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1 diferentes abordagens SoBRe ética ambiental Different approaches to environmental ethics Claudia Almeida de Oliveira 1, Marisa Palácios 2 resumo Os problemas globais socioeconômicos e ecológicos reforçam a necessidade de uma reflexão sobre os fundamentos éticos-morais norteadores da relação humana com os elementos não humanos. O objetivo deste trabalho é apresentar, a partir de seus principais autores, as principais correntes da relação ética do homem com a natureza. como tema para uma reflexão sobre de que ponto de vista o Estado deve partir na tomada de decisões em relação à saúde ambiental. A visão antropocêntrica coloca o homem como o centro do universo, onde a natureza constitui-se numa reserva de recursos naturais a serem explorados; a libertação animal tem o propósito de ampliar o valor moral a todos os seres sencientes, ou seja, suscetíveis a prazer e dor; o biocentrismo defende que o homem se insere na natureza como qualquer outro ser vivo, tendo, o mundo natural, valor em si mesmo. O trabalho aborda também duas vertentes distintas do antropocentrismo. A ética neoliberal preconiza a valorização da liberdade individual, que se realiza na propriedade privada dos bens de produção e consumo. O ecossocialismo, uma aliança entre o movimento ecológico e socialista, propõe que a ecologia abandone o naturalismo antihumanista e não descarte a crítica da economia política. Conclui-se que a relação homem-natureza deve abarcar princípios morais através de um novo paradigma produtivo, levando-se em consideração a relação entre degradação ambiental e injustiça social. palavras-chave Bioética, ética ambiental, biocentrismo, libertação animal, antropocentrismo abstract The global socio-economic and ecological problems reinforce the needs of ethic-moral reflections about human relationship with non human elements. This study aims to show, from its main authors, the main ethic man and nature relationship trends. Such investigation topic is used as an investigation reflection about which point of view the State should use to make decisions about environmental health. The anthropocentric view considers the man as the universe s center, being Nature a source of natural resources to be exploited by the man; the animal liberation aims to extend moral rights to all sentient beings, in other words, all those able to feel pleasure and pain. The biocentrism defends that man is a part of Nature as any other living being, and that the 1 Doutoranda em Saúde Coletiva pelo Instituto de Estudos em Saúde Coletiva. Universidade Federal do Rio de Janeiro. End: Estrada da Grota Funda 479 casa 20, Guaratiba, Rio de Janeiro, RJ CEP: Doutora em Engenharia de Produção. Professora Adjunta do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva. Universidade Federal do Rio de Janeiro. C a d. S a ú d e C o l e t., R i o d e J a n e i R o, 17 (3): ,

2 C l a u d i a a l m e i d a d e o l i v e i R a, m a R i S a p a l á C i o S natural world has its own value. The work also addresses two distinct aspects of anthropocentrism. The neoliberal ethics advocates the value of individual freedom, which is held in private property and production and consumption assets. The ecosocialism, an alliance between the ecological and socialist trends, proposes ecology to abandon anti-humanist naturalism and not to discard the political economy critics. It is concluded that man-nature relationship should consider moral principles in a new productive perspective, regarding the relationship between the environment destruction and the social injustice. KEy words Bioethic, environment ethic, biocentrism, animal liberation, anthropocentrism 1. apresentação Quando se trata de ética aplicada às questões ambientais logo se impõe uma reflexão acerca do objeto de preocupação ética. Devemos nos preocupar com o ambiente porque ele é fundamental para a vida humana e sua deterioração terá conseqüências negativas sobre nossa saúde? Ou será que a preocupação com o ambiente se deve em primeiro lugar à proteção do planeta em si por se tratar de um organismo vivo com valor moral em si? Ou será que na preocupação central, nosso compromisso ético deve ser com todos os seres sencientes? Que importância há nessa caracterização? Será que o lugar de onde se fala tem alguma importância? Se todas as correntes estão interessadas em preservar o ambiente, que importa que pessoas ou o tomador de decisão se filiem a essas correntes? Uma oficina de trabalho realizada em julho de 2006 sobre aspectos bioéticos da pesquisa e da Vigilância em Saúde Ambiental (VSA), no Rio de Janeiro apontou alguns questionamentos: Com quais fundamentos morais deve-se adotar medidas de intervenção? Em que medida pode-se aplicar o princípio da justiça respeitando a autonomia das pessoas? O presente artigo visa, então, apresentar as principais correntes da relação ética do homem com a natureza, a partir de seus principais autores. São instrumentos conceituais para uma reflexão sobre os possíveis fundamentos para a tomada de decisões em relação à saúde ambiental. Não se pretende adotar um modelo de corrente da ética ambiental como paradigma teórico para a abordagem dos dilemas éticos relacionados ao meio ambiente e sim, concordando com Bertomeu (1996), desenvolver argumentos que permitam que a bioética contribua para clarear o debate. 2. introdução Os problemas ambientais se tornaram um foco de grande preocupação principalmente nas últimas décadas. As transformações causadas pelo atual 494 C a d. S a ú d e C o l e t., R i o d e J a n e i R o, 17 (3): , 2009

