntários nas respectivas residências. Outro dos projectos em fase de financiamento através do BES Crowdfunding envolve a manutenção e decoração do lar de acolhimento da Associação Novo Futuro, em Gaia, cujo mobiliário e electrodomésticos se foram deteriorando com o passar dos anos. Os equipamentos em causa são essenciais para educar, capacitar e autonomizar as 14 crianças e jovens à guarda da instituição. O projecto procura o financiamento de 2500 euros para a compra dos vários artigos necessários. A aquisição de equipamento para apoio a deficientes de famílias carenciadas em Portimão é outros dos projectos em fase de financiamento nesta plataforma. Em causa está o projecto da Cooperativa de Reeducação e Apoio à Criança Excepcional de Portimão (CRACEP), que tem como objectivo a reeducação, o apoio e a integração do cidadão portador de deficiência na sociedade, estimulando a sua autonomia e qualidade de vida. Neste âmbito, o projecto pretende angariar 2640 euros para adquirir um elevador de transferência, uma cama articulada, um colchão anti-escaras e duas cadeiras de rodas. Por fim, destaca-se o projecto Ganhar Asas, que visa o financiamento de cinco mensalidades num colégio de ensino especial para o jovem Dimas, uma das crianças acolhida no lar da Associação Novo Futuro no Estoril. Actualmente com 11 anos, a criança começou por ser acompanhada no Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil devido ao deficit cognitivo, mas os progressos alcançados permitiram a integração no Colégio Quinta Essência, no ano lectivo de 2010/2011. O valor a angariar neste projecto é de 2500 euros. COMO AJUDAR OU PEDIR AJUDA? O BES Crowdfunding está alojado na plataforma de financiamento colectivo de referência em Portugal, a PPL Crowdfunding Portugal, disponível no endereço A iniciativa permite apoiar um dos projectos disponíveis na plataforma, ou angariar fundos para o seu próprio projecto. O funcionamento é simples. O promotor estabelece o montante mínimo e prazo de angariação (máximo de 2500 euros para o prazo de 60 dias e de 5000 euros para o prazo de 90 dias) e se a meta proposta for atingida no prazo estabelecido, é transferido o capital concedido pelos apoiantes para concretizar a ideia. Caso o montante mínimo não seja angariado, os fundos serão devolvidos na totalidade aos apoiantes. 11 JAN 13

12 CASE-STUDY Segurança informática ao mais alto nível JOGAR EM ANTECIPAÇÃO É O PAPEL DO KEEP-IT-SECURE-24 QUANDO TOCA A SEGURANÇA INFORMÁTICA DE SITES E APLICAÇÕES ON-LINE. OS TESTES SÃO REALIZADOS EM CONTÍNUO, PERMITINDO IDENTIFICAR E CORRIGIR VULNERABILIDADES DE IMEDIATO. 12 JAN 13 A segurança informática é uma questão premente para empresas que têm sites ou aplicações on-line. Estima-se que o cibercrime custe a empresas e a utilizadores mais de 200 mil milhões de euros por ano. Apesar da prática de testes de segurança ter já alguns anos, o processo tradicional apresenta um conjunto de limitações que o Keep-it-Secure-24 propõe endereçar. O Keep-it-Secure-24 providencia um serviço continuado de testes de segurança da informação a sites e aplicações on-line, realizado por profissionais experientes e certificados, que actuam como se fossem potenciais atacantes, com o objectivo de identificar falhas e vulnerabilidades. O serviço lançado pela Integrity resulta de dez anos de experiência da equipa promotora na realização de Testes de Segurança da Informação e de 18 meses de desenvolvimento com pessoas dedicadas só à componente de I&D. Ao jogar em antecipação, este serviço permite detectar e resolver potenciais problemas e vulnerabilidades de segurança antes de causarem danos no negócio dos clientes. Com o custo de um tradicional teste anual, o Keep-it-Secure-24 assegura às empresas testes continuados durante todo o ano, numa abordagem mais condizente com o actual dinamismo das tecnologias da informação. Sendo um serviço continuado e persistente, garante ainda aos clientes que as vulnerabilidades reportadas são realmente corrigidas de forma