Fábio Ulhoa Coelho. O valor da participação societária (quotas de sociedades limitadas e ações de sociedades anônimas)

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Fábio Ulhoa Coelho. O valor da participação societária (quotas de sociedades limitadas e ações de sociedades anônimas)"

Transcrição

1 O valor da participação societária (quotas de sociedades limitadas e ações de sociedades anônimas) Fábio Ulhoa Coelho Professor Titular de Direito Comercial da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo Conferência proferida na abertura do 3º Congresso de Direito Empresarial Bahia 1. Introdução Inicialmente, gostaria de expressar os meus calorosos agradecimentos ao Eminente Professor Manoel J. F. Barros Sobrinho, Chanceler da Universidade Salvador UNIFACS, pelo honroso convite de vir falar aos colegas comercialistas, neste importante evento cientifico, que é o Congresso de Direito Empresarial Bahia, já em sua terceira edição. Registro minha grande alegria de ver o direito comercial (chamado, muitas vezes, de empresarial ) sendo discutido, de forma séria, profunda, academicamente consistente, neste ambiente não somente agradável como propício ao desenvolvimento de nossa disciplina, em razão de louvável iniciativa da UNIFACS e de sua Alta Direção, a quem parabenizo. Meu tema é o valor da participação societária. Por participação societária entenda-se o direito que o sócio titula representativo do investimento feito numa atividade empresarial específica, por meio de pessoa jurídica. No direito brasileiro, a participação societária pode ser de dois tipos: quotas ou ações. As quotas são as participações em sociedades classificadas como contratuais. As ações representam a participação em sociedades institucionais (1). Preocupo-me, aqui, 1 Cfr. meu Curso de direito comercial. 18ª edição. São Paulo: Saraiva, 2014, vol. II, pgs. 43/45.

2 2 exclusivamente com os tipos societários presentes na economia brasileira: a sociedade limitada e a anônima. Embora as observações feitas relativamente às quotas da sociedade limitada sejam absolutamente pertinentes às das demais sociedades contratuais (nome coletivo e comandita simples) e as relativas às ações de sociedade anônima estendam-se igualmente à outra sociedade institucional (comandita por ações), não há ganho em considerar os tipos menores, em vista da sua reduzidíssima relevância econômica. A participação societária, assim como a generalidade dos bens (móveis ou imóveis, tangíveis ou intangíveis), possuem valores diferentes de acordo com os objetivos da avaliação. Na mesa de negociações, a participação societária é avaliada segundo critérios absolutamente diversos dos empregados no reembolso por exercício do direito de retirada, por exemplo. Esta variação do valor em função dos objetivos nada tem de especial relativamente às quotas ou ações. Sendo o valor de toda e qualquer mercadoria uma relação social, como demonstrado por Marx (2), nada possui algo que se poderia chamar de valor intrínseco. O ouro vale o quanto se paga por ele, não porque materialmente ele ostente estas ou aquelas características, mas porque pessoas têm maior ou menor interesse em possuí-lo. 2. Espécies de valor da participação societária. Pelo menos quatro valores podem ser atribuídos às quotas de sociedade limitada ou ações de sociedade anônima, em contextos diversos. Primeiro. As participações societárias têm valor nominal, resultante da divisão do capital social pelo número de quotas. Trata-se de valor referido no ato constitutivo da sociedade (contrato social ou estatuto), geralmente na cláusula pertinente ao capital social e cuja função é mensurar a responsabilidade do sócio na capitalização da sociedade. Se o sócio subscreve quotas ou ações no valor (nominal) de R$ 1,00 cada, 2 Para KARL MARX: até agora nenhum químico descobriu valor de troca em pérolas ou diamantes. Os descobridores econômicos dessa substância química, que se pretendem particularmente profundos na crítica, acham, porém, que o valor de uso das coisas é independente de suas propriedades enquanto coisas, que seu valor, ao contrário, lhes é atribuído enquanto coisas. O que lhes confirma isso é a estranha circunstância que o valor de uso das coisas se realiza para o homem sem troca, portanto, na relação direta entre coisa e homem, mas seu valor, ao contrário, se realiza apenas na troca, isto é, num processo social (O Capital. Tradução de Regis Barbosa e Flávio R. Kothe. São Paulo: Victor Civita Editor, 1983, vol. I, tomo I, pg. 78).

3 3 ele é responsável por aportar na sociedade, no ato de constituição ou aumento do capital, à vista ou nos prazos contratados, o montante de R$ 1.000,00. Segundo. A participação societária possui valor de negociação, que corresponde àquele que, de um lado, o cessionário (ou comprador) está disposto a pagar para a titularizar e, de outro, o cedente (ou vendedor) concorda em receber para a disponibilizar. Este valor é definido exclusivamente em função do acordo de vontade desses sujeitos de direito. Terceiro. A participação societária pode ser avaliada por especialistas em avaliação de ativos empresariais (bancos de investimentos, contabilistas, etc.) com o objetivo de mensurar o valor que seria racional alguém pagar para tornar-se seu titular. É chamado de valor econômico o derivado desta mensuração, feita por modelos de múltiplos ou de fluxo de caixa descontado (3). Note-se que este valor é calculado pelos experts para nortear negociações. Comprador e vendedor, contudo, sabem de suas necessidades e objetivos e normalmente atribuem valor de negociação diferente do econômico (4) às quotas ou ações. Quarto. A participação societária tem, por fim, valor patrimonial, que é a divisão do patrimônio líquido da sociedade pelo número de quotas ou ações. O valor patrimonial, por sua vez, desdobra-se em três categorias, dependendo da natureza do balanço que mensura o valor do patrimônio líquido da sociedade: (a) valor patrimonial contábil (balanço periódico); (b) valor patrimonial contábil a data presente (balanço especial); (c) valor patrimonial real (balanço de determinação). A atribuição de valor à ação de sociedade anônima é um tanto mais complexa, porque contempla uma espécie desconhecida para as quotas de sociedade limitada: o preço de emissão. 3. Valor negociado e valores calculados 3 4 ASWATH DAMODARAN, Investment Valuation tools and techniques for determining the value of any asset. John Wiley & Sons, Inc, 1996, págs. 11/21. Adverte JEAN-FRANÇOIS DELENDA: «L important tient à la remarque suivante : la valeur d estimation peut être différente de la valeur de transaction ; la première dite d expertise s appuiera sur des calculs objectifs et des méthodes usuelles sinon universelles ; la seconde est le point d equilibre d une offre et d une demande ; de pure convenance, elle peut contenir des éléments subjectifs non négligeables.» (Achat et Vente d entreprises. Paris, Delmas, 1994, pág. 66).

4 4 Valor de negociação corresponde ao preço atribuído pelas partes, na alienação da participação societária. Resulta da livre negociação dos contratantes e representa, por isto, o valor justo da quota ou ação, pelo menos para aquelas duas pessoas (cedente e cessionário). Não é um valor calculado, mas negociado. Não decorre, portanto, de qualquer modelo ou padrão técnico, mas, simplesmente, dos interesses dos contratantes, no momento da celebração do contrato. Já o valor econômico e o patrimonial são calculados. Chamam-se profissionais, que, a partir de modelos e padrões técnicos aceitos pelos especialistas na área, mensuram o valor da participação na sociedade. O valor econômico é o calculado por especialistas em avaliação de ativos (economistas, engenheiros, etc), que buscam estabelecer o quanto seria racional pagar pela participação societária, tendo em vista o retorno projetado deste investimento. A mensuração do valor econômico é feita por modelos de múltiplos ou de fluxo de caixa descontado. Trata-se do cálculo que, no mercado de empresas, cedente e cessionário (ou comprador e vendedor) normalmente contratam antes de sentarem à mesa de negociação. Note-se que o valor econômico calculado pelos experts norteia as negociações, mas as partes, em função de suas necessidades e objetivos, não raro atribuem à participação um valor de negociação (preço) que não coincide com o econômico. Por sua vez, o valor patrimonial é calculado pelo contador. Resulta de cálculo aritmético de divisão, em que o dividendo é o patrimônio líquido da sociedade e o divisor, o número de quotas ou ações, representativas de frações do capital social. Como será examinado mais à frente, a aparente simplicidade na definição do valor patrimonial esconde, na verdade, uma questão bastante complexa (item 5). Diferenciam-se os dois cálculos de valor da participação societária (econômico ou patrimonial) em função do conceito básico associado a cada um. De um modo esquemático, o especialista, ao calcular o valor econômico da participação societária, olha para o futuro da sociedade, ou seja, o que ela pode gerar de resultados econômicos; enquanto o contador, ao calcular o valor patrimonial da participação societária, olha para o passado da sociedade, o que ela gerou de riqueza até aquele momento. Por esta razão, dificilmente serão iguais os valores econômico e patrimonial de uma mesma sociedade empresária. Enquanto o valor econômico se baseia nas perspectivas futuras de

5 5 rentabilidade do investimento a fazer na sociedade, o patrimonial retrata o resultado do investimento feito. Na mesa de negociações, todos estão igualmente interessados nas perspectivas de rentabilidade do investimento a fazer na sociedade, e por isso cada um previamente contrata de especialista o cálculo do valor econômico. Quem negocia a venda (potencial cedente) aposta que os recursos correspondentes ao preço desejado terão emprego mais rentável em outro investimento que não na participação naquela sociedade; a aposta de quem negocia a compra (potencial cessionário) é a oposta: ele considera não existir nenhuma alternativa mais rentável para tais recursos que investir naquela sociedade. Como dito, o valor econômico retrata uma estimativa dos resultados futuros da sociedade. Reembolsar o sócio que se desliga da sociedade mediante o pagamento destes resultados projetados significaria garantir-lhe artificialmente os melhores retornos ao investimento que fez, sem que ele tenha que continuar a investir naquela sociedade; e, mais grave ainda, sem que corra os riscos da atividade empresarial. Em outros termos, se recebesse o reembolso calculado pelo valor econômico, o sócio desligado do vínculo societário teria garantido o mesmo retorno que receberia caso continuasse a investir na sociedade e, além disto, ela conseguisse obter os ganhos que os especialistas previram (não raras vezes, expressivos ou superestimados). Seria, portanto, uma enorme distorção a lei estabelecer, como critério geral de fixação do montante devido ao sócio, a título de reembolso, o valor econômico da participação na sociedade. Se imputasse este critério, na falta de acordo entre os interessados, a lei estaria assegurando ao sócio que se desliga do vínculo societário o melhor retorno estimado para um investimento que deixou de existir. Em suma: concederlhe-ia um altamente questionável direito ao retorno sem os correspondentes riscos. Pior, a lei estaria obrigando os demais sócios, que continuam a investir na sociedade e continuam a assumir os riscos correspondentes da atividade empresarial, a fazerem o pagamento deste inconcebível prêmio. 4. Valor negociado e valor imputado. A participação societária vale, quando negociada, o que os contratantes estão interessadas em pagar ou receber por elas. Em regimes econômicos de livre iniciativa,