3 d i f e R e n t e S a B o R d a g e n S S o B R e é t i C a a m B i e n t a l modelo de desenvolvimento econômico através de produção e consumo crescentes desencadearam grandes transformações nos nichos ecológicos, afetando os ciclos naturais. Essa intervenção humana nos sistemas ecológicos gera modificações ambientais, podendo acarretar conseqüências negativas. O tipo de industrialização adotado resulta em altos níveis de desperdício e poluição ao mesmo tempo em que esgota recursos não renováveis (Egri & Pinfield, 1998). Segundo Augusto et al. (2003), este modelo de desenvolvimento condiciona as relações sociais e econômicas e acentua os riscos para a saúde e o ambiente. Até meados do século XIX, pouco se cogitava sobre a questão da limitação dos recursos naturais, a possibilidade de seu esgotamento, e com isso, a extinção das espécies vivas sobre a Terra, incluindo a ser humano. Somente no final do século XX a consciência ecológica ganhou densidade, tendo, as reflexões relativas aos aspectos éticos na relação humana com a natureza, se desenvolvido muito nas últimas décadas (Rouanet, 2005; Bodolfi, 2001). A Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento CNU-MAD (Rio de Janeiro, 1992), estabeleceu um marco onde a interdependência entre o desenvolvimento socioeconômico e as transformações no meio ambiente, durante décadas ignoradas, entrou tanto no discurso como na agenda de grande parte dos governos do mundo (Jacobi, 1999). Bertomeu (1996) relata que, nessa conferência, temas relacionados à relação humana com o meio ambiente alcançaram um nível alto de discussão, alentando a discussão teórica. A erosão ambiental é conseqüência da aceleração dos processos entrópicos de produção da agricultura, da indústria e da urbanização, produzindo impactos na fauna, na flora, nos processos químicos e físicos da terra (Mooney, 2002). Este processo acentua a perda da biodiversidade e a transformação, irrecuperável, de biorregiões em áreas hostis a habitação humana (Egri & Pinfield, 1998). Essa relação do homem com o ambiente natural traz a tona a questão dos avanços científicos e tecnológicos, que vêm contribuindo para intensas modificações sociais e ambientais: de um lado eliminam ou reduzem a prevalência de determinados problemas ambientais e de saúde; por outro, contribuem para o surgimento e aumento de novos problemas de origem tecnológica, envolvendo agentes radioativos, químicos e biológicos, implicando em mudanças nos modos predominantes de adoecer e morrer (Freitas & Porto, 2004). Com a revolução científica que se produziu no século XVII com Galileu e Newton e a revolução industrial, a partir da segunda metade do século XVIII, o homem, individual e coletivamente, modificou sua relação com C a d. S a ú d e C o l e t., R i o d e J a n e i R o, 17 (3): ,

4 C l a u d i a a l m e i d a d e o l i v e i R a, m a R i S a p a l á C i o S o ambiente natural, tanto no nível físico como intelectual, reformulando as percepções que se tinha dos eventuais deveres em relação a este mundo natural (Bodolfi, 2001). Segundo Pelizzoli (2002), o mundo antigo e medieval tinha uma visão orgânica do mundo, como um Cosmos ordenado e determinado. Com a revolução científica, o paradigma cartesiano do conhecimento pensa o mundo como uma máquina: é na certeza, no rigor científico e na noção de progresso que vem com a revolução industrial que a razão, cooptada pelo crivo científico, põe-se como fundamento racionalista último, determinando o destino de todos os seres, incluindo o humano. É uma racionalidade instrumental tornando-se calculista, algo desumanizadora e determinada exclusivamente pelos processos técnicos e utilitaristas de um sistema que nos escapa (Pelizzoli, 2002, p. 17). Nesse sentido, Boff (1995) ressalta que a terra não pode ser rebaixada a um reservatório de matérias-primas. Segundo o autor, ela possui autonomia e identidade como um organismo extremamente complexo e dinâmico. No entanto, Kottow (1995) afirma que a natureza é moralmente neutra, daí o fracasso das tentativas de justificar racionalmente a atitude ética frente ao ambiente natural em termos não humanos. Para o autor, são mais convincentes as posições que buscam proteger a natureza de um ponto de vista humano mais amplo do que uma visão estritamente utilitarista, abarcando pelo menos três perspectivas importantes: o respeito à natureza como fonte de recursos potenciais; a preocupação com a natureza visando o direito das futuras gerações e o cuidado da natureza por respeito a sua beleza e harmonia, considerando estes valores como bens da humanidade. Saber se é possível, racionalmente coerente e politicamente oportuno reconhecer o direito da natureza não humana, em sua expressão animal, vegetal e mineral, e quais são as conseqüências de tal reconhecimento, constitui um laço importante na discussão ético-ecológica em geral. A atual discussão sobre os direitos da natureza tem o mérito de reanimar a discussão geral sobre a extensão da responsabilidade humana e da importância que tem a categoria de justiça na relação entre o homem e a natureza (Bodolfi, 2001). Garcia e Ferrer (2005) sugerem que a ética ecológica se converta em um critério operativo que permita dirimir conflitos entre atores de escalas e poderes desiguais, sendo necessário assumir um acordo de princípios de igualdade a ser praticado por todos os atores. As opiniões diferem sobre como esta relação deve ser estabelecida e motivada. 3. biocentrismo O modelo biocêntrico adota uma visão holística, onde inexistem posse 496 C a d. S a ú d e C o l e t., R i o d e J a n e i R o, 17 (3): , 2009

