CAPÍTULO 2: CONCEITOS BÁSICOS DA QUALIDADE INDUSTRIAL

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "CAPÍTULO 2: CONCEITOS BÁSICOS DA QUALIDADE INDUSTRIAL"

Transcrição

1 CAPÍTULO 2: CONCEITOS BÁSICOS DA QUALIDADE INDUSTRIAL 2.1 Histórico da : Os Primórdios da - Em 2980 antes de Cristo, o egípcio Imhotep (pai do controle do processo antigo) foi nomeado chefe dos trabalhos do Rei; Ele planejou um sistema de padrões para extrair e enfeitar pedras para construção de pirâmides; As pedras eram cortadas com precisão, numeradas e identificadas de acordo com a localização da montagem; O sucesso verdadeiro era devido à utilização de procedimentos uniformes. Eles sempre seguiam os mesmos tipos de padrões; Segundo Imhotep: obediência a padrões era a chave para a qualidade do produto final ; Imhotep acreditava que o controle do processo era integrado no próprio processo, não o resultado de correções seguindo a inspeção final. A obediência aos padrões tornava desnecessária a inspeção final. - Os Gregos e os Persas: Os gregos usaram controle de processo na construção, mas não era mais avançado do que a padronização de Imhotep; Os avanços dos gregos no controle do processo vieram em aplicações militares; O Rei Persa Cyrus, acreditava que métodos uniformes eram a chave do sucesso das operações militares. - Os Romanos: A quantidade de construções completadas durante o Império Romano foi enorme; Os programas ambiciosos dos romanos exigiam quantidades massivas de mão-de-obra não especializada; então eles desenvolveram métodos de construção simplificados, usando vigas de tijolos com enchimento de concreto, as quais exigiam menos precisão do que as técnicas de pedra cortada; Os romanos desenvolveram um sistema de controle de processo diferenciado: um para a mão-de-obra especializada e uma versão menos exigente para a mão-de-obra não especializada. Isto significou fiscalizar a força de trabalho não especializada: apareceu a figura do inspetor (1450 a.c.).

2 - A Idade Média: Poucos avanços, no controle do processo, ocorreram entre a queda do Império Romano e o começo da Idade Industrial; A construção de navios em Veneza constituiu-se numa exceção; Desenvolveu-se o Arsenal de Veneza, o qual no século XVI foi a maior fábrica industrial do mundo; no seu apogeu, o arsenal empregou mais de dois mil trabalhadores; Fabricavam galés, equipamentos e consertavam navios; Uma galé podia ser montada, armada e lançada na água dentro de nove horas; numa visita em 1574, Henrique III da França ficou deslumbrado quando viu uma galé ser montada e lançada na água num período de uma hora; O controle do processo de fabricação era integrado; pouca ou nenhuma inspeção final era necessária; Fazia-se auditoria do cumprimento dos padrões; Padrões escritos, precisos, levaram em conta a grande variabilidade dos estilos das forças de trabalho; Naturalmente, o treinamento nesses padrões era uma exigência. - A Conexão Huntsman: O relojoeiro Benjamin Huntsman inventa, em 1740 um sistema de controle de processo para fabricar aço (relógio à mola); Estabeleceu padrões de operação que definiram o processamento do metal e produziu aço com propriedades uniformes; Nessa época o aço era produzido por artífices e naturalmente cada mestre artífice tinha sua própria prática, o que causava uma variabilidade muito grande nos lotes; O processo Huntsman poderia produzir o mesmo aço na Alemanha e na Inglaterra; A invenção da máquina à vapor intensificaria a demanda para as técnicas de controle de processo. - A Fundição SOHO O Renascimento do Controle do Processo: Construida em 1880 para fabricar a máquina à vapor;

3 Foi planejada para subdividir o processo em elementos de controle que ditavam padrões de operação e treinamento dos empregados; Foi o primeiro uso de controle do processo integrado na Idade Industrial; Foi a pioneira em coletar dados estatísticos e usar as informações para fazer inferência estatística; Foi a primeira a aplicar o gerenciamento científico, antecipando Charles Babbage (matemático e inventor inglês) e Frederick Taylor (conhecido como o pai do gerenciamento científico). - A Gerência Científica de Taylor: Em 1920 Frederick Taylor tinha se tornado bem conhecido pelos seus princípios, que deixaram de ser moda em 1960; Taylor foi o pai do processo integrado (produção, qualidade e segurança); Os esforços do controle da qualidade na América, durante os anos 50, foram acompanhados por propagandas em cartazes, do tipo: em primeiro lugar ; Taylor defendia a criação de departamentos especializados para conduzir várias atividades planejamento de fabricação, contabilidade de custos, manutenção, inspeção, etc. anteriormente ligadas ao encarregado. 2.2 O Sistema de Controle da Uma empresa honesta só pode sobreviver dentro de uma sociedade se for para contribuir para a satisfação das necessidades das pessoas. Este é o seu objetivo principal. Sendo este fato tomado como premissa, a primeira preocupação da administração da empresa deve ser a satisfação das necessidades das pessoas afetadas pela sua existência. Sob este aspecto, a primeira prioridade da empresa são os consumidores, que devem se sentir satisfeitos por um longo período após a compra do seu produto ou utilização dos seus serviços. Um segundo tipo de pessoa afetada pela empresa é seu empregado. A empresa deve se esforçar para pagar-lhe bem, respeitando-o como ser humano e dando-lhe a oportunidade de crescer como pessoa e no seu trabalho, possibilitando-lhe uma vida feliz. Um terceiro tipo de pessoa afetada pela empresa é o acionista. Numa sociedade de economia livre a empresa deve ser lucrativa de tal forma a poder pagar dividendos a seus acionistas e se expandir, criando novas oportunidades. Finalmente os vizinhos da empresa devem ser respeitados através do controle ambiental, evitando-se que a empresa polua o meio ambiente em que atua. O objetivo principal de uma empresa pode ser resumido da maneira apresentada na tabela 1.

4 Tabela 1: Componentes da Total Dimensões da Total Produto/Serviço Rotina Custo Total Custo (Para satisfazer as necessidades das pessoas) Entrega Preço Prazo certo Local certo Quantidade Pessoas Atingidas Cliente, Vizinho Cliente, Acionista, Empregado e Vizinho Cliente certa Moral Empregados Empregado Empregados Segurança Usuários Cliente, Empregado e Vizinho O controle da qualidade total atende aos objetivos da empresa, como citados na tabela anterior, por ter as seguintes características básicas: - é um sistema gerencial que parte do reconhecimento das necessidades das pessoas e estabelece padrões para o atendimento destas necessidades: - é um sistema gerencial que visa manter os padrões que atendem às necessidades das pessoas; - é um sistema gerencial que visa melhorar (continuamente) os padrões que atendem às necessidades das pessoas, a partir de uma visão estratégica e com abordagem humanística. O Controle da Total é um sistema administrativo aperfeiçoado no Japão, a partir de idéias americanas ali introduzidas logo após a Segunda Gerra Mundial. Este sistema é conhecido no Japão pela sigla TQC Total Quality Control, sendo que em outros países os japoneses preferem utilizar a sigla CWQC Company Wide Quality Control, para diferenciá-lo do sistema TQC pregado pelo Dr. Armand Feigenbaum. O TQC, como praticado no Japão, é baseado na participação de todos os setores da empresa e de todos os empregados no estudo e condução do controle da qualidade. O TQC é um modelo administrativo montado pelo grupo de pesquisa do controle de qualidade da JUSE (Union of Japanese Scientists and Engineers), e que emprega métodos cartesianos, aproveita o trabalho de Taylor, utiliza o controle estatístico do processo que foi lançado por Shewhart, adota os conceitos sobre o comportamento humano lançados por Maslow e aproveita todo o conhecimento ocidental sobre a qualidade, principalmente o trabalho de Juran O Significado do Controle da Total As organizações (empresas, escolas, hospitais, etc.) são meios (causas) destinados a se atingir determinados fins (efeitos). Controlar uma organização significa detectar quais foram os fins, efeitos ou resultados não alcançados (que são os problemas da organização),