6 6 como o brasileiro, a regra é a da liberdade dos preços. As partes, em princípio, livremente definem se querem ou não trocar dinheiro por bens ou direitos, e qual a quantidade de dinheiro que concordam despender ou aceitar na troca. Essa liberdade de atribuição de valor às quotas ou ações, no entanto, apenas têm pertinência quando as trocas se estabelecem por vontade dos proprietários. O sujeito que adquire participação numa sociedade (troca dinheiro por participação societária), o faz exclusivamente por sua vontade; a seu turno, o que as aliena (troca participação societária por dinheiro) também o faz exclusivamente porque quer; inexiste obrigação legal a forçá-los à prática do ato negocial. Nesse caso, a equivalência entre uma quantia de dinheiro e o bem ou direito dado em contrapartida é resultante do quanto cada proprietário (o do dinheiro e o do bem ou direito) está disposto a aceitar. Há, contudo, situações em que a lei determina que um pagamento se realize independentemente da vontade dos sujeitos. Nestes casos, a lei define senão especificamente o quantum a ser desembolsado, pelo menos os critérios para a sua fixação. Na imposição tributária e na responsabilização por atos ilícitos, por exemplo, os valores que pertencem a uma pessoa e devem ser transferidos a outra, em obediência a mandamento legal, serão definidos segundo critérios determinados pela ordem jurídica. Em função da existência de tais critérios normativos, é irrelevante a vontade ou a expectativa dos sujeitos envolvidos. Em suma, quando as pessoas são livres para realizarem negócio jurídico (compra e venda, locação, mútuo ou qualquer outro), o valor dos bens que permutam (dinheiro por participação societária, por exemplo) depende exclusivamente do quanto cada um está disposto a dar ou receber. Mas, quando o pagamento é imposição da ordem jurídica (como a responsabilização por ato ilícito referida no art. 927 do CC, por exemplo), e não resulta de ato de volitivo, o valor do desembolso a ser feito também não deriva da vontade das partes, mas da realização de critérios estabelecidos pela própria ordem jurídica (no mesmo exemplo, o que efetivamente se perdeu e razoavelmente se deixou de lucrar, conforme o art. 402 do CC). Em determinadas oportunidades, a lei estabelece que a quota ou ação de uma sociedade empresária será trocada por dinheiro, e fixa os critérios para o cálculo do seu valor. Na liquidação da sociedade, por exemplo, após o pagamento do passivo, proceder-se-á à distribuição do patrimônio líquido entre os quotistas ou acionistas, em

7 7 princípio de acordo com as respectivas participações percentuais. O que cada um receberá em troca das quotas que titularizavam tende a ser o valor patrimonial correspondente. Caso fosse pago aos sócios valor inferior, restaria, após o pagamento de todos, dinheiro em nome da sociedade dissolvida, que se deveria novamente reverter aos mesmos sócios. No final, cada um receberia o valor patrimonial, de qualquer jeito. Se, por outro lado, se pretendesse pagar-lhes, na liquidação, valor de superior ao patrimonial, não teria a sociedade liquidanda recursos suficientes para isso. Está, assim, definido na lei que haverá a troca (participação na sociedade dissolvida pelo valor correspondente à partilha) e os critérios de fixação do valor de troca (a parcela no ativo remanescente). No exercício do direito de retirada, também está preceituado que o quotista ou o acionista terá direito ao reembolso (ou seja, haverá a troca da quota ou ação do retirante por dinheiro pago pela sociedade) e que o valor desse será definido, na sociedade limitada, tomando-se por parâmetro o previsto no contrato social (em caso de omissão, o equivalente ao que receberia em caso de dissolução total (5) ), e, na sociedade anônima, pelo valor patrimonial contábil, salvo em três casos: (i) valor econômico, necessariamente inferior ao valor patrimonial contábil, se previsto no estatuto (LSA, art. 45, 1º); (ii) valor patrimonial a data presente, se o último balanço foi levantado há mais de 60 dias e a atualização for solicitada pelo dissidente (art. 45, 2º): (iii) valor patrimonial real, se por ele optar o dissidente da companhia incorporada, na hipótese de incorporação pela controladora (art. 264, caput e 3º) ou situação assemelhada (art. 264, 4º). Pode-se, então, distinguir o valor negociado do valor imputado à participação societária. No primeiro caso, resulta do encontro de vontade dos interessados em negociálas (cedente e cessionário); no segundo, da observância de critérios gerais independentes da vontade dos envolvidos (sociedade e ex-sócio). Em outros termos, enquanto o valor de negociação é fruto da convergência do entendimento de alienante e adquirente ambos valorando a participação como lhes convêm, o valor imputado será calculado com aplicação de critérios legal, judicial ou contratualmente estabelecidos. Em geral, também não coincidem. 5 Na jurisprudência predomina o entendimento de que a apuração de haveres, na retirada, deve assegurar ao sócio que se desliga o mesmo valor que receberia em caso de dissolução total da sociedade (Confira-se: RDM 49/88 e TJTJESP 130/373). Como na dissolução total, cada sócio recebe o valor patrimonial de suas quotas (patrimônio líquido dividido pelo número de quotas), conclui-se que é este também o devido na apuração de haveres subseqüente ao exercício do direito de retirada.

8 8 5. O valor patrimonial. O valor patrimonial da participação societária é sempre o resultado da divisão do patrimônio líquido da sociedade pelo número de quotas ou ações em que se fraciona o capital social desta. Em fórmula: Valor Patrimonial = Patrimônio Líquido da Sociedade Número de Quotas/Ações Mas esta expressão valor patrimonial não encerra conceito unívoco, nem ao menos quando referenciada a participações societárias. Pelo contrário, a pessoa, julgado ou contrato que a utiliza podem ter em mira diferentes critérios de avaliação. Na verdade, como o divisor da operação de cálculo do valor patrimonial é o número de quotas ou ações em que se divide o capital social, e este é sempre definido no contrato social ou no estatuto de modo inequívoco, varia o montante considerado dividendo, isto é, o valor do patrimônio líquido da sociedade. E varia em função dos critérios adotados na elaboração da demonstração contábil específica de que o patrimônio líquido é uma conta: o balanço. Sobre o balanço patrimonial, convém ter-se presente a séria advertência de FÁBIO KONDER COMPARATO, no sentido da impossibilidade de nele se retratar sempre com absoluta fidelidade o que poderia ser chamado de situação real do patrimônio da sociedade (6). Há, necessariamente, subjetivismo no levantamento do balanço de qualquer sociedade empresária. Por esta razão, 6 Vulgarmente (...) o balanço é concebido como mera reprodução da realidade econômica da empresa, ou como espelho de uma situação patrimonial no dizer de um autor (Francesco Messineo. Studi di Diritto delle Società, Milão, 1958, p. 132), A não ser na hipótese de lançamentos falsos ou errôneos, o leigo não entende como se possa retocar essa fotografia do patrimônio. Tal concepção, no entanto, é totalmente imprópria. O balanço, como de resto toda a contabilidade, não pode jamais ser um simples reflexo de fatos econômicos, porque se trata de uma interpretação simbólica e, portanto, convencional da realidade. Os fatos econômicos não passam para os livros contábeis no estado bruto, mas são traduzidos, simbolicamente, em conceitos e valores; ou seja, são previamente estimados e valorados, segundo um critério determinado e em função de uma finalidade específica. A exatidão matemática dos balanços, que o vulgo contempla admirativamente, é mera coerência interna e recíproca de lançamentos em partidas dobradas, simples exatidão formal. Mas entre a realidade econômica e a sua tradução contábil interfere, necessariamente, um juízo de valor, uma estimativa axiológica, cuja imprecisão e contestabilidade jamais poderão ser suprimidas, porque inerentes ao próprio processo de conhecimento. A verdade contábil é, pois, simplesmente relativa. (Ensaios e Pareceres de direito empresarial. Rio de Janeiro, Forense, 1978, pags. 32/33).

9 9 dependendo dos critérios de avaliação e apropriação das muitas rubricas em que se desdobra o balanço, mesmo observando-se os mesmos padrões de contabilidade, há sempre uma margem para variações. Os profissionais do direito sabem bem o que significa tais variações. Sobre uma mesma e única lei, e ainda que adotados apenas os métodos de interpretação admitidos pela hermenêutica jurídica, juízes igualmente cultos podem chegar e, muitas vezes, chegam a resultados díspares, porventura opostos ou conflitantes. E porque é resultado de interpretação valorativa de uma realidade econômica, o balanço patrimonial, dependendo das finalidades para as quais é elaborado, pode ostentar valores diferentes para o patrimônio líquido de uma mesma e única sociedade. O grau de subjetivismo na elaboração dos balanços, a propósito, tende a crescer exponencialmente, em razão do processo atualmente em curso de convergência das normas contábeis brasileiras com os padrões internacionais. A essência deste processo consiste, por força razão da estrutura conceitual adotada, em transformar a própria cultura dos contadores, que deixam de ser meros aplicadores de regras de apropriação de valores para se tornarem intérpretes da situação patrimonial da sociedade (item 5.5). O patrimônio líquido é uma conta do balanço da sociedade, e corresponde ao resultado da operação matemática de subtração, em que o passivo é subtraendo do ativo. No aspecto exclusivamente matemático, qualquer divergência é facilmente superada, com o cálculo retificador. Mas no tocante às finalidades da elaboração do balanço, e dos critérios utilizados na avaliação e apropriação dos itens componentes do ativo e do passivo, as divergências não se superam por nenhum tipo de cálculo matemático. Essas divergências as oriundas da diversidade de objetivos e de critérios de avaliação e apropriação resolvem-se por composição amigável ou decisão judicial. Postas estas premissas, cabe registrar que se distinguem, em função da variação no dividendo (isto é, na mensuração do patrimônio líquido da sociedade), pelo menos três categorias de valor patrimonial da quota: (a) contábil, (b) contábil em data presente e (c) real. Cada espécie de valor patrimonial é função da espécie do balanço que serve de base ao cômputo do patrimônio líquido Valor patrimonial contábil.