5 d i f e R e n t e S a B o R d a g e n S S o B R e é t i C a a m B i e n t a l e domínio. O mundo natural possui ritmos próprios que não podem ser legitimamente suprimidos nem alterados pela cultura. Este paradigma tem como idéia central o reconhecimento de todo o planeta como uma biocomunidade. Isso significa valorizar todo ciclo vital. A única hierarquia de valor admitida é aquela baseada na ameaça de extinção de algum membro da comunidade (Barbosa & Drummond, 1994). A biocomunidade é uma comunidade moral na qual, de elementos englobadores do modelo antropocêntrico, os humanos passam a englobados. Eles não têm prioridade sobre as demais espécies. O que importa não é a continuidade da vida humana, mas sim todo e qualquer ciclo vital, pois cada um tem um telos. Todo o membro dessa biocomunidade tem direito a um tratamento moral. Qualquer animal, planta ou elemento abiótico tem um valor intrínseco (Serres apud Barbosa & Drummond, 1994). A partir da década de 70, as pesquisas ambientais demonstravam um perfil catastrófico sobre os ecossistemas. Impulsionados pelos problemas sociais e ambientais, observou-se um grande interesse pelas questões ecológicas (Silva & Schramm, 1997). Foi neste contexto histórico que Arne Naess, filósofo norueguês, cunhou o termo Deep Ecology em 1972, em seu artigo intitulado The Shallow and the Deep, Long Range Ecology Moviment (Singer, 1994). Naess (2005) retrata a ecologia profunda como uma perspectiva holística englobando os aspectos biológicos e metafísicos de ecossistemas interdependentes e interativos. A ecologia profunda apóia suas premissas normativas e descritivas de forma distinta das tecno-científicas em relação aos ecossistemas. O autor preconiza que a ecologia profunda esta baseada em princípios de valorização ética da natureza independente da sua utilidade em relação à sociedade humana, onde os valores humanos devem ser equivalentes aos outros seres da natureza. Baseando-se nas filosofias de Thoreau, Gandhi, Spinoza e de tradições espirituais como o budismo e americano nativo, a ecologia profunda propõe a auto-realização como objetivo moral, sendo alcançado com uma identificação com interesses de outro ser reagindo com os nossos próprios interesses; postula o igualitarismo bioesférico, onde homens não têm nenhum direito de interferir na riqueza e na diversidade de todas as formas de vida (humanas e não-humanas), as quais possuem valor intrínseco ou inerente, defendendo a necessidade da aplicação de conceitos humanos, como direito, valores e ética, ao ambiente natural, mesmo sendo epistemologicamente problemático. A natureza é para ser vista não como uma extensão dos homens, mas como o elemento fundamental no qual as civilizações humanas estão baseadas, sendo esse o imperativo moral e ético que os homens têm uma obrigação de implementar na sociedade (Egri & Pinfield, 1998). Uma forma de biocentrismo relevante surgida nos Estados Unidos está no wilderness, ou seja, na condição selvagem e intocada das paisagens (Silva & Schramm, C a d. S a ú d e C o l e t., R i o d e J a n e i R o, 17 (3): ,

6 C l a u d i a a l m e i d a d e o l i v e i R a, m a R i S a p a l á C i o S 1997). Este movimento foi bastante influenciado por Aldo Leopold, ecologista norte-americano, que argumentava que uma nova ética se fazia necessária, na qual se ampliariam as relações éticas do homem de modo a incluir o solo, a água, as plantas e os animais, envolvendo assim toda a biosfera, denominando-a como a Ética da Terra (The Land Ethic) (Singer, 1994). Na mesma perspectiva que Leopold, Routley (apud Brenan, 2008), filósofo australiano, se empenhava em traçar a extensão de nossa preocupação moral ao ambiente natural e seus elementos não humanos. Segundo o autor, no antropocentrismo, incorporado no que ele chamou de visão ocidental dominante, vigora o chauvinismo humano. Esta posição é uma forma de preconceito, ou seja, uma discriminação injustificada contra os que estão fora da classe privilegiada. Em seu argumento do último homem, Routley nos pede para imaginar uma situação hipotética em que a última pessoa, sobrevivendo a uma catástrofe mundial, agiu para garantir a eliminação de todos os outros seres vivos e da destruição de todas as paisagens após seu falecimento. Da perspectiva do homem-chauvinista (ou absolutamente antropocêntrica), a última pessoa não estaria fazendo nada moralmente errado, uma vez que o seu ato destrutivo em questão não causaria qualquer dano ao interesse e ao bem-estar dos seres humanos, que, até então, tinham desaparecido No entanto, Routley salienta que existe uma intuição moral que leva a imaginar que este último ato seria moralmente errado. Uma explicação para este julgamento, ele alegou, é que esses elementos não humanos do meio ambiente, cuja destruição é assegurada pela última pessoa, têm valor intrínseco, uma espécie de valor independente de sua utilidade para os seres humanos (Brennan, 2008). Rolston (apud Brennan, 2008), sustenta ser errado eliminar uma espécie rara de borboleta objetivando um aumento no valor monetário de espécimes já obtidas por colecionadores. Assim como os argumentos do último homem de Routley, Rolston passou a argumentar que as espécimes são intrinsecamente valiosas e são normalmente mais valiosa do que o indivíduo, uma vez que a perda de uma espécie é uma perda de genética. A possibilidade da destruição de uma espécie seria o bastante para mostrar o desrespeito aos processos biológicos que tornam possível o surgimento de cada um dos seres vivos. Os processos naturais merecem respeito, de acordo com a perspectiva quase religiosa de Rolston, pois constituem uma natureza (divina), que é intrinsecamente valioso em si (ou sagrado) (Brennan, 2008). Serres (apud PelizzolI, 2003) também retrata a questão dos direitos da 498 C a d. S a ú d e C o l e t., R i o d e J a n e i R o, 17 (3): , 2009