5 analisar estes maus resultados buscando suas causas e atuar sobre estas causas de tal modo a melhorar os resultados. Deve-se reconhecer quais são os fins (resultados) desejados para uma empresa, que devem satisfazer as necessidades das pessoas. Então, o objetivo, fim ou resultado desejado de uma empresa é a Total. Total são todas aquelas dimensões que afetam a satisfação das necessidades das pessoas e por conseguinte a sobrevivência da empresa: - : esta dimensão está diretamente ligada à satisfação do cliente interno ou externo. Ela é medida através das características da qualidade dos produtos ou serviços finais ou intermediários da empresa. Ela inclui a qualidade do produto ou serviço (ausência de defeitos e presença de características que irão agradar ao consumidor), a qualidade da rotina da empresa (previsibilidade e confiabilidade em todas as operações), a qualidade do treinamento, a qualidade da informação, a qualidade das pessoas, a qualidade da empresa, a qualidade da administração, a qualidade dos objetivos, a qualidade do sistema, a qualidade dos engenheiros, etc. - Custo: custo final do produto ou serviço e custos intermediários (de compras, de vendas, do recrutamento e seleção). O preço é também importante, pois ele deve refletir a qualidade, isto é, cobra-se pelo valor agregado. - Entrega: sob esta dimensão da qualidade total são medidas as condições de entrega dos produtos ou serviços finais e intermediários de uma empresa: índices de atrasos na entrega, índices de entrega em local errado e índices de entregas em quantidades erradas. - Moral: esta é uma dimensão que mede o nível médio de satisfação de um grupo de pessoas (grupo de todos os empregados da empresa ou de um departamento ou seção da empresa) e que pode ser medido através de turn-over, absenteísmo, índice de reclamações trabalhistas, etc. - Segurança: sob esta dimensão avalia-se a segurança dos empregados e a segurança dos usuários dos produtos ou serviços, através de índices tais como número de acidentes, índice de gravidade, para a segurança dos empregados; através da responsabilidade civil para a segurança dos usuários. Numa era de economia global não é mais possível garantir a sobrevivência da empresa apenas exigindo que as pessoas façam o melhor que puderem ou cobrando apenas resultados. Hoje são necessários métodos que possam ser utilizados por todos em direção aos objetivos de sobrevivência da empresa. Estes métodos devem ser aprendidos e praticados por todos. Este é o princípio da abordagem gerencial do TQC. O Controle da Total é regido pelos seguintes princípios básicos: a) produzir e fornecer produtos e/ou serviços que atendam concretamente às necessidades do cliente; b) garantir a sobrevivência da empresa através do lucro contínuo adquirido pelo domínio da qualidade (quanto maior a qualidade maior a produtividade); c) identificar o problema mais crítico e solucioná-lo pela mais alta prioridade (para isto é necessário conhecer o método que permite estabelecer estas prioridades e o método que permite solucionar problemas); d) falar, raciocinar e decidir com dados e com base em fatos (tomar decisões em cima de fatos e dados concretos e não com base em experiência, bom senso, intuição ou coragem );

6 e) gerenciar a empresa ao longo do processo e não por resultados (quando o mau resultado ocorre a ação é tardia; o gerenciamento deve ser preventivo); f) reduzir metodicamente as dispersões através do isolamento de suas causas fundamentais (os problemas decorrem da dispersão nas variáveis do processo); g) o cliente é o rei. Não permitir a venda de produtos defeituosos; h) procurar prevenir a origem de problemas cada vez mais a montante; i) nunca permitir que o mesmo problema se repita pela mesma causa; j) respeitar os empregados como seres humanos independentes; k) definir e garantir a execução da Visão e Estratégia da Alta Direção da empresa. 2.3 O Sistema de Garantia da Toda a administração de uma empresa deve ser voltada para a qualidade, que é a busca contínua da satisfação das necessidades dos clientes. As necessidades das pessoas estão mudando continuamente e os concorrentes estão sempre se desenvolvendo e melhorando, impedindo paradas e esperas. Para sobreviver, as empresas precisam de: - desenvolver novos produtos ou serviços (melhores, mais baratos, mais seguros, de entrega mais rápida, de manutenção mais fácil, etc., que os concorrentes); - novos processos (melhores, mais fáceis, de menor dispersão, mais baratos, mais rápidos, mais seguros, etc., que os concorrentes). Este processo de inovação contínua tem como referências o cliente e os concorrentes, se constituindo na garantia da própria sobrevivência da empresa. Um processo de administração da qualidade é apresentada na figura 1: Sistema da Organização da Política da Objetivos da Planejamento da Garantia da Controle da Responsabilidade da Alta direção Responsabilidade das chefias de setor Figura 1: Administração da, segundo Miyauchi Auditoria da

7 A Garantia da é uma função da empresa que tem como finalidade confirmar que todas as atividades da qualidade estão sendo conduzidas da forma requerida. A Garantia da é então um estágio avançado de uma empresa que praticou de maneira correta o controle da qualidade em cada projeto e em cada processo (rotina) e conseguiu manter um sistema confiável de obtenção de produtos ou prestação de serviços que satisfazem totalmente as necessidades dos seus consumidores. Esta Garantia da passou por vários estágios no decorrer dos anos: - Garantia da orientada pela inspeção (responsabilidade pela qualidade é do departamento de inspeção); - Garantia da orientada pelo controle de processo (responsabilidade pela qualidade passa a ser de todos dentro da empresa); - Garantia da com ênfase no desenvolvimento de novos produtos (responsabilidade pela qualidade extrapola os limites físicos da empresa, indo envolver as áreas de propaganda, assistência técnica, etc.) Planejamento da No Planejamento da são definidas as características da qualidade a serem agregadas ao produto ou ao serviço em cada processo interno, de forma a garantir a satisfação das necessidades do consumidor. Em cada processo, as características da qualidade do produto ou serviço que lhe são designadas são transformadas em itens de controle e são gerenciadas. O controle de passa de Defensivo ; que consiste em procurar fazer apenas com que seus produtos ou serviços satisfaçam às especificações atitude Product Out; para Ofensivo ; que consiste em antecipar as necessidades dos clientes, incorporando-as às especificações atitude Market In. Quando se deseja agregar características positivas de qualidade ao produto ou serviço, com objetivo de aumentar a satisfação do consumidor, a qualidade do projeto irá melhorar e o seu custo será maior. Quando se atua nos processos da empresa, praticando o controle da qualidade (gerenciamento da rotina do trabalho do dia-a-dia), a qualidade da conformidade irá melhorar pela redução dos defeitos (as causas fundamentais da geração de defeitos permanecerão presas na jaula) e consequentemente os custos serão reduzidos. Quando se procura traduzir para as instruções técnicas dos processos os desejos dos clientes, tais como: carro confortável, roupa fresca, caneta macia e outros, está-se processando o desdobramento da qualidade que é conhecido como Quality Function Deployment (QFD). Contribuem para esta tradução as técnicas como FMEA (Failure Mode and Effect Analysis) e FTA (Fault Tree Analysis) O Ciclo de Garantia da Ciclo de Deming O mercado internacional tem assumido algumas características que demandam mudanças administrativas nas empresas. Estas características são: - diminuição do tempo entre o desenvolvimento científico e o desenvolvimento do projeto; - diminuição do tempo de vida comercial de um produto, que é logo substituído por outro mais moderno.

8 - Isto traz para a empresa a seguinte demanda: rapidez no desenvolvimento de novos produtos; acerto da satisfação total do consumidor (tradução perfeita das necessidades do consumidor); garantia de acerto do projeto e do produto, já que não há muito tempo para alterações do projeto, a partir de informações do mercado (usar o consumidor como cobaia). A Garantia da, definida por Juran, fornece proteção sob a forma da avisos antecipados, que permitem a condução de ações corretivas antes do desastre. Quando se aplica este conceito para o desenvolvimento de produtos, a garantia da qualidade é chamada garantia do projeto. A garantia do projeto e do produto é feita através do Ciclo de Deming ou Ciclo de garantia da qualidade, conforme mostrado na figura 2. Figura 2: Garantia da no ciclo de vida de um produto

