DISPONIBILIDADE DE MEDICAMENTOS ESSENCIAIS EM DUAS REGIÕES DE MINAS GERAIS, BRASIL

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "DISPONIBILIDADE DE MEDICAMENTOS ESSENCIAIS EM DUAS REGIÕES DE MINAS GERAIS, BRASIL"

Transcrição

1 DISPONIBILIDADE DE MEDICAMENTOS ESSENCIAIS EM DUAS REGIÕES DE MINAS GERAIS, BRASIL Guerra Jr, A.A. 1 ; Gomes, C.A.P. 2 ; Miralles, M. 3 ; Girardi, S.N. 4 ; Carvalho, C.L. 4 ; Werneck, G.A.F. 4, Acúrcio 4,5 1 Curso de Farmácia Faculdade de Ciências Biológicas e da Saúde - Centro Universitário Newton Paiva. 2 Gerência Técnica de Assistência Farmacêutica Secretaria de Políticas de Saúde Ministério da Saúde 3 Management Sciences for Health 4 Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva Faculdade de Medicina UFMG 5 Departamento de Farmácia Social - Faculdade de Farmácia - UFMG Resumo A gestão dos serviços públicos de saúde e da assistência farmacêutica foi descentralizada para os municípios, no Brasil. Mas o cenário de globalização é adverso e compromete o acesso, a despeito da Política Nacional de Medicamentos. O objetivo deste trabalho foi avaliar a disponibilidade de medicamentos essenciais (ME) em localidades com baixo índice de desenvolvimento humano. Metodologia: realizou-se um inquérito em 93 instituições de saúde públicas e privadas, em 19 municípios de Minas Gerais. Baseando-se no método de Estimativa Rápida, foram entrevistados gestores públicos e profissionais de saúde, além da coleta de dados em fontes secundárias. ME s traçadores e um conjunto de indicadores foram definidos. Estatísticas descritivas foram utilizadas para a análise dos dados. Constatou-se que a disponibilidade de ME s nos almoxarifados municipais foi: 52,0%; nas unidades públicas de saúde, 46,9%; unidades ambulatoriais filantrópicas e privadas 41,0% e 38,1%, respectivamente. Nas farmácias privadas alcançou 81,2%. Concluiu-se haver baixa disponibilidade e descontinuidade na oferta de ME s no setor público, penalizando indivíduos vulneráveis. A principal fonte de ME s são as farmácias privadas. Os resultados apontam a necessidade de estratégias para divulgar e implementar o conceito de essencialidade no país. Palavras-chave: Medicamentos Essenciais; Acesso; Disponibilidade; Política de medicamentos. 1

2 ESSENTIAL MEDICINES A STUDY ABOUT AVAILABILITY IN TWO REGIONS OF MINAS GERAIS STATE IN BRAZIL Abstract In Brazil, the public health services and pharmaceutical assistance were decentralized to municipal authorities. But, the scenario of globalization is an adverse factor that implies on access, despite the recent Brazilian National Drug Policy. The objective was to assess the availability of essential drugs (ED) to community areas with low human development indicators. Methodology: a survey was performed on a sample with 93 public and private health institutions, located in 19 cities of the Brazilian state of Minas Gerais. The measuring instruments were scripts for interviews with health professionals and public health service (SUS) managers. Besides, forms were used to collect secondary data. To achieve the objectives, a medicine tracer list was defined and were built indicators. Results were low availability of ED in municipal drug storages (52.0%); public health service unities (46.9%); private and ONG s health services (41.0% and 38.1%). A major availability (81.2%) was found at private pharmacies. In conclusion, there was low availability and shortages of ED in the public health sector (sample) afflicting vulnerable people. The availability of ED was higher in private pharmacies. Results are indicative of a need of strategies for the diffusion and implementation of the ED concept in both public and private sectors in Brazil. Key Words: Essential Drugs; Access; Availability; Drug Policy 2

3 Introdução A Constituição Federal Brasileira (BRASIL, 1988) em seu artigo 196 estabelece que cabe ao Estado garantir, através de políticas, o acesso universal e igualitário às ações e serviços para a promoção, proteção e recuperação da saúde. A Lei Orgânica da Saúde (BRASIL, 1990) explicitou a importância do acesso aos medicamentos, ao estabelecer no artigo 6o que cabe ao Sistema Único de Saúde (SUS) a execução de ações de assistência terapêutica integral, inclusive farmacêutica. Observa-se que, apesar do direito já estabelecido, muito ainda falta a ser feito para se garantir o efetivo acesso de todos os brasileiros à assistência farmacêutica. A mudança no modelo de atenção à saúde a partir da implantação do SUS e a conseqüente descentralização da gestão dos serviços de saúde para os municípios trouxe à tona o cenário da desarticulação da assistência farmacêutica nos serviços de saúde (COSENDEY et al, 2000). Observa-se, então, a não adoção de uma seleção de produtos padronizados como os constantes da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (BRASIL, 1998), além da quase inexistência de boas práticas de armazenamento e dispensação de medicamentos, tanto no âmbito público como no privado. Esta situação diminui, em grande parte, a eficácia das ações governamentais no setor saúde (BRASIL, 1998). Dados da OMS estimam que um terço da população mundial não tem acesso regular aos medicamentos essenciais e nas áreas mais pobres da África e Ásia os medicamentos estão inacessíveis para mais de 50% da população (WHO, 2000). Mesmo quando disponíveis, as fracas regulamentações existentes podem significar a presença de medicamentos de baixa qualidade e falsificados, ao invés de seguros e efetivos. O seu uso irracional por pacientes e profissionais de saúde é também um grande problema de saúde pública. E, num processo cíclico, os gastos inapropriados com medicamentos são, com freqüência, uma das fontes de empobrecimento para populações já pouco favorecidas. Entretanto, medicamentos essenciais se constituem num dos elementos mais custo - efetivos na atenção à saúde, sendo seu impacto potencial notável. A OMS estimava que apenas no ano 2000, ocorreriam mais de 40 milhões de mortes em países em desenvolvimento, um terço entre crianças abaixo dos cinco anos de idade, sendo dez milhões devido às infecções respiratórias agudas, diarréias, tuberculose e malária (WHO, 2000). Para todas estas doenças existem medicamentos essenciais seguros, baratos e que poderiam salvar vidas. Nos últimos anos vem sendo discutida a reformulação no conceito de Medicamento Essencial, em face do aparecimento de novas doenças, como a Aids, e do alto custo dos medicamentos utilizados na terapêutica. A OMS expressa esta reformulação ao adicionar ao conceito original a questão relativa ao custo dos produtos: Medicamentos Essenciais são aqueles que satisfazem as necessidades de saúde da maioria da população, devem estar disponíveis, a todos os momentos, em quantidades adequadas e em dosagens apropriadas, a um preço que os indivíduos e as comunidades possam arcar (WHO, 2001). Dentre as estratégias adotadas pela OMS e revisadas para o período , a melhoria do acesso aos medicamentos essenciais é apresentada como fundamental e prioritária (WHO, 2000a). Verifica-se uma preocupação maior com a capacidade dos indivíduos e da sociedade em arcar com o custo dos produtos farmacêuticos, principalmente ao considerar-se o novo contexto internacional. A acentuada globalização dos mercados, em especial, o fortalecimento de grandes conglomerados farmacêuticos e o abuso do direito à propriedade 3

4 industrial tem acarretado conseqüências nefastas para o acesso de populações menos favorecidas aos produtos, tecnologias e serviços de saúde (Weerasuriya & Brudon, 1998). Do ponto de vista do indivíduo, três dimensões apresentam particular importância, quando se discute o acesso a medicamentos: acessibilidade geográfica, disponibilidade e acessibilidade econômica. Em outras palavras, ter acesso aos medicamentos significa, sobretudo, que os produtos possam ser obtidos dentro de uma distância razoável (geograficamente acessível), que estejam prontamente disponíveis (disponibilidade contínua) nos serviços de saúde e que sejam economicamente acessíveis (capacidade de pagamento) (WHO, 2000). Este trabalho enfocou a disponibilidade ou acessibilidade funcional enquanto dimensão específica do acesso. A disponibilidade pode ser entendida apenas como a presença dos recursos e produtos necessários à atenção médica. No entanto, uma concepção mais ampliada de disponibilidade ou acessibilidade funcional refere-se à presença dos serviços e produtos, estabelecidos de acordo com as necessidades de saúde da população, de forma contínua, e ainda com o volume adequado à demanda (WHO, 1978; Penchansky e Thomas, 1981). Metodologia Um inquérito em instituições de saúde públicas, privadas e filantrópicas localizadas em 19 municípios do estado de Minas Gerais (MG), Brasil, foi realizado utilizando-se metodologia originalmente desenhada para o desenvolvimento de estudos sobre acesso a medicamentos em países previamente selecionados, dentre os quais se incluía o Brasil (MSH, 2001). O estudo ocorreu em duas regiões do estado, o Norte de Minas Gerais e o Vale do Rio Jequitinhonha, que eram subdivididas em microrregiões, abrigavam aproximadamente 12% da população estadual ( habitantes) e apresentavam precárias condições sócioeconômicas (Minas Gerais, 2000). A seleção dos municípios participantes baseou-se nos seguintes critérios: 1)O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) (PNUD/IPEA/FJP/IBGE, 1998) da microrregião onde se localiza o município deveria ser inferior a 0,699, valor do IDH para o estado de MG em 1991; 2) O município deveria ser sede da microrregião selecionada e/ou; 3) Deveria possuir pelo menos dois estabelecimentos elegíveis e em atividade no período do inquérito. Para a realização do inquérito coletou-se, inicialmente, informações cadastrais oficiais sobre a presença, na região selecionada para o estudo, de unidades ambulatoriais de saúde onde deveriam estar disponíveis medicamentos essenciais para a população residente. A seguir, procedeu-se a uma pesquisa telefônica para verificação das informações e elaboração de uma listagem completa dos estabelecimentos elegíveis por município. Esta listagem orientou a seleção dos estabelecimentos participantes. Quando havia mais de dois estabelecimentos de um determinado setor (público, privado ou filantrópico) em funcionamento no município, a escolha foi aleatória. Nem todos os municípios selecionados possuíam unidades privadas ou filantrópicas. A amostra foi então constituída por 91 estabelecimentos relacionados com os objetivos da pesquisa, a saber: 15 almoxarifados municipais, 21 unidades ambulatoriais públicas, 16 unidades privadas, 18 unidades filantrópicas e 21 farmácias comerciais. O estudo, baseado no método da Estimativa Rápida, entrevistou gestores públicos, profissionais de saúde das diversas instituições e pacientes atendidos no sistema público, 4

