CARTA TRIMESTRAL T

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "CARTA TRIMESTRAL 2013-2T"

Transcrição

1 CARTA TRIMESTRAL T Prezados investidores, Segue nossa carta trimestral referente ao 1º trimestre de 2013 com o objetivo de apresentar os resultados obtidos por nossa família de fundos e de atualizá-los sobre potenciais mudanças em nosso cenário base e no posicionamento de nossas carteiras. INTRODUÇÃO O início do ano de 2013 foi marcado por uma transição importante do cenário de desalavancagem, risco de deflação e riscos de descontinuidade (principalmente na Europa) dos últimos três anos para um ambiente de possível normalização do crescimento das economias maduras (mesmo que abaixo das taxas históricas), das taxas de juros mundo afora e do apetite a risco. O mercado está migrando gradualmente do modo Macro (risco soberano, intervenção dos bancos centrais e forte influência das decisões políticas) para o modo Micro (foco nos setores microeconômicos, nos balanços das empresas e na reativação do mercado de M&A). A substancial queda na correlação entre os ativos de bolsa (ver proxy das Large Caps no gráfico abaixo) e a menor volatilidade apresentada pelos mercados são sintomas importantes da transformação em curso. Este potencial novo cenário de médio/longo prazo tende a favorecer gestores de equities ativos e fundamentalistas em detrimento de gestores mais focados em macro plays. Entre as classes de ativos, acreditamos que o mercado de ações (em especial value stocks) deve apresentar uma performance superior ao mercado de bonds (em nossa última carta abordamos este tema detalhadamente). Alguns estrategistas do sell side já estão chamando esta possível mudança de cenário de The Great Rotation (eles adoram expressões fortes que impressionam!!!!). Nossos fundos já começaram a sentir o impacto de tal mudança de cenário no 1º trimestre de 2013, através da forte performance de empresas com bons fundamentos e com valuations bastante atrativos. Adicionalmente, algumas large caps, antes esquecidas pelo mercado devido ao cenário turbulento (no Brasil e no exterior) em 2012, retornaram ao radar dos analistas dos bancos e corretoras. Seguem os destaques de nossa performance recente. Linhas Gerais de Nosso Desempenho no 1º trimestre de 2013 (detalhamento por estratégia) Nossa Carteira de Longo Prazo apresentou um retorno de +9,42% vs -7,55% do Ibovespa, um dos maiores alfas trimestrais (+16,97%) desta carteira em toda história da Fides AM. O setor imobiliário foi o de maior 1

2 destaque no trimestre, principalmente pelas contribuições de Trisul (+55%) e Rodobens (+19%). Acreditamos que estes papéis continuam apresentando expressiva margem de segurança e bons catalisadores de curto/médio prazo (maiores detalhes na seção Tema Microeconômico de nossa última carta trimestral) e ainda devem contribuir positivamente para a performance da carteira no decorrer de Outro destaque importante foi nossa posição em Bematech (+54%) que foi beneficiada pelos fortes resultados apresentados no 4T12 e pelo sucesso no IPO da Linx, empresa que também integra o setor de tecnologia e foi vendida ao mercado a múltiplos (normalizados pelo crescimento potencial) muito superiores aos apresentados pela Bematech. Esta tese de investimento foi uma das que convergiram mais rápido na história de nossa Carteira de Longo Prazo (montamos nossa posição em Novembro/12 e encerramos a mesma em Março/13). Auferimos ganhos também com as ações de Unipar (+45%) que consolidou o controle da Carbocloro (passou de 50% para 100% de participação na empresa) no 1T13 e continua sendo uma ótima opção para quem acredita no crescimento do setor de energia eólica no Brasil e no exterior. A Unipar possui 25% da Tecsis que é a maior empresa de pás eólicas customizadas do mundo, sendo parceira comercial dos maiores produtores de aerogeradores do mundo (GE, Alstom e Siemens). Reduzimos substancialmente nossa participação em CSU Cardsystem ON (-3%) após a empresa apresentar resultados bem inferiores às nossas projeções no 4T12. Nossa intenção é incrementar a exposição a esta estratégia e estamos na busca por novas teses de investimento que possam compor este portfólio. A estratégia Double Alpha apresentou resultado neutro no 1º trimestre. Destaque positivo para a posição vendida em Magazine Luiza ON (posição encerrada com ganho de 30%) e negativo para a posição comprada em Vale PNA (-18%). Neste módulo continuamos vendidos nos setores de consumo/varejo e autopeças e comprados em mineração, petróleo, logística e imobiliário. Em Timing (Opções + Exposição Líquida), apresentamos um resultado neutro com destaque positivo para a posição comprada em calls de ALL (ver Tema Microeconômico desta carta) e puts de PDG Realty. Revertemos nossa posição net long no início do ano e mantivemos uma posição neutra no restante do trimestre, não conseguindo extrair alfa deste módulo. Apesar do valuation da bolsa brasileira parecer interessante, o mau humor generalizado com o Brasil nos fez adotar um posicionamento mais neutro no trimestre. O grande destaque da estratégia Arbitragens de Valor (Mid/Large caps vs Índice e Pair Trades) foi a performance de nossa carteira de Mid/Large Caps (+1,91%) vs Índice Bovespa (-7,55%). Este foi o maior descolamento positivo desta carteira em um único trimestre e se deveu, principalmente, à excelente performance relativa de ALL (+22%), Banco do Brasil (+9%) e Even (+4%). O único destaque negativo nesta carteira foi a pequena posição de Oi Participações PN (-16%), que sofreu bastante após a saída inesperada de seu CEO (até quando este desconto de governança vai durar??!!). Acreditamos que o processo de desinvestimento de ativos non-core da empresa deve gerar algum momentum no 2T13 e vamos tentar operar esta tese via o módulo de opções. No book de pair trades obtivemos ganhos na posição de OIBR3 x OIBR4, mas acreditamos que nosso grande mérito nesta estratégia foi agir rapidamente e zerar (ou reduzir substancialmente) posições short de pares intra-setoriais que teriam impactado negativamente nossa performance em Março/13. 2

3 Atribuição de Retornos (hedges já alocados em cada estratégia): FAMÍLIA LONG/SHORT -- Fides Long Short/Fides Long Short Plus/Fides Hedge Plus CSHG Fides Long Short Arbitagens de Valor Timing Estratégias Double Alpha Longo Prazo Pair Trades Large e Mid Caps vs Índice Opções Direc. Ex- opções Custos* /Protetivas Retorno Alfa (CDI) Retorno no ano -0,09% 1,42% 0,04% 0,47% -0,03% -0,06% -0,84% 2,52% 0,91% Exposição Bruta Média 7% 10% 11% 10% Exposição Bruta Histórica 10% 11% 29% 10% Fides Long Short Plus Arbitagens de Valor Timing Estratégias Double Alpha Longo Prazo Pair Trades Large e Mid Caps vs Índice Opções Direc. Ex- opções Custos* /Protetivas Retorno Alfa (CDI) Retorno no ano -0,21% 3,20% 0,09% 1,06% -0,07% -0,14% -1,72% 3,83% 2,21% Exposição Bruta Média 15% 21% 25% 23% Exposição Bruta Histórica 23% 25% 65% 23% Fides Hedge Plus CSHG Arbitagens de Valor Timing Estratégias Double Alpha Longo Prazo Pair Trades Large e Mid Caps vs Índice Opções Direc. Ex- opções Custos* /Protetivas Retorno Alfa (CDI) Retorno no ano -0,21% 3,20% 0,09% 1,06% -0,07% -0,14% -1,64% 3,91% 2,29% Exposição Bruta Média 15% 21% 25% 23% Exposição Bruta Histórica 23% 25% 65% 23% RETORNO ABSOLUTO -- Fides Total Return FIA Estratégias Large e Mid Caps Longo Prazo Short Pair Trades Timing Custos * Retorno Retorno no ano 0,51% 6,12% 0,44% 0,20% 0,49% -0,83% 6,94% Exposição Bruta Média 27% 65% 12% 35% Exposição Bruta Histórica 20% 65% 5% 50% IBOVESPA ATIVO -- Fides Ações Ibovespa FIA Estratégias Large e Mid Caps Longo Prazo Timing Custos * Retorno Alfa (IBOV) Retorno no ano -1,77% 1,73% 0,49% -0,70% -0,24% 7,31% Exposição Bruta Média 63% 27% Exposição Bruta Histórica 57% 33% * Custos = Taxa de administração + Performance ANÁLISE DA CONJUNTURA MACRO/MICROECONÔMICA NO BRASIL E NO EXTERIOR GEMs (Global Emerging Markets) x DMs (Developed Markets) Equity Markets Apesar do menor diferencial das taxas de crescimento do PIB (3% atualmente vs 6% em 2010) entre GEMs e DMs, acreditamos que após o descolamento do 1º trimestre (GEMs -1,70% vs DMs +7,70%), os países emergentes começam a ficar mais interessantes quando comparados a países desenvolvidos. Utilizando como métrica o P/BV, vemos no gráfico abaixo a esquerda que a relação entre GEMs e DMs voltou para patamares de 2008 no auge da crise (a maior exposição às empresas cíclicas - 29% nos GEMs vs 17% nos DMs - seria um fator importante para este desconto). Em nossa opinião, a queda da diferença de ROE entre países emergentes e desenvolvidos se deve a fatores conjunturais como juros muito baixos nos DMs e pressões no mercado de trabalho nos GEMs (no Brasil esta é uma discussão central no momento). Acreditamos que no médio/longo prazo estas variáveis devem reverter à média (juros subindo nas economias centrais e custos de mão de obra desacelerando nos países periféricos) o que seria positivo para performance relativa de GEMs vs DMs. Importante selecionar quais os países emergentes que devem apresentar melhor performance caso este cenário se concretize. Apesar de encontrarmos um upside interessante para a bolsa brasileira (35%), acreditamos que ela ainda deve negociar com desconto (por múltiplos) quando comparada a outras bolsas emergentes devido ao diferencial de taxas de juros de longo prazo apresentadas no gráfico abaixo a direita. Não somos gestores de renda fixa, mas olhando este gráfico as NTN-Bs longas parecerem bem atrativas em uma comparação global e caso suas taxas continuem recuando no médio prazo, isto seria um importante catalisador para convergência de múltiplos da bolsa brasileira. 3