9 Este ciclo envolve a no Planejamento (Plan), que leva à no Projeto do produto ou processo (Do), que por sua vez conduz à no controle produtivo (Check), que finalmente está associada à na Assistência (Action). Este ciclo (PDCA) deve ser percorrido continuamente para se obter a melhoria contínua. 2.4 Conceitos Básicos Modernos da Os quatro princípios do gerenciamento científico são: - Para cada elemento do trabalho de um homem, desenvolve-se uma ciência que substitui o velho método de apertar botões; - Selecionar cientificamente, treinar, ensinar, desenvolver os trabalhadores; - Cooperar com os novos métodos para garantir que todo trabalho seja feito de acordo com os princípios da ciência; - Implementar uma divisão de trabalho e responsabilidade entre gerência e trabalhador. Alguns especialistas na área da qualidade definem: - é adequação ao uso J. M. Juran - é conformidade com as especificações (fazer certo na primeira vez) Philip Crosby - é o conjunto de características do produto ou serviço tanto de engenharia, comercialização, fabricação, quanto de manutenção, através das quais o produto ou serviço em uso satisfará as expectativas do consumidor A. Feiguenbaun - é conseguir traduzir as futuras necessidades do usuário em características mensuráveis, de modo que o produto possa ser projetado para garantir a sua satisfação, no preço que ele está disposto a pagar W. E. Deming Entre os métodos modernos para o desenvolvimento da qualidade são destacados: - CEP; - JIT; - JOT; - KANBAN; - POKA YOKE; - KAIZEN; - ANDON; - 5S; - CCQ; - CEQ; - TPM; - DOE; - 7 FERRAMENTAS DA QUALIDADE; - REENGENHARIA. 2.5 Comparação da no Brasil com o restante do Mundo Alguns aspectos podem ser apresentados visando comparar a situação do Brasil com outros países: - Em termos de tempo de entrega o Brasil leva seis vezes e meia a mais do que a média mundial para as entregas; e leva quinze vezes a mais do que o Japão;

10 - Em termos do número de empregados que participam no processo produtivo, o Brasil utiliza o dobro de empregados do que a média mundial; e utiliza aproximadamente quarenta vezes mais empregados do que no Japão; - Em termos de refugos, o Brasil gera vezes mais refugos do que a média mundial e o Japão. 2.6 Conceitos de Produtividade e Competitividade Aumentar a produtividade é produzir cada vez mais e/ou melhor com cada vez menos. A produtividade pode ser equacionada por: OUTPUT PRODUTIVID ADE = INPUT Esta equação pode também ser escrita da seguinte forma: VALOR PRODUZIDO PRODUTIVID ADE = = taxa de valor agregado VALOR CONSUMIDO Entrando com a variável custos pode-se ter: QUALIDADE PRODUTIVID ADE = CUSTOS E em termos de faturamento: PRODUTIVID ADE = FATURAMENTO CUSTOS A produtividade é aumentada pela melhoria da qualidade. Este fato é bem conhecido por uma seleta minoria. A Competitividade é ter a maior produtividade entre todos os seus concorrentes. O que realmente garante a sobrevivência das empresas é a garantia de sua competitividade. 2.7 O Papel do Japão, dos EUA e da Europa nos campos da e Produtividade A recuperação econômica do Japão após a 2ª Guerra Mundial despertou a atenção norteamericana somente nos anos 70, quando o Made in USA, até então sinônimo de mercado garantido, foi substituido pelo Made in Japan. Alarmados e ao mesmo tempo admirados, os executivos norte-americanos procuraram descobrir quais as razões da invasão do mercado mundial pelos produtos japoneses. A resposta encontrada foi: produtos de qualidade a custos inferiores. Esta superioridade, tão evidente, em diversidade e quantidade tão grandes de produtos, sugeria que as razões seriam de dimensão internacional. Porém quais seriam estas razões?

11 Antes da eclosão da guerra o Japão adotava em alguns empreendimentos o modelo tayloriano (considerado moderno na época) e que dizia que garantir qualidade significava inspecionar. Foi a época do barato e ruim. Após o conflito mundial, as Forças de Ocupação Americanas se depararam com enormes dificuldades, principalmente na área de telecomunicações, não somente conseqüentes da guerra, mas também do próprio modelo adotado. As Forças de Ocupação exigiram dos fabricantes japoneses a adoção de um novo enfoque para a qualidade e passou a orientá-los. Isto constitui o início do Controle Estatístico da (CEQ) no Japão, técnica desenvolvida a partir da proposição formulada pelo Dr. Shewhart (Bell Laboratories USA), para aplicação das cartas de controle junto a processos industriais, durante a década de 30. Em 1946 foi criada a JUSE Union of Japanese Scientists and Engineers entidade privada com o objetivo de pesquisar e difundir os conhecimentos de controle da qualidade. Em 1950 a JUSE convidou o Dr. W. E. Deming, dos USA, que promoveu um seminário voltado para gerentes, chefes e engenheiros, relativo ao Controle Estatístico da. Seus ensinamentos foram reprisados em 1951 e Em seguida, também a convite da JUSE, esteve no Japão o Dr. J. M. Juran que dirigiu seminários voltados a empresários, gerentes e chefes, com o enfoque central no papel dos dirigentes e chefias nas atividades de controle da qualidade. O que ocorreu então foi o desenvolvimento de um programa de treinamento numa dimensão sem precedentes. Cursos foram ministrados a gerentes, especialistas e trabalhadores de todas as funções e todos os níveis. A ênfase e esse grande esforço na formação e desenvolvimento de recursos humanos nas disciplinas da qualidade têm sido uma constante até os dias de hoje no Japão. Para os japoneses não há dúvida de que esse treinamento maciço tem sido decisivo e por certo, a verdadeira razão do milagre japonês. O exemplo vem sendo seguido por outros países. A Coréia, entre os países recentemente industrializados, vem conquistando importantes fatias do mercado de exportações graças à qualidade e competitividade de seus produtos, conseguidos a partir dos programas de treinamento em disciplinas da qualidade. O milagre japonês elevou (ou restituiu) à qualidade uma importante função estratégica empresarial. Ao administrar, tendo a qualidade como prioridade, obtêm-se do cliente uma maior confiança na empresa, as vendas do produto aumentam gradativamente, conseguindo-se grandes resultados operacionais. Às vésperas do século XXI, a questão da competitividade deve ser abordada como o fator determinante da permanência das empresas no mercado: somente aquelas que através do contínuo incremento tecnológico dirigido ao atendimento das necessidades do mercado, pelo suprimento de bens ou serviços a baixo custo, deverão sobreviver nesta competição.

1 CONTROLE DA QUALIDADE TOTAL (TQC)

1 CONTROLE DA QUALIDADE TOTAL (TQC) 1 CONTROLE DA QUALIDADE TOTAL (TQC)...ciência, em lugar de empirismo; harmonia, em vez de discórdia; cooperação, não individualismo; rendimento máximo em lugar de produção reduzida; desenvolvimento de

Leia mais

CAPÍTULO 2 CONCEITOS BÁSICOS DA QUALIDADE INDUSTRIAL

CAPÍTULO 2 CONCEITOS BÁSICOS DA QUALIDADE INDUSTRIAL CAPÍTULO 2 CONCEITOS BÁSICOS DA QUALIDADE INDUSTRIAL OS PRIMÓRDIOS DA QUALIDADE Egípcio Imhotep (pai do controle do processo antigo): OBEDIÊNCIA A PADRÕES ERA A CHAVE PARA A QUALIDADE DO PRODUTO FINAL

Leia mais

Conceitos. Conceitos. Histórico. Histórico. Disciplina: Gestão de Qualidade ISSO FATEC - IPATINGA

Conceitos. Conceitos. Histórico. Histórico. Disciplina: Gestão de Qualidade ISSO FATEC - IPATINGA Disciplina: FATEC - IPATINGA Gestão de ISSO TQC - Controle da Total Vicente Falconi Campos ISO 9001 ISO 14001 OHSAS 18001 Prof.: Marcelo Gomes Franco Conceitos TQC - Total Quality Control Controle da Total

Leia mais

Deming (William Edwards Deming)

Deming (William Edwards Deming) Abordagens dos principais autores relativas ao Gerenciamento da Qualidade. Objetivo: Estabelecer base teórica para o estudo da Gestão da Qualidade Procura-se descrever, a seguir, as principais contribuições

Leia mais

Gestão da qualidade. Conceito e histórico da qualidade. Prof. Dr. Gabriel Leonardo Tacchi Nascimento

Gestão da qualidade. Conceito e histórico da qualidade. Prof. Dr. Gabriel Leonardo Tacchi Nascimento Gestão da qualidade Conceito e histórico da qualidade Prof. Dr. Gabriel Leonardo Tacchi Nascimento Como é vista a qualidade Redução de custos Aumento de produtividade Conceito básico de qualidade Satisfação