5 além de coletar dados de fontes secundárias (documentos e registros institucionais). A Estimativa Rápida, desenvolvida pela Organização Mundial da Saúde (Annett & Rifkin, 1988), é um modo de se obter informações sobre um conjunto de problemas em curto espaço de tempo e sem grandes gastos. O termo rápida refere-se ao tempo gasto para a coleta e análise dos dados. Os dados levantados por esse método são coletados em três fontes principais: nos registros escritos existentes; em entrevistas com informantes-chaves, utilizando roteiros ou questionários estruturados e; na observação ativa da área e instituições investigadas (Acurcio, Santos & Ferreira,1998). Para caracterizar a disponibilidade momentânea e contínua dos medicamentos essenciais, foram realizadas entrevistas com os responsáveis pelas unidades de saúde, bem como a verificação de estoque e análise de documentos destinados aos registros de controle de estoque nos estabelecimentos visitados. Os dados secundários foram coletados em formulários previamente elaborados. Todos os pesquisadores foram previamente treinados na aplicação dos instrumentos a serem utilizados em campo, previamente testados. Algumas medidas de caráter ético foram adotadas para garantir o respeito aos indivíduos entrevistados e a confiabilidade das informações. Assim os entrevistados foram esclarecidos a respeito dos objetivos da pesquisa. Só foram aplicados os instrumentos de coleta de dados em estabelecimentos nos quais os entrevistados concordaram com a pesquisa. No início da entrevista foi explicitado que as informações possuíam caráter confidencial e que todos os dados obtidos só seriam apresentados de forma agregada e sem a identificação do entrevistado e do estabelecimento. Uma lista de 21 medicamentos essenciais traçadores foi definida como parâmetro para as medidas de disponibilidade. Estes medicamentos foram selecionados a partir de classes terapêuticas distintas, dentre aqueles mais utilizados no Programa Farmácia Básica do Estado de Minas Gerais (Tabela 1) Para cada medicamento traçador foi verificada a disponibilidade no momento da visita (maio de 2001) e ao longo de um período de doze meses (maio de 2000 a abril de 2001) imediatamente anteriores à pesquisa de campo. Não foi prevista, neste estudo, a avaliação de disponibilidade contínua (ao longo de 12 meses) em farmácias comerciais. Para cada tipo de estabelecimento pesquisado, foi calculado o percentual de unidades que possuíam cada medicamento traçador em estoque, além do número médio de medicamentos essenciais traçadores disponíveis no momento da visita. Não foi possível calcular o indicador originalmente proposto para avaliar a disponibilidade continua, ou seja, a proporção de dias sem estoque dos medicamentos essenciais traçadores nos últimos 12 meses, pois na maior parte dos serviços estudados não havia registros de estoques de medicamentos para o período proposto. Alternativamente, para descrever esta situação, optou-se pela construção de outro indicador, o percentual mediano de estabelecimentos sem registro de estoques, calculado da seguinte forma: 1o) obteve-se o percentual de estabelecimentos que não possuíam registros de estoque para cada medicamento traçador e para cada mês do período pesquisado; 2o) calculou-se mês a mês a mediana dos percentuais obtidos, considerando o conjunto dos medicamentos traçadores. Os dados quantitativos obtidos nos inquéritos foram organizados em tabelas de distribuições de freqüências e gráficos. Os softwares utilizados para viabilizar a análise foram o EPIINFO versão 2000 e o Microsoft Excel

6 Resultados e discussão O inquérito foi efetivamente realizado em 69 dos 91 estabelecimentos inicialmente selecionados. Todos os estabelecimentos selecionados foram visitados durante o trabalho de campo, no entanto 22 desses não foram pesquisados pelos seguintes motivos: a) em nove unidades não havia, de fato, a prática de dispensação ambulatorial de medicamentos, apesar da pesquisa telefônica ter obtido informação de que o estabelecimento o fazia; b) em oito unidades não foi possível obter as informações solicitadas porque a pessoa responsável pelos dados requeridos não foi encontrada ou porque não havia registros suficientes, no local, para serem coletados; c) cinco unidades selecionadas não se enquadravam no perfil previamente estabelecido, como, por exemplo, unidades localizadas em hospitais que atendiam apenas retornos de pacientes anteriormente internados naquele serviço. Disponibilidade dos medicamentos essenciais traçadores A Tabela 1 apresenta os indicadores de disponibilidade dos medicamentos essenciais traçadores no momento da entrevista, segundo o tipo de unidade pesquisada. O menor número médio de medicamentos essenciais traçadores foi encontrado nas unidades privadas, com 8,0 itens disponíveis. As farmácias comerciais apresentaram a maior disponibilidade, com 17,0 itens disponíveis. A disponibilidade observada para o conjunto de traçadores é próxima ou inferior a 50%, exceto nas farmácias comerciais privadas. Para as unidades do setor privado e filantrópicas este resultado não surpreende, pois a maioria de seus ambulatórios fornece somente a prescrição médica sem dispensação, encaminhando os pacientes às farmácias privadas e/ou públicas para obter os medicamentos prescritos. Entretanto a baixa disponibilidade dos medicamentos essenciais no setor público é preocupante. A disponibilidade média percentual nos Almoxarifados Públicos Municipais foi de 52,0% do conjunto de medicamentos traçadores e nas Unidades Públicas de Saúde (UPS) foi de 46,9%. 6

7 Tabela 1 Disponibilidade de medicamentos essenciais nas unidades no momento da pesquisa Almoxarifado Unidade Unidade Unidade Farmácia Público Pública Filantrópica Privada Comercial Medicamentos traçadores % (n=14) % (n=14) % (n=13) % (n=7) % (n=21) AAS comp. 100mg 50,0 42,9 69,2 71,4 100,0 Amoxicilina caps. 500mg 14,3 35,7 38,5 42,9 100,0 Amoxicilina susp. 50mg/ml ,7 61,5 14,3 100,0 Benzilpenicilina benzatina f/a UI 57,1 42,9 69,2 71,4 90,5 Captopril comp. 25mg 64,3 57,1 53,9 71,4 95,2 Cimetidina comp. 200mg 71,4 57,1 46,2 57,1 100,0 Diazepan comp.10mg 78,6 50,0 53,9 100,0 90,5 Eritromicina comp. 500mg 35,7 42,9 15,4 14,3 100,0 Eritromicina susp.oral 25mg/ml 78,6 57,1 15,4 0,0 76,2 Glibenclamida comp. 5mg 28,6 21,4 46,2 28,6 80,9 Hidroclorotiazida comp. 50mg ,1 53,9 71,4 100,0 Isoniazida + Rifampicina caps mg 21,4 28,6 0,0 0,0 4,8 Mebendazol susp. oral 20mg/ml ,0 30,8 14,3 95,2 Metronidazol comp. 250mg 42,9 50,0 15,4 14,3 23,8 Paracetamol sol. oral 100mg/ml 28,6 35,7 23,1 57,1 85,7 Preservativos masculinos unidade 28,6 21,4 15,4 0,0 90,5 Propranolol comp. 40mg 64,3 50,0 53,9 57,1 100,0 Sais de reidratação oral envelope 92,9 71,4 53,9 14,3 90,5 Salbutamol sol. Oral 2mg/5ml 85,7 71,4 61,5 42,9 90,5 Sulfametoxazol+Trimetoprima comp mg 85,7 71,4 69,2 57,1 90,5 Vacina anti sarampo 21,4 35,7 15,4 0,0 0,0 Número médio de traçadores disponíveis 10,9 9,9 8,6 8,0 17,0 Percentual médio de disponibilidade do conjunto de traçadores 52,0% 46,9% 41,0% 38,1% 81,2% A maior concentração de medicamentos essenciais observada nos almoxarifados municipais pode ser devida ao fato de que em muitos municípios eles funcionam como centros de dispensação de medicamentos. Mas também pode ser o resultado de um sistema de distribuição ineficiente, ou seja, não estaria ocorrendo o suprimento de medicamentos às unidades de saúde, em quantidades, em freqüência e em tempo oportuno, em virtude da ausência de sistemas eficientes de registro e controle (Dupim, 1999; Nunes & Silva, 2001). Esta situação pode estar contribuindo para a redução do acesso aos medicamentos essenciais, uma vez que limitaria a acessibilidade geográfica aos produtos, em função da necessidade de deslocamento dos indivíduos para outros locais diferentes daqueles onde obtêm a atenção médica. 7

8 A associação isoniazida+rifampicina apresentava-se muito pouco disponível nas unidades ambulatoriais públicas (28,6%) e nos almoxarifados municipais (21,4%), sendo indisponível nas unidades privadas e filantrópicas. O sistema de distribuição deste produto é de responsabilidade estadual, sendo relevante observar que a completa descentralização da gestão deste e de outros programas para os municípios visitados não ocorre provavelmente devido à quase inexistente infraestrutura e capacidade técnica local para executar as etapas do ciclo logístico da assistência farmacêutica. Ademais, a etapa de dispensação dos medicamentos de programas especiais é prejudicada pela circunstância de ser realizada, em grande parte, nos próprios almoxarifados regionais e sem a participação de profissionais farmacêuticos, restringindo-se apenas ao fornecimento dos medicamentos aos pacientes cadastrados. A baixa disponibilidade do medicamento glibenclamida verificada em unidades públicas de saúde (21,4%) aponta para a necessidade premente de reavaliação do programa de combate ao diabetes organizado pelo Ministério da Saúde, responsável pela aquisição e distribuição deste produto diretamente às secretarias estaduais de saúde. Estas, por sua vez, são responsáveis pela programação e distribuição aos municípios, mas como a maioria dos serviços estudados não mantém registros adequados sobre demanda atendida, não atendida e controle de estoques, a programação resulta inadequada, tendo como conseqüência a redução da efetividade desse programa de saúde. Também é preocupante nas UPS a baixa disponibilidade de produtos essenciais como, preservativos (21,4%), vacina anti-sarampo (35,7%), amoxicilina cápsulas (35,7%), amoxicilina suspensão oral (35,7%) e paracetamol solução oral (35,7%). Tais produtos, com exceção da vacina, estão plenamente disponíveis nas farmácias comerciais privadas da região, para aqueles indivíduos que possuam recursos financeiros para adquiri-los. Enfim, a baixa disponibilidade de medicamentos essenciais nas unidades públicas de saúde penaliza predominantemente os indivíduos mais vulneráveis, os de menor renda, que geralmente dependem da obtenção gratuita de medicamentos pelo setor público, como única alternativa de tratamento. Vogel e Stephens (1989), analisando a disponibilidade de produtos farmacêuticos na África Sub-Saariana e, os papéis dos setores público, privado e filantrópico, afirmam que as missões religiosas, incluindo as ONG s, e o setor privado são mais bem sucedidos que o setor público em obter e distribuir os medicamentos, uma vez que este setor operaria sob restrições, bloqueado pela burocracia. Apesar de ter sido confirmada uma maior disponibilidade média de medicamentos em farmácias privadas (81,2%), os dados obtidos neste estudo, indicam que o setor filantrópico contribui para o acesso aos medicamentos essenciais para a população residente na região, mas com uma participação menos relevante que a do setor público, pois a disponibilidade média de medicamentos essenciais no setor filantrópico foi mais baixa (41,0%) que a encontrada no setor público. Nas unidades ambulatoriais privadas a disponibilidade média de medicamentos traçadores foi ainda menor (38,1%). Isto pode estar relacionado ao fato de que nestes locais não é rotineira a prática de dispensação de medicamentos no âmbito ambulatorial, o que também pode ser verificado em várias unidades filantrópicas. O mais comum é que o paciente, de posse da prescrição médica, procure obter seus medicamentos em farmácias privadas. Chama a 8