4 EUA O setor imobiliário continua mostrando sinais de recuperação com estoques em níveis baixos e preços subindo 12% a.a. Outros setores correlatos, como móveis e linha branca, também começam a apresentar recuperação. No front político, o gridlock surpreendentemente gerou desdobramentos positivos para o mercado. Os cortes automáticos de gastos públicos (Budget Sequestration) aceleraram o processo de consolidação fiscal nos EUA, apesar das críticas do FMI. As taxas de juros de longo prazo caíram e a confiança do empresariado está melhorando paulatinamente. O mercado de ações reagiu bem nos EUA (S&P500 nas máximas), apesar da expectativa de uma contribuição mais negativa dos gastos do governo para o PIB de Zona do Euro Continua sendo bloco econômico de menor visibilidade para O cenário de uma desvalorização coordenada do Euro parece cada vez mais improvável. O país que mais nos preocupa é a Espanha, que sem uma moeda mais desvalorizada, está tendo que reduzir salários (-8% a.a.) para tentar aumentar sua competitividade. Os efeitos colaterais são óbvios e a dificuldade de se comprometer com as metas fiscais em um cenário extremamente recessivo ainda gera certa apreensão nos mercados. A única notícia positiva no país foi a substancial queda no déficit comercial para 2% do PIB. Apesar de todo o pessimismo ainda presente (Chipre foi a cereja do bolo!!!), o mercado tem dado o benefício da dúvida para o BCE e as taxas de juros de longo prazo de Itália e Espanha continuam recuando. O comentário do início do ano continua atual. Difícil ser contrarian aqui!!! China/Japão Na China, o mercado imobiliário continua dando sinais de super aquecimento. Os índices de affordability (que continuam baixos) e a difusão da alta do preço das casas (queda de preços em apenas 1 cidade em um universo de 70 analisadas em março) preocupam o governo que tomou medidas no 1º trimestre do ano para desacelerar o setor. Devido à grande importância deste setor para o PIB chinês continuaremos monitorando seus desdobramentos de perto. No Japão está em curso um dos mais contundentes planos de reflação da economia (nova meta de inflação de 2%) dos últimos 30 anos. Com a benção do FMI, o yen tende a continuar se desvalorizando e o Nikkei já apresenta uma das melhores performances entre as bolsas globais no ano (33% em yen e 18% em US$). 4

5 Brasil Indicadores preliminares do 1º trimestre indicam que os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo - FBCF) devem voltar a contribuir positivamente com o PIB este ano, ainda que em magnitude inferior à desejada. A melhoria na confiança dos empresários da indústria, os juros reais cadentes e a normalização do crescimento global devem contribuir para uma participação maior dos investimentos no PIB. Além disso, teremos o programa de concessões que deve deslanchar em 2014/2015 com o governo já aceitando uma TIR real maior do que a inicialmente proposta para os investidores (8% a 10% atualmente vs 5,5% na apresentação do programa). O colapso logístico na colheita da super safra de soja mostra que temos que acelerar o processo de investimentos em infra-estrutura e o BNDES tem participado ativamente deste processo, reduzindo as taxas de juros, alongando prazos e acelerando a aprovação de financiamentos. Reformas estruturais (trabalhista e tributária) também nos parecem vitais no atual estágio de desenvolvimento da economia brasileira. No ambiente microeconômico preferimos as teses vinculadas a construção civil e logística em detrimento daquelas relacionadas ao setor de máquinas e equipamentos (menor margem de segurança e maior volatilidade). Dados preliminares indicam que o consumo das famílias já apresenta sinais de saturação e que o consumidor brasileiro começa a mudar seus hábitos de consumo devido à forte persistência da inflação (principalmente no setor de serviços). Economistas calculam que o NAIRU (Non-Accelerating Inflation Rate of Unemployment) no Brasil teria caído de 12% p/ 7% devido às mudanças demográficas no país nas últimas décadas. Segundo eles (ex-post como de hábito), com taxas de desemprego abaixo de 7%, a pressão inflacionária que presenciamos atualmente seria inevitável. Temos dois caminhos a percorrer daqui para frente, caso não queiramos conviver uma inflação inquietante de 6%a.a.: aumentar nosso PIB potencial via um expressivo incremento da oferta de bens e serviços (aumento substancial da FBCF) ou voltar ao ciclo vicioso de outras décadas com alta de juros, alta do desemprego e conseqüente queda no consumo nas famílias. POSICIONAMENTO ATUAL DA CARTEIRA (OPORTUNIDADES DE INVESTIMENTO) Bancos Após um longo período overweight em bancos nos últimos anos (os clientes já não agüentavam mais ouvir o call de Bradesco ON), iniciamos o ano de 2013 com uma posição neutra nos grandes bancos (mesmo com o mercado ficando overweight no setor no Brasil e no exterior). Nossa maior (e única) posição comprada nos bancos de varejo é Banco do Brasil (ações e opções). Em nossos cálculos, se segmentarmos os negócios de seguros e adqüirência, a atividade bancária do BB estaria sendo negociada com um desconto em relação a bancos pequenos e médios que apresentam um ROE similar (nem precisamos comparar com Bradesco e Itaú). Este fator, aliado ao menor risco de diluição dos acionistas devido à capitalização do banco após o IPO da BB Seguridade, deve gerar uma reavaliação do preço das ações em um futuro próximo. Consumo/Varejo Na busca por novas posições short no setor (difíceis de implementar devido aos custos de aluguel e volatilidade muito altos) acabamos encontrando duas novas teses de investimento para a Carteira de Longo Prazo. São elas: Whirlpool Brasil PN/Brasmotor PN: dona da marcas Cônsul, Brastemp e Embraco, a Whirlpool Brasil possui forte exposição ao mercado de linha branca (aproximadamente 40% de market share no Brasil), beneficiado recentemente pelas desonerações do governo, e ao negócio de compressores elétricos que é bastante rentável e resiliente (25% de market share global!!!!). Adicionalmente, o governo já sinalizou com o potencial subsídio para aparelhos de linha branca no âmbito do programa Minha Casa, Minha Vida, o que pode vir a ser um catalisador importante de crescimento para o setor. A empresa possui um retorno sobre o capital investido entre 25% e 30% (seu ROIC efetivamente é uma Brastemp!!!!) e possui um histórico de geração de valor para acionistas bem consistente. Também vale ressaltar sua capacidade de inovação, comprovada pelo fato de ser a única empresa brasileira entre as 500 maiores empresas detentoras de patentes no mundo. Sua holding listada nos EUA negocia a múltiplos bem mais altos do que a operação brasileira, sendo que o 5