10 10 Contábil é o valor patrimonial resultante da previsão, como dividendo, do patrimônio líquido constante do balanço periódico da sociedade. Este é o balanço que a sociedade está obrigada a levantar (CC, art , in fine; LSA, art. 176, I). O balanço periódico é obrigatório para as sociedades empresárias também em decorrência de obrigações acessórias impostas pela legislação tributária. Este é o balanço oficial da sociedade, por assim dizer; o balanço que procura retratar a situação patrimonial da empresa no data de encerramento do exercício social. Destaque-se que, na elaboração do balanço periódico (também chamado de ordinário ), o critério de avaliação dos bens imobilizados do ativo é o custo de aquisição. Em outros termos, recomenda a boa técnica contábil a adoção do valor de entrada desses bens, na sua contabilização (com a diminuição decorrente de depreciação, amortização ou exaustão). A reavaliação periódica dos bens imobilizados para apropriá-los pelo valor de mercado é uma mera faculdade legal. A prevalência da avaliação dos bens do ativo pelo valor de entrada, sobre outros critérios valorativos que buscam apropriá-los por um hipotético valor de saída, era amplamente aceita pela contabilidade (7). De fato, a avaliação dos bens do ativo pelo valor de entrada ( custo de aquisição ) resultava da observância de um dos princípios básicos geralmente aceitos pela Contabilidade, o do custo como base de valor (8). No processo de convergência da contabilidade brasileira com a internacional, paulatinamente este critério de apropriação dos bens do ativo tende a desaparecer, aproximando-se a informação contábil da essência patrimonial, econômica e financeira que pretende retratar. Desde 2007, em razão deste processo, devem ser avaliados pelo valor de mercado as aplicações financeiras, classificados no ativo circulante ou no realizável a longo prazo, quando destinadas à negociação ou disponíveis para venda e os elementos do ativo decorrentes de operações de longo prazo (LSA, art. 183, I, a, e VIII). 7 8 SÉRGIO DE IUDÍCIBUS leciona: Considera-se que os valores de entrada são mais adequados do que os valores de saída como base geral de avaliação do ativo, pois podem representar o valor máximo para a empresa ou por que muitas vezes não existe um mercado para valores de venda. Considera-se também que os valores de entrada são mais objetivos e não permitem o reconhecimento de receita antes que seja realizada. Na verdade, as abordagens reais à avaliação são muitas vezes ecléticas, misturando valores de entrada e de saída, embora predominem, de fato, os de entrada na prática atual. (Teoria da Contabilidade. São Paulo, 2000, Atlas, 6ª edição, págs. 138/139). SÉRGIO DE IUDÍCIBUS e outros. Contabilidade introdutória. São Paulo, 1988, Atlas, 7ª edição, pág De se registrar, inclusive, que a adoção de critério diverso na avaliação do ativo pode eventualmente ensejar repercussões tributárias.

11 Valor Patrimonial Contábil a data presente. O balanço periódico ou ordinário procura retratar a situação patrimonial da sociedade na data do encerramento do exercício social (geralmente, o dia 31 de dezembro de cada ano). É claro que, passado um dia útil que seja do exercício subseqüente, esse balanço não retrata mais a situação patrimonial da mesma sociedade. Fatos contábeis (tais como os derivados de celebração de contratos, venda de mercadorias, ampliação ou redução do quadro funcional, etc) verificam-se diariamente, numa empresa em atividade. A escrituração mercantil que é a base de qualquer balanço registra-os, à medida que ocorrem. No transcorrer do exercício social, contudo, pode ser necessário dimensionar, pelas mais variadas razões, a situação patrimonial da sociedade. Desde razões gerenciais até complexas negociações de empresas justificam, muitas vezes, o levantamento de balanço que procure retratar o patrimônio da sociedade numa data diferente da do encerramento do exercício. Elabora-se, então, um balanço especial. Note-se que o balanço especial não é a simples correção monetária dos valores apropriados no balanço periódico. Trata-se, ao contrário, de uma atualização dos valores do ativo e do passivo da sociedade em razão dos fatos contábeis verificados no decorrer de um exercício social. Deste modo, se entre 31 de dezembro de certo ano (encerramento do exercício social) e 30 de junho do ano seguinte (data do balanço especial, no meu exemplo), reduziu-se ou ampliou-se o volume dos negócios da sociedade, é claro que tais movimentos geram fatos contábeis que repercutem no seu patrimônio líquido. Outra hipótese, se a atividade econômica explorada pela sociedade é sazonal e o significativo de sua receita é obtida em determinados meses do ano, o levantamento de balanço especial no encerramento desses meses retratará uma situação bem diversa da expressa no balanço periódico, ordinário. Para cumprir seu objetivo, o balanço especial deve seguir, rigorosamente, os mesmos critérios contábeis de avaliação e apropriação dos elementos do ativo e do passivo adotados no balanço periódico ou ordinário. Caso se afaste desses critérios, adotando outros, o balanço especial perderá em consistência, porque não permitirá uma análise da evolução da situação patrimonial entre a data do encerramento do exercício anterior e a data

12 12 de referência do seu levantamento. Por esta razão, também no balanço especial os elementos do ativo deviam ser, pela melhor técnica contábil adotada antes do processo de convergência com as normas internacionais, avaliados por seu valor de entrada ( custo de aquisição ) Valor patrimonial real. A jurisprudência acerca da apuração de haveres de sociedade limitada determina que esta se faça da forma mais próxima à dissolução total. A seu turno, a lei determina que, no caso de incorporação de sociedade anônima controlada pela controladora, o reembolso seja definido entre duas alternativas, à escolha do dissidente, sendo uma delas com a reavaliação do ativo por seu valor de mercado (LSA, art. 264, 2º). Os instrumentos contábeis exigidos por lei, contudo, não são aptos a retratarem essa situação patrimonial (a próxima da dissolução total da sociedade limitada ou a feita com a apropriação do valor de mercado dos bens do ativo ), porque, como visto, adotam, na melhor técnica contábil, o critério da avaliação pelo valor de entrada. Quando é cabível a avaliação da participação societária nesses termos, faz-se necessário simular a dissolução total da sociedade limitada ou reavaliar os bens do ativo da anônima incorporada por meio de uma demonstração contábil específica. Levanta-se, então, um balanço de determinação. Num exercício de classificação, pode-se dizer que os balanços patrimoniais são ordinários ou extraordinários. O balanço ordinário é o levantado no término do exercício social, para atender à legislação comercial e, por vezes, também a tributária. Os balanços extraordinários são levantados durante o exercício social e se dividem em duas espécies: especial e de determinação (9). A diferença entre as espécies de balanços extraordinários está no seguinte: no balanço especial, preservam-se os mesmos critérios de avaliação dos bens do ativo e passivo adotados no balanço ordinário; no balanço de determinação, alteram-se esses critérios. O balanço especial não pode ter por data de referência a do encerramento do exercício, mais o balanço de determinação pode. 9 Neste exercício classificatório, estão-se desconsiderando outros tipos de balanços extraordinários, sem interesse para os objetivos do presente artigo, como por exemplo o balanço de cessão e o de liquidação. Sobre essas categorias, ver HERNANI ESTRELLA, Apuração dos Haveres de Sócio. Rio de Janeiro, 1992, Forense, 2ª edição, págs. 188/194.

13 13 Em outros termos, no balanço especial, procede-se à simples atualização para a data de referência no transcorrer do exercício, por meio da apropriação dos fatos contábeis verificados desde o encerramento do ultimo exercício, do mesmo retrato patrimonial expresso pelo balanço periódico. Adota-se, por esta razão, rigorosamente os mesmos critérios de avaliação e apropriação do balanço periódico. Já no balanço de determinação, além da atualização dos fatos contábeis verificados entre a data do encerramento do último exercício e a data do seu levantamento, alteram-se os critérios de avaliação e apropriação dos bens do ativo e passivo, de sorte a contabilizá-los a valor de saída ( valor de mercado ). Em suma, no balanço de determinação, é feita uma simulação da realização de todos os bens do ativo e da satisfação do passivo social, para mensurar quanto seria o acervo líquido da sociedade, caso ela fosse totalmente dissolvida e liquidada naquela data. A simulação da realização do ativo e da satisfação do passivo pressupõe afastar-se o princípio do custo como base de valor, e reavaliarem-se os elementos do ativo, incluindo os intangíveis com valor de troca, para os apropriar pelo valor de saída (valor de mercado). O balanço de determinação é, bem vistas as coisas, um instrumento contábil desenvolvido originariamente para atender à jurisprudência dominante sobre apuração de haveres (10). Não tem, aliás, outra serventia senão dar cumprimento às decisões judiciais que decretam a dissolução parcial de sociedade limitada, em que o contrato social é omisso relativamente ao cálculo do reembolso, ou à determinação legal específica da incorporação de sociedade anônima controlada pela controladora e casos similares (LSA, art. 264 e 4º). A própria expressão balanço de determinação é criação da doutrina jurídica, e não da teoria da contabilidade A convergência das normas contábeis brasileiras aos padrões internacionais 10 MARTINHO MAURÍCIO GOMES DE ORNELAS desenvolve um modelo contábil próprio para a confecção do balanço de determinação, partindo da jurisprudência predominante sobre apuração de haveres. Na definição de Ornelas, O balanço de determinação, denominação cunhada por Osmida Inoccente (jurista italiano), tem por finalidade determinar o valor das quotas a ser reembolsado ao sócio desligado ou aos herdeiros do sócio pré-morto. Pela elaboração dessa demonstração contábil, o perito em contabilidade busca a situação patrimonial da sociedade a valores de mercado em determinado momento da vida societária, caracterizado pela dissidência, exclusão ou morte de um dos sócios. (Avaliação de Sociedades apuração de haveres em processos judiciais. São Paulo, 2001, Atlas, pág.120).