9 atenção, porém, a alta disponibilidade de alguns medicamentos como diazepam (100%); captopril (71,4%); hidroclorotiazida (71,4%); cimetidina (57,1%) em oposição à baixa disponibilidade de outros medicamentos também importantes para doenças prevalentes na região: mebendazol (14,29%) e sais de reidratação (14,29%). A constatação não deve surpreender, na medida em que os dois últimos produtos estariam relacionados a doenças características de classes sociais menos favorecidas, que não pertencem ao escopo de ação do setor privado. Já os medicamentos com maior disponibilidade se inserem na terapêutica de doenças prevalentes em todas as classes sociais, estando, portanto, relacionados com as necessidades de saúde do público alvo do setor privado. Os resultados obtidos evidenciaram que a principal fonte dos medicamentos essenciais traçadores para a população da região estudada são as farmácias comunitárias privadas (81,2%). Inquéritos similares realizados em outros locais (Cambodja, Tanzânia, Senegal, India, Ghana e El Salvador), no ano de 2001, obtiveram resultados semelhantes em quatro dos países avaliados, ou seja, uma maior disponibilidade de medicamentos essenciais nas farmácias privadas. Nos outros dois países, a disponibilidade nesses estabelecimentos era similar à observada no setor público (MSH, 2001). Constata-se o papel fundamental exercido pelo setor privado, no que concerne à distribuição, por meio da extensa rede de farmácias privadas, dos medicamentos para a população. Porém, praticamente inexiste articulação e qualificação dos serviços prestados pela rede de distribuição/dispensação privada para os pacientes do SUS. A OMS (WHO, 2000a) estimou que, em países em desenvolvimento, de 50 a 90% dos medicamentos utilizados pelos pacientes são adquiridos diretamente nos serviços privados. O desafio, apontado pela própria organização é o de reduzir a ampla prescrição, dispensação e consumo irracional de medicamentos, que ocorrem especialmente no setor privado, dado o interesse financeiro que recai sobre as vendas de medicamentos. Para a análise da disponibilidade contínua dos medicamentos essenciais foram verificados os registros de estoque sobre consumo histórico e faltas de medicamentos. Constatou-se inadequação, tanto no setor público quanto no privado, da etapa de programação no ciclo da assistência farmacêutica, dado os altos percentuais de ausência de registros nos estabelecimentos visitados, conforme se observa na Figura 1. Duas hipóteses podem ser levantadas para problema detectado. A primeira seria que alguns dos serviços pesquisados não teriam liberado efetivamente os registros solicitados, mesmo após a apresentação de todas as credenciais dos pesquisadores. A segunda hipótese, mais provável, refere-se à precariedade do sistema de informações para alimentar o processo gerencial de suprimento de medicamentos. Assim, a programação estaria sendo realizada apenas com dados do perfil epidemiológico da população. Utilizado isoladamente, este método apresenta como desvantagem uma baixa eficiência do sistema de programação de estoques de medicamentos. Este problema decorre, muitas vezes, da...confiabilidade duvidosa dos registros epidemiológicos.(nunes e Silva, 2001) Dupim (1999) relata que a ausência de programação gerará como reflexo imediato a indisponibilidade de alguns produtos e o excesso de outros. A baixa disponibilidade de muitos itens essenciais nos serviços estudados pode ser indicativa dessa ausência, incipiência e/ou inadequação da atividade de programação. 9

10 Ao se analisar o gráfico apresentado na Figura 1, verifica-se uma melhoria nos registros de estocagem para as UPS e almoxarifados municipais a partir do mês de janeiro/2001. Este fato pode estar associado à mudança de gestão devido às eleições municipais. A posse dos novos administradores naquele mês encerrou a descontinuidade administrativa decorrente no processo de transição eleitoral, o que explica, em parte, uma queda tão acentuada no indicador a partir de então. Esta hipótese é reforçada ao se analisar os dados do setor privado e filantrópico, onde não se constatam alterações tão significativas como as observadas no setor público. Figura 1 - Comparativo entre a ausência de registros de estocagem para medicamentos essenciais nos serviços pesquisados - período de maio/2000 a abril/ % 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% May- 00 Jun- 00 Jul-00 Aug- 00 Sep- 00 Oct-00 Nov- 00 Dec- 00 Jan- 01 Feb- 01 Mar- 01 Apr-01 % mediano de Almoxarifados Municipais sem registros de estoques % mediano de UPS sem registros de estoques % mediano de UAF sem registros de estoques % mediano de UAP sem registros de estoques Chama ainda a atenção o alto percentual de ausência de registros em unidades ambulatoriais privadas (oscilando em torno de 80%) ou mesmo nas filantrópicas (oscilando em torno de 50%), o que contraria a expectativa de eficiência do setor privado (Vogel & Stephens, 1989). Nestas condições não se pode prever que faltem produtos ou evitar que sejam realizadas compras superestimadas, com o desperdício de recursos financeiros importantes e perda de eficiência nestes estabelecimentos. Com o propósito de assegurar a disponibilidade de medicamentos, observa-se em muitos países, a existência de articulação entre serviços farmacêuticos prestados pelo setor privado e os sistemas públicos de saúde, segundo diferentes modelos (OMS, 1997). Um dos fatores críticos apontados nas estratégias revisadas para medicamentos da OMS (Medicines Strategy 2000/2003) é, justamente, o desenvolvimento de sistemas confiáveis de distribuição. A estratégia prevê a necessidade de incorporação de um mix de serviços de distribuição públicos e privados, visando assegurar o fornecimento de medicamentos essenciais de qualidade nas unidades de saúde e para aqueles que desses necessitam (WHO, 2000). 10

11 Nesta perspectiva, é útil destacar, sinteticamente, o modelo de distribuição de medicamentos adotado pela Noruega e citado em publicação da OMS (1997), para subsidiar o debate sobre o assunto: (...) A partir de 1994 houve a liberalização do mercado farmacêutico norueguês, o qual era até então, monopolizado pelo estado (importação e distribuição de medicamentos). Atualmente a distribuição dos medicamentos sofre a competição de dois grandes distribuidores: um operado por uma associação de indústrias farmacêuticas e farmácias e o outro pela companhia farmacêutica estatal sueca. A competição fez com que a companhia estatal norueguesa de distribuição de medicamentos tivesse de reduzir custos e margens para continuar no mercado. No nível do varejo, existe uma rede de farmácias privadas que são consideradas concessões de serviços públicos. Estas somente podem ser de propriedade de farmacêuticos, sendo que sua localização geográfica é definida por um plano nacional que é revisto a cada cinco anos. Nas localidades distantes e menos favorecidas do país, onde existe pouco interesse comercial, existe um sistema de estímulo aos farmacêuticos que contam com redução de impostos e subsídios cruzados (valor cobrado no preço dos medicamentos vendidos em áreas mais favorecidas) para garantir a equidade e disponibilidade no acesso aos medicamentos (...). Existem muitas diferenças entre países em desenvolvimento e desenvolvidos, no que concerne ao acesso aos produtos e serviços de saúde. Muitos destes países adotam modelos mais eficientes de distribuição de medicamentos e, em alguns casos similares ao norueguês. A despeito das diferenças, pode-se afirmar que a adaptação e implementação de muitos dos pontos apresentados no modelo norueguês teriam forte impacto sobre a disponibilidade e acessibilidade econômica dos medicamentos no Brasil. Especificamente: 1) a criação de um sistema de subsídios cruzados para regiões periféricas e zonas com baixo interesse comercial; 2) a redução significativa das alíquotas de impostos sobre produtos farmacêuticos; 3) a qualificação das farmácias privadas como estabelecimentos de saúde com rígido controle sanitário e sobre o número de estabelecimentos em funcionamento; 4) a propriedade exclusiva de farmácias para farmacêuticos com a exigência de boas práticas de dispensação e integração de cadastros de pacientes com o SUS. Uma outra estratégia poderia ser a criação de farmácias comunitárias distritais públicas, especificamente desenhadas para atender às demandas do SUS, com vistas a suprir medicamentos essenciais e drogas órfãs utilizadas para doenças raras; promover o uso e prescrição racional dentro do sistema público de saúde; além de subsidiar estudos de farmacovigilância, farmacoepidemiologia e farmacoeconomia, para aprimorar os critérios de seleção das Relações de Medicamentos Essenciais (RME) utilizadas nestes serviços. Conclusão Apesar de terem sido encontrados medicamentos essenciais nas unidades do SUS pesquisadas, pôde-se constatar que o acesso a esses recursos terapêuticos foi prejudicado, em virtude da baixa disponibilidade e descontinuidade da oferta destes produtos. De acordo com a expectativa, a disponibilidade foi maior nas farmácias privadas para todos os medicamentos 11