adequada, além de permitir identificar mais vulnerabilidades do que o processo tradicional. O serviço desenvolvido pela Integrity tem ainda a vantagem de disponibilizar o acesso a uma plataforma de gestão on-line, onde os clientes recebem todas as informações respectivas às suas vulnerabilidades, podem geri-las, extrair relatórios e visualizar métricas respectivas ao grau de exposição da sua organização ao risco de intrusão, explica Rui Shantilal, managing partner e co-fundador da empresa. PÚBLICO-ALVO BASTANTE ALARGADO Com a crescente utilização das tecnologias da informação, cresce também o público-alvo deste serviço. Hoje, qualquer cidadão pode gerir as suas contas pela Internet, contratar seguros, marcar uma consulta num hospital, emitir facturas, Os desafios que a Integrity enfrenta são os mesmos com que se deparam todas as empresas portuguesas neste momento. A estratégia passa por inovar e exportar serviço e talento para outras economias. fazer pagamentos, entregar o IRS, ler as notícias, comprar bilhetes para espectáculos ou até pedir uma pizza. Todos os prestadores destes serviços são potenciais clientes do Keep-it-Secure-24. Qualquer empresa que disponha de sites, plataformas ou aplicações on-line, e que tire partido da Internet para comunicar com os seus parceiros ou clientes, corre o risco de ser alvo de ataques que podem visar a confidencialidade, integridade ou até a disponibilidade dos seus serviços e informação, explica o responsável. A estratégia de comercialização do serviço envolveu o seu lançamento e apresentação a alguns clientes-chave em Portugal, referências que deverão ajudar a empresa a afirmar-se fora de portas. No exterior, além de alguns contactos directos com potenciais clientes, a Integrity está a seleccionar parceiros e a preparar a participação em algumas conferências específicas onde dará a conhecer o serviço de forma assertiva. Numa primeira fase, o objectivo passa por conquistar os mercados europeu e brasileiro. Temos tido uma excelente receptividade, atendendo ao factor de inovação e mais-valia que traduz para os clientes, em comparação com o processo de abordagem tradicional, revela o co-fundador da empresa, lembrando a carteira de clientes em áreas como a banca, seguros, utilities, sector público, comércio electrónico e indústria do jogos on-line. Entre os grandes factores de competitividade e diferenciação face a outras empresas do sector, Rui Shantilal destaca uma prática totalmente isenta e independente de fabricantes, que por isso dispõe de um posicionamento inteiramente focado no incremento da eficiência, eficácia e gestão dos riscos dos seus clientes de forma independente dos diferentes flavours tecnológicos. O facto de a empresa ser constituída por um conjunto de profissionais experientes e seniores nas suas áreas de actuação, que conjugam uma elevada experiência nos seus sectores de actividade, com certificações internacionais relevantes em cada uma das áreas de actuação, representa outro dos factores a ter em conta. A Integrity está certificada pela Norma Internacional ISO 27001, que corresponde à certificação do Sistema de Gestão de Segurança da

13 Quem é quem na Integrity (da esquerda para a direita e de trás para a frente) Nuno Oliveira (Expert Consultant Partner e co-fundador da empresa), Marco Vaz (Expert Consultant Partner), Bruno Morisson (Expert Consultant Partner) e Rui Shantilal (Managing Partner e co-fundador) Informação, tendo como objectivo reduzir o risco e aumentar a protecção da informação dos clientes. Egídio Santos SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO COM POTENCIAL DE CRESCIMENTO Atendendo ao factor inovação e à estratégia de internacionalização, a área da Segurança da Informação, nomeadamente com o serviço Keep- -it-secure-24, é a que apresenta maior potencial de crescimento, devendo em breve representar mais de 50% da facturação da Integrity. Outra área a crescer no seio da empresa diz respeito à prática de Consultoria em Gestão de