Leia mais

Gerência da Qualidade

Gerência da Qualidade Gerência da Qualidade Curso de Engenharia de Produção e Transportes PPGEP / UFRGS ENGENHARIA DE PRODUÇÃO Temas Abordados Qualidade Ferramentas da Qualidade 5 Sensos PDCA/MASP Os Recursos Humanos e o TQM

Leia mais

Introdução à Qualidade. Aécio Costa

Introdução à Qualidade. Aécio Costa Introdução à Qualidade Aécio Costa O que é Qualidade? Percepções Necessidades Resultados O que influencia: Cultura Modelos mentais Tipo de produto ou serviço prestado Necessidades e expectativas Qualidade:

Leia mais

5 ADMINISTRAÇÃO DA QUALIDADE

5 ADMINISTRAÇÃO DA QUALIDADE 5 ADMINISTRAÇÃO DA QUALIDADE 5.1 INTRODUÇÃO Todas as pessoas convivem sob a sombra da palavra qualidade. Não é para menos, a qualidade tornou-se alicerce fundamental para as organizações, onde ganhou destaque

Leia mais

Gerenciamento pela Qualidade Total. Rosa Maria Fischi SISEB 03/05/12

Gerenciamento pela Qualidade Total. Rosa Maria Fischi SISEB 03/05/12 Gerenciamento pela Qualidade Total Rosa Maria Fischi SISEB 03/05/12 O Que é Gerenciamento Pela Qualidade Total? É o gerenciamento envolvendo do Diretor ao Porteiro - todos os departamentos visando atender

Leia mais

Curso de Engenharia de Produção. Noções de Engenharia de Produção

Curso de Engenharia de Produção. Noções de Engenharia de Produção Curso de Engenharia de Produção Noções de Engenharia de Produção Qualidade Evolução: - Taylor: INSPEÇÃO; - Ford: Metrologia; - 1920: surge o Controle da Qualidade; - 1930: normalização para a Qualidade;

Leia mais

Professor: Flávio Belli E-mail: flavio.belli@sc.senai.br Joinville 2013

Professor: Flávio Belli E-mail: flavio.belli@sc.senai.br Joinville 2013 Histórico da Qualidade e Produtividade Professor: Flávio Belli E-mail: flavio.belli@sc.senai.br Joinville 2013 Histórico da Qualidade e Produtividade O mundo moderno vem sendo objeto de profundas e aceleradas

Leia mais

Gestão da Qualidade. Prof. Valter Vander de Oliveira

Gestão da Qualidade. Prof. Valter Vander de Oliveira Gestão da Qualidade Prof. Valter Vander de Oliveira Gestão da Qualidade Objetivos do disciplina: Sensibilizar para as práticas de gestão pela Qualidade; Conhecer os conceitos e saber como se faz o gerenciamento

Leia mais

QUALIDADE II. Prof. Dr. Daniel Bertoli Gonçalves 09/08/2012. Prof. Dr. Daniel Bertoli Gonçalves

QUALIDADE II. Prof. Dr. Daniel Bertoli Gonçalves 09/08/2012. Prof. Dr. Daniel Bertoli Gonçalves QUALIDADE II Prof. Dr. Daniel Bertoli Gonçalves Prof. Dr. Daniel Bertoli Gonçalves Engenheiro Agrônomo CCA/UFSCar 1998 Mestre em Desenvolvimento Econômico, Espaço e Meio Ambiente IE/UNICAMP 2001 Doutor

Leia mais

TQC- CONTROLE DE QUALIDADE TOTAL

TQC- CONTROLE DE QUALIDADE TOTAL TQC- CONTROLE DE QUALIDADE TOTAL OLIVEIRA,Ana Paula de¹ OLIVEIRA,Dirce Benedita de¹ NERY,Miriã Barbosa¹ SILVA, Thiago² Ferreira da² RESUMO O texto fala sobre o controle da qualidade total, como ela iniciou

Leia mais

Prof. Dr. Fernando Luiz Pereira de Oliveira Sala1 ICEB I DEMAT Email: fernandoest@ig.com.br

Prof. Dr. Fernando Luiz Pereira de Oliveira Sala1 ICEB I DEMAT Email: fernandoest@ig.com.br Introdução e Conceitos Fundamentais Definiçõesda qualidadee da melhoriada qualidade. Prof. Dr. Fernando Luiz Pereira de Oliveira Sala1 ICEB I DEMAT Email: fernandoest@ig.com.br Breve evolução histórica

Leia mais

Gestão da qualidade. Prof. André Jun Nishizawa

Gestão da qualidade. Prof. André Jun Nishizawa Gestão da qualidade Prof. Conceitos O que é qualidade? Como seu conceito se alterou ao longo do tempo? O que é gestão da qualidade e como foi sua evolução? Quem foram os principais gurus da qualidade e

Leia mais

Fundamentos da Qualidade

Fundamentos da Qualidade Fundamentos da Qualidade Luiz Carlos Monteiro Gerente da Divisão de Orientação e Incentivo à Qualidade Quando surgiu a qualidade? Quando o Homem sente necessidades e cria expectativas. O que é qualidade?

Leia mais

FTAD. Formação Técnica em Administração de Empresas. Gestão da Qualidade

FTAD. Formação Técnica em Administração de Empresas. Gestão da Qualidade FTAD Formação Técnica em Administração de Empresas Gestão da Qualidade Aula 5 O PROCESSO DE CERTIFICAÇÃO Objetivo: Compreender os requisitos para obtenção de Certificados no Sistema Brasileiro de Certificação

Leia mais

Gestão da qualidade. Prof. André Jun Nishizawa

Gestão da qualidade. Prof. André Jun Nishizawa Gestão da qualidade Prof. Conceitos O que é qualidade? Como seu conceito se alterou ao longo do tempo? O que é gestão da qualidade e como foi sua evolução? Quem foram os principais gurus da qualidade e

Leia mais

AS ORGANIZAÇÕES COMO UM SISTEMA

AS ORGANIZAÇÕES COMO UM SISTEMA AS ORGANIZAÇÕES COMO UM SISTEMA N Materiais Energia Informação Valor INPUT EMPRESA Hardware : Equipamentos e Materiais Humanware : Elemento Software : Humano Procedimentos Valor ou Qualidade OUTPUT Produto

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA QUALIDADE DOS PRODUTOS PARA MANTER A COMPETITIVIDADE DAS ORGANIZAÇÕES

A IMPORTÂNCIA DA QUALIDADE DOS PRODUTOS PARA MANTER A COMPETITIVIDADE DAS ORGANIZAÇÕES A IMPORTÂNCIA DA QUALIDADE DOS PRODUTOS PARA MANTER A COMPETITIVIDADE DAS ORGANIZAÇÕES ROMUALDO DA SILVA, Paulo. Discente da Faculdade de Ciências Jurídicas e Gerenciais de Garça/ACEG E-mail: paulo_romualdo@itelefonica.com.br

Leia mais

O Processo De Melhoria Contínua

O Processo De Melhoria Contínua O Processo De Melhoria Contínua Não existe mais dúvida para ninguém que a abertura dos mercados e a consciência da importância da preservação do meio ambiente e a se transformaram em competitividade para

Leia mais

GESTÃO DA QUALIDADE E CERTIFICAÇÕES FUNDAMENTOS DA QUALIDADE

GESTÃO DA QUALIDADE E CERTIFICAÇÕES FUNDAMENTOS DA QUALIDADE GESTÃO DA QUALIDADE E CERTIFICAÇÕES FUNDAMENTOS DA QUALIDADE Roteiro Visão sobre Qualidade Cinco abordagens da Qualidade Expectativa e percepção Possíveis lacunas (GAPs) O que dizem os gurus da Qualidade

Leia mais

UM BREVE HISTÓRICO DA GESTÃO DA QUALIDADE

UM BREVE HISTÓRICO DA GESTÃO DA QUALIDADE UM BREVE HISTÓRICO DA GESTÃO DA QUALIDADE A história da qualidade tem inicio na pré-história, naquela época já existia a necessidade de produzir utensílios cada vez melhor, porém nesse período ainda não

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL NA GESTÃO EMPRESARIAL

A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL NA GESTÃO EMPRESARIAL A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL NA GESTÃO EMPRESARIAL Aldemar Dias de Almeida Filho Discente do 4º ano do Curso de Ciências Contábeis Faculdades Integradas de Três Lagoas AEMS Élica Cristina da

Leia mais

Gestão da Qualidade. Evolução da Gestão da Qualidade

Gestão da Qualidade. Evolução da Gestão da Qualidade Gestão da Qualidade Evolução da Gestão da Qualidade Grau de Incerteza Grau de complexidade Adm Científica Inspeção 100% CEQ Evolução da Gestão CEP CQ IA PQN PQN PQN TQM PQN MSC GEQ PQN PQN Negócio Sistema

Leia mais

2 Seminário de Engenharia Química. Silvia Binda 1

2 Seminário de Engenharia Química. Silvia Binda 1 2 Seminário de Engenharia Química Silvia Binda 1 Inter-relação entre o conceito de qualidade, gestão da qualidade e elementos que a compõem QUALIDADE Gestão da Qualidade Habilidade de um conjunto de características

Leia mais

Para entendermos melhor a evolução da qualidade, precisamos rememorar alguns pontos na história.