12 traçadores, com exceção daqueles que vem sendo tradicionalmente distribuídos pelo setor público, como vacinas e outros medicamentos de programas especiais, como o da tuberculose. O Brasil foi pioneiro em relação a criação de políticas públicas para medicamentos essenciais. Contudo, os resultados deste trabalho apontam para a necessidade da adoção de estratégias que visem não só divulgar o conceito de medicamento essencial e de essencialidade, mas implementá-lo de forma efetiva, em todo o país, a fim de que se possa racionalizar os recursos públicos e garantir a disponibilidade de um maior número de medicamentos essenciais para população. Em contraposição aos problemas detectados, pode-se concluir que existem programas e políticas bem-sucedidas, a exemplo dos programas imunização, programa especial de combate à tuberculose, dentre outros. Constatou-se que quando o Estado é eficaz na distribuição de medicamentos, o setor privado tende a não disponibilizá-los. Essa exclusividade de distribuição pelo setor público pode ser preocupante em situação de desabastecimento, uma vez que não há alternativa de aquisição no setor privado, mesmo para os que disponham de recursos financeiros para isto. Pode-se verificar que a implantação do SUS e a conseqüente municipalização da assistência farmacêutica não foram acompanhadas de articulação, entre os diversos níveis de gestão do sistema. O que se observou, em termos gerais, foi a desorganização dos serviços públicos, filantrópicos e privados, no que se refere à implementação do ciclo logístico da assistência farmacêutica. Acima de tudo, deve-se compreender que garantir acesso significa pensar em todas as suas dimensões, o que vale dizer que não basta haver, apenas, a disponibilidade de alguns produtos, esses precisam refletir a melhor escolha para as reais necessidades da população. Precisam ser prescritos e utilizados de forma racional, precisam estar economicamente acessíveis, mas com o padrão de qualidade requerido. Finalmente, é imperativo haver fontes confiáveis de financiamento e a um custo que a sociedade possa arcar. Deixados à sua sorte, será muito difícil para os municípios, desenvolverem ações para melhoria efetiva do acesso aos medicamentos essenciais. As políticas públicas, em especial, a política nacional de medicamentos, bem como todas as ações e estratégias decorrentes dessas devem buscar a articulação e o aperfeiçoamento das instituições públicas e privadas envolvidas com o acesso aos medicamentos. Não se pode, também, perder de vista a necessidade premente de formulação de normas legais e a adequação da legislação vigente de forma a transformar o ato de comercialização e consumo de medicamentos em práticas efetivamente integradas ao contexto serviços de saúde e não apenas em mercantilização pura e simples de produtos. Referências Bibliográficas ACURCIO, FRANCISCO A., SANTOS, M.A., FERREIRA, S.M.G., A aplicação da técnica da estimativa rápida no processo de planejamento local. In: MENDES, E.V. (Org.). A organização da saúde no nível local. São Paulo: Hucitec, p

13 ANNETT, H. & RIFKIN, S., Guidelines for rapid participatory appraisals to assess community health needs. A focus on health improvements for low-income urban and rural areas. Geneva: WHO/SHS/DHS/95.8. BRASIL, Constituição Federal de Diário Oficial da União - Anexos, Brasília, 5 out. p.1, col.1. BRASIL, Lei no (Lei Orgânica da Saúde), de 19 de setembro de Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização dos serviços correspondentes, e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, 20 set. p.18055, col.1. BRASIL, Portaria no de 30 de outubro de 1998 do Ministério da Saúde. Aprova a Política Nacional de Medicamentos. Diário Oficial da União, Brasília, out. COSENDEY, Maria A. E., BERMUDEZ, Jorge A. Z., REIS, André L. A. et al., Assistência farmacêutica na atenção básica de saúde: a experiência de três estados brasileiros. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v.16, n.1, p , jan./mar. DUPIM, JOSÉ A. A., Assistência Farmacêutica: um modelo de organização. Belo Horizonte: Editora Segrac, 79p. MINAS GERAIS, Secretaria de Estado do Planejamento e Coordenação Geral. Superintendência Central de Planejamento Institucional. Divisões Territoriais adotadas pela Administração Pública do Estado de Minas Gerais. Belo Horizonte, 118 p. MINAYO, MARIA C.S., O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. São Paulo/Rio de Janeiro: Hucitec/Abrasco, p MSH, 2001 MANAGEMENT SCIENCES FOR HEALTH. Targeting Improved Access. SEAM Conference Washington (DC): MSH. Disponível na internet na página: <http://www.msh.org/seam/conference/index.html> NUNES, JARBAS T. & SILVA, LUCIENE A., Assistência Farmacêutica: instruções técnicas para sua organização. Brasília: Ministério da Saúde, 114p. OMS. ORGANIZACIÓN MUNDIAL DE LA SAUD. Funciones públicas y privadas en el sector farmacéutico Consecuencias para el acceso equitativo y el uso racional de los medicamentos. Serie Economia de la Salud y Medicamentos EDM No. 5. Geneva: WHO/DAP/97.12, edição en espanhol, traduzida do original em inglês, p. PENCHANSKY, R. & THOMAS, J. W., The concept of access: Definition and relationship to consumer satisfaction. Medical Care, v.19, n.2, p PEREIRA, Maurício G., Epidemiologia Teoria e Prática. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 596p. PNUD / IPEA / FJP / IBGE., Desenvolvimento humano e condições de vida: indicadores brasileiros. PNUD, Brasília, 140p. 13

14 VOGEL, R. J. & STEPHENS, B., Availability of pharmaceuticals in sub-saharan Africa: roles of the public, private and church mission sectors. Social Sciences and Medicine. Great Britain, v.29, n.4, p WEERASURIYA, K. & BRUDON, P., Essential drugs concept needs better implementation. Essential Drugs Monitor. Geneva, Switzerland: WHO. Double Issue n. 25 & 26. WHO (WORLD HEALTH ORGANIZATION), Primary health care. Report of the International Conference on Primary Health Care, Alma Ata, 6 12 September Geneva: WHO, Health for all Series, n.1, 79p. WHO (WORLD HEALTH ORGANIZATION), WHO Medicines Strategy: Framework for Action in Essential Drugs and Medicines Policy Geneva: WHO, 70p. WHO (WORLD HEALTH ORGANIZATION). 2000a. The Rationale of Essential Drugs: Access, Quality and Rational Use of Medicines and Essential Drugs. Geneva: WHO. Disponível na internet na página oficial da Organização Mundial de Saúde: <http://www.who.int/medicines/organization/par/edl/infedlmain.htm>. WHO (WORLD HEALTH ORGANIZATION), WHO Essential Drugs and Medicines Policy. Geneva: WHO. Disponível na internet na página principal do Programa de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial de Saúde: <http://www.who.int/medicines/default.shtml>. Agradecimentos Os autores agradecem a efetiva colaboração de todos os profissionais envolvidos no trabalho de campo e das seguintes instituições: Management Sciences for Health, Fundação Gates, Gerência Técnica de Assistência Farmacêutica, Ministério da Saúde, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais e Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva da UFMG. 14

ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA NO SUS Claudia Witzel

ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA NO SUS Claudia Witzel ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA NO SUS Claudia Witzel CICLO DA ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA O Ciclo da Assistência Farmacêutica compreende um sistema integrado de técnicas, científicas e operacionais SELEÇÃO DE MEDICAMENTOS

Leia mais

Prescrição Farmacêutica. Aspectos técnicos e legais

Prescrição Farmacêutica. Aspectos técnicos e legais Bem Vindos! Prescrição Farmacêutica Aspectos técnicos e legais Quem sou? Prof. Dr José Henrique Gialongo Gonçales Bomfim Farmacêutico Bioquímico 1998 Mestre em Toxicologia USP 2003 Doutor em Farmacologia

Leia mais

Doutoranda: Nadir Blatt

Doutoranda: Nadir Blatt Territórios de Identidade no Estado da Bahia: uma análise crítica da regionalização implantada pela estrutura governamental para definição de políticas públicas, a partir da perspectiva do desenvolvimento

Leia mais

Amostra grátis de remédios: ANVISA regula a produção e dispensação

Amostra grátis de remédios: ANVISA regula a produção e dispensação Amostra grátis de remédios: ANVISA regula a produção e dispensação Profª Dra Roseli Calil / DEC Enfº Adilton D. Leite / SADP A ANVISA, através da RDC (RESOLUÇÃO DA DIRETORIA COLEGIADA da Agência Nacional

Leia mais

POLÍTICA NACIONAL DE MEDICAMENTOS. luciene@fortalnet.com.br 1

POLÍTICA NACIONAL DE MEDICAMENTOS. luciene@fortalnet.com.br 1 POLÍTICA NACIONAL DE MEDICAMENTOS luciene@fortalnet.com.br 1 POLÍTICA? luciene@fortalnet.com.br 2 Política É um compromisso oficial expresso em um documento escrito. São decisões de caráter geral, destinadas

Leia mais

CARTA DE SÃO PAULO 5º CONGRESSO BRASILEIRO SOBRE O USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS O USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS E A SEGURANÇA DO PACIENTE

CARTA DE SÃO PAULO 5º CONGRESSO BRASILEIRO SOBRE O USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS O USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS E A SEGURANÇA DO PACIENTE CARTA DE SÃO PAULO 5º CONGRESSO BRASILEIRO SOBRE O USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS O USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS E A SEGURANÇA DO PACIENTE A realização do I Congresso Brasileiro sobre o Uso Racional de Medicamentos

Leia mais

Projeto de Ação Conjunta de Inspeções em Distribuidoras de Medicamentos

Projeto de Ação Conjunta de Inspeções em Distribuidoras de Medicamentos Agência Nacional de Vigilância Sanitária Projeto de Ação Conjunta de Inspeções em Distribuidoras de Medicamentos Gerência-Geral de Inspeção e Controle de Medicamentos e Produtos Gerência de Investigação

Leia mais

A Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename): a seleção de medicamentos no Brasil.

A Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename): a seleção de medicamentos no Brasil. A Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename): a seleção de medicamentos no Brasil. Autora: Vera Lúcia Edais Pepe Revisão da 2ª versão: Carolina Rodrigues Gomes Revisão da 1ª versão: Ana Márcia

Leia mais

Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT) Tratamento do Tabagismo

Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT) Tratamento do Tabagismo Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT) Tratamento do Tabagismo O tabagismo é, reconhecidamente, uma doença crônica, resultante da dependência à droga nicotina, e um fator de risco para cerca

Leia mais

Aquisição e Gerenciamento de Medicamentos do Componente Básico da Assistência Farmacêutica

Aquisição e Gerenciamento de Medicamentos do Componente Básico da Assistência Farmacêutica Aquisição e Gerenciamento de Medicamentos do Componente Básico da Assistência Farmacêutica Maceió -Setembro/2013 HISTÓRICO PORTARIA GM/MS nº 3.916/98 POLÍTICA NACIONAL DE MEDICAMENTOS ESTABELECEU DIRETRIZES

Leia mais

VIGILÂNCIA AMBIENTAL

VIGILÂNCIA AMBIENTAL VIGILÂNCIA AMBIENTAL VIGILÂNCIA AMBIENTAL Introdução Considera-se a vigilância ambiental como o processo contínuo de coleta de dados e análise de informação sobre saúde e ambiente, com o intuito de orientar

Leia mais

Implementación e Impacto de las Listas Nacionales de Medicamentos Esenciales Experiencias en Países Seleccionados de la Región - BRASIL

Implementación e Impacto de las Listas Nacionales de Medicamentos Esenciales Experiencias en Países Seleccionados de la Región - BRASIL Implementación e Impacto de las Listas Nacionales de Medicamentos Esenciales Experiencias en Países Seleccionados de la Región - BRASIL Lima, Perú 27 noviembre de 2007 Sistema Único de Saúde - SUS Estabelecido

Leia mais

GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ SECRETARIA ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE CONSELHO ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE - COEMA

GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ SECRETARIA ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE CONSELHO ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE - COEMA GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ SECRETARIA ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE CONSELHO ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE - COEMA RESOLUÇÃO COEMA N 116, DE 03 DE JULHO DE 2014. Dispõe sobre as atividades de impacto ambiental

Leia mais

SUS: princípios doutrinários e Lei Orgânica da Saúde

SUS: princípios doutrinários e Lei Orgânica da Saúde Universidade de Cuiabá - UNIC Núcleo de Disciplinas Integradas Disciplina: Formação Integral em Saúde SUS: princípios doutrinários e Lei Orgânica da Saúde Profª Andressa Menegaz SUS - Conceito Ações e

Leia mais

Reunião do Comitê da Saúde. 8 de novembro de 2011

Reunião do Comitê da Saúde. 8 de novembro de 2011 Reunião do Comitê da Saúde 8 de novembro de 2011 ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA NO SUS Em 1998 foi publicada a Portaria GM/MS 3.916, que estabeleceu a POLÍTICA NACIONAL DE MEDICAMENTOS (PNM) como parte essencial

Leia mais

Experiência: VIGILÂNCIA À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

Experiência: VIGILÂNCIA À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 1 Experiência: VIGILÂNCIA À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Nome fantasia: Projeto de volta prá casa Instituições: Núcleo de Epidemiologia do Serviço de Saúde Comunitária da Gerência de saúde Comunitária

Leia mais

NOTA TÉCNICA No 1/2011

NOTA TÉCNICA No 1/2011 Agência Nacional de Vigilância Sanitária NOTA TÉCNICA No 1/2011 Esclarecimentos e orientações sobre o funcionamento de instituições que prestem serviços de atenção a pessoas com transtornos decorrentes

Leia mais

ENTREVISTA COM DRA. MÔNICA MARIA HENRIQUE DOS SANTOS

ENTREVISTA COM DRA. MÔNICA MARIA HENRIQUE DOS SANTOS dos Santos, Coordenadora de Assistência Farmacêutica da Funasa, em Pernambuco, e do programa de assistência farmacêutica na saúde indígena. Pelo jornalista Aloísio Brandão, Editor desta revista. m programa

Leia mais

Seminário: Caminhos para o financiamento e acesso à saúde

Seminário: Caminhos para o financiamento e acesso à saúde Seminário: Caminhos para o financiamento e acesso à saúde Painel: Como construir programas de acesso aos medicamentos Dirceu Barbano Diretor São Paulo, 07 de junho de 2010. Acesso a medicamentos: definição...relação

Leia mais

2 Agentes Comunitários de Saúde e sua atuação

2 Agentes Comunitários de Saúde e sua atuação 2 Agentes Comunitários de Saúde e sua atuação 1. A saúde é direito de todos. 2. O direito à saúde deve ser garantido pelo Estado. Aqui, deve-se entender Estado como Poder Público: governo federal, governos

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº 2.031, DE 1999

PROJETO DE LEI Nº 2.031, DE 1999 COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA PROJETO DE LEI Nº 2.031, DE 1999 Dispõe sobre o atendimento obrigatório aos portadores da Doença de Alzheimer no Sistema Único de Saúde - SUS, e dá outras providências.

Leia mais

Formação de Recursos Humanos na área de fármacos e medicamentos

Formação de Recursos Humanos na área de fármacos e medicamentos Formação de Recursos Humanos na área de fármacos e medicamentos A formação em Farmácia Seminário do BNDES 7 de maio de 2003 Por que RH para Fármacos e Medicamentos? Fármacos e Medicamentos como campo estratégico

Leia mais

A contribuição do Controle Social para Promoção do Uso Racional de Medicamentos

A contribuição do Controle Social para Promoção do Uso Racional de Medicamentos A contribuição do Controle Social para Promoção do Uso Racional de Medicamentos II Seminário Multiprofissional sobre o Uso Racional de Medicamentos Maceió - 2014 Medicamentos e Uso Racional 1975 28ª Assembleia

Leia mais

CONSELHO DE SECRETARIAS MUNICIPAIS DE SAÚDE

CONSELHO DE SECRETARIAS MUNICIPAIS DE SAÚDE ANEXO II TERMO DE REFERÊNCIA PROFISSIONAL NÍVEL SUPERIOR CONTEUDISTA (MESTRE) PARA O CURSO DE QUALIFICAÇÃO DE PROFISSIONAIS DA ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA, COM UTILIZAÇÃO DO SISTEMA NACIONAL DE GESTÃO DA

Leia mais

Avaliação da Descentralização de Programas Sociais o caso do Bolsa Família no Nordeste V Seminário da Rede Brasileira de Monitoramento e Avaliação Campinas, 27/09/2013 Cátia Wanderley Lubambo FUNDAJ/UFPE

Leia mais

ANAIS DA 4ª MOSTRA DE TRABALHOS EM SAÚDE PÚBLICA 29 e 30 de novembro de 2010 Unioeste Campus de Cascavel ISSN 2176-4778

ANAIS DA 4ª MOSTRA DE TRABALHOS EM SAÚDE PÚBLICA 29 e 30 de novembro de 2010 Unioeste Campus de Cascavel ISSN 2176-4778 ORGANIZAÇÃO DAS AÇÕES EM SAÚDE DO TRABALHADOR NA ATENÇÃO BÁSICA NOS MUNICÍPIOS DA 20ª REGIONAL DE SAÚDE DO PARANÁ 1 Viviane Delcy da Silva 2 Neide Tiemi Murofuse INTRODUÇÃO A Saúde do Trabalhador (ST)

Leia mais

Logística e distribuição de medicamentos Gestão compartilhada Vanusa Barbosa Pinto Coordenadora do Núcleo de Assistência Farmacêutica HCFMUSP

Logística e distribuição de medicamentos Gestão compartilhada Vanusa Barbosa Pinto Coordenadora do Núcleo de Assistência Farmacêutica HCFMUSP Logística e distribuição de medicamentos Gestão compartilhada Vanusa Barbosa Pinto Coordenadora do Núcleo de Assistência Farmacêutica HCFMUSP Diretora da Divisão de Farmácia ICHC Agenda Perfil Farmácia

Leia mais

Ministério da Saúde Secretaria Executiva Departamento de Economia da Saúde e Desenvolvimento

Ministério da Saúde Secretaria Executiva Departamento de Economia da Saúde e Desenvolvimento 1 Ministério da Saúde Secretaria Executiva Departamento de Economia da Saúde e Desenvolvimento I Congresso Informação de Custos e Qualidade do Gasto no Setor Público Oficina II Informação de Custo para

Leia mais

MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO EM SAÚDE: um relato de experiência

MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO EM SAÚDE: um relato de experiência UFMA UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM POLÍTICAS PÚBLICAS III JORNADA INTERNACIONAL DE POLÍCAS PÚBLICAS QUESTÃO SOCIAL E DESENVOLVIMENTO NO SÉCULO XXI 1 MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO

Leia mais

Novos Procedimentos de Vigilância Sanitária na Tabela do SUS

Novos Procedimentos de Vigilância Sanitária na Tabela do SUS Novos Procedimentos de Vigilância Sanitária na Tabela do SUS N o 152 Abril/2015 2015 Ministério da Saúde. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte e que não seja para

Leia mais

Aplicabilidade do Tele Eletrocardiograma nos serviços públicos de saúde

Aplicabilidade do Tele Eletrocardiograma nos serviços públicos de saúde Aplicabilidade do Tele Eletrocardiograma nos serviços públicos de saúde Franco, SOB - Sidnei Otávio Vicente Franco SMSDC RJ Rendeiro, MMP Márcia Maria Pereira Rendeiro SMSDC RJ / UERJ Maia ER - Eduardo

Leia mais

DECRETO Nº 7.508, DE 28 DE JUNHO DE 2011.

DECRETO Nº 7.508, DE 28 DE JUNHO DE 2011. DECRETO Nº 7.508, DE 28 DE JUNHO DE 2011. Regulamenta a Lei n o 8.080, de 19 de setembro de 1990, para dispor sobre a organização do Sistema Único de Saúde - SUS, o planejamento da saúde, a assistência

Leia mais

IMPACTOS INICIAIS DA INFORMATIZAÇÃO SOBRE O CONTROLE DE MEDICAMENTOS NA ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA DO SUS

IMPACTOS INICIAIS DA INFORMATIZAÇÃO SOBRE O CONTROLE DE MEDICAMENTOS NA ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA DO SUS ASSOCIAÇÃO CULTURAL EDUCACIONAL DE ITAPEVA FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS E AGRÁRIAS DE ITAPEVA IMPACTOS INICIAIS DA INFORMATIZAÇÃO SOBRE O CONTROLE DE MEDICAMENTOS NA ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA DO SUS MUNIS,

Leia mais

RELATÓRIO DE PESQUISA

RELATÓRIO DE PESQUISA 2011 14 RELATÓRIO DE PESQUISA Relatório da Pesquisa de Satisfação dos Usuários do SUS quanto aos aspectos de acesso e qualidade percebida na atenção à saúde, mediante inquérito amostral. Ministério da

Leia mais

FINANÇAS EM PROJETOS DE TI

FINANÇAS EM PROJETOS DE TI FINANÇAS EM PROJETOS DE TI 2012 Material 1 Prof. Luiz Carlos Valeretto Jr. 1 E-mail valeretto@yahoo.com.br Objetivo Objetivos desta disciplina são: reconhecer as bases da administração financeira das empresas,