Telecomunicações, com a qual a Integrity ajuda os clientes a optimizarem os contratos numa perspectiva de eficiência e eficácia. Nesta área, a Integrity detém valências específicas que podem ajudar os seus clientes a definirem os seus requisitos de telecomunicações de forma assertiva e a renegociar ou a conduzir processos de selecção de fornecedores que ofereçam a solução mais adequada do ponto de vista de eficácia e eficiência, explica o responsável. Os desafios que esta empresa especialista em Segurança da Informação, Telecom Management e IT Governance enfrenta são os mesmos com que se deparam todas as empresas portuguesas neste momento. A estratégia passa por inovar e exportar serviço e talento para outras economias. Para implementarmos esta estratégia temos de estabelecer presenças noutras geografias, através de parcerias ou com presença directa, bem como continuar a investir nas pessoas e na inovação, revela o responsável. Ambição? Que em 2020 a Integrity seja um centro de segurança de referência. Pelo menos a nível europeu. 13 JAN 13

14 CASE-STUDY A união faz a força no mercado UM GRUPO DE PRODUTORES AGRÍCOLAS DA REGIÃO OESTE JUNTOU-SE PARA ENFRENTAR MERCADOS MAIS COMPETITIVOS E MAIS EVOLUÍDOS TECNOLOGICAMENTE. EM CONJUNTO, E APOSTANDO FORTE NA INOVAÇÃO, A CAMPOTEC FACTURA 18 MILHÕES DE EUROS. UM QUARTO ADVÉM DA EXPORTAÇÃO. 14 JAN 13 Poucos anos após a entrada de Portugal na Comunidade Europeia, um grupo de produtores agrícolas da região Oeste decide enfrentar em conjunto a abertura do país a mercados mais competitivos e mais evoluídos tecnologicamente. Produtores de pêra, maçã, batata e legumes, produtos que correspondem ao saber-fazer dos seus antepassados e que ao longo de décadas mais se destacaram face às especificidades do solo e do clima da região. Quem nunca ouviu falar da Maçã de Alcobaça ou da Pêra-rocha do Oeste? Os produtores acreditaram que, concentrando quantidades de produtos hortofrutícolas (a oferta), produzindo e reunindo conhecimento tecnológico e aplicando-o nas explorações agrícolas associadas, organizando produções e desenvolvendo novos produtos e novos conceitos, conseguiriam conquistar os mercados de exportação e da distribuição moderna. E assim foi. Dezoito anos depois, esta organização de produtores hortofrutícolas, que assumiu o nome de Campotec, regista vendas na ordem dos 18 milhões de euros, 30% das quais advindas de mercados externos como França, Brasil, Espanha, Inglaterra, Holanda, Luxemburgo e Angola. Segundo Jorge Soares, administrador com a área da Inovação e Internacionalização, a grande distribuição absorve 60% do produto produzido pela Campotec, a exportação 25%, e a restauração e o retalho próprio 11% e 4%, respectivamente. Por produto, a maçã e a pêra em conjunto têm um peso equivalente a um terço da facturação total, correspondendo outro terço à indústria de 4.ª gama e o último terço à batata. Quanto à presença nos mercados externos, a pêra é responsável, por si só, por mais de 50% do volume de exportações, a batata por cerca de 25%, a maçã por 10 % e a 4.ª gama por apenas 2%. A Maçã de Alcobaça e a Pêra-rocha do Oeste são, de longe, os produtos que mais podem contribuir para o crescimento da empresa, por reunirem o maior potencial de exportação, tendo em conta o actual congestionamento e retracção do mercado nacional. A margem de crescimento no mercado nacional é residual nos produtos standard, podendo apresentar expectativas mais promissoras em situações de novos produtos e de novos conceitos de apresentação e funcionalidade. Nessa linha de orientação desenvolvemos constantemente iniciativas de procura de respostas, explica o responsável. Além de enfrentar a retracção do mercado interno, e o consequente imperativo de consolidar os mercados actuais e explorar melhor os mercados da saudade, a Campotec enfrenta ainda desafios como o reforço da organização interna, da profissionalização dos quadros e da capacidade de gestão nas diferentes áreas de negócio. A estes acresce o reforço da