Para entendermos melhor a evolução da qualidade, precisamos rememorar alguns pontos na história. SISTEMA DE QUALIDADE EAD MÓDULO XIX - RESUMO Para entendermos melhor a evolução da qualidade, precisamos rememorar alguns pontos na história. Posteriormente, ocorreu a Revolução Industrial, em que a subsistência

Leia mais

PRINCÍPIOS DA QUALIDADE E MODELOS DE GESTÃO

PRINCÍPIOS DA QUALIDADE E MODELOS DE GESTÃO INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR DO ESPÍRITO SANTO FACASTELO Faculdade De Castelo Curso de Administração Disciplina: Qualidade e Produtividade PRINCÍPIOS DA QUALIDADE E MODELOS DE GESTÃO 1 Profa.: Sharinna

Leia mais

ESTUDOS PARA IMPLEMENTAÇÃO DE SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE EM UMA EMPRESA DE CONSULTORIA EM ENGENHARIA CIVIL

ESTUDOS PARA IMPLEMENTAÇÃO DE SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE EM UMA EMPRESA DE CONSULTORIA EM ENGENHARIA CIVIL ESTUDOS PARA IMPLEMENTAÇÃO DE SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE EM UMA EMPRESA DE CONSULTORIA EM ENGENHARIA CIVIL ANA LAURA CANASSA BASSETO (UTFPR) alcanassa@hotmail.com Caroline Marqueti Sathler (UTFPR)

Leia mais

Antecedentes Históricos da Administração: Os primórdios da Administração

Antecedentes Históricos da Administração: Os primórdios da Administração Antecedentes Históricos da Administração: Os primórdios da Administração No decorrer da história da humanidade sempre existiu alguma forma simples ou complexa de administrar as organizações. O desenvolvimento

Leia mais

1. Conceitos e princípios da qualidade: nichos da qualidade; erros da qualidade.

1. Conceitos e princípios da qualidade: nichos da qualidade; erros da qualidade. 1/6 1. Conceitos e princípios da qualidade: nichos da qualidade; erros da qualidade. Nichos da Qualidade É a partir destas avaliações que, por exemplo, duas empresas do mesmo ramo podem atuar em nichos

Leia mais

Preço da Venda. Custo operacional Preço de venda Melhoria

Preço da Venda. Custo operacional Preço de venda Melhoria Prof. Marcio Santos Antigamente Custo Operacional Preço da Venda Lucro Hoje Custo Operacional Preço de Mercado Lucro O mercado determina o preço! Custo operacional Preço de venda Lucro Melhoria Não me

Leia mais

Vicente Falconi Campos. TQC Controle da Qualidade Total (no estilo japonês)

Vicente Falconi Campos. TQC Controle da Qualidade Total (no estilo japonês) Vicente Falconi Campos TQC Controle da Qualidade Total (no estilo japonês) 1. Sobrevivência e Produtividade.................................................... 01 1.1. Conceito de qualidade.......................................................

Leia mais

GESTÃO DA QUALIDADE DE SOFTWARE Introdução

GESTÃO DA QUALIDADE DE SOFTWARE Introdução GESTÃO DA QUALIDADE DE SOFTWARE Introdução Considerações iniciais Qualidade: Grau de perfeição, de precisão, de conformidade a um certo padrão. É conceito multidimensional, isto é, o cliente avalia a qualidade

Leia mais

Gestão da Qualidade. Engenharia da Qualidade. Prof. Dr. José Luiz Moreira de Carvalho. Engenharia da Qualidade

Gestão da Qualidade. Engenharia da Qualidade. Prof. Dr. José Luiz Moreira de Carvalho. Engenharia da Qualidade Gestão da Qualidade Prof. Dr. José Luiz Moreira de Carvalho APRESENTAÇÃO Prof. Dr. José Luiz Moreira de Carvalho * Graduação em Engenharia Química / Universidade Federal da Bahia * Mestrado em Engenharia

Leia mais

GESTÃO DE QUALIDADE. Isac Aguiar isacaguiar.com.br isacaguiar@gmail.com

GESTÃO DE QUALIDADE. Isac Aguiar isacaguiar.com.br isacaguiar@gmail.com GESTÃO DE QUALIDADE Isac Aguiar isacaguiar.com.br isacaguiar@gmail.com Gestão de Qualidade Do latim, qualitate Série de princípios recomendados para implantação de qualidade nas organizações Grau no qual

Leia mais

MELHORIA DA QUALIDADE e MASP (Prof. José Carlos de Toledo GEPEQ/DEP-UFSCar) 1. Introdução

MELHORIA DA QUALIDADE e MASP (Prof. José Carlos de Toledo GEPEQ/DEP-UFSCar) 1. Introdução MELHORIA DA QUALIDADE e MASP (Prof. José Carlos de Toledo GEPEQ/DEP-UFSCar) 1. Introdução A Melhoria da Qualidade é uma atividade que deve estar presente nas rotinas de toda a empresa. Isto significa que

Leia mais

CAMPANHA NACIONAL DE ESCOLAS DA COMUNIDADE FACULDADE CENECISTA DE CAPIVARI FACECAP CURSO DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO

CAMPANHA NACIONAL DE ESCOLAS DA COMUNIDADE FACULDADE CENECISTA DE CAPIVARI FACECAP CURSO DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO CAMPANHA NACIONAL DE ESCOLAS DA COMUNIDADE FACULDADE CENECISTA DE CAPIVARI FACECAP CURSO DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO TRANSPORTE DE PRODUTOS PERECÍVEIS: QUALIDADE NO TRANSPORTE DE PRODUTOS PERECÍVEIS

Leia mais

Qualidade de Software. Prof. Natália Oliveira M.Sc queiroz.nati@gmail.com

Qualidade de Software. Prof. Natália Oliveira M.Sc queiroz.nati@gmail.com Qualidade de Software Prof. Natália Oliveira M.Sc queiroz.nati@gmail.com Ementa Conceitos sobre Qualidade Qualidade do Produto Qualidade do Processo Garantida da Qualidade X Controle da Qualidade Conceitos

Leia mais

Com a globalização da economia, a busca da

Com a globalização da economia, a busca da A U A UL LA Introdução à manutenção Com a globalização da economia, a busca da qualidade total em serviços, produtos e gerenciamento ambiental passou a ser a meta de todas as empresas. O que a manutenção

Leia mais

Ciclo de um produto. Você já percebeu, ao andar pelos corredores. Um problema. Ciclo do produto

Ciclo de um produto. Você já percebeu, ao andar pelos corredores. Um problema. Ciclo do produto A U A UL LA Ciclo de um produto Um problema Você já percebeu, ao andar pelos corredores de um supermercado, a infinidade de produtos industrializados? Desde alimentos a produtos de limpeza e eletrodomésticos,

Leia mais

Novas Formas de Organização do Trabalho

Novas Formas de Organização do Trabalho Novas Formas de Organização do Trabalho Nesse cenário tecnológico, os trabalhadores são organizados em um novo conceito de divisão do trabalho que compreende: a) Novas tecnologias de produção; b) Novos

Leia mais

GESTÃO DE PRODUÇÃO E OPERAÇÕES. Introdução aos estudos da Administração da Produção

GESTÃO DE PRODUÇÃO E OPERAÇÕES. Introdução aos estudos da Administração da Produção GESTÃO DE PRODUÇÃO E OPERAÇÕES Introdução aos estudos da Administração da Produção 1 Introdução aos estudos da Administração da Produção UNIDADE I Evolução Histórica Objeto de estudo: ambiente, contexto