6 principal driver de crescimento da Whirlpool Global é a exposição à America Latina e a outros mercados emergentes. A Brasmotor é uma holding simples, sem passivos nem custos, que possui unicamente 44,4% da Whirpool Brasil (uma arbitragem perfeita!). Montamos a posição com um upside potencial de 100%, P/E de 7,0 e dividend yield anualizado de 7%, e mesmo após a alta de 25 % das ações deste então, acreditamos que ainda seja uma ótima oportunidade de investimento. Providência (play indireto): Maior empresa do mercado de não-tecidos no Brasil com 51% de market share, a Providência ainda é vista por muitos no mercado como uma empresa vinculada ao setor petroquímico. Não concordamos com esta visão, visto que ela tem suas vendas vinculadas ao setor de consumo de bens duráveis (setor automotivo, moveleiro e outros) e, principalmente, não duráveis, com o setor de higiene que responde por 77% do volume de vendas (seus maiores clientes são Procter & Gamble e Kimberly Clark). Recentemente, a empresa completou mais um ciclo de expansão de capacidade, atingindo 140 mil toneladas por ano (incremento de 40%). Acreditamos que a rápida maturação destes investimentos impulsionará seus resultados, abrindo espaço para a redução de seu endividamento. Neste ponto é importante ressaltar que para a compra das máquinas a empresa tem acesso a dívidas baratas e de longo prazo através de bancos de fomento alemães. Em resumo, a empresa apresenta boa margem de segurança, alto dividend yield e momentum operacional em Exposição líquida Continuamos comprando seguros baratos (opções de venda de Ibovespa) devido ao mau humor já mencionado com o mercado acionário brasileiro e pontualmente aumentando a exposição comprada do fundo através de opções de compra de empresas cíclicas (Vale e Petrobras) e bancos (Banco do Brasil). TEMA MICROECONÔMICO AMÉRICA LATINA LOGÍSTICA - ALL As ações da ALL foram um dos destaques dos fundos da Fides AM no primeiro trimestre de Neste período a ALLL3 apresentou valorização de 22%, ante uma queda de 8% do índice Bovespa. Antes de expor os motivos que nos levaram a investir na empresa, julgamos ser interessante repassar um pouco de sua história na bolsa. A principal atividade da ALL é o transporte ferroviário de cargas agrícolas e industriais, principalmente nas regiões sudeste, sul e centro-oeste do Brasil. A empresa iniciou suas operações em 1997 com a obtenção do direito de exploração da Malha Sul da rede ferroviária do país, no processo de desestatização das ferrovias brasileiras. A partir daí e com a obtenção de novas concessões nos anos seguintes, a empresa se consolidou como uma das maiores empresas de logística da América Latina. Em 2004 a empresa fez sua oferta inicial de ações na Bovespa e nos anos seguintes suas ações apresentaram expressiva valorização, resultado de um forte crescimento de receitas e da forte cultura corporativa orientada para resultados implantada pela gestão da companhia. Entretanto, o significativo crescimento de volumes transportados, receita e EBITDA, além da indiscutível eficiência operacional, não foram convertidos em aumento de lucro líquido. Isto se deve em parte à elevada despesa financeira, resultante de uma dívida relativamente alta. Além disso, a complexa contabilidade deste tipo de negócio faz com que algumas despesas relevantes, apesar de terem natureza operacional, sejam lançadas na linha financeira. Isto fez, inclusive, com que mantivéssemos uma posição short nas ações de ALL durante um longo período. 6

7 EBITDA Lucro Líquido (E) 2014(E) (E) 2014(E) A percepção por parte do mercado desta estagnação do lucro da empresa levou ao início da desvalorização das ações no final de 2007, movimento este que foi amplificado pela crise financeira de Após uma breve recuperação em 2009, as ações voltaram a cair em 2010 e 2011, retornando para o patamar mínimo verificado no auge da crise. Diante disto por que investir na empresa? Em nossa opinião, o ano de 2013 representa um ponto de inflexão para a ALL. Diversos eventos favoráveis permitirão que a empresa finalmente inicie uma trajetória de crescimento de lucros, dentre os quais destacamos: - Projeto Rondonópolis: após três anos de investimentos de quase R$1 bilhão o trecho ferroviário de 260 km entre os municípios de Alto Araguaia e Rondonópolis, no Mato Grosso, está pronto e deverá entrar em operação nas próximas semanas. Com isso as 10 milhões de toneladas anuais de grãos que eram transportadas pelo modal rodoviário até Alto Araguaia serão capturadas diretamente em Rondonópolis pela ferrovia da ALL, gerando um aumento de volume anual de 2,6 bilhões de toneladasquilômetro útil (TKU), o equivalente a 7,5% do volume agrícola transportado pela ALL em Caso as licenças sejam obtidas até o início de maio, cerca de 60% a 70% deste volume já será transportado em Por fim, devido à topologia da região, este novo trecho deverá apresentar uma margem EBITDA de cerca de 70%, muito acima da margem de 50% gerada pela operação ferroviária da ALL em Eldorado: a planta de celulose da Eldorado, empresa do grupo J&F, iniciou suas operações no final de 2012 e está em processo de aceleração de produtividade. Metade de sua produção será transportada pela ferrovia da ALL. Serão, portanto, 800 mil toneladas de celulose, transportadas por 900 km de ferrovia, representando um volume de 720 milhões de TKU, ou 14% do volume industrial intermodal transportado pela ALL em Cerca de metade deste volume já será capturado em Fluxo de caixa: a conclusão da construção do trecho até Rondonópolis fará com que o CAPEX da empresa retorne ao patamar usual de aproximadamente R$700 milhões anuais, ao mesmo tempo em que a entrada 7

8 em operação dos novos projetos aumentará a geração de caixa da companhia. Com isso a empresa vem indicando que conseguirá, pela primeira vez em muitos anos, apresentar fluxo de caixa positivo. - Safra: após a quebra de safra verificada em 2012 na região sul do Brasil, o país deverá apresentar uma safra recorde em Isto permitirá que a ALL continue crescendo o volume agrícola transportado, além de contribuir para a elevação do preço do frete cobrado pela empresa, principalmente no mercado spot, que representa cerca de 30% do volume total transportado. - Preço do diesel: apesar do diesel ser o maior item de custo para a ALL, reajustes do preço do combustível são positivos para a empresa. Isto ocorre porque o diesel representa um peso ainda maior no custo total do caminhão. Como o preço cobrado pela ALL no mercado spot segue o preço do frete rodoviário, a empresa aplica um reajuste superior ao que seria necessário apenas para compensar seu aumento de custo e, desta forma, há uma elevação de suas margens de lucro. Assim, os reajustes do diesel aplicados pela Petrobras em julho de 2012, e em janeiro e março de 2013 terão um impacto positivo sobre os resultados da ALL neste ano. Sabemos que todo investimento em ações também apresenta riscos. No caso da ALL entendemos que os dois principais são: - Possível entrada da Cosan no grupo de controle: em fevereiro de 2012 a ALL divulgou ao mercado que a Cosan havia feito uma proposta para a aquisição de 49% das ações de seu grupo de controle (5,6% do capital total) por R$23 por ação. Esta possível transação vem gerando uma grande incerteza, já que uma parcela dos analistas teme que a contrapartida para o prêmio pago pelas ações seja um possível benefício nas condições contratuais entre a ALL e a Rumo, subsidiária de logística da Cosan. Apesar de concordarmos com o fato de que este evento gera incertezas, após conversarmos com diversas fontes ligadas ao setor, concluímos que é baixa a probabilidade de que a Cosan atue de forma a prejudicar a ALL. - Risco regulatório no Brasil: a intervenção do governo brasileiro em diversos setores da economia vem afastando os investidores estrangeiros da bolsa. No caso da ALL, o governo tentou, sem sucesso, reduzir a tarifa máxima que pode ser cobrada pela empresa de seus clientes, ao propor uma metodologia de revisão tarifária que continha uma série de falhas. Recentemente o governo vem tentando melhorar sua relação com o setor privado, a fim de que seja bem sucedido em seu programa de concessões de rodovias, ferrovias e aeroportos. Desta forma, entendemos que não é relevante o risco de novas tentativas de uma interferência relevante do governo nas operações da ALL no curto prazo. Considerando o exposto acima, acreditamos que as ações da ALL representam uma excelente oportunidade, dado que o elevado retorno potencial confere uma margem de segurança adequada ao mesmo tempo em que os diversos catalisadores de curto prazo deverão contribuir para a sua apreciação. 8