7 d i f e R e n t e S a B o R d a g e n S S o B R e é t i C a a m B i e n t a l natureza a partir da pressuposição de que ela é algo vivo, sendo assim um sujeito de direito. O autor critica o esquecimento da natureza da civilização antropocêntrica-tecnológica. Segundo ele, a declaração dos direitos humanos teve o mérito de dizer todo homem e a fraqueza de pensar apenas o homem. Bodolfi (2001) relata que os defensores do chamado direitos da natureza utilizam considerações naturalistas, onde a humanidade se origina a partir de formas menos organizadas de vida, não sendo possível, portanto, deduzir que a espécie humana é preeminente em relação a outras formas de vida, o que não conduz, segundo o autor, a estabelecer um dever de comportamento particular frente à natureza. Nesse sentido, Beat Sitter (apud Bodolfi, 2001), filósofo da academia suíça de ciências humanas, tem formulado princípios do direito natural com o cuidado de não cair na falácia naturalista, mas não deixando de dar aos mecanismos auto-reguladores da natureza uma normatividade independente das considerações antropocêntricas. Sitter observa que a justiça tem sido pensada como uma categoria que caracteriza unicamente relações entre homens e instituições humanas, com veto específico a tradição do direito natural. Segundo o autor é necessário também aplicar este critério nas relações do homem com a natureza que o cerca. Para que esta aplicação seja operativa é necessário aplicar um princípio não antropocêntrico aplicável a este tipo de relação. Os ecossistemas, mesmo que somente reconhecidos pela mente humana, são independente desta, eles existem independente da criatividade e da vontade humana não podendo, o homem, criá-los e muito menos possuí-los. Portanto, este direito encontra sua base na dignidade intrínseca da natureza, sendo esta primogênita em relação à própria dignidade humana (Bodolfi, 2001). 4. libertação animal A partir da década de 70, sob a influência das comunidades morais opostas ao antropocentrismo, tendo como marco reconhecido a publicação de Animal Liberation do filósofo australiano Peter Singer em 1975, consolida-se o movimento de libertação animal, que tem o propósito de ampliar o valor moral a todos os seres sencientes, ou seja, suscetíveis a prazer e dor (Paixão, 2001). Para Singer (1994), levar uma ética além dos seres sencientes é uma tarefa difícil. Em relação aos conflitos de ordem moral ao se construir uma represa, o autor relata: Uma ética que tenha por base os interesses de criaturas sencientes parte de premissas bem conhecidas. As criaturas sencientes têm vontades e desejos. A pergunta como deve ser o afogamento de um gambá? pelo menos faz sentido, ainda que, para nós, seja impossível dar uma resposta mais precisa do que deve ser horrível. Ao chegarmos às C a d. S a ú d e C o l e t., R i o d e J a n e i R o, 17 (3): ,

8 C l a u d i a a l m e i d a d e o l i v e i R a, m a R i S a p a l á C i o S decisões morais que afetam criaturas sencientes, podemos tentar acrescentar os efeitos exercidos por diferentes ações sobre todas as criaturas sencientes afetadas pelas ações alternativas abertas a nós. Isso nos dará, pelo menos, uma tosca orientação com relação àquilo que talvez fosse a coisa certa a fazer. Mas não há nada que corresponda ao que deve ser uma árvore morrendo porque as suas raízes foram inundadas. Ao abandonarmos os interesses de criaturas sencientes como nossa fonte de valor, onde encontraremos valor? O que é bom ou mau para as criaturas não-senciente, e por que isso tem importância? (Singer, 1994, p. 292). Referindo-se a Bentham, que na defesa dos direitos dos escravos aponta a capacidade de sofrer como característica de vital importância ao conferir a um ser o direito a igual consideração, Singer (2004), sempre adotando argumentos utilitaristas, afirma que a capacidade de sentir prazer e sofrer é um pré-requisito para se ter algum interesse (Singer, 2004, p. 9). O autor enfatiza que a capacidade de sofrer e sentir prazer não é somente necessária, sendo também suficiente para assegurar que um ser possui interesses, sendo este, no mínimo, o interesse por não sofrer. Referindo-se ao exemplo de uma pedra e de um camundongo, o autor relata que seria insensato afirmar que não é do interesse de uma pedra ser chutada por um menino; por outro lado, um camundongo tem interesse em não ser chutado na estrada, pois isso lhe trará sofrimento. Conclui, assim, que não há boas razões nem científicas nem filosóficas para negar que os animais sentem dor e, se os animais sentem dor, não há justificativa moral para considerar que a dor dos animais seja menos importante que a sentida por seres humanos. Refutando as críticas sobre os direitos dos animais, Singer (2004) afirma que alegações como capacidade de respeitar direitos dos outros e senso de justiça são irrelevantes para os argumentos em favor da libertação animal. Nesse sentido o autor afirma: Se um ser sofre, não pode haver qualquer justificativa moral para deixarmos de levar em conta esse sofrimento. Não importa a natureza do ser, o princípio de igualdade requer que seu sofrimento seja considerado em pé de igualdade com sofrimentos semelhantes [...]. Caso um ser não seja capaz de sofrer, de sentir prazer ou felicidade, nada há a ser levado em conta. Portanto, o limite da senciência [...] é a única fronteira defensável de consideração dos interesses alheios. Demarcar esta fronteira com outras características, tais como inteligência ou racionalidade, seria demarcá-la de maneira arbitrária (Singer, 2004, p. 10). O autor também relata que a exploração de outras espécies animais deve ser considerada especismo, o que, segundo o autor, não é moralmente justificável. Os racistas e os sexistas violam o princípio de igualdade assim 500 C a d. S a ú d e C o l e t., R i o d e J a n e i R o, 17 (3): , 2009