Leia mais

O CICLO DE PDCA E ALGUMAS DAS FERRAMENTAS DA QUALIDADE

O CICLO DE PDCA E ALGUMAS DAS FERRAMENTAS DA QUALIDADE http://www.administradores.com.br/artigos/ O CICLO DE PDCA E ALGUMAS DAS FERRAMENTAS DA QUALIDADE DIEGO FELIPE BORGES DE AMORIM Servidor Público (FGTAS), Bacharel em Administração (FAE), Especialista em

Leia mais

Gestão Gestão de Qualidade

Gestão Gestão de Qualidade Gestão Gestão de Qualidade Qualidade fator bastante objectivo difere de pessoa para pessoa e difere no tempo Consumidor grau em que o produto satisfaz as necessidades pelas quais foi adquirido Produtores

Leia mais

Projeto de Produto, QFD, FMEA e DoE Tema Projeto de Produto QFD PARTE 2 Dr. Egon Walter Wildauer

Projeto de Produto, QFD, FMEA e DoE Tema Projeto de Produto QFD PARTE 2 Dr. Egon Walter Wildauer Tema Projeto de Produto QFD Parte 2 Projeto Pós-graduação Curso Engenharia da Produção Disciplina Projeto de Produto, QFD, FMEA e DoE Tema Projeto de Produto QFD PARTE 2 Professor Dr. Egon Walter Wildauer

Leia mais

FUNDAMENTOS DA EMPRESA ENXUTA

FUNDAMENTOS DA EMPRESA ENXUTA FUNDAMENTOS DA EMPRESA ENXUTA Prof. Darli Rodrigues Vieira darli@darli.com.br O QUE ESTÁ POR TRÁS DA IDÉIA DE EMPRESA ENXUTA? ELIMINAÇÃO DE TODO TIPO DE DESPERDÍCIO NO SUPPLY VELOCIDADE FLEXIBILIDADE QUALIDADE

Leia mais

GESTÃO DO NÍVEL DE SERVIÇO E SEGMENTAÇÃO DE MERCADO PARA DIFERENCIAÇÃO DOS SERVIÇOS DE RH. PROFa. EVELISE CZEREPUSZKO

GESTÃO DO NÍVEL DE SERVIÇO E SEGMENTAÇÃO DE MERCADO PARA DIFERENCIAÇÃO DOS SERVIÇOS DE RH. PROFa. EVELISE CZEREPUSZKO GESTÃO DO NÍVEL DE SERVIÇO E SEGMENTAÇÃO DE MERCADO PARA DIFERENCIAÇÃO DOS SERVIÇOS DE RH PROFa. EVELISE CZEREPUSZKO O QUE É NÍVEL DE SERVIÇO LOGÍSTICO? É a qualidade com que o fluxo de bens e serviços

Leia mais

COMO APURAR OS CUSTOS DA QUALIDADE DE FORMA A AUMENTAR A LUCRATIVIDADE DA EMPRESA

COMO APURAR OS CUSTOS DA QUALIDADE DE FORMA A AUMENTAR A LUCRATIVIDADE DA EMPRESA COMO APURAR OS CUSTOS DA QUALIDADE DE FORMA A AUMENTAR A LUCRATIVIDADE DA EMPRESA Prof. Ms. Sidney E. Santana 1. Identificando os custos da qualidade Controlar a origem das receitas, produto da venda de

Leia mais

IMPORTANTES ÁREAS PARA SUCESSO DE UMA EMPRESA

IMPORTANTES ÁREAS PARA SUCESSO DE UMA EMPRESA IMPORTANTES ÁREAS PARA SUCESSO DE UMA EMPRESA SILVA, Paulo Henrique Rodrigues da Discente da Faculdade de Ciências Jurídicas e Gerencias E-mail: ph.rs@hotmail.com SILVA, Thiago Ferreira da Docente da Faculdade

Leia mais

Qualidade na empresa. Fundamentos de CEP. Gráfico por variáveis. Capacidade do processo. Gráficos por atributos. Inspeção de qualidade

Qualidade na empresa. Fundamentos de CEP. Gráfico por variáveis. Capacidade do processo. Gráficos por atributos. Inspeção de qualidade Roteiro da apresentação Controle de Qualidade 1 2 3 Lupércio França Bessegato UFMG Especialização em Estatística 4 5 Abril/2007 6 7 Conceito de Qualidade Não há uma única definição. Melhoria da Empresa

Leia mais

INTRODUÇÃO E CAPÍTULO 1 (parcial) CARPINETTI, L.C.R., MIGUEL, P.A.C., GEROLAMO, M.C., Gestão da Qualidade: ISO 9001:2000, São Paulo, Atlas, 2009.

INTRODUÇÃO E CAPÍTULO 1 (parcial) CARPINETTI, L.C.R., MIGUEL, P.A.C., GEROLAMO, M.C., Gestão da Qualidade: ISO 9001:2000, São Paulo, Atlas, 2009. INTRODUÇÃO E CAPÍTULO 1 (parcial) CARPINETTI, L.C.R., MIGUEL, P.A.C., GEROLAMO, M.C., Gestão da Qualidade: ISO 9001:2000, São Paulo, Atlas, 2009. Introdução Segundo as informações disponíveis no site do

Leia mais

Teorias da Administração

Teorias da Administração Teorias da Administração Cronologia das teorias da administração 1903 Administração Científica 1903 Teoria Geral da Administração 1909 Teoria da Burocracia 1916 Teoria Clássica da Administração 1932 Teoria

Leia mais

Teoria Geral da Administração (TGA)

Teoria Geral da Administração (TGA) Uma empresa é uma organização social que utiliza recursos a fim de atingir tais objetivos. O lucro, na visão moderna das empresas privadas, é conseqüência do processo produtivo e o retorno esperado pelos

Leia mais

FMEA - 4ª. EDIÇÃO (Análise dos Modos de Falha e de seus Efeitos)

FMEA - 4ª. EDIÇÃO (Análise dos Modos de Falha e de seus Efeitos) Curso e-learning FMEA - 4ª. EDIÇÃO (Análise dos Modos de Falha e de seus Efeitos) Todos os direitos de cópia reservados. Não é permitida a distribuição física ou eletrônica deste material sem a permissão

Leia mais

TPM Planejamento, organização, administração

TPM Planejamento, organização, administração TPM Planejamento, organização, administração A UU L AL A Durante muito tempo as indústrias funcionaram com o sistema de manutenção corretiva. Com isso, ocorriam desperdícios, retrabalhos, perda de tempo

Leia mais

ISO NAS PRAÇAS. Oficina ISO 9001-2008 Formulação da Política da Qualidade. Julho/2011

ISO NAS PRAÇAS. Oficina ISO 9001-2008 Formulação da Política da Qualidade. Julho/2011 Oficina ISO 9001-2008 Formulação da Política da Qualidade Julho/2011 GESPÚBLICA Perfil do Facilitador Servidor de carreira que tenha credibilidade Bom relacionamento interpessoal Acesso a alta administração

Leia mais

GESTÃO DA PRODUÇÃO E OPERAÇÕES

GESTÃO DA PRODUÇÃO E OPERAÇÕES GESTÃO DA PRODUÇÃO E OPERAÇÕES CAPÍTULO 1 Gestão da produção: história, papel estratégico e objetivos Prof. Glauber Santos 1 GESTÃO DA PRODUÇÃO E OPERAÇÕES 1.1 Gestão da produção: apresentação Produção

Leia mais

Plataforma da Informação. Gerenciamento de Projetos

Plataforma da Informação. Gerenciamento de Projetos Plataforma da Informação Gerenciamento de Projetos Motivação Por que devemos fazer Projetos? - O aprendizado por projetos, faz parte de um dos três pilares de formação do MEJ; -Projetos são oportunidades

Leia mais

Prof. Cleber Ricardo Paiva. Sistemas de Gestão Integrados Pós-graduação Latu Sensu em Gestão Empresarial. Sistemas de Gestão Integrados.