CARTA TRIMESTRAL 2013-3T

CARTA TRIMESTRAL 2013-3T CARTA TRIMESTRAL 2013-3T Prezados investidores, Segue nossa carta trimestral referente ao 2º trimestre de 2013 com o objetivo de apresentar os resultados obtidos por nossa família de fundos e de atualizá-los

Leia mais

CARTA TRIMESTRAL - Outubro/2013

CARTA TRIMESTRAL - Outubro/2013 CARTA TRIMESTRAL - Outubro/2013 Prezados investidores, Segue nossa carta trimestral, referente ao 3º trimestre de 2013, com o objetivo de apresentar os resultados obtidos por nossa família de fundos e

Leia mais

Carta ao Cotista Abril 2015. Ambiente Macroeconômico. Internacional

Carta ao Cotista Abril 2015. Ambiente Macroeconômico. Internacional Carta ao Cotista Abril 2015 Ambiente Macroeconômico Internacional O fraco resultado dos indicadores econômicos chineses mostrou que a segunda maior economia mundial continua em desaceleração. Os dados

Leia mais

20 de dezembro de 2010. Perguntas e Respostas

20 de dezembro de 2010. Perguntas e Respostas Perguntas e Respostas Índice 1. Qual é a participação de mercado da ALL no mercado de contêineres? Quantos contêineres ela transporta por ano?... 4 2. Transportar por ferrovia não é mais barato do que

Leia mais

Carta Mensal - Fevereiro 2013. sdasdasdasdasdasdasdasd. Carta Mensal. Fevereiro 2013

Carta Mensal - Fevereiro 2013. sdasdasdasdasdasdasdasd. Carta Mensal. Fevereiro 2013 Carta Mensal Fevereiro 2013 Conforme previsto na carta anterior, este mês optamos por focar nas teses de investimento com o intuiti de alinhar os investidores com as nossas posições atuais, promovendo

Leia mais

Relatório Econômico Mensal Agosto de 2015. Turim Family Office & Investment Management

Relatório Econômico Mensal Agosto de 2015. Turim Family Office & Investment Management Relatório Econômico Mensal Agosto de 2015 Turim Family Office & Investment Management ESTADOS UNIDOS TÓPICOS ECONOMIA GLOBAL Economia Global: EUA: PIB e Juros... Pág.3 Europa: Recuperação e Grécia... Pág.4

Leia mais

Relatório Econômico Mensal Agosto 2011

Relatório Econômico Mensal Agosto 2011 Relatório Econômico Mensal Agosto 2011 Tópicos Economia Americana: Confiança em baixa Pág.3 EUA X Japão Pág. 4 Mercados Emergentes: China segue apertando as condições monetárias Pág.5 Economia Brasileira:

Leia mais

FILOSOFIA DE INVESTIMENTO. Retorno esperado de um lançamento 80% 100% + 20% 100% ( ) = 60% ( 1 20% ) 20 =1,15%

FILOSOFIA DE INVESTIMENTO. Retorno esperado de um lançamento 80% 100% + 20% 100% ( ) = 60% ( 1 20% ) 20 =1,15% Através da CARTA TRIMESTRAL ATMOS esperamos ter uma comunicação simples e transparente com o objetivo de explicar, ao longo do tempo, como tomamos decisões de investimento. Nesta primeira carta vamos abordar

Leia mais

Conference Call. Maio 2008

Conference Call. Maio 2008 Conference Call Maio 2008 Cenário macro O Brasil é Investment Grade: E agora? Taxa de câmbio/ taxa de juros Atração de capital de longo prazo Potencial impacto positivo no PIB Disponibilidade de crédito:

Leia mais

Em Compasso de Espera

Em Compasso de Espera Carta do Gestor Em Compasso de Espera Caros Investidores, O mês de setembro será repleto de eventos nos quais importantes decisões políticas e econômicas serão tomadas. Depois de muitos discursos que demonstram

Leia mais

Palestra: Macroeconomia e Cenários. Prof. Antônio Lanzana 2012

Palestra: Macroeconomia e Cenários. Prof. Antônio Lanzana 2012 Palestra: Macroeconomia e Cenários Prof. Antônio Lanzana 2012 ECONOMIA MUNDIAL E BRASILEIRA SITUAÇÃO ATUAL E CENÁRIOS SUMÁRIO I. Cenário Econômico Mundial II. Cenário Econômico Brasileiro III. Potencial

Leia mais

Boletim Econômico Edição nº 89 novembro de 2014 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico

Boletim Econômico Edição nº 89 novembro de 2014 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico Boletim Econômico Edição nº 89 novembro de 2014 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico Crise não afeta lucratividade dos principais bancos no Brasil 1 Lucro dos maiores bancos privados

Leia mais

Carteira Top Pick. Comentário. Carteira Sugerida para Agosto. Carteira Sugerida de Julho

Carteira Top Pick. Comentário. Carteira Sugerida para Agosto. Carteira Sugerida de Julho A carteira direcional recomendada pela equipe de analistas da Socopa Corretora é mensalmente avaliada buscando relacionar as cinco melhores opções de investimento para o mês subseqüente dentro dos ativos

Leia mais

Cenário Econômico para 2014

Cenário Econômico para 2014 Cenário Econômico para 2014 Silvia Matos 18 de Novembro de 2013 Novembro de 2013 Cenário Externo As incertezas com relação ao cenário externo em 2014 são muito elevadas Do ponto de vista de crescimento,

Leia mais

Anexo IV Metas Fiscais IV.1 Anexo de Metas Fiscais Anuais (Art. 4 o, 1 o, inciso II do 2 o da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000)

Anexo IV Metas Fiscais IV.1 Anexo de Metas Fiscais Anuais (Art. 4 o, 1 o, inciso II do 2 o da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000) Anexo IV Metas Fiscais IV.1 Anexo de Metas Fiscais Anuais (Art. 4 o, 1 o, inciso II do 2 o da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000) Em cumprimento ao disposto na Lei Complementar n o 101, de

Leia mais

Relatório Mensal. 2015 Março. Instituto de Previdência e Assistência do Município do Rio de Janeiro - PREVI-RIO DIRETORIA DE INVESTIMENTOS

Relatório Mensal. 2015 Março. Instituto de Previdência e Assistência do Município do Rio de Janeiro - PREVI-RIO DIRETORIA DE INVESTIMENTOS Relatório Mensal 2015 Março Instituto de Previdência e Assistência do Município do Rio de Janeiro - PREVI-RIO DIRETORIA DE INVESTIMENTOS Composição da Carteira Ativos Mobiliários, Imobiliários e Recebíveis

Leia mais

Fundo GBX Viena FIC de FIA Carta Mensal do Gestor/ Junho 2013

Fundo GBX Viena FIC de FIA Carta Mensal do Gestor/ Junho 2013 Fundo GBX Viena FIC de FIA Carta Mensal do Gestor/ Junho 2013 Prezados Investidores, O Ibovespa encerrou o mês de Junho com queda de 11,30%. No acumulado do ano de 2013, a queda alcança 22,14%. É o 6º

Leia mais

Cenários da Macroeconomia e o Agronegócio

Cenários da Macroeconomia e o Agronegócio MB ASSOCIADOS Perspectivas para o Agribusiness em 2011 e 2012 Cenários da Macroeconomia e o Agronegócio 26 de Maio de 2011 1 1. Cenário Internacional 2. Cenário Doméstico 3. Impactos no Agronegócio 2 Crescimento

Leia mais

ECONOMIA BRASILEIRA DESEMPENHO RECENTE E CENÁRIOS PARA 2015. Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2014

ECONOMIA BRASILEIRA DESEMPENHO RECENTE E CENÁRIOS PARA 2015. Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2014 ECONOMIA BRASILEIRA DESEMPENHO RECENTE E CENÁRIOS PARA 2015 Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2014 SUMÁRIO 1. Economia Mundial e Impactos sobre o Brasil 2. A Economia Brasileira Atual 2.1. Desempenho Recente

Leia mais

Então, é difícil para a gente afirmar um número ainda, mas vai estar nesse intervalo entre estabilidade e alguma coisa perto de 2% ou 3%.