9 d i f e R e n t e S a B o R d a g e n S S o B R e é t i C a a m B i e n t a l como os especistas, ao permitirem que os interesses de sua própria espécie se sobreponham aos dos membros de outras espécies, tendo, os três exemplos, um padrão idêntico. Para o autor, a maioria dos seres humanos é especista, pois permite práticas que exigem sacrifício de interesses importantes de outras espécies para promoverem interesses triviais de sua própria espécie (Singer, 2004). Singer (1994) afirma que há uma base mais sólida na linha divisória entre as criaturas sencientes e não sencientes do que a que separa as coisas vivas das inanimadas. A base argumentativa de Singer consiste em mostrar que, se os seres sencientes têm interesse em não sofrer, e que o sofrimento é ruim, independente da espécie que sofra deste, deve-se promover políticas destinadas a evitar o sofrimento. Por outro lado, Tom Regan, que também é um defensor da libertação animal através do reconhecimento dos direitos, considera o utilitarismo demasiadamente débil frente às distintas formas de depredação humana sobre o reino animal, mostrando, através do direito dos animais mais do que cálculos utilitaristas, a injustiça das práticas que tratam indivíduos com valor intrínseco como se fossem recursos renováveis (Regan apud Bertomeu, 1996). Diferenciando-se de Singer na sua forma de argumentar, porém concordando com ele sobre a finalidade da ética, Regan, filósofo norte-americano, adota o critério do valor inerente como argumento moral para construir sua ética em defesas dos animais e para a qual as ações humanas podem ser regidas (Felipe, 2006). Segundo Regan (2006), se as ações de sujeitos morais afetam sujeitos-deuma-vida, sendo estes humanos ou não, estas devem ser regidas por princípios éticos. Estes sujeitos-de-uma-vida são seres que têm a capacidade de conduzirse de acordo com a forma de vida de sua espécie, estão vivos às próprias custas, com autonomia prática, com necessidade de liberdade para mover-se e buscar manter-se a seu próprio modo. Na visão de Regan, o valor moral dos seres humanos não é resumível ao valor do que produzem para os outros, ou seja, ao seu valor instrumental. Este valor inerente por serem sujeitos-de-uma-vida, cumpre uma exigência estabelecida pelo imperativo categórico kantiano, no qual indivíduos, que são fim em si mesmo, não devem ser tratados como meros meios. Neste sentido, o autor afirma que não há argumento que prove ser inviável sustentar a mesma tese em relação aos animais 5. antropocentrismo Historicamente, as relações entre cultura e natureza nas sociedades ocidentais se caracterizaram pela idéia de que a primeira deve dominar a segunda. Conhecer a natureza serve apenas ao objetivo de controlá-la. A C a d. S a ú d e C o l e t., R i o d e J a n e i R o, 17 (3): ,