Prof. Cleber Ricardo Paiva. Sistemas de Gestão Integrados Pós-graduação Latu Sensu em Gestão Empresarial. Sistemas de Gestão Integrados. 1 Sistemas de Gestão Integrados Gestão da Qualidade Pós graduação Latu Sensu em Gestão Empresarial Ribeirão Preto E-mail: crpaiva@faap.br CONTEÚDO Introdução Sistemas de Gestão da Qualidade Ações Gerenciais

Leia mais

LOGÍSTICA 1. Nubia Aparecida dos Reis Souza 2 RESUMO

LOGÍSTICA 1. Nubia Aparecida dos Reis Souza 2 RESUMO 1 LOGÍSTICA 1 Nubia Aparecida dos Reis Souza 2 RESUMO Versa o presente artigo sobre logística e suas aplicabilidades no mundo moderno. A logística foi criada para suprir necessidades durante a Segunda

Leia mais

A Revolução Industrial, as descobertas e as contribuições de Taylor, Ford e Fayol para a evolução da APO

A Revolução Industrial, as descobertas e as contribuições de Taylor, Ford e Fayol para a evolução da APO http://www.administradores.com.br/artigos/ A Revolução Industrial, as descobertas e as contribuições de Taylor, Ford e Fayol para a evolução da APO DIEGO FELIPE BORGES DE AMORIM Servidor Público (FGTAS),

Leia mais

8.2.4 Controle de estoque de matérias-primas...193 8.2.5 Conceito de cadeia competitiva...194 8.3 Tópicos para reflexão pelos grupos de cumbuca...

8.2.4 Controle de estoque de matérias-primas...193 8.2.5 Conceito de cadeia competitiva...194 8.3 Tópicos para reflexão pelos grupos de cumbuca... Sumário 1 Sobrevivência e produtividade...25 1.1 Conceito de qualidade...26 1.2 Conceito de produtividade...27 1.3 Como melhorar a produtividade...29 1.4 Conceito de competitividade...31 1.5 Conceito de

Leia mais

Módulo 5 Interpretação da norma NBR ISO 19011:2002 requisitos: 7, 7.1, 7.2, 7.3, 7.3.1, 7.3.2, 7.3.3, 7.3.4, 7.4, 7.4.1, 7.4.2, 7.4.3, 7.4.4, 7.

Módulo 5 Interpretação da norma NBR ISO 19011:2002 requisitos: 7, 7.1, 7.2, 7.3, 7.3.1, 7.3.2, 7.3.3, 7.3.4, 7.4, 7.4.1, 7.4.2, 7.4.3, 7.4.4, 7. Módulo 5 Interpretação da norma NBR ISO 19011:2002 requisitos: 7, 7.1, 7.2, 7.3, 7.3.1, 7.3.2, 7.3.3, 7.3.4, 7.4, 7.4.1, 7.4.2, 7.4.3, 7.4.4, 7.5, 7.5.1, 7.5.2, 7.6, 7.6.1, 7.6.2 Exercícios 7 Competência

Leia mais

Artigo Os 6 Mitos Do Seis Sigma

Artigo Os 6 Mitos Do Seis Sigma Artigo Os 6 Mitos Do Seis Sigma Celerant Consulting A metodologia do Seis Sigma a abordagem Definir, Medir, Analisar, Melhorar e Controlar (DMAIC) para resolução de problemas e as ferramentas a serem usadas

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO CONCEITOS SOBRE CUSTOS DA QUALIDADE (APOSTILA) Prof. José Carlos de Toledo GEPEQ Grupo

Leia mais

Aluno: RA: INSTRUÇÕES GERAIS

Aluno: RA: INSTRUÇÕES GERAIS PROVA DE EIXO - REGULAR CURSOS: ADMINISTRAÇÃO Disciplina: Gestão de Operações IV Duração: 1h30 90 minutos Professor: Número de questões: 20 Data: 12/06/2010 Nota: Aluno: RA: INSTRUÇÕES GERAIS 1. A prova

Leia mais

Visão Geral dos Sistemas de Informação

Visão Geral dos Sistemas de Informação Visão Geral dos Sistemas de Informação Existem muitos tipos de sistemas de informação no mundo real. Todos eles utilizam recursos de hardware, software, rede e pessoas para transformar os recursos de dados

Leia mais

Abordagens e dimensões da qualidade PPGEP / UFRGS ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

Abordagens e dimensões da qualidade PPGEP / UFRGS ENGENHARIA DE PRODUÇÃO Abordagens e dimensões da qualidade PPGEP / UFRGS ENGENHARIA DE PRODUÇÃO Abordagens da Qualidade Garvin, (1992) mostrou que a qualidade sofre modificações Em função da sua organização e abrangência, sistematizou

Leia mais

Departamento de Engenharia. ENG 1090 Introdução à Engenharia de Produção

Departamento de Engenharia. ENG 1090 Introdução à Engenharia de Produção Pontifícia Universidade Católica de Goiás Departamento de Engenharia Curso de Graduação em Engenharia de Produção ENG 1090 Introdução à Engenharia de Produção Prof. Gustavo Suriani de Campos Meireles.

Leia mais

Implementação rápida do modelo Balanced Scorecard (BSC) nas empresas de seguros

Implementação rápida do modelo Balanced Scorecard (BSC) nas empresas de seguros Implementação rápida do modelo Balanced Scorecard (BSC) nas empresas de seguros Uma evolução nos sistemas de controle gerencial e de planejamento estratégico Francisco Galiza Roteiro Básico 1 SUMÁRIO:

Leia mais

Abordagem Clássica da Administração: TGA Abordagem Clássica da Administração. Abordagem Clássica da Administração:

Abordagem Clássica da Administração: TGA Abordagem Clássica da Administração. Abordagem Clássica da Administração: TGA Abordagem Clássica da Administração Profa. Andréia Antunes da Luz andreia-luz@hotmail.com No despontar do XX, 2 engenheiros desenvolveram os primeiros trabalhos pioneiros a respeito da Administração.

Leia mais

O REFLEXO DA QUALIDADE PARA A PRODUTIVIDADE

O REFLEXO DA QUALIDADE PARA A PRODUTIVIDADE O REFLEXO DA QUALIDADE PARA A PRODUTIVIDADE Fernanda Aparecida de SOUZA 1 RGM: 079195 Juliana Regina de ALMEIDA 1 RGM: 079247 Mary Ellen dos Santos MOREIRA 1 RGM: 079248 Renato Francisco Saldanha SILVA

Leia mais

Rotinas de DP- Professor: Robson Soares

Rotinas de DP- Professor: Robson Soares Rotinas de DP- Professor: Robson Soares Capítulo 2 Conceitos de Gestão de Pessoas - Conceitos de Gestão de Pessoas e seus objetivos Neste capítulo serão apresentados os conceitos básicos sobre a Gestão

Leia mais

Curso de Engenharia de Produção. Manutenção dos Sistemas de Produção

Curso de Engenharia de Produção. Manutenção dos Sistemas de Produção Curso de Engenharia de Produção Manutenção dos Sistemas de Produção Informações sobre a disciplina: Professor: Eng. Carlos Bernardo Gouvêa Pereira Site: www.carlosbernardo.com Email: prof_carlospereira@camporeal.edu.br

Leia mais

Objetivos da Produção

Objetivos da Produção Objetivos da Produção Aula 3 Profª. Ms. Eng. Aline Soares Pereira Sistemas Produtivos I Objetivos da aula 1. Apresentar os objetivos e estratégias da produção 2 Produção: É o processo de obtenção de qualquer

Leia mais

FERRAMENTAS DA QUALIDADE

FERRAMENTAS DA QUALIDADE FERRAMENTAS DA QUALIDADE FEMEA Análise do Modo e Efeito das Falhas Desenvolvido pela Professora Patrícia Roggero 1 Análise do Modo e Efeito das Falhas Desenvolvido pela Professora Patrícia Roggero 2 -

Leia mais

O CEP COMO FERRAMENTA DE MELHORIA DE QUALIDADE E PRODUTIVIDADE NAS ORGANIZAÇÕES.