Leia mais

INSTITUTO INTERAMERICANO DE COOPERAÇÃO PARA A AGRICULTURA

INSTITUTO INTERAMERICANO DE COOPERAÇÃO PARA A AGRICULTURA INSTITUTO INTERAMERICANO DE COOPERAÇÃO PARA A AGRICULTURA AGÊNCIA BRASILEIRA DE COOPERAÇÃO - ABC INSTITUTO INTERAMERICANO DE COOPERAÇÃO PARA A AGRICULTURA - IICA INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 16, DE 5 DE MAIO DE 2010

RESOLUÇÃO Nº 16, DE 5 DE MAIO DE 2010 RESOLUÇÃO Nº 16, DE 5 DE MAIO DE 2010 Define os parâmetros nacionais para a inscrição das entidades e organizações de assistência social, bem como dos serviços, programas, projetos e benefícios socioassistenciais

Leia mais

Ações de Adaptação de Comunidades e seus Ecossistemas aos Eventos Climáticos

Ações de Adaptação de Comunidades e seus Ecossistemas aos Eventos Climáticos PROCESSO SELETIVO 2011 Ações de Adaptação de Comunidades e seus Ecossistemas aos Eventos Climáticos REGULAMENTO Prezado Gestor, Criado em 2006, o Instituto HSBC Solidariedade é responsável por gerenciar

Leia mais

PROJETO BRA/04/029. Seleciona CONSULTOR na modalidade PRODUTO* MAPEAMENTO DE

PROJETO BRA/04/029. Seleciona CONSULTOR na modalidade PRODUTO* MAPEAMENTO DE PROJETO BRA/04/029 Seleciona CONSULTOR na modalidade PRODUTO* MAPEAMENTO DE Os currículos deverão ser encaminhados para o endereço eletrônico seguranca.cidada@mj.gov.br até o dia 20 de dezembro de 2015.

Leia mais

Monografia apresentada ao Departamento de Ciência da Computação da Universidade de Brasília Curso de Especialização em Gestão da Segurança da

Monografia apresentada ao Departamento de Ciência da Computação da Universidade de Brasília Curso de Especialização em Gestão da Segurança da Monografia apresentada ao Departamento de Ciência da Computação da Universidade de Brasília Curso de Especialização em Gestão da Segurança da Informação e Comunicações 1 - Há milhões e milhões de anos

Leia mais

SECRETARIA DE SAÚDE SECRETARIA EXECUTIVA DE COORDENAÇÃO GERAL DIRETORIA GERAL DE PLANEJAMENTO - GERÊNCIA DE GESTÃO ESTRATÉGICA E PARTICIPATIVA

SECRETARIA DE SAÚDE SECRETARIA EXECUTIVA DE COORDENAÇÃO GERAL DIRETORIA GERAL DE PLANEJAMENTO - GERÊNCIA DE GESTÃO ESTRATÉGICA E PARTICIPATIVA NOTA TÉCNICA 07/13 RELATÓRIO ANUAL DE GESTÃO - RAG ORIENTAÇÕES GERAIS Introdução O Planejamento é um instrumento de gestão, que busca gerar e articular mudanças e aprimorar o desempenho dos sistemas de

Leia mais

Experiência: Sistema de Controle logístico de Medicamentos Antirretrovirais - SICLOM

Experiência: Sistema de Controle logístico de Medicamentos Antirretrovirais - SICLOM Experiência: Sistema de Controle logístico de Medicamentos Antirretrovirais - SICLOM Secretaria de Vigilância em Saúde Ministério da Saúde Responsável: Juliana Monteiro da Cruz, Gerente de Desenvolvimento

Leia mais

C O B I T. Gerenciamento dos Riscos Mitigação. Aceitação. Transferência. Evitar/Eliminar.

C O B I T. Gerenciamento dos Riscos Mitigação. Aceitação. Transferência. Evitar/Eliminar. C O B I T Evolução Estratégica A) Provedor de Tecnologia Gerenciamento de Infra-estrutura de TI (ITIM) B) Provedor de Serviços Gerenciamento de Serviços de TI (ITSM) C) Parceiro Estratégico Governança

Leia mais

Fabiola Sulpino Vieira. fabiolasulpino@uol.com.br

Fabiola Sulpino Vieira. fabiolasulpino@uol.com.br Fabiola Sulpino Vieira fabiolasulpino@uol.com.br Mercado Farmacêutico Mundial Entre 1980 e 1999 houve crescimento de 5 até quase 120 bilhões de dólares a preços constantes Em 1999, 15% da população mundial

Leia mais

Atuação do Farmacêutico no Âmbito Hospitalar: Desafio em Recursos Humanos

Atuação do Farmacêutico no Âmbito Hospitalar: Desafio em Recursos Humanos Universidade Federal do Paraná Setor de Ciências da Saúde PET Farmácia Atuação do Farmacêutico no Âmbito Hospitalar: Desafio em Recursos Humanos Antonio E. Matoso Mendes Orientadora: Maria Luíza D. Fávero

Leia mais

CURSO DE GRADUAÇÃO EM FARMÁCIA PROPOSTA DE DIRETRIZES CURRICULARES

CURSO DE GRADUAÇÃO EM FARMÁCIA PROPOSTA DE DIRETRIZES CURRICULARES CURSO DE GRADUAÇÃO EM FARMÁCIA PROPOSTA DE DIRETRIZES CURRICULARES 1 1. PERFIL DO FORMANDO EGRESSO/PROFISSIONAL 1.1. Perfil Comum: Farmacêutico, com formação generalista, humanista, crítica e reflexiva.

Leia mais

A GESTÃO HOSPITALAR E A NOVA REALIDADE DO FINANCIAMENTO DA ASSISTÊNCIA RENILSON REHEM SALVADOR JULHO DE 2006

A GESTÃO HOSPITALAR E A NOVA REALIDADE DO FINANCIAMENTO DA ASSISTÊNCIA RENILSON REHEM SALVADOR JULHO DE 2006 A GESTÃO HOSPITALAR E A NOVA REALIDADE DO FINANCIAMENTO DA ASSISTÊNCIA RENILSON REHEM SALVADOR JULHO DE 2006 No passado, até porque os custos eram muito baixos, o financiamento da assistência hospitalar

Leia mais

EDUCAÇÃO EM SERVIÇO, EDUCAÇÃO CONTINUADA, EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE: SINÔNIMOS OU DIFERENTES CONCEPÇÕES?

EDUCAÇÃO EM SERVIÇO, EDUCAÇÃO CONTINUADA, EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE: SINÔNIMOS OU DIFERENTES CONCEPÇÕES? EDUCAÇÃO EM SERVIÇO, EDUCAÇÃO CONTINUADA, EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE: SINÔNIMOS OU DIFERENTES CONCEPÇÕES? Beatriz Francisco Farah E-mail:biafarah@nates.ufjf.br A questão da educação para profissionais

Leia mais

MANUAL DE GESTÃO DA QUALIDADE

MANUAL DE GESTÃO DA QUALIDADE Revisão: 07 Data: 05.03.09 Página 1 de 7 Copia controlada MANUAL DE GESTÃO DA QUALIDADE José G. Cardoso Diretor Executivo As informações contidas neste Manual são de propriedade da Abadiaço Ind. e Com.

Leia mais

Decreto N 7.508 de 28/06/11 Regulamentando a Lei N 8.080 de 19/09/90

Decreto N 7.508 de 28/06/11 Regulamentando a Lei N 8.080 de 19/09/90 Decreto N 7.508 de 28/06/11 Regulamentando a Lei N 8.080 de 19/09/90 Cesar Vieira cesarvieira@globo.com Reunião do CA/IBEDESS 12 de julho de 2011 Principais Conteúdos Organização do SUS Planejamento da

Leia mais

IV CONGRESSO BRASILEIRO DE DIREITO E SAÚDE. Os Impactos da Judicialização na Saúde Pública e Privada

IV CONGRESSO BRASILEIRO DE DIREITO E SAÚDE. Os Impactos da Judicialização na Saúde Pública e Privada IV CONGRESSO BRASILEIRO DE DIREITO E SAÚDE Os Impactos da Judicialização na Saúde Pública e Privada 25/11/2015 HISTÓRICO: Período anterior a CF de 1988 INAMPS População e procedimentos restritos Movimento

Leia mais

Mercado de Saúde no Brasil. Jaqueline Castro residecoadm.hu@ufjf.edu.br 40095172

Mercado de Saúde no Brasil. Jaqueline Castro residecoadm.hu@ufjf.edu.br 40095172 Mercado de Saúde no Brasil Jaqueline Castro residecoadm.hu@ufjf.edu.br 40095172 Constituição de 1988 Implantação do SUS Universalidade, Integralidade e Participação Social As instituições privadas participam

Leia mais

Decreto 8077 14/08/2013 - REGULAMENTA CONDIÇÕES FUNCIONAMENTO EMPRESAS SUJEITAS LICENCIAMENTO SANITÁRIO, Publicado no DO em 15 ago 2013

Decreto 8077 14/08/2013 - REGULAMENTA CONDIÇÕES FUNCIONAMENTO EMPRESAS SUJEITAS LICENCIAMENTO SANITÁRIO, Publicado no DO em 15 ago 2013 Decreto 8077 14/08/2013 - REGULAMENTA CONDIÇÕES FUNCIONAMENTO EMPRESAS SUJEITAS LICENCIAMENTO SANITÁRIO, Publicado no DO em 15 ago 2013 Regulamenta as condições para o funcionamento de empresas sujeitas

Leia mais

2.2 ATIVIDADES Atividade 4.2.3 - Formular as sistemáticas de planejamento e avaliação das escolas para uso na implantação do PDE.