14 14 A globalização econômica força a harmonização das técnicas contábeis em todo o mundo. Para que o investidor tenha ao seu alcance as alternativas de investimento abertas em qualquer parte do planeta, é indispensável que as possa examinar segundo parâmetros homogêneos. Como as demonstrações divulgadas pelas empresas são os principais instrumentos para esta análise, a linguagem contábil, que retrata a situação patrimonial, econômica e financeira das empresas, deve ser globalmente padronizada. O movimento de harmonização da contabilidade empresarial foi impulsionado pelo aumento da negociação nas bolsas de valores norte-americanas de ações de emissão das empresas sediadas fora dos Estados Unidos (ou de títulos representativos de ações delas, os ADRs). As empresas com acesso àquele cobiçado mercado de capitais passaram a elaborar duas contabilidades, sendo uma atendendo ao padrão norte-americano (USGAAP, equivalente a princípios de contabilidade geralmente aceitos nos Estados Unidos ), e outra, a de seu país de origem. Paralelamente a esse movimento, um prestigiado organismo internacional de contabilidade (IASB: International Accounting Standards Board) divulga, desde 2001, as normas internacionais de contabilidade (IFRS: International Financial Reporting Standard), que, a partir do exercício de 2006, passou a ser o padrão de observância obrigatória na Europa. Hoje, curiosamente, a padronização global da contabilidade encontra resistência exatamente no país em que o movimento se originou. As empresas e autoridades norteamericanas não mostram nenhuma pressa em substituir o USGAAP pelo IFRS (11). No Brasil, a convergência das regras contábeis nacionais e a contabilidade pelo IFRS está em curso, tendo as companhias abertas adotado o padrão global integralmente desde o exercício findo em (12). No plano legislativo, a edição da Lei nº /07, marcou a adesão do nosso direito empresarial ao movimento de harmonização da contabilidade na economia global. Um dos objetivos do processo de convergência em curso implica verdadeira revolução do modo como se elaboram os instrumentos contábeis. A partir do primado da prevalência da essência sobre a forma, o contador deixa de ser um mero aplicador Segundo SIOBHAN CITLIN SWEENEY: While the United States has been the major initiator of IFRS and has imposed its own interpretation of standards on the rest of the world, it has never expressed an intention to adopt IFRS itself, instead opting to converge its own standards towards IFRS. Its position of power in the IFRS debate means that it is really converging IFRS towards the USGAAP system (AIFRS Australia goes it alone. Em Business Law Review. Vol. 8, nº 3, International Bar Association, novembro de 2007, pág. 296). Instrução CVM 457, de

15 15 de normas técnicas sobre apropriações de valores, para se tornar um intérprete da situação patrimonial e econômica da empresa (13). A finalidade de todo este esforço, de uma quase reinvenção da contabilidade, consiste em fazer com que as demonstrações contábeis passem a ter (voltem a ter?) utilidade para a tomada de decisão pelos agentes econômicos. Era comum ouvir-se, até recentemente, que certa avaliação tinha apenas fins contábeis, significando dizer que não prestava para nada além de constar do documento contábil. Isto é, o distanciamento entre a forma traduzida pela contabilidade (a informação contábil ) e a essência econômica nela retratada era aceito como natural. A contabilidade servia, então, somente à contabilidade. Repercutindo movimentos teóricos nascidos nos anos 1960, nos Estados Unidos (14), o processo de convergência internacional das normas contábeis visa criar as condições para a superação deste distanciamento. A informação contábil deve retratar de tal modo a realidade patrimonial, econômica e financeira da empresa, que o agente econômico possa tomar suas decisões, de modo eficiente, a partir dela (15). No futuro, quando a revolução contábil em curso produzir todos os seus frutos, não somente o agente econômico poderá dispensar qualquer revisão da informação contábil, para tomar suas decisões; talvez, também o juiz poderá dispensar a elaboração de demonstração contábil específica (o chamado balanço de determinação ) para decidir que valor real deve ser atribuído à participação societária Para que a informação represente adequadamente as transações e outros eventos que ela se propõe a representar, é necessário que essas transações e eventos sejam contabilizados e apresentados de acordo com a sua substância e realidade econômica, e não meramente sua forma legal (Manual de Normas Internacionais, citado, pg. 4). Relatam FRANCISCO ANTONIO BEZERRA e ALEXSANDRO BROEDEL LOPES: com o desenvolvimento de conceitos importantes, como o CAPM e a hipótese dos mercados eficientes Efficient Markets Hypotesis (EMH), a contabilidade iniciou uma nova jornada no que diz respeito à pesquisa empírica. A importância desses dois conceitos está na capacidade de demonstrar que a informação contábil pode ser utilizada como instrumento importante tanto na previsão do valor futuro das empresas quanto na confirmação de que a informação contábil é útil para tomada de decisão por parte dos agentes de mercado de capitais (Lucro e preço das ações. Em Teoria Avançada da Contabilidade, coordenação de Alexsandro Broedel Lopes e Sérgio Iudícibus. 2ª edição. São Paulo: Atlas, 2012, pgs. 136/137). Para ANTONIO CARLOS LAGE, CLÁUDIO GONÇALO LONGO e ELIONOR FARAH JREIGE WEFFORT: a contabilidade, na visão do [organismo internacional que publica as IFRS], é principle-based (baseada em princípios), opondo-se à abordagem rules-based (baseada em regras). Enquanto a primeira prega uma contabilidade amparada por princípios e conceitos com espaço para julgamento de valor, a segunda preocupa-se em desenvolver regras detalhadas que, ao contrário, reduzam a margem para discricionariedade. Naturalmente em uma abordagem principle-based, a framework assume papel fundamental, na medida em que ela é o repositório primário dos conceito se princípios que guiarão a elaboração e divulgação das demonstrações financeiras (Manual de Normas Internacionais de Contabilidade IFRS versus Normas Brasileiras. Diversos autores. Organizado por Ernest-Young e FIPECAFI. 2ª edição. São Paulo: Atlas, pág. 10).

16 Quadro sintético Em suma, pode-se conceituar cada espécie de valor patrimonial em função do tipo de balanço que serve de base para definição do dividendo da operação matemática de divisão, em que se calcula o reembolso: (a) se o patrimônio líquido é o constante do balanço periódico (ordinário ou obrigatório), o resultado é o valor patrimonial contábil; (b) se o patrimônio líquido é o apurado em balanço especial, o resultado é o valor patrimonial contábil em data presente; (c) se, enfim, o patrimônio líquido é o reavaliado num balanço de determinação, o resultado é o valor patrimonial real. Ao se interpretar o contrato social, a lei ou mesmo o dispositivo de sentenças e Acórdãos, cabe atentar para o tipo de valor patrimonial imputado à participação societária. Nem sempre a designação coincidirá com a utilizada aqui. Mas, o que interessa é saber se a base para a avaliação da participação societária contratada entre os sócios, determinada na lei ou reconhecida na decisão judicial deve ser o balanço ordinário, referente ao fim do último exercício; o especial, que retrata os fatos contábeis verificados desde então, sem reavaliar nenhum bem ou passivo (mantendo o mesmo critério do balanço ordinário); ou o de determinação, que considera também tais fatos contábeis mas reavalia os bens (mudando os critérios do balanço ordinário). Somente após a clarificação da base de cálculo do valor patrimonial, a partir dos lineamentos indicados (isto é, fim do exercício ou durante o exercício; manutenção ou revisão dos critérios de apropriação), pode-se dizer que tipo de valor patrimonial imputou-se à participação societária.

IBRACON NPC VI - INVESTIMENTOS - PARTICIPAÇÕES EM OUTRAS SOCIEDADES

IBRACON NPC VI - INVESTIMENTOS - PARTICIPAÇÕES EM OUTRAS SOCIEDADES IBRACON NPC VI - INVESTIMENTOS - PARTICIPAÇÕES EM OUTRAS SOCIEDADES INTRODUÇÃO 1. Este pronunciamento abrange as participações em sociedades coligadas e controladas e as participações minoritárias de natureza

Leia mais

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS INTERPRETAÇÃO TÉCNICA ICPC 09 (R1)

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS INTERPRETAÇÃO TÉCNICA ICPC 09 (R1) COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS INTERPRETAÇÃO TÉCNICA ICPC 09 (R1) Demonstrações Contábeis Individuais, Demonstrações Separadas, Demonstrações Consolidadas e Aplicação do Método de Equivalência Patrimonial

Leia mais

Harmonização contábil internacional. Autor: Ader Fernando Alves de Pádua

Harmonização contábil internacional. Autor: Ader Fernando Alves de Pádua Harmonização contábil internacional Autor: Ader Fernando Alves de Pádua RESUMO O presente artigo tem por objetivo abordar o conceito e os aspectos formais e legais das Normas Brasileiras de Contabilidade

Leia mais

DAS SOCIEDADES: (A) A PERSONALIZAÇÃO DAS SOCIEDADES EMPRESARIAIS (PRINCÍPIOS DO DIREITO SOCIETÁRIO) GERA TRÊS CONSEQÜÊNCIAS:

DAS SOCIEDADES: (A) A PERSONALIZAÇÃO DAS SOCIEDADES EMPRESARIAIS (PRINCÍPIOS DO DIREITO SOCIETÁRIO) GERA TRÊS CONSEQÜÊNCIAS: DAS SOCIEDADES: CONCEITO: A sociedade empresária pode ser conceituada como a pessoa jurídica de direito privado não estatal, que explora empresarialmente seu objeto social ou a forma de sociedade por ações.