O CEP COMO FERRAMENTA DE MELHORIA DE QUALIDADE E PRODUTIVIDADE NAS ORGANIZAÇÕES. O CEP COMO FERRAMENTA DE MELHORIA DE QUALIDADE E PRODUTIVIDADE NAS ORGANIZAÇÕES. Evandro de Paula Faria, Claudia Cristina de Andrade, Elvis Magno da Silva RESUMO O cenário competitivo exige melhoria contínua

Leia mais

OS 14 PONTOS DA FILOSOFIA DE DEMING

OS 14 PONTOS DA FILOSOFIA DE DEMING OS 14 PONTOS DA FILOSOFIA DE DEMING 1. Estabelecer a constância de propósitos para a melhoria dos bens e serviços A alta administração deve demonstrar constantemente seu comprometimento com os objetivos

Leia mais

Maurus Joenk Diretor / Consultor Técnico QUALIDADE COM PRODUTIVIDADE

Maurus Joenk Diretor / Consultor Técnico QUALIDADE COM PRODUTIVIDADE Maurus Joenk Diretor / Consultor Técnico QUALIDADE COM PRODUTIVIDADE QUALIDADE COM PRODUTIVIDADE A ARTPOL Assessoria, Consultoria e Treinamento Empresarial Ltda, atua em empresas transformadoras de plásticos

Leia mais

TPM no Coração do Lean Autor: Art Smalley. Tradução: Odier Araújo.

TPM no Coração do Lean Autor: Art Smalley. Tradução: Odier Araújo. TPM no Coração do Lean Autor: Art Smalley. Tradução: Odier Araújo. A Manutenção Produtiva Total (TPM) tem sido uma ferramenta muito importante para os setores de manufatura intensivos em equipamentos.

Leia mais

FACULDADE DE CUIABÁ. Curso. Disciplina. Professor. rubemboff@yahoo.com.br. Aulas: 4 e 5/5/2007

FACULDADE DE CUIABÁ. Curso. Disciplina. Professor. rubemboff@yahoo.com.br. Aulas: 4 e 5/5/2007 FACULDADE DE CUIABÁ Curso GESTÃO PÚBLICA Disciplina GESTÃO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Professor Dr. RUBEM JOSÉ BOFF, Ph.D. rubemboff@yahoo.com.br Aulas: 4 e 5/5/2007 Dr. Rubem José Boff, Ph.D. Cuiabá-MT,

Leia mais

Prof. Sérgio Roberto Sigrist srsigris@hotmail.com

Prof. Sérgio Roberto Sigrist srsigris@hotmail.com Prof. Sérgio Roberto Sigrist srsigris@hotmail.com Palavras-chave Melhores práticas, inovação, geração de valor, qualidade, serviços, gestão de serviços, suporte em TI, melhoria contínua, orientação a processos,

Leia mais

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS CURSO DE ENGENHARIA CIVIL. ENG-1530 Administração e Finanças para Engenharia Professor: Luis Guilherme

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS CURSO DE ENGENHARIA CIVIL. ENG-1530 Administração e Finanças para Engenharia Professor: Luis Guilherme PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS CURSO DE ENGENHARIA CIVIL ENG-1530 Administração e Finanças para Engenharia Professor: Luis Guilherme Gestão de Qualidade Alunos: Bruna Bastos Bruno Avelar Giacomini

Leia mais

COMO ENTENDER O VALOR EMPRESARIAL DOS SISTEMAS E COMO GERENCIAR A MUDANÇA

COMO ENTENDER O VALOR EMPRESARIAL DOS SISTEMAS E COMO GERENCIAR A MUDANÇA COMO ENTENDER O VALOR EMPRESARIAL DOS SISTEMAS E COMO GERENCIAR A MUDANÇA 1 OBJETIVOS 1. Como nossa empresa pode medir os benefícios de nossos sistemas de informação? Quais modelos deveríamos usar para

Leia mais

Gestão da Qualidade: Gerenciamento da Rotina

Gestão da Qualidade: Gerenciamento da Rotina Gestão da Qualidade: Gerenciamento da Rotina Curso de Especialização em Gestão da Produção Prof. MSc. Artur Henrique Moellmann UNESP Universidade Estadual Paulista FEG Faculdade de Engenharia do Campus

Leia mais

Teorias da Administração Conhecimentos organizados, produzidos pela experiência prática das organizações.

Teorias da Administração Conhecimentos organizados, produzidos pela experiência prática das organizações. Introdução à Teoria Geral da Administração Organização É uma combinação intencional de recursos para atingir um determinado objetivo. O que são teorias? São explicações, interpretações ou proposições sobre

Leia mais

CICLO DE EVENTOS DA QUALIDADE

CICLO DE EVENTOS DA QUALIDADE Maio de 2003 CICLO DE EVENTOS DA QUALIDADE Dia 12/05/2003 Certificação e homologação de produtos, serviços e empresas do setor aeroespacial,com enfoque na qualidade Dia 13/05/2003 ISO 9001:2000 Mapeamento

Leia mais

Qual a diferença entre gestão por processos e gestão de processos?

Qual a diferença entre gestão por processos e gestão de processos? Qual a diferença entre gestão por processos e gestão de processos? Gestão de processos significa que há processos sendo monitorados, mantidos sob controle e que estão funcionando conforme foi planejado.

Leia mais

Abordagem Clássica da Administração

Abordagem Clássica da Administração Abordagem Clássica da Disciplina: Planejamento Estratégico Página: 1 Aula: 05 Principais Personagens Fredeick Winslow Taylor (americano) Escola da Científica: aumentar a eficiência da indústria por meio

Leia mais

FUNDAMENTOS DE RECURSOS HUMANOS

FUNDAMENTOS DE RECURSOS HUMANOS FUNDAMENTOS DE RECURSOS HUMANOS Pessoas em Primeiro Lugar!!! DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL A REVOLUÇÃO DIGITAL Prof. Flavio A. Pavan O velho conceito das organizações: Uma organização é um conjunto integrado

Leia mais

TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I

TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I 1 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I Administração é a maneira de governar organizações ou parte delas. É o processo de planejar, organizar, dirigir e controlar o uso de recursos

Leia mais

INTRODUÇÃO A ADMINISTRAÇÃO

INTRODUÇÃO A ADMINISTRAÇÃO ADMINISTRAÇÃO EM SEGURANÇA DO TRABALHO IMPORTÂNCIA INTRODUÇÃO A ADMINISTRAÇÃO Quando do início de um empreendimento, de um negócio ou qualquer atividade; As expectativas e desejos de início são grandes:

Leia mais

PDCA FERRAMENTA GERENCIAL AMBIENTAL

PDCA FERRAMENTA GERENCIAL AMBIENTAL PDCA FERRAMENTA GERENCIAL AMBIENTAL Importância PDCA Diretriz para a organização; Aproveitamento de novos espaços e layout; Redução e controle de riscos; Gerenciamento dos recursos com maior eficiência,

Leia mais

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO CONCEITOS

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO CONCEITOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO CONCEITOS 1. Sabe-se que o conceito de Sistema de Informação envolve uma série de sistemas informatizados com diferentes características e aplicações, os quais, porém, têm em comum

Leia mais

Diretrizes para a Implementação de Cooperação Follow-up (F/U)

Diretrizes para a Implementação de Cooperação Follow-up (F/U) Diretrizes para a Implementação de Cooperação Follow-up (F/U) Março de 2003 AGÊNCIA DE COOPERAÇÃO INTERNACIONAL DO JAPÃO (JICA) Sumário 1. Quais são os Objetivos da Cooperação Follow-up?... 3 2. Quais

Leia mais

O papel da gerência em um ambiente de manufatura lean. Gary Convis, Presidente, Toyota Motor Manufacturing de Kentucky

O papel da gerência em um ambiente de manufatura lean. Gary Convis, Presidente, Toyota Motor Manufacturing de Kentucky O papel da gerência em um ambiente de manufatura lean Gary Convis, Presidente, Toyota Motor Manufacturing de Kentucky Tradução: Diogo Kosaka Gostaria de compartilhar minha experiência pessoal como engenheiro

Leia mais

Química. Qualidade Total

Química. Qualidade Total Química Qualidade Total Guarulhos 2012 Günter Wilhelm Uhlmann CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: Conceitos Básicos - Qualidade - Produtividade - Competitividade Qualidade evolução histórica Gestão da Qualidade Total

Leia mais

Ajudamos a (sua) empresa a crescer.

Ajudamos a (sua) empresa a crescer. CONSULTORIA Ajudamos a (sua) empresa a crescer. O QUE FAZEMOS SISTEMAS DE GESTÃO GESTÃO DA PRODUÇÃO E DAS PRODUÇÕES PRODUTIVIDADE E INOVAÇÃO INTERNACIONALIZAÇÃO PROJECOS DE INVESTIMENTO E INCENTIVOS

Leia mais