capacidade de produção dos produtores associados, da capacidade de serviço e do nível de confiança dos clientes. A estratégia para enfrentar os desafios dos próximos anos está inscrita no Plano Estratégico e Plano de Negócio , elaborado pela administração em O plano prevê a reorganização interna, a formação de um grupo de empresas com objectos distintos e profissionalizadas, e a verticalização integral da actividade com auto-abastecimento total. Para os próximos dois anos estão previstos investimentos na ordem dos sete milhões de euros. Dois milhões serão canalizados para as explorações frutícolas e hortícolas dos accionistas, 1,2 milhões para as estruturas e equipamentos de conservação de frutas, 800 mil euros serão aplicados numa unidade de produção de alta tecnologia, 400 mil euros em equipamento de processamento de legumes e fruta de 4.ª e 5.ª gama, e 500 mil euros em Inovação & Desenvolvimento (I&D). O plano de investimentos contempla ainda dois milhões de euros para a internacionalização, nomeadamente para o reforço da capacidade de produção no Brasil. INOVAÇÃO TRANSVERSAL A génese da Campotec, os objectivos dos seus membros e a forma de ser e estar dos quadros e produtores com os produtos e com o mercado, representam já uma forma de inovação. Mas a Campotec vai mais longe. Anualmente, a empresa investe cerca de 250 mil euros em I&D e em experimentação, envolvendo programas na área da fruticultura e da horticultura, e ainda a conservação, processamento e embalamento de produtos. Do programa de investigação com quatro projectos de I&D em produtos minimamente processados, que se desenrolou ao longo 16 anos, resultou uma indústria de 4.ª gama, a primeira em território nacional de origem portuguesa, que é hoje responsável por 35% da facturação da empresa, 60 postos de trabalho directos e cerca de 120 indirectos. A unidade processa anualmente dez toneladas de produtos, maioritariamente hortícolas, que mar-

15 Fotos: Neves António cam presença nas prateleiras da maior parte das empresas de distribuição nacionais. Entre os exemplos de sucesso deste investimento contam-- -se as gamas de sopas, de saladas, maçãs, pêras e tomate fatiados, pedaços de fruta e legumes vários, entre outros produtos prontos a consumir. A Campotec tem ainda em curso um programa de investigação e experimentação na área da produção de maçã e pêra, com os objectivos de maximizar a produtividade e a qualidade, e minimizar os meios e os recursos, através da optimização da eficiência fotossintética das culturas. Os resultados estão à vista: a produtividade média de maçã e pêra dos produtores associados é mais do dobro da produtividade média nacional. Um outro programa de experimentação e divulgação na área da produção hortícola permitiu, em menos de uma década, direccionar a produção tradicional dos membros da Campotec para uma produção específica, programada e regular, adaptada Devido a um programa de incentivo à produção, a produtividade média de maçã e pêra dos produtores associados da Campotec é mais do dobro da produtividade média nacional. Jorge Soares, administrador com a área da Inovação e Internacionalização da Campotec à indústria de 4ª gama, que se traduz num escoamento e resultado mais estáveis ao longo do ano. Um grande desafio da Campotec envolve a conservação da produção, e o programa de investigação em tecnologias de conservação de alimentos por métodos físicos permitiu à empresa prolongar a vida útil dos alimentos mantendo a sua qualidade. Hoje, a Campotec consegue produzir, conservar e preparar maçã, pêra, batata e produtos hortícolas quase 12 meses por ano, em condições de excelência e máxima satisfação alimentar. Além-fronteiras, este agrupamento de produtores tem em curso, desde 2008, um programa de investigação e experimentação frutícola no Estado de Santa Catarina, no Brasil, na área da produção de pêra e de ameixa. Objectivo? Ser o maior produtor brasileiro destes produtos em JAN 13

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