Leia mais

RESOLUÇÃO CFC Nº. 1.262/09. O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e regimentais,

RESOLUÇÃO CFC Nº. 1.262/09. O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e regimentais, NOTA - A Resolução CFC n.º 1.329/11 alterou a sigla e a numeração desta Interpretação de IT 09 para ITG 09 e de outras normas citadas: de NBC T 1 para NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL; de NBC T 7 para NBC TG

Leia mais

CONTABILIDADE SOCIETÁRIA AVANÇADA Revisão Geral BR-GAAP. PROF. Ms. EDUARDO RAMOS. Mestre em Ciências Contábeis FAF/UERJ SUMÁRIO

CONTABILIDADE SOCIETÁRIA AVANÇADA Revisão Geral BR-GAAP. PROF. Ms. EDUARDO RAMOS. Mestre em Ciências Contábeis FAF/UERJ SUMÁRIO CONTABILIDADE SOCIETÁRIA AVANÇADA Revisão Geral BR-GAAP PROF. Ms. EDUARDO RAMOS Mestre em Ciências Contábeis FAF/UERJ SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO 2. PRINCÍPIOS CONTÁBEIS E ESTRUTURA CONCEITUAL 3. O CICLO CONTÁBIL

Leia mais

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS INSTITUTO DE CIÊNCIAS GERÊNCIAIS E ECONÔMICAS Ciências Contábeis Contabilidade em moeda constante e conversão de demonstrações contábeis para moeda estrangeira

Leia mais

Luciano Silva Rosa Contabilidade 20

Luciano Silva Rosa Contabilidade 20 Luciano Silva Rosa Contabilidade 20 Tratamento contábil do ágio e do deságio O tratamento contábil do ágio e do deságio na aquisição de investimentos avaliados pelo método da equivalência patrimonial (MEP)

Leia mais

AS MUDANÇAS DA LEI 11.638/07 NO BALANÇO PATRIMONIAL DAS EMPRESAS DE CAPITAL ABERTO

AS MUDANÇAS DA LEI 11.638/07 NO BALANÇO PATRIMONIAL DAS EMPRESAS DE CAPITAL ABERTO AS MUDANÇAS DA LEI 11.638/07 NO BALANÇO PATRIMONIAL DAS EMPRESAS DE CAPITAL ABERTO Vanessa Alves Cunha 1, Robernei Aparecido Lima 2 1 Universidade do Vale do Paraíba/Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas,

Leia mais

ALTERAÇÕES DA LEI DAS SOCIEDADES POR AÇÕES MARCELO CAVALCANTI ALMEIDA

ALTERAÇÕES DA LEI DAS SOCIEDADES POR AÇÕES MARCELO CAVALCANTI ALMEIDA ALTERAÇÕES DA LEI DAS SOCIEDADES POR AÇÕES MARCELO CAVALCANTI ALMEIDA Sócio da Deloitte e autor de livros da Editora Atlas 1 EVOLUÇÃO Instrução CVM n 457/07 Demonstrações financeiras consolidadas a partir

Leia mais

CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ UNIDADE VII CIÊNCIAS CONTÁBEIS TEMA: SOCIEDADE LIMITADA PROFª: PAOLA SANTOS SOCIEDADE LIMITADA

CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ UNIDADE VII CIÊNCIAS CONTÁBEIS TEMA: SOCIEDADE LIMITADA PROFª: PAOLA SANTOS SOCIEDADE LIMITADA UNIDADE VII CIÊNCIAS CONTÁBEIS TEMA: SOCIEDADE LIMITADA PROFª: PAOLA SANTOS SOCIEDADE LIMITADA 1. LEGISLAÇÃO APLICÁVEL A sociedade limitada é o tipo societário de maior presença na economia brasileira.

Leia mais

DELIBERAÇÃO CVM Nº 729, DE 27 DE NOVEMBRO DE 2014

DELIBERAÇÃO CVM Nº 729, DE 27 DE NOVEMBRO DE 2014 Aprova a Interpretação Técnica ICPC 09(R2) do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, que trata de demonstrações contábeis individuais, demonstrações separadas, demonstrações consolidadas e aplicação do método

Leia mais

JOSÉ APARECIDO MAION jmaion@maioncia.com.br. IRINEU DE MULA idemula@amcham.com.br. DELIBERAÇÃO CVM N o 539, DE 14/03/2008

JOSÉ APARECIDO MAION jmaion@maioncia.com.br. IRINEU DE MULA idemula@amcham.com.br. DELIBERAÇÃO CVM N o 539, DE 14/03/2008 DELIBERAÇÃO CVM N o 539, DE 14/03/2008 Aprova o Pronunciamento Conceitual Básico do CPC que dispõe sobre a Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis. JOSÉ APARECIDO

Leia mais

2 Questão 31 Classificação de Contas e Grupos Patrimoniais

2 Questão 31 Classificação de Contas e Grupos Patrimoniais Conteúdo 1 Introdução... 1 2 Questão 31 Classificação de Contas e Grupos Patrimoniais... 1 3 Questão 32 Natureza das contas... 3 4 Questão 33 Lançamentos - Operações de captação de recursos... 4 5 Questão

Leia mais

PONTÍFICIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS CURSO DE DIREITO

PONTÍFICIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS CURSO DE DIREITO PONTÍFICIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS CURSO DE DIREITO Disciplina: Direito Empresarial II JUR 1022 Turma: C02 Prof.: Luiz Fernando Capítulo VI SOCIEDADES ANÔNIMAS 1. Evolução Legal: a) Decreto n. 575/49;

Leia mais

Ajustes de Avaliação Patrimonial.

Ajustes de Avaliação Patrimonial. Ajustes de Avaliação Patrimonial. (Lei 6.404/76, art. 178 2 ) Prof. MSc. Wilson Alberto Zappa Hoog i Resumo: Apresentamos um breve comentário sobre a conta Ajustes de Avaliação Patrimonial, criada pela

Leia mais

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA CAPÍTULO 33 Este Capítulo é parte integrante do Livro Contabilidade Básica - Finalmente Você Vai Entender a Contabilidade. 33.1 CONCEITOS A demonstração dos fluxos de caixa evidencia as modificações ocorridas

Leia mais

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS Julgue os itens a seguir, a respeito da Lei n.º 6.404/197 e suas alterações, da legislação complementar e dos pronunciamentos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). 71 Os gastos incorridos com pesquisa

Leia mais

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS INTERPRETAÇÃO TÉCNICA ICPC 09 (R2)

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS INTERPRETAÇÃO TÉCNICA ICPC 09 (R2) Sumário COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS INTERPRETAÇÃO TÉCNICA ICPC 09 (R2) Demonstrações Contábeis Individuais, Demonstrações Separadas, Demonstrações Consolidadas e Aplicação do Método da Equivalência

Leia mais

PROCESSOS DE REORGANIZAÇÃO SOCIETÁRIA 1

PROCESSOS DE REORGANIZAÇÃO SOCIETÁRIA 1 PROCESSOS DE REORGANIZAÇÃO SOCIETÁRIA 1 1.1 - Aspectos Introdutórios 1.1.1 - Objetivos Básicos Tais operações tratam de modalidades de reorganização de sociedades, previstas em lei, que permitem às empresas,

Leia mais

Amortização de ágio ou deságio somente influenciará o resultado quando da alienação do investimento

Amortização de ágio ou deságio somente influenciará o resultado quando da alienação do investimento Conheça o tratamento fiscal aplicável ao ágio e ao deságio apurados na aquisição dos investimentos avaliados pelo Método de Equivalência Patrimonial - MEP AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS - Ágio ou Deságio na

Leia mais

Profa. Joseane Cauduro. Unidade I DIREITO SOCIETÁRIO

Profa. Joseane Cauduro. Unidade I DIREITO SOCIETÁRIO Profa. Joseane Cauduro Unidade I DIREITO SOCIETÁRIO Introdução A unidade I aborda: empresa e empresário; formação das sociedades; tipos de sociedades. Objetivos da disciplina: apresentar aos estudantes

Leia mais

RESUMO. A responsabilidade da sociedade é sempre ilimitada, mas a responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas quotas.

RESUMO. A responsabilidade da sociedade é sempre ilimitada, mas a responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas quotas. RESUMO 1)Sociedade Limitada Continuação 1.1) Responsabilidade do sócio dentro da sociedade limitada. A responsabilidade da sociedade é sempre ilimitada, mas a responsabilidade de cada sócio é restrita

Leia mais

TIPOS SOCIETÁRIOS MENORES E DISSOLUÇÃO DA SOCIEDADE CONTRATUAL. 1. TIPOS SOCIETÁRIOS MENORES - GENERALIDADES:

TIPOS SOCIETÁRIOS MENORES E DISSOLUÇÃO DA SOCIEDADE CONTRATUAL. 1. TIPOS SOCIETÁRIOS MENORES - GENERALIDADES: UNIDADE VI CIÊNCIAS CONTÁBEIS TEMA: TIPOS SOCIETÁRIOS MENORES E DISSOLUÇÃO DA SOCIEDADE CONTRATUAL. PROFª: PAOLA SANTOS TIPOS SOCIETÁRIOS MENORES E DISSOLUÇÃO DA SOCIEDADE CONTRATUAL. 1. TIPOS SOCIETÁRIOS

Leia mais

NOVAS REGRAS CONTÁBEIS PARA 2010 CONTINUAÇÃO DE PADRONIZAÇÃO INTERNACIONAL CONTÁBIL

NOVAS REGRAS CONTÁBEIS PARA 2010 CONTINUAÇÃO DE PADRONIZAÇÃO INTERNACIONAL CONTÁBIL NOVAS REGRAS CONTÁBEIS PARA 2010 CONTINUAÇÃO DE PADRONIZAÇÃO INTERNACIONAL CONTÁBIL Ana Beatriz Nunes Barbosa Em 31.07.2009, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aprovou mais cinco normas contábeis

Leia mais

O FALECIMENTO DO SÓCIO DE EMPRESA LIMITADA E A SUCESSÃO DE SUAS QUOTAS À LUZ DO CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO

O FALECIMENTO DO SÓCIO DE EMPRESA LIMITADA E A SUCESSÃO DE SUAS QUOTAS À LUZ DO CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO O FALECIMENTO DO SÓCIO DE EMPRESA LIMITADA E A SUCESSÃO DE SUAS QUOTAS À LUZ DO CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO O falecimento do sócio de empresa limitada é matéria de grande interesse prático para qualquer sociedade

Leia mais

Relatório da Administração Dommo 2014

Relatório da Administração Dommo 2014 Relatório da Administração Dommo 2014 A Administração da Dommo Empreendimentos Imobiliários S.A. apresenta o Relatório da Administração e as correspondentes Demonstrações Financeiras referentes aos exercícios

Leia mais

Felipe Pedroso Castelo Branco Cassemiro Martins CONTABILIDADE INTERNACIONAL FINANCIAL REPORTING

Felipe Pedroso Castelo Branco Cassemiro Martins CONTABILIDADE INTERNACIONAL FINANCIAL REPORTING Felipe Pedroso Castelo Branco Cassemiro Martins CONTABILIDADE INTERNACIONAL FINANCIAL REPORTING Belo Horizonte 2012 Felipe Pedroso Castelo Branco Cassemiro Martins CONTABILIDADE INTERNACIONAL FINANCIAL

Leia mais

Curso Novas Regras de Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas

Curso Novas Regras de Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas Curso Novas Regras de Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas Conhecimento essencial em Gestão de Controladoria Depois de sucessivas crises econômicas, os investidores pressionam cada vez mais pela

Leia mais

INTERPRETAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

INTERPRETAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Unidade III INTERPRETAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Prof. Walter Dominas Objetivos da disciplina Essa disciplina tem dois objetivos principais: O primeiro objetivo é a determinação do valor da empresa.