10 C l a u d i a a l m e i d a d e o l i v e i R a, m a R i S a p a l á C i o S forma de estar no mundo constitui uma ideologia de dominação da natureza. A superioridade humana sobre o ambiente se manifesta pela imposição de um ritmo cultural no manejo do mundo físico, ignorando os ritmos naturais (Barbosa & Drummond, 1994). Muitas perspectivas éticas da tradição ocidental são antropocêntricas, atribuindo valor intrínseco somente ao ser humano ou uma quantidade significativamente maior de valor intrínseco ao homem do que aos seres não humanos. Aristóteles (1997), por exemplo, afirma que a natureza fez todas as coisas especificamente para o bem do homem e que o valor das coisas não humanas é de natureza meramente instrumental. Geralmente, as posições antropocêntricas acham problemático atribuir como errado um tratamento cruel aos animais não humanos, exceto na medida em que este tratamento pode levar a más conseqüências para os seres humanos (Bookchin, 1980). Brennam (2008) observa que quando Kant se refere à crueldade contra animais o faz de um ponto de vista instrumental, não atribuindo a estes um valor intrínseco. Para Kant a crueldade com um cão poderia incentivar uma pessoa a desenvolver uma personalidade insensível em relação à crueldade com os seres humanos. Bodolfi (2001) afirma ser o antropocentrismo uma visão do mundo na qual se estabelece uma diferença de princípio entre o homem, como indivíduo e como espécie, e a natureza que o cerca. O autor ressalta que, mesmo sendo nós mesmos, através de nossa própria corporeidade, parte desta natureza, nos diferenciamos dela pela capacidade de formular e de fazer desta natureza uma finalidade na relação com ela. Esta relação de finalidade não exclui que o homem se encontre em condições de formular deveres que também tenham, como possível objeto, a natureza circundante. Light e Katz (1996) afirmam que alguns teóricos sustentam ser desnecessário o desenvolvimento de teorias não antropocêntricas, defendendo o chamado antropocentrismo esclarecido ou prudente. Esta forma de antropocentrismo tem como premissa que todos os deveres morais que temos em relação ao ambiente são derivados de nossos deveres para com os humanos, buscando fornecer razões morais para as políticas sociais destinadas a proteger o meio ambiente e a reparação da degradação ambiental. Diante de visões diferenciadas de paradigmas antropocêntricos optamos por descrever duas formas distintas de visão antropocêntrica da ética ambiental, a da moral neoliberal tendo Anderson e Leal como representantes do ambientalismo de livre-mercado e do ecossocialismo tendo como principal referência as contribuições de James O Connor em sua ecologia social. 502 C a d. S a ú d e C o l e t., R i o d e J a n e i R o, 17 (3): , 2009

11 d i f e R e n t e S a B o R d a g e n S S o B R e é t i C a a m B i e n t a l 5.1.antropoCEntriSmo na moral neoliberal Pelizolli (2002) observa que no âmbito neoliberal reafirmam-se os valores de liberdade através da ciência, revolução industrial e avanço da tecnologia associado ao crescimento econômico e a política liberal de mercado, sendo estes colocados como sinônimo de democracia. Nesse contexto vigora a ética utilitarista. A valorização da liberdade individual se realiza na propriedade privada dos bens de produção e consumo. O autor traduz este contexto como uma ética neodarwinista implícita onde o mais forte se adapta melhor e, portanto, possui o direito natural sobre tudo aquilo que conquistou, sendo esta ética, contrária a uma visão ecossistêmica mais complexa de interdependência dos seres. Nesse sentido, a proteção da natureza seria para que o homem viva melhor desfrutando desta, dentro de uma estética urbana, onde o uso de pesticidas, tanto em lavouras quanto nas casas, o uso de venenos químicos, a terra vista ao modo da indústria agrícola, seria algo perfeitamente natural (Pelizolli, 2002, p. 24). Dentro desta lógica, grandes participantes do poder econômico capitalista (como BIRD, FMI, entre outros) percebem a necessidade de diminuir a poluição e controlar o uso dos recursos naturais. Pelizolli (2002) afirma que não há homogeneidade de ações, separando-as em dois blocos: a conservadora, que defende o avanço da globalização econômica dentro de uma perspectiva onde os problemas ecológicos não são tão graves e que a própria tecnologia irá resolvê-los; e a reformista, que se molda no desenvolvimento da economia e tecnologia para a resolução de problemas socioambientais trazendo o debate sobre desenvolvimento sustentável. Dentro deste contexto, busca-se eficiência empresarial, programas de qualidade e inserção social (o autor cita como exemplo ações decididas nas conferências de Estocolmo, em 1972, e da ECO 92, tais como aprimoramento de combustíveis alternativos e reciclagem de materiais), mas não se questiona o modelo civilizatório e a matriz econômica. Mansilla (1997) comenta que o ambientalismo neoliberal parece ganhar adeptos a cada dia, tendo como base deste novo enfoque de preservação o uso racional dos recursos naturais para manter e expandir os processos produtivos atuais. Segundo a autora, trata-se de uma teoria centrada nos direitos de propriedade que os empresários deveriam obter sobre os ecossistemas. Nesta concepção, o ambiente natural deve ser protegido em função de sua utilidade de mercado, sob o argumento de que o proprietário de um bem natural é o mais interessado em conservar adequadamente este ecossistema para que futuramente este possa lhe prover lucros. Por outro lado, se grandes ecossistemas pertencem a todos, nenhum setor populacional se sente compelido a preserválos convenientemente. A destruição do ambiente natural se produz segundo este enfoque, pelas intervenções do Estado e distorções que atores externos C a d. S a ú d e C o l e t., R i o d e J a n e i R o, 17 (3): ,