2.2 ATIVIDADES Atividade 4.2.3 - Formular as sistemáticas de planejamento e avaliação das escolas para uso na implantação do PDE. Impresso por: ANGELO LUIS MEDEIROS MORAIS Data da impressão: 07/10/2013-10:07:01 SIGOEI - Sistema de Informações Gerenciais da OEI TERMO DE REFERÊNCIA Nº 2703 PARA CONTRATAÇÃO DE PESSOA FÍSICA PROCESSO

Leia mais

INSERÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA EM UMA UNIDADE DE SAÚDE EM PONTA GROSSA-PR

INSERÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA EM UMA UNIDADE DE SAÚDE EM PONTA GROSSA-PR INSERÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA EM UMA UNIDADE DE SAÚDE EM PONTA GROSSA-PR SANTOS, Elaine Ferreira dos (estagio II), WERNER, Rosiléa Clara (supervisor), rosileawerner@yahoo.com.br

Leia mais

Avaliação Econômica. O Processo de Seleção de Diretores nas Escolas Públicas Brasileiras

Avaliação Econômica. O Processo de Seleção de Diretores nas Escolas Públicas Brasileiras Avaliação Econômica O Processo de Seleção de Diretores nas Escolas Públicas Brasileiras Objeto da avaliação: adoção de diferentes mecanismos para a seleção de diretores de escolas públicas brasileiras

Leia mais

RDC 60. Perguntas e Respostas. RDC nº 60, RDC 60 - PERGUNTAS E RESPOSTAS

RDC 60. Perguntas e Respostas. RDC nº 60, RDC 60 - PERGUNTAS E RESPOSTAS Regulamentação SOBRE AMOSTRAS GRÁTIS DE MEDICAMENTOS RDC 60 Perguntas e Respostas RDC nº 60, de 26 de NOVEmbro de 2009 1 Regulamentação SOBRE AMOSTRAS GRÁTIS RDC 60 Perguntas e Respostas RDC nº 60, de

Leia mais

1. Introdução. 2. Metodologia e Taxa de Adesão. Resultados Nacionais Agregados de 2011

1. Introdução. 2. Metodologia e Taxa de Adesão. Resultados Nacionais Agregados de 2011 1 Resultados Nacionais Agregados de 11 Observatório Nacional de Recursos Humanos Resultados Nacionais Agregados de 11 1. Introdução Desde a sua criação em 02 que o Observatório Nacional de Recursos Humanos

Leia mais

DECRETO Nº 1710, DE 16 DE NOVEMBRO DE 2007.

DECRETO Nº 1710, DE 16 DE NOVEMBRO DE 2007. DECRETO Nº 1710, DE 16 DE NOVEMBRO DE 2007. Institui o elenco de medicamentos e aprova o regulamento dos procedimentos de aquisição e dispensação de medicamentos especiais para tratamento ambulatorial

Leia mais

PLANEJAMENTO E AVALIAÇAO DE SAÚDE PARA IDOSOS: O AVANÇO DAS POLITICAS PÚBLICAS

PLANEJAMENTO E AVALIAÇAO DE SAÚDE PARA IDOSOS: O AVANÇO DAS POLITICAS PÚBLICAS PLANEJAMENTO E AVALIAÇAO DE SAÚDE PARA IDOSOS: O AVANÇO DAS POLITICAS PÚBLICAS Renata Lívia Silva F. M. de Medeiros (UFPB) Zirleide Carlos Felix (UFPB) Mariana de Medeiros Nóbrega (UFPB) E-mail: renaliviamoreira@hotmail.com

Leia mais

AÇÕES DE RESPOSTA: VIGILÂNCIA EM SAÚDE AMBIENTAL

AÇÕES DE RESPOSTA: VIGILÂNCIA EM SAÚDE AMBIENTAL AÇÕES DE RESPOSTA: VIGILÂNCIA EM SAÚDE AMBIENTAL 1. Conceito Por Aramis Cardoso A Vigilância em Saúde Ambiental é definida como o conjunto de ações que proporcionam o conhecimento e a detecção de qualquer

Leia mais

Projeto OTCA-BID: Marco Estratégico para elaborar uma agenda regional de proteção de povos indígenas em isolamento voluntário e contato inicial

Projeto OTCA-BID: Marco Estratégico para elaborar uma agenda regional de proteção de povos indígenas em isolamento voluntário e contato inicial Projeto OTCA-BID: Marco Estratégico para elaborar uma agenda regional de proteção de povos indígenas em isolamento voluntário e contato inicial Subsídios à participação brasileira no evento e considerações

Leia mais

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE À FOME Secretaria Executiva Diretoria de Projetos Internacionais

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE À FOME Secretaria Executiva Diretoria de Projetos Internacionais MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE À FOME Secretaria Executiva Diretoria de Projetos Internacionais CONTRATAÇÃO DE CONSULTOR MODALIDADE: Produto TERMO DE REFERÊNCIA Nº. /2011 CAPA Projeto Agência:

Leia mais

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2008/prt1559_01_08_2008.html

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2008/prt1559_01_08_2008.html Página 1 de 5 ADVERTÊNCIA Este texto não substitui o publicado no Diário Oficial da União Ministério da Saúde Gabinete do Ministro PORTARIA Nº 1.559, DE 1º DE AGOSTO DE 2008 Institui a Política Nacional

Leia mais

Nome do questionário (ID): Levantamento de Governança de TI 2014 (566727)

Nome do questionário (ID): Levantamento de Governança de TI 2014 (566727) Nome do questionário (ID): Levantamento de Governança de TI 2014 (566727) Pergunta: Sua resposta Data de envio: 13/06/2014 14:08:02 Endereço IP: 177.1.81.29 1. Liderança da alta administração 1.1. Com

Leia mais

Carta de Campinas 1) QUANTO AO PROBLEMA DO MANEJO DAS CRISES E REGULAÇÃO DA PORTA DE INTERNAÇÃO E URGÊNCIA E EMERGÊNCIA,

Carta de Campinas 1) QUANTO AO PROBLEMA DO MANEJO DAS CRISES E REGULAÇÃO DA PORTA DE INTERNAÇÃO E URGÊNCIA E EMERGÊNCIA, Carta de Campinas Nos dias 17 e 18 de junho de 2008, na cidade de Campinas (SP), gestores de saúde mental dos 22 maiores municípios do Brasil, e dos Estados-sede desses municípios, além de profissionais

Leia mais

Diretrizes Estaduais de Saúde aos Povos Indígenas

Diretrizes Estaduais de Saúde aos Povos Indígenas Diretrizes Estaduais de Saúde aos Povos Indígenas 1. Atenção a Saúde da População Indígena no Estado de São Paulo 1 A população Indígena residente no Estado de São Paulo totaliza, segundo Censo do IBGE

Leia mais

Seminário estratégico de enfrentamento da. Janeiro PACTUAÇÃO COM GESTORES MUNICIPAIS. Maio, 2013

Seminário estratégico de enfrentamento da. Janeiro PACTUAÇÃO COM GESTORES MUNICIPAIS. Maio, 2013 Seminário estratégico de enfrentamento da Tuberculose e Aids no Estado do Rio de Janeiro PACTUAÇÃO COM GESTORES MUNICIPAIS Maio, 2013 1.Detecção de casos e tratamento da tuberculose 1.1. Descentralizar

Leia mais

Escassez de profissionais de saúde na APS em áreas de difícil fixação no Brasil

Escassez de profissionais de saúde na APS em áreas de difícil fixação no Brasil Escassez de profissionais de saúde na APS em áreas de difícil fixação no Brasil Decit/SCTIE/MS EVIPNet Brasil Capacitação Ferramentas SUPPORT para políticas informadas por evidencias Bireme, SP 27 a 30

Leia mais

Questionário de Governança de TI 2016

Questionário de Governança de TI 2016 Questionário de Governança de TI 2016 De acordo com o Referencial Básico de Governança do Tribunal de Contas da União, a governança no setor público compreende essencialmente os mecanismos de liderança,

Leia mais

Nota técnica Março/2014

Nota técnica Março/2014 Nota técnica Março/2014 Sistemas de Saneamento no Brasil - Desafios do Século XXI João Sergio Cordeiro O Brasil, no final do ano de 2013, possuía população de mais de 200 milhões de habitantes distribuídos

Leia mais

PROJETO DE FORMAÇÃO E MELHORIA DA QUALIDADE DA REDE DE SAUDE QUALISUS-REDE

PROJETO DE FORMAÇÃO E MELHORIA DA QUALIDADE DA REDE DE SAUDE QUALISUS-REDE TERMO DE REFERÊNCIA Nº 10/2015 Consultor Conteudista para elaboração do Curso EAD voltado à Implantação de Serviço de Clínica Farmacêutica Intervenção Sistêmica Gestão da Assistência Farmacêutica : Implantação

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 555 DE 30 DE NOVEMBRO DE 2011

RESOLUÇÃO Nº 555 DE 30 DE NOVEMBRO DE 2011 RESOLUÇÃO Nº 555 DE 30 DE NOVEMBRO DE 2011 Ementa: Regulamenta o registro, a guarda e o manuseio de informações resultantes da prática da assistência farmacêutica nos serviços de saúde. O Conselho Federal

Leia mais

ROTEIRO DAS FISCALIZAÇÕES

ROTEIRO DAS FISCALIZAÇÕES ROTEIRO DAS FISCALIZAÇÕES A) CONHECER OS PROGRAMAS E POLÍTICAS PÚBLICAS B) PLANEJAR A AÇÃO DE CONTROLE/FISCALIZAÇÃO C) SOLICITAR INFORMAÇÕES PRÉVIAS D) VISITA AO LOCAL / INSPEÇÕES / ENTREVISTAS (TÉCNICAS

Leia mais

ANÁLISE DO SISTEMA DE REGULAÇÃO DO MUNICÍPIO DE HIDROLÂNDIA/GO. Palavras-chave: Sistema de Regulação. Descentralização, Regionalização e Referência.