Leia mais

DISTRIBUIÇÃO DO LUCRO 1

DISTRIBUIÇÃO DO LUCRO 1 DISTRIBUIÇÃO DO LUCRO 1 Gillene da Silva Sanses 2 O artigo apresenta a nova realidade em que se inserem, sob a perspectiva de critério para cálculo, deliberação e distribuição aos sócios, dos lucros. O

Leia mais

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS DIRETORIA ACADÊMICA PROGRAMAS E BIBLIOGRAFIAS

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS DIRETORIA ACADÊMICA PROGRAMAS E BIBLIOGRAFIAS DISCIPLINA GL203 NOME Contabilidade I Horas Semanais Teóricas Práticas Laboratório Orientação Distância Estudo em Casa Sala de Aula 04 00 00 00 00 00 04 Nº semanas Carga horária total Créditos Exame Frequência

Leia mais

DELIBERAÇÃO CVM Nº 728, DE 27 DE NOVEMBRO DE 2014

DELIBERAÇÃO CVM Nº 728, DE 27 DE NOVEMBRO DE 2014 Aprova o Documento de Revisão de Pronunciamentos Técnicos nº 06 referente aos Pronunciamentos CPC 04, CPC 05, CPC 10, CPC 15, CPC 22, CPC 25, CPC 26, CPC 27, CPC 28, CPC 33, CPC 38, CPC 39 e CPC 46 emitidos

Leia mais

RESOLUÇÃO CFC N.º 1.315/10

RESOLUÇÃO CFC N.º 1.315/10 NOTA - A Resolução CFC n.º 1.329/11 alterou a sigla e a numeração desta Norma de NBC T 19.40 para NBC TG 43 e de outras normas citadas: de NBC T 1 para NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL; de NBC T 19.18 para

Leia mais

Bovespa Supervisão de Mercados - BSM

Bovespa Supervisão de Mercados - BSM 1. C ontexto operacional A Bovespa Supervisão de Mercados BSM (BSM) criada em 16 de agosto de 2007 como uma associação civil sem finalidade lucrativa, em cumprimento ao disposto na regulamentação pertinente

Leia mais

Comentários às Mudanças Contábeis na Lei nº 6.404/76 MP nº 449/08

Comentários às Mudanças Contábeis na Lei nº 6.404/76 MP nº 449/08 Comentários às Mudanças Contábeis na Lei nº 6.404/76 MP nº 449/08 Comentários às Mudanças Contábeis na Lei nº 6.404/76 MP nº 449/08 No dia 3 de dezembro de 2008, foi editada a Medida Provisória nº 449,

Leia mais

Bloco Contábil e Fiscal

Bloco Contábil e Fiscal Bloco Contábil e Fiscal Contabilidade e Conciliação Contábil Objetivo O objetivo deste artigo é dar uma visão geral sobre os Módulos Contabilidade e Conciliação Contábil, que fazem parte do Bloco Contábil

Leia mais

DIREITO SOCIETÁRIO. Sociedades não personificadas

DIREITO SOCIETÁRIO. Sociedades não personificadas DIREITO SOCIETÁRIO As sociedades são classificadas como simples ou empresárias (art. 982, CC). As sociedades empresárias têm por objeto o exercício da empresa: as sociedades simples exercem uma atividade

Leia mais

DELIBERAÇÃO CVM Nº 610, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2009

DELIBERAÇÃO CVM Nº 610, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2009 Aprova o Pronunciamento Técnico CPC 43 do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, que trata da adoção inicial dos pronunciamentos técnicos CPC 15 a 40. A PRESIDENTE DA COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS - CVM

Leia mais

FORPART S.A. - EM LIQUIDAÇÃO

FORPART S.A. - EM LIQUIDAÇÃO DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013 E 2012 Demonstrações Contábeis Em 31 de Dezembro de 2013 e 2012 Conteúdo Relatório da Administração e do Liquidante Relatório dos Auditores Independentes

Leia mais

Resumo de Contabilidade Geral

Resumo de Contabilidade Geral Ricardo J. Ferreira Resumo de Contabilidade Geral 4ª edição Conforme a Lei das S/A, normas internacionais e CPC Rio de Janeiro 2010 Copyright Editora Ferreira Ltda., 2008-2009 1. ed. 2008; 2. ed. 2008;

Leia mais

ATIVO IMOBILIZADO (GESTÃO, APURAÇÃO E CONTROLE)

ATIVO IMOBILIZADO (GESTÃO, APURAÇÃO E CONTROLE) ATIVO IMOBILIZADO (GESTÃO, APURAÇÃO E CONTROLE) Ativo Imobilizado e Intangível OBJETIVOS Possibilitar a compreensão da importância da informação contábil adequada do Ativo Imobilizado e sua gestão, apuração

Leia mais

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS ORIENTAÇÃO CPC-O - 01. Entidades de Incorporação Imobiliária

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS ORIENTAÇÃO CPC-O - 01. Entidades de Incorporação Imobiliária COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS ORIENTAÇÃO CPC-O - 01 Entidades de Incorporação Imobiliária Descrição Item Objetivo e alcance 1 Formação do custo do imóvel, objeto da incorporação imobiliária 2-9 Despesas

Leia mais

DFP - Demonstrações Financeiras Padronizadas - 31/12/2014 - Encalso Participações em Concessões S.A. Versão : 1. Composição do Capital 1

DFP - Demonstrações Financeiras Padronizadas - 31/12/2014 - Encalso Participações em Concessões S.A. Versão : 1. Composição do Capital 1 Índice Dados da Empresa Composição do Capital 1 DFs Individuais Balanço Patrimonial Ativo 2 Balanço Patrimonial Passivo 3 Demonstração do Resultado 4 Demonstração do Resultado Abrangente 5 Demonstração

Leia mais

IRPJ - REAVALIAÇÃO DE BENS BASE LEGAL PARA O PROCEDIMENTO DE AVALIAÇÃO DE BENS

IRPJ - REAVALIAÇÃO DE BENS BASE LEGAL PARA O PROCEDIMENTO DE AVALIAÇÃO DE BENS Page 1 of 14 IRPJ - REAVALIAÇÃO DE BENS BASE LEGAL PARA O PROCEDIMENTO DE AVALIAÇÃO DE BENS A Lei 6.404/76 (também chamada Lei das S/A), em seu artigo 8 º, admite a possibilidade de se avaliarem os ativos

Leia mais

Contabilidade Avançada Ajuste a valor presente e mensuração ao valor justo

Contabilidade Avançada Ajuste a valor presente e mensuração ao valor justo Contabilidade Avançada Ajuste a valor presente e mensuração ao valor justo Prof. Dr. Adriano Rodrigues Assuntos abordados nesse tópico: Ajuste a valor presente: Fundamentação Mensuração ao valor justo

Leia mais

Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados

Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados Unidade 6 Hebert Sá 90 Sumário Introdução... 92 Objetivos... 93 Estrutura da Unidade... 93 Unidade 6: Tópico 1: Integração entre DRE e Balanço Patrimonial...

Leia mais

Fiscal - ECF. Me. Fábio Luiz de Carvalho. Varginha-MG, 31.julho.2015

Fiscal - ECF. Me. Fábio Luiz de Carvalho. Varginha-MG, 31.julho.2015 Escrituração Contábil Fiscal - ECF Me. Fábio Luiz de Carvalho Varginha-MG, 31.julho.2015 Causa & Efeito A Lei n. 11.638/07 combinada com os Pronunciamentos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis

Leia mais

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 18 (R2)

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 18 (R2) COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 18 (R2) Investimento em Coligada, em Controlada e em Empreendimento Controlado em Conjunto Correlação às Normas Internacionais de Contabilidade

Leia mais

Abril Educação S.A. Informações Proforma em 30 de junho de 2011

Abril Educação S.A. Informações Proforma em 30 de junho de 2011 Abril Educação S.A. Informações Proforma em 30 de junho de 2011 RESULTADOS PRO FORMA NÃO AUDITADOS CONSOLIDADOS DA ABRIL EDUCAÇÃO As informações financeiras consolidadas pro forma não auditadas para 30

Leia mais

PROCESSO DE CONVERGÊNCIA DA CONTABILIDADE PÚBLICA MUNICIPAL. Parte 3 Procedimento Contábil da Reavaliação

PROCESSO DE CONVERGÊNCIA DA CONTABILIDADE PÚBLICA MUNICIPAL. Parte 3 Procedimento Contábil da Reavaliação PROCESSO DE CONVERGÊNCIA DA CONTABILIDADE PÚBLICA MUNICIPAL Parte 3 Procedimento Contábil da Reavaliação Conforme comentado na parte 2, durante o período de transição da contabilidade municipal aos novos

Leia mais

Demonstrações Contábeis

Demonstrações Contábeis Demonstrações Contábeis 12.1. Introdução O artigo 176 da Lei nº 6.404/1976 estabelece que, ao fim de cada exercício social, a diretoria da empresa deve elaborar, com base na escrituração mercantil, as

Leia mais

Comentários sobre questões passíveis de recurso da prova de Contabilidade Concurso: Auditor-Fiscal do Município de São Paulo ISS 2007

Comentários sobre questões passíveis de recurso da prova de Contabilidade Concurso: Auditor-Fiscal do Município de São Paulo ISS 2007 1 INTRODUÇÃO...1 2 QUESTÃO 06 PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL RESULTADOS NÃO REALIZADOS CABE RECURSO....2 3 QUESTÃO 07 PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS, RECEBIMENTO DE DIVIDENDOS DE INVESTIMENTOS