Então, é difícil para a gente afirmar um número ainda, mas vai estar nesse intervalo entre estabilidade e alguma coisa perto de 2% ou 3%. Q&A de Teleconferência Resultado 3T08 ALL América Latina Logística 13 de novembro de 2008 Na redução de guidance de vocês, essa expressão interessante, um crescimento marginal de yield. Em um crescimento

Leia mais

Carta de Gestão Junho 2010

Carta de Gestão Junho 2010 Carta de Gestão Junho 2010 O mês de junho foi marcado pela continuidade no movimento de aversão a risco verificado em maio, a partir da divulgação de indicadores que começaram a apontar para uma desaceleração

Leia mais

Divulgação de Resultados 1T14

Divulgação de Resultados 1T14 Divulgação de Resultados 1T14 A Tarpon Investimentos S.A. ( Tarpon ou Companhia ), por meio de suas subsidiárias, realiza a gestão de fundos e carteiras de investimentos em bolsa e private-equity ( Fundos

Leia mais

Carta ao Cotista Dezembro 2015. Ambiente Macroeconômico. Internacional

Carta ao Cotista Dezembro 2015. Ambiente Macroeconômico. Internacional Carta ao Cotista Dezembro 2015 Ambiente Macroeconômico Internacional O Federal Reserve elevou a taxa de juros em 25bps, subindo os juros no intervalo de 0,25% a 0,50%. Mais importante foi a sinalização

Leia mais

Carta Mensal Mauá Sekular

Carta Mensal Mauá Sekular Mauá Participações I e II www.mauasekular.com.br contato@mauasekular.com.br Carta Mensal Mauá Sekular Fundos Macro Maio 2015 Sumário (I) (II) (III) Cenário Internacional Cenário Doméstico Principais Estratégias

Leia mais

Relatório Econômico Mensal Julho de 2015. Turim Family Office & Investment Management

Relatório Econômico Mensal Julho de 2015. Turim Family Office & Investment Management Relatório Econômico Mensal Julho de 2015 Turim Family Office & Investment Management ESTADOS UNIDOS TÓPICOS ECONOMIA GLOBAL Economia Global: EUA: Inflação e Salários...Pág.3 Europa: Grexit foi Evitado,

Leia mais

RELATÓRIO DE GESTÃO. 1º Trimestre 2012

RELATÓRIO DE GESTÃO. 1º Trimestre 2012 RELATÓRIO DE GESTÃO 1º Trimestre 2012 Este material tem o único propósito de divulgar informações e dar transparência à gestão executada pela Edge Investimentos, não deve ser considerado como oferta de

Leia mais

Texto para Coluna do NRE-POLI Revista Construção e Mercado Pini Setembro 2012

Texto para Coluna do NRE-POLI Revista Construção e Mercado Pini Setembro 2012 Texto para Coluna do NRE-POLI Revista Construção e Mercado Pini Setembro 2012 A Percepção dos Investidores Sobre as Ações das Companhias Brasileiras de Incorporação e Construção Residencial David Lawant,

Leia mais

Relatório Econômico Mensal Março de 2015. Turim Family Office & Investment Management

Relatório Econômico Mensal Março de 2015. Turim Family Office & Investment Management Relatório Econômico Mensal Março de 2015 Turim Family Office & Investment Management ESTADOS UNIDOS TÓPICOS ECONOMIA GLOBAL Economia Global: EUA: Fed e Curva de Juros...Pág.3 Europa: Melhora dos Indicadores...Pág.4

Leia mais

São Paulo, 10 julho de 2009. Prezado Investidor,

São Paulo, 10 julho de 2009. Prezado Investidor, São Paulo, 10 julho de 2009. Prezado Investidor, No mês de junho o cenário econômico teve comportamento próximo ao esperado, confirmando a expectativa de recuperação industrial no mundo, com destaque para

Leia mais

Commodities Agrícolas - Market Share por Porto

Commodities Agrícolas - Market Share por Porto 1 Destaques 2009 OvolumedaALLnoBrasilcresceu5,8%em2009para35.631bilhõesdeTKU,apesardo difícil cenário de mercado, com forte queda na produção industrial e redução de 12% na produção de produtos agrícolas

Leia mais

Bradesco: Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos Conjuntura Macroeconômica Semanal

Bradesco: Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos Conjuntura Macroeconômica Semanal INFORMATIVO n.º 35 AGOSTO de 2015 Bradesco: Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos Conjuntura Macroeconômica Semanal Depreciação do yuan traz incertezas adicionais à economia chinesa neste ano

Leia mais

Relatório Mensal Agosto/2015

Relatório Mensal Agosto/2015 1. Cenário Econômico Relatório Mensal GLOBAL: A ata da reunião de julho do FOMC (Federal Open Market Committee) trouxe um tom mais conciliador. Embora a avaliação em relação à atividade econômica tenha

Leia mais

COMENTÁRIOS DO DESEMPENHO NO 3º TRIMESTRE E 9 MESES DE 2002

COMENTÁRIOS DO DESEMPENHO NO 3º TRIMESTRE E 9 MESES DE 2002 COMENTÁRIOS DO DESEMPENHO NO 3º TRIMESTRE E 9 MESES DE 2002 Desempenho Em ambiente de queda da atividade na indústria automobilística, a Iochpe-Maxion apresentou um crescimento de 8,4% nas vendas no terceiro

Leia mais

A seguir, detalhamos as principais posições do trimestre. PACIFICO HEDGE OUTUBRO DE 2015 1

A seguir, detalhamos as principais posições do trimestre. PACIFICO HEDGE OUTUBRO DE 2015 1 No terceiro trimestre de 2015, o fundo Pacifico Hedge FIQ FIM apresentou rentabilidade de -2,75%, líquida de taxas. No mesmo período, o CDI apresentou variação de 3,43% e o mercado de bolsa apresentou

Leia mais

Investimento em infraestrutura: efeitos multiplicadores sobre o crescimento do PIB

Investimento em infraestrutura: efeitos multiplicadores sobre o crescimento do PIB Investimento em infraestrutura: efeitos multiplicadores sobre o crescimento do PIB Brasília (DF), 06 de outubro de 2015 1 Diretoria Estratégia da Marca Gerência de Assessoramento Econômico Economia Internacional

Leia mais

Reunião Pública de Analistas 2T10

Reunião Pública de Analistas 2T10 Reunião Pública de Analistas 2T10 Porto Seguro Inicio das atividades Mudança de Controle Líder nacional em seguro de automóvel Maior seguradora do Brasil Posição Companhia `Principal Produto 1 Bradesco

Leia mais

Bancos brasileiros prontos para um cenário de crescimento sustentado e queda de juros

Bancos brasileiros prontos para um cenário de crescimento sustentado e queda de juros 1 Bancos brasileiros prontos para um cenário de crescimento sustentado e queda de juros Tomás Awad Analista senior da Itaú Corretora Muito se pergunta sobre como ficariam os bancos num cenário macroeconômico

Leia mais

A seguir, detalhamos as principais posições do trimestre. PACIFICO HEDGE OUTUBRO DE 2014 1

A seguir, detalhamos as principais posições do trimestre. PACIFICO HEDGE OUTUBRO DE 2014 1 No terceiro trimestre de 2014, o fundo Pacifico Hedge FIQ FIM apresentou rentabilidade de -0,07%, líquida de taxas. No mesmo período, o CDI apresentou variação de 2,72% e o mercado de bolsa valorizou-se

Leia mais

A seguir, detalhamos as principais posições do trimestre. PACIFICO HEDGE JULHO DE 2014 1