12 C l a u d i a a l m e i d a d e o l i v e i R a, m a R i S a p a l á C i o S ao mercado proporcionam no tratamento destes recursos naturais. Portanto, a solução estaria em assegurar os direitos privados de propriedade sobre todo bem comum e deixar a questão ambiental ligada às forças de mercado (Mansilla, 1997). Na visão neoliberal, não há política conservacionista exitosa que se baseie em argumentos éticos ou em solidariedade para com o mundo natural. O melhor procedimento para preservar os ecossistemas seria, paradoxalmente, acudir aos interesses egoístas dos proprietários de bosques e pradarias (Anderson & Leal apud Mansilla, 1997, p. 252). Nesta concepção liberal econômica de Anderson e Leal (apud Farhi Neto, 2006), o indivíduo age segundo seus interesses privados, apresentando um comportamento esperado. Esses interesses são basicamente, interesses econômicos. Os autores afirmam não estar idealizando o homem, e sim o vendo como de fato ele é, ou seja, o indivíduo possui seus próprios interesses na busca de sua realização, fazendo parte constituinte desta liberdade individual. Para os autores, os interesses humanos e liberdade humana se traduzem em interesses econômicos e liberdade econômica. Sendo assim, a qualidade ambiental não pode se sobrepor à liberdade individual e a liberdade de iniciativa econômica ECoSSoCialiSmo Lowy (2005), afirma que a crise ecológica não põe em perigo apenas a flora e a fauna, mas também a saúde, as condições de vida e a própria sobrevivência da espécie humana, não havendo, portanto, necessidade de guerrear contra o antropocentrismo para ver na defesa da biodiversidade e das espécies animais em vias de extinção uma exigência ética e política. Portanto, a preservação do meio ambiente é um imperativo humanista. O ecossocialismo vem se desenvolvendo na obra de vários pensadores (como Manoel Sacristan, Raymond Williams, entre outros), sendo James O Connor um importante colaborador. O ecossocialismo propõe uma aliança entre o movimento ecológico e socialista. Isto implica que a ecologia abandone o naturalismo anti-humanista e não descarte a crítica da economia política. Por outro lado, o marxismo deve descartar o produtivismo. Para Lowy (2005), Uma ecologia que não se dá conta da relação entre produtivismo, a lógica do lucro e a degradação ambiental, está fadada ao fracasso. De acordo com O Connor & Schussheim (2001), para que ocorra uma aproximação sólida entre socialismo e ambientalismo, será necessária uma ampla reforma exigindo revisões dos dois lados. O socialismo deverá reinterpretar Marx sob o prisma das exigências da natureza, evidenciadas pelo debate ecológico. Por sua vez, o ambientalismo poderá se ligar ao socialismo se as questões ecológicas forem compreendidas em um contexto 504 C a d. S a ú d e C o l e t., R i o d e J a n e i R o, 17 (3): , 2009

13 d i f e R e n t e S a B o R d a g e n S S o B R e é t i C a a m B i e n t a l maior, integrando a dimensão das demandas sociais (como moradia, transporte, e saúde da população), pois estas questões não estão separadas dos problemas ecológicos (O connor apud Farhi Neto, 2006). O Connor & Schussheim (2001) critica em seus trabalhos as falsas pretensões científicas do materialismo dialético stalinista, por um lado, e o caos do relativismo pós-moderno do outro. Segundo o autor, os efeitos da globalização e do neoliberalismo (após o declínio de outras formas de regulação social) são cada vez mais sentidos pela sociedade humana e no bem-estar social e natural. Dentre estes efeitos o autor cita a hegemonia do capital financeiro; a privatização da indústria; a apropriação do poder dos Estados-nações por entidades internacionais controladas pelo capital global; desigualdades de todo tipo e marginalização social. Este aumento exponencial dos problemas sociais, ambientais e políticos (que segundo o autor são indissociáveis) têm levado ao surgimento de novos movimentos sociais: os ecológicos, junto com a expansão dos movimentos sindicais ligados a esferas da vida antes menosprezadas e ignoradas (como esforços por criar cinturões verdes, diversidade ecológica, limpeza de depósito de lixos tóxicos, etc...) (O Connor & Schussheim, 2001, p. 11). Estes movimentos sociais renovados são frutos de novas teorias sobre a sociedade e os problemas sociais, umas das qual o marxismo ecológico, com suas novas práticas sócio-materiais. São consideradas ecossocialistas as teorias e os movimentos que aspiram a subordinar o valor de troca ao valor de uso, organizando a produção em função das necessidades sociais e das exigências da proteção do meio ambiente (O Connor apud Lowy, 2005, p. 49). O socialismo ecológico, portanto, tem como objetivo o desenvolvimento de uma sociedade ecologicamente racional fundada no controle democrático, na igualdade social, e na predominância do valor de uso (O Connor apud Lowy, 2005, p. 49). Lowy (2005) acrescenta a estes fundamentos, a necessidade da propriedade coletiva dos meios de produção; um planejamento democrático na definição dos objetivos de produção e investimento, bem como uma renovada estrutura tecnológica das forças produtivas. O controle dos meios de produção e as decisões sobre investimentos e mudanças tecnológicas devem ser retirados dos bancos e empresas capitalistas, tornando-se um bem comum da sociedade. Desta forma, o ecossocialismo se apresenta contra o fetichismo da mercadoria e a autonomização reificada da economia pelo neoliberalismo, implantando uma economia moral, ou seja, uma economia fundada em critérios extra-econômicos e nãomonetários (Lowy, 2005, p. 51). 6. ConSidEraçõES finais Sem querer entrar na polêmica de que o ser humano é parte da natureza C a d. S a ú d e C o l e t., R i o d e J a n e i R o, 17 (3): ,