Leia mais

6 Balanço Patrimonial - Passivo - Classificações das Contas, 25 Exercícios, 26

6 Balanço Patrimonial - Passivo - Classificações das Contas, 25 Exercícios, 26 Prefácio 1 Exercício Social, 1 Exercícios, 2 2 Disposições Gerais, 3 2.1 Demonstrações financeiras exigidas, 3 2.2 Demonstrações financeiras comparativas, 4 2.3 Contas semelhantes e contas de pequenos,

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 11.638, DE 28 DEZEMBRO DE 2007. Mensagem de veto Altera e revoga dispositivos da Lei n o 6.404, de 15 de dezembro de 1976, e

Leia mais

BRITCHAM RIO AGIO NA AQUISICAO DE INVESTIMENTOS LEI 11638

BRITCHAM RIO AGIO NA AQUISICAO DE INVESTIMENTOS LEI 11638 BRITCHAM RIO 2009 AGIO NA AQUISICAO DE INVESTIMENTOS LEI 11638 JUSTIFICATIVAS DO TEMA Permanente movimento de concentração Aumento da Relevância dos Intangíveis Convergência/Harmonização/Unificação de

Leia mais

Instituto Hernandez de Desenvolvimento Profissional

Instituto Hernandez de Desenvolvimento Profissional AS IFRS COMO FATOR IMPULSIONADOR DA ECONOMIA E DA PROFISSÃO CONTÁBIL NO BRASIL JOSÉ HERNANDEZ PEREZ JUNIOR José Hernandez Perez Junior 1 PALESTRANTE JOSÉ HERNANDEZ PEREZ JUNIOR PhD Doctor of Philosophy

Leia mais

Empresas de Capital Fechado, ou companhias fechadas, são aquelas que não podem negociar valores mobiliários no mercado.

Empresas de Capital Fechado, ou companhias fechadas, são aquelas que não podem negociar valores mobiliários no mercado. A Ação Os títulos negociáveis em Bolsa (ou no Mercado de Balcão, que é aquele em que as operações de compra e venda são fechadas via telefone ou por meio de um sistema eletrônico de negociação, e onde

Leia mais

A ESTRUTURA DO BALANÇO PATRIMONIAL: UM COMPARATIVO ANTES E DEPOIS DA ADOÇÃO DO PADRÃO CONTÁBIL INTERNACIONAL.

A ESTRUTURA DO BALANÇO PATRIMONIAL: UM COMPARATIVO ANTES E DEPOIS DA ADOÇÃO DO PADRÃO CONTÁBIL INTERNACIONAL. A ESTRUTURA DO BALANÇO PATRIMONIAL: UM COMPARATIVO ANTES E DEPOIS DA ADOÇÃO DO PADRÃO CONTÁBIL INTERNACIONAL. Eliseu Pereira Lara 1 RESUMO: As alterações ocorridas na legislação contábil, visando à adequação

Leia mais

Mecanismo de Ressarcimento de Prejuízos (anteriormente denominado Fundo de Garantia da Bolsa de Valores de São Paulo)

Mecanismo de Ressarcimento de Prejuízos (anteriormente denominado Fundo de Garantia da Bolsa de Valores de São Paulo) 1. Contexto operacional A Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA), por força do disposto no regulamento anexo à Resolução no. 2.690, de 28 de janeiro de 2000, do Conselho Monetário Nacional, mantinha um

Leia mais

CONTABILIDADE: DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS (DLPA) PROCEDIMENTOS

CONTABILIDADE: DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS (DLPA) PROCEDIMENTOS CONTABILIDADE: DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS (DLPA) PROCEDIMENTOS SUMÁRIO 1. Considerações Iniciais 2. Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA) na Lei das S.A. 3. Demonstração

Leia mais

TEORIA GERAL DO DIREITO EMPRESARIAL

TEORIA GERAL DO DIREITO EMPRESARIAL Direito Societário É subárea do direito empresarial que disciplina a forma de exercício coletivo de atividade econômica empresária; Importante observação sobre as questões da primeira fase da OAB: 25%

Leia mais

Ágio Contábil e Fiscal Aspectos Relevantes e Polêmicos

Ágio Contábil e Fiscal Aspectos Relevantes e Polêmicos Ágio Contábil e Fiscal Aspectos Relevantes e Polêmicos Ricardo Antonio Carvalho Barbosa DRJ/Fortaleza/CE Receita Federal do Brasil 13/11/12 1 Ágio: Decreto-Lei nº 1.598/77 CPC 15 e 18 a) Ágio ou deságio

Leia mais

CEMEPE INVESTIMENTOS S/A

CEMEPE INVESTIMENTOS S/A CEMEPE INVESTIMENTOS S/A RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas. as demonstrações contábeis do exercício encerrado

Leia mais

ENTENDENDO O PATRIMÔNIO LÍQUIDO

ENTENDENDO O PATRIMÔNIO LÍQUIDO ENTENDENDO O PATRIMÔNIO LÍQUIDO A interpretação introdutória ao estudo da riqueza patrimonial Anderson Souza 1 Na última quarta-feira (dia 14/03/2013), ao ministrar o conteúdo programático relativo ao

Leia mais

Reavaliação: a adoção do valor de mercado ou de consenso entre as partes para bens do ativo, quando esse for superior ao valor líquido contábil.

Reavaliação: a adoção do valor de mercado ou de consenso entre as partes para bens do ativo, quando esse for superior ao valor líquido contábil. Avaliação e Mensuração de Bens Patrimoniais em Entidades do Setor Público 1. DEFINIÇÕES Reavaliação: a adoção do valor de mercado ou de consenso entre as partes para bens do ativo, quando esse for superior

Leia mais

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 15. Combinação de Negócios

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 15. Combinação de Negócios COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 15 Combinação de Negócios Correlação às Normas Internacionais de Contabilidade IFRS 3 (IASB) (parte) Descrição Item Objetivo 1 Alcance e Finalidade

Leia mais

NBC TSP 8 - Empreendimento Controlado em Conjunto (Joint Venture) Alcance

NBC TSP 8 - Empreendimento Controlado em Conjunto (Joint Venture) Alcance NBC TSP 8 - Empreendimento Controlado em Conjunto (Joint Venture) Alcance 1. Uma entidade que prepare e apresente demonstrações contábeis sob o regime de competência deve aplicar esta Norma na contabilização

Leia mais

PLANO DE CURSO CENTRO DE ECONOMIA E ADMINISTRAÇÃO FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO DISCIPLINA: CONTABILIDADE PARA ADMINISTRAÇÃO

PLANO DE CURSO CENTRO DE ECONOMIA E ADMINISTRAÇÃO FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO DISCIPLINA: CONTABILIDADE PARA ADMINISTRAÇÃO PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINAS 1 PLANO DE CURSO CENTRO DE ECONOMIA E ADMINISTRAÇÃO FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO DISCIPLINA: CONTABILIDADE PARA ADMINISTRAÇÃO CÓDIGO: NÚMERO DE HORAS SEMANAIS:

Leia mais

SOCIEDADE EMPRESÁRIA

SOCIEDADE EMPRESÁRIA SOCIEDADE EMPRESÁRIA I-CONCEITO Na construção do conceito de sociedade empresária dois institutos jurídicos servem de alicerce: a pessoa jurídica e a atividade empresarial. Um ponto de partida, assim para

Leia mais

Raízen Combustíveis S.A.

Raízen Combustíveis S.A. Balanço patrimonial consolidado e condensado (Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma) Ativo 30.06.2014 31.03.2014 Passivo 30.06.2014 31.03.2014 Circulante Circulante Caixa e equivalentes

Leia mais

Demonstrações Contábeis Obrigatórias

Demonstrações Contábeis Obrigatórias Demonstrações Contábeis Obrigatórias 1.Introdução As demonstrações contábeis são os meios pelos quais as empresas e as demais entidades informam à sociedade as condições de seu patrimônio. A legislação

Leia mais

Marketing Prof. Sidney Leone. Hoje Você Aprenderá: Ferramentas. Gestão Financeira: Planejamento Financeiro

Marketing Prof. Sidney Leone. Hoje Você Aprenderá: Ferramentas. Gestão Financeira: Planejamento Financeiro Marketing Prof. Sidney Leone Gestão Financeira: Planejamento Financeiro Hoje Você Aprenderá: Demonstrativos financeiros da empresa (Balanço Patrimonial, DRE, DMPL etc...) Análise econômicofinanceira.(fluxo

Leia mais

Salus Infraestrutura Portuária S.A.

Salus Infraestrutura Portuária S.A. Salus Infraestrutura Portuária S.A. Demonstrações Financeiras Referentes ao Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2014 e Relatório dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Financeiras Deloitte

Leia mais

Assunto: Registro de participações avaliadas pelo método da equivalência patrimonial e tratamento de dividendos a receber

Assunto: Registro de participações avaliadas pelo método da equivalência patrimonial e tratamento de dividendos a receber Nota Técnica nº 001/2013 Florianópolis, 24 de junho de 2013. Assunto: Registro de participações avaliadas pelo método da equivalência patrimonial e tratamento de dividendos a receber Senhor Diretor de

Leia mais

Aula Nº 7 Adoção pela Primeira Vez das Normas Internacionais de Relatórios Financeiros IFRS

Aula Nº 7 Adoção pela Primeira Vez das Normas Internacionais de Relatórios Financeiros IFRS Aula Nº 7 Adoção pela Primeira Vez das Normas Internacionais de Relatórios Financeiros IFRS Objetivos da aula: Nesta aula veremos como cada empresa deve fazer pela primeira vez a adoção do IFRS. Como ela

Leia mais

ANÁLISE DA ESTRUTURA DE LIQUIDEZ PROPOSTA POR FLEURIET: UM ESTUDO DE CASO DA EMPRESA LOCALIZA RENT A CAR

ANÁLISE DA ESTRUTURA DE LIQUIDEZ PROPOSTA POR FLEURIET: UM ESTUDO DE CASO DA EMPRESA LOCALIZA RENT A CAR 0 ANÁLISE DA ESTRUTURA DE LIQUIDEZ PROPOSTA POR FLEURIET: UM ESTUDO DE CASO DA EMPRESA LOCALIZA RENT A CAR Gabriela de Castro Gaudêncio Cassimiro 1 Thiago Moura de Carvalho 2 Rosália Gonçalves Costa Santos

Leia mais

1. TEORIA GERAL DO DIREITO SOCIETÁRIO - HISTÓRICO. 2. TEORIA GERAL DO DIREITO SOCIETÁRIO SOCIEDADES EMPRESÁRIAS.

1. TEORIA GERAL DO DIREITO SOCIETÁRIO - HISTÓRICO. 2. TEORIA GERAL DO DIREITO SOCIETÁRIO SOCIEDADES EMPRESÁRIAS. 1. TEORIA GERAL DO DIREITO SOCIETÁRIO - HISTÓRICO. As sociedades acompanham a civilização desde o seu primórdio, ainda que não da maneira que conhecemos hoje. As sociedades tiveram o seu gênese no agrupamento

Leia mais

INSTITUTO IBEROAMERICANO DE MERCADOS DE VALORES REUNIÃO DO GRUPO DE ESPECIALISTAS CONTÁBEIS Buenos Aires, Argentina, 19 a 20 de março de 2003.