A seguir, detalhamos as principais posições do trimestre. PACIFICO HEDGE JULHO DE 2014 1 No segundo trimestre de 2014, o fundo Pacifico Hedge FIQ FIM apresentou rentabilidade de 1,41%, líquida de taxas. No mesmo período, o CDI apresentou variação de 2,51% e o mercado de bolsa valorizou-se

Leia mais

Divulgação de Resultados 2014

Divulgação de Resultados 2014 São Paulo - SP, 10 de Fevereiro de 2015. A Tarpon Investimentos S.A. ( Tarpon ou Companhia ), por meio de suas subsidiárias, realiza a gestão de fundos e carteiras de investimentos em bolsa e private-equity

Leia mais

Transcrição da Teleconferência Resultados do 1T13 8 de maio de 2013

Transcrição da Teleconferência Resultados do 1T13 8 de maio de 2013 Operadora: Bom dia, e obrigada por aguardarem. Sejam bem vindos à teleconferência da ALL América Latina Logística, para discussão dos resultados referentes ao 1T13. Estão presentes hoje conosco os senhores:

Leia mais

Divulgação de Resultados 1T15

Divulgação de Resultados 1T15 São Paulo - SP, 06 de Maio de 2015. A Tarpon Investimentos S.A. ( Tarpon ou Companhia ), por meio de suas subsidiárias, realiza a gestão de fundos e carteiras de investimentos em bolsa e private equity

Leia mais

Alguns preferem papéis federais mais curtos, de menor risco, mas há os que sugerem títulos um pouco mais longos corrigidos pela inflação.

Alguns preferem papéis federais mais curtos, de menor risco, mas há os que sugerem títulos um pouco mais longos corrigidos pela inflação. Empírica Investimentos na mídia EXAME Janeiro 23/12/2014 Com juro alto, renda fixa é mais atrativa e Petrobras, opção A alta dos juros na semana passada por conta da instabilidade externa tornou mais atrativos

Leia mais

5 ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA

5 ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA 5 ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA Os sinais de redução de riscos inflacionários já haviam sido descritos na última Carta de Conjuntura, o que fez com que o Comitê de Política Monetária (Copom) decidisse

Leia mais

XP Long Short FIM 3T14

XP Long Short FIM 3T14 O XP LONG SHORT FIM é um Fundo Multimercado neutro que busca obter retornos superiores ao CDI, por meio de uma gestão ativa no mercado acionário. A estratégia combina posições long em uma carteira selecionada

Leia mais

Análise Macroeconômica Projeto Banco do Brasil

Análise Macroeconômica Projeto Banco do Brasil Análise Macroeconômica Projeto Banco do Brasil Segundo Trimestre de 2013 Energia Geração, Transmissão e Distribuição Conjuntura Projeto Banco Macroeconômica do Brasil Energia Geração, Transmissão e Distribuição

Leia mais

Carteira Top Pick. Comentário. Carteira Sugerida para Dezembro. Carteira Sugerida de Novembro

Carteira Top Pick. Comentário. Carteira Sugerida para Dezembro. Carteira Sugerida de Novembro A carteira direcional recomendada pela equipe de analistas da Socopa Corretora é mensalmente avaliada buscando relacionar as cinco melhores opções de investimento para o mês subseqüente dentro dos ativos

Leia mais

Opportunity. Resultado. Agosto de 2012

Opportunity. Resultado. Agosto de 2012 Opportunity Equity Hedge FIC FIM Agosto de 2012 Resultado Ao longo do segundo trimestre de 2012, o Opportunity Equity Hedge alcançou uma rentabilidade de 5% depois de taxas, o que representa 239,6% do

Leia mais

Teleconferência de Resultados 4T14 e 2014. São Paulo, 12 de fevereiro de 2015

Teleconferência de Resultados 4T14 e 2014. São Paulo, 12 de fevereiro de 2015 Teleconferência de Resultados 4T14 e 2014 São Paulo, 12 de fevereiro de 2015 Ressalva sobre declarações futuras Esta apresentação contém declarações prospectivas. Tais informações não são apenas fatos

Leia mais

Cenário Macroeconômico

Cenário Macroeconômico INSTABILIDADE POLÍTICA E PIORA ECONÔMICA 24 de Março de 2015 Nas últimas semanas, a instabilidade política passou a impactar mais fortemente o risco soberano brasileiro e o Real teve forte desvalorização.

Leia mais

Teleconferência de Resultados. Desempenho do 4T 2013 e de 2013. MAHLE Metal Leve S.A. 20 de março de 2014 12h00 (horário de Brasília) 1 MAHLE

Teleconferência de Resultados. Desempenho do 4T 2013 e de 2013. MAHLE Metal Leve S.A. 20 de março de 2014 12h00 (horário de Brasília) 1 MAHLE Teleconferência de Resultados Desempenho do 4T 2013 e de 2013 MAHLE Metal Leve S.A. 20 de março de 2014 12h00 (horário de Brasília) 1 Destaques 2013 Receita Líquida de Vendas de R$ 2.393,8 milhões em 2013,

Leia mais

A nova classe média vai às compras

A nova classe média vai às compras A nova classe média vai às compras 18 KPMG Business Magazine Cenário é positivo para o varejo, mas empresas precisam entender o perfil do novo consumidor Nos últimos anos o mercado consumidor brasileiro

Leia mais

EM PAUTA PRIVATE EQUITY & VENTURE CAPITAL OPORTUNIDADES EM MEIO À CRISE NO BRASIL

EM PAUTA PRIVATE EQUITY & VENTURE CAPITAL OPORTUNIDADES EM MEIO À CRISE NO BRASIL EM PAUTA PRIVATE EQUITY & VENTURE CAPITAL OPORTUNIDADES EM MEIO À CRISE NO BRASIL 14 REVISTA RI Abril 2015 É sabido que 2015 vai ser um ano difícil diante de uma economia com perspectiva de recessão. No

Leia mais

Choques Desequilibram a Economia Global

Choques Desequilibram a Economia Global Choques Desequilibram a Economia Global Uma série de choques reduziu o ritmo da recuperação econômica global em 2011. As economias emergentes como um todo se saíram bem melhor do que as economias avançadas,

Leia mais

CARTA DE GESTÃO. Carta de Gestão 1º Semestre 2014. 1º Semestre de 2014

CARTA DE GESTÃO. Carta de Gestão 1º Semestre 2014. 1º Semestre de 2014 CARTA DE GESTÃO Carta de Gestão 1º Semestre 2014 1º Semestre de 2014 Nesta carta de gestão, iremos comentar a performance dos fundos da Oceana no primeiro semestre de 2014 e, em seguida, apresentar o case

Leia mais

7.000 6.500 6.000 5.500 5.000 4.500 4.000 3.500 3.000 2.500 2.000 1.500 1.000 500 - -500-1.000 fev./2010. ago./2011. fev./2012. nov.

7.000 6.500 6.000 5.500 5.000 4.500 4.000 3.500 3.000 2.500 2.000 1.500 1.000 500 - -500-1.000 fev./2010. ago./2011. fev./2012. nov. 4 SETOR EXTERNO As contas externas tiveram mais um ano de relativa tranquilidade em 2012. O déficit em conta corrente ficou em 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB), mostrando pequeno aumento em relação

Leia mais

Cenário Global e Implicações para o Brasil. Luiz Ribeiro - Deutsche Bank S.A. - Banco Alemão

Cenário Global e Implicações para o Brasil. Luiz Ribeiro - Deutsche Bank S.A. - Banco Alemão Cenário Global e Implicações para o Brasil Luiz Ribeiro - Deutsche Bank S.A. - Banco Alemão Percepção e realidade Ciclo da Tartatuga A economia mundial segue se recuperando* * Estimativas do Deutsche AWM

Leia mais

Carteira Top Pick Dezembro 01.12.13

Carteira Top Pick Dezembro 01.12.13 CARTEIRA COMENTÁRIO Carteira Top Pick Dezembro 01.12.13 A carteira direcional recomendada pela equipe de analistas da Socopa Corretora é mensalmente avaliada buscando relacionar as cinco melhores opções