ANÁLISE DO SISTEMA DE REGULAÇÃO DO MUNICÍPIO DE HIDROLÂNDIA/GO. Palavras-chave: Sistema de Regulação. Descentralização, Regionalização e Referência. ANÁLISE DO SISTEMA DE REGULAÇÃO DO MUNICÍPIO DE HIDROLÂNDIA/GO Nara FUKUYA 1 ; Ana Elisa Bauer Camargo SILVA 2 1,2 Universidade Federal de Goiás, Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós Graduação, Núcleo de Estudo

Leia mais

Edital nº 001/2010/GSIPR/SENAD / MS PLANO INTEGRADO DE ENFRENTAMENTO AO CRACK E OUTRAS DROGAS

Edital nº 001/2010/GSIPR/SENAD / MS PLANO INTEGRADO DE ENFRENTAMENTO AO CRACK E OUTRAS DROGAS PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA GABINETE DE SEGURANÇA INSTITUCIONAL SECRETARIA NACIONAL DE POLITICAS SOBRE DROGAS MINISTÉRIO DA SAÚDE Comitê Gestor do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras drogas

Leia mais

Edital nº 002/2010/GSIPR/SENAD

Edital nº 002/2010/GSIPR/SENAD PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA GABINETE DE SEGURANÇA INSTITUCIONAL SECRETARIA NACIONAL DE POLITICAS SOBRE DROGAS MINISTÉRIO DA SAÚDE Comitê Gestor do Plano Integrado de Enfretamento ao Crack e Outras Drogas

Leia mais

PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES PARA PROMOÇÃO DA SAÚDE

PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES PARA PROMOÇÃO DA SAÚDE 1 PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES PARA PROMOÇÃO DA SAÚDE Autoras: Paula Cristina Ischkanian 1 e Maria Cecília Focesi Pelicioni 2. 1 Mestranda da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São

Leia mais

SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE PIRIPIRI - PI

SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE PIRIPIRI - PI A IMPLEMENTAÇÃO DA ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA III MOSTRA NACIONAL DE PRODUÇÃO EM SAÚDE DA FAMÍLIA AGOSTO - 2008 JORGE OTÁVIO MAIA BARRETO SECRETÁRIO MUNICIPAL DE SAÚDE DE PIRIPIRI

Leia mais

5.1 Nome da iniciativa ou Projeto. Academia Popular da Pessoa idosa. 5.2 Caracterização da Situação Anterior

5.1 Nome da iniciativa ou Projeto. Academia Popular da Pessoa idosa. 5.2 Caracterização da Situação Anterior 5.1 Nome da iniciativa ou Projeto Academia Popular da Pessoa idosa 5.2 Caracterização da Situação Anterior O envelhecimento é uma realidade da maioria das sociedades. No Brasil, estima-se que exista, atualmente,

Leia mais

PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO NA ESCOLA DA EDUCAÇÃO BÁSICA: POSSIBILIDADES E LIMITES

PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO NA ESCOLA DA EDUCAÇÃO BÁSICA: POSSIBILIDADES E LIMITES PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO NA ESCOLA DA EDUCAÇÃO BÁSICA: POSSIBILIDADES E LIMITES Antônio Cabral Neto Universidade Federal do Rio Grande do Norte Brasil cabranl@ufrnet.br Maria Doninha de Almeida Universidade

Leia mais

Ministério do Desenvolvimento Agrário Secretaria de Desenvolvimento Territorial. Sistema de Gestão Estratégica. Documento de Referência

Ministério do Desenvolvimento Agrário Secretaria de Desenvolvimento Territorial. Sistema de Gestão Estratégica. Documento de Referência Ministério do Desenvolvimento Agrário Secretaria de Desenvolvimento Territorial Sistema de Gestão Estratégica Brasília - 2010 SUMÁRIO I. APRESENTAÇÃO 3 II. OBJETIVOS DO SGE 4 III. MARCO DO SGE 4 IV. ATORES

Leia mais

Cenpec Coordenação de Desenvolvimento de Pesquisas. Projeto Equidade e políticas de melhoria da qualidade da educação: os casos do Acre e Ceará

Cenpec Coordenação de Desenvolvimento de Pesquisas. Projeto Equidade e políticas de melhoria da qualidade da educação: os casos do Acre e Ceará Cenpec Coordenação de Desenvolvimento de Pesquisas Projeto Equidade e políticas de melhoria da qualidade da educação: os casos do Acre e Ceará Introdução Estudos desenvolvidos pelo Cenpec a partir do exame

Leia mais

VIGILÂNCIA E PROMOÇÃO À SAÚDE

VIGILÂNCIA E PROMOÇÃO À SAÚDE VIGILÂNCIA E PROMOÇÃO À SAÚDE Um modelo de assistência descentralizado que busca a integralidade, com a participação da sociedade, e que pretende dar conta da prevenção, promoção e atenção à saúde da população

Leia mais

SISTEMA DE INFORMAÇÃO PARA OBSERVATÓRIO SÓCIO-AMBIENTAL

SISTEMA DE INFORMAÇÃO PARA OBSERVATÓRIO SÓCIO-AMBIENTAL SISTEMA DE INFORMAÇÃO PARA OBSERVATÓRIO SÓCIO-AMBIENTAL FICHA DE APRESENTAÇÃO SISTEMA INTERATIVO DE MONITORAÇÃO E PARTICIPAÇÃO PARA O APOIO À IMPLEMENTAÇÃO DA PLATAFORMA DE C O O P E R A Ç Ã O A M B I

Leia mais

Esporte como fator de inclusão de jovens na sociedade FGR: Gustavo:

Esporte como fator de inclusão de jovens na sociedade FGR: Gustavo: Esporte como fator de inclusão de jovens na sociedade Entrevista cedida à FGR em Revista por Gustavo de Faria Dias Corrêa, Secretário de Estado de Esportes e da Juventude de Minas Gerais. FGR: A Secretaria

Leia mais

O COAP na perspectiva da gestão da Vigilância em Saúde. Sonia Brito Secretaria de Vigilância em Saúde

O COAP na perspectiva da gestão da Vigilância em Saúde. Sonia Brito Secretaria de Vigilância em Saúde O COAP na perspectiva da gestão da Vigilância em Saúde Sonia Brito Secretaria de Vigilância em Saúde Decreto 7.508/11 Regulamenta a Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, para dispor sobre a organização

Leia mais

Implantação do sistema de gestão da qualidade ISO 9001:2000 em uma empresa prestadora de serviço

Implantação do sistema de gestão da qualidade ISO 9001:2000 em uma empresa prestadora de serviço Implantação do sistema de gestão da qualidade ISO 9001:2000 em uma empresa prestadora de serviço Adriana Ferreira de Faria (Uniminas) affaria@uniminas.br Adriano Soares Correia (Uniminas) adriano@ep.uniminas.br

Leia mais

NOTA TÉCNICA 33 2012

NOTA TÉCNICA 33 2012 NOTA TÉCNICA 33 2012 Proposta de regulamentação da base nacional de dados das ações e serviços do Componente Básico da Assistência Farmacêutica no SUS Assembleia do CONASS de 17 outubro de 2012 Brasília,

Leia mais

Como se Tornar um Município Amigo do Idoso. Critérios para a Obtenção do Selo de Município Amigo do Idoso

Como se Tornar um Município Amigo do Idoso. Critérios para a Obtenção do Selo de Município Amigo do Idoso Como se Tornar um Município Amigo do Idoso Critérios para a Obtenção do Selo de Município Amigo do Idoso 2 3 GERALDO ALCKMIN Governador do Estado de São Paulo ROGERIO HAMAM Secretário de Estado de Desenvolvimento

Leia mais

Agenda Nacional de Apoio à Gestão Municipal

Agenda Nacional de Apoio à Gestão Municipal SECRETARIA DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS SUBCHEFIA DE ASSUNTOS FEDERATIVOS Agenda Nacional de Apoio à Gestão Municipal Mapa de obras contratadas pela CEF, em andamento com recursos do Governo Federal 5.048

Leia mais

ENCONTRO ESTADUAL DE FARMACÊUTICOS PREPARATÓRIO PARA A 15ª CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE RELATÓRIO FINAL OFICINA AMAZONAS

ENCONTRO ESTADUAL DE FARMACÊUTICOS PREPARATÓRIO PARA A 15ª CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE RELATÓRIO FINAL OFICINA AMAZONAS ENCONTRO ESTADUAL DE FARMACÊUTICOS PREPARATÓRIO PARA A 15ª CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE RELATÓRIO FINAL OFICINA AMAZONAS Informações gerais Estado Amazonas Organizadores (sindicato e Sindicato dos Farmacêuticos

Leia mais

Título: Autores: Unidade Acadêmica: INTRODUÇÃO

Título: Autores: Unidade Acadêmica: INTRODUÇÃO Título: AVALIAÇÃO DOS SERVIÇOS DE ASSISTÊNCIA EM SAÚDE AO IDOSO NO MUNÍCIPIO DE ANÁPOLIS-EFETIVIDADE E RESOLUTIVIDADE Autores: Júlia Maria Rodrigues de OLIVEIRA, Marta Rovery de SOUZA. Unidade Acadêmica:

Leia mais

Nome do questionário (ID): Levantamento de Governança de TI na Administração Pública Federal - Ciclo 2016 (322491)

Nome do questionário (ID): Levantamento de Governança de TI na Administração Pública Federal - Ciclo 2016 (322491) Nome do questionário (ID): Levantamento de Governança de TI na Administração Pública Federal - Ciclo 2016 (322491) Pergunta: Sua resposta Data de envio: 18/05/2016 16:38:00 Endereço IP: 200.198.193.162

Leia mais

componente de avaliação de desempenho para sistemas de informação em recursos humanos do SUS

componente de avaliação de desempenho para sistemas de informação em recursos humanos do SUS Informação como suporte à gestão: desenvolvimento de componente de avaliação de desempenho para sistemas de Esta atividade buscou desenvolver instrumentos e ferramentas gerenciais para subsidiar a qualificação

Leia mais

COMUNICAÇÃO EM SAÚDE

COMUNICAÇÃO EM SAÚDE Fórum ONG/AIDS RS COMUNICAÇÃO EM SAÚDE Paulo Giacomini Porto Alegre, 30 de Outubro de 2014. Comunicação 1. Ação de comunicar, de tornar comum (à comunidade) uma informação (fato, dado, notícia); 2. Meio

Leia mais

Observatório Nacional de Recursos Humanos

Observatório Nacional de Recursos Humanos RUBRICA AVALIAÇÃO DA SATISFAÇÃO Observatório Nacional de Recursos Humanos Resultados nacionais agregados de 211 O Observatório Nacional de Recursos Humanos (ONRH) celebra este ano 1 anos de existência.

Leia mais

NOTA TÉCNICA 02 2014

NOTA TÉCNICA 02 2014 NOTA TÉCNICA 02 2014 DEFINIÇÃO DAS AÇÕES E SERVIÇOS DE SAÚDE VOLTADOS PARA VIGILÂNCIA, PREVENÇÃO E CONTROLE DE ZOONOSES E DE ACIDENTES CAUSADOS POR ANIMAIS PEÇONHENTOS E VENENOSOS, DE RELEVÂNCIA PARA A

Leia mais

Módulo 4: Gerenciamento dos Riscos, das Aquisições, das Partes Interessadas e da Integração

Módulo 4: Gerenciamento dos Riscos, das Aquisições, das Partes Interessadas e da Integração Diretoria de Desenvolvimento Gerencial Coordenação Geral de Educação a Distância Gerência de Projetos - Teoria e Prática Conteúdo para impressão Módulo 4: Gerenciamento dos Riscos, das Aquisições, das

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO Cargo: ENFERMEIRO/ÁREA 1. DESCRIÇÃO SUMÁRIA DO CARGO: Prestar assistência ao paciente e/ou usuário em clínicas, hospitais, ambulatórios, navios, postos de saúde e em domicílio, realizar consultas e procedimentos

Leia mais