INSTITUTO IBEROAMERICANO DE MERCADOS DE VALORES REUNIÃO DO GRUPO DE ESPECIALISTAS CONTÁBEIS Buenos Aires, Argentina, 19 a 20 de março de 2003. INSTITUTO IBEROAMERICANO DE MERCADOS DE VALORES REUNIÃO DO GRUPO DE ESPECIALISTAS CONTÁBEIS Buenos Aires, Argentina, 19 a 20 de março de 2003. CVM BRASIL O modelo capitalista baseado na economia de mercado

Leia mais

INCORPORAÇÃO, FUSÃO, CISÃO, JOINT- VENTURE O QUE É, QUANDO FAZER, QUANDO NÃO FAZER

INCORPORAÇÃO, FUSÃO, CISÃO, JOINT- VENTURE O QUE É, QUANDO FAZER, QUANDO NÃO FAZER INCORPORAÇÃO, FUSÃO, CISÃO, JOINT- VENTURE O QUE É, QUANDO FAZER, QUANDO NÃO FAZER Breve Análise de cada Situação Por: Antonio Carlos Nasi Nardon, Nasi Auditores e Consultores 1. INCORPORAÇÃO A incorporação

Leia mais

EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL

EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL A equivalência patrimonial é o método que consiste em atualizar o valor contábil do investimento ao valor equivalente à participação societária da sociedade investidora no patrimônio

Leia mais

UNISALESIANO- LINS CENTRO UNIVERSITÁRIO CATÓLICO SALESIANO AUXILIUM CONTABILIDADE AVANÇADA II CONTABILIDADE EM MOEDA FORTE

UNISALESIANO- LINS CENTRO UNIVERSITÁRIO CATÓLICO SALESIANO AUXILIUM CONTABILIDADE AVANÇADA II CONTABILIDADE EM MOEDA FORTE UNISALESIANO- LINS CENTRO UNIVERSITÁRIO CATÓLICO SALESIANO AUXILIUM CONTABILIDADE AVANÇADA II CONTABILIDADE EM MOEDA FORTE PROF. M.Sc. RICARDO GONÇALVES DOS SANTOS LINS-SP/2012 1 TEORIA CONTÁBIL DO LUCRO

Leia mais

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 15. Combinação de Negócios

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 15. Combinação de Negócios COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 15 Combinação de Negócios Correlação às Normas Internacionais de Contabilidade IFRS 3 Índice OBJETIVO 1 ALCANCE 2 IDENTIFICAÇÃO DE COMBINAÇÃO

Leia mais

Módulo Contábil e Fiscal

Módulo Contábil e Fiscal Módulo Contábil e Fiscal Contabilidade Objetivo O objetivo deste artigo é dar uma visão geral sobre o Módulo Contábil e Fiscal Contabilidade. Todas informações aqui disponibilizadas foram retiradas no

Leia mais

A SUPERIORIDADE DO MÉTODO DO FLUXO DE CAIXA DESCONTADO NO PROCESSO DE AVALIAÇÃO DE EMPRESAS

A SUPERIORIDADE DO MÉTODO DO FLUXO DE CAIXA DESCONTADO NO PROCESSO DE AVALIAÇÃO DE EMPRESAS A SUPERIORIDADE DO MÉTODO DO FLUXO DE CAIXA DESCONTADO NO PROCESSO DE AVALIAÇÃO DE EMPRESAS Prof. Alexandre Assaf Neto O artigo está direcionado essencialmente aos aspectos técnicos e metodológicos do

Leia mais

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS Considerando as transformações sofridas pela contabilidade brasileira a partir do processo de sua harmonização com as normas ano grupo contábil 1 2 3 internacionais de contabilidade,

Leia mais

Unidade II. Unidade II

Unidade II. Unidade II Unidade II 2 Outras metodologias aplicadas 2.1 Metodologia do valor patrimonial de mercado Nesta metodologia, o enfoque é a determinação do valor da empresa a partir de seu valor patrimonial de mercado.

Leia mais

OS PROBLEMAS NA ELABORAÇÃO DE CONTRATO SOCIAL DAS EMPRESAS DIANTE DO CÓDIGO CIVIL

OS PROBLEMAS NA ELABORAÇÃO DE CONTRATO SOCIAL DAS EMPRESAS DIANTE DO CÓDIGO CIVIL OS PROBLEMAS NA ELABORAÇÃO DE CONTRATO SOCIAL DAS EMPRESAS DIANTE DO CÓDIGO CIVIL Luiz Carlos de Souza 1 Resumo Antes de iniciar-se um empreendimento visando atender seus objetivos principais, que será

Leia mais

Transformação, incorporação, fusão e cisão de sociedades no Código Civil de 2002

Transformação, incorporação, fusão e cisão de sociedades no Código Civil de 2002 Transformação, incorporação, fusão e cisão de sociedades no Código Civil de 2002 Priscila Ramos Fragoso Aluna do 2º ano do curso de Direito da Unesp (Franca-SP) Sumário: 1. Aspectos gerais das operações

Leia mais

ITR - Informações Trimestrais - 30/06/2012 - BPMB I Participações S.A. Versão : 1. Composição do Capital 1. Balanço Patrimonial Ativo 2

ITR - Informações Trimestrais - 30/06/2012 - BPMB I Participações S.A. Versão : 1. Composição do Capital 1. Balanço Patrimonial Ativo 2 Índice Dados da Empresa Composição do Capital 1 DFs Individuais Balanço Patrimonial Ativo 2 Balanço Patrimonial Passivo 3 Demonstração do Resultado 4 Demonstração do Resultado Abrangente 5 Demonstração

Leia mais

Participações Industriais do Nordeste S.A. e Empresas Controladas

Participações Industriais do Nordeste S.A. e Empresas Controladas Participações Industriais do Nordeste S.A. e Empresas Controladas Demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e com o IFRS, em 31 de dezembro de 2013 e Relatório dos

Leia mais

AGENTE E ESCRIVÃO DA POLÍCIA FEDERAL Disciplina: Contabilidade Prof.: Adelino Data: 07/12/2008

AGENTE E ESCRIVÃO DA POLÍCIA FEDERAL Disciplina: Contabilidade Prof.: Adelino Data: 07/12/2008 Alterações da Lei 6404/76 Lei 11638 de 28 de dezembro de 2007 Lei 11638/07 que altera a Lei 6404/76 Art. 1o Os arts. 176 a 179, 181 a 184, 187, 188, 197, 199, 226 e 248 da Lei no 6.404, de 15 de dezembro

Leia mais

Agência Nacional de Transportes Terrestres ANTT Relatório de orientação técnica para o encerramento do exercício de 2012

Agência Nacional de Transportes Terrestres ANTT Relatório de orientação técnica para o encerramento do exercício de 2012 Agência Nacional de Transportes Terrestres ANTT Relatório de orientação técnica para o encerramento do exercício de 2012 Prefácio Com a convergência das normas brasileiras de contabilidade para as normas

Leia mais

3. 0 - Nível de Conhecimento dos Profissionais de Contabilidade no Brasil

3. 0 - Nível de Conhecimento dos Profissionais de Contabilidade no Brasil 1.0 - Introdução à Lei 11.638/07 Países com pouca tradição em mercados de capitais têm a tendência de sofrer, mais do que os demais, influências exógenas (externas) nos seus processos de desenvolvimento

Leia mais

International Financial Reporting Standards Mudança de Paradigma na Divulgação das Informações Financeiras D.J. Gannon

International Financial Reporting Standards Mudança de Paradigma na Divulgação das Informações Financeiras D.J. Gannon Julho de 2007 Volume 11 / Número 7 International Financial Reporting Standards Mudança de Paradigma na Divulgação das Informações Financeiras D.J. Gannon D.J. Gannon é sócio da Deloitte & Touche LLP, onde

Leia mais

Demonstrações Financeiras Ático Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda.

Demonstrações Financeiras Ático Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. Demonstrações Financeiras Ático Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. com Relatório dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Financeiras Demonstrações financeiras Índice Relatório

Leia mais

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 19 (R2) Negócios em Conjunto

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 19 (R2) Negócios em Conjunto COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 19 (R2) Negócios em Conjunto Correlação às Normas Internacionais de Contabilidade IFRS 11 (IASB - BV 2012) Índice Item OBJETIVO 1 2 ALCANCE

Leia mais

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS De acordo com o comando a que cada um dos itens de 51 a 120 se refira, marque, na folha de respostas, para cada item: o campo designado com o código C, caso julgue o item CERTO; ou o campo designado com

Leia mais

O Comitê de Pronunciamentos - CPC. Irineu De Mula Diretor da Fundação Brasileira de Contabilidade - FBC

O Comitê de Pronunciamentos - CPC. Irineu De Mula Diretor da Fundação Brasileira de Contabilidade - FBC O Comitê de Pronunciamentos - CPC Irineu De Mula Diretor da Fundação Brasileira de - FBC Objetivo: O estudo, o preparo e a emissão de Pronunciamentos Técnicos sobre procedimentos de e a divulgação de informações

Leia mais

IAS 38 Ativos Intangíveis Gastos com Pesquisa e Desenvolvimento

IAS 38 Ativos Intangíveis Gastos com Pesquisa e Desenvolvimento Paulo Antônio Pereira IAS 38 Ativos Intangíveis Gastos com Pesquisa e Desenvolvimento Relatório apresentado à disciplina Contabilidade em Moeda Constante e Conversão das Demonstrações Contábeis para Moeda

Leia mais