Leia mais

Relatório Semanal de Estratégia de Investimento

Relatório Semanal de Estratégia de Investimento 12 de janeiro de 2015 Relatório Semanal de Estratégia de Investimento Destaques da Semana Economia internacional: Deflação na Europa reforça crença no QE (22/11); Pacote de U$1 trilhão em infraestrutura

Leia mais

Relatório de Gestão Renda Fixa e Multimercados Junho de 2013

Relatório de Gestão Renda Fixa e Multimercados Junho de 2013 Relatório de Gestão Renda Fixa e Multimercados Junho de 2013 Política e Economia Atividade Econômica: Os indicadores de atividade, de forma geral, apresentaram bom desempenho em abril. A produção industrial

Leia mais

Workshop - Mercado Imobiliário

Workshop - Mercado Imobiliário Workshop - Mercado Imobiliário Workshop - Mercado Imobiliário Workshop - Mercado Imobiliário 1. O que está acontecendo com o Brasil? 2. Por que o Brasil é a bola da vez? 3. Por que o Mercado imobiliário

Leia mais

Petrobras, Poupança e Inflação. 16 de Abril de 2015

Petrobras, Poupança e Inflação. 16 de Abril de 2015 Petrobras, Poupança e Inflação 16 de Abril de 2015 Tópicos Poupança e Cenário Econômico Petrobras Fundos Poupança e Cenário Econômico Caderneta de Poupança 1990: Data do confisco:16 de março de 1990. Cenário

Leia mais

Maxi Indicadores de Desempenho da Indústria de Produtos Plásticos do Estado de Santa Catarina Relatório do 4º Trimestre 2011 Análise Conjuntural

Maxi Indicadores de Desempenho da Indústria de Produtos Plásticos do Estado de Santa Catarina Relatório do 4º Trimestre 2011 Análise Conjuntural Maxi Indicadores de Desempenho da Indústria de Produtos Plásticos do Estado de Santa Catarina Relatório do 4º Trimestre 2011 Análise Conjuntural O ano de 2011 foi marcado pela alternância entre crescimento,

Leia mais

ANÁLISE FUNDAMENTALISTA COM FOCO PARA A RECOMENDAÇÃO DE COMPRA / VENDA DE AÇÕES

ANÁLISE FUNDAMENTALISTA COM FOCO PARA A RECOMENDAÇÃO DE COMPRA / VENDA DE AÇÕES ANÁLISE FUNDAMENTALISTA COM FOCO PARA A RECOMENDAÇÃO DE COMPRA / VENDA DE AÇÕES! A análise do desempenho histórico! Análise setorial! Análise de múltiplos! Elaboração de projeções de resultados! Determinação

Leia mais

Romi registra lucro líquido de R$ 83 milhões em 2006, o maior resultado de sua história

Romi registra lucro líquido de R$ 83 milhões em 2006, o maior resultado de sua história Resultados do 4 o Trimestre de 2006 Cotações (28/12/06) ROMI3 - R$ 158,00 ROMI4 - R$ 146,50 Valor de Mercado R$ 999,0 milhões Quantidade de Ações Ordinárias: 3.452.589 Preferenciais.: 3.092.882 Total:

Leia mais

Empresas aéreas continuam a melhorar a rentabilidade Margem de lucro líquida de 5,1% para 2016

Empresas aéreas continuam a melhorar a rentabilidade Margem de lucro líquida de 5,1% para 2016 COMUNICADO No: 58 Empresas aéreas continuam a melhorar a rentabilidade Margem de lucro líquida de 5,1% para 2016 10 de dezembro de 2015 (Genebra) - A International Air Transport Association (IATA) anunciou

Leia mais

NOTA CEMEC 03/2015 FATORES DA QUEDA DO INVESTIMENTO 2010-2014

NOTA CEMEC 03/2015 FATORES DA QUEDA DO INVESTIMENTO 2010-2014 NOTA CEMEC 03/2015 FATORES DA QUEDA DO INVESTIMENTO 2010-2014 Março 2015 1 NOTA CEMEC 03/2015 SUMÁRIO Os dados de Contas Nacionais atualizados até o terceiro trimestre de 2014 revelam a continuidade da

Leia mais

Anexo IV Metas Fiscais IV.1 Anexo de Metas Fiscais Anuais (Art. 4 o, 2 o, inciso I, da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000)

Anexo IV Metas Fiscais IV.1 Anexo de Metas Fiscais Anuais (Art. 4 o, 2 o, inciso I, da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000) Anexo IV Metas Fiscais IV.1 Anexo de Metas Fiscais Anuais (Art. 4 o, 2 o, inciso I, da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000) Em cumprimento ao disposto na Lei Complementar n o. 101, de 4 de maio

Leia mais

Pulverização dos Investimentos e o Mercado Livre. UBS Pactual

Pulverização dos Investimentos e o Mercado Livre. UBS Pactual Pulverização dos Investimentos e o Mercado Livre UBS Pactual Outubro 2007 Agenda Momento do mercado Mercado de capitais e o setor elétrico Bolsa de Energia: Formação de Curva de Preço Seção Momento do

Leia mais

Ajuste Macroeconômico na Economia Brasileira

Ajuste Macroeconômico na Economia Brasileira Ajuste Macroeconômico na Economia Brasileira Fundação Getúlio Vargas 11º Fórum de Economia Ministro Guido Mantega Brasília, 15 de setembro de 2014 1 Por que fazer ajustes macroeconômicos? 1. Desequilíbrios

Leia mais

ARTERIS TRANSCRIÇÃO DA TELECONFERÊNCIA RESULTADOS DO 2T15

ARTERIS TRANSCRIÇÃO DA TELECONFERÊNCIA RESULTADOS DO 2T15 1 ARTERIS TRANSCRIÇÃO DA TELECONFERÊNCIA RESULTADOS DO 2T15 Operadora: Bom dia senhoras e senhores, e obrigada por aguardarem. Sejam bem-vindos à teleconferência da Arteris, para discussão dos resultados

Leia mais

Teleconferência de Resultados 1T15. 8 de maio de 2015. Magazine Luiza

Teleconferência de Resultados 1T15. 8 de maio de 2015. Magazine Luiza Teleconferência de Resultados 8 de maio de 2015 Magazine Luiza Destaques do Vendas E-commerce Despesas Operacionais EBITDA Luizacred Lucro Líquido Ganhos de market share, principalmente em tecnologia Receita

Leia mais

INFORME MINERAL DNPM JULHO DE 2012

INFORME MINERAL DNPM JULHO DE 2012 INFORME MINERAL DNPM JULHO DE 2012 A mineração nacional sentiu de forma mais contundente no primeiro semestre de 2012 os efeitos danosos da crise mundial. Diminuição do consumo chinês, estagnação do consumo

Leia mais

Resultados 1T15. 08 de maio de 2015

Resultados 1T15. 08 de maio de 2015 Resultados 1T15 08 de maio de 2015 2 Principais destaques do 1T15 Crescimento da receita líquida de 23%, sendo de 2 dígitos em todas unidades de negócio no comparativo ano vs. ano, favorecidas por 83%

Leia mais

Teleconferência de Resultados do 3T09

Teleconferência de Resultados do 3T09 Teleconferência de Resultados do 3T09 2 Destaques do trimestre O forte resultado do 3T09 demonstrou nossa confortável posição competitiva na indústria de proteínas e confirmou os resultados esperados de

Leia mais

Boletim de Conjuntura Econômica Dezembro 2008

Boletim de Conjuntura Econômica Dezembro 2008 Boletim de Conjuntura Econômica Dezembro 2008 Crise Mundo Os EUA e a Europa passam por um forte processo de desaceleração economica com indicios de recessão e deflação um claro sinal de que a crise chegou

Leia mais

Apresentação da Companhia. Setembro de 2010

Apresentação da Companhia. Setembro de 2010 Apresentação da Companhia Setembro de 2010 Comprovada capacidade de execução Visão geral da Inpar Empreendimentos por segmento (1) Modelo de negócios integrado (incorporação, construção e venda) Comercial

Leia mais

NUTRIPLANT ON (NUTR3M)

NUTRIPLANT ON (NUTR3M) NUTRIPLANT ON (NUTR3M) Cotação: R$ 1,79 (18/06/2014) Preço-Alvo (12m): R$ 2,10 Potencial de Valorização: 18% 4º. Relatório de Análise de Resultados (1T14) Recomendação: COMPRA P/L 14: 8,0 Min-Máx 52s:

Leia mais

Curso de Políticas Públicas e Desenvolvimento Econômico Aula 2 Política Macroeconômica

Curso de Políticas Públicas e Desenvolvimento Econômico Aula 2 Política Macroeconômica Escola Nacional de Administração Pública - ENAP Curso: Políticas Públicas e Desenvolvimento Econômico Professor: José Luiz Pagnussat Período: 11 a 13 de novembro de 2013 Curso de Políticas Públicas e Desenvolvimento

Leia mais

A BM&FBOVESPA S.A. anuncia os resultados do primeiro trimestre de 2009. O lucro líquido atingiu R$ 227 milhões com lucro por ação de R$ 0,11.