14 C l a u d i a a l m e i d a d e o l i v e i R a, m a R i S a p a l á C i o S ou transcendente a ela, o que, segundo Kottow (1995), não tem solução racional por estar baseado em uma premissa metafísica, o fato perceptível é que, mesmo o homem tendo necessidades básicas equivalentes a qualquer outro animal, como comer, dormir, acasalar-se e defender-se, ele se diferencia pela sua capacidade de transformar a natureza e ser, ao mesmo tempo, transformado por ela. Em inúmeros trabalhos sobre saúde ambiental, a ética é citada como premissa básica para as construções teóricas e normativas nas questões relativas a esta área. O fato nos traz uma problemática. De que ética estamos falando? Quais os argumentos morais estão locados neste pacote ético? A discussão das diversas abordagens da ética ambiental institui âmbitos distintos do que podemos considerar como do campo da ética. Como Maturana (2002) nos chama a atenção, só é possível reconhecer uma questão ética quando os afetados por nossas ações estão incluídos entre os objetos de nossa preocupação. Estes podem ser os humanos ou, ampliando um pouco mais, incluímos os animais capazes de sentir dor e, ampliando ainda mais, incluímos toda a vida. Nesse sentido, cada uma dessas grandes correntes da ética ambiental poderá apresentar argumentos diversos para a proteção, mas, sem dúvida, independentemente da corrente, não há o que contestar acerca da finitude dos recursos naturais e da responsabilidade de todas as nações quanto à manutenção do equilíbrio do planeta que permite a vida humana. As diferenças entre os diversos posicionamentos da ética ambiental tornam evidente as suas contradições. Ao abarcar os demais seres não-humanos, dentro de uma lógica não antropocêntrica, a posição da corrente de libertação animal sustenta uma obrigação moral dos homens de minimizar o sofrimento animal. E, no máximo da recusa do humanismo, temos posturas extremas da ecologia profunda, dispostos a sacrificar humanos em prol dos sistemas ecológicos. Concordando com Lowy (2005) é difícil considerar que o bacilo de Koch tenha o mesmo direito a vida que uma criança tuberculosa. Fica difícil de pensar em tomadas de decisões em saúde ambiental em termos não humanos. No entanto, também podemos considerar desumano manter fábricas de carne com vacas confinadas em cubículos comendo grãos transgênicos, até serem abatidas e se transformarem em lucro para poucos, comida de baixa qualidade para outros mais e política alimentar insustentável para muitos. Evidencia-se a necessidade de um novo paradigma produtivo, com uma redistribuição planetária mais justa, mudando a lógica de acumulação ilimitada e de desperdício de recursos. Na maior parte dos posicionamentos em ética ambiental, a preocupação da preservação da natureza em seus vários níveis torna-se o foco principal. Assim sendo, pouca atenção tem sido dada ao ambiente construído, onde a grande 506 C a d. S a ú d e C o l e t., R i o d e J a n e i R o, 17 (3): , 2009

15 d i f e R e n t e S a B o R d a g e n S S o B R e é t i C a a m B i e n t a l maioria dos humanos vive. A transformação destes ambientes em áreas hostis e degradadas para o estabelecimento de moradias pode ser comparada, concordando com Palmer (2003), com a destruição de ecossistemas e comunidades bióticas. Outro fator a ser considerado é a questão do acesso a estas áreas de vida selvagem, preconizada por grande parte dos ecologistas profundos, e que se mostram distantes do padrão de vida da maioria da população mundial. Será que estas áreas estão disponíveis à população destituída de múltiplas fontes de bem-estar (como educação, acesso á saúde e alimentação adequada)? Ou serão estas áreas selvagens preservadas para o privilégio de uma aristocracia naturalista? Além do mais, a busca de um padrão de vida prevalente nos países centrais esta certamente associada a muitos problemas ambientais. Como exemplo, temos o aumento da poluição urbana pelo crescente número de carros circulantes. Portanto, uma gama de problemas morais esta inclusa na questão da preservação do ambiente natural, devendo ser refletida de forma democrática e plural, sendo premente incluir esta reflexão na pauta das teorias éticas ambientais. Como afirma Boff (1995), a razão instrumental não é a única forma de uso de nossa intelecção. Conhecer não é apenas uma forma de dominar a realidade, mas também entrar em comunhão com as coisas. Assim, vemos válida a abordagem humanista. Tal como o movimento da ética no campo da pesquisa instituiu certo conjunto de princípios que hoje são aceitos e discutidos em todo o mundo, esperamos que se possa cada vez mais constituir um arcabouço teórico forjado no diálogo entre todos os afetados que possa orientar as ações de proteção da vida humana no planeta. Uma condição importante para que isso possa ser desenvolvido é o desafio de incluir especialmente os que estão alijados do processo decisório, dos que precisam da água e se vêem ameaçados pela privatização desse bem, dos que precisam do alimento para sobreviver e se vêem impedidos do acesso a esse bem, dos que precisam da liberdade para se posicionar e participar dos debates e se vêem impedidos do acesso a informação e educação, e da atividade política. Muito temos que caminhar para que possamos tanto em nível de governo quanto para aqueles que têm o ambiente como objeto de estudo ter, efetivamente, um debate amplo e solidário acerca da questão ambiental. Ressaltando mais uma vez Boff (1995), as espécies animais que estão mais em iminência de extinção são os pobres e oprimidos do mundo. C a d. S a ú d e C o l e t., R i o d e J a n e i R o, 17 (3): ,

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