A BM&FBOVESPA S.A. anuncia os resultados do primeiro trimestre de 2009. O lucro líquido atingiu R$ 227 milhões com lucro por ação de R$ 0,11. A BM&FBOVESPA S.A. anuncia os resultados do primeiro trimestre de 2009. O lucro líquido atingiu R$ 227 milhões com lucro por ação de R$ 0,11. O Lucro Líquido do 1T09 (sem ajustes) apresentou queda de 1,4%

Leia mais

Perspectivas da economia em 2012 e medidas do Governo Guido Mantega Ministro da Fazenda

Perspectivas da economia em 2012 e medidas do Governo Guido Mantega Ministro da Fazenda Perspectivas da economia em 2012 e medidas do Governo Guido Mantega Ministro da Fazenda Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal Brasília, 22 de maio de 2012 1 A situação da economia internacional

Leia mais

NOTA MENSAL Dezembro/2006. Quest Fundos Multimercados

NOTA MENSAL Dezembro/2006. Quest Fundos Multimercados NOTA MENSAL Dezembro/20 Quest Fundos Multimercados O ambiente de mercado foi bastante positivo em dezembro, em função do aumento da confiança de um pouso suave da economia americana, apesar dos riscos

Leia mais

Classificação da Informação: Uso Irrestrito

Classificação da Informação: Uso Irrestrito Cenário Econômico Qual caminho escolheremos? Cenário Econômico 2015 Estamos no caminho correto? Estamos no caminho correto? Qual é nossa visão sobre a economia? Estrutura da economia sinaliza baixa capacidade

Leia mais

Q&A Resultados do 4T10 ALL América Latina Logística (ALLL3 BZ) 3 de março de 2011. Participante:

Q&A Resultados do 4T10 ALL América Latina Logística (ALLL3 BZ) 3 de março de 2011. Participante: A primeira, acho que um número que chama a atenção no release é essa queda de 10% no volume de soja em 2010. Como neste ano as previsões são para um aumento das exportações de soja, eu creio que essa redução,

Leia mais

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Setembro 2011 Profa. Anita Kon PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS GRADUADOS

Leia mais

Apimec Florianópolis. Dezembro 2013

Apimec Florianópolis. Dezembro 2013 Apimec Florianópolis Dezembro 2013 Exoneração de Responsabilidades Esta apresentação não constitui uma oferta, convite ou pedido de qualquer forma, para a subscrição ou compra de ações ou qualquer outro

Leia mais

OPPORTUNITY SELECTION FIC FIA

OPPORTUNITY SELECTION FIC FIA OPPORTUNITY SELECTION FIC FIA Fevereiro/2014 Nesta carta do Opportunity Selection, aproveitaremos para fazer uma avaliação do desempenho do fundo em 2013, descrevendo os investimentos que tiveram contribuição

Leia mais

Carta aos Investidores 2º Trimestre de 2013

Carta aos Investidores 2º Trimestre de 2013 Prezados (as) investidores (as), No 2º trimestre de 2013, o Guepardo FIC FIA desvalorizou-se 5,0% enquanto o Índice Bovespa desvalorizou-se 15,8%. Ao longo do 2º trimestre finalizamos o desinvestimento

Leia mais

INFORMATIVO FUNDOS GALT FIA - FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES GERAL DIVIDENDO - FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES. Química 12% Papel e Celulose 8%

INFORMATIVO FUNDOS GALT FIA - FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES GERAL DIVIDENDO - FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES. Química 12% Papel e Celulose 8% Outubro de 2015 INFORMATIVO FUNDOS GALT FIA - FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES O Geral Asset Long Term - GALT FIA é um fundo de investimento que investe em ações, selecionadas pela metodologia de análise

Leia mais

Divulgação de Resultados 3T15

Divulgação de Resultados 3T15 São Paulo - SP, 4 de Novembro de 2015. A Tarpon Investimentos S.A. ( Tarpon ou Companhia ), por meio de suas subsidiárias, realiza a gestão de fundos e carteiras de investimentos em bolsa e private equity

Leia mais

Relatório Mensal Dezembro de 2015

Relatório Mensal Dezembro de 2015 Relatório Mensal Relatório Mensal Carta do Gestor O Ibovespa teve um desfecho melancólico no ultimo mês de 2015, fechando com queda de 3,92% e acumulando uma retração de 13,31% no ano. O cenário econômico

Leia mais

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Fevereiro/2014 A taxa de câmbio é um dos principais preços relativos da economia, com influência direta no desempenho macroeconômico do país e na composição de

Leia mais

China: crise ou mudança permanente?

China: crise ou mudança permanente? INFORMATIVO n.º 36 AGOSTO de 2015 China: crise ou mudança permanente? Fabiana D Atri* Quatro grandes frustrações e incertezas com a China em pouco mais de um mês: forte correção da bolsa, depreciação do

Leia mais

Especial Lucro dos Bancos

Especial Lucro dos Bancos Boletim Econômico Edição nº 90 novembro de 2014 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico Especial Lucro dos Bancos 1 Tabela dos Lucros em 2014 Ano Banco Período Lucro 2 0 1 4 Itaú Unibanco

Leia mais

Terça-feira, 25 de Agosto de 2015. DESTAQUES

Terça-feira, 25 de Agosto de 2015. DESTAQUES DESTAQUES Bovespa cai ao nível de 2009 com tensão global CCR tem expectativa positiva de crescimento para o próximo ano Ações PNA da Vale fecham na menor cotação desde 2006 Corte de produção na China e

Leia mais

Carta do gestor Setembro 2013

Carta do gestor Setembro 2013 Carta do gestor Setembro 2013 Em setembro, observamos significativa desvalorização do dólar e alta dos preços dos ativos de risco em geral. Por trás destes movimentos temos, principalmente, a percepção

Leia mais

Carteira Top Pick. Comentário. Carteira Sugerida para Julho. Carteira Sugerida de Junho

Carteira Top Pick. Comentário. Carteira Sugerida para Julho. Carteira Sugerida de Junho A carteira direcional recomendada pela equipe de analistas da Socopa Corretora é mensalmente avaliada buscando relacionar as cinco melhores opções de investimento para o mês subseqüente dentro dos ativos

Leia mais

Teleconferência de Resultados São Carlos (SCAR3 BZ) Resultados do 2T12 7 de agosto de 2012

Teleconferência de Resultados São Carlos (SCAR3 BZ) Resultados do 2T12 7 de agosto de 2012 OPERADORA: Bom dia. Sejam bem-vindos à teleconferência da São Carlos sobre os resultados do segundo trimestre de 2012. Estão presentes hoje conosco os senhores Felipe Góes, diretor-presidente da São Carlos;

Leia mais

PANORAMA NOVEMBRO / 2014

PANORAMA NOVEMBRO / 2014 PANORAMA NOVEMBRO / 2014 O mês de novembro foi pautado pelas expectativas em torno da formação da equipe econômica do governo central brasileiro. Muito se especulou em torno dos nomes que ocuparão as principais

Leia mais

7 ECONOMIA MUNDIAL. ipea SUMÁRIO

7 ECONOMIA MUNDIAL. ipea SUMÁRIO 7 ECONOMIA MUNDIAL SUMÁRIO A situação econômica mundial evoluiu de maneira favorável no final de 2013, consolidando sinais de recuperação do crescimento nos países desenvolvidos. Mesmo que o desempenho

Leia mais